VIOMUNDO

Ministro Padilha: Cadastro não ferirá privacidade da gestante

11 de janeiro de 2012 às 05h05

por Alexandre Padilha, ministro da Saúde

1. Aqui na blogosfera já respondi se sou gay, corintiano, casado, petista, paulista e paraense. Nunca me perguntaram minha religião.

2. Se o blog Viomundo (que respeito e continuarei respeitando tanto) quisesse saber minha religião, poderia perguntar diretamente a mim, para não publicar mais uma informação incorreta, no debate sobre a MP de redução da Mortalidade materna.

3. Publicou-se informação incorreta sobre a MP da redução da mortalidade materna e agora sobre minha vida pessoal.

4. Abomino qualquer tipo de intolerância e preconceito, que considero as doenças mais graves do ser humano. Não se enfrenta intolerância com mais intolerância, preconceito com mais preconceito.

5. A saber: tenho orgulho do meu pai Anivaldo Padilha (@nivapadilha), hoje metodista líder do movimento ecumênico Anti-Homofobia e por direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.

6. A saber: tenho orgulho da minha mãe, de quando ela era militante comunista e se afastou de qualquer religião e de hoje por ser católica.

7. Fui criado em vários lares, assim era a vida de filhos de quem foram presos ou enfrentaram a ditadura. Alguns religiosos, outros não. Todos tolerantes, não preconceituosos e ecumênicos.

8. Pós-ditadura, fui criado em um lar católico, minha mãe então comunista, se casara com um então padre de um bairro popular no Campo Limpo, SP

9. Mais do que um Lar, fui criado em uma comunidade popular católica. Este bairro periférico que adotou, sem preconceito, dois lutadores por liberdades democráticas e justiça social.

10. Sou sim católico e pró-ecumenismo. Meus valores também sofreram influências das comunidades indígenas, afrodescendentes Quilombolas, Caboclos Amazônidas com quem convivi, (sem esquecer a nação Corintiana).

11. Não confundo meus valores religiosos pessoais com minhas atitudes como médico ou agente público.

12. Abomino o rumo do início e a forma como continua esse debate sobre a MP da redução da mortalidade materna. Nada bom para quem emprega tolerância, respeito à privacidade e fim dos preconceitos.

13. A MP de redução da mortalidade materna e sua regulamentação não ferem, nem ferirão a privacidade da gestante.

14. O SISPRENATAL (cadastro) não é e nem será público. A transparência de quem aderir ao benefício não ferirá a privacidade da gestante.

PS do Viomundo: Ministro Alexandre Padilha, se o senhor nunca se importunou com indagações feitas  na blogosfera sobre condições tão diferentes, imagino que revelar a sua religião não seja problema, até porque é um homem público. Vários leitores do Viomundo nos pediram que fizesse essa pergunta. Ela foi dirigida ao seu assessor especial, o dr. Fausto Pereira dos Santos, porque foi a pessoa do Ministério da Saúde designada para nos dar a entrevista, já que o senhor estava em férias na semana passada.  Ótimo que tenha esclarecido.  Obrigada.

O nosso objetivo é debater a Medida Provisória 557, criticada por vários especialistas, desde que foi publicada no Diário Oficial da União entre o Natal e o Ano Novo. Entrevistamos a advogada Beatriz Galli, a médica e escritora Fátima Oliveira e a feminista histórica Sônia Correa e publicamos o texto da Maria José Rosado, das Católicas pelo Direito de Decidir. Todas reconhecidas nacional e internacionalmente pela luta em favor dos direitos sexuais e reprodutivos das brasileiras.

Mulheres que, em plena ditadura militar, ajudaram a construir a política brasileira de atenção integral à saúde da mulher. Foram elas, entre outras pessoas, que questionaram  — e questionam — vários pontos da MP 557: a data em que foi divulgada; a ausência de debate com os movimentos de mulheres antes da edição da MP; a privacidade das gestantes e obrigatoriedade do cadastro; e a inclusão do nascituro.

O dr. Fausto Pereira dos Santos, em entrevista ao Viomundo, publicada em 10 de janeiro, disse: Nosso objetivo ali é basicamente o de garantir o atendimento seguro e humanizado para o gestante e o recém-nascido. Nosso objetivo não era dar reconhecimento civil ao nascituro.

Questionado se, em função da polêmica gerada pela inclusão do termo nascituro, o Ministério da Saúde cogitava tirá-lo da MP ou mantê-lo, o dr. Fausto Pereira acrescentou: A medida provisória já está tramitando no Congresso Nacional, local onde pode haver essa discussão.  Conceição Lemes

Leia também:

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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pfelipecs

03/03/2012 - 09h53

Sou novo no debate sobre a MP e a rede Cegonha, mas acredito que saber a posição religiosa do Ministro é importante, sim.

Isso se justifica, pois o Governo, contrariando movimentos sociais e técnicos do setor, tomou uma posição com a qual apenas a CNBB concorda.

Dessa forma, é importante saber se a política pública foi desenhada a partir das necessidades da sociedade ou se foi a partir de razões pessoais (como é a religiosa) do Ministro ou de quem quer que seja.

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Alaerte Martins: A morte materna invisível das mulheres negras. | Blog do Mauro Alves da Silva

24/02/2012 - 08h28

[…] Ministro Padilha: Cadastro não ferirá privacidade da gestante […]

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Nascituro: Ninguém assume a sua paternidade nem maternidade na MP 557 | Viomundo - O que você não vê na mídia

28/01/2012 - 19h45

[…] Tampouco o ministro Padilha fez qualquer correção ao que disse o seu assessor especial no e-mail q… […]

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João Batista Lima

17/01/2012 - 22h12

Estão vendo chifre em cabeça de cavalo. Todos os países organizados e com excelentes indicadores de mortalidade materna e perinatal têm sistemas de cadastro de gestantes para acompanhamento dos riscos e problemas que possa facilitar uma intervenção por parte do sistema de saúde para impedir uma morte, por exemplo. Só a mulher que resolver iniciar o seu pré-natal e, portanto, deve ter decidido não abortar, será cadastrada. O Brasil está extremamente atrasado sobre este aspecto. O cadastro servirá apenas para ações de saúde e é necessário.__

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Presente de natal de mau gosto da presidenta para as mulheres: MP 557Blogueiras Feministas | Blogueiras Feministas

15/01/2012 - 12h00

[…] o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a Portaria nº 68, publicada em 11 de janeiro, o cadastro não é obrigatório, embora seja […]

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Sex Politics » Blog Archive » Pelo mundo

13/01/2012 - 18h55

[…] > Ministro Padilha: Cadastro não ferirá privacidade da gestante […]

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Júlio César

13/01/2012 - 00h04

E agora ministro Padilha como explica a mentira dos eu representante aqui no VI O MUNDO?
A ministra Iriny o desmentiu: com todas as letras. Vá lá ler.

Ministra Iriny Lopes: A Secretaria de Mulheres não teve nenhuma participação na MP 557 http://www.viomundo.com.br/politica/ministra-irin

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Ministra Iriny Lopes: A Secretaria de Mulheres não teve nenhuma participação na MP 557 | Viomundo - O que você não vê na mídia

12/01/2012 - 23h27

[…] Ministro Padilha: Cadastro não ferirá privacidade da gestante […]

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Lelena

12/01/2012 - 11h28

"A senhora me desculpe, mas no momento não tenho muita certeza. Quer dizer, eu sei quem eu era quando acordei hoje de manhã, mas já mudei uma porção de vezes desde que isso aconteceu. (…) Receio que não possa me explicar, Dona Lagarta, porque é justamente aí que está o problema. Posso explicar uma porção de coisas… Mas não posso explicar a mim mesma." ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

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Lelena

12/01/2012 - 11h11

A montanha pariu um rato. Corra Padilha, não se apequene. Corrija os erros. Saiba ser grande, aprimore o republicanismo respeitanto o Estado laico

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FatimaBahia

12/01/2012 - 01h46

Me parece que o histórico de postura e serviços que o Ministro Padilha vem prestando neste governo,de nada serve para que lhe permitam ao menos o direito à defesa e algum graun de confiabilidade!Honestamente,Conceição e Azenha,essa é a primeira vez que eu discordo da postura do Viomundo e creio que refletir e admitir um erro,faz parte da proposta desse blog,que vi com muita alegria,nascer!
O debate saiu da ideias e partiu para o pessoal,dessa forma fica difícil um debate justo e produtivo!(basta olhar o nível dos comentários!)
Acho que o Ministro merece sim,mais respeito na forma de tratar e debater a MP e não vejo em que sua religião,ou ausência dela,ajude neste debate,a mim me parece postura de veja e afins.
com todo o respeito e carinho que desenvolvi por este espaço e por vocês,não poderia me omitir.
grande abraço aos dois.
Em tempo: como médica que atua em saúde reprodutiva,concordo que tem pontos que necessitam de maior debate(vide nasciturno) esclarecimento,mas vejo progresso e boa vontade nas propostas.

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    beattrice

    12/01/2012 - 17h10

    O único a faltar com o respeito com a sociedade foi o ministro, desde a publicação da MP até agora.

    Gerson Carneiro

    12/01/2012 - 17h38

    Quem levou a discussão para o lado pessoal foi o Ministro.

    Observe que dentre inúmeros questionamentos relacionados diretamente à MP 557 o Ministro escolheu um único pontinho que permitisse abrir alguma fenda para caracterizar o debate como desrespeitoso e pessoal (na visão dele).

    E o VIOMUNDO buscou incessantemente diálogo com o sr. Ministro, inclusive oferecendo-lhe assim oportunidade de manifestação, e não foi atendido. E depois da confusão armada pela edição precipitada da MP o sr. Ministro apareceu com essa de "debate desrespeitoso".

    O sr. Ministro agiu de maneira desonesta em relação ao VIOMUNDO.

    Reitero os termos da beattrice: "O único a faltar com o respeito com a sociedade foi o ministro, desde a publicação da MP até agora".

    luiz pinheiro

    12/01/2012 - 21h44

    Quer dizer que voces cobram que ele declare a religião dele e é ele que leva a discussão para o lado pessoal?

    Gerson Carneiro

    13/01/2012 - 02h15

    Perguntar "qual é a sua religião?" é ofensa?

    Antes de tudo a função do repórter é perguntar.

    O PIG é o PIG porque quando entrevista só pergunta o que agrada ao entrevistado. E estamos carecas de criticar o PIG por isso. Que hipocrisia é essa agora?

    beattrice

    13/01/2012 - 10h41

    Parece que para a entrevista ser "respeitosa" tem que obedecer à pauta… do entrevistado!
    Numa sessão de volei como daquelas que o ministro até elogia,
    onde levantam a bola e ele corta na rede.

    Em tempo,
    na saúde, área onde a situação confessional da autoridade constituída
    pode interferir com sua prática administrativa, como no presente caso vem acontecendo,
    é dever fazer a pergunta e dever responde-la.

    Gerson Carneiro

    13/01/2012 - 10h55

    É “soda”.

    Ironia mode on.

    VIOMUNDO sob ameaça de censura por ter perguntado qual a religião do sr. Ministro Alexandre Padilha.

    Minha opinião modesta: se o sr. Ministro tomou isso como ofensa pessoal é porque a religião do sr. Ministro pesou sim na edição da MP 557.

    FatimaBahia

    13/01/2012 - 00h52

    Gerson,
    me perdoe,querido,você é sempre muito inteligente e divertido nos seus comentários,mas me parece que neste caso se ofendeu e se assumiu como defensor do Viomundo,perdendo um tanto da sua capacidade de avaliação!
    Por que o Ministro não tem direito a expressar o seu descontentamento com o fato de duvidarem da sua lisura,por conta de sua opção religiosa?Só nós aqui é quem temos o direito de manifestar?Quantos Ministros/homens públicos, vocês viram dar atenção a espaços como este e se predispor a responder e dialogar?
    Quanto ao Viomundo,continuo achando um dos melhores espaços da blogosfera,o que não me impede de criticar e discordar quando assim me parecer,sem com isto diminuir o valoroso trabalho do Azenha e da Conceição.
    Discordar da MP,ou de partes dela,,ao meu ver,é uma coisa,atacar um Ministro sério e dedicado na sua pessoa,por causa disso,é outra!

    Gerson Carneiro

    13/01/2012 - 02h42

    FatimaBahia,

    De fato estou ofendido. De fato assumo minha postura de defensor do VIOMUNDO. Assim como você assumiu a postura de defensora do Ministro. Cada um defende aquilo que lhe é interessante de acordo com as sua convicções.

    O Ministro tem sim o direito de expressar descontentamento com o que quer que seja que ele estiver descontente. Esse direito dele, e de todos nós, não está sendo questionado, nem tolhido.

    A lisura do Ministro não está em dúvida por conta da opção religiosa dele. Isso é conclusão pessoal dele, e equivocada.

    O Ministro Alexandre Padilha é mais um que não deu atenção a este espaço (a não ser quando se sentiu ofendido, "ofensa" essa que na minha opinião é desculpa para fugir ao debate que realmente interessa). O Ministro Alexandre Padilha não está e não esteve predisposto a responder e dialogar nesse espaço. Tanto que enviou um assessor bem desinformado. Fosse o Fantástico ou as páginas amarelas da revista Veja a lhe procurar ele concederia entrevista aonde quer que estivesse.

    Quando ao VIOMUNDO, o VIOMUNDO nos permite criticar e não leva para o lado pessoal. Diferentemente do sr. Ministro. Até insulto o Azenha e a Conceição Lemes já suportaram aqui. Quem acompanha o VIOMUNDO diariamente é testemunha que de vez enquando aparece algum "fã" tecendo grosserias às pessoas de Azenha e/ou Conceição Lemes.

    Jamais o VIOMUNDO atacou a pessoa do sr. Ministro. Tanto que até publicou o descontentamento do sr. Ministro. Uma demonstração de respeito porque não lhe negou espaço para se manifestar.
    Tente demonstrar descontentamento em relação a qualquer colunista do PIG (e colunista do PIG não faz outra coisa além de atacar pessoalmente quem não gosta) e observe se lhe darão espaço.

    Seriedade e dedicação, o Azenha e a Conceição Lemes também as têm.
    E uma paciência fenomenal.

apino

12/01/2012 - 00h09

Gostaria de saber se o ministério da saúde tem acompanho essa epidemia em Minas que tem feito mulher parir criança com doença genática que faz tirar nota baixa em matemática.,

====

SEM HABILIDADE COM NÚMEROS, Junia Oliveira, O Estado de Minas, 08/06/2010

Fonte: http://wwo.uai.com.br/EM/html/sessao_18/2010/06/0

Consta em relatos disto em: http://www.exkola.com.br/scripts/noticia.php?id=3http://blog.opovo.com.br/educacao/sem-habilidade-http://isaude.net/z9h8, europsicologia e genética decrifram causas e
consequências da discalculia, Saúde Pública http://vghaase.blogspot.com/, acesso, ag/10
http://discalculialnd.blogspot.com/, acesso, ag/10

Responder

beattrice

11/01/2012 - 23h18

Conceição Lemes
na twitcam com Beatriz Galli hoje diante dos questionamentos e dos esclarecimentos ficou claro que passadas 3 semanas da edição e publicação da MP 557 o debate cresce e avança somente entre os críticos á medida, pois no balanço das poucas declarações emitidas pelo MS
nada foi acrescentado, nada foi esclarecido, nada foi refletido.
O resumo das conclusões foi pela clareza do texto ao indicar a determinação de um cadastro universal, compulsório, e cujo emprego e destino foge completamente ao preceito do sigilo médico.
Quanto á questão do nascituro, foi reafirmada a análise anteriormente apresentada na entrevista dada ao VIOMUNDO.

Responder

    Fabio_Passos

    12/01/2012 - 07h16

    A cada momento fica pior a situação de quem defende esta MP 557.

    Assumem que a MP está errada mas não corrigem. Por que?
    Está claro que há algum acordo sujo entre o governo e grupos fundamentalistas-religiosos.

    beattrice

    12/01/2012 - 17h09

    A essa altura do conjunto da obra já podemos falar em acordos.

Operante Livre

11/01/2012 - 23h14

Perguntar a religião de um homem público que atua numa área em que os valores religiosos têm-se se msotrado relevantes é como perguntar a um banqueiro que ocupa o banco central qual sua fé financeira (capitalista? ou …).
Será que entendi? Política e ciência não são imunes aos valores pessoais, nem com a suposta força do Método (manual de instruções) cartesiano.

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Em nota, Ministro Padilha responde ao Viomundo sobre religião e debate sobre MP 557

11/01/2012 - 22h37

[…] Em nota, Ministro Padilha responde ao Viomundo sobre religião e debate sobre MP 557By Saúde com Dilma- Atualizado em  11/01/2012Postado em: Equipe do Blog do Viomundo […]

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Em nota, Ministro Padilha responde ao Viomundo sobre religião e debate sobre MP 557

11/01/2012 - 22h37

[…] Em nota, Ministro Padilha responde ao Viomundo sobre religião e debate sobre MP 557By Saúde com Dilma- Atualizado em  11/01/2012Postado em: Equipe do Blog do Viomundo […]

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Fabio_Passos

11/01/2012 - 22h25

Um cristão que, ao contrário da claque de dom luiz bergonzini, nada tem de atrasado:

[youtube V6b-CHg2OjI http://www.youtube.com/watch?v=V6b-CHg2OjI youtube]

Responder

@luisk2017

11/01/2012 - 20h00

90% da entrevista foi de ótimo nível técnico e político. Se algo deixa dúvidas e interpretações, tem de ser esmiuçado mesmo. Repito o que disse: as respostas, no geral, foram satisfatórias. No entanto, havia perguntas que abririam espaço para a auto vitimização. Que, independente da intenção do Viomundo, ajudariam a desviar o foco do debate. Sobretudo por pessoas decepcionadas ou oposicionistas. Afinal, tem gente que postou comentários ou mandou perguntas que foram para o lado dos argumentos "Ad hominem": desqualificar os interlocutores, como forma de enfraquecer os argumentos. Há setores católicos e evangélicos progressistas que não podem ser "juntados" no mesmo saco do Malafaia ou da Renovação Carismática.
Repito: o "pobrema" vai ser na tramitação da coisa no Congresso.

Responder

O_Brasileiro

11/01/2012 - 16h37

Pena que os ministros da Dilma não têm essa "coragem" para enfrentar a mídia golpista (Globo, Folha, Veja, Estadão) quando são criticados por esta!
Sua "coragem" só aparece quando são criticados nos blogs progressistas!

Responder

    Fabio_Passos

    11/01/2012 - 22h29

    Pois é. Fala fino com o PIG e fala grosso com a mídia alternativa.

    Se bem que neste caso o padre padilha está integralmente alinhado com o PIG.
    Permitir que fundamentalistas-religiosos editem MPs é tudo o que desejam rede globo, quadrilha veja, estadão e fsp.
    É o triunfo da superstição e do atraso sobre o conhecimento e a sensibilidade

Carlos.

11/01/2012 - 15h27

Essa orquestração anti MP557 naõ conseguei pautar mais que 30 ou 35 pessoas do fundamentalismo ateu e do fundamentalismo abortista. Os lúcidos se mantiveram lúcidos. Muito barulho, muita grita e acabou nao passando disso. E "la nave vá". Agora tratyem de cuidar do fígado.

Responder

    Gerson Carneiro

    12/01/2012 - 04h19

    Esse tipo de arrogância vomitada pelo Carlos é característica da Ditadura Militar.

    beattrice

    12/01/2012 - 17h08

    Ditadura que era outro porto seguro para fundamentalistas religiosos, uns e outros em boa companhia.

    Leo

    12/01/2012 - 10h01

    O que me assusta é a falta de sensibilidade dos abortistas… Parece que viram uma chance de ir às luzes da ribalta, ganhar no tapetão e foram pra cima da MP, como se a MP dificultasse o seu ´trabalho´, aí ficou claro que a MP não têm nada a ver com aborto, que é pra gestante, e o tom não mudou!!! continuaram batendo na MP como se a gestante carente fosse irrelevante, só o aborto interessa.. Uma falta de sensibilidade que dá o tom certo da ideologia…

    Teve feminista de botequim que tentou desqualificar o papel de mãe pra defender sua posição pró-aborto… Fico cada vez mais pró-vida quando ouço abortistas… Sensibilidade é tudo, principalmente quando se trata desse assunto, de gestante carente.

    zuzé

    12/01/2012 - 17h59

    Assim que vc, ou alguém, conseguir explicar o termo "nascituro" e me garantir que nenhuma mulher será investigada (pela polícia) com base nos dados dessa lista, mudarei minha opinião.

CLAUDIO LUIZ PESSUTI

11/01/2012 - 14h29

Ora ministro, sua colega de partido durante a eleição perguntava aqui em Sampa:"Kassab e casado?tem filhos?"Ai imiscuir-se na vida pessoal do cara era legitimo, pois ele ia governar a cidade.Ja quando e com eles e "invasão de privacidade"…PIADA!

Responder

    CLAUDIO LUIZ PESSUTI

    11/01/2012 - 19h15

    Vixi, cheio de comissionado do PT e do Ministerio da Saude, dando negativinho para quem fala umas verdades pro ministro…

Marcelo

11/01/2012 - 14h16

Responder que religião pratica só ofende quem se envergonha da que escolheu .

Responder

    Luiz Fortaleza

    11/01/2012 - 17h22

    Só que a pergunta foi dirigida ao assessor e não ao próprio ministro, mas ele mesmo respondeu depois…

    Morvan

    11/01/2012 - 20h23

    Boa noite.

    Luiz Fortaleza, tem certeza de que ele respondeu, mesmo?
    Eu vi uma coleção de diatribes e de beiços. Resposta, não. O preposto dele foi ao menos honesto, especificamente ao confirmar que quem colocou a palavra "Nascituro" no bojo da famigerada "MP do Vaticano" o fez com intenção:

    Viomundo – O nascituro não caiu do céu. Os senhores talvez não soubessem, mas quem redigiu a MP e introduziu o nascituro sabia exatamente o que queria, já que é um termo com sentido e intenção bastante claros, certo?

    Fausto Pereira – Claro, o termo tem um sentido, com certeza.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Luiz Fortaleza

    11/01/2012 - 22h42

    Eu acho q respondeu na ironia… nas entrelinhas, sim… mas acho que o fato dele ser ou não religioso, não é algo tão relevante. Eu acho que o ponto central não é esse… mas a desconfiança de vocês nas análises… Confesso que não domino muito esse assunto e sempre que posto aqui são as formas das colocações que são feitas… Eu e meus achismos… risos.

    Fabio_Passos

    11/01/2012 - 20h39

    Ou quem tem vergonha de assumir que fundamentalistas-religiosos escrevem MPs no governo.

    Quer esconder que é carola mas entrega o útero de milhares de mulheres brasileiras em barganha com padres…

@Wedge_issue

11/01/2012 - 13h57

O Ministro @padilhando tergiversa ao dedicar 11 pontos para responder uma pergunta periférica sobre a sua religiao e ignora os pontos mais importantes do debate sobre a MP, relacionados à privacidade das mulheres beneficiárias dos R$50 e da inclusão ilegítima do "nascituro" ao texto da medida.

E, a desqualificação ad hominem dos críticos reforça a fragilidade e a falta de argumentos para defender o texto da malfada Medida Provisória.

Responder

Ivan Gonçalves

11/01/2012 - 13h46

Na nota ou declaração do ministro faltou algo:
"O Ministério da Saúde Adverte: MINISTRO TAMBÉM DÁ PITI"

Responder

    Morvan

    11/01/2012 - 20h28

    Boa noite.

    Alguns pensam, erroneamente, que à falta de respostas plausíveis, piti e beicinho resolvem. Resolve é figa.
    Argumente, sr. ministrinho.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

Fabio_Passos

11/01/2012 - 13h45

A questão que envolve este desastre da MP 557 é de extrema gravidade.
Foi quebrada a laicidade do Estado?

Eu quero saber se a MP 557 foi discutida, elaborada e redigida por fundamentalistas-religiosos.
Esta é a resposta que o ministro precisa dar a sociedade brasileira.

Responder

    beattrice

    11/01/2012 - 17h22

    Sugiro para sua leitura Fábio esta notícia:
    http://oglobo.globo.com/politica/parlamentares-ev

    Morvan

    11/01/2012 - 20h26

    Boa noite.

    Que tal uns oratórios?
    A gente poderia ainda dizer "baile de carnaval é para os fracos".
    Ah, ah, ah…

    Por isso que eu disse, inclusive citando este seu Post, que estes carinhas pré-históricos jamais estarão satisfeitos, quando Fátima Oliveira afirmou que eles não teriam mais o que exigir de Dilma.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    beattrice

    11/01/2012 - 23h12

    E para complementar uma outra notícia que tb evidencia como se dá a relação nada republicana que atenta contra o estado laico:

    "Inspeções realizadas pelo Sistema Conselhos de Psicologia confirmaram a violação de direitos humanos e de leis, sob alegação de tratamento de usuários de drogas em comunidades terapêuticas. Essas instituições, que permeiam suas práticas por discursos religiosos e morais, não se orientam por saberes técnico-científicos, e ainda assim, muitas vezes, recebem financiamento público."
    http://www.crprj.org.br/noticias/2011/1209-plano_http://www.crprj.org.br/noticias/2011/1206-ato_co

    Leo

    12/01/2012 - 10h28

    Acho que saquei.. Vc não t^m idéia do que é um Estado laico.. Vc confunde Estado Laico com povo ateu… É claro que é um absurdo todo fanatismo religioso, que inclui o desrespeito tanto a crença dos outros quanto ao trabalho científico. Mas isso nada têm a ver com Estado laico. Se um médico faz uma oração, ele deverá ser proibido de fazê-lo pq. trabalha num hospital público? Isso é patrulhamento religioso. Estado laico significa um Estado que não é GOVERNADO por esse ou aquele credo, ou seja que toma suas decisões baseadas no povo, levando em conta a religiosidade múltiplase. Nem por isso seus governantes deverão ser areligiosos, mesmo pq. é o histórico social de cada um que refletirá em suas ações. Aliás, a maioria esmagadora das ações de cunho sociais, vêm das religiões, desde espírita até católicas, passando por evangélicas, simplesmente pq. o ideal Cristão se coaduna perfeitamente com o bem-estar social (não penas o cristão, estou certo, mas não conheço profundamente outras religiões). Do wikipedia, pra deixar mais claro:

    "Um Estado secular ou estado laico é um conceito do secularismo onde o Estado é oficialmente neutro em relação às questões religiosas, não apoiando nem se opondo a nenhuma religião. Um estado secular trata todos seus cidadãos igualmentes independentes de sua escolha religiosa e não deve dar preferência a indivíduos de certa religião."

    – Agora a parte principal –

    "Entretanto, vale ressaltar que um Estado Secular não implica a eliminação da religião. Pelo contrário, o Estado Laico deve garantir a liberdade religiosa e, deste modo, respeitar os traços religiosos que já se tornaram parte da cultura e da tradição do povo. A fé é um direito natural inalienável ao ser humano e não relaciona-se com a noção de Estado."

    Luisa

    13/01/2012 - 10h48

    E voce claramente não tem idéia do que seja pensamento logico-dedutivo, o seu é um labirinto sem saída.

    Fabio_Passos

    11/01/2012 - 21h39

    Assustador:

    "O encontro foi organizado pelo senador evangélico Magno Malta (PR-ES).
    – O ministro foi extremamente receptivo e nos prometeu elaborar uma cartilha com as nossas mensagens…"

    Não há dúvida que o ministro padilha está substituindo o conhecimento dos especialistas em saúde publica do Brasil por preconceitos e superstições atrasadas de padres e bispos.

    Está confundindo o ministério da saúde com uma igreja.

    Um completo absurdo.

    beattrice

    12/01/2012 - 10h20

    Quando Alckmin realizou encontros do OPUS DEI dentro do Palácio dos Bandeirantes foi condenado, mas o ministro pode citar a bíblia e rezar a cartilha dos evangélicos e papistas dentro do ministério da saúde?

    Leo

    12/01/2012 - 11h20

    Aprendendo oq é um Estado Laico:

    "Entretanto, vale ressaltar que um Estado Secular não implica a eliminação da religião. Pelo contrário, o Estado Laico deve garantir a liberdade religiosa e, deste modo, respeitar os traços religiosos que já se tornaram parte da cultura e da tradição do povo. A fé é um direito natural inalienável ao ser humano e não relaciona-se com a noção de Estado."

Fabio_Passos

11/01/2012 - 13h38

O ministro precisa explicar porque está errada a MP 557 falando em nascituro quando deveria ser recém-nascido.
E por que, mesmo após adimitido o erro, o governo se recusa a fazer a correção?

Desconfio que o governo fez um acordo com os fundamentalistas religiosos a fim de promover o atraso no Brasil.

Responder

    vera pereira

    11/01/2012 - 17h58

    Recém-nascido, num programa de assistência pré-natal? Pirou, cara? Antes de nascer, ninguém é nascido. Nem recém-nascido. Ainda está por nascer. Da 9a semana de gestação ao parto é feto, equivalente a nascituro no Dicionário Caldas Aulete.

    Fabio_Passos

    11/01/2012 - 20h34

    vera pereira, você sugere que quem pirou foi o Fausto Pereira auxiliar do ministro padilha no ministério da saúde?

    Foi ele quem afirmou que deveria ser recém-nascido e não nascituro.
    Está aqui: http://www.viomundo.com.br/entrevistas/fausto-per

    Então você afirma que o pessoal do ministério que fez a MP 557 está piradinho?

    Creio que não.
    Só estão rezando demais e estudando menos do que deveríam.

    beattrice

    12/01/2012 - 00h46

    Médicos supostamente confundindo recem-nascido e nascituro, tá bem a coisa…

    Fabio_Passos

    12/01/2012 - 07h14

    Eles nem sabem mais que tolice usar como argumento.
    Já estão se auto-proclamando pirados…

    Daqui a pouco só lhes resta rezar pelo fim da polemica.

Fabio_Passos

11/01/2012 - 13h28

Desconfio que quem redigiu o texto da MP 557 foi dom luiz bergonzini… o cabo eleitoral de josé serra.

E quem escreveu esta nota superagressiva em nome do padilha foi o reinaldo azedo… da revista veja.

Responder

beattrice

11/01/2012 - 12h45

De acordo com alguns comentaristas,
Suponho que doravante também fica interdito o debate em torno da influencia do pensamento político e ecoomico do OPUS DEI nas questões administrativas e politicas em SP?
Por uma questao de coerencia, claro.

Responder

    _Rorschach_

    11/01/2012 - 13h48

    Beattrice

    Se neste fórum os ateus, “progressistas”, favoráveis ao aborto, etc, estivessem sendo discriminados ou tolhidos do direito de opinar numa questão de tamanha importância, creia-me, eu também estaria defendendo vocês.

    TODOS fazem parte da MESMA sociedade. Logo, a opinião de TODOS conta.

    Até mesmo quem freqüenta a Opus Dei ou o culto à Grande Abóbora.

    beattrice

    11/01/2012 - 15h25

    Justamente porque a opinião de todos deve contar não é aceitável que alguns queiram legislar para todos com base em seus valores e convicções pessoais.

    Amália

    11/01/2012 - 16h07

    Específicamente, o que mais devia a MP557 abranger? Até o momento toda sua pauta foi negativista. E de positivo, o que você acrescentaria?

    Luiz Fortaleza

    11/01/2012 - 17h35

    Mas na democracia liberal burguesa é preciso acatar a decisão da maioria… é a regra do jogo democrático…claro, não oprimindo a minoria… ou a minoria da minoria. Ou vcs ainda têm ilusões de uma perfeição política no jogo político da sociedade classista?

    beattrice

    11/01/2012 - 23h04

    Para efeito de economia de espaço quando repetirem o argumento só trocando a posição do sujeito e do verbo fica combinado que é monólogo.

    Ênio

    12/01/2012 - 15h36

    Nesse quesito monólogo, cara Bea, és hors concours.

    Leo

    12/01/2012 - 11h16

    Devem legislar com base nos valores e convicções pessoais da Beattrice, certo?

    Como alguém pode legislar SEM ser na base de seus valores e convicções pessoais!?!? Por acaso somos robôs? As pessoas são eleitas por conta na confiança e/ou na similaridade das convicções pessoas e valores destes com a população e com o votante. Eleja um ateu ou o Serra na próxima vez… Ou um Congresso só de abortistas e ateus… Pode ter certeza que eu não virei aqui falar que esse congresso só de abortistas e ateus não devem legislar com base nas convicções pessoais deles, mas sim nas minhas….

    Silvio I

    11/01/2012 - 16h41

    Não sou ateo e sou partidario do aborto.A mulher deve ser dona de seu corpo e de decidir si quer ter um filho ou não. Este alemãs e um problema muito grave de saúde pública. Morrem mulheres como moscas por abortos produzidos em casa por os mais diferentes médios. Isso tem que acabar. Descriminalização do aborto `JÁ!

    Fabio_Passos

    11/01/2012 - 22h33

    Pois o padre padilha pode cultuar a grande abóbora.
    O que não pode é entregar as políticas de saúde pública no Brasil para o ratzinger.

    Você não percebeu que a sociedade civil não participou de debates para elaboração da MP 557?
    Foi uma MP editada por fundamentalistas-religiosos.

    beattrice

    12/01/2012 - 10h22

    Na entrevista da Beatriz Galli no Twitter ela reafirmou que as entidades das quais ela participa, e são muitas, não foram ouvidas nem chamadas ao debate em nenhum momento.

    Leo

    12/01/2012 - 11h19

    E vc queria que fosse editada por fundamentalistas-ateus, certo?

    embora tenha certeza que esse raciocínio infantil de que a MP foi editada por fundamentalistas-religiosos seja risível (por todos os motivos), melhor seria dessa forma do que por fundamentalistas-ateus, vez que certamente existem mais fundamentalistas-religiosos do que fundamentalistas-ateus. Se bem que contarmos aqui no Vi o Mundo, temos uns 4 ou 5 fundamentalistas-ateus e não vi nenhum fundamentalista-religioso.

    Viva o Brasil multi-cultural e multi-religioso!!!

    Fabio_Passos

    12/01/2012 - 13h54

    risível?
    bem… você já mostrou que é um tremendo bobo-alegre.

    Não, silas malafaia, a MP deveria ser editada por especialistas em saúde pública e saúde da mulher… e não por padres e pastores.

    Você é muito fraquinho.
    Pede ajuda.

    Mas pede pro pastor, porque o Cristo não vai te ajudar. Afinal, neste caso você está aliado ao cão.

    Vicente

    12/01/2012 - 11h01

    Nem todo ateu progressista é favorável ao aborto,posso lhe garantir. Da mesma forma que tem muito "religioso",que não é favorável ao aborto mas o pratica,na calada da noite.
    É uma falácia considerar que admitir ou não a existência de Deus influi decisivamente na hora em que uma mulher decide abortar.Quem trabalha na área de saúde constata que a maioria que decide pelo aborto, tem uma religião.Até porque o número de atéias no Brasil é ínfimo.
    O que talvez fosse importante seria focarmos na descriminalização do aborto,reconhecendo os dados da realidade.Ao lado disso, poderíamos pleitear uma MP séria sobre Educação Sexual de crianças, jovens, adultos e idosos. A desinformação vai as raias do absurdo. A maioria acha por exemplo,que camisinha evita contaminação pelo vírus HIV, hepatite C etc ,o que não é fato. E por aí vai.

    Fabio_Passos

    12/01/2012 - 13h57

    Concordo.

    Até porque este pessoal que ataca o aborto e defende criminalização das mulheres parece mesmo é ter saído das profundezas do inferno.

    beattrice

    12/01/2012 - 17h05

    O problema não é este, é a influencia dos fundamentalistas religiosos nas esferas de governo que querem confundir politicas de estado com politicas eleitorais.

    Paula

    11/01/2012 - 17h30

    Interessante, muito interessante. Numa volta ao passado, em que a dona Geysa, hoje sua parceira e referendeira, batia de frente com a senhora nessa questão, me parece que uma das duas passou a trollar. Qual?

Paulo Henrique

11/01/2012 - 12h39

Faltou senso de ridículo ao ministro.

Responder

    beattrice

    11/01/2012 - 20h15

    E aí torna-se até compreensível o perfil da tropa de choque dele não é não?

Paulo Henrique

11/01/2012 - 12h38

Reforma ministerial de Dilma não será ‘sangria desatada’
Por Kezya Diniz às 11:37 de 11/12/2011 – Atualizada às 17:33

Presidente Dilma Rousseff posa com seus ministros para foto oficial durante solenidade de posse realizada no Palácio do Planalto. Foto: Agência Brasil
A reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff planeja fazer no ano que vem não deverá ser “uma sangria desatada”, na expressão que circula pelos gabinetes do Palácio do Planalto. Também não tem uma data certa. Em banho-maria, pode até ficar para março, de forma a coincidir com a substituição obrigatória dos que vão sair para disputar as eleições municipais.
http://politika.jangadeiroonline.com.br/nacional/

Responder

FrancoAtirador

11/01/2012 - 12h11

.
.
Cabelos Longos
(Alceu Valença)

Eu desconfio dos cabelos longos de sua cabeça
Se você deixou crescer de um ano pra cá
Eu desconfio dos cabelos longos

Eu desconfio dos cabelos longos de sua cabeça
Se você deixou crescer de um ano pra cá
Eu desconfio de sua cabeça

Eu desconfio no sentido estrito
Eu desconfio no sentido lato
Eu desconfio dos cabelos longos
Eu desconfio do diabo a quatro

[youtube Qq3IUcZU114 http://www.youtube.com/watch?v=Qq3IUcZU114 youtube]

Responder

    Ênio

    11/01/2012 - 18h12

    Apropriadíssimo!
    A letra diz tudo sobre as bases da intolerância e do patrulhismo.

Nadir Santos

11/01/2012 - 11h20

Repetindo comentário que fiz na entrevista do Dr. Fausto:

AVE-MARIA!!!! Se há gente no Ministério da Saúde que não sabe a diferença entre nascituro e recém-nascido pra trocar as bolas assim, não merece estar empregado lá, viu Dr. Fausto! Admitiu o erro, agora é corrigir. Por que não querem corrigir? Aí tem. E é coisa feia

Caro ministro, poderia ter a gentileza de responder se vão corrigir? Se NÃO quais as justificativas?

Responder

Gerson Carneiro

11/01/2012 - 11h07

Uma das vantagens de não ter religião, e eu não tenho, é não ter que passar pela situação de fazer biquinho, zangado, quando alguém perguntar "Qual é a sua religião?".

Coitado do Ministro Alexandre Padilha. Acossado pelo VIOMUNDO.
Graças a Deus eu nunca passarei por isso.

Tantos questionamentos feitos pelo VIOMUNDO relacionados diretamente à MP 557 e o Ministro Alexandre Padilha escolheu o único pontinho de caráter pessoal para rebater o VIOMUNDO.

Por que diabos o VIOMUNDO foi dar essa possibilidade de escapatória para o sr. Ministro? (muito embora eu mesmo sei que foi pedido de vários leitores).

O sr. Ministro está sendo desonesto. Não há mal nenhum em perguntar e responder "Qual a sua religião?".

E está bravinho no twitter. Escolheu um determinado, e apenas, blog progressista para classificá-lo de "debate respeitoso" (não que o blog escolhido pelo sr. Ministro não seja respeitoso, não estou aqui levantando essa possibilidade).

Eu até me esforço para ter mais respeito pelo sr. Ministro, mas o sr. Ministro não colabora.

Responder

    beattrice

    11/01/2012 - 11h37

    Na verdade,
    no VIOMUNDO não houve debate, ele tão apenas enviou uma nota, portanto é uma declaração.

    Gerson Carneiro

    11/01/2012 - 11h54

    beattrice,

    Vamos dizer que é um "debate" só pra ele não ficar mais zangadinho do que já está.
    Como somos democráticos, e ele não, vamos atender à pretensão dele. Vamos dar esse desconto.

    Eu estou mesmo é com saudade da Amália. Agora que Amália se foi com quem eu vou brincar de troll?

    beattrice

    11/01/2012 - 12h43

    Fica triste não, já já ela volta.

    Gerson Carneiro

    11/01/2012 - 16h06

    Já voltou. rs

    beattrice

    11/01/2012 - 18h24

    "Ela não te esquece" Gerson.

    Gerson Carneiro

    11/01/2012 - 19h02

    Também, fomos dizer que "Amália não tem a menor vaidade" !

    Virou minha fã, pra provar que tem.

    rs.

    Gerson Carneiro

    11/01/2012 - 19h06

    Também, fomos dizer que "Amália não tem a menor vaidade" !

    Virou minha fã, pra provar que tem muita vaidade.

    rs.

    Amália

    11/01/2012 - 19h41

    Euzinha sua fâ???? Oxente, nem sonha….kkkkk
    Agora, se um dia sair um bonequinho em miniatura, com tua carinha, daqueles que dá corda e dança xaxado, me avisem que compro um….kkkkk.
    Um não, dois, são pra ver um pisando no pé do outro…kkkkk

    Tua fã é a beatrice, a troll repeteco…kkkkkkkk

    Leo

    12/01/2012 - 10h35

    Troll repeteco foi ótima!!

    começou batendo em ´cadastro compulsório, cadastro compulsório, cadastro compulsório´, aí não deu mais pq. ficou provado que não era compulsório e virou ´sigilo do prontuário, sigilo do prontuário, sigilo do prontuário´, aí provou-se que é sigiloso e virou ´estado não laico, estado não laico, estado não laico´.. E em todos esses pontos o povo pedindo pra mostra onde tava isso, e ela só repetia… Parece que não sabe que as pessoas lêem todos os posts, será que acham que é um jogo que ganha quem falar mais vezes a mesma coisa?!?!?

    Conceição Lemes

    12/01/2012 - 12h31

    Leo, ou qualquer que seja o teu verdadeiro nome, Beattrice não é troll. É uma leitora antiga do Viomundo com nome e sobrenome. abs

    Amália

    11/01/2012 - 15h42

    Saudade??? De eu????De dançar xaxado????….kkkkkkkkkkkkk
    De troll você já tá brincando ai com a beattrice faz tempo, né não?
    Tu era bem mais engraçadinho antes de ficar nervosinho. Pisaram no teu pézinho
    na daça do xaxado foi?…tá dodóizinho?…kkkkkkkkkkk

    edisilva

    11/01/2012 - 12h10

    Concordo com o que foi colocado contra a MP, mas os ataques foram despropositados.
    E não acho a pergunta relevante para o debate. Também não tenho religião, mas a pergunta tem o caráter de colocar o ministro em um gueto. Sabemos como são as visões preconceituosas dos religiosos, mas também dos não religiosos contra aqueles.

    edisilva

    11/01/2012 - 12h13

    Complementando, Gerson, não fui um dos que colocou o menos no seu comentário. Considero que você tem o direito de ter sua opinião. Gostei da sua participação na entrevista do Amaury Ribeiro Jr e já era seu seguidor no twitter antes da entrevista.

    Amália

    11/01/2012 - 16h03

    Alguem perguntou se você tem ou não religião? perguntaram foi pro Ministro qual a religião dele….rsrs
    Você é uma gracinha com esse chapéuzinho…esse é só de dançar xaxado ou dança outro ritimo também?…kkkkkkk

    João Batista Lima

    17/01/2012 - 22h30

    Também acho que não há mal nenhum em perguntar a religião de alguém. Mas issi depende de onde se pergunta. Acredito que no Irã e outros países fundamentalistas, perguntar a religião só servirá para decidir qual o grau de perseguição queo oindivíduo terá e se terá. Me parece que este blog virou um palco de fundamentalistas anti religião, anti catolicismo, anti cristianismo, anti qualquer fé. Não sou religioso. Sou ateu e defendo até o fim o direito das pessoas professarem ou não professarem qualquer fé. Que diferença faz se o minsitro for católico, ateu, portestante, trostskista, comunista, judeu, muçulmano, gay, corintiano, vascaino, flamenguista ou seja lá o que for, em relação ao debate que ora se desenrola? A MP que desncadeou tamnaho debate foi fruto de uma discussão técnica, entre especialistas da área da saúde e quando estava sendo discutida, ninguém perguntou a religião de ninguém. Foi idealizada apenas para ações de saúde. Em que pese a importância da Conceição e outras que expuseram suas opiniões, elas não são donas da verdade e estão equivocadas.

enio

11/01/2012 - 11h06

O ministro Padilha é um dos homens públicos mais sérios e engajados com a melhoria da qualidade de vida da população brasileira. O trabalho do ministério da Saúde em parceria principalmente com os municípios brasileiros é bastante exitoso e inovador em vários aspectos.Basta ir atrás dos números e das ações. A MP visa antes de tudo melhorar o atendimento às gestantes brasileiras, principalmente, sim, as mais carentes. Sua resposta as tentativas em desqualificá-lo pessoalmente e desviar o assunto em questão foi providencial e revela o caráter de homem público que o Brasil não está acostumado a conhecer. Infelizmente, nossa imprensa, seja virtual ou impressa, ainda carrega o velho vício de amontoar suas páginas de "especialistas" que defendem apenas pontos de vista pessoais ou corporativos, confundem alhos com bugalhos, não articulam conteúdos, e partem para artilharia pesada.

Responder

Eni Lacerda

11/01/2012 - 10h59

EMENDA PIOR QUE O SONETO
Pena a deplorável perda de compostura do ministro só poque inúmeros leitores queriam saber qual a sua religião. Que solte seus pitbuls com quem indicou para ser entrevistado em seu lugar – era o seu representante e não soube responder à pergunat. Por que então o ministro não se apressou em respondê-la antes de gerar maiores zunszuns?
Não procede o ministro dizer que o Vi o Mundo não perguntou diretamente para ele. Claro que perguntou. Ao perguntar ao seu preposto, que veio falar como se fosse ele.
O destempero por escrito do ministro tem nome e é coice mesmo. Destempero também foi referir de modo caluniador e depreciativo às pessoas que não comungam de suas ideias. É um autoritário de marca maior.
E afinal vai trocar o nascituro pelo recém-nascido para que possamos acreditar na versão do Dr. Fausto, que falou em seu nome?

Responder

Ana Cruzzeli

11/01/2012 - 10h54

Azenha e Conceição.
Olha o foco… vocês não devem se perder em superficialidades, do contrario são pegos no contra-pé…
O que a religião do ministro tem a ver?

Se a gente partir para esse lado a coisa que seria de ordem tecnica, juridica, medica cai na vala comum dos fundamentalista tipo Monica Serra que condenava a matança de nascituros e era, em 4 paredes, praticante da coisa.

As feministas são eminentemente politicas e não devem sair dessa arena pelo amor de Deus. A Constituição prega que ninguém deve ser discriminado pelo opção religiosa, isso vale para todo mundo.

Eu estou chegando a conclusão que minha mãe sim é que era feminista, ela era na tese que uma mulher é verdadeiramente livre se puder pagar suas contas com seu proprio trabalho, ter sua propria casa pagar seu transporte e ser inteligente o bastante para planejar sua gravidez, e na ausencia de parceiro não precisar contar com ninguém. Mulher estupida engravida no susto, dizia mamãe…

Ela fazia essa doutrinação desde que eu e minha irmã tinhamos 8 anos. Tudo bem, ela era realmente radical, mas foi isso que me salvou de cair em algumas armadilhas.
Do que adianta pregação na rua se em casa somos escravas nas 4 paredes? Eu continuo achando que muitas feministas não chegam aos pés de mamãe, eu continuo achando que até o sexo deve ser feito com uma boa conta bancária de reserva, afinal o imponderável acontece.

Não acho que mulher ter direito ao aborto liberta, muitas mulheres infelizmente se escraviza por muito pouco ( Monica Serra fez aborto por causa do marido, nesse caso a vontade dela não foi suficiente). Já vi coisa assustadora. Mulher casar só pra não ser chamada de solteirona, mulher não ter filho e ser taxada por outra mulher de mal-amada. se aborto fosse a salvação para essas desesperadas eu seria a primeira a levantar bandeira, mas eu prefiro pregar a libertação em outro moldes, ampla geral e irrestrita atraves da valorização do trabalho feminino, através do aumento da licença-maternidade, atraves de auxilio-creche( ESSE É URGENTISSIMO), através da assistencia de prevenções de doenças tipicamente femininas e masculinas também ( afinal o homem também merece)

P.S. Sou solterona, sem filhos que há dois anos não posso engravidar, pois entrei na menopausa. Quando percebi que havia perdido a fertilidade fiquei tão alegre que comentei pra todo mundo, afinal estava livre de povoar o mundo. Tonei-me infértil aos 44 anos, algo rarissimo ( é mamãe fez um ¨bom¨trabalho).Se algum dia bater o desejo da maternidade vou pra fila de adoção, felizmente no Brasil as solteira podem adotar. E VIVA A LIBERDADE REAL.
P.S.2 jamais vou condenar uma mulher que aborta, pelo amor de Deus, afinal nós devemos nos unir, e os homens a nós e nós a eles numa grande pátria feliz.

Responder

    cacildochronicles

    11/01/2012 - 12h11

    Essa moça tá de parabéns!

    Luiz Fortaleza

    11/01/2012 - 14h11

    Pena que o movimento feminista (de classe média) no mundo fez e faz a luta pela "emancipação da mulher" ainda com a exploração capitalista de seu trabalho, ganhando, na grande maioria das profissões, bem menos que os homens. Movimentos como o feminista, o ecológico, o LGBT, etc., ou seja, movimentos específicos, se não perceberem que sua libertação só dar-se-á se tiver uma perspectiva anti-capitalista, acabam sendo cooptados pelo mercado. A emancipação apenas de categorias setorizadas se não articulada com uma emancipação maior do qual Marx fala, a emancipação humana do capital, se perdem em suas especificidades.

    Luiz Fortaleza

    11/01/2012 - 17h50

    O capitalismo industrial foi tão esperto no século 19, e Marx trata disso em O Capital, que se apropriou da mão-de-obra feminina e infanto-juvenil (barata) para substituir o homem que não tinha tanto adestramento nas mãos para manusear as máquinas. Essa pseudo-libertação da mulher da cozinha, da criação dos filhos, do lar, acabou escravizando-a nas fábricas pestilentas, poluídas, onde a morte e a doença, na época, vinham rapidamente. E olhem que houve uma resistência terrível por parte dos antigos artesãos para se inserir nas indústrias. A burguesia junto com a monarquia inglesa criaram leis de punições para forçar o povo a trabalhar, inclusive desapropriando terras e deixando-os na rua. Portanto, é preciso questionar que tipo de trabalho dignifica o ser humano. O trabalho mecânico, forçado, desprazeroso? Uma coisa que não fazemos aqui é a crítica ao "Trabalho alienado ou estranhado" que faz denuncia nos Manuscritos econômico-filosóficos de 1844 que nega a humanidade do homem (sentido genérico).

    Fernando Prado

    11/01/2012 - 18h04

    Que lucidez. Adorei seus comentários.

marcio

11/01/2012 - 10h40

Estranho é levantar dúvidas sobre a atitude do Ministro por ter sido ele desta ou daquela religião!
Depois, discutir a data da medida, acreditar que haverá perseguição a mulheres que tiveram que abortar baseada no cadastro é imaginar que Janio Quadros e Paulo Maluf governam este país

Responder

    zuzé

    11/01/2012 - 11h18

    O termo "nasciturno" dá respaldo à responsabilização da mulher pelo aborto, permitindo que essa seja investigada (por homicídio) por um possível aborto espontâneo.
    Quem governa esse país é Dilma Rousseff do PT (em quem eu votei) que precisou vir a público dizer que não alteraria a criminalização do aborto (caminho inverso do que pregava até então) para conseguir ser eleita.

    Ênio

    11/01/2012 - 18h32

    Zuzé
    Se você me permite,nenhum Presidente da República pode alterar as leis de criminalização do aborto. Essas posturas legais constam da Constituição Federal e Código Civil,aprovadas que foram pelo Congresso.
    Todo brasileiro tem o dever e a obrigação de conhecer as leis do país. E todos nós sabemos muito bem qual o processo de elaboração de leis no nosso país.
    Logo é inútil querer que Dilma Rousseff ou qualquer outro presidente faça declarações dizendo que vai ou não vai fazer alterações em leis dessa ou de outra qualquer natureza. Os presidentes da república não têm poderes para alterar essas leis.

    zuzé

    12/01/2012 - 01h22

    Sim, leis são feitas pelo legislativo…
    Mas a questão que eu quis colocar foi o ambiente politico em que vivemos. Dilma apareceu de véu na propaganda eleitoral televisiva (não que eu tenha gostado, mas ainda bem que fez isso, já que do contrário zé privataria estaria nos governando).
    Em suma eu quis dizer que não precisamos estar sendo governado por Janio Quadros ou Maluf, os conservadores, que preferem tratar a questão do abordo não como saúde publica, mas como crime, estão ai.

    zuzé

    12/01/2012 - 11h17

    Cara, eu escrevi um texto bem grande essa madrugada respondendo isso, mas ele não apareceu aqui… Mas resumindo:
    Quem faz as leis é o legislativo, sim.
    O ponto que eu quis demonstrar foi o ambiente conservador em que vivemos. O conservadorismo da sociedade que obrigou Dilma a aparecer de véu com um terço mão na propaganda eleitoral. O conservadorismo que prefere tratar aborto como um crime, e não como um problema de saúde pública. E contra esse conservadorismo nem nossa presidenta tem como lutar (em resposta a parte que cita Janio Quadros e Maluf do comentário do marcio).

    beattrice

    11/01/2012 - 11h32

    Para sua atenção, links publicados por um comentarista no CIDADANIA:

    Mulher é presa por aborto, espontâneo! http://www.forumplp.org.br/index.php?…pres….
    “mulher foi presa acusada de ter realizado um aborto. Uma viatura policial ficou do lado de fora do hospital esperando que ela tivesse alta da internação. Porém, o laudo do IML comprovou que ela não cometeu crime algum.”

    Mulher acusada de provocar aborto é presa, em Vitória (ES)
    noticias.r7.com/…aborto…presa…/517e9538803fd106d97a76ee92f1.
    “Ela se defende e alega que foi vítima de abuso sexual e que teve…”

    cont

    Ênio

    12/01/2012 - 11h07

    Não duvido que essas notícias sejam verdadeiras. Mas se consultarmos as estatísticas sobre os motivos de prisão constataremos que prisão de mulher que decidiu por aborto nem pontua. Deve ser fato raríssimo.
    De qualquer forma o remédio para esses absurdos é uma luta séria em favor da descriminalização do aborto.

    beattrice

    11/01/2012 - 11h33

    Mulher é presa por provocar aborto em Apucarana – Bondenews … http://www.bonde.com.br/bonde.php?id_bonde=1-3-25….
    “Segundo o delegado, o caso chegou a polícia no domingo (14) por meio de uma comunicação do Hospital da Providência, que relatou que o caso deste aborto não havia sido natural. ”

    Mulher é presa após cometer aborto em Caeté http://www.uai.com.br/UAI/html/…/em_notici
    “De acordo com a polícia, o aborto foi constatado por um médico da Santa Casa de Caeté, onde a mulher deu entrada….”

    Ênio

    11/01/2012 - 18h22

    O que se pode concluir disso? Que se deve lutar clara e objetivamente pela descriminalização do aborto.
    Se essa luta for competentemente travada e ganha, fatos como esse não ocorrerão jamais.
    Simples assim. Vamos pois a essa luta específica,com objetividade e inteligência.

    beattrice

    12/01/2012 - 01h01

    Para bom entendedor meia palavra basta, para mau entendedor nem um dicionário resolve.

    Leo

    12/01/2012 - 10h10

    Não passa pela cabeça que a solução poderia ser a prevenção, né? Acho que esse é um dos pontos principais… Por esse raciocínio vão pedir a descriminalização do homicídio… Aborto é crime e gravidez pode se evitada. Essas são as leis do nosso país, que é pró-vida, jusnaturalista e anti-neoliberal, além de religioso.

    Antes que digam que não há como prevenir 100% da gravidez, também não há como prevenir 100% das injustiças nos casos de prisão por homicídio, no entanto, não se baseia na minoria para se legalizar algo, fosse assim, nenhum crime teríamos. e teriamos que descriminalizar, inclusive o homicídio que, com certeza deve ter uma taxa aí de 10% de prisões injustas (bem mais do que a porcentagem de gravidez indesejada, mas que foi prevenida). Tanto num caso como no outro a solução é melhorar a eficiência dos métodos e não descriminalizar o crime…

    Além disso, a prevenção é muito mais saudável do que o aborto em si, que traz riscos sempre, seja clandestino ou não. Por tudo isso, chega-se à conclusão que educar é preciso.

    zuzé

    16/01/2012 - 18h57

    E vc acha mesmo que alguém use aborto (dolorido, complicado, caro) como método anticoncepcional? Conhece alguém que já praticou aborto? Conhece alguém que engravidou num periodo não bom para se ter um filho (faculdade, por exemplo) e precisou mudar todo o planejamento da vida por causa dessa "escolha" imposta pela lei? Conhece alguma mulher que, desesperada, perfurou o utero e morreu de hemorragia? (mas você é pró-vida, né? não consegue entender que a imposição de cuidar de outra vida é muito anti-vida pra quem não tá preparado).
    A discussão aqui não é sobre aborto. A discussão é sobre a real intensão dessa MP. Dá forma como foi editada (contendo o termo "nascituro") dá a idéia de que esse será um mecanismo para investigação de casos de aborto. Se assim o é, que se assuma o real carater dessa MP e assuma as consequencias (perder eleitores, por exemplo).

    zuzé

    11/01/2012 - 11h42

    Perguntar a religião é préssupor que ele esteja agindo de acordo com a cresça dele. Concordo que seja um pouco desonesto a desqualificação.
    Questionar a data é válido. Qual a diferença prática, para a execução da MP, ser sancionada em 05/01 ou em 26/12? Qual a diferença política, no sentido de permitir questionamento, entre essas mesmas datas?
    O termo "nasciturno" dá respaldo à responsabilização da mulher pelo aborto, permitindo que essa seja investigada (por homicídio) por um possível aborto espontâneo, independente de governo.

Sebastião

11/01/2012 - 10h38

Camaradas. Acho que é, sim, desrespeitoso perguntar a religião de um cidadão e tentar correlacionar com a sua maneira de levar uma discussão política. Isso me lembra o episodio Marta Suplicy perguntando se o Kassab se ele era casado e se tinha filhos. Pode-se muito bem questionar a MP sem tentar desqualificar o autor (responsável pela mesma). Em tempo: sou ateu e tento respeitar todas as religiões, mas fico muito irritado se alguém me pergunta da minha (falta de) religião.

Responder

    beattrice

    11/01/2012 - 11h20

    Sebastião vc não ocupa um cargo público e não tem nas suas mãos o poder de alterar a dinâmica da sociedade, portanto vc realmente não precisa informar suas opções pessoais, senão a quem vc decidir.

    Sebastião

    11/01/2012 - 12h21

    Continuo com a opinião que opção religiosa é assunto privado. Não caiamos num fundamentalismo do outro lado. ps: deixarei, se for o caso, a última palavra com você. abraços

Mari

11/01/2012 - 09h47

EMENDA PIOR QUE O SONETO

Autoridades civis em cargos públicos no mínimo devem saber tratar o público, aliás são obrigadas. Elas não são donas do mundo. Para ofensas públicas, desculpas públicas. Concordo com a/o Dani que o ministro Padilha ofendeu as entrevistadas deste blog sobre a MP do Nascituro, comos e ele fosse dono da verdade única.
Aproveito para solicitar ao ministro que responda também outra pergunta feita aqui insistentemente no post da entrevista do Dr. Fausto que é sobre o tal do equívoco: se referiam ao recém-nascido e escreveram nascituro. Erro assumido pelo Dr. Fausto. Se erraram, se foram enganados, não importa, importa é não jogar na conta da presidência da República um erro que ocorreu antes da MP chegar nela.
E não aceito receber coices. Nem caras e bocas porque é seu dever de homem público respeitar, pelo menos, quem sustenta o seu cargo: o povo brasileiro.

Responder

José Ivan Aquino

11/01/2012 - 09h37

Excelente postura e esclarecimentos, Ministro Padilha.
Viomundo perdeu uma oportunidade nos marcos da sensatez, pelo sectarismo, no PS.

José Ivan Mayer de Aquino
Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e Pela Vida

Responder

Luiz Fortaleza

11/01/2012 - 09h36

O reacionário de esquerda é tão qto pior que o reacionário de direita… reage da mesma forma, com rotulações, deduções e interpretações ideológicas fechadas. Os extremos são totalitários…

Responder

    zuzé

    11/01/2012 - 10h46

    concordo.
    Mas por que a MP foi postada dia 26/12? Porque não houve um debate? Isso não é totalitarismo?

    "14. O SISPRENATAL (cadastro) não é e nem será público. A transparência de quem aderir ao benefício não ferirá a privacidade da gestante. "
    Isso é um argumento? Seria se junto a isso viesse algo tipo "… porque estamos tomando o cuidado de …"

    Luiz Fortaleza

    11/01/2012 - 14h13

    Pelo que eu saiba, houve sim discussões com várias instituições… e o fato de ter sido publicada no dia 26, segundo o assessor do ministro, foi devido aos transmites burocráticos… mas aí cada um especula politicamente como quer…

    Conceição Lemes

    11/01/2012 - 15h00

    Luiz, segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, “o assunto foi mencionado" na primeira reunião do Comitê de Mobilização da Rede Cegonha, realizada em 30 de novembro de 2011. Várias instituições participaram, como mostrei na entrevista que fiz com o dr. Fausto Pereira dos Santos. Mas a Rede Feminista de Saúde, ao contrário do fizeram circular na internet nos últimos dia, não esteve presente. abs

    beattrice

    11/01/2012 - 15h23

    Vai uma longa distância entre "mencionar" o assunto e debate-lo com os movimentos sociais e ouvir os especialsitas da área bem como representantes da sociedade.
    Em tempo,
    o Itamaraty não passou nem perto conforme se depreende tanto das declarações do Ministério como das do ministro.

    Morvan

    11/01/2012 - 17h33

    Boa tarde.

    Luiz Fortaleza, "O reacionário de esquerda é tão qto pior que o reacionário de direita… reage da mesma forma, com rotulações, deduções e interpretações ideológicas fechadas. Os extremos são totalitários… ".

    Quem partiu para a as mais espúrias agressões foi o pessoal "pró-vida" (como se o outro lado do pensamento fosse anti-vida), com tergiversações e desqualificações.
    Quem interditou o debate foram os "pró-vida", com tripudiações, desqualificações e ironias. Alguns chegaram até a arrolar o grande Lula, o qual eu tive a honra rebater, tanto por ser descabido como por ser até desespero.
    Este ministrinho não disse coisa com coisa. A questão da palavra "Nascituro" versus "Recem-Nascido" – ele não disse que sim nem que não. Limitou-se a falar sobre a sua tolerância. Eu, como brasileiro, não estou nem aí para a tolerância dele. Eu preciso é ele legisle republicanamente.
    Eu ouvi de vários debatedores, por assim dizer, já que não houve, a rigor, debate, e sim troca, no mais das vezes, de ironias e tripudiações, que a religião do ministrinho não importa.
    Como não?
    Ele é um agente público. Todas as suas ações têm que ser feitas com a assinatura da transparência e este país é laico (ainda!); é no mínimo "inocente" argumentar tal disparate. As ações dele afetam a todas as religiões e, por força da lógica, ao laicismo. A atitude dele não foi em favor do Estado e sim da "Madre" "Santa" Igreja.
    O problema é maior para a Presidente, pois ela está se pautando pela mídia e os ministrinhos estão fazendo o que querem. Se não for nada que mexa com os interesses do PIG, ótimo.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    beattrice

    11/01/2012 - 18h23

    Que diga-se de passagem não tem nada nem de santa nem de madre.

    Luiz Fortaleza

    11/01/2012 - 20h17

    Morvan, qdo eu mencionei aqui o livro do Marx "A questão judaica", não sei se vc leu, acho que ninguém entendeu o que eu quis dizer. Lá no livro trata da luta dos judeus-alemães de tornar o Estado alemão cristão laico, para que eles pudessem ter espaço público na política de Estado. E aí o Marx faz uma série de argumentações sobre essa ilusão dos judeus-alemães, ou seja, embora o Estado torne-se laico, mas as pessoas que fazem o Estado ainda são religiosas, quer dizer, o Estado tem sua humanidade ainda religiosa na vida privada. Por isso que o Marx dizia, para que o Estado possa ser laico totalmente, é preciso abolir a religião da vida social. Porque não adianta abolir a religião de Estado, se a sociedade ainda é religiosa. Acho que Estado laico na forma de lei é uma utopia a ser realizada na prática. Não é à toa que até órgãos estatais de todas as esferas têm um crucifixo. Isso é toda a influência ateia que Marx recebeu dos neohegelianos e de Feuerbach. País laico como Brasil, não sei… tá difícil aceitar esta tese. A América Latina é toda religiosa na sua expressão social. E o marxismo não conseguiu solucionar essa problemática existencial tão sensível, nem em Cuba. Agora, também vc cai noutro discurso que é o da "onipotência da vontade política" tão criticado por Marx… não é a pura vontade política ou convicção ideológica que pode pautar a ação de um político/a, e aí o Marx novamente nos ensina no livro 18 Brumário qdo ele analisou a Revolução de 1848-1852 na França bonapartista, ou seja, "o homem faz a história, mas não a partir da própria vontade, e sim a partir das circunstâncias com que se depara." Acho que esses lemas marxistas podem no ensinar muito, pq a correlação de forças no Congresso não é favorável à tudo que Dilma queria fazer. Há uma distância muito grande em "querer fazer e "poder fazer". Temos que construir essa conjuntura favorável, não a partir de imposições à sociedade, mas dialogando, estrategicamente, com a sociedade. Espontaneísmo ou ato político súbito não leva a nada. Tudo a seu tempo e momento certo. Mas sei que vc está certo do ponto de vista dos princípios humanos… a partir da sua visão ideológica. Eu tenho certas dúvidas e restrições qto à questão do aborto na sua forma absoluta. Também não quero cair num tipo de liberdade egoísta, arbitrária e onipotente da vontade da pessoa humana. Seria a coroação do individualismo burguês defendido por tantos filósofos da modernidade. Mas essa discussão é muito complexa e dolorosa e envolve tantas outras questões filosóficas que poucos dominam que prefiro me ater apenas a essa peleja reflexiva.

    Morvan

    11/01/2012 - 21h40

    Boa noite.

    Li, e, por incrível que possa parecer, entendi (sem nem precisar que alguém desenhasse!); eu não respondi por motivo outro (a discussão não foi favorecida – digamos assim).
    Luiz, claramente Dilma escolheu estratégias eleitorais que não têm nada a ver com Marx. Até por respeito ao que ele fez para a humanidade, bem como, por exemplo, Darwin e outros bem-feitores, eu os deixaria fora destas coisas comezinhas do mero embate eleitoral. Dilma escolheu e vai arcar com as consequências, pois não há almoço grátis.
    A "Aliança Sacrossanta" é claramente uma estratégia eleitoral. Só que, à falta de opções legítimas, ou mais incisivas, eu voto no maior Presidente que este país já teve. Dilma jogou os dados. A sorte está lançada.
    Gente fazendo "o que pode" o inferno fervilha delas, dizem…

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Ênio

    12/01/2012 - 11h35

    Luiz
    Muito bem exposto.
    A discussão pode ser complexa e dolorosa mas é hora de travá-la.
    E você deu uma grande contribuição para um debate sério e consequente. Se não formos ao âmago da questão,ficaremos nos achismos, ódios de classe,preconceitos de toda ordem. Só a análise profunda, feita em termos filosóficos e de ciencias médicas e sociais pode resolver com calma e sabedoria essa e todas as outras questões humanas que envolvem aspectos de saúde pública.

    Julia Dig

    12/01/2012 - 00h12

    Morvan, Boa noite. ."Alguns chegaram até a arrolar o grande Lula, o qual eu tive a honra rebater, tanto por ser descabido como por ser até desespero. "

    Minha resposta a isso que vc se refere postei lá onde estava a entrevista do Dr. Fausto.

    Honra tive eu de poder citar um exemplo tão grande como LULA, Homem de admirável sensibilidade e lealdade , que sempre disse que o problema maior do mundo é o PRÉ-CONCEITO.

    Ênio

    12/01/2012 - 11h40

    Interessante é que nunca se cobrou de Lula que fizesse declarações sobre aborto.Naquele tempo todo mundo sabia que trata-se de uma questão das leis vigentes no país. E que essas leis só podem ser alteradas pelo Congresso,sob pressão de forte mobilização popular.
    Por que teriam esquecido disso derepente?

beattrice

11/01/2012 - 09h34

Mais uma vez lamentável.
Em primeiro lugar, como agente público e repúblico
qual a relevância de responder ou não responder sobre sua situação confessional.
A resposta é agressiva e não propicia a tolerância recomendada, aos outros.
Em segundo lugar,
um discurso unilateral, uma nota
que o VIOMUNDO como espaço democrático que é publicou,
Mas se havia e há interesse em de fato esclarecer
por que não aceitar a entrevista ou até uma mesa redonda com as articulistas do VIOMUNDO?
A resposta parece óbiva.

Responder

    Luiz Fortaleza

    11/01/2012 - 09h47

    Uma resposta à agressividade que ele sofreu aqui…

    beattrice

    11/01/2012 - 10h03

    Não houve agressividade, houve confronto de idéias, debate e questionamento e ainda há.

    Maria 1

    11/01/2012 - 10h33

    É curioso. Quando cobram da Dilma que enfrente o tal do PIG, que os ignore, que dê o troco, que parta para cima, com alegações, até, de que a Presidente se associou a ele, aí, tudo bem. Mas, quando o ministro demonstra sua insatisfação com o segmento alternativo, pelos mesmos pecados atribuídos ao PIG, aí tá errado. Sei não.

    beattrice

    11/01/2012 - 11h17

    Desculpe, mas essa insistencia de designar o VIOMUNDO como PiG para desqualificar o espaço é inaceitavel e não vai "colar" pela insistência.

    Maria 1

    11/01/2012 - 12h26

    Beattrice, nunca frequentei os outros blogs, aqueles que alguns chamam de "esgoto". Não tenho o menor interesse pelo que escrevem. Sequer por curiosidade acessei tais sites. Não perco meu tempo. Mas, o que me parece valer a pena, aí, sim, compareço e faço o que julgo ser pertinente fazer: elogios e advertências. Isso, porém, até perceber que consolidou-se a intolerância ao contraditório, a aversão a críticas respeitosas e nenhuma moderação. O patamar da infalibilidade é inacessível aos humanos. Por isso, todos temos que, volta meia, fazer reflexões e corrigir rumos. E, para isso, somente elogios não serve.

    beattrice

    11/01/2012 - 12h40

    Não sou pessoa de elogios indevidos, mas reitero, a este espaço não cabe a desqualificação que lhe vem sendo imposta como estratégia de minimizar as críticas ao ministro numa tentativa vã de reduzir os danos.

    Ênio

    11/01/2012 - 18h08

    O espaço Viomundo já é patrimônio do povo brasileiro. Tem passado,tem luta, tem história e tem glória.
    O que se torna um tanto incompreensível é que comentaristas resolvam assumir que falam em nome do blog e que têm o direito de classificar os demais comentaristas de "trolls padilheiros", evangélicos, papistas,retrógrados, ignorantes e outros mimos,distribuindo pauladas,debochando,desqualificando quem vem para o debate, com seus argumentos e visões.

    Fabio_Passos

    11/01/2012 - 21h29

    Que absurdo.
    Foi a claque de dom luiz bergonzini quem buscou desqualificar os críticos da MP 557 desde o início, abusando de estereótipos saídos das páginas da revista veja para atacar as feministas.

    Mal-educados, arrogantes e acompanhados de vários trolls notórios que frequentam o vi o mundo, inúmeras vezes recorreram ao "assassinato de criancinhas" de mônica serra para embasar seu "pensamento" mofado.

    Gerson Carneiro

    12/01/2012 - 04h24

    E dessa vez Fabio, não foram só os trolls tradicionais que frequentam o VIOMUNDO, brotaram de enxurrada dos ralos da Arquidiocesce de Guarulhos os coroinhas do dom luiz gonzaga bergonzini.

Alberto

11/01/2012 - 09h21

Ah, bom!

Responder

_Rorschach_

11/01/2012 - 09h15

Perguntar a religião do Ministro, em outro contexto, seria ate normal.

Assim como seria normal perguntar se ele prefere azul ou amarelo, bife ou frango.

Mas, diante da polêmica em torno do abortamento, e diante dos comentários aqui postados, vociferando contra os "evangélicos" e "papistas ", como se unicamente os (fanáticos) religiosos fossem contra a interrupção da gravidez, em contraponto aos "progressistas" , estes favoráveis ao abortamento, aí, me desculpem, mas a coisa pareceu direcionada e tendenciosa.

Fica aquele carimbo: – Tá vendo! Fez isso porque é crente!

Não sei se atribuir o ocorrido a uma curiosidade dos leitores do blog é a atitude mais correta.

Não sou o dono da razão, mas por muito menos já vi, neste blog, pedras atiradas contra o “PIG”.

Responder

    Nadir Santos

    11/01/2012 - 11h38

    O fundamentalismo religioso das religiões também cristãs existe e é uma erva daninha. Uma república laica e democrática não pode entregar área de direitos muito sensíveis como a saúde a fundamentalistas de qualquer religião. É o que penso. Portanto a curiosidade dos leitores não só existiu como é justa. A demora em responder à curiosidade gerou muita especulação e preocupação.

Lena Batista

11/01/2012 - 08h24

Que COICE!!!!

Responder

Lucas

11/01/2012 - 08h18

Muito bem ao Padilha

às vezes a intolerância religiosa das pessoas que alguém um dia chamou de fem-nazis é realmente de dar nojo…

Responder

Gerson Carneiro

11/01/2012 - 08h17

"12. Abomino o rumo do início e a forma como continua esse debate sobre a MP da redução da mortalidade materna. Nada bom para quem emprega tolerância, respeito à privacidade e fim dos preconceitos."

Poderia ter sido diferente. Se tivesse aberto, desde o início, o debate à sociedade. Com as autoridades, e entidades, citadas neste post pela Conceição Lemes. Aparecer agora, fazendo biquinho, para remendar o procedimento estabanado, só piora. Quem mandou achar que editando a MP 557 no dia 26 de dezembro o assunto passaria despercebido!

"13. A MP de redução da mortalidade materna e sua regulamentação não ferem, nem ferirão a privacidade da gestante."

Da gestante rica, ou da gestante pobre?

Responder

    beattrice

    11/01/2012 - 09h53

    Bom resumo, Gerson,
    e ainda poderia agora propor uma mesa redonda pública com
    as entrevistadas do VIOMUNDO e outros especialistas não é mesmo?
    Qual o quê!

    Gerson Carneiro

    11/01/2012 - 10h56

    Mesa redonda pública com a entrevistadora e entrevistadas do VIOMUNDO??!!!

    Cadê coragem?

    O sr. Ministro está sendo desonesto.

    Fabio_Passos

    11/01/2012 - 12h02

    Gerson, você é abominável!

    Bom mesmo são dom luiz bergonzini, silas malafaia, ives gandra e toda a claque de medievais que pensam que são donos dos úteros das mulheres.

Dani

11/01/2012 - 08h06

Caro ministro o teor da nota destoa da cara com que o senhor costuma se apresentar. Está certo que quem vê cara não vê coração.
Não há motivos para o senhor dizer que é mentira/informações erradas o que o VI O MUNDO vem publicando sobre a MP do Nascituro. Vamos descer da montanha. Menos, mestre!
Acho que o senhor deve desculpas públicas a Fátima Oliveira, Sônia Correa e Maria José Rosado que aqui falaram denunciando o que elas acham desmandos na MP. O senhor pode não gostar e não concordar com elas, mas é obrigado a respeitar o pensamento diferente. Seja menos autoritário, intolerante (a sua nota pinga sangue de intolerância do começo ao fim), mais delicado e procure urgente um curso de boas maneiras.

Responder

    Fabio_Passos

    11/01/2012 - 12h07

    Ele abomina quem está preocupado com a laicidade do Estado?

Tetê

11/01/2012 - 07h52

Ora ministro, vamos deixar de melindres. Não é lugar e nem hora, combinado? Não é crime perguntar a religião de ninguém; se arrete com Dr. Fausto, que era seu representante para responder a entrevista e não sabia qual a sua religião aí, claro, foi criando mais mistérios).
Não é desrespeito e nem motivo para beicinhos querer saber a religião de qualquer pessoa. Jamais preconceito ou crime. Deixe de bobagens, que isso não é lugare nem hora. Não dê vexame! Embora já tenha dado. Sua nota é meia-boca. Faltou uma assessoia de imprensa mais "fina" passar uma régua nos exageros.
Não querendo irritá-lo mais, ainda acho que o senhor foi bem mal quando disse "para não publicar mais uma informação incorreta, no debate sobre a MP de redução da Mortalidade materna". O senhor está acusando e não tem como provar. Muito feio mesmo. Uma coisa é informação errada. Outra é pensar diferente do senhor. Na democracia se respeita pensamento diferente, ou mudou e diferente é sempre errado?
No mais, apenas para meu consumo pessoal: solteiro, casado, viúvo ou tico-tico-no-fubá? rsrsrsrsrs

Responder

Joice

11/01/2012 - 07h36

Que bom que o ministro falou! Eu também estava curiosa. Foi bom ele ter respondido à pergunta feita por tanta gente. Mas o achei muito ríspido, se bem que escrita não é fala, mas deu pra sentir. Só não entendi porque ele pareceu zangado com a pergunta. Discordo totalmente dele ter dito que aqui no Vi o mundo foi publicada informação incorreta sobre a MP. De onde el tirou isso? Pelo que disse o Dr. Fausto, assessor especial do ministro, a MP que contém informação errada: trocou recém-nascido por nascituro. E ainda diz, acintosamente, que não vai corrigir.

Responder

O Cafezinho » Blog Archive » A polêmica em torno da MP 557

11/01/2012 - 07h10

[…] tentando sanar as dúvidas dos internautas, uma entrevista com seu assessor especial e, por fim, um desabafo também do ministro, publicado hoje pela manhã no mesmo […]

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