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Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano

05 de janeiro de 2012 às 14h54

por Conceição Lemes

Em 28 de março de 2011, a presidenta Dilma Rousseff, acompanhada do ministro Alexandre Padilha, lançou, em Belo Horizonte (MG), a Rede Cegonha.

A farmacêutica Clair Castilhos (aqui), a cientista social e jornalista Telia Negrão (aqui) e a médica e escritora Fátima Oliveira  (aqui e aqui), alertaram: a Rede Cegonha é retrocesso de 30 anos nas políticas de gênero, saúde integral da mulher e direitos reprodutivos e sexuais.

Do ponto de vista de atenção integral à saúde das mulheres – o paradigma oficial do Estado brasileiro desde a década de 1980 –, a Rede Cegonha é reducionista. Retoma a noção e a prática de saúde materno-infantil, coisa que em medicina nem existe mais.

Significa atenção à saúde da mãe e da criança como unidade indissociável, na qual as mulheres deixam de ser sujeitas principais do evento reprodutivo, o foco passa a ser o bebê. Um conceito antigo, conservador e do agrado absoluto da Santa Sé.

Meses depois, após muitos embates com os movimentos de mulheres via blogosfera principalmente, o Ministério da Saúde pareceu recuar. Ao emitir a Portaria, que formalizou a Rede Cegonha,  expurgou-lhe o conceito de saúde materno-infantil.  Mas só pareceu.

Em 26 de dezembro, a presidenta baixou a Medida Provisória 557, que institui o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna. Assinam-na também os ministros Padilha, Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento). Publicada no Diário Oficial da União do dia seguinte, já está em vigor.

Se ainda havia alguma dúvida sobre a direção da política do governo Dilma em relação à saúde da mulher, não há mais. A MP 557 sacramenta a guinada conservadora, bem orquestrada, iniciada com a Rede Cegonha. Um rumo antidemocrático, não republicano e autoritário.

Tudo sob os aplausos dos machistas, das mentalidades conservadoras dos mais diversos naipes e as bênçãos dos fundamentalistas religiosos.

Elegemos Dilma como presidenta de uma República laica, mas parece que quem dá as cartas na saúde das mulheres brasileiras é o ideário fundamentalista do tucano José Serra nas eleições de 2010, assessorado pelo bispo de Guarulhos, dom Luiz Gonzaga Bergonzini.

“O governo Dilma ajoelhou e rezou”, afirma Fátima Oliveira. “Eu não tenho dúvida de que a MP 557 é a reza final. Acho que a Santa Sé não tem mais nada a pedir ao governo Dilma, porque ela já deu tudo.”

“A MP 557 traz de contrabando o nascituro, que é um dos grandes sonhos dos fundamentalistas religiosos, desde os tempos em que o ex-deputado federal Severino Cavalcanti (PP-PE) propôs o Estatuto do Nascituro”, critica Fátima.  “O nascituro não existe sem a mãe. Logo, ao se cuidar da mãe, está se cuidando dele. Não tem sentido dar-lhe personalidade civil, como tenta a MP 557. É inconstitucional.”

“Estou convencida de que essa MP tem uma finalidade ideológica, religiosa. Ela foi feita exclusivamente para tentar passar como contrabando a personalidade civil do nascituro. Ela não tem outro objetivo que não esse”, vai mais fundo Fátima. “Quem escreveu a MP tinha o objetivo de arrumar um gancho legal para os conteúdos da bolsa-estupro e do Estatuto do Nascituro.”

“Infelizmente, o governo Dilma, que é a nossa primeira presidente mulher, está jogando no lixo todos os compromissos assumidos pelo Brasil nos espaços das Nações Unidas na área de saúde da mulher”, sentencia Fátima. “Junto, 30 anos de luta das mulheres brasileiras pela saúde, direitos sexuais e reprodutivos. Um retrocesso sem precedentes.”

Fátima é estudiosa, militante da saúde da mulher e autoridade no que fala. Voz ativa, dura e respeitada, nos principais fóruns nacionais e internacionais das duas últimas décadas, foi secretária-executiva da Rede Feminista de Saúde de 2002 a 2006.

Guerreira que dá gosto, a avó de Maria Clara, Luana e Lucas e mãe de Maria, Débora, Lívia, Gabriel e Arthur, nasceu com cabelinhos nas ventas. Aos 16 anos (hoje tem 58), começou a batalhar pelos direitos das mulheres e um mundo mais solidário. Não parou mais.

Médica do pronto-socorro do Hospital de Clínicas da UFMG, onde dá duros plantões, Fátima integra os conselhos Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR) e  Consultivo da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe (RSMLAC).

Sentindo-se apunhalada pela MP 557, inicialmente esquivou-se dessa entrevista. Estava muito indignada. Não parava de repetir: “Não votamos em Dilma para o retrocesso. Se ela não dá conta ou não quer avançar, no mínimo, não deveria retroceder, desautorizar o nosso empenho para elegê-la numa eleição tão difícil, titanicamente ideológica”.

Mas acabei convencendo-a. Eis a íntegra da nossa conversa. A pedidos, vou tratá-la por você.

Viomundo – Nós começamos 2011, com o anúncio da Rede Cegonha.  Em entrevista que nos deu, você foi taxativa: Ministério da Saúde adoça a boca do Vaticano. E agora, com a MP 557?

Fátima Oliveira – O governo ajoelhou e rezou.  Eu não consigo entender por quais motivos um Estado laico se submete ao Vaticano dessa forma. O governo vem crescentemente cedendo às ideias fundamentalistas mais de extração católica. Eu não tenho dúvida de que a MP 557 é a reza final.  Acho que a Santa Sé não tem mais nada a pedir ao governo Dilma, porque ela já deu tudo.

Viomundo – Como assim, doutora?

Fátima Oliveira – Desde que soube dessa malfadada Medida Provisória 557, eu me pergunto: por quê? Li e a reli várias vezes para tentar entender a sua razão. Fico chocada cada vez mais. Após ler exposição de motivos no domingo, fiquei totalmente estarrecida.

Viomundo – Por quê?

Fátima Oliveira – Primeiro, a exposição de motivos é fraca de argumentos, inconsistente, tem várias lacunas. Demonstra claramente que quem a escreveu ignora ou omite propositalmente os reais compromissos assumidos pelo Brasil nos espaços das Nações Unidas. Sobretudo os referentes à Conferência sobre População e Desenvolvimento, que aconteceu no Cairo, em 1994. Conhecida como Conferência do Cairo, ela é um marco.  Consagrou globalmente conceitos de saúde e direitos reprodutivos.

Segundo, como uma MP que se propõe a reduzir a morte materna não menciona uma só vez a palavra aborto, a quarta causa de morte materna no país, e, ainda por cima, faz de conta que a Norma Técnica de Atenção Humanizada ao Abortamento (2004) não existe? Para mim, isso é um tipo de arrogância.

O aborto inseguro é um problema de saúde pública no Brasil. É como disse o embaixador do Brasil no Chile, Gelson Fonseca Júnior, chefe da delegação brasileira na Reunião da Mesa Diretora Ampliada do Comitê Especial de População e Desenvolvimento, realizada, em 2004, em Santiago: Sem cuidar do aborto inseguro, combater a mortalidade materna é uma miragem.

Terceiro, a MP 557 traz de contrabando o nascituro, que é o grande sonho dos fundamentalistas religiosos, desde os tempos em que o deputado Severino Cavalcanti  propôs o Estatuto do Nascituro. O nascituro não existe sem a mãe.  Logo, ao se cuidar da mãe, está se cuidando dele. Não tem sentido tratá-lo como ser autônomo, como está na MP 557. Está na contramão da Constituição Brasileira, de 1988, como mostrou brilhantemente a doutora Beatriz Galli na entrevista que deu a você.

Viomundo – O fato de a MP 557 fingir que não existe a Norma Técnica de Atenção Humanizada ao Aborto, elaborada pelo próprio Ministério da Saúde, é realmente muito estranho. Mais esquisito é incluir o nascituro, cuja personalidade civil não é reconhecida pela nossa Constituição. E só arrogância de quem fez a MP? Não haveria também ignorância, talvez até má-fé?

Fátima Oliveira – Pode ser um misto das três coisas: arrogância, ignorância e má-fé. Estou convencida de que essa MP tem uma finalidade ideológica, religiosa. Ela foi feita exclusivamente para tentar passar como contrabando a personalidade civil do nascituro. Ela não tem outro objetivo que não esse.

Viomundo – A presidenta Dilma e o ministro Padilha não estariam sendo enganados?

Fátima Oliveira – Não acredito. Acho que eles pensam assim. Ou os compromissos assumidos com os setores mais conservadores durante as eleições de 2010 exigem que atuem assim. Das duas uma. Como na poesia Ou Isto ou aquilo, de Cecília Meireles:

“Ou se tem chuva e não se tem sol,/ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,/ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,/quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa/estar ao mesmo tempo nos dois lugares!”

Viomundo – Na exposição de motivos da MP, está dito que o Brasil tem o compromisso com as Metas do Milênio de reduzir drasticamente a mortalidade materna até 2015 e que sem o cadastro é impossível atingí-la. Concorda?

Fátima Oliveira – A criação de um cadastro nacional de gestantes é abusiva. É invasão de privacidade. Não podemos admiti-la em hipótese alguma. Viola o sigilo médico.

Na verdade, o cadastro é mais um amém do governo aos fundamentalistas religiosos. Ter um cadastro nacional unificado com todas as mulheres que engravidam no Brasil é outro grande sonho deles. Está no projeto de lei da bolsa-estupro e no Estatuto do Nascituro. Eles querem poder acessar num só lugar quem está grávida nesse país, para verificar se aquela mulher vai levar aquela gestação até o fim. Será que o governo não sabe? Tenho dúvidas.

No Brasil, nós já temos vários sistemas de coleta de dados de saúde, inclusive do pré-natal. O governo não tem necessidade desse novo cadastro. Talvez precise ser aprimorado, coletar um ou outro dado a mais. Mas não criar um cadastro nacional com a vida sexual e reprodutiva das mulheres brasileiras, que pode acessado a qualquer hora, por qualquer pessoa.

Viomundo – E quanto ao argumento das Metas do Milênio?

Fátima Oliveira – O Brasil tem de cumprir as Metas do Milênio, sim, já que concordou com a pauta minimalista dos governos membros da ONU. Cabe ressaltar que as Metas do Milênio são uma pauta dos governos, que fracassaram no cumprimento dos Programas e Plataformas de Ação do ciclo de Conferências Sociais da ONU (Organização das Nações Unidas) da década de 1990. Nada a ver com os movimentos sociais, que fique explícito.  Portanto, cumprir as Metas do Milênio não significa que não tem de cumprir também todas as outras plataformas.

Ou seja, as Metas do Milênio não anulam os compromissos assumidos anteriormente, como os das conferências do Cairo e Beijing [respectivamente, 1994 e 1995]. E as questões referentes à mortalidade materna, aos direitos sexuais e aos direitos reprodutivos estão contidas em todas essas conferências, das quais o Brasil é signatário. Portanto, no Brasil, isso é também lei.

Aliás, uma MP dessa natureza jamais poderia ter sido feita sem a presença e a orientação do Itamaraty. Além de a diplomacia brasileira ser muito considerada nos espaços das Nações Unidas, o Itamaraty, em função do ciclo de Conferências Sociais da ONU, sabe as plataformas que assinou e os compromissos que assumiu. Eu sou testemunha disso, pois fui membro da delegação brasileira em muitas delas.

Viomundo – O ministro Padilha disse que quem não quiser não precisa se cadastrar, que o cadastro não é obrigatório...

Fátima Oliveira – Eu não preciso dos R$ 50 para pagar a condução para a um serviço de  saúde. Você também não precisa, assim como certamente quase todas as leitoras do Viomundo. Já milhares e milhares de mulheres de baixa renda por esse Brasil afora necessitam desse recurso. Como elas vão conseguí-lo sem se cadastrar? Não vão.

Portanto, o cadastro é obrigatório, sim. Dizer o contrário é sofisma. Só não vai se cadastrar para receber o auxílio-transporte quem não precisa de assistência do SUS, ou seja, as mulheres com melhor condição financeira, que têm plano de saúde ou médico particular.

Mas, ao bem da verdade, para ser fiel à verdade, fica feio o ministro sair pela tangente porque para quem sabe ler, basta ler a MP, ela é absolutamente inteligível: o cadastro é para as gregas e troianas rsrsrsrsr, na medida em que é obrigatório para todos os serviços de saúde, públicos e privados. Sem choro, sem vela… É assim que reza a MP!

Viomundo – O que acha do auxílio de até R$ 50 para transporte?

Fátima Oliveira – É um compromisso do governo desde o anúncio da Rede Cegonha, no início de 2011. Eu nunca vou ser contra dar subsídio à população para algo que ela precisa. Muita gente precisa. Para algumas mulheres, vai ser pouco para custear as idas às consultas e exames do pré-natal, depois ao hospital, para ter o bebê.  Para outras, o valor de R$ 50 talvez seja suficiente. Agora, se o governo tem, deve dar, sim. A pátria pode e deve ser mátria para quem necessita. Assim penso.

Afora o auxílio-transporte e a reafirmação do direito de acompanhante durante o trabalho de parto, no parto e no pós-parto imediato, não tem nada que se aproveite nessa MP no sentido que ela se propõe, que é o de auxiliar a combater a mortalidade materna.

Viomundo – Será que tudo isso foi colocado realmente com todas as letras para a presidenta Dilma?

Fátima Oliveira – Se não foi, é imperdoável. Mas eu não acho que ninguém do governo seja inocente, nem que a Dilma ou o Padilha tenham sido enganados. Acho que baixaram essa famigerada MP, porque queriam fazer isso.  Pensam assim. Ou são obrigados, por “forças ocultas”, a pensar assim…

Quem escreveu a MP tinha o objetivo de arrumar um gancho legal para os conteúdos da bolsa-estupro e do Estatuto do Nascituro.

Em função desse embate virtual e na imprensa escrita que temos tido com o Ministério da Saúde [Rede Cegonha, Política Atenção Integral à Saúde da Mulher, descumprimento daNorma Técnica de Atenção Humanizada ao Abortamento e MP 557] e de outras coisas, chegamos à triste constatação de que a postura de ouvido de mercador tem sido a regra. O que para a democracia é catastrófico.

Dá para imaginar um governo, que se declara popular e democrático, adota o silêncio, o desdém e a tentativa de desmoralização, quando setores respeitáveis da sociedade, com quilometragem inegável de luta, se posicionam em busca do melhor para a sociedade?

Bem, mas é o que tem acontecido. Aliás, tem sido a regra no campo da saúde. Até parece que não somos ninguém, que somos inimigos. Ao contrário. Quem está no governo, precisa saber que o governo Dilma é tão deles quanto nosso. Certamente  há muita gente que não ocupa cargos que suou, sangrou em nome de uma proposta de país. Portanto, merece respeito, merece ser ouvida. E até lealdade, quando achamos que algo não é o melhor, temos de nos posicionar contra, porque queremos que o governo acerte cada vez mais. Ou essa não é uma regra da democracia?

Nem sempre quem está encastelado no governo sabe para que lado o vento sopra.  Daí para ser um construtor de tempestades — por desconhecimento, para privilegiar a sua visão pessoal de mundo e eventualmente até por má-fé — é um pulo…

Viomundo – Por exemplo.

Fátima Oliveira – Causa-me irritação profunda a forma como esse governo vem tratando a questão do aborto.

Sempre que o ministro Padilha é questionado, ele se limita a dizer: Vamos  cumprir a lei.

Na 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, um dos temas importantes foi o aborto. Pois bem, a ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República disse: Aborto, nós não vamos tratar aqui, porque aborto é com o Congresso Nacional.

Como um ministro da Saúde, que é médico e  sabe o que é a carnificina do aborto clandestino no Brasil, diz apenas: Eu só vou cumprir a lei?

O ministro Padilha sabe, sim, que o combate à mortalidade materna passa não só pela atenção ao abortamento inseguro, mas passa também pela legalização do aborto no Brasil. Aí, vem com essa de “Vamos cumprir a lei” e estamos conversados!

Putz, eu não votei em Dilma para ouvir esse nível de conformismo, mas para avançar mais e mais na construção da cidadania, para remover entulhos restritivos à democracia, à laicidade. Para ouvir isso, teria sufragado o nome de José Serra. Ou não?

Ora me compre um bode, pois nem a lei tem sido cumprida! Em um ano de governo alguém ouviu falar quantos novos serviços de aborto previsto em lei foram instalados?

Alguém sabe quanto de recursos financeiros o Ministério da Saúde disponibilizou para tais serviços? Estamos ouvindo falar que o primeiro serviço previsto em lei instalado no Brasil, o do Hospital do Jabaquara na cidade de São Paulo, fechou ou vai fechar…

Como uma ministra cuja pasta tem o papel de conferir mais cidadania às mulheres diz que o aborto não tem nada a ver com o Executivo?  Para mim revela inadequação ao  papel que precisa desempenhar, além de  querer interditar a nossa fala!

É como se eles dissessem: vocês que se lasquem. E deixam a gente se lascar bem lascada, porque nem o aborto previsto em lei está sendo cumprido.

Viomundo – Insensibilidade da parte deles? Só de pensar que por ano são realizados muitos milhares de abortamentos clandestinos, inseguros, que matam  centenas e centenas de mulheres, não dá para a gente ser hipócrita e fazer de conta que essa tragédia não acontece aqui…

Fátima Oliveira – Seriam esses ministros ignorantes do seu papel? Ou estariam nos chamando de burras?

Um governo popular e democrático tem o dever de cumprir a lei. Mas tem o dever também de fazer avançar a cidadania.

Quem é que não sabe que para mudar a lei tem de passar pelo Congresso? Nós não estamos falando em legalização do aborto. A Dilma já disse que não vai mexer com isso. Então não vamos perder o nosso tempo.

Mas nós queremos o que conquistamos nessa área. A aplicação da norma técnica de atenção humanizada aos casos de aborto previstos em lei, o que não vem acontecendo. Pior. O governo esconde-a propositalmente na MP 557, que cuida de morte materna.

Não foi para isso que nós votamos na presidenta Dilma.  Não foi para isso que nós suamos e sangramos, não.  Nós votamos nela com a convicção de que a cidadania das mulheres brasileiras seria um ponto importante, que os direitos conquistados seriam respeitados e seria possível avançar em muitos aspectos.

Viomundo – O que achou de a MP ter sido baixada no dia 26 de dezembro?

Fátima Oliveira – Já te disse e repito: tudo que é feito na calada da noite, na calada dos intervalos de recesso de final de ano, a gente tem de desconfiar.

Achei de uma maldade tão grande baixar um documento tão sério num momento em que as pessoas estão descansando, vão tirar uns dias com as suas famílias. Isso faz parte da cultura brasileira dos feriados de final de ano…

O governo tinha certeza de que a MP iria dar problemas, por isso deixou-a para essa época do ano. A data foi escolhida a dedo e quem escreveu a MP sabia o que queria colocar ali. Tanto que colocou.

Não há justificativa dos pontos de vista médico, de saúde e político, para essa MP. Ela é injustificável, ainda mais na última semana do ano. Um governo democrático não pode se comportar dessa forma. Por que não fez uma MP de Responsabilidade Sanitária? Com certeza com ela mudaríamos para melhor muitos aspectos da atenção à saúde, inclusive mortalidade materna.  Por que não encarar de vez uma MP resolutiva de certeza na área da saúde?

Viomundo – Você continua indignada, zangada, como estava na última quinta-feira, 29 de dezembro, quando começou a criticar a MP 557 no twitter?

Fátima Oliveira – Fiquei doente esses dias. Zangada, não estou. Indignada, sim. Estou me sentindo absolutamente apunhalada. Embora eu seja uma crítica feroz da Rede Cegonha, desde a primeira hora,  subestimamos o viés ideológico do caminho que o Ministério da Saúde começava a tomar. Esse caminho se aprofundou nessa MP.

Infelizmente, repito, o governo Dilma, que é a nossa primeira presidente mulher, está jogando no lixo todos os compromissos assumidos pelo Brasil nos espaços das Nações Unidas na área de saúde da mulher. Junto, a luta das mulheres brasileiras pela atenção à saúde integral, direitos sexuais e direitos  reprodutivos, que começou em plena ditadura militar. Um retrocesso de 30 anos, sem precedentes.

Viomundo – Na verdade, um viés ideológico-religioso, sendo os nossos corpos o objeto de negociação.

Fátima Oliveira – Exatamente. Eu tenho moral para falar o que vou dizer agora, pois na época da Constituinte, eu coletei muita assinatura para a liberdade de religião no Brasil.

Eu defendo o direito de toda autoridade tenha a religião que quiser. Só que religião é uma coisa da intimidade da pessoa, pra seu consumo interno. As religiões dos governantes não podem ser a régua do exercício do poder público. Nos cargos públicos, as questões religiosas não podem ser condutoras das políticas públicas.

Esse governo já deu demonstrações demais a quem está submetido quando o assunto são os corpos das mulheres. Está na hora de dizermos ao governo que os nossos corpos nos pertencem e não podem ser moeda de troca, com quem quer que seja.

Essa MP foi a gota d’água num oceano. Nós queremos que a saúde da mulher nesse país seja tratada como deve ser tratada numa república laica, democrática e de avanços de direitos.

Viomundo – Qual a saída?

Fátima Oliveira – Numa democracia laica, diante de tantos problemas que estamos vendo no campo da saúde e os levantados na área do direito pela doutora Beatriz Galli, manda  o bom senso que essa MP não vá adiante.

No meu entender, só existe uma saída: a presidenta Dilma retirar essa MP e rediscutir a questão de como melhorar a política de combate à morte materna com setores da sociedade que têm capacidade para isso. No Brasil, há muita gente que pode contribuir para que o país possa cumprir os seus compromissos com as Metas do Milênio e com plataformas das Conferências Sociais da ONU.

Viomundo – De que forma?

Fátima Oliveira – Esse governo tem de descer do salto. E chamar uma discussão ampla com os diferentes setores da sociedade, inclusive com o Itamaraty.

O ministro Padilha é a simpatia em pessoa, ar de boa gente, mas tem se mostrado equivocado e autoritário quando o assunto é saúde da mulher. Um horror! Basta dizer que, quando do anúncio da Rede Cegonha, se pediu que ele abrisse um espaço de discussão amplo na sociedade. Ele não chamou para esse debate. Nós queremos um debate real e não virtual.

Agora, na medida provisória, ele tenta transformar retrocessos em lei. Não foi para esse tipo de comportamento e nem um governo cheirando a mofo medieval, comandado pela Capela Sistina que a gente saiu às ruas para pedir votos para Dilma.

Um pouco antes das últimas eleições presidenciais, eu escrevi o seguinte num artigo para o Viomundo:

“Em 2010 em nosso país o que está em jogo é também a luta por uma democracia que se guie pela deferência à liberdade reprodutiva e que considere a maternidade voluntária um valor moral, político e ético, logo respeita e apoia as decisões reprodutivas das mulheres, independente da fé que professam. Nada a ver com a escolha de quem vai mandar mais no território dos corpos das mulheres! Então, xô, tirem as mãos dos nossos ovários!”

Pois não é que agora, com a MP 557, o governo Dilma quer mandar nos nossos corpos? Eu estou me sentindo apunhalada, mesmo. E o que é pior: pelas costas!

PS do Viomundo: Provavelmente publicaremos  nesta sexta-feira, 6 de janeiro, a entrevista que fiz sobre a MP 557 com o dr. Fausto Pereira dos Santos, assessor especial do ministro Alexandre Padilha. A postagem amanhã está dependendo de dados adicionais  que solicitei ao dr. Fausto e à assessoria de imprensa do Ministério da Saúde.

PS 2 do Viomundo: O dr. Fausto, via assessoria de imprensa, nos enviou no final dessa quinta-feira as respostas complementares. Mas, como faltam melhores esclarecimentos de algumas delas e  o assunto é muito  importante, postaremos na segunda-feira a entrevista com o assessor do ministro Padilha.

VIOMUNDO, AGORA IN ENGLISH

Ps3 do Viomundo: A gente lê por aí — e se diverte — com as tentativas oblíquas de desqualificar qualquer coisa que não seja adesismo governista instantâneo. Sorry, a gente não nasceu para reproduzir release.

Para ler a íntegra da MP 557, clique aqui

Beatriz Galli: A MP 557 é um absurdo; em vez de proteger gestantes, viola direitos humanos

 

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Kadu

27/01/2012 - 07h56

DILMA, COM MUITA DIGNIDADE, FEZ O GOVERNO DESCER DO SALTO!
Fátima Oliveira, em Governo Dilma submete corpos das brasileiras ao Vaticano (468 comentários até 27.01.2012), perguntada qual a saída para a MP557, respondeu: “Esse governo tem de descer do salto. E chamar uma discussão ampla com os diferentes setores da sociedade, inclusive com o Itamaraty. O ministro Padilha é a simpatia em pessoa, ar de boa gente, mas tem se mostrado equivocado e autoritário quando o assunto é saúde da mulher. Um horror! Basta dizer que, quando do anúncio da Rede Cegonha, se pediu que ele abrisse um espaço de discussão amplo na sociedade. Ele não chamou para esse debate. Nós queremos um debate real e não virtual”. http://www.viomundo.com.br/denuncias/fatima-olive

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Luis R

08/01/2012 - 23h15

Realmente, o governo atual, diferente de Lula, não debate nada com ninguém, não quer nem saber e pronto. Tudo pelo desenvolvimentismo lá da cabeça deles e não tem papo, diz que vai abrir uma mesa e discutir e não rola. A doutora falou corretamente. Espero que não descubram que devem debater com el pueblo tarde demais.

Responder

Cristiana Castro

08/01/2012 - 18h15

Com relação a discussão sobre a expectativa de direitos do nascituro concordo com os que alegam a não existência de nascituro sem o envolvimento da figura materna, ou seja, forçosamente, a garantia do direito de um, limita o direito do outro e, pior ainda, obriga o outro a um fazer não estabelecido na mesma lei que garante o direito do nascituro. Ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude de lei e não há lei que obrigue uma mulher a ser mãe; existe uma que protege os direitos do nascituro. A questão do aborto, a meu ver, envolve o sair desse impasse já que, ao que tudo indica o legislador não se envolverá nisso e, a julgar pela maioria dos comentários, dá até para entender.

Responder

Cristiana Castro

08/01/2012 - 18h04

Putz, eu custo a crer que esteja assistindo a tanta polêmica por conta de um tema tão antigo. É inacreditável que em 2012 no País Tropical, ainda existam pessoas que imaginam ter o poder de deliberar acerca da vida dos outros. A quantidade de abortos realizadas no país já deveria, por si só, ser reveladora do fato de que ninguém ou qq instituição, religiosa ou não, vai pesar na decisão das mulheres sobre o desejo ou o momento de ter filhos. Isso é ponto pacífico. Só e somente a mulher vai decidir isso. Pode gritar todo mundo pq nenhuma mulher é doida para parir em função dos outros; se tiver que abortar, vai abortar. Muitas vezes a gravidez nem é comunicada aos parceiros para evitar esse tipo de polêmica já que o popder de decisão é dela mesmo. Dito isso, creio que todo esse salseiro, se deu em função da associação do tema a MP. Imagino que a questão da descriminalizaçào deva seguir seu caminho dissociada de medidas que atinjam grávidas, de um mode geral.

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Uma síntese de links sobre a polêmica em torno da MP 557 | SedeDeQuê?

08/01/2012 - 14h40

[…] Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano […]

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Depaula

08/01/2012 - 14h28

Para ciência do Sr. EDFerraz
Fátima Oliveira – Médica, ex-secretária-executiva da Rede Feminista de Saúde, co-autora de vários livros
Autora de Engenharia genética: o sétimo dia da criação (Moderna, 1995); Bioética: uma face da cidadania (Moderna, 1997); Oficinas Mulher Negra e Saúde (Mazza Edições, 1998); Transgênicos: o direito de saber e a liberdade de escolher (Mazza Edições, 2001); O "estado da arte" da Reprodução Humana Assistida em 2002 e Clonagem e manipulação genética humana: mitos, realidade, perspectivas e delírios (MJ/CNDM, 2002); Saúde da população negra no Brasil em 2001 (OPAS-Brasil, 2002) e A hora do Angelus (Mazza Edições, 2005). E do romance Reencontros na travessia – a tradição das carpideiras (Mazza)
http://www.ccr.org.br/quemsomos-integrantes.asp

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Depaula

08/01/2012 - 14h16

Para o conhecimento do Sr. EDFerraz, que disse que se não fosse o blog do Azenha Fátima Oliveira estaria falando sozinha, rsrsrssr coitado, quero dizer ignorância é mesmo a mãe de todos os vícios.

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Mauro A. Silva

08/01/2012 - 13h56

Rede Cegonha, rede virgem-maria, rede boto-cor-de-rosa e outras imaculadas concepções.

Mais uma vez o governo da presidenta Dilma Rousseff ignorou pontos fundamentais em relação à saúde da mulher. A Medida Provisória MP 557 de 26 de dezembro de 2011 (com força de lei federal) vem reforçar e coroar mitos infantilóides (“rede cegonha” etc), ignorando que a gravidez é apenas um dentre vários aspectos da saúde da mulher.
Tanto a Portaria 1.459 de 24 de junho de 2011 (Ministério da Saúde instituí a Rede Cegonha) quanto a MP 557/2011 (Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna) falam em “Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher”, mas ignoram por completo questões fundamentais às mulheres em geral e às feministas em particular: a sexualidade, o desejo, o prazer, a educação sexual, a prevenção à gravidez, a prevenção contra DST/AIDS, os métodos contraceptivos, a pílula do dia seguinte, o aborto… A MP 557/2011 ainda cria uma figura jurídica nova que concorrente com os direitos das mulheres: “Art. 19-J. Os serviços de saúde públicos e privados ficam obrigados a garantir às gestantes e aos nascituros o direito ao pré-natal, parto, nascimento e puerpério seguros e humanizados”.
Os direitos à maternidade e a uma gestação saudável sempre foram direitos da mulher. A partir desta MP 557/2011, o direito da mulher é concorrente com o direito do nascituro… o corpo da mulher não mais lhe pertence a partir da concepção… a mulher não terá total liberdade em optar nem por procedimentos médicos e nem pelo modelo de pré-natal e parto que mais lhe agradar…

Quem vai defender o novo direito do nascituro?
O Código Civil protege a expectativa de direito do nascituro, que se confirma se houver nascimento com vida (artigo 2º do Código Civil, lei federal 10.406/2002).
O Código Penal estabelece pana para quem consente ou pratica o aborto, mas não fala em direitos do nascituro. No caso de estupro ou risco de morte à gestante, o aborto não era punido.
A partir da medida Provisória MP 557/2011, os nascituros têm direitos “ao pré-natal, parto, nascimento e puerpério seguros e humanizados” (artigo 16, dando nova redação ao artigo 19-J da lei federal 8.080, de 19 de setembro de 1990). Isto significa que os direitos da mãe são concorrentes com os direitos do nascituro e que, em muitos casos, feder-se-á alegar conflitos de interesses!
Sendo assim, fica evidente que não tardará a encontrarmos pessoas ou instituições exigindo a criação das “curadorias de nascituros”, cujo objetivo será garantir o direito do nascituro independentemente da vontade da mãe; e registro de gravidez, o pré-natal, o parto e o nascimento serão obrigatórios para a mulher, nem que seja necessário o uso da força…

Curiosidades:
1) Lembram-se daquele blog “progressista”, que usou o termo “feminazi” (feminista+nazista) para definir s mulheres ou feministas que defendem o direito ao aborto? Pois bem: aquele blog está em nova campanha contra as feministas que criticam a MP 557/2011, chamando-as de ignorantes, limitados, doutores sem instrução, assassinos de reputação, covardes, ferozes, mentirosas, arrogantes etc…
2) a MP 557/2011 foi assinada em 26 de dezembro para que os 90 dias para instalação das “Comissões de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento das Gestantes e Puérperas de Risco” coincidam com a data de 25 de março, “Dia do Nascituro”… os fundamentalista religiosos agradecem.

A sociedade, as mulheres, em geral, e as feministas, em particular, devem ficar atentas aos movimentos religiosos fundamentalistas, os quais querem transformar uma questão de saúde pública em uma proibição expressa de toda forma de aborto, proibindo até mesmo nas situações legalmente aceitas desde 1940 no Brasil. Para impor suas crenças místicas, o fanatismo religioso não mede esforços e nem vê limites legais, pois aproveitam até mesmo uma Medida Provisória para criar uma nova figura jurídica que vai modificar grande parte do ordenamento jurídico brasileiro, começando pelo fim do direito das mulheres optarem pelos procedimentos médicos referentes aos seus próprios corpos.

São Paulo, 08 de janeiro de 2012.
Mauro Alves da Silva
http://blogdomaurosilva.wordpress.com/

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Depaula

08/01/2012 - 12h18

Alguém pode explicar por que num país laico, onde a liberdade de religião é lei e todas devem ser igualmente respeitadas, por que o governo está tratando como segredo de Estado a religião do ministro Padilha?
Está passando da hora de o ministro ou o próprio governo declararem qual a religião dele porque no momento em que se discute a MP do Nascituro esta resposta é de interesse público. Porque evidente que dependendo da resposta poderemos pensar se há conflitos de interesses na MP 557, embora eu ache que essa MP, aí nisso Fátima Oliveira e todo mundo que pensa assim tem razão, essa MP do nascituro surge em pagamento de uma acordo com religiões fundamentalistas, mas principalmente com a católica, que responde pelo nome de Vaticano ou de Santa Sé, ao gosto do freguês.
Solicito ao Azenha e a Conceição que busquem esta resposta porque vários comentaristas já indagaram.
No mais, as intelectuais feministas estão dano um banhod e competência na discussão da MP do nascituro e honram o nome do Brasil, a defesa de uma república laica e democrática. São uma heroínas

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    milton anesio

    08/01/2012 - 22h02

    "Republica laica e democrática"
    República = governo eleito pelo voto
    O comunismo não coexiste com o voto, disse Marx, portanto o que você aspira é impossível.
    laica = pagã
    democrática = cristã
    Como você conseguiu juntar tudo isso num mesmo lugar?

    beattrice

    08/01/2012 - 22h40

    A família do ministro padilha, segundo consta é evangelica metodista, segmento que se posiciona frontalmente contra a descriminalização do aborto, etc. etc. etc.

Uma síntese de links sobre a polêmica em torno da MP 557

08/01/2012 - 10h25

[…] Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano […]

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Mari

08/01/2012 - 10h20

Cadê os MIL comentários dos defensores da MP do Nascituro? Falta de súditos? No mínimo.
Estou esperando porque rrecebi a ORDEM, por email, para comentar contra desde o dia 6 de janeiro?
Essa gente come sardinha e arrota caviar. Arrogantemente. Olhem:
"Vamos defender a presidente Dilma e o ministro Alexandre Padilha, o primeiro Ministro da Saúde do nosso lado.
Acesse o artigo de Fátima Oliveira, inimiga declarada e antiga do nascituro, e faça um comentário defendendo a presidente e o ministro. Não precisa defender o nascituro, pois temos a vitória garantida da lei assinada pela presidente.
Vamos demonstrar a nossa força apoiando a presidente e o ministro e desmoralizando os abortistas.
Escreva seu comentário ainda hoje. Nossa meta é atingir os MIL comentários.
Acesse aqui: Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano http://www.viomundo.com.br/denuncias/fatima-olive

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    beattrice

    08/01/2012 - 22h56

    "Pois temos a vitória garantida da lei assinada pela presidente.
    Vamos demonstrar a nossa força apoiando a presidente e o ministro e desmoralizando os abortistas. "

    Que vergonha hein dona Dilma?

Maria 1

08/01/2012 - 09h03

Senhores donos da casa, menos arrogância!

A leitura do PS 3 do Viomundo (o tal IN ENGLISH) tb pode levar à seguinte conclusão: comentários em questões relativas a ações governamentais que não expressem adesão instantânea às opiniões dos especialistas do blog são de pronto classificados como "chapa branca" e, como tal, sujeitos a deboche. Posicionamento estranho (para dizer o mínimo) em um espaço de debate tido como democrático e progressista. Sobre o assunto em pauta li comentários respeitosos e esclarecedores que contestavam a entrevistada com informações relevantes, abordando inclusive questões legais por ela não consideradas. Informações que não podem ser desprezadas e nem devem ser tratadas com descaso, ou consideradas como meras "tentativas oblíquas de desqualificação". Menos, senhores, menos.

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    Luiz Carlos Azenha

    08/01/2012 - 10h01

    Você pegou o particular e extrapolou para o geral. Nunca nos referimos aos comentários, mas a tentativas explícitas de desqualificação do site, como em “debate tido como democrático e progressista”, que está em seu comentário.

Irene Romero

07/01/2012 - 23h02

Los fetófilos solo tienen una fijación obsesiva, les importan mas los fetos que los niños y las personas nacidas y crecidas…

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Cristiana Castro

07/01/2012 - 19h48

Alguém aqui pode imaginar todas as mulheres que abortaram sendo presas? Temos capacidade carcerária para isso? E as crianças, filhas das mulheres que abortaram, ficam com quem? O Estado tem como cuidar delas enquanto as criminosas cumprem pena? E os maridos, companheiros e etc… São cúmplices e vão em cana tb? As clínicas de aborto da elite sào conhecidas pelo país inteiro; todo mundo sabe onde ficam; por outro lado os hospitais públicos recebem um número enorme de mulheres vítimas de abortos mal feitos; onde estão as notificaçoes do crime? O aborto é fato e vai continuar sendo; a criminalização é letra morta e a luta deve ser no sentido de convencer o legislador disso. Mas para isso, insisto, a via é a rua; se nós vamos ficar encolhidas esperando que algum governo faça o que nós não estamos querendo fazer, as igrejas vão crescer e qq governo que venha, tb estará refém. as igrejas estão pouco se lixando para nascituros assim como pouco se lixam para as mulheres que morrem em consequência desses abortos. Sua única intenção é manter a criminalização como demonstração de poder.

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will

07/01/2012 - 19h41

é fácil encontrar uma série de vídeos no youtube sobre aborto…
não quero ofender , mas me parece óbvio. os que defendem aborto compartilham da mesma situação da frigidez da mãe ao abandoná-lo na caçamba do lixo, dentro saco preto no rio…

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Cristiana Castro

07/01/2012 - 19h37

Se toda vez que qq governo gritar saúde da mulher, a gente gritar aborto, não vamos sair do mesmo lugar. De minha parte, não entendo a MP como rastreadora de abortos. Tampouco acho justo enfiar a presidenta nesse imbgrólio, apenas, pelo fato dela ser mulher. A questão do aborto é legislativa e não Executiva. Sou absolutamente favorável ao aborto em quaisquer condiçóes, ou melhor, cada mulher e, apenas ela, é que deve decidir qdo quer e, se quer ter filhos. Deus não tem nada a ver com isso; se tivesse, a contrario sensu, as clínicas de fertilização deveriam estar fechadas. A luta pela descriminalização tem que ser feita nas ruas; mulheres que abortaram e/ou entendem que esse é um direito seu; devem lutar por isso e não escolher uma outra mulher como bode expiatório. A questão do aborto é um caso clássico do bom acordo; a lei criminaliza mas só de brincadeira; todo mundo aborta e não acontece nada pq o Estado não tem como dar conta das consequências estabelecidas pela própria Lei.

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Mateus Felipe

07/01/2012 - 19h33

A companhia perene dos contra o aborto nesta postagem nos dá a exata dimensão do que é fanatismo. São incapazes de conviver num mundo plural.

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    beattrice

    08/01/2012 - 00h52

    Diria que são incapazes de conviver.

    Aline

    08/01/2012 - 02h58

    Mas essa é exatamente a convivência num mundo plural: a convivência de opiniões contrárias. Se só comparecessem pessoas com a mesma opinião a um debate,não haveria debate.
    A diferença está no fanatismo ,esse é ruim porque cega,altera os fatos e cria paranóias,fantasias, preconceitos e ódios desnecessários. Você pode se contra ou a favor de algo sem fanatismos,sem apelar para o irracionalismo e a intolerância com aqueles cujas opiniões diferem das suas. Ou não?

    beattrice

    08/01/2012 - 23h22

    Fanatismo é o que ocorre com quem obcecadamente não lê um texto para fazer discurso apologético dele, seja por que interesse for.

    Ênio

    12/01/2012 - 21h19

    Ler o texto da MP 557 pouco adianta quando quem o faz está a fim de condená-lo a qualquer custo.
    O texto é de facílima compreensão mas quando se quer ver fantasmas,acaba-se vendo.

milton anesio

07/01/2012 - 18h38

CAIA NA REAL 05
Às vezes eu sinto que você não quer que eu nasça.
Porque alguém plantou brutamente minha semente dentro de você.
Mas mesmo assim eu continuo chutando.
Será que eu vou ser jogador de futebol?

Um dia pensei que se você me ajudar a viver para a vida aí fora, eu vou poder te ajudar aí fora também.
Quem sabe eu possa um dia pegar uma criança abandonada aí fora e dar uma famíia para ela?
Qualquer coisa assim.
Mas se você me ajudar a nascer , e um dia me contar isso tudo, eu juro que vou me sentir a pessoa mais amada do mundo.
E você vai ser a maior e mais respeitosa pessoa do mundo, de todos os tempos.

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    Bonifa

    07/01/2012 - 19h32

    O feto não pensa, embora acumule capacidade de resposta às mudanças emocionais. Esta dramatização é igual a Tom e Jerry. Quem pensa pelo feto é a mãe.

    milton anesio

    07/01/2012 - 22h46

    Sim
    E uma pessoa acometida de um coma?
    Que não pensa.
    Que vive atravez de maquinas?

    beattrice

    08/01/2012 - 00h49

    Seu raciocínio vai torná-lo a favor da escolha da mulher.
    O indivíduo em morte cerebral pode ser doador de órgãos justamente pela mesma razão que a gravidez pode ser interrompida até determinado momento da gestação. Não há atividade cerebral.

    milton anesio

    08/01/2012 - 12h11

    Mas você está pretendendo ser original.
    Não é isso do que trata o que escrevo.
    O sofisma leva a isso que você diz.
    O morto encefálico é isso o que o nomeia. Um morto. Sem possibilidade de voltar a conciência e de de voltar a viver.
    O feto é vivo e se tornara consciente.
    O aborto como você diz, é permitido quando o feto não poderá chegar à consciência.
    Sem romantismos para você, todos nossos atos sem uma única excessão são por proteção a nossa própria vida.Mas alguem lutou para que chegassemos aqui

milton anesio

07/01/2012 - 18h38

CAIA NA REAL 04
Eu estou dentro de você.
Meu coraçãozinho bate incessantemente dentro de seu ventre.
Não sei o porquê , mas eu quero nascer para a vida aí fora.
Eu me esforço para que tudo fique a favor
Por vezes eu até chupo os dedos, outras vezes eu chuto.
Quando você está triste , eu fico diferente, acho que triste também.
Quando alguém fala alto eu assusto e até chuto.
Acho que eu estou sempre dormindo, ou assim ,mais ou menos dormindo.

Responder

milton anesio

07/01/2012 - 18h09

CAIA NA REAL 03
Esta presidente e o círculo que a opera é portadora do ódio doentio, ora dirigido ao campo ideológico. Findo este , busque-se outro receptáculo.
E, que tipo de pessoa é você, que faz acreditar que um frio terrorista assassino, de uma hora para outra muda suas concepções, e você o coloca na direção de seu país, na direção de sua família, de seus filhos e filhas, talvez mesmos daqueles que você não desejou e que por um momento de desespero e de depressão desejou extirpá-lo. Desejou extirpá-lo devido a solidão avassaladora que estava presente no interior de sua alma e principalmente pela ausência de um pai afetivo e de uma mãe afetiva , de um meio afetivo que a encorajasse a levar em frente a formação daquela criança germinada por um ato às vezes violento, mas que de uma forma só presente a quem é realmente humano, presenteasse àquela criança com um gesto de amor magnífico, o maior possível e imaginável, só digno de você, que a transformaria no maior ser humano existente na terra.
Ora, caia na real.

Responder

milton anesio

07/01/2012 - 18h08

CAIA NA REAL 02
Sua atividade cotidiana como presidente é na realidade um fardo que ela tem que carregar para poder vir a realizar o seu intento inconsciente, que é a destruição de qualquer forma de poder atual , de todo agente de poder, e de toda noção de estado-poder que existir. Pode-se ver em seus gestos, mesmo os físicos, a sombra do ódio presente .
É isso, seu objetivo é a destruição da moral e da cultura que formou o mundo ocidental.
O que esperar de uma pessoa que sai de casa com uma arma de fogo escondida, se dirigindo a um campo de batalha indefinido, visando um atentado contra simples recrutas adolescentes ingênuos inocentes, mesmo como coparticipante?
Você acredita mesmo que este frio assassino se tornou um anjo, um anjo que uma hora defende o aborto e em outra hora o condena?

Responder

milton anesio

07/01/2012 - 18h08

CAIA NA REAL 01
Quando é que as pessoas que esperam atitudes genuínas do governo presente vão cair na real?
A presidente atual é “filha” e eximia aprendiz do maior demagogo que já governou algo no Brasil, o Lula. E que um dia me fez acreditar que não poderia ser assim.
Todos, mas todos os gestos emanados por estas pessoas e aquelas que compõem um círculo pequeno ao redor do poder, são gestos fictícios, encenados, mímicos, que visam aplainar o caminho para a implantação do comunismo internacional que está sendo promovido pela ONU.
Na realidade a presidente não se importa com nada que se relacione a causa motivadora da medida 557, ou qualquer outra causa que se refira ao aborto ou homossexualismo, homofobia ou o quer que seja. Tampouco se importa com o sofrimento e a fome do povo, em qualquer área que seja. Uma pessoa que tem percepção desenvolvida consegue captar nas falas da Dilma a indiferença social a que me refiro.

Responder

    Vitor Floripa

    08/01/2012 - 11h58

    que pensamenro extemporãneo!!

    Troque o pijamas por um traje de passeio e vá dar uma voltinha no "shópis", coma um BigMac e esqueça o comunismo internacional.

    milton anesio

    08/01/2012 - 13h25

    Vitor (futuroViktor)
    Sei, a realidade é outra não é?
    A evolução se faz presente em tudo.
    Tudo está mudado e mudando para outros patamares.
    Não pensar assim é ser antiquado.

    Mas, você como tantos outros aprendem com a Xuxa a marchar para a modernidade.
    Em breve você estará marchando em um corredor polonês.
    Por falar polonês, o pré-nazismo teve o mesmo discurso.

Mari

07/01/2012 - 15h05

oliveirafatima_ Fátima Oliveira
@maria_fro, @joaosergio Fora quem defende o PNAISM, o ministro Padilha não tem defensores tem coveiros. Vide http://migre.me/7rt0p

oliveirafatima_ Fátima Oliveira
DESCOBERTA Encontrado pelo em ovo: os interessados rebatizaram a MP 557 de MP do Nascituro. Como não há pelo em ovo? Ora, me compre um bode!

oliveirafatima_ Fátima Oliveira
A MP 557 foi rebatizada por segmentos pro-vida de MP do NASCITURO, conforme email que circula na net Ai, meus sais! http://migre.me/7rt0p

oliveirafatima_ Fátima Oliveira
Crculando na net: Vamos demonstrar a nossa força apoiando a presidente e o ministro e desmoralizando os abortistas" http://migre.me/7rqU3

oliveirafatima_ Fátima Oliveira
Os pró-vida em êxtase de mistérios gososos em minha entrevista, circulando em email que a meta são MIL comentários http://migre.me/7rqU3

Responder

    Mateus Felipe

    07/01/2012 - 19h30

    Mari, gostei dos tuiters de Fátima Oliveira. Eles dão o tom da situação. De fato é MP do Nascituro

zwca

07/01/2012 - 14h04

Fez muito bem, o nosso governo Dilma, em assinar o que teve de assinar, quando assinou. Fico pensando o que faria o Grupo GAFE (Globo-Abril-Folha-Estadão) com esse chiliques metidos a entendidos, aí.

Não li tudo e nem vou ler. Mas meu olho caiu numa linha, em que alguém aí diz que nosso governo Dilma "lançou por terra compromissos assumidos com a ONU". Para mim, bastou. Compromissos com a ONU sempre são compromissos entre os grandes. Não tenho notícias de país pobre que, algum dia, tenha tido voz realmente ativa e realmente ouvida, em "compromissos com a ONU". Só falta, mesmo, os 'libertários' liberais de plantão, aí, inventarem, agora, q o nosso governo Dilma teria de, sozinho, derrubar o Vaticano.

Esses papos, como o q se lê nessa entrevista, NÃO AJUDAM A DEMOCRACIA. Só atrasam cada vez mais a democracia. Estou a ponto de nunca mais passar por esse blog. O que não se lê na mídia, também não se lê aqui.

Responder

    beattrice

    07/01/2012 - 17h18

    Os evangelicos/papistas travestidos de pro-vida deram pra ameaçar o blog, o Azenha, a Conceição e desqualificar todos, o espírito democrático dessa gente é do mesmo tamanho do do Bolsonaro.

Julio Silveira

07/01/2012 - 13h36

Independente de determinação religiosa que o cidadão individualmente possa escolher, o governo parece querer deixar a determinação Laica para outra, a Lacaia.

Responder

betinho2

07/01/2012 - 12h56

Sobre a polêmica de um comentário meu ter sido deletado, sabe-se lá como, conforme conversa que tive com Azenha (naquele post do Leo), havia me comprometido a refazer o comentário e repostar (pela 3ª vez). Porém dessa madrugada para agora, refleti e deixo de faze-lo, porque conclui que até prova em contrário houve patrulhamento, que vejo agora, não foi a primeira vez. Não estou responsabilizando o blog Viomundo e seus mantenedores, deixo isso claro, penso que podem também estar sendo vítimas, de alguma falha de segurança deliberada do IntenseDebate. De maneira que vou dar um tempo, esperando que as coisas se esclareçam.
Abraços a todos
E vamo que vamo.

Responder

    Carlos

    08/01/2012 - 16h53

    betinho2
    Minha solidariedade.

    Marcelo

    08/01/2012 - 22h42

    Ele não precisa de solidariedade, ele precisa de remédio,
    o médico saiu de férias e não deixou a receita de janeiro.

betinho2

07/01/2012 - 12h49

Com os comentários postados, por Edy, Maria Lúcia, Aline, Luiz Fortaleza, Bruno e Janaína, que se juntaram a tantos outros que aqui debateram de maneira lúcida, se mantendo no mérito do assunto, considero esclarecida a questão. a MP557 se justificou e sai limpa dos ataques sofridos. A questão da descriminalização do aborto (não liberração) no âmbito da saúde certamente virá numa próxima medida do MS, até porque, como foi dito, não se justifica ter sido tratada nessa MP. Considero encerrado minha modesta participação, frente aos contundentes e esclarecedores comentários postados pelos acima citados.

Mas quero ainda deixar uma recomendação. Pelo que se sabe, o Citotec, mesmo sendo agora fabricado de forma clandestina (pirata), é ainda a grande "arma" usada para eliminar embriões e fetos. Cabe por parte dos que defendem o aborto, como a Dr.Fátima, Maia José Rosário e outras, um esclarecimento do que realmente é o Citotec e seus horríveis e imprevisíveis efeitos. Digo isso porque deu para perceber aqui que pessoa que defende o aborto, mesmo sabendo do controle, na verdade banimento, apenas sabia ser abortivo e não do histórico. São centenas de pessoas ainda recorrendo ao Citotec, sem esse conhecimento, e morrendo, não pelo aborto em si, mas pelo Citotec.
Creio que esse deve ser um compromisso de responsabilidade, também e principalmente, dos que defendem o aborto, esclarecer como ele não deve ser feito. Pois em apenas lutando pela legalização sem mostrar seus graves riscos e a maneira incorreta, acabam sendo coniventes com as mortes, e a defesa do aborto se torna individualista e não uma causa comum (mesmo sendo da minoria).

Responder

    Marta

    07/01/2012 - 17h22

    Depois de levar uma surra memorável,
    fazer piada com a triste vida das prostitutas,
    desqualificar as mulheres mandando perguntarem respostas certas para o pai,
    já vai tarde.
    Aproveita e acerta esse remédio,
    porque ou vc não está tomando ou não está fazendo o efeito necessário.

    Gerson Carneiro

    08/01/2012 - 00h20

    "São centenas de pessoas ainda recorrendo ao Citotec, sem esse conhecimento, e morrendo, não pelo aborto em si, mas pelo Citotec"

    Discriminalização do aborto, já !!!

    Gerson Carneiro

    08/01/2012 - 00h29

    "Pois em apenas lutando pela legalização sem mostrar seus graves riscos e a maneira incorreta, acabam sendo coniventes com as mortes, e a defesa do aborto se torna individualista e não uma causa comum (mesmo sendo da minoria)."

    Que merda esse cara está falando. Que merda!

    Toda a luta pela discriminalização do aborto é também justamente por causa dos graves riscos dos abortos inseguros efetuados pelas mulheres pobres que não podem frequentar as clínicas que as mulheres ricas frequentam quando querem abortar.

    Quem acaba sendo conivente com a morte é justamente quem mantém criminalizado o aborto, e aí sim, toma decisão individualista na medida em que defende algo que somente as mulheres ricas podem usufruir.

    Conceição Lemes

    08/01/2012 - 19h26

    Carlos, o que vc quer saber?

    Carlos

    08/01/2012 - 19h35

    Minhas respstas que não foram postados. Duas aqui e uma no comentário abaixo, também do betinho.

Indio Tupi

07/01/2012 - 12h09

Aqui do Alto Xinfu, os índios humilde e filosoficamente continuam suas indagações: 8). Como será possível ajudar financeiramente uma grávida sem cadastrá-lá? 9). Como os valores poderão ser orçados e inseridos no Orçamento Geral da União? 10). Como o TCU poderá fiscalizar a distribuiição desses recursos? 11). O que não dirá a mídia de plantão se o Estado se arvorar em distribuir recursos à seu bel-prazer? 12). Em que isso é abusivo e violador da privacidade? 13). Como alguém pode pretender receber recursos do contribuinte sem se justificar e se cadastrar na áres competente? 14). O que isso tem a ver com o sigilo médico e o fundamentalismo religioso? 15). Por que invectivar o governante, que dirige um País com brutal desigualdade de renda e que, por isso, procura promulgar medidas legais destinadas precisamente a auxiliar os segmentos sociais mais desfavorecidos? 16). Como uma mãe grávida, incapaz de ter R$ 50,00 com que se apoiar na gravidez ou em um aborto inevitável, reagirá face a esse apoio financeiro do Estado e ao imprescindível cadastramento? Do mesmo modo de uma socialite que mora nos Jardins em São Paulo ou na Avenida Vieira Souto no Rio de Janeiro? 17). Os humilhados e ofendidos desse Brasil, ainda em grande parte miserável, se ofenderam quando tiveram, para precisamente buscar escapar da sujeição social em que se encontram, que se cadastrar para receber recursos dos inúmeros programas de auxílio das três esferas de governo? 18). Como compatibilizar o texto da articulista e da entrevistada, semelhante a uma metralhadora giratória de adjetivos, termos chulos e insultuosos contra a Presidenta, com a afirmação da entrevistada de quer "…que o governo acerte cada vez mais." Se essa é a altruísta finalidade da entrevista, por que as acusações vís, chulas e baixas, as quais até desmerecem o tradicional nível dos entrevistados do Viomundo? 19). Pode um Ministro, questionado sobre o cumprimento de uma lei, dizer que vai descumprí-la? O que queria a entrevistada que o Ministro disesse? Que ele vai colocar a assessoria dele à disposição da entrevistada, a fim de que seja feito um projeto de lei "sob medida", de acordo com os desejos e os interesses da entrevistada, a fim de submetê-lo à Presidente da República? 20). E se a moda pega, e 100 milhões de brasileiros procurarem o Ministro para pleitearem o mesmo tratamento? 21). E assim que se avança nos direitos da cidadania? Ou se faz auto-promoção? 22). Como divulgar um fato na base do "Estamos ouvindo falar…" 23). Onde que um governo democrático não pode sancionar medidas legais nas semanas do fim do ano? O que dirá a mídia de plantão e a entrevistada se o Estado fechar as portas nas semanas do fim do ano? 24). Por que tanta imprecisão conceitual, falta de clareza e abundância nas colocações e acusações vagas, incapazes de definir minimamente contra precisamente quais pontos a entrevistada está se posicionando? 25). E por que tanta precisão na pontaria da metralhadora giratória de insultos, vitupérios e epítetos da entrevistada, que se sente, nada menos que "apunhalada" pela Presidente? A quem beneficia todo esse "Cirque du Soleil" de efeitos verbais?

Responder

    JOSE DANTAS

    07/01/2012 - 18h49

    Com a palavra a entrevistada e seus seguidores para responderem as perguntas. Parabéns, Indio Tupi. Você fez as perguntas que muita gente gostaria de ter feito. Espero que sejam respondidas.

marialuciandrade

07/01/2012 - 11h11

Nesse debate tão importante para a saúde pública de qualidade no Brasil talvez esteja se deixando de ouvir o sujeito da história: o povo pobre do Brasil que tenta se utilizar da rede pública de saúde buscando lenitivo para seus males e suas dificuldades no viver,no que diz respeito a sua saúde.
Sabemos que uma das principais causas de sofrimento, sequelas e mortes de mulheres são os eventos ligados a gravidezes sem a devida assistência médica,a partos inteiramente desassistidos por médicos ou para-médicos, as tragédias dos abortos mal cuidados, quer sejam espontâneos-e as estatísticas médicas informam que é cada vez maior o número de abortos espontâneos,principalmente na primeira gravidez- quer seja realizados com ou sem assistência médica,por decisão das grávidas. Por outro lado o número de crianças e mães que portam sequelas graves pela ausência de um pré-natal de qualidade, de um parto bem realizado, a tempo e a hora,de um atendimento pós-parto prestado nos termos necessários é imenso.
Qualquer ser humano que tenha um mínimo de sanidade mental e emocional,maturidade e senso ético sabe que esses temas todos que envolvem as gravidezes e os abortos de qualquer espécie não podem nem devem ser analisados na base de preconceitos,achismos,posições filosóficas, religiosas ou políticas de natureza estritamente pessoais,nem debaixo de climas emocionais exaltados. Quando se trata de estabelecer políticas públicas é imprescindível fazer um grande esforço para preocupar-se em conhecer amplamente a natureza e as características do problema da mulher grávida de qualquer classe social ,mas no caso do serviço público, com ênfase na clientela que realmente procura esse setor público,que no entanto, sabemos aberto a todos e todas. Logo a questão interessa e envolve a todo o povo brasileiro, de todas as classes sociais.
Essa será a forma de se dicutir como concentrar esforços para atender com qualidade e respeito às necessidades de saúde envolvidasquando se trata de atender às mulheres brasileiras da melhor forma possível..
Em decorrência é urgente que o país discuta amplamente não só a MP557 mas toda as políticas públicas de saúde existentes que incidem sobre homens e mulheres e que ouça não só o sujeito da história,o povo brasileiro ,que tem o SUS como único recurso de saúde ou que a ele tem o direito de recorrer,mas igualmente aos médicos e para-médicos que trabalham no Ministério da Saúde,que tem na FioCruz um excelente órgão de pesquisa,estudos e levantamento de informações para o planejamento do setor.
Se queremos avanços,avancemos também com prudência,generosidade, espírito solidário e muita profundidade na análise do tema evitando procurar bodes expiatórios para problemas milenares que só podem ser resolvidos pela ampla conscientização e universalização de uma educação pública e privada de alta qualidade. E ampla luta popular organizada.

Responder

Indio Tupi

07/01/2012 - 11h06

Aqui do Alto Xingu, os índios, humilde e filosoficamente, indagam: 1. Se a Rede Cegonha retoma "a noção e a prática de saúde materno-infantil", significando "atenção à saúde da mãe e da criança como unidade indissociável", por que a articulista acha que as mulheres deixaram de ser sujeito principal, e o bebê assumiu esse papel? As mulheres grávidas estão disputando uma hegemonia com o bebê que trazem no útero por livre e espontânea (no mais das vezes) vontade? Como o bebê não nasce por geração espontânea, mas é fruto de vontade alheia, pai e mãe, quem o defenderá ainda no útero de um ou de outro, isolada ou conjuntamente? Por carregar um bebê no útero, a mãe — acompanhada ou não pelo pai — pode tiranizá-lo? Pode matá-lo, via aborto, se isso lhe for conveniente? O Estado, por meio de governantes eleitos, não deve procurar regular isso? Não é fato corriqueiro que no processo Democrático, que nunca é um produto acabado, as leis estejam sendo constantemente aperfeiçoadas? Se alguma lei foi editada, que não do gosto da articulista, não seria mais democrático procurar os movimentos sociais a que está ligada, a fim de tentar aperfeiçoar a lei? Por que, ao invés, a articulista prefere fazer política baixa, ao invectivar a Presidenta de conservadora, submissa ao Vaticano? 2). O que é quinada conservadora da MP 557? 4). Como foi bem orquestrada? 5) Como a MP 557 — essa Entidade mágica — conseguiu tomar o rumo antidemocrático, não republicano e autoritário, sob o aplauso dos machistas, das mentalidades conservadoras, dos fundamentalistas religiosos, do José Serra, do Severino Cavalcanti e do Bispo de Guarulhos? 6). Em sociedade capitalista, de classe, qual lei não tem finalidade ideológica? Em sociedade permeada de incontáveis crenças religiosas, qual lei deixará de agradar ou desagradar um ou outro grupo religioso, até os ateus? 7) Se a MP 557 "foi feita exclusivamente para tentar passar de contrabando a personalidade civil do nascituro", então, a personalidade do bebê deve ser relegada às galés, ao porão dos escravos? Aonde que isso atenta contra os direitos à saúde, sexuais e reprodutivos da mulher? Não é exatamente o contrato: se se defende a personalidade civil de um filho no útero, onde se está agredindo os direitos de sua mãe? 8) O fato de alguém ser estudioso, militante, suposta autoridade em algum assunto e médica que dá duros plantões não tem o condão de dar infalibilidade a ninguém: em nenhuma área do conhecimento existe o Sujeito suposto-saber. Assim, o que decide é o processo Democrático. Se a lei não agrada, a via a ser perseguida e a do devido processo democrático, e não as calúnias chulas.

Responder

    Bonifa

    07/01/2012 - 12h25

    Sinto muito, sábio indígena, mas nessa acredito que até seu nascimento, o bebê e a mãe são um único ser, sob a absoluta responsabilidade da cabeça materna. Ninguém questiona o irrestrito amor filial que os animais devotam a suas crias, estando prontos a sacrificar a própria vida em defendê-las, por instinto. Mas é comum que muitos animais devorem seus filhotes, quando percebem que não há para eles chance de sobrevivência. Depois disso, gerarão outros filhos a quem devotarão o mesmo amor irrestrito. Isto não é darwinismo aplicado a questões humanas, mas é tolo aquele que não entende os animais.

    Wildner Arcanjo

    07/01/2012 - 15h01

    Unico ser como, se nem geneticamente eles são iguais?

    EFerraz

    07/01/2012 - 16h19

    …o bebê e a mãe são um único ser, sob a absoluta responsabilidade da cabeça materna…( inegável, por ação lógica de causa-efeito. Ou devemos atribui-los a uma entidade extraterrena?)
    Extemporâneos, oportunistas, desejos individualistas, chulos e inconsequentes são os argumentos da sra. Fátima Oliveira para o tema em questão.
    Nem neste blog progressista, nem das próprias interessadas, as mulheres, a sra. Fátima Oliveira encontra apoio substancial. Quer mais evidência democrática?

    Bonifa

    07/01/2012 - 19h19

    Bem… Depois do fim do matriarcado, onde muitos consideram que aconteram os avanços fundamentais da cultura, e da destruição dos silos coletivos para darem lugar aos silos individuais de chefes de clãs, a mulher foi escravizada completamente e sua quase única atribuição era parir o filho herdeiro que herdaria a posse dos silos. E parir trabalhodores e guerreiros para os chefes de clãs. Com o surgimento do individualismo burguês na Idade Média, a quase única obrigação da mulher era parir o herdeiro do chefe da família. Umja mulher pensar? Uma mulher votar? Uma mulher opinar? Isso é coisa muito recente. Engels previu esta situação, quando falou que uma radical transformação da Humanidade viria do fato da mulher alcançar independência econômica, através de seu trabalho. A escravidão feminina era a anomalia que havia na espécie humana, em relação aos animais, por isso falamos em animais. A nova liberdade feminina dissolve esta anomalia e devolve à mulher o direito absoluto sobre seu corpo. A mulher fecundada vai embora ou fica, mas é dona de seu corpo e de seu bebê. Não venha agora o Estado fazer-se de dono do bebê. Não venham agora com especulações metafísicas ou de ciência primária sobre as origens e constituições do ser. Orientação, assistência de saúde, ajudam, sim. Mas interferência, não.

    JOSE DANTAS

    08/01/2012 - 18h11

    Interferência ou ajuda depende de quem analisa a questão. Ajuda para quem precisa é sempre oportuna e interferência só se configuraria se o cadastramento fosse obrigatório.

    beattrice

    08/01/2012 - 22h45

    O blog foi claramente tomado de assalto pela torcida evangelico/papista do padilha ou por seus assessores convertidos em tropa de choque.

    Ênio

    12/01/2012 - 21h24

    Que horror! É chamar a polícia.

    JOSE DANTAS

    08/01/2012 - 17h10

    Ninguém enquanto animal racional tem o direito de "devorar os filhos" diante do temor pelas dificuldades advindas do exercício da criação, educação e enfim, da transformação de um feto em criatura humana, que não pediu para ser gerado. Vai que na próxima gravidez, contraída em bom momento financeiro, aconteça um contratempo que venha a mudar esse estado favorável e novamente o "amor irrestrito" some do mapa e mais um assassinato pinta como solução. E aí pergunto: Que bicho é esse? Como pode se imaginar que mãe e filho nessas circunstâncias são um único ser? A esmagadora maioria das vacas não rejeitam suas crias em pleno sertão nordestino, mesmo com a certeza – partindo do princípio de que raciocinam – de que não será nada fácil a sobrevivência de ambos.

Mari

07/01/2012 - 09h17

Solicietei a Conceição Lemes postar como comentário meu um email que recebi mais ou menos com os seguintes dizeres:
ACESSE O ARTIGO DE FÁTIMA OLIVEIRA, INIMIGA DECLARADA E ANTIGA DO NASCITURO, E FAÇA UM COMENTÁRIO DEFENDENDO A PRESIDENTE E O MINISTRO. NÃO PRECISA DEFENDER O NASCITURO, POIS TEMOS A VITÓRIA GARANTIDA DA LEI ASSINADA PELA PRESIDENTE.

É que não consegui ter aprovado o comentário para enviar por ser maior que o permitido pelo site

Responder

    beattrice

    07/01/2012 - 10h46

    Evangélicos e papistas fazendo corrente de oração no VIOMUNDO e interditando o debate democrático.
    Esse é o senhor padilha, que patrocina este tipo de lobby contra a sociedade brasileira.

    Conceição Lemes

    07/01/2012 - 12h27

    Mari, desconhecemos esse fato, vamos apurar. Obrigada, abs

    marialuciandrade

    07/01/2012 - 12h51

    Achei curiosa essa recomendação "não precisa defender o nascituro". Os nascituros devem mais é estar querendo distância de baixar nesse mundo cão. Qualquer asteróide de longínqua galáxia deve estar valendo mais a pena. Papagaio!

    betinho2

    07/01/2012 - 13h50

    Cheira a contra informação, à lá Dr. Escuta. o homem dos dossiês serristas.

urbano

07/01/2012 - 09h15

Abrir tanto espaço para uma entrevista dessa , visivelmente feita de intrigas e com pouco conteudo factico é um erro crasso do blog. lamentavel

Responder

Mirtes Trinta

07/01/2012 - 07h06

São sete da matina do sábado. Como vimos eles não dormiram. Merecem receber regiamente pelo que trabalharam, incansavelmente. São ridículos. E ainda posam de democratas coma cara mais limpa do mundo, orquestrando comentários em defesa dio indefensável. Os velhos métodos. Ah, os velhos métodos. E fogem doe nfrentamento das questões cruciais do debate. Em nome do nascituro. Qual a dúvida?

Responder

    beattrice

    07/01/2012 - 10h58

    Nenhuma Mirtes, e do ponto de vista técnico o debate deles não se sustenta por 30 s, porque nao debatem.
    Repetem incansavelmente uma cantilena treinada nas igrejas ou no MS.
    E fazem isso tb no horario de expediente.

Gerson Carneiro

07/01/2012 - 06h51

Hoje, 07 de janeiro de 2012
Este menino que vos fala ultrapassa mais um ano de vida.

E na melhor das hipóteses, se a natureza a mim for generosa
Estou na metade da minha vida, fazendo o retorno, virando a curva.

A morte é o ser mais paciente e misterioso da face da Terra.
Sei que me espera, em algum dia dos dias que compõem os próximos 40 anos;

E sabe guardar segredo. Não conta nem para mim (maior interessado).

Quando este dia chegar, em último suspiro, terei guardado forças para sussurrar minhas últimas palavras: eu VIOMUNDO.

Responder

    Wildner Arcanjo

    08/01/2012 - 14h46

    Parabéns!

    beattrice

    08/01/2012 - 22h48

    Parabéns Gerson!!!

Aline

07/01/2012 - 02h42

Qualquer pessoa que se der ao trabalho de ler atentamente o texto da Medida Provisória 557 ( o que não toma mais do que cinco minutos) verá que nessa Medida Provisória 557não há nada de ofensivo à dignidade das mulheres,nem que possa prejudicar nenhuma mulher, em nenhuma circunstância. E não tem nada a ver com mulheres que desejam fazer aborto ou que tiveram abortos espontâneos. Tem a ver com mulheres grávidas que espontanea e voluntariamente desejam ter assistência pré-natal pública gratuita, fazer o parto na rede pública e ter atendimento pós-parto garantido, com vários tipos de assistência e apoio.
O texto se encontra facilmente na internet. É só ler com atenção,antes de sair emitindo opiniões a partir da visão enfurecida de alguém.
Concluo que a Dra. Fátima não fez a devida leitura do texto da Medida bem como o mesmo aconteceu com os que estão atacando e acusando a Presidenta Dilma de retrógrada e traidora das mulheres.
Esse procedimento insólito causa espécie. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-201

Responder

    Maria Amélia

    07/01/2012 - 06h57

    Quem leu a MP sabe que a senhora Aline é pau mandado. Só a ignorância faz com que ela escreva o presente comentário. O NASCITURO faz o que na MP? Vá procuurar o que fazer dona!

    Aline

    07/01/2012 - 23h46

    Gentil Maria Amélia
    Já quem lê esse seu comentário lúcido e inteligente compreende quão incomensurável é a sua genialidade.O que o nascituro faz na MP? Só Cristovão Colombo sabia mas, coitado, já morreu.
    Procurarei encontrar um casal de micos leões dourados no meu passeio matinal na Floresta da Tijuca, amanhã cedinho, para lhe mandar de presente. Trate-os com carinho,já que são animais em vias de extinção. Seja feliz.
    Beijos.

    Gerson Carneiro

    08/01/2012 - 05h00

    Maria Amélia, eis a evidência do que você falou.

    "Concluo que a Dra. Fátima não fez a devida leitura do texto da Medida bem como o mesmo aconteceu com os que estão atacando e acusando a Presidenta Dilma de retrógrada e traidora das mulheres."

FrancoAtirador

07/01/2012 - 01h58

.
.
GRÁVIDA POBRE
<img src="http://gartic.uol.com.br/imgs/mural/re/renators/1281474929.gif"&gt;

Responder

Julio_De_Bem

07/01/2012 - 01h17

Bom, filho a mulher não faz sozinha. Esse argumento eu não concordo. Se eu engravido minha namorada, por exemplo, eu vou lutar até o fim pela vida dessa criança. Mesmo que ela queira abortar. Acho que não cabe só a ela a decisão. Mulher carrega sim a criança por 9 meses, e tem todos os problemas das dores e tudo mais. Mas não dá a ela o direito de escolher se a criança vai viver ou não. O pai tem tanta tutela quanto a mãe. É uma relação de iguais.

Se não está preparada para ser mãe, que não seja. Há muitos metodos contraceptivos. Abortar simplesmente por abortar, é assassinato. E não me venha com papo furado de que vai atrapalhar o futuro. Abrir as perninhas é bom, colocar o pintinho la dentro é bom, mas esquecer da responsabilidade do ato é burrice.

Todos ja foram desmiolados em algum momento da vida, o que precisa é conscientização.

Para mim aborto é o retrato da fraqueza e ignorância da mulher e do homem e é um crime. Salvo se for vítima de estupro/abuso sexual ou a criança acéfala.

Aborto somente em casos extremos. No mais, eu acho assassinato.

PS.: Tenho que dizer que o argumento de que a mulher deve decidir pela vida ou morte simplesmente por que carrega, fica gorda e sente dor é muito fraco. Queria o que? Uma modificação genética que permite ao homem engravidar? A natureza fez da mulher o ser que carrega a perpetuação da espécie, ou Deus deu a mulher esse dom, escolha o que quiser. Só sei que homem NUNCA sentira dor do parto ou carregará por 9 meses uma criança e isso não o torna inferior a mulher no quesito de escolha de vida ou morte de uma criança.

Há camisinha, DIU, anticonceptivos diversos. Falta cérebro e informação…e saber que só ela abrir as perninhas e ele colocar o pintinho la dentro não é só festa não…

Aborto só em caso de gravidez proveniente de estupro ou criança que nascerá sem cerebro. Outras opções só nos afasta mais da condição de ser humano (ou talvez de inteligente, afinal não conheço nenhum relato de que uma Ursa ou Leoa que matou o filhote pois poderia “comprometer seu futuro”…pff)

Agora dizer que uma lei tão importante, num assunto tão contestável e de divergência de opiniões está seguindo o manual que a igreja impoe, é um tanto ridículo. Só por que a opinião de alguem contrapoe a sua, a pessoa perde todas qualidades? Argumento fraquíssimo esse da Fátima.

Responder

    Cora

    07/01/2012 - 03h58

    Não trate um assunto de saúde pública pensando apenas no seu pintinho. Um pouco mais de respeito! As mulheres q abortam estão sozinhas ou contam com a anuência do respectivo pintinho. E justamente pq, ou pintinho está ciscando em outra freguesia, ou pintinho se recusou ou esqueceu a camisinha. A responsabilidade pela gravidez não é exclusiva da mulher. Mas o ônus sim, pq na hora H, pintinho desaparece. Duvido q exista mulher q considere este recurso um método anticancepcional. É sempre um sofrimento, muito piorado por este tipo de tratamento, completamente insensível e desumano, cheio de hipocrisia. Falemos de paternidade responsável. O pintinho desaparece, deixa filhos pra trás, some no mundo e o julgamento é todo da mulher? Ah, me poupe! Mais respeito!

    Mirtes Trinta

    07/01/2012 - 06h59

    Falata senso de ridículo ao Júlio do Mal

    Julio_De_Bem

    07/01/2012 - 17h24

    Então vc precisa ver a vida com maior amplitude amigo. Eu conheço muita gente que pode tranquilamente ter um filho abortar pq transou sem segurança e responsabilidade.

Edy

06/01/2012 - 23h36

A Dilma não traiu compromisso nenhum. Tudo ficou muito claro na campanha a respeito. A Dilma na campanha repetiu inúmeras vezes que O ABORTO É UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA e que a mulher que sofre um aborto de qualquer tipo tem que ser atendida pela rede pública de saúde,que tudo deverá fazer para salvar-lhe a vida. Por isso a torturaram na imprensa, os "religiosos" em todo o Brasil distribuiram panfletos contra ela nos cultos,emails varreram todas as caixas de email nesse país,insultando-a de tudo que era desaforo. A santa esposa do Zé Serra acusou-a de assassina de criancinhas. O que se tentou forçar na campanha foi que a Dilma se declarasse pessoalmente a favor do aborto. Naturalmente que isso não cabia mesmo. trata-se de um tema que ou é tratado a luz da Saúde Pública por um candidato ou cabe remeter à decisão da maioria, como se prevê no sistema democrático. Nessas circunstâncias ela sempre dizia que que as opiniões pessoais dela sobre questões contidas em leis era a seguinte: que as maiorias lutem para fazer as leis do país corresponderem ao que acham justo, razoável e saluta,.por métodos democráticos. Todo o Brasil ouviu ela dizer isso.
Quanto a fazer autocraticamente baixar uma lei alterando as existentes que venha a permitir que qualquer cidadã pleiteie fazer um aborto na rede pública, como acontece por exemplo, no Canadá ou na França,ISSO TODO MUNDO SABE QUE A DILMA NÃO TEM COMPETÊNCIA PARA FAZER. Se fizesse sofreria impeachment pois estaria descumprindo o juramento que fez ao tomar posse e agindo de forma insana. Ela é obrigada a pautar todos os seus atos pelas leis vigentes, como qualquer outyro presidente. Por que entÃo fingem desconhecer essa realidade e atacam a Dilma tão absurdamente nessa questão dessa MP?
Por que usam esse argumento falso de que ela não oferece aborto na rede pública porque traiu, descumpriu etc… quando sabem muito bem que o impedimento é de ordem legal? E que só povo organizado e mobilizado muda uma lei dessa natureza. E que mesmo assim , isso exigiria muito tempo para debates,esclarecimentos etc porque todo mundo saca que se houvesse um plebiscito a maioria votaria contra a descriminalização do aborto. E digo isso com pesar, porque para mim o aborto deveria ser uma opção de cada cidadã ,desde que em condições de saúde física, mental e emocional para poder reealizar essa opção.. Mulheres como a Dilma não têm como ser tachadas de machistas e retrógradas. Ela é uma verdadeira feminista e tem comprovado isso a cada dia do seu governo. Vamos respeitar quem durante toda sua vida só fez por merecer respeito.
Acho uma tremenda injustiça o conteúdo do texto da Dra. Fátima. Para se defender uma causa justa não é necessário investir injustamente contra pessoas dignas e decentes. É lamentável que ainda se usem esses métodos deprimentes que a nada conduzem.

Responder

    Luiz Fortaleza

    07/01/2012 - 00h32

    Não se pode reduzir essa discussão da vida ou morte de um ser fecundado a uma questão de opção… O corpo humano não é uma fábrica capitalista que descarta o que produziu e não quer mais. As pessoas têm que arcar com a responsabilidade de suas ações. Agora tudo virou OPÇÃO, ser homossexual é opção, ser isso ou aquilo é opção… não, esta não é uma questão da vontade arbitrária, de um vanguardismo falso, mas da vontade responsável, baseada numa ética pela vida, e não num amoralismo laico e frio. "Eu sou dona do meu corpo", "do meu ovário", que visão mais capitalista, da propriedade privada… na verdade não somos donos de nada, pq nos tornaremos uma carcaça do tempo, não podemos mandar o corpo parar de envelhecer, não podemos deter a morte do corpo…qdo ele não tem mais condições de vida. Aborto natural não é teleológico, e sim ontológico, ou seja, não é algo premeditado, calculado com intenções egotistas e fins apriori estabelecidos. Essa história de nos libertar de CULPAS tem limites, porque temos culpas sim de muitas coisas. E todos aqui – prós ou contras – fazem juízo de valor, fazem ideologia etc. Então a polêmica continua… Se querem ser darwinistas nesta discussão que sejam, eu não…

    Edy

    07/01/2012 - 01h35

    Luiz
    Eu não faria essa opção. Mas por princípio considero que se deve deixar o ser humano livre para decidir o que é correto e justo na sua visão, de acordo com a sua consciência e experiência de vida.
    SE assim for feito, e se tivermos um mundo justo, com direitos iguais,com possibilidades para todos,de cada um de acordo com suas capacidades e a cada um de acordo com suas necessidades tenho a convicção que raríssimas mulheres optariam pelo aborto. Eu não sou darwinista. Sou só uma livre pensadora humanista,apaixonada pelos seres humanos. Por mim, todos viveriam,solidários e fraternos.

    Luiz Fortaleza

    07/01/2012 - 09h40

    Concordo em parte Edy, mas o ser homem livre é livre até certo ponto e não podemos pautar a Justiça a partir de pontos de vista individualistas sobre o que é certo e errado, a não ser que seja algo de fórum íntimo que diz respeito a você próprio, mas quando implica o outro ou a alteridade, aí a livre escolha não pode ser absoluta e autoritária. Porque isso implica o destino de um "outro ser" que não lhe pertence, mas pertence a vida. É quase querer ser um Deus em querer determinar, vc vive ou vc morre. Ninguém tem certeza absoluta de nada em tudo nesta vida, nem a ciência. Não sei se é pq eu fui quase abortado e hoje sou uma pessoa que conseguiu vencer as vicissitudes da vida, pois talvez se eu tivesse morrido, não teria publicado três livros, feito filosofia, mestrado e doutorado, participado dos movimentos sociais, dado cursos de marxismo no meu sindicato, ser um anticapitalista etc. E estou aqui para contribuir para a história humana evoluir. As pessoas do meu sindicato gostam quando escrevo artigos no jornal do meu sindicato por ter essa capacidade de desconstruir o discurso ou a ideologia do capitalismo e desmontar essa farsa da democracia burguesa. Parece até que estou me gabando, mas é porque fico pensando qto seres perdidos poderiam contribuir com a vida tal como eu, que estou aqui defendendo o PT a partir de um ponto de vista conjuntural, pq do ponto de vista revolucionário marxista, o PT é totalmente criticável ou reprovável. Pois é um partido social democrata estilo a la Europa. Mas, enfim, essa é outra discussão, pq envolve outras variáveis políticas e ideológicas. Mas o importante é que aqui as ideias circulam e não se cristalizam, pois temos que abrir fendas em discursos fechados, baseados na pura interpretação política ou percepção ideologizada pessoal ou partidarizada. Não vou mais escrever aqui, pois, senão, não termino de concluir minha tese. Abraço a todos e como eu sou teimoso e não paro de escrever enqto me instigarem, vou defendendo meu ponto de vista até alguém conseguir enfraquecê-lo, caso contrário, fico nesta peleja reflexivo e não saio daqui. Risos.

    Edy

    07/01/2012 - 17h38

    Caríssimo Luiz
    Foi uma honra e um imenso prazer ouvir suas palavras. O seu diálogo foi um desses cintilantes momentos de nossas participações internáuticas. Valeu por tantos desencontros e incompreensões, que participar de debates desse tipo geram e que por tantas vezes nos colocam em defensiva ou fuga.
    Adorei saber de você,porque lendo esse seu brilhante comentário me veio a cabeça que muito que você diz bate com o tipo de pensamento filosófico que mais me agrada.
    É fato que arrisco quando quero livres as decisões das mulheres sobre seus corpos. Mas arrisco porque confio muito em nós mulheres . E também nos homens. Sei do quanto somos capazes de amar a vida e defendê-la. Ainda que falte muito para que o mundo seja o Mundo e apoie e reforce nosso lado Eros. E aí perigamos muitas vezes cair nos braços de Thanatos.
    Sei o quanto deve ser difícil saber que quase se foi abortado. Quase, Luiz. Mas não foi. A força da vida,o útero da mulher que o gerou,uma lucidez reforçada por algum gesto de solidariedade ou de amor, um mero acaso, uma força estranha,o verso de uma canção, uma brisa mais suave ,que sei eu?, algo segurou você, e a vida não enganou a vida. E hoje, aqui está você e aqui estou eu, comovida,agradecendo a você por ter sobrevivido e à sua mãe e ao seu pai por terem te gerado,e a esse grato momento que nos revela a insuspeitada alegria que pode ser conviver na internet.
    Acredito mais no poder do amor e na amizade do que no poder da Justiça,como boa epicurista que sou.
    Mas concordo com você que enquanto o Mundo não vem, temos que lutar pelas leis que ajudem as pessoas a não receberem ou causarem danos a si mesmas ou a quem quer que seja,leis que as guiem na procura da saúde do corpo e da alma,na prática da solidariedade e da compreensão afetuosa.
    Um fraterno e comovido abraço.

Amália

06/01/2012 - 22h40

Meus queridos, bateu a CIA no blog Viomundo, levaram embora um comentário do Betinho, depois de postado e lido por alguns aqui.

Responder

    Carlos

    06/01/2012 - 23h12

    Verdade, não está mais. Eu tinha lido o bom comentário dele. Agora fui verificar ai pra baixo e não esta mais. Bem estranho isso.

    Leya

    06/01/2012 - 23h59

    Tambem havia lido, não está mais.

Rodrigo

06/01/2012 - 22h13

Azenha,
Ser a favor do aborto é dureza.
A esta altura do campeonato não dá!
A legislação brasileira já prevê suas exceções.
Métodos para se evitar existem aos montes.
É muito decepicionante atrelar este tipo de debates a um caráter religioso. Isso é preconceito.
Pode-se muito bem dar a oportunidade da mulher após cumprir a gravidez abrir mão do direito que tem e entregar o filho para adoção.
Solução horrível, mas muito melhor do que a morte.

Responder

Paulo

06/01/2012 - 21h51

Eu ainda não entendi. Existe alguma evidência de que a MP é parte de algum lobby religioso ou todas as acusações são na base do "achismo"?

Responder

    Mirtes Trinta

    07/01/2012 - 07h06

    Sabe o que é nascituro?

    beattrice

    07/01/2012 - 10h57

    Paulo, sugiro que vc leia na íntegra a MP 557 na sua versão oficial tal qual foi publicada e vc verá então que lá foram contempladas várias exigencias ilegais da bancada evangelica/papista que vinha pressionando há anos para obte-las.
    Há outras evidencias referentes a outros assuntos de que essa bancada, que infelizmente cresceu 50% no Congresso, vem obtendo favores do governo ao longo de 2011.

@orivaldog

06/01/2012 - 21h09

Cadê o estado laico do Brasil?

Responder

    Fabio_Passos

    06/01/2012 - 22h07

    Ora, o estado laico vai muito bem!
    Abençoado por tipos como dom luiz bergonzini e silas malafaia.

    beattrice

    06/01/2012 - 22h55

    O padilha comeu.

FrancoAtirador

06/01/2012 - 20h23

.
.
O Guardador de Rebanhos

Canto VIII

Por Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa

http://www.releituras.com/fpessoa_guardador.asp

Responder

Marcelo

06/01/2012 - 20h15

Cara, sério mesmo,
vc precisa de tratamento.

Responder

EFerraz

06/01/2012 - 19h48

Azenha, se não houvesse este blog progressista, a sra Fátima Oliveira estaria falando sozinha.
E, mesmo aqui, Ela não consegue apoio significativo. Seus argumentos são confusos e não sensibilizam nem as próprias interessadas, as mulheres, que não vêem nela representatividade.
A saúde, neste momento, precisa é de ação e não de discurso feminista, interesses próprios, desejos individualistas: extemporâneos. Técnica Ela deve ser muito boa. Gerente?…
A saúde necessita, emergencialmente, do Substancial; depois o Trivial.
Resguardadas as exceções, quem precisa de aborto – gravidez indesejada – não usou camisinha. Não se planejou. Não pensou na sua saúde. Não pensou nas consequências. Foi irresponsável.
Com todos os recursos disponíveis, concientização, informação, dinheiro público em propaganda,… é preciso chegar ao extremo, o aborto?? Isso é que é atraso, subdesenvolvimento intelectual.

Responder

    Alberto

    08/01/2012 - 10h42

    Não fale sobre o que você não conhece mestre. Deixe de ser mentiroso em suas conclusões. Perdeu sua credibilidade, se é que possuía alguma. Seus proprios companheiros de nave já apelidaram a MP 557 de MP do Nascituro e estão desesperados pedindo MIL COMENTÁRIOS contra o artigo. Será por que, hein? Responda se tiver um mínimo de caráter e responsabilidade. Estão desesperado porque a Dra. Fátima Oliveira é uma intelectual e militante da área da saúde, dos direitos da mulher e contra o racimo respeitada, nacional e internacionalmente. Você ignora tudo isso porque é um ignorante fetófilo, fanático e desinformado. Você tem o direito de ser contra tudo o que ela escreve, mas não de desqualificá-la e de dizer que ela não tem público.

    Alberto

    08/01/2012 - 10h46

    Como não tem público uma livre-pensadora que mantém uma coluna semanal no jornal que mais vende em Minas, O TEMPO, há dez anos? Como não tem público uma livre-pensadora que tem cerca de dez livros publicados e um deles é um best seller, o Engenharia genética: o sétimo dia da criação, um livro paradidático indicado em todas as escolas do Brasil, da Editora Moderna?
    Não tem público e os pro-life como você estãos e borrando de medo, fazendo corrente na internet pedindo pras pessoas comentarem contra a entrevista?

    Alberto

    08/01/2012 - 11h03

    Para seu governo Fátima Oliveira é publicada em muitos outros sites respeitáveis
    Veja aqui os artigos de Fátima Oliveira

    CRUZADA ANTIMULHER – O aborto, as leis e as eleições
    Fátima Oliveira | 26/09/2006
    COTAS NA ACADEMIA
    Afinal, o que os letrados chamam de "racialização"?
    Fátima Oliveira | 18/07/2006
    MÍDIA E COTAS
    País apartado e "racializado" desde os primórdios
    Fátima Oliveira | 11/07/2006
    AGÊNCIA CÂMARA
    O dever de se pautar pela ética da responsabilidade
    Fátima Oliveira | 06/12/2005
    Vai lá ler para deixar de ser mané http://www.observatoriodaimprensa.com.br/authors/

Mirtes Trinta

06/01/2012 - 19h25

Fátima Oliveira chutou o pau da barraca com categoria. Estava na hora. O Ministério da Saúde está comprando briga à toa. Falta de assessoria. É só retirar o contrabando do nascituro da MP e negociar. É mais decente. Porque não há comod efender o indefensável. As feministas estão certas. Além de tudo têm munição intelectual farta. Estão sustentando esse debate há dias. E ganhando.
Parabéns Azenha e Conceição Lemes.

Responder

    Fabio_Passos

    06/01/2012 - 20h36

    Ela foi didática. Permitiu que as pessoas entendam a marotice desta MP.

    Só que a impressão é que esta MP é fruto de muita negociação: Entre o governo e os fundamentalistas religiosos. E a barganha foi exatamente inserir este nascituro na MP.

alcides

06/01/2012 - 18h07

A entrevistada não deixa clara qual a ameaça que o cadastro representa. Isso é necessário, pois cadastros existem para quase tudo. Por que logo esse é perigoso? Não há como o governo distribuir R$50,00 sem exigir seuqer a identificação do beneficiário. Ou ela se explica melhor, ou sua entrevista não passará de opinião.
Quanto à posição do ministro sobre o aborto, que a entrevistada diz se limitar a declarar que vai cumprir a Lei, é muitíssimo natural. A população brasileira é majoritariamente contra o aborto. Ele não quer queimar a lingua. Sabe que um escorregada nas palavras só vai dar lenha àqueles que gostam de colocar ministros contra a parede. Polêmicas sobre esse tema mais atrapalham do que ajudam a resolver problemas nas áreas de saúde ligadas à sexualidade e reprodução.

Responder

    beattrice

    06/01/2012 - 20h25

    Este cadastro é inviável do ponto de vista medico-legal, pois ele é universal (para TODAS as gestantes), compulsório (obrigatório) e público, violando o sigilo médico, expondo a condição médica, tratamentos, diagnósticos das mulheres atendidas em uma condição que não se justifica do ponto de vista da conduta médica.

Mari

06/01/2012 - 17h36

Estudo indica que mortes por aborto é maior entre negras
Agência Estado

Por AE

São Paulo – Um novo estudo sobre a mortalidade de mães no Brasil revela que o risco de morrer por aborto é muito maior nas mulheres negras e pardas do que em grávidas brancas, o que leva especialistas a questionar se a criminalização do procedimento estaria punindo apenas alguns grupos raciais. Segundo o trabalho do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio, apresentado durante o seminário Mortalidade Materna e Direitos Humanos no Brasil, o risco de morte de uma grávida negra cuja gestação terminou em aborto é 2,5 vezes maior do que o de brancas.

Nos últimos quatro anos o instituto vem se dedicando a radiografar o aborto no País e, depois de mostrar que sua frequência reflete as desigualdades – ocorrem mais entre mulheres negras e pobres -, foi investigar se havia também diferenças na mortalidade, considerando registros de 2003 a 2005. Os especialistas apontam que é possível que a descriminalização do aborto, se um dia aprovada no Brasil, reduza o índice de complicações e mortes – atualmente é crime, só permitido em caso de estupro ou risco de morte para a mãe. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
http://www.abril.com.br/noticias/brasil/estudo-in

Responder

    José Ulisses

    06/01/2012 - 19h18

    Índice de mortalidade materna em negras é 7,4 vezes maior

    O índice de mortalidade materna em mulheres negras é 7,4 vezes maior do que em mulheres brancas, de acordo com pesquisa de 2008 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
    http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/saude/

    Bruno

    06/01/2012 - 19h59

    Quem criminaliza o procedimento não é o atual governo ou os recentes. São as leis vigentes sobre o tema aborto que teoricamente são produto do processo democrático e deveriam representar o que a maioria do povo considera o melhor.
    Para mudar as leis todos sabemos qual é o processo: passa necessariamente pela discussão e aprovação pela maioria do Congresso Nacional.
    Isso tudo foi ampla e exaustivamente debatido na campanha,onde Dilma Rousseff foi acusada publicamente pela mulher do Serra de assassina de criancinha apenas porque discordava que uma mulher que chega a rede pública porque fez um aborto fosse tratada como uma criminosa,chamando-se a polícia.

    luiz pinheiro

    06/01/2012 - 22h56

    É tão óbvio, Bruno. Mas o histerismo cega.

    Fabio_Passos

    06/01/2012 - 23h20

    E por que será que a Dilma mudou de idéia?
    Sim, porque se há uma medida provisória recém editada para "prevenir a mortalidade materna" que sequer trata do atendimento digno de saúde para milhares de mulheres pobres que realizaram aborto… alguma coisa mudou.

    Qual será a barganha que o governo fez com os fundamentalistas religiosos? O útero de milhares de mulheres pobres em troca do que? Qualé o negócio?

    Fabio_Passos

    06/01/2012 - 22h42

    Pobres e negras.
    Seguramente uma das razões porque muitos não dão a mínima se estas mulheres terão atendimento digno de saúde.

    beattrice

    06/01/2012 - 23h05

    Não tinha alguém por aqui agora mesmo alegando que não há estudos que justifiquem a preocupação com o cumprimento da Norma Técnica?
    Cadê ele?
    Sumiu?

    Fabio_Passos

    07/01/2012 - 00h11

    deve estar rezando ou vigiando úteros…

    Wildner Arcanjo

    07/01/2012 - 09h18

    Faltou um dado essencial: quantas destas mulheres queriam levar a gravidez adiante?

Bonifa

06/01/2012 - 17h36

Nem dá para acreditar nesta terrível mancada. Mas vejam que avanço extraordinário para as mulheres na Arábia Saudita! Certamente os conselheiros americanos convenceram seus príncipes a cederem nesta fundamental questão feminina (ou feminista?) : "Mulheres da Arábia Saudita ganham (ganham?) o direito de vender (e comprar) lingerie." – É o que diz Le Monde, no dia histórico de hoje. http://www.lemonde.fr/proche-orient/article/2012/

Responder

LUIZ FORTALEZA

06/01/2012 - 17h30

Diz Rubens Alves, que fazia parte da Teologia da Libertação: "A religião sem a ciência é cega, e a ciência sem a religião é manca." O aborto é um mal a qualquer ser humano, pois agride o corpo da mulher e se mata um feto potencialmente humano. O discurso secularista ou laicisista também tem limitações na sua veracidade, pois ignora a questão ontológica do ser ainda-não-existente, mas que pode existir,. E caímos num discurso da Ética Utilitarista dos pragmáticos da Modernidade, ou seja, a apologia da utilidade, algo só serve se for útil, grosso modo, falando. Fugimos da Ética da Responsabilidade", de Johs Rawls, que prega uma responsabilidade para com o outro, seja o ser humano, seja o ser natureza. Queremos combater os efeitos, sem combater as causas dos efeitos. Que tal fazermos uma educação preventiva, uma educação sexual, porque não se muda a sociedade com meros preceitos ciêntíficos em detrimentos de preceitos morais, sejam eles religiosos ou não. O poder da Tradição é forte na socieadade; e o Estado é, como diz Marx, a sociedade organizada. O Estado representa os interesses universais entre aspas. O Estado somos todos nós. Enqto não abolirmos a religão da vida privada das pessoas, o Estado continuará sendo um Estado com um corpo humano ainda religioso. Mas religião não se abole da sociedade só com discurso cientifico, porque há coisas que a ciência não explica, por ser racional, empirista, que a religião torna-se uma saída de compreensão, mesmo que numa linguagem metafísica, lendária ou analógica (analogia). Tivemos a mitologia, a teologia e agora a ciência. O risco é de a ciência se tornar uma nova religião, uma crença que também pode cegar quando se confina seus argumentos num padrão de conhecimento suis generis. Por isso, a filosofia está com a mãe de todas as ciências para avaliar os fundamentos de seus conhecimentos, testar seus argumentos, que têm base meramente empiricista. O empiricismo é o outro lado mal do racionalismo, do dogmatismo. Entenda quem puder…

Responder

    beattrice

    06/01/2012 - 20h27

    O RUBEM ALVES não teve e não tem vínculos com a Teologia da Libertação, é evangélico presbiteriano.

    Luiz Fortaleza

    06/01/2012 - 23h23

    Pelo que eu saiba, havia evangélicos simpáticos à teologia da libertação e ele era um dos…

    beattrice

    07/01/2012 - 11h34

    Não, não era.

    Luiz Fortaleza

    07/01/2012 - 13h57

    então me engaram os livros que li… ou será outro Rubens Alves de que vc fala?

    Olga

    08/01/2012 - 03h44

    Em tempo:
    A grafia correta do nome dele é Rubem Alves. Ele vive em Campinas.

    Olga

    08/01/2012 - 03h20

    Prezado Luiz
    Rubem Alves teve claríssimos vínculos com a Teologia da Libertação. Afirmo isso porque fui sua aluna e grande admiradora.
    Veja essa informação confirmada aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Teologia_da_Liberta%

    beattrice

    08/01/2012 - 23h21

    Se tivesse sido sua aluna e tivesse pensamento crítico ter-se-ia dado conta do quão conservador é o pensamento presbiteriano do pastor Alves.
    Ainda que conste o contrário em "enciclopédias".

    Ênio

    12/01/2012 - 21h22

    Tão conservador que ele foi expulso da igreja dele.
    E você tinha dito que ele não tinha nenhum vínculo com a Teologia da Libertação, lembra? Não era verdadeiro. Chutar pega mal. Use o Google.

Tadeu

06/01/2012 - 16h58

Comentário do Sr. Jotha, que eu endosso:

"Acabei de ler a MP557 e de fato a srª Fátima Oliveira está coberta de razão e plagiando o autor de O nome da Rosa (Umberto Eco), numa referência á Santa Sé "O braço secular", hoje representada pelo secretário geral da presidência, está em festa, tal e qual, ficou com a aprovação da concordata Brasil-Vaticano, também numa canetada na calada da noite do presidente Lula, em visita ao Vaticano, quando este era presidente. Portanto, a palavra de ordem da referida MP não poderia ser outra e de fato é: VIGILÂNCIA. A igreja romana continua nos bastidores, mais atuante do que nunca".

Responder

arlene vicente

06/01/2012 - 16h44

Acabei de receber meu livro 'Privataria Tucana'. Muito feliz!!!! Obrigada!

Responder

JOSE DANTAS

06/01/2012 - 16h25

A realidade é que não há como separar as questões administrativas das políticas. A presidenta Dilma não estaria no seu lugar se não tivesse surgido o caso do aborto da esposa do Serra, justamente por estar sendo acusada de ser a favor do aborto, ou de "assassinar criancinhas" como diziam os tucanos para escândalo dos petistas e todos os istas.
Já imaginaram nesse momento e após tantas juras de que não era a favor do aborto a presidenta adotar uma postura de total apoio a realização dessa prática? A quem deve servir a Dilma? A maioria do povo, que talvez até por ignorância e princípios religiosos, é contrária ao aborto, ou a uma minoria de feministas mesmo dotadas de plenos conhecimentos em torno do assunto? Quem continua tendo pretensões políticas vai com a maioria, mesmo que esteja errada. E a propósito, será que um governante pode ser acusado de estar errado quando acompanha a maioria do seu povo?

Responder

    Fabio_Passos

    06/01/2012 - 16h53

    A questão é que a Dilma assumiu compromisso de não abandonar as mulheres que fazem aborto e precisam de assistência de saúde digna.

    Dilma traiu seu compromisso. Evidente que está errada.

    JOSE DANTAS

    06/01/2012 - 17h34

    As mulheres que desejam praticar o aborto ao invés de evitar a gravidez, não são obrigadas a se cadastrar e nada impede que sejam assistidas pelo SUS como hoje são. Nem o papa mete o bedelho nisso aí. Aliás, a igreja católica manda cada vez menos pelo mundo, se bem que não podemos ignorar que influencia politicamente os fiéis, porém de maneira desorganizada, para o bem de todos, onde uns defendem e outros condenam muita coisa. Dilma, como todos os governantes, sempre trairá muita gente, por uma simples razão: cada um pensa de um jeito e não há como agradar a todos, inclusive a Dra. Fátima.

    Fabio_Passos

    06/01/2012 - 18h05

    Não é verdade. O governo lançou uma MP para "prevenir mortalidade materna" e sequer cita atendimento as mulheres que realizaram aborto. Elas que se danem? E fez ainda pior: cadastramento compulsório para vigiar os uteros das mulheres.

    Dilma assumiu compromisso de não abandonar estas mulheres. Publicamente.
    Tem alguma barganha que o governo fez com os fundamentalistas religiosos. A vida destas mulheres foi negociada em algum acordo espúrio e secreto.

    LUIZ FORTALEZA

    06/01/2012 - 17h42

    Isso é pura interpretação sua, uma dedução individual.

    Fabio_Passos

    06/01/2012 - 17h59

    É um fato claro para quem não fecha os olhos a realidade.
    O governo editou MP para "prevenção da mortalidade materna" e sequer cita o atendimento de saúde a mulheres que praticaram aborto.
    Está diante do seu nariz: Dilma abandonou as mulheres que se comprometeu a ajudar.

    O governo, além de deixar as mulheres sem assistência digna de saúde, instituiu mecanismo para persegui-las.

    JOSE DANTAS

    06/01/2012 - 18h21

    Luiz,
    A gente opina em cima do que interpreta e os demais concordam ou não, afinal ninguém aqui é dono da verdade.

    Luiz Fortaleza

    06/01/2012 - 19h19

    Pois então, interpretações são pontos de vistas, vistos a partir de algum ponto… o fato em si não quer dizer tudo e não analiso os fatos pela sua pura aparência… ninguém sabe os bastidores de Estado, seus segredos, só mesmo os Presidentes da República. Essa é a diferença, ou seja, Dilma possui informações secretas do Estado que nós pobres mortais não possuímos, nem mesmo a mídia.

    JOSE DANTAS

    07/01/2012 - 08h00

    Uma coisa é fato: falar de aborto é um perigo para um político e defendê-lo ainda é puro suicídio nos dias de hoje. Quem sabe daqui a vinte anos essa realidade não se inverta?

    Luiz Fortaleza

    07/01/2012 - 14h05

    Ninguém tá proibido de falar de aborto, o problema que a convicção ou os argumentos sobre o aborto não são tão forte ou verdadeiros como se pretende…

    JOSE DANTAS

    07/01/2012 - 18h52

    Qualquer argumento que um político use sobre o aborto desagrada metade.

    Ênio

    12/01/2012 - 21h32

    Dependendo do argumento desagrada pelo menos 80% da população. Ainda que muitos que se mostram "desagradados" sejam hipócritas e mostrem desagrado com o que na verdade praticam.
    Na campanha vimos um exemplo típico, denunciado por Sheila Canevacci Ribeiro.

    Peterson

    06/01/2012 - 17h43

    mandou bem JOSE DANTAS …ótimo argumento

FrancoAtirador

06/01/2012 - 15h53

.
.
DURA LEX, SED LEX
.
.
Um Caso Típico de Concurso Formal

Uma conduta e dois resultados com desígnios autônomos (penas somadas):

Uma pessoa dá um tiro na barriga de uma gestante, mata a mulher, interrompendo a gravidez.

Essa pessoa responderá por 2 crimes:

1) Homicídio (pela morte da mulher grávida)
Art. 121 do Código Penal ("Matar alguém")

2) Aborto provocado sem o consentimento da gestante (pela interrupção da gravidez)
Art. 125 do Código Penal ("Provocar Aborto, sem o consentimento da gestante")

http://www.dji.com.br/codigos/1940_dl_002848_cp/c

Responder

betinho2

06/01/2012 - 15h41

Alguns debatedores, citaram a liberação do aborto em países civilizados, como se nos incivilizados fossemos por não liberar o mesmo. Mas de certa maneira sou obrigado a concordar e citar um método bem mais moderno do "civilizmo abortivo" desses países, praticado no Iraque, Afganistão, Líbia, Paquistão e outros cantos desse "mundão velho sem porteira". Nesse "civilizado método abortivo" o embrião ou feto não sofre, pois eles evitam o acasalamento, ao "erradicar" os candidatos a pai e mãe, preventivamente.

Responder

Dani

06/01/2012 - 15h23

Sr. Urbano você está demonizando quem você não conhece. Seu comentário é pura sacanagem. Fátima Oliveira, já prestou muitos serviços relevantes ao Brasil e ao povo brasileiro, voluntariamente. Faz trabalho voluntário quem pode. E ela pode. Em todos os sentidos, não anda atrás de emprego. Deu pra vc entender?
Com certeza, do que conehço dela se fosse convidada não aceitaria cargos em governos porque preza ser livre-pensadora.
Enfim, desqualificar o adversário, como você tentou fazer é imoral e criminoso. O Ministério da Saúde está fugindo da raia, porque sabe o que fez. Tem culpa no cartório.
E quando for responder, pois o VI O MUNDO já anunciou uma entrevista de um assessor do ministro, com certeza não dará conta de explicar o sucedido.

Responder

Conceição Oliveira

06/01/2012 - 15h10

Há um texto meu onde sintetizo o debate entre as feministas e o ministro Alexandre Padilha: http://mariafro.com.br/wordpress/2012/01/03/o-deb

(Repostando porque não sei o que está acontecendo com o intensedebate que o comentário está saindo cortado).

Responder

Conceição Oliveira

06/01/2012 - 15h07

Aos que acusam o Viomundo de 'PIG' convido ao menos a ler os textos produzidos no debate. Aqui mesmo no blog da mulher há uma lista de links com o debate (http://www.viomundo.com.br/blog-da-mulher/uma-sintese-de-links-sobre-a-polemica-em-torno-da-mp-557.html). Há um texto meu onde sintetizo o debate entre as feministas e o ministro Alexandre Padilha: http://mariafro.com.br/wordpress/2012/01/03/o-deb

Responder

Chiara

06/01/2012 - 14h32

Sou a favor da vida. Resguardar o direito das mulheres abortarem com seguranca me parece um contrasenso. Dar condicoes para as mulheres gestarem com seguranca e criar os filhos com dignidade eh tambem funcao do Estado. Essa deve ser a discussao central. Estimular a morte da vida intrauterina faz parte da cultura consumista. Eh tao preconceituoso achar que quem eh contra o aborto eh fundamentalista religioso ou hipocrita, que quem anuncia isso nem se da conta.

Responder

Mello

06/01/2012 - 14h14

Entendo que essa medida provisória é inconstitucional. Primeiro porque o caput do Art. 62 fala claramente "Em caso de relevância e urgência". Onde está a urgência? O País como um todo sofreria danos se a tal MP não fosse editada? E mais, o inciso I desse Artigo fala que é vedada a edição de medidas provisórias sobre matéria relativa à cidadania. Não é esse o caso aqui, cidadania?

Responder

    Neo-tupi

    06/01/2012 - 23h03

    Para a grávida pobre que quer ter o filho e não está tendo acesso ao pré-natal, ou não tem dinheiro para transporte, há urgência. Se ficar discutindo 8 meses o filho já terá nascido. Em caso de gravidez de risco, ela poderá correr risco de vida.

    Fabio_Passos

    06/01/2012 - 23h23

    Precisam urgentemente atender dom luiz bergonzini, silas malafaia e outros reacionários religiosos.

    A grande questão é: Qual é a barganha em que o governo Dilma negociou os úteros e a saúde de milhares de mulheres pobres com os fundamentalistas medievais?

    beattrice

    07/01/2012 - 11h33

    Até o reino mineral sabe que essa MP 557 é inconstitucional,
    o caminho legal é uma ADI ou ADPF.
    Isso sim é urgente para didaticamente explicar ao senhor padilha que este ainda é um estado de direito.

Paulo Vendelino Kons

06/01/2012 - 13h59

Art. 2º do Código Civil de 2002 – Lei 010.406-2002.
Art. 2 o A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.  – Lei 010.406-2002.
O nascituro é sujeito de direito. Tanto aquele que teve sua gênese in utero, quanto aquele gerado in vitro. O Código Civil considera que a personalidade do homem começa a partir da concepção, sendo que, desde tal momento, o nascituro é considerado pessoa. Tanto o nascimento in utero, quanto o nascimento in vitro, deve ser respeitado pela lei, não deixando o nascituro de ser protegido pelo Código Civil (art. 2º) por ter sido gerado desta ou daquela forma.
Deve ser aplicado ao nascituro, o artigo 130 do Código Civil que prevê que o titular de direito individual pode praticar atos para conservar a condição suspensiva ou resolutiva de seu direito:
Art. 130. Ao titular do direito eventual, nos casos de condição suspensiva ou resolutiva, é permitido praticar os atos destinados a conservá-los.
Vê-se que o direito material assegura ao nascituro figurar no pólo ativo, podendo, no caso em epígrafe, ser parte legítima da ação de alimentos combinada com reconhecimento de paternidade, desde que seja devidamente representado, nos termos da lei (artigo 8º do Código de Processo Civil). Assim, o nascituro figurará como parte, sendo representado por seus pais.
EM SÍNTESE: o Direito à Vida é direito fundamental no Brasil, direito individual e inviolável. Garantido na Constituição Federal no caput do 5º art. E mais, é direito resguardado em cláusula pétrea no art. 60, 4º parágrafo.

Forte abraço,

Paulo Vendelino Kons
Bacharel em Administração
Brusque/SC

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Paulo Vendelino Kons

06/01/2012 - 13h59

Cabe dizer que a tentativa de eliminar Direitos Fundamentais, Direito Universal como é o Direito à vida, resguardado pela Constituição da República, através de recursos legislativos infraconstitucionais, representa um bom exemplo de tentativa infrutífera de dar fim ao vigor de certos artigos da Lei Suprema.
Qualquer pretensão legislativa que desconsidera a Constituição da República é Inconstitucional e, por conseguinte, estará frustrada. Direito à vida é constitucional, é fundamental, e é direito individual de cada pessoa, estando a pessoa no mundo exterior ao ventre materno, em provetas ou incubadoras, ou mantendo-se no ventre da mulher.
Este direito permanece intacto e atinge obrigatoriamente todo e qualquer ato normativo, seja de origem estatal, seja particular, eivando a todos que não respeitarem a letra da Lei Maior de inconstitucionalidade.
Os Princípios Fundamentais do Estado brasileiro estão inscritos na Constituição da República Federativa do Brasil, no Art.1º. Em seu inciso III, este mesmo artigo 1o  determina a dignidade da pessoa humana. A Dignidade tem conteúdo construído historicamente por toda a humanidade. Por isso, torna-se obrigatória sua efetividade em todo o planeta. Faz parte do conhecimento que adveio da experiência de vida dos homens. Negá-la, é destinar os homens à morte.
Toda a pessoa humana, seja cidadão brasileiro seja estrangeiro residente no território brasileiro, tem abrigo a uma vida digna segundo a Lei Maior Brasileira (CRFB/1988). Confirma esta afirmativa o vínculo entre o artigo 1o, e seu inciso III, com a ordem do artigo 5o constitucional. A análise sistemática destes preceitos leva a ilação coerente dita antes: toda pessoa, cidadão brasileiro ou estrangeiro, tem direito à vida digna.
E, o 5o artigo Constitucional protege e resguarda o direito fundamental à VIDA. Norma superior que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente também dizem respeito ao convívio, à participação e à comunicação social: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida […]”.

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Paulo Vendelino Kons

06/01/2012 - 13h58

Convenções adotadas pelo Brasil sobre Direitos Humanos
Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos de 1966:
Artigo 6º. O direito à vida é inerente à pessoa humana. Este direito deverá ser protegido pela lei. Ninguém poderá ser arbitrariamente privado da vida.

Convenção Americana Sobre Direitos Humanos. Pacto de San José 
Artigo 4º – Direito à vida. 1. Toda pessoa tem direito de que se respeite sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção. Ninguém pode ser privado da vida arbitrariamente.
Declaração Universal Dos Direitos Humanos
Artigo I
Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão  e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade.

Supremacia da Constituição
É com a leitura da Constituição da República Federativa do Brasil, nos seus arts. 59 a 69, em especial, os quais cuidam do processo legislativo brasileiro, que se pode constatar a supremacia da própria Carta. Segundo a redação da mesma, só é do conhecimento da Lei Fundamental a elaboração de leis que lhe são obrigatoriamente subordinadas.
Observa-se, seguindo a disciplina dos termos expostos no art. 59 da CRFB/88, que os limites ao poder de legislar, que inclusive limitam o poder de editar emendas à Constituição, estão na verificação de sua total constitucionalidade, isto é, na completa submissão e consonância com as prescrições da Lei Suprema.
A Constituição consiste a lei superior que rege a vida e existência de um Estado e cuja força valorativa subordina necessariamente toda legislação ordinária, ou melhor, toda legislação infraconstitucional, às suas disposições. Quer dizer, as normas inferiores terão subsistência e eficácia apenas se não contrariarem as previsões da Lei Maior (entre os atos normativos infraconstitucionais encontram-se as leis, os atos administrativos, as sentenças, os contratos particulares, medidas provisórias, emendas, projetos de lei e etc.).
A legalidade no Brasil pressupõe a subordinação de todas as leis à Constituição, leis que são posteriores à Lei Maior e todas que são hierarquicamente inferiores, todas as obras legislativas passadas, atuais e futuras.
Emendas à Constituição, o único instrumento legislativo que pode alterar e modificar as disposições constitucionais, extinguir direitos e criar novos, estão submetidas às prescrições da Lei Maior.
Toda atividade legislativa tem suas maiores restrições no 4o parágrafo do art. 60 da Lei Suprema. A Forma Federativa De Estado;  O Voto Direto, Secreto, Universal e periódico; A Separação De Poderes; e, Os Direitos e Garantias Individuais.
Ou seja, os quatro itens do referido parágrafo delimitam a ação normativa, erguendo as cláusulas pétreas do Estado brasileiro, os dispositivos constitucionais que não admitem extinção.

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Paulo Vendelino Kons

06/01/2012 - 13h57

Prezado Luiz Carlos,

Da realidade constitucional ao art. 2º do Código Civil de 2002, fica estabelecido que o direito à vida é um direito fundamental da pessoa.

E é do direito à vida que decorrem os outros direitos. Assim, o direito à vida é o primeiro direito e próprio à condição de ser humano. A Constituição Federal no Brasil declara que o direito à vida é inviolável no caput do art. 5º.

É preciso que se note: numa democracia jamais será questionada a possibilidade de matar uma pessoa deliberadamente. Além disso a Constituição Federal não admite a possibilidade de legislar contra o direito à vida, um direito fundamental. Prevê o 4º parágrafo do art. 60 da Lei Maior, as clausulas pétreas. Vida digna é um valor supremo que não pode ser violado e tão pouco relativizado. Assim, afirma-se os direitos do nascituro desde a concepção.

Estado democrático de direito, é a qualificação do Estado com duas ideias indissociáveis: a prévia regulamentação legal e a democracia.
O Estado de direito denota a subordinação de toda a atividade estatal a uma regra jurídica preexistente, ou seja, a legalidade é inseparável desta forma de Estado, pois, o exercício do poder tem seu controle e fundamento na lei, expressão na Constituição, na Carta política do país.
TÍTULO I
Dos Princípios Fundamentais
Art. 1º – A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
III – a dignidade da pessoa humana.
TÍTULO II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS
Art. 5º – Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida …
§ 1º – As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.
§ 2º – Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.
§ 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais. (Acrescentado pela EC-000.045-2004)
§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão. (Acrescentado pela EC-000.045-2004)

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    Luiz Carlos Azenha

    06/01/2012 - 14h01

    Foi esse mesmo o objetivo do governo, Paulo. Incorporar o "nascituro" como ser com direitos civis e, portanto, com pleno direito à vida. É uma antiga reivindicação do cardeal Ratzinger. abs

    LUIZ FORTALEZA

    06/01/2012 - 17h12

    "como ser de direito à vida"… não podemos analisar às coisas somente a partir da vigilância da lei, mas da ética. O secularismo também têm problemas lacunares.

farid

06/01/2012 - 13h16

é a privatização do utero… como se não bastasse a dos aeroportos

Responder

jandui

06/01/2012 - 13h03

A Dilma, com certeza, se envergonha desta decisão de assinar a MP 557. Isto tudo é herança do maldito Serra que, ao baixar o nível da campanha, obrigou a coligação liderada pelo PT a negociar esses absurdos da idade média.
Paciência. Antes isto a ter que ver o Brasil se apequenar novamente nas mãos dos tucanos.

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Dani

06/01/2012 - 12h59

Repito, pedindo permisão ao Elias, de SP, SP e faço minha as palavras do comentário dele no debate em curso:

"Somente quem nunca leu os artigos de Fátima Oliveira pode se confundir com a entrevista acima. O que me pareceu nítido aqui é que a MP 557 foi um balde de água fria na cara dos que acreditaram em Dilma. E acreditaram com a certeza de que sua excelência jamais compactuaria com facções retrógadas de um Brasil onde até o ano passado se mostrava progressista. Não é fácil para uma militante como Fátima Oliveira, ver 30 anos de trabalho humanista destruído por uma canetada. Estou com Fátima Oliveira, estou com Dilma Rousseff e ainda penso que tudo será revisto e que as mulheres serão donas de todo o seu corpo e não só de seus narizes, como querem alguns".

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urbano

06/01/2012 - 12h57

Onde estão as explicações do Ministerio da Saude? Sei que tentaram responder a essas criticas mas aonde estão as respostas? Essa medica esta disputando agum cargo? alguma consultoria? Ou por ter sido deixada de lado esta retaliando seus colegas? Lamentavel a maneira como o problema esta colocado. Parece que a moda de demonizar os adversarios entrou mesmo em moda pela Internet

Responder

    Alberto

    06/01/2012 - 14h56

    Kkkkkkk Urbano meu filho quem não sabe é como quem não vê. Se informe. Deixe de falar bobagem. Imagina! O problema está colocado corretamente, conforme os fatos. O que é mesmo muito triste. Fátima Oliveira atrás de cargos/ Ela não precisa e com certeza nem quer. Tem mais o que fazer. Pode crer.

    Conceição Oliveira

    06/01/2012 - 15h01

    Urbano, não é verdade, aqui mesmo no blog da mulher há uma lista de links com o debate. Há um texto meu onde sintetizo o debate entre as feministas e o ministro Alexandre Padilha: http://www.viomundo.com.br/blog-da-mulher/uma-sin
    O texto em questão: http://mariafro.com.br/wordpress/2012/01/03/o-deb

Expedito Cantanhede

06/01/2012 - 12h53

Azenha e Conceição, por favor, não deixem de indagar ao representante do ministro qual é a religião do ministro. Faz toda a diferença a gente saber.
Gostei da entrevista da Dra. Fátima. Parabenizo o Azenha e a Conceção Lemes por terem compreendido a importância desta discussão e estão dando uma cobertura de primeira qualidade. Alémd e tudo muito corajosa.

Responder

    Aline C Pavia

    06/01/2012 - 15h07

    Não me interessa nem um pouco a religião da presidenta nem de nenhum ministro, nem de nenhum outro servidor público.
    Eles trabalham para 190 milhões de brasileiros sem distinção nenhuma, inclusive religião. Ponto final.

    beattrice

    06/01/2012 - 21h38

    O ministro tem se reunido frequentemente com evangélicos e papistas, reuniões no ministerio nas quais segundo consta ele cita a bíblia.
    A família do ministro é evangélica metodista.
    Concordo com vc, queremos saber a situação confessional do ministro.

    luiz pinheiro

    06/01/2012 - 22h55

    Uma sugestãozinha: por que voce não propõe um cadastro público para identificar a "situação confessional" de cada integrante do governo?

    beattrice

    06/01/2012 - 23h10

    Aqui neste link a posição formal da igreja metodista, evangelica, religião de origem do ministro padilha: http://www.metodista.org.br/arquivo/documentos/do

    Conceição Lemes

    06/01/2012 - 22h28

    Expedito, perguntei. abs

Joana Amaral Leite

06/01/2012 - 12h49

Já foi dito à exaustão que esta não é uma entrevista sobre a legalização do aborto, mas há gente tão doente pra tomar conta vida das mulheres que faz de conta que não entendeu. Isso tem nome é patriarcado dos bravos. Quem comenta como se a matéria fosse a legalização do aborto dá um atestado de burrice. Só isto e mais nada.
Como disse A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos.
Esta é uma entrevista sobr eo direito de ter direitos. E mais, aqui no caso é uma entrevista contra a retirada de direitos. É isso que a MP da nossa presidenta está fazendo quando exclui o tratamento do abortamento inseguro dessa maldita MP.
Dilma tem de se tocar, pois ela não é dona de nossas vidas. Nunca mais terá o meu voto. Nunca mesmo porque do trabalho que tive para convencer muita gente a votar nele, pintando o Serra mais diabo do que ele é; e agora ter essa decepção eu tenho de criar vergonha na cara.

Responder

Jose Olavo

06/01/2012 - 12h14

http://www.youtube.com/watch?v=_nLyJu8vZws&eu

Neste endereço Vs podem ouvir o Ministro da Saúde dando explicações sobere a MP. Eu gostei e percebi que as críticas não são imparciais. A medida, no meu ver, é boa. Esta entrevista do Ministro deve ser mostrada com maior relevo para que as pessoas vejam que não é exatamente o que dizem os opositores da MP.

Responder

Jairo Fernando

06/01/2012 - 12h01

O título do post leva a discussão para o lado religioso.
E há diversas ironias antireligiosas "ajoelhou e rezou', a Santa Sé não tem mais nada a pedir.
Demonstra muita raiva contra a igreja católica.
Acredito que o debate não é por aí. Tem capacidade para argumentar sem misturar religião no meio.

Responder

Joel Miranda

06/01/2012 - 11h49

Azenha, uma coisa me grilou. O governo foi enaltecido quando criou/aperfeiçoou o cadastro do Bolsa Família, que permitiu chegar aos necessitados deste programa, agora mais ainda com a política de redução da miséria. Se não me engano, são na maioria, famílias comandadas por mulheres, realmente carentes de ajuda. Sem dominar a estatística, penso que é neste grupo onde se dá o maior número de gravidez de risco. Por que então o cadastro de gestantes de risco do SUS é bombardeado e tornado negativo. Veja se consegue esclarecer esta, aparente, incoerência.

Responder

    Luísa

    06/01/2012 - 12h00

    O cadastro do Bolsa Família não viola normas constitucionais, não se presta a controles externos dos beneficiados e não viola prontuário médico.

Regina Braga

06/01/2012 - 11h25

Vamos esperar as explicações do Governo…Não acredito que a Presidenta,como mulher e mãe,seja uma fundamentalista.

Responder

    Aline C Pavia

    06/01/2012 - 15h20

    Mulher, mãe e avó. A campanha de 2010 foi nojenta e até hoje a obsessão para saber qual a cor do maiô que ela usaria em Aratu me dá engulhos.

    E muitos comentaristas do blog seguem nessa nojeira.

    A presidenta NÃO foi eleita para criar e sancionar uma lei descriminalizando ou legalizando o aborto.
    A presidenta é chefe do Poder Executivo e por isso sua função não é fazer a sociedade brasileira engolir o abortamento goela abaixo como reivindicação de "feministas" para ser moderna, progressista, "iluminada" (segundo o Azenha).

    Aborto NÃO É método contraceptivo, ponto final. Mulheres POBRES E RICAS precisam de educação, informações, acessos, meios, para PREVENIR gravidez indesejada. Não quer o filho, DOE PARA ADOÇÃO. Muitas mulheres NÃO PODEM ter filhos. Para combater o erro da sociedade machista, paternalista, patriarcal e moralista de gaveta, se incorre em outro erro, que é o abortamento, como se fora uma pedra na vesícula ou unha encravada.

    Aline C Pavia

    06/01/2012 - 15h20

    Quem muda a lei é o Congresso. E quem elege o Congresso somos nós. Nossos deputados e senadores têm OBRIGAÇÃO de regulamentar uma série de coisas que estão na constituição e até hoje não foram regulamentadas.

    Marco Regulatório das Comunicações, Direitos Civis de LGBT e ABORTO. Que se mude a lei! Que se mude o Código Penal! Mas sem educação, prevenção, informação, as brasileiras pobres continuarão engravidando sem querer nem poder, e continuarão nessa calamidade de milhões de abortos/ano, e continuarão tendo sequelas e até óbitos por conta disso! Ou vocês realmente acreditam que o aborto das "ricas" doi menos, fisica e/ou psicologicamente? Quantas atrizes, cantoras, personalidades públicas sabemos que abortaram? Como terão sido seus abortos? Será que tem TANTA clínica particular assim?

    Mas tudo bem, já começou o BBB, dia 21/02 é Carnaval e teremos muitos closes genitálicos ao vivo na TV para continuar o status quo. Até quando? Até quando?

    beattrice

    06/01/2012 - 22h57

    Até quando a dona Dilma parar de se preocupar em celebrar acordos espúrios com os evangelicos/papistas e desengavetar a Ley de Medios que o Bernardo engavetou, com a concordancia dela claro!

    Luiz Carlos Azenha

    06/01/2012 - 15h42

    Aline, ao que eu saiba ninguém pediu projeto do governo legalizando o aborto; ninguém propôs aborto como método contraceptivo. Se entendi a Fátima, ela raciocina a partir de um fato: quer você ou eu queiramos ou não, centenas de milhares de abortos clandestinos acontecem no Brasil anualmente. Mas o governo, ao lançar uma MP para combater a mortalidade materna, esqueceu deste 'pequeno detalhe':

    "Nós não estamos falando em legalização do aborto. A Dilma já disse que não vai mexer com isso. Então não vamos perder o nosso tempo.

    Mas nós queremos o que conquistamos nessa área. A aplicação da norma técnica de atenção humanizada aos casos de aborto previstos em lei, o que não vem acontecendo. Pior. O governo esconde-a propositalmente na MP 557, que cuida de morte materna."

    EFerraz

    06/01/2012 - 20h36

    Azenha, pára com isso! Aborto só é necessário para quem não se planeja; é irresponsável, não pensa nas consequências. Ninguém pode neste País dizer que está mal informado sobre métodos contraceptivos. É preciso educação e responsabilidade.
    Essa estória de aborto é semelhante a dengue: quando chegam os flashs da TV, todos sabem combater a dengue; mas poucos praticam. E tome Dengue todo ano. E tome mais aborto.
    É isso. Nada pessoal. rsrsrs

    Edy

    06/01/2012 - 23h21

    Azenha
    A Norma Técnica que você menciona não tinha porque ser mencionada nessa MP que é claramente voltada para a grávida que deseja ter o filho e fazer pré-natal. Não tinha nenhuma norma estabelecida sobre o que poderiam obter como assistência pré-natal ou na hora do parto. Essa MP veio para tentar assegurar um melhor atendimento à grávida e ao futuro bebê. Que mal a nisso?
    Em que isso invalida a Norma em vigor,a respeito de mulheres que abortaram, que vc menciona? Se há uma norma e ela não está sendo cumprida cabe a quem não for atendido segundo a essa norma procurar o MP e processar o Estado. A Norma por acaso foi abolida? Não me consta.
    A grande verdade é que trabalho em hospital que atende pelo SUS,como enfermeira, e atendemos a qualquer mulher que chegue com sintomas de aborto, seja espontâneo ou provocado, da mesma forma humana e respeitosa. Nunca vi nenhum médico chamar a polícia ou humilhar nenhuma mulher por suspeitar que ela provocou o aborto ou mesmo ter certeza disso por relato da própria paciente.
    O drama não está aí. Está no fato de que muitas mulheres são levadas a praticar aborto de formas absurdas e se prejudicam gravemente ou morrem em decorrência disso. Não é torcendo os fatos e acusando injustamente à Presidenta e o Ministro em virtude dessa nova MP que se vai resolver essa situação trágica. Isso só se resolverá por um amplo debate que conscientize os brasileiros e que levem a que tomem a decisão de propor as medidas que forem julgadas pelas maiorias as mais justas e humanas. Porque democracia é isso aí.
    Acredito perfeitamente que alguém possa professar uma religião que o leva a ser contrário a prática do aborto mas esse mesmo alguém aceita que as leis do país permitam que outros alguéns tenham o direito de decidir por fazer um aborto,já que têm outras crenças e idéias a respeito. É exatamente o meu caso e de muitos que professam a mesma religião que eu. Se houvesse um plebiscito amanhã votaríamos a favor para que aquelas mulheres que não tivessem nenhuma objeção moral ou religiosa contra o aborto, tivessem o direito e o amparo legal para agir de acordo com sua consciência e vontade.
    Todos nós sabemos que não cabe a Presidenta da República impor suas posições pessoais ou vontades,nem ela tem esse poder. Que essas questões são definidas em leis, que dependem de votação no Congresso.
    Mas sinceramente? Acredito que a posição de Dilma Rousseff seja a mais ampla, humana e generosa possível,a respeito do direito das mulheres de decidirem sobre suas vidas . Toda a história de vida e atitudes de Dilma só conduzem a esse pensar. Por essa razão acho os termos desse texto equivocados e falsos: dizer que o Governo Dilma submete o corpo das mulheres brasileiras ao Vaticano, faça-me o favor! É muita baixaria e injustiça. Escandalização do nada digna de se ver estampada no PIG. Factóide de terceira.

    luiz pinheiro

    06/01/2012 - 23h22

    Azenha, temos inumeros comentarios aqui questionando o governo por não ter previsto o aborto na MP. Chegam a chamar a Dilma de carola por isso. Raciocinam como se o aborto fosse legal, quandio sabem muito bem que não é. O governo não esquece detalhe nenhum. Voces é que estão esquecendo que o governo é obrigado a agir dentro da lei, da melhor forma possível, para apoiar a maternidade digna.

Marcelo Silber

06/01/2012 - 11h17

Dilema
Estou com uma grande dúvida.
Sou totalmente a favor do aborto e de sua legalização (atualmente ele só existe para os ricos) assim como o da pena de morte (atualmente ela só existe para os pobres)….Adoraria ver uns corruptos enforcados (como na China…) essa é uma postura esquerdista ou direitista???
Pela legalização do aborto já !!!
Abraços a Conceição Lemes, Azenha, Leider Lincoln e a todos do Viomundo

Responder

Gerson Carneiro

06/01/2012 - 11h03

Fato é: enquanto houver legisladores legislando a partir da Bíblia, políticas de reconhecimento de Direitos Fundamentais de mulheres e homossexuais não passarão.

A Bíblia é um troço machista.

Houve alguma mulher entre os discípulos de Jesus Cristo?

Quem dentre as mulheres citadas na Bíblia não está em condição de submissão ao macho?

Até mesmo Maria, a mãe de Jesus, correu o risco de ter levado uns bofetes do José por ter engravidado sem que ele tenha mordido a maçã. E não sei não se não levou e o escritor ocultou.

Graças a Deus não tenho religião. Deus salvou minha alma dando-lhe a graça de poder criticar.

E digo mais, para provar a hipocrisia de muitos: toda essa polêmica em torno da música "ai se eu te pego" do Michel Teló, é só até o deus Caetano Veloso regravá-la. Aí virará cult.

Atire a primeira pedra quem discordar.

Responder

    ALEX

    06/01/2012 - 11h38

    Gerson, cito apenas uma mulher, Maria, que é o paraíso que o Pai fez ao Filho.

    JOSE DANTAS

    06/01/2012 - 18h16

    Na verdade não sou contra nem a favor do aborto e acho que cada caso é um caso. Agora, não precisa consultar a Bíblia para se posicionar a respeito de um assunto tão polêmico como o aborto e qualquer que seja a opinião, não pode ser considerada um absurdo, já que tanto existem pessoas que apóiam como outras que são contrárias e assim o governo desagradaria muita gente qualquer que fosse a atitude adotada em relação ao mesmo. O problema é que não se respeita a opinião alheia, nem a do Cristo, por não ter botado no time uma meia dúzia de mulheres já naquela época, onde o machismo era total. O direito de criticar não é maior que o dever de respeitar a crítica.

    Fabio_Passos

    06/01/2012 - 20h29

    O desrespeito partiu do governo Dilma.

    Ela assumiu compromisso público de não abandonar as milhares de mulheres que todo ano realizam aborto sem assistência médica adequada.
    Agora traiu seu próprio compromisso. E sabe disso porque fez a MP sem discussão antecipada com a sociedade e emitiu na surdina, entre os feriados de fim de ano.

    Tá na cara que o governo Dilma fez alguma barganha com os fundamentalistas religiosos.
    E fez barganha com o utero de milhares de mulheres brasileiras.

    Gerson Carneiro

    06/01/2012 - 20h47

    José Dantas,

    "O problema é que não se respeita a opinião alheia"

    Você respeita a minha opinião? Você respeita a minha crítica?

    Abraço.

    JOSE DANTAS

    07/01/2012 - 08h13

    Claro que respeito. Concordar são outros quinhentos. O que não se pode é condenar quem quer que esteja assumindo um cargo público por adotar uma medida que contrarie nosso próprio raciocínio, principalmente quando se trata de um assunto tão polêmico como o aborto, pois sempre haverão traídos nessa história. Prova disso é que os políticos sempre se posicionam no lugar mais adequado nesses casos, que é exatamente em cima do muro. Quem precisar de votos e tiver um pouco de juízo agirá assim, ou é expurgado pelas urnas na próxima oportunidade.

    Gerson Carneiro

    07/01/2012 - 09h48

    É que inicialmente eu não havia entendido a sua colocação. Inicialmente ficou confusa para mim.

    Luiz Carlos Azenha

    06/01/2012 - 18h20

    Pow!

    Gerson Carneiro

    06/01/2012 - 20h45

    Pedrada de ídolo não vale.

    Luiz Fortaleza

    06/01/2012 - 18h31

    Não é bem assim… a Bíblia é antes de tudo um documento histórico dos nossos antepassados, embora em alguns trechos haja um discurso patriarcalista machista judaico, ela também contém trechos anti-machistas importantíssimos, sobretudo, no novo testamento. Diria que Jesus poderia ser considerado o primeiro feminista do mundo antes mesmos do comunistas como Robert Owen na Inglaterra do século 19. Conversar com mulheres, samaritanas, prostitutas, era no tempo de Jesus, algo repudiável a um homem, ou seja, homem na cultura judaica não conversava com mulheres. E Jesus quebra esses tabus e incomoda os rabinos, o Estado imperialista romano, para quem acredita na sua existência ou não. Como temos Maria que inicia o princípio feminino que rompe costumes ou Madalena que era a maior liderança cristã de fazer inveja a pedro e outros apóstolos. O Cristianismo primitivo inaugurou o princípio da igualdade entre os homens que nem os gregos antigos o fizeram. Agora, a história é contraditória, dialética, contingente, e se seu fundador, Cristo, foi traído por uma cristandade institucionalizada, é outra história. Uma coisa é/foi o Cristo vivo, histórico, defensores dos pobres, outra coisa são os seus séquitos traidores. Uma coisa é Marx e suas ideias, outra coisa são os seus intérpretes e comentadores, ou políticos que usaram seu nome e sua teoria para fazer atrocidades em nome de um pseudo-socialismo. Não podemos refletir no 8 ou 80… Admiro você Gerson…

    Malia

    06/01/2012 - 18h32

    Há controversia.
    Quando o mandamento diz: "Não cobiçarás a mulher do próximo" dirigido ao homem (ou estaria incluída a lésbica?) e não dá a mesma obrigação para à mulher, deixando-a liberadinha, na verdade essa bíblia é muito da feminista.

    Fabio_Passos

    06/01/2012 - 20h40

    Creio que o ratzinger vai arder no inferno devido a insaciável cobiça pelo útero da mulher do próximo…

    beattrice

    06/01/2012 - 21h31

    Considerando o curriculo e a veemencia dele em abafar casos de pedofilia pelo mundo afora, motivo pra ele arder no inferno que ele diz que acredita que existe não vai faltar.

    Fabio_Passos

    07/01/2012 - 00h25

    E a comemoração pública de dom luiz bergonzini – cabo eleitoral de josé serra – com a MP 557?

    Será apenas mais uma infernal coincidência?

    Vlad

    06/01/2012 - 19h39

    Hahaha!

    Páre com a mardita antes de postar.

    Gerson Carneiro

    06/01/2012 - 22h38

    Bata na sua boca. Pecador.

    André Oliveira

    06/01/2012 - 19h45

    Gersão, muita calma nessa hora. A Bíblia merece uma leitura séria e contextualizada, pois uma afirmação contida no Velho Testamento pode ser completamente reformulada no Novo Testamento. No caso da submissão o dever é mútuo e os deveres de sacrifício maiores são do homem, que deve, está escrito dar até sua própria vida em favor da esposa com respeito e amor, sem violência, sem subjulgá-la o violentá-la em seus direitos e necessidades..O que o governo quer é apenas dar atendimentos as gestantes e não enfiar uma hóstia goela abaixo ou batizá-las no Espírito Santo. Um dos trechos mais importantes da Bíblia para mim é o seguinte: Efésios 5:25. " Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela". Qualquer homem sério ao ler isso entende que seu papel não é ter sua esposa na rédea, mas dedicar sua vida à sua família de forma humilde e amorosa..

    Taiguara

    07/01/2012 - 07h29

    Uma leitura séria e contextualizada? Eu pensava que a "PALAVRA" de deus fosse "VERDADE" imutável.
    Esse romance mal escrito tem feito a ICAR passar por constrangimentos e, de tempos em tempos ( a medida que a ciência avança), a modificar seus dogmas. O que antes era verdade absoluta vai aos poucos se transformando, por força da luz que a ciência lança sobre o obscurantismo, em parábolas e analogias. A ICAR é campeã olímpica absoluta na modalidade de ARREMESSO DE DESCULPAS ESFARRAPADAS. Qualquer homen (ou mulher), sério independe de bíblia para seja lá o que for.

leo

06/01/2012 - 10h50

Do Guto Carvalho.net

ativismo sem freio e na banguela… MP 557 #MP557

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-ativis
http://gutocarvalho.net/wordpress/2012/01/02/ativ

Responder

Bruna Almeida

06/01/2012 - 10h42

EXCOMUNHÃO DA VÍTIMA
(MIGUEZIM DE PRINCESA)

Peço à musa do improviso
Que me dê inspiração,
Ciência e sabedoria,
Inteligência e razão,
Peço que Deus que me proteja
Para falar de uma igreja
Que comete aberração.

II
Pelas fogueiras que arderam
No tempo da Inquisição,
Pelas mulheres queimadas
Sem apelo ou compaixão,
Pensava que o Vaticano
Tinha mudado de plano,
Abolido a excomunhão.
III
Mas o bispo Dom José,
Um homem conservador,
Tratou com impiedade
A vítima de um estuprador,
Massacrada e abusada,
Sofrida e violentada,
Sem futuro e sem amor.
IV
Depois que houve o estupro,
A menina engravidou.
Ela só tem nove anos,
A Justiça autorizou
Que a criança abortasse
Antes que a vida brotasse
Um fruto do desamor.
V
O aborto, já previsto
Na nossa legislação,
Teve o apoio declarado
Do ministro Temporão,
Que é médico bom e zeloso,
E mostrou ser corajoso
Ao enfrentar a questão.
VI
Além de excomungar
O ministro Temporão,
Dom José excomungou
Da menina, sem razão,
A mãe, a vó e a tia
E se brincar puniria
Até a quarta geração.
VII
É esquisito que a igreja,
Que tanto prega o perdão,
Resolva excomungar médicos
Que cumpriram sua missão
E num beco sem saída
Livraram uma pobre vida
Do fel da desilusão.
VIII
Mas o mundo está virado
E cheio de desatinos:
Missa virou presepada,
Tem dança até do pepino,
Padre que usa bermuda,
Deixando mulher buchuda
E bolindo com os meninos.
IX
Milhões morrendo de Aids:
É grande a devastação,
Mas a igreja acha bom
Furunfar sem proteção
E o padre prega na missa
Que camisinha na lingüiça
É uma coisa do Cão.
X
E esta quem me contou
Foi Lima do Camarão:
Dom José excomungou
A equipe de plantão,
A família da menina
E o ministro Temporão,
Mas para o estuprador,
Que por certo perdoou,
O arcebispo reservou
A vaga de sacristão.

Responder

Nilton

06/01/2012 - 10h41

Não há como alterar a natureza. A mãe é quem gera o filho e isto não é opcional. O feto não um rim doente, um apêndice ou um tumor é uma vida, um a individualidade. Sob qualquer justificativa que se queira dar, abortar é matar esta vida, é genocídio. Dr Bernard Nathanson, em 1971/72, dirigiu uma clínica onde foram realizados mais de 60 mil abortos, sendo mais de 5 mil feitos pessoalmente por ele, incluindo um do próprio filho. Ao final de 1972, com o desenvolvimento das técnicas de ultrasonografia mudou radicalmente de posição tornando-se o maior ícone na luta pela vida e trabalhando incansavelmente até 22 de fevereiro de 2011, quando morreu. No link a seguir há a transcrição de uma palestra proferida por ele na Espanha por ocasião da discussão do projeto, posteriormente aprovado, de legalização do aborto: http://www.providafamilia.org.br/doc.php?doc=doc4

Responder

Fabio

06/01/2012 - 10h31

O governo não tem que ditar regras sobre o corpo da mulher e sobre quem ela carrega no ventre.
O aborto não é uma questao de estado e sim uma questão intima, pessoal de que esta gravida.
Um absurdo total isso.
Liberação do direito ao aborto já.

Responder

    Bruno

    06/01/2012 - 13h21

    De acordo. Porém isso não tem nada a ver com essa MP.
    Se inscreve para fazer pré-natal a grávida que assim o desejar. Isso é um mal para ela e seu futuro filho? Em que isso significa intromissão do estado em questão íntima? A rigor,seria um apoio à grávida para que pudesse viver a gravidez de forma mais tranquila e segura, com parto marcado,hospital definido previamente,auxílio para transporte. Que mal há nisso? O que isso tem a ver com a tragédia das mulheres que abortam clandestinamente e são criminalizadas por leis retrógradas que NÓS TODOS TEMOS QUE LUTAR PARA MUDAR,já que dependem exclusivamente de aprovação pela MAIORIA DO CONGRESSO.
    Vocês querem que a Dilma dê o golpe? Rasgue a Constituição? Seja linchada que nem o Kadafi? Qual é , meu povo. Menos delírio, por favor! Vamos entender quais são as competências de um presidente,os que sÃo os poderes da República e o que cabe a cada um deles. Basta ler os primeiros capítulos da Constituição Federal para evitar confusões tão descabidas.
    Se queremos situação similar a existente por exemplo na França, quanto ao direito ao aborto, lutemos por isso com competência e honestidade. Sem confundir as coisas. Isso É UMA QUESTÃO LEGAL. LEIS TEM QUE SER VOTADAS E APROVADAS PARA MUDAR A LEGISLAÇÃO ATUAL. Isso não pode ser feito por um ato de vontade da Presidenta ou do Ministro,como todos podem constatar simplesmente conhecendo o que dizem as leis do país a respeito da matéria. Se a Presidente "proclamasse o aborto como legal" seria nítido e perfeito caso de pedido de impeachmente, ela estaria indo frontalmente contra as leis do país. É espantoso que pessoas tão inteligentes e bem informadas estejam "esquecendo" esses fatos facilmente constatáveis. Um pouco de bom senso, honestidade e busca de informação não fazem mal a ninguém.

Gladis

06/01/2012 - 10h16

Perguntas que não se calam: Até quando o Brasil, zil, zil, vai ser governado por famigerdadas MPs?
Onde está a tão propalada Democracia? Queremos um pouco mais que "democracia 'econômica'"! (existiria isso?). Queremos é CIDADANIA! E isso é muito maior e mais complexo que essa "coisa' que está aí! Lixo autoritário!
Pois então se explica: tem eleição pela frente. E sempre teremos! Então a tal democracia será sem´pre pautada pelas tais eleições? Chega para mim!

Responder

Bruna Almeida

06/01/2012 - 10h03

Para a namorada do filho, dá-se um jeito. Mas permitir em lei, de jeito nenhum.

A frase acima é de Soninha Francine e reflete o moralismo da nossa sociedade. Interromper uma gravidez que não é desejada na sua família, ali ao seu lado, tudo bem. Dizer para todos o que aconteceu, não. E continuamos com o discurso pelo “direito à vida”. E a vida de quem vai parir? E a vida desta criança depois de nascer?

É incrível como passamos horas defendendo uma barriga grávida, mas não damos conta de cuidar das crianças do país. No documentário, Elke Maravilha também pergunta: por que não são defendidas tão ferrenhamente as vidas que já saíram do útero? Quantas crianças são abortadas com sete, oito, quinze anos de idade e nada é feito? Quantas são vítimas de maus-tratos? Quantas nascem sem expectativa, sem planejamento, sem base? E quantas mulheres encaram a gravidez como uma estrada sem volta, como se fosse fácil ter um filho, como se a maternidade fosse uma benção divina dada na hora errada, mas impossível de recusar?

E as garotas da periferia que engravidam, que se submetem a abortos em condições precárias, que morrem? Por que esta hipocrisia toda em torno da questão se as mulheres da classe alta também abortam – só que com cuidados redobrados?
http://www.isabellices.com/pelo-direito-ao-proprio-corpo...

Responder

    Bruno

    06/01/2012 - 13h24

    Apoiado, Bruna.
    Essa é uma luta que sem que ser travada mas que não pode ser substituída por nenhuma MP. Vamos à luta organizada, séria, baseada em dados e fatos como os que vc assinala.

Bruna Almeida

06/01/2012 - 10h02

É "de esquerda" ser a favor do aborto e contra a pena de morte, enquanto direitistas defendem o direito do feto à vida, porque é sagrada, e o direito do Estado de matá-lo se ele der errado – Luis Fernando Veríssimo

Responder

    Bruno

    06/01/2012 - 13h35

    Bruna
    Nos países socialistas ( são muito poucos no mundo,atualmente) a questão do aborto é contemplada como decidido pela maioria do povo.
    Assim, Cuba é o único país da América Latina que legalizou o aborto. Porque é o único país realmente socialista na América Latina.
    Por incrível que pareça, na época em que vivemos, o aborto é legal em apenas um país da América Latina, Cuba. Cinco países – Chile, El Salvador, Honduras, Nicarágua e República Dominicana – o proíbem em qualquer circunstância, até quando a vida da mãe está em perigo. Uma lei que torna o aborto legal na Cidade do México está sendo atacada pela Igreja Católica Romana.
    Esses são os fatos.
    Querer que a Dilma altere esses fatos com uma canetada só pode ser brincadeira O Brasil elegeu a Dilma, mas podes crer que a maiorio do povo ideologicamente tem severos preconceitos contra o socialismo. O que não é o meu caso, mas nem por isso desconheço que assim é. E nem poderia deixar de ser face aos séculos de doutrinação capitalista e imperialista.
    A legalização do aborto não tem nada a ver com esquerda ou direita. SE for por aí, vai ficar tudo como está no Brasil. O Brasil, estou convencido, é um país de reacionários direitistas. E tem muito nazi-fascista por aí. Olha o que estão fazendo com os drogados em Sampa.

Valéria dos Santos

06/01/2012 - 08h13

Fátima Oliveira em 20 de dezembro de 2011, em Um governo jogando na retranca, já havia cantado essa pedra, mas muita gente não deu conta de entender a gravidade do que ela dizia:
"O pior é o ouvido de mercador do governo. Há exemplos crassos em várias áreas, mas relembrarei aqui um aparentemente sem importância, sobretudo pela dificuldade de entendimento, da sociedade e do governo, mas é a gota d’água no oceano que pode fazê-lo transbordar. Refiro-me à descomunal derrota política que pesquisadores e ativistas da atenção integral da saúde da mulher, inclusos os aportes dos direitos reprodutivos, tiveram no atual governo, que preferiu demonstrar fidelidade à Santa Sé, como se o Vaticano tivesse pedido um voto sequer para Dilma Rousseff. E não adianta espernear e vociferar que o governo segue impávido, dando as costas a quem suou e sangrou nas eleições. Só não atino o porquê."
http://www.viomundo.com.br/politica/fatima-oliveira-um-g...

Responder

    Morvan

    06/01/2012 - 12h54

    Boa tarde.

    Valéria dos Santos, é bem simples, a equação, se se a vir pelo lado [utilidista] da política (Política, enquanto ciência, eu grafo com letra capital; enquanto mero jogo, manobra, com letra mínima – grifo meu): Dilma contabiliza os votos da esquerda como certos (até certo ponto, não no campo ético, ela está correta, pois faltam opções; votar em quem, na "Madre" Dilma ou no "Padim" SSerra ou no "Ecim": não há escolha boa, hoje) e, em amealhando os votos dos carolas, o que – claramente – ela espera conseguir, ela, de uma só cajadada, deixa os carolas a la SSerra sem discurso e faz o Lula se tornar inviável. Dilma sabe, como ninguém, que o "Cara", sem uma manobra que lhe tolha o caminho, é imbatível.
    Dilma parece, com esta artimanha, estar conseguindo o que o PIG não havia conseguido: desvencilhá-la do "Cara".
    Cria corvos.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

Giane

06/01/2012 - 07h47

O documento aprovado dia 16 de julho de 2010, em Brasília, por ocasião da conclusão da XIª Conferencia Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe, promovida pela CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe da ONU) em conjunto com a Secretaria de Políticas para as Mulheres do governo Lula, e realizada em Brasília entre 12 e 16 de julho de 2010.
O texto final do documento exorta os governos da América Latina a legalizarem o aborto quando pede para
“PROMOVER A SAÚDE INTEGRAL E OS DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS DAS
MULHERES, REVISANDO AS LEIS QUE PREVÊEM MEDIDAS PUNITIVAS CONTRA AS
MULHERES QUE TENHAM COMETIDO ABORTOS, E GARANTINDO A REALIZAÇÃO DO ABORTO EM
CONDIÇÕES SEGURAS NOS CASOS AUTORIZADOS POR LEI”.
http://www.eclac.org/mujer/conferencia/doc/ConsensoBrasi...

Responder

Taques

06/01/2012 - 07h44

Já que o assunto é mulher aproveito o ensejo para pedir a presidenta Dilma que já foi vítima de um regime autoritário a solicitar junto ao governo cubano o direito de ir e vir da blogueira Yoani Sanchez.

Leiam seu apelo desesperado (o vídeo está no Youtube):

" Por favor, me ajude. Já fiz tudo o que está a meu alcance. Estou proibida de deixar meu país, e não cometi nenhum crime. Me condenaram à imobilidade insular. Eu sei muito bem que ela (Dilma) sabe o que é o controle excessivo e a repressão".

Não era hora dos blogueiros progressistas se manifestarem, cara Conceição ???

Responder

    Lucas Villa

    06/01/2012 - 11h06

    Não, sobre isso eles nao se manifestam.

    Se disserem alguma coisa, é que a blogueira tem parentes em Miami (seria uma espécie de agente dos EUA) e por isso quer dar o pé de Cuba.

    luiz pinheiro

    06/01/2012 - 11h18

    Eu acho que a Dilma devia era pedir a libertação dos cinco antiterroristas cubanos presos há 14 nos EUA pelo "crime" de prevenir atentados terroristas, organizados em território estadunidense, contra o povo cubano.
    Quanto a essa Yoani Sanchez, é uma picareta mercenária. Não faz mal que venha aqui, todo mundo, mesmo sendo como ela, tem o direito de viajar. Mas seria muito mais útil trazermos ao Brasil, isso sim, o blogueiro Julien Assange, que, ao contrário da Sanchez, está com sua liberdade cerceada.

    Bruno

    06/01/2012 - 11h49

    Caro Amigo
    Por que a Presidenta Dilma não pede pelo soldado estadunidense que está preso , incomunicável, sujeito a ser condenado à pena de morte, porque teria colaborado em vazar documentos sobre torturas bárbaras praticadas pelos soldados de seu país a mando dos superiores? Por que a Presidenta Dilma não exige explicações sobre o a invasão da Líbia, o massacre de seu povo? Etc,etc.etc
    Quanto à blogueira Yoani há farto material à disposição na internet sobre seus "amigos e financiadores", sobre suas histórias incoerentes,sobre a boa vida que leva em Cuba,onde cursou dois cursos universitários,onde o filho estuda e ele e ela fazem o que lhes dá na telha. Ela já morou alguns anos fora do país mas retornou para que o filho ali estudasse. Era queridinha de ongs alemãs e suiças,pela liberdade e a democracia ,siempre. Mantem um blog sofisticadíssimo há anos, com tradução em vários idiomas, inclusive o português. Nele fala o que quer e ninguém a impede de fazê-lo. É super bem equipada e o "mundo livre"a idolatra. Os textos do blog dela dizem tudo de suas principais preocupações, princípios e valores. E ninguém a impede de publicá-lo. Já tem anos de vida. Obama e Hillary mandam mensagens para ela.,numa boa. Você também pode amá-la e idolatrá-la à vontade. Mande-lhe mensagens entusiásticas, se assim o desejar. Serão publicadas e vistas all over the world. A Veja também está na campanha para que Dilma a convide para vir ao Brasil pregar suas idéias neoliberais e vender seu livrinho. Que beleza,não?
    Se ela fosse estadunidense já estaria em cana há muito tempo. Conheces a Lei Patriot? Menos hipocrisia, menos dois pesos e duas medidas e o mundo se ajeita,Amigão. A Yoani não tem vocação pra Joana D'Arc,não. Sabe muito bem o que está fazendo. O livro dela está à venda. Para colaborar com ela e com a CIA compre o seu exemplar. O Pentágono agradece.

    Taques

    06/01/2012 - 17h12

    Ok, então ficamos assim.

    Já que ela é "malvada", não pode sair.

    Bem democrático, né ???

    Os "bonzinhos" podem sair e os "malvadinhos" ficam de castigo.

Giane

06/01/2012 - 07h43

15 de maio de 2007
"Eu tenho um comportamento como cidadão, sou contra o aborto e não acredito que tenha uma mulher nesse País que seja favorável. Como chefe de Estado, no entanto, sou favorável que o aborto seja tratado como questão de saúde pública". Luís Inácio Lula da Silva.
Questionado sobre uma mudança legislativa para ampliar a possibilidade do aborto no serviço público de saúde, Lula disse que o Estado tem que cuidar da saúde das mulheres que correm risco. Ou seja, deu a entender que uma mudança legislativa que autorizasse o aborto em caso de gravidez indesejada não barraria a proposta. http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,O…

Responder

Vilmar dos Santos

06/01/2012 - 07h17

Seria necessária um pouco mais de bom senso da parte dos defensores acríticos de qualquer coisa que venha do governo "porque foi o PT quem fez", porque falar mal do governo do PT é pecadoe crime, quem fez, para não perdemos o foco da entrevista, que considerei além de corajosa, brilhante.
Eu não fui apenas eleitor de Lula e de Dilma, eu sou um mililitante dedicado por um Brasil melhor, por issos empre votei em Lula e votei na Dilma. Nesse assunto que envolve religião Lula nos traiu também ao assinar aquela maldita concordata com o vaticano e agora Dilma aprofunda o caminho começado por Lula. Lamentavelmente.
Acho que Fátima Oliveira acerta ao dizer que "Não há justificativa dos pontos de vista médico, de saúde e político, para essa MP. Ela é injustificável, ainda mais na última semana do ano. Um governo democrático não pode se comportar dessa forma. Por que não fez uma MP de Responsabilidade Sanitária? Com certeza com ela mudaríamos para melhor muitos aspectos da atenção à saúde, inclusive mortalidade materna. Por que não encarar de vez uma MP resolutiva de certeza na área da saúde?"
Meus parabéns Dra. Fátima Oliveira

Responder

Jonas

06/01/2012 - 07h06

A desonestidade intelectual no debate revela autoritarismo e falta de caráter – o que chama a atenção é o desvio de alguns comentaristas, a visão de querer impor no gritto o que pensam, comentando como se a entrevista fosse sobre quem é favor ou não da legalização do aborto, numa safadeza evidente de retirar o foco da discussão: a MP 557 que não inclui as doenças decorrentes do aborto clandestino como dignas de tratamento para evitar a morte materna, sobretudo das mulheres pobres e negras – que morrem duas vezes mais por aborto; o cadastro universal e único é desnecessário, assim sendo a autora advoga pela retirada da MP e a instalação de uma ampla discussão entre governoe sociedade para a busca de uma caminho mais eficaz. E mais a autora coloca como indispensável para por fim a irrresponsabilidade de gestores a Lei de Responsabilidade Sanitária. Concordo.

Responder

    luiz pinheiro

    06/01/2012 - 11h10

    A atenção médica aos males decorrentes do aborto clandestino é prevista em norma técnica interna do ministério da Saúde. Jamais poderia estar em uma MP, porque, como sabemos, o aborto é proibido no país, salvo os conhecidos casos excepcionais.

    Bruno

    06/01/2012 - 12h07

    Jonas
    A finalidade da MP 557 é prestação de assistência médica a mulheres durante o pré-natal e o parto.
    Eu gostaria muito que o Estado Brasileiro preste assistência médica às mulheres de qualquer classe social que passem por abortos de qualquer tipo ou que desejassem fazê-lo,de forma consciente e refletida. Sou inteiramente a favor de um Estado Laico que respeite as crenças e não crenças de cada brasileiro.
    Mas não ignoro,nem qualquer cidadão ou cidadã pode ignorar, que as leis brasileiras são o que são e que vedam a qualquer presidente da república fazer uma MP onde se estabeleça um programa que signifique oferecer aborto na rede pública. Se a Presidenta da República fizesse isso estaria descumprindo as leis do país. Seria feito o seu impeachment. O Presidente da República é eleito para cumprir as leis vigentes, até segunda ordem.
    Se queremos mudar as leis, vamos à luta com valores autênticos, dando a cara à tapa,pelos meios existentes ou façamos uma revolução. Topas?
    Já não somos mais ingênuos para ir atrás de qualquer "lincha Dilma" que surja. Essa via já está esgotada. Inventem outra. Ela está com 72% de aprovação pesooal,apesar de tudo que disseram e fizeram contra ela.
    Será porque é uma machista retrógrada,uma medieval troglodita? Ou por que o povo tem orgulho e apreço por ela? Faça suas apostas.

Francisco Hugo

06/01/2012 - 03h03

PARTE 1
Li a MP 557.
Gostei mesmo dos artigos 10º e 11: requeira aí cinquentinha e deixe nome e endereço para “divulgação em meios eletrônicos de acesso público e em outros meios previstos em regulamento”.
A Globo, que no momento dedica-se a patrulhar manobristas de hotéis, restaurantes e casas noturnas, vai deixar o valet servisse para acompanhar as grávidas até o puerpério.
Querem saber: a verdade nos libertará!
Vamos acabar com essa de neuróticos anônimos, alcoólicos anônimos, narcômanos idem…
Vamos todos confessar/assumir nossas fraquezas com nome e endereço eletrônico.
O Ali Kamel vai escrever outro livro — “Não somos anônimos” —
e garantir a todos 15 minutos por dia (de glória?) no Jornal Nacional.

Responder

Francisco Hugo

06/01/2012 - 03h02

PARTE 2
Nos cultos fundamentalistas católicos/evangélicos, as listas lidas ao som de Hallelujah Gospel, em inglês, quem sabe.
Estou em dúvida se ninfômanas e homossexuais devem colocar endereço. Acho melhor não!
Ou melhor: botem o endereço todos que não quero ser processado por discriminação.

Eu pecador me confesso portador de incontrolável estupidofobia.
Seguem meu nome e e-mail.
Francisco Hugo Vieira de Freitas
[email protected]
Em tempo: doo meus cinquentinha ao PT.

Responder

Francisco Hugo

06/01/2012 - 02h59

PARTE I
Nos cultos fundamentalistas católicos/evangélicos, as listas lidas ao som de Hallelujah Gospel, em inglês, quem sabe.
Estou em dúvida se ninfômanas e homossexuais devem colocar endereço. Acho melhor não!
Ou melhor: botem o endereço todos que não quero ser processado por discriminação.

Eu pecador me confesso portador de incontrolável estupidofobia.
Seguem meu nome e e-mail.
Francisco Hugo Vieira de Freitas
[email protected]
Em tempo: doo meus cinquentinha ao PT.

Responder

The state and your sex life, II | a paper bird

06/01/2012 - 02h41

[…] its first woman president, Dilma Rousseff, as you may be aware. Why, then, is a Brazilian feminist complaining that “The government wants to send Dilma into our bodies? I’m feeling stabbed […]

Responder

Elias SP SP

06/01/2012 - 02h17

Somente quem nunca leu os artigos de Fátima Oliveira pode se confundir com a entrevista acima. O que me pareceu nítido aqui é que a MP 557 foi um balde de água fria na cara dos que acreditaram em Dilma. E acreditaram com a certeza de que sua excelência jamais compactuaria com facções retrógadas de um Brasil onde até o ano passado se mostrava progressista. Não é fácil para uma militante como Fátima Oliveira, ver 30 anos de trabalho humanista destruído por uma canetada. Estou com Fátima Oliveira, estou com Dilma Rousseff e ainda penso que tudo será revisto e que as mulheres serão donas de todo o seu corpo e não só de seus narizes, como querem alguns.

Responder

Jorge Nunes

06/01/2012 - 01h54

Se a melhor distribuição de renda continuar, mais mulheres vão poder pagar por serviços de clinicas de abortos decentes, a maioria fica encravada em bairros conservadores católicos (onde católicos fingem que não existem, mas pagam pelo serviço quando precisam).

No Brasil há liberdade para prática de aborto em boas clínicas para quem pode pagar. Aqui no Rio de Janeiro me lembro que falaram num valor de R$ 600,00. Mas, era uma empregada de uma amiga que estava levantando o dinheiro para a filha, não lembro de se a clínica era boa (deveria ser a moça está viva).

Mas a questão é que tem uma coisa errada com este país.
Por que nós ignoramos a realidade?
O que há de errado aqui?

Eu na quinta série assisti uma palestra de educação sexual e doenças sexualmente transmissíveis de um médico, que relatou ter feito aborto e mostrou o feto dentro de um vidrinho. Ele disse que tinha feito o procedimento 11 anos antes da palestra, e que o feto seria um garoto igual a nós naquele dia.

Ou seja se eu aos 11 anos tive acesso a esta informação numa escola municipal, que pelo menos uma década antes de mim se fazia abortos. Então há de se supor que todos os adultos deste país sabem que se fazem abortos livremente neste país.

O que me incomoda é que vem gente na cara dura falar que isso não ocorre no Brasil

Ocorre, mais do que se imagina ou do que é contado.

Então por que essas leis? Por que este fingimento?

Se somos uma república laica por que permitimos esta hipocrisia?

Responder

Luiz Fortaleza

06/01/2012 - 01h41

ESTADO LAICO com sociedade religiosa, jamais..existirá… primeiro é preciso abolir a religião da sociedade e depois abolir o próprio ESTADO no comunismo evoluído que é uma instituição que usurpou o poder da sociedade… HEGEL foi terrível ao tornar o ESTADO o demiurgo da sociedade… Leiam Marx, minha gente… O ESTADO é a sociedade, mas um instrumento de dominação de uma classe sobre outra. Isso é o que dá pensar a sociedade dentro dos limites do intelecto político.

Responder

Luiz Fortaleza

06/01/2012 - 01h02

Trata-se o ser humano como uma pulga que se arranca do pé…porque incomoda… Não tenho religião, não sou evangélico, não pratico catolicismo e sou contra o aborto, pq tenho convicções sim, e daí. Não sou obrigado a ter pensamento puramente LAICO, a seguir à risca o tal progressismo dos movimentos sociais… Isso é um assunto polêmico ainda, porque mexe com vida, vidas… se eu fico ferido qdo vejo uma criança africana morrer de fome, ou ser assassinada, não vou usar de analogias incabíveis para justificar o abortamento por vontade de não querer ter filhos. Tratar a saude de quem abortou sim… salvar esta vida, dá condições de tratamento psicológico, mas não vou cair nesse falso modernismo iluminista dessa liberdade arbitrária, egoísta e individualista.

Responder

Gracinha

06/01/2012 - 00h59

UM CHAMADO À RACIONALIDADE

3. O Brasil possui, desde 2004, a Norma Técnica de Atenção Humanizada ao Abortamento Inseguro, quando o senador Humberto Costa era ministro da saúde – quer dizer que nosso país já decidiu que as mulheres que adoecem por aborto não podem morrer à míngua, devem ser tratadas. Mas muita gente aqui quer que elas tenham como castigo a morte, não é?
A entrevistada critica a MP por não incluir a Norma e também levanta uma série de argumentos contra a MP. É disso que a entrevista trata e em nome da racionalidade deveria ser sobre o conteúdo da entrevista que deveriam versar os comentários e não sobre quem é contra ou favor do aborto.

Responder

    luiz pinheiro

    06/01/2012 - 11h01

    O fato da MP não tratar da norma técnica significa, simplesmente, que a nota está mantida, sem qualquer alteração.

    Bruno

    06/01/2012 - 12h17

    A Norma é uma Norma. Não precisa ser incluída nessa MP para vigorar, oxente. Continua vigente.
    Lutemos pelos nossos objetivos de tornar nossas leis laicas e adequadas à realidade sem procurar chifres na cabeça de camarão. Por aí não chegaremos a lugar nenhum.
    Trata-se de uma batalha de idéias e os argumentos devem ser lógicos e fundamentados em dados, estatísticas e princípios éticos e filosóficos amplos, que abarquem todas as visões de mundo. Que tem princípios religiosos tem que entender que há brasileiros que possuem outras visões. Simples assim.
    A Dilma e o Ministro estão tomando pedrada à toa. Não têm poder algum de num passe de mágica, numa canetada alterarem as leis do país sobre aborto. O que fizeram foi fazer um programa específico para grávidas que querem ter pré-natal, parto marcado previamente etc E o fizeram porque as leis do país assim o permitem.

Gracinha

06/01/2012 - 00h59

UM CHAMADO À RACIONALIDADE

Li todos os 89 comentários. Chamou a minha atenção que, por alto, quase metade deles não comentam o conteúdo da entrevista e sim distorcem o conteúdo da entrevista, ou porque querem embaralhar e atrapalhar o debate ou porque não leram ou não compreenderam o que foi perguntado e o que foi respondido.
Alguns pontos:
1. A entrevista não trata da descriminação e nem da legalização do aborto – em nenhum ponto, embora saibamos que a entrevistada seja uma militante da legalização do aborto;
2. A entrevista versa, principalmente, sobre a omissão da assistência/tratamento do aborto inseguro, aquele feito em condições inadequadas que vira doença, infecção generalizada que leva à morte, sendo tal aborto a 4ª. causa de morte materna no Brasil;

Responder

    Bruno

    06/01/2012 - 13h45

    Correto.
    Só que a omissão consta em leis, desde sempre nesse país retrógrado e atrasado em termos civilizatórios. Só o povo organizado pode providenciar a mudança de leis. Mas aí o povo vai e vota em retrógrados que odeiam o estado laico.
    Os "mudernos"então optam por sair atirando na Presidenta que não tem a menor responsabilidade por esse estado de atraso e que tem posições pessoais corretíssimas sobre a questão, ainda que como Presidenta tenha obrigatoriamente que respeitar as leis vigentes.
    Tenhamos coragem de lutar de peito aberto pelo que achamos certo, sem procurar bodes e cabras expiatórios.

    Luiz Fortaleza

    06/01/2012 - 14h04

    Concordo, mas muitos dos comentários também não se referem apenas à entrevista,mas aos outros comentários aqui postados, e uma coisa puxa a outra… se desdobra.

Luiz Fortaleza

06/01/2012 - 00h54

AQUI SE FAZ A APOLOGIA A VONTADE EGOÍSTA HUMANA…

Responder

Luiz Fortaleza

06/01/2012 - 00h50

Esta senhora acha que só porque ela votou na Dilma, a Dilma tem que acatar a visão dela de aborto… não sabe que há uma estratégia politica por trás, eleições de 2014? Milhões de pessoas votaram na Dilma e são contra o abortamento. Por que ela acha que somente sua concepção científica é mais verdadeira do que a concepção metafísica religiosa? Que história é essa de querer absolutizar a verdade científica? A religião é também uma outra forma de compreensão da vida, com erros e acertos, mas é uma concepção diferenciada. Claro que há o fundamentalismo religioso que detesto, etc. mas o pensamento religioso é um modo de concepção de vida… a ciência não pode ser arrogante e se achar a verdade absoluta das coisas, sobretudo, no que se refere às situações de fórum íntimo humana. Não se muda a força do costume por ideias supostamente revolucionárias e o iluminismo, meu caro Azenha, tem suas incongruências e foi criticado por Marx. O Iluminismo é pai da modernidade burguesa, dos valores burgueses…

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    06/01/2012 - 00h57

    Pois é, caro xará, nem chegamos ao liberalismo clássico, da separação entre Estado e Igreja…

    Luiz Fortaleza

    06/01/2012 - 01h14

    pois bem, no livro "A Questão Judaica" – Die Jeden Fragen – Marx nos diz qdo aborda a questão do Estado cristão e o apartamento do judeus sobre esse estado que eles queriam laico, e conclui: por mais que os judeus-alemães, excluídos da política de Estado, queiram o Estado Alemão laico, eles não podem se esquecer que a humanidade deste Estado pode ser ainda religiosa, ou seja, você pode até abolir o Estado religioso, mas não abole a religião da privacidade humana. Por isso, que para mim, o marxismo me ajuda a ter algumas respostas plausíveis.

EFerraz

06/01/2012 - 00h08

Outra vez? Requentando esse assunto, Azenha? A sra. Fátima Oliveira com essa estória de fundamentalismo, vaticano, ajuelhou-rezou, não tem argumentos. Mistura política e saúde. Só revela seus desejos feministas . Só vê fantasmas. Tchau.

Responder

souza

05/01/2012 - 23h32

se sou conhecedor de um assunto polémico que vai trazer malefícios ao povo brasileiro, me acho no dever de ir ao feitor do bolo para expor meus conhecimentos e saber o motivo que o leva fazer o bolo daquela maneira.
caso o boleiro insista em fazer aquele bolo daquela forma, a partir dai que iria me manifestar atraves dos canais respeitáveis, blog do azenha, conversa afiada, carta capital e muito outros sérios meios dizendo que fui ao feitor e o mesmo não aceitou diálogo.
criticar é fácil, difícil é construir.

Responder

Maria Libia

05/01/2012 - 23h14

Dizem que a única mulher que ficou grávida sem o auxílio do homem foi Na.Senhora, vai daí que, se aborto é crime, há dois criminosos, a mulher e seu parceiro, o homem. Interessante é que os homens, geralmente são contra o aborto, mas não discutem a paterrnidade resposável. O IBGE já sabe que está aumentando o número de mulheres chefe de família (e olha que elas não ganham igual ao homem pelo mesmo serviço), porque os canalhas dos homem não assumem seus flhos. E depois são contra o aborto. Lei, ora lei! Sou a favor do aborto até que a justiça um dia declare que se aborto é crime que se puna os dois criminosos.

Responder

carlos

05/01/2012 - 23h02

Dona Fátima, a mulher tem autoridade sobre o seu corpo, não sobre o corpo de seu filho. O feto não é um prolongamento do corpo da mulher!!!

Responder

    Gilberto Costa Neto

    06/01/2012 - 01h12

    Vamos deixar de bobagem. Já viu um embriãozinho e um fetinho zanzando aí pela rua? Com certeza não. Embrião e fetos são na biologia, parasitas do corpo da mulher, nada mais e nada menos, no sentido de que estabelecem uma relação de parasitismo com o corpo da mulher. Precisam do corpo da mulher para crescer, sobreviver. Retira a mulher do embrião ou do feto ou o embrião ou o feto do corpo da mulher que eles não sobrevivem. Como a mulher não manda em seu corpo?
    Uma gravidez indesejada, já li isso não sei onde, é a mesma coisa que você ir dormir na boa, na paz e acordar pela manhã tendo, por exemplo uma pessoa sem fígado ou rim, que foi ligada ao seu corpo e só assim sobrevive. Você fica com essa carga se quiser, ou não?

    @Luirocha

    06/01/2012 - 08h45

    Gilberto, acho que nunca tinha lido nenhuma explicação mais sensata a respeito do início da gravidez. Perfeito. O embrião e feto são sim parasitas do corpo da mulher, tanto é que os 3 primeiros meses de gravidez podem ser interrompidos a quaquer momento pelo próprio organismo da mulher, que entende que aquilo que cresce no interior do seu útero é um corpo estranho e o repele. Se a gravidez chegou ao 4º mês foi por pura sorte, pura concessão do corpo da mulher.

    Pedro

    06/01/2012 - 10h06

    E viva a banalidade do argumento

    Angela

    06/01/2012 - 03h18

    Tens útero? então quando tiveres saberás as repostas.

    ana

    06/01/2012 - 10h51

    não é, Carlos?. então ele sobrevive sem o corpo da mulher, não é? ah, não. então faz parte SIM do corpo da mulher. e, por favor, não fale do que você não sabe e nunca saberá.

Jotha

05/01/2012 - 22h57

Acabei de ler a MP557 e de fato a srª Fátima Oliveira está coberta de razão e plagiando o autor de O nome da Rosa (Umberto Eco), numa referência á Santa Sé "O braço secular", hoje representada pelo secretário geral da presidência, está em festa, tal e qual, ficou com a aprovação da concordata Brasil-Vaticano, também numa canetada na calada da noite do presidente Lula, em visita ao Vaticano, quando este era presidente. Portanto, a palavra de ordem da referida MP não poderia ser outra e de fato é: VIGILÂNCIA. A igreja romana continua nos bastidores, mais atuante do que nunca.

Responder

Jose Ramos Filho

05/01/2012 - 21h50

O rabo está balançando o cachorro. Ações destinadas a reduzir Mortalidade Materna, e apoiar as gestantes, são criticadas por não terem como foco a questão do aborto. Ora, de cada três mulheres grávidas, duas querem ter o filho, e a outra aborta. O último grupo tem todo o direito de defender suas posições, e contam com minha solidariedade, mas não tem que ser às custas das que querem levar a gestação avante.

Não são lutas excludentes, até por que, se fossem, deveria prevalecer a que atenda à maior quantidade de pessoas. A luta de um não precisa ser feita sobre o cadáver do outro! Continuem a luta pelos direitos que vocês defendem, mas não pretendam impedir quem deseja ter filhos de buscar o auxílio que o Estado tem o dever de lhe dar.

Responder

    Magaly

    06/01/2012 - 01h33

    José Ramos,
    há um problema grave na MP assinada pela presidenta, um problema gravíssimo: ignora as políticas já existentes na área de prevenção da morte materna. Políticas implementadas, que custam o nosso dinheiro, que levaram tempo, que foram consensuadas entre vários setores da sociedade e que precisam ser aperfeiçoadas. O que se precisa é de eficiência no setor saúde e não medidas provisórias que ignoram a situação real das mulheres gestantes que estão em risco seja, risco social ou seja por que a própria gravidez é de risco.

    Essa MP, uma vez posta em ação será danosa porque vai conflitua com o que já existe. A MP efetivamente não corrije os problemas existentes. Nem de longe toca no ponto nevrálgico da mortalidade materna, basta ver os protocolos do Ministério da Saúde e demais documentos relativos ao tema. Aliás, essa pode ser uma boa ideia compilar tudo num único lugar para poder informar o debate sobre essa infeliz MP.

    A MP não vai melhorar os indicadores das mulheres que desejam ter seus filhos, mas pode piorar e muito a forma como as mulheres são atendidas nos hospitais e o seu direito à privacidade e à confidencialidade médico-paciente por não dar garantias mínimas sobre como os dados das gestantes serão protegidos. Isso apenas para citar apenas uns poucos aspectos dos muitos que essa MP põe em risco.

    beattrice

    06/01/2012 - 01h45

    Conceição
    seria possível implementar em alguma seção do VIOMUNDO essa excelente sugestão da Magaly?
    Disponibilizar para quem ainda não teve oportunidade de ler estes documentos, inclusive os firmados pelo Itamaraty, e contribuir dessa forma para um maior esclarecimento.
    obrigada.

Janaína

05/01/2012 - 21h21

A mulher que deseja fazer aborto,um direito seu,no meu entender, vai procurar um médico aborteiro,uma curiosa aborteira,ou vai tentar um método abortivo por conta e risco,tendo em vista as leis vigentes. Que só podem ser alteradas se a maioria dos congressistas assim quiser.
Por mim, isso não seria dessa forma. Embora pessoalmente, embora seja atéia, não aceite para meu uso exclusivo o aborto, sou inteiramente a favor que quem tem opinião diversa, com a devida assistência médica, psicológica etc do serviço público,tenha direito a um aborto seguro,se assim o desejar,como acontece em inúmeros países ocidentais cristãos.
Mas isso não tem nada a ver com essa medida agora adotada pelo Ministério da Saúde. Essa medida é muito correta e visa planejar toda assistência à mulher que deseja ter seu filho. A grávida será informada inclusive sobre o hospital onde será atendida na hora do parto com grande antecedência.
O que se vê atualmente, especialmente nas grandes cidades, é uma roleta russa na hora do parto. A parturiente vaga de hospital em hospital, onde não encontra vagas e isso põe em risco sua vida e do nascituro.
Essa é a realidade que se está querendo negar,acusando o Ministro e a Presidenta de sujeição a credos religiosos. Uma acusação injusta e totalmente sem base nos fatos reais. Só se inscreve no plano governamental quem assim o desejar. Quem deseja fazer aborto não vai se inscrever em pré-natal. Ou será que vão querer impedir que o governo preste assistência às grávidas para não invadir suas privacidades? Terão que ocultar que estão grávidas?

Responder

Gerson Carneiro

05/01/2012 - 20h56

Não adianta negativar, sem argumentar.

Religião mata pelo fanatismo e pela ignorância.

Como eu disse, ninguém é obrigado a seguir religião alguma, mas todos são obrigados a obedecer a Constituição. Portanto, religião não pode sobrepor direitos fundamentais.

Responder

    Paulo

    06/01/2012 - 21h49

    Mas quem falou em religião, meu bom homem? Isso é pura ilação. Quem garante que a presidente está agindo guiada pelo "insidioso braço" do Vaticano é que deveria trazer as provas. Uma acusação não vira verdade se for gritada ou repetida mil vezes. Quem acusa que a MP tem fundamento "obscurantista", "medieval", "fanático", "das trevas" tem no mínimo que provar o que diz. Eu vejo um cadastro de gestantes, e só. Existe algum fato realmente concreto pra acusar a presidente além do "achismo"?

    Fabio_Passos

    06/01/2012 - 22h29

    Também fico pasmo com tanto achismo e ilações.

    dom luiz bergonzini, cabo eleitoral do josé serra, comemora muito a MP 557
    Sabe o que eu acho?
    Nada.
    Tenho certeza…

    Paulo

    07/01/2012 - 15h13

    Pois é. Pra que provar quando basta acusar, né?

oziel

05/01/2012 - 20h22

A palavra aborto é um eufemismo. A entrevistada não consegue disfarçar sua raiva contra a religião. Aborto não é simplesmente uma questão de religião. Se um bebê no ventre da mãe é um ser humano, interromper a gestação é uma forma de assassinato (com a qualificadora de não dar chance de defesa à vítima).
Se o bebê não é um ser humano, que tal tratá-lo então como um animal qualquer? Acho que os defensores do aborto não vão aceitar a ideia, uma vez que vários deles valorizam mais uma árvore ou um animal do que uma vida humana em situação de risco (desde crianças indesejadas até doentes em estado vegetativo).

Responder

Sophia

05/01/2012 - 19h59

A julgar por tantos comentários contrários ao aborto, eu, que não vivo no Brasil fiquei com duas certezas :
1. Não há mais nenhuma criança vivendo nas ruas, visto que todas estas almas cristãs estão trabalhando ativamente para dar a estes nacituros sobreviventes, tudo que uma criança merece.
2. Deve haver algum tipo de confusão mental que produz um medo curioso ; de que a permissão para o aborto às mulheres que o desejem, faça precipitar algum tipo de loucura coletiva ( um surto, uma epidemia ?) de desejo incontrolável de TODAS as mulheres abortarem. ( Ou eles confundem permissão para abortar com obrigação de fazê-lo? Não consigo alcançar a profundidade destes apólogos da socialização do útero alheio).

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    05/01/2012 - 20h40

    Liga não, Sophia. O Brasil foi fundado no escravismo, na ideia do controle de alguns sobre o corpo de muitos. Note em alguns comentários o fetichismo pela "mulher trabalhadora". Tem gente que não se conforma com mulher que trabalha E pensa E questiona. Logo o iluminismo chega ao Brasil. abs

    Wildner Arcanjo

    05/01/2012 - 20h51

    Azenha, alguns sobre muitos? Mas essa lógica, para este debate em específico, não se inverte?

    Lucas Villa

    05/01/2012 - 20h51

    Então quem não é a favor do aborto precisa ser "iluminado" pelas maravilhas do pensamento iluminista?.

    Que mania de achar que quem pensa diferente em tema tão controverso é atrasado e vive nas "trevas" intelectuais…

    O pior que eu acho a mesma coisa em sentido contrário. rs

    Luiz Fernando

    05/01/2012 - 21h00

    Negativo pra vc, Azenha. Não acho correto desqualificar os comentaristas que discordam das idéias lançadas no post, como se vivêssemos todos (os discordantes) na Idade das Trevas.

    Que debate é esse? Qual é o seu limite de tolerância ao contraditório? Quais são os seus argumentos favoráveis às idéias do texto em discussão? Devemos comentar quando discordarmos de algum texto daqui?

    Luiz Carlos Azenha

    06/01/2012 - 20h33

    Luiz Fernando, você descontextualizou minha resposta, que se referia especificamente ao comentário da leitora Sophia. Eu disse a ela que alguns poucos sugerem que existem interesses conflitantes entre mulheres trabalhadoras e mulheres intelectuais — o que na minha opinião mascara o desejo de alguns de que as mulheres só trabalhem e não pensem. Mas ponderei que com a chegada do iluminismo, quem sabe a mulher que trabalha e pensa será aceita por esses poucos. A partir disso você concluiu que eu acho que todos os que discordam da Fátima Oliveira vivem na Idade das Trevas, o que é um salto considerável. Quanto à sua pergunta final, ela é respondida pelas centenas de comentários que se contradizem no blog, sinal de que nem nós, nem os comentaristas, seguem uma linha ' oficial'. abs

    Luiz Fernando

    07/01/2012 - 01h14

    Entendi, Azenha. De fato, com o ânimo mais sereno, acredito que houve um mal entendido nisso. Abs.

    genderless

    05/01/2012 - 22h35

    Caro Azenha, acho que um blog plural e progressista como este poderia conseguir uma entrevista ou artigo defendendo a MP e dar-lhe destaque também.
    Eu, que estou entre os que defendem o direito da mulher de abortar, também sou a favor da MP.

    Alguns argumentos a favor da MP:
    1) Foca em salvar a vida de dezenas de milhares de mulheres e recém-nascidos por ano.
    2) Foca nas mulheres que correm mais risco e em como ajudar as mais pobres (veja o Artigo 10, por exemplo).
    3) No Artigo 7.o, vemos que o governo começa a se preocupar com melhorar as medidas que temos desse grave problema (a mortalidade materna) que atinge as mais pobres brasileiras. O IDEB já fez isso na educação e o sistema de acompanhamento da execução do PAC faz o mesmo para as grades obras.

    Desfazendo alguns argumentos contra a MP:
    1) A MP não tem nenhum conteúdo religioso. É totalmente laica.
    2) A MP não combate o aborto.
    3) Se a MP não legaliza o aborto, nós precisamos continuar lutando por isso.
    4) Não é atacando uma medida que melhora e salva as vidas mais pobres do Brasil, que vamos conquistar o apoio para a tão necessária causa da legalização do aborto.

    Conceição Lemes

    05/01/2012 - 22h48

    Genderless, o doutor Fausto dos Santos, assessor do ministro Padilha, não serve pra vc? abs

    genderless

    05/01/2012 - 23h02

    Serve sim, Conceição. Acho muito legal podermos ver essa entrevista aqui também.
    Desculpe não ter reparado que a entrevista dele vai ser publicada em breve.
    Parabéns pelo site, é realmente plural e aprofunda temas importantes, que muitos deixam de lado.

    Gerson Carneiro

    05/01/2012 - 23h39

    Toin!

    Gerson Carneiro

    05/01/2012 - 23h39

    "A MP não tem nenhum conteúdo religioso. É totalmente laica"

    Tanto que fala abertamente, do início ao fim, sobre o aborto, né.

    Quanta laicidade!

    "A MP não combate o aborto"

    Omite.

    Wildner Arcanjo

    06/01/2012 - 13h07

    Ela não foi editada para tratar especificamente de aborto e sim do acompanhamento de mulheres grávidas e de seus recêm nascidos. Aborto é outra coisa. Não faz parte do processo de gestação. Não é objeto, portanto, da MP.

    TOIN!

    genderless

    07/01/2012 - 01h21

    Gerson,

    Pra ser laica a MP teria que falar abertamente sobre o aborto? Você já buscou essa palavra no dicionário?

    Vamos lá, o que faria a MP não ser laica. Bastaria que a MP não fosse independente em relação a alguma religião. Esta MP não menciona nenhum tema religioso. Não dá pra forçar a barra e dizer: "Bom a MP não revoga o artigo do aborto do código penal, então é religiosa já que muitas religiões são a favor desse artigo retrógrado".

    Gerson, atacar uma medida, que realmente ajuda a salvar e melhorar as mais pobres vidas brasileiras, não vai nos ajudar a conseguir apoio para mudar o código penal.

    Gracinha

    06/01/2012 - 00h05

    Caro NASCITURO é o que pra você? E para as religiões? Como laica uma pretensa lei que diz dá personalidade civil ao nascituro e define autonomia para ele quando ele vive às custas do corpo da grávida?
    Vc não entendeu nada, infelizmente. Leu e não entendeu. Não estamos atacando uma medida para as mais pobres. A MP é um engodo em nome das mais pobres. É triste, mas é isso. E quem são as mulheres do abortamento inseguro, que a MP encobre, omite, se não as mais pobres, que não podem pagar por um aborto seguro? Mulher rica não tem esses problemas de aborto infectado e nem morre de septicemia por aborto. Acorda!

    genderless

    07/01/2012 - 01h56

    Gracinha, estou acordado.
    Exigir que o parto e nascimento de "quem venha a nascer" seja seguro e humanizado não é religioso. É simplesmente o mínimo que podemos exigir. É só aí que a MP alude ao nascituro, no artigo 16 (que muda o artigo 19J de uma lei anterior).
    A MP não dá personalidade civil ao nascituro. Basta ver que o artigo 2.o do código civil continua intacto. Leia o artigo 2.o do código civil e confronte com o artigo 16 da MP. Se estiver acordada vai perceber que você estava desinformada sobre a personalidade civil ou autonomia dada ao nascituro. Veja lá, é bem rápido.
    Você me acusou de ter lido e não entendido. Mas como eu mostrei que você não entendeu, vou ser mais justo. Acho que você simplesmente não leu. Não posso acreditar que mesmo tendo lido tenha entendido o oposto do que está escrito.
    Claro que são as mais pobres que sofrem com o fato do aborto não ser legalizado. É por isso que devemos lutar pela legalização do aborto.
    Mas não é combatendo uma MP, que ajudar dezenas de milhares de pobres por ano, que vamos conquistar apoio para a legalização do aborto.

    Beatraiz

    06/01/2012 - 01h16

    Sophia,
    muito bom! As vozes que defendem a perspectiva dogmática e essencialista da concepção não demonstram nenhum tipo de preocupação com as vidas concretas das pessoas existentes. Se essas vidas, ainda por cima, são aquelas que vagueiam pelas ruas, os parias da sociedade o que geralmente ocorre a defesa da mão forte do Estado para reprimi-las, escondê-las ou aprisioná-las.

    O Prof. Ignacio Cano, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, realizou há uns dois anos atrás uma pesquisa sobre como a sociedade brasileira reage a certas situações de violência e concluiu que no Brasil se tolera a violação dos direitos humanos, geralmente na forma de tortura, violência física e abuso de autoridade, para muitas circunstâncias: educação dos filhos, obtenção de informação pelos agentes policiais, no ambiente doméstico. A sociedade brasileira em geral é muito religiosa e conservadora, muitos defendem a "vida" (nos termos que mencionei acima) mas, no entanto, aceita e pratica esses atos. E ainda se queixam por serem associados ao obscurantismo. Francamente!

    Morvan

    06/01/2012 - 16h34

    Boa tarde.

    Sofia, tudo o que você fala é profundamente relevante e provoca bastante questionamento (de quem tem a mente aberta, claro).
    Não sei há quanto tempo você está fora do Brasil, mas eu era rapazote quando eu vi a batalha campal pela aprovação do divórcio no Brasil. Sem entender muito do porquê de a Madre (é força de expressão, não a considero nem um pingo Madre) Igreja se meter em um assunto que não lhe dizia respeito. Dizia e diz respeito à conveniência – ou não – da manutenção de um consórcio entre duas pessoas humanas. Ou seja, Direito Civil, não canônico. Foi muita pressão, mas o Congresso conseguiu aprovar o divórcio no Brasil, em 1977 (na matriz, digo, antiga matriz, Portugal, tão ou mais religioso(Sic!) do que a Colônia, já em 1910!).
    Somos atrasados, mesmo. Fático.
    A tentativa (amiúde) de desqualificar os que criticam a famigerada MP557, ao invés do debate aberto, funciona como um inexpugnável corolário.
    O medo do qual você fala é o medo genital, primordial, de todo reacionário: é o medo da liberdade – do outro!

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    beattrice

    06/01/2012 - 23h01

    Cá entre nós, esse medo Reich explicou bem melhor que o Freud.

    Morvan

    07/01/2012 - 00h24

    Boa noite.

    Concordo, Beattrice. Por sinal, o menino [Wilhelm] Reich já ensinava, em plena produtividade acadêmica e ensaísta, técnicas ou métodos anticoncepcionais para as operárias. Mente aberta. Mas pontue-se a diferença de ambiente (conquanto também cronológica) entre os dois. Reich enfrentou uma sociedade bem menos vitoriana e era bem mais "aberto" o sentido de sexualidade, para ele.
    Muito bem lembrado. Obrigado.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Fabio_Passos

    06/01/2012 - 23h11

    Inveja do útero?

    Morvan

    07/01/2012 - 00h27

    Boa noite.

    Sim, mas acho que é mais controle, caro Fabio_Passos. Todas as sociedades fechadas têm a sexualidade como interdito ou coleira.
    Eros e Tanatos…

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    beattrice

    07/01/2012 - 11h21

    De fato segundo alguns pensadores a inveja do útero seria até secundária, trata-se de exercício de poder, e no controle do poder toda diferença estabelece o senhor e o subordinado.

    Morvan

    07/01/2012 - 23h37

    Boa noite.

    Olha que delícia de texto, Fabio_Passos. Tem demais a ver com a sua [feliz] postagem e com a réplica da Beattrice:

    "… A mesma idade em que o menino conhece a tragédia da castração imaginária, a menina resolve de outra maneira o conflito que a conduzirá á maturidade. Porque já vem castrada, isto é, porque não tem pênis (o símbolo do poder e do prazer, no patriarcado), quando seu desejo a leva para o pai ela não entra em conflito com a mãe de maneira tão trágica e aguda como o menino entra com o pai por causa da mãe. Porque já vem castrada, não tem nada a perder. E a sua identificação com a mãe se resolve sem grandes traumas. Ela não se desliga inteiramente das fontes arcaicas do prazer (o corpo da mãe). Por isso, também, não se divide de si mesma como se divide o homem, nem de suas emoções. Para o resto da sua vida, conhecimento e prazer, emoção e inteligência são mais integrados na mulher do que no homem e, por isso, são perigosos e desestabilizadores de um sistema que repousa inteiramente no controle, no poder e, portanto, no conhecimento dissociado da emoção e, por isso mesmo, abstrato…".

    Elo de Acesso: Casa do Bruxo, O Martelo, http://www.casadobruxo.com.br/textos/martelo.htm

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Julio_De_Bem

    07/01/2012 - 01h26

    Sophia,se o útero é teu, o esperma é meu. Esse argumento de a mulher carregar a criança 9 meses e bla bla bla é algo imutavel e ridículo pois de fato o homem NUNCA vai engravidar e sentir o que a mulher sente. Sorte que isso não é lei, fico imaginando quanta patyzinha desmiolada – com total capacidade de cuidar de uma criança e dar a ela um futuro – iria abortar.

    O homem também tem o direito de opinar sobre a criança que a mulher carrega. Ela não é dona de tudo. Carrega por causa de sua natureza ou por que Deus quis assim, escolha a opção, mas não venha se achar dona do time pq é dona da bola.

Uma síntese de links sobre a polêmica em torno da MP 557 | Viomundo - O que você não vê na mídia

05/01/2012 - 18h52

[…] Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano […]

Responder

Ronaldo Luiz

05/01/2012 - 18h39

Nem ao Vaticano nem à ONU. O Brasil é independente, graças a muitos brasileiros patriotas. Quem não tem argumentos válidos apela para este tipo de fuga. O direito ao aborto, infelizmente só é defendido por uma pequena parcela da população. A grande maioria não se manifesta por entender que a defesa do aborto é um absurdo tão grande que nunca será aprovado. A solução é simples. Faça-se como nos Estados Unidos, um PLEBICITO na mesma oportunidade das eleições majoritárias. Nenhum grupo, ONG, ONU ou Vaticano deve decidir o que é melhor para o Brasil. Iremos confirmar a vontade do povo, que em sua ampla maioria é radicalmente contra. Esta maioria (que mesmo não tendo lido a constituição) considera que a vida, interrompida quando o nasciturno ainda não tem nome, CPF, e digitais, é crime; pois o futuro cidadão(ã), está VIVO(A), só falta sair do ventre materno. Matar é crime muito antes de ser pecado. Não tem nada de religioso, matar é matar. É crime em qualquer raça ou língua, com ou sem alguma religião.

Responder

    Lucas Villa

    05/01/2012 - 21h00

    As feministas, gays, apologistas das drogas e outras "categorias" correm como o diabo da cruz ao ouvirem a palavra plebiscito.

    O povo para eles só importa na hora que os partidos que apóiam vai pra uma eleição.

    Esse vídeo é revelador e exemplifica bem o que eu digo:

    [youtube ixm4R63vKt8 http://www.youtube.com/watch?v=ixm4R63vKt8 youtube]

Euclides

05/01/2012 - 18h35

Só uma pergunta: Já combinaram com os russos? O povo brasileiro é contra ou a favor ao posicionamento de tão ilustres Senhoras? Pelo que eu sei, aborto na nossa legislação, salvo as exceções é crime e incorre em pena quem o comete, quem o permite ou quem de alguma forma o incentiva. Em sendo assim um Presidente, no caso uma Presidenta, tem poder para passar por cima da Lei, sem que seja através de um golpe de estado? Ou de que adianta enviar uma MP diversa da legislação para ser derrubada ou no Congresso ou no Judiciário, pois como é próprio desse recurso legislativo, ele deve ser aprovado pelos nossos parlamentares e caso mesmo sendo aprovado é passível de questionamento perante o Judiciário. Logo deixe-se de lado os emocionalismos e que prevaleça a razão, que uma legislação abortiva em nosso País, levará ainda muito tempo a ser aprovada, mesmo que disfarçadamente, como no caso das reivindicações furiosas apresentadas.

Responder

histlatino

05/01/2012 - 18h27

O teor de boa parte dos comentários só mostra como o machismo grassa também entre os ditos progressistas. Analisando do ponto de vista formal, muitos deles são idênticos ou muito parecidos com argumentos dos evangélicos mais radicais que desqualificam os movimentos sociais, como por exemplo "A sociedade não está preparada para isso", "Querem impor seu ponto de vista à maioria", "ditadura feminista", "feminina, mas não feminista" etc.
É especialmente estranho que acusem as feministas de querer impor seu ponto de vista, quando a MP é que é fruto de uma canetada.
Defendi muito a Dilma na eleição, mas me arrependo. A posição do governo nos chamados temas morais é de embrulhar o estômago e Dilma impulsiona a virada conservadora achando que poderá surfar em cima dela ou pelo menos tocar os programas econômicos-sociais em paz.
Para mim, acabou. "Bolsa família" e "quinta economia do mundo" é importante, mudou a cara do Brasil, mas não é tudo que espero de um governo.

Responder

    Fabio_Passos

    05/01/2012 - 19h13

    Canetada feita na surdina.
    Covardia e medo de debater antecipadamente questões de saúde pública fora da ótica fundamentalista religiosa.

    Girlene reis

    05/01/2012 - 22h04

    Concordo, cheqga pseudo democracia, temso que avançar nas relações com a sociedade, ampliar os espaços de interlocução que dê voz ativa ã população.

    Fabio_Passos

    05/01/2012 - 23h33

    Tem algum acordo espúrio entre o lobby religioso e o governo, está claro.
    A sociedade não pode ser pega de surpresa em uma barganha anti-ética onde o governo cede o útero de milhares de mulheres ao ratzinger.

    Mariana Andrade

    05/01/2012 - 19h22

    Concordo com você.
    Em matéria de direitos reprodutivos da mulher é impressionante como a direita e a esquerda se dão as mãos.

    Daniela P.

    05/01/2012 - 21h10

    A militância do PT (parte dela) e alguns destes setores autoproclamadados progressistas estão rolando ladeira abaixo, infelizmente. Militante tem que defender causar, não atuar como claque de partido, ainda mais com um governo conservador e decepcionante como este da Dilma. Agora vêm até defender aborto, depois de toda aquela história durante a campanha. Vergonhoso. Ficar gritando PIG! PIG! para todo tipo de crítica ao governo já não convence mais, desculpem.

will

05/01/2012 - 18h26

Infelizmente, não concordo também com a Dra. Fátima.
Ela quer regulamentar algo que já foi desregular em seu início. o sexo sem consciência. Mesmo que as clínicas clandestinas tenham demanda non-stop…o que poderia se fazer neste momento de tragédias inerentes, que aflige a DRa. Fátima, e que afligiria qualquer um, vendo o que ela viu, é deixar que clínicas especializadas funcionando até determinado tempo para que estancasse as mortalidades, e direcionando os investimentos pesados em conscientização do que é gravidez..

Responder

@Helleenia

05/01/2012 - 18h23

"Parabéns ao Vi o Mundo por essa série de entrevistas e artigos curtos de opinião sobre a MP, é corajoso, sincero e honesto. Coisa que o governo Dilma desconhece. " Verdade, Magaly

Responder

Jair Almansur

05/01/2012 - 18h22

Até o fim do próxmo mandato nossa querida presidenta estará globovaticanada. Não duvidem da guinada na política externa tembém.

Responder

    Fabio_Passos

    05/01/2012 - 19h18

    Para receber aplausos e elogios dos reacionários e da mídia-lixo-corporativa em função de algum acordo escondido da sociedade, Dilma mantém abandonadas as mulheres que havia se comprometido em proteger.

    Uma pouca vergonha.
    Atitude digna de josé serra.

    Gerson Carneiro

    05/01/2012 - 23h35

    Endosso.

    beattrice

    05/01/2012 - 21h30

    Não haverá próximo mandato.
    LULA 2014.

    beattrice

    06/01/2012 - 10h25

    E a trollagem padilheira negativa até o LULA na defesa do padilha, revelador!

    Luísa

    05/01/2012 - 23h35

    Próximo mandato?
    pra votar num clone o Vaticano vai com o original, Alckmin.

@Helleenia

05/01/2012 - 18h21

Nao haver uma só palavra sobre aborto numa MP que visa reduzir a morte materna foi, é, uma violenta cacetada nos neurônios de qq pessoa, no útero tbm, nos ovários…de mulheres, é claro. Dilma se vendeu aos evangelicos por uns votinhos? Coisa mais triste nunca vi numa democracia.Que nos resta? Dar votozero nela nas proximas eleiçoes… se bem que, no Br, so vejo democracia de bando$$$$$$.

Responder

    luiz pinheiro

    06/01/2012 - 10h50

    Como o governo poderia colocar o aborto na MP se o aborto é proibido por lei? Estão por acaso querendo que o governo tivesse agido fora da lei?

    Dani

    06/01/2012 - 16h02

    Deixe de se fazer de burro. Diga logo que acha que mulher que aborta de modo inseguro deve morrer. É isso que vc e sua corja estão advogando aqui

    luiz pinheiro

    06/01/2012 - 20h20

    Dani, o uso da estupidez não dá razão a ninguém. Tente argumentar em favor do que voce pensa, sem lançar mão dessa coisa iníqua, baixa, de tentar atribuir a mim coisas que eu não sou, coisas que eu não penso. Por que voce se julga no direito de supor o pensamento alheio?

    Fabio_Passos

    06/01/2012 - 20h51

    por que será?
    Logo você que não admite que vigiem seu útero…

    Bruno

    06/01/2012 - 12h20

    Procure conhecer as leis do país a respeito e compreender que o Executivo age dentro do marco legal existente.
    Nada impede que lutemos para alterar as leis. Mas que o façamos com honestidade argumentos sérios e científicos. Sem ficar querendo torcer os fatos legais e imaginando poderes que presidente algum tem.

    Dani

    06/01/2012 - 16h03

    Sr. Bruno a Norma Humanizada de Atenção ao Abortamento Inseguro é do Ministério da Saúde, datada de 2004. Se informe pra poder comentar sem falar besteiras

    Wildner Arcanjo

    06/01/2012 - 16h13

    Nenhuma norma Ministerial ou Instrução normativa, de qualquer órgão do executivo, pode sobrescrever a Constituição ou a Legislação Vigente. Leia a Constituição e verá o quanto inoportuno é o seu comentário.

    luiz pinheiro

    06/01/2012 - 20h22

    E não foi revogada por esta MP.

    luiz pinheiro

    06/01/2012 - 23h11

    E está em vigor, não foi alterada pela MP.

Fabio_Passos

05/01/2012 - 18h19

O péssimo caráter desta MP é evidente: Feita as escondidas da sociedade, sem diálogo e discussão e emitida entre os feriados de fim de ano. Claro que o governo sabia antecipadamente que haveria repercussão negativa e escondeu uma MP redigida por prepostos de ratzinger.

Que vergonha, Dilma.

Responder

Jorge Nunes

05/01/2012 - 18h14

Na verdade submete o corpo das mulheres pobres ao Vaticano e aos açougueiros.

Este tipo de assunto é muito hipócrita, que não tem como discutir seriamente como todos sabem como funciona o abordo no Brasil. Mas todos fingem que não sabem como funciona.

Qualquer discursão é hipócrita, qualquer razão para falar é falsa, enquanto não se admitir que só as pobres sofrem com a proíbição do aborto na rede pública de saúde.

Responder

    Gerson Carneiro

    05/01/2012 - 21h08

    Jorge Nunes, estou contigo. Vamos combater a hipocrisia.

    Fabio_Passos

    05/01/2012 - 22h13

    Dilma se comprometeu a não abandonar estas milhares de mulheres pobres.
    Agora o governo faz o contrário. Ignora o sofrimento das mulheres e ainda abre caminho para que sejam institucionalmente perseguidas.

    Hipocrisia… e crueldade.

    Bruno

    05/01/2012 - 23h41

    Você acha que o Governo Dilma poderia através de uma MP estabelecer que a rede pública iria oferecer aborto na rede pública? Não vê que isso seria ilegal, porque contraria as normas constitucionais vigentes ? Não sabe que só uma mudança nas leis, apoiada pela maioria dos congressistas,seria permitido que aqui no Brasil, como ocorre no Canadá, na França e tantos outros países, fosse possível realizar abortos na rede publica por solicitação da grávida?
    Se todos estão cansados de saber disso, estão cansados de saber que nenhum presidente da república poderá alterar esses fatos por decisão própria,dentro da ordem legal vigente, como até estão cansados de saber quais são as opiniões pessoais da cidadã Dilma Rousseff a respeito, porque se prestam a essa farsa de acusar essa MP de ser contrária ao aborto na rede pública, quando ela nada tem a ver com isso, nem poderia ter? A inexistência dessa MP iria em que facilitar a que as leis se alterassem para permitir aborto na rede pública? Que tal parar para refletir com lógica e bom senso?
    Sou a favor da descriminalização do aborto e de que ele seja propiciado na rede pública ,mas estou plenamente consciente que isso só ocorrerá por meio de um processo de conscientização em que a maioria da população entenda que as mulheres têm o direito de tomar suas decisões pessoais a respeito desse tema. Culpar a Dilma porque a maioria da população se diz contra o aborto em qualquer caso é completamente absurdo.Como é dizer que essa MP submete as mulheres ao Vaticano. A MP se refere a mulheres que desejam ter o filho que geraram nas melhores condições possíveis que possa oferecer a rede pública. Só isso.

    Fabio_Passos

    06/01/2012 - 01h10

    Claro que não é só isso.
    A Dilma se comprometeu a não abandonar as mulheres que praticam aborto e precisam de assistência média.

    Dilma fez o oposto do seu compromisso. Dilma abandonou milhares de mulheres.
    E fez isso claramente em uma barganha desconhecida com o lobby religioso.

    Bruno

    06/01/2012 - 13h38

    Prove o que diz. Essa MP não tem nada a ver com a questão do aborto. Versa sobre pré-natal e parto.
    Tá proibido pensar em fazer pré-natal? Fica feio? É criminoso?
    É baratinho?
    Pobre tem grana para marcar hospital pra ter seus filhos com segurança?

    Fabio_Passos

    06/01/2012 - 16h50

    Está provado e comprovado.
    Esta MP é para redução da mortalidade materna.
    A quarta maior causa de mortalidade materna é o aborto que é realizado sem acompanhamento médico apropriado.

    Você nem sabe sobre o que está discutindo, não é mesmo?
    Só precisa puxar o saco de uma Presidenta que não cumpre seus compromissos e mentir que é "a favor da vida" como este outros "cristãos" do inferno.

    Edy

    07/01/2012 - 00h08

    Calma aí! O aborto é a quarta causa de morte de mulheres que perderam os bebês,espontâneamente ou não. Do momento que o feto deixa de ter vida, por que motivo for, já não há mais uma gravidez e a natureza do problema passa a ser diversa.
    A MP em questão versa sobre mulheres que estão grávidas e querem fazer pré-natal e ter o filho. O tipo de trabalho de assistência médica previsto nessa MP se volta para esses casos específicos que há muito pediam protocolos e rotinas específicas.
    O atendimento a quem sofreu um aborto já é objeto de uma Norma especial, em vigor desde 2004,como já foi mencionado nesse debate. Essa Norma está em vigor para os casos específicos de aborto.
    Essa MP não invalida aquela Norma. Que se não for cumprida enseja processo judicial contra o Estado.
    Se vc conhece o atendimento em hospitais gerais do SUS procure se informar melhor e verá que dentro das precariedades e extremas limitações existentes em toda a rede pública de saúde, quando aparece algum caso de aborto segue-se a Norma existente e presta-se o melhor atendimento possível para salvar a paciente. As equipes médicas dos hospitais são compostas de valorosos médicos e pessoal para-médico que possui os valores e sentimentos comuns ao nosso povo. O que se pode, é feito, posso lhe garantir.
    Se nÃo tivessem doado o país com as privatarias e corrupções de toda ordem, talvez nosso sistema de saúde fosse bem melhor. Lutemos para recuperar a grana roubada e para que seja aplicada em Saúde e Educação.

    Fabio_Passos

    07/01/2012 - 00h43

    Você precisa se informar melhor.
    A MP 557 prevê cadastro universal de gestantes.
    Aqui está: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-201

    Há algum defensor desta MP mentindo que o cadastro é apenas para mulheres que não desejam interromper a gravidez?
    Quem é? De onde você tirou a informação falsa que está repercutindo?

    dom luiz bergonzini – cabo eleitoral de josé serra e fundamentalista medieval – não está comemorando a MP 557 a toa…

    beattrice

    07/01/2012 - 12h40

    Cadastro universal, compulsorio e publico.

    beattrice

    07/01/2012 - 10h49

    Quanto mais essa gente desinformada e lobbista ataca mais fica claro quem vem apoiando padilha, clarissimo.

    Jorge Nunes

    06/01/2012 - 19h16

    Não é isso.
    Só acho que é um absurdo num país onde se pratica livremente o aborto na rede privada tenha este debate.

    Eu não entendo é isso.
    Aqui do lado minha vizinha vez aborto e não teve dificuldade. Pois, aqui no bairro mesmo tem uma clinica.

    A grande limitação haveria se o pai dela não tivesse dinheiro.

    Wildner Arcanjo

    07/01/2012 - 09h14

    Se você conhece do fato e sabe que existe uma clínica de aborto no seu bairro você comete um crime. Afinal de contas aborto ainda é crime neste país e você está sendo conivente.

    beattrice

    07/01/2012 - 10h51

    Vc tem algum tipo de consciencia solidaria?
    Acredito que tenha por comentarios seus que ja li no site sobre outros assuntos, entao reflita sobre o que vem dizendo quanto a este assunto: as pessoas morrem por falta de assistencia medica.
    Vc nao acredita ou nao se importa?

    Wildner Arcanjo

    07/01/2012 - 15h14

    Cabe a cada um de nos a lutar para que isto não ocorra mais. Eu faço a minha parte, você faz a sua? Mas me diga: em benefício de TODOS?

    beattrice

    08/01/2012 - 22h50

    Não meça os outros pela sua régua.

    Vicente

    12/01/2012 - 21h13

    Mas é isso que você faz o tempo todo.

    Wildner Arcanjo

    09/01/2012 - 12h58

    Enquanto os outros me medirem pela régua (e regra) deles não posso agir de forma diferente.

    Jorge Nunes

    07/01/2012 - 15h27

    Que mundo de fantasia você vive? Desde quando a força policial de algum estado do Brasil fecha uma clínica particular?

    Aborto é prática comum no Brasil. Só os tapados fingem que não existe.

    E nenhum médico ou mulher foi presa por praticar aborto… aliás o que aconteceria e colocássemos 20 milhões de mulheres na cadeia?

    Se um dia isso acontecer o aborto é liberado na rede pública no dia seguinte.
    Pois milhões de maridos, filhos e namorados iriam para ruas (eu ia com pedras).

    Wildner Arcanjo

    08/01/2012 - 14h21

    Tem certeza disso?

    Jorge Nunes

    07/01/2012 - 16h06

    Eu nunca recebi tantos pontos negativos, sim eu sou católico. Mas o fato de ser católico não me faz um hipócrita.

    Há uma realidade e há várias situações em que mulheres ficam grávidas. E nem sempre os preservativos são 100% confiáveis.

    Este assunto deveria ser debatido fora da religião.
    E sim uma questão de Estado, pois, por princípio o Estado ocidental é ateu.

    Deve haver um espaço para razão.

Conservador316

05/01/2012 - 18h13

Não entendo o porque as mulheres defendem tanto o aborto, dizendo que devem ter o direito de escolher.

A mulher tem escolha: Fazer sexo seguro.
Se ela não tiver escolha, for estuprada, a lei garante o direito ao aborto.
O que as feministas querem é o direito de terem relações sexuais com tudo e com todos e se ficarem gravidas o governo pagar o aborto.
E querem também o direito de descartar o feto se ele tiver algum defeito, tiver alguma doença como sindrome de down por exemplo.
Sou protestante e sou contra o aborto. Sou A Favor do uso de camisinha.

Responder

    Jorge Nunes

    05/01/2012 - 18h56

    As mulheres tem direito de fazer sexo seguro, mas você ignora a realidade.

    A realidade não é contos de fadas.

    Vá a um baile funk no Jacaré aqui no Rio e depois vem falar disso.

    EFerraz

    05/01/2012 - 23h43

    O que o senhor chama de realidade é só IRRESPONSABILIDADE. É o direito fazer relações sexuais com tudo e todos, regados a álcool e drogas sem pensar nas consequências. Ficam grávidas e o POVO – não o governo – paga o aborto. Haja sistema de saúde. A qui no Rio é uma "maravilha" : só se fala em direitos, direitos e realidade. Deveres,… rs rs rs rs rs,… NEVER.

    Jorge Nunes

    07/01/2012 - 15h29

    Realidade não é contos de fadas.

    Acorda.

    EFerraz

    07/01/2012 - 17h03

    Contos de fadas é a pobreza infinita do Rio gerada pela irresponsabilidade de mulheres irresponsáveis que geram filhos inconsequentes que o povo tem bancar no sistema de saúde. É muito mais fácil previnir…
    Campanhas não faltam.Igual a dengue: quando a TV chega (para aparecer) todos sabem combater; mas ninguém pratica. E tome dengue todo ano. E tome filho sem pai…
    Essa é a sua Realidade. rsrsrsrsrsrs…

    Armando S Marangoni

    05/01/2012 - 23h58

    Jorge, acho que não precisa nem ir tão longe :)
    Basta olhar em volta.
    Veja a dependência das mulheres em pertencer a um grupo, geralmente o de moda, para sentirem-se um pouco menos inseguras.
    Sei que os motivos que forçam as mulheres em parecer desejáveis estão muito além de meu conhecimento, mas um deles é evidente: a humilhação a que são submetidas quando seguem um sonho próprio, diferente, esquisito. Como o dos homens.
    Enquanto não assistir uma luta de box de mulheres peso-pesado e vê-las mais agressivas que os delegados de polícia recém-corneados não acreditarei que elas conseguirão o respeito que nos é devido a todos.
    A lei não é onisciente, onipresente e onipotente. Ela só existe no papel.
    Quando presto atenção às pessoas, que é o que espero que meus amigos façam comigo, como faço com eles, estou declarando meu amor ao mundo como o vejo agora. É gente que faz isso que gostaria de ter por perto.
    Se prestarmos atenção nas vítimas, e não nos que se dizem indignados e continuam seu jantar, veremos que as sementes delas estão por todo lado, em todo lugar.
    Nas novelas, nas revistas, nos filmes, nos quadrinhos, nas propagandas, em algumas tradições, nos preconceitos em geral, nas abordagens comerciais e institucionais das iniciativas privadas e das ditaduras, na moda, nos perfumes, nas vitrines das lojas e na das ruas, em casa, na tevê, nos jogos e nas verdades.
    A mulher é objeto. Ponto.

    Lucas Villa

    06/01/2012 - 00h47

    Então uma "cachorra" (é do conhecimento de todos que elas se autodenominam e gostam de serem chamadas assim) vai num "baile" sem calcinha e quem paga a conta é um inocente que teve o azar de ser fruto da irresponsabilidade e falta de respeito com o próprio corpo da "mãe"?

    Aristóteles teria inveja dessa lógica…

    jandui

    06/01/2012 - 23h33

    resolve sua vida, então: se é a favor da camisinha, está rasgando a bíblia.
    Quem tem que ser a favor ou contra aborto é quem fica grávida sem planejamento com o parceiro. O resto é folia.

Sérgio Pestana

05/01/2012 - 18h12

Li com a máxima atenção a entrevista da sra. Fátima Oliveira. Concordo com muitas coisas que ela afirmou, mas, sempre existe um mas, não é mesmo? De modo geral, ela reduz toda sua argumentação a uma discussão binária do "sim" ou "não', quando uma situação dessa requer, por princípio, uma abertura bem maior e contemplar todas as opiniões e não "privilegiar a sua visão pessoal do mundo". Quando citou os versos de Cecília Meireles, traduziu significativamente seu pensamento reducionista, isto é, binário e assim prosseguiu por toda a entrevista. Se fecha a qualquer outra opinião que não seja a sua. Lamentável. Poderia ser melhor aproveitada se deixasse de lado tanta radicalidade e argumentar utilizando juízos mais bem construídos e não determinados chavões já usados ad nauseam por muitos que ela critica com razão. Não quero ser sentencioso, porém não tenho como fugir ao dizer que a raiva enodoa o pensamento e o que poderia ser uma opinião proveitosa macula-a e, sobretudo, precariza toda e qualquer argumentação. Calma.

Responder

    Valéria dos Santos

    06/01/2012 - 08h09

    Ler e entender realmente não é pra todo mundo. Os belos versos de Cecília Meireles são uma referência ao comportamento do governo e não ao da autora. releia o trecho e aproveite a sonoridade do poema:
    OU ISTO OU AQUILO
    Cecília Meireles

    Ou se tem chuva e não se tem sol
    ou se tem sol e não se tem chuva!

    Ou se calça a luva e não se põe o anel,
    ou se põe o anel e não se calça a luva!

    Quem sobe nos ares não fica no chão,
    quem fica no chão não sobe nos ares.

    É uma grande pena que não se possa estar
    ao mesmo tempo nos dois lugares!

    Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
    ou compro o doce e gasto o dinheiro.

    Ou isto ou aquilo, ou isto ou aquilo…
    e vivo escolhendo o dia inteiro!

    Não sei se brinque, não sei se estudo,
    se saio correndo ou fico tranquilo.

    Mas não consegui entender ainda
    qual é melhor: se é isto ou aquilo.

    Sérgio Pestana

    06/01/2012 - 18h11

    Minha cara Valéria,
    traduzir os versos da grande poeta Cecília Meirelles e associá-los binariamente às ações de governo, sem ao menos analisar todas as implicações envolvidas e tão somente olhar criticamente numa só direção, demonstra cabalmente a precarização da argumentação. Os versos não se prendem a uma visão reducionista da entrevistada, se é que você realmente entendeu toda a situação que está por trás e, lamento dizer, todas as contradições que afloram do foco e motivo de estarmos aqui nos debatendo. É verdade, realmente é para poucos ler e entender não somente versos bem construídos, mas entender, principalmente, todas as demandas e daí tirar uma conclusão mais veraz e não preconceituosidades sem maiores ponderações. Você, se realmente entendeu tudo, o que duvido, como a Sra. Fátima Oliveira, quer reduzir uma questão dificil a uma só visão, e esta é tão fundamentalista quanto todos os outros fundamentalismos, sejam políticos, sejam religiosos. Sorria, Valéria, "a vida é bela"! RsRsRs.

    Luiz Fortaleza

    06/01/2012 - 20h09

    Foi aquilo que falei, cai-se no discurso ou do 8 ou do 80, sem mediações de terceira ordem.

Gerson Carneiro

05/01/2012 - 18h10

Lamentável Dilma. Lamentável.

Todos têm a opção de não seguir a Bíblia, se quiser. Mas ninguém tem opção de não seguir a Constituição. Inclusive o direito que temos de não seguir a Bíblia nos é dado pela Constituição. Portanto, a Bíblia não pode sobrepor à Constituição nem para aqueles que adotam a Bíblia como lei máxima. Por isso preceitos religiosos jamais podem substituir garantias fundamentais à pessoa humana.

Eu sou totalmente a favor do aborto.

E chega de hiprocrisia como essa do vídeo.

[youtube LPqOJEHBU8w http://www.youtube.com/watch?v=LPqOJEHBU8w youtube]

Responder

    Fabio_Passos

    05/01/2012 - 20h42

    Lamentável.

    Uma MP emitida na calada da noite, sem debate antecipado com a sociedade.
    É evidente que trata-se de encomenda do lobby religioso. Parece que o josé serra ganhou a eleição.

    Resta saber qual a barganha em que os úteros e a saúde de milhares de mulheres foi negociado pelos "cristãos".

    Gerson Carneiro

    05/01/2012 - 21h05

    Estou contigo nessa Fabio_Passos.

    Os reacionários estão vindo aqui negativar mas não apresentam argumentos (ainda mais, argumentos consistentes).

    Fabio_Passos

    05/01/2012 - 23h24

    Abandonam milhares de mulheres sem atendimento digno de saúde e agora ainda ameaçam vigiar seus uteros… institucionalmente.
    E ainda se dizem cristãos. São medievais, isto sim.
    Mentalidade que nos amarra ao atraso e ao subdesenvolvimento.

    Gerson Carneiro

    06/01/2012 - 01h30

    Detalhe: milhares de mulheres pobres.

    A criminalização do aborto não impede que mulheres ricas o façam. Inclusive fora do país. De forma segura, com riscos reduzidos. Apenas as mulheres pobres terão esse direito cerceado.

    André Oliveira

    05/01/2012 - 23h46

    O argumento que eu trago meu caro Gerson é que eu sou contra o aborto por considerá-lo um atentado contra a vida e um assassinato vil e covarde. Só isso..Será que eu vou ter que produzir um tratado baseado em Hegel, Santo Agostinho e Marx para dizer que eu sou contra uma coisa óbiva. Quem é a favor, tudo bem, mas vocês não vão impor a um Brasil quase que inteiro que é contra uma agenda que interessa a 2% das pessoas..O que eu fico muito p.. das calças é que o poessoal a favor do aborto por não conseguir convencer os que são contra de mudar a opinião usa argumentos tendenciosos e tentam desqualificar as pessoas como se fossemos fanáticos religiosos, quando vocês sabem muito bem que nós não somos isso. O Brasil poderia virar a Dinamarca em termos de qualidade de vida que eu continuaria 100% contra o aborto..Eu não sou contra tratar as mulheres que por infelicidade passaram por essa, mas sou muito mais a favor de dar a elas condições de contracepção.Eu acho a máxima hipocrisia apaludir a lei de palmada e ser a favor de despedaçar bebezinhos com instrumentos de curetagem..

    Fabio_Passos

    06/01/2012 - 01h07

    Ninguém está tentando impor que você faça um aborto.
    Na verdade… você sequer pode engravidar.

    Dito o óbvio, agora está claro que é você, por acreditar nestas tolices que escreveu (direito seu!) quem tenta impor comportamento de outras pessoas conforme suas superstições.

    O útero das mulheres não te pertence.
    Acredite na tolice mentirosa que desejar… mas você não tem direito algum de arbitrar sobre o que as mulheres podem fazer com seus corpos.

    Gerson Carneiro

    06/01/2012 - 01h27

    Sabe porquê se despedaça bebezinhos com instrumentos de curetagem?
    Porque o aborto é criminalizado.

    "aborto… um atentado contra a vida e um assassinato vil e covarde"

    Infelizmente para o entendimento do cerne da questão você nunca vai precisar fazer um aborto.

    E pelo que leio você não consegue discutir aborto sem envolver o tema religião.

    "…não sou contra tratar as mulheres que por infelicidade passaram por essa" – aqui teu discurso fica dúbio, confuso, contraditório.

    beattrice

    06/01/2012 - 01h47

    Justamente Gerson, os que se posicionam contra o debate da MP 557 e recusam as críticas a ela, descambam sistematicamente para acusações pessoais, ou argumentos pessoais ou valores religiosos.
    Do ponto de vista técnico, a argumentação deles não se sustenta.

    André Oliveira

    06/01/2012 - 10h48

    E no aborto legalizado eles fazem como ? Dão chá da meia noite para o bebê e dizem "dorme com os anjos meu filho" ? Os homens fazem abortos sim, como indutores e creio que a maiorira das mulheres que optam pelo aborto se tivessem apoio de seus companheiros não fariam o tal procedimento. Meu filho de 15 anos hoje nasceu por imposição minha, pois a avó materna quis e sugeriu o aborto. Eu sou contra o aborto e pronto meu amigo! Qual é o problema disso ? E onde que eu falei de religião ? O que eu vejo sim é que chamam de crente numa tolice mentirosa porque eu tenho uma posição. Então vocês são os certos e eu que sou o obscuro ? Mais uma vez caem na esparrela de desqualificar o debatedor para tentar levar alguma mínima vantagem. Eu sou homem e conheço dezenas de mulheres que tem a mesma opinião que a minha incluindo colegas de faculdade, toda a ala feminina da minha família que tem umas 20 mulheres e a maioria das mulheres com quem eu convivo no trabalho..Eu mesmo, pessoalmente nunca vi uma mulher sequer que defende o direito ao aborto..

    Gerson Carneiro

    06/01/2012 - 13h59

    "Eu sou homem e conheço dezenas de mulheres que tem a mesma opinião que a minha incluindo colegas de faculdade, toda a ala feminina da minha família que tem umas 20 mulheres e a maioria das mulheres com quem eu convivo no trabalho."

    Olhe, uma dessas tantas mulheres acaba de soprar pra mim que eu devo concordar contigo só pra encerrar o assunto. rs

    Fabio_Passos

    06/01/2012 - 22h17

    E viva dom luiz bergonzini! viva silas malafaia!

    ana

    06/01/2012 - 10h49

    você, André, é que não vai impor sua idéia reacionária, machista e religiosa para toda a população. eu sou a favor do aborto e sempre serei. quem é contra, não façaq. só isso. mas querer mandar nos outros, é demais. você manda na sua cabeça, no seu corpo, na sua boca. e pronto, já é demais para idéias tão pouco democráticas.

    Taques

    06/01/2012 - 10h08

    Rá, rá, rá…

    Não se tratam de reacionários, companheiro!!!

    Tratam-se de fanáticos que SEMPRE estarão ao lado de Lula e suas criaturas por mais absurdas e ilógicas que forem suas posições.

    Entendo sua surpresa, afinal de contas, você é tão festejado por aqui, não é mesmo???

    Benvindo às trevas.

    Rá, rá, rá …

    Gerson Carneiro

    06/01/2012 - 15h03

    Acordou das Trevas, Taques?

    Bom retorno.

    Ah, deixa eu te informar: a Dilma ganhou a eleição tá. É a Presidenta.

André Oliveira

05/01/2012 - 18h07

Estou com a Dilma nesta questão e contra o aborto..Eu até queria muito que se fizesse um plebiscito pois aí o pessoal do "direito reprodutivo livre" tomaria uma derrota de 98% a 2% de votos válidos e pararia de vez com essa pataquada..O BRASIL precisa defender e valorizar a vida e não a morte..Engravidou e não quer o filho ? Doe para adoção ..Ninguém faz isso quase porque tem vergonha e sente o peso da decisão. Mas matar uma pessoa sem vê-la é fácil..

Responder

    Jose Olavo

    06/01/2012 - 12h46

    http://www.youtube.com/watch?v=_nLyJu8vZws&fe…!

    Neste endereço Vs vão ouvir as razões do Ministro Padilha. Eu ouvi e gostei. Não tem nada a favor do aborto nem contra o aborto. O assunto é sobre acompanhamento Pre Natal. O pré Natal é voluntário e qualquer perigo observado para a gestante, terá acompanhamento que o caso requer. Não é para politizar tal medida, de forma tão violenta. Estas explicações do Ministro deveriam ter o mesmo destaque que tem as entrevistas dos que são contra a MP. Afinal estamos em sites democráticos…

Carlos Lima

05/01/2012 - 17h58

Independente de questão religiosa, aborto é atraso, é desumano e asqueroso do ponto de vista da vida e de muitas história de sobreviventes, como eu. Sem essa de vaticano. è mais fácil eviotar do que ter que matar depois e ainda correr risco de morte ou sequelas, se um país consegue informar o cidadão em que é melhor ele votar, não é possível que não consiga informar uma mulher de como evitar aborto, a mídia faz vista grossa num epsódio que é simplesmente humano, se é de saúde pública o problema não é o feto é o fato de que as pessoas culpam smpre quem não pode se defender, virar o olho é bom de mais, virar a cara para o problema, tenho certeza que não é do feto, e tem outra a maioria das mulheres independente de classe social nunca fizeram aborto.

Responder

Jonas

05/01/2012 - 17h56

"Considerando que a mortalidade representa apenas uma fração dessa problemática, os dados referentes à hospitalização por abortamento confirmam sua magnitude. A curetagem pós-abortamento representa o terceiro procedimento obstétrico mais realizado nas unidades de internação da rede pública de serviços de saúde."
Sentiram o tamanho do problema? É pra deixar essas mulheres morrerem? Fátima Oliveira tem toda a razão do mundo de dar a grita quando omitem um problema desse tamanho.
"Nem sempre quem está encastelado no governo sabe para que lado o vento sopra. Daí para ser um construtor de tempestades — por desconhecimento, para privilegiar a sua visão pessoal de mundo e eventualmente até por má-fé — é um pulo…" Fátima Oliveira.
De acordo: o governo tem de descer do salto mesmo. Pra resolver essas questões de não cumprimento das normas e definições do Ministério da Saúde só com a Lei de Responsabilidade Fiscal. Mais nada.

Da Norma Técnica de Atenção Humanizada ao Abortamento Inseguro, página 10 http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/at

Responder

Márcia Arruda

05/01/2012 - 17h43

Azeeeenha, Conceição Lemes…. chamem o Itamaraty para ensinar a essa gente que faz de conta que não sabe quais os compromissos do Brasil no assunto!
Do que sei o Brasil se comprometeu na ONU a revisar a legislação restritiva e punitiva sobre o aborto. E até fez mas Lula nos traiu também em nome da santa madre Igreja e não enviou ao Congresso Nacional a proposta da Comissão Tripartite sobre aborto.
Uma saudade profunda de Nilceia Freire, a ministra da mulher da época que foi ao Palácio do Planalto dizer a Lula que ela entregaria a proposta a uma deputada que quisesse assumi-la. E o fez! Portanto meu repúdio total a uma ministra que diz que "Aborto, nós não vamos tratar aqui, porque aborto é com o Congresso Nacional".
Saudade de Humberto Costa ministro da saúde, que nunca nos deixou a pé quando o assunto era a saúde da mulher.

Responder

beattrice

05/01/2012 - 17h32

Maravilhosa a entrevista,
obrigada a Conceição e a Fátima Oliveira.
As perspectivas são mais que sombrias, são aterradoras.
O governo Dilma ajoelhou, rezou e ainda quer aspergir água benta no país inteiro.
Já citei e vou reiterar,
ainda estão na fila o Estatuto Geral das Religiões,
as ditas "comunidades terapeuticas religiosas", nas quais os evangelicos tratam o aditos em drogas com a leitura da bíblia e NADA mais, denunciadas por violações de direitos humanos e outros ilícitos pelo CFP e pela OAB-RJ, e pedidos infindáveis ao ministro padilha, com quem os evangélicos e papistas aparentemente se sentem "em casa", pois segundo consta, ele até cita a bíblia nestas reuniões administrativas do ministério:
http://qbrandotabus.wordpress.com/2011/12/08/maishttp://www.missaogospel.com.br/noticias/evangelic

Responder

    Charles Lamounier

    05/01/2012 - 22h01

    Beatricce, com a sua licença, faço minhas as suas palavras. Fátima Oliveira foi magistral.

    Fabio_Passos

    05/01/2012 - 23h00

    <img src=http://1.bp.blogspot.com/_Je_FjgzI47c/TMrH6TF_eQI/AAAAAAAAOsI/ZhPSz8v-w2w/s1600/184171976.gif>

Gilberto

05/01/2012 - 17h30

Paulo, eu também não estou entendendo o que tem de errado essa MP. E olha que não sou contra o aborto. O problema é que certas pessoas, como a articulista, gostariam que a Dilma fosse uma ditadora. Ora, quem defende o aborto deve antes de tudo convencer a sociedade, e não esperar que a presidenta dê uma canetada. Com relação à MP, se ela não favorece os simpatizantes do aborto, também não vejo em que ela é tão ruim. Creio que para as grávidas que não querem abortar (e que são a maioria) ela será muito boa.

Responder

    Gilberto Costa Neto

    06/01/2012 - 01h25

    Ou você é uma vítima do analfabetismo funcional ou está com degeneração neuronal. Há tratamentos para os dois casos. Cuide-se amigo! Você também é mais um daqueles que ignoram que aborto feito em condições precárias mata ou daqueles que acham que o castigo divino é deixar quem aborta em condições precárias morrer? Deixe de ser cruel, nunca é tarde.

Lucas Villa

05/01/2012 - 17h29

Esse blog presta um desserviço para p/ debate ao ouvir apenas um lado da questão: as feministas (que não representam 0,00001% das mulheres) raivosas pró-aborto.

E ainda reclamam do "PIG", mesmo fazendo a mesma coisa que ele só que com sinal inverso.

Responder

    Leo

    05/01/2012 - 17h43

    Fico surpreso que vc não tenha sido censurado… Isso aqui é tão debate quanto a Veja…

    jandui

    05/01/2012 - 21h40

    Pô Leo, tira o ódio do coração, pois cega a razão. A maioria das opiniões postadas são contra o aborto. Não estou te entendendo. Censura aonde?

    Girlene rei/

    05/01/2012 - 22h50

    Voce esta completamente enganado, este assunto faz parte dos espaços de participaçäo das mulheres representadas por todas as raças, credos,etc. Nâo dá para tratar este assunto de forma reducionista e na perspectiva de que só as feministas estä à frente deste debate.

Péricles Prado

05/01/2012 - 17h19

O ponto é polêmico. Isso é discussão pra mais cinquenta anos. Estou convencido, todavia, que temos um governo bastande aberto ao debate. Infelizmente a arrogância e o autoritarismo da entrevistada são insuportáveis. Quem quer que seja que dela diferente pense vai receber algum rótulo ofensivo. Conheço um monte de mulheres bem mais preparadas politicamente para esse tipo de discussão. Só faltou pedir a pena de morte pra quem não concorda com ela. Nesse nível o debate não evolui. Acho que nem maracujina resolve. Socorro!!!

Responder

    Charles Lamounier

    05/01/2012 - 21h58

    Péricles, bebeu o que rapaz? Quem emitiu a MP, um entulho autoritário, não foi a presidenta Dilma, não? E quem é a autoritária? Deixe de viajar rapaz Quanto à arrogância está em outro lugar: a mania do PT de achar que sabe tudo e o que é melhor para todos. Sempre age assim como se estivesse descobrindo a pólvora. É uma espécie de cultura. A MP é tão arrogante que tenta passar por cima da Constituição brasileira, dando vida autônoma ao nascituro. Você acha isso o que? Tome um banho e esfrie a cabeça e assuma que compramos uma coisa e recebemos outra. E vá chorar na cama que é lugar quente. eU fiz assim para aguentar a baita traição sofrida.

Armando S Marangoni

05/01/2012 - 17h15

Desculpe-me a Sra. Fátima Oliveira, mas sua estratégia de vincular o tema aborto a qualquer matéria que envolva a maternidade é uma estupidez.

Se ela reclama de argumentação fraca, o que dizer da dela, que não traz aos leitores outra informação senão a obtida por abordagem política.

Responder

    lia vinhas

    05/01/2012 - 21h10

    Concordo plenamentre com o Péricles e o Armando. dizer que a Dilma, logo ela, reza pelo Vatikcano….. O que há é muuuuito troll dando uma de defensores do aborto para poderem meter o pau e voltar aqueles que defndem o aborto contra a Presidenta. Debate com raiva é suspeitíssimo.

    Gerson Carneiro

    05/01/2012 - 23h26

    ""vincular o tema aborto a qualquer matéria que envolva a maternidade é uma estupidez"

    Então a média, *Dra. Fátima Oliveira, deveria vincular o tema aborto ao câncer de próstata?

    Estúpido.

    Por enquanto essa está vencendo no quesito ESTUPIDEZ.

    *Médica do pronto-socorro do Hospital de Clínicas da UFMG, onde dá duros plantões, Fátima integra os conselhos Diretor da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR) e Consultivo da Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe (RSMLAC).

    Armando S Marangoni

    06/01/2012 - 23h48

    Gerson, você não me parecia um crédulo.
    E pior, conveniente.
    O que é que você sabe a respeito da vida profissional da Dra. Fátima para dar-lhe seu apoio?
    Você foi seduzido pelas circunstâncias?

    Armando S Marangoni

    05/01/2012 - 23h31

    Um esclarecimento: não sou a favor do aborto.
    Sou a favor da liberdade em escolher o que fazer com o próprio corpo, a própria mente, o próprio futuro.
    Se a interrupção de uma gravidez for necessária, que seja feita antes de que haja qualquer dúvida sobre a possibilidade de se matar um ser que já começou, acompanhada por uma educação à mãe sobre como praticar o sexo sem riscos de nova gravidez e de contágio/transmissão de DSTs.
    Se a vasectomia de doentes mentais considerados incapazes e que podem reproduzir sua incapacidade for necessária, que seja feita às custas e cuidados do Estado, da melhor forma possível para preservar sua dignidade.
    Não posso me esquecer de que há uma grande diferença entre a opinião de um homem e a experiência de uma mulher sobre essa questão.
    Os homens nem chegamos perto quando imaginamos o que seja conceber uma nova vida, não tenho dúvidas disso.
    Então, como acreditar na própria opinião a esse respeito?
    Ou seja, opinião por opinião, fico com a minha, mas quando entram a experiência e o reconhecimento, fico com eles.

    Gerson Carneiro

    06/01/2012 - 00h00

    Armando S Marangoni,

    Agora fiquei curioso. Qual conhecimento científico o sr. detém para ter essa audácia de chamar a Dra. Fátima Oliveira de estúpida? Ou seja, o sr. é o quê?

    Desculpe-me mas foi o sr. quem cutucou primeiro. E despertou minha curiosidade.

    Armando S Marangoni

    06/01/2012 - 23h45

    Gerson Carneiro,

    Sou velho, mas não sou senhor de nada.
    Você acha que é o conhecimento científico que nos conduz por nossa vida?
    Qualquer ser humano pode ser estúpido, basta dar mais valor à própria opinião do que à realidade.
    A Sra. Fátima ocupa uma posição política importante, mas não dá importância às vozes dissonantes. Isso para mim é estupidez.
    A Sra. Fátima não vive o desespero de ninguém, porque não é possível fazê-lo.
    A Sra. Fátima fala como se soubesse de tudo, mas não mostra evidências que comprovem o que diz. Isso não é científico, muito menos representa uma atitude desejável de quem ocupa uma posição de poder.
    Você não poderia se esquecer que quando nos referimos ao povo brasileiro, devemos ter cuidado para não misturar prepotência com ciência, muito menos com proximidade.
    Por fim, estupidez não é chancela, é só uma condição em que a gente se coloca quando ultrapassa os limites da própria experiência. E títulos, como você bem sabe, não significam outra coisa além de vontade de poder.

Leo

05/01/2012 - 17h13

Há censura aqui no blog ex-sujo… PIG festeja… Não posto mais, mas deixo aqui a dica pra procurarem OUTRAS formas de informação, como Conversa Afiada. Aqui tá mais pra Reinaldo Azevedo. E se vc pedir pra ter um pouco mais de democracia midiática vai ser chamado de comunista (ou stalinista, que têm a mesma intenção, mas um verniz mais palatável).

Responder

    Conceição Lemes

    05/01/2012 - 17h45

    Apesar da sua grossura e maledicência em se dirigir a nós sem ao menos perguntar antes, aviso-o que nenhum comentário seu foi vetado. O IntenseDebate às vezes dá pau e os comentários não chegam até aqui. Os leitores habituais do Viomundo sabem disso. Boa sorte

    beattrice

    05/01/2012 - 17h48

    Deixo meu testemunho de que alguns comentários meus não foram publicados,
    mas isso não é problema porque não preciso contar quantos faço para prestar a informação a ninguém.

    betinho2

    07/01/2012 - 00h48

    Correto Conceição, já ocorreu de comentários meus não chegarem. Mas qual a explicação para um comentário meu ter sumido depois de publicado, lido e positivado por no mínimo 5 pessoas (até onde acompanhei)?

    Luiz Carlos Azenha

    07/01/2012 - 01h13

    Não sabemos. Eu me comprometo a arranjar um grande grupo de pessoas para positivar o seu comentário, se você repetí-lo. Ou o suposto sumiço dele vai fechar a bolsa de Nova York, amanhã? rsrsrs.Relaxe, betinho2. Não é o seu caso, mas suspeito que tem gente usando de subterfúgios para escapar do conteúdo do post. Faz parte. abs

    betinho2

    07/01/2012 - 01h47

    Caro Azenha
    Me desculpe, mas dessa vez não é caso de ironia.
    Não estou nenhum pouco preocupado com positivações, apenas citei para comprovar que tem testemunho do comentário ter sido postado e lido. Quanto a repetí-lo, por coincidência ele já era uma repetição, inclusive ao fim eu havia colocado um "PS" citando que era repostagem, pois o primeiro já havia sumido.
    Agora, não entendi essa de subterfúgios, como assim?…alguem deletando?..alguem da tua equipe?…comentaristas?…e escapar de que conteúdo?…ou tem alguem da tua equipe que participa também como comentarista e se sentido no "direito" de deletar algo que não tenha gostado?
    Mas vamo que vamo
    Abração.

    Luiz Carlos Azenha

    07/01/2012 - 01h51

    Só eu e a Conceição Lemes podemos apagar comentários. Não o fizemos. Podemos pedir uma investigação da Polícia Federal, mas o mais simples seria vc repetir o conteúdo. Assim, lendo o conteúdo, as pessoas saberiam que não havia nenhum motivo para apagá-lo. Você ganharia. Nós ganharíamos. E o pessoal da teoria da conspiração perderia. Entendeu?

    betinho2

    07/01/2012 - 01h56

    Ok Azenha
    Vou refazer, mas amanhã, hoje a canseira tá grande.
    E quem sabe até amanhã eu resolva pedir sim uma investigação da PF, MP. OAB, com acompanhamento da CIA….rsrs.
    Valeu
    Bom descanso.

    betinho2

    07/01/2012 - 13h13

    Caro Azenha
    Estou abrindo mão da repostagem, conforme comentário a parte.
    Abraços e boa sorte.

betinho2

05/01/2012 - 17h12

No artigo da Maria José Rosado fiz um comentário em resposta ao JULIO/Contagem-MG que não reproduziso para evitar ser repetitivo, mas amplio.
Mulheres que abortam procuram esconder isso da sociedade e dos próprios médicos, e até entendo que o façam, por haver descriminação. Mas o fato de esconderem e os médicos não questionarem suas pacientes, faz com que muitas consequências pós aborto não sejam estudadas (não falo de consequências diretas durante do aborto). De maneira que deve sim surgir outra MP específica para tratar dessa questão e que o resultados desse estudo possa esclarecer e orientar mulheres que querem abortar a saber de consequências futuras, e que hoje são escondidas e ou não relacionadas.

Responder

    betinho2

    05/01/2012 - 18h07

    Azenha e Conceição
    Me ocorreu agora, sobre a questão que coloquei acima, gostaria que a Dra. Fátima citasse se existe algum estudo científico comparativo entre mulheres que abortaram e que não abortaram, no que diz respeito a disfunções, traumas e sequelas advindas dos abortos. Se não houver nenhum estudo é sinal que ainda falta muito para clarear esse debate.

    Camila

    05/01/2012 - 21h14

    Betinho
    Venho acompanhando teus comentários e uma porção de colocações que vc faz tem chamado atenção. Como essas ai acima, por exemplom que ninguem comenta. Talvez todos tenham opinião formada, o que não acontece comigo.
    Lendo os artigos e comentários me chama atenção também a questão de números e a tal crítica ao cadastramento. E é ai que pergunto. De onde vem os números que falam em milhões de abortos? Qual a credibilidade desses números? Vem de cadastros? É chutometro lobysta?

    Então só me resta concordar com você, tem muita coisa ainda a ser seriamente discutida.

    Gerson Carneiro

    05/01/2012 - 23h33

    Já ouviu falar em Citotec, amigo? Sabe porquê o Citotec tem venda controlada? Por que será? É porque alguém aleatoriamente decidiu que deveria ser vendido controladamente porque não gostou da cara do cientista que inventou o Citotec?

    Falta muito ainda para você se clarear e vir ao debate.

    betinho2

    06/01/2012 - 02h01

    Caro Gerson
    Você está desatualizado, até pra tentar pegadinha comigo..rsrs
    O Citotec não tem venda controlada. Ele está BANIDO do Brasil. A Searle está proibida de fabricar e ou importar aqui no país. O Citotec que tem sido ainda desavisadamente usado, faz tempo que é fabricado por laboratórios clandestinos, principalmente no Paraguai. Agora, se você pergunta se eu o conheço visualmente, respondo que não. Isso você deve perguntar para abortistas, principalmente homens, que normalmente fazem a compra clandestina para suas namoradas. Mas se te interessa posso dar mais um pouco de informação. O Citotec foi inicialmente criado com outro nome, enquanto em fase de pesquisa e testes, para expulsar fetos MORTOS, porém mesmo com acompanhamento médico os efeitos colaterais imprevisiveis, chegando ao ponto de rompimento uterino. Foi relançado com o nome Citotec para tratamento de úlcera. Nos EEUU, onde o aborto é legal, ele é terminantemente proibido, mesmo em clínicas de aborto com acompanhamento médico.

    Espero ter CLAREADO e me credenciado para o debate que você propõe. Pode vir com a próxima pegadinha, não ficarás sem resposta.
    Um cordial abraço.

    Gerson Carneiro

    06/01/2012 - 10h54

    rsrs… Tá rápido no Google, hein! Parabéns!.

    Isso só provou o quanto eu compro Cytotec.

    E você reforçou a ideia do meu argumento ao me informar que o Cytotec foi banido do Brasil.

    Foi banido porque alguém aleatoriamente assim quis fazê-lo? Inicialmente você cobrou estudo científico sobre aborto. E agora você mesmo me deu uma aula. Rasa, mas me deu.

    Amália

    06/01/2012 - 12h46

    Betinho
    Agora virei sua fã de carteirinha…rsrs.
    Só que esqueceu de dizer pro Gerson Carneiro que Vaselina é de venda liberada…kkkkkkkkk
    Micou dessa vez Gerson?….kkkkkk

    Gerson Carneiro

    06/01/2012 - 13h53

    E a consulta no Google, não conta não, é?

    Um dia da caça, outro do caçador… não perde por esperar rs

    Amália

    06/01/2012 - 14h08

    Nessa você virou Carneirinho…kkkkk
    Mesmo que fosse no Google, que você também poderia ter consultado, ao invés de fazer gracinha. Ainda acho que o Betinho foi maldoso não te falando das qualidades da vaselina…kkkkkkkkkkkk

    betinho2

    06/01/2012 - 15h50

    Caro Gerson
    Pelo visto você tem conhecimento da existência do Google, mas não sabe chegar lá?
    É o que posso deduzir pela tua colocação, caso contrário terias te informado sobre o Citotec e não vindo com gracinha pro meu lado. Mesmo assim, te digo, não necessitei do Google. Acontece que você tirou conclusões sem me conhecer, sem saber de onde venho, por onde andei, onde estou. Quando não se conhece o alvo o resultado é bala perdida, e ai nunca serás um bom "caçador"…rsrs
    Mas não desanime…rsrs
    Abração.

    Gerson Carneiro

    06/01/2012 - 16h12

    Ooooooh… alguém mais não conhece esse famoso anônimo?

    Gerson Carneiro

    06/01/2012 - 16h22

    Você é tão inteligente que calou a Conceição e o Azenha.
    Percebeu que eles não te responderam?
    Parabéns.

    Amália

    06/01/2012 - 18h56

    Relaxa Gerson, nada a ver obter ou não resposta.
    Gosto mais de você fazendo gracinhas, nisso você é bom (desde que não com Citotec…kkk)
    Pelo chapéuzinho, com o Betinho você "dançou" no rítimo de xaxado,foi?…kkkkkkkk

    Gerson Carneiro

    06/01/2012 - 20h52

    Ô Azenha, verifique direito aí que há algum ruído no blog. Tá dando linha cruzada.

    Luiz Carlos Azenha

    06/01/2012 - 21h06

    Dá um tempo. Vamos consultar a Telesp. abs

    Gerson Carneiro

    06/01/2012 - 21h11

    OK. No aguardo. Câmbio!

    betinho2

    06/01/2012 - 22h07

    Azenha
    Esse ruído que o Gerson escutou deve ter sido alguem entrando sorrateiramente no blog e levando embora um comentário meu, aquele do método abortivo do Império no Iraque, Líbia, Afganistão e outras paragens.
    O cara levou o comentário e 6 positivações, que compravam a leitura por no mínimo 5 pessoas. Será que a Telesp informa?

    Amália

    06/01/2012 - 22h37

    Betinho do céu, não é que é verdade? Eu mesmo tinha dado um positivo naquele comentário dos abortos feitos pelo milíco imperial !!!!!!!!

    Será que é algum agente sionista da CIA que se infiltrou no blog Viomundo e anda passando a mãozinha leve ?????

    Vixi, acho que vou parar de comentar, me deu medo agora.

    Amália

    06/01/2012 - 21h13

    Também notei uma chiadeira Gerson….kkkkkkkkkkkk

    Lembrei de dois ditados:

    -"Bom cabrito não berra" e -"Macaco velho não põe a mão em cumbuca"

    Wildner Arcanjo

    07/01/2012 - 09h32

    "Quem não pode com o pote, não pega na rodilha." (Esse é aqui do Nordeste)

    Gerson Carneiro

    07/01/2012 - 10h02

    Também é do Nordeste: "Vá procurar sua rodilha aonde você quebrou o seu pote".

    Wildner Arcanjo

    07/01/2012 - 15h16

    Pegou ar…

Maria Dirce

05/01/2012 - 17h09

Azenha
O que vc diz do roubo das ongs da Globo???? Será que criança Esperança tem a vêr com essas denúncias?????

Responder

Alexandre Felix

05/01/2012 - 16h59

Estado laico é uma piada sem graça…só pra ilustrar a infelicidade, recentemente fiquei mais de 2 horas parado na Dutra por conta da inauguração de uma igreja. Agora, Imaginem a situação das mulheres que tem seus direitos cerceados…triste.

Responder

O_Brasileiro

05/01/2012 - 16h48

O outro tópico, o da "fidelização" ao pré-natal, é hilário se nós levarmos em consideração a atuação do ministério da Saúde em relação às suas políticas públicas, principalmente sobre os programas de pré-natal e o HiperDia (hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus). Concordo que o ministério não pode atuar diretamente nas cidades, cabendo às secretarias municipais, mas sua intervenção poderia ser mais do que fazer cartilhas. Ouço várias queixas de pacientes e de colegas, tanto em relação à insuficiência de profissionais quanto ao suporte, como os exames complementares, que demoram e são escassos. Tanto é verdade que em muitas cidades os pré-natais são feitos apenas pelos enfermeiros. Estes geralmente são treinados para dar assistência, mas não para fazer diagnósticos. Mesmo assim, o número de enfermeiros também não é grande. Talvez dai venha a baixa aderência das grávidas às consultas de pré-natal. Talvez. Melhor buscarmos os números em estudos bem realizados.

Responder

Leo

05/01/2012 - 16h45

- "O fato de a MP 557 fingir que não existe a Norma Técnica de Atenção Humanizada ao Aborto, elaborada pelo próprio Ministério da Saúde, é realmente muito estranho. Mais esquisito é incluir o nascituro, cuja personalidade civil não é reconhecida pela nossa Constituição. E só arrogância de quem fez a MP? Não haveria também ignorância, talvez até má-fé?" —> Dá-lhe Espírito de PIG!!! Pergunta que nem as páginas amarelas conseguiria fazer, pra trazer a resposta que quer… é como perguntar : `O uso desmoderado de cachaça pode levar um Presidente da República ao câncer? E um Presidente da República que bebe cachaça não é um perigo para o Estado? Oq leva um Presidente a fazer isso? Maldade ou falta de cultura?´

"Estou convencida de que essa MP tem uma finalidade ideológica, religiosa. (…)" Faltou explicar, como e onde em todo o texto ela viu isso e a lógica disso. Um ponto importante: A MP não TÊM NADA A VER COM ABORTO, e não poderia nem mesmo liberar o aborto (como parece querer a elite cheirosa), pois o aborto é proibido em nosso país. A MP visa salvaguardar a saúde das mulheres que QUEREM ter filhos, como é difícil entender isso!!! Parece que isso é um acinte pq. quem quer ter filhos está errado e têm que abortar!! compreendo a posição filosófica de quem é a favor do aborto, conheço argumentos bastante convincentes a favor do aborto (Abortistas, pesquisem a exposição dos motivos para liberação do aborto na França, é bem mais razoável do que qualquer argumento aqui utilizado, muito embora também seja capenga), mas essa discussão causa sérios danos sociais às mulheres brasileiras que querem ter filhos!!! Claro, isso pode ser considerado um acinte por muitas feministas, mas o fato é que a essa é uma proteção social do Estado,assegurando uma gestação melhor, sobretudo pela ajuda de custo!!! Quem fala da tribuna contra a MP nunca teve problemas em sua gravidez, talvez tenha até abortado, não sabe oq passam nossas mulheres, as religiosas (o Brasil é um país muito religioso, sabia?), as que não acreditam em Deus, etc….

Responder

    zeca

    05/01/2012 - 21h15

    "o Brasil é um pais muito religioso, sabia?". Não, o Brasil não é um país nem muito nem pouco"religioso". O Brasil é uma república, um país laico, que reconhece e garante a liberdade religiosa. Há muitos religiosos no Brasil, mas o país não tem religião, nem deve se guiar na vida pública pelos fundamentos de qualquer religião, por mais adeptos que ela tenha. A fé religiosa, de escolha livre, é uma questão do âmbito do privado e não deve dirigir as politicas públicas. O estado deve garantir a saúde de todas as mulheres que querem ou não ter filhos. Estou de inteiro acordo com a entrevistada, votei em todos os governos do PT, além de me dedicar inteiramente ás campanhas, exatamente para garantir as liberdades e as políticas republicanas, chega de fundamentalismo religioso.

    André Oliveira

    07/01/2012 - 09h52

    É uma lógica que não fecha. Vocês por indução querem impôr que "PESSOAS CONTRA O ABORTO = FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO". Não tem nada a ver. Quem coloca esse argumento religioso de forma insistente é que defende o aborto..A MP não tem uma vírgula disso..Mas se os conceitos vão ao encontro do ideário religioso então, PUMBA ! A Dilma virou uma carola..Vocês, abortistas, não sabem perder..

Márcia Arruda

05/01/2012 - 16h44

É o Plantão da Globo no Azenha gente rsrsrsrsrsrsr Kkkkkkkk
Brincadeiras à parte, gostei muito da entrevista. Uma leitura valiosa. A entrevistada disse a verdade e colocou os pingos nos is, em tudo.
Para os desavisados ou que fazem de conta que leram e não entenderam (há coisa pior do que analfabetismo funcional? Há o ideológico!), não está em discussão a legalização do aborto; o que estamos discutindo aqui e é o foco da entrevista são as políticas que visam combater a morte materna, que devem incluir as ações de atenção ao aborto inseguro, que já existem. Não foi isso que a presidenta Dilma disse que iria fazer; que não deixaria morrer à míngua as mulheres doentes pelo aborto inseguro? Por que agora nem fala? Faz de conta que não existe, como se não falando o aborto mal-feito deixasse de existir? Como não falar, como disse a Dra. Fátima Oliveira num problema que é a quarta causa d emorte materna no país? Ou este governo decidiu que essas mulheres merecem morrer|? É disso que se trata. Nada mais.

Responder

    Janaina

    05/01/2012 - 21h41

    O Ministério da Saúde ou a Presidenta não podem mudar as leis do país. Quem pode mudar as leis do país é a maioria do povo,escolhendo candidatos ao Congeresso que representem os seus desejos de mudanças nas leis.
    É portanto necessário para quem considera,como eu, que quem desejar recorrer ao aborto tenha o direito de fazê-lo sem criminalizações e com assistência na rede pública,engajar-se em movimentos amplos de divulgação da necessidade de mudanças nas leis. Ficar culpando o Ministro e a Presidenta é totalmente descabido. A mentalidade da maioria do povo brasileiro contrária ao aborto é fruto de um processo histórico e cultural que só pode ser alterado pela melhoria dos níveis de instrução, saúde, etc O Projeto Cegonha não altera em nada o fato da maioria do povo ser contrária ao aborto. Ele não trata de aborto porque nem poderia tratar,já que isso é vedado legalmente. Vamos conhecer as leis do país e parar de jogar palavras ao vento,só para atacar a Presidenta,com acusações pueris.

O_Brasileiro

05/01/2012 - 16h41

Em relação ao aborto a Dra. Fátima é minoria no país. E não é só por culpa da igreja Católica, pois as Evangélicas também têm um fenomenal poder político.
Apesar de ser contra o aborto, entendo a indignação da Dra. Fátima, pois lembro de quando eu era interno e de como as jovens que tentavam o aborto sem assistência eram tratadas ao chegar na maternidade… E não eram poucas! Dezenas de curetagens todas as semanas. Imaginem quantas não chegaram às maternidades…
Também acho que o governo, levando em conta a legislação atual, deve buscar meios para melhorar o atendimento às essas jovens, já que as igrejas também impedem a conscientização através da Educação Sexual nas escolas, querendo impor suas regras através das aulas de Ensino Religioso. Nada impede que os dois coexistam. Mas ai entramos na questão da tolerância…

Responder

    beattrice

    05/01/2012 - 17h41

    A bancada evangélica é a que mais cresceu nas ultimas eleições, é a terceira do Congresso, isso explica e muito a MP 557.
    Só não explica este governo querer implementar o programa do Serra.

Leo

05/01/2012 - 16h32

Que coisa incrível que se está fazendo aqui… Triste ver esse blog se prestar a ser o PIG dos blgs sujos, encampando uma idéia retrógrada, contrária ao bem-estar social das mulheres que QUEREM e têm o direito de ter um atendimento digno. Saúde é dever do Estado… O Tio Aze quer um povo higienizado, mulheres com menos filhos, nem que pra isso tenha que enterrar a saúde daquelas que pretendem ter filhos e necessitam de amparo… Não se pensa num só segundo nas mulheres que NÃO querem abortar e que ficariam sem o acesso pretendido pelo Governo trabalhista e social da Dilma…O importante é não dificultar o aborto, seja esse o custo social que for. É a ideologia a frente do social e da democracia. Sem contar o ódio à religiosidade do povo brasileiro.

Responder

    André Oliveira

    05/01/2012 - 18h09

    Muito bom Leo. Estou contigo. O Brasil precisa de grávidas bem atendidas, mães com saúde e bebês fortes, pois seremos cada vez mais o país do futuro e do presente.. O direito a reprodução não pode estar acima do direito de uma país de ter uma população saudável..

    Lucas

    05/01/2012 - 21h11

    O "direito" do país de ter uma população saudável não se sobrepõe ao direito das mulheres decidirem se querem ou não ter filhos. O país existe para as mulheres (e homens), não as mulheres para o país. Não têm obrigação nenhuma de ter filhos.

    beattrice

    05/01/2012 - 21h14

    Um país que não respeita os direitos humanos do seu povo nunca será saudável para ninguém.

    Lucas Villa

    06/01/2012 - 11h14

    Matar um ser vivo dentro do ventre agora é um "direito humano"?

    tcs tcs tcs

    Morvan

    05/01/2012 - 19h34

    Boa noite.

    Sr. Leo, chamar a este Blog de PIG é terrivelmente mal-honesto. Na verdade, mais do que mal-honesto, é de uma inversão de valores terrível (isto sim, é PIG). Não precisa nem contra-argumentar, se assim não desejado: basta ver as qualificações dos Posts (as minhas estão, invariavelmente negativadas – não que isso me traga algum desconforto; meus sono, almoço e jantar estão garantidos, graças ao meu suor (não, não é a Deus) só para V. Sa. ver como não está havendo um verdadeiro debate). O debate está sendo solapado, no mais das vezes, via desqualificação do Post / postante.

    Este Blog é um dos mais pluralistas que há e se o Sr. se dignar a ler a chamada, no final do artigo, o Azenha agenda para amanhã uma entrevista com um dos assessores do ministro (m minúsculo intencional) e diz que ainda há dados a colher, sobre tal entrevista.
    Se quiser debater, acho excelente. Prometo não tentar desqualificar o seu pensamento e prometo também, até onde me lembro, não me utilizar de hipocrisia.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

Magaly

05/01/2012 - 16h30

Fátima, concordo com seu ponto de vista.
Essa MP é uma vergonha! Injustificável sob todos os aspectos: saúde pública, prevenção da morte materna, direitos humanos, direitos reprodutivos, saúde reprodutiva, transparência das ações do governo.
Não é só injustificável, é inócua em termos da prevenção da morte materna e da atenção da gravidez de risco.

Essa MP, de fato, tem um efeito contrário, põe em risco a saúde e o direito à autonomia reprodutiva das mulheres.

Parabéns ao Vi o Mundo por essa série de entrevistas e artigos curtos de opinião sobre a MP, é corajoso, sincero e honesto. Coisa que o governo Dilma desconhece.

Responder

    Fabio_Passos

    06/01/2012 - 00h06

    <img src=http://psol50.org.br/files/2011/12/aborto.jpg>

Morvan

05/01/2012 - 16h29

Boa tarde.

Prazer em conhecer (imageticamente) a bela e articulada escritora.

“… O governo Dilma ajoelhou e rezou”, afirma Fátima Oliveira. “Eu não tenho dúvida de que a MP 557 é a reza final. Acho que a Santa Sé não tem mais nada a pedir ao governo Dilma, porque ela já deu tudo…”.

Gostaria de pensar como você, caríssima Fátima Oliveira. Mas, aqui no Ceará, nós temos um adágio popular que diz que "a panela do ter nunca enche"; quer dizer, a ONU já nos andou "puxando as orelhas", a OEA já nos admoestou sobre o simulacro da "Comissão da [Meia] Verdade" e agora esta celerada MP 557, escrita, revisada e aprovada por Torquemada, quem sabe.
O próximo alvo, fora o carnaval, como bem lembra a Beattrice, será o ensino confessional (baniremos o candomblé, pois a Santa-Sé assim o exige, conforme evidenciado pela própria Secção da ONU, responsável pela questão religiosa). Depois, não nos admiramos se, nas escolas, houver "ensino" sobre o Intelligent Design e até mesmo sobre a Geração Espontânea! Eu nunca duvidei de quase nada, e, depois desta Padilhada no Governo Dilma, o caminho para a ABIOGÊNESE e para o INTELLIGENT DESIGN está [in]devidamente pavimentado.
Atenção, Partido dos Trabalhadores! Tem alguém aí? Tem alguém, em alguma corrente, que discorda dos métodos do Padilha e que queira lutar junto à sociedade organizada (só posso perguntar ao PT; não sou filiado; só simpatizante, mas, convenhamos, é o único partido com alguma organização temática e com bandeiras de luta)?
Atenção, STF. Estão estuprando a Carta Magna! Temos que abortar este golpe contra a Constituição.

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

Responder

    beattrice

    05/01/2012 - 17h37

    Morvan, concordo.
    Em gênero, número e grau.
    O saco de maldades e de violações não tem fundo.

    Parece imprescindível neste momento entender claramente a situação confessional
    do ministerio da saude e acompanhar o da educação,
    Se Haddad realmente se desincompatibilizar pode ser que seja nomeado alguém indicado pela bancada evangelico/papista e aí será o caos.

    Morvan

    05/01/2012 - 20h50

    Boa noite.

    Olhe para cima, Beattrice. Mire o céu.
    Não há razão para temor:

    Mercadante diz ver 'sinergia' entre Educação e Ciência

    beattrice

    05/01/2012 - 23h41

    Morvan, desculpe desiludi-lo mas vc não é de SP correto?
    Não conhece o Mercadante há mais tempo não é verdade?
    Então… se anime não, viu?
    :-(

    Morvan

    06/01/2012 - 02h18

    Boa noite.
    Não deixei de considerar tal fato, cara Beattrice. Mas, pelo menos, ele não parece ser o prego que falta ao martelo carolista.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    beattrice

    08/01/2012 - 22h47

    Morvan,
    depois desse nosso diálogo procurei informações acerca do tema MEC,
    as notícias não são boas, volto a postar com os links tão logo estejam disponíveis.

    @Luirocha

    06/01/2012 - 08h48

    Beattrice, tenho o mesmo medo que você.

    O Brasil está caminhando a passos largos para ser uma teocracia.

    Como se ser mulher aqui já não tenha sido, até hoje, um verdadeiro inferno. Agora querem piorar.

    candido glaspan

    08/01/2012 - 16h41

    "geração estpontânea"??? Achava que isso havia sido derrubado por Pasteur no século retrasado…. Sério que grãos de milho mais camisas suadas sob uma escada geram ratos???

    beattrice

    08/01/2012 - 22h48

    Lamento informá-lo que na seara evangélica/papista há coisas piores sendo geradas do que ratos.

Mari

05/01/2012 - 16h04

Como o esperado o VI O MUNDO está no grampo, rsrsrsrsrsrsrrssrsr. Mas quem não sabia, hein? É plantão 24 horas Azenha. É mole?
Fátima Oliveira, a benção mulher!
Apenas para não deixar dúvidas. Não se trata de coisa nova para contemplar a atenção ao aborto inseguro: há uma Norma Técnica em vigor desde 2004. Há compromissos do Brasil na ONU com a assistência ao abortamento inseguro. Ou cumpre ou vai parar nos tribunais da OEA e simialres.
Ou essa gente quer que as mulheres vítima de aborto inseguro morram sem nenhum tratamento? Como são crueis. Eu, hein? É isso que os cabras querem? Custo a crer. Mas parece.
Então não essa de contemplar um lado e outro não! Nada a ver com legalização do aborto. Não sejamos tão jacus, jegues e quetais. Discutir é uma coisa, trolar, empetelhar é outra. Coisa de gente que tem tempo á vontade.

Responder

    beattrice

    05/01/2012 - 16h46

    Ou a trollagem é evangelico/papista ou tem assessor prestando expediente no VIOMUNDO,
    tem ponto na entrada Azenha?

    betinho2

    05/01/2012 - 17h27

    Vais acabar furando o disquinho

    Luísa

    05/01/2012 - 22h01

    O seu "DISQUINHO" já rasgou cara, tu só repete o mesmo mantra!!!!!!!!!!!!

    Magaly

    06/01/2012 - 01h21

    E vc betinho2 também!

    Wildner Arcanjo

    06/01/2012 - 13h03

    Instrução normativa ou Norma técnica, acordada entre Brasil e qualquer outro órgão ou representação mundial, não pode sobrescrever legislações Brasileiras (isto está na Constituição). Aborto ainda é crime no Brasil, se é penalizado ou não, depende de cada caso. O que não pode é deixar uma mulher que está abortando (por qualquer que seja o motivo) morrer a míngua nas filas de hospitais. Se até criminosos têm direito ao atendimento, meu Deus! Atende-se depois investiga o ocorrido!

Luiz Fernando

05/01/2012 - 16h01

Acredito que essas medidas do governo federal nada mais fazem do que respeitar a lei, em especial o que já é definido no artigo 2. do Código Civil, que preceitua "A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro".

Além disso, o direito à vida é direito fundamental no Brasil, individual e inviolável, garantido na Constituição Federal (e resguardado em cláusula pétrea).

Por derradeiro, o direito do nascituro tem proteção em tratados internacionais, válidos no Brasil normas constitucionais, a exemplo do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos, da Declaração Universal dos Direitos do Homem e da Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de San José da Costa Rica).

Então, em resumo, penso que são infundadas as afirmações de que "o governo ajoelhou e rezou" e se submeteu aos ditames do Vaticano, quando está apenas cumprindo o seu dever institucional de observar, respeitar e cumprir a legislação existente.

Responder

    Luiz Fernando

    05/01/2012 - 17h05

    Ps.: E, considerando que estamos num Estado Democrático de Direito, para que as propostas da Dra. Fátima tenham viabilidade é necessário que se faça antes:

    a) uma nova Constituinte, porque o dispositivo da atual (de proteção à vida) é cláusula pétrea;

    b) a revogação do art. 2. do Código Civil, na parte do nascituro;

    c) a denúncia (rompimento) dos tratados internacionais já mencionados.

    Alguém acredita que o governo federal quer (ou, sequer, pode) fazer tudo isso?

Paulo Roberto

05/01/2012 - 15h56

Eu gostaria de saber da articulista:
1- Qual a sua sugestão para que o governo tenha um mapa da situação das gestantes em situação de risco no Brasil, de modo que possa basear suas ações referentes ao problema em fatos e dados;
2. Pelo que entendi do texto da MP, o cadastramento das gestantes será feito no ato da primeira consulta do pré-natal, então, quem quizer abortar, é só não fazer o pré-natal (aliás, é óbvio que quem deseja abortar não vai querer vazer pré-natal);
3- Pela atual legislação, aborto no Brasil só de forma clandestina, portanto, de que maneira o cadastramento das gestantes que buscam o pré-natal vai conflitar com as mulheres que buscam as clínicas clandestinas para abortarem?

Responder

    betinho2

    05/01/2012 - 17h36

    Paulo
    Percebeu que fazer perguntas, embasadas e no mérito do que está sendo debatido, ofende certas pessoas?
    A negativação prova isso.

    Bruno

    06/01/2012 - 13h48

    Maior lucidez que a sua? Impossível! Parabéns!

Sex Politics » Blog Archive » Pelo mundo

05/01/2012 - 15h48

[…] > Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano […]

Responder

betinho2

05/01/2012 - 15h40

Bem, eu como contrário ao aborto, com exceção dos casos de estupro e risco para a mãe, conforme a lei, só tenho a dizer, sobre a entrevista: Opinião e o democrático direito de espernear.

Como já comentei duas vezes em outros artigos e estranhamente não foi publicado, e pegando agora o gancho
"contrabando", se o atendimento ao aborto mal sucedido fosse contemplado na MP557, daria margem ao outra lado também dizer que a MP557 é um disfarce para legalizar o aborto.

Portanto as duas coisas não poderiam estar na mesma MP.

Agora, a pergunta que fiz, caso seja editada uma segunda MP, dessa vez contemplando específicamento o aborto, como ficará todo esse discurso, como o da Dra. Fátima?

Responder

    CLAUDINE CRUZ

    05/01/2012 - 16h08

    PERFEITA COLOCAÇÃO BETINHO2! É ISSO AÍ, O MELHOR DA DEMOCRACIA É EXATAMENTE PODERMOS (TODOS) PARTICIPAR DA DISCUSSÃO! E QUE SE PUBLIQUE! ABRAÇOS

    jandui

    05/01/2012 - 16h51

    que democracia?? Vocês não leram direito?? É medida provisória, rapazes. Não tem nada de democrático aí,, pelo contrário. A Dilma traiu as mulheres que a apoiaram. (ou não leu com cuidado a MP)

    betinho2

    05/01/2012 - 18h00

    Porque a revolta? ,,,não condiz com o que me escreveu acima, que essa é uma questão feminina e que homem não deve palpitar….ou você ainda está em dúvida sobre o que quer ser?

    jandui

    05/01/2012 - 21h36

    Revolta nenhuma, apenas apontei uma contradição: MP não é democracia. Fato.

    Luísa

    05/01/2012 - 23h32

    Jandui
    vc é claramente uma pessoa bem informada e bem formada,
    quem confunde MP com democracia não merece resposta não.

    Lucas Villa

    06/01/2012 - 11h12

    Uma MP não é um instrumento do estado democrático de direito?

    É o que então?

    jandui

    06/01/2012 - 16h24

    É um instrumento legislativo de exceção que sempre sustentou a governabiliade da ditadura com o nome de decreto-lei. e sobrevive hipocritamente em uma sociedade que se diz democrática. Nos paísese europeu ela também existe mas por lá, o executivo não tem como passar como rolo compressor sobre o legislativo pois o regime é parlamentarista. MP é arbítrio em qualquer sistema presidencialista.
    Certo?

    luiz pinheiro

    06/01/2012 - 19h59

    Voce está redondamente enganado, jandui. É impossivel governar o Brasil sem usar as medidas provisórias. Ao contrário da maioria dos países, aqui no Brasil tudo o que o Executivo quer fazer precisa passar pelo Congresso, desde a criação de um simples e único cargo até a liberação de qualquer trocado. É aí que entram as MPs, que estão previstas na nossa democrática Constitulção.

    jandui

    05/01/2012 - 16h55

    Betinho, você é do sexo masculino?Se for, então não faz sentido vc dizer ser contra ou a favor do aborto. Quem tem que ser contra ou a favor do aborto é a pessoa que está grávida. Que eu saiba somente mulheres tem esta capacidade. Por enquanto.

    Júnior

    05/01/2012 - 17h46

    E a mulher por acaso fica grávida sozinha? O feto nunca será favoràvel ao aborto, por motivos óbvios! Já viram a filmagem de médicos assassinando fetos que procuram se defender dentro da mãe? É uma cena horripilante. Também ninguém nunca viu um espermatozóide nadar em direção contrária ao óvulo, como se não quisesse nascer. Nem o óvulo fugir do espermatozóide. Aborto é assassinato e deveria ser crime inafiançável para a mãe, o pai (caso concorde), o médico, as enfermeiras que participaram e a direção do hospital.

    jandui

    06/01/2012 - 16h15

    Júnior quando se fala em aborto, obviamente não se considera o projeto entre casais que planejou ter um filho. No caso de uma gravidez não planejada, entra-se numa esfera que compete somente a quem se encontra grávidA e não grávidO. O problema é dela. O dever de quem está perto é respeitar a decisão desta pessoa.
    Quanto ao caso do espermatozóide, quantas e quantas vezes você já fez com ele nadasse em direções completamente diferentes de um óvulo? Ou você nunca se masturbou matando milhões de futuros bebês?

    betinho2

    05/01/2012 - 17h57

    Jandui
    Te aconselho a questionar seu pai sobre isso, ok?…depois volta aqui e diga o que ele respondeu.

    jandui

    05/01/2012 - 21h35

    Meu pai não pode mais responder, está morto. Mas pelo que conheci dele, era um pediatra que respeitava as mulheres e não interferia nas decisões delas.
    Sua pergunta foi um pouco maldosa e infantil.

    Luísa

    05/01/2012 - 23h30

    Não, não foi pouco maldosa,
    foi maledicente e o retrato do que ele pensa da mulher, mulher pra falar tem que consultar o pai, o marido, o filho e se nenhum deles estiver por perto, o padre ou o pastor né seu "betinho 2"?

    Esse cara ligou o GPS com defeito e veio parar no blog errado!
    Ele até já confundiu debate com piada debochando da condição de vida das prostitutas, esperar o que de uma figura dessas?

    Girlene Reis

    05/01/2012 - 22h39

    Concordo, As mulheres brasileiras e que devem decidir sobre sobre a legalização do aborto no Brasil. Para conhecimento de todos na Conferëncia Nacional de Politicas para as MuLheres realizada em dezembro, este tema foi pauta de discussão e a maioria das 3000 mulheres presentes e eleitas delegadas com o poder de decisâo aprovaram a legalização do abordo. Vejam só que contra senso, menos de 10 dias depois surge esta medida provisória que contraria os interesses de milhares de mulheres brasileiras, acho que esta situaçäo aponta a fragilidade da democracia em nosso país. Isto é realmente preocupante.

    Wildner Arcanjo

    06/01/2012 - 17h58

    Todos são iguais perante a nossa constituição, em direitos e em deveres;

    – Se eu posso ser o pai desta criança, tenho sim o direito de opinar;

    – Se eu pudesse, em alguma fase de formação de minha vida, ser essa criança, tenho sim o direito de opinar;

    – Se é o meu dinheiro que possa custear qualquer ação deste tipo, tenho sim o direito de opinar.

    Afinal de contas, este não é um Estado Democrático e Laico?

Lucas

05/01/2012 - 15h35

"Eu não consigo entender por quais motivos um Estado laico se submete ao Vaticano dessa forma."

Eu consigo. As eleições estão chegando, e oposição ao aborto é um tema caro a certos grupos capazes de mobilizar muitos eleitores. Ao contrário da Argentina, o Brasil é um país conservador, e nossa população é em sua maioria conservadora.

Responder

    Jonas

    06/01/2012 - 07h24

    Mas vamos combinar Lucas que é mesquinho demais, ou não? Mas também não podemos esquecer que Lula já deixou esse caminho da submissão ao vaticano bem pavimentado só pra Dilma andar nele, quando assinou aquele documento com o Vaticano, chamado Concordata no qual até o direito de burlar as leis trabalhistas o Vaticano tem aqui, assinado em 13 de novembro de 2008, em audiência entre o Presidente Lula e o Papa Bento XVI. Leia mais: http://acordovaticano.blogspot.com).

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