VIOMUNDO

Jurema Werneck: “O governo Dilma está chocando o ovo da serpente”

09 de fevereiro de 2012 às 17h39

Jurema Werneck: “Na reunião de 25 de janeiro do Conselho Nacional de Saúde (CNS), apenas dois segmentos se mostraram favoráveis à MP 557 como estava, incluindo o nascituro: o próprio governo e a CNBB”

por Conceição Lemes

Desde o final de 2011, quando entrou em cena a Medida Provisória 557, as feministas têm sido atacadas, desqualificadas (pessoal, técnica e politicamente), ridicularizadas. Motivo: terem se posicionado com firmeza contra a MP 557, hoje rechaçada quase unanimemente. A MP 557, que institui o cadastro nacional de gestantes, visa à redução da mortalidade materna.

Só que os detratores desconhecem que, nos últimos 30 anos, a questão da morte materna tem sido pautada e enfrentada no Brasil justa e basicamente pelos movimentos de mulheres. Por ano, cerca de 1.600 morrem por causa da gravidez – antes, durante ou nos primeiros 42 dias após o parto.

Em 2010, esse grave problema de saúde pública no país acabou participando da campanha presidencial de 2010. Eleita a presidenta Dilma Rousseff, ele se tornou uma das prioridades do seu governo.

“Ótimo que a presidenta tenha reconhecido que a mortalidade materna é uma demanda das mulheres”, avalia Jurema Werneck. “Só que, a partir daí, ela tem falhado, errado terrivelmente.”

“A MP 557 foi uma decisão errada da presidenta”, observa Jurema. “Além de não resolver a questão da morte materna e atropelar arrogante e explicitamente os sujeitos sociais e princípios fundamentais, essa escolha do governo trouxe para o centro do debate da saúde da mulher, de forma fortalecida, o que de pior a sociedade brasileira já produziu que são os conservadores xiitas, da extrema-direita cristã.”

Tanto que, na última reunião do Conselho Nacional de Saúde (CNS), em 25 de janeiro, apenas dois segmentos se mostraram favoráveis à MP 557: o próprio governo e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

“Eu não sei se o governo federal está baixando a cabeça para os setores ultraconservadores, se está derrotado, satisfeito e confortável nessa aliança, mas que está chocando o ovo da serpente, está”, adverte Jurema Werneck. “O governo Dilma não está vendo o ovo de serpente que está deixando chocar.”

Jurema Werneck tem autoridade e representatividade para dizer tudo isso. É médica, doutora em Comunicação, fundadora e coordenadora da ONG Criola. É a vice-presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), onde ocupa a vaga do movimento negro, representando a Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras, da qual é secretária-executiva. Desenvolve ações, projetos e pesquisas nas áreas de saúde da população negra, mulheres negras, bioética e racismo.

Viomundo – Priorização da morte materna é uma demanda antiga dos movimentos de mulheres em todo o Brasil. O que achou de a presidenta Dilma a ter elegido como uma de suas prioridades?

Jurema Werneck — Foi uma coisa boa, a intenção era ótima. Ponto. A partir daí, ela tem falhado, errado terrivelmente.

Viomundo – Onde?

Jurema Werneck – Ela começou o primeiro ano do seu mandato com o decreto da Rede Cegonha. Terminou-o com a edição da Medida Provisória 557, que institui o cadastro nacional das gestantes. O fato de essas duas medidas terem a chancela da presidenta significa que a decisão em relação à saúde da mulher subiu de hierarquia governamental. Isso não é uma coisa ruim. Ruim foi o encaminhamento completamente equivocado que a presidenta deu a isso. Ruim foi a presidenta ter respondido a isso de forma antidemocrática. Um erro crasso.

Viomundo – Explique melhor.

Jurema Werneck – Priorizar a saúde é uma pauta importante e nossas leis já estabelecem canais de diálogo com a sociedade em relação às formas para se compreender melhor o que precisa ser priorizado na saúde, o que está errado, o que precisa ser melhorado.

Por exemplo, os conselhos de saúde, a Conferência Nacional de Saúde. No Brasil, há mais conselheiros de saúde do que vereadores. Por lei, todo município tem de ter conselho de saúde, e os conselhos são proporcionalmente maiores do que as câmaras.

Logo, o governo deveria ter interlocutores e, principalmente, interlocutoras para onde quer que se dirigisse.

E, no caso de medidas de caráter nacional, poderia recorrer até ao Conselho Nacional de Saúde (CNS), que, por lei, tem a prerrogativa de deliberar o que vai acontecer na política nacional de saúde sob qualquer aspecto. Afora os 44  integrantes do CNS, há uma comissão inter-setorial de saúde da mulher que tem uma série de especialistas, de ativistas para discutir as questões da área. Isso sem falar na multidão de militantes dos movimentos de mulheres por esse Brasil afora.

Ou seja, a presidenta tinha gente à beça, completamente disponível e habilitada para fazer o debate e propor soluções técnicas e políticas adequadas às necessidades que todas as mulheres vivem, mas ignorou todo mundo.

Por alguma razão que eu não entendo, a presidenta Dilma abriu mão dessa potência democrática e dessa expertise à disposição dela e tomou uma decisão de gabinete em relação à Rede Cegonha e à MP 557, atropelando ainda a nós, mulheres. Achou que tinha mais razão do que todo mundo e que, sozinha, com a sua equipe, compreenderia muito mais as questões envolvidas do que esse conjunto imenso de gente.

Viomundo – Esse encaminhamento é decisão da presidenta ou tem a ver também com a postura do ministro Alexandre Padilha que ignorou totalmente os movimentos de mulheres?

Jurema Werneck – O decreto da Rede Cegonha e a Medida Provisória têm a assinatura da presidenta e da equipe dela.  O Padilha é seu ministro, é seu assessor responsável para a área de saúde.

Todos nós do Conselho Nacional de Saúde e dos movimentos de mulheres estávamos à disposição da presidenta Dilma não só porque grande parte votou nela, mas porque saúde é prioridade de 99% da população brasileira.

Mas a presidenta tomou a decisão sozinha com a equipe dela.  E no final não foi nem a melhor solução, porque tanto a Rede Cegonha quanto a MP foram — e são! — bastante rechaçadas por nós.

No caso específico da morte materna, não há mulher contrária a que se coloque o que de melhor tem de conhecimento e capacitação, para a solução desse gravíssimo problema de saúde pública.

Viomundo – Seria falta de assessoria na área de saúde da mulher?

Jurema Werneck — A assessoria da presidenta tem qualidades técnicas suficientes para entender que o está por trás da morte materna é a péssima assistência ao parto, ao puerpério e ao abortamento.

Nós temos dito o tempo todo o que está nos dados do Ministério da Saúde: a primeira causa de morte materna no Brasil é a eclampsia. A segunda, a pré-eclampsia; entre as principais causas está  o  abortamento.

O que isso quer dizer? A eclampsia e a pré-eclampsia são agravos que podem prevenidos. E o abortamento pode ser melhor atendido.

Na verdade, a principal causa de morte materna no Brasil é a negligência, a desconsideração institucional, tendo o racismo entre os principais elementos.

Não é só o racismo. Mas o racismo fundamentalmente. Porque as principais mortas nessa história são as mulheres negras, as mulheres índias, as mulheres das periferias.

Então, a gente poderia ter agregado muito. Se os assessores da presidenta Dilma ainda não entenderam o que os próprios números do sistema de informação do SUS revelam, a gente poderia ter explicado melhor. Assim como a gente poderia ter explicado a questão da negligência, do despreparo dos profissionais, da incapacidade do SUS atender da forma como a lei manda, cumprindo assim os direitos das pessoas. Afinal, a gente vive isso todo dia e a nossa luta nesses anos todos tem sido para explicar isso melhor.

Viomundo – Mas faltou assessoria ao ministro Padilha ou o ministro Padilha não teria assessorado direito a presidenta Dilma?

Jurema Werneck — Não faltaria assessoria se não houvesse uma arrogância que eu não sei se é particular desse ministro. Ele não é único empossado em janeiro de 2011 que acha que tem todas as respostas. Isso não significa que não tenha qualidades técnicas e políticas.

Viomundo – Teriam pensado que estavam inventando a roda?

Jurema Werneck – Por aí. Acham que a história acabou, o movimento de mulheres não é mais necessário, os sujeitos sociais e políticos não precisam mais negociar os seus direitos, as suas necessidades, porque eles, ministro & Cia,  já são os porta-vozes, sabem tudo.

Viomundo – O que acha de a MP 557 ter trazido para o centro do debate da saúde da mulher os católicos fundamentalistas?

Jurema Werneck – Esse é o outro lado da moeda das decisões tomadas. Além de não resolver a questão da morte materna, atropelar arrogante e explicitamente os sujeitos sociais e princípios fundamentais, as escolhas feitas pelo governo com a Rede Cegonha e agora com a MP 557, trouxeram para o centro do debate da saúde da mulher, para a arena democrática, de forma fortalecida, o que de pior a sociedade brasileira já produziu que são os conservadores xiitas, da extrema-direita cristã.

Essas pessoas saíram fortalecidas nesse cenário, cantando vitória em correntes de e-mails. Assim como os higienistas em São Paulo e nas principais capitais, que saem matando a população de rua, e a PM que ataca desde o show com Rita Lee até os estudantes nas universidades. É tudo ao mesmo tempo.

Viomundo – De forma sincronizada…

Jurema Werneck — Sincronizada e com as piores opções possíveis. O Brasil está ficando fascista. Essa gente que se dizia do campo democrático e popular não pode colocar no centro do debate, como sujeitos sociais e políticos fortalecidos, esses conservadores xiitas.  Não se pode fazer reverências aos delírios deles de controle completo de mulheres, gays, lésbicas, população de rua, negros, pobres, como o governo está fazendo.

Viomundo – O governo estaria baixando a cabeça para os setores  mais conservadores?

Jurema Werneck — Eu não sei se o governo federal está baixando a cabeça, se está derrotado, satisfeito e confortável nessa aliança, mas que está chocando o ovo da serpente, está. O governo Dilma não vendo o ovo de serpente que está deixando chocar.

Viomundo – A MP 557 faz parte disso?

Jurema Werneck — A MP é um passo adiante da Rede Cegonha. Ela foi feita, nas palavras do governo, para operacionalizar alguns aspectos da Rede Cegonha. Só que a MP não operacionaliza coisa nenhuma. Não responde nem tecnicamente nem politicamente ao que a morte materna significa para o Brasil – um problema de repercussão internacional. E, por outro lado, cai no que de pior tem, que é essa gente ultraconservadora.

Aqueles que nós fortalecemos para operacionalizar o estado democrático, para realizar o desejo da gente de um o Brasil melhor, estão entregando o ouro para o bandido.

Viomundo — E a agora?

Jurema Werneck — A gente que faz política tem de denunciar. Cada vez que eles cometerem equívocos gigantes, como o decreto da Rede Cegonha e a MP 557, só temos uma alternativa: lutar.

Viomundo — Que caminhos vislumbra tanto para a Rede Cegonha quanto para a MP 557?

Jurema Werneck — No Conselho Nacional de Saúde e nos movimentos sociais, a gente está tentando, primeiro, por um freio de arrumação nesse negócio.

Decreto é decreto, já é lei.  Nós fomos atropeladas, mas agora é lei.

A MP 557 é lei enquanto estiver em vigor e não for votada. O que a gente está tentando, agora, é recolocar os princípios que foram atropelados no debate.  Nós queremos com duras e intensas críticas mostrar o quanto o governo tem sido arrogante na tomada dessas decisões e mostrar também o quanto eles têm se equivocado tecnicamente.

É preciso também que reconheçam que as soluções técnicas deles não vão levar a lugar nenhum em relação à morte materna. Afinal, nem a Rede Cegonha nem a MP 557 pegam a morte materna na sua origem, na sua causa principal. Eles estão achando que a bolsa-pré-natal de R$ 50 – R$ 25 reais no início da gravidez e R$ 25 no final – vai garantir o acesso. Pois estão redondamente enganados. Os R$ 50 não garantem o acesso de quase mulher nenhuma.

Viomundo – Por quê?

Jurema Werneck – É claro que para uma ou outra mulher os R$ 50 ajudam, pois elas moram longe da maternidade, onde não tem transporte. Mas isso não é solução para quem vive numa cidade em que não tem táxi, não tem maternidade.

A bolsa-pré-natal também não é uma solução para o direito à saúde dessa mulher. A lei diz que o SUS tem de ir onde a mulher está.

A bolsa-pré-natal também não é uma solução para o próprio SUS que já tinha indicado outras formas para se chegar até a casa das pessoas, como as estratégias do Programa Saúde da Família e dos agentes de saúde, a do “Melhor em Casa”, por exemplo.

Por que no caso da gravidez tem que pagar o táxi? A rigor essas mulheres moram onde não tem táxi, não tem rua, não tem maternidade, não tem nada.

E a gestante que mora no meio da floresta, o que vai fazer? Mesmo que alugue um barco com os R$ 50, a ribeirinha com gravidez de risco em trabalho de parto vai levar muitas horas para chegar ao distrito mais próximo e lá não vai encontrar maternidade com vaga, UTI neonatal, equipe preparada para dar conta daquele risco. Esses R$ 50 não dão também para ela pagar um avião e voar até o palácio do planalto para dizer para a presidenta que ela tomou uma decisão errada.

Viomundo – No dia 25 de janeiro, a MP 557 foi debatida no Conselho Nacional de Saúde. Quem falou a favor, quem falou contra?

Jurema Werneck – Se pronunciaram favoravelmente à MP do jeito que estava, incluindo o nascituro, apenas dois segmentos: o governo federal e a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

O governo federal pelas razões óbvias. Foi ele quem a fez.  E a CNBB pela longa trajetória de tomar decisão sem levar em conta os sujeitos.

Eu acho muito bom que CNBB tome a palavra e diga o que pensa na esfera pública. Isso é uma conquista da democracia. É muito bom que a Igreja Católica venha a público e se manifeste, porque ela sempre articulou nos palácios e nos gabinetes. E geralmente à revelia de todos nós, homens e mulheres, que não éramos da igreja, que não éramos próximos a eles, que não éramos os fidalgos.

Agora, dentro do princípio democrático, é bom só até aí. Desde quando a CNBB é a melhor interlocução para dizer o que as mulheres querem e necessitam? É um organismo de uma hierarquia, onde só homem opina, onde só homem manda. Homem que, a rigor não passa pela experiência de uma gestação, de um parto, de um nascimento, de um atendimento de violência sexista, racista que o SUS pode oferecer, que está por trás da alta taxa de mortalidade materna no Brasil.

A igreja solidária precisava ser um pouco mais solidária e ouvir as nossas histórias pessoais não como castigos do pecado original, mas como pessoas reais, sofrendo de causas injustas, neste século 21.

Viomundo – A professora Eleonora Menecucci assume nesta sexta feira o cargo de ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Acha que haverá mudança no Rede Cegonha e na MP 557?

Jurema Werneck — A nova ministra é muito bem-vinda. Não apenas por sua longa trajetória de lutas pela democracia e justiça social, mas também por ser profunda conhecedora dos temas relativos à saúde das mulheres, direitos sexuais e direitos reprodutivos. Para ela, nada do que nós, mulheres, estamos apontando em relação à MP 557 é desconhecido. Ao contrário, ela fez parte das lutas que determinaram as conquistas até aqui. Espero que. em nome do compromisso que ela tem com a luta e os movimentos sociais, ela possa recolocar o debate sobre a prevenção da morte materna no patamar que ela requer e merece. Espero que a ministra Léo e também a ministra Luiza Bairros, da Promoção da Igualdade Racial, possam dialogar com a presidenta e ajudar na qualificação das ações e na tomada de decisões com maior propriedade. E, claro, que juntas reconheçam que a luta das mulheres trouxe  todas nós para a arena de diálogo e não apenas elas.

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Azuir Filho

19/02/2012 - 15h23

Azuir Disse:
É o que podemos dizer um Quadeo complexissimo. Muitos interesses e muitas forças atuando e com fortes interesses de melarem.
Ainda Bem que Dilma é Herdeira de Lula e consequentemente do que temos de organizado do movimento Popular.
Muitas forças de raciocínio lógicos e posições reacionárias que não podem ser contrariadas que logo ficam contra e querem melar.
Nãi tem visão sistêmica nem raciocínio Dialéctico.

Fazem lembrar o Paulinho da Viola no seu samba de sabedoria inesquecível.

…façam como o velho Marinheiro que durante o nevoeiro leva o barco devagar…

Como Diz o Velho Marx só não se negocia Principios, o resto se negocia tudo.

Temos de garantir a condição de avançar do Brasil, crescendo o Salário, a Distribuição de renda e aumentando as vagas nas Universidades e nas Escolas Técnicas.

Negociando sempre pra avançar com tudo.
Como Lula fez e como Dilma faz.

…Façam como o Velho Marinheiro quer durante o Nevoeiro, leva o Barco devagar…

Abração Amigo para todos.

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Sex Politics » Blog Archive » Recomendamos

10/02/2012 - 17h51

[…] Em entrevista ao blog Vi o Mundo, Jurema Werneck, médica e vice-presidente do Conselho Nacional de Saúde representando a Articulação de Mulheres Negras, fala destaca que “o governo Dilma está chocando o ovo da serpente”. Leia mais. […]

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Neuza

10/02/2012 - 14h14

Não é só o Governo Dilma que é refém dos "religiosos" não. Todos os governos brasileiros desde sempre,o foram. Essas "religiosidades politizadas" fazem todas parte do pacote da Grande Ideologia Liberal que o mundo vai engolindo desde quando a Revolução Francesa foi esmagada. Bem verdade que nos últimos tempos passou a nova nomenclatura: ideologia neoliberal. Renovar nomenclaturas é preciso.Mudar o sistema econômico pra valer, isso,a maioria do povo brasileiro ainda não se decidiu a fazer. E vamos penando…
Os religiosos cumprem importante papel para manter os pilares do modo de produção capitalista firmes. Logo nunca lhes faltará grana farta advinda das grandes corporações.
Em toda luta social e política,importa avaliar bem quem são os reais inimigos. Para não embaralhar os times e perder o jogo,antes mesmo do primeiro tempo.

Responder

ana reis

10/02/2012 - 12h18

É impressionante como o controle dos corpos das mulheres, da sua sexualidade e do seu poder procriativo acaba monopolizando a discussão. Jurema Werneck chamou veementemente a atenção para a questão (sempre escamoteada) do racismo como causa importantíssima por trás da mortalidade materna (aliás, mortalidade obstétrica) mas o fantasma da descriminalização do aborto espanta sempre…
O ovo da serpente está sim sendo chocado, chama-se fascismo e vem mostrando as garras na militarização da repressão aos movimentos sociais, no desrespeito `as resoluções das conferências chamadas pelo próprio governo, no protagonismo da misoginia religiosa correndo solto: o irracionalismo a serviço dos poderosos.
As políticas maternalistas de inspiração eclesial cumprem aquele bordão nazista: para as mulheres, a igreja, a cozinha e as crianças.
A presidenta Dilma Vana tem que se dar conta do tamanho e do peso do movimento feminista, cujo alcance já extrapolou os limites da classe média branca urbana e está entre a maioria: as mulheres negras,as mulheres indígenas, as mulheres que carregam esse país nas costas desde a invasão européia.

Responder

    Carmen

    10/02/2012 - 14h51

    Ana Reis…concordo com o que você escreveu…errei ao apertar a mãozinha…
    positivo para seu comentário.

Morvan

10/02/2012 - 10h40

Bom dia.

Todo este imbroglio em torno da inditosa MP 557, ou MP do Vaticano/CNBB, como tudo na vida, por mais ruim que o seja, traz sempre algo de bom: para mim, todo este episódio, malgrado tenha mostrado, da maneira mais crua possível, a total falta de transparência, a opacidade completa do Governo Dilma (não caia nessa de: ministro A ou ministro X é autoritário; somos presidencialistas!), deu-me a grande oportunidade de discutir temas que eu não dominava (ainda não os domino, pois também não são meu mister) e de conhecer pessoas incríveis. Fátima Oliveira, cuja foto nos traz um olhar via semblante de muita paz, apesar da batalhadora que o é; Beatriz Galli, de luta; D. Iriny Lopes; Mari, de tocante elegância ao discutir; Beattrice. Altiva, corajosa; Gerson Carneiro, já bem conhecido pela sua luta; e agora somos brindados pela batalhadora renhida Jurema Werneck. Há nomes que eu não citei, por economia de espaço. Mas estão todos os citados e alguns não citados de parabéns. Parabéns também aos [poucos] que, mesmo pensando diferente, não saíram do campo das ideias, não descambaram para os ataques pessoais – não extrapolaram a função precípua do espaço, que é a discussão de ideias.
Azenha e Conceição, obrigado pela firmeza e pelo espaço concedido.

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

Roberto Leão

10/02/2012 - 10h38

Já sugeri anteriormente que o blog fizésse entrevista com médicos pró e contra a MP. Afinal, estamos falando de saúde. Esse movimento feminista não engloba todas as mulheres e muitas vezes impõe opiniões pessoais que não dizem com a grande maioria da população. Se aproveitam de um "cargo" para aparecer e querer impor opiniões.
Tenho certeza que muitas mulheres são contra o aborto. O problema é que o blog aqui só destaca o movimento pró-aborto. Ignora o texto da MP como um todo.
O objetivo do governo é melhorar a saúde da mulher para que possa ter tranquilodade em gerir e parir.
Lutem pela prevenção, educação e informação . Assim não precisarão se preocupar em lutar pelo aborto.

Responder

    JULIO/Contagem-MG

    10/02/2012 - 13h51

    Cargos pagos por nós contribuintes, ou por ONGs transnacionais, sabe-se lá com quias interesses.

    #somosTODOSpinheirinho.

Wildner Arcanjo

10/02/2012 - 10h27

Pela quata vez. Vamos que vamos. Um dia se publica…

Só para enriquecer mais o debate, um estudo feito pela Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos (Redesaúde) sobre o panorama de mortes maternas no Mundo e no Brasil, com dados coletados no Datasus e em órgãos governamentais e estudos feitos no exterior:
http://www.redesaude.org.br/Homepage/Dossi%EAs/Do

Pesquisa e redação:
Ana Cristina d’Andretta Tanaka
Professora livre-docente do Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Saúde Pública da
Universidade de São Paulo e membro da Comissão Nacional de Mortalidade Materna. E-mail:
[email protected]

Coordenação editorial:
Jacira Melo

Edição de texto:

Marisa Sanematsu

Apoio:
Fundação Ford

Leiam e tirem suas conclusões, enriqueçam o debate.

Responder

    Amália Furtado Neves

    10/02/2012 - 11h39

    Valeu Wildner! O referido estudo acho foi feito quando a Dra. Fátima Oliveira era a secretária executiva da Rede Feminista de Saúde. É bom que se repita aqui o que disse a Dra. Jurema Werneck: morte materna sempre foi assunto das feministas, no mundo. No Brasil não foi diferente. Inclusive as pesquisas sempre foram feitas em sua maioria pelas feministas. O governo pouco se importou.
    Há um estudo mais novo da Rede Feminista de Saúde sobre morte materna, vale conferir http://www.redesaude.org.br/portal/home/conteudo/bibliot...

    Wildner Arcanjo

    10/02/2012 - 12h49

    Agora, com relação a este estudo que você menciona e ao que eu achei, existe uma incoerência. Se é que os dados não mudaram radicalmente nos seis anos após o estudo de 2000. As causas de morte materna, somando-se as causas diretas e indiretas, põe o aborto (somando-se os provocados e os espontâneos) no 7o. Lugar no ranking em mortes maternas.

    Segundo estudo de 2000 o quadro é o seguinte:

    Obstétrica direta:
    Eclâmpsia = 21,2
    Síndromes hemorrágicas = 12,4
    Hermorragia pós-parto = 4,9
    Deslocamento prematuro de placenta = 4,0
    Infeção puerperal = 7,0
    Aborto =4,7
    Aborto espontâneo =1,3
    Aborto provocado = 3,4
    Embolia pulmonar pós-cesárea = 2,6

    Obstétrica indireta:
    Cardiopatia complicada pela gravidez = 10,2
    Doença do aparelho respiratório = 6,9
    Doença do aparelho digestório = 1,5
    Hipertensão preexistente = 1,2
    Diabetes =1,0

    O Estudo de 2000, se não houve uma mudança radical nos números no período de 5/6 anos, se contrapõe ao disposto na página 8 no estudo mencionado por você.

Amália Furtado Neves

10/02/2012 - 09h13

Prezada Jurema, adorei sua entrevista.istas religiosos e também para o ministro da saúde, que se acha a um ponto de não respeitar os espaços oficiais de discussão. Tenho a ideia de que ele não sabe qual é o papel do Conselho Nacional de Saúde, apesard e ser os eu presidente. Quem sabe não seria o caso de o Conselho dar umas aulinhas para ele, não é? Ele, o ministro, tem sido ridículo e voluntarioso. Têm de cortar as asinhas dele para qeu aprenda a respeitar os processos e espaços democráticos.
Jurema, parabéns pelo seu trabalho. Pela retirada da MP 557

Responder

danilo

10/02/2012 - 08h55

ah já encheu o saco esse assunto.

Responder

Vilma Pinho

10/02/2012 - 07h56

Prezada Jurema, adorei sua entrevista.
Os caras aceitam e defendem, corruptos e ladrões de toda ordem, mas gente íntegra, não! O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) convocou os evangélicos a combaterem a nova ministra. e ainda adendou: "Essa posse da abortista amanhã (sexta-feira) é sintomática para todos nós e devemos mostrar de forma contundente a nossa revolta. Aborto não. Aliás, quando a gente lê várias declarações dessa nova ministra, ela está no lugar e na época errada, devia estar em Sodoma e Gomorra".

Responder

Marcos W.

10/02/2012 - 05h17

Menos,Jurema,menos."Chocar o ovo da serpente" é expressão muito forte para pouca coisa!

Responder

    Mário SF Alves

    28/02/2012 - 13h47

    Pouca coisa não é não. Mas, de fato, ovo da serpente, é muito forte. Mesmo porque do tal referido ovo eclodiu nada mais nada menos que a geração F1 do nazismo que hoje domina o mundo.

JULIO/Contagem-MG

10/02/2012 - 01h47

Censura no blog. Cadê meu comentario, no incio desse post, por volta das 18hs. Inadmissivel por aqui.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    10/02/2012 - 01h53

    Qual comentário? Repita-o, por favor, já que aqui ele não foi registrado. abs

    JULIO/Contagem-MG

    10/02/2012 - 03h00

    Azenha,

    Meu comentario no inicio desse, post, era sobre a insistencia neste tema saturado da mp557,já
    deu o que tinha pra dar, na minha modesta opiniao, e nao foi plubicado. Mas mesmo assim va
    leu pela educação e atenção.

    #somosTODOSpinheirinho.

Carlos Alberto

10/02/2012 - 01h00

Quando vai chegar o dia em q o estado vai se separar da igreja? Sério. Pq até hj, estado laico q é bom, nada. Onde ja se viu um estado laico com bancada evangélica, por exemplo. Absurdo.

Responder

    JULIO/Contagem-MG

    10/02/2012 - 01h35

    O voto apesar de obrigatório, ainda é livre. Votem e criem bancadas, atéias, abortivas, feministas, homos e
    outros assemelhados, basta votar. Votem, criem, crescam e apareçam.

    #somosTODOSpinheirinho.

    Bruno

    11/02/2012 - 18h34

    SE tem bancada evangélica no Congresso é porque tem eleitores evangélicos em massa. Fazer o que? É a realidade.Gostemos ou não dela.
    O Estado é laico só no papel. Na prática todas as autoridades eleitas, sejam federais, estaduais ou municipais,sejam do Executivo, Legislativo ou Judiciário puxam o saco dos "religiosos".
    Nas escolas,presídios,hospitais,praças públicas,mirantes etc lá estÃo os símbolos religiosos,os alto-falantes berrando suas pregações religiosas.
    Entre no trem da central e lá está o vagão dos crentes. geralmente,berrando. Tudo financiado por ongs estrangeiras. Que devem ter grande interesse nessa "evangelização". Já os católicos estão descendo a ladeira mas ainda controlam muitos setores,como a Opus Dei controla o Judiciário paulista.

“O governo Dilma está chocando o ovo da serpente”

10/02/2012 - 00h59

[…] Por Conceição Lemes, do Viomundo. […]

Responder

Vlad

10/02/2012 - 00h07

"Parece" que há uma tentativa de abortar a posse da Dra. Eleonora.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,evang

Responder

Fátima Oliveira

09/02/2012 - 23h00

Jurema tem uma extraordinária capacidade de análise e, ao mesmo tempo, de síntese. A presente entrevista expressa bem as duas qualidades que citei, cuja contribuição para a luta em curso é inestimável, sobretudo por colocar no mesmo veio a Rede Cegonha e a MP 557, em detrimento da PNAISM (Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher), além de realçar as singularidades do recorte/racial étnico na morte materna, omitido na Rede Cegonha e na MP 557, em prejuízo da saúde e da vida das mulheres negras.

Responder

    Gerson Carneiro

    10/02/2012 - 07h06

    Inegável a qualificação e excelência de atributos de todas vocês que estão nessa labuta.

    Lamentável não serem ouvidas, lamentável esse desprezo promovido pelo Ministro Padilha.

    Tristemente e infelizmente não se faz política utilizando-se do que de melhor se tem. A vaidade nesses momentos se sobressai. Faz-se política pensando no nome que ficará gravado na placa, no nome que a rua levará, no nome que a lei terá.

    Wildner Arcanjo

    10/02/2012 - 13h44

    Maria da Penha é um desses casos?

    Gerson Carneiro

    11/02/2012 - 00h12

    Não.

Penha Souza

09/02/2012 - 22h52

Pela quantidade de votos negativos a todos os comentários que aplaudem a entrevista, dá para perceber que alguém (ou alguéns) chegado ao atraso está se dando ao trabalho de negativar todas as opiniões. Essa "cyberguerrilha" não acrescenta nada ao debate, não muda princípios, apenas mostra o tamanho da indigência de quem não tem coragem de expor publicamente seu ponto de vista. Essa MP é mais um equívoco (?) do nosso atual governo, que está perigosamente se aliando ao que temos de mais conservador na sociedade.

Responder

    Gracinha

    09/02/2012 - 23h12

    Penha, isso é coisa de gente à-toa. Aliás até sabemos quem é o tal fundamentalistazinho. Tem tempo a perder. Não quer debater nada. Tem viseiras e remela no olho. E ponto final. Jurema Werneck é uma pessoa confiável. De luta e não se intimida com os rapapés do ministro. Muito bom que ela diga exatamente como as coisas estãoa contec endo. E são bem piuores doq ue eu imeginei. Uma lástima

    Amália

    09/02/2012 - 23h16

    Pedrinho
    Eu tenho coragem de expor minha opinião, quem não tem coragem de publicar é o Azenha e a Conceição. Esse é o 5º comentário que faço aqui e também vai ser censurado…rsrs

    Edu

    10/02/2012 - 18h39

    Olha só, criaram coragem (20%…rsrs) e publicaram. Com mais 80% publicam os outros 4 comentários censurados….kkkkkk

    Wildner Arcanjo

    10/02/2012 - 11h48

    Não passa pela sua cabeça que os pontos a menos são relmente expressão daqueles que lêm o blog?

    Bruno

    11/02/2012 - 18h15

    Basta analisar as estatísticas sobre mortalidade de mulheres que engravidaram,que o Wilder postou para sem muito esforço concluir que para que a mortalidade diminua é necessário investir pesado no pré-natal.
    96% das mortes de mulhres grávidas se dá por causas que não são o aborto provocado.

beattrice

09/02/2012 - 22h34

Pois não é Conceição,
mas não creio que seja um ovo a ser chocado,
o des-governo Dilma choca vários ovos da serpente, brinca com fogo, de vários matizes.

Surgiu hj comemoração em grande estilo no twitter
da malfada bancada evangélica que conseguiu modificar
a propaganda anti-AIDS do MS conforme já havia ordenado ao Torquemada
o senhor Malta & sua turma bíblica: http://g1.globo.com/brasil/noticia/2012/02/minist
Ao mesmo tempo, ameaçam a nova ministra da mulheres,
à qual se referem delicadamente pelo epíteto de
"a aborteira" y otras cositas más: http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,senad

E dona Dilma com pose de samambaia.
Em tempo,
não há o que comemorar de fato, pelo contrário.

Responder

Neuza

09/02/2012 - 22h21

A autora do artigo declara que as maiores causas de morte de mulheres são a eclampsia e pré-eclampsia. Isso indica a necessidade de uma atenção especial ao pré-natal,já que seria o meio para se detectar essa tendência da grávida a fazer esse quadro,prevenindo-o. Portanto,nada de errado no Governo querer atender às mulheres que necessitam fazer o pré-natal de forma especial.
Se a autora declara que o abortamento também vem a seguir como uma das maiores causas de morte de mulheres,cabe enfrentar esse aspecto com sugestões concretas e lutas sociais objetivas em relação à mudança de aspectos legais. Tudo de forma inteligente e objetiva e não parecendo que se trata apenas de uma questão de vaidades feridas.
É parar para pensar e as verdadeiras feministas perceberão que está sendo perdida uma grande oportunidade de avançar nas questões de assistência à saúde feminina,exclusivamente por falta de objetividade e incapacidade de travar uma luta política com competência e seriedade, sem sair atirando e acusando exatamente o lado político que poderia avançar as políticas governamentais destinadas às mulheres.
A inabilidade é tão mais grave quando significa adiar indefinidamente soluções para graves questões femininas e dar munição exatamente para os setores mais atrasados e preconceituosos.É o famoso tiro no pé.

Responder

    HH1

    09/02/2012 - 23h21

    Neuza querida, um dia você ainda vai entender. Esquenta não, que demora mesmo. Vá lendo, relendo que paciência é o que mais temo para esperar quem se esforça para compreender a realidade. Feminista é feminista. Não há falsas, quem é feminista é sempre de verdade. O feminismo é uma ideologia libertária, ou vc é ou não é. Não há meio termo. Infelizmente a MP 557 é uma coisa do atraso. Um atraso terível de mais de 30 anos de luta. Não entre no achômetro. Há muitos textos bons, vá lendo para balizar mais a sua opinião. Ou você acha que a presidenta é boba? Já se deu conta do erro coemtido. Ou vc acha por que ela escolheu Eleonora Menecucci para ser ministra da mulher, quando nunca esperamos ter uma feminista naquele lugar? A presidenta deu a régua do tamanho pro Padilha. Não se engane!

    beattrice

    10/02/2012 - 01h45

    Menos,
    os evangélicos da última vez, das últimas, ameaçaram e levaram.
    Estão em brados retumbantes ameaçando publicamente a dona Dilma
    e a senhora Eleonora.
    Vejamos os fatos.

    Morvan

    10/02/2012 - 09h36

    Bom dia.

    Beattrice e demais blogueiros, olha só o tanto que o Governo de Dilma Roussef está refém dos "evangélicos": o Magno Malta (o sobrenome diz muito!) enquadrou Gilberto Carvalho, por declarações de Carvalho sobre o grande embate ser entre o Governo Dilma e os "evangélicos". Carvalho recuou, já pediu desculpas e já se colocou em sua insignificância. Agora vejam quem é o sr. Malta (que nome – ou coletivo): acusado de pedo*filia; favorecimento no caso Planam. Recebera, inclusive, carro daquela empresa das ambulâncias; sabe-se que, numa viagem a Dubai, pela Comissão anti-pedo*filia do Senado, crime ao que este mesmo senadorzinho mequetrefe viria a ser acusado, um assessor do sr. Malta teria gasto – apenas – "módicos" R$ 4000,00 em ligações internacionais, via celular corporativo. Lembro-me de um escândalo de umas tapiocas, com cartão corporativo. Ah, mas, isso foi de alguém do PT. Aí é crime. Do sr. Malta, está tudo bem.
    Olha quem pauta e quem enquadra o Governo Dilma.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    _Rorschach_

    10/02/2012 - 12h46

    Amigo Morvan

    Se eu fosse dizer aqui o penso dos evangélicos e do Malta, de duas uma. Ou o Azenha não publicaria meu comentário ou, publicando, eu seria preso.

    Mas nâo podemos esquecer que essa gente foi e é fundamental para a composição do forças do PT no poder.

    Talvez você não lembre, mas eu, pela reforçada ojeriza que tenho por esse parlamental, lembro-me bem: anunciada a vitória da Dilma, esta subiu ao palanque para agrader, fazer aquele discurso do vitorioso etc.

    Poucas pessoas tiveram o privilérgio de estar nesse palanque. O tal senador era uma delas.

    Foi a famosa foto da Dilma, vencedora, que, publicada em todos os jornais, correu o mundo.

    E o MM estava lá. Do ladinho. Com aquelas correntes de bicheiro e a camisa aberta.

    Quem abraça o capeta…

    JULIO/Contagem-MG

    10/02/2012 - 13h48

    Se não fosse essa posiçaõ da Dilma, o çerra, venceria as eleiçoes, talvez fosse melhor
    para a esquerda xiita.

    Morvan

    10/02/2012 - 14h20

    Boa tarde.

    Lembro-me bem, _Rorschach_; não só deste mau-caráter e de outros patifes ali presentes, como, por exemplo, o Zé Dantas, o ministro da justiça [burguesa]. Ali se já tinha uma imagem da "governabilidade". Das forças eminentes (e iminentes, pois não) deste Governo autoritário.
    De gente de luta no palanque eu só me lembro do Zé de Abreu.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Neuza

    10/02/2012 - 13h44

    HH1
    Saudações.
    Agradeço suas gentis sugestões e aconselho que siga-as também. A melhor atitude é sempre mesmo,ser humilde e considerar que estamos sempre aprendendo.Preocupo-me especialmente em acompanhar o que se passa em termos políticos e econômicos não só no país mas em todo o mundo ,pois afirmar o verdadeiro feminismo humanista,quer me parecer, exige informação sempre atualizada e de fontes confiáveis. A partir delas seremos capazes de contextualizar e traçar estratégias inteligentes para não morrermos na praia. A maré está subindo, as ondas estão muito altas. Anteontem foi Iraque e Afeganistão. Ontem foi Líbia. Amanhã será Síria e depois Irã. O principezinho inglês já chegou fardado nas Malvinas para passar três meses,assessorado por um possante navio inglês de guerra que denominam "destruidor".
    Um feminismo humanista tem que olhar para todo lado.e parar para refletir sobre cada dado de realidade. Como por exemplo, esses que o Wildner postou.
    Muito obrigada pelos seus conselhos tão gentis.Siga-os. Vai lhe fazer muito bem.

    Wildner Arcanjo

    10/02/2012 - 10h58

    Mortes por aborto (espontâneos ou não) respondem por 4,7% das mortes maternas. Segundo estudo Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos – RedeSaúde, publicado no site deste orgão. Segundo dados de levantamento, baseados em dados de 1998, e com fontes no Ministério da Saúde:

    Obstétrica direta:
    Eclâmpsia = 21,2
    Síndromes hemorrágicas = 12,4
    Hermorragia pós-parto = 4,9
    Deslocamento prematuro de placenta = 4,0
    Infeção puerperal = 7,0
    Aborto =4,7
    Aborto espontâneo =1,3
    Aborto provocado = 3,4
    Embolia pulmonar pós-cesárea = 2,6

    Obstétrica indireta:
    Cardiopatia complicada pela gravidez = 10,2
    Doença do aparelho respiratório = 6,9
    Doença do aparelho gdigestório = 1,5
    Hipertensão preexistente = 1,2
    Diabetes =1,0

    Wildner Arcanjo

    10/02/2012 - 11h33

    Só uma correção, os dados são de 2000 e não de 1998.

Gerson Carneiro

09/02/2012 - 21h55

CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Que raios a CNBB quer se intrometendo nessa discursão?

Afinal, Bispos ficam grávidos? Seria, CNBB – Conferência Nacional dos Bispos Buchudos?

Responder

    Vlad

    10/02/2012 - 00h21

    Fico até sem palavras diante de comentário-anedota deste quilate.
    Adjetivá-lo está fora do alcance do vocabulário hoje existente.

    º,..,º

    JULIO/Contagem-MG

    10/02/2012 - 01h36

    quanta imbecilidade meu Deus.

    #somosTODOSpinheirinho.

    Vilma Pinho

    10/02/2012 - 08h25

    .O Vaticano é um Estado com status de Cidade Proibida para mulheres e crianças, na qual só há homens velhos. É ou não é assim? Uma cidade de homens velhos, quase gagás quer dar pitaco na vida das mulheres de todo o mundo. Ai que horror.

Jribamar

09/02/2012 - 21h51

Ele tem um tique-tique nervoso. Em todo post que ele comenta as mãozinhas funcionam eheheheheheheeh Veio correndo, que nem abelha atrás do néctar. Estão surtadinhos os danados. Mas enfim, nada como uma dia atrás do outro e uma noite no meio. A entrevista da ministra Iriny desmacarou muita gente e disse muito da prática autoritária e de mentiuras. A da Dra. Jurema Werneck, completa. É tudo VERDADE! Que triste. Não merecemos isso de tão baixo nível e arrogância.

Responder

Morvan

09/02/2012 - 21h13

Boa noite.

26 de janeiro de 2012 às 20:12: Presidenta Dilma: “Erramos, vamos retirar a MP.”

Pouco tempo depois da comemoração (precipitada, por parte de alguns, como eu e Gerson Carneiro falávamos, em aguardar o desenrolar do final da história) o ministro do Santo Ofício (SIC!) reedita a MP do Vaticano, retirando (observe isso, reeditando) a palavra cavalo-de-Troia "Nascituro".
O caráter autoritário do Governo Dilma é indiscutível. Não é só o ministrinho das congragações medievais. É a Anna do ArrECAD, é o ministro das teles (Paulo Bernardo). É o "Zé", ministro da justiça (burguesa).
Não, José Serra, não sorria. Eu não tinha opção.

#Edit: Tipos, HTML (não funcional).

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

    beattrice

    10/02/2012 - 01h43

    Zé Dantas Pilatos da In-Justiça vem se revelando o que sempre foi:
    um fiel camareiro do poder, do poder estilo DANTAS.
    Aliás
    nas horas vagas dizem ser pianista razoável que entretém os patrões.
    Dizem, ouvi falar.

    Morvan

    10/02/2012 - 03h25

    Boa noite.

    O que mostra, cabalmente, Beattrice, que o PSDB-SP tem muitos simpatizantes; este menino Zé Dantas é um dos que mais desonram o nome da Pasta.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

Tetê

09/02/2012 - 20h49

Estou chocada! Uma análise dura! Dura porque a realidade é dura. A Dra. Jurema foi transparente ao dizer "Decreto é decreto, já é lei. Nós fomos atropeladas, mas agora é lei." A MP 557 já é LEI e assim será até ser votada, caso a presidenta Dilma Rousseff não a retire!
É Lei com nascituro e tudo de penduricalho imprestável que ela tem, o tal do cadastro.
A presidenta disse que era preciso ter humildade e dizer que errou. O ministro correu e retirou o nascituro, mas o que está valendo dizem que é a versão inicial. Então é tudo mentira? Soube que a Bancada Feminina do Congresso é TODA contra a MP 557, mas cadê o documento dizendo isso?

Responder

Dani

09/02/2012 - 19h49

Conceição lemes e Jurema Werneck são duas muleheres corajosas e de muito valor. Uma entrevista só é boa dependendo da competência de quem entrevista e da entrevistada. E aqui as duas foram nota mil.
Do que mais gostei da entrevista foi da forma didática dela. Aprendi bastante. Como ela é bem didática, a questão política geral da enttrevista foi bem explanada (palavra antiga, antiga, do tempo do onça), mas nesses assuntos cheio de não-me-toques é precisos er assim se queremos gannhar as pessoas para nossas ideias. Eu estou chocada com ao autoritarismo do ministro Padilha e também com a arrogância e pavonice. Tem de descer do olimpo se quiser servir ao povo brasileiro.

Responder

Lena

09/02/2012 - 19h38

Excelente entrevista, lúcida, objetiva e comprometida. Lena Lavinas

Responder

Mister X

09/02/2012 - 19h36

Viomundo — Que caminhos vislumbra tanto para a Rede Cegonha quanto para a MP 557?
Jurema Werneck — No Conselho Nacional de Saúde e nos movimentos sociais, a gente está tentando, primeiro, por um freio de arrumação nesse negócio.
Decreto é decreto, já é lei. Nós fomos atropeladas, mas agora é lei.
A MP 557 é lei enquanto estiver em vigor e não for votada. O que a gente está tentando, agora, é recolocar os princípios que foram atropelados no debate. Nós queremos com duras e intensas críticas mostrar o quanto o governo tem sido arrogante na tomada dessas decisões e mostrar também o quanto eles têm se equivocado tecnicamente.
É preciso também que reconheçam que as soluções técnicas deles não vão levar a lugar nenhum em relação à morte materna. Afinal, nem a Rede Cegonha nem a MP 557 pegam a morte materna na sua origem, na sua causa principal. Eles estão achando que a bolsa-pré-natal de R$ 50 – R$ 25 reais no início da gravidez e R$ 25 no final – vai garantir o acesso. Pois estão redondamente enganados. Os R$ 50 não garantem o acesso de quase mulher nenhuma.

Responder

Mister X

09/02/2012 - 19h35

Li e reli umas 3 vezes a entrevista, mais para aprender mesmo. É impressionante a clareza política da entrevistada, sem falar na coragem dela. Tudo o que foi perguntado e respondido é importante.

Responder

betinho2

09/02/2012 - 19h34

Somando todas as entrevistas que o Viomundo concedeu e as matérias correlatas, até o momento só vi churumelas, críticas negativas, porém nenhuma sugestão positiva de como devia ser redigida a MP557 ou outra medida em relação ao tema.
Gostaria, por exemplo, que sugerissem como devia ser chamado o recém nascido no colo da mulher que deu a luz, já que não é mais um embrião, não é um feto e as feministas não querem que seja chamado de NASCITURO.
Porque ao invés de ficarem nesse disfarçado loby pro aborto não redigem uma minuta do que defendem e disponibilizam para a sociedade? Até o momento ninguem sabe o que defendem, fora a regulamentação do aborto, de maneira subliminar.

Responder

    Amália

    09/02/2012 - 21h37

    Estão parecendo o PSDB, muita crítica e nenhuma proposta.

    Tetê

    09/02/2012 - 21h44

    Hanhan, chegou quem faltava no velório do nascituro. O moço das mãozinhas. rsrsrsrsrsrs O Sr. Não entendeu. Não queremos MP nenhuma, porque não é necessária, meu senhor srsrrsrssr Estamos pedindo é a retir dessa maluquice feita pelo Ministério da Saúde que enrolou até a presidenta. Enlouqueceu, pra que minuta? Aqui não tem ninguém disfarçado, a não ser os fundamentalistas/padilhantes/padilhetes. Defendemos a LEGALIZAÇÃO DO ABORTO, mas na MP 557 ainda não é disso que se trata, deixe de bocozice, mas se gosta de se enganar, se engane

    claudio rodrigues

    09/02/2012 - 22h50

    Com todo respeito Tetê, ele tem razão. Não há nenhuma proposta concreto de melhoria para a saúde da mulher, da gestante e do ser que ela gesta. Somente críticas, algumas até ferinas, que não evidenciam nada senão uma mágoa ressentida e um desejo de permanente assembleísmo que não produz nada de concreto para as verdadeiras interessadas, as milhares de mulheres que precisam, já, de algum tipo de proteção efetiva. E com mais respeito, ainda, a sua resposta reafirmou a crítica dele.

    JULIO/Contagem-MG

    10/02/2012 - 01h42

    A verdade NUA e CRUA, é que as feminista$$$$$$, tem ojeriza as gestantes.

    #somosTODOSpinheirinho.

    Vilma Pinho

    10/02/2012 - 07h57

    Cara você dá nojo, ânsia de vômitos. Fugiu da aula de respeito aos direitos humanos, não foi? Tá na cara.

    JULIO/Contagem-MG

    10/02/2012 - 13h54

    Direitos humanos, é tambem respeitar a opiniaõ de quem pensa diferente.

    #somosTODOSpinheirinho.

    Dani

    10/02/2012 - 07h18

    Sr. Betinho, descilpe-me, mas por favor, qual foi a parte que o senhor não entendeu? Faço questão de explicar-lhe, basta dizer

Sex Politics » Blog Archive » Pelo mundo

09/02/2012 - 19h01

[…] Jurema Werneck: “O governo Dilma está chocando o ovo da serpente” (Blog Vi o […]

Responder

Graciete Lobão

09/02/2012 - 18h37

Forte e verdadeiro:
Viomundo – Mas faltou assessoria ao ministro Padilha ou o ministro Padilha não teria assessorado direito a presidenta Dilma?

Jurema Werneck — Não faltaria assessoria se não houvesse uma arrogância que eu não sei se é particular desse ministro. Ele não é único empossado em janeiro de 2011 que acha que tem todas as respostas. Isso não significa que não tenha qualidades técnicas e políticas.

Responder

Graciete Lobão

09/02/2012 - 18h15

Cacetada segura! Bela entrevista, pela firmeza e pela tranquilidade de ser portadora da verdade. Também é uma entrevista que emociona. Principalmente pela coragem de falar:
Viomundo – Priorização da morte materna é uma demanda antiga dos movimentos de mulheres em todo o Brasil. O que achou de a presidenta Dilma a ter elegido como uma de suas prioridades?

Jurema Werneck — Foi uma coisa boa, a intenção era ótima. Ponto. A partir daí, ela tem falhado, errado terrivelmente.

Responder

Douglas

09/02/2012 - 18h11

estamos prestes a ver isso dá em http://www.youtube.com/watch?v=gPUjPyuTdWk .

Responder

    Mister X

    09/02/2012 - 18h42

    E deu M! Ah, turma fundamentalista/padilhante que pensava que o Brasil era uma teocracia

Alberto

09/02/2012 - 18h09

Sem dúvida que é uma entrevista pura coragem e lucidez.Parabéns Dra. Jurema. Você faz a diferença em nossas vidas´

Responder

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