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Abrasco e Cebes também se posicionam contra a MP 557

publicado em 25 de janeiro de 2012 às 11:33

Posição da Abrasco ( Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva Abrasco) sobre a MP 557. Cebes apóia-a

A ABRASCO vem a público manifestar-se acerca da atual política pública de saúde referente às mulheres, em particular sobre a MP 577. Como em outras tantas ocasiões, colocando-se em apoio  ou crítica a formulações governamentais que representam o Estado brasileiro democrático e de direitos, mais uma vez é necessário apontar, desta feita repudiando, ações que coloquem em risco a cidadania já conquistada. Tanto por seu caráter de medida provisória, colocando à margem a formulação de ações contextualizadas em programas mais amplos de ação, quanto pelo conteúdo da ação proposta em si, na referida MP.

Ao evitar a via de uma política global programática de atenção integral, a medida se  esquiva da disposição ao debate público  e, sobretudo, em diálogo com os movimentos sociais que representam os cidadãos brasileiros interessados, neste caso, as mulheres, com o que a ABRASCO, por  ter sido sempre aliada às lutas de conquista da cidadania e reforma do Estado na direção da democracia, não pode concordar. De outra, sob uma aparência que se poderia supor apenas tratar-se de mais um sistema de informação, é preciso, na qualidade de representante do campo técnico e científico voltado à prevenção e promoção da saúde, apontar a grande diferença entre informações que dão base a uma vigilância sobre adoecimentos daquela que se volta para a vigilância de indivíduos. Pois, se a vigilância sobre os adoecimentos objetiva controlar a disseminação de doenças epidêmicas ou a diminuição/ erradicação de altas taxas daquelas endêmicas, qual pode ser o objetivo da vigilância sobre pessoas e ainda mais sobre a reprodução humana? Não se trata  mais, nesta situação, de proteger, pela ação do Estado, as pessoas, os cidadãos, garantindo-lhes o direito de uma vida melhor, mas do controle das pessoas para o benefício do Estado, ou de grupos políticos temporariamente em situação de representar esse Estado.

O mesmo já se fez quando, à propósito de um aparente planejamento familiar , nos idos de 1960-70, se realizou o controle da natalidade por meio da esterilização não informada, por vezes compulsória, de gestantes das camadas populares. Um controle sobre a pobreza, ao invés de erradicá-la, e a que se opuseram firmemente os movimentos democráticos populares e a ABRASCO, que deles se originou. Manteve essa política desde que se firmou como associação representante da Saúde Coletiva, apoiando as inúmeras ações do Programa de Atenção Integral à Saúde da Mulher nos anos 1980 e as políticas subseqüentes que buscaram aprimorar tal atenção integral.

Contudo, parece-nos, agora, que assistimos a uma re-edição, em sentido contrário, e a qual vimos repudiar, pois ações de controle da forma de policiamento das pessoas jamais resultou na garantia ou aprimoramento dos direitos humanos, senão em seu contrário.

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18 Comentários para “Abrasco e Cebes também se posicionam contra a MP 557”

  1. [...] foi a vez de a  Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e do Centro de Estudos Brasileiros em Saúde (C…. A CUT também [...]

  2. qui, 26/01/2012 - 22:49
    beattrice

    O ministro padilha deixou claro em todo este embate, é um fundamentalista,
    um perfil perigoso, inconveniente e inaceitável no cargo que pretensamente ocupa.

  3. qui, 26/01/2012 - 18:27
    Alice Matos

    Cada dia que passa mais gente fica contra a MP557. Há algo errado nela, não é ministro Padilha?

  4. qui, 26/01/2012 - 15:35
    marcio_cr

    Quem tem que aceitar os fatos são vcs progressistas. Não existe negociação em torno do MP557 porque ele representa exatamente o que a sociedade civil quer. O erro de vcs é achar que vcs são detentores do monopólio social, os únicos com direito de opinar e ditar os caminhos da politica deste pais.

  5. qui, 26/01/2012 - 11:41
    Léo

    Cadastro nacional e ajuda de custo geram expectativa entre gestantes
    Kelly Campos da Silva, de 36 anos, está em sua quinta gravidez. Dos quatro filhos nascidos vivos, dois foram prematuros. Em um dos casos, ela sequer conseguiu fazer o pré-natal.

    Kelly passou seis meses tentando “convencer” os atendentes do posto de saúde próximo à sua casa de que estava grávida e precisava de acompanhamento. Os exames de urina utilizados no local para identificar a gravidez davam sempre negativo, “sem explicação”, ela conta.

    Só no dia em que pediu a uma enfermeira para tentar ouvir o coração do bebê com o estetoscópio é que ela conseguiu marcar uma consulta de pré-natal.

    “Só assim ela acreditou em mim e marcou. Mas não deu tempo. O bebê nasceu antes”, conta.
    Para Kelly, se as informações fossem integradas entre os postos de saúde, os médicos poderiam saber de seu histórico e ter evitado um novo parto prematuro. A primeira filha havia nascido de sete meses.

    Kelly, que perdeu um bebê em 2010, aprovou a criação do Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna, anunciado no final do ano passado pelo Ministério da Saúde. Na opinião da operadora de caixa, informações centralizadas sobre seu histórico de saúde teriam poupado sofrimento.

    “Tudo teria sido mais fácil para mim se esse cadastro já existisse”, lamenta.

    O sistema não é exclusividade do Brasil. Na Índia, por exemplo, as 27 milhões de gestantes anuais também são cadastradas em um registro nacional. Os recém-nascidos também são registrados no sistema. A Grã-Bretanha também tem um sistema semelhante ao do Brasil.

    Fonte :http://delas.ig.com.br/saudedamulher/cadastro-nacional-e-ajuda-de-custo-geram-expectativa-entre-gesta/n1597584656604.html

    Gostaria de saber pq. o Vi o Mundo pinça posições contrárias e faz estardalhaço, mas em nenhum momento procura pessoas como a Kelly, que será beneficiada, pra saber oq acha (ou quem sabe convencer a abortar o 'fardo' que traz consigo, afinal mulher que é mulher, feminista neoliberal eugenista repudia essa coisa machista de ser 'mãe', em especial com esse pessoal de baixa renda, que vai ver até acredita em Deus)
    Responder

  6. qui, 26/01/2012 - 8:43
    Depaula

    Cadê o Padilha gente?

  7. qua, 25/01/2012 - 21:59
    Dani

    São posições firmes. Falando nisso, alguém sabe como Padilha se virou na reunião do CNS hoje à tarde na discussão sobre a MP do nascituro?

  8. qua, 25/01/2012 - 21:53
    Alberto

    Impressionante a quantidade e profundidade dos arqumentos contra a MP557, no entanto nada abre a cabeça do ministro Padilha. Continua desrespeitar os processo democráticos.

  9. qua, 25/01/2012 - 21:17
    Fabio_Passos

    Muito bem dito.
    Por que o min da saúde não abre diálogo com especialistas em saúde pública e saúde / direitos das mulheres?
    Afinal, o que há de errado com este ministro padilha?

    O min da saúde foge do debate… como o diabo foge da cruz!

    • qui, 26/01/2012 - 11:48
      Léo

      Acho que antes de discutir com os 'experts' devemos ver a população, né? Pelos experts o Brasil tá uma m* e a população de baixa renda deveria ou toda ela ser esterelizada ou abortar (quem sabe botar um abortivo na caixa d'água nas favelas?). Chegou a hora de ouvirmos o povo, a maioria, as pessoas que sofreram com um pré-natal porco, oq essas pessoas acham, ver suas experiências, ouvir suas vontades…

      Em tempo (de reportagem do IG, que diferente do Vi o Mundo, foi ouvir os beneficiários da MP e não especialistas pró-aborto, que não têm nada a ver com o foco da MP)

      Esther diz que o objetivo é estimular as grávidas a realizarem o pré-natal. Segundo ela, a dificuldade de deslocamento é o argumento mais usado pelas gestantes para justificar não-continuidade ao pré-natal.

      Para Mônica Teixeira de Souza, 28 anos, o dinheiro ajudaria muito. Grávida de cinco meses, ela esteve em sua segunda consulta no Hospital Universitário de Brasília (HUB) na semana passada. Ainda precisou levar o filho mais velho com ela.

      “Não tinha com quem deixar. Fica caro o transporte da minha casa para cá. Acho que esse dinheiro ajudaria muito”, garante.

      REtirado da reportagem do IG

      Então, têm como convencer a Mônica que o melhor mesmo é ir contra a MP? Quantas Mônicas vc acha que prejudicará sem a MP 557? Alguém tem idéia? Seria legal mandarmos mail pro legislativo em nome de todas essas mulheres valentes que passam enorme dificuldades para poder ter filhos (sim, elas querem ter filhos e são maioria esmagadora no nosso Brasil, graçasa Deus (sim, a maioria também é religiosas). Olha, eu acho que é mais fácil os abortistas tentarem eleger a Mônica 'No Chile pode' Serra e aí cobrar uma posição pró-aborto do que pedir isso da Dilma que é pró-vida… Como é bom estar num governo que olha para as pessoas necessitadas antes de qualquer coisa, que sabe oq as pessoas precisam, que os excluídos necessitam…

      Tem muito neoliberal vestindo a pele de cordeiro, de esquerda, mas totalmente contra o povo brasileiro, como se fosse uma 'esquerda' francesa, tipo PSDB sorbonês mesmo… Brasil têm um povo religioso, com mulheres que querem engravidar (não abortar – em tempo, quando tive contato com trabalho social com mulheres de baixa renda pude perceber quão importante é para elas ser mãe, em qualquer condição)

      • qui, 26/01/2012 - 15:26
        marcio_cr

        Nada a acrescentar.

        Infelizmente para muitos a causa está acima da vida, não importando o que a população realmente quer, o que vale é impor a causa sobre todos.

        Chegamos a um ponto ridículo, o aborto não é mais defendido por necessidade e sim porque a sua bandeira representa. Não importa o aborto em sim, mas o que ele representa, de ir de encontro ao valores tradicionais. Por isso a revolta contra o MP. Não que ele impeça o aborto, mas porque ele está alinhado com os valores tradicionais do povo brasileiro.

      • qui, 26/01/2012 - 19:39
        Fabio_Passos

        Eu não tenho dúvida que a população brasileira, com acesso a informação e a debates plurais, escolheria a razão e a sensibilidade humana… e não dogmas e superstições ultrapassadas.

        De qualquer forma a discussão é para que o governo Dilma cumpra seus compromissos.
        Mentir e trair não é coisa de Deus.

      • sex, 27/01/2012 - 14:45
        Leo

        A ideologia é mais importante do que a vida… Principalmente para quem não respeita a vida. Melhor sorte na próxima vez, Kellys, Monicas.. Quem sabem vcs não reencarnam na elite e não precisará de um pré-natal onde 50,00 pode ser a diferença entre uma gravidez com sucesso e uma sem sucesso.

      • qui, 26/01/2012 - 19:36
        Fabio_Passos

        "Pelos experts o Brasil tá uma m* e a população de baixa renda deveria ou toda ela ser esterelizada ou abortar"

        Quer um conselho para ser levado a sério?
        Não minta desse jeito. A baixaria acintosa não vai prosperar. Percebeu que a cada momento o apoio a MP 557 diminui?
        Respeite a inteligência dos leitores do Vi o Mundo.

  10. qua, 25/01/2012 - 15:44
    Irene Sardinha

    O bicho já pegou. Cadê o ministro Padilha? Onde está que não responde?

  11. qua, 25/01/2012 - 13:37
    Maria Francisca

    De fato. De fato. Padilha está ficando no mato sem cachorro, mas é tão arrogante que nem acena negociar

  12. qua, 25/01/2012 - 11:58
    Gerson Carneiro

    …e a tocha prossegue agregando defensores.

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