VIOMUNDO

Sônia Correa: Em nome do “maternalismo”, toda invasão de privacidade é permitida

08 de janeiro de 2012 às 20h05

por Conceição Lemes

Cresce entre feministas históricas e grupos que atuam em defesa da atenção integral à saúde da mulher, dos seus direitos sexuais e direitos reprodutivos o movimento contra a Medida Provisória 557, que institui o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna. Assinam-na a presidenta Dilma Rousseff e os ministro Alexandre Padilha (Saúde),  Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento).

“Nada justifica uma MP como a 557, exceto a vontade de driblar o debate com a sociedade”, critica Sônia Correa. “Já imaginou se, via MP, se tentasse tornar compulsório o teste de  HIV e a soropositividade tivesse de ser declarada? Ou, para não irmos tão longe, o teste de sífilis, já que aids, embora seja doença crônica, ainda pode ser  fatal?  Ia haver uma grita geral, não é? Mas como se trata das mulheres e da  maternidade toda invasão de privacidade é permitida.”

Fundadora da SOS-Corpo, entidade feminista de Recife (PE) que se dedica à defesa dos direitos reprodutivos e direitos sexuais das mulheres, Sônia tem largo trânsito no feminismo nacional e internacional.  Foi membro da Comissão Nacional de População e Desenvolvimento, entre 1995 e 2004.  Atualmente co-coordena no Brasil o Observatório de Sexualidade e Política (Sexuality Policy Watch, SPW), projeto sediado na Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), no Rio de Janeiro.

Viomundo – Como feminista histórica, qual a sua avaliação da MP 557?

Sônia Correa – Desnecessária e absurda em vários aspectos.

Viomundo – Por exemplo.

Sônia Correa – Para começar, a regra constitucional para a edição de uma medida provisória é a urgência, ou seja,  tratar de matérias legislativas que não podem ser adiadas. Não é exatamente o caso da 557.  Desde que foi publicada, eu pergunto aos meus botões: por que uma MP?  Seria talvez para sinalizar para sociedade que se trata de uma lei forte, pensada para ser implementada a qualquer custo? Ou a urgência se deve à necessidade de se definir, no orçamento de 2011, o montante necessário para desembolsar os R$ 50 reais para as gestantes já em 2012?

Bem, se a questão é simbólica, sinalizar perenidade, cumprimento obrigatório, que se fizesse pelo processo legislativo normal, que permitiria, minimamente a escuta da sociedade.

Se a ideia é garantir recursos já para 2012, poderia ser feita uma MP específica para os aspectos financeiros e os demais, os relativos à vigilância e aos mecanismos de monitoramento, poderiam resolvidos por meio de uma portaria do Ministério da Saúde.  As portarias do Ministério da Saúde são suficientemente normativas para garantir a implementação dessas medidas e podem ser alteradas com mais facilidade.

Do ponto de vista legislativo, a MP é como um tanque de guerra ou um avião bombardeiro não tripulado.  Cria urgência, empata o trabalho do Congresso, suscita uma dinâmica legislativa na qual é muito difícil a sociedade intervir.  Ou seja, é um instrumento de corte bastante autoritário.

Portanto, se haviam outras opções mais flexíveis, só posso entender a escolha da MP como o caminho mais rápido para coibir o debate, garantindo  a qualquer custo a tutela e o vigilantismo da vida reprodutiva das brasileiras.

Lembro ainda que o texto abarca, de maneira nem tão sutil, a questão do nascituro.  No seu artigo 19, a  MP  557 diz que se deve assegurar à gestante e ao nascituro o direito ao pré-natal, parto e  puerpério.

Essa nova semântica altera a fórmula consagrada na linguagem de saúde pública — a mulher é o sujeito das ações de saúde – para, sub-repticiamente, instalar no texto de uma lei o conceito de direito do nascituro.

Essa formulação está no centro do Estatuto do Nascituro, atualmente em análise na Comissão de Orçamento da Câmara. Seu relator é hoje o deputado federal Jean Wyllys (Psol-RJ). A Comissão de Bioética e Biodireito da Ordem dos Advogados do Brasil – seção Rio de Janeiro (OAB-RJ), da qual sou membro colaboradora, produziu um sólido parecer sobre a inconstitucionalidade do projeto de lei em questão.

Viomundo – Os R$ 50 para as gestantes cadastradas vão contribuir para reduzir a mortalidade materna?

Sônia Correa – Não há dúvida de que R$ 50 podem, de fato, ajudar no transporte das mulheres mais pobres.  Mas é fundamental deixar claro também que:

1) O SUS dispõe de um sistema sofisticado de registro de informação, inclusive para acompanhamento específico do pré -natal, parto e puerpério, o SIS-Prenatal. Quando esse sistema de vigilância não funciona, o que acontece em alguns lugares, é por incompetência de gestão.

2) Desde 1997, o Conselho Nacional de Saúde aprovou resolução que torna  a morte materna um evento de notificação compulsória no Brasil. Por problema técnicos,  essa norma só se efetivou, de fato, a partir de 2004, quando foi estabelecido o Pacto Nacional pela Redução da Morte Materna. Ou seja, as medidas propostas pela MP 557 duplicam o que já existe. E não penso que resolverão os problemas de vigilância do óbito materno que são de outra ordem.

3) Considerando a nossa renda per capita e a extensão dos serviços públicos de saúde, as taxas de morte materna no Brasil são altas. Só que aqui, diferentemente de outros países, como os da África subsaariana, Índia, Nepal ou, mais perto de nós, a Bolívia, as taxas de morte materna no Brasil não se devem a problemas de acesso ao pré-natal.

A nossa cobertura é razoavelmente boa: mais de 90% dos partos ocorrem em hospitais ou são acompanhados por pessoal capacitado. Nosso problema é a má qualidade da atenção no pré-natal e obstétrica, tanto que mais de 60% das mortes maternas ocorrem nos hospitais.

Ou seja, nem os R$ 50 nem as medidas de vigilância propostas pela MP solucionam os fatores que explicam  as altas taxas de morte materna, apesar da grande cobertura do pré-natal. Estou falando da falta de capacitação e, muitas vezes, da falta de compromisso dos serviços e dos profissionais de saúde, também relacionados a questões de gestão.

É lamentável que, para terem acesso aos R$ 50 para pegar um ônibus ou táxi para poder fazer o pré-natal, as mulheres pobres estejam sujeitas ao cadastramento compulsório, que é, sem dúvida, uma forma de vigilantismo.

Viomundo – Mas vigilância em termos epidemiológicos tem outro sentido, não é no sentido de vigiar alguém, como faz a polícia que fica à espreita de um bandido, para pegá-lo em flagrante…

Sônia Correa – Sem dúvida.  Mas é preciso lembrar que historicamente certas medidas de vigilância em  saúde pública, tomadas em nome do bem comum, eventualmente têm o potencial de se converterem em mecanismos de coerção e invasão da privacidade.

Vivemos tempos de vigilantismos de várias ordens, principalmente pós-ataque às Torres Gêmeas, nos EUA, em setembro 2001. Há um clima global pró-segurança que acaba se infiltrando todos os espaços. Um exemplo conhecido são as muitas leis adotadas ou propostas de lei criminal para regular a internet, inclusive a Lei Azeredo no Brasil.

No caso específico da MP 557,  esse vigiar vem embrulhado por uma ideologia clássica de preservação dos sistemas sexo-gênero tal como estão: o  maternalismo. Como “teoricamente” se trata de salvar a vida das mães e dos bebês, qualquer invasão de privacidade se justifica.  Esse apelo ao maternalismo tem o efeito de obscurecer as muitas distorções e inutilidades da MP 557. Vale dizer que nela não há nenhuma menção à confidencialidade, à privacidade ou ao sigilo médico.

Viomundo – O que é maternalismo?

Sônia Correa – Maternalismo é um termo conciso para qualificar um conjunto bastante variado de concepções que, desde muito tempo, sedimentam nos corações e mentes o imaginário das mulheres como mães.  O interessante é que essas concepções ou ideologias são tanto religiosas quanto seculares.

Há, por exemplo, o Marianismo católico,  ou seja, a identificação persistente das mulheres com Maria virgem e mãe, que sempre foi muito forte na América Latina e tem sido fortemente reativado pelo Vaticano desde João Paulo II.

Mas há também os discursos filosóficos e científicos do iluminismo, que enfatizam a “diferença” biológica das mulheres, dizendo que elas não são aptas à vida pública e, portanto, têm de se dedicar às tarefas reprodutivas.

Mais recentemente, após a Segunda Guerra Mundial, quando, na Europa e nos EUA, as mulheres foram mandadas de volta para casa, o maternalismo se reativou por vários meios. Um exemplo clássico são os livros do Dr. Benjamim Spock, cujas teses foram amplamente reproduzidas por pediatras brasileiros. Como diz Elizabeth Badinter [uma das mais influentes intelectuais e feministas francesas], o “maternalismo” é um recurso ideológico fácil para devolver as mulheres ao lugar de sempre, ou seja, à cozinha, ao tanque de roupa, aos cuidados dos filhos e do marido…

As lutas pelos direitos sexuais e direitos reprodutivos na segunda metade do século XX foram, em grande medida, pautadas pela contestação dessa ideologia, ou seja,  da maternidade como único destinos dos corpos femininos.

Já imaginou se, via MP, se tentasse tornar compulsório o teste de  HIV e a soropositividade tivesse de ser declarada? Ou, para não irmos tão longe, o teste de sífilis, já que aids, embora seja doença crônica, ainda é fatal? Ia haver um grita geral não é.  Todo mundo iria botar a boca no mundo, mas como se trata da maternidade toda invasão é permitida.

Viomundo – Por quê?

Sônia Correa – Porque a construção social do feminino e dos corpos femininos está  fortemente associada aos signos da tutela, são construções que concebem o feminino como “fora de ordem”, como corpos e  sujeitos que não têm capacidade de cuidar de si.

São corpos destinados a parir os filhos para o Estado, para o capital, para o mercado de trabalho, para a família e, por isso, as mulheres devem por isso ser tuteladas. Quanto mais pobres e financeiramente dependentes as pessoas, mais pesadas as regras de tutela e vigilantismo sobre elas.

Viomundo – Mas o cadastro é obrigatório para todas as gestantes.

Sônia Correa – De fato, tal como está redigida a MP,  todas as grávidas devem ser registradas.  Mas historicamente, na prática, sabemos que as pessoas pobres são sempre mais vigiadas, inclusive quando se consolidam formas dependência face ao Estado. A MP 557 contribui para isso, pois vai tutelar sobretudo aquelas que não têm autonomia econômico-financeiro e  vão precisar dos R$ 50. Assim, em nome da saúde pública e do maternalismo elas serão as mais tuteladas.

Viomundo – E, agora?

Sônia Correa — O debate está correndo solto na sociedade, apesar da tentativa de se coibir essa discussão. Isso é o mais importante no momento.

As críticas e contestações em curso vão abrir espaço, por todos os caminhos possíveis, para ações políticas mais articuladas e orgânicas contra a MP 557. Ao longo de  janeiro, muita água vai rolar, para além das chuvas de verão que, lamentavelmente, uma vez mais produzem desastres e perdas de vidas. Na minha opinião,  seria ótimo se o Estado brasileiro gastasse mais sua energia de vigilância e tutela com esse tipo de problema em vez de investir tanto esforço para controlar as decisões privadas das pessoas, especialmente das mulheres.

Para ler a íntegra da MP 557, clique aqui

Leia também:

Fátima Oliveira: Governo Dilma submete corpo das brasileiras ao Vaticano

Beatriz Galli: A MP 557 é um absurdo; em vez de proteger gestantes, viola direitos humanos

Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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[…] dele. Não tem sentido dar-lhe personalidade civil, como tenta a MP 557. É inconstitucional”, afirma Sônia Corrêa, do SOS Corpo. Para Guacira César, do CFEMEA, “o direito da mulher não pode ser preterido em relação ao […]

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[…] Sônia Correa: Em nome do “maternalismo”, toda invasão de privacidade é permitida […]

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Joice

11/01/2012 - 07h25

Sem dúvida que as companheiras feministas estão certas. Conseguiram desmascarar esse golpe religioso. Bola pra frente gente

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O Cafezinho » Blog Archive » A polêmica em torno da MP 557

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[…] Sônia Correa: Em nome do “maternalismo”, toda invasão de privacidade é permitida […]

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Fausto Pereira: Gestante que não aderir ao pré-natal está dispensada do cadastro | Viomundo - O que você não vê na mídia

10/01/2012 - 11h53

[…] Desde então, a MP 557 tem recebido muitas críticas, especialmente de movimentos de mulheres (leia aqui, aqui, aqui, aqui e aqui). […]

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JOSE DANTAS

10/01/2012 - 08h08

Aqui defende-se um estado laico com um ministério da saúde feminista.
Signicica dizer que as pessoas quando são contrárias ao aborto o fazem em consequência dos princípios religiosos e espuritualistas, porém, mesmo em maioria, são obrigadas a se dobrar aos conceitos feministas.
É bom que se diga que a MP trata especificamente da assistência a gestantes carentes, a partir daquelas que não dispõem de um plano de saúde, cujos interesses divergem totalmente do público que frequenta esse espaço, até na maneira como encara um feto que se encontra no próprio ventre em consequência da própria vontade e até em relação a como avalia os obstáculos para se parir e criar um filho ou jogá-lo na lata do lixo.

Responder

    Luiz Fortaleza

    10/01/2012 - 12h55

    O absolutismo das argumentações… quase dogmas inquestionáveis. Uma coisa que a filosofia me ensinou foi aprender a duvidar, a questionar, até mesmo o melhor dos argumentos. Como sou dialético, não negativista absoluto, que discute na base do 8 ou 80, mas um negador conservante, nem tudo é A ou B, somente. O B sempre vai ter algo positivo de A. Isso chama-se a superação conservante. O que quero dizer? Que a intelectualidade cristã, sobretudo, a católica, também tem seus fundamentos morais, claro que alguns historicamente superados, mas outros condizentes até mesmo com que nós pensamos, sobretudo, no que diz respeito à justiça social. A Igreja não é só a da hierarquia, mas tem uma base militante que vai lá pro interior do Amazonas e Pará, lugares quase inóspitos, defender o oprimido. A Igreja clerical é outra setor.

    Luiz Fortaleza

    10/01/2012 - 12h59

    Será que está surgindo um feminismo anarquista? O anarquismo detestava a intervenção do Estado, da política… risos. Brincadeira!

Irene Romero

10/01/2012 - 01h00

Eu acho que os bichim cansaram de bater ponto aqui no Azenha, ufa! Ou os argumentos chegaram ao fim? Ou estão descansando para amanhã, quem sabe emplacarem os MIL comentários na entrevista do preposto do ministro, que não conseguiram emplacar na entrevista de Fátima Oliveira? Pode ser, pode ser…

Responder

    Vicente

    10/01/2012 - 20h49

    Os "bichim" dão aí por baixo, uns 80% do povo brasileiro.

    luiza hernandez

    12/01/2012 - 23h35

    Os argumentos não chegaram ao fim. Vocês obviamente não querem debater sobre o assunto, somente expor argumentos sofistas e se vangloriarem de suas opíniões. Pois façam-no. Os bichim estão ai pelo B
    Brasil, participando de ações concretas em grupos como os Pro-Vida. Trabalhamos em várias frentes contra o aborto e pelo direito dos nascituros. Estamos ganhando a guerra. Nunca desistiremos.

Magaly

10/01/2012 - 00h41

Excelente entrevista de Sonia Corrêa! Complementa muito bem o quadro sobre o pacote de maldades embutidas na MP 557/2011 e nos traz um elucidativo quadro sobre como opera a lógica da tutela das mulheres, dos corpos das mulheres.

Essa MP é desnecessária em todos os aspectos que tenta defender e propor, mas teve a qualidade de deixar bem claro que não se pode esperar menos do governo Dilma do que o retrocesso na área de saúde reprodutiva e direitos reprodutivos.

Responder

Irene Romero

10/01/2012 - 00h13

O regime totalitário de Ceausescu protagonizou as mais agressivas políticas natalistas de que há memória. Não só todos os métodos contraceptivos eram proibidos e a sua implementação criminalizada, como o aborto era um crime.
Nada que os fundamentalistas católicos não gostassem de ver implementado nos países europeus democráticos.
Na roménia, todas as mulheres em idade fértil (nas fábricas e escolas) eram submetidas periodicamente ( uma vez por mês) a exames ginecológicos forçados, por médicos do estado, para identificar todos os casos de gravidez, e impedir qualquer forma de aborto, num controle sem precedentes. Tratadas como gado, as mulheres romenas fartavam-se de parir e a taxa de natalidade disparou. O objectivo estatal era obter quatro novas crias por mulher. Mas na década de oitenta, a natalidade não aumentava como o previsto.
As condições socioeconómicas dramáticas em que viviam as famílias romenas numerosas não suscitou qualquer piedade às políticas natalistas do ditador, pelo contrário – em breve a roménia se encheu de tenebrosas instituições de acolhimento de crianças abandonadas e estropiadas que entregues aos cuidados maternos do Estado, morriam como cães.
Uma das experiências mais extraordinárias de miséria humana foi a descoberta destes "orfanatos" de mães vivas que partilhei em primeira mão a equipa da AMI, em 1991. Não só a mortalidade infantil e neonatal disparou aflitivamente na Roménia como centenas de milhares de crianças foram pura e simplesmente abandonadas pelas famílias, incapazes de as sustentar. O infanticídio também aumentou assim como a mortalidade materna e os abortos clandestinos.
Claro que esta concepção da família como instituição procriativa originou um conjunto de legislação "protectora" – o divórcio passou a ser muito restritivo; a partir de 1977 todas as pessoas em idade procriativa, com mais de 25 anos e que não tivessem filhos eram obrigadas a pagar um imposto especial, uma espécie de multa…
Ou ouvir as insanidades dos "defensores do casamento " como última ratio da procriação compulsiva, não posso deixar de pensar que apoiariam com fervor messiânico as políticas natalistas de Ceausescu contra as mulheres… http://vidadecadela.blogspot.com/2009/11/as-teneb

Responder

Gerson Carneiro

09/01/2012 - 22h14

Em homenagem à Amália

[youtube VPWmOhTKTWQ http://www.youtube.com/watch?v=VPWmOhTKTWQ youtube]

Dá-lhe, Amália!

Responder

Wildner Arcanjo

09/01/2012 - 22h01

21h do fatídico dia e eu já cancei. Vou tomar um banho, fazer minha última refeição e dormir. Amanhã, bem cedo, vou fazer o caminho de volta para minha casa, minha mulher e meu filho.

Volto a vida normal na minha pacata Cidade Natal!

Até!

Responder

_Rorschach_

09/01/2012 - 21h53

Parabens ao Indio Tupi pela sensata assertiva : “ficou comum hoje, na era pós-Bush, quando se pretende desqualificar alguém, acusá-lo de fundamentalista, ao invés de se respeitar sua crença”.

A religiao sempre, fez, faz e fara parte do corpo social.

Nao se pode ignorar o apelo religioso, orientador de condutas e opcoes morais, como importante ingrediente desse caldo heterogeneo que e a sociedade.

Há que se ouvir, sim, o religioso e o ateu.

O Brasil e um pais LAICO, mas NÃO LAICISTA!

Por outro lado, acho um equivoco associar o anti-abortismo tao somente como se fosse um causa dos religiosos. Ora, conheço muitas mulheres que não professam religião e são contrarias ao abortamento.

Eu mesmo, que de religioso não tenho nada, embora não tenha uma opinião decididamente formada sobre assunto tao polemico, não vejo com bons olhos um "liberou geral" para o abortamento.

Parece-me uma banalização da vida que, felizmente para umas, infelizmente para outras, provem da mulher…Se la, me lembra a eugenia.

E que já ouvi pessoas (que seriam chamadas de fascistas aqui no blog), dizerem-se a favor do abortamento, mormente para mulheres pobres e negras…Mais ou menos como "mate um bandido no ninho…"
Pensem nessa frase.

Responder

Ronaldo Luiz

09/01/2012 - 21h13

Eu só posso deduzir que os abortistas se acham ampla maioria da população. De onde tiraram que o cadastro irá servir para punir as mulheres que abortarem? Percebo que sua real intenção é mascarar os números reais de abortos intencionais. Nos artigos abortistas nunca é tratado o direito à VIDA que o naciturno tem, só é falado do direito da mulher de dispor do seu corpo. Quem vai defender o naciturno? Tem que ser a lei, a ordem, o governo.

Responder

    Gil

    10/01/2012 - 00h21

    Essa é uma boa pergunta: quem vai defender o NACITURNO?
    É o turno do nasciturno! Viva! E essa gente vota!

Tetê

09/01/2012 - 20h13

Só para relembrar o que disse Willim Pitt (1708-1778), conde e político inglês, em discurso de 9 de janeiro de 1770: "Onde termina a lei começa a tirania"

Responder

    Ariza

    10/01/2012 - 00h17

    Que Lei? Que tirania? Dá para esclarecer?

João Antônio

09/01/2012 - 19h54

Apenas para dizer ao Azenha e à Conceição que tenho aprendido bastante com essas entrevistas. Todas bem argumentadas e diretas no assunto. A minha indignação com essa Medida Provisória tem muito a ver com a arrogância com que o PT governa, essa mania de que só eles do governo sabem das coisas. E assim com facilidade pratica autoritaritarismo. A gente que vota no PT sofre muito. Mas vai deixando. Mas faço corrente com quem acha essa MP um acinte.

Responder

Wildner Arcanjo

09/01/2012 - 19h10

http://www.viomundo.com.br/denuncias/fatima-olive

PS 2 do Viomundo: O dr. Fausto, via assessoria de imprensa, nos enviou no final dessa quinta-feira as respostas complementares. Mas, como faltam melhores esclarecimentos de algumas delas e o assunto é muito importante, postaremos na segunda-feira a entrevista com o assessor do ministro Padilha.

Hoje, dia 09/01/2012 18h e 10min, segunda feira, ainda esperamos o outro lado da História. E vamos que vamos…

Responder

    Tetê

    09/01/2012 - 20h16

    E você acha que a culpa do silêncio é de quem, já que o ministro foi convidado e nem quis, mandou outro em seu lugar? Só mandar outro em seu lugar diz tudo, sinaliza mal. Só espero que o dr. Fausto responda qual é a religião do ministro. Porque esconder a religião dele? Aí tem!!!

    Wildner Arcanjo

    09/01/2012 - 20h50

    Como é? Autorizou o Assessor Especial (ou seja, subordinado direto) a conceder a entrevista. Para mim, o assessor fala em nome no Ministério ou não é assim?

    A Entrevista, concedida pelo Assessor do Ministério ao Viomundo deveria ter sido postada na sexta-feira. Depois as explicações sobre os pontos que não foram entendidos pelos entrevistadores foram envidadas pela Assessoria do Ministério no final de tarde ou final de noite de quinta-feira (vide PS 2 do Viomundo encontrado no link que cito em meus 3 cometários). O Viomundo soltou nova nota (PS 2 do post que eu cito nos meus 3 comentários) dizendo que a entrevista seria publicada na segunda-feira (hoje). Ainda espero, aliás, ainda esperamos…

    Bem, se as alegações do Ministério não se sustentam, que sejam colocadas à mesa do debate. Já houve tempo suficiente para os esclarecimentos. Sem esta Entrevista, que é muito importante para o debate pois trata-se da versão OFICIAL do Governo, continuo repetindo, a retórica pró-aborto continua no campo das ilações.

Indio Tupi

09/01/2012 - 17h10

Aqui do Alto Xingu, os índios sugerem que se assista ao vídeo, no link abaixo, com os esclarecimentos bem ponderados e equilibrados do Ministro Padilha:
http://www.youtube.com/watch?v=_nLyJu8vZws

Pelo que os índios assistiram, não dá para concluir que a Presidenta quer violentar a mãe grávida e nem seu bebê e nem que ela ou o Ministro queiram humilhar, vilipendiar, vigiar, caluniar ou acusá-la publicamente qualquer grávida, tanto mais que pobre.

Qualquer pessoa com um mínimo de equilíbrio e sobriedade pode perceber isso, ou seja, que a Presidenta não é uma agente do Vaticano ou de qualquer dos supostos fundamentalismos, ateus ou religiosos (ficou comum hoje, na era pós-Bush, quando se pretende desqualificar alguém, acusá-lo de fundamentalista, ao invés de se respeitar sua crença).

Pelo que entenderam, os índios acham que o motivo que suscita maior polêmica é a divulgação do nome da mãe pobre que eventualmente tenha ido, VOLUNTARIAMENTE, buscar a assistência natalidade, que a Presidenta houve por bem implementar, da mesma forma como é obrigatório em muitos programas de assistência governamental de sucesso, não só no País, mas no mundo.

Ora, não há como distribuir recursos financeiros governamentais ao público — qualquer que seja ele — sem prévia dotação orçamentária aprovada pelo Congresso, devidamente registrada quando distribuída e publicamente divulgada, precisamente por força do compromisso básico em uma democracia: o da transparência. Tanto mais que todos eles estão sob o crivo do TCU e da própria comunidade, sem esquecer a mídia insandecida.

Em outras épocas, isso seria motivo de encômios: Finalmente, um Governo transparente!

Os índios indagam qual não seria a grita se Governo resolvesse editar a MP 557 sem a previsão da divulgação do citado auxílio-natalidade: não haveria crente ou ateu que não viria a acusar o Governo de estar malversando recursos públicos, do sofrido contribuinte, para comprar votos, a pretexto de estar ajudando as mães grávidas. O que não diria a mídia moralista.

Mas, hoje, na era da busca desesperada do minuto de fama — quiçá, de uma notoriedade que possa ensejar, quem sabe, um cargo oficial ou a uma vaga para disputa nas próximas eleições — pululam acusações as mais estapafúrdias e insanas contra a Presidenta e o Ministro.

Responder

Helga

09/01/2012 - 15h56

Pergunto como é que uma pessoa pode ser atendida em qualquer instituição de saúde, pública ou particular, sem se cadastrar? Quando me interno em hospital particular ou mesmo compareço a uma consulta particular, sou obrigada,sempre, a fazer um cadastro,com todos os meus dados,e em caso de internação, até deixar nome de pessoas a serem contactadas caso tenha algum problema,etc
Não existe isso de paciente fantasma. Há responsabilidades envolvidas em cada consulta ou internação médica,seja em instituição particular ou pública. Isso é feito na defesa dos direitos dos cidadãos e das instituições de saúde e obedece a normas existentes.
No caso do SUS, todo atendimento é cadastrado e não se pode imaginar de outra forma. As responsabilidades médicas têm que ficar registradas e consequentemente também quem foi o paciente, que procedimentos médicos foram levados a efeito, que medicamentos foram administrados ou receitados, etc
Descriminalizar o aborto depende da ação organizada da sociedade brasileira nesse sentido.
Aos grupos sociais que pleiteiem a descriminalização cabe levar adiante um trabalho sério e fundamentado na sociedade brasileira,de modo que leis possam ser votadas e alteradas com o apoio da maioria da população e dos congressistas. Não há outro caminho possível.
Em todos os países onde isso aconteceu, esse foi o caminho. Não existe outro.
Por outro lado, sabemos que existe uma Norma Pública Administrativa, datada de 2004 e em pleno vigor, que garante à mulher que abortou atendimento médico no SUS,independentemente do motivo do aborto. Realizar aborto voluntário na rede pública de saúde,isso as leis brasileiras atuais não permitem e só com maioria no Congresso isso poderá ser alterado. Essa é a realidade dos fatos,gostemos ou não.
Simples assim. Difícil portanto , sinceramente,entender o porquê de tanta indignação em relação à MP 557, pretensamente feita em nome de uma posição feminista.
Esqueceram-se de combinar com a maioria esmagadora das mulheres e homens dbrasileiros que têm uma outra visão do que seja um verdadeiro feminismo que tenha um caráter humanista,laico e universal. Que à maioria das mulheres brasileiras seja permitido falar em seu próprio nome,sem o emprego de porta-vozes que não escolhemos. É só ouvir a voz da maioria.

Responder

    Ariza

    09/01/2012 - 21h01

    É isso Helga. Acertou no x da questão.
    Eu me cadastro, Tu te cadastras e por aí vai,o tempo todo.
    Nos consultórios particulares, nos hospitais, no SUS,no laboratório particular,para que a farmácia envie remédios em domicílio, nos hotéis, nos aeroportos,nos bancos,nas escolas, para reservar lugar no teatro,para encomendar o frango assado de domingo,etc
    Agora para mulher pobre grávida fazer pré-natal no SUS e receber uma ajuda de custo para transporte,ah! isso não, o céu desabará sobre nossas cabeças porque resolveram as madames que "religiosos"sairão caçando pecadoras nos cadastros do SUS e arrastando-as para as cadeias como criminosas. SE alguém tem notícia disso ter acontecido em algum lugar aqui no Brasil,isso pouco importa. Vão te olhar de cima e dizer: "não és uma especialista em mulheres,logo por que não te calas?"
    Conclusão: pra quê discutir com as madames especialistas em mulheres?

    Maria 1

    09/01/2012 - 21h24

    Pois é, Ariza. Além de vc, eu e mais sete mulheres da minha família concordaram, sem qq ressalva, com as colocações da Helga. Também não somos especialistas. Então, opinião sem valor. De qq forma, e por todas (da minha família, claro), deixo registrado que dispensamos porta-vozes, por mais laureadas que sejam.

    Marília

    10/01/2012 - 00h08

    Helga
    Nomeio-a minha porta-voz. São pessoas inteligentes, decentes,simples, objetivas e diretas como você que dizem as grandes verdades verdadeiras,sem recorrer a currículo, experiências profissionais,sofismas, ideologias ou filosofias. Pão , pão, queijo,queijo.
    Você tem doutorado em falar claro. Parabéns! Você me fez voltar a ter orgulho de ser uma mulher brasileira. Simplesmente. Confesso que estava meio desiudida diante de tanta falta de objetividade.

    beattrice

    10/01/2012 - 23h06

    A todas as adeptas do "cadastro" sugiro que tornem publicos seus prontuarios medicos como pretende a MP 557.

    JULIO/Contagem-MG

    13/01/2012 - 01h48

    O que há por tras dessa celeuma feminista toda são as maldita ONGs, sempre trabalhando contra
    o Brasil, e tbm pq nao dizer a industria abortista .

Amália

09/01/2012 - 15h16

Parece que na Lei de Médios teremos que enquadrar também os blogs sujos, que passaram a negar direito de resposta.
Só hoje, aqui nesse artigo foram 4 respostas minhas que 'evaporaram".

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    09/01/2012 - 15h58

    Quem disse que vai ter Lei de Médios?

    beattrice

    09/01/2012 - 17h32

    Vai ser promulgada no dia de São Nunca se depender de DILMA & BERNARDO,
    determinação do VATICANO S/A

    Luiz Carlos Azenha

    09/01/2012 - 17h35

    Exijo que o Viomundo seja enquadrado na Lei de Médios. Meu sonho de consumo é, rs, publicar press release. abs

    Margareth

    10/01/2012 - 00h31

    Gostei, Azenha! Que venha a Lei de Médios e os que defendem o naciturno como o Ronaldo Luis num comentário anterior…

    Marcelo

    09/01/2012 - 17h33

    Dona Amália tem a mesma síndrome de outro comentarista que tb alegava evaporação de respostas suas.

    Gerson Carneiro

    09/01/2012 - 18h37

    Amália, faça o seguinte: ao invés de "responder", dê aquela sua risada gostosa.
    Com sorriso a gente consegue tudo. Até o que não quer. rs

    Luiz Fortaleza

    10/01/2012 - 00h55

    Amália, o mundo é plural…

Fátima Oliveira

09/01/2012 - 14h03

A rigor o governo na Exposição de Motivos da MP e na redação da propria MP já falou tudo o que pensa. Ou seja, já deu os seus porques. O ministro Padilha fez um vídeo defendendo a MP. Eis o que pensa o governo.
O que se tem notícia é que o governo não se entende quanto ao colo em que vai jogar o nascituro, que agora não tem pai e nem mãe.. Ou seja, quem é o culpado do contrabando do nascituro na MP?
O debate está lançado, os motivos do governo refutados e estamos a espera de um gesto democrático do governo: conversa civilizada, em prol de um país laico, democrático, plural e [email protected] [email protected]

Responder

    Wildner Arcanjo

    09/01/2012 - 18h07

    Xará ou original?

    Tetê

    09/01/2012 - 20h19

    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Deixe de babaquice mestre, Fátima Oliveira é única. Ah quem dera se tivéssemos umas dez dela. Mas bem que já disseram que você baba de paixão por ela, vive atrás dela. E parece ser verdade. Se enxerga cara!

    Wildner Arcanjo

    09/01/2012 - 20h52

    Tá com ciúmes?

Janah

09/01/2012 - 13h32

Esperando a Dilma se pronunciar. Êta assunto complicado!

Responder

    Janah

    09/01/2012 - 17h07

    Vou adotar cinco filhos que é menos complicado.

    Morvan

    10/01/2012 - 22h13

    Boa noite.

    Janah, esta foi dila.
    Adorei a resposta.
    Ka, ka, ka…

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Janah

    11/01/2012 - 19h04

    Olá!
    Por favor, pode me dizer o significado da palavra dila?
    Não a encontrei em nenhum dicionário.
    Agradeço desde já

    Janah, Usuária de windows 7

    Morvan

    12/01/2012 - 16h20

    Boa tarde.

    Janah, você é, suponho, nova no Blog. Como visitante, fico feliz com a sua participação. Dila é corruptela de "De Lascar". Bastante comum, em conversa coloquial.
    Nós temos também o "É Difo", que dispensa explicações.
    Ah, achei bacana o "Janah, Usuária de windows 7".

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Janah

    12/01/2012 - 21h40

    Olá!
    Agradeço a explicação. Passei raspando no dilascar, mas nada a ver com de lascar e abandonei a idéia. Por favor, se houver um site com essas corruptelas, poderia me passar?
    Desculpe a minha ignorância, mas sou mt curiosa e tb não encontrei nada para "É Difo", por isso o pedido de um site para não morrer na ignorância.
    Agradeço antecipadamente.

    :-)

    Janah, Usuária Windows 7

    Morvan

    13/01/2012 - 01h50

    Boa noite.

    Isso você não encontra fácil, pois é um jeito "muleque" de falar e ainda de determinadas áreas do Ceará. Mas muita expressão idiomática cearense você encontra no Google com as palavras-chave "sotaque cearense". O sotaque aí, de sotaque não tem nada. É um conjunto de expressões, como "mundiça", "fuleiragem", "catiroba", "liseira", "só o milho", por exemplo, e muitas outras que fazem este povo rir de si mesmo.
    Ah, ah, ah…

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

Alberto

09/01/2012 - 13h13

Espero que o Ministério da Saúde consiga se explicar, embora eu ache que eles não têm justificativas sustentáveis para a barbeiragem que fizeram. E para mim a bareiragemm é levar a presidenta a fazer um MP inconstitucional, caso ela pessoalmente não tenha pedido aquilo. A justificativa da MP faz pena de tão amadora que é. Não é possível aguentar que uma justificativa saída de 3 ministérios seja aquilo. Mas isso é graças a colocar nesses acargos quem não entende nada de nada, só por indicação política. E o jurídico da presidência da República aceite. É demais!
Sônia Correa brilhou ao dizer que nada ali justifica uma MP. Deixando de lado os conservadorismos.

Responder

    Fátima Oliveira

    09/01/2012 - 14h17

    A MP está sendo bombardeada, num claro chamamanto ao debate, com base em 3 pontos:
    1. A MP é dispensável, pelos inúmeros motivos já ditos em todas as entrevistas – aqui no entrevista da Sônia Correa há muitos argumentos que desmontam a necessidade de MP;
    2. Qualquer ação de combate a morte materna que se pretende séria tem de incluir a atenção ao abortamento inseguro – na MP não há apalavra aborto. Ponto também exaustivamente demonstrado e dito que a exclusão da Norma Técncia de Atenção Humanizada ao Aborto Inseguro é temerária, logo inaceitável; e
    3. A tentativa de legalizar a personalidade civil do nascituro na MP, que consideramos "o pulo do gato" dela, é ianceitável, a começar por ser inconstitucional.
    O governo vai insistir em não conversar?

    beattrice

    09/01/2012 - 14h43

    Vai insistir em rasgar a constituição?

    Morvan

    09/01/2012 - 16h39

    Boa tarde.

    Fátima Oliveira, no caso do "pulo do gato" do nascituro, nós dizemos, juridicamente, que é uma Lei "natimorta". O trocadilho é inevitável, pois no Direito existe uma expressão redundante (nulidade plena) e a expressão "natimorta" se faz preferencial ao pleonasmo da Lei nula.
    Fico a pensar se quem redigiu a tal MP não estaria testando hipóteses. Este Padilha é sinistro (literalmente).

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Maria 1

    09/01/2012 - 21h04

    Em outro post sobre o tema, alguém mencionou o artigo 2º do Código Civil ( A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro).
    A MP 557 ao garantir à gestante e ao nascituro o direito ao pré-natal não está em consonância com este dispositivo legal, relativamente ao nascituro? Ou esse artigo do Código Civil tb é insconstitucional?

    Mari

    09/01/2012 - 21h10

    Ai, num guento tanta besteirada! o teu professor te ensinou errado. Vai ler direito querida e depois vem debater. Repetem o que não existe que dá náuseas

    Wildner Arcanjo

    09/01/2012 - 21h58

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L1

    É só ler. Lá você encontra o que não existe.

    JOSE DANTAS

    09/01/2012 - 17h00

    Amigo,
    O assunto maternidade não é esse bicho de sete cabeças que estão pintando, até porque todos os seres humanos tem uma mãe, mais da metade deles, pelo menos aqui no Brasil, um dia serão mães, se já não foram, a grande maioria provavelmente está muito mais interessada em parir do que em abortar e, ainda assim, qualquer mulher que queira abortar o filho fará isso, principalmente as que frequentam espaços como esse, sem o menor problema. O debate chega ao cúmulo de passar a impressão de que se aborta muito mais que pare e que um filho no ventre, a depender do "sentimento materno" da gestante é como se fosse um parasita qualquer a sugar-lhe o sangue.

Wildner Arcanjo

09/01/2012 - 12h42

http://www.viomundo.com.br/denuncias/fatima-olive

PS do Viomundo: Provavelmente publicaremos nesta sexta-feira, 6 de janeiro, a entrevista que fiz sobre a MP 557 com o dr. Fausto Pereira dos Santos, assessor especial do ministro Alexandre Padilha. A postagem amanhã está dependendo de dados adicionais que solicitei ao dr. Fausto e à assessoria de imprensa do Ministério da Saúde.

PS 2 do Viomundo: O dr. Fausto, via assessoria de imprensa, nos enviou no final dessa quinta-feira as respostas complementares. Mas, como faltam melhores esclarecimentos de algumas delas e o assunto é muito importante, postaremos na segunda-feira a entrevista com o assessor do ministro Padilha.

Hoje, dia 09/01/2012 11h e 38min, segunda feira, ainda esperamos o outro lado da História. Se os argumentos do Governo Federal não são convicentes e carecem ainda de melhores esclarecimentos, que sejam postos à mesa. Somente assim teremos um debade de fato e saberemos as reais (e oficiais) razões da polêmica MP 577. Sem estes, tudo ainda continua no campo das ilações.

Responder

    beattrice

    09/01/2012 - 13h33

    Reclame no ministerio nao aqui, o ministro e seus assessores não podem explicar o que é injustificavel e ilegal.

Geysa Guimarães

09/01/2012 - 12h10

Os que desaprovam essa MP tuteladora, como eu, podem ficar tranquilos,
Pela "eficiência" da Saúde, até as grávidas serem contempladas com cinquentinha e serem fichadas, o bebê já nasceu.

Responder

    Morvan

    09/01/2012 - 19h39

    Boa noite.

    Geysa Guimarães, adorei. Hilário, como você descreve a situação.
    Ah, ah, ah…

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Magaly

    10/01/2012 - 00h26

    O problema está no estrago que a MP provoca respingando por todas as demais áreas…

    Gerson Carneiro

    10/01/2012 - 07h23

    É Geysa, mas tem que pensar no seguinte também: se engravidar uma próxima vez a ficha já vai tá pronta.

Paulo Henrique

09/01/2012 - 11h59

Uma entrevista com argumentos que nos ensinam muito. Os pró-vida tem mais é de enfiar a viola no saco. Num país laico, as leis devem ser laicas e não prejudicar ao conjunto do povo. A criminalização do aborto só contempla um lado da sociedade e deixa o outro a merc~e da visão de mundo de algumas religiões. A legalização do aborto é capaz de contemplar a todos porque não obriga ninguém a aborttar. Quem precisar aborta sem cometer crime.

Responder

    Thais

    16/01/2012 - 01h34

    Descriminalização do aborto (não "legalização").

Paulo Roberto

09/01/2012 - 10h55

“Já imaginou se, via MP, se tentasse tornar compulsório o teste de HIV e a soropositividade tivesse de ser declarada? Ou, para não irmos tão longe, o teste de sífilis, já que aids, embora seja doença crônica, ainda pode ser fatal?"

Me perdoem a falta de contra-argumentos, mas não dá pra levar a sério quem compara gravidez com doença, dá?

Responder

    Leo

    09/01/2012 - 17h33

    Só eu que sinto um ódio contra a maternidade na entrevistada e na entrevistadora?!!? Não deveria esse ser um debate mais amplo, e quando digo amplo colocando tmb em foco a mulher que quer ter filhos? Ela será prejudicada sem a MP? Faz falta para a mãe carente a ajuda de 50,00? Pq. o foco está apenas nas abortistas e não nas mães? Pq. quando se traz a lume os benefícios para a mulher que quer ser mãe, o argumento contrário é pífio, quando não são inexistentes, e volta-se de novo o foco pro aborto? O feto já não têm voz, querem tirar tmb a voz das mães carentes que querem ter filhos e estão alijadas desse debate? (já que não têm internet, por questões óbvias). Pq. não vejo ninguém aqui (digo entre os colunistas) defender justamente o foco dessa MP, essas mães? Pq. a questão do aborto têm que ser mais importante do que a qustão da saúde da gestante? Pq. o cadastro, que faz bem Às gestantes, pois gera acompanhamento, mas que onera (em tese) as abortistas é nefasto? Têm mais abortistas do que mães carentes? As abortistas sofrem mais do que as mães carentes, que perdem seus filhos por não terem condições? Nem 50,00 pra poder usar transporte decente?

    Pierre Lilac

    25/08/2012 - 23h10

    “Se a ideia é garantir recursos já para 2012, poderia ser feita uma MP específica para os aspectos financeiros e os demais, os relativos à vigilância e aos mecanismos de monitoramento, poderiam resolvidos por meio de uma portaria do Ministério da Saúde. As portarias do Ministério da Saúde são suficientemente normativas para garantir a implementação dessas medidas e podem ser alteradas com mais facilidade.”

Sex Politics » Blog Archive » Recomendamos

09/01/2012 - 10h54

[…] a entrevista de Sonia Correa, co-coordenadora do SPW, sobre a Medida Provisória 577 editada e assinada pela Presidente Dilma […]

Responder

Sex Politics » Blog Archive » Recomendamos

09/01/2012 - 10h53

[…] Leia a entrevista de Sonia Correa, co-coordenadora do SPW, sobre a Medida Provisória 577 editada e assinada pela Presidente Dilma […]

Responder

Ana Cruzzeli

09/01/2012 - 10h52

Essa organizações feministas tem um corpo jurídico excelente, logo entrar na justiça federal contra o cadastramento e publicação dos nomes das gravidas assistidas pela MP, deve ser mais que missão, obrigação.

Se um juiz considerar inconstitucional a MP, acho que também achará inconstitucional o cadastro e publicação nos nomes e sobrenomes dos brasileiros que estão sendo pagos para fazer curso no estrangeiro no PROGRAMA CIÊNCIA SEM-FRONTEIRA, o BOLSA-FAMILIA, afinal quem sabe esse pessoal não será descriminado no futuro? O cadastro das grávidas está no PROGRAMA REDE CEGONHA e o juiz vai julgar de maneira comparativa um programa com outro.
Só um conselho, para defender a não-publicação não vale ilações tipo: Vão publicar no futuro o prontuário médico também. Não, a justiça é objetiva, se fixa em fatos presentes e não fatos futuros, afinal o futuro pertence a divina providencia ( para os religiosos ) , ou ao imponderável ( para agnósticos ), ao aleatório ( para os cientistas ) .

Com relação ao governo tentar, ou sinalizar a tentativa de não debater o tema: Controle de natalidade, através da interrupção da gravidez, ISSO ME ESPANTA, afinal o maior palco de debate não são as praças?
Como diz a canção:
Vem vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer

Vide o FHC e sua campanha sobre a MACONHA? Tudo bem, a REDE GROBO deu uma emprurrãozinho, não a REDE GROBO deu um empurrãozão. Em fevereiro de 2010 nós dissemos ao MPF/PR/DF que a imprensa juntamente com o FHC entrariam nessa questão, DROGAS. Não deu outra, a Rede GROBO caiu na armadilha e o FHC é um OTÁRIO ÚTIL.
Eu tenho uma relação de AMOR e ÓDIO pelo Fernandito. As vezes ele faz o que se espera que ele venha a fazer. É incrível como esse doutor da SORBONNE é previsivel. É incrivel..

Recomendamos, não utilizar esse estratagema, REDE GROBO. Essa, está mais suja que pau-de-galinheiro, quem se enroscar com ela estará enrolado pra sempre.

Com relação as organização internacionais FEMINISTAS há um grande problema nos paises da OTAN, Europa principalmente, a natalidade infantil. Os economistas dizem que na Europa o sistema previdenciário não se sustenta por causa da baixa natalidade. Então esse tema é por demais espinhoso, CONTROLE DE NATALIDADE europeia.

A unica maneira de resolver essa EQUAÇÃO é matar o maximo possivel crianças e jovens em paises subdesenvolvidos ou em desenvolvimento. Nos dissemos isso ao MPF/PR/DF no protocolo de fevereiro de 2010 . Estranhamente é isso mesmo que está acontecendo hoje, Libia e sei lá mais quem.

As feministas tem outro ¨probrema¨ pela frente. A maior parte dos paises da OTAN, tem leis a favor do aborto, hoje se fala abertamente sobre uso do aborto para controle de natalidade.
Conselho…
Nunca absolutamente nunca as feministas no Brasil devem usar aborto como CONTROLE DE NATALIDADE, a economia não gosta, a PREVIDENCIA SOCIAL não gosta. Devem usar a mortandade das mulheres pobres em tentativa de abortos em clinicas clandestinas…

No passado, as mulheres foram objeto da ira dos homens da igreja simplesmente porque herdavam os bens dos maridos mortos nas guerras santas, a igreja perseguia justamente as mulheres que tinham posses por viuvez, ex-propriando-as desse¨ peso¨, para ex-propriar deve-se eliminar. Quantas mulheres não foram mortas só por essa ganancia?
Quem tem o poder sempre persegue o mais fraco, no passado foi a igreja.Era ela que dominava o CAPITAL.

Vocês mulheres do mundo acham que nós não seremos vitimas de novo? Hoje o capital é religião, a igreja não tem mais poder sobre o capital. No passado tanto homens quanto mulheres fomos vitimas do poderoso. Hoje não está sendo diferente.
O que mais que as mulheres querem, mas principalmente as mães? Que seus filhos tenham proteção de pai de mãe.
Quando as mulheres dizem: Eu sou dona do meu corpo está fazendo exatamente o que o CAPITAL quer, excluindo o HOMEM da equação.

Excluir o Homem não é bom, mas o CAPITAL adora dividir para dominar.

Responder

    Wildner Arcanjo

    09/01/2012 - 14h03

    Adorei o seu ponto de vista. Nem tem como dizer que ele é de cunho teológico, religioso ou conservador. Simplesmente Democrático!

Eni

09/01/2012 - 10h52

Está na hora de o governo popular e democrático de Dilma Rousseff ter uma gesto de grandeza, admitir que errou, e retirar essa maldita MP que por causa dela Dilma já está sendo comparada ao ditador Ceausesc , da Romênia, de triste memória, que criou uma lei natalista, como o Cadastro Dilma de Gravidas, que obrigava a toda mulher com exame de gravidez positiva a retornar ao serviço médico em seis meses para mostrar a criança, a barrioga ous e explicar se a gravidez não tivesse resultado num baby! O artigo sobre isso, The state and your sex life, II – encontra-se no http://paper-bird.net
Vale ler. Importante ler

Responder

Eni

09/01/2012 - 10h51

Alguém disse num comentário, não sei em qual matéria mas foi numa sobre a MP do Nascituro, que as femistas tinham quilometragem para sustentar de modo consistente o debate político sobre o tema. Não errou.
Desde a entrevista com a Dra. Beatriz Galli, passando pelo artigo da professora Maria José Rosado e a etrevista com a Dra. Fátima Oliveira, o que temos acompanhado no Vi o Mundo é uma sucessão de competências teóricas e compromissos de ativismo político de feministas que têm o que falar e têm dito a que vieram. Com Sônia Correa não foi diferente. Tenho aprendido muito com cada uma delas. E sinto-me informada o bastante para concordar com elas que a MP do nascituro é uma disparate com o qual não podemos concodar.

Responder

Sex Politics » Blog Archive » Pelo mundo

09/01/2012 - 10h48

[…] > Sônia Correa: Em nome do “maternalismo”, toda invasão de privacidade é permitida […]

Responder

Wildner Arcanjo

09/01/2012 - 10h32

Hoje, dia 09/01/2012 09h e 30min, segunda feira, ainda esperamos o outro lado da História. Interessante como entrevistas pró-aborto chovem e com uma velocidade Mark-5. Impressionante.

Responder

    Juliana

    09/01/2012 - 10h59

    Pergunta ao ministro Padilha por que ele está se recusando a falar. Foi convidado, segundo postou a Conceição Lemes, desde o primeiro dia. Mandou um preposto falar por ele, mas o dito cujo parece ainda não ter se pronunciado. Um absurdo que o ministro se recuse a falar com sua própria boca. Vai se arrepender muito. É que não considera o assunto importante, de certeza. Mas os doidim pra ser ministro da saúde já estão em campo cavando a cova dele. Há brigas no governo. Fortes. Terríveis. Ninguém quer ser o pai ou mãe do nascituro da MP. Sabem que foi uma coisa meia-boca e enganadora e já estão pagando caro pelo estupro da Constituição

    beattrice

    09/01/2012 - 13h40

    É que quando ele falou no twitter não conseguiu se explicar, tergiversou, tergiversou e desistiu.

    beattrice

    09/01/2012 - 13h48

    É que quando ele falou no twitter não conseguiu se explicar, tergiversou, tergiversou e desistiu.
    Mas antes de desistir, tombou nas cordas.

    Morvan

    09/01/2012 - 14h20

    Boa tarde.

    Na mosca, Juliana.

    O pessoal do Blog tem tentado entrevistar o ministro "Torquemada" e ele se esquivando. Prova de que não tem argumentos.
    Os que reclamam do número de articulistas contrários a esta MP devem pelo menos ter a hombridade de ver que o ministro não tem colaborado. Tem fugido do debate.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Gerson Carneiro

    09/01/2012 - 11h06

    Wildner,"há mais entrevistas pró-aborto" talvez porque o discurso pró-aborto seja a parte fraca do embate, não?

    Leia isso:

    "No Congresso, há mais projetos para aumentar as punições e restringir a opção da mulher do que o contrário

    Desde o fim da ditadura, a pauta antiaborto nunca esteve tão forte no Con­gresso. Ao todo, há 30 projetos de lei que, entre outras medidas, pedem a inclusão do aborto no rol de crimes hediondos, o endurecimento das penas aplicadas às mulheres que inter­rompem a gravidez ou aos profissionais de saúde que as auxiliem, bem como a ofer­ta de pensão à mãe que abdicar do direito de abortar em caso de estupro ou o reco­nhecimento da vida desde a concepção, o que, em tese, inviabiliza as pesquisas com células-troco embrionárias, liberadas pelo Supremo Tribunal Federal em 2008.

    Na outra ponta, apenas um projeto prevê uma legislação mais branda."

    A infantaria antiaborto – http://www.abortoemdebate.com.br/wordpress/?p=261

    Leo

    09/01/2012 - 11h19

    Só venho aqui hoje em dia pra falar a mesma ciisa que falo nos outros órgãos do PIG , enquanto tivermos os blog sujos nao adiantará nada toda essa manobra do PIG.. Ainda que se "limpe" um blog sujo, outros 2 surgirão em seu lugar. Em tempo, só surgirá uma matéria pró-vida quando puderem desclassificar o entrevistadi e tiver, pelo menos, 4 entrevistas pró-aborto. Quer apostar que a entrevista do pró-vida será com um fanático religioso imbecil, com argumentos religiosos apenas, fáceis de desconstruir e positivas pra compor a composição de pró-vida = questão religiosa? Em tempo, nem se toca no assunto principal, DE NOVO que é a melhoria do sistema de saúde para mulheres que querem ter filhos (que aliás são a maioria esmagadora, pra infelicidade dos higienistas de plantão). Isso aqui é muito piguento… Ah, sim, não adianta censurar de novo oq eu postei aqui, dessa vez eu tirei print screen…

JOSE DANTAS

09/01/2012 - 08h04

"São corpos destinados a parir os filhos para o Estado, para o capital, para o mercado de trabalho, para a família"
A afirmativa tenta passar a borracha na imagem da mãe. É como se não existisse o sentimento materno e sagrado que acompanha a maioria das pessoas do sexo feminino. É como se a mulher parisse apenas para produzir uma peça a ser utilizada por alguém, como uma máquina qualquer e a partir daí a maternidade passasse a ser um favor. E quando ao invés de um ser programado para servir, gera-se um baita marginal, estuprador, assassino e outras qualidades, como é que fica? Seria justo condenar a mãe por isso? No mínimo entraria aí uma figura estranha no âmbito feminista que é o pai e responsável junto com a mãe pela criação dos filhos, quando existe uma família na jogada.

Responder

    Leo

    09/01/2012 - 11h29

    Oq me leva a uma pergunta importantíssima, dado esse argumento da entrevistada: Ela tem filhos? Sei que a mãe dela têm, ou seja, deve ser condenada oor servir ao Estado, como simples veículo de gestação de mão de obra. Reduziu de maneira fenomenal a maternidade e o papel de mãe, com todas as suas alegrias, amor, decepções e dores… A entrevistada ( e a colunista) estão, certamente, tendo uma conversa séria com suas respectivas mães, dando-lhes a devida bronca por se prestarem a esse ridículo papel de… mãe)

jandui

09/01/2012 - 07h55

Sônia, obrigado pelo novo conceito 'maternalismo' que não conhecia e pela aula de MP. Valeu!

Responder

Gerson Carneiro

09/01/2012 - 06h03

Interessante também essa matéria aqui: http://www.abortoemdebate.com.br/wordpress/wp-con

"A infantaria antiaborto" – No Congresso, há mais projetos para aumentar as punições e restringir a opção da mulher do que o contrário.

“Sou cristão e contra o aborto. Mas não faço legislação para mim.” – Dep. Rosinha (PT-PR).

<img src=http://4.bp.blogspot.com/-DLFIaHAQFRo/Tk7KD8vgQ7I/AAAAAAAAFA0/rdsNubN8hMQ/s1600/homens-antiaborto.jpg>

Responder

JOSE DANTAS

09/01/2012 - 04h59

Por que só as feministas tem direito a opinião entre as mulheres? Seria uma espécie de prova da OAB entre os advogados, ou coisa que o valha?

Responder

    Almeida Bispo

    09/01/2012 - 16h52

    É que mulher pra ter opinião tem que ser feminista, que em geral é desquitada ou nunca casou, não tem filhos, mas conhece todas as leis publicadas e é radicalmente contra homens.
    Eu não suporto fundamentalismos. Especialmente os que vem camuflados de defesa de causas justas.

    Sergio

    12/01/2012 - 13h37

    haja preconceito….

    Ênio

    10/01/2012 - 21h00

    Porque elas acham que representam as mulheres,que só elas sabem interpretar o espírito de todas as mulheres. E agora? Deixa rolar.

Luiz Carlos Azenha

09/01/2012 - 02h56

Muito interessante a entrevista, Conceição. Reveladora. Parabéns.

Responder

    Gerson Carneiro

    09/01/2012 - 05h54

    Parabéns ao Viomundo, pela coragem e coerência.

will

09/01/2012 - 02h37

as feministas até que tentaram.
Mas o argumento é fraquíssimo.
voltemos aos pré-aborto (anticoncepcionais, à camisinha, ao gozar fora, a abstinência, à masturbação, ao homossexualismo e aos dias seguros…)

Responder

    Lili

    09/01/2012 - 09h07

    Meu caro, você sabia que tem mulher (até ginecologista! Oh, o horror!) que engravida usando métodos contraceptivos? Pois é, meu caro, veja as estatísticas de eficâcia de uso desses métodos que você cita, e nos restará a masturbação e o homossexualismo. Ui, peraí, pois ambos são considerados "pecado" pelos Cristãos fundamentalistas. E agora?

    Wildner Arcanjo

    09/01/2012 - 19h08

    Pois é, tem gente que morre engasgado com ervilha. Como seria possível isso?!?

    will

    09/01/2012 - 22h13

    seguindo sua linha de raciocínio, peça, pleiteie, reivindique uma interligação cirúrgica que faça uma interligação do útero com o ânus, tal qual pode-se ativar quando bem lhe convir…pois ficaria menos burocrático. e não há sensacionalismo nisso. não me diga que é péssima idéia. pois na prática o
    "excesso" terá o mesmo destino….
    desculpe, mas a polêmica exige isso.
    contre-argumente eu talvez te ouça.

    babaca.

    Eni

    09/01/2012 - 10h14

    Will, falata-lhe senso de ridículo, civilidade. Não tem vergonha?

Amália

09/01/2012 - 00h29

Em homenagem ao Gerson Carneiro

[youtube fVuzJqXoK0s http://www.youtube.com/watch?v=fVuzJqXoK0s youtube]

Dê-lhe Gerson…kkkk

Responder

    Gerson Carneiro

    09/01/2012 - 08h45

    A sonoridade da música diz "vamos fazê bebê agora".

    "Fazer bebê" é justamente o lema dos que são contra o aborto.

    Percebam: a Amália joga a casca e ela mesmo pisa em cima.

    A Amália não tem a menor vaidade.

    Como eu disse, está faltando inteligência nos seus comentários Amália.

    Dica: largue o riso de hiena e concentre-se no debate.

    beattrice

    09/01/2012 - 13h45

    Já que é pra rir, é Amalia não é Amélia, "amelia é que era mulher de verdade"

    Amália

    09/01/2012 - 14h54

    Não sou amélia, mas sou de verdade, coerente com minha natureza feminina, que me deu um útero com uma finalidade que certamente não é para ser um micro holocausto.

    Gerson Carneiro

    09/01/2012 - 18h21

    Pegou ar.

    Amália não tem a menor vaidade. rs

    Amália

    09/01/2012 - 15h47

    Nem de "amélia" ne da Amália o útero será câmara abortiva, pra não dizer de holocausto.

    Gerson Carneiro

    09/01/2012 - 18h27

    rsrsrs

    é paródia beattrice… paródia.

    Wildner Arcanjo

    09/01/2012 - 13h55

    Fazer bebê é bom. O "problema", para alguns, e quando eles vêm.

    Amália

    09/01/2012 - 14h48

    Esqueceu o "xaxado" que dançou com o betinho?…que faz parte da dupla acima
    Eu sei que você entendeu a mensagem….rsrs

Gerson Carneiro

09/01/2012 - 00h17

ATENÇÃO

A descriminalização do aborto não obrigará toda mulher a abortar. Esta havendo uma inversão na interpretação.

Tem gente induzindo que descriminalizando o aborto haverá uma enchurrada de mulheres abortando.

É como dizer que aprovar lei anti homofobia tornará todo mundo homossexual.

Já vi gente dizer que é contra o aborto mas já praticou aborto.

Ah tá, entendi errado. É contra o aborto dos outros.

Responder

    Cristiana Castro

    09/01/2012 - 03h01

    Então, Gerson, essa é a parte que mais me irrita. As próprias mulheres não assumirem que, em algum momento, recorreram ao aborto por ser a única solução. É o mesmo que eu chegar aqui e dizer, ah, qdo eu tinha 17, eu era a favor pq não tinha condiçoes nem de me sustentar e blá blá blá mas hoje, para os outros, eu sou contra, pensei melhor… É muita cara de pau! É tão bizarro que fica até difícil entender. O que passa na cabeça de uma pessoa qdo pensa que o outro tem que ter um filho? Eu posso ser contra aborto e, portanto, não fazer mas daí a ser contra o aborto dos outros é o limite do non sense. Eu fico perplexa, já tô vendo a hora de convocarem um plebiscito para o povo decidir se a gente vai ter que ser mãe na marra ou não. É fantástico como uma questão absolutamente privada é discutida como se fosse a escolha do samba-enredo de uma escola. Até bem pouco tempo o Código Civil permitia ao homem anular o casamento se a mulher nào fosse virgem ( tinha dez dias para descobrir ); pelo menos, nesse caso o pessoal achava graça…

    Gerson Carneiro

    09/01/2012 - 06h09

    É muita hipocrisia, Cristiana. Muita.

Aline das Chafas

08/01/2012 - 23h24

Só me resta concluir que Fátima Oliveira e Sônia Correa estão totalmente certa quando argumentam que a única finalidade da MP era contrabandear o nascituro. Nesse sentido a MP foi um GOLPE! E também uma vergonha.
O VIOMUNDO está de parabéns por abrir e sustentar de forma coerente e em alto nível o debate sobre a MP do Nascituro. Não há dúvida, é uma MP do Nascituro!!!!

Responder

Tetê

08/01/2012 - 23h23

A entrevista da Sônia Corrêa, de quem já ouvi muito falar e até li alguns textos, é daquelas redondas. Além de acrescetar novos argumentos, como o conceito de maternalismo e de vigilantismo reprodutivo. Aprendi aqui.
Chamou também a minha atenção a parte que se refere ao instrumento Medida Provisória, que fui convencida que no caso era desnecessária, completamente, pois
"As portarias do Ministério da Saúde são suficientemente normativas para garantir a implementação dessas medidas e podem ser alteradas com mais facilidade.
Do ponto de vista legislativo, a MP é como um tanque de guerra ou um avião bombardeiro não tripulado. Cria urgência, empata o trabalho do Congresso, suscita uma dinâmica legislativa na qual é muito difícil a sociedade intervir. Ou seja, é um instrumento de corte bastante autoritário.
Portanto, se haviam outras opções mais flexíveis, só posso entender a escolha da MP como o caminho mais rápido para coibir o debate, garantindo a qualquer custo a tutela e o vigilantismo da vida reprodutiva das brasileiras".

Responder

    Wildner Arcanjo

    09/01/2012 - 10h34

    A portaria do Ministério da Saúde não garante o custeio das medidas. Para tanto foi necessário da edição da MP.

    Juliana

    09/01/2012 - 11h01

    Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Pra cima de mim? Santa ingenuidade. O problema dos pró-vida é que mordem o rabo na esperteza

Antonio

08/01/2012 - 23h18

"Mas historicamente, na prática, sabemos que as pessoas pobres são sempre mais vigiadas, inclusive quando se consolidam formas dependência face ao Estado."

Hein? Desculpem por estar chegando de Marte agora mas, as grávidas pobres já mereceram algum dia alguma atenção?

Cuidado com esses pedófilos da ICAR e da bancada evangélica, eles estão utilizando o poder deles para manipular a política. É quase certo do assunto ser a lei do aborto.
http://es.wikipedia.org/wiki/Anexo:Legislaci%C3%B

Responder

    Magaly

    09/01/2012 - 01h32

    Antonio,
    já que vc já chegou à Terra gostaria de informar que sim. As mulheres atendidas pelo SUS já receberam, sim, atenção do ponto de vista de uma ação de governo. Aliás, a ultima ação foi o Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal. Uma ação mais completa e complexa que essa horrorosa MP que vai, no final das contas,d estruir o que de bom existe. Por exemplo, o Pacto mencionado fala em direitos humanos das gestantes coisa que a MP ignorou totalmente. Veja o que o Portal sAúde informa a respeito:

    "Pacto Nacional pela Redução da Mortalidade Materna e Neonatal tem por objetivo articular os atores sociais, historicamente mobilizados em torno da melhoria da qualidade de vida de mulheres e crianças, na luta contra os elevados índices de mortalidade materna e neonatal no Brasil.

    Em 2005 morreram 1.620 mulheres e 34.382 recémnascidos por complicações na gravidez, aborto, parto ou pós-parto. A meta do Pacto é a redução anual de 5% da mortalidade materna e neonatal para atingir os índices aceitáveis pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a médio e longo prazo.

    Os princípios do Pacto, entre outros, são o respeito aos direitos humanos de mulheres e crianças; a consideração das questões de gênero, dos aspectos étnicos e raciais e das desigualdades sociais e regionais; a decisão política de investimentos na melhoria da atenção obstétrica e neonatal; e a ampla mobilização e participação de gestores e organizações sociais. "
    http://portal.saude.gov.br/portal/saude/odm_saude

@BeatrizGalli1

08/01/2012 - 23h17

Excelente entrevista da Sonia Correa que traz uma nova perspectiva para a nossa analise desta absurda: ela vem reforcar os estereotipos de genero e invade a privacidade das mulheres tornando a maternidade compulsoria e vigiada pelo Estado alem de colocar as mulheres como maes e reprodutoras.

Responder

    Morvan

    09/01/2012 - 14h13

    Boa tarde.

    Isso mesmo, BetrizGalli1 (se a BeatrizGalli2 tiver um avatar tão bonito como o seu, melhor ainda);
    Ao ver a famigerada MP557, não pude não me lembrar do "Index Librorum Prohibitorum". É o enquadramento da mulher [pobre]. Pura e simplesmente.
    Os R$ 50,00 (apesar de poderem ser parcelados!) funcionam como um golpe baixo (cooptação, vil cooptação). É um desrespeito. Quem se salva, neste "sinistério" de Dilma? Só os que a mídia não persegue? Este Padilha já andou trocando os pés pelas mãos, naquele episódio do MCDonald's.
    É um conjunto de Anas de Holanda?

    Vai pra casa, Padilha.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    beattrice

    09/01/2012 - 14h44

    Justamente se salvam os que são coniventes com a mídia, parece ser este o caso do padilha.

Luiz Fortaleza

08/01/2012 - 23h15

Bem, cada um interpreta ideologicamente como quer… a tutela diz respeito à incapacidade de alguém… O Estado assim tutelaria a educação e a saúde, pq ele responsável pela saúde e educação do povo. Mas acho que no feminismo há essa noia psicológica de opressão, policiamento etc. Pô, todos nós somos vigiados, cadastrados, fichados, em CPF, RG, pq de qualquer forma tem que ter de certa forma um controle social numa sociedade aonde ainda impera a violência. Não podemos viver numa sociedade anárquica, da anomia, senão vira a guerra de todos contra todos… sei q as mulheres sofreram e sofrem ideologicamente a opressão do patriarcalismo. Mas estamos falando de mulheres pobres que não têm condições financeiras de… sei lá. Acho que se discute a questão só na perspectiva da lei, da ética do gênero… deixem pra lá…

Responder

    beattrice

    08/01/2012 - 23h40

    O "cadastro" médico é inviolável.

    Luiz Fortaleza

    08/01/2012 - 23h47

    será? O cadastro do paciente? não é bem assim não, só em tese né…

    Paulo Henrique

    09/01/2012 - 11h48

    Abandonou a tese? Havia tese?

    Luiz Fortaleza

    09/01/2012 - 14h11

    Uma coisa é a norma, outra coisa é o respeito a essa norma na prática, foi isso que eu quis dizer… que somos violados todos os dias em nossos telefones, endereços com bancos ou cartões ligando pra nossa casa enchendo o saco com venda de serviços… etc. Nossa privacidade já foi violada e privacidade até certo ponto…

    Amália

    09/01/2012 - 00h49

    Poxa senhorita Beattice, ainda com essa falácia de cadastro médico público? Isso não "ecxiste" Tem até uma senhora de nome Geysa que levou essas suas paranóias lá pro EduGuim.

    luiz pinheiro

    09/01/2012 - 12h03

    Não há violação alguma de cadastro médico. A divulgalção pública, pela internet, é obrigatória mas apenas para as mulheres que vão receber os 50 reais. Caso contrário, haveria uma brecha para desvios de recursos.

    beattrice

    09/01/2012 - 13h36

    Leia a MP.

    luiz pinheiro

    09/01/2012 - 17h31

    Eu já li. Voce é que não cita o trecho da MP que lhe permite esta sua interpretação.

    Olga

    09/01/2012 - 00h38

    Luiz
    Há feminismos e feminismos, como você bem sabe.
    O que não pode é gente querendo impor a treva, o patrulhismo, o mandonismo, o autoritarismo e a burrice em nome do feminismo, da privacidade das mulheres, do seu direito de decidir livremente. Isso só inviabiliza a verdadeira luta pela emancipação de TODAS AS MULHERES.
    Mas tudo na vida acontece. E nessas situações o melhor é deixar baixar a poeira para ver o que é mesmo que está em jogo por trás dessa estranha escandalização do nada. Os mistérios tem o costume de se desvendarem por si mesmos.

    luiz pinheiro

    09/01/2012 - 12h01

    "Treva, patrulhismo, mandonismo, autoritarismo, burrice".
    E todas essas acusações, todo esse escarcéu, por que? Porque, pelas regras de transparencia que felizmente prevalecem na administração pública, o governo é obrigado a divulgar a lista das mulheres que vão receber o auxílio dos 50 reais. Só isso. É assim com toda e qualquer politica pública que envolve pagamento de benefícios

    Luiz Fortaleza

    09/01/2012 - 14h12

    Uma escola tutelada pelo jogo do mercado, uma saúde mercadologizada, e por aí vai…

    Maragareth

    09/01/2012 - 01h27

    Mas convenhamos… precisava editar uma MP para garantir um trocadinho (no máximo R$50,00) para as gestantes terem condições de ir até o posto de saúde, hospital ou clínica fazer um pré-natal????? Francamente!

    luiz pinheiro

    09/01/2012 - 11h55

    Mais uma vez, temos aí com a Margareth o feminismo de butique explícito…

    beattrice

    09/01/2012 - 13h35

    A sua assessoria de boutique com o ministro é que é fantástica.

    luiz pinheiro

    09/01/2012 - 17h28

    É uma calúnia, sua, beattrice, que mostra apenas sua falta de escrúpulos, sua disposição para acusar no escuro. Nada tenho com o ministro, nem com o governo. Tenho minha opinião, e vnão creio que voce tenha qualquer direito de associá-la a interesses outros. Portanto, vá descascar batatas.
    Repito: menosprezar a ajuda à gestante carente, chamar de "trocadinho", é feminismo de butique sim.

    beattrice

    10/01/2012 - 22h42

    Para constar, eu não associei, vc denegou o que é outro caso.
    A assessoria não pressupõe necessariamente vinculo empregaticio, financeiro ou material.
    Quanto às batatas, mais um indicio do que vc pensa sobre o valor da opinião da mulher.

    Helga

    09/01/2012 - 20h37

    Há feminismos para todos os gostos. Tem o feminismo do não tem pão comam brioches. E durma-se com um barulho desses.

    Olga

    10/01/2012 - 00h16

    Luiz
    Margareth dDeve ser uma "especialista"em mulheres. E com "especialistas" todo concordar é pouco. Olha o respeito.

    Mulheres de atitude

    10/01/2012 - 14h20

    Primeiro que "noia de opressão" é…. e olha que não estou de TPM. Falamos de direito, liberdade, respeito, integridade, ou seja, valores fundamentais e universais. Estão falando do corpo de uma pessoa, que, tendo ou não acesso a educação formal, tem sabedoria, conhecimento, pensa, tem suas capacidades cognitivas integras, tem capacidade de decidir o que é melhor para seu corpo – seja ela rica, remediada ou pobre. O que se discute é a intervenção do estado sobre a vida dos pobres, não a promoção de igualdade social e financeira. Quem disse que mulheres (e pobres) não tem capacidade de decidir sobre seu destino, ou isso vale apenas para eleger homens corruptos? PENSE MELHOR…NOS MERECEMOS (e exigimos) MAIS RESPEITO – Conhece essa palavra?

    Luiz Fortaleza

    10/01/2012 - 19h02

    P/Mulheres de atitude de pensamento curto e estanque: Discordo totalmente… dessa história de a mulher ter absoluta capacidade de decidir sobre seu corpo, sobretudo, mulheres pobres, desinformadas, na sua grande maioria, que não conhece nem sua anatomia física por dentro, não conhece totalmente o funcionamento do seu corpo. Isso é discurso populista, rasteiro, baseado no espontaneísmo de massa a la Rosa Luxemburgo que tanto Lênin criticou. E o Estado pode intervir sim, no combate à miséria, à pobreza, á doença, ao analfabetismo… isso é discurso do anarquismo ultrapassado que tanto Marx criticou. O Estado é a sociedade organizada, logo a sociedade organizada em sociedade política tem responsabilidade com os mais fragilizados sim. Em que mundo você vive? Pequeno burguês, que tem acesso a informação, ao estudo mais qualificado? Pq a mulher pobre, lá do sertão, não tem toda essa liberdade onipotente não, esse grau de informação sobre todas as coisas não. Isso é discurso principista que está muito distante da realidade nua e crua. Há uma grande distância entre "dever ser" e "ser". Vc está muito limitada no pensamento kantista sobre o mundo de que basta legalizar princípios morais definitivos, eu diria, polêmicos, para mudar a sociedade, seu comportamento social. Não é bem assim não… A dificuldade é muito maior do que você pensa.

Maria Thereza

08/01/2012 - 22h49

Parabéns a Sônia e todas que já se manifestaram contra essa MP. Especialmente ao Azenha e Conceição por abrirem espaço para o debate sobre o tema. Por uma questão de equidade, proponho que seja elaborado um sistema de cadastramento e vigilância, de casa em casa, para todos os do gênero masculino em idade fértil, dando 50,00 para irem às unidades de saúde pegar preservativos. Ou cadastar os homens que compram viagra e assemelhados? Seriam evitadas muitas gravidezes e as mulheres seriam deixadas em paz. Quando as mulheres QUEREM ter filhos, há todo um aparato da rede de saúde pública e privada, que proporciona as condições para isso. Os problemas apontados pela Sônia não serão resolvidos com a chegada das mães para o pré-natal. Cadê os agentes comunitários de saúde na atenção à gestante? Eles existem, também, para a captação precoce e encaminhamento adequado.

Responder

jandui

08/01/2012 - 22h39

Pedindo licença:

essa discussão deveria se dar somente entre as mulheres. Nós homens, fiquemos quietinhos em nossos cantos. Quem está sendo tutelado e vigiado não somos nós.

A partir de agora, só permitirei mulheres comentando neste post. Homens: calem-se.

Com sua devida licença, Azenha, aproveitando do autoritarismo típicos do homo sapiens masculino, acabo de me eleger moderador deste tema.

:-)

Responder

JULIO/Contagem-MG

08/01/2012 - 22h37

Tudo pela vida e tudo contra o aborto.

Responder

    jandui

    09/01/2012 - 07h55

    - Deus é onipotente, perguntou o cético ao católico
    – Sim, respondeu prontamente, o crente.
    – Ele é capaz de criar uma pedra que nem ele consiga carregar?
    – ???? :-( ?????

    que nem este pequeno diálogo, sua frase também está carregada de contradições.
    Cuidado com esse "TUDO"

    Morvan

    09/01/2012 - 11h53

    Bom dia.

    Excelente ponto, Jandui.
    Este é o "Paradoxo da Pedra", também conhecido como "Paradoxo de Deus" e "Paradoxo de Averrois".
    O próprio S. Tomás de Aquino, "se esquivou" desta pedrada, quando lhe foi questionado.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Candido Glospan

    09/01/2012 - 12h35

    "Se o barbeiro faz a barba de quem não faz barba sozinho, quem fam a barba do barbeiro? "Isso é mais velho que "andar prá trás" e esse tipo de sofisma nada adiciona a nenhum debate.

    beattrice

    09/01/2012 - 13h34

    Informe-se sobre lógica e filosofia se quiser meter o bedelho nestes temas por favor.

    Morvan

    09/01/2012 - 13h58

    Boa tarde.

    Por isso que eu não respondi, Beattrice. É lógica (silogismo) e filosofia. Se se responde, neste viés aposto, começa a discussão a tomar outro rumo.
    Obrigado.

    :-)

    Morvan, Usuário Linux #433640.

    Leo

    09/01/2012 - 17h03

    Falta informação sobre ´onipotência´, né? Não dá pra usar onipotência desse jeito… A solução, para um ser onipotente, seria simple: Mudar o sentido de ´pedra´, de ´peso´ para que se pudesse fazer tudo, aliás mudar o sentido do ´tudo´… Nós não podemos compreender o sentido de onipotência, onisciência simplesmente pq. vai além da nossa compreensão, da nossa razão… Na verdade, esse sofisma seria a prova da existência de Deus, eis que há um termo, conceito (´onipotência´) que nos foge a compreensão, a nossa razão, então existem coisas que nossa razão pura não consegue conceber, (Kant, alguém? alguém?).. Se existem cosa que fogem a nossa compreensão, e são existentes, alguma outra ´razão´ deverá compreende-la…

    Ênio

    10/01/2012 - 20h58

    Você é dona do blog ou é só uma gozadora emérita?

beattrice

08/01/2012 - 22h37

Conceição Lemes
agradeço uma vez mais e incansavelmente em nome da cidadania
o debate, os esclarecimentos e a oportunidade da sociedade contestar a violação dos direitos humanos e reprodutivos da mulheres instituída por meio dessa medida do senhor padilha, que esperamos seja realmente PROVISORIA e caia por terra pela sua inconstitucionalidade.

Responder

    Luiz Fortaleza

    08/01/2012 - 23h59

    será? O cadastro do paciente? não é bem assim não, só em tese né…

    Geysa Guimarães

    09/01/2012 - 12h14

    beattrice:
    Citei sua luta contra a MP, no Cidadania do Edu, e a nova visitante também deste blog, Amália, desceu o sarrafo em mim e em você.
    Vá lá conferir.

    beattrice

    09/01/2012 - 13h35

    A dona amália [com minusculas] é um alter ego evidente de alguns asessores do senhor padilha, patético.

Gerson Carneiro

08/01/2012 - 22h22

Ouvi de uma amiga e concordo plenamente: "se o homem fosse culpabilizado e punido por aborto, aborto não seria crime".

Não entra na minha cabeça a possibilidade de se discutir saúde da gestante omitindo o tema aborto.

Discutir saúde da gestante omitindo o tema aborto é tão hipócrita quanto o vegetariano que come carne "apenas por causa da proteína".

Responder

    Amália

    09/01/2012 - 01h44

    Gerson
    Então vai lá em Campo Grande e tira da cadeia dois sujeitos que estão presos "injustamente". O cunhadinho que engravidou a cunhadinha e o enfermeiro que foi fazer o "serviço" de aborto. A garota morreu durante o aborto e os dois sujeitos levaram o corpo da menina e desovaram no mato.
    Interessante que mesmo, ou certamente havendo clínica clandestina em C.Grande, foram para outra cidade do interior.

    Gerson Carneiro

    09/01/2012 - 05h48

    Amália,
    Teu discurso é absolutamente desconexo.

    Primeiro que, a conclusão de que "os dois sujeitos estão presos injustamente" é só tua.

    Segundo, a prisão do "cunhadinho que engravidou a cunhadinha" pode não ter ligação direta com o aborto mas sim por estupro, assassinato e ocultação de cadáver. Isso é possível. Precisaria conhecer em detalhes os autos do inquérito.

    Quantos médicos que fizeram (e fazem) o "serviço" em mulheres ricas que não morreram durante a "operação" você conhece que estão presos? Recentemente uma comentarista aqui do Viomundo citou o caso de uma garota de 15 anos muito rica que ela conhece, no Rio de Janeiro, que praticou aborto há menos de dois meses. Quem fez o "serviço" não está preso, tampouco quem engravidou.

    Quem fz o "serviço" na Soninha Francine, Hebe Camargo, Cássia Kiss, Cissa Guimarães, Vera Zimmermann, Marília Gabriela, e tantas outras, está(ão) preso(s)?

    Por fim:
    "Interessante que mesmo, ou certamente havendo clínica clandestina em C.Grande, foram para outra cidade do interior"

    O que você quis dizer com isso? Realmente não entendi. Que o abordo não deve ser descriminalizado porque já existem clínicas clandestinas?

    Percebe que teu discurso não tem consistência alguma?
    Acho que se você parar um pouco de dar risada à toa e se concentrar no debate talvez consiga elaborar uma defesa inteligível.

    Amália

    09/01/2012 - 14h34

    Gerson
    VOcê não tá sendo homem pra sustentar o que escreve:

    1º – "se o homem fosse culpabilizado e punido por aborto, aborto não seria crime".
    portanto, quem diz que homem envolvido preso é "injustiça" foi você.
    2º- Veja que coloquei "injustiçados" entre aspas (sabe o significado?)
    3º – "pode não ter ligação com direta o aborto"
    dedução sua, querendo saber mais que o delegado que fechou o inquérito com provas e confissão do cunhadinho. Tentou tangenciar. Você devia ser mais experto. Se citei a questão é porque conheço toda a história, você não.
    4 – Quanto a fazer o "serviço" em mulher rica, o caso de C.Grande, o cunhadinho tem grana, tanto é que carregaram o corpo da menina na Mitsubishi importado de propriedade cunhado, que fez também o pagamento, 1.000,00.
    5- "Moça muito rica" "médico não está preso" Isso é uma questão jurídica, nada a ver com a questão 1ª que é ser ou não "culpalizado".
    6 – Sobre fazer o aborto em outra cidade, é o fato que mesmo tendo o rapaz grana para fazer numa clínica "capacitada" em C. Grande, para esconderem a gravidez da fámília e amigos, e esconder a pulada de cerca, foram pra fora da cidade. Ou seja, nessa situação, mesmo que o aborto estivesse liberado, a atitude seria a mesma e o resultado o mesmo. Irresponsabilidade total.
    7 – Retribuindo "Acho que se você parar um pouco de dar risada à toa e se concentrar no QUE VOCÊ ESCREVE E NÃO LÊ talvez consiga elaborar uma defesa inteligível.

    Amalia

    09/01/2012 - 15h48

    Vai ali aprender o que significa o "entre aspas" depois volta para argumentar com embasamento.

    Gerson Carneiro

    09/01/2012 - 18h29

    Cadê o sorriso da Amália?

    Pegou ar. Amália tá nervosa.

    Cristiana Castro

    09/01/2012 - 03h39

    Eu não sei; não acho boa idéia colocar na mesma frase "gestante" e "aborto" pq produzem idéias opostas. No caso da gestante, a idéia do nascituro é harmônica; a expectativa do nascituro e a do nascimento estão alinhadas. Na gravidez indesejada a expectativa é o fim da gravidez. A expectativa é da mulher e é no sentido de acabar com o desespero.
    Ainda acho que o que mais pegou nesse debate da MP foi a entrada em cena do "aborto" no palco da gestação. O nascituro só existe na gestação; é um símbolo dela e pertence ao discurso jurídico-religioso. Não dá para falar em nascituro qdo não há expectativa de nascimento. Isso é lutar no campo do adversário.

    Leo

    09/01/2012 - 11h41

    Gerson, o homem pode ser co-autor de aborto… Mais um argumento errado e falso.

Janah

08/01/2012 - 22h21

"São corpos destinados a parir os filhos para o Estado, para o capital, para o mercado de trabalho, para a família e, por isso, as mulheres devem por isso ser tuteladas. Quanto mais pobres e financeiramente dependentes as pessoas, mais pesadas as regras de tutela e vigilantismo sobre elas."
Mas esse não é o regime da China?

Responder

Paulo P.

08/01/2012 - 21h48

DESCULPE FORA DO TEMA,,,,,,,,,,,,,,,,,,,

As consequências da assimetria nuclear
Por Sued Lima*

Na década de 70 do século passado, o Brasil desenvolvia secretamente seu programa nuclear para fins militares. Para assegurar-lhe recursos financeiros, estabelecera parceria com o Iraque, que bancava os elevados investimentos necessários em troca de acesso aos conhecimentos tecnológicos brasileiros. O responsável pelo programa na Aeronáutica era o tenente-coronel aviador José Alberto Albano do Amarante, engenheiro eletrônico formado pelo ITA.

Em outubro de 1981, Amarante foi atacado por uma leucemia arrasadora, que o matou em menos de duas semanas. Sua família tem como certo que o cientista foi morto pelos serviços secretos dos EUA e de Israel, com o objetivo de impedir a capacitação brasileira à produção de armas atômicas. Dando força às suspeitas, foi identificado um agente israelense do Mossad, de nome Samuel Giliad, atuando à época em São José dos Campos, que fugiu do país logo após a misteriosa morte do oficial brasileiro.

Tais fatos dão credibilidade às reiteradas denúncias do governo iraniano de que seus cientistas estão sendo alvo de atentados por parte dos serviços secretos estadunidense, britânico e israelense.
———————————————-
Como previa o embaixador do Brasil na ONU, em 1968, José Augusto Araújo de Castro, quando atuou para impedir a adesão do Brasil ao TNP, o tratado é apenas um instrumento para perpetuar o poder das grandes potências.

*Sued Lima – Coronel Aviador Ref e pesquisador do Observatório das Nacionalidades

CONTINUA EM http://contrapontopig.blogspot.com/2012/01/contra

Responder

Lucas Villa

08/01/2012 - 20h38

Quanto ódio da vida, quando ódio das mulheres que querem ter seus filhos…

Responder

    Rror

    08/01/2012 - 21h40

    Quanto "amor" às mulheres que querem apenas serem ..mulheres (com ou sem filhos)

    Luiz Fortaleza

    08/01/2012 - 23h19

    E o q é ser mulher?

    Aline das Chagas

    09/01/2012 - 08h01

    É algo que você NUNCA saberá. Se conforme. Nem Freud te explica. É preciso ser mulher para saber. Lamento

    jandui

    09/01/2012 - 14h23

    deve ser o mesmo que ser homem, só que ao contrário com um detalhe: mulheres gostam menos de controle remoto que homens :-)

    Gerson Carneiro

    09/01/2012 - 00h05

    Por que essa conclusão? Você está invertendo.

    Com o aborto legalizado, quem quer ter filho vai continuar tendo.

    Legalizar o aborto não significa que toda mulher terá que abortar.

    Leo

    09/01/2012 - 11h39

    O problema é a MP, que está em discussão. Ela foi feita justamente pra qyem quer ter filhos e não tem condições, mas os pró-aborto (como esse blog) não querem nem saber. Claramente o aborto é mais importante do que a saúde da gestante que quer ter filhos. Isso está comprovado até aqui na visão que a entrevistada tem da maternidade. Abortista parece ser uma questão puramente ideológica que tem em seu bojo a ridicularização do papel de mãe. Para a mulher conquistar a igualdade com os homens eka não precisa abrir mão de suas características, não precisa se diminuir. Isso sim é machismo. Os homens impuseram sua visão de mundo a tal ponto de convencer as mulheres que ter características masculinas (inclusive defeitos) é o caminho pra igualdade. Ser mãe NÁO é errado, ser irresponsável sexual é.

    beattrice

    09/01/2012 - 13h32

    A saúde das gestantes não será beneficiada com um cadastro universal, compulsorio e ainda por cima público, que viola sua confidencialidade e seu sigilo médico.

    Leo

    09/01/2012 - 17h10

    Isso não é verdade Beattrice… O cadastro NÃO é compulsório (é apenas pra quem quer ser tratada, ou seja, rpa quem quer ter um bebê), não é público tampouco… Se é assim, pq. vc nãobriga tmb contra o SUS?!?!? Tive que me cadastrar no SUS, e tenho prontuário médico que será usado por TODOS os médicos.. Médico e Estado agora são demônios? O cadastro existe para ajudar justamente no tratamento DE QUEM QUER TER FILHOS… Vai explicar pra uma mãe, da periferia, que ela não terá os direitos garantidos pela MP pq. tem algumas que querem abortar e esse cadastro pode dificultar o aborto delas (o que, aliás, não é verdade, mas esse medo que têm feito os abortistas darem pulos). Aliás, tô até agora esperando vc me dar o texto da lei que fala que o cadastro é compulsório PRA TODAS as gestantes, e que fere o sigilo… Onde vc estava quando o SUS foi implantado?!?!? Eu tive que me cadastrar no SUS, e aí?

    Wildner Arcanjo

    09/01/2012 - 13h38

    Ixi… é agora?

    jandui

    09/01/2012 - 07h50

    uai, ao legalizar o aborto todas as mulheres terão que abortar??? Que lei estranha essa sua…

    José Olavo

    09/01/2012 - 11h54

    Azenha:
    Em que ficou a entrevista com o Secretário do Ministério da Saúde sobre a MP. Só se vê entrevistas contra…
    Era para a entrevista sair hoje, o que houve?
    Estou percebendo que a crítica à MP é só sobre a questão do aborto.
    Eu sou a favor da descriminilazão do aborto e sou também a favor da MP. Nós estamos no BRASIL. Não estamos na Europa, nem em outros países que permitem o aborto. Não está na hora de pedirmos a liberação do aborto, como não estamos em condições para pedirmos a implantalção do socialismo. Não é por isso que não vamos lutar para baixarmos as mortes por parto. E é isso que MP pretende.
    Continuo esperando a entrevista prometida com o Ministério da Saude, para ouvirmos o outro lado.
    Quem não dá espaço para o "outro lado" é o PIG …

    Conceição Lemes

    09/01/2012 - 12h53

    José Olavo, acho fundamental que todas as questões envolvendo a MP 557 sejam bem explicadas, dada a importância do assunto. POr isso, estava aguardando um esclarecimento do Ministério da Saúde, que ainda nao veio. Não dá para esperar mais. Já comecei a editar entrevista. Até o final desta segunda-feira, ela será publicada. abs

    Leo

    09/01/2012 - 17h16

    Ah, tá, e não tinha nenhuma outra alma a não ser o Secretário que poderia falar a favor da MP, né? Já que contra a cada 24 horas vc tem duas pessoas sendo entrevistadas… Continuo vendo apenas uma opinião no blog. Engraçado, vc tentou falar com o Edir MAcedo a respeito do aborto? Ou com os Civita, da Veja? Eles são favoráveis ao aborto, mas não ficou esperando a resposta deles pra postar uma entrevista pró-aborto… Catou pessoas que estão babando por luzes da ribalta e pau na máquina… Mas então, continua esperando o Secretário.. Quem sabe pra Dilma?!?! Manda um mail pra ela e depois vêm aqui dizer que está esperando a resposta dela pra botar algo favorável a MP pra contrabalançar àqueles que vêm aqui pró-aborto.

    beattrice

    09/01/2012 - 13h30

    A MP não pretende discutir a mortalidade materna, ela pretende atender a compromissos claramente eleitoreiros com a bancada evangelico papista.
    Em tempo,
    o que se pretende não é a "liberação" do aborto, é a DESCRIMINALIZAÇÃO,
    são medidas substancialmente diferentes.
    No twitter o ministro da saúde não explicou rigorosamente nada embora tenha sido continuamente questionado.

Mari

08/01/2012 - 20h36

Por enquanto SEM PALAVRAS, além de parabenizar Sônia, Conceição e Azenha

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