Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano

publicado em 5 de janeiro de 2012 às 14:54

por Conceição Lemes

Em 28 de março de 2011, a presidenta Dilma Rousseff, acompanhada do ministro Alexandre Padilha, lançou, em Belo Horizonte (MG), a Rede Cegonha.

A farmacêutica Clair Castilhos (aqui), a cientista social e jornalista Telia Negrão (aqui) e a médica e escritora Fátima Oliveira  (aqui e aqui), alertaram: a Rede Cegonha é retrocesso de 30 anos nas políticas de gênero, saúde integral da mulher e direitos reprodutivos e sexuais.

Do ponto de vista de atenção integral à saúde das mulheres – o paradigma oficial do Estado brasileiro desde a década de 1980 –, a Rede Cegonha é reducionista. Retoma a noção e a prática de saúde materno-infantil, coisa que em medicina nem existe mais.

Significa atenção à saúde da mãe e da criança como unidade indissociável, na qual as mulheres deixam de ser sujeitas principais do evento reprodutivo, o foco passa a ser o bebê. Um conceito antigo, conservador e do agrado absoluto da Santa Sé.

Meses depois, após muitos embates com os movimentos de mulheres via blogosfera principalmente, o Ministério da Saúde pareceu recuar. Ao emitir a Portaria, que formalizou a Rede Cegonha,  expurgou-lhe o conceito de saúde materno-infantil.  Mas só pareceu.

Em 26 de dezembro, a presidenta baixou a Medida Provisória 557, que institui o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna. Assinam-na também os ministros Padilha, Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento). Publicada no Diário Oficial da União do dia seguinte, já está em vigor.

Se ainda havia alguma dúvida sobre a direção da política do governo Dilma em relação à saúde da mulher, não há mais. A MP 557 sacramenta a guinada conservadora, bem orquestrada, iniciada com a Rede Cegonha. Um rumo antidemocrático, não republicano e autoritário.

Tudo sob os aplausos dos machistas, das mentalidades conservadoras dos mais diversos naipes e as bênçãos dos fundamentalistas religiosos.

Elegemos Dilma como presidenta de uma República laica, mas parece que quem dá as cartas na saúde das mulheres brasileiras é o ideário fundamentalista do tucano José Serra nas eleições de 2010, assessorado pelo bispo de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini.

“O governo Dilma ajoelhou e rezou”, afirma Fátima Oliveira. “Eu não tenho dúvida de que a MP 557 é a reza final. Acho que a Santa Sé não tem mais nada a pedir ao governo Dilma, porque ela já deu tudo.”

“A MP 557 traz de contrabando o nascituro, que é um dos grandes sonhos dos fundamentalistas religiosos, desde os tempos em que o ex-deputado federal Severino Cavalcanti (PP-PE) propôs o Estatuto do Nascituro”, critica Fátima.  “O nascituro não existe sem a mãe. Logo, ao se cuidar da mãe, está se cuidando dele. Não tem sentido dar-lhe personalidade civil, como tenta a MP 557. É inconstitucional.”

“Estou convencida de que essa MP tem uma finalidade ideológica, religiosa. Ela foi feita exclusivamente para tentar passar como contrabando a personalidade civil do nascituro. Ela não tem outro objetivo que não esse”, vai mais fundo Fátima. “Quem escreveu a MP tinha o objetivo de arrumar um gancho legal para os conteúdos da bolsa-estupro e do Estatuto do Nascituro.”

“Infelizmente, o governo Dilma, que é a nossa primeira presidente mulher, está jogando no lixo todos os compromissos assumidos pelo Brasil nos espaços das Nações Unidas na área de saúde da mulher”, sentencia Fátima. “Junto, 30 anos de luta das mulheres brasileiras pela saúde, direitos sexuais e reprodutivos. Um retrocesso sem precedentes.”

Fátima é estudiosa, militante da saúde da mulher e autoridade no que fala. Voz ativa, dura e respeitada, nos principais fóruns nacionais e internacionais das duas últimas décadas, foi secretária-executiva da Rede Feminista de Saúde de 2002 a 2006.

Guerreira que dá gosto, a avó de Maria Clara, Luana e Lucas e mãe de Maria, Débora, Lívia, Gabriel e Arthur, nasceu com cabelinhos nas ventas. Aos 16 anos (hoje tem 58), começou a batalhar pelos direitos das mulheres e um mundo mais solidário. Não parou mais.

Médica do pronto-socorro do Hospital de Clínicas da UFMG, onde dá duros plantões, Fátima integra os conselhos Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR) e  Consultivo da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe (RSMLAC).

Sentindo-se apunhalada pela MP 557, inicialmente esquivou-se dessa entrevista. Estava muito indignada. Não parava de repetir: “Não votamos em Dilma para o retrocesso. Se ela não dá conta ou não quer avançar, no mínimo, não deveria retroceder, desautorizar o nosso empenho para elegê-la numa eleição tão difícil, titanicamente ideológica”.

Mas acabei convencendo-a. Eis a íntegra da nossa conversa. A pedidos, vou tratá-la por você.

Viomundo – Nós começamos 2011, com o anúncio da Rede Cegonha.  Em entrevista que nos deu, você foi taxativa: Ministério da Saúde adoça a boca do Vaticano. E agora, com a MP 557?

Fátima Oliveira – O governo ajoelhou e rezou.  Eu não consigo entender por quais motivos um Estado laico se submete ao Vaticano dessa forma. O governo vem crescentemente cedendo às ideias fundamentalistas mais de extração católica. Eu não tenho dúvida de que a MP 557 é a reza final.  Acho que a Santa Sé não tem mais nada a pedir ao governo Dilma, porque ela já deu tudo.

Viomundo – Como assim, doutora?

Fátima Oliveira – Desde que soube dessa malfadada Medida Provisória 557, eu me pergunto: por quê? Li e a reli várias vezes para tentar entender a sua razão. Fico chocada cada vez mais. Após ler exposição de motivos no domingo, fiquei totalmente estarrecida.

Viomundo – Por quê?

Fátima Oliveira – Primeiro, a exposição de motivos é fraca de argumentos, inconsistente, tem várias lacunas. Demonstra claramente que quem a escreveu ignora ou omite propositalmente os reais compromissos assumidos pelo Brasil nos espaços das Nações Unidas. Sobretudo os referentes à Conferência sobre População e Desenvolvimento, que aconteceu no Cairo, em 1994. Conhecida como Conferência do Cairo, ela é um marco.  Consagrou globalmente conceitos de saúde e direitos reprodutivos.

Segundo, como uma MP que se propõe a reduzir a morte materna não menciona uma só vez a palavra aborto, a quarta causa de morte materna no país, e, ainda por cima, faz de conta que a Norma Técnica de Atenção Humanizada ao Abortamento (2004) não existe? Para mim, isso é um tipo de arrogância.

O aborto inseguro é um problema de saúde pública no Brasil. É como disse o embaixador do Brasil no Chile, Gelson Fonseca Júnior, chefe da delegação brasileira na Reunião da Mesa Diretora Ampliada do Comitê Especial de População e Desenvolvimento, realizada, em 2004, em Santiago: Sem cuidar do aborto inseguro, combater a mortalidade materna é uma miragem.

Terceiro, a MP 557 traz de contrabando o nascituro, que é o grande sonho dos fundamentalistas religiosos, desde os tempos em que o deputado Severino Cavalcanti  propôs o Estatuto do Nascituro. O nascituro não existe sem a mãe.  Logo, ao se cuidar da mãe, está se cuidando dele. Não tem sentido tratá-lo como ser autônomo, como está na MP 557. Está na contramão da Constituição Brasileira, de 1988, como mostrou brilhantemente a doutora Beatriz Galli na entrevista que deu a você.

Viomundo – O fato de a MP 557 fingir que não existe a Norma Técnica de Atenção Humanizada ao Aborto, elaborada pelo próprio Ministério da Saúde, é realmente muito estranho. Mais esquisito é incluir o nascituro, cuja personalidade civil não é reconhecida pela nossa Constituição. E só arrogância de quem fez a MP? Não haveria também ignorância, talvez até má-fé?

Fátima Oliveira – Pode ser um misto das três coisas: arrogância, ignorância e má-fé. Estou convencida de que essa MP tem uma finalidade ideológica, religiosa. Ela foi feita exclusivamente para tentar passar como contrabando a personalidade civil do nascituro. Ela não tem outro objetivo que não esse.

Viomundo – A presidenta Dilma e o ministro Padilha não estariam sendo enganados?

Fátima Oliveira – Não acredito. Acho que eles pensam assim. Ou os compromissos assumidos com os setores mais conservadores durante as eleições de 2010 exigem que atuem assim. Das duas uma. Como na poesia Ou Isto ou aquilo, de Cecília Meireles:

“Ou se tem chuva e não se tem sol,/ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,/ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,/quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa/estar ao mesmo tempo nos dois lugares!”

Viomundo – Na exposição de motivos da MP, está dito que o Brasil tem o compromisso com as Metas do Milênio de reduzir drasticamente a mortalidade materna até 2015 e que sem o cadastro é impossível atingí-la. Concorda?

Fátima Oliveira – A criação de um cadastro nacional de gestantes é abusiva. É invasão de privacidade. Não podemos admiti-la em hipótese alguma. Viola o sigilo médico.

Na verdade, o cadastro é mais um amém do governo aos fundamentalistas religiosos. Ter um cadastro nacional unificado com todas as mulheres que engravidam no Brasil é outro grande sonho deles. Está no projeto de lei da bolsa-estupro e no Estatuto do Nascituro. Eles querem poder acessar num só lugar quem está grávida nesse país, para verificar se aquela mulher vai levar aquela gestação até o fim. Será que o governo não sabe? Tenho dúvidas.

No Brasil, nós já temos vários sistemas de coleta de dados de saúde, inclusive do pré-natal. O governo não tem necessidade desse novo cadastro. Talvez precise ser aprimorado, coletar um ou outro dado a mais. Mas não criar um cadastro nacional com a vida sexual e reprodutiva das mulheres brasileiras, que pode acessado a qualquer hora, por qualquer pessoa.

Viomundo – E quanto ao argumento das Metas do Milênio?

Fátima Oliveira – O Brasil tem de cumprir as Metas do Milênio, sim, já que concordou com a pauta minimalista dos governos membros da ONU. Cabe ressaltar que as Metas do Milênio são uma pauta dos governos, que fracassaram no cumprimento dos Programas e Plataformas de Ação do ciclo de Conferências Sociais da ONU (Organização das Nações Unidas) da década de 1990. Nada a ver com os movimentos sociais, que fique explícito.  Portanto, cumprir as Metas do Milênio não significa que não tem de cumprir também todas as outras plataformas.

Ou seja, as Metas do Milênio não anulam os compromissos assumidos anteriormente, como os das conferências do Cairo e Beijing [respectivamente, 1994 e 1995]. E as questões referentes à mortalidade materna, aos direitos sexuais e aos direitos reprodutivos estão contidas em todas essas conferências, das quais o Brasil é signatário. Portanto, no Brasil, isso é também lei.

Aliás, uma MP dessa natureza jamais poderia ter sido feita sem a presença e a orientação do Itamaraty. Além de a diplomacia brasileira ser muito considerada nos espaços das Nações Unidas, o Itamaraty, em função do ciclo de Conferências Sociais da ONU, sabe as plataformas que assinou e os compromissos que assumiu. Eu sou testemunha disso, pois fui membro da delegação brasileira em muitas delas.

Viomundo – O ministro Padilha disse que quem não quiser não precisa se cadastrar, que o cadastro não é obrigatório...

Fátima Oliveira – Eu não preciso dos R$ 50 para pagar a condução para a um serviço de  saúde. Você também não precisa, assim como certamente quase todas as leitoras do Viomundo. Já milhares e milhares de mulheres de baixa renda por esse Brasil afora necessitam desse recurso. Como elas vão conseguí-lo sem se cadastrar? Não vão.

Portanto, o cadastro é obrigatório, sim. Dizer o contrário é sofisma. Só não vai se cadastrar para receber o auxílio-transporte quem não precisa de assistência do SUS, ou seja, as mulheres com melhor condição financeira, que têm plano de saúde ou médico particular.

Mas, ao bem da verdade, para ser fiel à verdade, fica feio o ministro sair pela tangente porque para quem sabe ler, basta ler a MP, ela é absolutamente inteligível: o cadastro é para as gregas e troianas rsrsrsrsr, na medida em que é obrigatório para todos os serviços de saúde, públicos e privados. Sem choro, sem vela… É assim que reza a MP!

Viomundo – O que acha do auxílio de até R$ 50 para transporte?

Fátima Oliveira – É um compromisso do governo desde o anúncio da Rede Cegonha, no início de 2011. Eu nunca vou ser contra dar subsídio à população para algo que ela precisa. Muita gente precisa. Para algumas mulheres, vai ser pouco para custear as idas às consultas e exames do pré-natal, depois ao hospital, para ter o bebê.  Para outras, o valor de R$ 50 talvez seja suficiente. Agora, se o governo tem, deve dar, sim. A pátria pode e deve ser mátria para quem necessita. Assim penso.

Afora o auxílio-transporte e a reafirmação do direito de acompanhante durante o trabalho de parto, no parto e no pós-parto imediato, não tem nada que se aproveite nessa MP no sentido que ela se propõe, que é o de auxiliar a combater a mortalidade materna.

Viomundo – Será que tudo isso foi colocado realmente com todas as letras para a presidenta Dilma?

Fátima Oliveira – Se não foi, é imperdoável. Mas eu não acho que ninguém do governo seja inocente, nem que a Dilma ou o Padilha tenham sido enganados. Acho que baixaram essa famigerada MP, porque queriam fazer isso.  Pensam assim. Ou são obrigados, por “forças ocultas”, a pensar assim…

Quem escreveu a MP tinha o objetivo de arrumar um gancho legal para os conteúdos da bolsa-estupro e do Estatuto do Nascituro.

Em função desse embate virtual e na imprensa escrita que temos tido com o Ministério da Saúde [Rede Cegonha, Política Atenção Integral à Saúde da Mulher, descumprimento daNorma Técnica de Atenção Humanizada ao Abortamento e MP 557] e de outras coisas, chegamos à triste constatação de que a postura de ouvido de mercador tem sido a regra. O que para a democracia é catastrófico.

Dá para imaginar um governo, que se declara popular e democrático, adota o silêncio, o desdém e a tentativa de desmoralização, quando setores respeitáveis da sociedade, com quilometragem inegável de luta, se posicionam em busca do melhor para a sociedade?

Bem, mas é o que tem acontecido. Aliás, tem sido a regra no campo da saúde. Até parece que não somos ninguém, que somos inimigos. Ao contrário. Quem está no governo, precisa saber que o governo Dilma é tão deles quanto nosso. Certamente  há muita gente que não ocupa cargos que suou, sangrou em nome de uma proposta de país. Portanto, merece respeito, merece ser ouvida. E até lealdade, quando achamos que algo não é o melhor, temos de nos posicionar contra, porque queremos que o governo acerte cada vez mais. Ou essa não é uma regra da democracia?

Nem sempre quem está encastelado no governo sabe para que lado o vento sopra.  Daí para ser um construtor de tempestades — por desconhecimento, para privilegiar a sua visão pessoal de mundo e eventualmente até por má-fé — é um pulo…

Viomundo – Por exemplo.

Fátima Oliveira – Causa-me irritação profunda a forma como esse governo vem tratando a questão do aborto.

Sempre que o ministro Padilha é questionado, ele se limita a dizer: Vamos  cumprir a lei.

Na 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, um dos temas importantes foi o aborto. Pois bem, a ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República disse: Aborto, nós não vamos tratar aqui, porque aborto é com o Congresso Nacional.

Como um ministro da Saúde, que é médico e  sabe o que é a carnificina do aborto clandestino no Brasil, diz apenas: Eu só vou cumprir a lei?

O ministro Padilha sabe, sim, que o combate à mortalidade materna passa não só pela atenção ao abortamento inseguro, mas passa também pela legalização do aborto no Brasil. Aí, vem com essa de “Vamos cumprir a lei” e estamos conversados!

Putz, eu não votei em Dilma para ouvir esse nível de conformismo, mas para avançar mais e mais na construção da cidadania, para remover entulhos restritivos à democracia, à laicidade. Para ouvir isso, teria sufragado o nome de José Serra. Ou não?

Ora me compre um bode, pois nem a lei tem sido cumprida! Em um ano de governo alguém ouviu falar quantos novos serviços de aborto previsto em lei foram instalados?

Alguém sabe quanto de recursos financeiros o Ministério da Saúde disponibilizou para tais serviços? Estamos ouvindo falar que o primeiro serviço previsto em lei instalado no Brasil, o do Hospital do Jabaquara na cidade de São Paulo, fechou ou vai fechar…

Como uma ministra cuja pasta tem o papel de conferir mais cidadania às mulheres diz que o aborto não tem nada a ver com o Executivo?  Para mim revela inadequação ao  papel que precisa desempenhar, além de  querer interditar a nossa fala!

É como se eles dissessem: vocês que se lasquem. E deixam a gente se lascar bem lascada, porque nem o aborto previsto em lei está sendo cumprido.

Viomundo – Insensibilidade da parte deles? Só de pensar que por ano são realizados muitos milhares de abortamentos clandestinos, inseguros, que matam  centenas e centenas de mulheres, não dá para a gente ser hipócrita e fazer de conta que essa tragédia não acontece aqui…

Fátima Oliveira – Seriam esses ministros ignorantes do seu papel? Ou estariam nos chamando de burras?

Um governo popular e democrático tem o dever de cumprir a lei. Mas tem o dever também de fazer avançar a cidadania.

Quem é que não sabe que para mudar a lei tem de passar pelo Congresso? Nós não estamos falando em legalização do aborto. A Dilma já disse que não vai mexer com isso. Então não vamos perder o nosso tempo.

Mas nós queremos o que conquistamos nessa área. A aplicação da norma técnica de atenção humanizada aos casos de aborto previstos em lei, o que não vem acontecendo. Pior. O governo esconde-a propositalmente na MP 557, que cuida de morte materna.

Não foi para isso que nós votamos na presidenta Dilma.  Não foi para isso que nós suamos e sangramos, não.  Nós votamos nela com a convicção de que a cidadania das mulheres brasileiras seria um ponto importante, que os direitos conquistados seriam respeitados e seria possível avançar em muitos aspectos.

Viomundo – O que achou de a MP ter sido baixada no dia 26 de dezembro?

Fátima Oliveira – Já te disse e repito: tudo que é feito na calada da noite, na calada dos intervalos de recesso de final de ano, a gente tem de desconfiar.

Achei de uma maldade tão grande baixar um documento tão sério num momento em que as pessoas estão descansando, vão tirar uns dias com as suas famílias. Isso faz parte da cultura brasileira dos feriados de final de ano…

O governo tinha certeza de que a MP iria dar problemas, por isso deixou-a para essa época do ano. A data foi escolhida a dedo e quem escreveu a MP sabia o que queria colocar ali. Tanto que colocou.

Não há justificativa dos pontos de vista médico, de saúde e político, para essa MP. Ela é injustificável, ainda mais na última semana do ano. Um governo democrático não pode se comportar dessa forma. Por que não fez uma MP de Responsabilidade Sanitária? Com certeza com ela mudaríamos para melhor muitos aspectos da atenção à saúde, inclusive mortalidade materna.  Por que não encarar de vez uma MP resolutiva de certeza na área da saúde?

Viomundo – Você continua indignada, zangada, como estava na última quinta-feira, 29 de dezembro, quando começou a criticar a MP 557 no twitter?

Fátima Oliveira – Fiquei doente esses dias. Zangada, não estou. Indignada, sim. Estou me sentindo absolutamente apunhalada. Embora eu seja uma crítica feroz da Rede Cegonha, desde a primeira hora,  subestimamos o viés ideológico do caminho que o Ministério da Saúde começava a tomar. Esse caminho se aprofundou nessa MP.

Infelizmente, repito, o governo Dilma, que é a nossa primeira presidente mulher, está jogando no lixo todos os compromissos assumidos pelo Brasil nos espaços das Nações Unidas na área de saúde da mulher. Junto, a luta das mulheres brasileiras pela atenção à saúde integral, direitos sexuais e direitos  reprodutivos, que começou em plena ditadura militar. Um retrocesso de 30 anos, sem precedentes.

Viomundo – Na verdade, um viés ideológico-religioso, sendo os nossos corpos o objeto de negociação.

Fátima Oliveira – Exatamente. Eu tenho moral para falar o que vou dizer agora, pois na época da Constituinte, eu coletei muita assinatura para a liberdade de religião no Brasil.

Eu defendo o direito de toda autoridade tenha a religião que quiser. Só que religião é uma coisa da intimidade da pessoa, pra seu consumo interno. As religiões dos governantes não podem ser a régua do exercício do poder público. Nos cargos públicos, as questões religiosas não podem ser condutoras das políticas públicas.

Esse governo já deu demonstrações demais a quem está submetido quando o assunto são os corpos das mulheres. Está na hora de dizermos ao governo que os nossos corpos nos pertencem e não podem ser moeda de troca, com quem quer que seja.

Essa MP foi a gota d’água num oceano. Nós queremos que a saúde da mulher nesse país seja tratada como deve ser tratada numa república laica, democrática e de avanços de direitos.

Viomundo – Qual a saída?

Fátima Oliveira – Numa democracia laica, diante de tantos problemas que estamos vendo no campo da saúde e os levantados na área do direito pela doutora Beatriz Galli, manda  o bom senso que essa MP não vá adiante.

No meu entender, só existe uma saída: a presidenta Dilma retirar essa MP e rediscutir a questão de como melhorar a política de combate à morte materna com setores da sociedade que têm capacidade para isso. No Brasil, há muita gente que pode contribuir para que o país possa cumprir os seus compromissos com as Metas do Milênio e com plataformas das Conferências Sociais da ONU.

Viomundo – De que forma?

Fátima Oliveira – Esse governo tem de descer do salto. E chamar uma discussão ampla com os diferentes setores da sociedade, inclusive com o Itamaraty.

O ministro Padilha é a simpatia em pessoa, ar de boa gente, mas tem se mostrado equivocado e autoritário quando o assunto é saúde da mulher. Um horror! Basta dizer que, quando do anúncio da Rede Cegonha, se pediu que ele abrisse um espaço de discussão amplo na sociedade. Ele não chamou para esse debate. Nós queremos um debate real e não virtual.

Agora, na medida provisória, ele tenta transformar retrocessos em lei. Não foi para esse tipo de comportamento e nem um governo cheirando a mofo medieval, comandado pela Capela Sistina que a gente saiu às ruas para pedir votos para Dilma.

Um pouco antes das últimas eleições presidenciais, eu escrevi o seguinte num artigo para o Viomundo:

“Em 2010 em nosso país o que está em jogo é também a luta por uma democracia que se guie pela deferência à liberdade reprodutiva e que considere a maternidade voluntária um valor moral, político e ético, logo respeita e apoia as decisões reprodutivas das mulheres, independente da fé que professam. Nada a ver com a escolha de quem vai mandar mais no território dos corpos das mulheres! Então, xô, tirem as mãos dos nossos ovários!”

Pois não é que agora, com a MP 557, o governo Dilma quer mandar nos nossos corpos? Eu estou me sentindo apunhalada, mesmo. E o que é pior: pelas costas!

PS do Viomundo: Provavelmente publicaremos  nesta sexta-feira, 6 de janeiro, a entrevista que fiz sobre a MP 557 com o dr. Fausto Pereira dos Santos, assessor especial do ministro Alexandre Padilha. A postagem amanhã está dependendo de dados adicionais  que solicitei ao dr. Fausto e à assessoria de imprensa do Ministério da Saúde.

PS 2 do Viomundo: O dr. Fausto, via assessoria de imprensa, nos enviou no final dessa quinta-feira as respostas complementares. Mas, como faltam melhores esclarecimentos de algumas delas e  o assunto é muito  importante, postaremos na segunda-feira a entrevista com o assessor do ministro Padilha.

VIOMUNDO, AGORA IN ENGLISH

Ps3 do Viomundo: A gente lê por aí — e se diverte — com as tentativas oblíquas de desqualificar qualquer coisa que não seja adesismo governista instantâneo. Sorry, a gente não nasceu para reproduzir release.

Para ler a íntegra da MP 557, clique aqui

Beatriz Galli: A MP 557 é um absurdo; em vez de proteger gestantes, viola direitos humanos

 

487 Comentários para “Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano”

  1. [...] de ser uma boa mãe para esse país. É lamentável, contudo, que o seu papel seja de uma mãe dos moldes mais conservadores, e não a de uma mãe forte, lutadora e com autonomia para alvancar avanços em relação aos [...]

  2. [...] A médica, escritora e feminista Fátima Oliveira alertou: “Sem cuidar do aborto inseguro, combater morte materna é miragem”.  E foi fundo:  “Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano”. [...]

  3. [...] Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano [...]

  4. Kadu disse:

    DILMA, COM MUITA DIGNIDADE, FEZ O GOVERNO DESCER DO SALTO!
    Fátima Oliveira, em Governo Dilma submete corpos das brasileiras ao Vaticano (468 comentários até 27.01.2012), perguntada qual a saída para a MP557, respondeu: “Esse governo tem de descer do salto. E chamar uma discussão ampla com os diferentes setores da sociedade, inclusive com o Itamaraty. O ministro Padilha é a simpatia em pessoa, ar de boa gente, mas tem se mostrado equivocado e autoritário quando o assunto é saúde da mulher. Um horror! Basta dizer que, quando do anúncio da Rede Cegonha, se pediu que ele abrisse um espaço de discussão amplo na sociedade. Ele não chamou para esse debate. Nós queremos um debate real e não virtual”. http://www.viomundo.com.br/denuncias/fatima-olive

  5. [...] Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano [...]

  6. [...] segundo Fátima Oliveira, o respeito às metas do milênio integrante da justificativa de medida não pode ignorar os outros [...]

  7. [...] Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano [...]

  8. [...] 557 tem recebido muitas críticas, especialmente de movimentos de mulheres (leia aqui, aqui, aqui, aqui e [...]

  9. [...] Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano [...]

  10. Luis R disse:

    Realmente, o governo atual, diferente de Lula, não debate nada com ninguém, não quer nem saber e pronto. Tudo pelo desenvolvimentismo lá da cabeça deles e não tem papo, diz que vai abrir uma mesa e discutir e não rola. A doutora falou corretamente. Espero que não descubram que devem debater com el pueblo tarde demais.

  11. Cristiana Castro disse:

    Com relação a discussão sobre a expectativa de direitos do nascituro concordo com os que alegam a não existência de nascituro sem o envolvimento da figura materna, ou seja, forçosamente, a garantia do direito de um, limita o direito do outro e, pior ainda, obriga o outro a um fazer não estabelecido na mesma lei que garante o direito do nascituro. Ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude de lei e não há lei que obrigue uma mulher a ser mãe; existe uma que protege os direitos do nascituro. A questão do aborto, a meu ver, envolve o sair desse impasse já que, ao que tudo indica o legislador não se envolverá nisso e, a julgar pela maioria dos comentários, dá até para entender.

  12. Cristiana Castro disse:

    Putz, eu custo a crer que esteja assistindo a tanta polêmica por conta de um tema tão antigo. É inacreditável que em 2012 no País Tropical, ainda existam pessoas que imaginam ter o poder de deliberar acerca da vida dos outros. A quantidade de abortos realizadas no país já deveria, por si só, ser reveladora do fato de que ninguém ou qq instituição, religiosa ou não, vai pesar na decisão das mulheres sobre o desejo ou o momento de ter filhos. Isso é ponto pacífico. Só e somente a mulher vai decidir isso. Pode gritar todo mundo pq nenhuma mulher é doida para parir em função dos outros; se tiver que abortar, vai abortar. Muitas vezes a gravidez nem é comunicada aos parceiros para evitar esse tipo de polêmica já que o popder de decisão é dela mesmo. Dito isso, creio que todo esse salseiro, se deu em função da associação do tema a MP. Imagino que a questão da descriminalizaçào deva seguir seu caminho dissociada de medidas que atinjam grávidas, de um mode geral.

  13. [...] Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano [...]

  14. Depaula disse:

    Para ciência do Sr. EDFerraz
    Fátima Oliveira – Médica, ex-secretária-executiva da Rede Feminista de Saúde, co-autora de vários livros
    Autora de Engenharia genética: o sétimo dia da criação (Moderna, 1995); Bioética: uma face da cidadania (Moderna, 1997); Oficinas Mulher Negra e Saúde (Mazza Edições, 1998); Transgênicos: o direito de saber e a liberdade de escolher (Mazza Edições, 2001); O "estado da arte" da Reprodução Humana Assistida em 2002 e Clonagem e manipulação genética humana: mitos, realidade, perspectivas e delírios (MJ/CNDM, 2002); Saúde da população negra no Brasil em 2001 (OPAS-Brasil, 2002) e A hora do Angelus (Mazza Edições, 2005). E do romance Reencontros na travessia – a tradição das carpideiras (Mazza)
    http://www.ccr.org.br/quemsomos-integrantes.asp

  15. Depaula disse:

    Para o conhecimento do Sr. EDFerraz, que disse que se não fosse o blog do Azenha Fátima Oliveira estaria falando sozinha, rsrsrssr coitado, quero dizer ignorância é mesmo a mãe de todos os vícios.

  16. Rede Cegonha, rede virgem-maria, rede boto-cor-de-rosa e outras imaculadas concepções.

    Mais uma vez o governo da presidenta Dilma Rousseff ignorou pontos fundamentais em relação à saúde da mulher. A Medida Provisória MP 557 de 26 de dezembro de 2011 (com força de lei federal) vem reforçar e coroar mitos infantilóides (“rede cegonha” etc), ignorando que a gravidez é apenas um dentre vários aspectos da saúde da mulher.
    Tanto a Portaria 1.459 de 24 de junho de 2011 (Ministério da Saúde instituí a Rede Cegonha) quanto a MP 557/2011 (Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna) falam em “Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher”, mas ignoram por completo questões fundamentais às mulheres em geral e às feministas em particular: a sexualidade, o desejo, o prazer, a educação sexual, a prevenção à gravidez, a prevenção contra DST/AIDS, os métodos contraceptivos, a pílula do dia seguinte, o aborto… A MP 557/2011 ainda cria uma figura jurídica nova que concorrente com os direitos das mulheres: “Art. 19-J. Os serviços de saúde públicos e privados ficam obrigados a garantir às gestantes e aos nascituros o direito ao pré-natal, parto, nascimento e puerpério seguros e humanizados”.
    Os direitos à maternidade e a uma gestação saudável sempre foram direitos da mulher. A partir desta MP 557/2011, o direito da mulher é concorrente com o direito do nascituro… o corpo da mulher não mais lhe pertence a partir da concepção… a mulher não terá total liberdade em optar nem por procedimentos médicos e nem pelo modelo de pré-natal e parto que mais lhe agradar…

    Quem vai defender o novo direito do nascituro?
    O Código Civil protege a expectativa de direito do nascituro, que se confirma se houver nascimento com vida (artigo 2º do Código Civil, lei federal 10.406/2002).
    O Código Penal estabelece pana para quem consente ou pratica o aborto, mas não fala em direitos do nascituro. No caso de estupro ou risco de morte à gestante, o aborto não era punido.
    A partir da medida Provisória MP 557/2011, os nascituros têm direitos “ao pré-natal, parto, nascimento e puerpério seguros e humanizados” (artigo 16, dando nova redação ao artigo 19-J da lei federal 8.080, de 19 de setembro de 1990). Isto significa que os direitos da mãe são concorrentes com os direitos do nascituro e que, em muitos casos, feder-se-á alegar conflitos de interesses!
    Sendo assim, fica evidente que não tardará a encontrarmos pessoas ou instituições exigindo a criação das “curadorias de nascituros”, cujo objetivo será garantir o direito do nascituro independentemente da vontade da mãe; e registro de gravidez, o pré-natal, o parto e o nascimento serão obrigatórios para a mulher, nem que seja necessário o uso da força…

    Curiosidades:
    1) Lembram-se daquele blog “progressista”, que usou o termo “feminazi” (feminista+nazista) para definir s mulheres ou feministas que defendem o direito ao aborto? Pois bem: aquele blog está em nova campanha contra as feministas que criticam a MP 557/2011, chamando-as de ignorantes, limitados, doutores sem instrução, assassinos de reputação, covardes, ferozes, mentirosas, arrogantes etc…
    2) a MP 557/2011 foi assinada em 26 de dezembro para que os 90 dias para instalação das “Comissões de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento das Gestantes e Puérperas de Risco” coincidam com a data de 25 de março, “Dia do Nascituro”… os fundamentalista religiosos agradecem.

    A sociedade, as mulheres, em geral, e as feministas, em particular, devem ficar atentas aos movimentos religiosos fundamentalistas, os quais querem transformar uma questão de saúde pública em uma proibição expressa de toda forma de aborto, proibindo até mesmo nas situações legalmente aceitas desde 1940 no Brasil. Para impor suas crenças místicas, o fanatismo religioso não mede esforços e nem vê limites legais, pois aproveitam até mesmo uma Medida Provisória para criar uma nova figura jurídica que vai modificar grande parte do ordenamento jurídico brasileiro, começando pelo fim do direito das mulheres optarem pelos procedimentos médicos referentes aos seus próprios corpos.

    São Paulo, 08 de janeiro de 2012.
    Mauro Alves da Silva
    http://blogdomaurosilva.wordpress.com/

  17. Depaula disse:

    Alguém pode explicar por que num país laico, onde a liberdade de religião é lei e todas devem ser igualmente respeitadas, por que o governo está tratando como segredo de Estado a religião do ministro Padilha?
    Está passando da hora de o ministro ou o próprio governo declararem qual a religião dele porque no momento em que se discute a MP do Nascituro esta resposta é de interesse público. Porque evidente que dependendo da resposta poderemos pensar se há conflitos de interesses na MP 557, embora eu ache que essa MP, aí nisso Fátima Oliveira e todo mundo que pensa assim tem razão, essa MP do nascituro surge em pagamento de uma acordo com religiões fundamentalistas, mas principalmente com a católica, que responde pelo nome de Vaticano ou de Santa Sé, ao gosto do freguês.
    Solicito ao Azenha e a Conceição que busquem esta resposta porque vários comentaristas já indagaram.
    No mais, as intelectuais feministas estão dano um banhod e competência na discussão da MP do nascituro e honram o nome do Brasil, a defesa de uma república laica e democrática. São uma heroínas

    • milton anesio disse:

      "Republica laica e democrática"
      República = governo eleito pelo voto
      O comunismo não coexiste com o voto, disse Marx, portanto o que você aspira é impossível.
      laica = pagã
      democrática = cristã
      Como você conseguiu juntar tudo isso num mesmo lugar?

    • beattrice disse:

      A família do ministro padilha, segundo consta é evangelica metodista, segmento que se posiciona frontalmente contra a descriminalização do aborto, etc. etc. etc.

  18. [...] Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano [...]

  19. Mari disse:

    Cadê os MIL comentários dos defensores da MP do Nascituro? Falta de súditos? No mínimo.
    Estou esperando porque rrecebi a ORDEM, por email, para comentar contra desde o dia 6 de janeiro?
    Essa gente come sardinha e arrota caviar. Arrogantemente. Olhem:
    "Vamos defender a presidente Dilma e o ministro Alexandre Padilha, o primeiro Ministro da Saúde do nosso lado.
    Acesse o artigo de Fátima Oliveira, inimiga declarada e antiga do nascituro, e faça um comentário defendendo a presidente e o ministro. Não precisa defender o nascituro, pois temos a vitória garantida da lei assinada pela presidente.
    Vamos demonstrar a nossa força apoiando a presidente e o ministro e desmoralizando os abortistas.
    Escreva seu comentário ainda hoje. Nossa meta é atingir os MIL comentários.
    Acesse aqui: Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano http://www.viomundo.com.br/denuncias/fatima-olive

    • beattrice disse:

      "Pois temos a vitória garantida da lei assinada pela presidente.
      Vamos demonstrar a nossa força apoiando a presidente e o ministro e desmoralizando os abortistas. "

      Que vergonha hein dona Dilma?

  20. Maria 1 disse:

    Senhores donos da casa, menos arrogância!

    A leitura do PS 3 do Viomundo (o tal IN ENGLISH) tb pode levar à seguinte conclusão: comentários em questões relativas a ações governamentais que não expressem adesão instantânea às opiniões dos especialistas do blog são de pronto classificados como "chapa branca" e, como tal, sujeitos a deboche. Posicionamento estranho (para dizer o mínimo) em um espaço de debate tido como democrático e progressista. Sobre o assunto em pauta li comentários respeitosos e esclarecedores que contestavam a entrevistada com informações relevantes, abordando inclusive questões legais por ela não consideradas. Informações que não podem ser desprezadas e nem devem ser tratadas com descaso, ou consideradas como meras "tentativas oblíquas de desqualificação". Menos, senhores, menos.

    • Luiz Carlos Azenha disse:

      Você pegou o particular e extrapolou para o geral. Nunca nos referimos aos comentários, mas a tentativas explícitas de desqualificação do site, como em “debate tido como democrático e progressista”, que está em seu comentário.

  21. Irene Romero disse:

    Los fetófilos solo tienen una fijación obsesiva, les importan mas los fetos que los niños y las personas nacidas y crecidas…

  22. Cristiana Castro disse:

    Alguém aqui pode imaginar todas as mulheres que abortaram sendo presas? Temos capacidade carcerária para isso? E as crianças, filhas das mulheres que abortaram, ficam com quem? O Estado tem como cuidar delas enquanto as criminosas cumprem pena? E os maridos, companheiros e etc… São cúmplices e vão em cana tb? As clínicas de aborto da elite sào conhecidas pelo país inteiro; todo mundo sabe onde ficam; por outro lado os hospitais públicos recebem um número enorme de mulheres vítimas de abortos mal feitos; onde estão as notificaçoes do crime? O aborto é fato e vai continuar sendo; a criminalização é letra morta e a luta deve ser no sentido de convencer o legislador disso. Mas para isso, insisto, a via é a rua; se nós vamos ficar encolhidas esperando que algum governo faça o que nós não estamos querendo fazer, as igrejas vão crescer e qq governo que venha, tb estará refém. as igrejas estão pouco se lixando para nascituros assim como pouco se lixam para as mulheres que morrem em consequência desses abortos. Sua única intenção é manter a criminalização como demonstração de poder.

  23. will disse:

    é fácil encontrar uma série de vídeos no youtube sobre aborto…
    não quero ofender , mas me parece óbvio. os que defendem aborto compartilham da mesma situação da frigidez da mãe ao abandoná-lo na caçamba do lixo, dentro saco preto no rio…

  24. Cristiana Castro disse:

    Se toda vez que qq governo gritar saúde da mulher, a gente gritar aborto, não vamos sair do mesmo lugar. De minha parte, não entendo a MP como rastreadora de abortos. Tampouco acho justo enfiar a presidenta nesse imbgrólio, apenas, pelo fato dela ser mulher. A questão do aborto é legislativa e não Executiva. Sou absolutamente favorável ao aborto em quaisquer condiçóes, ou melhor, cada mulher e, apenas ela, é que deve decidir qdo quer e, se quer ter filhos. Deus não tem nada a ver com isso; se tivesse, a contrario sensu, as clínicas de fertilização deveriam estar fechadas. A luta pela descriminalização tem que ser feita nas ruas; mulheres que abortaram e/ou entendem que esse é um direito seu; devem lutar por isso e não escolher uma outra mulher como bode expiatório. A questão do aborto é um caso clássico do bom acordo; a lei criminaliza mas só de brincadeira; todo mundo aborta e não acontece nada pq o Estado não tem como dar conta das consequências estabelecidas pela própria Lei.

  25. Mateus Felipe disse:

    A companhia perene dos contra o aborto nesta postagem nos dá a exata dimensão do que é fanatismo. São incapazes de conviver num mundo plural.

    • beattrice disse:

      Diria que são incapazes de conviver.

    • Aline disse:

      Mas essa é exatamente a convivência num mundo plural: a convivência de opiniões contrárias. Se só comparecessem pessoas com a mesma opinião a um debate,não haveria debate.
      A diferença está no fanatismo ,esse é ruim porque cega,altera os fatos e cria paranóias,fantasias, preconceitos e ódios desnecessários. Você pode se contra ou a favor de algo sem fanatismos,sem apelar para o irracionalismo e a intolerância com aqueles cujas opiniões diferem das suas. Ou não?

      • beattrice disse:

        Fanatismo é o que ocorre com quem obcecadamente não lê um texto para fazer discurso apologético dele, seja por que interesse for.

      • Ênio disse:

        Ler o texto da MP 557 pouco adianta quando quem o faz está a fim de condená-lo a qualquer custo.
        O texto é de facílima compreensão mas quando se quer ver fantasmas,acaba-se vendo.

  26. milton anesio disse:

    CAIA NA REAL 05
    Às vezes eu sinto que você não quer que eu nasça.
    Porque alguém plantou brutamente minha semente dentro de você.
    Mas mesmo assim eu continuo chutando.
    Será que eu vou ser jogador de futebol?

    Um dia pensei que se você me ajudar a viver para a vida aí fora, eu vou poder te ajudar aí fora também.
    Quem sabe eu possa um dia pegar uma criança abandonada aí fora e dar uma famíia para ela?
    Qualquer coisa assim.
    Mas se você me ajudar a nascer , e um dia me contar isso tudo, eu juro que vou me sentir a pessoa mais amada do mundo.
    E você vai ser a maior e mais respeitosa pessoa do mundo, de todos os tempos.

    • Bonifa disse:

      O feto não pensa, embora acumule capacidade de resposta às mudanças emocionais. Esta dramatização é igual a Tom e Jerry. Quem pensa pelo feto é a mãe.

      • milton anesio disse:

        Sim
        E uma pessoa acometida de um coma?
        Que não pensa.
        Que vive atravez de maquinas?

      • beattrice disse:

        Seu raciocínio vai torná-lo a favor da escolha da mulher.
        O indivíduo em morte cerebral pode ser doador de órgãos justamente pela mesma razão que a gravidez pode ser interrompida até determinado momento da gestação. Não há atividade cerebral.

      • milton anesio disse:

        Mas você está pretendendo ser original.
        Não é isso do que trata o que escrevo.
        O sofisma leva a isso que você diz.
        O morto encefálico é isso o que o nomeia. Um morto. Sem possibilidade de voltar a conciência e de de voltar a viver.
        O feto é vivo e se tornara consciente.
        O aborto como você diz, é permitido quando o feto não poderá chegar à consciência.
        Sem romantismos para você, todos nossos atos sem uma única excessão são por proteção a nossa própria vida.Mas alguem lutou para que chegassemos aqui

  27. milton anesio disse:

    CAIA NA REAL 04
    Eu estou dentro de você.
    Meu coraçãozinho bate incessantemente dentro de seu ventre.
    Não sei o porquê , mas eu quero nascer para a vida aí fora.
    Eu me esforço para que tudo fique a favor
    Por vezes eu até chupo os dedos, outras vezes eu chuto.
    Quando você está triste , eu fico diferente, acho que triste também.
    Quando alguém fala alto eu assusto e até chuto.
    Acho que eu estou sempre dormindo, ou assim ,mais ou menos dormindo.

  28. milton anesio disse:

    CAIA NA REAL 03
    Esta presidente e o círculo que a opera é portadora do ódio doentio, ora dirigido ao campo ideológico. Findo este , busque-se outro receptáculo.
    E, que tipo de pessoa é você, que faz acreditar que um frio terrorista assassino, de uma hora para outra muda suas concepções, e você o coloca na direção de seu país, na direção de sua família, de seus filhos e filhas, talvez mesmos daqueles que você não desejou e que por um momento de desespero e de depressão desejou extirpá-lo. Desejou extirpá-lo devido a solidão avassaladora que estava presente no interior de sua alma e principalmente pela ausência de um pai afetivo e de uma mãe afetiva , de um meio afetivo que a encorajasse a levar em frente a formação daquela criança germinada por um ato às vezes violento, mas que de uma forma só presente a quem é realmente humano, presenteasse àquela criança com um gesto de amor magnífico, o maior possível e imaginável, só digno de você, que a transformaria no maior ser humano existente na terra.
    Ora, caia na real.

  29. milton anesio disse:

    CAIA NA REAL 02
    Sua atividade cotidiana como presidente é na realidade um fardo que ela tem que carregar para poder vir a realizar o seu intento inconsciente, que é a destruição de qualquer forma de poder atual , de todo agente de poder, e de toda noção de estado-poder que existir. Pode-se ver em seus gestos, mesmo os físicos, a sombra do ódio presente .
    É isso, seu objetivo é a destruição da moral e da cultura que formou o mundo ocidental.
    O que esperar de uma pessoa que sai de casa com uma arma de fogo escondida, se dirigindo a um campo de batalha indefinido, visando um atentado contra simples recrutas adolescentes ingênuos inocentes, mesmo como coparticipante?
    Você acredita mesmo que este frio assassino se tornou um anjo, um anjo que uma hora defende o aborto e em outra hora o condena?

  30. milton anesio disse:

    CAIA NA REAL 01
    Quando é que as pessoas que esperam atitudes genuínas do governo presente vão cair na real?
    A presidente atual é “filha” e eximia aprendiz do maior demagogo que já governou algo no Brasil, o Lula. E que um dia me fez acreditar que não poderia ser assim.
    Todos, mas todos os gestos emanados por estas pessoas e aquelas que compõem um círculo pequeno ao redor do poder, são gestos fictícios, encenados, mímicos, que visam aplainar o caminho para a implantação do comunismo internacional que está sendo promovido pela ONU.
    Na realidade a presidente não se importa com nada que se relacione a causa motivadora da medida 557, ou qualquer outra causa que se refira ao aborto ou homossexualismo, homofobia ou o quer que seja. Tampouco se importa com o sofrimento e a fome do povo, em qualquer área que seja. Uma pessoa que tem percepção desenvolvida consegue captar nas falas da Dilma a indiferença social a que me refiro.

    • Vitor Floripa disse:

      que pensamenro extemporãneo!!

      Troque o pijamas por um traje de passeio e vá dar uma voltinha no "shópis", coma um BigMac e esqueça o comunismo internacional.

      • milton anesio disse:

        Vitor (futuroViktor)
        Sei, a realidade é outra não é?
        A evolução se faz presente em tudo.
        Tudo está mudado e mudando para outros patamares.
        Não pensar assim é ser antiquado.

        Mas, você como tantos outros aprendem com a Xuxa a marchar para a modernidade.
        Em breve você estará marchando em um corredor polonês.
        Por falar polonês, o pré-nazismo teve o mesmo discurso.

  31. Mari disse:

    oliveirafatima_ Fátima Oliveira
    @maria_fro, @joaosergio Fora quem defende o PNAISM, o ministro Padilha não tem defensores tem coveiros. Vide http://migre.me/7rt0p

    oliveirafatima_ Fátima Oliveira
    DESCOBERTA Encontrado pelo em ovo: os interessados rebatizaram a MP 557 de MP do Nascituro. Como não há pelo em ovo? Ora, me compre um bode!

    oliveirafatima_ Fátima Oliveira
    A MP 557 foi rebatizada por segmentos pro-vida de MP do NASCITURO, conforme email que circula na net Ai, meus sais! http://migre.me/7rt0p

    oliveirafatima_ Fátima Oliveira
    Crculando na net: Vamos demonstrar a nossa força apoiando a presidente e o ministro e desmoralizando os abortistas" http://migre.me/7rqU3

    oliveirafatima_ Fátima Oliveira
    Os pró-vida em êxtase de mistérios gososos em minha entrevista, circulando em email que a meta são MIL comentários http://migre.me/7rqU3

  32. zwca disse:

    Fez muito bem, o nosso governo Dilma, em assinar o que teve de assinar, quando assinou. Fico pensando o que faria o Grupo GAFE (Globo-Abril-Folha-Estadão) com esse chiliques metidos a entendidos, aí.

    Não li tudo e nem vou ler. Mas meu olho caiu numa linha, em que alguém aí diz que nosso governo Dilma "lançou por terra compromissos assumidos com a ONU". Para mim, bastou. Compromissos com a ONU sempre são compromissos entre os grandes. Não tenho notícias de país pobre que, algum dia, tenha tido voz realmente ativa e realmente ouvida, em "compromissos com a ONU". Só falta, mesmo, os 'libertários' liberais de plantão, aí, inventarem, agora, q o nosso governo Dilma teria de, sozinho, derrubar o Vaticano.

    Esses papos, como o q se lê nessa entrevista, NÃO AJUDAM A DEMOCRACIA. Só atrasam cada vez mais a democracia. Estou a ponto de nunca mais passar por esse blog. O que não se lê na mídia, também não se lê aqui.

    • beattrice disse:

      Os evangelicos/papistas travestidos de pro-vida deram pra ameaçar o blog, o Azenha, a Conceição e desqualificar todos, o espírito democrático dessa gente é do mesmo tamanho do do Bolsonaro.

  33. Julio Silveira disse:

    Independente de determinação religiosa que o cidadão individualmente possa escolher, o governo parece querer deixar a determinação Laica para outra, a Lacaia.

  34. betinho2 disse:

    Sobre a polêmica de um comentário meu ter sido deletado, sabe-se lá como, conforme conversa que tive com Azenha (naquele post do Leo), havia me comprometido a refazer o comentário e repostar (pela 3ª vez). Porém dessa madrugada para agora, refleti e deixo de faze-lo, porque conclui que até prova em contrário houve patrulhamento, que vejo agora, não foi a primeira vez. Não estou responsabilizando o blog Viomundo e seus mantenedores, deixo isso claro, penso que podem também estar sendo vítimas, de alguma falha de segurança deliberada do IntenseDebate. De maneira que vou dar um tempo, esperando que as coisas se esclareçam.
    Abraços a todos
    E vamo que vamo.

  35. betinho2 disse:

    Com os comentários postados, por Edy, Maria Lúcia, Aline, Luiz Fortaleza, Bruno e Janaína, que se juntaram a tantos outros que aqui debateram de maneira lúcida, se mantendo no mérito do assunto, considero esclarecida a questão. a MP557 se justificou e sai limpa dos ataques sofridos. A questão da descriminalização do aborto (não liberração) no âmbito da saúde certamente virá numa próxima medida do MS, até porque, como foi dito, não se justifica ter sido tratada nessa MP. Considero encerrado minha modesta participação, frente aos contundentes e esclarecedores comentários postados pelos acima citados.

    Mas quero ainda deixar uma recomendação. Pelo que se sabe, o Citotec, mesmo sendo agora fabricado de forma clandestina (pirata), é ainda a grande "arma" usada para eliminar embriões e fetos. Cabe por parte dos que defendem o aborto, como a Dr.Fátima, Maia José Rosário e outras, um esclarecimento do que realmente é o Citotec e seus horríveis e imprevisíveis efeitos. Digo isso porque deu para perceber aqui que pessoa que defende o aborto, mesmo sabendo do controle, na verdade banimento, apenas sabia ser abortivo e não do histórico. São centenas de pessoas ainda recorrendo ao Citotec, sem esse conhecimento, e morrendo, não pelo aborto em si, mas pelo Citotec.
    Creio que esse deve ser um compromisso de responsabilidade, também e principalmente, dos que defendem o aborto, esclarecer como ele não deve ser feito. Pois em apenas lutando pela legalização sem mostrar seus graves riscos e a maneira incorreta, acabam sendo coniventes com as mortes, e a defesa do aborto se torna individualista e não uma causa comum (mesmo sendo da minoria).

    • Marta disse:

      Depois de levar uma surra memorável,
      fazer piada com a triste vida das prostitutas,
      desqualificar as mulheres mandando perguntarem respostas certas para o pai,
      já vai tarde.
      Aproveita e acerta esse remédio,
      porque ou vc não está tomando ou não está fazendo o efeito necessário.

    • Gerson Carneiro disse:

      "São centenas de pessoas ainda recorrendo ao Citotec, sem esse conhecimento, e morrendo, não pelo aborto em si, mas pelo Citotec"

      Discriminalização do aborto, já !!!

    • Gerson Carneiro disse:

      "Pois em apenas lutando pela legalização sem mostrar seus graves riscos e a maneira incorreta, acabam sendo coniventes com as mortes, e a defesa do aborto se torna individualista e não uma causa comum (mesmo sendo da minoria)."

      Que merda esse cara está falando. Que merda!

      Toda a luta pela discriminalização do aborto é também justamente por causa dos graves riscos dos abortos inseguros efetuados pelas mulheres pobres que não podem frequentar as clínicas que as mulheres ricas frequentam quando querem abortar.

      Quem acaba sendo conivente com a morte é justamente quem mantém criminalizado o aborto, e aí sim, toma decisão individualista na medida em que defende algo que somente as mulheres ricas podem usufruir.

  36. Indio Tupi disse:

    Aqui do Alto Xinfu, os índios humilde e filosoficamente continuam suas indagações: 8). Como será possível ajudar financeiramente uma grávida sem cadastrá-lá? 9). Como os valores poderão ser orçados e inseridos no Orçamento Geral da União? 10). Como o TCU poderá fiscalizar a distribuiição desses recursos? 11). O que não dirá a mídia de plantão se o Estado se arvorar em distribuir recursos à seu bel-prazer? 12). Em que isso é abusivo e violador da privacidade? 13). Como alguém pode pretender receber recursos do contribuinte sem se justificar e se cadastrar na áres competente? 14). O que isso tem a ver com o sigilo médico e o fundamentalismo religioso? 15). Por que invectivar o governante, que dirige um País com brutal desigualdade de renda e que, por isso, procura promulgar medidas legais destinadas precisamente a auxiliar os segmentos sociais mais desfavorecidos? 16). Como uma mãe grávida, incapaz de ter R$ 50,00 com que se apoiar na gravidez ou em um aborto inevitável, reagirá face a esse apoio financeiro do Estado e ao imprescindível cadastramento? Do mesmo modo de uma socialite que mora nos Jardins em São Paulo ou na Avenida Vieira Souto no Rio de Janeiro? 17). Os humilhados e ofendidos desse Brasil, ainda em grande parte miserável, se ofenderam quando tiveram, para precisamente buscar escapar da sujeição social em que se encontram, que se cadastrar para receber recursos dos inúmeros programas de auxílio das três esferas de governo? 18). Como compatibilizar o texto da articulista e da entrevistada, semelhante a uma metralhadora giratória de adjetivos, termos chulos e insultuosos contra a Presidenta, com a afirmação da entrevistada de quer "…que o governo acerte cada vez mais." Se essa é a altruísta finalidade da entrevista, por que as acusações vís, chulas e baixas, as quais até desmerecem o tradicional nível dos entrevistados do Viomundo? 19). Pode um Ministro, questionado sobre o cumprimento de uma lei, dizer que vai descumprí-la? O que queria a entrevistada que o Ministro disesse? Que ele vai colocar a assessoria dele à disposição da entrevistada, a fim de que seja feito um projeto de lei "sob medida", de acordo com os desejos e os interesses da entrevistada, a fim de submetê-lo à Presidente da República? 20). E se a moda pega, e 100 milhões de brasileiros procurarem o Ministro para pleitearem o mesmo tratamento? 21). E assim que se avança nos direitos da cidadania? Ou se faz auto-promoção? 22). Como divulgar um fato na base do "Estamos ouvindo falar…" 23). Onde que um governo democrático não pode sancionar medidas legais nas semanas do fim do ano? O que dirá a mídia de plantão e a entrevistada se o Estado fechar as portas nas semanas do fim do ano? 24). Por que tanta imprecisão conceitual, falta de clareza e abundância nas colocações e acusações vagas, incapazes de definir minimamente contra precisamente quais pontos a entrevistada está se posicionando? 25). E por que tanta precisão na pontaria da metralhadora giratória de insultos, vitupérios e epítetos da entrevistada, que se sente, nada menos que "apunhalada" pela Presidente? A quem beneficia todo esse "Cirque du Soleil" de efeitos verbais?

    • JOSE DANTAS disse:

      Com a palavra a entrevistada e seus seguidores para responderem as perguntas. Parabéns, Indio Tupi. Você fez as perguntas que muita gente gostaria de ter feito. Espero que sejam respondidas.

  37. marialuciandrade disse:

    Nesse debate tão importante para a saúde pública de qualidade no Brasil talvez esteja se deixando de ouvir o sujeito da história: o povo pobre do Brasil que tenta se utilizar da rede pública de saúde buscando lenitivo para seus males e suas dificuldades no viver,no que diz respeito a sua saúde.
    Sabemos que uma das principais causas de sofrimento, sequelas e mortes de mulheres são os eventos ligados a gravidezes sem a devida assistência médica,a partos inteiramente desassistidos por médicos ou para-médicos, as tragédias dos abortos mal cuidados, quer sejam espontâneos-e as estatísticas médicas informam que é cada vez maior o número de abortos espontâneos,principalmente na primeira gravidez- quer seja realizados com ou sem assistência médica,por decisão das grávidas. Por outro lado o número de crianças e mães que portam sequelas graves pela ausência de um pré-natal de qualidade, de um parto bem realizado, a tempo e a hora,de um atendimento pós-parto prestado nos termos necessários é imenso.
    Qualquer ser humano que tenha um mínimo de sanidade mental e emocional,maturidade e senso ético sabe que esses temas todos que envolvem as gravidezes e os abortos de qualquer espécie não podem nem devem ser analisados na base de preconceitos,achismos,posições filosóficas, religiosas ou políticas de natureza estritamente pessoais,nem debaixo de climas emocionais exaltados. Quando se trata de estabelecer políticas públicas é imprescindível fazer um grande esforço para preocupar-se em conhecer amplamente a natureza e as características do problema da mulher grávida de qualquer classe social ,mas no caso do serviço público, com ênfase na clientela que realmente procura esse setor público,que no entanto, sabemos aberto a todos e todas. Logo a questão interessa e envolve a todo o povo brasileiro, de todas as classes sociais.
    Essa será a forma de se dicutir como concentrar esforços para atender com qualidade e respeito às necessidades de saúde envolvidasquando se trata de atender às mulheres brasileiras da melhor forma possível..
    Em decorrência é urgente que o país discuta amplamente não só a MP557 mas toda as políticas públicas de saúde existentes que incidem sobre homens e mulheres e que ouça não só o sujeito da história,o povo brasileiro ,que tem o SUS como único recurso de saúde ou que a ele tem o direito de recorrer,mas igualmente aos médicos e para-médicos que trabalham no Ministério da Saúde,que tem na FioCruz um excelente órgão de pesquisa,estudos e levantamento de informações para o planejamento do setor.
    Se queremos avanços,avancemos também com prudência,generosidade, espírito solidário e muita profundidade na análise do tema evitando procurar bodes expiatórios para problemas milenares que só podem ser resolvidos pela ampla conscientização e universalização de uma educação pública e privada de alta qualidade. E ampla luta popular organizada.

  38. Indio Tupi disse:

    Aqui do Alto Xingu, os índios, humilde e filosoficamente, indagam: 1. Se a Rede Cegonha retoma "a noção e a prática de saúde materno-infantil", significando "atenção à saúde da mãe e da criança como unidade indissociável", por que a articulista acha que as mulheres deixaram de ser sujeito principal, e o bebê assumiu esse papel? As mulheres grávidas estão disputando uma hegemonia com o bebê que trazem no útero por livre e espontânea (no mais das vezes) vontade? Como o bebê não nasce por geração espontânea, mas é fruto de vontade alheia, pai e mãe, quem o defenderá ainda no útero de um ou de outro, isolada ou conjuntamente? Por carregar um bebê no útero, a mãe — acompanhada ou não pelo pai — pode tiranizá-lo? Pode matá-lo, via aborto, se isso lhe for conveniente? O Estado, por meio de governantes eleitos, não deve procurar regular isso? Não é fato corriqueiro que no processo Democrático, que nunca é um produto acabado, as leis estejam sendo constantemente aperfeiçoadas? Se alguma lei foi editada, que não do gosto da articulista, não seria mais democrático procurar os movimentos sociais a que está ligada, a fim de tentar aperfeiçoar a lei? Por que, ao invés, a articulista prefere fazer política baixa, ao invectivar a Presidenta de conservadora, submissa ao Vaticano? 2). O que é quinada conservadora da MP 557? 4). Como foi bem orquestrada? 5) Como a MP 557 — essa Entidade mágica — conseguiu tomar o rumo antidemocrático, não republicano e autoritário, sob o aplauso dos machistas, das mentalidades conservadoras, dos fundamentalistas religiosos, do José Serra, do Severino Cavalcanti e do Bispo de Guarulhos? 6). Em sociedade capitalista, de classe, qual lei não tem finalidade ideológica? Em sociedade permeada de incontáveis crenças religiosas, qual lei deixará de agradar ou desagradar um ou outro grupo religioso, até os ateus? 7) Se a MP 557 "foi feita exclusivamente para tentar passar de contrabando a personalidade civil do nascituro", então, a personalidade do bebê deve ser relegada às galés, ao porão dos escravos? Aonde que isso atenta contra os direitos à saúde, sexuais e reprodutivos da mulher? Não é exatamente o contrato: se se defende a personalidade civil de um filho no útero, onde se está agredindo os direitos de sua mãe? 8) O fato de alguém ser estudioso, militante, suposta autoridade em algum assunto e médica que dá duros plantões não tem o condão de dar infalibilidade a ninguém: em nenhuma área do conhecimento existe o Sujeito suposto-saber. Assim, o que decide é o processo Democrático. Se a lei não agrada, a via a ser perseguida e a do devido processo democrático, e não as calúnias chulas.

    • Bonifa disse:

      Sinto muito, sábio indígena, mas nessa acredito que até seu nascimento, o bebê e a mãe são um único ser, sob a absoluta responsabilidade da cabeça materna. Ninguém questiona o irrestrito amor filial que os animais devotam a suas crias, estando prontos a sacrificar a própria vida em defendê-las, por instinto. Mas é comum que muitos animais devorem seus filhotes, quando percebem que não há para eles chance de sobrevivência. Depois disso, gerarão outros filhos a quem devotarão o mesmo amor irrestrito. Isto não é darwinismo aplicado a questões humanas, mas é tolo aquele que não entende os animais.

      • Wildner Arcanjo disse:

        Unico ser como, se nem geneticamente eles são iguais?

      • EFerraz disse:

        …o bebê e a mãe são um único ser, sob a absoluta responsabilidade da cabeça materna…( inegável, por ação lógica de causa-efeito. Ou devemos atribui-los a uma entidade extraterrena?)
        Extemporâneos, oportunistas, desejos individualistas, chulos e inconsequentes são os argumentos da sra. Fátima Oliveira para o tema em questão.
        Nem neste blog progressista, nem das próprias interessadas, as mulheres, a sra. Fátima Oliveira encontra apoio substancial. Quer mais evidência democrática?

      • Bonifa disse:

        Bem… Depois do fim do matriarcado, onde muitos consideram que aconteram os avanços fundamentais da cultura, e da destruição dos silos coletivos para darem lugar aos silos individuais de chefes de clãs, a mulher foi escravizada completamente e sua quase única atribuição era parir o filho herdeiro que herdaria a posse dos silos. E parir trabalhodores e guerreiros para os chefes de clãs. Com o surgimento do individualismo burguês na Idade Média, a quase única obrigação da mulher era parir o herdeiro do chefe da família. Umja mulher pensar? Uma mulher votar? Uma mulher opinar? Isso é coisa muito recente. Engels previu esta situação, quando falou que uma radical transformação da Humanidade viria do fato da mulher alcançar independência econômica, através de seu trabalho. A escravidão feminina era a anomalia que havia na espécie humana, em relação aos animais, por isso falamos em animais. A nova liberdade feminina dissolve esta anomalia e devolve à mulher o direito absoluto sobre seu corpo. A mulher fecundada vai embora ou fica, mas é dona de seu corpo e de seu bebê. Não venha agora o Estado fazer-se de dono do bebê. Não venham agora com especulações metafísicas ou de ciência primária sobre as origens e constituições do ser. Orientação, assistência de saúde, ajudam, sim. Mas interferência, não.

      • JOSE DANTAS disse:

        Interferência ou ajuda depende de quem analisa a questão. Ajuda para quem precisa é sempre oportuna e interferência só se configuraria se o cadastramento fosse obrigatório.

      • beattrice disse:

        O blog foi claramente tomado de assalto pela torcida evangelico/papista do padilha ou por seus assessores convertidos em tropa de choque.

      • Ênio disse:

        Que horror! É chamar a polícia.

      • JOSE DANTAS disse:

        Ninguém enquanto animal racional tem o direito de "devorar os filhos" diante do temor pelas dificuldades advindas do exercício da criação, educação e enfim, da transformação de um feto em criatura humana, que não pediu para ser gerado. Vai que na próxima gravidez, contraída em bom momento financeiro, aconteça um contratempo que venha a mudar esse estado favorável e novamente o "amor irrestrito" some do mapa e mais um assassinato pinta como solução. E aí pergunto: Que bicho é esse? Como pode se imaginar que mãe e filho nessas circunstâncias são um único ser? A esmagadora maioria das vacas não rejeitam suas crias em pleno sertão nordestino, mesmo com a certeza – partindo do princípio de que raciocinam – de que não será nada fácil a sobrevivência de ambos.

  39. Mari disse:

    Solicietei a Conceição Lemes postar como comentário meu um email que recebi mais ou menos com os seguintes dizeres:
    ACESSE O ARTIGO DE FÁTIMA OLIVEIRA, INIMIGA DECLARADA E ANTIGA DO NASCITURO, E FAÇA UM COMENTÁRIO DEFENDENDO A PRESIDENTE E O MINISTRO. NÃO PRECISA DEFENDER O NASCITURO, POIS TEMOS A VITÓRIA GARANTIDA DA LEI ASSINADA PELA PRESIDENTE.

    É que não consegui ter aprovado o comentário para enviar por ser maior que o permitido pelo site

    • beattrice disse:

      Evangélicos e papistas fazendo corrente de oração no VIOMUNDO e interditando o debate democrático.
      Esse é o senhor padilha, que patrocina este tipo de lobby contra a sociedade brasileira.

    • Conceição Lemes disse:

      Mari, desconhecemos esse fato, vamos apurar. Obrigada, abs

    • marialuciandrade disse:

      Achei curiosa essa recomendação "não precisa defender o nascituro". Os nascituros devem mais é estar querendo distância de baixar nesse mundo cão. Qualquer asteróide de longínqua galáxia deve estar valendo mais a pena. Papagaio!

  40. urbano disse:

    Abrir tanto espaço para uma entrevista dessa , visivelmente feita de intrigas e com pouco conteudo factico é um erro crasso do blog. lamentavel

  41. Mirtes Trinta disse:

    São sete da matina do sábado. Como vimos eles não dormiram. Merecem receber regiamente pelo que trabalharam, incansavelmente. São ridículos. E ainda posam de democratas coma cara mais limpa do mundo, orquestrando comentários em defesa dio indefensável. Os velhos métodos. Ah, os velhos métodos. E fogem doe nfrentamento das questões cruciais do debate. Em nome do nascituro. Qual a dúvida?

    • beattrice disse:

      Nenhuma Mirtes, e do ponto de vista técnico o debate deles não se sustenta por 30 s, porque nao debatem.
      Repetem incansavelmente uma cantilena treinada nas igrejas ou no MS.
      E fazem isso tb no horario de expediente.

  42. Gerson Carneiro disse:

    Hoje, 07 de janeiro de 2012
    Este menino que vos fala ultrapassa mais um ano de vida.

    E na melhor das hipóteses, se a natureza a mim for generosa
    Estou na metade da minha vida, fazendo o retorno, virando a curva.

    A morte é o ser mais paciente e misterioso da face da Terra.
    Sei que me espera, em algum dia dos dias que compõem os próximos 40 anos;

    E sabe guardar segredo. Não conta nem para mim (maior interessado).

    Quando este dia chegar, em último suspiro, terei guardado forças para sussurrar minhas últimas palavras: eu VIOMUNDO.

  43. Aline disse:

    Qualquer pessoa que se der ao trabalho de ler atentamente o texto da Medida Provisória 557 ( o que não toma mais do que cinco minutos) verá que nessa Medida Provisória 557não há nada de ofensivo à dignidade das mulheres,nem que possa prejudicar nenhuma mulher, em nenhuma circunstância. E não tem nada a ver com mulheres que desejam fazer aborto ou que tiveram abortos espontâneos. Tem a ver com mulheres grávidas que espontanea e voluntariamente desejam ter assistência pré-natal pública gratuita, fazer o parto na rede pública e ter atendimento pós-parto garantido, com vários tipos de assistência e apoio.
    O texto se encontra facilmente na internet. É só ler com atenção,antes de sair emitindo opiniões a partir da visão enfurecida de alguém.
    Concluo que a Dra. Fátima não fez a devida leitura do texto da Medida bem como o mesmo aconteceu com os que estão atacando e acusando a Presidenta Dilma de retrógrada e traidora das mulheres.
    Esse procedimento insólito causa espécie. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-201

    • Maria Amélia disse:

      Quem leu a MP sabe que a senhora Aline é pau mandado. Só a ignorância faz com que ela escreva o presente comentário. O NASCITURO faz o que na MP? Vá procuurar o que fazer dona!

      • Aline disse:

        Gentil Maria Amélia
        Já quem lê esse seu comentário lúcido e inteligente compreende quão incomensurável é a sua genialidade.O que o nascituro faz na MP? Só Cristovão Colombo sabia mas, coitado, já morreu.
        Procurarei encontrar um casal de micos leões dourados no meu passeio matinal na Floresta da Tijuca, amanhã cedinho, para lhe mandar de presente. Trate-os com carinho,já que são animais em vias de extinção. Seja feliz.
        Beijos.

      • Gerson Carneiro disse:

        Maria Amélia, eis a evidência do que você falou.

        "Concluo que a Dra. Fátima não fez a devida leitura do texto da Medida bem como o mesmo aconteceu com os que estão atacando e acusando a Presidenta Dilma de retrógrada e traidora das mulheres."

  44. Julio_De_Bem disse:

    Bom, filho a mulher não faz sozinha. Esse argumento eu não concordo. Se eu engravido minha namorada, por exemplo, eu vou lutar até o fim pela vida dessa criança. Mesmo que ela queira abortar. Acho que não cabe só a ela a decisão. Mulher carrega sim a criança por 9 meses, e tem todos os problemas das dores e tudo mais. Mas não dá a ela o direito de escolher se a criança vai viver ou não. O pai tem tanta tutela quanto a mãe. É uma relação de iguais.

    Se não está preparada para ser mãe, que não seja. Há muitos metodos contraceptivos. Abortar simplesmente por abortar, é assassinato. E não me venha com papo furado de que vai atrapalhar o futuro. Abrir as perninhas é bom, colocar o pintinho la dentro é bom, mas esquecer da responsabilidade do ato é burrice.

    Todos ja foram desmiolados em algum momento da vida, o que precisa é conscientização.

    Para mim aborto é o retrato da fraqueza e ignorância da mulher e do homem e é um crime. Salvo se for vítima de estupro/abuso sexual ou a criança acéfala.

    Aborto somente em casos extremos. No mais, eu acho assassinato.

    PS.: Tenho que dizer que o argumento de que a mulher deve decidir pela vida ou morte simplesmente por que carrega, fica gorda e sente dor é muito fraco. Queria o que? Uma modificação genética que permite ao homem engravidar? A natureza fez da mulher o ser que carrega a perpetuação da espécie, ou Deus deu a mulher esse dom, escolha o que quiser. Só sei que homem NUNCA sentira dor do parto ou carregará por 9 meses uma criança e isso não o torna inferior a mulher no quesito de escolha de vida ou morte de uma criança.

    Há camisinha, DIU, anticonceptivos diversos. Falta cérebro e informação…e saber que só ela abrir as perninhas e ele colocar o pintinho la dentro não é só festa não…

    Aborto só em caso de gravidez proveniente de estupro ou criança que nascerá sem cerebro. Outras opções só nos afasta mais da condição de ser humano (ou talvez de inteligente, afinal não conheço nenhum relato de que uma Ursa ou Leoa que matou o filhote pois poderia “comprometer seu futuro”…pff)

    Agora dizer que uma lei tão importante, num assunto tão contestável e de divergência de opiniões está seguindo o manual que a igreja impoe, é um tanto ridículo. Só por que a opinião de alguem contrapoe a sua, a pessoa perde todas qualidades? Argumento fraquíssimo esse da Fátima.

    • Cora disse:

      Não trate um assunto de saúde pública pensando apenas no seu pintinho. Um pouco mais de respeito! As mulheres q abortam estão sozinhas ou contam com a anuência do respectivo pintinho. E justamente pq, ou pintinho está ciscando em outra freguesia, ou pintinho se recusou ou esqueceu a camisinha. A responsabilidade pela gravidez não é exclusiva da mulher. Mas o ônus sim, pq na hora H, pintinho desaparece. Duvido q exista mulher q considere este recurso um método anticancepcional. É sempre um sofrimento, muito piorado por este tipo de tratamento, completamente insensível e desumano, cheio de hipocrisia. Falemos de paternidade responsável. O pintinho desaparece, deixa filhos pra trás, some no mundo e o julgamento é todo da mulher? Ah, me poupe! Mais respeito!

      • Mirtes Trinta disse:

        Falata senso de ridículo ao Júlio do Mal

      • Julio_De_Bem disse:

        Então vc precisa ver a vida com maior amplitude amigo. Eu conheço muita gente que pode tranquilamente ter um filho abortar pq transou sem segurança e responsabilidade.

  45. Edy disse:

    A Dilma não traiu compromisso nenhum. Tudo ficou muito claro na campanha a respeito. A Dilma na campanha repetiu inúmeras vezes que O ABORTO É UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA e que a mulher que sofre um aborto de qualquer tipo tem que ser atendida pela rede pública de saúde,que tudo deverá fazer para salvar-lhe a vida. Por isso a torturaram na imprensa, os "religiosos" em todo o Brasil distribuiram panfletos contra ela nos cultos,emails varreram todas as caixas de email nesse país,insultando-a de tudo que era desaforo. A santa esposa do Zé Serra acusou-a de assassina de criancinhas. O que se tentou forçar na campanha foi que a Dilma se declarasse pessoalmente a favor do aborto. Naturalmente que isso não cabia mesmo. trata-se de um tema que ou é tratado a luz da Saúde Pública por um candidato ou cabe remeter à decisão da maioria, como se prevê no sistema democrático. Nessas circunstâncias ela sempre dizia que que as opiniões pessoais dela sobre questões contidas em leis era a seguinte: que as maiorias lutem para fazer as leis do país corresponderem ao que acham justo, razoável e saluta,.por métodos democráticos. Todo o Brasil ouviu ela dizer isso.
    Quanto a fazer autocraticamente baixar uma lei alterando as existentes que venha a permitir que qualquer cidadã pleiteie fazer um aborto na rede pública, como acontece por exemplo, no Canadá ou na França,ISSO TODO MUNDO SABE QUE A DILMA NÃO TEM COMPETÊNCIA PARA FAZER. Se fizesse sofreria impeachment pois estaria descumprindo o juramento que fez ao tomar posse e agindo de forma insana. Ela é obrigada a pautar todos os seus atos pelas leis vigentes, como qualquer outyro presidente. Por que entÃo fingem desconhecer essa realidade e atacam a Dilma tão absurdamente nessa questão dessa MP?
    Por que usam esse argumento falso de que ela não oferece aborto na rede pública porque traiu, descumpriu etc… quando sabem muito bem que o impedimento é de ordem legal? E que só povo organizado e mobilizado muda uma lei dessa natureza. E que mesmo assim , isso exigiria muito tempo para debates,esclarecimentos etc porque todo mundo saca que se houvesse um plebiscito a maioria votaria contra a descriminalização do aborto. E digo isso com pesar, porque para mim o aborto deveria ser uma opção de cada cidadã ,desde que em condições de saúde física, mental e emocional para poder reealizar essa opção.. Mulheres como a Dilma não têm como ser tachadas de machistas e retrógradas. Ela é uma verdadeira feminista e tem comprovado isso a cada dia do seu governo. Vamos respeitar quem durante toda sua vida só fez por merecer respeito.
    Acho uma tremenda injustiça o conteúdo do texto da Dra. Fátima. Para se defender uma causa justa não é necessário investir injustamente contra pessoas dignas e decentes. É lamentável que ainda se usem esses métodos deprimentes que a nada conduzem.

    • Luiz Fortaleza disse:

      Não se pode reduzir essa discussão da vida ou morte de um ser fecundado a uma questão de opção… O corpo humano não é uma fábrica capitalista que descarta o que produziu e não quer mais. As pessoas têm que arcar com a responsabilidade de suas ações. Agora tudo virou OPÇÃO, ser homossexual é opção, ser isso ou aquilo é opção… não, esta não é uma questão da vontade arbitrária, de um vanguardismo falso, mas da vontade responsável, baseada numa ética pela vida, e não num amoralismo laico e frio. "Eu sou dona do meu corpo", "do meu ovário", que visão mais capitalista, da propriedade privada… na verdade não somos donos de nada, pq nos tornaremos uma carcaça do tempo, não podemos mandar o corpo parar de envelhecer, não podemos deter a morte do corpo…qdo ele não tem mais condições de vida. Aborto natural não é teleológico, e sim ontológico, ou seja, não é algo premeditado, calculado com intenções egotistas e fins apriori estabelecidos. Essa história de nos libertar de CULPAS tem limites, porque temos culpas sim de muitas coisas. E todos aqui – prós ou contras – fazem juízo de valor, fazem ideologia etc. Então a polêmica continua… Se querem ser darwinistas nesta discussão que sejam, eu não…

      • Edy disse:

        Luiz
        Eu não faria essa opção. Mas por princípio considero que se deve deixar o ser humano livre para decidir o que é correto e justo na sua visão, de acordo com a sua consciência e experiência de vida.
        SE assim for feito, e se tivermos um mundo justo, com direitos iguais,com possibilidades para todos,de cada um de acordo com suas capacidades e a cada um de acordo com suas necessidades tenho a convicção que raríssimas mulheres optariam pelo aborto. Eu não sou darwinista. Sou só uma livre pensadora humanista,apaixonada pelos seres humanos. Por mim, todos viveriam,solidários e fraternos.

      • Luiz Fortaleza disse:

        Concordo em parte Edy, mas o ser homem livre é livre até certo ponto e não podemos pautar a Justiça a partir de pontos de vista individualistas sobre o que é certo e errado, a não ser que seja algo de fórum íntimo que diz respeito a você próprio, mas quando implica o outro ou a alteridade, aí a livre escolha não pode ser absoluta e autoritária. Porque isso implica o destino de um "outro ser" que não lhe pertence, mas pertence a vida. É quase querer ser um Deus em querer determinar, vc vive ou vc morre. Ninguém tem certeza absoluta de nada em tudo nesta vida, nem a ciência. Não sei se é pq eu fui quase abortado e hoje sou uma pessoa que conseguiu vencer as vicissitudes da vida, pois talvez se eu tivesse morrido, não teria publicado três livros, feito filosofia, mestrado e doutorado, participado dos movimentos sociais, dado cursos de marxismo no meu sindicato, ser um anticapitalista etc. E estou aqui para contribuir para a história humana evoluir. As pessoas do meu sindicato gostam quando escrevo artigos no jornal do meu sindicato por ter essa capacidade de desconstruir o discurso ou a ideologia do capitalismo e desmontar essa farsa da democracia burguesa. Parece até que estou me gabando, mas é porque fico pensando qto seres perdidos poderiam contribuir com a vida tal como eu, que estou aqui defendendo o PT a partir de um ponto de vista conjuntural, pq do ponto de vista revolucionário marxista, o PT é totalmente criticável ou reprovável. Pois é um partido social democrata estilo a la Europa. Mas, enfim, essa é outra discussão, pq envolve outras variáveis políticas e ideológicas. Mas o importante é que aqui as ideias circulam e não se cristalizam, pois temos que abrir fendas em discursos fechados, baseados na pura interpretação política ou percepção ideologizada pessoal ou partidarizada. Não vou mais escrever aqui, pois, senão, não termino de concluir minha tese. Abraço a todos e como eu sou teimoso e não paro de escrever enqto me instigarem, vou defendendo meu ponto de vista até alguém conseguir enfraquecê-lo, caso contrário, fico nesta peleja reflexivo e não saio daqui. Risos.

      • Edy disse:

        Caríssimo Luiz
        Foi uma honra e um imenso prazer ouvir suas palavras. O seu diálogo foi um desses cintilantes momentos de nossas participações internáuticas. Valeu por tantos desencontros e incompreensões, que participar de debates desse tipo geram e que por tantas vezes nos colocam em defensiva ou fuga.
        Adorei saber de você,porque lendo esse seu brilhante comentário me veio a cabeça que muito que você diz bate com o tipo de pensamento filosófico que mais me agrada.
        É fato que arrisco quando quero livres as decisões das mulheres sobre seus corpos. Mas arrisco porque confio muito em nós mulheres . E também nos homens. Sei do quanto somos capazes de amar a vida e defendê-la. Ainda que falte muito para que o mundo seja o Mundo e apoie e reforce nosso lado Eros. E aí perigamos muitas vezes cair nos braços de Thanatos.
        Sei o quanto deve ser difícil saber que quase se foi abortado. Quase, Luiz. Mas não foi. A força da vida,o útero da mulher que o gerou,uma lucidez reforçada por algum gesto de solidariedade ou de amor, um mero acaso, uma força estranha,o verso de uma canção, uma brisa mais suave ,que sei eu?, algo segurou você, e a vida não enganou a vida. E hoje, aqui está você e aqui estou eu, comovida,agradecendo a você por ter sobrevivido e à sua mãe e ao seu pai por terem te gerado,e a esse grato momento que nos revela a insuspeitada alegria que pode ser conviver na internet.
        Acredito mais no poder do amor e na amizade do que no poder da Justiça,como boa epicurista que sou.
        Mas concordo com você que enquanto o Mundo não vem, temos que lutar pelas leis que ajudem as pessoas a não receberem ou causarem danos a si mesmas ou a quem quer que seja,leis que as guiem na procura da saúde do corpo e da alma,na prática da solidariedade e da compreensão afetuosa.
        Um fraterno e comovido abraço.

  46. Amália disse:

    Meus queridos, bateu a CIA no blog Viomundo, levaram embora um comentário do Betinho, depois de postado e lido por alguns aqui.

  47. Rodrigo disse:

    Azenha,
    Ser a favor do aborto é dureza.
    A esta altura do campeonato não dá!
    A legislação brasileira já prevê suas exceções.
    Métodos para se evitar existem aos montes.
    É muito decepicionante atrelar este tipo de debates a um caráter religioso. Isso é preconceito.
    Pode-se muito bem dar a oportunidade da mulher após cumprir a gravidez abrir mão do direito que tem e entregar o filho para adoção.
    Solução horrível, mas muito melhor do que a morte.

  48. Paulo disse:

    Eu ainda não entendi. Existe alguma evidência de que a MP é parte de algum lobby religioso ou todas as acusações são na base do "achismo"?

    • Mirtes Trinta disse:

      Sabe o que é nascituro?

    • beattrice disse:

      Paulo, sugiro que vc leia na íntegra a MP 557 na sua versão oficial tal qual foi publicada e vc verá então que lá foram contempladas várias exigencias ilegais da bancada evangelica/papista que vinha pressionando há anos para obte-las.
      Há outras evidencias referentes a outros assuntos de que essa bancada, que infelizmente cresceu 50% no Congresso, vem obtendo favores do governo ao longo de 2011.

  49. @orivaldog disse:

    Cadê o estado laico do Brasil?

  50. FrancoAtirador disse:

    .
    .
    O Guardador de Rebanhos

    Canto VIII

    Por Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa

    http://www.releituras.com/fpessoa_guardador.asp

  51. Marcelo disse:

    Cara, sério mesmo,
    vc precisa de tratamento.

  52. EFerraz disse:

    Azenha, se não houvesse este blog progressista, a sra Fátima Oliveira estaria falando sozinha.
    E, mesmo aqui, Ela não consegue apoio significativo. Seus argumentos são confusos e não sensibilizam nem as próprias interessadas, as mulheres, que não vêem nela representatividade.
    A saúde, neste momento, precisa é de ação e não de discurso feminista, interesses próprios, desejos individualistas: extemporâneos. Técnica Ela deve ser muito boa. Gerente?…
    A saúde necessita, emergencialmente, do Substancial; depois o Trivial.
    Resguardadas as exceções, quem precisa de aborto – gravidez indesejada – não usou camisinha. Não se planejou. Não pensou na sua saúde. Não pensou nas consequências. Foi irresponsável.
    Com todos os recursos disponíveis, concientização, informação, dinheiro público em propaganda,… é preciso chegar ao extremo, o aborto?? Isso é que é atraso, subdesenvolvimento intelectual.

    • Alberto disse:

      Não fale sobre o que você não conhece mestre. Deixe de ser mentiroso em suas conclusões. Perdeu sua credibilidade, se é que possuía alguma. Seus proprios companheiros de nave já apelidaram a MP 557 de MP do Nascituro e estão desesperados pedindo MIL COMENTÁRIOS contra o artigo. Será por que, hein? Responda se tiver um mínimo de caráter e responsabilidade. Estão desesperado porque a Dra. Fátima Oliveira é uma intelectual e militante da área da saúde, dos direitos da mulher e contra o racimo respeitada, nacional e internacionalmente. Você ignora tudo isso porque é um ignorante fetófilo, fanático e desinformado. Você tem o direito de ser contra tudo o que ela escreve, mas não de desqualificá-la e de dizer que ela não tem público.

    • Alberto disse:

      Como não tem público uma livre-pensadora que mantém uma coluna semanal no jornal que mais vende em Minas, O TEMPO, há dez anos? Como não tem público uma livre-pensadora que tem cerca de dez livros publicados e um deles é um best seller, o Engenharia genética: o sétimo dia da criação, um livro paradidático indicado em todas as escolas do Brasil, da Editora Moderna?
      Não tem público e os pro-life como você estãos e borrando de medo, fazendo corrente na internet pedindo pras pessoas comentarem contra a entrevista?

    • Alberto disse:

      Para seu governo Fátima Oliveira é publicada em muitos outros sites respeitáveis
      Veja aqui os artigos de Fátima Oliveira

      CRUZADA ANTIMULHER – O aborto, as leis e as eleições
      Fátima Oliveira | 26/09/2006
      COTAS NA ACADEMIA
      Afinal, o que os letrados chamam de "racialização"?
      Fátima Oliveira | 18/07/2006
      MÍDIA E COTAS
      País apartado e "racializado" desde os primórdios
      Fátima Oliveira | 11/07/2006
      AGÊNCIA CÂMARA
      O dever de se pautar pela ética da responsabilidade
      Fátima Oliveira | 06/12/2005
      Vai lá ler para deixar de ser mané http://www.observatoriodaimprensa.com.br/authors/

  53. Mirtes Trinta disse:

    Fátima Oliveira chutou o pau da barraca com categoria. Estava na hora. O Ministério da Saúde está comprando briga à toa. Falta de assessoria. É só retirar o contrabando do nascituro da MP e negociar. É mais decente. Porque não há comod efender o indefensável. As feministas estão certas. Além de tudo têm munição intelectual farta. Estão sustentando esse debate há dias. E ganhando.
    Parabéns Azenha e Conceição Lemes.

    • Fabio_Passos disse:

      Ela foi didática. Permitiu que as pessoas entendam a marotice desta MP.

      Só que a impressão é que esta MP é fruto de muita negociação: Entre o governo e os fundamentalistas religiosos. E a barganha foi exatamente inserir este nascituro na MP.

  54. alcides disse:

    A entrevistada não deixa clara qual a ameaça que o cadastro representa. Isso é necessário, pois cadastros existem para quase tudo. Por que logo esse é perigoso? Não há como o governo distribuir R$50,00 sem exigir seuqer a identificação do beneficiário. Ou ela se explica melhor, ou sua entrevista não passará de opinião.
    Quanto à posição do ministro sobre o aborto, que a entrevistada diz se limitar a declarar que vai cumprir a Lei, é muitíssimo natural. A população brasileira é majoritariamente contra o aborto. Ele não quer queimar a lingua. Sabe que um escorregada nas palavras só vai dar lenha àqueles que gostam de colocar ministros contra a parede. Polêmicas sobre esse tema mais atrapalham do que ajudam a resolver problemas nas áreas de saúde ligadas à sexualidade e reprodução.

    • beattrice disse:

      Este cadastro é inviável do ponto de vista medico-legal, pois ele é universal (para TODAS as gestantes), compulsório (obrigatório) e público, violando o sigilo médico, expondo a condição médica, tratamentos, diagnósticos das mulheres atendidas em uma condição que não se justifica do ponto de vista da conduta médica.

  55. Mari disse:

    Estudo indica que mortes por aborto é maior entre negras
    Agência Estado

    Por AE

    São Paulo – Um novo estudo sobre a mortalidade de mães no Brasil revela que o risco de morrer por aborto é muito maior nas mulheres negras e pardas do que em grávidas brancas, o que leva especialistas a questionar se a criminalização do procedimento estaria punindo apenas alguns grupos raciais. Segundo o trabalho do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio, apresentado durante o seminário Mortalidade Materna e Direitos Humanos no Brasil, o risco de morte de uma grávida negra cuja gestação terminou em aborto é 2,5 vezes maior do que o de brancas.

    Nos últimos quatro anos o instituto vem se dedicando a radiografar o aborto no País e, depois de mostrar que sua frequência reflete as desigualdades – ocorrem mais entre mulheres negras e pobres -, foi investigar se havia também diferenças na mortalidade, considerando registros de 2003 a 2005. Os especialistas apontam que é possível que a descriminalização do aborto, se um dia aprovada no Brasil, reduza o índice de complicações e mortes – atualmente é crime, só permitido em caso de estupro ou risco de morte para a mãe. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
    http://www.abril.com.br/noticias/brasil/estudo-in

    • José Ulisses disse:

      Índice de mortalidade materna em negras é 7,4 vezes maior

      O índice de mortalidade materna em mulheres negras é 7,4 vezes maior do que em mulheres brancas, de acordo com pesquisa de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
      http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/saude/

    • Bruno disse:

      Quem criminaliza o procedimento não é o atual governo ou os recentes. São as leis vigentes sobre o tema aborto que teoricamente são produto do processo democrático e deveriam representar o que a maioria do povo considera o melhor.
      Para mudar as leis todos sabemos qual é o processo: passa necessariamente pela discussão e aprovação pela maioria do Congresso Nacional.
      Isso tudo foi ampla e exaustivamente debatido na campanha,onde Dilma Rousseff foi acusada publicamente pela mulher do Serra de assassina de criancinha apenas porque discordava que uma mulher que chega a rede pública porque fez um aborto fosse tratada como uma criminosa,chamando-se a polícia.

      • luiz pinheiro disse:

        É tão óbvio, Bruno. Mas o histerismo cega.

      • Fabio_Passos disse:

        E por que será que a Dilma mudou de idéia?
        Sim, porque se há uma medida provisória recém editada para "prevenir a mortalidade materna" que sequer trata do atendimento digno de saúde para milhares de mulheres pobres que realizaram aborto… alguma coisa mudou.

        Qual será a barganha que o governo fez com os fundamentalistas religiosos? O útero de milhares de mulheres pobres em troca do que? Qualé o negócio?

    • Fabio_Passos disse:

      Pobres e negras.
      Seguramente uma das razões porque muitos não dão a mínima se estas mulheres terão atendimento digno de saúde.

    • beattrice disse:

      Não tinha alguém por aqui agora mesmo alegando que não há estudos que justifiquem a preocupação com o cumprimento da Norma Técnica?
      Cadê ele?
      Sumiu?

  56. Bonifa disse:

    Nem dá para acreditar nesta terrível mancada. Mas vejam que avanço extraordinário para as mulheres na Arábia Saudita! Certamente os conselheiros americanos convenceram seus príncipes a cederem nesta fundamental questão feminina (ou feminista?) : "Mulheres da Arábia Saudita ganham (ganham?) o direito de vender (e comprar) lingerie." – É o que diz Le Monde, no dia histórico de hoje. http://www.lemonde.fr/proche-orient/article/2012/

  57. LUIZ FORTALEZA disse:

    Diz Rubens Alves, que fazia parte da Teologia da Libertação: "A religião sem a ciência é cega, e a ciência sem a religião é manca." O aborto é um mal a qualquer ser humano, pois agride o corpo da mulher e se mata um feto potencialmente humano. O discurso secularista ou laicisista também tem limitações na sua veracidade, pois ignora a questão ontológica do ser ainda-não-existente, mas que pode existir,. E caímos num discurso da Ética Utilitarista dos pragmáticos da Modernidade, ou seja, a apologia da utilidade, algo só serve se for útil, grosso modo, falando. Fugimos da Ética da Responsabilidade", de Johs Rawls, que prega uma responsabilidade para com o outro, seja o ser humano, seja o ser natureza. Queremos combater os efeitos, sem combater as causas dos efeitos. Que tal fazermos uma educação preventiva, uma educação sexual, porque não se muda a sociedade com meros preceitos ciêntíficos em detrimentos de preceitos morais, sejam eles religiosos ou não. O poder da Tradição é forte na socieadade; e o Estado é, como diz Marx, a sociedade organizada. O Estado representa os interesses universais entre aspas. O Estado somos todos nós. Enqto não abolirmos a religão da vida privada das pessoas, o Estado continuará sendo um Estado com um corpo humano ainda religioso. Mas religião não se abole da sociedade só com discurso cientifico, porque há coisas que a ciência não explica, por ser racional, empirista, que a religião torna-se uma saída de compreensão, mesmo que numa linguagem metafísica, lendária ou analógica (analogia). Tivemos a mitologia, a teologia e agora a ciência. O risco é de a ciência se tornar uma nova religião, uma crença que também pode cegar quando se confina seus argumentos num padrão de conhecimento suis generis. Por isso, a filosofia está com a mãe de todas as ciências para avaliar os fundamentos de seus conhecimentos, testar seus argumentos, que têm base meramente empiricista. O empiricismo é o outro lado mal do racionalismo, do dogmatismo. Entenda quem puder…

  58. Tadeu disse:

    Comentário do Sr. Jotha, que eu endosso:

    "Acabei de ler a MP557 e de fato a srª Fátima Oliveira está coberta de razão e plagiando o autor de O nome da Rosa (Umberto Eco), numa referência á Santa Sé "O braço secular", hoje representada pelo secretário geral da presidência, está em festa, tal e qual, ficou com a aprovação da concordata Brasil-Vaticano, também numa canetada na calada da noite do presidente Lula, em visita ao Vaticano, quando este era presidente. Portanto, a palavra de ordem da referida MP não poderia ser outra e de fato é: VIGILÂNCIA. A igreja romana continua nos bastidores, mais atuante do que nunca".

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