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Entidades feministas repudiam MP do Nascituro

publicado em 14 de janeiro de 2012 às 17:03

A Marcha Mundial de Mulheres e a Articulação de Mulheres Brasileiras são as duas maiores entidades de mulheres feministas no Brasil

Marcha Mundial de Mulheres: Não à MP 557/2011! Em defesa da vida das mulheres!

No dia 26/12/2011, o Ministério da Saúde publicou a Medida Provisória 557/2011, que institui o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna que prevê um cadastro universal das gestantes e puérperas buscando identificar as que estão com gestação de risco. Segundo o Ministério da Saúde essa iniciativa visa a responder a uma preocupação de que os municípios e Estados fortaleçam sua intervenção e garantam a realização de uma atenção eficaz e humanizada como parte do esforço de redução da mortalidade materna a níveis aceitáveis segundo a OMS. É conhecida a gravidade dos índices de mortalidade materna no Brasil, seu corte de classe e raça e, portanto, a urgência que uma Política Integral de Atenção à Saúde da Mulher priorize essa questão.

No entanto a edição desta MP levanta várias dúvidas quanto à sua adequação e se, de fato, é necessário criar esse tipo de mecanismo e, mais ainda, por meio de um dispositivo de Medida Provisória. Em primeiro lugar chama a atenção de maneira contundente o fato de que ela mexe na lei geral que organiza o sistema de saúde (Lei 8080 de 1990) para introduzir na legislação a questão dos direitos do nascituro. A introdução da idéia de direitos do nascituro tem sido, ao longo de várias décadas, uma questão central na disputa realizada pelos setores que buscam restringir os direitos das mulheres à autodeterminação e autonomia em relação à maternidade. Um debate que se contrapõe não apenas ao movimento de mulheres, mas a todos os setores progressistas que reconhecem a importância de se resguardar e reafirmar o direito das mulheres frente às tentativas constantes de introduzir esta contraposição no ordenamento legal brasileiro.

Não é pouco lembrar que, até agora, o marco principal é a Constituição brasileira onde prevaleceu o direito à vida desde o nascimento e os direitos das mulheres enquanto gestantes, recusando-se essa noção movida principalmente por influências religiosas conservadoras. O mais preocupante, portanto, é que a MP 557/2011, introduz a figura do nascituro como portador de direitos, quando é fato que esse não existe fora do corpo da gestante.

O fato é que esses setores retrógrados não conseguiram introduzir essa questão na legislação no Brasil até o momento, ainda que nos últimos anos tenha se acirrado a pressão para se definir os direitos das pessoas, e neste caso em especial das mulheres pela ótica de ideologias religiosas conservadoras. É inaceitável que isso seja realizado pelo Ministério da Saúde e a partir de uma questão tão sensível como propostas de redução da mortalidade materna. Com isso, o Ministério assume a linguagem dos setores reacionários, o que é inadmissível, e retrocede no processo de acúmulo que o SUS representa em termos de uma concepção de saúde vinculada ao pleno exercício de direitos.

Evidentemente o caráter persecutório da MP torna-se mais forte pelo fato de que no Brasil as mulheres são criminalizadas pela realização do aborto. Nos últimos anos há uma ofensiva conservadora e aumento da perseguição e criminalização das mulheres, inclusive com a interdição policial de clínicas, com a utilização de prontuários e registros das usuárias. As mulheres não podem exercer sua autonomia diante de uma gravidez indesejada e ficam expostas a riscos para sua saúde, sua integridade física e liberdade.

É evidente que o cadastro proposto é universal e compulsório, como se pode ler no texto da MP. Se é possível tomar medidas para que isso não seja utilizado como mais um instrumento de restrição de liberdade das mulheres em sua vida reprodutiva, os argumentos do Ministério da Saúde de que “universal” não se confunde com “compulsório” só faz sentido se isso corresponde a uma sugestão do Ministério de que as mulheres não procurem os serviços de saúde! Aliás, todas nós esperamos e queremos um atendimento integral à saúde das mulheres e que todas possam estar inscritas no sistema de saúde. O que torna, portanto, mais estranha e incompreensível a necessidade de tal cadastro específico de gestantes, mesmo considerando a problemática da mortalidade materna.

Desde o início da gestão, tem prevalecido nas ações do Ministério da Saúde uma perspectiva conservadora que não leva em consideração a saúde integral das mulheres e está centrada fundamentalmente no aspecto materno infantil. Nesse sentido a MP é uma continuidade da rede cegonha e de uma visão redutora do papel das mulheres como mães e reprodutoras.

Também chama a atenção a introdução da proposta de um Comitê Gestor Nacional sem qualquer participação da sociedade civil, e principalmente de Comissões de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento de Gestantes e Puérpuras de Risco quando na realidade já existe no sistema de saúde, com participação dos movimentos e da sociedade civil, os Comitês de Morbi-Mortalidade Materna, fruto da luta e reivindicação dos setores organizados como parte de toda uma luta dos movimentos sociais por um sistema de saúde público e com controle social. A proposta não segue o acúmulo do SUS, prevendo em sua composição apenas a participação de profissionais e gestores, e desconhece o papel do movimento organizado nesses instrumentos.

Finalmente, o enfrentamento da mortalidade materna exige enfrentar a terceira causa de mortalidade materna que é o abortamento inseguro. É amplamente conhecido que isso só será possível se for respeitada a autonomia das mulheres e o aborto diante de uma gravidez indesejada for parte da política de saúde pública.

É obrigação do Ministério da Saúde ter políticas de atenção à maternidade que busquem reduzir a morbi-mortalidade materna e para isso é necessário qualificar a assistência e garantir o acesso e acolhimento nas unidades e hospitais, tanto na regulamentação para o atendimento privado como nos serviços sob responsabilidade da rede SUS. Nesse sentido a o benefício de R$50,00 terá um papel importante para o deslocamento daquelas que têm dificuldade financeiras. Sua eficácia, entretanto, depende da existência de outras políticas sociais associadas. Mas, mais uma vez, não é isso o que justifica a edição desta medida provisória.

É urgente que o Ministério da Saúde retire essa MP e articule suas ações para redução da mortalidade materna em acordo com mecanismos e as diretrizes já previstos no SUS e nas Conferencias Nacionais de Saúde.

Por isto, nós, da Marcha Mundial das Mulheres, exigimos:

• Que o Ministério da Saúde retire a MP 577/2011 no sentido de garantir a integralidade da saúde da mulher em consonância com seus direitos e garantias individuais;

• Que o Ministério da Saúde retome o debate sobre os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e que o governo reafirme a autonomia política das ações condizentes com os princípios do Estado Laico, tomando medidas sem se curvar para conservadorismos ou morais religiosas;

• Um compromisso explícito do governo de impedir todas as ações de retirada de direito das mulheres nas políticas públicas;

• Que o Ministério da Saúde e o governo federal em conjunto com a sociedade civil enfrentem o debate do aborto inseguro e a necessidade de políticas de atendimento às mulheres que decidem interromper uma gravidez indesejada e, portanto, que o aborto seja descriminalizado e legalizado.

*****

Articulação de Mulheres Brasileiras: Seu ventre não é mais livre

NOTA PÚBLICA pela imediata revogação da Medida Provisória nº 557 e em defesa da Maternidade Livre e da Autonomia das Mulheres e da Política de Atenção Integral à Saúde das Mulheres

Vimos a público expressar nossa indignação e repúdio ao conteúdo da Medida Provisória nº 557, assinada em 26/12/11 pela presidente Dilma Roussef e pelos ministros Alexandre Padilha, Guido Mantega e Miriam Belchior, tendo sido publicada no Diário Oficial da União no dia seguinte. Com essa Medida, o governo federal cria um cadastro nacional obrigatório para toda mulher gestante e puérpera (mulheres que pariram recentemente), sob a falsa justificativa de prevenir a morte materna no país.

* Consideramos que a mortalidade materna é um problema crucial, e que demanda mais recursos, mais médicos, mais informação, mais tratamento especializado. O controle e a vigilância precisam ser feitos sobre os serviços de saúde e não sobre as mulheres.

* A Medida Provisória 557 atenta contra a democracia. Todas/os sabemos que medidas provisórias, por não não permitirem resoluções construídas democraticamente, deveriam ser usadas exclusivamente para questões de justificada urgência. O que não é o caso.

* A MP 557 foi editada no período de recesso do Congresso Nacional e sem debate com organizações da sociedade civil que, há décadas, têm contribuído para a formulação de políticas públicas no campo da saúde da mulher.

* A voz das mulheres comprometidas nesse debate durante o Governo Dilma está sendo desconsiderada por esta Medida, assim como têm sido desconsideradas todas as críticas consistentes que organizações do movimento feminista brasileiro têm elaborado e expressado sobre a “Rede Cegonha”.

* A implementação dessa rede se faz à revelia e em detrimento da Política de Assistência Integral à Saúde da Mulher, esta sim a política de saúde que queremos para as mulheres brasileiras: a que poderá assegurar saúde, dignidade e autonomia para nós, mulheres.

* O conteúdo da MP fere a Constituição Federal por introduzir na legislação a figura jurídica do nascituro, que não tem condição de existência como indivíduo autônomo.

* Neste sentido, a edição da Medida é uma vergonha para o nosso país. Anos atrás, o Brasil foi liderança entre os países latino-americanos, com posições progressistas em favor dos direitos das mulheres. A atual política do governo federal coloca o Brasil entre os governos que abandonam a perspectiva dos direitos humanos e direitos reprodutivos para as mulheres.

* É imperativo destacar que o Estado brasileiro sofreu condenação internacional, recentemente, pelo Comitê para a Eliminação da Discriminação contra a Mulher (Cedaw) no caso da brasileira Alyne da Silva Pimentel, por ter violado suas obrigações em relação ao acesso à saúde, num caso de morte materna perfeitamente evitável.

Exigimos do Governo Federal o respeito às deliberações de Conferências Nacionais de Políticas Públicas e aos processos de participação social que estas propiciam, por convocação do próprio Governo Federal. E também aos Tratados Internacionais assinados pelo Estado brasileiro, com os quais os governos se comprometem a garantir o acesso das mulheres brasileiras aos direitos reprodutivos e aos direitos sexuais.

*A MP viola os direitos humanos e atenta contra a autonomia das mulheres ao criar um novo cadastro obrigatório para o atendimento durante o pré-natal. O próprio Ministério da Saúde reconhece que toda gestante que vai a uma unidade de saúde do SUS já faz um cadastro. Deste modo, a MP tem um caráter discriminatório: a mulher grávida que não fizer o novo cadastro não terá acesso ao serviço de saúde, nem ao benefício de R$ 50,00 introduzido pela MP. Da forma como está sendo implantado, o benefício atenta contra a dignidade das mulheres, tem um caráter controlador, reduzindo-nos à ideia de uma incubadora.

* O atendimento na rede pública de saúde para nós mulheres precisa considerar mais amplamente nossos direitos. E no que diz respeito ao acompanhamento daquelas que são atendidas nos hospitais privados, cabe ao Ministério da Saúde viabilizar, por meio de Portaria ou outro instrumento, as condições para o controle, vigilância e acompanhamento das gravidezes de risco.

* A MP desconhece o aborto como uma das principais causas da mortalidade materna no Brasil. E o fato de que a III Conferência Nacional de Políticas para Mulheres posicionou-se, por ampla maioria das delegadas presentes, pela revisão da legislação punitiva do aborto no Brasil, com atenção às mulheres na rede SUS. A CNPM aprovou a não-criminalização, discriminação ou quaisquer maus tratos às mulheres que realizarem abortos.

* A MP 557 será ineficaz para proteger a vida das mulheres, mas cria as condições para oficializar a gravidez forçada como política do Estado brasileiro.

A Medida se mostra completamente descabida ao desconsiderar ações já previstas, desde 2001, quando na conclusão do relatório da CPI da mortalidade materna ficou estabelecido um conjunto de recomendações para sua prevenção e redução.

Para que a gravidez de risco seja diagnosticada e para que mortes maternas sejam evitadas é preciso investimento em serviços de saúde, profissionais qualificados, leitos e equipamentos adequados. Atualmente, assistimos inúmeras unidades de saúde sem condições para isso pela insuficiência de investimentos na saúde, especialmente no SUS, por problemas de gestão ou por uso ilícito dos recursos públicos.

Neste momento, a MP 557 está tramitando no Congresso Nacional e a Portaria nº 68 do Ministério da Saúde, de 11/01/12, não altera a Medida. Faz apenas desdobramentos para sua aplicação.

Por tudo o que apresentamos, exigimos:

* A revogação da MP 557 e, por consequência, a revogação da citada Portaria.

* A retomada e o fortalecimento da Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher, com reafirmação do compromisso do atual governo federal com os direitos reprodutivos das mulheres.

* A revisão da legislação punitiva do aborto (descriminalização), o compromisso do Governo brasileiro com a legalização, garantindo a autodeterminação reprodutiva das mulheres.

Leia também:

Ministra Iriny Lopes: A Secretaria de Mulheres não teve nenhuma participação na MP 557

Ministro Padilha: Cadastro não ferirá privacidade da gestante

Fausto Pereira: Gestante que não aderir ao pré-natal está dispensada do cadastro

Sônia Correa: Em nome do “maternalismo”, toda invasão de privacidade é permitida

Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano

Maria José Rosado, das Católicas pelo Direito de Decidir: O que é isso, Presidenta?

Fátima Oliveira: Sem cuidar do aborto inseguro, combater morte materna é miragem

Beatriz Galli: A MP 557 é um absurdo; em vez de proteger gestantes, viola direitos humanos

 

95 Comentários para “Entidades feministas repudiam MP do Nascituro”

  1. [...] *Marcha Mundial de Mulheres e Articulação de Mulheres Brasileiras repudiam MP do Nascituro. [...]

  2. qua, 25/01/2012 - 5:40
    David

    O texto do artigo dá a entender que a MP em questão visa fiscalizar a prática de aborto. Está claro que não foi este o objetivo, mas se o fosse estaria em perfeita harmonia com as leis de nosso País. Aborto, segundo a legislação brasileira, salvo nos casos especificados, sendo assim, quem o pratica aparte das hipóteses previstas é criminoso. A MP não pode criminalizar o que já é crime e toda norma que visa (se fosse o caso) fiscalizar quem pratica crime é sempre bem vinda.
    Sobre o "direito de fazer o queremos com nosso corpo", na verdade não é bem assim. Não sei se foi DEus, o Diabo, a natureza ou qualquer outra entidade que fez com que as mulheres gerassem filhos, uma vez que são gerados resta claro apesar de ser hospedeiro, há uma outra vida ali. Dizer que o bem estar da mulher é mais importante que a vida de uma criança é algo dos mais absurdos.
    As justificativas são sempre as mesmas, a mulher não quer, o filho será mau amado, passará fome, enfim, uma retórica repetitiva que na verdade só quer preservar o bem-estar das mulheres mesmo que para isto se possa matar uma outra vida. Aqueles filhos que seriam indesejados, poderão ser dados em adoção e não passaram fome, serão amados como milhares de exemplos que temos por aí, eu inclusive. Sou adotado e tenho uma família maravilhosa, amo meus pais, nunca me senti não amado e claro, jamais passei fome.
    Entre colocar a criança para a adoção e ter seu "direito"de matar uma criança não limites para um discurso classista.
    Feministas, Machistas e todos estes Istas, são nazistas com outras bandeiras. Movimento sério e é o que defende o correto e caso sua bandeira esteja pelo errado ele não se cala. Não é o caso das feministas. Jamais li uma linha sequer sobre a alienação parental (prática estatisticamente feminina) em artigos feministas. Também jamais li nenhuma linha sobre as falsas denúncias de crime praticadas por mulheres para se vingar de seus ex companheiros, uma simples pesquisa nos sites dos órgãos estatais deixam estarrecidas as pessoas sérias.
    Sempre que pergunto sobre isto respondem que os movimentos feministas cuidam dos direitos das mulheres e os homens que cuidem dos seus. Também resta evidente que quem faz isto é adepto daqueles pais que sabem todos os problemas dos filhos dos vizinhos mas não têm tempo para cuidar dos problemas dos próprios filhos.
    Por fim, um movimento que se intitula feminista e diz defender os direitos das mulheres, quando tanto ataca os machistas (tão abomináveis quanto o feminista) e usa como fonte inesgotável de ataque o machismo, seu par, não pode ser algo que possa falar em isenção, mesmo porque isenção é algo inimaginável para os dois movimentos.
    Pior é saber que há gente articulada que sabe usar as palavras para defender esta postura. Mas enfim, Hitler também o foi. Somente alguém com capacidade de invocação pode escrever que o nascituro não existe fora do corpo da mulher e colocar um absurdo deste tamanho sem causar espanto.
    Somente alguém que visa a massa de manobra pode querer passar a ideia de que a maioria esmagadora dos abortos (todos ilegais segundo nossa legislação) não são feitos por pessoas irresponsáveis que fazem sexo sem prevenção e tiram os filhos como se tira uma verruga e pior, ainda consegue fazer crer que isto possa ser um direito de útero.
    Assim como o governo consegue fazer propaganda política dizendo que o Brasil está as mil maravilhas, que a saúde pública funciona, que as escolas públicas funcionam, que há segurança e que a copa do mundo é o mais importante para nós, não me estranha que um texto gramatical bem escrito possa trazer em seu conteúdo tamanhas aberrações e ainda por cima ser visto como a defesa dos direitos de uma classe sofredora que é usada pelos homens, pela igreja e por todos como apenas úteros.

  3. seg, 16/01/2012 - 14:42
    Marcelo

    Creio que comentarios baseados em religião deveriam ser proibidos , o debate se torna inviavel quando se coloca criaturas imaginarias como dententoras de alguma verdade inquestionavel . Vamos nos ater aos fatos e deixar as fantasias mitologicas de fora . Afinal pastor nada mais é aquele que guia os que pastam .

  4. seg, 16/01/2012 - 13:57
    Ramalho

    A continuar a prevalência cega do radicalismo religioso, as transfusões de sangue serão proibidas – há uma denominação religiosa evangélica que é, ou foi até recentemente, contra a transfusão de sangue. O uso da camisinha é desaprovado pela ICAR, porque, segundo ela, sexo é só para procriar. Nesta vertente lógica, ligadura de trompas e vasectomia são deslizes morais a combater. Igualmente, porém, sodomia e pedofilia, tão ao gosto dos padres, pois são atos sexuais que não visam a reprodução.

    Não se vê as igrejas, quaisquer que sejam, cuidando de crianças indesejadas. Omitem-se completamente, ou quase completamente, do problema, mas, arrogantemente, acham-se no direito de impor às mães, em geral pobres e ignorantes, maternidades que elas não querem. Estes religiosos, mais preocupados com a barriga das mulheres do que com o bem-estar dos filhos delas, são um mal social.

    O mais estranho porém, é ver-se mulheres aliarem-se aos que as mantêm sob grilhões. Em geral, são mulheres pouco esclarecidas que, por temor de castigos divinos e, muitas vezes, por culpa de terem abortado, querem impor sobre todos suas escolhas frutos da ignorância e parcialidade. Tais mulheres, porém, quando a filhinha adolescente engravida, não hesitam em levar as pimpolhas a clínica de aborto, tudo em segredo, claro. A hipocrisia é seu lema e prática de vida.

    A legião de filhos indesejados criados ao deus-dará, mormente na miséria e na ignorância, alimenta a criminalidade, a violência bruta. Sabe-se, porém, que filhos indesejados são muito mais propensos ao crime, independentemente da classe social da qual se originam. A legalização do aborto de nascituros ainda embriões tem impacto na redução da criminalidade violenta, como aconteceu nos EUA (há estudos sobre isto) e não se opõe a nenhum princípio moral e ético, mas, apenas, à ignorância, má-fé e atraso de alguns e algumas.

  5. seg, 16/01/2012 - 13:31
    Ramalho

    Um dos fortes argumentos das feministas é o seguinte: pela Constituição, nascituro não é sujeito de direitos. Não vi em rápida consulta aos comentários este argumento contestado. Em sendo realmente assim, a Medida Provisória que dá a ele direitos não previstos constitucionalmente é, em tese, inconstitucional, o que enseja às feministas arguir no Supremo a inconstitucionalidade da Medida..

    Biologicamente, porém, os nascituros subdividem-se em embrião e feto (sim, porque o conceito de nascituro usado no debate é estendido). A subdivisão assenta-se no tempo de existência do nascituro e dele possuir, ou não, sistema nervoso central. Grosso modo, embrião é o nascituro sem sistema nervoso central (sem cérebro) e com menos de 90 dias de existência. Feto é o nascituro com mais de 90 dias de existência e, em geral, dotado de cérebro – antes de 90 dias de existência, o cérebro do nascituro não está formado.

    O sistema nervoso central é o que nos dá autoconsciência, e é a autoconsciência que nos torna gente. Sem sistema nervoso central, isto é, sem cérebro, não se tem pessoa. Veja-se que o Supremo autoriza o aborto de nascituros anencéfalos (que o Huaiss chama de "monstruosidade" e, não, de gente/pessoa/animal), sinal de que sem cérebro o nascituro não é sujeito de direitos.

    Em nosso desenvolvimento, somos embrião por cerca de 90 dias, como atesta a ciência. Durante 90 dias não dispomos de cérebro. Durante 90 dias não somos pessoas. Logo após a fecundação, por exemplo, por mais que religiosos digam o contrário, não existe ainda uma pessoa, e esta circunstância perdurará durante os 90 dias subsequentes.

    Embora o embrião possa vir a ser uma pessoa, não o é. Contudo, há os que argumentam que, embora o embrião não seja uma pessoa, virá a ser, e, por isto, é detentor de direitos, não podendo ser abortado. Bem, então sob o argumento do "vir a ser uma pessoa", o espermatozoide também é detentor de direitos, não podendo ser desperdiçado. Igualmente o óvulo. Sob este primado, todo espermatozoide e óvulo eventualmente produzidos teriam de ser coletados, o óvulo fecundado pelo respectivo espermatozoide, pois são sujeitos de direito, para realização do "vir a ser" pessoa. Ridículo.

    Embrião está na mesma dimensão de humanidade que espermatozoide, óvulo, unha, sangue e saliva, que estão vivos, mas não são pessoas. Nenhum deles, incluído o embrião, é sujeito de direitos.

    A ser verdadeira a tese das feministas de que a Constituição afirma que só se é detentor de direitos quando se está fora do útero materno, a mulher tem direito de abortar a qualquer tempo, independentemente de leis infraconstitucionais. Não sei se esta posição seria vencedora no Supremo, contudo, deveria ser vencedora a tese de que a mulher tem o direito de abortar durante os primeiros 90 dias de gestação. Neste caso, não há pessoa sendo abortada, mas descarte de material vivo da categoria de óvulo, espermatozoide, sangue ou saliva. Aliás, este tipo de aborto já é praticado legalmente no Brasil por meio da "pílula do dia seguinte".

    O aborto até o terceiro mês de gestação é perfeitamente admissível tanto ética, quanto moralmente. Só falta ser legalizado.

  6. seg, 16/01/2012 - 11:51
    Marco Barreira

    Sempre os mesmos equivocos, a discussão é sobre a saúde das mulheres, deixem as questões religiosas de lado. Trata-se de politicas públicas governamentais, ficar discutindo religião desclalifica o debate de ambas as partes.

    • seg, 16/01/2012 - 14:10
      beattrice

      Desculpe, quem colocou a questão religiosa no debate foi o ministro Torquemada e seu grupo, pois atendem prioritariamente fundamentalistas, papistas e evangélicos, não somente no espaço administrativo do ministério mas também no credenciamento via SUS de clínicas por eles administradas que já foram até denunciadas pelos setores profissionais da saúde e pela OAB.

  7. seg, 16/01/2012 - 8:52
    Jorge

    Os comentários do baditismo cntra as mulheres dão a dimensão do ovo da serpente que o Ministério da Saúde colocou de contrabando na MP557 em nome de Deus, um desrespeito sem tamanho a um país laico> Dilma, Dilma, onde estás que não respondes? Abre o olho, presidenta!!!!

    • seg, 16/01/2012 - 12:33
      Lia Domingues

      Dilma? Oras, depois que Lula fez o acordo da Concordata com a Santa Sé, vendendo o apoio praquele absurdo para garantir a eleição e o apoio à Dilma pela igreja católica, Dilma está é do lado deles, tanto que até parou de apoiar o aborto, causa que ela era a favor. Não mais, óbvio.

  8. seg, 16/01/2012 - 0:46
    Dimitri

    não se deve nunca lutar pelo direito de matar!muito menos crianças inocentes!
    ridículo esse ponto de luta feminista e até diria ultrapassado e ultrajante!
    num século onde a cultura da paz e da vida com justiça social são buscados a luta pelo direito ao aborto( infanticídio de um filho) em detrimento de um teórico direito da mulher dispor como quiser do corpo é egoista,megalomaniaco e absurdo!ninguém nem os homens dispõe completamente do proprío corpo,não me é permitido por exemplo vender um rim,ou um pedaço do meu fígado! que dirá matar um indefeso!

    é doentio ver pseudo-intelectualoides defendendo tal idéia como ideário de liberdade feminina!

  9. seg, 16/01/2012 - 0:07
    will

    as feministas do futuro exigirão o direito de ter filhos.
    podem escrever.

  10. dom, 15/01/2012 - 22:46
    Ronaldo Luiz

    Antigamente se dizia que apenas os comunistas comiam criancinhas….

  11. dom, 15/01/2012 - 20:14
    ricardo silveira

    Acho que cabe ao Estado assegurar a informação, a educação, o atendimento à saúde em qualquer circunstância e, portanto, o direito sobre o próprio corpo e, em nenhuma hipótese sujeitar ou impor à mulher qualquer condição que ela não deseje.

  12. dom, 15/01/2012 - 14:08
    luiz descchamps

    enquanto a cretinice religiosa naumm for relegada a sua insignificancia, teremos de conviver com eesses absurdoss!!!!

  13. dom, 15/01/2012 - 13:12

    Quem escreveu esse texto está terrivelmente enganado (como eu também estava). Quando diz-se:

    "O mais preocupante, portanto, é que a MP 557/2011, introduz a figura do nascituro como portador de direitos, quando é fato que esse não existe fora do corpo da gestante.

    O fato é que esses setores retrógrados não conseguiram introduzir essa questão na legislação no Brasil até o momento,(…)"

    Vocês ignoram (e eu atambém ignorava!) que a figura do nascituro já foi implantada na nossa legislação! Está no Código Civil de 2002, artigo 2º:

    "O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

    P A R T E G E R A L

    LIVRO I
    DAS PESSOAS

    TÍTULO I
    DAS PESSOAS NATURAIS

    CAPÍTULO I
    DA PERSONALIDADE E DA CAPACIDADE

    Art. 1o Toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil.

    Art. 2o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro."

    Ou seja, onde estavam os movimentos feministas no início deste século que não viram isso??? Tudo bem que não contávamos com as ferramentas sociais (facebook, twitter etc) que temos hoje, mas como deixaram passar isso???

    Nós estamos chorando sobre o leite derramado. Ele já está derramado. O nascituro já foi colocado à frente da mulher na questão de direitos à vida. Nós não representamos absolutamente nada nessa terra de m*rdas religiosas. Somos úteros apenas. Somos apenas animais criados para parir, nada mais. E isso já está na lei.

  14. dom, 15/01/2012 - 12:38

    Acho importante que o movimento feminista lute por seus direitos. Independente da questão religiosa, existe uma questão a ser debatida sem paixão que é o direito à vida. Temos que pensar, por isso somos seres humanos( por que pensamos). Ninguém ainda conseguiu delimitar, definir com precisão em que momento se inicia a vida, existem opiniões mas nada definitivo. A té que a humanidade chegue a um consenso é preciso se desenvolver politicas publicas para a saúde. Afinal, o século XX está inundado de métodos contraceptivos e acesso irrestrito à informação. Basta aplicar!

    • dom, 15/01/2012 - 15:50
      beattrice

      Para sua informação, inexiste método contraceptivo com 100% de segurança.
      A não ser que esteja se referindo a cirurgias de esterilização?

  15. dom, 15/01/2012 - 12:28
    João Paulo

    Observem que o Alexandre Padilha é o único ministro que o PIG NÃO TENTOU DERRUBAR.

    • dom, 15/01/2012 - 14:21
      Fabio_Passos

      Pois é.
      Estão perfeitamente alinhados.

      • dom, 15/01/2012 - 15:49
        beattrice

        A pergunta que não quer calar, por que?

      • dom, 15/01/2012 - 17:26

        Boa tarde.

        Joâo Paulo, Beattrice e Fabio_Passos, o ministrinho Torquemada nunca foi incomodado pelo PIG. Nem a Ana de Hollanda, a ministra do ECAD. Já o seu antecessor, apesar, ou até mesmo por isso, pelo seu cuidado com a saúde e pela sua visão social, foi perseguido implacavelmente.
        O ministrinho do "Santo Ofício" não tem com o que se preocupar. A não ser que, de uma hora para outra, passe a ter alguma visão social, é parece bem improvável. Exceto isto, ele nada de braçada; "ministrinho do Vaticano"…

        :-)

        Morvan, Usuário Linux #433640.

    • dom, 15/01/2012 - 18:24
      JOSE DANTAS

      Estaria o PIG protegendo o Ministro Padilha também em obediência ao Papa? E o da justiça, quem o protege?

  16. dom, 15/01/2012 - 11:21
    Larissa Dias

    CONCORDO
    Por isto, nós, da Marcha Mundial das Mulheres, exigimos:
    • Que o Ministério da Saúde retire a MP 577/2011 no sentido de garantir a integralidade da saúde da mulher em consonância com seus direitos e garantias individuais;
    • Que o Ministério da Saúde retome o debate sobre os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres e que o governo reafirme a autonomia política das ações condizentes com os princípios do Estado Laico, tomando medidas sem se curvar para conservadorismos ou morais religiosas;
    • Um compromisso explícito do governo de impedir todas as ações de retirada de direito das mulheres nas políticas públicas;
    • Que o Ministério da Saúde e o governo federal em conjunto com a sociedade civil enfrentem o debate do aborto inseguro e a necessidade de políticas de atendimento às mulheres que decidem interromper uma gravidez indesejada e, portanto, que o aborto seja descriminalizado e legalizado.

    Por tudo o que apresentamos, exigimos:
    * A revogação da MP 557 e, por consequência, a revogação da citada Portaria.
    * A retomada e o fortalecimento da Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher, com reafirmação do compromisso do atual governo federal com os direitos reprodutivos das mulheres.
    * A revisão da legislação punitiva do aborto (descriminalização), o compromisso do Governo brasileiro com a legalização, garantindo a autodeterminação reprodutiva das mulheres.
    Articulação de Mulheres Brasileiras, 13 de janeiro de 2012.

  17. dom, 15/01/2012 - 11:14
    Mari

    Os dois manifestos são posicionamentos políticos fortes. Mais do que na hora e necessários. Parabéns para a Marcha Mundial de Mulheres e a Articulação de Mulheres Brasileiras.
    Penso também que estão faltando escrever o que pensam 3 organizações feministas grandes e de muito peso político, que são a Rede Feminista de Saúde, a União Brasileira de Mulheres e a Artuiculação Nacional de Mulhere Negras, a última sobretudo precisa pautar as questões específicas da mortalidade materna em mulheres negras e o genocídio do aborto inseguro também nas mulheres negras. Penso que são organizações que já deveriam inclusive ter falado, pois o silêncio delas podem dar a impressão de que estão apoiando essa ridículo MPP557

  18. dom, 15/01/2012 - 1:04
    beattrice

    Conceição Lemes e Azenha
    obrigada uma vez mais por manter aberto o debate
    neste momento em que o estado democrático e laico
    sofre esta clara ameaça da parte de autoridades eleitas e delegadas
    pelo povo brasileiro para a sua defesa.

  19. dom, 15/01/2012 - 0:59
    Marília

    As associações de mulheres que redigiram essa nota ouviram por acaso a grande maioria das mulheres brasileiras? É claro que não. Portanto não poderiam se declarar contra a MP 557 em nome das mulheres brasileiras.
    Não somos uma manada.
    Ser a favor da descriminalização do aborto,a favor do aborto na rede pública em casos especiais é uma coisa. Outra muito diferente é ser contra a MP 557 que só vem beneficiar as mulheres brasileiras, especialmente as de menor renda. Estou absolutamente certa que a expressiva maioria das mulheres brasileiras aprova essa MP 557.

    • dom, 15/01/2012 - 11:16
      beattrice

      Não são uma manada mas são uma alcatéia de lobos em pele de cordeiro,
      cordeiros do pastor e do padre claro!

      • dom, 15/01/2012 - 14:15
        Rafael

        hum tudo agora é culpa do pastor e do padre. kkkk e olha que eu tenho minhas criticas ao conservadorismo religioso

      • dom, 15/01/2012 - 14:40
        Fabio_Passos

        Tudo não.
        Mas esta insistência em tomar propriedade dos úteros das mulheres… não há dúvida: fundamentalismo religioso.

        Estilo medieval.

      • dom, 15/01/2012 - 15:48
        beattrice

        Tem toda razão, omitimos os bispos!!!!!!!!
        Uma falha imperóável.

      • dom, 15/01/2012 - 19:01
        Maria S. Magnoni

        Beattrice,
        R$50, 00 para deslocamento durante os 9 meses de gravidez, é piada né? Por esses dias a presidenta Dilma, essa mesma por quem brigamos tanto para eleger, sancionou a lei que reconhece a música gospel como manifestação cultural, ou seja, agora está aberto o caminho para que os megashows das Alines Barros da vida possam ser utilizar dos incentivos da Lei Rouanet, portanto essa coisa medieval que é a MP 557 bem ao gosto dos padres, pastores, bispos, papa e afins não me espanta, faz parte do mesmo pacote. O pacote que garante o apoio dos deputados representantes dessa gente no congresso; é muita prostituição política para o meu entendimento!!
        Deixo um recadinho do eterno Milton Nascimento.
        Abs.

        PS. antes que a tropa de ataque me esculhambe: se fosse a música daqueles padres católicos ( Marcelos, Fábios) eu também protestaria.

        [youtube jYLML9wkHAI http://www.youtube.com/watch?v=jYLML9wkHAI youtube]

      • dom, 15/01/2012 - 20:11
        beattrice

        Se vc quiser mais um elemento para o conjunto da obra consulte sobre as comunidades ditas terapeuticas de administração evangelica que são credenciadas e recebem dinheiro pelo SUS e estão denunciadas de norte a sul do país pelo Conselho Federald e Psicologia.

      • dom, 15/01/2012 - 21:40
        Maria S. Magnoni

        É amiga, para se ganhar eleição e continuar no poder tudo se justifica, inclusive as alianças com o capeta, ops; com aqueles que o exorcizam, rs, rs…
        Mas o pior é o anestesiamento das consciências, até das gentes ditas críticas e intelectualizadas . Quem viver verá…..
        Abs

      • dom, 15/01/2012 - 15:50
        Jose Mario HRP

        Acho que voce deve ser loba travestida de cordeirinha dos direitos humanos!
        Mas com as crianças e familias que passam fome Brasil afora ou vciados do crack que morrem em pé em todo o sudeste voce está nem aí!
        Estão vendo chifre em cavalos.
        E por fim:
        Com meu dinheiro ninguém vai praticar sexo sem preservativo e depois exigir tratamento gratis no SUS!
        Se todo mundo fosse mais responsável esse drama de mulheres gravidas por irresponsabilidade somente suas não teria esse tamanho!
        Cuidem melhor de seus filhoos, sejam pais menos ausentes e mais participativos!

      • dom, 15/01/2012 - 18:08

        Com o "seu dinheiro" que você não faz mais do que sua obrigação de contribuir na sociedade em que vive.

        Gostaria de ver você dizer "com o meu dinheiro" ninguém vai sustentar os vagabundos donos da veja e folha de são paulo (como faz o governador de SP com o dinheiro de toda a sociedade!), ou "o meu dinheiro" não será enviado para paraísos fiscais como os corruptos fazem.

        Por quê essa raiva quando se trata da vida sexual das mulheres, heim???

      • dom, 15/01/2012 - 23:17
        Fabio_Passos

        Eu pago tua parte… porque mesquinhos são os discípulos das trevas.

      • dom, 15/01/2012 - 18:34
        JOSE DANTAS

        É muito lobo pra pouco cordeiro, isso sim.

    • dom, 15/01/2012 - 12:33
      Elisabete

      Marília
      É óbvio que apenas uma minoria de mulheres no Brasil é contra a MP 557,que vem em socorro das milhões de mulheres por esse Brasil afora que precisam ser assistidas em seus períodos de gravidez,no parto e no puerpério e se não o forem pelo sistema público simplesmente não o serão, porque não têm recursos financeiros para tal.
      Também vem em socorro dos milhões de bebês que pela ausência de um pré-natal,parto seguro e assistência imediatamente após o nascimento morrem ou ficam com sequelas graves por toda vida.
      As estatíticas apontam,por exemplo, para os elevados índices de paralisias cerebrais em vários níveis,observáveis em bebês que passaram não só por sofrimento fetal devido a baixa oxigenação cerebral em decorrência de problemas de saúde da mãe (diabetes, hipertensão, problemas renais etc)ou mau posicionamento no útero mas igualmente por falta de oxigenação adequada na hora do parto. Também faltam utis para recém-nascidos em muitos Estados,o que gera grande número de óbitos ou sequelas graves.
      A quase totalidade desses graves problemas podem ser evitadas com a assistência que a MP 557 prevê,caso seja realmente aplicada. Que mulher brasileira ignora isso? Que mulher brasileira se opõe a ação pública necessária para minorar todo esse sofrimento de milhões de brasileiras e brasileiros?
      Nós mulheres brasileiras de todas as classes sociais,com ou sem credo religioso, de que ideologia ou facção política sejamos, estamos lutando para que essa MP passe a vigorar o mais rapidamente possível, com o apoio e participação de toda a sociedade. Essa é a verdade.

      • dom, 15/01/2012 - 18:33
        JOSE DANTAS

        Elisabete,
        As feministas no Brasil são somente 8% das mulheres, conforme matéria de cunho feminista constante do endereço abaixo:
        http://www.fafich.ufmg.br/~revistasociedade/edico

        E mesmo que 100% delas sejam contra a medida, ainda assim não tem representatividade sobre as demais, que são pelo menos 10 vezes mais numerosas.

      • seg, 16/01/2012 - 0:32
        Fátima Carozzi

        Só uma pergunta: e as mulheres que engravidaram e não desejam levar avante esta gravidez procura quem? Continua os abortos de fundo de quintal? Se matam? Deixam esta criança nascer e a jogam no lixo como vem acontecendo? Tem a criança sem as condições necessária para dar comida, educação e saúde? Até quando vão nos dizer o que devemos fazer com nosso corpo? O Estado tem que assegurar assistência indiscriminada à saúde da mulher e da criança, seja ela católica, evangélica, casada, solteira, branca, negra, amarela, parda. Tem que ser universal e laica.

    • dom, 15/01/2012 - 13:06
      Larissa Dias

      Deixemos de burrice minha senhora. As entidades falam em nome de suas filiadas. PTSaudações

      • dom, 15/01/2012 - 15:56
        Elisabete

        Como burrice,Larissa?
        Vc sabe quantas filiadas tem cada uma dessas organizações que falam como se falassem no nome de todas as mulheres brasileiras? Procure se informar,antes de vir insultar quem quer que seja.
        O número de mulheres brasileiras já chega a casa dos 100 milhões. Além do fato de que há feminismos no mundo e no Brasil para todos os gostos,convenhamos que a maioria das mulheres brasileiras desconhecem a existência desses movimentos. Ou não se identificam com eles.

  20. dom, 15/01/2012 - 0:33
    Gerson Carneiro

    Essa MP 557 vai cair porque está calcada na mentira.

    O Ministério da Saúde mente e omite desde o momento da concepção dessa MP 557.

    Essa MP 557 deve ser abortada.

    • dom, 15/01/2012 - 14:48
      Fabio_Passos

      Incrível o ministério da saúde de bico calado após ser desmascarado com suas mentiras.

      Agora todo mundo sabe que a MP 557 não foi debatida com a sociedade… mas apenas com fundamentalistas-religiosos medievais.

      Mentir é pecado grave.
      Esta MP 557 é obra de satanás.

  21. dom, 15/01/2012 - 0:32
    Fabio_Passos

    As mulheres precisam lutar por sua liberdade.
    Está claro que o governo fez algum acordo secreto e espúrio com os fundamentalistas-religiosos.

  22. dom, 15/01/2012 - 0:10
    FrancoAtirador

    .
    .
    2012 vai exigir pressão e mobilização, dizem movimentos sociais

    O ano mal começou e os principais movimentos sociais brasileiros já antevêem a necessidade de grandes mobilizações populares.

    Seja para resistir ao que consideram ameaças, seja para lutar por novas conquistas, sindicalistas, estudantes e sem-terra preparam-se para sair às ruas.

    Ampliação dos investimentos estatais em educação, resistência à lei da terceirização, redução da jornada de trabalho, reajuste salarial para funcionários públicos e retomada da reforma agrária estão entre os principais itens da pauta.

    Por Najla Passos, na Carta Maior

    http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

    • dom, 15/01/2012 - 12:22
      FrancoAtirador

      .
      .
      Com Lula e Dilma, conferências explodem. Mas dão resultado?

      Por Najla Passos, na Carta Maior

      A exemplo do ex-presidente Lula, o governo Dilma tem incentivado a realização de conferências nacionais como espaços privilegiados de diálogo com a sociedade na construção de políticas públicas.

      Em 2011, foram oito (saúde, gays, juventude, mulheres, assistência social, idosos, segurança alimentar e arranjos produtivos), dos quais estima-se uma participação de dois milhões de pessoas.

      Para 2012, já estão convocadas outras seis.

      Dois terços de todas as conferências já ocorridas no país desde a primeira delas, sobre saúde, em 1941, ocorreu de 2003 em diante.

      Ativistas defendem modelo, mas reclamam que governo não cumpre decisões.

      A primeira Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), promovida em dezembro de 2009, ilustra a falta de efetividade.
      O encontro aprovou, entre outras coisas, que deveria haver um novo marco regulatório das comunicações, mas dois anos depois, o assunto continua sendo discutido internamente no governo.

      Mais recentemente, entre novembro e dezembro, a XIV Conferência Nacional de Saúde deu outro bom exemplo de imposibilidade de interferir na realidade – ainda mais contra uma posição do governo.
      O encontro defendeu que o governo federal fosse obrigado a investir em saúde 10% do que arrecada.
      O Senado estava votando um projeto sobre isso, e não aprovou a vinculação, por resistência do governo.

      Autora de vasta obra sobre controle social do Sistema Único de Saúde (SUS), a professora Maria Valéria Correia, da Faculdade de Serviço Social da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) avalia que as conferências, assim como os conselhos, são espaços importantes, mas insuficientes, para a garantia da participação popular.

      "São contraditórios, podem apenas legitimar gestões e serem espaços de cooptação dos movimentos sociais", diz Maria Valéria. "Mas, a depender da correlação de forças, podem reverter o que está posto."

      Duas vezes presidente do Conselho Nacional de Saúde e atual representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no órgão, Francisco Júnior acredita que a sociedade ainda enfrenta limites de participação e legitimação dos debates, sobretudo nos pequenos municípios, “produto de toda uma cultura autoritária, centralizadora e que tem na impunidade seu grande instrumento de sustentação política e jurídica”.

      Íntegra em:

      http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos

    • dom, 15/01/2012 - 13:03
      JULIO/Contagem-MG

      nao perdeu o juizo não, o fato é que o ministro e a presidenta Dilma, não governam só para as feministas.

  23. sáb, 14/01/2012 - 22:32
    Elton Maravalhas

    Viram a quantidade de votos negativos nos comentários que apóiam o Movimento Feminista? Isso é sintomático……

    • dom, 15/01/2012 - 0:29
      Fabio_Passos

      Sintoma de que o grupo de jovens da paróquia do padre padilha continua a espreita… embora sem coragem de argumentar.
      Deveríam rezar por suas próprias almas…

    • dom, 15/01/2012 - 0:30
      Alice Matos

      Antice tem lugar e hora bando de desocupados. Os pro life acreditam que as mãozinhas indicam qualquer coisa que seja, que não a manipulação a propósito. E caíram como patinhos rsrsrsrsrsrrsrs

    • dom, 15/01/2012 - 1:01
      beattrice

      Sintomático de que os fundamentalistas religiosos e a tropa de choque do ministro batem ponto, só isso.

    • dom, 15/01/2012 - 20:07
      Gerson Carneiro

      E são burros. O Elton faz uma crítica à ação dos voluntários do vigário Padilha e eles entendem como elogio e positivam o Elton. rs

      • dom, 15/01/2012 - 21:24
        Elton Maravalhas

        Grande Gerson……..

      • seg, 16/01/2012 - 0:34
        beattrice

        A falta de pensamento lógico deles dá prá notar desde o primeiro post, é palpável.

      • seg, 16/01/2012 - 2:43
        Gerson Carneiro

        Agora querem apagar a prova da burrice.
        Depois que eu falei os pontos do Elton começaram a baixar… estavam em +13.

      • seg, 16/01/2012 - 19:19
        JOSE DANTAS

        Você está fugindo do debate porque são fracos os argumentos que apresenta e assim tenta calar a maioria que apóia a medida valendo-se de um erro de interpretação, até porque não está em discussão nesse espaço a inteligência dos participantes e sim os benefícios ou malefícios em torno da mesma.

  24. sáb, 14/01/2012 - 20:56
    Alberto

    Quem será que nosso Governo ouve com mais carinho? Entidades feministas que têm tão pouca influência sobre uma sociedade machista, ou a bancada teocrática cujos pastores trazem votos de montão de seus rebanhos cada vez maiores?

  25. sáb, 14/01/2012 - 20:21
    Antônio

    DO TIJOLAÇO – Fernado Brito

    É sempre possível descer mais um degrau

    A “maior democracia do mundo”, o “campeão dos direitos humanos”, os Estados Unidos da América são, para os conservadores do mundo inteiro, o modelo do que chamam de liberdade de imprensa.

    Talvez por isso a CNN tenha emitido uma nota dizendo que sua comentarista Dana Loesch é parte de um amplo leque de opiniões “que provoca grande concordância e discordância” e que seus pontos de vista “são só seus”.

    Porque esta jovem jornalista – tem 33 anos – é protagonista de uma cena ainda mais dantesca que a profanação dos cadáveres de afegãos que esta´escandalizando o mundo, com a imagens de “marines” americanos urinando sobre os mortos.

    Loesch, uma fundadora do Tea Party, perguntou em seu programa de rádio em St. Louis se alguém poderia fazer “um escândalo só porque uns marines estavam urinando sobre combatentes talibãs”?

    “Eu mesma teria baixado as calças e feito isso também”, disse.

    Não é apenas escatológico e desumano: é criminoso.

    Do contrário teremos de reconhecer o nazismo como um respeitável corrente do pensamento humano.

    • sáb, 14/01/2012 - 22:08
      Pedro Henrique

      Tem de verificar se a Loesch faz parte de algum grupo feminista. Tudo leva a crer, por não ter um mínimo de respeito ao corpo de um combatente, defendendo seu país, assim como não tem respeito a um feto, ao defenderem a legalização do aborto. Tudo igual.

      • dom, 15/01/2012 - 0:22
        Fabio_Passos

        putz… você realmente tem problemas graves.

        Na verdade você se parece muito com esta dana loesch do tea party que é uma organização ultra-conservadora contrária ao aborto.

        Informe-se.
        Mas não com o padre ou pastor que molestou sua mente.

      • dom, 15/01/2012 - 11:14
        Jose Mario HRP

        Rapaz!, por voce só sua opinião deve ser levada a sério!
        O cara se horroriza com o a indecencia do ato dos norte americanos mas também com o resultado dum aborto e só por isso deve ser desqualificado?
        Só a tua verdade deve prevalecer?
        Quem deu a voce a oniciencia, ??????
        O mundo não é só a barricada que voce defende cara pálida!
        Eu sou espirita, sou a favor da descriminilização do aborto, mas acho um ato nojento e animal, uma ofensa ao espirito e as boas coisas, um ato de gente pouco elevada, mas sempre fui um defensor dos direitos dos homens, dos trabalhadores(as) e nem por isso me sinto inferior a qualquer um…..menos amigão, menos!

      • dom, 15/01/2012 - 14:19
        Fabio_Passos

        Reafirmo o que escrevi.

        O sujeitinho não se horroriza com indecência alguma.
        Ele tenta usar a indecência cometida pela escroque do tea party comparando-a, para tentar diminuir e desqualificar, as mulheres feministas brasileiras que lutam pela liberdade de seus próprios corpos.

        Você não percebeu isso ????

        Só que o tiro saiu pela culatra.
        Informei ao sujeitinho que na verdade a bruxa ianque é da mesma laia e compartilha das mesmas crenças e superstições atrasadas dos fundamentalistas-religiosos defensores da MP 557.

        Pouco me importa o que você afirma que você é.
        Você é o que você faz.
        E você está devendo…

      • dom, 15/01/2012 - 15:42
        Jose Mario HRP

        Não gostou de ser contrariado, além do que é magico e entra na cabeçla dos outros.
        Sou o que sou e sei o que voce é .
        Bravatas de MR* conheço há muitos anos.
        Querer impor seu ponto de vista desconstruindo os outros.
        Ve inimigo até debaixo da cama e vale tudo para se manter no alto da onda.
        Isso é autoritarismo disfarçado de bom moçismo!
        Só que estou falando e voce não pode me cesurar!
        Do que voce não gostou mesmo é da comparação da radical de direita com os vossos radicalismo de esquerda , portanto cara, voces e a americana são farinha do mesmo saco.
        Não somam ao debate, só bravateiam e depois tudo morre em aguas de batata!
        E para gente como voce e outros não devo nada!
        E sou sim contra o aborto!
        Coisa repugnante!
        E acho que se voce não se incomoda com fotos de fetos dilacerados por abortos só posso pensar assim:
        É um sujeito pouco evoluido moral e espiritualmente!
        Peço a colaboração do moderador de me dar essa réplica!

      • dom, 15/01/2012 - 23:12
        Fabio_Passos

        Você é repugnante, pois defende a mentira e um mau-caráter que desmascarei.
        Está aí acima para quem quiser ver.

        Quanto a você… nada tem de cristão.
        Vai reencarnar como leitor de veja seu adorador de satanás.

      • dom, 15/01/2012 - 23:47
        Maria Luiza P.

        Ate hoje não vi nenhum ateu ou agnostico rotular um Kardecista como "adorador de satanás" – isso sempre veio do fundamentalismo religioso-.
        Mas antes de tudo mostra como vc é pequeno de moral e conhecimento.
        Bem, eu nem precisaria dizer, todos teus comentários já dizem isso.
        Os seus e os de Beattrice. Com esse nível de debate e argumentação jámais conseguirão levar essa discussão para a sociedade.
        Voces causam im deserviço à causa da reinvindicação de liberalização do aborto.

      • seg, 16/01/2012 - 0:11
        Fabio_Passos

        Esta redondamente enganada.
        Eu é que nunca havia visto Kardecista usando sua fé para publicamente defender uma mentira… como se pode ver aí acima.

        De qualquer forma pelo menos você não está defendendo o covardão que tentou usar uma ultra-conservadora anti-aborto… para atacar as feministas.

      • ter, 17/01/2012 - 10:16
        Jose Mario HRP

        Um cursinho de interpretação de texto cairia bem.
        A politica americana e esse cara são farinha do mesmo saco, pelo radicalismo e cegueira seletiva.
        E esse tipo de rotulação tipo "leitor de Veja" , só pode ser mesmo desepero.
        Byyyyyyyyyyyyy……

      • ter, 17/01/2012 - 11:32
        Fabio_Passos

        Sai prá lá… encosto!
        Seu baixo QI comprova que já reencarnou como leitor de veja.

        A baixaria que você defendeu publicamente está ali acima para qualquer um ver.
        Usar religião para defender comportamento sujo deste nível é atitude desprezível.

        De qualquer forma, após o ministério da saúde ser desmascarado mentindo para a sociedade… não devemos esperar ética dos defensores da MP 557.

      • seg, 16/01/2012 - 0:32
        beattrice

        Dona Maria Luiza, essa argumentação além de falta de conteúdo demonstra falta de princípio lógico, sugiro voltar ao treinamento.
        A desqualificação dos adversários tampouco vai prestar serviço ao senhor padilha ou aos seus "companheiros" religiosos.

  26. sáb, 14/01/2012 - 19:56
    Alice Matos

    As entidades de mulheres que fizeram as duas notas merecem parabéns. Pelo que estou vendo, o feminismo tem uma posição unânime contra a MP557. Será que o padilha perdeu o juízo de achar que as mulheres que lutam estão erradas e só ele está certo? Só mesmo uma carrada de óleo de peroba

    • dom, 15/01/2012 - 0:30
      Fabio_Passos

      Só o bispo padilha, não!
      Também o dom luiz bergonzini, josé serra, ives gandra, silas malafaia…

      • dom, 15/01/2012 - 11:17
        beattrice

        Fábio é lista é imensa,
        vamos de ordem alfabética?

      • dom, 15/01/2012 - 12:10
        Alberto

        Mas aqui só pode ser da oposição!

      • dom, 15/01/2012 - 15:47
        beattrice

        Quem disse?

      • dom, 15/01/2012 - 17:46
        Alberto

        Os leitores deste blog. Criticar o Governo (ou seus aliados), em qualquer hipótese, é coisa do PIG! (Sempre com exclamação.)

      • dom, 15/01/2012 - 20:13
        beattrice

        Não entendi, então o padilha é do PSDB ou do DEM?
        Ah já sei do PPS?

      • dom, 15/01/2012 - 21:50
        Alberto

        Só estou dizendo que esse é o comportamento da maior parte dos usuários do blog: elogiar o governo, bom; criticá-lo, ruim.

      • dom, 15/01/2012 - 14:43
        Fabio_Passos

        Sabe que seia legal.
        Quem sabe olhando estes trampas que sempre estão unidos tentando controlar os uteros das mulheres não bate um semancol geral.

        Também podemos incluir organizações da mídia: rede globo, quadrilha veja, estadão, fsp…

  27. sáb, 14/01/2012 - 19:16
    FrancoAtirador

    .
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    Preliminarmente:

    O ARTIGO 11 DA MP 557 É INCONSTITUCIONAL

    Objetivamente, o artigo 11 da Medida Provisória (MP) nº 557 (26/12/2011) fere o inciso X do artigo 5º da Constituição Federal (CF) de 1988, pois viola a intimidade e a vida privada das mulheres gestantes que eventualmente se cadastrarem no Sistema Nacional instituído nos artigos 1º e 2º da mesma MP:
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    MP 557
    Art. 1º Fica instituído o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna, no âmbito da Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher, coordenada e executada pelo Sistema Único de Saúde – SUS…
    Art. 2º O Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna é constituído pelo cadastramento universal das gestantes e puérperas, de forma a permitir a identificação de gestantes e puérperas…
    (…)
    Art. 10. Fica a União autorizada a conceder benefício financeiro no valor de até R$ 50,00 (cinquenta reais) para gestantes cadastradas no Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna…
    (…)
    Art. 11. Será de acesso público a relação das beneficiárias (INCONSTITUCIONAL!!!) e dos respectivos benefícios de que trata o art. 10.
    Parágrafo único. A relação a que se refere o caput terá divulgação em meios eletrônicos de acesso público (INCONSTITUCIONAL!!!) e em outros meios previstos em regulamento.
    .
    .
    CF 1988
    Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
    (…)
    X – são invioláveis a intimidade (!!!), a vida privada (!!!), a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-201
    http://www.dji.com.br/constituicao_federal/cf005….

    • dom, 15/01/2012 - 23:24
      FrancoAtirador

      .
      .
      Só espero que os deputados federais membros da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara

      não sejam tão parvos e néscios como estes indivíduos que negativaram os comentários neste post.
      .
      .

  28. sáb, 14/01/2012 - 17:54
    Dani

    Senti firmeza mulherada! É isso aí!

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