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Conceição Tavares: Economist no palanque de Aécio


10/12/2012 - 22h16

Maria da Conceição Tavares: “O alvo não é o Mantega; é 2014”

da Carta Maior, via Alexandra Peixoto (Facebook)

“A revista Economist sabe, e se não sabe deveria saber o que está acontecendo no mundo; a revista Economist, suponho, enxerga o que se passa na Europa; sobretudo, não é cega a ponto de não ver o que salta aos olhos em sua própria casa”.

“A economia inglesa despenca de cabo a rabo atrelada ao que há de mais regressivo no receituário ortodoxo, numa escalada pró-cíclica de fazer medo ao abismo. Então que motivações ela teria para criticar o Brasil com a audácia de pedir a cabeça do ministro da economia de um governo que se notabiliza por não incorrer nas trapalhadas que estão levando o mundo à breca?”

“O coro contra o Mantega não me convence. Nem nas suas alegações, nem nos seus protagonistas, nem na sua batuta”.

“Não acredito nessa geração espontânea nas páginas da Economist,por mais que isso combine com o seu conservadorismo. Não acredito que a motivação seja econômica e não acredito que o alvo seja o Mantega”.

“Pela afinação do coro vejo mais como algo plantado daqui para lá; o alvo é 2014 e o objetivo é fortalecer o mineiro (NR Aécio Neves)”.

“A mim não me enganam. Ah, quer dizer então que o Brasil vive uma crise de confiança, por isso os empresários não investem? Sei…”

“O investimento está retraído no planeta Terra, nos dois hemisférios do globo. Bem, a isso se dá o nome de crise sistêmica. É disso que se trata. Hoje e desde 2008; e, infelizmente, por mais um tempo o qual ninguém sabe até quando irá, mas não é coisa para amanhã ou depois, isso é certo. Então não existe horizonte sistemico de longo prazo e sem isso o dinheiro foge de compromissos que o imobilizem. Fica ancorado em liquidez e segurança, em papéis de governo ricos, em especial (paga para se abrigar nos papéis alemães,por exemplo, recebendo em troca menos que a inflação)”.

“Não é fácil você compensar em um país aquilo que o neoliberalismo esfarelou e pisoteou nos quatro cantos do globo. Por isso não se investe nem aqui, nem na China ou nos EUA do Obama. E porque também mitos setores estão com capacidade ociosa –no mundo, repito, no mundo”.

“A política monetária sozinha não compensa isso, da mesma forma que o consumo não alarga o horizonte a ponto de estender o longo prazo requerido pelo capital. Então do que essa gente está falando?”

” Alguns deles certamente conseguem compreender o que estou dizendo. Estes, por certo não fazem a crítica que eu faria, se fosse o caso de fazer alguma. A meu ver o Brasil tem que ser ainda mais destemido na redução do superávit primário –e nisso Mantega está sendo até excessivamente fiscalista, para o meu gosto”.

“Mas com certeza a malta que pede a sua cabeça não pensa assim. Também não pensa, como eu penso, que o governo deve ir mais depressa no investimento estatal, fazer das tripas coração no PAC , porque é daí, do investimento público robustecido que pode irradir a energia capaz de destravar a inversão privada”.

“Mas não. A coisa toda cheira eleitoral. A economia internacional não vai crescer muito em 2013. O Brasil deve ficar acima da média. Mas, claro,nenhum desempenho radiante e eles sabem disso”.

“Então imaginam ter encontrado a brecha para fincar o pé de palanque do mineiro. E começam a disparar para atingir Dilma”.

“Agora pergunte o que eles propõem ao Brasil. Pergunte. E depois confira onde querem chegar olhando as estatísticas de emprego, investimento e as sondagens quanto a confiança dos empresários em Portugal, na Inglaterra, Espanha… Ora, façam-me o favor”.

(Excertos da conversa de Maria da Conceição Tavares com Carta Maior; 09/12/2012)

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



36 comentários

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Estados Unidos imprimem dinheiro e o mundo paga a conta - Viomundo - O que você não vê na mídia

08 de julho de 2015 às 13h02

[…] Conceição Tavares: Economist no palanque de Aécio […]

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Carta Capital: O jornalismo de esgoto corre por outras bandas « Viomundo – O que você não vê na mídia

02 de janeiro de 2013 às 22h56

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Coutinho

25 de dezembro de 2012 às 13h10

Como sempre, muito sábio o artigo desta grande doutora em economia e conhecedora das artimanhas das raposas que, há tempo, têm vontade de entrar no galinheiro, loucas por um golpe branco a la Paraguai, Honduras ou Equador. Há meses estão querendo fazer um casamento entre Aécio e Eduardo Campos. Mas o povo conhece Lula e Dilma, e sabe fazer o julgamento mais justo.

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Rogério Correia: “Valério operou ao mesmo tempo para o Aécio e o PT” « Viomundo – O que você não vê na mídia

23 de dezembro de 2012 às 19h40

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Lucro privado, prejuízo público: Um exemplo bem atual do capitalismo à brasileira « Viomundo – O que você não vê na mídia

16 de dezembro de 2012 às 19h26

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Folha dá aula de como tirar frase de Lula do contexto « Viomundo – O que você não vê na mídia

13 de dezembro de 2012 às 14h35

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PT convida Fernando Henrique para depor sobre a Lista de Furnas « Viomundo – O que você não vê na mídia

12 de dezembro de 2012 às 21h45

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Rose PE

12 de dezembro de 2012 às 14h10

Isso é a prova do que nos espera com PSDB no poder, entreguismo de tudo o que é nosso para País estrangeiros, assim eles saem da crise deles, afinal, sempre foi assim, explorando países subdesenvolvido. E não há dúvida que 2014 é a bola da vez. Uma coisa que me deixou contente foi a resposta dada pela Presidenta ao Economist.

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Altamiro Borges: O cerco contra Lula se fecha. E agora? « Viomundo – O que você não vê na mídia

12 de dezembro de 2012 às 13h22

[…] Conceição Tavares: Economist no palanque de Aécio […]

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Julio Siveira

11 de dezembro de 2012 às 21h32

Creio que o Minerim não vai ser tão idiota como foram seus correligionários que chegaram ao ponto de serem identificados como serviçais dos agentes das nações ricas contra os brasileiros.

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Paulo Roberto Álvares de Souza

11 de dezembro de 2012 às 20h00

O Aécio em 2014 é uma piada! Bem verdade que de mau gosto, mas que é, é.
GEnte,os caras tão completamente enrrolados, mas quem já viu tucano perder a pose? Com aquele bicão monstruoso, que não tem centro de gravidade que aprume, o que fazer? Botar o Aecim pra pagar o mico, que é o que ele merece.

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MariaC

11 de dezembro de 2012 às 19h01

Lindona! Sempre escreve muito bem. Conhece muito de Economia e não é obediente aos comandos do Sistema igual a tantos economistas.

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João Brasileiro

11 de dezembro de 2012 às 15h38

Toda essa lenga-lenga contra o Brasil e o Povo Brasileiro já é do conhecimento até do mundo mineral!!!

Enquanto eles falam em fim do mundo, LULA e DILMA dizem a eles como salvar o Planeta Terra!!!
Um abraço!!

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Bruce Guimarães

11 de dezembro de 2012 às 13h29

Quando a economia cresce no governo do PT não tem nada a ver com conjuntura global, são os talentosos da economia. Quando pára de crescer aí sim, tem uma crisce mundial atrapalhando o Brasil. Faça mil favores…

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    Pedro

    11 de dezembro de 2012 às 15h25

    Bruce meu garoto, se vc não fosse tão lesadinho, se lembraria da MAROLINHA do Lula, tá lembrado???? Quando o mundo estava se ferrando, a nossa economia nadava de braçada, na sua iluminada opinião aquilo foi o quê, pura sorte, coincidência,ou competência??? Temos que admitir que o escravagismo cultural ao qual fomos submetidos por séculos deixou consequências amargas, é ou não é….Bruce???

    Hélio Pereira

    11 de dezembro de 2012 às 17h29

    Pois é Bruce,
    O Brasil apesar da crise mundial,apesar da tentativa desesperada de nossa oposição em prejudicar nosso país,tem hoje a menor taxa de Desemprego dos ultimos 20 anos.
    A Revista Economist defende os interesses de seu país de origem e quer ver no Governo alguém de “Bico Comprido”,que se ajoelhe frente a “Rainha” e também frente ao FMI,alguém que “Tire os Sapatos” na Terra de “Tio San”.
    Ora Bruce esta Revista tem saudades da era FHC,quando o Governo entregava nossas empresas a preço de Banana e dizia amém a tudo que os Gringos falavam,com certeza um Governo que tenha como meta a defeza dos interesses da População não interessa a este pessoal.

    Narr

    12 de dezembro de 2012 às 14h57

    Gostei da sua lógica. Ela tem muitas aplicações úteis. Por exemplo, quando o Senna ganhava a corrida, diziam que não tinha nada a ver com seu super-carro, que tinha a ver com seu talento de piloto. E quando ele rendia pouco e parava antes de a corrida terminar, queriam culpar o defeito mecânico…

Bonifa

11 de dezembro de 2012 às 11h59

É muito possível que seja. O que põe à mostra os velhos cabos desemcapados e mal escondidos de uma relação visceral entre neoliberais daquí e os neoliberais de além mar. Tivemos o mesmo fenômeno em 2006, quando o Financial Times, arrogantemente, publicou que “O Brasil não pode se dar ao luxo de perder a oportunidade de eleger José Serra como seu presidente, nestas eleições.”

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    Bonifa

    11 de dezembro de 2012 às 12h00

    Os velhos cabos desencapados, não posso deixar que tomem por erro o que escapa à perícia dos dedos.

    Mário SF Alves

    11 de dezembro de 2012 às 22h16

    Ih! Velho e bom Bonifa, desencana. Esquece isso de borilar ao extremo a forma; o que conta de verdade é o conteúdo, e esse você tem de sobra, meu caro.
    Atenciosamente,

    MSFA

    Bonifa

    11 de dezembro de 2012 às 19h00

    Aliás, isso do FT aconteceu em 2010. São tantas emoções que a gente até se confunde.

Marcelo de Matos

11 de dezembro de 2012 às 11h16

O PIG já ligou o desconfiômetro: sabedor de que não goza de boa reputação junto a seus conterrâneos, apelará a parceiros internacionais. Essa prática não é nova: nos tempos de Lula apelou a Larry Rohter, do New York Times, que criticou os hábitos etílicos do presidente. Esse pessoal da “Economist”, ou do “New York Times” nem sabe qual é a capital do Brasil. Pensam que é Buenos Aires. Hasta luego muchachos!

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Regina Braga

11 de dezembro de 2012 às 11h07

Quando a rainha fala o sudito obdece.Só que não vai tomar o famoso chá real,vai ficar mesmo com a Cerveja artesanal.Pelo menos a cerveja é brasileira,viu como o mininu é esperto!Mas ninguém lembra que, a Inglaterra, teve que alugar quartos,no castelo da rainha,durante os jogos olímpicos.A crise deles foi muito pior que a nossa.Nós crescemos e eles…só crescem como dinastia.Será que a Kate está melhor?

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jarbas

11 de dezembro de 2012 às 10h13

Vejam matéria do MGTV 2a. edição do dia 10/12/12: acessem g1.globo.com/videos/minas-gerais/t/mgtv-2a-edicao/v/economia-de-minas-cresce.mais-que-a-do-brasil-em-2012/2287053/. Prestem atenção na fala da secretária Doroteia Werneck e associem.! A mídia aecista, aqui, só fala nisto em todos os meios, neste instante estou ouvindo o oba-oba da BandNews citando publicações estrangeiras e comparando odesempenho com o governo federal.

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    Bonifa

    11 de dezembro de 2012 às 12h21

    A economia de Minas está bombando? Ótimo. Com toda a sensibilidade social dos tucanos e tanta excelência de gerentes, com certeza já transformaram o Vale do Jequetinhonha no Paraíso de leite e mel.

Marcelo

11 de dezembro de 2012 às 10h11

Nocaute!!

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Fabio Martins

11 de dezembro de 2012 às 09h43

Senhora Maria da Conceição Tavares!
Gracias a la vida que, em ti e por ti, nos ha dado tanto.
Suas palavras sobre os tentáculos e alvos reais com os quais,
no caso, essa revista inglesa, tenta atingir a soberania do
Brasil, são claro e sábio diagnóstico sobre a “plutocracia britânica”,
também a se afogar, como seus seus demais amiguinhos de lá e de acolá,
no maremoto e terremoto social e politico, originado e causado pela
fome e sede deles todos, insaciáveis Nosferatus por dinheiro.

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Hélio Pereira

11 de dezembro de 2012 às 08h32

Parece que a velha moda Tupiniquim de “Plantar” matérias na Revista Veja chegou a Inglaterra e se instalou na Revista Economist,para fazer o Jogo da Direita Brasileira,uma vêz que na VEJA ninguém mais acredita!
A Revista pode escrever o que quizer e dai,qual o problema?
O Brasil vai muito melhor que todos os paises Europeus juntos e a Revista Economist sabe disto!
Vivemos no Brasil um bom momento,que poderia ser melhor,se o Ministro Mantega liberasse uma parte das Reservas de 380 bilhões de Dólares que possuimos,para investimento em Infra-estrutura,na Educação,Segurança e Saúde.
Quanto a Aécio Neves eu acho que não tem nenhuma chance,pois é chegado num “mé” e segundo Tucanos de Alta plumagem,também é chegado em outras substâncias proibidas.
Sera que alguém votaria para Presidente num cara que agride a namorada na frente de dezenas de pessoas,frequenta Boates e é flagrado dando “Gorjeta”a um Garçom de 100 Reais,onde demonstrava estar mais Bebado que um Gambá?
Já tivemos um Presidente que adorava “destilados etilicos” e renunciou,provocando o Golpe de 64,que causou um grande sofrimento a milhares de familias,que tiveram seus filhos mortos por supostos “Defensores da Constituição”,agora outro com o mesmo perfil,essa não!

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Zezinho

11 de dezembro de 2012 às 08h24

Se uma revista não pode dar sua opinião a respeito de um tema, o que diriam então se um representante máximo de um país o fizesse. Mas não foi isso que fez a Dilma, dando pitaco no que a Europa deve fazer? Pelo o que se vê a solução da Dilma não está funcionando, estamos crescendo muito abaixo do que os outros países do Bric estão.

O crescimento pífio do Brasil se deve à conjuntura externa. O boom que o Brasil vivenciou durante o governo Lula se deve à genialidade do analfabeto, claro!

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    Bonifa

    11 de dezembro de 2012 às 12h34

    Os outros países do BRIC têm leis severas contra abusos de sua mídia. E quem falou que estamos crescendo abaixo? Em 2010, há apenas dois anos, crescemos mais de sete por cento. Em 2011 também crescemos, não tivemos crecimento negativo. A conjuntura geral é o que conta, e os horizontes de crescimento. A África do Sul, por exemplo, tem desemprego de 2O%,catastrófico, enquanto o Brasil tem pleno emprego. Mas o Brasil tem também uma oposição que, francamente, age como torcida fanática de futebol. Prefere que um time estrangeiro vença, e nunca o time adversário da mesma cidade, pelo qual tem ódio mortal.

    roberto

    11 de dezembro de 2012 às 12h35

    É o zezinho 30?

    luis da matta machado

    11 de dezembro de 2012 às 22h01

    Seu preconceito escroto, escorre pelos cantos de sua boca de baba ovo. Asqueroso!

SOUSA PRIMO

11 de dezembro de 2012 às 00h53

OLHA SO A TIRANIA DO PSDB. como esses algozes sao capazes de tudo . Na cacacao do Senador Queda dagua, o senador aecio foi aos estados unidos ser apresentado aos republicanos como proximo presidente do brasil, ele foi na carona com o fhc, e no minimo FHC esta por traz da reportagem do economist. pensei nisto , acertou em cheio a comentarista .

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    Bonifa

    11 de dezembro de 2012 às 12h38

    Tudo indica mesmo que o FHC está trabalhando árduamente no exterior contra o Brasil.

Nelson

10 de dezembro de 2012 às 23h41

É a crise, grande crise do capitalismo, cara pálida. Crise de super produção, um número muito grande de parques produtivos contra um contingente de consumidores que não cresce na mesma proporção em que avança a produtividade, impulsionada, turbinada pelo avanço incessante da tecnologia.

Quem diria, os capitalistas sempre se gabaram de que é o sistema deles que promove os avanços tecnológicos com muito maior celeridade e, agora, essa mesma tecnologia está asfixiando o capitalismo a ponto de acelerar sua autofagia.

A direita, o centro e outros quetais, insistem no aprofundamento da receita que veio sendo implementada nos últimos trinta anos, trinta e cinco anos, remédios que só vão piorar a vida do paciente e abreviar sua vida. E, paradoxalmente, ao apelar para o keynesianismo é a esquerda que está a tentar salvar o sistema ou, pelo menos, dar-lhes mais alguma sobrevida.

Sobrevida que será curta, inevitavelmente, se levarmos em conta o arrazoado no primeiro parágrafo e se agregarmos à crise específica do sistema capitalista a crise ambiental que, além de já ser monumental (*), é retroalimentada por este sistema, eu diria que estamos no fim da linha. Ou engendramos um outro sistema sócio-econômico-produtivo para vivermos, viável, sustentável, includente, ou não haverá saída.

“Socialismo ou barbárie”, nos alertou Rosa Luxemburgo há já várias décadas. Muito provavelmente, em nenhum outro momento de sua história a humanidade tenha estado tão acossada, tão pressionada a tomar uma decisão sobre qual caminho deseja seguir.

(*) Eu não saberia afirmar qual é a maior, se a crise do capitalismo ou a do meio ambiente.

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hc

10 de dezembro de 2012 às 23h11

Olha o nióbio falando alto, a inglaterra querendo intervir mais no Brasil. Já basta os panos e vinhos com portugal.

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