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Britânicos choram: Thatcher entregou soberania energética aos franceses!


05/11/2012 - 02h43

por Luiz Carlos Azenha

As revistas literárias, quem diria, estão se transformando no espaço para as grandes reportagens que antes saiam nos jornais. Como o público delas é razoavelmente sofisticado, não engole qualquer lixo vendido a título de “jornalismo”. A mais recente edição da London Review of Books traz uma reportagem excepcional de James Meek, How we happened to sell off our electricity, “Como aconteceu da gente vender nossa eletricidade”, que é um raio xis do sistema elétrico do Reino Unido.

Resumo: o neoliberalismo de Margaret Thatcher entregou a soberania energética do Reino Unido logo… à França. O equivalente ao Brasil entregar à Argentina o poder de decidir sobre as questões mais importantes do futuro de sua matriz energética — ou vice-versa.

O texto mostra como os britânicos se desfizeram da estatal Central Electricity Generating Board (CEGB) apenas para vê-la substituída primeiro por investidores norte-americanos e em seguida pela estatal francesa EDF. Mostra como, na França, a multinacional EDF enfrenta uma campanha de ativistas que trabalham para evitar cortes de energia para quem não pode pagar a conta, agindo como se fossem Robin Hoods do século 21.

Trechos (observações entre colchetes do Viomundo, para facilitar o entendimento):

“O que aconteceu não é o que eles [os que promoveram a privatização] prometeram ou pretendiam quando colocaram a indústria estatal de eletricidade do Reino Unido à venda. Antes do fim deste ano, políticos, regulamentadores e corporações tomarão decisões que vão determinar a vida elétrica do país pelo próximo meio século.

Vão decidir como manter as luzes acesas e as rodas da indústria em movimento pelos próximos cinquenta anos sem afetar severamente o clima e sem nos empobrecer. Mas como resultado das ações tomadas uma geração atrás pelos conservadores de Margaret Thatcher — um partido cujo programa nacionalista prometia independência da Europa — agora as decisões não dependem apenas do Reino Unido.

Thatcher prometia menos envolvimento do Estado mas o futuro da oferta britânica de energia agora depende de companhias estatais francesas baseadas em Paris: Electricité de France, mais conhecida como EDF, e Areva, fabricante de usinas nucleares. A EDF e a Areva vão construir novos reatores nucleares no Reino Unido? Se sim, quanto isso vai custar ao público britânico e francês?”.

*****

“Em 1981, com inflação e desemprego acima dos 10%, o recentemente eleito governo conservador forçado a ceder diante de demandas dos mineiros, cortes de gastos públicos provocando protestos e a carreira de Thatcher como primeira ministra parecendo fadada a um fim ignominioso, um economista de 38 anos da Universidade de Birmingham chamado Stephen Littlechild trabalhava em formas de colocar em prática uma ideia esotérica que tinha sido muito discutido em círculos radicais dos Tory [o Partido Conservador inglês]: privatização. A privatização não era patente da Thatcher.

O economista espanhol Germà Bel liga a origem do termo à palavra alemã Reprivatisierung, primeiro usada em inglês em 1936 pelo correspondente em Berlim da revista Economist, que escrevia sobre a política econômica dos nazistas. Em 1943, em uma análise do programa econômico de Hitler no Quarterly Journal of Economics, a palavra “privatização” entrou na literatura acadêmica pela primeira vez. O autor, Sidney Merlin, escreveu que o Partido Nazista ‘facilitava a acumulação de fortunas privadas e de impérios industriais por seus mais importantes membros e colaboradores através de privatização e outras medidas, com isso intensificando a centralização das questões econômicas e de governo em um grupo cada vez mais diminuto, que poderia ser classificado de elite nacional socialista’.

Os caubóis livre-mercadistas que chegaram ao poder com Thatcher em 1979 talvez não soubessem do prelúdio nazista, mas com certeza sabiam das privatizações mais recentes, no Chile de Pinochet”.

*****

“A solução de Littlechild para o Reino Unido foi substituir o teto existente nos Estados Unidos para o lucro [das empresas elétricas privadas] por um teto para o preço da energia vendida ao consumidor. As companhias privatizadas só poderiam aumentar seus preços anualmente  pelo equivalente à inflação menos um fator X, que a agência reguladora definiria a cada cinco anos.

Os preços deveriam cair em termos reais todos os anos: parecia um bom negócio para o consumidor. Mas o que não parecia óbvio para a maioria das pessoas eram as imensas oportunidades para as empresas privadas de energia cortarem custos e não apenas demitindo trabalhadores”.

*****

“Mas, assim que os privatistas calcularam a capacidade de produção disponível e os custos de manter as diferentes usinas, criaram um sistema para definir o preço de atacado da energia tão complicado que só era entendido pelas pessoas que dirigiam as empresas, justamente aquelas cujo interesse era manter o preço o mais alto possível.

No anos 90, os custos do petróleo, do gás e do carvão cairam e o gerenciamento agressivo tornou as usinas mais baratas de tocar, especialmente com as demissões de trabalhadores. Ainda assim o preço da energia no atacado ficou o mesmo. Os grandes players privados encontraram formas de manipular o mercado para manter os preços altos. Eles eram capazes de desvirtuar o sistema declarando, por exemplo, que uma certa usina estava temporariamente indisponível para gerar eletricidade. O preço da energia, então, aumentava — e num passe de mágica a usina voltava ao sistema”.

*****

“É uma cruel conclusão da realidade de privatizar serviços essenciais: o que está sendo vendido não é a infraestrutura, mas cidadãos pagantes de contas; o que está sendo privatizado não é a eletricidade, mas a cobrança de impostos.

De fato, o governo francês [dono da EDF] está comprando o direito de taxar clientes britânicos através de suas contas de eletricidade; o direito de usar dinheiro e espaços britânicos para financiar uma demonstração mundial de uma tecnologia francesa ainda não testada [a que seria aplicada em futuras usinas nucleares, já que o sistema elétrico britânico precisa de mudanças urgentes]. E como os impostos escondidos na conta de eletricidade não levam em conta a capacidade de quem paga, quanto mais pobre você for, maior é sua contribuição ao programa”.

*****

“Ainda assim, as luzes não se apagaram. Pelo menos é o que um deputado disse a Dieter Helm [economista britânico especializado em serviços essenciais] alguns anos atrás, quando ele prestava depoimento no Parlamento. As pessoas haviam alertado que haveria blecautes no inverno anterior, mas não houve, disse o deputado. Com paixão incomum, Helm colocou as coisas em seu devido lugar. Se você define o problema como luzes que não se apagaram, afirmou, não entendeu nada sobre como funciona o novo mundo dos mercados de eletricidade. A situação ideal para as empresas privadas de eletricidade é que exista apenas energia suficiente para o consumo.

Podem cobrar quanto quiserem que as pessoas vão pagar. ‘As pessoas pensam que insegurança no fornecimento significa que as luzes vão ou não se apagar — mas esta nem é a questão’, ele disse. ‘A questão é o que acontece logo antes das luzes se apagarem’. Mais de vinte anos depois do lançamento do grande experimento com eletricidade, dá para ver que embora tenha sido um ato de privatização — na verdade, de taxação — foi mais significativamente um ato de alienação, criando uma barreira impenetrável de complexidade, segredos comerciais e distância geográfica entre as companhias e os clientes que elas servem.

É fácil trocar fornecedores [possível no Reino Unido]. Mas os consumidores-camponeses do Reino Unido agora trazem seus dízimos até os portões trancados dos grandes latifúndios elétricos e se perguntam: afinal, quem mora lá? Estão em casa ou em alguma outra propriedade, em outra parte do mundo? Não é de surpreender que Denis Cohen [líder sindical francês], um velho comunista, herdeiro dos Communards e dos sans-culottes, odeia o que a companhia que o paga [EDF] está fazendo fora da França. ‘Fiquei surpreso ao saber que sindicalistas britânicos não se opuseram a isso’, ele disse, referindo-se à privatização e ao controle estrangeiro do setor elétrico. ‘Nós, com nossa cultura, teríamos lutado até a morte para evitá-lo'”.

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38 comentários

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Santayana: As fronteiras políticas se movem na Europa « Viomundo – O que você não vê na mídia

29 de janeiro de 2013 às 17h07

[…] Britânicos choram: Thatcher entregou soberania energética aos franceses! […]

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Alex Mendes

21 de novembro de 2012 às 13h18

Essa entrega ocorreu de forma absurda em São Paulo: o PSDB, Alckmin e Serra, nas vésperas das eleições em JUNHO/2006, entregaram a CTEEP – Transmissão Paulista para a estatal colombiana ISA.

A CTEEP faturava R$500 milhões de lucro líquido anuais em 2005 (R$ 320 mi em 2003 e R$400 mi em 2004, aumentando R$100 mi a cada ano) e com as ações na Bovespa valendo R$1 BILHÃO. E a CTEEP ainda tinha R$620 milhões em caixa e aplicações financeiras de curto prazo. Pois PASMEM, ela foi “privatarizada” pelo PSDB e Alckmin sendo colocada à “venda” (isso é doação) pelo preço de vil de R$755 milhões apenas! Quanto fizeram de caixa 2 nessa? E o “alckmista” fez essa mágica com suspeita de ter pagado mensalão de R$60.000 pra cada deputado que votou a favor dessa maracutaia, mas a PiG esconde isso até hoje dos paulistas. E esconde ainda mais o descalabro que foi entregar pra estatal estrangeira e empresa que transportava 52% da energia elétrica da região Sudeste!

Vejam só: a CTEEP valia R$ 1 BILHÃO, tinha R$620 milhões em caixa e foi entrega pro governo da Colômbia por R$755 milhões. Ou seja, uma empresa que tinha lucro líquido de R$500 milhões por ano foi entregue por apenas R$135 milhões. E A PiG esconde esse absurdo até hoje… Se contar 6 anos desde 2006 até hoje e o lucro líquido de lá pra cá, o PSDB entregou pro governo da Colômbia o LUCRO LÍQUIDO de mais de R$ 3,5 BILHÕES, pela bagatela de R$135 milhões!

Cadê o STF? Gastou 5 meses, ao custo de R$50 milhões em salários, na novela de mensalão e essa verdadeira ROUBALHEIRA, como na roubalheira do PSDB de Minas de mais de R$1,1 BILHÃO na venda de 1/3 da CEMIG pros americanos da AES/Southern, com dinheiro nosso (BNDES e Fundo de Amparo do Trabalhador – FAT).

Ou seja. o PSDB pegou dinheiro dos trabalhadores brasileiros para dar esses rpesntes pros colombianos e aamericanos e a PiG esconde muito bem isso.

CADÊ OS SRs do STF para por na cadeia os autores desse verdadeiro roubo?

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    miriam maffei

    14 de dezembro de 2012 às 08h02

    Alex, gostei de suas referencias, contudo, gostaria de sugerie, se posso, coloque links em suas informaçoes. Elas terao mais respeito. Obrigada

Privatização e Nazismo « Blog do Tarso

07 de novembro de 2012 às 18h32

[…] por Luiz Carlos Azenha, do viomundo […]

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Folha transforma cláusula pró-jornalistas em “avanço contra imprensa independente” « Viomundo – O que você não vê na mídia

07 de novembro de 2012 às 15h03

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Wall Street vence com Obama, enquanto Partido Republicano se torna o partido dos brancos em minoria « Viomundo – O que você não vê na mídia

07 de novembro de 2012 às 12h18

[…] Britânicos choram: Thatcher entregou soberania energética aos franceses! […]

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Helder

07 de novembro de 2012 às 00h08

Alemanha nazista, quem diria hein?

Privatas Nazitucanos Thatcherista.

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FrancoAtirador

06 de novembro de 2012 às 21h05

.
.
REPRIVATISIERUNG

?w=640&h=399

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Julio Silveira

06 de novembro de 2012 às 20h40

Sempre achei e continuarei achando uma verdadeira sacanagem, um crime mesmo, vir um politico vender um patrimonio em que ele pode não ter colocado um centavo para existir. Tudo baseado em que conseguiu através do voto um mandato que ele diz lhe deu poder para se desfazer de tudo, tudo que um povo possa ter construido. As vezes custando o sangue, outras vezes a ambição e a objeção primordial de paises adversários. Por que só no mundo infantil se pode acreditar em boa vontade entre países sem que existam interesses. É como aquele dito, muitas vezes, na maioria das vezes, é farinha pouco meu pirão primeiro.

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Valério entregou ao ex-procurador os nomes dos políticos do PSDB que receberam dinheiro no mensalão mineiro « Viomundo – O que você não vê na mídia

06 de novembro de 2012 às 17h17

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emerson57

06 de novembro de 2012 às 09h21

privatização dos aeroportos brasileiros,
quanto tempo vamos esperar pelo desastre?

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    Willian

    06 de novembro de 2012 às 10h37

    O desastre já aconteceu: lembra da TAM?

    emerson57

    06 de novembro de 2012 às 19h44

    sr. willian
    viracopos, guarulhos e brasilia são os aeroportos privatizados.
    o infeliz acidente com o avião da tam foi em congonhas.
    e o desastre a que refiro é o administrativo.

Araújo

06 de novembro de 2012 às 06h31

A ANEEL é uma agencia capturada pelas empresas privadas. Foi ela, com o apoio da EPE, quem calculou os valores das tarifas e indenizaçöes das usinas e linhas que estão vencendo as concessões. Como mais de noventa por cento das renovações são das estatais, os valores calculados são irrisórios, prejudicando irremediavelmente essas empresas. Há uma falácia que haverá redução nas tarifas residênciais e industriais. Só na CHESF a perda de receita será de 56% colocando em risco sua existência. Essa empresa tem um papel fundamental para o desenvolvimento do Nordeste. Acontecendo isso podemos considerar como o maior processo de PRIVATIZAÇÃO do setor elétrico mundial. E olhe lá, acontecendo no governo do PT. E, caso haja alguma redução nas tarifas, os maiores benficiários serão as regiões Sul e Sudeste, em detrimento ao Nordeste, pois naquelas regiões é onde está a parcela maior dos contratos da CHESF. Uma vergonha, mais uma vez a mentalidade Sudestina e Sulista do governo Dilma se manifesta. Basta ver a política de desacelesração das grandes obras nessa região, tais como a Transposição, Transnordestina, Ferrovias, Refinarias, dezenas. Voltou a política dos coronéis para a seca do nordeste. Verbas, só prá carro pipa.

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Bonifa

06 de novembro de 2012 às 06h10

O momento em que vivemos é muito crítico e o Governo não se dá conta disso, pensando ainda em aperfeiçoar aqui e acolá um sistema elétrico que veio do governo Fernando Henrique Cardoso como um monstro incompreensível. Uma empresinha qualquer no Maranhão ou Tocantins relaxa com seus empregados e alguém prefere tomar um cafezinho a religar uma chave qualquer. E metade do país entra em apagão e pânico e a conta da incompetência ainda vai para cima do Governo Federal. Até no Japão já se compreendeu, por conta do desastre do terremoto nuclear, que o setor tem que estatal. É preciso reestatizar tudo o que for fundamental no setor elétrico, até às substações locais. A face mais cruel da privatização elétrica é a criação do famigerado cartão que permite vender energia como se vende crédito para telefones. Vimos uma reportagem na Record onde numa favela sulafricana o mísero morador tinha energia na porta de casa, mas faltava grana para adicionar crétidos ao cartão sanguessuga do capitalista, que certamente morava lá em Dubai, e ele estava alí a implorar por um pouco de energia para iluminar sua casa deixada na escuridão. Ainda vamos entender, depois que europeus entenderem bem isso, o quanto foi criminosa a privatização do setor elétrico, ainda mais que a do setor de telecomunicações. Das estatizações estaduais então, algumas foram negociatas monstruosas com o patrimônio público. E hoje o Governo Federal pouco ou nada faz para ir reestatizando o setor, talvez porque compartilhe da idéia absurda de que o setor público é mais corrupto que o setor privado, talvez porque se sinta fraco demais para enfrentar a linha de frente da patifaria privatista, ou seja, a mídia partidária neoliberal.

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Eudes Hermano Travassos

05 de novembro de 2012 às 23h31

Seu artigo está ótimo Azenha, eu só discordo da comparação com Brasil e Argentina, historicamente nada se compara a Inglaterra e França.

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Eduardo Raio X

05 de novembro de 2012 às 22h38

Daqui algum tempo os brasileiros que reside no Reino Unido vai ensinar a eles a fazer o famoso gato! Ai o bicho vai pegar com força!

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    rita

    06 de novembro de 2012 às 21h30

    concordo

Rafael

05 de novembro de 2012 às 19h49

Depois de tanto tempo vivendo em sociedade, nunca foi tão fácil enganar o povo. Não consigo compreender como se justifica a privatização de setores tão vitais para o funcionamento do país como o setor elétrico, petróleo, água e saneamento e de telecomunicações. Queriam os tucanos a todo custo privatizar banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES. Foram e são fundamentais para superar a crise.

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Maiac

05 de novembro de 2012 às 17h24

A EDF é uma das leiloeiras de energia no Brasil. cuidado.

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MdC Suingue

05 de novembro de 2012 às 16h19

Não estamos ‘privatizando’, estamos apenas “cedendo concessões” por dezenas e dezenas de anos sem mecanismos reguladores que tenham alguma eficácia…

QUANDO A GLOBO PERDER A CONCESSÃO DELA POR NÃO CUMPRIR SUAS OBRIGAÇÕES, EU VOU ACREDITAR QUE ‘CONCESSÃO’ NÃO É PRIVATIZAÇÃO.

Até lá, continuo acreditando que estamos todos sendo feitos de otários.

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Mineirim

05 de novembro de 2012 às 16h18

Pois é, vou repetir o que postei aqui dias atrás. Foi sobre um trecho de entrevista do atual presidente da Cemig, na TV (que o Itamar Franco brigou para não ser privatizda e que o atual governo tucano o fez na calada da noite…): em 30/40 segundos de fala ele pronunciou a palavra INVESTIDOR umas 4 ou 5 vezes. Em NENHUM momento referiu-se aos clientes/consumidores da empresa. Bão, né?

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Vlad

05 de novembro de 2012 às 14h38

Lá não é concessão, como aqui?
É privatização mesmo?

º,..,º

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augusto2

05 de novembro de 2012 às 11h28

Ihh!! Os ingleses descobriram que a Tétxer os deixou nús, com a mão no bolso?
Oh, my God!

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ZePovinho

05 de novembro de 2012 às 10h39

http://resistir.info/financas/plano_epico_21out12.html

Plano épico do FMI para eliminar dívida e destronar banqueiros
por Ambrose Evans-Pritchard [*]

Há uma varinha mágica, afinal de contas. Um documento revolucionário editado pelo Fundo Monetário Internacional afirma que seria possível eliminar a dívida pública líquida dos EUA de uma penada e, em consequência, fazer o mesmo à da Grã-Bretanha, Alemanha, Itália ou Japão. O documento do FMI diz que o truque é substituir o nosso sistema de moeda criada pela banca privada.

Poder-se-ia cortar dívida privada em 100% do PIB, promover crescimento, estabilizar preços e destronar banqueiros, tudo ao mesmo tempo. Isto poderia ser feito de modo limpo e indolor, por ordem legislativa, muito mais rapidamente do que se poderia imaginar.

O truque é substituir nosso sistema de moda criada pela banca privada – aproximadamente 97% da oferta monetária – por moeda criada pelo estado. Retornarmos à norma histórica, antes de Carlos II ter colocado o controle da oferta monetária em mãos privadas com o English Free Coinage Act de 1666.

Especificamente, isto significa um assalto à “reserva fraccionária da banca”. Se os prestamistas forem forçados a providenciar 100% de reservas para dar respaldo a depósitos, eles perdem o privilégio exorbitante de criar moeda a partir do nada.

O país recupera controle soberano sobre a oferta monetária. Não há mais corridas bancárias e menos crescimento e queda nos ciclos de crédito. A prestidigitação contabilística fará o resto. Este pelo menos é o argumento.

Alguns leitores já podem ter visto o estudo do FMI, de Jaromir Benes e Michael Kumhof, o qual saiu em Agosto e a seguir começou a se tornar um culto por todo o mundo.

Intitulado “The Chicago Plan Revisited”, ele ressuscita o primeilro esquema avançado pelos professores Henry Simons e Irving Fisher em 1936 durante a época de fermento de pensamento criativo na última Depressão.

Irving Fisher pensava que ciclos de crédito levam a uma não saudável concentração de riqueza. Ele viu-a com os seus próprios no princípio da década de 1930 quando credores arrestavam agricultores empobrecidos, tomando a sua terra ou comprando-a por uma ninharia no fundo do ciclo.

Os agricultores acabaram por encontrar um meio de se defenderem. Eles impuseram à força, em conjunto, “leilões a um dólar”, comprando de volta as propriedades uns dos outros por quase nada. Qualquer aventureiro intrometido que tentasse um lance mais alto era sovado até partir os ossos.

Benes e Kumhof argumentam que o trauma do ciclo do crédito – provocado pela criação privada de moeda – tem raízes profundas na história e repousa nos jubileus de dívida nas antigas religiões da Mesopotâmia e do Médio Oriente.

Os ciclos de colheitas levaram a incumprimentos sistémicos milhares de anos atrás, com confisco do colateral e concentração de riqueza nas mãos de prestamistas. Estes episódios não foram causados apenas pela meteorologia, como se pensa há muito. Eles foram amplificados pelos efeitos do crédito.

O líder ateniense Sólon implementou o primeiro Plano Chicago/New Deal conhecido em 599 AC para aliviar agricultores enganchados junto a oligarcas que desfrutavam o privilégio da cunhagem. Ele cancelou dívidas, restituiu terras tomadas pelos credores, estabeleceu preços mínimos para commodities (tal como Franklin Roosevelt) e conscientemente inundou a oferta monetária com cunhagem “livre de dívida” emitida pelo estado.

Os romanos enviaram uma delegação para estudar as reformas de Sólon 150 depois e copiaram as ideias, estabelecendo o seu próprio sistema de moeda fiduciária sob a Lex Aternia em 454 AC.

É um mito – inocentemente propagado pelo grande Adam Smith – que a moeda se tenha desenvolvido como um meio de troca baseado na mercadoria ou ligado ao ouro. O ouro foi sempre valioso, mas isso é outra história. Os amantes do metal frequentemente fundem as duas questões.

Estudos antropológicos mostram que divisas fiduciárias sociais começaram com a aurora dos tempos. Os espartanos proibiram moedas de ouro, substituindo-as com discos de ferro de pouco valor intrínseco. Os antigos romanos utilizaram pastilhas de bronze. O seu valor era totalmente determinado por lei – uma doutrina que Aristóteles fez explícita na sua Ética – como o dólar, o euro ou a linha esterlina de hoje.

Alguns argumentam que Roma começou a perder o seu espírito de solidariedade quando permitiu a uma oligarquia desenvolver uma cunhagem privada com base na prata durante as Guerras Púnicas. A moeda deslizou para fora do controle do Senado. Poder-se-ia considerar isto como o sistema bancário sombra de Roma. A evidência sugere que o mesmo tornou-se uma máquina para a acumulação de riqueza da elite.

A soberania incontestada ou o controle papel sobre divisas persistiram através da Idade Média até que a Inglaterra rompeu o padrão em 1666. Benes e Kumhof dizem que isto foi o começo da era dos ciclos de ascensão e queda.

Alguém pode igualmente dizer que isto abriu o caminho para a revolução agrícola da Inglaterra no princípio do século XVIII, a revolução industrial posteriormente e o maior salto económico e tecnológico alguma vez já visto. Mas deixemo-nos de palavreado.

Os autores originais do Plano de Chicago estavam a responder à Grande Depressão. Eles acreditavam que era possível impedir o caos social provocado por oscilações violentas de ascensão e queda e fazer isso sem comprometer o dinamismo económico.

O efeito colateral benigno das suas propostas seria uma comutação da dívida nacional para o excedente nacional, como que por magia. “Porque sob o Plano Chicago os bancos têm de tomar reservas emprestadas do tesouro para escorar plenamente os passivos, o governo adquire um trunfo muito grande em relação aos bancos. A nossa análise descobre que o governo fica um fardo de dívida líquida muito mais baixo, de facto negativo”.

O documento do FMI afirma que o total de passivos do sistema financeiro dos EUA – incluindo a banca sombra – é de 200% do PIB. A nova regra de reservas criaria uma bonança. Esta seria utilizada por uma “potencialmente muito grande recompra de dívida privada”, talvez de 100% do PIB.

Enquanto Washington emitisse muito mais moeda fiduciária, esta não seria resgatável. Seria uma acção (equity) da comunidade, não uma dívida.

A chave do Plano Chicago era separar as “funções monetárias e do crédito” do sistema bancário. “A quantidade de moeda e a quantidade de crédito tornar-se-iam completamente independente uma da outra”.

Prestamistas privados já não poderiam mais criar novos depósitos “ex nihilo”. O novo crédito bancário teria de ser financiado pelos ganhos retidos.

“O controle do crescimento do crédito tornar-se-ia muito mais directo porque os bancos já não poderiam mais, como fazem hoje, gerar o seu próprio financiamento, depósitos, no acto de emprestar, um privilégio extraordinário que não é desfrutado por qualquer outro tipo de negócio”, afirma o documento do FMI.

“Ao invés disso, os bancos tornar-se-ia aquilo que muitos acreditam que sejam hoje, puros intermediários que dependem da obtenção de financiamento de fora antes de poderem emprestar”.

A Reserva Federal dos EUA ganharia controle real sobre a oferta monetária pela primeira vez, tornando mais fácil administrar a inflação. Foi precisamente por esta razão que Milton Friedman apelou a 100% de reservas de suporte em 1967. Mesmo o grande adepto do mercado livre implicitamente favoreceu a imposição de restrições sobre o dinheiro privado.

A mudança engendraria um impulso de 10% do produto económico. “Nenhum destes benefícios vem à expensas de redução do núcleo de funções úteis de um sistema financeiro privado”.

Simons e Fishcer estavam em voo cego na década de 1930. Faltavam-lhes os modernos instrumentos necessários para processar os números, de modo que a equipe do FMI fez isso para eles – utilizando o modelo estocástico “DSGE” agora de rigor na alta teorização económica, amado e odiado em igual medida.

A descoberta é estupenda. Simons e Fischer são modestos nas suas afirmações. Talvez seja possível confrontar a direcção da plutocracia da banca sem por a economia em perigo.

Benes e Kumhof fazem grandes afirmações. Eles deixaram-me desconcertado, para ser honesto. Os leitores que quiserem os pormenores técnicos podem fazer o seu próprio juízo estudando o texto aqui .

A dupla do FMI tem apoiantes. O professor Richard Werner da Southampton University – que cunhou a expressão quantitative easing (QE) na década de 1990 – testemunhou perante a Vickers Commission da Grã-Bretanha que uma comutação para dinheiro estatal provocaria grandes ganhos em bem-estar. Ele foi apoiado pelo grupo de campanha Positive Money e pela New Economics Foundation.

A teoria também tem críticos fortes. Tim Congdon do International Monetary Research diz que em certo sentido os bancos já estão a ser forçados a aumentar reservas pelas regras da UE, regras Basileia III e variantes folheadas a ouro no Reino Unido. O efeito tem sido sufocar o empréstimo ao sector privado.

Ele argumenta que esta é a principal razão porque a economia mundial permanece encravada próximo da recessão e porque os bancos centrais estão a ter de amortecer o choque com a QE.

“Se você aprovar este plano, ele devastaria lucros da banca e provocaria um desastre deflacionário maciço. Teria de haver QE ao quadrado para compensar isso”, disse ele.

O resultado seria uma enorme mudança no balanço dos bancos do empréstimo privado para títulos do governo. Isto aconteceu durante a Segunda Guerra Mundial, mas aquilo foi o custo anómalo de derrotar o fascismo.

Fazer isto numa base permanente em tempo de paz seria mudar a natureza do capitalismo ocidental. “O povo não poderia obter dinheiro dos bancos. Haveria enorme dano à eficiência da economia”, disse ele.

Poder-se-ia argumentar que asfixiaria a liberdade e entronizaria um estado Leviatã. Pode ser ainda mais irritante no longo prazo do que o domínio pelos banqueiros.

Pessoalmente, estou longe de chegar a uma conclusão neste debate extraordinário. Vamos deixá-lo correr e torcer para que o combate nos revele os argumentos.

Uma coisa é certa. A City de Londres terá grande dificuldade em ganhar a vida se qualquer variante do Plano Chicago chegar a ter apoio amplo.
[*] Jornalista.

O original encontra-se em http://www.telegraph.co.uk/

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

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Roberto Locatelli

05 de novembro de 2012 às 10h39

O fato é que a Euorpa está vivenciando agora a crise que ocorreu aqui na época de FHC. E a causa é a mesma: neoliberalismo, ou seja, privataria, menos impostos para os muito ricos, encolhimento do estado.

A América do Sul tem que escolher: ou estatiza mais e mais empresas (principalmente bancos, como fez a Islândia) ou a crise chegará aqui.

Veja-se que as fortes medidas do Governo Dilma (redução dos juros bancários, redução de impostos industriais, entre outras) não surtiram o efeito desejado pois, sob capitalismo, é mais lucrativo especular do que fabricar geladeiras.

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ZePovinho

05 de novembro de 2012 às 10h27

É a melhor caracterização sobre o IV Reich(os EUA) que já vi:

“…O economista espanhol Germà Bel liga a origem do termo à palavra alemã Reprivatisierung, primeiro usada em inglês em 1936 pelo correspondente em Berlim da revista Economist, que escrevia sobre a política econômica dos nazistas. Em 1943, em uma análise do programa econômico de Hitler no Quarterly Journal of Economics, a palavra “privatização” entrou na literatura acadêmica pela primeira vez. O autor, Sidney Merlin, escreveu que o Partido Nazista ‘facilitava a acumulação de fortunas privadas e de impérios industriais por seus mais importantes membros e colaboradores através de privatização e outras medidas, com isso intensificando a centralização das questões econômicas e de governo em um grupo cada vez mais diminuto, que poderia ser classificado de elite nacional socialista’.

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    Mário SF Alves

    07 de novembro de 2012 às 09h52

    Elite Nacional o quê? Socialista?!! Não, amigo, socialista, não. Aquilo era elite nacional exclusivista. Fato, meu caro, fato. E, só pra não perder o embalo, acrescente aí: domínio do fato; estado de fato.

    Abs.,
    Mário.

    Mário SF Alves

    07 de novembro de 2012 às 10h19

    Nacional o quê? Socialista?!! Não, amigo, socialista, não. Aquilo foi nacional exclusivismo, nacional individualismo, nacional massificismo. Fato. E só pra não perder o embalo, acrescente aí: domínio do fato; estado de fato.

    Abs.,

    Mário.

Narr

05 de novembro de 2012 às 10h21

Não sou professor de inglês, na verdade sou ignorante em todos os assuntos, mas acho que to sell off tem um significado mais forte, é algo como vender a preço de banana, liquidação. O que seria apropriado para o caso. Na Rússia pós-URSS, do democrata Yeltsin (aquele que bombardeou o parlamento), o banco estatal emprestava na boa para os burocratas amigos do presidente comprarem as estatais na promoção. No RJ, por exemplo, 73% da energia é vendida pela Ampla, empresa controlada pelos chilenos (Cf. http://www.ampla.com/a-ampla/conheça/controle-acionario.aspx). Para o Aecio ganhar, vai ter que fazer parceria com as viúvas do Pinochet.

Responder

Willian

05 de novembro de 2012 às 09h46

Deve ter sido a Veja que instigou a Margareth Tatcher.

Responder

    Luís Carlos

    05 de novembro de 2012 às 14h16

    Duvido. Com o complexo de vira latas que a veja tem ela é incapaz de instigar alguém. Só consegue mesmo é cumprir ordens de estrangeiros para garantir interesses daqueles, como bom capacho que é.

CNunes

05 de novembro de 2012 às 09h18

Curiosamente, a propaganda que apareceu para mim ao lado da matéria foi da BP (British Petroleum) como patrocinadora da copa do Brasil…. heheheh

Responder

Giovani Blumenau SC

05 de novembro de 2012 às 08h49

Prezado Azenha
Correspondência aos sindicalizados do setor elétrico.

http://www.intersul.org.br/ver.php?id=1269&iau=&iee=2011656

Sinergia/Fpolis – Sintresc – Stieel – Sintevi – Sindinorte – Sindenel – Sindel – Sinergia/MS – Sindur/RO – Apous
Boletim 165.12 sexta-feira 02-11-12

Estas e outras notícias de interesse dos eletricitários estão na página da Intersul: http://www.intersul.org.br/
No dia 01/11, a FNU-CUT divulgou BOLETIM FNU 01 11 2012, que reproduzimos na íntegra abaixo:

Desligamento em empresa privada: Dois pesos e duas medidas

A Federação Nacional dos Urbanitários e o Coletivo Nacional dos Eletricitários estão acompanhando, investigando e analisando a ocorrência do desligamento na SUBESTAÇÃO da TAESA em Tocantins, ocorrida no último dia 25 de outubro que ocasionou um apagão em nove Estados do Brasil.

O que nos preocupa são as reações dos representantes do Governo e da ANEEL, onde no primeiro momento tem buscado um bode expiatório estatal, ora insinuando que houve sabotagem devido a MP-579, ora dizendo que foi um raio, assim como, insinuando que houve falha humana na CHESF ou ELETRONORTE.

O que os agentes não dizem é que esse desligamento demorou muito foi por não ter empregado da empresa no local, e que esta situação pode ocorrer novamente se não forem tomadas providências, bem como se não houver uma punição severa contra a empresa Privada TAESA, a mesma punição que a ANEEL determina quando há ocorrências desse porte em empresas Estatais.

É importante dizer se não obrigarem a TAESA a contratar técnicos para ficar no local ou fazer contrato de O&M com empresas onde está a instalação o risco de novo apagão continua.

Não podemos aceitar tratamento diferenciado da ANEEL, a TAESA responsável pela Subestação, que criou uma nova forma de procedimento no setor Elétrico, que é SUBESTAÇÃO ABANDONADA, considerando que a instalação fica no Tocantins, é comanda por Brasília e tem seu escritório em São Paulo, ou seja, na região não tem nenhum empregado.

O que houve foi um incêndio em uma chave secionadora, ocasionado por um curto circuito, decorrente de ‘Ponto Quente” que leva muito tempo até provocar ignição. Pelo fato não ter nenhum empregado no local, não foi identificado desde seu início.

É fundamental lembrar que a identificação se daria por uma simples manutenção preditiva – termovisão – que identificaria a não conformidade. Não foi tomada nenhuma providência e para complicar ainda mais a situação, uma semana antes da ocorrência, a empresa TAESA, fez um ajuste na proteção a distância de Brasília e pasmem, após o ajuste não fez o básico que são os “ENSAIOS”, ou seja, não tinha nenhuma segurança que a proteção iria funcionar e não funcionou, e deu no que deu: um APAGÃO.

Existe também a hipótese, da TAESA saber que as duas cadeias de proteção estavam fora de serviço, nesse caso, a linha teria que ser desligada até que a proteção fosse normalizada, acontece que a PV – Parcela Variável dessa linha é altíssima, pois a RAP dela é muito grande, dessa forma, a empresa teria um grande prejuízo, por isso não solicitou desligamento ao ONS, possibilidade essa na qual preferimos não acreditar, pois iria se caracterizar como má fé e de uma irresponsabilidade muito grande, pois colocaria em risco todo Sistema Elétrico brasileiro, mas a ANEEL e ONS estão investigando e com certeza irão encontrar a verdade.

Há que se questionar a atuação do ONS, pois a indisponibilidade gera alarme no sistema supervisivo na instalação e no tempo real do ONS. Em assim sendo, o ONS não viu o alarme ou o mesmo não está chegando para o Operador?

Que se cumpra a legislação

Esperamos providencias da ANEEL, do ONS, do Ministério de Minas e Energia e que principalmente a ANEEL cumpra o que determina a Legislação, seja para empresa estatal ou empresa Privada, que a Agencia fiscalize, que a ANEEL redistribua seu pessoal para cumprir seu papel de fato.

Não aceitamos que uma empresa que tem um papel estratégico no setor não pode ter mais 80% dos seus quadros lotados na regulação e menos de 20% na fiscalização, por que será dessa preferência?

Será que é devido à regulação ficar em Brasília e a fiscalização ter que ficar nos Estados? Seria o caso de repensar o modelo de Agência que queremos.

No tocante a ANEEL há um ponto bastante inquietante: enquanto todas as empresas da Eletrobrás já foram fiscalizadas, algumas instalações por mais de uma vez, a TAESA NUNCA foi fiscalizada. Por que a diferença no trato com os agentes do Setor? Com a palavra a ANEEL,ONS e MME.

Estamos aguardando uma comissão do porte da que esteve em Imperatriz, (MME, ANEEL,ONS, ELETROBRAS, ELETRONORTE. Etc…) quando da ocorrência no final de setembro na Eletronorte, para fazer visita, inspeção no local e cobrar providências.

Uma pergunta que não quer calar: Seria que não caberiaa aplicação da MP-577 nesse empreendimento da TAESA?

Faça seu comentário a respeito da matéria deste Boletim no Link abaixo:
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Sua opinião é muito importante!
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    Alex Mendes

    21 de novembro de 2012 às 12h56

    Parabéns aos eletricitários: puseram OS PINGOS NOS IS! Disseram a verdade que a mídia PiG esconde: As empresas privatizadas na privataria tucana mentem que estão com instalação indisponível e mentem quando o contrário interessa e as agências (ANEEL, ANATEL, ANA, ANAC…) e organização (ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico, que é privado) nada fazem. Primeiro, as agências foram mal criadas pelos tucanos, com pessoal contratado a título precário. Nenhuma agência funciona bem dessa forma. Depois no gov. do PT foram feitos concursos públicos, mas o grande problema é que eles são feitos por universidades e, assim, somente recém-formados conseguem passar. A pontuação por experiência é muito pequena. daí, novamente mau resultado e má regulação, pois os novatos não conhecem as manhas e malícias do sistema que precisam regular.

    Em resumo:
    1) As “““privatas””” demitem pessoal experiente e recontratam inexperientes terceirizados ou até experientes, mas que não podem agir, pois estão com a faca no pescoço.

    2) Vejam bem: a mídia vende a ideia de que eram cabides de emprego, que agora as empresas funcionam com a metade do pessoal, mas na verdade continuam a trabalhar com até mais gente, pois o sistema cresceu. Apenas foram terceirizados e saíram folha de pagamento direta. E esses trabalhadores ficam sem a segurança, pois segurança de trabalho passa longe da cabeça dos diretores e gerente. Só tem palavreado pra “inglês ver” de que cuidam da segurança. mentem!

    3) Os ““privatas”” também mentem sobre disponibilidade e indisponibilidade de equipamentos, linhas de transmissão e usinas. Por exemplo, para não pagar hora extra, não colocam pessoal suficiente no fim de semana e nem pessoal de plantão. Daí, quando um pequeno defeito sanável por uma pessoa ocorre, dizem para o ONS que o defeito foi grave e precisa parar o gerador. O sistema fica frágil pela falta do gerador e, assim, é facilitada a ocorrência de apagão. Tudo para economizar em um ou dois operadores em cada usina ou subestação de energia. Daí, na segunda feira chega o pessoal e aperta o botão “resset” e o gerador volta a funcionar, parecendo mágica. A água guardada no reservatório é jogada no gerador e a “privata” recupera a “grana” rapidinho.

    3.a) PS: água é combustível gratuito, cai do céu, mas as ““privatas”” cobram preço de energia europeia, gerada a combustíveis pagos como carvão, gás, urânio… A mídia PiG mentia e mente para os brasileiros que a energia elétrica, telefonia, água, barateariam, mas eram as mais baratas do mundo. Hoje pagamos energia cara e telefonia mais cara ainda e de baixíssima qualidade, com atendimentos péssimos. No mínimo 20 minutos para tentar resolver qualquer coisa coma telefònica/Vivo.

    E tem muito mais, mas depois eu conto…

Mardones Ferreira

05 de novembro de 2012 às 08h16

Quanto mais leio sobre países soberanos, mais desejo que esse tipo de soberania fique distante da gente. E andam vendendo esse povo como avançado. k k k

Responder

Francisco

05 de novembro de 2012 às 05h29

Viomundo também é cultura…

Achei o máximo a origem linguistica da palavra “privatização”.

Na essência significa “vender para os filiados ou simpatizantes do meu partido, os bens da república (res publicae = coisa pública) para obter poder de fato, mais concentrado e mais efetivo”.

Agora eu entendi a Privataria e a lista de Furnas.

Privatizar é uma modalidade financista de golpe de estado. Ponto final.

Responder

    Jorge

    05 de novembro de 2012 às 09h24

    Mas foi isso que aconteceu no fim da chamada Idade Média (alguém ainda vai ter que explicar o que significa “idade média”, coisa que só aconteceu na Europa e não no resto do Mundo…), quando a burguesia TOMOU O ESTADO E SUAS FUNÇÕES. Na verdade, é isso que é o objetivo, ou seja, tomar do Estado a sua capacidade de tributar. Porque trabalhar se posso tributar? Quer um exemplo: as taxas de serviços bancárias. São como um imposto de um ente público. Por esse motivo, o que aconteceu aqui no Brasil a partir da década de 70 foi o fim de nossa idade média….


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