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Dr. Rosinha e a CPI do Cachoeira: Policarpo cometeu um crime


29/11/2012 - 09h51

Policarpo não fez “mau jornalismo”; cometeu um crime

por Dr. Rosinha*

“Este é o retrato sem retoques de como se faz um jornalismo sem ética, um jornalismo que, para destruir determinado alvo ou determinado projeto político, não hesita em violar as leis, a Constituição e a própria dignidade dos cidadãos.”

É dessa forma que o incisivo texto do relatório final da CPI do Cachoeira define a relação de Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar uma quadrilha com tentáculos no poder público e na mídia.

O jornalista da CBN, Kennedy Alencar, em comentário sobre a CPI, disse que o relatório final não apresenta provas contra Policarpo. Para Alencar, Policarpo não cometeu nada além de “mau jornalismo”. “E mau jornalismo não é crime”, afirma.

De fato, não é, embora isso também seja bastante questionável. Mas o que emerge do relatório final é muito mais do que “mau jornalismo”. Só um corporativismo ancestral pode explicar a declaração de Kennedy Alencar. No relatório, Policarpo Jr. aparece encomendando grampos clandestinos e pedindo ajuda para devassar, sem autorização legal, a intimidade de um cidadão brasileiro (no caso, Zé Dirceu, quando hospedado em um hotel de Brasília). Em troca desses “pequenos favores”, Policarpo fazia o papel de assessor de imprensa da organização chefiada por Cachoeira: publicava o que lhes era conveniente e omitia o resto. Assassinava reputações e promovia jagunços de colarinho branco, como o ex-senador Demóstenes Torres, também integrante da organização, a exemplos éticos a serem seguidos pelas próximas gerações.

Quando a Delta não foi beneficiada por uma licitação para a pavimentação de uma rodovia federal, Cachoeira acionou Policarpo para, através de uma reportagem da Veja, “melar” a licitação. Posteriormente, como os interesses da Delta continuaram a ser negligenciados, Cachoeira e Policarpo montaram uma ofensiva para derrubar o ministro dos Transportes – o que acabaram por conseguir.

Em troca, quando lhe interessava, Policarpo solicitava à organização criminosa que, por exemplo, “levantasse” as ligações de um deputado. Tudo isso está no relatório final, provado através das ligações interceptadas pela PF com autorização judicial. Não é “mau jornalismo” apenas. É crime.

“Não se pode confundir a exigência do exercício da responsabilidade ética com cerceamento à liberdade de informar. Os diálogos revelam uma profícua, antiga e bem azeitada parceria entre Carlos Cachoeira e Policarpo Júnior”, diz o relatório.

Policarpo não é o único jornalista envolvido com a organização de Cachoeira, mas é sem dúvida o que mais fundo foi neste lodaçal. Durante a CPI, não foi possível convocá-lo para depor, porque não havia condições políticas para tanto. Agora, porém, as provas falavam alto.

Porém as questões políticas (necessidade de aprovar o relatório) mais uma vez se interpuseram. Assim como feito em relação ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, foi necessário retirar as menções a Policarpo do documento. O relator entendeu, e eu o compreendo e defendo, que Policarpo, perto do governador Marconi Perillo, do PSDB de Goiás, é secundário. Mas, ser secundário não afasta a necessidade de a Polícia Federal continuar a investigá-lo, e espero que o faça, mesmo com seu nome não constando no relatório. Afinal, todo suspeito deve ser investigado.

*Deputado federal do PT-PR

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71 comentários

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José Fialho: Voto supremo só vale quando é a favor deles « Viomundo – O que você não vê na mídia

10 de janeiro de 2013 às 10h33

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Leandro Fortes: Chame o ladrão « Viomundo – O que você não vê na mídia

12 de dezembro de 2012 às 22h55

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Leitor Euler: PT perdeu capacidade de reagir « Viomundo – O que você não vê na mídia

12 de dezembro de 2012 às 22h52

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Leitor Ramalho: O Supremo tem de ser chamado às falas « Viomundo – O que você não vê na mídia

12 de dezembro de 2012 às 22h51

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Paulo Moreira Leite: As marchadeiras do retrocesso « Viomundo – O que você não vê na mídia

11 de dezembro de 2012 às 12h32

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Milhares de argentinos vão à Praça de Maio defender a Ley de Medios « Viomundo – O que você não vê na mídia

10 de dezembro de 2012 às 19h55

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Marcos Coimbra: Na política, “vamos precisar de estômago forte” em 2013 « Viomundo – O que você não vê na mídia

08 de dezembro de 2012 às 11h31

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Rômulo Gondim – ” Danuza queixa-se, PM mata, a medíocre cidadania aqui “

05 de dezembro de 2012 às 00h21

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Pedro Serrano: Danuza queixa-se, PM mata, a medíocre cidadania aqui « Viomundo – O que você não vê na mídia

04 de dezembro de 2012 às 17h33

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Nem parece que o Fux foi indicado por governo petista « Viomundo – O que você não vê na mídia

03 de dezembro de 2012 às 16h28

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Rômulo Gondim – Caros Amigos: Um outro caso que a mídia “desconheceu”

02 de dezembro de 2012 às 21h57

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edson

01 de dezembro de 2012 às 08h18

Se Policarpo tem culpa e os deputados e senadores estão com as provas, então eles tem o DEVER de denunciá-lo na justiça e na Polícia Federal. Policarpo não tem foro privilegiado. Com Gurgel, deve denunciá-lo no STF e na CGU
A Controladoria-Geral da União (CGU) recebe denúncias relativas à defesa do patrimônio público, ao controle sobre a aplicação dos recursos públicos federais, à correição, à prevenção e ao combate à corrupção, às atividades de ouvidoria e ao incremento da transparência da gestão no âmbito da administração pública federal.

Exerça sua cidadania e colabore com a CGU na fiscalização do uso do dinheiro público, enviando denúncias que observem os seguintes requisitos mínimos:

a) Envolvimento de órgão ou entidade do Poder Executivo Federal, quando se tratar de aplicação de recursos públicos federais por estados e/ou municípios.

b) Envolvimento de agentes públicos do Poder Executivo Federal, quando se tratar da aplicação de recursos públicos federais por estados e/ou municípios.

c) Descrição do fato com fundamentação mínima que possibilite a apuração pela CGU.

————————–
http://www.cgu.gov.br/Denuncias/ ————-
Observações:

– A denúncia que não contiver fundamentação mínima não será considerada pela CGU.
– A identificação do denunciante não é obrigatória, porém é desejável, na medida em que possibilita a eventual solução de dúvidas quanto aos fatos apontados.
– Para agilizar a apuração, solicitamos que fatos diferentes (saúde, educação etc.) sejam registrados em formulários separados.

Apresentação da denúncia:

A denúncia poderá ser apresentada das seguintes maneiras:

– Por meio do preenchimento e envio do formulário eletrônico de denúncia disponível abaixo.
– Por correspondência enviada para o seguinte endereço: Controladoria-Geral da União, SAS Qd.1, Bloco “A” – Edifício Darcy Ribeiro – Brasília (DF) CEP 70070-905 ou para uma das suas unidades regionais

Se possível, deverá ser anexada documentação que ajude a comprovar os fatos denunciados, que poderá ser entregue pessoalmente, enviada por correspondência ou como arquivo digital anexo ao formulário de denúncia.

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Tomudjin

30 de novembro de 2012 às 17h45

Odair, simplesmente, tirou o seu da reta. Afinal, contrariar interesses dos contraventores e da máfia midiática – o que não deixa de ser uma coisa só – é o mesmo que mergulhar, de cabeça, no ostracismo político.

Responder

    Julião

    01 de dezembro de 2012 às 03h38

    Odair e Rosinha dizem que só retiraram o Policarpo e o Prevaricador Geral do Relatório, para poder aprová-lo, senão os demais da CPI não aprovavam. Mas que depois, qualquer deputado ou senador pode representar ao MPF e à PF pedindo investigação. Aí eu, que não tenho mandato pergunto: E PORQUE ESSE DEPUTADO OU O PROPRIO ODAIR, NÃO PEDEM AGORA MESMO ESSE INDICIAMENTO??????????

    Simples assim! aprova-se o relatorio sem Policarpo e sem Gurgel, e o ODAIR e todos os deputados que quiserem assinar na CPI e fora dela, entregam uma outra comunicação ao MPF e à PF!!!! E denunciam à nação os nomes do deputados que se recusaram a assinar o relatório com os dois !!! Porque não fazem isso? Porque ninguém propõe isso? nPorque tem MEDO, esses deputados do PT se BORRAM , se SUJAM de MEDO DA MIDIA!!! É a MIidia e não seus eleitores que eles respeitam!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Isso precisa mudar!!! Temos que pressionar Rosinha, odair e seus coleguinhas para exercerem de fato seus mandatos que lhes demos e não para ficarem se borrando de medo de uma midia golpista, de familias golpistas!!! E se a mídia os perseguir, devolvam na mesma moeda e chamem seus donos pelos nomes e acusem-nos de ser o que sempre foram: GOLPISTAS.

    Abel

    01 de dezembro de 2012 às 13h05

    Assino em baixo! A propósito: Gilmar Mendes está tentando processar um editor da Wikipédia por ter colocado as denúncias de CartaCapital no artigo sobre Gilmar. Ou seja: Gilmar queria que fossem publicadas apenas as “partes boas”, no melhor estilo currículo. Fala-se numa mobilização contra esta carteirada do ministro, e até mesmo em tirar do ar o site por 24 h no dia 3/12, em protesto contra a intimidação.
    Notícia-crime de Gilmar Mendes contra mim por edições na Pédia

lulipe

30 de novembro de 2012 às 17h24

O Dr.Rosinha entende tanto de Direito Penal, quanto o lula de Física Quântica, ou seja, nada!!!

Responder

    abolicionista

    01 de dezembro de 2012 às 22h14

    E você entende do quê, ô miniatura de Pinochet? Você já chupou com o Haddad em sampa e vai chupar de novo com a Dilma reeleita!O PSDB é partido na mesma medida em que o Palmeiras é um time. Entendeu a piada? ;) Só tenho algo a dizer para ti: chupa, tucaninho!

Paulo Figueira

30 de novembro de 2012 às 15h54

Para o que seve a base aliada do governo, é só para ocupar ministérios e cargos? Aprovar qualquer medida de interesse do governo é um parto, vide o Código Florestal, aliados que acabam engessando o governo, colocando-o em situações constrangedoras.

Responder

renato

30 de novembro de 2012 às 13h05

Tem que se fazer uma investigação especial, envolvendo
tambem a Globo! Que transmite nos Domingos a Pauta para
toda a Semana.Sempre baseada na revista veja, blindando-se
com direitos adquiridos por pessoas que deram a vida por
este país, eu acho que é aí que mora o maior crime contra
nossa sociedade, o desreipeito para com o eixo de nossa
liberdade a liberdade de expressão. Não pode ser utilizada
como arma de revanche contra o Povo! O POVO merece
credibilidade!
E isto serve para todos os poderes constituídos.
Investiguem, e prendam também os inecrupulosos!
Politico sempre foi visto como ” pessoa suspeita”.
Jornalista tem que começar a ser visto assim também.
Juizes tem que começar a serem colocados na Berlibda.
A Democracia expoe estas pessoas. A Ditadura não precisa
delas.
O Povo Julga e Ilumina os bons cidadões.
A Ditadura, não admite POVO.

Responder

    razumikhin

    30 de novembro de 2012 às 16h02

    Viva o socialismo e a ditadura do proletariado!

    lulipe

    30 de novembro de 2012 às 20h04

    Caro Renato, vou entender seu comentário levando em conta a proximidade do Natal.Acho que você ainda coloca suas meias na janela esperando o papai-noel, acertei???Agora falando sério, se não conseguiram levar nem um jornalista da veja para depor em uma CPMI, você acha que alguém tem coragem de investigar a globo??Ingenuidade demais é burrice, sabia???

    Abel

    01 de dezembro de 2012 às 13h28

    Isso é dor-de-cotovelo. Quando é que um candidato do teu partido vai voltar à presidência da República (sem roubar no Supremo, digo)?

Marcelo de Matos

30 de novembro de 2012 às 12h58

O que é essencial em uma investigação? Na CPI do Cachoeira Policarpo não é essencial. Particularmente, concordo com o relator: esse cara não têm nada de essencial. Na operação Porto Seguro, o PIG concluiu que a referência a um porto (em Santos) é supérflua, não tem nada a ver. O essencial é a relação de Lula com a Rosemary. Desculpe dona Marisa: eu me refiro a uma suposta troca de e-mails porque este comentário é eminentemente político. Tiraram o foco do porto, que deveria ser o objeto principal da investigação. A quem interessa a construção do porto? Ao empresário Gilberto Miranda e ao Alckmin, para este último como reforço do currículo. Ora, o jornalismo investigativo do PIG só se interessa pelo PT. Nem estão preocupados com os bagres da Ilha dos Bagres, ao contrário dos análogos da hidrelétrica de Belo Monte. Será que o bagre do Lula é mais importante que o bagre do Alckmin? O governador, aliás, tem um novo Paulo Vieira* em sua vida. É o ex-diretor da ANA – Agência Nacional de Águas, que deu uma forcinha nos pareceres. *O outro é o Paulo Preto.

Responder

Claudio Dode

30 de novembro de 2012 às 12h03

Na verdade a midia hoje é quase um negócio como outro qualquer. Só não o é porque tem privilégios que outros setores não tem que é uma fiscalização. As empresas comercializam suas mercadorias ás notícias, se verdadeiras ou não, já não tem importância o objetivo principal é o lucro.
Liberdade de imprensa é um sonho de verão que acabou com o romantismo que cercava a profissão. Nada mais atual que a prostituição dos costumes e dos valores da sociedade. Prostituição que começa na postura prostituida da maidia que o importante é vender e lucrar. Vendem lutas e todo o tipo de violência como se fossem direitos e fizessem parte das demandas da população. Bonecos de lutadores são vendidos para crianças formarem suas personalidades de acordo com os interesses futuros. Se nomeiam os exploradores disto de “Amigos da Criança”.
O marketing e a propaganda são filhos (ou produtos)predileto do nazismo.

Responder

Adriano Filho

30 de novembro de 2012 às 11h51

Discordo do Dr Rosinha. Na história da república brasileira, por acharem que a imprensa golpista é sempre pouca m…, deu sempre muita m…..!

Responder

Eunãosabia

30 de novembro de 2012 às 11h39

Mas vocês não desistem mesmo dessa sandice hein rapaz?

Responder

Gabriel

30 de novembro de 2012 às 11h31

NASSIF: DELATOR ESCLARECE, MAS FOLHA ESCONDE

Mas um capítulo das estripulias desse jornalzinho de bosta da família Frias.

Deem uma olhada em http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/delator-esclarece-mas-folha-esconde

Folha, um jornazinho a serviçO da ESCROTIDÃO.

Responder

Dr. Rosinha

30 de novembro de 2012 às 11h01

Mardones Ferreira
Não esqueci do Gurgel é que escrevi um outro artigo sobre o Gurgel e enviei-o a Agencia Carta Maior (http://www.cartamaior.com.br/) que até o momento não o publicou.
Desculpe-me a sinceridade, pouca coisa o senhor sabe do dia a dia do Congresso Nacional. Nenhum partido tem a maioria para aprovar aquilo que entende justo e correto. E foi assim que entendeu o PT e o relator Odair Cunha: ser justo e correto é constar Policarpo e Gurgel no relatório.
Porém (e sempre tem poréns dirá o senhor), para aprovar o relatório precisa-se de maioria e o PT não tem essa maioria na CPMI. Onde buscá-la senão em outros partidos? Porém (olha outra vez) para obter essa maioria os partidos exigiram a retirada de Policarpo e Gurgel e muito mais. Por exemplo, exigiram a retirada de Marconi Pirillo (gostou?)
Se o relatório não for aprovado (mesmo sem os dois corre o risco de não ser), todos ficam livre do indiciamento e/ou de investigação. Entre perder tudo e entender que nesse processo alguns (apesar de não serem) serem chamados de secundário e retirá-los é melhor para garantir a aprovação.
O que o senhor prefere? Pelo discurso entendi que perder tudo.

Responder

    Marcos Ribeiro

    30 de novembro de 2012 às 11h33

    Então, caro Dr. Rosinha, coloque o relatório em votação assim mesmo, e faça com que cada um que for contra o indiciamento dos nomes citados DÊ A CARA PRA BATER e cite nominalmente que votará contra o indiciamento, inclusive do Marconi Perillo. O Poder Legislativo é ineficiente e pouco produtivo exatamente por causa disso, as discussões são intermináveis e nunca se têm maioria para nada. Então, quem defende o lado podre da História que tenha o seu rosto revelado para que possamos extirpá-lo na próxima eleição. Do jeito que ficou, Dr. Rosinha, ficou a impressão de que o PT capitulou, e aqueles que fizeram pressão, além de conseguirem o que queriam, continuarão escondidos sob o manto do anonimato. Se quisermos que o Legislativo seja um poder realmente respeitado, e não o saco de pancadas que hoje o é, está na hora de alguém tomar decisões corajosas e deixar as coisas às claras para a população. O que não pode é ficar essa eterna expectativa de que algo de bom realmente vai acontecer, para depois ceder às pressões que sempre vão existir.

    MTHEREZA

    30 de novembro de 2012 às 11h58

    Prezado Dr. Rosinha
    Admiro sua coragem mas, por favor divulgue os nomes dos membros da CPI que exigiram a retirada desse ou daquele e, se possível os motivos. Talvez por por excesso de provas? Se amoda é condenar sem provas, para incluir em inquéritos é possível que se requeira também total ausência de provas. O Miro Teixeira já é figurinha carimbada nessas “exigências”, mas ele sozinho não teria força para isso. Por favor, nos dê os nomes.

    Hélio Pereira

    30 de novembro de 2012 às 12h04

    Dr Rosinha com todo o respeito,embora exista no PT grandes Parlamentares e entre eles sem duvida esta o Sr,eu acho que o PT erra sim em muitos aspectos.
    Eu discordo do Sr quando sugere que para aprovar indiciamento de certas pessoas o PT teria que ter maioria absoluta no congresso,afinal o PT vai ser eternamente prisioneiro do PMDB do Sarney e do PP do Maluf,ou ainda do PR do Valdemar Costa Neto?
    Eu acho que nada do que foi apurado estara perdido,caso o Relatorio de Odair Cunha seja rejeitado,afinal o PT não pode encaminhar este relatorio diretamente ao STF(?),não pode encaminhar ao MP(?),não pode mobilizar a sociedade exigindo que os corruptos sejam punidos(?),ou sera que o PT só lembra de mobilizar a sociedade quando lhe apertam os calos(?),ou quando é época de eleição?

Marcelo de Matos

30 de novembro de 2012 às 10h58

Dizem alguns comentaristas que o PT foi covarde em retirar Policarpo do relatório. No Blog Cidadania um comentarista colou longo texto do Miguel do Rosário. O início, porém, já diz tudo: “O relator da CPI do Cachoeira, Odair Cunha, decidiu retirar os nomes do procurador geral da República, Roberto Gurgel, e de Policarpo Júnior, jornalista da Veja, da lista de indiciados no relatório final da comissão. O recuo veio após uma semana de terríveis pressões midiáticas. Não seria nem surpresa, no maquiavélico e sinistro jogo de poder em Brasília, que a operação da Polícia Federal que invadiu o escritório da presidência da República em São Paulo, também tenha sido deflagrada como represália à ousadia de Cunha”. É, se você acredita que a PF é comandada pelo governo, está na hora de rever seus conceitos, como diz aquela propaganda da Fiat. Veja o texto do Miguel (é um dos últimos comentários). http://www.blogdacidadania.com.br/2012/11/vice-presidente-da-cpi-questao-de-policarpo-nao-esta-resolvida/

Responder

Jose Mario HRP

30 de novembro de 2012 às 10h00

Caros colegas do bem, aqui um ótimo artigo, oriundo de um lugar que pratica o bom jornalismo:

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed722_por_que_e_certo_indiciar_policarpo

Responder

Mardones Ferreira

30 de novembro de 2012 às 09h41

O Dr Rosinha esqueceu do Gurgel. As acusações contra o chefe do MPF também são secundárias?

Faça-me o favor, Dr Rosinha.

É por isso que o PT se juntou aos outros partidos brasileiros na arte de dissimulação.

Dizer que “Porém as questões políticas (necessidade de aprovar o relatório) mais uma vez se interpuseram.” é querer tapar o sol com a peneira.

Se o senhor fosse do DEM, do PPS ou do PSDB era até compreensível, mas o senhor deveria honrar a história do seu partido e o compromisso com o seu eleitor – verdadeiro dono do seu mandato.

O PT mostrou mais uma vez – já o tinha feito na CPI do Banestado – que é tão sujo quanto os outros partidos que tanto despreza.

Se o Michel Temer não fosse convocado pelos executivos da Globo para barrar a convocação do Poli e do Bob Civitta na CPMI, o PMDB daria carta branca ao PT.

No entanto, A GLOBO deu as cartas mais uma vez!

É vergonhoso se esconder atrás de ”questões políticas” para justificar o crime cometido pelo relator da CPMI.

Como bem tem lembrado o Senador Collor – a CPMI mostrou que o Gurgel e o Poli cometeram crimes de interesse nacional e por isso devem constar no relatório da CPMI, mas os votos do PMDB são mais importantes do que os crimes do Gurgel e do Poli.

É isso.

Responder

Dr. Rosinha e a CPI: Policarpo cometeu crime | Conversa Afiada

30 de novembro de 2012 às 09h37

[…] Dr. Rosinha e a CPI do Cachoeira: Policarpo cometeu um crime […]

Responder

Gabriel

30 de novembro de 2012 às 09h36

E OS CRIMES DO LULA?

Policarpo cometeu crime. Agora, veja um crime que, segundo a Folha, Lula teria cometido, ou melhor, que a Rose teria cometido pelo Lula. Observe a cretinice da manchete:

“Imagem de Lula após tumor preocupou Rosemary”

DE SÃO PAULO

Em diálogo captado pela Polícia Federal em maio deste ano, Rosemary Noronha se mostra preocupada com a imagem do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na conversa, Rose fala a Paulo Vieira, ex-diretor da ANA (Agência Nacional de Águas), que vai perguntar ao então presidente se procedem especulações sobre a ida de Beto Vasconcelos, assessor da presidente Dilma Rousseff, para a AGU (Advocacia-Geral da União). “Mas hoje eu vou, provavelmente, eu vou encontrar com meu chefe e vou perguntar pra ele.”

Quer dizer, a Rose estava muito preocupada com a imagem do Lula, sem cabelo (ou ainda tinha alguns?) por causa da quimioterapia. Ou será que o Lula ainda não tinha detectado o câncer?

Que jornalzinho bosta, esse da família Frias!

Bom, como eu estou muito preocupado com a imagem de um Roberto Jefferson canceroso (câncer no pânqreas), eu posso pegar alguns meses de cadeia se o Barbosa descobrir este meu lado superhumano. Superhumano, porque para gostar de Roberto Jefferson uma pessoa tem que ser extraordinariamente humana, uma santa. E eu vou logo me explicando: não sou santo, mas tenho nome de anjo, Gabriel.

Responder

Capa Preta 34

30 de novembro de 2012 às 09h32

Caro Deputado Rosinha: se Policarpo cometeu crime, Rui Falcão, também cometeu pois pressionou o Odair Cunha para proteger esse bandido. O PT está se tornando igualzinho ao PMDB e ao PSDB: um partido que tem medo da mídia porque a mídia sabe de seus esquemas financeiros eleitorais e chanatageia vocês, políticos do PT para não deixar voces falarem o que sabem senão ela a mídia fala o que sabe também.

Responder

    Julião

    01 de dezembro de 2012 às 03h21

    Dr Rosinha: onde já se viu, negociar com a verdade? Se o Odair acha que seus colegas da CPI não aprovarão o relatório com o nome de Policarpo e do Prevaricador Geral Gurgel, ele que faça o seu papel: dê nome aos bois que farão isso, denuncie-os à nação!!! Mas não transija com averdade!!!! E o Rui Falcão que deixe de ser pelêgo, apegadinho a esse carguinho de faz de conta e não só deixe a verdade ser escrita e proposta, mas lute por isso e CONTRA os que não querem que ela aparêça!!!Foi para isso que votamos no PT, não para que vocês fiquem caladinhos no Congresso enquanto o Alvaro Dias dá de valente no Congresso!!!

Jose Mario HRP

30 de novembro de 2012 às 07h57

Desculpem-me, mas em falando em jornalistas, como a ala feminina dos jornalistas e ancoras da Globo é , patentemente , “cumpridora dos ditames da Globo, em relação aos homens!
São e pegam a bandeira global, defendendo cínicamente e profissionalmente as mentiras daquela “Cafua”!
SUBSERVIÊNCIA TOTAL!
EXEMPLARES!

Responder

Gil Rocha

30 de novembro de 2012 às 05h20

Mas vocês são tão ingênuos assim?
Alguém acha que o Odair Cunha faz
o que bem quiser?
Ou será que ele segue o que o partido
determina?
Quanta ingenuidade…

Responder

Hélio Pereira

29 de novembro de 2012 às 22h22

Dr Rosinha esta certo,o Jornalista Policarpo Jr cometeu um crime,logo quem deve ser indiciado pela CPI do cachoeira é o CRIMINOSO Policarpo Jr.
O Diretor da sucursal da Revista Veja tem todo o Direito de se expressar e emitir suas opiniões enquanto Jornalista,isto ninguém discute,mas não pode se valer da condição de Jornalista para servir aos interesses de uma ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA,não pode usar o Direito de Livre Expressão para chantagear e cometer crimes.
Infelizmente o Relator da CPI Deputado Odair Cunha,parece que “Madurou e Amarelou”.

Responder

Bonifa

29 de novembro de 2012 às 22h02

Há provas contundentes contra Policarpo, o que não há, por exemplo, contra José Dirceu no célebre processo do mensalão, que a História, que já começou seu curso implacável imediatamente após os acontecidos, haverá de dissecar em cada esquina de sílaba pronunciada. Há gravações comprometedoras de Dirceu com algum Cachoeira? Imaginem se houvesse… Não é possivel saber o que move Kennedy Alencar a fazer seu próprio julgamento em tão frágeis bases. Mas o que importa, agora, é que o criminoso Policarpo foi tirado do processo por uma negociação. Como foi essa negociação? Houve alguma vantagem para o povo brasileiro, que está do lado de cá da mesa de negociação, enquanto a mídia criminosa está do outro lado?

Responder

Relações criminais entre Policarpo da Revista Veja e o contraventor Carlinhos Cachoeira são definidas por jornalistas como “mau jornalismo” « ENCALHE

29 de novembro de 2012 às 19h18

[…] no VIOMUNDO 0.000000 0.000000 Divulgue a palavraDiggTwitterFacebookGostar disso:GosteiSeja o primeiro a gostar […]

Responder

ricardo silveira

29 de novembro de 2012 às 18h49

Dr. Rosinha, com todo o respeito que o sr. merece, a posição do relator é a posição do PT e esse partido se comportou como um partido de merda, mais uma vez.

Responder

    Hélio Pereira

    29 de novembro de 2012 às 22h30

    O pior que é verdade.
    Nesta CPI o Relator “Amarelou”,mas com ele também AMARELARAM outros Deputados da Base Governista,tanto do PT como de outros Partidos.
    O Lider do PT já hávia se recusado a assinar a CPI da Privatária,que esta “engavetada”,criando póeira no Congresso e agora a CPI do cachoeira caminha para se transformar numa enorme PIZZA.
    Assim fica dificil defender o Governo do PT,eu mesmo não gosto de COVARDES!

Francisco

29 de novembro de 2012 às 18h41

O texto diz que não há provas contra Policarpo e diz que ele encomendou granpos para Cachoeira.

Encomendar grampo é legal?

Me fale que é, para eu começar a grampear o Civita e o Policarpo…

Responder

    Simonebh

    29 de novembro de 2012 às 21h02

    Francisco, o relatório contém provas contra o Policarpo sim. Quem disse que a CPI não encontrou provas foi o Kennedy Alencar: “O jornalista da CBN, Kennedy Alencar, em comentário sobre a CPI, disse que o relatório final não apresenta provas contra Policarpo.” Mas o texto é claro:”Mas o que emerge do relatório final é muito mais do que “mau jornalismo”. Só um corporativismo ancestral pode explicar a declaração de Kennedy Alencar.”

Cibele

29 de novembro de 2012 às 17h37

Kennedy Alencar, bola fora geral. Quando a gente pensa que um jornalista é melhorzinho, dá nisso. Mas o cara tá no PIG, Rede TV e CBN. O que se pode esperar? E é inimputável, assim como o caneta e certos políticos. Óbvio que o Poli cometeu um crime.

Responder

carlos saraiva e saraiva

29 de novembro de 2012 às 16h05

Concordo que o PT, precisa ousar mais, sair da defensiva para a ofensiva, contra a grande mídia, a judicialização da politica. Concordo que o PT, precisa sair da condição de vítima e enfrentar politicamente a oposição e em especial a mídia. Contudo , não é possível , transformar o PT na ” Geni”. A denuncia e a responsabilização de grandes empresas corruptoras, foi feita pelo PT, e espera o relatório ser analisado na Camara, sendo barrado sistemáticamente pela oposição. A reforma politica, proposta pelo PT, sobretudo o financiamento público de campanha, não caminha, porque a oposição, deseja continuar o mesmo esquema que lhe favorece e serve, para criminalizar o PT. A regulação dos meios de comunicação, não avança, porque oposição e muitos partidos da base, em especial o PMDB, não desejam. Sabemos que existe no congresso, a bancada da Imprensa, com um falso discurso pela liberdade de imprensa, se curvam aos interesses dos grandes grupos midiáticos. O exemplo maior se verifica nessa CPMI. E é sempre bom lembrar, que os integrantes dessa bancada, estão na oposição, inclusive PSOL, e partidos da chamada base, como PDT(Pedro Taques e Miro Teixeira) e o PMDB. Portanto o PT, é sempre o alvo, não só da imprensa, como do judiciário e da própria esquerda. Assim acho que precisamos cobrar, sim , atitude mais firme e ousada do PT. Agora precisamos denunciar os verdadeiros responsáveis, os que realmente não querem mudar nada, os que defendem os grandes grupos, e que se encobrem em falsos discursos, incriminando e jogando no colo do PT, a corrupção, que eles não querem acabar. Gostaria de sugerir ao companheiro Rosinha, que o PT, com base dos levantamentos da CPMI, encaminhe ao Ministério Público, o pedido de indiciamento e ou apuração de tudo aquilo que está no relatório. Ao mesmo tempo , publicisar este pedido. E conclamo , que ao lado das críticas, que são benéficas e necessárias, apoiemos esta posição.

Responder

Paulo Pavaneli

29 de novembro de 2012 às 15h39

Odair Cunha, peça demissão, entrega o mandato e vai cuidar de outras coisas que requeiram covardia e pusilâminidade…

Responder

abolicionista

29 de novembro de 2012 às 15h35

Certo, Policarpo cometeu um crime, a Veja é uma quadrilha, a mídia brasileira é um oligopólio, mas a pergunta que não quer calar é: e daí? A elite brasileira sempre agiu na ilegalidade. Se o PT tem o poder, por que não fez nada? Ou o PT não tem poder suficiente para fazer nada contra o verdadeiro poder político? Nesse caso, seria melhor abandonar a luta partidária, pelo menos nesses moldes, afinal, ela não está servindo para muita coisa… E, convenhamos, será que o PT realmente tem vontade política de discutir uma lei de mídia? Será que o PT realmente se preocupa com isso? Será que o PT não está simplesmente fazendo um cálculo eleitoral? “Estamos ganhando as eleições, por que fomentar CPI? Isso só daria ensejo a mais um contragolpe. Por que enfrentar a mídia? Isso poderia tirar-nos votos preciosos…” Eu não tenho a menor dúvida de que o PT age de acordo com esse tipo de cálculo. Aceitemos o fato, o PT não é mais um partido político, ele é apenas um partido, e ponto. Tanto que as reformas continuam todas paradas, a desigualdade está voltando a crescer e o projeto reformista não sobreviverá à próxima crise. Vamos aceitar as coisas como elas são, é o primeiro passo para transformá-las.

Responder

    Cibele

    29 de novembro de 2012 às 17h29

    O PT tem o poder? O Temer é co-presidente, esqueceu?

    abolicionista

    30 de novembro de 2012 às 09h08

    Pois é, Cibele, mas, ainda assim, nós sabemos que o PT poderia enfrentar os barões da mídia, ele já teve várias oportunidades para fazer isso. O problema não é falta de poder, o problema é eleitoral. O PT instrumentalizou completamente suas pautas, o PT não dá um passo sem fazer umas vinte pesquisas do impacto eleitoral de suas ações. Não é assim que você muda as coisas, não é assim que um partido de esquerda deve agir. Se a aliança com o PMDB fosse apenas para garantir “governabilidade”, cadê as reformas? Não saem do papel, uma que seja.

    Cibele

    30 de novembro de 2012 às 15h28

    Caro abolicionista, gosto de seus comentários. Entendo seu posicionamento. Vejo o PT, com alianças ou sem alianças, como um grupo de políticos um pouquinho menos safados no meio de um bando de abutres, psicopatas sem qualquer escrúpulo. Só isso. Sou favorável a uma investigação da PF no caso do Poli. Mas é difícil, né? Não acho justo culpar só o PT. Gente, é a primeira vez, que eu me lembre, que se coloca na roda um jornalista importante, de um veículo grande. Já é um passo, é um fato político. Vamos pensar assim. Quanto às motivações eleitorais, também acho que o PT pensa demais nisso, deve ser trauma (rsrs). Mas eu gosto! Imagine as alternativas, se o PT perde, o Brasil perde. É o que vejo. Não me tome por ingênua, também fico frustrada, mas é melhor pensar positivo. Vamos continuar lutando, não irão nos abater.

    Mário SF Alves

    30 de novembro de 2012 às 21h25

    Não, companheiro, o PT não é um partido qualquer. O PT é um partido surgido no seio do povo; um partido que cresceu vendo e ouvindo o sofimento e o clamor por justiça lá onde vive aquele que vive, não nos castelos, mas nas favelas, nas palafitas, nos quilombos, nos sindicatos de trabalhadores explorados por um capitalismo selvagem.
    _________________________________
    Agora, diga aí, qual o partido que você conhece tem uma história dessas?
    _____________________________________________

    Daí, companheiro, penso que não seja sacrilégio nenhum afirmar que o PT é único partido brasileiro que mais se aproxima daquilo9 que poderíamos chamar de um partido povo. Tá bem, você pode alegar que depois de uma década tendo de a todo instante provar competência e convivendo com o capitalismo mais corrupto do planeta, grande parte do PT se contaminou e, portanto, perdeu sua consistência ideológica primordial. Pode ser e é não duvido muito que assim o seja; mas, convenhamos, não seria muito mais produtivo e viável que resgatássemos essa dimensão social do partido? E quem faria este resgate, senão nós mesmos? A menos que se parta da premissa de que o PT tem dono, e que se transformaou numa S.A. qualquer. Sendo assim, tais donos seriam nada mais que cúmplices ou prepostos dessa mesma tal referida grande parte; dessa forma, o mais razoável a ele seria se vender pra aqueles que desde o início instigaram o PiG contra si. Não? Nem isso?
    ___________________________________________

    Aceite um abraço,

    MSFA

    abolicionista

    01 de dezembro de 2012 às 19h41

    Claro que aceito o abraço e retribuo, companheiro, sei que lutamos do mesmo lado. Mas acho que chegou a hora de pressionarmos o PT. É preciso pressionar o PT com a única força que ele reconhece: votos. Enquantos deixarmos o PT confortável, ele não fará nada. O grupo interno do PT que articulou o governo Dilma não está preocupado com os clamores dos “radicais”. Só que o Brasil já não avança no mesmo ritmo que avançava durante o governo Lula. A desigualdade volta a crescer, o PIB está vacilando, etc. Nesse ritmo, o país não muda, pelo contrário, retrocede. Conheço a história do PT e sei que ele é o resultado de uma confluência de forças incapaz de repetir-se (a não ser como farsa, como demonstra o PSOL), justamente por isso acho que chegou a hora de pressionar o PT. É um momento decisivo, ou o PT dá um giro à esquerda, ou ficará a deriva.

Urbano

29 de novembro de 2012 às 15h04

E para o dono não saber, terá que optar entre ser ausente ou tapado.

Responder

Giorgio

29 de novembro de 2012 às 15h01

“Dr. Rosinha: Policarpo não fez “mau jornalismo”; cometeu um crime”

E dai? quem vai fazer alguma coisa contra esse crime?
O PT com certeza é que nao vai! Tem medo!

Responder

paulo v

29 de novembro de 2012 às 13h55

Dr. Rosinha, dr Rosinha! Há quantas eleições venho lhe dando o meu voto e perdendo amizades por defender o PT; agora vejo vocês, de forma pusilânime e ordinária, a apresentar um relatório da CPI do Cachoeira conforme o gosto da turma do Serra. Bem disse o Nassif, a bancada no PT não vale um Álvaro (botox) Dias. Vocês se acorvadaram e nos trataram como imbecis, o único troco é a urna!

Responder

Eduardo Albuquerque

29 de novembro de 2012 às 12h53

Nao é por nada, mas os discursos e posicionamentos do Sen Collor foram mais veementes e esclarecedores. Esse texto do Deputado Rosinha nao alivia a postura acovardada do Odair Cunha. Pior é que nao se percebe uma postura de bancada do partido. Nosso vermelho está muito rosado. Faltou a Odair a postura que Sen. Humberto Costa teve em relação a Demostenes.
Será que é possivel sonhar com Ley dos Medios com essa bancada?
Essa Ley só sairá se a sociedade civilse mexer tal qual na Ficha Limpa. Mas , por onde anda a sociedade civil? Nas compras Natal, sem dúvida!

Responder

Carlos Cruz

29 de novembro de 2012 às 11h48

Cadê a tal lei de regulação da imprensa? Ela pode TUDO? Destruir reputações, causar sofrimentos, criar parias, pode tudo? Quantos no Congresso tem o rabo preso? Quantos no Congresso desejam emparedar o governo Dilma, para fazer como no tal mensalão, arracar a alma do governo e inunda-lo na podridão? Quem realmente do CN está por setras das falsas denuncias? Que interesses no CN estão sendo contrariados? O PT vai contibuar achincahar seus verdadeiros aliados e baixar-se pros aliados de agora? Quem é o Judas?

Responder

    maria olimpia

    29 de novembro de 2012 às 14h22

    Caro Carlos Cruz,
    Quem é o Judas? À mim, não resta dúvidas! O partido da maior bancada no Congresso, o partido “prostituto do poder”, o partido do nosso vice-presidente: o pmdb, claro, além de outros partidecos da base aliada que se dependuram ono governo: pdt, psb´, ptb! miro teixeita, taques…
    O PT ficou SOZINHO NESSA! Acho que chegou a hora do PT DIVULGAR na internet o Relatório do Deputado Odair Cunha, na íntegra, o primeiro que não obteve aprovação. Daí, teremos uma noção maior da covardia da base aliada, não do PT!

    Fernando

    29 de novembro de 2012 às 16h19

    Maria Olimpia, é bom que os petistas saibam que o PT tem cinco votos e tem maioria com a base aliada. Aí é que mora o perigo.
    Com PMDB votando contra (TEMER), com PDT votando contra(Miro Imprensa Teixeira, senador Traques digo Taques, PSOL (senador Randolfo) e o PSB fazendo média com a imprensa, para favores futuros, nunca o relator Cunha conseguiria aprovar seu relatório.
    Algo que me indignou foi o Rui Pardal digo Falcão dar uma chamada no relator e passar a informação para o blogueiro tucano um tal de Josias.
    Nós os defendemos, mas a diração do PT gosta de levar prrada, então aguentem.

    Simonebh

    29 de novembro de 2012 às 21h13

    Concordo com você, Maria Olimpia. O PT está só e cercado de pitibuls, como o Miro Teixeira. Odair Cunha fez um ótimo e corajoso trabalho. Seu relatório precisa ser publicado e divulgado. A sociedade precisa conhecer os personagens criminosos de verdade.

SEBASTIAO MARQUES

29 de novembro de 2012 às 11h31

Toda forma de corporativismo é ruim. Mas, sem dúvida, o corporativismo dos jornalistas é o pior de todos, sobretudo, porque serve aos interesses dos patrões e, portanto, viola o direito fundamental a informação. No caso específico do Diretor da Sucursal da VEJA, então, nem se fala: não se trata, evidentemente, péssimo jornalismo, mas de condutas previstas no Código Penal
Brasileiro!

Responder

    Mário SF Alves

    30 de novembro de 2012 às 21h44

    E o herói da (in)Veja, o mosqueteiro DemoÓstenes, associado ao Cachoeira naquela empreitada louca e institucionalmente perigosíssima de sabotar o Governo? Tudo isso contou com a chancela da mídia corporativa golpista, e daí, será que só o Alexandre Dumas, autor de Os Três Mosqueteiros, iria reclamar?

José Ricardo Romero

29 de novembro de 2012 às 11h09

Até tú, Dr. Rosinha. Não adianta defender, não. O PT adquiriu um estígma de covardia e vadiagem por conta própria, pela natureza de seus membros, pelo que eles são. Desta vez não foi o PIG que deu.

Responder

Willian

29 de novembro de 2012 às 10h38

O que os delegados da Polícia Federal disseram à CPMI sobre a relação entre Policarpo e Cachoeira? Por que isto não constou do relatório?

Responder

Flavio Lima

29 de novembro de 2012 às 10h30

Po, pelo menos um Petista se salvando!

Responder

FrancoAtirador

29 de novembro de 2012 às 10h21

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“Liberdade de imprensa não se confunde com comportamento criminoso”

O deputado Protógenes Queiróz (PCdoB-SP) faz várias críticas ao relatório final da CPMI do Cachoeira, apresentado pelo relator Odair Cunha (PT-MG). Defende o aprofundamento das investigações sobre a empreiteira Delta e avalia que não há elementos que comprometam o procurador-geral da República. Mas não tem dúvidas de que a CPMI acertou ao pedir o indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e de cinco jornalistas.

Por Najla Passos, na Carta Maior

Brasília – Com 15 anos de experiência como delegado da Polícia Federal (PF), o deputado Protógenes Queiróz (PCdoB-SP) tem várias críticas ao relatório final da CPMI do Cachoeira, apresentado originalmente pelo relator, deputador Odair Cunha (PT-MG), na semana passada. “De todo, não é ruim. Mas faltou dar foco ao esquema que sustentava a organização criminosa. É necessário quebrar o sigilo das 15 empresas laranjas da quadrilha e o do presidente da empreiteira Delta. Carlinhos Cachoeira é ponta menor neste esquema”, afirma.

Apesar da prorrogação da CPMI para o aprofundamento das investigações sobre a Delta ser uma pauta da oposição ao governo, o deputado acredita que ela é crucial para que a comissão cumpra papel relevante. “Desde o início, eu venho me manifestando no sentido de que o grande problema estava fora do cárceres, onde já estavam presos Cachoeira e seus comparsas. O que interessa ao Brasil é saber como se dá o financiamento das campanhas políticas, e isso passa por mais investigações sobre a Delta”, justifica.

Queiróz também não concorda que o relatório solicite ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) investigação sobre o comportamento do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Ele é colocado sob suspeita de prevaricar, ao suspender as investigações da Operação Vegas da PF, quando já havia indícios suficientes da participação de parlamentares federais na organização criminosa. Em especial o do ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).

“Este pedido é precipitado. Não há elementos suficientes. Não há materialidade da prova de que a paralisação das investigações favoreceram a organização criminosa. Até porque as investigações foram retomadas posteriormente com a Operação Monte Carlo. O próprio capítulo do relatório que trata sobre o assunto ficou bastante confuso”, destaca.

De acordo com sua experiência na PF, o deputado avalia que o prosseguimento de investigações de esquemas complexos de corrupção, muitas vezes, esbarram na falta de estrutura da própria Polícia e do Ministério Público, sem que isso signifique, necessariamente, prevaricação das autoridades envolvidas. “Quando eu investigava o esquema do Daniel Dantas [do Banco Oportunity], enfrentei este mesmo problema. No momento mais importante da operação, no final do ano, ela precisou ser paralisada. A pouca estrutura desses órgãos ocasiona a não continuidade de investigações importantes”, exemplifica.

Concordâncias
As divergências do delegado licenciado com o teor do relatório, entretanto, param por aí. Segundo ele, o indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), está corretíssimo, já que os indícios da ligação dele com o esquema criminoso são abundantes. Ele afirma também que as investigações já realizadas não sustentam um possível pedido de indiciamento dos governadores do Distrito Federal, Agnelo Queirós (PT), e do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), como cobra a oposição. “Pode ser que a continuidade das investigações revelem novos indícios, mas com o que foi apurado até agora, não há como”, atesta.

Sobre o pedido de indiciamento dos cinco jornalistas apontados pelo relatório final como responsáveis por colaborar com os propósitos criminosos da organização, incluindo aí o diretor da sucursal da veja em Brasília, Policarpo Junior, Queiróz é taxativo. “Há elementos mais do que suficientes. Há jornalistas que receberam dinheiro do crime. No caso do Policarpo, há sucessivas ligações entre ele e Cachoeira e seus comparsas. Há todo o comportamento dele em promover o interesse da quadrilha de desviar dinheiro público. Isso não era o comportamento de um jornalista, mas o de um membro de uma organização criminosa”, enfatiza.

O delegado criticou também a postura corporativa da imprensa de se unir para tentar blindar esses profissionais. “Ao condenar o indiciamento desses jornalistas, a imprensa brasileira está seguindo um caminho perigoso de defesa da prática do crime. Liberdade de imprensa e liberdade de expressão não se confundem com comportamento criminoso”, afirmou.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21328

Responder

Morais

29 de novembro de 2012 às 10h12

Estou triste em saber que o Odair retirou do relatório a parte que acusava o Policarpo e o gurgel, ou seja tremeu na base e covardemente fez a vontade da mídia, ato que não condiz com um petista, esta covardia era sempre vista nos outros partidos e agora o PT está se mostrando apático e medroso o que levará em breve este partido ao mesmo caminho do Psdb, infelizmente.
Quero ver se o PT tem coragem de exigir do ministro da justiça uma investigação especial no caso do policarpo, que não se deixe abater pelo medo.

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