VIOMUNDO

Fátima Oliveira: Sem cuidar do aborto inseguro, combater morte materna é miragem

03 de janeiro de 2012 às 11h01

O dom ou o carma de assuntar peripécias na encruzilhada

por Fátima Oliveira, Jornal OTEMPO

Médica – [email protected] @oliveirafatima_

No atual governo, o Brasil patina quando instado a referendar sua laicidade e a agenda republicana; e o faz às custas dos corpos das brasileiras, não fugindo à regra fundamentalista de santificar a maternidade e de satanizar as mulheres. Ai, meus sais!

Estamos numa encruzilhada.  Há satanização maior do que, sem revogar a Norma Técnica de Atenção Humanizada ao Abortamento (2004), ao emitir uma Medida Provisória (MP) que diz ser linha auxiliar do combate à morte materna, omitir a atenção ao aborto inseguro, não mencionar a palavra aborto nem usar a terminologia direitos reprodutivos?

Desconfio de quem desconhece o aborto inseguro como causa importante de óbitos maternos no Brasil. A MP 557 viola o direito à privacidade (cadastro nacional de grávidas); e sua exposição de motivos desconhece o inteiro teor e a extensão dos compromissos do Brasil no âmbito da ONU, não restritos às Metas do Milênio (Cúpula do Milênio, Nova York, 6 a 8.9.2000) nem por elas anulados.

Haverá uma MP para cada Meta do Milênio: 1. Erradicar a pobreza e a fome; 2. Atingir o ensino básico universal; 3. Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres; 4. Reduzir a mortalidade infantil; 5. Melhorar a saúde materna; 6. Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças; 7. Garantir a sustentabilidade ambiental; e 8. Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento?

Fora o auxílio-transporte para o pré-natal e a reafirmação do direito a acompanhante no trabalho de parto, no parto e no pós-parto imediato, o restante da MP 557 é dispensável e o Ministério da Saúde sabe bem que sim. No essencial, registra o “lá vem o Brasil descendo a ladeira do conservadorismo” ao conferir personalidade civil ao nascituro, desrespeitando a Constituição Federal de 1988. Ou a MP foi para isso?

Sou testemunha ocular, e tenho cópia, da fala do embaixador do Brasil no Chile, Gelson Fonseca Júnior, chefe da delegação brasileira na Reunião da Mesa Diretora Ampliada do Comitê Especial de População e Desenvolvimento (10 e 11.3.2004, Santiago do Chile), que afirmou [e a autora concorda plenamente] que, sem cuidar do aborto inseguro, combater a morte materna seria uma miragem. O Brasil ali entendia que as Metas do Milênio eram uma pauta minimalista e a confissão de um fracasso: os governos não deram conta de cumprir o disposto nas Plataformas de Ação das Conferências da ONU da década de 1990 e “jogaram a toalha”, elegendo oito prioridades.

Disse o embaixador Gelson Fonseca Júnior:

“O meu país reafirma a Plataforma de Ação do Cairo (1994) e as definições do Cairo +5 (1999); referenda os direitos e os serviços de saúde reprodutiva, e o direito de adolescentes a informações e acesso, com privacidade e confidencialidade, a serviços de saúde reprodutiva; reafirma o acesso à prevenção do HIV e ao tratamento da Aids como direitos humanos; enfatiza o combate à morte materna e a atenção aos múltiplos fatores que a causam, destacando o parágrafo 63 do Cairo +5 (atenção ao aborto inseguro); e explicita que, se não se respeitar e implantar o definido em Cairo, as Metas do Milênio serão inalcançáveis!”.

E finalizou seu discurso ovacionado ao dizer:

“Problemas comuns exigem estratégias concertadas. Minha delegação reitera total apoio ao Consenso do Cairo e se soma à maioria dos países que endossa a declaração que deverá resultar da presente reunião. Esta é uma reunião de alta significação política e esperamos que tenha a sua expressão na dita declaração”.

É pra jogar no lixo? Arrogância tem limites.

MP 557, aqui

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Marcelo

06/01/2012 - 22h44

Sou contra o aborto , só Deus tem o direito de tirar a vida de alguém , e tem que ser o Deus cristão se não , não vale . O que seria da humanidade sem a religião para nos guiar ? Devemos para com essas bobagens de direito da mulher , Deus não quer isso , Deus , o nosso Deus quer crianças sendo jogadas em latas de lixo , quer ve-las na rua se drogando , se prostituindo , Deus quer que as mulheres morram por abortos clandestinos mal feitos , Deus quer isso e por isso nós seus servos tb queremos .
Se fosse o homem que engravidasse o abroto a muito seria livre no mundo inteiro .

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    Mirtes Trinta

    07/01/2012 - 07h08

    Então tá cheiroso!

Geraldo Galvão

06/01/2012 - 19h29

A cada dia uma novidade me surpreende. As fanáticas defensoras do aborto – na polêmica criada com a edição da MP 557, me esclareceram que as mulheres que resolvem fazer um aborto, são bem previdentes: primeiro fazem o pré-natal para se certificarem que o feto a ser extraído goza de boa saúde e desenvolvimento.

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Valéria dos Santos

06/01/2012 - 09h14

Gostei muito. parabéns pela coragem

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Uma síntese de links sobre a polêmica em torno da MP 557 | Viomundo - O que você não vê na mídia

05/01/2012 - 14h42

[…] Fátima Oliveira: Sem cuidar do aborto inseguro, combater morte materna é miragem; […]

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Marcinha

05/01/2012 - 07h05

Show de competência. Estamos retomando o lema Nossos corpos nos pertencem e boi não lambe

Responder

Charles Lamounier

04/01/2012 - 23h13

Apenas como registro da tática absolutamente acertada das feministas que acuaram Padilha no twitter, porque achei de uma inteligência fora de série.
Tudo começou no dia 29 quando Fátima Oliveira disparou o tuíte abaixo, no começo da tarde:
oliveirafatima_ Fátima Oliveira
Dilma faz o jogo dos religiosos ao criar cadastro obrigatório para gestantes? MEDIDA PROVISÓRIA Nº 557, 26.12.2011 http://migre.me/7kIPq
Ela ainda tuitou umas duas vezes. Daí em diante 2 feministas: Conceição Oliveira @maria_fro e Daniela Bueno @danielabueno entraram. Padilha não resisitiu e caiu na teia. Ñ pode sair. Teve presença sofrível. As feministas, deitaram e rolaram e o assunto caiu no twitter como uma bola de neve. No dia seguinte os jornais, praticamente todos registraram que o ministro havia passado a tarde toda no twitter se explicando, como FSP "Cadastro de grávidas gera revolta contra ministro" .
E agora estão dando um banho de alto nível no debate intelectual

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Maria José Rosado: O que é isso, Presidenta?

04/01/2012 - 23h00

[…] Fátima Oliveira: Sem cuidar do aborto inseguro, combater morte materna é miragem […]

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Ingrid Daniela

04/01/2012 - 21h16

A chamada do artigo é imapactante: Sem cuidar do aborto inseguro, combater morte materna é miragem, mas o título original mostra a sagacidade dessa mulher cheia de gana, garra e sobretudo, coragm que é Fátima Oliveira: "O dom ou o carma de assuntar peripécias na encruzilhada". Parabéns para ela e para o Azenha e equipe de VI O MUNDO.

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MP 577 de 2011: um absurdo que viola os direitos humanos das mulheres « Jandirainbow

04/01/2012 - 17h03

[…] > Fátima Oliveira: Sem cuidar do aborto inseguro, combater morte materna é miragem […]

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Mateus Felipe

04/01/2012 - 14h55

Um artigo curto, mas precioso, pela clareza e foco. É ignorância não incluir a atenção ao aborto inseguro nas ações de combate à morte materna em países onde o aborto é criminalizado. Isso é o be-a-bá da coisa. Daí porque a exclusão da Norma Técncia da MP é de caráter ideológico, religioso. Não podemos compactuar.

Responder

betinho2

04/01/2012 - 14h46

Apoio da mãe de uma abortista:

"Minha "filha", lute para que o aborto seja aprovado, para não passar o que passei. Veja, você foi um acidente na minha vida, consequência de uma transazinha inconsequente e ocasional. Na época não encontrei uma clínica que te abortasse, tive que te gerar, abrir mão do meu "direito" ao corpo, deixei de viver minha vida, como eu gostaria de ter vivido. Você acabou sendo um estorvo que carreguei por longos anos. Lute pelo aborto filha, eu te "amo".

Responder

    betinho2

    04/01/2012 - 15h39

    Uai, porque negativaram?…o que escrevi não vai ao encontro da realidade, da verdade de quem defende o aborto?…Não gostam de franqueza?…não seria melhor ter sido abortada/o ao invés de ser um peso para a mãe?…não gostam da verdade?

leandro

04/01/2012 - 12h11

Legalizem o aborto, já to vendo a cena…mulher pobre chega ao SUS e fala que quer interromper uma gravidez indesejada, a atendente olha a agenda e marca para uns 8 meses a frente…rs…mulher rica vai numa clinica particular (como já é feito hoje) e com toda segurança e higiene interrompe a gravidez. Se o governo não cuida de atendimento básico, como vai montar uma estrutura para realizar milhares de abortos em segurança?

Responder

Mirella Garcia

04/01/2012 - 11h34

O tal do Betinho é funcionário do ministro Padilha? rsrsrsrs Há quatro dias ele está obcecado aqui no Azenha rsrsrsrs Vai te catar cara! Deveria ter vergonha de ser desocupado. Deveria ter vergonha de ser tão sem que fazer. Não é assim que se debate e não é assim que se ganha no campo das ideias. Se manca

Responder

    Carlos

    04/01/2012 - 13h53

    E o que teu comentário acrescentou ao debate? Quem sabe responde às perguntas que o Betinho fez?

    betinho2

    04/01/2012 - 14h30

    Mirela
    -"funcionário do ministro"
    -"obcecado aqui no Azenha"
    -"vai te catar"
    -"Deveria ter vergonha de ser desocupado"
    -"Deveria ter vergonha de ser tão sem que fazer"
    -"Se manca"

    Mas faltou o principal, o tal "campo de idéias" para que eu possa debater com você.
    Vou tentar contribuir, ou melhor creio ter contribuído com as 4 perguntinhas que fiz num comentário anterior. Quem sabe você começa respondendo, para que possamos debater, pois o que você comentou acima está no "campo da baixaria" , que não é minha "praia".

Raphael Tsavkko

04/01/2012 - 01h56

PErfeito… Mas o que faz o governo e o Padilha, para aplausos dos governistas que nem se dão ao trabalho de entender o que aplaudem: MP 557, Artigo 19-j que "Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências.":

Art. 19-J. Os serviços de saúde públicos e privados ficam obrigados a garantir às gestantes e aos nascituros o direito ao pré-natal, parto, nascimento e puerpério seguros e humanizados.

O problema do artigo modificiado é o de colocar o feto com portador de direitos em pé de igualdade com os direitos da mãe, ou seja, tornando ainda mais difícil a luta pela descriminalização e legalização do aborto.
http://www.tsavkko.com.br/2011/12/dilma-apresenta

A MP é simplesmente absurda.

Responder

Verônica

04/01/2012 - 00h29

CONT. Dados de sábado, 28 de maio de 2011
ABORTO INSEGURO É A QUARTA CAUSA DE MORTE MATERNA NO BRASIL
Geisa Meira

MORTES EVITÁVEIS
Segundo o juiz, "os direitos sexuais e reprodutivos devem ser compreendidos sob a perspectiva dos direitos humanos, cabendo ao estado garantir esses direitos". Apontando o aborto inseguro como uma das principais causas de óbito materno, Torres disse que ocorrem cerca de 210 milhões de gestações/ano no mundo e destas, 20 milhões resultam em aborto inseguro. De acordo com o palestrante, é inconcebível que ainda se observem índices tão elevados de mortes maternas no Brasil, quando a maior parte dessas mortes – 90% – são evitáveis.

Responder

Alice

04/01/2012 - 00h28

Dados de sábado, 28 de maio de 2011
ABORTO INSEGURO É A QUARTA CAUSA DE MORTE MATERNA NO BRASIL
Geisa Meira

Ocorrem a cada ano, no mundo, cerca de 70 a 80 mil mortes maternas decorrentes de aborto inseguro. No Brasil, onde são feitos em torno de um milhão de abortos/ano, o aborto inseguro é a quarta causa de morte materna. As informações foram divulgadas pelo juiz de Direito José Henrique Torres, de São Paulo, durante palestra sobre o tema "Direitos sexuais e reprodutivos são direitos humanos", a última quinta-feira (26).

Durante a conferência, o juiz paulista, que é membro da Associação de Juizes para a Democracia, falou sobre artigos da Constituição Brasileira que tratam do direito à saúde, e também sobre garantias fundamentais asseguradas às mulheres pelo sistema de direitos humanos, entre eles os direitos sexuais e reprodutivos, "que surgiram no âmbito dos direitos humanos em 1994, durante a Conferência do Cairo".

Responder

HABENA

03/01/2012 - 23h46

O aborto também seria ilegal. É preciso lembrar o Estatuto da Criança e do Adolescente:
Art. 7º – A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência.
E pactos internacionais:
Artigo 6º
§ 1. O direito à vida é inerente à pessoal humana. Este direito deverá ser protegido
pela Leis. Ninguém poderá ser arbitrariamente privado de sua vida.
Resolução n. 2.200 A (XXI) da Assembléia Geral das Nações Unidas, em 16 de dezembro de
1966 e ratificado pelo Brasil em 24de janeiro de 1992.
BLÁ BLÁ BLÁ DE ESTADO LAICO. É LAICO E DE DIREITO!

Responder

    Wildner Arcanjo

    05/01/2012 - 16h36

    1a Resposta plausível ao comentário do betinho2. Mais alguém?

    Dani

    06/01/2012 - 13h02

    Wildner Arcanjo tem uma paixão mórbida por Fátima Oliveira. Mórdbida e descarada, pois em geral só aparece aqui para comentar contra oq ue ela escreve. Paixão mórbida, descarada também

    Wildner Arcanjo

    06/01/2012 - 16h30

    Se você procurar no site do Viomundo vê que meus comentários são sobre os mais diversos assuntos, quanto a esta linha de debate eu tenho motivos para defender as minhas posições (motivos que não cabem aqui expressar). Quanto a Fátima, acho ela uma pessoa corajosa em expor o seu ponto de vista e a respeito assim como respeito a sua opinião. Isto não quer dizer que eu tenha que concordar com ela. Aliás, não sou obrigado a concordar sempre com a linha editorial do Viomundo. O cérebro, ao contrário da TV, é uma máquina para se dizer sim e não, dependendo das convicções.

Habena

03/01/2012 - 23h45

Pergunte as mães que abortaram fetos espontaneamente ou que têm problema para engravidar, se eles acham que existe vida intrauterina. Pessoas que não conseguem amar um feto, tapando o sol com a peneira, porque não conseguem ver vida na fertilização, perderam simplesmente a capacidade de amar, deixaram de ser humanos, negam a própria existência da raça.
A lei do aborto seria INCONSTITUCIONAL no Brasil. Não venham com blábláblá de Estado laico. Não tem nada a ver com religião.
Malferiria cláusulas pétreas da CF/88 como "dignidade da pessoa humana", "inviolabilidade do direito à vida"; "ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;" e "não haverá penas
de morte, salvo em caso de guerra declarada", bem como direitos fundamentais de primeira e quarta gerações.

Responder

Habena

03/01/2012 - 23h42

A mae não tem direito de interromper a vida intrauterina, autonoma e detentora de direitos civis.
Ter direito e responsabilidade é evitar a concepção,com "n" métodos disponíveis. É bastante pitoresco aquela que foi irresponsável na contracepção, vir bradar direitos sobre o próprio corpo. Direito vem depois da responsabilidade. Formado o neuroblasto, mata-lo é homícidio. A mãe pode muito bem dar o filho a adoção, mas não se premia a irresponsável com livre licença para matar!
É a história do bode na sala (coloque dois, ao tirar um, ficará menos fedido), ao invés de educar e responsabilizar os pais que matam por não terem sido devidamente precavidos, se protege o direito da mãe de fazer um aborto seguro para que não morra sem assistência ao cometer a truculência.

Responder

Habena

03/01/2012 - 23h36

Sofismas e falsidade. Cadê o direito do feto? Muitos sais para a senhora doutora que não vê vida no nascimento da própria raça, aliás gosta de alguém? Beira a psicopatia! Já escrevi sobre o assunto e repito às feministas racionais, que defendem "livre exercício da sexualidade e a não imposição da maternidade como destino": nada disso consta como direitos fundamentais na CF88, e nem em lugar algum na legislação brasileira, sendo uma invencionice egocentrica egoísta, totalmente Irracional, pois não tem lógica nem proporcionalidade, guindar um suposto direito de transar a vontade sem camisinha, acima do direito a vida que tem o nascituro.
Quanto "a não imposição da maternidade como destino" chega a ser cômico nao fosse trágico, os racionais agora vão falar em destino? estranho. Não seria consequência objetiva de um ato falho e descuidado?! Reflitamos

Responder

Ronaldo Luiz

03/01/2012 - 22h38

O direito ao aborto, infelizmente só é defendido por uma pequena parcela da população. A grande maioria não se manifesta por entender que a defesa do aborto é um absurdo tão grande que nunca será aprovado. A solução é simples. Faça-se como nos Estados Unidos, um plebiscito na mesma oportunidade das eleições majoritárias. Teremos a vontade do povo, que em sua ampla maioria é radicalmente contra. Esta maioria considera que a vida, mesmo interrompida quando o nasciturno ainda não tem nome, CPF, digitais, é crime, pois o futuro cidadão, está VIVO, só falta sair do ventre materno. Matar é crime muito antes de ser pecado. Não tem nada de religioso, matar é matar.

Responder

    Fabio_Passos

    03/01/2012 - 23h07

    Com um debate aberto, informativo e plural o aborto será descriminalizado no Brasil.
    Aconteceu em Portugal, um país onde a maioria carola da população se rendeu a razão e a sensibilidade.

    beattrice

    04/01/2012 - 10h25

    Aconteceu na Espanha, o berço franquista do OPUS DEI.

Fabio_Passos

03/01/2012 - 21h47

As vezes parece que quem ganhou a eleição foi o josé serra.

Responder

    beattrice

    03/01/2012 - 23h49

    Vc expressou meu sentimento com perfeição.
    Obrigada Fábio.

Mauro A. Silva

03/01/2012 - 21h18

[youtube FBmeBRrSrx4 http://www.youtube.com/watch?v=FBmeBRrSrx4 youtube]
Denúncia: Hospital Municipal no Jabaquara fechou o serviço de "aborto legal", o 1º do Brasil.
Denúncia: Hospital Municipal no Jabaquara fechou o serviço de "aborto legal", o primeiro criado no Brasil.
Hospital Municipal Henrique Saboya, sob administração do prefeito Gilberto Kassab.

União de Mulheres
30 anos
06-12-2011

Denúncia feit na Assembleia legislativa de SP, auditório Paulo Kobayashi, 06-12-2011.

Visite: Fórum de Promotoras Legais Populares de SP http://ForumPLPsp.wordpress.com

Responder

    beattrice

    03/01/2012 - 23h51

    Pois o que se poderia esperar na Central Operacional do OPUS DEI NO BRASIL [=São Paulo]
    sob o comando do numerário extra-oficial Alckmin?

Morvan

03/01/2012 - 21h15

Boa noite.

Concordo em tudo, Fátima Oliveira. "Arrogância tem limites".
O que, mesmo que o tivesse, não me impediria de sugerir o vídeo a seguir, a todas as mulheres do mundo, é candura, coragem e vontade de romper com tudo: Aliaa Magda Elmahdy, Love music:
[youtube AQJLS756QI8&feature=g-vrec&context=G2bd927eRVAAAAAAAAAA http://www.youtube.com/watch?v=AQJLS756QI8&feature=g-vrec&context=G2bd927eRVAAAAAAAAAA youtube]

;-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

Verônica

03/01/2012 - 17h51

Já disse que eu pessoalmente não faria um aborto, mas não sou contra quem faz e nem cuidar de quem corre riscos de viida por ter feito um aborto.
A nossa presidente Dilma que já foi defensora da descrimianalização do aborto tem de cumprir pelo menos o que prometeu na campanha. Leiam abaixo.
4 de outubro de 2007 – “Olha, eu acho que tem que haver a descriminalização do aborto. Hoje, no Brasil, isso é um absurdo que não haja a descriminalização.” – Em sabatina à Folha de S. Paulo (Dilma Rousseff)

Com essa MP ela está fazendo outra coisa, escondendo até a Norma Técnica que trata do aborto inseguro. O que deu nela, hein gente?
7 de outubro – "Eu sou contra o aborto porque o aborto é uma violência contra a mulher. Não acho que nenhuma mulher seja a favor do aborto. Como presidente da República, eu tenho de encarar o fato que há milhares de jovens, de adolescentes, que, diante do aborto, desprotegidas, fazem e adotam práticas, por que elas estão abandonadas" – Em entrevista coletiva em Belo Horizonte (Dilma Rousseff)

Responder

    beattrice

    03/01/2012 - 22h23

    Muito oportuna a sua lembrança das promessas não cumpridas.
    Mais que não cumpridas, violadas, pois cumpridas ao revés.

    Fabio_Passos

    03/01/2012 - 23h12

    Alguém precisa esclarecer a Dilma que agora, além de abandonadas, estas jovens e adolescentes pobres correm o risco de ser perseguidas… por uma política de Estado!

    Lu_Witovisk

    04/01/2012 - 11h02

    Isso aí!! Tb não estou reconhecendo a Dilma nessa…

luiza hernandez

03/01/2012 - 17h37

Pensei que tinha entendidio título do artigo. Então o debate não é sobre o aborto??? Então como é que se combate o "aborto inseguro"? Não é legalizando o crime de aborto/ e disponiblizando o SUS pra fazer aborto seguro? Então só os bebês (fetos pra vocês) morreriam. As mâes (as criminosas perante a lei hoje), estariam sendo amparadas. Pra fazerem quantos abortos quizerem. As custas dos nossos impostos. Mas elas estariam seguras, claro.

Responder

Verônica

03/01/2012 - 17h28

Eu sou contra o aorto por convicção. Jamais faria um. Mas não condeno quem o faz. Cada pessoa sabe de si. Porém o governo não se importar com o aborto inseguro e não incluir a atenção a ele numa política de combate à morte materna é um absurdo. O aborto inseguro está ai, queiramos ou não e as mulheres que adocem por abortos mal feitos precisam ser cuiddas com dignidade. Ou o governo vai deixá-las morrer? Não foi isso que Dilma prometeu quando era candidata. Ela nos enganou? Então

Responder

Sex Politics » Blog Archive » Pelo mundo

03/01/2012 - 17h24

[…] > Fátima Oliveira: Sem cuidar do aborto inseguro, combater morte materna é miragem […]

Responder

Maria Thereza

03/01/2012 - 17h20

Ninguém é "a favor do aborto". Mas podemos ser a favor do direito ao aborto, quando a gravidez for indesejada/não-planejada, entre outros casos. Além do mais: em caso de discriminalização NÃO será obrigatório. A MP é um atentado à privacidade das mulheres, sem considerar que nem menciona a paternidade minimamente responsável. A mulher, a partir do momento da concepção, torna-se mãe – querendo ou não. O homem pode negar a paternidade, abandonar a mulher grávida, deixar de pagar pensão, abandonar emocionalmente. Enfim a paternidade é uma escolha do homem. Como dizem por aí: se o papa engravidasse, o aborto seria obrigatório.

Responder

Conservador316

03/01/2012 - 17h01

A mulher tem escolha: Fazer sexo seguro.
Se ela não tiver escolha, for estuprada, a lei garante o direito ao aborto.
O que as feministas querem é o direito de terem relações sexuais com tudo e com todos e se ficarem gravidas o governo pagar o aborto.
E querem também o direito de descartar o feto se ele tiver algum defeito, tiver alguma doença como sindrome de down por exemplo.
Sou protestante e sou contra o aborto. Sou A Favor do uso de camisinha.

Responder

    Geraldo Galvão

    06/01/2012 - 19h31

    Sou ateu e mesmo assim concordo com você.

@BeatrizGalli1

03/01/2012 - 16h33

#mp557
O artigo de Fatima expos muito bem a mudanca de comportamento do governo na esfera internacional e coloca muito bem a pergunta: quantas MP serao necessarias para cumprir com as metas do milenio? Foi uma sacada de mestre e denuncia claramente a hipocrisia que ronda a MP 557. Acorda Brasil? Estamos parecendo a Romenia dos anos 80 daqui ha pouco quando as mulheres eram obrigada as a parir e eram vigiadas durante a gestacao para aumentar a taxa de natalidade.

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Sem cuidar do aborto inseguro, combater morte materna é miragem | OCOMPRIMIDO.COM

03/01/2012 - 15h46

[…] por Fátima Oliveira, Jornal OTEMPO. Via VioMundo. […]

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Paulo P.

03/01/2012 - 15h09

Vacinas transformadas em armas biológicas causaram câncer em milhões

Em 28 de dezembro de 2011, a Reuters Brasil publicou uma matéria que relatava a manifestação de desconfiança e de incredulidade do presidente venezuelano, Hugo Chávez, sobre o fato de 5 presidentes e ex-presidentes latino-americanos terem contraído câncer num intervalo de tempo de poucos anos.

Assista a esta reportagem de Infowars Nightly News http://www.youtube.com/watch?v=MsdEjtZXY-I&fe

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Dani

03/01/2012 - 14h19

Para quem leu e não entendeu…
Em nenhum momento do artigo não há uma linha sequer da autora sobre LEGALIZAÇÃO do aborto, que ela defende e todo mundo sabe. O artigo é sobre a MP 557 e o que ela omite dos compromissos assumidos pelo Brasil na ONU: atenção ao aborto inseguro.
Nem se falou sobre os compromissos assinados pelo Brasil de rever a legislação punitiva sobre o aborto.
O artigo é sobre como se pora o Itamaraty na ONU: de forma vanaçada, progressista, em defesa de pessoas nascidas, concretas.
Por favor, vamos nos limitar a comentar e a discutir o que está no artigo, mesmo os pitbuls que estão ganhado seu dinheirinho para vir aqui trolar pra ver se empanam o debate. Ganhem seus trocados honestamente. Há um debate, se centrem nele. Caso contrário é dar bandeira demais rsrsrsr

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Fátima Oliveira

03/01/2012 - 14h04

Compartilhando:

oliveirafatima_ Fátima Oliveira
Uma carícia q/gostei Wilson disse: O Brasil precisa fazer um seguro da cabeça brilhante e preciosa de Fátima Oliveira http://migre.me/7oqJz

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Thiago

03/01/2012 - 13h55

Arcebispo espanhol justifica estupro de mulheres que fazem aborto:

“matar a uma criança indefesa, e que isso seja obra de sua própria mãe, dá aos homens a licença absoluta, sem limites, de abusar do corpo da mulher, que será consumido pela tragédia que provocou”.

Só espero que por lá não haja uma lista pública de gestantes.

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    beattrice

    03/01/2012 - 14h20

    O seu congenere,
    o de Guarulhos, já sugeriu em entrevista que a mulher que se diz vítima de violencia
    "fingiu o estupro".
    Esses são os "pais" do cadastro nacional de gestantes.

    Morvan

    03/01/2012 - 15h19

    Boa tarde.

    Camarada Thiago, não devemos nos esquecer de que o papinha "João Paulo II", ao chegar a Sarajevo, diante de muitas "futuras" mães, mulheres que sofreram estupro, afirmou:

    – "Tenham seus filhos com amor".
    Eu quero estar bem longe do amor desta escória de gente. A depender deles, ainda se acreditaria que a terra seria quadrada (igual à cabeça deles).

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Valdeci Elias

    03/01/2012 - 17h03

    Quer dizer, que o crime do estrupo ,é pior que o crime do assassinato ?

Márcia Lopes

03/01/2012 - 13h23

UM PEDIDO: os pitbuls vão baixar aqui com gosto de gás. Precisamos matá-los de inanição: não responder a nenhum comentário da tropa de choque. Vamos fazer o nosso debate e centralizar nele. Ganharemos muito mais. Há dois pontos centrais
1. Omissão da Norma Técnica de Atenção Humanizada ao aborto inseguro (Conceição colque um link para que as pessoas possam conhecê-la, por favor0, há um no Tá lubrinando);
2. LEGALIZAÇÃO da PERSONALIDADE CIVIL DO NASCITURO que a MP 557 faz. E não pode, porque rasga a constituição brasileira. Fátima Oliveira está coberta de razão.

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    beattrice

    03/01/2012 - 14h18

    De acordo Marcia,
    e ainda vem ai o tal do infografico
    que o MS deve estar elaborando com lapis de cor.

    Na calada do dia 31 quando o senhor padilha tentava sem sucesso explicar a MP 557 no twitter
    sem sucesso porque tergiversava ou contradizia o texto publicado no DOU
    um dos membros da tropa de choque anunciava:

    "agora é aguardar e acompanhar os blogs,
    caso o vídeo do @padilhando não seja suficiente,
    talvez seja a hora de providenciar #infográficos"

    Ou será que vão considerar que calaram
    os blogs e as vozes discordantes com a trollagem explicita?
    Fica claro, o interesse é calar o debate.

    Morvan

    03/01/2012 - 16h51

    Boa tarde.

    Márcia Lopes, excelente.
    Direto ao ponto.
    Noutro Post já elogiei a Fátima pela sua militância e elogio a você agora, por aclarar o debate.
    Caraloda da grande, ou "PadilhaDilmada".

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Wildner Arcanjo

    03/01/2012 - 18h31

    Debate se faz de ponto e contraponto. Se não existe vira um monólogo. Afinal de contas, será que o que falo, o que penso, é maioria ou minoria no pensamento de nossa população? Já se perguntaram isso?

betinho2

03/01/2012 - 13h21

Interessante ver aqui pessoas que vinham se dizendo progressistas, de apoio a programas sociais, e por uma questão puramente de cunho pessoal, passarem a combater um programa social do governo de amparo à gestação.

Algumas perguntas: 1ª – O que fala a Constituição a respeito de aborto?
2ª – Pode a presidenta Dilma ou o Ministério da Saúde normatizar em confronto com a Constituição?
3ª – Onde deve ser o debate e onde deve ser alterada a lei que trata do aborto?
4ª – Quem está combatendo a MP557 e condenando o Executivo pela mesma, explicitamente, o que sugere? Normatizações inconstitucionais?

Responder

    Amália

    04/01/2012 - 00h42

    Ainda está esperando que respondam betinho2?
    Espere sentado…rsrs

    Wildner Arcanjo

    04/01/2012 - 20h00

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Aborto_no_Brasil

    Lá tem todos os links que podem te levar as legislações vigentes em relação aos direitos da mulher, do nascituro e a definição jurídica deste, bem como dos direitos da criança e do adolescente.

    Tem também um breve histórico sobre a questão das tentativas de legalização do aborto.

    Va lá, leia os links que levam as fontes constitucionais, de legislação civil e penal e tire as suas próprias conclusões.

    Um abraço!

    betinho2

    04/01/2012 - 21h56

    Eu tenho essas respostas.
    Minhas perguntas são para que os apoiadores do aborto se posicionem e defendam seus argumentos perante a Constituição. Constituição essa que já foi citada tentando desqualificar a MP557

Márcia Lopes

03/01/2012 - 13h14

Dra. Fátima, fiquei emocionada com a fala do embaixador Gelson Fonseca Júnior. A gente precisa conhecer mais o trabalho aguerrido de nossa diplomacia, que tem feito o Itamaraty respeitado em todo o mundo, particularmente no campo dos direitos humanos.
Entendo que essa MP 557 que referenda o nascituro destrói esse trabalho de tantos anos.

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Ulisses

03/01/2012 - 13h10

SEmpre descemos a ladeira com posições passionais e atacamos aqueles que têm posições contrárias: os párias são os religiosos conservadores… . Ora nós somos os avançados do pós moderno, e essa é a melhor solução que conseguimos arranjar.
Fátima traga algo mais para essa discussão, pois a solução não pode estar apenas em eliminar essa coisa disforme chamada feto humano, que nem humano é, pois aqui negamos sua humanidade.
A questão tem que passar pela educação. Não é possível que com tantos meios de educar a população mesmo fora de uma sala de aula, eu digo educar e informar, pois o que dá origem a toda essa problemática é no inicio muito simples: o encontro entre um óvulo e um espermatozoide, sem isso não há feto.
Fátima traga mais luz sobre essa discussão, senão, nem você nem os conservadores salvarão essas pobres mulheres, que muitas vezes não sabem nem a que risco estão sujeitando-se nas mãos sabe Deus de quem.
Um abraço.

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Eudes

03/01/2012 - 12h58

Concorde-se ou não, coerência não falta às feministas brasileiras. Fátima Oliveira chama o governo nas catracas porque tem estrado para tanto. E comprovou aqui. E tem também moral. É Dilma, votou em Dima, deu a cara a tapa, jogou o prestígio de sua vida naquela eleição. Foi pra cima do conservadorismo do Serra de modo magistral, com classe, com argumentos. Tem toda a razão. Quando ela invoca o Itamaraty está coberta de razão, porque a trdição do Brasil/Itamaraty tem sido a que ela citou. E agora, como se portará o Iatamaty na ONU. Ao lado do Vaticano? Uma vergonha sem tamanho> Ninguém merece

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beattrice

03/01/2012 - 12h52

Num texto sucinto mas exato Fátima Oliveira pos o dedo na ferida.
Lamentável esse início de 2012
sob os auspícios de VATICANO S/A
e co-produção EVANGELICAS Ltd.

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Morvan

03/01/2012 - 12h04

Bom dia.

Não precisa ser nenhum gênio (com G, com J, só a Verônica) para ver que nesta nova investida carola do Governo Dilma há o dedo canceroso da igreja (seja qual o for, não importa o nome da pústula: evangélica, católica, presbiteriana, o escambal).
E não adianta ficar colocando a culpa no ministrinho dos templários: é Dilma! Como eu já disse várias vezes, é Dilma a Presidente. É a mesma pessoa que vemos em uma foto épica, peitando uma cambada de nazistas. Agora capitula frente aos fundamentalistas. Qual das duas é a Dilma de verdade? Digo isto, porque, como eleitor, é importante saber. Teremos eleição em 2014 e eu preciso saber se vai ser Padim SSerra versus Irmã Dilma ou qualquer coisa que o valha.

P.Q.P., Presidente Dilma.Assuma uma posição. Seu Governo é ou não é laico?

:-(

Morvan, Usuário Linux #433640.

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    beattrice

    03/01/2012 - 12h51

    Com licença
    Vai ser LULA 2014.

    Morvan

    03/01/2012 - 14h00

    Boa tarde.

    Deu…, quer dizer, o bom senso vos ouça.
    Lula sempre.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Klaus

    03/01/2012 - 13h09

    Embora tenha sido criado no meio católico, não me considero mais cristão. Mas me espanta a facilidade com que comentaristas por aqui atacam o cristianismo e a dificuldade que os mesmos têm em criticar religiões como a islâmica e as afrodescendentes. Acredito que qualquer crítica a estas religiões, que são tão o mais retrógradas que a cristã, será considerada como discriminação e certamente a questão será politizada.

    Wildner Arcanjo

    06/01/2012 - 17h34

    Não existe esta de religião mais ou menos retrógrada. Toda religião é igual e é a identidade de um Povo, ou grupo de pessoas, e para muitos a própria lei. Comentário infeliz e preconceituoso. Respeito com os outros é bom. A nossa Legislação permite o culto livre a qualquer religião e a igualdade de direito entre elas e os que as cultuam, bem como pune aqueles que agem de forma discriminatória contra praticantes de qualquer religião.

    Kadu

    03/01/2012 - 13h36

    Morvan, alguém tem de dizer a Dilma nessa crise dela de carolice que ela não precisa ter medo das profundas do inferno, não, porque ela por ele já passou e sobreviveu. Tá aqui contando a historia.
    Não há outro inferno não, só aquele mesmo.
    Acho que Fátima Oliveira colocou os pingos nos is. E bem.

    beattrice

    03/01/2012 - 14h15

    De acordo
    Tem gente precisando com urgencia ler ou reler alguns franceses,
    Sartre, Foucault, ta de bom tamanho pra começar.

    betinho2

    03/01/2012 - 14h04

    Morvan
    A eleição é em 2014. Dá tempo da bancada do aborto encontrar um candidato explícitamente a favor do aborto. Democraticamente.
    Interessante, defendem o direito ao aborto, o que é um direito, mas rotulam quem tem convicções contrárias, religiosas ou não, pois tem ateu que é totalmente contra o aborto, como tem religiosos a favor.
    A grande campanha que deveria ser feita é, por o estado ser LAICO, cassar toda bancada evangêlica e catôlica, que no caso não poderiam fazer lobby dentro do Congresso.

    Morvan

    03/01/2012 - 14h16

    Boa tarde.

    Sim, camarada betinho2. A eleição é para ser em 2014. Mas, quem garante que elas se darão? Quem garante que o Vaticano não coloca, "democraticamente", um "representante de deus" (é em minúsculo, não foi erro) direto, sem esta aporrinhação de eleições?
    Se qualquer dia, vier um ministro (minúsculo, não foi erro) defender o Intelligent Design nas escolas, que ninguém se surpreenda. Este é um dos maiores retrocessos já havidos neste país. A esquerda ganhou as eleições, mas a agenda é da Santa-Sé (santa é pqp!).
    Nenhuma concessão a estes calhordas, camarada.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    betinho2

    03/01/2012 - 14h44

    Morvan
    Não "viaja" cara…rsrs

    luiza hernandez

    03/01/2012 - 17h03

    Claro que o Morvan viajou. Nem teve como argumentar com vc. Parabens. Mandou muito bem.

    Amália

    03/01/2012 - 21h37

    Eles fogem do betinho2…rsrs

    Morvan

    04/01/2012 - 11h18

    Bom dia.

    Sra. / Srta. Amália. Eles não fogem do Betinho{1, 2, 3, 57, N}.
    Eu jamais fugi de debate. Eu disse debate.
    Acontece que o debate, às vezes, não compensa enquanto tal. Que tal se só discutíssemos, sim? Nunca tive medo de nada neste mundo, e, sem prejuízo de nenhuma versão do Betinho, parem com este conversa idiota.
    Ah, isto vale também para o Sra. / Srta. Luiza Hernandez.
    Procurem se ocupar de algo mais útil.

    :-(

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    betinho2

    04/01/2012 - 14h36

    Mister Morvan
    Desconsiderando tua "noia" de um Papa usurpar o trono da Dilma em 2014, já pensou na possibilidade de encontrar um candidato clara e explícitamente comprometido, em palanque, com a legalização do aborto?
    Tenho colocado questões claras, não "versões". Versão é ler a MP557 e tentar induzir as pessoas a acreditar no tal COMPULSÓRIO e prontuário PUBLICO. Além de versão, desonesto.

    betinho2

    04/01/2012 - 15h59

    Mister Morvan
    Vou além. Já que é uma MP, que será descutida e poderá sofrer alteração, quem sabe os congressistas favoráveis ao aborto comecem mostrando a cara, dando-a a tapa, e incluam o que pensam faltar na MP. Vamos, mãos a obra, precionem vossos representantes.

    Morvan

    04/01/2012 - 16h53

    Boa tarde.

    betinho2, eu usei o "versão" com outro contexto (mais com relação a software!). Como eu já disse, adoro debater, mesmo. O que estas duas cidadãs disseram sobre "não respondeu" ou coisa que o valha já me incitam a não levar adiante algumas proposições. Estamos em um Blog (considere que mesmo discussões em vivo têm ruído; imagine em um Blog, onde as respostas não são céleres nem sequenciais). Não dá para discutir Ad Aeternu algo, nem que queiramos.
    Quanto ao candidato, desculpe o mau-jeito, Betinho2, mas eu não acredito. Eu vejo uma piora bem grande no quadro político.
    E, se não fizermos nada, acredite; eles (os carolas) estão ganhando a agenda política. Não sei qual é a da Dilma, mas o negócio tá feio.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    betinho2

    04/01/2012 - 18h06

    Mister Morvan
    Bem, como meu questionamento foi expecífico, pela sua resposta, só acredita na melhora do quadro político se conseguirem alguém pra defender o aborto. É isso?
    Ou seja, sem a aprovação do aborto não há avanços.
    Desculpa, fui simplista, mas é o que poderia dizer em relação a tua colocação.

    Morvan

    04/01/2012 - 20h15

    Boa noite.

    Não, não é algo específico e nem considero que só haverá avanço[s] se a questão do aborto for resolvida.
    Betinho2, eu considero avanço, mais do que alguém contemplar ou não um pensamento meu, é este alguém (pode ser a Presidente, pode ser um Partido político, neste contexto) colocar as cartas na mesa e jogar limpo. Isto é avanço. Ninguém é obrigado e nem deveria ser obrigado a concordar com alguém. Mas jogo limpo é a ética na vida.
    Há poucos dias atrás, a Presidente Dilma Roussef (a quem, acredite, estimo, como minha líder e como pessoa humana) declarou, não literalmente, que "não haveria retrocesso na questão dos direitos das mulheres", em recente seminário sobre o tema. E agora vem com esta medida provisória (aliás, provisória só no nome; dificilmente alguém derruba uma MP no Brasil, nem por decurso de prazo. E com esta bancada da Santa-Sé…).
    Só não posso é concordar com este subreptismo destas decisões tomadas na calada da noite e que ferem o Estado laico, algo muito caro para mim (não só por ser ateu).

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    betinho2

    04/01/2012 - 21h53

    Mister Morvan
    E onde você vê retrocesso numa MP que vem para garantir o direito à vida e assistência a gestação? Voces estão é deturpando a coisa.
    Agora pergunto, se num segundo momento o governo editar outra MP, essa sim expecífica para descriminalizar o aborto, voces continuaria achando que a MP557 é retrocesso?
    E veja, sou contra o aborto legalizado, mas a favor de descriminalizar quem o pratique, no que diz respeito a direito de ter assistência em caso de complicação. Até um bandido baleado num confronto tem esse direito, porque não uma abortista?

    beattrice

    03/01/2012 - 18h59

    Vale lembrar que depois da PRIVATARIA TUCANA Alckmin é candidato, candidatissimo
    e não é a governador….rs
    Sob o patrocinio do OPUS DEi, co-produção VATICANO S/A
    distribuição do filme co-patrocinada por EVANGELICOS Ltd.
    Porque na hora de destruir o laicismo os evangelicos e papistas viram unha e carne.
    A posteriori, dividem o botim. O ESTADO.

    Candido Glospan

    05/01/2012 - 14h38

    É "butim", não "botim"

Rosália

03/01/2012 - 11h55

Kkkkk foi na jugular… Imagina um Itamaraty fundamentalista na ONU… Increduincurz, eehhehh vixe Maria. Essa gente perdeu o senso. Belo artigo Fátima Oliveira. Na mosca!!!! Sim, arrogância tem limites

Responder

flavio jose

03/01/2012 - 11h37

Feto é vida. Aborto é crime. Assassinam um ser humano sem diretio de defesa e sem julgamento legal. deveria ser julgado como crime hediondo.

Responder

    Lila Xavier

    03/01/2012 - 15h31

    Flavio José, a simplicidade de suas palavras soam muito bem em alguns ambientes, mas não onde há informação e esclarecimento. Feto é vida. Mola também é vida, também é um conjunto celular humano com vida. Fetos são vida e podem não ser viáveis, são expelidos pelo próprio corpo humano quando tudo dá certo, mas as vezes fetos em óbito espontâneo ficam retidos no útero até que uma intervenção médica seja realizada salvando a vida e a saúde da gestante. E até aí não entramos no teor da MP 557. É improdutiva sua fala, mas reconheço que tem efeito no plano das idéias distantes da vida real e concreta das pessoas. O problema da MP 557 não é tanto o aborto, a meu ver se trata de uma medida tipo "invenção da roda", ou seja, ignora a existência de leis, regulamentos, protocolos, normas etc. já existentes na área de saúde reprodutiva, mas que não são realizadas com eficácia. Agora essa MP é uma invenção da roda, mas uma roda quadrada. Eu particularmente compreendo que m texto que fala em vigilância de gestantes no lugar de vigilância da situação é por si só um atentado a cidadania, aos direitos civis e às liberdades individuais. Quisesse realmente combater a mortalidade materna por motivos evitáveis trataria das suas causas já mais do que estudadas, analisadas e denunciadas tanto pela sociedade como por especialistas e órgãos competentes. E para isso não precisaria debilitar a já parca garantia do direito à intimidade e confidencialidade exigidos por todos os organismos que trabalham na área de saúde, bem como os códigos de ética médica.

    luiza hernandez

    03/01/2012 - 16h56

    Bem, Dona Lila Xavier, a senhora deixa bem claro como vê um feto – que é um ser humano em formação – "um conjunto celular humano com vida". Acho difícil argumentar com uma pessoa que vê um bebê em formação como um monte de células. Restos humanos retirados em cirurgias são jogados no lixo. Um feto, ou um bebê em formação me parece bem mais do que isso. Quanto a "informação e esclarecimento", garanto-lhe que quem defente o direito a vida e a NÃO descriminalização do aborto, são pessoas muito bem informadas quanto a mortalidade materna. Muito resumidamente essas pessoas defendem os direitos reprodutivos das mulhes ANTES que essas engravidem, pois após elas engravidarem, já não se trata apenas mais delas próprias, e sim de uma nova vida. O problema do aborto é SIM um problema de saúde pública, onde são ASSASSINADOS milhares de bebês todos os anos, somente aqui no brasil. Ilegamente, pois isso é crime previsto na constituição. Passe muito bem.

    Lila Xavier

    04/01/2012 - 02h16

    Somos todos um monte de células, minha cara Luiza.

    Mesmo os cadávares são um monte de células. As células não são o todo que forma o ser humano, há o pensamento, a alma, o espírito, a consciência, a razão, a potência que se realiza. Parece que de certo forma nisso concordamos, não é.

    Agradeço a senhora ter levantado o número "milhares de bebês". Primeiramente fetos não são bebês, é necessário que seja decalcada a imagem de um bebê nascido ao feto para poder tecer tal afirmação. Eu prefiro a distinção porque reconheço que o feto está em processo de desenvolvimento, trata-se ainda de uma forma precária principalmente antes da formação do sistema nervoso central. Tanto é assim que às vezes, como eu disse anteriormente, o próprio corpo trata de eliminar o feto defeituoso, é quando ocorrem os abortos espontâneos. Alguns óbitos fetais espontâneos, entretanto, não são expelidos e necessitam intervenção médica.

    Eu sou sim a favor da descriminalização do aborto no Brasil. Sou a favor por uma razão numérica, exatamente a mesma que a senhora levantou: as centenas de abortos que ocorrem no Brasil são resultado da sua proibição. Nos países onde o aborto é permitido e regulado por lei os números são até 10 vezes menores do que nos países onde é proibido. Ou seja, se queremos, de fato, diminuir o número de abortos feitos no Brasil o primeiro passo é a sua descriminalização e o segundo é a sua regulamentação dentro dos padrões recomendados pela OMS.

    Todos nós defendemos a vida. Mas a sua perspectiva sobre a vida é diferente da minha. O problema reside que não é nem imoral, nem antiético abrir o debate e pensar sobre os muitos modos de pensar e defender a vida. A própria igreja católica, muito radical na defesa da vida desde a concepção, possui uma doutrina moderada na qual a interrupção voluntária da gravidez nas situações de necessidade é considerada um mal menor. Outras religiões consideram que o ser humano só se completa com o nascimento, antes disso admite-se a possibilidade da interrupção da gravidez em várias situações, mas amplas do que a lei brasileira.

    O que não pode é haver a imposição de uma única perspectiva sobre todas as demais, eu sou contra a gravidez compulsória em todas as circunstâncias.

    Wildner Arcanjo

    03/01/2012 - 18h36

    A nossa legislação já prevê a decisão de optar pelo aborto, e esta é única e exclusiva da gestante, para os casos de:

    – Má formação que cause óbito do feto;

    – Estupro;

    – Caso onde a vida da mãe pode correr risco caso o feto continue a se desenvolver;

    Em quais mais outros casos seriam interessantes permitir o aborto, digam, sejam claros?

    Margareth

    04/01/2012 - 01h56

    Wildner, sinto muito mas sua informação está incorreta.

    A legislação brasileira é uma das mais restritivas do mundo, só fica atrás daquelas que impedem totalmente a interrupção da gravidez mesmo nos casos de risco de morte da mulher e estupro. O aborto é crime no Brasil em todas as circunstâncias. Há apenas duas situações nas quais a pena não é aplicada e se permite a realização da interrução da gravidez:

    1. Nos casos de risco de morte da gestante e 2. em caso de gravidez decorrente de estupro.

    Não há previsão para os casos de má formação que causa óbito do feto, ou, em linguagem mais precisa, onde é constatada a inviabilidade da vida extrauterina como na situação do diagnóstico de anencefalia fetal. O diagnóstico de anencefalia fetal é preciso e seguro, mesmo assim as mulheres — que optem por não levar a termo uma gravidez seguida de óbito, pelo sofrimento que isso causa além dos grandes riscos a saúde da mulher (são vários e sérios) — são obrigadas a solicitar autorização judicial para isso. Cabe portanto o juiz autorizar ou não. Fica a decisão final fora da relação médico-paciente, nas mãos de uma terceira pessoa. Os resultados disso é que a depender do juiz as mulheres são obrigadas a recorrer em segunda instância e a seguir no calvário de uma gravidez sem esperanças.

    Há várias outras situações em que o aborto é necessário, sobretudo, para garantir a saúde da mulher. E são realizados no Brasil por aquelas pessoas que possuem suficiente dinheiro para pagá-lo e receber atendimento em hospitais da elite. As mulheres pobres, usuárias do SUS, ficam sujeitas a uma imposição perversa de uma legislação que as impede de poder decidir sobre suas próprias vidas. O outro lado dessa moeda também é verdadeiro, aquelas que planejaram ter seus filhos mas são dependentes do SUS ficam a mercê das péssimas condições.

    Mesmo nos países onde as legislações com relação ao aborto são moderadas, essas levam em consideração os riscos à saúde, além do risco de morte, da inviabilidade da vida extrauterina e estupro como razões fortes para que se exerça o direito à autonomia reprodutiva. Direito esse exercido dentro de padrões rigorosos e prazos determinados.

    Wildner Arcanjo

    04/01/2012 - 14h30

    Se houve óbito do feto, não há porque levar a frente a gravidez. Eu não disse que possa causar e sim que cause.

    Wildner Arcanjo

    04/01/2012 - 19h46

    "Mesmo nos países onde as legislações com relação ao aborto são moderadas, essas levam em consideração os riscos à saúde, além do risco de morte, da inviabilidade da vida extrauterina e estupro como razões fortes para que se exerça o direito à autonomia reprodutiva. Direito esse exercido dentro de padrões rigorosos e prazos determinados."

    Perai, isso também não acontece no Brasil? Ou será que eu estou viajando também na maionese?

    Margareth

    05/01/2012 - 00h13

    Não, isso não acontece.

    No Brasil os riscos à saúde não permitem que a mulher possa optar por interromper a gravidez. Várias má formações fetais podem levar a isso. O que ocorre é que cada quem se arranja como pode a margem da lei. Veja o que acontece nos casos de anencefalia fetal. Esse é um caso gritante que mostra como nossa legislação e atrasada em relação ao conhecimento científico e ao reconhecimento da mulher como um sujeito capaz de decidir sobre sua própria vida.

    Além do mais durante o governo Lula no lugar de se expandir o atendimento e melhorar as suas condições o que ocorreu foi o desmantelamento dos serviços para a realização do aborto como previsto na lei. Vide o que aconteceu com a menina de 9 anos estuprada pelo padastro e grávida de gêmeos. Ela não foi atendida em sua região, teve que ser deslocada para Recife. E a família e toda a equipe sofreu perseguição e ameaças dos grupos religiosos conservadores, com o bispo excomungando todo mundo envolvido no exercício do direito da menina de abortar.

    flavio jose

    03/01/2012 - 18h41

    Lila Xavier: A lei brasileira e portadora de uma serie de artlgos em que são justificados a eliminação do feto. Nestes casos caberá a medicina e a justiça determinar os casos. Não podemos negar que a maioria dos abortos são resultados da desinformação das pessoas que praticam estes atos ou simples descuidos.

Klaus

03/01/2012 - 11h20

Um dos "benefícios" (!!!!!???????) colaterais da legalização do aborto é a diminuição do número de nascimentos de crianças "defeituosas" (!!!!!!!!!!!!!!!!). Nos EUA, o número de "fetos" com síndrome de down abortados chega a 92%. Novos testes permitem detectar a "deformidade" (!!!!!!!??????) até o terceiro mês de gestação, o que torna mais "fácil" (????) para a mãe se decidir pela interrupção da gravidez.

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    Wildner Arcanjo

    03/01/2012 - 13h13

    Quer dizer que se não for perfeito, com olhos azuis não serve, pode ser descartado. E se for filho da pulada de cerca com o vizinho(a) também não…

    É, estamos cada vez mais civilizados.

    Assim sendo, vamos jogar todos os nossos filhos peraltas nas latas de lixo, afinal de contas eles não nos deixam dormir em paz!

    Klaus

    03/01/2012 - 16h01

    Não se esqueça também de descartar aqueles filhos que cismarem de aparecer no momento inoportuno a "nível de" carreira profissional da mãe.

    Márcia Saldanha

    04/01/2012 - 07h17

    Ô corja, hein? Um monte papas-hóstias à toa. Vão cuidar de suas vidas seus condenados. Deixem a vida dos outros em paz. Pessoas adultas têm o direito de decidir sobre suas vidas, sem necessidade de tutela. É isso que vcs não suportam. Mas aprendam que vivemos numa democracia.

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