VIOMUNDO

Maria José Rosado: O que é isso, Presidenta?

04 de janeiro de 2012 às 13h40

por Maria José Rosado, das Católicas pelo Direito de Decidir

É costume dizer que no fim do ano não se deve comer peru ou qualquer outra ave que “cisque para trás”, pois significaria arriscar-se a viver todo o novo ano andando de marcha a ré.

Neste final de 2011, enquanto no Uruguai, seguindo o que aconteceu no México e na Colômbia, o Senado aprova a descriminalização do aborto, no Brasil vivemos o retrocesso.

Nesses países, como também na Argentina, amplas discussões na sociedade apontam na direção de mudanças legais que efetivem o respeito aos direitos humanos das mulheres. Em nosso país, uma Medida Provisória – instrumento herdado do autoritarismo da ditadura militar – decretada em momento oportuno para evitar o debate e a crítica, quer tornar compulsória a maternidade para as mulheres brasileiras.

Nenhum artifício de retórica poderá convencer de que a Medida não diz o que efetivamente diz: Todas as gestantes brasileiras estarão sob a vigilância do Estado e das forças mais reacionárias da sociedade para impedir que a maternidade se realize em nosso país de forma digna do ser humano: como resultado de escolha e decisão pessoal.

A MP assinada pela Presidenta implanta no Brasil a figura da maternidade constrangida. A criação de um cadastro nacional de gestantes havia já sido proposto por um ex-deputado que declarou alto e bom som seu objetivo: combater o aborto. Ora, o Brasil é signatário de documentos internacionais em que se comprometeu a respeitar os direitos das mulheres, especialmente em relação à sua capacidade reprodutiva.

O que leva então o Governo, na figura de sua mais alta representante, a desrespeitar suas próprias decisões políticas? Estaremos diante de uma teocracia disfarçada? Foram públicas e explícitas as pressões de setores religiosos conservadores, contrários à vida das mulheres na última campanha eleitoral. Será então esse cadastro nacional parte do cumprimento de compromissos assumidos naquele momento com tais setores?

Se assim é, repetimos a pergunta: O que é isso, Presidenta? Nossa Constituição, fruto de debate democrático, estabelece respeito às religiões, mas impede o Estado de guiar-se por princípios que impeçam a realização das liberdades individuais, inclusive a de não professar qualquer crença. Não se pode impor doutrinas e valores particulares de grupos religiosos a toda a sociedade. É vergonhoso que, na América Latina, seja o Brasil o país do retrocesso em relação à vida das mulheres, aos seus direitos e à possibilidade da realização livre e desejada da maternidade.

Maria José Rosado é presidenta ONG Católicas pelo Direito de Decidir

Para ler a íntegra da MP 557, clique aqui

PS do Viomundo: Se há algo de divertido no debate até agora é a tentativa de alguns ‘democratas’ de interditar o debate pela desqualificação dos envolvidos, seja atacando quem discorda da linha ‘oficial’, seja atacando quem dá voz aos que discordam. O stalinismo vive!

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Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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Alessandro

08/01/2012 - 12h25

Essa ONG "Católicas pelo Direito de Decidir" é reconhecida pela Igreja Católica? Quais são as autoridades da Igreja que a apóiam? E se não tem o apoio da Igreja Católica, com que direito se autodenominam católicas? Mas a melhor pergunta de todas é a seguinte: quem a financia?
http://www.acidigital.com/controversia/direito.hthttp://www.providafamilia.org/doc.php?doc=doc9038

Que queiram defender o aborto é um direito delas, agora utilizar o nome da Igreja Catolica unicamente com o objetivo de gerar confusão e disseminar má informação é algo que merece esclarecimento.

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Luiz Carlos da Silva

08/01/2012 - 12h23

ESTAREI DE OLHO NESTE SITE PARA VER O QUE VÃO FAZER,AI SIM TOMAREI AS DEVIDAS PROVIDENCIAS CABIVEIS (QUE É DE MEU DIREITO)NO MOMENTO.

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Luiz Carlos da Silva

08/01/2012 - 12h15

Cade o livre arbitrio nos dado por DEUS,no qual por nossas escolhas,colheremos o que plantamos?

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Congresso Nacional: Evangélicos são minoria, mas mandam | Pavablog

07/01/2012 - 20h02

[…] isso, Dilma assina MP que faz cadastro nacional de  grávidas, de modo que, agora quem abortar terá maior possibilidade de ser punida. Esta era uma das maiores […]

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Carla

07/01/2012 - 18h12

Que tristeza…

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Dilma, a presidenta submissa...

07/01/2012 - 01h04

[…] a lei contar o racismo para poder discriminar baseado na fé!Enquanto isso, Dilma assina MP que faz cadastro nacional de  grávidas, de modo que a partir daí quem abortar poderá ser punida. Esta era a maior demanda dos […]

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jorge

06/01/2012 - 11h46

Direito da mulher? e o direito do coitado que está no ventre????????? Use caminha!!! Aborto é crime sim!!!!!!!!!!!Me poupem de comentários insanos e infundados

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luiz pinheiro

06/01/2012 - 11h23

O último a fazer pergunta parecida foi o Gabeira.

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Aninha Pecci

06/01/2012 - 09h00

Oh, Presidenta, justo uma governante mulher e os nossos direitos ?

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Raphael Tsavkko

06/01/2012 - 03h30

A questão é muito simples: Votamos e elegemos a Dilma, mas quem assumiu foi o Malafaia, a Kátia Abreu, o Margno Malta… http://www.tsavkko.com.br/2011/12/dilma-apresenta

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Francisco Hugo

06/01/2012 - 03h06

Parte 1
Li a MP 557.
Gostei mesmo dos artigos 10º e 11: requeira aí cinquentinha e deixe nome e endereço para “divulgação em meios eletrônicos de acesso público e em outros meios previstos em regulamento”.
A Globo, que no momento dedica-se a patrulhar manobristas de hotéis, restaurantes e casas noturnas, vai deixar o valet servisse para acompanhar as grávidas até o puerpério.
Querem saber: a verdade nos libertará!
Vamos acabar com essa de neuróticos anônimos, alcoólicos anônimos, narcômanos idem…
Vamos todos confessar/assumir nossas fraquezas com nome e endereço eletrônico.
O Ali Kamel vai escrever outro livro — “Não somos anônimos” —
e garantir a todos 15 minutos por dia (de glória?) no Jornal Nacional.

Responder

Francisco Hugo

06/01/2012 - 03h04

Parte 2
Nos cultos fundamentalistas católicos/evangélicos, as listas lidas ao som de Hallelujah Gospel, em inglês, quem sabe.
Estou em dúvida se ninfômanas e homossexuais devem colocar endereço. Acho melhor não!
Ou melhor: botem o endereço todos que não quero ser processado por discriminação.

Eu pecador me confesso portador de incontrolável estupidofobia.
Seguem meu nome e e-mail.
Francisco Hugo Vieira de Freitas
[email protected]
Em tempo: doo meus cinquentinha ao PT.

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Luiz Fortaleza

05/01/2012 - 19h49

A PERGUNTA-CHAVE É: QDO COMEÇA UMA OUTRA VIDA NO CORPO DA MULHER? A partir daí, podemos desdobrar as reflexões sem cair numa ÉTICA UTILITARISTA, mas numa ÉTICA DA RESPONSABILIDADE, uma ÉTICA HUMANISTA.

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    beattrice

    05/01/2012 - 23h49

    A pergunta chave é quando começa vida autonoma.
    Quando começa a atividade cerebral do feto?
    Porque por coerencia,
    quem é contra a interrupção intencional da gravidez
    também tem que ser contra a doação de órgãos,
    se não vale o criterio de ausencia de atividade cerebral em um caso
    também não vale no outro, que fique claro.

    Wildner Arcanjo

    06/01/2012 - 09h00

    Além do mais, não consegui entender o nexo entre o aborto (tirar uma vida) e a doação de órgãos (salvar uma vida)?

Roseli S Linhares

05/01/2012 - 19h24

Meu Cristianismo n me impede de ser racional.
Ide por todo o mundo e pregue o Evangelho.
Minha missão, quanto cristã.
Debater leis é sim para toda a sociedade e tbm cristãos ou ñ?!
Eu n sou favorável ao aborto!.
Mas quando a lei for regulamentada ok!. pois sei q as mulheres n vão fazer aborto por causa de lei e sim por escolha e consciência e o Deus Criador Arquiteto da Criação deu a todos liberdade e responsabilidade por seus atos.

Responder

Luiz Fortaleza

05/01/2012 - 17h22

Acho que a principal discussão é: a partir de qdo há vida no ato da concepção? Formação celular ou vida biológica? Ser biológico? E aí vamos entender se a partir de uma, duas ou x semanas já está se formando um SER humano… eis a questão. A desculpa esfarrapada "de que não se pode criar", "vai estragar minha vida", "da birra 'eu não quero'" são argumentos muito pobres para a matança do ser celular, do embrião, do feto etc. Trabalhamos com essa visão LAICA também empobrecida de valor moral…da ciência iluminista onde predomina a ética do individualismo egoísta, daquilo que Ernest Bloch fala, a liberdade egoísta do individualismo, em Das Prinzip Hoffnung (Princípio Esperança).

Responder

    Luiz Fortaleza

    05/01/2012 - 17h49

    Quem só pensa em si e não no outro, na alteridade, jamais poderá ser um ser socialista, comunista, que pensa o todo, o coletivo. "Laicisismo" é também o mal da humanidade moderna, pq é um valor burguês da modernidade, da Revolução Burguesa.

Edineuda

05/01/2012 - 15h11

Se minha mãe tivesse abortado, eu não estaria aqui e se ela tivesse vivido nessa época em que melhoraram muito as políticas de acompanhamento de gestantes não teria parido tanto. Aborto jamais, educação e acompanhamento de mulheres é caminho seguro para uma vida sexual plena.

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Uma síntese de links sobre a polêmica em torno da MP 557 | Viomundo - O que você não vê na mídia

05/01/2012 - 14h41

[…] Maria José Rosado: O que é isso, Presidenta?; […]

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Daniela

05/01/2012 - 14h33

Não sei se a maioria dos comentários aqui é legítima, ou se são da tropa contratada pelas igrejas, mas não dá para negar: o Brasil é muito machista. Nestes debates,fica claro, me parece que as igrejas acabam por se utilizar deste machismo para faturarem mais em cima de suas "causas". Daqui a pouco legitimam o estupro, afinal a culpa é sempre da vítima mesmo. E a presidente Dilma mostra-se uma tremenda conservadora (conservadora ou oportunista, sei lá), muita decepção.

Responder

Elias SP SP

05/01/2012 - 14h18

Não sei por que penso que um plebiscito sobre aborto deveria ser votado apenas por mulheres.

Responder

betinho2

05/01/2012 - 14h03

Tem mais uma questão, que escrevi em resposta ao Mister Morvan, comentário que deve ter se perdido pois não foi publicado.

O que questionei foi o seguinte:

Caso, num segundo momento o governo Dilma venha a editar outra MP, está sim, tratando especifica e separadamente da questão do aborto, quanto a ter assistência médica pelo sistema de saúde em caso de complicações (não estou falando em liberar o aborto, apenas dar o mesmo direito que tem um bandido baleado em confronto, de ser tratado), o que falariam os que agora criticam a NP557?
Vou além. Imaginem a gritaria se tivesse incluído na MP557 assistência a aborto mal sucedido. Estariamos vendo a mesma grita aqui, porém invertida, a MP557 sendo acusada de criar uma "legalização branca" do aborto, com a "desculpa" de socorrer abortistas.

Portanto, penso que jamais as duas questões poderiam ser tratadas na mesma MP.

Responder

Luiz Fortaleza

05/01/2012 - 13h50

A sociedade do consumo, do falso prazer, do individualismo, do egoísmo humano, forma esses tipos de opiniões banais sobre a defesa do aborto… da matança do feto.

Responder

Gilson

05/01/2012 - 13h45

Sou contra o aborto pq não temos como saber da criança, que está para nascer, se ela quer ou não vir ao mundo. Quanto a mãe…bom!!! isso é lá com ela. Faça o que quiser da vida, afinal é bem grandinha para decidir, assim como decidiu ter um nheco nheco com um cara, sem medir as consequências. A problema todo não é a mãe…é a criança.

Responder

betinho2

05/01/2012 - 13h14

Vou recolocar o que escrevi abaixo e comentar:

"Minha "filha", lute para que o aborto seja aprovado, para não passar o que passei. Veja, você foi um acidente na minha vida, consequência de uma transazinha inconsequente e ocasional. Na época não encontrei uma clínica que te abortasse, tive que te gerar, abrir mão do meu "direito" ao corpo, deixei de viver minha vida, como eu gostaria de ter vivido. Você acabou sendo um estorvo que carreguei por longos anos. Lute pelo aborto filha, eu te "amo".

1º – Os abortistas que negativaram são hipócritas, pois o que escrevi nada mais é que a explicitação de uma mãe frustrada em não ter abortado.
2º – Negativaram porque teorizam com pouca convicção do que defendem, ao refutar o que pensam no íntimo, mas não querem ver exposto.
3º – A experiência de vida e a convivência futura acabará chamando os abortistas à realidade.
4º – O que escrevi acima nâo é criação minha, é o que me foi dito mais de uma vez por uma amiga, apenas coloquei como se estivesse sendo dito à própria filha. Portanto não é sofismo como afirma um, nem lirismo como afirmou outro.
5º – Tenho uma prima, que noiva, engravidou. O noivo queria casar e assumir. Ela se achava muito nova (23) e optou pelo aborto, sem consentimento do noivo, que ao saber rompeu. Não sei se por tendência ou questão hormonal em razão do aborto, aquele corpinho lindo que tinha foi se deformando. Quando chegou aos 30 anos estava com mais de 100 kilos, como até hoje (67 anos). Mas o mais impressionante é que a partir dos 35 anos começou a acordar a noite, em prantos, após sonhar com um pequeno bebê lhe cobrando pela oportunidade de nascer negada. Isso aconteceu dezenas de vezes, até que aos 45 anos resolveu adotar uma menina, que hoje está com 22 anos e para a qual tem uma dedicação exemplar, de mãe dedicada.

Responder

    Felipe Dantas

    05/01/2012 - 14h52

    Betinho, boa tarde.

    É o tal negócio: Liberdade de expressão (democracia) nos olhos dos outros (que pensam diferente) é pimenta…

    Mariana Andrade

    05/01/2012 - 14h53

    http://cynthiasemiramis.org/2010/09/27/a-face-neg

    Ninguém lutou por ela.

    JULIO/Contagem-MG

    05/01/2012 - 15h02

    betinho2,

    Tambem tenho um caso parecido a este relatado por vc na minha familia e digo mais se querem liberar
    o aborto que crescam e aparecam e elejam uma bancada abortista no congresso, porque se depender
    da opiniao do povo, independente de religiao ou não, esses crimes hediondos nao serao autorizados e
    a industria do aborto vai deixar de faturar. $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$

    betinho2

    05/01/2012 - 16h30

    Júlio
    Eu certa época fui voluntário em um grupo de assistência social (adianto, para os rotuladores, sem cunho religioso) e teria muitos depoimentos de pessoas que se arrependeram amargamente dos abortos praticados e de traumas diversos relatados. Uma das maiores incidências, em mulheres que abortaram, pode até ser coincidência, são dores de cabeça. Tem um médico no nosso grupo de assistência, que ao consultar mulheres com dor de cabeça, após descartar algumas causas e não conseguir resolver o problema, perguntava se a mulher havia feito aborto. Em mais de 60 % a resposta era afirmativa, e acabava se descobrindo que nesse caso as dores de cabeça surgiram depois do aborto. Como a assistência não tinha como foco o aborto, esse médico não avançou no detalhamento para comparar os métodos abortivos e encontrar fatores comuns que pudessem acarretar essas dores de cabeça.

    Marcelo

    05/01/2012 - 16h59

    Olha aqui, uma discussão destas não pode se basear em casos particulares
    dos quais vc alega ter conhecimento.

ODAIR MARTINI

05/01/2012 - 12h31

Carissimos!

Sou católico, porém, a favor da descriminalização do aborto, por um motivo muito simples, essa decisão caba a cada "um ou uma", na medida do que as suas crenças, sua dignidade, seu intimo, enfim, o seu livre arbitrio diz.
Agoira, cruscificar a presidenta é de uma ma fá absoluta, pois ninguem que faz pré-natal quer abortar e, só se cadstra quem deseja levar agravidez adiante. veja que hoje em dia, teste de gravidez vende em farmácia como aspirina, não precisa de reeceita, então a mulher quando verifica a gravidez decide, faz aborto clandestino ou cdara-se.
Um abraço a todos.

ODAIR MARTINI

Responder

sergio figueiredo

05/01/2012 - 10h59

po azenha

vc dar espaço para essa nazista defender o aborto no seu site..

francamente, que mico, que coisa feia

aquele treco descartável teria 100 anos de vida humana pela frente cara

vai bancar a responsabilidade de defender o direito de matar o hoimem em sua origem?

isso nao traz boa energia para ninguem nao cara

é um homicidio da pior especie

espiritualmente é a maior furada, sai dessa cara

e ve se convence a nazista tb

abs

Responder

    Felipe Dantas

    05/01/2012 - 13h00

    As pessoas têm o direito de expressar suas opiniões, independente de suas posições ideológicas e afins.

    Isso é DEMOCRACIA – e conviver com as diferenças se chama tolerência, e consequentemente à uma evolução da sociedade.

    Não é por que discordo do que você diz que vou te 'eliminar' ou segregar, repeito sua opinião enquanto tiver um argumento sólido, nada de sentimentalismo, malabarismos semânticos ou desqualificação rasteira.

    Menos retórica e mais lógica, por favor.
    Hoje até camelô é tachado de nazista. Ora, por favor! Nazista é calar as vozes dissonantes de seu discurso como você está fazendo.

    Não te agrada? Ignore apenas ou use a cabeça para convencer o contrário.

    Pratique DEMOCRACIA!

    Luiz Reis

    05/01/2012 - 13h06

    Nazista???? Se vai por aí… Hitler era cristão fervoroso, sabia? Fez campanha anti-tabagista e deus me livre uma alemã "pura" falar em aborto… se você vai para a discussão espiritual e joga a questão nazista na conversa também tenho o direito de fazê-lo, historicamente, com fatos. Eu sou ateu, posso ser ouvido ou sua tolerância é só para os "irmãos"? A questão é de saúde pública, pelo amor de deus (se ele existisse, claro)!

    beattrice

    05/01/2012 - 17h07

    O estado fascista na Europa foi patrocinado pelo Vaticano S/A e pelo OPUS DEI na sua plenitude na Espanha franquista, onde a prelazia até indicava os ministros.

sergio figueiredo

05/01/2012 - 10h53

Antes de mais nada quero dizer que voto na esquerda, desde 1982 e não to nem ai com esse papo de igreja.
É impressionante a facilidade de uns para defender, sem cerimônia, remorso ou sei lá o que, o direito de se extirpar um treco, uma carninha, (já que não querem considerar alguém) que tem 100 anos de vida humana pela frente.Qual o argumento? A criança vai atrapalhar a organização?_Não seria melhor então o aborto de velhos?_aqueles que tem alzaimer, cagam nas calças, dão despesas para a família?_As motivações são as mesmas, indesejáveis, atrapalham a organização, dão despesas._Pelo menos eles já viveram décadas e tem pouco tempo pela frente_Muito fácil considerar um feto um nada, já que vc_nunca mais será um feto, não tem passeata de feto, não tem associações de feto, não tem feto_protestando, ou seja, eles não tem representatividade.__Com a sua lógica, defenda o aborto de velhos também, porque aí vc__estar demonstrando ser coerente com seus argumentos e defendendo uma__lei que pode te pegar que afronte também o seu direito a vida.

Responder

    Wildner Arcanjo

    05/01/2012 - 17h42

    E o mais importante, feto não produz nem produziu riquesa, tampouco consumiu recursos ainda neste mundo (ou os recursos consumidos por eles são poucos). Ou seja, se não pode participar da roda econômica da sociedade, não tem vida.

Sônia Brulhões

05/01/2012 - 10h33

O assunto é por demais oportuno para um debate sério e profundo sobre o aborto no Brasil. Não dá para adiar pois muitas meninas morrem em consequência de abortos incompletos, feitos no desespero, clandestinamente. Esses fatos acabam caindo na rede pública de saúde quando já não há muito o que fazer para salvar vidas que mal começam. Dizer aqui que o governo quer catalogar as grávidas para vigiar com falso moralismo, é rasteiro e merece uma defesa por parte de quem entende um pouco da política SUS. Vou tentar esclarecer o meu ponto de vista, enquanto servidora na Saúde Pública. O SUS criou há algum tempo, o programa chamado SISPRÉNATAL. É como outros programas como o SISCOLO (preventivo de câncer de colo de útero). Pois bem. A grávida confirmada em UBS, é automaticamente cadastrada no SISPRÉNATAL, que deve ser acompanhada durante a gestação até 40 dias após o nascimento do filho. Deve fazer no mínimo 6 consultas de pré natal mais uma no puerpério que já sai agendada da maternidade para a UBS, para fechar o SISPRÉNATAL. Só assim, veja bem, com as 7 consultas é que o SUS repassa o valor do parto (em torno de cinquenta reais) à Secretaria de Saúde do município. Por favor, falar em patrulhamento para evitar eventual abortamento é muita irresponsabilidade. Os abortos continuam sendo provocados, os fetos de mais ou menos 450-500 gramas são jogados em áreas baldias, encontrados carbonizados. Isso é um escândalo. Quem trata dessa forma seu povo, só merece catástrofes. Tenho dito.

Responder

    Wildner Arcanjo

    05/01/2012 - 17h52

    Vou ser generalista e posso até soar como insensível (ou coisa pior) mas todos nós somos responsáveis pelos nossos atos e pelas complicações que estes atos podem nos proporcionar. Essa é a realidade, infelizmente.

    A MP 557 só tentou achar uma forma de, dentro da legislação vigente no país, tentar dar uma resposta à todos estes problemas que são enfrentados por mulheres grávidas que possam ter complicações (quaisquer que sejam) em suas gestações. Ademais, não consigo ver o "pelo do ovo". Talvez eu seja muito ingênuo ou espirituoso, sei lá…

    Luiz Fortaleza

    05/01/2012 - 17h54

    Aborto violenta até o corpo da mulher, qto mais de um ser humano em potencial na forma de feto.

André Oliveira

05/01/2012 - 10h27

Eu sou a favor da medida provisória e contra, totalmente contra, o aborto que as "excomungadas" pelo direito de decidir tratam como se fosse um caso não de defesa da vida, mas de uma unha encravada que pode ser extraída sem culpa. As mulheres precisam de proteção e de seus direitos, mas homens e mulheres não podem estar acima do direito à vida.

Responder

CLÁUDIO LUIZ PESSUTI

05/01/2012 - 09h29

Já ouvi alguém dizer isto:se fosse o homem quem desse a luz, o aborto não seria um direito, seria um sacramento.
Ora, o aborto só é um problema ainda porque atinge mulheres pobres.Se fosse um problema de outra classe social, ou mesmo dos homens , já teria sido resolvido a séculos.

Responder

Will

05/01/2012 - 09h21

Uau…olhando os comentários contra a descriminizacão do aborto e o número de negativos que os a favor da descriminizacão receberam, me parece que voltamos a idade média! O pessoal que acompanha esse site não deveria ser em sua maioria progressista? Ou quando se trata de direitos da mulher, o machismo da nossa sociedade (fruto pricipalmente do cristianismo) é tão endêmico que até os "progressistas" estão contaminados?

Responder

    beattrice

    05/01/2012 - 10h27

    Os comentaristas do site são progressistas,
    os medievos são os elementos da tropa de choque do ministro
    que tomaram de assalto o site,
    aliás o que já haviam publicamente declarado no twitter.

    André Oliveira

    05/01/2012 - 17h58

    Que isso Dona Beattrice ?? Embarcando na demonização assim tão facinho ??? Quer dizer que se eu penso diferente de você eu sou da tropa de choque ?? Se eu sou a favor da vida e contra o mais covarde e vil tipo de assassinato que se pode cometer contra um ser indefeso eu não sou moderninho e contemporâneo que nem você ?? Vocês são iguaizinhos aos tucanos mais medíocres e aos reinaldinhos..Quando discordam do interlocutor depreciam e desmerecem..

    beattrice

    05/01/2012 - 23h55

    Mas o plantão da tropa padilheira do site é diuturno.
    Tem revezamento?

    André Oliveira

    05/01/2012 - 17h54

    Então, para ser "progressista" na sua opinião, eu tenho que ser favorável ao assassinato mais covarde que se pode praticar..??

    Rafhaa

    06/01/2012 - 09h57

    Estou tomando meus bons drinks, e rindo desses palhaços.

    JOSE DANTAS

    07/01/2012 - 17h45

    O pessoal que acompanha esse site não tem obrigação nenhuma de ser progressista ou qualquer outra coisa. Isso aqui deveria ser um espaço democrático aberto a todos e dá para perceber que as opiniões por aqui são as mais variadas possíveis, até porque a maioria não é dona de ONG, ou seja, não vive disso.

Will

05/01/2012 - 09h12

Uau…olhando os comentários contra a descriminizacão do aborto e o número de negativos que os a favor da descriminizacão receberam, me parece que voltamos a idade média! O pessoal que acompanha esse site não deveria ser em sua maioria progressista? Ou quando se trata de direitos da mulher, o machismo da nossa sociedade (fruto pricipalmente do cristianismo) é tão endêmico que até os "progressistas" estão contaminados?

Responder

    Eduardo

    05/01/2012 - 11h45

    Discordo Will. Sou Ateu e antirreligião e discordei de vários comentários "progressistas" coloquei diversos negativos pelo tipo e maneira de como esses ditos "progressistas" se colocam. São na verdade "individualistas".

Aborta esta ideia, Presidenta! « Ficha Corrida

05/01/2012 - 08h05

[…] Maria José Rosado: O que é isso, Presidenta? | Viomundo – O que você não vê na mídia Rate this: Sirva-se:Gostar disso:GostoSeja o primeiro a gostar disso post. Deixe um comentário […]

Responder

Tiago Tobias

05/01/2012 - 04h22

Tem muito religioso aí contra o aborto, mas a favor da pena de morte.

Responder

Luiz Reis

05/01/2012 - 03h12

FREAKNOMICS!!! Leiam…

Responder

Luiz Reis

05/01/2012 - 03h09

Que p… é essa de se propôr plebiscito para discutir aborto? É uma questão individual, cacete! Então farão plebiscito sobre a decisão de eu ter filho ou não? Vão te catar, filhotes de Serra! Ou aborto é reserva de mercado para as mulheres da elite? Filhos indesejados são filhos INDESEJADOS!!!! Rejeitados, tornam-se o que? Amado já não é simples, imaginem indesejados… mas a discussão religiosa é um absurdo! Se há de haver discussão que seja sociológica e de saúde pública! Não é um Silas Malafaia ou um Ratzinger que vai poder ditar a regra de conduzir minha vida, Deus me livre!!!!

Responder

Jairo_Beraldo

05/01/2012 - 02h43

Volto a repetir e serei novamente apedrejado…ABORTO é assunto de saúde publica. Se legalizarem, será mais facil deixar de acontecer(nas classes menos favorecidas, pois as ricaças vão aos doutores "Abdelmassih Gilmar Mendes")e morrerão tanto menos fetos e menos aindas mulheres!

Responder

    beattrice

    05/01/2012 - 10h10

    De fato Jairo,
    nos países civilizados em que o laicismo consegue proteger o estado da fúria religiosa,
    os centros de atendimento à mulher, são centros de orientação reprodutiva, a morbimortalidade materna cai e a ocorrência de gestações não planejadas também.

Marcio H Silva

05/01/2012 - 02h26

Caraca, o debate tá quente aqui neste post. Este assunto sempre será polêmico e caloroso.
Mas antes de emitir opinião, gostaria de ouvir o outro lado, o do Governo. Porque fez, os dados relacionados, e os motivos que levaram a decisão. A Conceição informou que pediu entrevista ao MS, será que vão dar?

Responder

    beattrice

    05/01/2012 - 10h12

    Se acontecer como no twitter, não.
    Se houver entrevista é samba de uma nota só,
    tergiversam e tentam argumentar com o que não está escrito na MP,
    mas o que VALE é a letra do que foi publicado no DO.

Charles Lamounier

05/01/2012 - 02h08

RECORDAT É VIVER (07/10/2010)
Saiba o que Dilma, Serra e Marina já disseram sobre o aborto http://migre.me/7pGmO

Responder

Almerindo

05/01/2012 - 01h21

Peço licença ao internauta Nilton C Siqueira, para repetir o texto que escreveu abaixo a 8 horas atrás:
É importante se conhecer a vida do Dr Bernard Nathanson. Entre 1971/72 a clínica dirigida por ele nos EUA executou mais de 60 mil abortos, 5 mil feitos pessoalmente por ele sendo um de seu próprio filho com sua namorada. Ao final de 1972, com as novas técnicas de ultrassonografia, ele descobriu que o feto é um cidadão, só que totalmente indefeso. Mudou de opinião e tornou-se o maior ícone da luta pró-vida. Morreu em 21/02/2011 sem nunca ter deixado de lutar, escrever livros e proferir palestras defendendo o direito a vida. Nathanson produziu em 1985 o documentário "O grito silencioso", que mostra imagens de ultra sonografia em que uma criança no ventre de sua mãe tentar se livrar dos instrumentos com os quais está sendo abortado. No link a seguir leia a transcrição de uma palestra proferida por ele na Espanha. http://www.providafamilia.org.br/doc.php?doc=doc4

Responder

Almerindo

05/01/2012 - 01h18

Será que alguém aqui que APÓIA o aborto, já assistiu a uma filmagem que mostra esse ato INFAME sendo realizado e o feto tentando se livrar do dispositivo que estava tentando sugá-lo??? Se não assistiram, assistam! Deve ter inclusive no youtube! É só não fazerem depois como o PIG faz, e vocês, com razão, criticam: viu o livro do Amaury e se finge de morto… Isso INDEPENDE de religião, meus caros! É simplesmente um ASSASSINATO frio. Quem faz sexo SÓ por prazer tem que levar em conta OS RISCOS! Não só de gravidez, mas de doenças venéreas perigosas. Quem apóia o assassinato de fetos, por acaso apoiaria também o assassinato de quem pegou aids em decorrência de uma cópula desprotegida? Afinal, os 2 não foram consequência do sexo? Afinal, os 2 não trarão custos financeiros e de tempo para as pessoas envolvidas? Fica aqui a pergunta… Deixemos de ser hipócritas e egoístas! P.S.: NÃO sou católico, muito menos ateu.

Responder

Cleverton_Silva

05/01/2012 - 01h16

Que postura infeliz, Dilma! Essa MP fere até o atual entendimento que se tem a respeito do tema. Generalizar a questão do aborto é jogar vítimas de estupro, mulheres com gestação de risco de morte e criminosas na vala comum.

Responder

    barreto

    06/01/2012 - 01h03

    Eu li a MP e posso afirmar que não há uma só palavra que remeta ao termo ABORTO ou que faça concluir que o programa de acompanhamento de gestantes de risco seja com o objetivo de evitar o aborto voluntário.
    Acho que quem escreveu a matéria ou não leu direito a MP ou entendeu mal… coisa de feminista desvairada, só pode.

    Gilberto Costa Neto

    06/01/2012 - 01h19

    Mais um analafabeto funcional. Lê e mão entende. Precisamos acabar com ao analfabetismo funcional. E é urgente

betinho2

05/01/2012 - 00h47

Art. 13. Fica atribuída à Caixa Econômica Federal a função
de atuar como agente responsável pela execução do repasse dos
benefícios financeiros de que trata o art. 10, mediante remuneração e
condições a serem pactuadas com o Poder Executivo.
Art. 14. O servidor público, o empregado de entidade conveniada
ou contratada pelo Poder Público ou aquele que atue em
estabelecimento privado de saúde não conveniado, responsável pela
organização e manutenção do cadastramento de gestantes no Sistema
Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e
Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna, será responsabilizado
quando, dolosamente:
I – inserir ou fizer inserir no Sistema dados ou informações
falsas, ou diversas das que deveriam ser inscritas; ou
II – contribuir para que pessoa diversa da beneficiária final
receba o benefício.
Parágrafo único. A responsabilidade de que trata o caput
consiste no ressarcimento integral do dano e aplicação de multa
nunca inferior ao dobro e superior ao quádruplo da quantia paga
indevidamente.
Art. 15. Será obrigada a efetuar o ressarcimento da importância
recebida a beneficiária que dolosamente tenha prestado informações
falsas ou utilizado qualquer outro meio ilícito, a fim de
indevidamente ingressar ou se manter como beneficiária do benefício
financeiro de que trata o art. 10.
§ 1o O valor apurado para o ressarcimento previsto no caput
será atualizado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo
– IPCA, divulgado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística.
§ 2o Apurado o valor a ser ressarcido, mediante processo
administrativo, e não tendo sido pago pela beneficiária, ao débito
serão aplicados os procedimentos de cobrança dos créditos da União,
na forma da legislação vigente.
Art. 16. A Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990, passa a
vigorar com a seguinte redação:
"CAPÍTULO VII
DO SUBSISTEMA DE ACOMPANHAMENTO DA
GESTAÇÃO E DO TRABALHO DE PARTO, PARTO E
PUERPÉRIO
Art. 19-J. Os serviços de saúde públicos e privados ficam
obrigados a garantir às gestantes e aos nascituros o direito ao prénatal,
parto, nascimento e puerpério seguros e humanizados.
§ 1o Os serviços de saúde do SUS, da rede própria ou
conveniada, ficam obrigados, ainda, a permitir a presença, junto
à parturiente, de um acompanhante durante todo o período de
internação por ocasião do trabalho de parto, parto e pós-parto.
§ 2o O acompanhante de que trata o § 1o será indicado pela
parturiente.
§ 3o As ações destinadas a viabilizar o pleno exercício dos
direitos de que trata o § 1o constarão do regulamento da lei, a ser
elaborado pelo órgão competente do Poder Executivo.
………………………………………………………………………………….." (NR)
Art. 17. A Lei no 9.782, de 26 de janeiro de 1999, passa a
vigorar com a seguinte redação:
"Art. 7o …………………………………………………………………………
……………………………………………………………………………………………..
XXVIII – fiscalizar a constituição das Comissões de Cadastro,
Vigilância e Acompanhamento das Gestantes e Puérperas de Risco
no âmbito do Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e
Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade
Materna pelos estabelecimentos de saúde, públicos e privados,
conveniados ou não ao Sistema Único de Saúde – SUS.
……………………………………………………………………………………" (NR)
Art. 18. As Comissões de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento
das Gestantes e Puérperas de Risco deverão ser instituídas
no prazo de noventa dias contados a partir da data de publicação
desta Medida Provisória.
Art. 19. Esta Medida Provisória entra em vigor na data de
sua publicação.
Brasília, 26 de dezembro de 2011; 190o da Independência e
123o da República.
DILMA ROUSSEFF
Guido Mantega
Alexandre Rocha Santos Padilha
Miriam Belchior

Responder

betinho2

05/01/2012 - 00h46

Parágrafo único. As Comissões de Cadastro, Vigilância e
Acompanhamento das Gestantes e Puérperas de Risco deverão ser
presididas pelo responsável técnico do estabelecimento de saúde.
Art. 7o Compete às Comissões de Cadastro, Vigilância e
Acompanhamento das Gestantes e Puérperas de Risco:
I – informar a sua constituição ao Comitê Gestor Nacional e
às Secretarias Estaduais, Distrital e Municipais de Saúde da unidade
da federação em que estiverem situadas, e manter cadastro atualizado
da sua composição;
II – cadastrar em sistema informatizado os dados de todas as gestantes
e puérperas atendidas nos serviços do estabelecimento de saúde;
III – incluir em sistema informatizado a relação de gestantes
e puérperas de risco atendidas nos serviços de saúde, seu diagnóstico
e o projeto terapêutico definido e executado, além de outras informações
determinadas pelo Comitê Gestor Nacional;
IV – informar, em sistema informatizado, a ocorrência de
óbitos de mulheres gestantes ou puérperas, com informações sobre a
investigação das causas do óbito e das medidas a serem tomadas para
evitar novas ocorrências;
V – fornecer, quando solicitada pelas autoridades sanitárias, a
documentação necessária para investigação das causas de óbito de
mulheres gestantes e puérperas;
VI – propor aos gestores federal, estaduais, distrital e municipais
do SUS a adoção de medidas necessárias para garantir o
acesso e qualificar a atenção à saúde das gestantes e puérperas, e para
prevenir o óbito materno;
VII – implementar as políticas, programas e ações estabelecidas
no âmbito do Sistema; e
VIII – adotar e informar, aos gestores do SUS aos quais
estejam vinculadas, as medidas complementares realizadas, de acordo
com as suas especificidades locais, para o cumprimento das finalidades
previstas no Sistema.
Art. 8o Para a execução das políticas, programas e ações
instituídas no âmbito do Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e
Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade
Materna, poderá a União, por intermédio do Ministério da
Saúde:
I – firmar convênios, acordos de cooperação, ajustes e outros
instrumentos congêneres com órgãos e entidades da Administração
Pública federal, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
consórcios públicos, e com entidades privadas sem fins lucrativos, na
forma da legislação vigente; e
II – celebrar atos de cooperação técnica com Estados e Distrito
Federal para disciplinar a atuação colaborativa de Institutos Médicos
Legais e serviços de verificação de óbitos na investigação de
casos de gravidez ou puerpério durante o procedimento de necropsia.
Art. 9o As políticas, programas e ações no âmbito do Sistema
Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e
Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna serão custeados por:
I – dotações orçamentárias da União consignadas anualmente
nos orçamentos dos órgãos e entidades envolvidos em sua implementação,
observados os limites de movimentação, empenho e pagamento
fixados anualmente; e
II – outras fontes de recursos destinadas por Estados, Distrito
Federal e Municípios, e por outras entidades públicas e privadas.
Art. 10. Fica a União autorizada a conceder benefício financeiro
no valor de até R$ 50,00 (cinquenta reais) para gestantes
cadastradas no Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento
da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade
Materna, com o objetivo de auxiliar o seu deslocamento e seu acesso
às ações e aos serviços de saúde relativos ao acompanhamento do
pré-natal e assistência ao parto prestados pelo SUS, nos termos de
regulamento.
§ 1o O benefício financeiro poderá ser pago de forma parcelada.
§ 2o Compete ao Ministério da Saúde promover os atos
necessários à execução orçamentária e financeira dos recursos para o
custeio do benefício de que trata este artigo e manter cadastro atualizado
das beneficiárias.
Art. 11. Será de acesso público a relação das beneficiárias e
dos respectivos benefícios de que trata o art. 10.
Parágrafo único. A relação a que se refere o caput terá
divulgação em meios eletrônicos de acesso público e em outros meios
previstos em regulamento.
Art. 12. A concessão do benefício financeiro dependerá de
requerimento e do cumprimento, pela beneficiária, de condicionalidades
relativas ao acompanhamento do pré-natal, na forma do regulamento.

Responder

betinho2

05/01/2012 - 00h45

Caros Conceição e Azenha
O Viomundo postou 3 artigos com viés anti MP557.

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição
que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida
Provisória, com força de lei:
Art. 1o Fica instituído o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância
e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção
da Mortalidade Materna, no âmbito da Política de Atenção Integral à
Saúde da Mulher, coordenada e executada pelo Sistema Único de
Saúde – SUS, com a finalidade de garantir a melhoria do acesso, da
cobertura e da qualidade da atenção à saúde materna, notadamente
nas gestações de risco.
Art. 2o O Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento
da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade
Materna é constituído pelo cadastramento universal das gestantes e
puérperas, de forma a permitir a identificação de gestantes e puérperas
de risco, a avaliação e o acompanhamento da atenção à saúde
por elas recebida durante o pré-natal, parto e puerpério.
Parágrafo único. O Sistema será coordenado pela União, por
intermédio do Ministério da Saúde, e gerido em cooperação com
Estados, Distrito Federal e Municípios.
Art. 3o Compete ao Ministério da Saúde:
I – estabelecer as normas de implementação do Sistema;
II – coordenar e orientar a implantação do Sistema em todo o
território nacional;
III – instituir e gerenciar sistema informatizado, de acesso
compartilhado entre os gestores federal, estaduais, distrital e municipais
de saúde e Conselhos de Saúde;
IV – estabelecer metas e indicadores de monitoramento e
avaliação dos componentes de cadastro, vigilância e acompanhamento
do Sistema; e
V – estabelecer políticas, programas e ações com o objetivo
de aprimorar a atenção à saúde das gestantes e puérperas de risco.
Art. 4o A gestão do Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância
e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade
Materna será realizada pelas seguintes instâncias:
I – Comitê Gestor Nacional; e
II – Comissões de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento
das Gestantes e Puérperas de Risco.
Parágrafo único. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
poderão instituir Comitês Gestores para atuação junto ao Sistema.
Art. 5o Compete ao Comitê Gestor Nacional propor, ao Ministério
da Saúde, a formulação de políticas, programas e ações no âmbito
do Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento
da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna.
§ 1o O Comitê Gestor Nacional será coordenado pelo Ministério
da Saúde e terá a sua composição e funcionamento definidos
por ato do Ministro de Estado da Saúde.
§ 2o Fica assegurada a participação, no Comitê Gestor Nacional,
de representantes das seguintes entidades:
I – Conselho Nacional de Saúde – CNS;
II – Conselho Nacional de Secretários de Saúde – CONASS;
III – Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde
– CONASEMS;
IV – Conselho Federal de Medicina – CFM; e
V – Conselho Federal de Enfermagem – COFEN.
§ 3o A participação no Comitê Gestor Nacional será considerada
prestação de serviço público relevante, não remunerada.
Art. 6o Os estabelecimentos de saúde, públicos e privados,
conveniados ou não ao SUS, que realizem acompanhamento prénatal,
assistência ao parto e puerpério deverão instituir Comissões de
Cadastro, Vigilância e Acompanhamento de Gestantes e Puérperas de
Risco.

Responder

beattrice

04/01/2012 - 23h43

Conceição
quero como cidadã agradecer o espaço que o VIOMUNDO vem abrindo ao debate.
Gostaria de sugerir que na esteira dessa mobilização
fossem entrevistados especialistas em bioética posto que a MP 557 viola o sigilo médico
e por consequencia o Codigo de Ética Médica
condicionando o atendimento público e privado ao cadastramento público nacional.

Responder

Charles Lamounier

04/01/2012 - 23h14

Apenas como registro da tática absolutamente acertada das feministas que acuaram Padilha no twitter, porque achei de uma inteligência fora de série.
Tudo começou no dia 29 quando Fátima Oliveira disparou o tuíte abaixo, no começo da tarde:
oliveirafatima_ Fátima Oliveira
Dilma faz o jogo dos religiosos ao criar cadastro obrigatório para gestantes? MEDIDA PROVISÓRIA Nº 557, 26.12.2011 http://migre.me/7kIPq
Ela ainda tuitou umas duas vezes. Daí em diante 2 feministas: Conceição Oliveira @maria_fro e Daniela Bueno @danielabueno entraram. Padilha não resisitiu e caiu na teia. Ñ pode sair. Teve presença sofrível. As feministas, deitaram e rolaram e o assunto caiu no twitter como uma bola de neve. No dia seguinte os jornais, praticamente todos registraram que o ministro havia passado a tarde toda no twitter se explicando, como FSP "Cadastro de grávidas gera revolta contra ministro" .
E agora estão dando um banho de alto nível no debate intelectual

Responder

Carmina

04/01/2012 - 23h13

Esqueço todos os comentarios,filosofias e ideologias e penso:
-pq será que o aborto é tão sofrido e deixa marcas em quem faz???querendo ou não.

Responder

Arthur Schieck

04/01/2012 - 23h02

"Injustiça" com os católicos! Todas as religiões inventam um jeito de dizer que o embrião é sagrado. Até os Cardecistas têm explicações intermináveis a respeito.
É assim que sobrevivem as religiões, cuidando para que seus fiéis tenham o máximo de filhos, garantindo assim sua futura clientela. Ou alguém conhece algum ateu que considere o aborto um crime?
Infelizmente no Brasil nós, que defendemos esse direito, somos uma esmagadora minoria. A permanencia dessa lei é consequência disso e, como democrata que sou, não posso considerar isso injusto. Mas vou debater isso até a morte.

Responder

luiza hernandez

04/01/2012 - 22h57

A grande maioria do povo brasileiro não quer a legalização do aborto. É simples assim. Se não fosse assim, mandavam logo ver um plebiscito e encerravam a questão, calavam a boca de quem é contra. Existe melhor opção para se exercer a democracia do que convocar um blebiscito? Mas não é isso que o governo do pt quer, e menos ainda essa minoria de feministas e ativistas pro-aborto disfarçados de defensores dos direitos humanos reprodutivos das mulheres que querem empurrar goela abaixo seus ideais aos milhões de brasileiros que são contra, não porque são católicos, evangélicos, ateus, ou qualquer outra coisa, mas porque são cidadãos conscientes de que o aborto é a morte de uma criança no ventre de sua mãe produzida durante qualquer momento da etapa que vai desde a fecundação (união do óvulo com o espermatozóide) até o momento prévio ao nascimento.

Responder

    André Oliveira

    05/01/2012 - 10h33

    É que para certas pessoas que se dizem esclarecidas, o povo só pode ser ouvido quando é para concordar com suas teses evoluídas. Quando eles se mostrarem contra então eles não podem opinar. Sou contra o aborto em qualquer circunstância e defendo sim que as mulheres tenham todo o acesso possível a todos os métodos contraceptivos possíveis. Depois disso, na gestação, a vida é uma coisa sagrada, não apenas no sentido espiritual, mas no da nação, pois trata-se de um futuro cidadão que deve contar com toda a proteção que puder. Abortar elas querem, mas doar para adoção não ?

    Valdeci Elias

    05/01/2012 - 12h20

    A Vida é um direito universal. Garantido até pela ONU. O Brasil não pode propor um plebiscito, onde permita que a maioria tire um direito basico e universal, de uma minoria.

Luiz Fortaleza

04/01/2012 - 22h42

Vc é dono do seu corpo, mas não do corpo que está dentro de você… de uma vida que se gerando… aborto só em condições especiais, qdo coloca em risco a vida da mãe, má formação de feto etc. Não há tomada de decisão sem juízo de valor, seja religioso ou não. Tudo o que fazemos na vida há um juízo de valor, uma ética que nos normatiza e nos limita no egoísmo humano. Eu sou contra o aborto, não quer o menino, qdo nascer que dê… a alguém pra criar. Mas tirar um bebê com dois meses, é um assassinato…

Responder

    Marcelo

    05/01/2012 - 10h22

    Pera aí, ainda não é bebe não é não?

@BeatrizGalli1

04/01/2012 - 22h36

Deixem as mulheres passarem pela gravidez sossegadas e se nao quiserem tambem devem ser respeitadas. Deixem os uteros das mulheres livres!

Responder

Edmar

04/01/2012 - 22h19

Até tu Azenha? Aceitando por de volta o aborto na agenda política? Aborta que pode pagar! Ou quem a justiça autorizar fazer na rede pública. A Presidenta DILMA só tem que regulamentar as situações, como é de seu dever. O resto é juntar a fome com a vontade de comer, do PIG. Depois que o MALA-FALHA pois todos os "artistas" gospel a serviço da grobo, só faltava iniciar essa acusação de que a DILMA é contra o aborto. Quem faz leis é o Parlamento. E nós é que o formamos. SE elegemos mal, não venham agora querer que a Presidenta vete tudo que os nosso representantes decidiram. Essa discução sobre aborto, drogas, geys, etc., só serve à grobo, suas "co-irmãs", a turma da opus gay e aos mala-falhas da vida. Sai dessa, gente! Tão querendo olvidar o PRIVATARIA I?

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    04/01/2012 - 22h34

    A autora argumenta que quem colocou o aborto de volta na agenda foi o governo Dilma, através de uma medida provisória. abs

    Fabio_Passos

    04/01/2012 - 23h13

    Muito confuso.
    Quem emitiu esta medida provisória?

    O governo Dilma ou o governo Serra?

    beattrice

    04/01/2012 - 23h32

    Mas já que pos de volta na agenda ia bem cumprir promessas de campanha, compromissos internacionais vencidos, de tanto tempo faz e não cumpridos, etc etc etc…

Ronaldo Luiz

04/01/2012 - 22h06

Assunto cansativo este! Ninguém, nenhum grupo, nem a ONU ou vaticano deve decidir o que é melhor para o Brasil. O direito ao aborto, infelizmente só é defendido por uma pequena parcela da população. A grande maioria não se manifesta por entender que a defesa do aborto é um absurdo tão grande que nunca será legalmente aprovado. A solução é simples. Faça-se como nos Estados Unidos, um PLEBICITO na mesma oportunidade das eleições majoritárias. Iremos confirmar a vontade do povo, que em sua ampla maioria é radicalmente contra. Esta maioria (que mesmo não tendo lido a constituição) considera que a vida, interrompida quando o nasciturno ainda não tem nome, CPF, digitais, é crime, pois o futuro cidadão(ã), está VIVO(A), só falta sair do ventre materno. Matar é crime muito antes de ser pecado. Não tem nada de religioso, matar é matar. É crime em qualquer raça ou língua, com ou sem alguma religião.

Responder

    Fabio_Passos

    04/01/2012 - 23h16

    Ronaldo Luiz: Tenha mais cuidado com seu esperma… seu genocida!

    Felipe Dantas

    05/01/2012 - 14h02

    Fábio;

    O Ronaldo é onanista.

    beattrice

    05/01/2012 - 10h48

    Não é um "cidadão".
    Essa é exatamente a digital do Vaticano S/A.
    E se "só falta sair do ventre materno", pergunto:
    A partir de que idade o feto realmente sobrevive independente?
    Se responder a essa pergunta verá que muito muito depois de 12 semanas,
    a idade limite da gestação em que
    na maioria dos países civilizados ainda se permite a interrupção da gravidez.

    Wildner Arcanjo

    05/01/2012 - 17h15

    Mas a pergunta é a segunte, em todos os casos e a qualquer custo?

luiz pinheiro

04/01/2012 - 21h48

"Todas as gestantes brasileiras estarão sob a vigilância do Estado e das forças mais reacionárias da sociedade para impedir que a maternidade se realize em nosso país de forma digna do ser humano: como resultado de escolha e decisão pessoal."
Francamente, me parece um total absurdo essa afirmação. A mulher que decide abortar o faz da forma clandestina que infelizmente vigora no país. A mulher que decide se cadastrar é porque que deseja gestar, deseja ser mãe, e busca apoio para isso. O papel do Estado, do SUS, é dar esse apoio, inclusive para evitar abortos causados pelo desespero diante das dificuldades da vida. Há mães que abortam depois do parto. jogando seu bebe pela janela, como temos visto algumas notícias, ou simplesmente abandonando-o em alghum bueiro, em alguma lata de lixo. O que a MP procura, justo ao contrário do que é dito na frase acima, é contribuir para uma maternidade mais digna.

Responder

    Bárbara Rocha

    04/01/2012 - 22h54

    Você está enganado. P cadastro é cumpolusório, por mais que alguns neguem. No momneto que a mulher prucrar um médico ou fizer exames que comprovem a gravidez, o médico, seja particular ou sus ou o escambau, deverá inscrever essa mulher no cadastro. Por isso esse cadastro é tão bom para impedir o aborto, ou perseguir mulheres que abortam clandestinamente.

    luiz pinheiro

    04/01/2012 - 23h04

    O exame de comprovação da gravidez é confidencial, é um papel que a mulher recebe num envelope fechado.

    beattrice

    05/01/2012 - 10h43

    Segundo a MP 557 não será mais, haverá um cadastro, compulsório e público.

    luiz pinheiro

    06/01/2012 - 11h38

    Do jeito que voces colocam parece que a pobre da grávida vai ser perseguida por uma tropa de elite querendo impedi-la de abortar. Menos, menos. Para a grávida decidida a abortar, a situção não muda com a MP. Aquela que tem medo, que tem dúvida, que enfrenta dificuldades economicas e precisa de apoio méuico e financeiro, esta terá uma ajuda a mais para gerar seu filho.

    luiz pinheiro

    06/01/2012 - 11h42

    Isso não está escrito na MP. Em artigo algum está prevista a formação do cadastro a partir do teste de gravidez,.

    Professora Nina

    04/01/2012 - 23h14

    Concordo com vc Luiz… tem gente que adora procurar pêlo em ovo…

    Ana Ceci

    06/01/2012 - 17h55

    "Há mães que abortam depois do parto."

    Amigo, não existe aborto após o parto. O nome disso é infanticídio. Aborto só ocorre quando o feto não se desenvolveu o suficiente pra ter independência do corpo da mãe.

    luiz pinheiro

    08/01/2012 - 20h53

    Desculpe, Ana Ceci, foi só uma licenciosidade, uma força de expressão.
    Mas também não é exata verdade dizer que "aborto é só quando o feto não se desenvolveu o suficiente para ter independencia do corpo da mãe".
    Há exemplos médicos de fetos entre o terceiro e o quarto mes de gestação, pesando menos de um quilo, que sobreviveram em incubadora após a morte da mãe. Já estavam suficientemente desenvolvidos para isso, bastava a incubadora.
    E há prática de aborto após o quarto mes de gestação.

orbitaplanetaria

04/01/2012 - 21h37

Registremos as mulheres, as grávidas. Registremos os Homens, os férteis e os inférteis. Registremos os Negros, os brancos e os amarelos. Registremos os portadores de Aids, dengue, etc. E tornemos públicos para sermos uma sociedade transoparente? É papel do estadop dizer o que devemos fazer com nossos corpos? Os Pró vida vão dizer como devemos viver? Os Católicos? Quem? O estado deve regular a sociedade para que um grupo não se sobressaia a outro, esse pessoal do pró vida(como se alguém fosse anti vida) procura falar por aqueles que não falam, nem pensam nem se defendem?Não dou o direito deles de tirarem direitos ou restringir, menos ainda de controlar algo que não pode ser controlado, no sentido de obrigar mulheres de completarem a gravides, quando querem se livrar quando surge como fardo. O argumento de potencialidade utilizado é falho, pontencialmente deveriamos prender aqueles que apresentam tendencias violentas pois podem machucar ou matar alguém, prendemos os mentirosos pois eles podem mentir e causar um dano maior.

Responder

Paulo

04/01/2012 - 21h37

A articulista, na ausência de argumentos genuínos para defender a sua tese, apela para acusações contra a presidenta, tentando associá-la a grupos religiosos. Ora, o direito de nascer não precisa de nenhuma religião para que seja respeitado. Basta que se abrace uma ética humanisdta, absolutamente laica. Os casos em que o aborto não é penalizado no Brasil são no caso de estupro da mãe ou de risco à sua vida. Poder-se-ia acrescer mais alguns casos que ostentem um mínimo de legitimidade, mas adotar o aborto indiscriminado é uma postura indefensável, repudiada em várias pesquisas que já foram feitas entre os brasileiros. A presidenta está em perfeita consonância com a opinião do povo brasileiro. Parabéns, presidenta !

Responder

Alberto

04/01/2012 - 21h25

Estou totalmente de acordo com Maria José Rosado:
A MP assinada pela Presidenta implanta no Brasil a figura da maternidade constrangida. A criação de um cadastro nacional de gestantes havia já sido proposto por um ex-deputado que declarou alto e bom som seu objetivo: combater o aborto. Ora, o Brasil é signatário de documentos internacionais em que se comprometeu a respeitar os direitos das mulheres, especialmente em relação à sua capacidade reprodutiva".

Responder

    Fabio_Passos

    04/01/2012 - 22h16

    Não basta para eles impedir acesso ao SUS para realizar procedimento com auxílio médico capacitado.
    Eles querem constranger e perseguir as mulheres pobres com o risco de criminalização.

    Estes religiosos safados estão é mancomunados com o capeta.

    beattrice

    04/01/2012 - 23h39

    Mancomunados com o capeta e patrocinados pela bancada evangelico/papista.

    Fabio_Passos

    05/01/2012 - 00h09

    Não avançar já seria lamentável.
    Agora… promover retrocessos é indesculpável.

    Muito triste.

Ingrid Daniela

04/01/2012 - 21h21

ZEca Rosado, acompanho-a na pergunta: O que é isso, Presidenta? Dilma está fazendo cortesi para o Vaticano e fundamentalistas evangélicos, inclusive metodistas, da igreja do ministro Padilha, com meu voto! Não votei nela para ela fazer o que José Serra prometeu! Quer dizer que comprei gato por lebre. Recuso-me a crer.

Responder

    Fabio_Passos

    04/01/2012 - 22h18

    Também não votei em josé serra e nestes medievais que desejam perseguir mulheres pobres que fazem aborto.

Nika

04/01/2012 - 21h11

Enquanto dona do meu corpo, quero decidir se desejo procriar ou não. Alguém me aponte a evidência científica, oriunda de pesquisa séria e publicada em local de respeito, de que a espécie humana só se acasala para fins reprodutivos e eu mudo minha opinião sobre o direito de meu corpo. Até lá, credo nenhum pode me dizer o que devo ou não fazer com meu útero, bem como o certo e o errado nas minhas escolhas.
Se a vida é um direito, ela não deve ser tratada como dever.
E eu não costumo dar crédito nessas discussões para aqueles que não podem engravidar… é como discutir capitalismo com um grupo de rinocerontes: o assunto nunca será de entendimento destes.

Responder

    Professora Nina

    04/01/2012 - 23h27

    Sou mulher e sou contra o aborto e os homens tem direito de opinar, sim, porque ao menos que vc seja mutante precisa engravidar de um homem, ok? E eles são os pais dessas crianças. Se vc se acha tão dona assim do seu corpo USE UM MÉTODO ANTICONCEPCIONAL! Para isso foram inventados!

    Marcelo

    05/01/2012 - 10h03

    E como "professora" não sabe que não há método anticoncepcional infalível?

    Jairo_Beraldo

    06/01/2012 - 09h40

    E como professora,use o "OK" como afirmação de sucesso,nao como arrogancia. Nao me assusta a baixa qualidade da educação vendo sua colocação.

    Renato

    05/01/2012 - 09h33

    Nika, responde uma coisa. Ponha-se no lugar do feto a ser abortado, como vc consegueria viver se a sua mã tivesse te abortado? Você é favor de um crime, mas poem-se no lugar da vítima e se fosse com você? Hoje você não estaria aqui digitando e discutindo aborto.

    JOSE DANTAS

    07/01/2012 - 18h10

    Com todo o respeito, engravidar pensando em fazer aborto não pode ser uma atitude inteligente, com tantos métodos anticoncepcionais à disposição. A falta de amor por aquilo que carrega dentro de si tanto leva uma vida ao aborto como a lata do lixo após nove meses de gestação e até hoje não foi estabelecido um ponto de corte entre as duas coisas. Alguns abortos são justificáveis apesar de discutíveis, outros são consequências da irresponsabilidade e do descaso pela vida daquilo que poderia ser um filho e na maioria das vezes uma proteção para a própria mãe que um dia poderá ser vítima da solidão. Não sou religioso, porém a existência de Deus é uma realidade e apesar de não se saber o que pensa a respeito do aborto, existe sempre a possibilidade de alguém que o pratique pagar por isso.

Vlad

04/01/2012 - 20h55

Nem sou intolerante quanto a esta questão.
Mas como é que pode "católicas" pelo direito de decidir (aborto, neste caso)?
Tipo, vegetarianos pelo direito de comer bacon?
É só pra confundir? Ou o quê?

Responder

    Fabio_Passos

    04/01/2012 - 22h24

    Há católicos que não seguem tolices ortodoxas e superstições ultrapassadas.

    Miguel Matos

    15/01/2012 - 03h11

    Discordo de vários dogmas da Igreja Católica, por isso já há muito tempo deixei de frequentar a igreja e considero-me apenas cristão. A Igreja Católica não é um self-service, no qual se escolhe aquilo de que se gosta e se deixa de lado os itens que não nos apetecem. Considerar o aborto um direito natural da mulher e ao mesmo tempo se dizer cristão (católico ou não) são duas coisas totalmente incompatíveis.

    beattrice

    04/01/2012 - 23h34

    AS "Católicas pelo direito de decidir" são um grupo internacional
    dentro da igreja católica e que refuta várias deliberaçoes papais,
    questionando portanto a infalibilidade papal.
    O site delas esclarece o movimento.

    Miguel Matos

    15/01/2012 - 03h13

    Ou seja, já deixaram de ser católicas e não sabem (ou fingem não sabê-lo).

Margareth

04/01/2012 - 20h41

Eu concordo que o debate do eu sou contra ou a favor do aborto não é a forma como este debate deve ser travado. Ninguém é a favor do aborto, o que eu entendo é que há muitas situações em que o aborto é necessário e, portanto, não deve ser criminalizado. A criminalização do aborto é que é o problema.

Esse debate por certo não deve, assim, ser travado apenas durante as eleições porque aí, num país como o Brasil, dá no que dá. Empobrece o debate, as eleições e o que precisa ser discutido é varrido para debaixo do tapete em troca de votos, dinheiro, cargos e tudo o mais.

Pelos comentários postados vemos como a raiva daqueles que associam o aborto ao assassinato, coisa que definitivamente não pode ser tratada desta forma, pelo menos não do ponto de vista da ciência e da razão pública, eu fico pensando se algum chegaremos a ver no Brasil as barbaridades que aconteceram nos Estados Unidos. Para quem não se lembra ou não sabe religiosos conservadores gritavam em seus púlpitos e conclamavam pela morte das mulheres que buscavam atendimento e optavam pela interrupção voluntária da gravidez.. Até a década de 1990, clínicas era atacadas por franco-atiradores ou explodiam, mulheres eram assassinadas na sala de espera antes mesmo de realizarem o aborto, médicos eram mortos. E as pessoas que faziam isso bravejavam que estavam defendendo a vida!

Responder

    Wildner Arcanjo

    05/01/2012 - 18h10

    Eu vou mais além, mulher que aborta não pode ser tratada como criminosa que precisa ser penalizada (muitas vezes julgada e condenada na porta do hospital). Atende-se primeiro e depois faz se a investigação que se precisa para apurar os fatos.

Leo

04/01/2012 - 20h17

O negócio é o seguinte: Oq é mais importante? A saúde da mulher gestante ou o aborto? Só essa questão que têm que ser respondida… Isso aqui tá virando um debate ideológico raso. A MP não têm nada a ver com aborto, têm a ver com a saúde da gestante, acontece que os abortistas enxergaram na MP uma forma de diminuir e/ou impedir os abortos, e isso é o MAIS importante pra eles. Não acho que a MP tenha algo de aborto ou anti-aborto, isso de criticar o cadastro é balela, eu fiz cadastro no SUS para ser atendido, acho necessário (até do ponto de vista de tratamento) que a gestante faça cadastro para acompanhamento também… Aquelas que quiserem, obviamente. Ao contrário do que se prega, piguentemente por aqui, não é compulsório o cadastro. Só é compulsório pra quem quer ter acesso a esse benefício. A MP visa a saúde da mulher que QUER ter filhos e ponto. Lutar contra ela é lutar contra a saúde das mulheres que QUEREM ter filhos. Aceitem o fato de que existem muitas mulheres que necessitam desse apoio.. Aliás a MP dá possibilidade inclusive de processo civil contra hospital que não tratar de gestante. Isso é um avanço… Saúde é um direito de todos, dever do Estado. E não, isso não é ´stalinista´, isso é social. Quem não estiver contente vote no PSDB liberal e coma poeira do Brasil social e trabalhista…

Responder

    Magaly

    04/01/2012 - 23h49

    Essa MP não é um avanço pelas razões que o Sr. levanta pelo simples fato de que o texto é inferior em qualidade e abrangência quando comparado com as demais normas, protocolos, leis, regulamentos etc. já existentes na área da saúde integral da mulher.

    Inclusive essa MP cria uma monstruosidade que é a da desigualdade no tratamento das gestantes frente aos demais beneficiários do dinheiro público. Porque colocar o nome das gestantes em um banco de dados de acesso público, ainda mais recebendo a irrisória quantia de até R$50,00. O Ministério da Saúde não é capaz de fazer esse acompanhamento? Não é aberto ao público em geral o cadastro, nome, região etc. dos bolsistas CAPES e CNPq, por exemplo, mas o Ministério da Educação e as Universidades têm controle sobre o dinheiro empregado. E ninguém nunca falou em tornar público esses dados em nome da transparência do dinheiro público.

    Se a presidenta desejar implementar verdadeiras ações de transparência em seu governo tem que começar abrindo as contas do governo, o dinheiro do congresso nacional, quem recebe quanto etc. Os parlamentares não querem saber de abrir a prestação de contas que devem fazer a cidadania… a mão pesada do Estado sobre as gestantes para despistar a patuléia.

José Livramento

04/01/2012 - 20h09

Se aborto é crime, 'punheta' é genocídio.

Não se pode levar a sério livro com coisas deste tipo:

II Reis, Capítulo 2, 23-24:

"23. Dali subiu a Betel. Enquanto ia pelo caminho, saíram da cidade alguns rapazes, e puseram-se a zombar dele, dizendo: Sobe, careca; sobe, careca!
24.Eliseu, voltando-se para eles, olhou-os e amaldiçoou-os em nome do Senhor. Imediatamente saíram da floresta dois ursos e despedaçaram quarenta e dois daqueles rapazes."

Deus mandou dois ursos, matar 42 pessoas pois chamaram Betel de careca.

I Reis, Capítulo 20, 35-36:

"35.Então um dos filhos dos profetas disse ao seu companheiro, por ordem do Senhor: Fere-me. Mas o outro recusou.
36.Porque não ouviste a voz do Senhor, disse-lhe o primeiro, logo que me tiveres deixado, serás morto por um leão. Mal se havia afastado, um leão o encontrou e o matou."

Um sacerdote pede para ser espancado, a pessoa se recusa, então Deus, em toda sua bondade, manda um leão matar o sujeito.

Ezequiel, capítulo 9, 4-6

4. Percorre a cidade, o centro de Jerusalém, e marca com uma cruz na fronte os que gemem e suspiram devido a tantas abominações que na cidade se cometem.

5.Depois, dirigindo-se aos outros em minha presença, disse-lhes: Percorrei a cidade, logo em seguida, e feri! Não tenhais consideração, nem piedade.
6.Velhos, jovens, moços, moças, crianças e mulheres, matai todos até o total extermínio; precavei-vos, todavia, de tocar em quem estiver assinalado por uma cruz. Começai por meu santuário. Começaram pelos anciãos que encontraram defronte ao templo,

Um lição de tolerância de Deus, mandando chacinar todos que não seguem suas ordens.

Responder

    Valdeci Elias

    05/01/2012 - 01h38

    Primeiro : Punheta não é genocidio, más um treinamento pra manter, o segundo orgão mais importante masculino em pleno funcionamento .
    Segundo : Voce só lê, o Velho Testamento ? Jesus Cristo vei pra mudar, leia o Novo testamento.

    PS. Caso as mulheres fiquem em duvida, o primeiro orgão mais importante do homen, é seu celebro.

    Will

    05/01/2012 - 10h33

    Jesus Cristo veio para mudar? Talvez vc deva ler o Novo Testamento!
    "Não penseis que Eu vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim abolir, mas dar-lhes pleno cumprimento. Eu vos garanto: antes que o Céu e a Terra deixem de existir, nem sequer uma letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo aconteça. Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazer o mesmo, será considerado o menor no Reino do Céu. Por outro lado, quem os praticar e ensinar, será considerado grande no Reino do Céu." Mateus 5:17-19

    Outras passagens como Lucas 16:17 e 2 Timóteo 3:16 confirmam essa idéia.

    Justin Time

    05/01/2012 - 12h22

    Vou discordar de você: o órgão mais importante do homem é o cérebro, e não o "celebro", que eu não sei o que é…
    Se Jesus Cristo veio para mudar eu não sei, o fato é que a igreja cometeu inúmeros crimes em nome de Jesus. Inclusive estupro.
    Fica a dúvida: nesse caso, a mulher teria o direito de escolher abortar ou não? É crime? (ou deixa de ser crime, pois foi um estupro em nome de Jesus?)

    Valdeci Elias

    05/01/2012 - 14h07

    Obrigado pela correção. Celebro , está errado, o correto é cérebro.
    Quanto aos filhos de estrupo, eles são inocentes.

    André Oliveira

    05/01/2012 - 17h52

    Gostaria que vs sra atentasse para o fato de que, na doutrina Cristã. Jesus Cristo morreu na cruz para expiação dos pecados da humanidade e que, logo após sua morte e ressurreição, toda a Lei foi cumprida e todas estas sentenças de morte, reais segundo a Lei de Moisés, foram convertidas em bençãos de Deus. A partir daí pessoa nenhuma passou a poder usar as escrituras para justificar um assassinato, mesmo de um preso condenado. Quem cita a Bíblia levando em conta estas passagens AC, antes de Cristo, erra de uma forma tão grotesca que se cobre de ridículo frente a qualquer aluno de escola dominical de 10 anos de idade. Se quer falar de Bíblia pelo menos leia-a antes de cometer erros tão primários..

Paulo

04/01/2012 - 19h39

A Medida Provisória não é herança da ditadura. Ela está prevista na Constituição democrática de 88, a mesma que garante a liberdade religiosa e afirma a laicidade do Estado. E sobre "ser católico". Eu, pessoalmente, acho muito mais contraditórios os diversos católicos que fazem apologia da pena de morte, do linchamento ou da tortura do que os católicos que apóiam o direito ao aborto.

Responder

Will

04/01/2012 - 19h37

Uma contradição muito forte que vejo nos religiosos que são contra a descriminalização do aborto é que a maioria deles também se opõe a educação sexual em escolas e a contraceptivos, duas coisas que comprovadamente diminuem o número de abortos.

Responder

    Maria Thereza

    04/01/2012 - 20h12

    Se prestarmos um pouco de atenção, eles são contraditóros em muitas coisas mais e têm uma obsessão pelas questões sexuais, que não dá nem para tentar entender. Podiam pensar mais um pouquinho e buscar as raízes de tantos casos de pedofilia na igreja católica e filhos/as de padres, não-reconhecidos, abandonados pelos pais material e emocionalmente. As outras religiões, pelo menos, permitem o casamento de seus pastores, ministros, rabinos, pregadores… Uma das grandes contradições é a questão da pobreza (para os outros).

    Maria Thereza

    04/01/2012 - 20h31

    A igreja católica tem muitas contradições e uma obsessão em relação às qustões sexuais que não dá nem para tentar entender. Deviam pensar mais um pouco e buscar as raízes de tantos casos de pedofilia e filhas/os de padres, abandonados pelos pais material e emocionalmente. As outras religiões, pelo menos, permitem que seus integrantes se casem.
    Só para ficar no campo das contradições, além da que você apontou: pobreza boa é a dos outros – essa é que leva ao reino dos céus…

    beattrice

    04/01/2012 - 23h28

    Vale a pena mencionar que nos países civilizados onde a descriminalização do aborto vigora e as mulheres tem seus direitos respeitados, os centros de atenção em medicina reprodutiva, onde as mulheres sãoa tendidas, prestam todo tipo de orientação contraceptiva.

Armando S Marangoni

04/01/2012 - 19h20

Talvez seja mais simples.
Talvez seja uma questão de educação, não de opinião.
Porta-vozes de ideologias deveriam ser mais cuidadosos com seu pensamento, senão acabam por cometer um erro fatal para sua alma, daqueles que não dá para desfazer sem um motivo muito bom, do tipo catástrofe pessoal, quando se aproveita da quase morte para assumir seus erros de vez.
Se a mulher é a única que pode escolher dar vida a mais um ser, e continua sendo uma humana que desfruta do direito de errar, por que é que ela deveria ser obrigada a manter uma gravidez acidental, indesejada?
Mas não devemos tentar calar uma pessoa que ache que um embrião é um ser. Essa é a posição mais humana, mais generosa, mais gentil e protetora que alguém pode assumir quando não tem ótimos motivos para pensar diferente. Trata-se de preservar a vida.
Se nós que conseguimos enxergar um pouco além das cortinas de fumaça tratarmos de demonstrar que não somos contra a vida, mas contra a violência, teremos nossa atitude avaliada com mais atenção e seriedade.
Quero dizer, a paz começa em mim, em você, em todos nós, e só conseguirá mudar alguma coisa nesse mundo se for um desejo pessoal.

Responder

miguel grazziotin

04/01/2012 - 18h10

Aborto nao é metodo anticoncepcional. Aborto é crime. Assassina-se uma vida.Chame do que quiserem, mas se MATA um ser humano. Apoie o aborto se o quer, mas chame-o do que ele é, assassinato.

Responder

    Will

    04/01/2012 - 19h29

    Bom, considerando a quantidade de abortos espontâneos que acontecem, deus parece ser o maior assassino de todos.

    will

    04/01/2012 - 19h56

    quando o aborto é espontâneo, há algum problema :
    Aborto espontâneo é o término acidental de uma gravidez com menos de vinte semanas de gestação.[1] A causa mais comum é um defeito cromossômico no embrião ou feto que impede seu desenvolvimento natural. O defeito pode ser hereditário, causado pela exposição da mãe a certos medicamentos ou radiação, ou resultar de doenças infecciosas.
    O primeiro sintoma de um aborto espontâneo é sangramento vaginal. Isto requer atenção médica imediata. Um feto nascido após cerca de vinte semanas de gestação é chamado natimorto (se nascido morto) ou prematuro (se nascido vivo).
    O segundo sintoma são cólicas abdominais,seguidos de contrações uterinas com grande frequências e dores fortes,e depois de ter ocorrido todos esses sintomas a genitora sente vontade forte de urinar e defecar e assim acontece a eliminação do feto (ou embrião).
    Muitas vezes, porém, a gestante necessita sofrer uma curetagem.

    Maria Thereza

    04/01/2012 - 20h34

    Pois eu tive um aborto espontâneo da 1ª gestação e não tive nehum dos sintomas que você apresentou. O médico disse, na época, que é muito comum o aborto da 1ª gravidez, pois o organismo rejeita o corpo estranho. Então, concordo com o Willi. E tem mais uma coisa: viver é mais do que nascer.

    Will

    05/01/2012 - 09h33

    Nada como um testemunho de uma MULHER sobre o assunto.
    Obrigado, Maria Thereza!

    beattrice

    04/01/2012 - 23h36

    Esse é outro ponto por assim dizer indecente da MP 557,
    as mulheres que sofrerem abortos espontaneos
    os medicos que assistirem a gestante no processo
    vao ter que jurar sobre a biblia na frente do juiz e do delegado ?

    @AbbadonAzazel

    06/01/2012 - 09h16

    Pensando por esse lado, isso é verdade. Metade dos ovulos fecundados nao chegam a vingar em uma gravidez de fato.

    Fabio_Passos

    04/01/2012 - 19h37

    Este é o ponto.
    O que você escreve mentiras baseadas em superstições religiosas.

    Você pode crer nestas mentiras. É seu direito acreditar em mentiras.
    Mas você não pode impor o que outro ser humano pode ou não fazer com seu próprio corpo.

    Felipe Dantas

    05/01/2012 - 16h05

    É isso aí Fábio.

    "A sua liberdade termina quando começa a do outro".
    Ponto final..

    @AbbadonAzazel

    06/01/2012 - 09h20

    Eu concordo. Uma pessoa com conviccoes religiosas, desliga-se da realidade e mantem-se alheia aos fatos que a contradizem.

    Francisco de Sales

    04/01/2012 - 21h08

    Concordo com você. Sou católico e acho que essas que se dizem 'católicas pelo direito de decidir' são tudo, menos católicas. Jamais o cristão pode concordar com o assassinato de alguém indefeso, se a vida e a morte pertence a Deus. Importante ressaltar que estou falando para cristãos, católicos ou não, pois o tema foi trazido por "católicas".

    Fabio_Passos

    04/01/2012 - 22h23

    São católicas, sim.
    E estão muito mais perto de Cristo do que estes filhos do demônio que desejam mandar no útero das mulheres.

    André Oliveira

    05/01/2012 - 17h36

    São católicas coisa nehuma.. Meu Deus do céu.. Onde que a gente precisa desenhar para vc entender que só é católico quem aceita INTEGRALMENTE a doutrina apostólica romana sem pôr e nem tirar uma vírgula ??. E olha que eu nem sou católico e sei disso..ABORTO É ASSASSINATO..Que mané mandar em útero o quê ?? Quem acha que é detentor de direitos deve ter também responsabilidades..O BRASIL NÃO ACEITA O ABORTO..NÃO GOSTA ? ABORTE-SE VC DO MUNDO..

    beattrice

    05/01/2012 - 23h59

    A tropa padilheira na falta de argumento começa a apelar…
    Já tentaram ofender, expulsar do país e agora sugerem o suicidio do contraditorio!
    Cada dia melhor representado seu padilha.

    @AbbadonAzazel

    06/01/2012 - 10h37

    O Andre diz que é contra o aborto, mas recomenda enfaticamente que os pro-aborto se abortem. O que isso nos diz a respeito do carater moral e etico de Andre ?

    zuzé

    17/01/2012 - 17h53

    argumentação de altissimo nível. parabéns!

    @AbbadonAzazel

    06/01/2012 - 09h15

    Um ovo nao é uma galinha. Uma semente nao é uma arvore. Uma lagarta nao é uma borboleta. Um ovulo fecundado nao é um ser humano. Nao é assassinato, vc é quem quer definir como assassinato. Mas eu me masturbo todos os dias e ejaculo 150 milhoes de espermatozoides. 150 milhoes de seres humanos. Segundo a sua definicao, eu sou um genocida.

Maria Thereza

04/01/2012 - 18h08

Independetemente da absurda MP, reitero a que é contra o direito ao aborto que, caso seja discriminalizado, não será obrigatório. E recomendo aos homens que se posicionam contra esse direito, especialmente os que pregam a abstinência como forma segura de evitar a gravidez, que explicitem suas ideias a filhas, namoradas e apliquem a regra para si mesmos.

Responder

Neo-tupi

04/01/2012 - 18h02

Estão procurando chifre em cabeça de burro II.
Ou a Maria José não leu a MP ou não entendeu ou se assustou com a palavra "vigilância" (quando na saúde tem o sentido de vigilância sanitária).
A MP está escrita com todas as letras que visa prevenir a mortalidade materna, com acompanhamento de gravidez de risco. A MP é laica, pois não faz qualquer juízo de valor, e não traz nenhuma diretriz quanto a procedimentos médicos previstos em lei.

Responder

Evandro Pereira

04/01/2012 - 18h02

Homem e mulher tem todo o direito de decidir sobre ser Pai e Mãe e assumir ou não a gestação de um filho, mais este direito não pode ser ilimitado e deve ser exercido até o momento e durante o "enlaço" sexual, que a priore tem de ser consensual, depois disso so resta aos dois uma coisa: assumir responsavelmento as consequências de seus atos, pois o fruto desta união não faz parte da individualidade de nenhum dos dois que se uniram para gerar um novo ser.
Isso não tem nada a ver com religião, isso tem a ver com a ética daqueles que defendem a vida e a justiça, o aborto não pode ser bandeira dos movimentos políticos de esquerda, porque atenta contra o direito maior que todos os seres tem que é o direito à vida!

Responder

    Fabio_Passos

    04/01/2012 - 19h42

    A esquerda tem compromisso histórico com a liberdade e o conhecimento e por isso defende a legalização do aborto.
    O direito a vida de um feto não pode ser utilizado para que o Estado arbitre o que um ser humano pode fazer com seu próprio corpo.

will

04/01/2012 - 17h53

a mulher que quer fazer aborto por motivo fútil tem o direito… direito de ficar calada e tudo que dira será considerado contra ela. a responsabilidade da gravidez é do casal. se não há casal, é da mulher que assumiu o risco de engravidar. é como acontece quando alguém provoca um acidente bêbado. não tem a intenção de matar , mas matou – não tem intenção de engravidar, mas engravidou! e neste segundo momento, a consciência fala muito mais alto do que no primeiro. é por essas coisas que sexo deveria ser levado como uma coisa mais sagrada… não dá para fazer sexo por esporte. apesar do todos contraceptivos. uma vida está em jogo.
aborto: holocausto silencioso

Responder

    Fabio_Passos

    04/01/2012 - 19h44

    superstições religiosas: holocausto barulhento. flagelo da humanidade.

    O pessoal do opus dei usa um tal de macacão anti-masturbação. É para evitar que cometam genocídio…

    Gustavo

    04/01/2012 - 19h49

    Claro… porque se ela for estuprada é óbvio que a mulher assumiu o risco de engravidar.

    Nada como termos 1984 (do livro) justamente em 2012…

    will

    04/01/2012 - 20h21

    a maioria dos abortos não diz respeito aos estupros. e sim aquele que há consentimento da relação carnal. se for estupro, aí sim, a decisão é da mulher. e em outros casos como risco de morte para a mãe e algumas outras exceções. O que não concordo é a falta de educação sexual das pessoas, que pegam carona na descriminalização… não acho certo. e as feministas que me desculpem, mas não há nada de machismo nisso. acho que as pessoas que concordam com o aborto tem a visão tão pequena, menor que um feto. cúmulo do egoísmo e covardia.

    Maria Alice

    04/01/2012 - 20h05

    São posts como esse que me fazem acreditar que para o pior não há limites mesmo… a gravidez compulsória é ultrajante, sobretudo quando tratam o aborto como se fosse sempre realizado por mulheres caprichosas e de pouca "consciência" quando o que as pesquisas sérias no campo demonstram que é justamente o contrário. Alguém escreveu em outro comentário e a realidade não nega de que nos países onde o aborto foi descriminalizado, estabelecendo-se prazos para a sua realização, o número de abortos por ano é proporcionalmente até 10 vezes menor do que nos países onde é proibido.

    Ué!!!!!!! Então onde o aborto é legalizado é menor o número de abortos por ano do que ond o aborto é proibido? Quem é que está errado então?

    betinho2

    04/01/2012 - 21h41

    Maria Alice
    Esse não é um bom parâmetro, de um país para outro, sem que se comparem as culturas e outros dados.

    Maria Alice

    05/01/2012 - 00h52

    Como assim?
    Desenvolva a sua crítica. Porque não é bom? Quais outros dados? Como assim a cultura?

    orbitaplanetaria

    04/01/2012 - 21h39

    Seria bom você se candidatar ao cargo de carcereiro então, pois eu não daria o direito do estado de controlar desse jeito um grande segmento da população com base nisso. Nós estamos dizendo que as mulheres são irresponsáveis e devem arcar com as consequências de algo que é natural do corpo delas, ficarem grávidas. Qualquer discussão em cima disso é inútil pois diferente do bébado que precisa de uma garrafa de alcool para ficar bebado, mas depois passa, a gravides é para a vida inteira, as vezes é um compromisso maior do que a pessoa pode assumir. Por esse racioncínio devemos proibir as mulheres de engravidar já que esse "direito" é mau usado.

    Magaly

    04/01/2012 - 23h37

    Will, uma pergunta:
    você só fez sexo depois de casado ou em situação de "casal"? você só faz sexo para fins reprodutivos?

    Desculpe-me a intromissão em sua vida privada, mas a sua afirmação é que me parece irresponsável. A maioria das mulheres que aborta nesse país, segundo pesquisas, não o fazem porque praticaram sexo "sem consciência", por esporte. Ademais se a responsabilidade da gravidez é do casal, a responsabilidade da anticoncepção também! Não deve ser apenas a mulher a utilizar métodos anticonceptivos, os homens devem fazer a sua parte: vasectomia, camisinha e quando houver uma pílula para vocês, essa também.

    Leider_Lincoln

    05/01/2012 - 01h10

    Ridiculo! Se nao estivesse tao longe, te explicaria por que, mas soh voce e os seus nao sabem, neh?

betinho2

04/01/2012 - 17h50

Apoio da mãe de uma abortista:

"Minha "filha", lute para que o aborto seja aprovado, para não passar o que passei. Veja, você foi um acidente na minha vida, consequência de uma transazinha inconsequente e ocasional. Na época não encontrei uma clínica que te abortasse, tive que te gerar, abrir mão do meu "direito" ao corpo, deixei de viver minha vida, como eu gostaria de ter vivido. Você acabou sendo um estorvo que carreguei por longos anos. Lute pelo aborto filha, eu te "amo".

Responder

    Fabio_Passos

    04/01/2012 - 19h46

    silas malafaia?

    betinho2

    04/01/2012 - 21h14

    Por que Silas Malafaia? Não consegues absorver a verdade nua e crua, sem meias palavras, do que você e outros defendem? Deviam era positivar, é a verdade de voces.

    Fabio_Passos

    04/01/2012 - 22h14

    Por que você é muito parecido com o silas malafaia, jais bolsonaro, monica serra…
    Não consegues absorver a verdade nua e crua, sem meias palavras, do que você e outros defendem? Deviam era positivar, é a verdade de voces.

    quem está feliz com a Dilma capitulando e promovendo retrocessos são os eleitores do josé serra.

    luiza hernandez

    04/01/2012 - 23h10

    Talvez os 20% ( um quinto) da população brasileira que votou na Marina Silva, possam ser incluidos aí. Então, juntando os eleitores do Jose Serra, da Marina, e pelo menos uma parte dos eleitores da Dilma, ainda somos a maioria. E lhe garanto, sairemos as ruas aos berros e cartazes pra defender o direito do nascituro.

    Fabio_Passos

    05/01/2012 - 00h02

    hã… maioria coisa nenhuma.

    Em um debate aberto e plural apenas os lunáticos religiosos e os notórios fascistas defenderiam a criminalização do aborto e a perseguição de mulheres.

    André Oliveira

    05/01/2012 - 18h02

    Em um debate abeto e plural as pessoas que são contra o aborto e a favor da vida não defendem a criminalização das mulheres, mas sim os direitos e os deveres que elas devem ter e que o estado tem a obrigação de lutar para proporcionar..Em um debate sério e respeitoso as pessoas que são a favor da vida esperam pelo menos o respeito e a seriedade de pessoas que não pensam como elas e vocês não podem impor ao país que não quer legalizar o aborto as agendas de vsas sras..

    Fabio_Passos

    05/01/2012 - 19h47

    pfff… em um debate aberto não há como se esconder. Os religiosos são hipócritas e mentem que são "a favor da vida". E mentem que o país não quer. Os religiosos fanáticos não querem.
    Vão ter de assumir que negam assistência de saúde e querem presas as mulheres que fazem aborto.

    Armando S Marangoni

    04/01/2012 - 20h19

    Com essa visão clara e toda essa cultura ainda não percebeu que não é a essa "mãe" que a descriminalização do aborto se destina?
    Essa aí está mais para a versão idosa da garotinha mimada que acha que o mundo circula à sua volta.

    betinho2

    04/01/2012 - 21h32

    Marangoni
    A intenção foi fazer com que os abortistas se colocassem na posição de filhos de uma mãe frustrada por não te-los abortado. E mais, engolirem quietos sem censurarem a mãe por lhes colocar frente a dura verdade.

    Ricardo

    05/01/2012 - 00h31

    Vc parece ser filho de uma mãe frustrada mesmo… Discutir uma questão tão séria com uma infeliz e "dramática" estorinha. Vc escreve novela na globo ?

    Leider_Lincoln

    05/01/2012 - 01h09

    Olha, voc

    E voce sabe o lugar que estah repleto de boas intencoes, nao sabe?

    Wildner Arcanjo

    05/01/2012 - 17h56

    Não vejo inverdade na historinha do nosso amigo. Na boa… Quem sabe, muita gente já passou por isso.

    Armando S Marangoni

    05/01/2012 - 10h22

    betinho2,
    Discutir idéias é o que devemos fazer, mas usar da retórica deixa os argumentos difusos.
    A técnica dos sofistas passava (passa?) por aí: interromper a imaginação e substituir as conclusões por "exemplos", pelo pragmatismo ilustrado com imagens verossímeis.
    Excelente artifício. Um perigo para quem tem sido desinformado desde que nasceu.
    Aprende-se como fazer nas escolas de publicidade, nas políticas e no curso de formação de oficiais. Além, é claro, nos círculos comerciais, onde o lucro é o único deus.
    Desculpe-me pela acidez, mas o lugar de metáforas é na arte.

    Wildner Arcanjo

    05/01/2012 - 17h57

    Acho que a ilustração que ele quiz fazer é simples: E se fosse você?

    beattrice

    05/01/2012 - 23h53

    Excelente análise, e o mais grave é que a estratégia vem sendo reincidente.

    carlos

    05/01/2012 - 00h36

    pelo direito ao corpo de quem? dela ou da criança? se é dela tudo bem se é da criança, perdeu o direito!! ela não tem direito sobre o corpo de outra pessoa!!!!

    Almerindo

    05/01/2012 - 00h56

    Betinho, você foi PERFEITO na frase que usou. TE POSITIVEI. Sexo é uma delícia, mas temos que nos lembrar SEMPRE que ele é uma energia CRIADORA, e que para usufruirmos dele SEM os riscos de uma gravidez, temos SIM que utilizar os métodos contraceptivos e não os abortivos. PARABÉNS!

    Leider_Lincoln

    05/01/2012 - 01h07

    Ah, o velho truque do "Eu lírico-hipotético"… _esperava que num lugar tao distinto o nivel do debate fosse melhorzinho…

    Wildner Arcanjo

    05/01/2012 - 17h58

    Ao menos é poético, diga se de passagem. Mas em toda poesia existe sempre algo a se questionar, ou não é assim?

    Benjamin

    08/01/2012 - 18h49

    Nossaaaa… vc é taõ inteligente, Leide…. eu e o conservador (sic) Antônio Cândido adoramos seus eruditos comentários…

Nilton C Siqueira

04/01/2012 - 16h37

É importante se conhecer a vida do Dr Bernard Nathanson. Entre 1971/72 a clínica dirigida por ele nos EUA executou mais de 60 mil abortos, 5 mil feitos pessoalmente por ele sendo um de seu próprio filho com sua namorada. Ao final de 1972, com as novas técnicas de ultrassonografia, ele descobriu que o feto é um cidadão, só que totalmente indefeso. Mudou de opinião e tornou-se o maior ícone da luta pró-vida. Morreu em 21/02/2011 sem nunca ter deixado de lutar, escrever livros e proferir palestras defendendo o direito a vida. Nathanson produziu em 1985 o documentário "O grito silencioso", que mostra imagens de ultra sonografia em que uma criança no ventre de sua mãe tentar se livrar dos instrumentos com os quais está sendo abortado. No link a seguir leia a transcrição de uma palestra proferida por ele na Espanha. http://www.providafamilia.org.br/doc.php?doc=doc4

Responder

Bermudas

04/01/2012 - 16h24

Essas "entidades" sempre tomando o efeito pela causa e os direitos pelos deveres.
Pregam respeito aos direitos humanos das gestantes, em detrimento dos direitos humanos dos filhos.
Criam a "maternidade constrangida" para justificar assassinatos.
Defendem com unhas e dentes a legalização do aborto, sob o pretexto de proteger a mulher gestante que tem voz e voto, os quais tentam manipular para defender seus próprios interesses que no mais das vezes, lhes são conflitantes.
Nada além disso.

Responder

José Antônio

04/01/2012 - 16h23

A MP 557 é fruto de mentalidades doentias, vivemos em uma sociedade machista e cruel e a nossa querida Presidenta foi vítima desse machismo deísta. Deus é figura masculina e ponto final, é o que pregam esses mercenários livros "supostamente sagrados", como biblia, Corão, etc. Neles, a lógica humana se inverte e todos temos pai e nenhum de nós tem mãe. Rídiculo que em pleno século XXI as pessoas ainda se deixem orientar por esses dogmas irracionais. Essa MP 557 e todas as demais políticas ditas públicas, tem o condão de deseducar e reprimir as mulheres.

Responder

    Daniel

    04/01/2012 - 20h27

    Não seria "Teísta"? Deísta é o "praticante" do deísmo, a crença em um criador que ainda não foi revelado, ou seja, rejeita praticamente o que pregam quase todas as religiões do mundo. Para os deístas, as religiões não passam de uma fraude grosseira.

Sex Politics » Blog Archive » Pelo mundo

04/01/2012 - 16h07

[…] > Maria José Rosado: O que é isso, Presidenta? […]

Responder

Roberto

04/01/2012 - 16h07

Desde quando os direitos individuais autorizam a se matar uma criança? O aborto só deve ser aceito,e é aceito, no caso da mãe correr risco de vida com o parto. Quem gera um ser humano não pode de jeito nenhum dispor da vida dele por capricho. Tem muitas maneiras de evitar a gravidez antes, e nada justifica o assassinato depois que ela se confirme.
A dona Maria José está ERRADÍSSIMA.

Responder

    Fabio_Passos

    04/01/2012 - 19h47

    matar criancinhas? Você é a esposa do josé serra?

    beattrice

    04/01/2012 - 23h23

    Dona Monica fez escola, e séquito.

Jorge

04/01/2012 - 16h06

Como católico, não reconheço a catolicidade da tal ONG Católicas pelo direito de decidir. Ridículo. A Igreja tem seu catecismo AMPLAMENTE divulgado nos meios de comunicação social. Portanto, não quero e não aprovo em nenhuma hipótese que pessoas que professam a crença na liberdade de decidir a vida de quem quer que seja pela prática criminosa do aborto, fale em nome da ortodoxia da fé que pessoas de bom senso professam e que não abarca em seus ensinamentos o reconhecimento da prática do aborto. Uma vez gerada a vida, que ela prossiga normalmente todos os seus ciclos de nascimento, vida e morte naturais. Portanto, quem não quiser um "gravidez indesejada" é simples: abastenha-se do sexo!

Responder

    Lucia Xavier

    04/01/2012 - 23h56

    Como católica, não reconheço o catolicismo do Sr. Jorge.
    Como católica não sou a favor que das mulheres seja exigida a gravidez obrigatória, compulsória. O Sr. Jorge tem a sensibilidade da inquisição. É desumano exigir que uma mulher leve uma gravidez resultante de estupro adiante. Ou uma gravidez que pode agravar-lhe a saúde.

    Ricardo

    05/01/2012 - 00h34

    Ou pura e simplesmente uma gravidez que não deseja. Pergunte ao tal Jorge onde está o útero dele ? Foi comido pela arrogancia de dizer o que outro ser humano deve ou não fazer com seu corpo em escala social…

    jose marcos

    05/01/2012 - 09h06

    Sr jorge, para voce que é homem é facil falar, queria ver se uma filha sua fosse estuprada e tivesse risco de vida. Pimenta nos olhos dos outros é refresco. Outra coisa o estado é laico, nenhuma religião tem o direito de dizer ao estado o que é pecado, assim como o estado não tem o direito tambem de definir o que é pecado. Voces deviam é se preocupar com as milhões de crianças que morrem de fome pelo mundo em consequencia deste capitalismo financeiro selvagem e assassino, mais é mais facil deixar nascer e depois que se explodam. Este teu Deus não é o meu, não acredito num ser de amor Hipocrita. Sr jorge só para terminar o Sr sabia que a inquisição que punha pessoas na fogueira acabou porque católicos não hipocritas lutaram contra isto e tambem estava no catecismo da epoca. O Sr deve achar então que a terra é o centro do universo pois tambem fazia parte da doutrina da igreja.

    marciao

    05/01/2012 - 09h09

    seguindo sua linha de pensamento, Jorge, paremos pois de tomar remedios, fazer quimeoterapias, utilizar preservativos, crees anti rugas remedio para dor de cabeça, colica, et etc etc.

    Olhar para um livro escrito ha mais de 2 mil nos com esse olhar arcaico seu é demasiado ignorante. Se for assim, a masturbação é pecado, advinhação, todo sincretismo a Igreja catlica, o natal, a pascoa, xiii.

Mateus Felipe

04/01/2012 - 15h25

E agora Padilha?

"Nenhum artifício de retórica poderá convencer de que a Medida não diz o que efetivamente diz: Todas as gestantes brasileiras estarão sob a vigilância do Estado e das forças mais reacionárias da sociedade para impedir que a maternidade se realize em nosso país de forma digna do ser humano: como resultado de escolha e decisão pessoal." Maria José Rosado

Responder

    Fabio_Passos

    04/01/2012 - 19h51

    Não basta criminalizar as mulheres que optam pelo aborto.
    Agora o Estado serve como instrumento a interesses religiosos para perseguir mulheres.

    beattrice

    04/01/2012 - 23h24

    E isso tem nome historicamente, costumava chamar-se fascismo,
    agora encontraram outra definição?

Morvan

04/01/2012 - 15h14

Boa tarde.

Não totalmente fora de tópico, já que se trata de uma mulher de muita coragem e é nossa irmã do Sul, a exemplo da Presidente Dilma:

Operação de Cristina Kirchner é Concluída. Sucesso.

Elo de Acesso: IGhttp://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/cristina-kirchner-e-operada-para-retirada-de-tumor/n1597513618333.html

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

    beattrice

    04/01/2012 - 23h13

    A melhor notícia do ano até agora.
    Compartilho essa alegria, CFK é um exemplo.

    Morvan

    05/01/2012 - 00h52

    Boa noite.

    Beattrice, vou cometer uma "baianice". O Gerson Carneiro não vai ficar zangado comigo.
    Mas "Eita mulher arretada, esta D. Cristina".
    Fiquei muito feliz quando vi as congratulações de Lula e de Dilma para nossa hermana del sur.
    Ver os três trocando ideias e felicitações é tudo.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    beattrice

    05/01/2012 - 10h15

    Bom dia Morvan

    Aliás CFK abriu o debate sobre o aborto na Argentina, visando a descriminalização lá também, como aliás está em marcha no Uruguay.

Neo-tupi

04/01/2012 - 15h09

Estão procurando chifre em cabeça de burro.
Desde quando dar apoio à grávidas que QUEREM ser mãe, é ser contra a descriminalização do aborto?
Outra coisa: o estado não é teocrático, mas também a presidenta não é ditadora com plenos poderes, nem rainha absolutista.
Todo mundo de boa fé está cansado de saber que a descriminalização do aborto depende fundamentalmente do Congresso, e não existe estratégia mais burra do que fazer lobby e barulho em cima da autoridade presidencial. Só serve para o lobby religioso fazer o mesmo em sentido contrário, produzindo crises que acabam conseguindo retrocessos ou, pelo menos, paralisar qualquer iniciativa.
Que tal fazer aquele velho trabalho difícil de debater de peito aberto com a sociedade, em vez de ficar na zona de conforto, correndo para a barra da saia presidencial?

Responder

    betinho2

    04/01/2012 - 15h25

    Neo-tupi
    Finalmente alguem lúcido e de bom senso responde o questionamento que fiz no outro artigo.
    Esse é o debate, não a rotulagem vazia e improdutiva.

    Wildner Arcanjo

    05/01/2012 - 18h28

    BINGO!

Morvan

04/01/2012 - 15h08

Boa tarde.

Estas medidas, da maneira covarde em que foram aplicadas, através do instrumento ultrajante das medidas provisórias – reitero – é um rotundo retrocesso; não só por serem implementadas na surdina, ao arrepio da discussão com a sociedade, mas – como elementos mais graves: ser aplicado por UMA PRESIDENTE (o maiúsculo foi deselegante, mas intencional), uma pessoa que sofreu toda a sorte de repressões por parte de setores com quem hoje a Presidente compõe – contra a própria militância, ou seja, contra quem impediu que a "opção preferencial" dos "carolas" vencesse uma eleição para lá de eivada de religiosismo; abre brecha para mais vícios do próprio religiosismo no Brasil, que já fora alertado por instrumento da ONU responsável pela questão religiosa, por praticar ensino religioso com sinais claros de proselitismo, o que é vedado pela Constituição.
O PT, não enquanto Partido da Presidente, mas enquanto Partido Político mais crítico e mais atuante, no campo dos direitos civis, poderia / deveria se posicionar. Seria muito bom ver a posição do Partido.

"Assim Falou Zoroastro"…

Elos para a questão da religião no Brasil, segundo a ONU:
http://telacrente.org/2011/12/05/onu-brasil-descumpre-regras-sobre-ensino-religioso/
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,onu-critica-imposicao-de-ensino-religioso-em-escolas-publicas,724971,0.htm
http://ateusdobrasil.com.br/p/27762/

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

    betinho2

    04/01/2012 - 15h30

    Mister Morvan
    Tem questões em que não há como ter posições partidarias. Muito menos fazer esse tipo de cobrança, quando a questão é de foro íntimo. Mas como já te coloquei, já que tem uma bancada religiosa, que deveria ser cassada, porque voces não lutam por uma bancada abortista? essa não afrontaria o estado laico, portanto legítima.

    beattrice

    04/01/2012 - 23h15

    Só para corroborar seu comentário e mostrar que vai piorar, vem aí o Estatuto Geral das Religiões,
    parte da pauta que a bancada evangelico/papista quer porque quer ver aprovada rapidamente.

    Morvan

    05/01/2012 - 00h46

    Boa noite.

    Obrigado a você e a Betinho2, pelos retornos.
    Eu vejo com tristeza, Beattrice, a carolice de Dilma. Lamento, pois, em política, nunca vi "retrocessos estratégicos" se darem, de fato.
    Pedindo licença a você e dialogando também com Betinho2 (será um tipo de economia de Post? Ah, ah, ah…):
    Betinho2, não é – reitero – a questão do aborto, pura e simplesmente, mesmo que ela seja muito importante; eu não estou falando em uma capitulação de Dilma para com a bancada da "Santa-Sé"; são várias retroações.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

JULIO/Contagem-MG

04/01/2012 - 15h06

O Estado é laico, mas a grande maioria que faz essa engrenagem girar é religiosa, e isso merece ser res
peitado, pois afinal de contas, somos ou não uma democracia.

Responder

    Armando S Marangoni

    04/01/2012 - 19h21

    Respeitado, sim.
    Obedecido, não.

    Will

    04/01/2012 - 19h32

    Democracia não é ditadura da maioria. Na verdade é justamente a defesa dos direitos da minoria e do indivíduo.

    "Governo da maioria é um meio para organizar o governo e decidir sobre assuntos públicos; não é uma outra via para a opressão. Assim como um grupo auto-nomeado não tem o direito de oprimir os outros, também nenhuma maioria, mesmo numa democracia, deve tirar os direitos e as liberdades fundamentais de um grupo minoritário ou de um indivíduo."

    Fabio_Passos

    04/01/2012 - 19h34

    Democracia?

    Um Estado que vira as costas e nega atendimento de saúde para milhares de mulheres que realizam aborto?
    Um Estado que arbitra o que as mulheres podem fazer com seu próprio corpo e criminaliza ações baseadas em superstições religiosas?
    Seguramente não é democracia.

    É uma espécie de Estado medieval.

    beattrice

    04/01/2012 - 23h22

    Uma democracia depende estritamente da laicidade.
    Se o estado obedece "engrenagens religiosas" ou seitas, isso se chama teocracia.

Mateus Felipe

04/01/2012 - 15h05

Maria José Rosado falou e disse. A presidenta Dilma precisa conter a sua religiosidade e cuidar mais da cidadania das brasileiras e não adotar leis que restringem ou cassam direitos. O Ministro Padilha no mínimo tinha de saber ou ter assessorias consistentes para não deixar a presidenta passar vexame porque essa MP557 é um vexame

Responder

    beattrice

    04/01/2012 - 23h12

    O ministro padilha sabe exatamente o que assinou.
    Desculpe, mas discordo de desautorizar a responsabilidade integral do ministro.

betinho2

04/01/2012 - 14h52

Como já escrevi em outro artigo, e concordando com Maria Joié Rosado, quanto ao estado Laico, que nesse caso não poderia ter bancadas religiosas. Pela cassação de todos eles.

Responder

leandro

04/01/2012 - 14h52

Cena depois da aprovação da legalização do aborto…..A mulher pobre chega no SUS e diz: queria fazer um aborto porque tive uma gravidez indesejada. A atendente: Ok. Temos vaga para daqui a 8 meses.
A rica vai na clinica particular, agora legalizada, faz o aborto com segurança e dentro da lei.
Pais que não dá saúde básica e atendimento decente para a população vai ter estrutura para atender essa demanda?? Não temos leitos para os doentes e vamos ter para procedimentos abortivos?? Me enganem. A pobre vai continuar se arriscando com agulhas de tricô, citotec, fundo de quintal e a classe alta vai fazer tudo como hoje, mas legalizado e com toda segurança.

Responder

Eduardo Nascimento

04/01/2012 - 14h51

Todo lobby religioso costuma andar na contramão da legitimidade, seja para aprovar, seja para vetar leis. Não lhes sacia doutrinar apenas seu rebanho.

Responder

Mirella Garcia

04/01/2012 - 14h32

Parabéns Maria José Rosado. Coragem é pra quem tem. Dilma não pode se comportar como se fosse dona do Brasil

Responder

    betinho2

    04/01/2012 - 15h08

    Áh tá, donos do Brasil seriam os abortistas? Esses que devem decidir?…já coloquei em outros comentários, consigam um candidato comprometido com a legalização do aberto. É justo, democrático e de direito.

    Fabio_Passos

    04/01/2012 - 19h52

    Quem deve decidir é a mulher.
    Ninguém mais tem este direito.

    Professora Nina

    04/01/2012 - 23h22

    Claro que a mulher pode decidir! Ela pode decidir ser responsável e se proteger para não engravidar. Nem mesmo a mãe tem direito de decidir se o filho pode viver ou não, não acha? Se eu matar minha filha depois dela nascer eu vou presa, porque poderia ser permitido antes dela nascer se ela já é um ser humano?

    Fabio_Passos

    05/01/2012 - 00h35

    Um feto não é um ser humano.
    É um erro o que você escreveu, professora.

    Não é tarefa fácil responder quando nos tornamos humanos… mas de forma geral, os inúmeros povos que já legislaram sobre o tema usando a razão e a sensibilidade (e não superstições religiosas) liberaram o aborto até a décima segunda semana.

    Antônio Carlços

    04/01/2012 - 21h11

    Você está invertendo a bola de maneira desonesta ou então não pensa. Permitir alguém fazer aborto não é obrigar a alguém que não queira fazer aborto.
    são duas coisas bem diferente. Você pode criar a lei deixando o livre arbítrio da escolha da mulher se ela não quiser abortar que não o faça!!!!!!

    Fabio_Passos

    04/01/2012 - 22h20

    Eles não podem admitir isso.
    Estes precisam mandar no útero das mulheres pobres.

    Professora Nina

    04/01/2012 - 23h20

    Mas é permitir um assassinato! O aborto não é uma questão de opção religiosa, é um crime! O bebê é um ser vivo, não é uma verruga! E ele tem direitos, tb…

    Fabio_Passos

    05/01/2012 - 00h39

    Um feto não é um bebê, professora.

    Um espermatozóide também é um ser vivo, não é uma verruga!
    A senhora considera o orgasmo masculino… genocídio?

    beattrice

    04/01/2012 - 23h37

    Estão confundindo cadastro compulsório com aborto compulsório?

    Magaly

    04/01/2012 - 23h30

    Quero me juntar aos parabéns a Maria José Rosado, tocou no ponto ao afirmar que esse governo cria figura da maternidade constrangida. Além de criar um monstro na forma de cadastro compulsório que ficará acessível ao público! Isso é o quê? Transparência do dinheiro público? Francamente!

ricardo silveira

04/01/2012 - 14h15

O Brasil não pode permitir que religiões, qualquer uma, tome decisões de governo, isso é atraso, coisa medieval que o Serra/PSDB defendeu na eleição passada por puro oportunismo, apenas porque queria ser presidente a qualquer custo, e o povo não aceitou.

Responder

    beattrice

    04/01/2012 - 23h10

    Mas como disse o Fábio Passos,
    o retrocesso no governo DILMA é de tal extensão
    que as vezes parece que foi o Serra quem ganhou.

Klaus

04/01/2012 - 14h07

Não é católico quem quer, é católico quem pode, já dizia Carlos Heitor Cony. À luz do catolicismo, gostaria de entender como se concilia os dogmas do catolicismo com o aborto, há que se fazer dar uma cambalhora na lógica, como fez conhecido pastor. A articulista gostaria de amplas discussões sobre o tema na sociedade,mas quando o tema foi abordado na campanha presidencial (bom momento, ou não?) teve candidato (a) que voltou atrás com medo de perder voto. Uma proposta: nas eleições de 2014 discutir amplamente o tema na TV. Que tal? Sou contra ao aborto, ou sou a favor do aborto, por isto, isto e isto, tudo às claras.

Responder

    beattrice

    04/01/2012 - 23h09

    Para compreender melhor o movimento CATOLICAS PELO DIREITO DE DECIDIR
    visite o site e conheça a trajetória desse movimento que cresce internacionalmente
    com algumas pautas locais e outras pautas de alcance internacional.
    Em tempo,
    não se confunda católicos com papistas,
    muitos católicos historicamente negam a infalibilidade papal
    de onde várias divergências.

    JULIO/Contagem-MG

    05/01/2012 - 14h53

    Catolicas ou rotuladas de catolicas, para legislar em causa propria.

    André Oliveira

    05/01/2012 - 10h36

    Eu as considero "excomungadas" pelo direito de decidir, pois é uma questão muito primária em pauta. Para se pertencer a uma religião você deve aceitar seus preceitos, se você não aceita, você não faz parte dela. Pela doutrina católica está automaticamente excomungada a pessoa que fere os princípios mais basilares da fé, entre eles o direito à vida.

    JULIO/Contagem-MG

    05/01/2012 - 14h54

    Andre Oliveira,

    Concordo plenamente contigo.

    Marcelo

    05/01/2012 - 17h01

    Na igreja da pedofilia ser excomungado é elogio.

    Paulo Roberto

    05/01/2012 - 13h58

    É verdade, Klauss. Teve um candidato que era contra o aborto no brasil, mas era favorável ao aborto no Chile. É mesmo muita hipocrisia…

Jorge Nunes

04/01/2012 - 14h01

Será que ninguém sabe que no Brasil o aborto só é proibido para quem não pode pagar?

O que torna qualquer debate sobre aborto hipócrita e sem sentido.

Ou seja só as mulheres pobres e desamparadas é que pagam o preço de nossa hipocrisia.

Responder

    Aline C Pavia

    04/01/2012 - 14h16

    Concordo com você mas reitero que aborto não é método contraceptivo.
    Enquanto a educação sexual neste país se resumir a distribuir camisinha de graça em escola pública, o debate sobre o aborto vai continuar fora de questão.
    Que se dê OPÇÕES às mulheres – todas, pobres e ricas – de PREVENIR gravidezes indesejadas. Duvido que exista UMA MULHER SEQUER, dentre as 1,5 milhão que abortam no Brasil todos os anos, que aborte porque QUER, porque acha gostoso, porque não tinha nada melhor a fazer com seu tempo.

    Armando S Marangoni

    04/01/2012 - 19h31

    Eis a questão, Aline. Eis a questão.
    Para se dar opções às mulheres, é preciso que elas sejam, pelo menos no que se refere ao direito de informação responsável, tratadas como iguais.
    Hoje a gravidez indesejada que gera seres indesejados pode não ser a melhor opção.
    A legalização do aborto, numa nação infantilizada pelos pais e mães e avós e tios e cunhados que ainda podem muito mais do que sabem, exigiria uma regulamentação para ser posta em prática.
    Para regulamentar há que se controlar, certo?
    Para controlar é preciso conhecer, certo?
    Para conhecer, é preciso medir, certo?
    Para medir é preciso chegar perto, e, aí, Aline, aquela adolescente abandonada será observada, conhecida e, se não dediquei toda a minha vida tentando entender-me à toa, respeitada, talvez até amada.
    A lei não é só norma. É também doutrina social.

    beattrice

    04/01/2012 - 23h21

    De fato, a palavra que melhor define a oposição irracional ao aborto induzido no Brasil é hipocrisia,
    já que no Brasil a mortalidade materna tem como uma de suas maiores causas o aborto clandestino.
    Isso é público e notório, a partir dos dados já disponíveis em saúde pública.
    Assim, se essa malfadada MP 557 não trata desta que vem a ser uma das maiores causas de morte materna, ela não está de fato preocupada com a morte materna.
    Basta conhecer a história das eleições de 2010 para entender com o quê de fato esta MP está preocupada, com os votos evangelico/papistas prometidos.

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