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Cardozo fica de fora da Operação, constrangendo governo e PT


30/11/2012 - 19h32

José Eduardo Cardozo foi avisado ou não pelo delegado Roberto Troncon Filho, superintendente da PF em SP, da Operação Porto Seguro?Só o ministro poderá esclarecer. A praxe é comunicar um dia antes

por Leandro Fortes, em CartaCapital

O alvo era Lula. Essa é a única conclusão a que políticos governistas e o Palácio do Planalto conseguiram chegar até agora sobre os acontecimentos que resultaram na Operação Porto Seguro. Não que a Polícia Federal tenha agido incorretamente. Os fatos comprovam a existência de um esquema de venda de pareceres de agências reguladoras intermediado por Rosemary Nóvoa de Noronha, chefe de gabinete do escritório paulista da Presidência da República.

A operação envolveu 180 agentes nas cidades de Cruzeiro, Dracena, Santos, São Paulo e Brasília. Foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão em São Paulo, 17 na capital federal e 18 acusados acabaram indiciados.

Desse ponto para frente, tudo pareceu calculado para causar constrangimentos ao governo e ao PT. Começou pela maneira de divulgação da notícia. Em vez de convocar uma coletiva e informar todos os veículos de comunicação sobre os detalhes da Porto Seguro, a superintendência da PF em São Paulo vazou as informações de forma seletiva.

Dois dias depois, o superintendente regional, Roberto Troncon Filho, chegou a confirmar uma informação logo desmentida pelo Ministério Público Federal: a de que o ex-presidente Lula havia sido grampeado em 122 ligações com Rosemary. Da mesma forma, a participação do ex-ministro José Dirceu, insinuada nas primeiras horas, foi descartada.

“Não tem uma relação direta dele de sociedade ou de eventual lucro”, disse a procuradora Suzana Fairbanks.

Entre os indiciados está o ex-advogado-geral-adjunto da União José Weber de Holanda Alves, exonerado do cargo. Ele é suspeito de ter recebido propina do ex-senador do PFL (atual DEM) do Amazonas Gilberto Miranda, também indiciado pela PF, para dar parecer favorável sobre a ocupação da Ilha das Cabras, no litoral paulista. A participação de Alves jogou a crise sobre a Advocacia-Geral da União e praticamente enterrou as pretensões de Luis Inacio Adams de ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.

A inclusão da AGU no escândalo, além de alimentar mais uma teoria da conspiração dentro do governo, acendeu a luz amarela no Palácio do Planalto em relação a Adams, funcionário de carreira que mantinha estreita ligação com Holanda. Ambos se conhecem há dez anos, desde quando trabalhavam para o então advogado-geral da União Gilmar Mendes, atual ministro do STF.

Em junho do ano passado, Adams deu um estranho parecer favorável a Mendes numa ação privada na qual o ministro pretendia se livrar de um sócio no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). Para encerrar o processo, Mendes foi obrigado a desembolsar 8 milhões de reais.

Igualmente nebulosa é a participação do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra. Somente o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, vai poder esclarecer se o governo foi avisado ou não com antecedência. E se, do ponto de vista ético, isso teria sido necessário, haja vista ser a PF uma polícia judiciária, embora subordinada ao Ministério da Justiça.

A praxe manda que o ministro seja avisado, genericamente, um dia antes. Uma vez iniciada a operação, cabe ao diretor-geral detalhar o que está sendo feito, logo em seguida à ação dos agentes federais. Cardozo foi convidado a se explicar na quarta-feira 5 na Câmara dos Deputados. Mais uma vez, Dilma Rousseff se vê obrigada a gerenciar uma crise política, da qual soube pelos relatos da mídia.

A investigação começou com um inquérito civil público para a apuração de improbidade administrativa. O ex-auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Cyonil da Cunha Borges de Faria Júnior revelou à Polícia Federal ter recebido 100 mil reais de um total de 300 mil que lhe seriam pagos por um parecer técnico fajuto. Sua função seria beneficiar um grupo empresarial que atua no Porto de Santos, a empresa Tecondi (Terminal para Contêineres da Margem Direita), em um contrato com a Companhia Docas de São Paulo (Codesp).

Transformada em mais um escândalo midiático de grandes proporções, a operação passou a mobilizar diversos setores do governo em busca de explicações para a crise. Na quarta-feira 28, a pedido da presidenta Dilma Rousseff, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) chegou a pedir auxílio ao deputado Protógenes Queiroz (PcdoB-SP) em busca de informações sobre os meandros da Porto Seguro.

O delegado voltou ao Palácio do Planalto quatro anos depois de ter sido enxotado da PF por ter levado a Operação Satiagraha a investigar o então chefe de gabiente de Lula, o atual secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho. À época, Carvalho foi flagrado ao passar informações para o ex-deputado petista Luis Eduardo Greenhalgh, advogado do banqueiro Daniel Dantas, um dos alvos da Satiagraha.

Protógenes não perdeu a chance de botar a boca no trombone. A um grupo de parlamentares petistas e a auxiliares de Dilma, o deputado classificou a Porto Seguro de “operação seletiva” e apontou um desafeto, Troncon Filho, como principal responsável pela suposta trama para atingir Lula e o PT.

Segundo Protógenes, a ação obedeceu ao mesmo modelo da Operação Lunus, realizada na empresa de Jorge Murad, marido da governadora do Maranhão, Roseana Sarney. Em 2002, agentes da Polícia Federal de São Paulo apreenderam 1,3 milhão de reais no escritório de Murad e assim afundaram a pré-candidatura de Rosena à Presidência da República, fato muito festejado pelo tucano José Serra, apontado como mentor da ação policial.

O delegado Troncon tomou posse na Superintendência da Polícia Federal de São Paulo em maio de 2011, nomeado pelo então diretor-geral Luiz Fernando Corrêa. Antes, em 2005, havia assumido a chefia da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros. Em setembro de 2007, foi nomeado para a Diretoria de Combate ao Crime Organizado (DCOR).

Protógenes afirmou que a Operação Porto Seguro tem como pano de fundo uma disputa interna dentro da Polícia Federal sobre a qual o ministro Cardozo, aparentemente, não tem conhecimento nem, muito menos, controle. A briga se daria principalmente entre delegados simpatizantes do PSDB, quase todos lotados em São Paulo e Minas Gerais, e os remanescentes da gestão do delegado Paulo Lacerda durante o primeiro mandato do governo Lula. A isso se aliou a insatisfação dos servidores da PF com as negociações por aumento salarial, emperradas no governo.

Troncon é apontado como parte da ala tucana ligada ao ex-deputado Marcelo Itagiba. Além disso, é remanescente da confusa gestão de Luis Fernando Correa, acusado de torturar e cegar uma empregada doméstica no Rio Grande do Sul e, mais tarde, de desviar dinheiro na compra de equipamentos de segurança para os Jogos Panamericanos do Rio, em 2007, quando era secretário nacional de Segurança Pública.

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136 comentários

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José Fialho: Voto supremo só vale quando é a favor deles « Viomundo – O que você não vê na mídia

10 de janeiro de 2013 às 10h32

[…] Leandro Fortes: Cardozo fica de fora da Operação da PF, constrangendo governo e PT […]

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Marco Maia: Câmara pode não cumprir decisão do STF « Viomundo – O que você não vê na mídia

11 de dezembro de 2012 às 14h13

[…] Leandro Fortes: Cardozo fica de fora da Operação da PF, constrangendo governo e PT […]

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Rafael Correa: Dois pesos, duas medidas da mídia « Viomundo – O que você não vê na mídia

10 de dezembro de 2012 às 19h47

[…] Leandro Fortes: Cardozo fica de fora da Operação da PF, constrangendo governo e PT […]

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Marcos Coimbra: “Vamos precisar de estômago forte” em 2013 « Viomundo – O que você não vê na mídia

09 de dezembro de 2012 às 15h59

[…] Leandro Fortes: Cardozo fica de fora da Operação da PF, constrangendo governo e PT […]

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pina

06 de dezembro de 2012 às 12h15

fora cardozo,, volta Marcio Thomas Bastos , ou qualquer outro ministro que saiba o que faz….

esse cardozo já chamou essa moça envolvida de “amiga intima do lula”
disse que preferia morrer a ser preso numa cadeia do brasil” lembrando que estamos no governo a 10 anos”. com um ministro desse quem precisa de inimigos????
Mais um erro da Dilma na escolha de ministro, e se não controlar a policial federal tucana de são paulo, a casa pode cair a qualquer momento.
“muito pior do que uma imprensa golpista, é uma policia golpista”

Responder

    Fernando

    08 de dezembro de 2012 às 21h44

    Podemos agradecer ao anterior Luis Fernando a nomeação de tucanos para esses postos da PF. Diziam que era PT, nunca acreditei.
    O que o ministro Zé Cardoso tem que fazer para se garantir no cargo, remanejar esses senhores que querem por que querem prejudicar o Lula, remanejá-los para a fronteira, para impedirem traficantes de entrar no Brasil. Em São Paulo e outras capitais, é uma beleza.
    Acorda Zé Cardoso, se ainda é tempo, mas no meu entender já é tarde, para remanejar esses golpistas da mídia. A batata já assou.
    Onde já se viú a presidenta saber dessa operação pela mídia, acho que o Zé já dançou, e já vai tarde e leva o casal do Paraná junto

Mário SF Alves

03 de dezembro de 2012 às 13h44

Mais um capítulo da Série Perguntar Não Ofende:
Bom e oportuno esse apanhado geral feito pelo Pereio. No entanto, faltou acrescentar que, além de tudo, o PSDB, o verdadeiro, mas, não o único, partido da imprensa há séculos nem tão intensamente golpista, é, sim, um estelionatário político. Alguém duvida? Simples, basta ler o estatuto desse partido – instrumento sem o qual não se obtém o registro partidário – para se ter certeza de que seus objetivos e sua razão institucional de ser foram praticamente todos jogados na lata de lixo.
Aliás, é igualmente útil essa observação quando se deseja verificar dois outros aspectos relacionados à referida prática de estelionato:
1- Com fundamento no estatuto partidário, até que ponto o PT está sendo relapso ou conivente no enfrentamento das dificuldades, inclusive, a sabotagem política, decorrentes da realidade imposta, produzida ou tendenciosa e irresponsavelmente manipulada pela imprensa golpista? Vide o escândalo do caso Carlinhos Cachoeira.
2- Onde foi parar o conceito que diferenciava a esquerda da direita?
3- Até quando vamos tolerar politicamente as adjetivações extrema esquerda e extrema direita? Ou bem se é de esquerda, ou bem se é de direita; é pura redundância e cortina de fumaça essa coisa de extremos. Uma vez alcançado o poder, objetivo de toda a luta política, o que pode variar é o método de consolidação desse mesmo objetivo, que pode ser mais ou menos radical.
4- Desde quando numa democracia é lícito aos representantes das ideologias de esquerda e de direita pleitearem a realização de seus objetivos pela via institucional partidária? Será a que a falsidade ideológica permeia e é consentida pela Constituição Federal?
5- E, por fim, qual deve ser a ideologia, o perfil e os objetivos dos partidos que se enfrentam num contexto de luta democrática?

Responder

    pina

    06 de dezembro de 2012 às 12h22

    a verdade é que a Dilma, desmontou a estrutura do governo Lula, em vários ministérios importantes, como o da justiça e o das relações exteriores…
    ta ai o resultado….imprevisão total sobre o futuro, ou uma grande certeza, um governo cada vez mais de centro, o velho acordão das” elites no brasil” e nós achando que por ela ser do PT, temos um governo de centro esquerda. Ela se tornou uma refém voluntaria da direita desde o primeiro dia do governo, com a formação desse MINISTÉRIO PÍFIO.

    “UM GOVERNO SE MEDE PELA CAPACIDADE POLITICA DOS MINISTRO”.

Rômulo Gondim – Caros Amigos: Um outro caso que a mídia “desconheceu”

02 de dezembro de 2012 às 21h56

[…] Leandro Fortes: Cardozo fica de fora da Operação da PF, constrangendo governo e PT […]

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renato

02 de dezembro de 2012 às 17h53

Pois uma ferida pode cicatrizar, uma injuria se perdoa
mas o que revelou segredos perdeu toda a esperança.
ecles 27.28
Os amigos de Lula não revelam segredos, já esta provado!
Por isso querelas é o que sobra para a rede Globo.

Responder

Maisa

02 de dezembro de 2012 às 12h30

A PF voltou a ser a bola da vez, literalmente. Antes de mais nada é preciso deixar bem claro que ninguém está imune a ser investigado/processado pela prática de crimes e é esse o papel de um órgão fiscalizador tal qual a PF que cumpriu o seu mister. Ponto final. O que deve chamar a atenção são os desdobramentos da investigação que tangenciou a porta de entrada do Palácio do Planalto, não para investigar seu inquilino, mas um de seus acessores que, em tese, incorria na prática de crimes.
Deve-se, em preliminares, levantar algumas hipóteses, muitas delas já consolidadas e de domínio público, tais como o engajamento do delegado Trocon, sobejamente conhecido dentro da PF como simpatizante do PSDB em razão de suas ligações com o ex-delegado e ex-deputado Marcelo Itagiba, o que, de per si, é indicativo de direcionamento no curso das investigações. Outra situação que restou patente, que o MJ Zé Eduardo Cardoso, foi sumariamente excluido do conhecimento, prévio, da operação policial, ou, pior, deixou que ela prosseguisse para atingir seu direto concorrente à indicação ao STF, o chefe da AGU, e, nesse caso, agiu de má-fé e com isso deixou o Rei nú. Se foi excluido, restra evidente que o Troncon conduziu a investigação de tal modo que o Lula poderia ser atingido enfraquecendo a Dilma e municiando a oposição para a próxima eleição. Não há como escapar dessas duas possibilidades e em ambas o MJ deveria ser exnonerado por enfraquecer e expor sua chefe e detonar o Lula, num golpe só.
O que falar, então, da conduta do Diretor Geral da PF? Constata-se que é figura de somenos importancia e não tinha, como de fato nunca teve, o comando do órgão, ao menos pra tomar conhecimento do que está acontecendo dentro da sua sala/cozinha e contribuiu imensamente para deixar o chefe do governo no escuro. É figura descartável, fraca, sem voz ativa.
Outra situação que demonstra a insatisfação e desconhecimento de tudo, foi o ato da Dilma de convidar o ex-desafeto Delegado Protógenes, Deputado Federal, a tentar explicar-lhe os meandros e finalidades da operação chefiada pelo Trocon, numa clara demonstração de MJ e DG da PF não lhe serve mais como interlocutores, o que, a meu sentir, já seria motivo para um pedido de exomeração do ministro e do chefe da PF, eis que ficaram totalmente desmoralizados, além do que, o Protógenes desandou a desmerecer o Trocon e o indicou como sendo um tucano de carteirinha e de estar a serviço da oposição.
Resultado da ópera: 1) Se em breves dias cairem o MJ, o DG/PF e o SR/SP, ficará patente que tudo foi realizado de modo a atingir o Lula e a Dilma; 2) Se não cair o MJ e houver a substituição do Daiello pelo Trocon, restará patente que a Dilma usou a operação para abandonar o barco do Lula e do PT para não ser contaminada e fortelecer a sua imagem de instransigencia com o malfeitos.
Deve-se levar em consideração de que agora a PF está sob o manto da proteção da oposição e do PIG, pois qualquer ato poderá ser entendido como controle impróprio e indevido e que, os atos convergem para mais uma manobra do delegados federais para pressionarem o governo de modo a sufocar as brigas internas com os agentes, escrivães e papiloscopistas, negando-lhes a reestruturação, bem como de pressionar a aprovação da PEC 37 QUE LHES CONFEREM EXCLUSIVIDADE DE INVESTIGAÇÃO, o que, também ensejaria a demissão da cúpula da PF por atingir o governo atual e o Lula.
A crise está instalada e a Dilma vai ter que tomar decisões rápidas sob pena de ela própria sucumbir. No dizer popular, o bode está na sala da Dilma!
Alguém tem outras hipóteses pra levantar?

Responder

Cláudio

02 de dezembro de 2012 às 00h28

Ele, Cardozo, é sempre o último a saber…

Responder

Apavorado por Vírus e Bactérias

01 de dezembro de 2012 às 23h26

Esse ministro não tem controle sobre sua polícia? E se tem gente do PSDB dentro PF, o Ministro ou encosta os sujeitos ou manda embora. Ser delatado por sua própria polícia é que não dá. A Dilma vive aos sobressaltos com essa cambada de incompetentes.

Responder

Caros Amigos: Um outro caso que a mídia “desconheceu” « Viomundo – O que você não vê na mídia

01 de dezembro de 2012 às 17h57

[…] Leandro Fortes: Cardozo fica de fora da Operação da PF, constrangendo governo e PT […]

Responder

ZePovinho

01 de dezembro de 2012 às 16h20

http://www.redebrasilatual.com.br/blog/helena/operacao-da-pf-encontra-indicios-de-venda-de-dossies-contra-o-pt

Operação da PF encontra indícios de venda de dossiês contra o PT

Por: Helena Sthephanowitz, especial para a Rede Brasil Atual

Chama a atenção uma matéria desta semana no jornal O Estado de São Paulo sobre os famosos dossiês que geralmente são elaborados contra políticos do PT, que nos faz imaginar futuras nuvens carregadas e prenúncio de tempestades sobre a sede do PSDB e da grande mídia paulista.

Segundo a publicação, a Polícia Federal (PF) suspeita que arapongas presos pela Operação Durkheim estavam a serviço de um grupo criminoso com duas frentes de ação: uma voltada para a prática de extorsões e de estelionato, e outra dedicada à venda de dossiês para campanhas eleitorais.

Na segunda-feira (26), a PF desmontou a máquina de grampos telefônicos e de coleta ilegal de dados protegidos por sigilos bancário, tributário e patrimonial. Cerca de 180 políticos e empresários são vítimas da rede de espionagem, segundo a PF.

Um indício de que o aparato de grampos tem mandante é um e-mail enviado em 27 de fevereiro por Maikel Jorge a Aldo Barretis, ambos investigados pela operação. Eles tratam do rastreamento do ex-ministro e atual secretário executivo da Previdência Social, Carlos Gabas.

– Falei com o cliente agora sobre o min. Ele disse que estão interessados em coisas envolvendo ele e o caso Bancoop. Pelo que vi no Google faz quase 20 anos. Bem, vamos ver.

(…)

Quem é “o cliente” citado no email? Ainda é um mistério, mas não custa lembrar que quem tem verdadeira obsessão pelo caso Bancoop (uma cooperativa habitacional fundada por um sindicato e que tinha em sua direção integrantes do PT), é gente do PSDB paulista, que já fez até CPI na Assembléia Legislativa paulista.

Isso pode explicar o pouco interesse da velha mídia de São Paulo, aliada do tucanato, por esta operação, mesmo se tratando de violação de sigilos do senador Eduardo Braga (PMDB), de um ex-ministro de Estado e de desembargadores, e até uma emissora de TV (Que ninguém sabe qual foi e que tampouco provocou indignação da própria mídia com a possível violação da relação jornalista-fonte)

O pouco interesse contrasta com a importância dada em 2010 sobre o vazamento de informações sigilosas de tucanos e pessoas ligadas a José Serra. Contrasta também com o noticiário do grampo sem áudio do ex-senador Demóstenes Torres, que gerou uma CPI no Congresso.

Outra quebra de sigilo com características de espionagem política foi o extrato de telefonemas do prefeito Kassab nos meses de maio e junho. Quem teria interesse em saber para quem Kassab estaria ligando no período pré-eleitoral? E por qual motivo? Seria alguém suspeitando de traição partidária? São perguntas que precisam ser respondidas.

Pega muito mal a mídia paulista ficar quieta sobre a Operação Durkheim. Lembra a relação de lealdade de um revista famosa ao bicheiro Carlinhos Cachoeira.

A Polícia Federal precisa ir fundo nestas investigações, pois está claro que se trata de espionagem política, inclusive com a participação de maus policiais.

É preciso saber também se essa indústria de dossiês forjados eram matéria prima para denúncias na imprensa com fins eleitorais ou de derrubar pessoas de seus cargos no governo.

Responder

    FrancoAtirador

    01 de dezembro de 2012 às 17h51

    .
    .
    Ex-ministro, senador e prefeitos estão entre vítimas de crimes investigados pela Operação Durkheim

    Os nomes das vítimas e dos investigados não foram divulgados pela PF porque o inquérito está sob segredo de Justiça

    Elaine Patricia Cruz, repórter da Agência Brasil

    São Paulo – Um ex-ministro, um senador, dois prefeitos e dois desembargadores, um delegado de Polícia Civil, uma filial de emissora de TV e um banco estão entre as vítimas das organizações criminosas investigadas pela Polícia Federal (PF) na Operação Durkheim. Os nomes das vítimas e dos investigados não foram divulgados pela PF porque o inquérito está sob segredo de Justiça. Todas as vítimas deverão prestar depoimento à polícia nas próximas semanas.

    A operação investiga duas organizações criminosas. Uma delas, composta por vendedores de informações sigilosas e pessoas que tinham acesso a dados sigilosos, tais como funcionários de empresas de telefonia, bancos e servidores públicos. A outra tinha como finalidade remeter dinheiro ao exterior por meio de atividades de câmbio sem autorização do Banco Central.

    Segundo Roberto Troncon, superintendente da PF em São Paulo, foram cumpridos hoje (26) 33 mandados de prisão temporária e 87 mandados de busca e apreensão em seis estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal, Pernambuco e Pará.

    “Um grupo era especializado na espionagem ilegal da vida privada e usava reiteradamente a violação de sigilos fiscal, telefônico, bancário e até mesmo consulta de banco de dados criminais protegidos. O segundo grupo era especializado em remessas ilegais de valores ao exterior, os chamados doleiros, que atuavam por meio de [operações] de dólar cabo ou euro cabo”, explicou Troncon.

    Na operação, dez policiais foram investigados: três deles eram federais, sendo um aposentado. Também foi identificado o envolvimento de cinco policiais civis e dois policiais militares. “Há suspeita de que esses grupos devassaram, ilegalmente, o sigilo bancário, fiscal e telefônico de milhares de vítimas. Comprovadamente, 180 vítimas foram alvo desses grupos”, disse Troncon.

    O delegado Latance Neto estima um universo com cerca de 10 mil vítimas. Até o momento, a polícia confirma 180 vítimas. “O que se mostrou foi a grande banalização do direito à privacidade em várias facetas como sigilo de fonte à imprensa, sigilo bancário, sigilo telefônico incluindo interceptação telefônica clandestina, sigilo fiscal e sigilo de dados”, disse ele.

    Segundo ele, os intermediadores, que se apresentavam no mercado como detetives particulares, conseguiam, dos fornecedores, um cadastro de telefone móvel das vítimas por cerca de R$ 30 reais.
    “O modus operandi funciona com um comprador, interessado num dado sigiloso, que podia ser pessoas comuns ou grandes empresários, e um grande escritório de advocacia. Esses compradores procuravam os intermediadores, os detetives particulares, que tinham contato dentro das operadoras de bancos ou órgãos públicos, e, a preços módicos, eles conseguem comprar esses dados sigilosos e repassar para o comprador”, explicou Latance Neto.
    Entre os suspeitos estão dez pessoas ligadas a operadoras de telefonia, um gerente de banco, três policiais civis, um policial militar e um servidor público.
    O inquérito teve início em setembro de 2011, após o suicídio de um policial federal em Campinas (SP), em dezembro de 2010. A operação recebeu o nome Durkheim em referência ao intelectual francês Émile Durkheim, que escreveu o livro O Suicídio. “Esse policial cometeu suicídio, mas antes de fazê-lo, divulgou uma série de dados relevantes sobre envolvimento de outros policiais em atos de corrupção e violação ilegal de informações sigilosas”, disse Troncon.

    Os investigados serão indiciados por divulgação de segredo, corrupção ativa e passiva, violação de sigilo funcional, violação de sigilo bancário, interceptação telefônica clandestina e formação de quadrilha.

    Edição: Carolina Pimentel

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-11-26/ex-ministro-senador-e-prefeitos-estao-entre-vitimas-de-crimes-investigados-pela-operacao-durkheim

Joe

01 de dezembro de 2012 às 16h08

A questão é que esses midiótas (ótimo!) nunca viram seu ponto de vista ser confrontado ou corrigido, enfim, o outro lado, o governo. Simplesmente não há resposta a nada. A grande mídia e a oposição nunca são confrontadas. Evitar o confronto, é diferente de fugir dele. E chega uma hora que enche o saco, não quero meu suado dinheiro de impostos vá para anuncios, nesse tipo de mídia, enquanto o resto do mercado, as outras editoras, canais de tv, rádios, sites e etc.,passam fome.

Responder

Clarissa

01 de dezembro de 2012 às 15h52

A solução para os problemas de Dilma com a corrupção: Protógenes Queiroz como Ministro da Justiça, Paulo Lacerda como Diretor da Abin e Fausto De Sanctis para o STF.

Responder

Ilha de Gilberto Miranda: O que impede Adams de rever decisão? « Viomundo – O que você não vê na mídia

01 de dezembro de 2012 às 15h20

[…] Leandro Fortes: Cardozo fica de fora da Operação da PF, constrangendo governo e PT […]

Responder

Regina

01 de dezembro de 2012 às 15h10

Só se percebe hipocrisia, ódio e rancor no discurso e nas ações de certa elite, que viveu muito tempo às custas do esforço e do sofrimento do povo brasileiro. Acho que nas altas esferas do funcionalismo há domínio dos representantes daquela elite, e como devem pensar que o governo do PT não é o governo deles, agem como se fossem uma instituição independente, que não deve satisfação a ninguém, ou melhor, apenas a quem representam. São o que são, hipócritas que vivem dos recursos públicos e, embora tentem,não conguirão impedir o avanço da democracia e da promoçao da igualdade.

Responder

Urbano

01 de dezembro de 2012 às 14h00

Um Ministério importante desse, a exemplo do das comunicações, nas mãos de ministrecos biscuit, pois só servem de enfeite.

Responder

paulo roberto

01 de dezembro de 2012 às 13h21

“Ambos se conhecem há dez anos, desde quando trabalhavam para o então advogado-geral da União Gilmar Mendes, atual ministro do STF.”

Não é preciso dizer mais nada…

Responder

    Marco

    01 de dezembro de 2012 às 15h30

    O Cardozo,não sei como foi parar onde esta,e agente secreto do cognominado partido do PIG.Cognome ajustado pelo ilustre Dep.Fernando Ferro.

    Luiz Clete

    02 de dezembro de 2012 às 18h01

    Que goleada de fim de ano a Dilma e o PT estão levando. Se os ataques são orquestrados, a letargia do PT e o gov. parece ser de proposito.

Fefeo

01 de dezembro de 2012 às 13h06

Junte-se uma presidenta que nao tem peito para fazer uma regulaçao decente da mídia, um governo que financia o PIG, um governo que perdeu deliberadamente o controle da PF para a tucanada, um governo que nomeia ministros do Stf para servirem de carrascos do PT, e um governo que nomeia procuradores gerais que engavetam seletivamente o que é do interesse dos mesmos, e um partido que amarela na hora de fazer um relatório de uma simples cpi. O resultado desta mistura toda tem o potencial de vir a ser desastroso. A esquerda no Brasil sempre apanhando caladinha da direitona tupiniquim. Que tristeza !!!

Responder

Gabriel

01 de dezembro de 2012 às 12h48

ESTÁ NO BLOG DO JOSIAS:

A Rose se apresentava como “namorada do Lula”.

http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/12/01/rose-se-apresentava-como-namorada-do-lula/

Responder

    Marcelo de Matos

    01 de dezembro de 2012 às 13h24

    O Josias de Souza é um humorista frustrado. Ele mesmo, no final do post, dá uma certidão sobre a inexistência de qualquer culpa que o Lula pudesse ter no cartório: “Não há nas páginas do inquérito da PF nenhum elemento que aponte para a responsabilização de Lula nas traficâncias de Rose, 57 anos. Porém, para usar uma terminologia que o julgamento do STF popularizou, cabe perguntar: considerando-se sua proximidade com a auxiliar, será que o ex-presidente não tinha o domínio do fato?”. Não sei quem é mais ridículo: o Josias ou os ministros que encamparam essa teoria.

FrancoAtirador

01 de dezembro de 2012 às 12h33

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Caminhos perigosos

Por Wladimir Pomar, no sítio ‘Página 13’

À medida que o tempo passa, vão ficando evidentes contradições mais agudas na situação política brasileira.

Por um lado, o ex-presidente Lula e a presidenta Dilma aparecem como favoritos para as eleições presidenciais de 2014.
Por outro, na economia, na sociedade e na política se acumulam evidências de que os detentores do poder econômico, dos meios de comunicação e do aparato de Estado estão manobrando com o propósito de reverter a situação em que se encontram.

A queda, mesmo insignificante, da taxa de juros;
o aumento, mesmo incompleto, do emprego formal;
a redução, mesmo leve, das taxas de eletricidade;
o esforço, mesmo parcial, para reduzir os custos das obras públicas;
a decisão, mais firme, de combater a corrupção política, através da extinção do financiamento privado das campanhas eleitorais,
tudo isso parece haver acendido a luz vermelha nos círculos ideológicos mais influentes daqueles reais detentores do poder, fazendo-os procurar caminhos que lhes permitam acabar com a experiência, mesmo apenas levemente reformista, de governos centrais dirigidos pelo petismo.

O primeiro e mais relevante desses caminhos, como já comentamos antes, consiste naquilo que alguns autores estão chamando de judicialização da política, e eu prefiro chamar de criminalização da política e da ação dos partidos.

A política e os partidos passam a ser julgados não mais pelo povo, mas por juízes que, no chamado processo do mensalão, se arrogaram o direito de mudar a natureza do crime cometido, desdenhar provas, atropelar a Constituição e os procedimentos legais instituídos, e se colocar acima dos demais poderes republicanos.

E, se alguém pensa que o STF se contentará em dar um exemplo apenas com esse julgamento, talvez se engane redondamente.
Tudo indica que o poder judiciário, sob a tutela da alta corte, se empenhará em substituir o Congresso com normas e leis que intensifiquem a criminalização da política e a paralisia do governo dirigido pelo PT, através do levantamento de novos casos de corrupção, reais ou forjados, que envolvam o ex-presidente Lula, a presidenta Dilma, e o PT.

O segundo caminho vem consistindo na multiplicação das derrotas do governo na Câmara e no Senado, derrotas infligidas principalmente por parcelas dos partidos que constituem a base do próprio governo, a exemplo do Código Florestal e da divisão dos royalties do pré-sal.

Com a assunção do PMDB à presidência das duas casas do Congresso, cresce a possibilidade de que tais derrotas se intensifiquem, a não ser que Dilma se curve às exigências dos aliados, a exemplo do que já vem ocorrendo na aceitação passiva e na assimilação de que há uma nova classe média no país, que merece atenção prioritária do governo.

O terceiro caminho consiste na paralisia ou redução significativa dos investimentos privados, a pretexto da crise internacional, do alto custo dos salários, da alta carga de impostos, ou de outros motivos secundários, nenhum deles sendo relacionados à redução dos lucros máximos que o poder de monopólio garantia para as grandes corporações financeiras, industriais, agrícolas e comerciais.

Como a elevação dos investimentos, especialmente na infraestrutura, indústria e agricultura de alimentos, é a chave para o crescimento e para a geração de empregos, embora alguns setores do governo não deem a atenção devida a isso, as previsões de crescimento de 3% a 4%, em 2013, podem ser frustradas.

O quarto caminho parece consistir em revigorar a insegurança pública, através de chacinas descontroladas, quase certamente realizadas como ação diversionista para ocultar disputas internas nas polícias locais, associação com milícias e traficantes, e outras correntes da criminalidade.
O que traz à tona a contradição entre as taxas de desemprego oficiais e a grande massa populacional, sem acesso à educação e à qualificação profissional, incapaz de procurar emprego e cuja única opção consiste em servir como soldados do tráfico e do crime.
Os casos de explosão de insegurança pública em São Paulo e em Santa Catarina talvez não sejam os únicos, nem os últimos.

Esses caminhos parecem desligados ou disparatados.

No entanto, quem se der ao trabalho de acompanhar a pauta do ‘partido da grande mídia’ pode concluir que eles estão intimamente relacionados, na perspectiva de corroer pelas beiras, e também por dentro, a experiência de governo do PT, de modo a fazer que ele desabe por seus próprios erros.

Talvez não seja por acaso que, nos últimos tempos, tenham se multiplicado as publicações da A Arte da Guerra, se Sun Zi, o mestre dessa arte de vencer a guerra induzindo o inimigo a cair em armadilhas, desgastar-se, e ser levado à derrota, sem necessidade de travar qualquer batalha decisiva.

Nesse sentido, os promotores da criminalização da política estão provocando o PT a cair na armadilha de realizar uma defesa aberta dos réus julgados pelo STF, de modo a associá-lo umbilicalmente à suposta compra de votos de parlamentares e abrir canais para envolver o ex-presidente Lula e o partido, como um todo, na mesma teia que lhes permitiu julgar e condenar vários dirigentes do partido e aliados.

Na verdade, talvez a melhor defesa dos condenados consista numa tática de ataque aberto, público, constante e intenso ao sistema eleitoral de financiamento privado das campanhas eleitorais, no qual o caixa dois é recorrente e não há qualquer indício de repúdio efetivo a ele pela Justiça.

Por que o PT não faz uma campanha de vulto, como as muitas que fez no passado, para exigir que o judiciário coíba o uso desse crime e que o Congresso vote o financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais?

Nessas condições, o PT se encontra numa encruzilhada.
Ou sai da defensiva com uma tática correta, ou se arrisca a soçobrar.
O mesmo diz respeito a ele e ao governo Dilma quanto à economia e à conjuntura política.

O PT e seus membros no governo precisam discutir, em conjunto, os problemas estruturais que emperram o desenvolvimento econômico e social no ritmo que a maior parte da sociedade necessita, a exemplo do poder de monopólio de um grupo de corporações empresariais sobre o conjunto da economia, dos gargalos que impedem o crescimento dos investimentos e dos empregos da grande massa da população que está fora do mercado de trabalho, e dos aspectos macroeconômicos que incidem negativamente sobre a economia.
Ou não terão nada a dizer para as camadas populares e médias da população, nem para mobilizá-las para as mudanças, mesmo as capitalistas, que só serão realizadas se a burguesia sentir que PT e governo possuem um apoio social firme e explícito, e que este apoio pretende avançar nas reformas democráticas e populares.

Quando se confirmou a vitória de Dilma, em 2010, todos sabíamos que seu governo seria, ao mesmo tempo, continuidade do governo e novas mudanças com base no que havia sido conquistado.

Os caminhos para essa mudanças estão se tornando cada vez mais perigosos, mas o maior perigo consiste em não enfrentá-los.

http://pagina13.org.br/2012/11/caminhos-perigosos/

Responder

douglas da mata

01 de dezembro de 2012 às 12h19

Uma sucessão de desastres.

O nosso governo manda um deputado buscar informações com um delegado que foi banido pela omissão deste próprio governo em relação a um grupo investigado, e que foi representado pelo ministro que agora ocupa a pasta.

O que espera a nossa presidenta? Uma posição equilibrada do Protógenes?

Tão ruim como deixar explodir o escândalo na janela do Planalto, é tentar a contingência com a parte sacrificada da PF.

Em suma: Não há o menor sinal de comando na PF. Não há Ministro da Justiça. E o governo finge que os enxerga.

Responder

Luiz Antonio

01 de dezembro de 2012 às 12h17

Se Dilma pensa que pode tratar o funcionalismo (incluindo a PF), da forma como está tratando e permanecer ilesa, está muito enganada. Ter o funcionalismo como inimigo, ou como uma pedra no sapato, ao contrário com o que faz com a indústria automobilista, pode custar-lhe a reeleição.

Responder

    bira

    02 de dezembro de 2012 às 19h46

    Falou tudo, luiz antônio.

    Não sei se estou enganado, mas acho que Dilma pagará muito caro por esmagar os funcionários da PF. a arrogância e falta de habilidade dela no assunto são gritantes.

    já diz o ditado : não trate mal quem prepara sua comida.

    nem grite com quem está armado.

    a rebordosa vem a cavalo. ou de viatura.

    Bira

Marcelo de Matos

01 de dezembro de 2012 às 11h53

O Aulete digital define expurgo como: o mesmo que expurgação; afastamento de pessoas por não aceitarem doutrinas políticas ou religiosas de seu grupo. Os expurgos foram muito comuns nos tempos de Stalin. Trotsky foi expurgado de forma peculiar: alguém veio matá-lo no México, com uma machadinha. Esse instrumento deveria substituir o martelo na simbologia do comunismo, para muitos de seus adeptos. No PT muitos pediam o afastamento deste ou daquele filiado. Foram vítimas de expurgo: Bete Mendes, Francisco Wefort, Airton Soares. Depois os partidários dessa prática se auto expurgaram, formando novos partidos de esquerda. Não obstante, continuam a fazer campanhas, cada vez mais acirradas, pelo expurgo de filiados do PT: José Eduardo Cardoso; Paulo Bernardo e esposa; Suplicy; Mercadante. A lista é imensa. Será que não dá para promoverem alguns expurgos em seus próprios partidos? Olha que tem muita gente lá que deveria ir para o olho da rua.

Responder

trombeta

01 de dezembro de 2012 às 11h53

Qualquer pessoa com uma inteligência razoável sabe que se conspira dia e noite contra a esquerda no poder: Lula, Dilma e o PT.

Mas não é só culpa deles, o PT atual é um partido fraco, diluído, sem liderança. E o governo Dilma politicamente é muito frágil, incapaz de encarar alguma briga de frente, quer agradar a todos e centraliza-se na imagem da presidenta.

Isso não vai acabar bem.

Responder

Gabriel

01 de dezembro de 2012 às 11h30

COMPLETÍSSIMA

Esta matéria, cujo link se encontra abaixo, é a mais completa que eu já li sobre o que está aconteecendo na política brasileira na atualidade. Eu quero ver quem é que tem argumento para contestar o que está escrito: a matéria é simplesmente incontestável. Depois de lê-la, as pessoas que estão em cima do muro vão pular para um lado ou para o outro. A matéria é longa, mas é leitura obrigatória.

http://blogdadilma.com/index.php/politica/1424-caca-ao-lula-golpe-e-criminalizacao-do-pt

Responder

    xacal

    01 de dezembro de 2012 às 11h56

    Gabriel, o texto só não esclarece uma coisa:

    Quando nós do PT e do governo tivemos a chance de investigarmos e colocarmos na cadeia um dos principais artífices deste esquema demotucanalha, com o caso Daniel Dantas, o presidente e a PF deram uma resposta dura para quem investigou, como se fossem estes que merecessem punição e como se dissessem: “olha, daí para lá, não!”.

    É claro que não sou ingênuo, e sei que determinados temas não podem ser tratados com “o purismo hipócrita e seletivo” que nossos adversários apregoam.

    Mas a total omissão deste governo e do anterior, em tentar entender o papel da polícia, ora lhe dando total “autonomia”(que pareceu mais falta de controle), ora cassando a “autonomia” subitamente, lhe pisando o pescoço quando convém parece um troço meio esquizofrênico.

    Definir uma política e errar é do jogo. Mas não definir nada é que não pode, ainda mais se tratando de política, polícia, Estado, etc.

    Se não pode(ou não quer)mexer com este ou aquele interesse, tem que dizer desde o início, e não passar pelo desgaste de abortar ou ficar com cara de cachorro que caiu da mudança quando estoura(a cara do Cardozo).

    Nós, policiais civis do RJ, e qualquer outro policial, tem a exata intuição sobre quem pode e deve ser investigado, e quem deve e não pode!

    Ou você acha que alguém(delegado ou inspetor) vai investigar as relações do governador com cavendish?

    Se não for uma estratégia “maior” (derrubar o governador), não vai. E ponto.

    No atual arranjo institucional brasileiro é assim, gostemos ou não! Se queremos outro arranjo, aí é outra história.

De Paula

01 de dezembro de 2012 às 11h21

Lembrar que a oposição ainda tem dois anos no governo de São Paulo e ainda tem muito estrago por fazer. Quanto ao Ministro Cardozzo, não está vendo um golpe em andamento porque não quer. Está omisso ou mancomunado? Houve, certa vez, um Ministro da Justiça, Abelardo Jurema, que teve tudo na mão para evitar o golpe de 64, alertando Jango das coisas que se passavam às margens do Palácio. Omitiu-se e deu no que deu.

Responder

augusto2

01 de dezembro de 2012 às 11h13

Ai comentei algo sobre os babacas do planalto. Equivoquei-me.
Porque a disjuntiva na verdade é outra: “tomai providencias drásticas ou… -eis a disjuntiva- UNI-VOS em um pedido de demissão”

Responder

augusto2

01 de dezembro de 2012 às 11h08

So se acha uma palavra:
“Babacas inocentes do planalto, tomai providencias!”
Eu mesmo que estou longe de ser do ramo tenho uma ou outra coisa a propor. De graça. Mesmo que inutil.

Responder

grilo

01 de dezembro de 2012 às 11h05

O PT está se suicidando. São barrigadas e mais barrigadas. É a politica do “Lulinha, paz e amor”. Um governo de consenso até com a oposição mais ferrenha. A menos que Deus e o Diabo façam as pazes isso nunca dará certo.

Responder

Rogerio

01 de dezembro de 2012 às 10h55

Quem não faz gol… leva. Não é mesmo, Conceição Lemes ?

Responder

joão

01 de dezembro de 2012 às 10h51

pig cade o menssalão tucano 01/12/2012 08h00 – Atualizado em 01/12/2012 09h20
Após 4 meses de mensalão, STF retomará análise de 800 ações na fila
Supremo deve concluir julgamento do processo do mensalão até quinta (6).
Cinco ações de outros temas estão na pauta para próxima semana. e o mensalão mineiro

Responder

marcio gaúcho

01 de dezembro de 2012 às 10h29

Está mais do que na hora de trazer o delegado Paulo Lacerda de volta ao comando da Polícia Federal. E a exoneração de Cardozo do Ministério da Justiça.

Responder

RicardãoCarioca

01 de dezembro de 2012 às 10h28

Pareceu mais uma manobra do ministro para tirar seu concorrente do páreo à cadeira do PSTF, ainda que expusesse o governo do qual faz parte. E ai se a Dilma destituí-lo do cargo agora! Para bater no governo, o PiG já se mostrou capaz até de – temporariamente – defender petista.

Responder

Marcelo de Matos

01 de dezembro de 2012 às 10h02

Logo abaixo falei no SBT Brasil. Ontem assisti ao programa. Lá vem o José Nêumanne Pinto, como sói acontecer, sentando o pau no Lula. É uma fixação que ele tem. Dessa vez, porém, o jornal nos guardava uma surpresa. Carlos Chagas, em seus comentários, algumas vezes defende Sarney ou Lula. No tempo do Nascimento, esse ancora costumava fazer cara de contrariado com os comentários do Chagas e chegava mesmo a retrucar. Os atuais apresentadores do jornal recebem essas opiniões com naturalidade. E o que disse o Chagas? Falou sobre o discurso de FHC no Jóquei Clube, para correligionários. O tucano disse que Lula confundia o público com o particular. Chagas comentou: logo quem está falando isso. Arranjou ótimos empregos para os filhos, etc. Agora, digo eu: FHC tinha de escolher logo um clube em situação falimentar para fazer seu discurso? Eu não escolheria o Jóquei, nem no Clube de Regatas Tietê. E melhor alugar um salão em um clube não endividado.

Responder

    Marcelo de Matos

    01 de dezembro de 2012 às 10h04

    PS do MM – Tem coisas que você só vê no SBT.

    Vitor Marrei

    02 de dezembro de 2012 às 20h12

    Existe esse vídeo postado no Youtube?

Fabio SP

01 de dezembro de 2012 às 09h58

Servidora da Presidência, há muito tempo, deixa que o principal membro esquerdista mexa com seu meio…

Responder

Bernardino

01 de dezembro de 2012 às 09h56

ESSE artigo vem complementar o de MINO CARTA: PT TRAIDOR.Mino foi brilhante,advertente(neologismo),analitico e lancinante.Eu faria um adendo,nao so o PT partido,o palacio do planalto tambem.A GERENTONA,D DILMA nao tem um pingo de habilidade politica.Aí mora o Perigo!cercada de BAJULADORES como GLEISE,bernardo,CARDOZO e Adams todos com cara e pinta de TUCANOS.Deveriam ser enxotados do palacio e dar lugar a pessoas gabaritadas para gerenciar uma crise que se desenha

Nao éhora de CONCILIAÇAO e sim de CONFRONTO com ajuda possivel do Cogresso,deixando de lado o ESPIRITO portugues Covarde!! CASO contrario assitiremos ao Golpe patricinado pela IMPRENSA,Corrupta,manipuladora e antipatriota em conluio com os BANdidos TOGADOS como dizia a DIGNA Eliana CALMON.
REDE GLOBO RAINHA DA CANALHICE PLIM PLIM!

Responder

Marcelo de Matos

01 de dezembro de 2012 às 09h48

O jargão policial está sempre incorporando novas expressões. Algumas já são tradicionais, como: “danos de grande monta”, “res furtiva”, “logramos êxito em prender os meliantes”, etc. Ontem ouvi um policial dizer, com sotaque carioca: O menor portava um simulacro. Jesus, essa eu não conheço! Logo vi que se tratava de uma pistola de brinquedo. Gostei da palavra simulacro. No meio político há uma similar: factoide, agora sem acento. Pensei logo na próxima capa da Veja. Ainda não vi, mas, o Lula deve estar lá, em razão da Operação Porto Seguro. A Folha de São Paulo, ao menos, ilustrou sua reportagem com fotos de uma ilha, não a dos Bagres, em Santos, mas, a das Cabras, em Ilhabela, com a mansão do Gilberto Miranda. Parece que o PIG quer falar na Operação Porto Seguro sem mostrar porto algum. Esqueçam o porto, cujas obras já começaram e deverão ser embargadas em surdina, para não comprometer Alckmin. O foco, mais uma vez, é Lula. Esse nome não lembra um ser marinho? Tudo bem: então vamos de Lula.

Responder

    Hélio Pereira

    01 de dezembro de 2012 às 11h26

    Segundo Alckmim a Obra do Porto de Gilberto Miranda na Ilha de Bagres é de “Grande relevância Social”,declaração comemorada por “Giba” e sua turma.
    Fica evidente que a ligação de Gilberto Miranda e seu grupo com o Tucano Xuxu vai ser omitida,como foi omitido o apoio a Ney Santos na eleição deste ano no Municipio de Embu.
    Quando se trata de citar Alckmim,nossa imprensa se cala vergonhozamente.

Hélio Pereira

01 de dezembro de 2012 às 09h23

Delegados da PF ligados ao PSDB,Advogado Geral da União e seu assessor Direto eram empregados de Gilmar Mendes,todos com o apoio do Ministro “Zé”,Delegados que tem ligações com o ex Diretor da PF Luis Fernando Correa da turma do Tucano Marcelo Itagiba,afinal o PT esperava o que deste pessoal?
Quem fica “alisando cobra”,não pode reclamar quando é picado!

Responder

    Darcy Brasil Rodrigues da Silva

    01 de dezembro de 2012 às 12h08

    – Helinho, Helinho, meu filho, se você soubesse o quanto tem me custado uma picada de minha cobra cansada de ser alisada! Não é mesmo Apolônio, meu velho?

    PS: Comentário que me pediu que o digitasse a dona Cleonisse, assídua leitora desse blog.

Marcos W.

01 de dezembro de 2012 às 07h52

Se os delegados da PF supostamente ligados à oposição não podem agir, e os delegados supostamente ligados ao PT ou a qualquer outro partido da base talvez não ajam, quem poderá nos salvar?! A PF, seja quer for o Delegado responsável pela ação, pode e deve investigar. Se deveria avisar o Ministro com antecedência e não avisou, que o Ministro tome uma posição! Se existe algum problema grave nisso tudo, é muito mais de alguns setores do próprio governo. A “briga” é de “foice no escuro”!

Responder

Willian

01 de dezembro de 2012 às 07h51

O anjo da guarda da Dilma é muito bom. Já pensaram se ela tivesse indicado o Luis Inácio Adams para o STF, como se cogitou, e este escândalo aparece. Que constrangimento um ministro do STF sofrer impeachment.

Responder

Marcos W.

01 de dezembro de 2012 às 07h34

Não estou entendendo tanto esforço para tergiversar, mais uma vez! Afinal, qual é a música?!

Responder

LEANDRO

01 de dezembro de 2012 às 07h25

Governo podre, com esse discurso contra as “elites”, demagógico enquanto as cabeças do partido são a mais nova e arqui=milionária elite. Veja o patrimônio do zé dirce, palloci, lula, filho do lula, etc…

Responder

    Mário SF Alves

    03 de dezembro de 2012 às 14h02

    Pare de insinuações e solta aí as fontes para se possa comprovar sua crítica. Pode crer, vai ser bom pra todo mundo. Alías, sugestão: comece pelo Genoíno.

spin

01 de dezembro de 2012 às 04h51

PF na oposição, Globo na oposição, MPF e STF na oposição. Eu ficar na oposição por causa do relatório da CPI do Cachoeira, que está sendo truncado não pelo PT mas por PMDB e demais que querem livrar a cara do Cavendisch e Marconi Perillo? Comigo não cabritinho

Responder

Thomaz

01 de dezembro de 2012 às 02h44

O Lenadro da Carta Capital acha que “constrangeram” o PT. Ora vejam, não há maracutaia que constranja o lulopetismo. E o que foi feito, mostrar-lhes a sem vergonhice, também não. A petralhada esta aí pelos comentários, defendendo Delúbio, Dirceu e Genoino. Com orgulho.

Responder

sandro

01 de dezembro de 2012 às 01h43

Cardoso sabia sim, estão querendo frita-lo ok..mas que ele sabia isso sabia.Imaginem se existem policiais federais tucanos, acho que quem
corre mais riscos de se “ferrar” são os proprios tucanos .Policial é
policial, uma “pisadinha na bola” eles não vão pensar em partido coisa
nenhuma, querem o deles e pronto.

Responder

JORGE

01 de dezembro de 2012 às 00h51

Azenha

Será que é parente do F H Cardoso?

Ou é mesmo irmão do Daniel Dantas?

A ditadura UDENOMILITAR e o PIG, seu fiel escudeiro USA (norte americano roxo), estão rondando a democracia brasileira. O PT e a sociedade ESTEJAM ALERTAS, ingenuidade em política é suicídio.

Na minha avaliação estão trabalhando silenciosamente pela INSTABILIDADE POLÍTICA no país.

Aí entra o HERÓI PARAGUAIO, o SUPREMO DE FRANGO, PARA SALVAR A PÁTRIA.

O roteiro desse velho filme pode estar sendo pensado pela Casa Grande. A Senzala aumentou demais no governo do PT.

Paciência com o abuso do direito tem limites. Lembremos sempre: “Uma vez é acaso, duas vezes muita coincidência, três vezes É AÇÃO INIMIGA COM CERTEZA.”

Lei dos médios JÁ, antes que seja tarde. Chega de NOTÍCIA ÚNICA NOS JORNAIS BRASILEIROS.

Um abraço.

Responder

FrancoAtirador

01 de dezembro de 2012 às 00h50

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UM CONVERSA, OUTRO DESCONVERSA.

E ASSIM SE PASSARAM DEZ ANOS…

E PASSARÃO MAIS DEZ, SEM REGULAÇÃO.
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Entrevista: DEPUTADO PAULO TEIXEIRA (PT)

Vice-presidente da CPI: “Questão de Policarpo não está resolvida”

Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania

O vice-presidente da CPI do Cachoeira, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), concedeu hoje (29.11) entrevista ao Blog sobre o relatório final da investigação. Segundo Teixeira, ao menos a questão do jornalista Policarpo Jr., da revista Veja, “Não está resolvida”. Ele fala, ainda, sobre a posição do partido em relação ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e explica as razões para o recuo do relator. Leia, abaixo, a entrevista.

Blog da Cidadania – Deputado Paulo Teixeira, sobre a posição do relator da CPI, deputado Odair Cunha, de retroceder no indiciamento do procurador-geral da República e do jornalista da Veja Policarpo Jr., o que o senhor diz sobre isso? É uma posição do PT? Dizem que o PT ficou com medo da mídia, outros dizem que foi o Palácio do Planalto que pediu… Qual é a posição que levou a esse acontecimento?

Paulo Teixeira – Do relatório do deputado Odair Cunha constavam pedido de investigação do procurador-geral, tendo em vista que não há explicação sobre os procedimentos que ele adotou – ou a falta de procedimentos adotados –, e pedido de indiciamento do jornalista Policarpo Jr. Mas poucos partidos homologavam o relatório nesses termos. Havia uma ampla maioria contrária ao relatório.

Nessa ampla maioria há vários interesses. Tem o interesse que não quer o indiciamento do Marconi Perillo, tem o interesse daqueles que defendem o dono da Delta, o Fernando Cavendish, e tem o interesse dos que não querem que esteja no relatório qualquer menção ao procurador e qualquer menção ao Policarpo. Com isso, o relator entendeu que, para pelo menos ele ler o relatório a fim de construir maioria, devesse retirar o jornalista Policarpo.

Havia, entre nós, um consenso de que devesse retirar ao menos o procurador-geral, pois o objetivo principal da CPI, o foco da investigação, era o governador de Goiás e o seu aparente envolvimento com o esquema de Cachoeira.

Blog da Cidadania – Entre nós, quem, deputado?

Paulo Teixeira – No PT, o nosso consenso era de que ele devesse retirar o procurador-geral. Mas a bancada do PT quis dar ao relator Odair Cunha condições de ele tocar o relatório de tal sorte que ele pudesse, ao menos, lê-lo para votação. Então ele achou por bem retirar o jornalista Policarpo Jr.

Blog da Cidadania – Mas deputado, o PT entende que não há uma certa gravidade no fato de o procurador-geral da República ter engavetado a Operação Vegas? Ele sabia do Demóstenes Torres, sabia de tudo aquilo… O PT não entende que a conduta dele foi estranha?

Paulo Teixeira – Nós consideramos que a postura do procurador-geral foi uma postura estranha, tanto que a proposição inicial do relatório foi de um pedido de investigação. O problema, como eu te disse, ali, foi que se criou uma frente de diversos interesses que impedia sequer a leitura do relatório. Aí, o PT decidiu que, mesmo pedindo a investigação no relatório inicial, nós tiraríamos esse pedido de investigação com o objetivo de facilitar sua aprovação.

Blog da Cidadania – O PT, por si, pediria os indiciamentos do Policarpo e do Roberto Gurgel?

Paulo Teixeira – O PT proporia o indiciamento do jornalista Policarpo Jr. e isso fez parte do relatório de Odair Cunha. Mas havia debates internos, no PT, sobre o procurador-geral, sobre essa questão do indiciamento ou não, se deveria ser tocada adiante. Mas, em relação ao jornalista Policarpo, o PT é unânime. Em relação à retirada de seu nome, isso foi uma circunstância que se criou para o relator e ele percebeu que, sem isso, o relatório não seria sequer lido.

Blog da Cidadania – Agora, deputado, não seria o caso, ao menos, de a Polícia Federal abrir uma investigação sobre o Policarpo?

Paulo Teixeira – Olha, na verdade, essa questão não termina com o relatório. Qualquer deputado pode pedir, ao final, que questões que não entraram no relatório possam ser investigadas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público…

Blog da Cidadania – Qualquer deputado da CPI?

Paulo Teixeira – Da CPI… Essa questão do Policarpo, na minha opinião, não está resolvida.

Blog da Cidadania – Não está resolvida… O senhor acha que pode ter algum desdobramento. E quanto ao procurador, alguma possibilidade de investigação?

Paulo Teixeira – Então… Todas as questões postas vão ficar ou dentro do relatório ou para posteriores procedimentos e providências. Isso eu não vou te adiantar. Em relação ao procurador, não saberia dizer.

Blog da Cidadania – Deputado, uma última pergunta: cogita-se que tenha havido uma interferência do Palácio do Planalto nessa decisão. O senhor confirma ou nega esse fato?

Paulo Teixeira – Não, não creio que tenha havido interferência do Planalto.

http://www.blogdacidadania.com.br/2012/11/vice-presidente-da-cpi-questao-de-policarpo-nao-esta-resolvida/
.
.
Se miren en el ejemplo de aquellas mujeres buenas:

(http://www.youtube.com/watch?v=CFThqVqG2Iw)

La presidenta Cristina Fernández encabezó esta tarde en el teatro Coliseo un acto por la adjudicación de 1200 licencias de frecuencia modulada en diferentes municipios del país, en el marco de la aplicación de la Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual. “La Ley de Medios es un ejemplo de pluralidad para el mundo”, destacó la mandataria.

“Es preciso que se pueda cumplir con la totalidad de la Ley de Medios, que fue votada masivamente en el Congreso de la Nación”, explicó Cristina.

“Se está dando un nuevo paso para consolidar la democracia”, señaló y añadió que “se continuará avanzando en la democratización de la Argentina, en la redistribución del ingreso y la justicia”.

“La victoria siempre estará al alcance de las manos. Se pondrán en marcha más de 220 canales”, aseguró la Presidenta, quien afirmó que cada provincia tiene ya su señal de televisión y radio, a la vez que puntualizó que “existen motivos para celebrar”.

“La ley de Medios la sancionamos en el 2009 y todavía está pendiente de aplicación el artículo 161 de desinversión. Pero la justicia siempre existe y si no que lo digan las Madres, no hay que abandonar ninguna lucha porque la única lucha que se pierde es la que se abandona”, agregó.

“Tenemos para celebrar lo que muchos creían imposible. En 2008, hasta los mismos miembros de la Coalición eran escépticos de que esto se pudiese llevar a cabo. Pero cuando las cosas se llevan a cabo colevtivamente el resultado no puede ser otro que el éxito”, insistió la Presidenta.

“Se pondrán en marcha más de 220 canales”, aseguró la Presidenta.

La ceremonia se llevó a cabo en el teatro Coliseo, ubicado en Marcelo T. de Alvear 1125, de esta capital, con la presencia del titular de la Autoridad Federal de Servicios de Comunicación Audiovisual (AFSCA), Gabriel Mariotto; el secretario de Comunicación Pública, Juan Manuel Abal Medina y otras autoridades.

Durante el transcurso del acto la primera mandataria entregó simbólicamente 24 resoluciones de otorgamiento de las mencionadas frecuencias para radios FM.

Se subrayó que cada uno de los 2.200 municipios de todo el país podrán efectuar el trámite correspondiente, en cumplimiento del artículo 89 de la Ley N° 26.522 de Servicios de Comunicación Audiovisual.

Micro explicativo del 7 de Diciembre

Artículo 161, Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual

(http://www.youtube.com/watch?v=R9mlrNpdd5w)

Responder

Helder

01 de dezembro de 2012 às 00h49

E esses tucanos da PF que não investigam nada em SP (onde o PCC graça, cpis são engavetadas e denuncias bafadas) e MG?

Responder

Marcelo de Matos

30 de novembro de 2012 às 23h34

A mídia, em geral, não está com muito ânimo para comentar as ações do PCC, nem a construção, possivelmente já embargada na surdina, do porto da Ilha dos Bagres. Tem outro assunto momentoso, porém, que merce comentários: http://www.sbt.com.br/sbtvideos/media/7098b42751bb06da36d85f0944f11a36/SP-Imobiliarias-sao-investigadas-por-envolvimento-em-incendios.html

Responder

    Julio Silveira

    01 de dezembro de 2012 às 06h11

    Marcelo não lamente, o PIG sempre foi o PIG, é sabido de longa data que a midia corporativa é militante de seus interesses. Meu principal lamento decorre do fato de constatar que aqueles aos quais muitos de nós entregou a fé, não demonstra capacidade para combater o mal evidente. Muito antes parece que procuram aproximar-se, ainda que uns e outros acreditem em suas fantasias de haver estratégia nisso. Mas o que se vê de fato é uma tentativa infantil de cooptação, sabedores que somos de que as diferenças entre os interesses do povo e dos exclusivistas da nação são intransponiveis. Nossos pretensos representantes é que são fracos, sem convicção e despreparados, para ver a abissal diferença que separa o povo de seus dirigentes, não só politicos. Crêem que se muda culturas de dominação implantadas estrategicamente ao longo de séculos, assimiladas até entre muitos pobres, com base em tentativas vãs de conquista pela simpatia. Ao fazerem isso ignoram as expectativas de quem lhes delegou o poder e enfraquecem a democracia.

Regina Braga

30 de novembro de 2012 às 23h29

Grande oportunidade do PT reavaliar sua postura.

Responder

pedro - bahia

30 de novembro de 2012 às 23h18

Não entendo porque a Presidenta Dilma ainda mantém Zé Cardoso no Ministério da Justiça. Já se revelou um traidor em diversas oportunidades e não tem pulso para comandar a rebeldia da PF. Esse Trocon tem história negativa e quando saiu o Luis Fernando ele deveria ter saído antes. Quem manda no Brasil é mesmo o Daniel Dantas e seus periféricos da mídia natíva.

Responder

    Manoel

    01 de dezembro de 2012 às 09h36

    ZéCardozo não ouve, não vê e não fala.
    Agora, sabe defender DD que é uma beleza.

    Ricardo

    01 de dezembro de 2012 às 10h41

    … fica parecendo que este Sr.Daniel Dantas, seria o culpado de tudo que acontece de ruim (para os petistas) no Brasil!! AAfff!!! que coisa mais infantil!!

Rasec

30 de novembro de 2012 às 23h01

Parece que o Mino Carta tá querendo mais publicidade oficial!
Mesmo depois de Leandro Fortes descrever o que houve, Mino vem com esse trololó!
Por que será que a mídia fala pouco dos grampos irregulares da Operação Durkheim? O Governo Dilma tá sendo alvo de escutas telefônicas ilegais. Quem estará por trás disso?
Tem algum “informante especial”da Veja além de Cachoeira?
Acorda, Dilma!

Responder

    Galo Depenado Pelo Apito

    01 de dezembro de 2012 às 00h22

    Trololo é coisa de mundano Xacal da direita …. publicidade??? Ora ele nunca precisou nem do Xacal, muito menos precisará da Dilminha Dantas!Ele tem o Xacal Daniel Dantas…precisa de mais?

    xacal

    01 de dezembro de 2012 às 11h25

    Galo depenado pela xacalite,

    Corre e olha aí embaixo de sua cama.

    Ou vai até lá a esquina.

    Liga para a patroa para saber se ela está bem(pode estar ótima).

    Não coma nada antes de mandar alguém provar.

    Pode ter um Xacal atrás de você(metaforicamente, veja bem…).

    Galo Depenado Pelo Apito

    01 de dezembro de 2012 às 12h35

    Xacalico Xacal, a sua sapiencia ruboriza até o sapiente-mor do STF, o neo-paladino da moral e da ética,sucessor do glorioso DEMOstenes Torres, Mr. Marcorelo Mello…por isso me retiro na minha ignara ignoranssa.

    xacal

    01 de dezembro de 2012 às 13h11

    Galo depenado pela “iguinorança”, ou sera galo midiota?

    Tanto faz.

    Fiote, não se dê mais ao trabalho de sair…apenas não entre.

    Vai te poupar(e melhor, nos poupar)daquilo que você, em sua arrogância infantil e estéril, expressa como falsa modéstia.

    Quando se auto-proclamas “ignorante”, na verdade espera alguma voz em contrário, ou deixar sub-entendido que é, justamente, um sábio.

    Como você vê, a não ser que invente outro apelido para se auto-elogiar, não teve a acolhida esperada.

    Você e sua empáfia invertida, que fala do que não sabe, ou pior, não fala o que sabe porque não respeita o interlocutor, e fica a cacarejar gracinhas sem graça, parecem mais com peru que com o galo.

    Estão mortos de véspera.

    Mas como eu já disse, é melhor manter gente como você distraído a deixar você pelas ruas, fazendo e falando m..rda.

    Então, continuemos…

    Galo Depenado Pelo Apito

    01 de dezembro de 2012 às 14h23

    Assim seja, sapiente xacalico!!! Amém!!!

    xacal

    01 de dezembro de 2012 às 17h29

    No seu (patológico)caso é assim mesmo. Eu falo, você ajoelha e diz amém.
    Não há qualquer outra chance de debate civilizado com um midiota como você, ou semi-troll.

    Galo Depenado Pelo Apito

    02 de dezembro de 2012 às 09h49

    Como Vossa Majestade julgar, assim será…Amém, Amém e Amém, sapiente xacalico!

    ronaldo silva

    01 de dezembro de 2012 às 09h22

    Trololó é ficar torcendo para o pt enquanto ele se omite, isso quando não se mete no meio da corrupção.

    xacal

    01 de dezembro de 2012 às 11h19

    Rasec,

    Me desculpe, mas discordo de você. O Mino deve ter um monte de defeitos, mas com certeza ele até agora não demonstrou(em sua biografia, e em seus atos presentes)nenhuma vocação para submeter seu verbo pela verba.

    Trata-se da expressão de um ressentimento pessoal legítimo, até porque ele coloca o “dele” na reta, enfrenta interesses, submete-se a ataques na Justiça, dentre outros menos ortodoxos, e não cobra a fatura.

    Nem poderia. Não é esta a relação de mídia e governo que ele parece querer cultivar, embora esteja claro que sua opinião repercute no governo, aliás, ainda bem!

    Afirmar categoricamente que há escutas ilegais é um assombro. Como não lhe conheço, mas intuo que você não é leviano, fica na conta da desinformação.

    O que há, talvez seja muito mais grave: Em toda operação policial, onde são utilizadas as suspensões de garantias constitucionais(sigilos, inviolabilidades, etc) há a possibilidade de aparecer um “espólio”, que são indícios ou fatos que se relacionam a outros fatos e pessoas não investigadas naquele procedimento.

    Então, policiais e delegados, que estiverem mancomunados com a mídia golpista (ou com qualquer outro interesse), vazam estes indícios para o desgaste destes “alvos paralelos”, e para justificar que aqueles “indícios” sejam “emprestados” a outros procedimentos que tornam estes alvos “paralelos” em “centrais”, por força do escândalo que provocam, porque sabem que nenhum juiz decretaria o “empréstimo” de provas com o conteúdo insuficiente que apresentam.

    Assim, garantem a alimentação desta “indústria”.

    Atenção: Continuo a acreditar firmemente na suspensão de garantias como instrumento eficaz de ação persecutória.

    Temos que coibir, de forma exemplar, o vazamento dos conteúdos a mídia, porque se trata de um crime, e não de uma relação fonte-jornalista, valor protegido pela CRFB.

    Vazar conteúdo sigiloso que tem acesso em razão da função(pública) que exerce é crime!

    Não há proteção da fonte, nem legitimidade em buscar esta fonte quando há CRIME!

    Galo Depenado Pelo Apito

    01 de dezembro de 2012 às 18h14

    OH poderosa Xacal…por favor, não me leve ao pelourinho…oh, my god….a GLOBO vai te contratar….please, sede normal, não me mande aos poroes da sua casta, de SAPIENTES sapientísssimos sapientes!!!! E desculpe por invadir tão nobre espaço da blogosfera, lugar onde, nada é desigual aos porcos da direita(EITA NÓIS)…please, please,please!!!!!!!!

Maria a.

30 de novembro de 2012 às 22h52

Se mexe, Dilma!!!!! Se mexe, Ze Cardoso! Pensam que estao no paraiso? Aqui e guerra!

Responder

João Brasileiro

30 de novembro de 2012 às 22h51

lulipe, você disse/escreveu o seguinte:

“O mais importante é que foi descoberto mais um grande esquema no governo do PT.Vai faltar cadeia para todo mundo!!!”

Mais uma vez você está mentindo!!! O importante é que os corruptos são todos remanescentes do PSDB!!! Funcionários públicos oriundos do partido mais corrupto do Brasil, segundo o STE – Superior Tribunal Eleitoral!!!

Não se esqueça: seus pais e seus filhos continuam acreditando em você!!! Quando você vai dar uma chance a você e passar a creditar em você?
Um abraço!

Responder

    lulipe

    01 de dezembro de 2012 às 00h29

    Caro João, só agora tô sabendo que o Dirceu, o João Paulo Cunha, seu xará, e o Delúbio eram do PSDB, obrigado pela informação.

    renato

    02 de dezembro de 2012 às 17h41

    Lulipe é o felipe, neto do LUla?

José de Almeida Bispo

30 de novembro de 2012 às 22h48

O PT não manda em nada de substancial na República. De abaixada em abaixada vão perdendo o pouco que tinha. Na PF, desde a saída de Lacerda quem manda é Serra. Que não ganhou nem pra prefeito de São Paulo. Quer ver a coisa pegar mesmo é quando isso começar em se converter em perda de votos… ninguém vota em covardes! Essa onda de almofadinhas, só abrindo as pernas… daqui a pouco não sobra nada exceto a nossa frustração de ter acompanhado um monte de bundas moles… uma coisa é Lula ser diplomático, a Presidente ser estadista, outra é o partido todo se acovardando o tempo inteiro.

Responder

Fabio SP

30 de novembro de 2012 às 22h41

O Lula vai embora para a Europa porque já é o quinto “amigo secreto” que ele tira que vai em cana…

Responder

waldecy carlos dionisio

30 de novembro de 2012 às 22h28

Então os reaças da PF em São Paulo resolveram botar as manguinhas de fora novamente na calada da noite! Quem não se lembra do delegado mequetrefe que entregou aos jornais e TV Globo cópias do CD com fotos do dinheiro apreendido com aloprados às vésperas das eleições em 2006? Nunca ganharam tanto dinheiro quanto agora no governo do PT, ainda reclamam de salários, sendo que no governo de FHC as instalações da PF se concentravam no prédio decadente da Martins Fontes no centro velho de São Paulo, onde ninguém podia reclamar das instalações até porque os agentes federais e delegados que não faziam nada sabiam que não havia recursos para roupas de grife, uniformes padronizados, equipamentos modernos, carros importados para realizar diligências, enfim regalias do primeiro mundo que hoje são mostrados na TV, valorizando operações como esta que pode ser mais uma armação do braço podre da PF para constranger o governo federal e Lula.

Responder

    Tião Medonho

    01 de dezembro de 2012 às 09h25

    delegados, juízes, promotores, defensores, desembargadores, ministros dos tribunais superiores, quem são essa gente no fim das contas??? advogados…então sabe-se o que esperar..todos sabem

Marcelo de Matos

30 de novembro de 2012 às 22h23

O PIG e alguns blogs, infelizmente, só dão destaque a pequenas gatunagens. Os irmãos Vieira e Rosemary são pequenos meliantes. Os gatunos de alto coturno não estão na mira do PIG. Quem são eles? Ora, os corruptores de sempre: empresários interessados em grandes obras, como a do porto da Ilha dos Bagres, que parece já ter sido embargada, na miúda, para não desgastar Alckmin, já combalido pelas ações do PCC. Incrível que blogs de esquerda façam coro com o PIG para desgastar o Ministro da Justiça, do PT. Silêncio geral sobre a obra que seria o objeto da Operação Porto Seguro. Os próprios posts da blogosfera progressista estimulam os comentaristas a ilações maliciosas sobre a oficiala de gabinete da Presidência em Sampa. O PIG quer desviar o foco da operação de Alckmin para Lula; alguns blogueiros querem desgastar o Ministro da Justiça petista e o PT também, se for possível. Nunca na história desse país uma obra que detona a mata Atlântica foi isentada de qualquer crítica. Será que há uma sintonia fina entre o PIG e alguns blogs?

Responder

    francisco niterói

    01 de dezembro de 2012 às 08h20

    Marcelo

    Principalmente pra quem nao é de SP, o contexto fica mais dificil de entender. Ficam as perguntas: se é um local de preservacao, por que as licencas ja nao tinham sido denunciadas? Quem no governo SP aprovou? Enfim, essa historia da rose é mais uma cortina de fumaca politica. Na realidade, uma obra desse vulto envolveu muita gente nos governos federal (sabemos de alguns) e estadual ( silencio total).

    Marcelo de Matos

    01 de dezembro de 2012 às 11h23

    Claro que o governador Alckmin (PSDB) e o Prefeito João Papa (PMDB) estão sendo blindados pelo PIG. Por que o Lula iria forçar a expedição de pareceres favoráveis a uma obra tucana? Se o Paulo Vieira (homônimo do Paulo Preto) foi subornado, de onde veio o dinheiro?

xacal

30 de novembro de 2012 às 22h19

Meus caros,

Não existe operação desta monta sem o conhecimento prévio do ministro. Se houve é porque não há ministro.

Assim como não há operações possíveis nas polícias civis dos estados que atinjam o âmago dos governos sem o conhecimento do chefe de polícia, a não ser que o próprio governo, e, ou o chefe de polícia, e neste caso o ministro ou o presidente(a) sejam o alvo!

As palavras polidas e escolhidas do jornalista apontam que ele sabe disto, mas por motivos óbvios, não quer dizer.

Fato: O ministro tem que cair, e há duas possibilidades: ou sofre o desgaste agora, mas abre chance para “limpar” os delegados tucanos nos postos-chave, e varrê-los para os confins, ou espera um pouco e defenestra o ministro.

O problema que a fritura lenta abre chance dele causar mais estragos, pois já provou que está “boiando” no Ministério.

O convívio do PT com as questões de segurança pública, Estado, reforma do estamento normativo, etc, é horrível, em grande parte pela rejeição orgânica que a geração que chegou ao poder mantinham em relação as forças de segurança, como resultado das feridas mal cicatrizadas do período pós 64.

Com raras exceções, o PT não desenvolveu políticas e quadros para entender o aparato persecutório-criminal do Estado.

Está pagando o preço por esta omissão!

Responder

J Souza

30 de novembro de 2012 às 22h06

Se é para o PT saber quem são e onde estão os delegados “tucanos”, que seja agora…
No judiciário ele já sabe… é quase todo mundo!

Como o Lula acertou muito mais do que todo mundo em se tratando de eleição, gostaria muito de saber a opinião dele sobre os efeitos eleitorais dos ataques da mídia golpista, do judiciário e, agora, da PF contra o PT.
Alguém pode perguntar a ele?

Responder

    J Souza

    30 de novembro de 2012 às 22h07

    E quanto mais o governo do PT “congela” os polpudos salários do judiciário, com mais ódio este fica daquele…

    J Souza

    30 de novembro de 2012 às 22h09

    Ou o PT resolve o “problema” salarial do judiciário, ou este vai fazer da sua vida um inferno… ainda maior!

eduardo souto jorge

30 de novembro de 2012 às 21h49

So tenho uma coisa a dizer: Se o Governo , o PT e o Lula, nao derem uma freada no lotacao , a coisa vai p”ro brejo com certeza. Depois de 10 anos no poder, fazendo muito bonito,e bom que se diga, nao e mais possivel contornar esse tipo de situacao, inerentes a qualquer grupo(no planeta todo)que fique tanto tempono governo de um pais, sem passar tudo a limpo. Vai ser muito bom para o Brasil.Iso e mais que normal numa sociedade. Temos que nos livrar desses fantasmas do passado, em que ficamos decadas, meio que sonados. Se o Lula, nao vier amanha, no mais tardar segunda feira, para o Brasil e der uma declaracao sincera, vai seguir adiante, eu sei, mas …O PT nao pode mais continuar assim, ja foi necessario, agora nao. A hora e esse!

Responder

eroni

30 de novembro de 2012 às 21h38

Alguém tem que me explicar esta inércia do PT e da Dilma…

Responder

    abolicionista

    30 de novembro de 2012 às 22h38

    Eu tenho uma explicação, o eleitorado do PT, a partir de 2006, mudou radicalmente. O PT perdeu muitos votos na classe média, mas ganhou muitos votos entre os mais pobres. Isso é documentado no livro de André Singer. Como o PT depende mais dos votos dos mais pobres, não compra pautas da classe média, onde medra o voto anti-PT, como a questão da corrupção. Tentar revidar os golpes seria colocar em risco a posição sobranceira da presidenta. Questão de estatística eleitoral, simplesmente isso. Acho que o PT calcula suas ações assim, o que não quer dizer que eu concorde com esse método…

    xacal

    01 de dezembro de 2012 às 10h09

    Abolicionista,

    Tocaste ponto certo.

    Em algum momento, e a História e os estudiosos dirão, o PT extrapolou sua base social de apoio tradicional, em uma ponta, as corporações sindicais de servidores públicos, junto com os setores mais avançadas da economia(metalúrgicos, bancários, etc), e na outra os movimentos eclesiais de base, cuja agenda mesclava o determinismo economicista marxista com o moralismo cristão.

    Os chamados setores médios da sociedade, que antes, eram infinitamente menores.

    O abandono desta plataforma para se tornar um partido com um projeto de poder nacional impregnou seu núcleo central da(bem sucedida)estratégia de moldar o partido aos humores de amplas parcelas do eleitorado, que por “medo”, ou por tantos outros motivos (que não cabem aqui) não se aproximava do partido.

    As ações do governo Lula, e agora com Dilma, proporcionando enorme mobilidade social, a recuperação da capacidade do país em investir, dentre outras medidas, conferiram a esta estratégia o sucesso que se esperava dela. E a tal classe média que tinha um tamanho, começou a crescer exponencialmente.

    No entanto, a vitória deste setor no partido(e agora no governo) afastou o partido(e governo) da tarefa de pensar (ou repensar) alguns valores(não me refiro a agenda moralista, eeeccca!), mas sim como aliar conforto econômico com a necessidade de modernizar instituições (como Judiciário e o estamento normativo), polícias, o papel do Estado, temas como gênero, raça, patrimonialismo, etc, inclusive para lidar com este novo contingente de pessoas que foram incorporadas aos setores médios da sociedade.

    Este setor traz, em suma: a gratidão pela inclusão, seus valores antigos(preconceitos, expectativas, visão de mundo), e uma necessidade de pertencimento a nova classe, ora mimetizando os que lá estavam, ora repelindo, afirmando sua “ética” como a preponderante sobre os “decadentes”.

    Este caldo de relações que é uma zona de conflito pouco explorada pelos responsáveis pela criação(formulação) de política do governo naquilo que a política tem de mais importante: sua simbologia!

    É muito difícil falar a um governo com níveis de aprovação tão grandes, mesmo diante do siége da mídia corporativa sobre a necessidade de regular esta mídia.

    Até porque, eu e você parecemos acreditar que Dilma e o PT não queiram dar a estes cretinos o único argumento válido(na cabeça oca deles)que é: estamos sendo censurados!

    Mas sem dúvida quando uma operação desta qualidade chega ao quintal do palácio sem que seja o ministro e a própria presidenta a anunciar o que foi investigado, alguma coisa está fora da ordem.

simas

30 de novembro de 2012 às 21h24

Quer dizer q o “caburador” e o “chiclete” trabalharam com o ministro Dantas, desde amtigamente, na AGU? Ahmmmm!… Esse ministro Mendes é um espanto, de “multiplicador”. Mas, esse negócio de multiplicador é do passado… Agora, deve ter outro apelido.
À propósito; será q a presidente vai trocar de ministro da justiça? Pq, somente, assim, poderemos sonhar com uma vassourada, pra valer, na PF Fora, disso, não vai acontecer nada de novo… Vamos continuar a assistir a PF, tramando contra as instituições, da qual fazem parte. Hahahahahahhhhh!!! Como pode? PF, AGU, PGR, STF, PMDB, PT, PSDB… Tdos fazendo política, partidária.
Então, eu não estou enganado: Tribunal Eleitoral tbm faz política… Mesmo com o ministro britto aposentado, longe da presidente do Tribunal.
Eu vou pra Miami, mesmo. E, lá, eu vou ser amigo do rei, Obanana.

Responder

Julio Silveira

30 de novembro de 2012 às 21h17

A proposito, não esqueço a perseguição desenfreada contra o, hoje, deputado Protogenes Queiroz produzida por essa turma citada pelo Fortes, com a cumplicidade desse mesmo PT. Eu, que costumo usar meus neuronios, não consigo entender como gente inteligente, que escreve para o publico, consegue separar os atos do preposto isolando em sua culpabilidade e protegendo a sua chefia na participação.
É o que o Leandro, meu estimado jornalista, busca fazer demonizando o anterior chefe da policia federal, no que estou de acordo em sua visão, mas excluindo da critica seu patrão no governo. E isso que eu não consigo entender, e já estou ficando queimado e queimando meus neuronios com isso.

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Messias Franca de Macedo

30 de novembro de 2012 às 20h56

‘O TAL DO DOMÍNIO DO FACTÓIDE(!)’

… Mais um complô da DIREITONA reverberado pelo braço midiático! Então, saboreemos “o repasto miasmático”: corrupto querendo levar a fama de arrependido; ódio corporativista; ministro da Justiça (quase-)tucano; “Vamos esquecer o mensalão!”, confissão – ‘in off’ – do PIG! O mensalão tucano, revisor!…; Aí, é só chamar um ‘chef’ para misturar os ingredientes, e o que seria um “risoto” transforma-se em uma “moqueca ‘infestada’ de azeite de dendê e pimenta”… Quiçá um míssel, teleguiado: o alvo?! Nem ‘Caetano Vota em ACMalvadeza Neto Veloso’ duvida que o alvo seja o Lula!…

Que país é este, sô?!

EM TEMPO: o ‘Zé’ da Justiça irá manter no cargo de superintendente da PF em SP o *traíra confesso, delegado Roberto Troncon Filho, ou irá exonerá-lo por justa causa?(!)…
*e, pasme, da ala (S)errista da Polícia Federal (sic) “Pode ‘to be’?!”…

Que país é este, sô?!… República de ‘Nois’ Bananas, responde, “na lata”, o matuto ‘bananiense’ – com a toalha na mão, para jogar(?!) Eis a questão!…

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

    Messias Franca de Macedo

    30 de novembro de 2012 às 21h16

    “ESCLARECENDO O MENU”!

    “moqueca de bagre ‘infestada’ de azeite de dendê e pimenta”…

    Que país é este, sô?! República de ‘Nois’ Bananas, responde, “na lata”, o matuto ‘bananiense’ – com a toalha na mão, para jogar(?!) Eis a questão!…

    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

Bertold

30 de novembro de 2012 às 20h48

Mino talvez não saiba, ou até saiba mas como é até generoso não entre em detalhes, que esse PT pragmático e desmedido moralmente foi gestado ao longo da hegemonia de Lula e seu fiel grupo majoritario, a velha “Articulação”. Segurava no voto interno todo e qualquer deslize ético que envolvesse seus membros. O hegemonismo sindical no PT foi um laboratório do vale tudo “pela causa” (?). Novas gerações que entraram no PT, principalmente no início dos 90 perceberam que puxar saco (estudar e disutir idéias, nem pensar) e se aliar com quem tem maioria de votos nas decisões da máquina petista dá emprego, lucro e poder. Quem viveu o PT por dentro sabe que não tem como contestar isso.

Responder

Gabriel

30 de novembro de 2012 às 20h37

Manchete do UOL: “Lula viaja ao exterior em meio aos desdobramentos de operação da PF”.

Quando Lula voltar, Joaquim Barbosa vai apreender o seu passaporte. O Octavinho vai exigir que isto aconteça.

Responder

mariazinha

30 de novembro de 2012 às 20h17

Credo! Parece um enredo dantesco, dos quintos dos infernos. Será que nossa PF é uma miragem, sem dignidade e sem credibilidade? Só faltava essa.Ômodeus!

Responder

Paulo Roberto Álvares de Souza

30 de novembro de 2012 às 20h16

Quem fez com Paulo Lacerda o que Lula fez, merece o que está acontecendo e muito mais. O PT não precisa de inimigos, seus integrantes, principalmente se paulistas ou mineiros, se encarregam de aprontar todas, vez que preparados, com maestria, na mesma faculdade onde são chocados os ovos dos tucanos. Com 72 anos, votei pela última vez no PT nas últimas eleições municipais. Fui!!!

Responder

    Francisco

    30 de novembro de 2012 às 22h28

    Paulo Lacerda… você disse tudo! Quantos petistas inocentados que nunca voltaram aos cargos? Quantos pedidos de retratação que nunca foram exigidos dos jornais, revistas e telejornais?

    Quantos petistas autenticos ainda resta para queimar nas labaredas insensatas da mídia?

lulipe

30 de novembro de 2012 às 20h08

O mais importante é que foi descoberto mais um grande esquema no governo do PT.Vai faltar cadeia para todo mundo!!!

Responder

    Julio Silveira

    30 de novembro de 2012 às 20h47

    Tão importante como revelar mazelas é fazer isso dentro da legalidade.
    Tenho dito que acho muito esquisito a PF ficar vazando investigações a midia militante, useira e vezeiramente, antes que os fatos estejam completamente apurados e julgados.
    Se você se diz satisfeito com a forma, cuidado. Amanhã pode ser você, ou um seu familiar, uma vitima, sendo tratado como criminoso e depois se confirmada a injustiça nem uma retratação é feita.
    Não é disso que o Brasil precisa, de mais autoritarismo disfarçado sob o manto da apuração criminal, enquanto se promove uma caça as bruxas, inimigas.

    simas

    30 de novembro de 2012 às 21h33

    Eu já acho q o mais importante, foi ficar, claro, como mtos tramam, criminosamente, dentro de órgãos públicos, q deveriam zelar pela segurança, justiça… essas coisas.
    Mto mais importante, é verificar q, realmente, o ministro da justiça é um carreirista, digno de nenhuma confiança. Q horror, heim?… Se esse cara for indicado para o supremo, como dizem; realmente, por lá, a equipe vai ficar completíssima… risos Vamos ter uma excelente aquisição.
    Qual!…

    lulipe

    30 de novembro de 2012 às 23h41

    Realmente, quando é contra o PT, surge sempre as teorias de conspiração.Quando não é o “PIG”, é o STF, a CIA, agora a PF, o ET de Varginha etc.Os impolutos petistas jamais cometeriam esses crimes que lhes são atribuídos, são seres únicos, criaram a honestidade, a retidão, serão, no futuro, canonizados, o Brasil ganhará a maior leva de santos em toda sua história…Essa ingenuidade, na Alemanha, gerou o nazismo.Felizmente no Brasil as instituições estão atentas.

    Darcy Brasil Rodrigues da Silva

    01 de dezembro de 2012 às 10h07

    E você, lulipe, você seria,por acaso, um sionista-fascista ( se for essa a alternativa, com que nome você se assina lá no portal do Reinaldo Azevedo?); um mercenário do PSDB/DEM; um agentezinho da CIA, recrutado ainda adolescente em um programa de “intercâmbio cultural” Brasil/EUA; um membro da banda podre da PF,cuidadosamente replicada dentro daquela instituição desde os tempos da ditadura, com o propósito de prosseguir servindo aos interesses que ensejaram o golpe militar de 1964; um ex-torturador com medo de que o seu passado venha à tona, e a reputação de “um ser humano de muito bom coração”,revelada em depoimentos dados por suas vizinhas (duas senhoras idosas que depuseram isso ainda perplexas e incrédulos com a notícia sobre o seu passado) seja desconstruída; um agente do Mossad, além de sionista-fascista, como na primeira hipótese; um ex-araponga do SNI, saudoso dos tempos em que isso representava um cargo de chefia inferior, devidamente comissionado, em um órgão do governo ou de uma estatal, como o Banco do Brasil; um membro da maçonaria, novamente empenhada em participar de um golpe de estado em defesa dos interesses maiores da integridade moral da Sagrada Família e dos princípios defendidos pelo Supremo Arquiteto do Universo,sem se esquecer , evidentemente, da igualmente sacrossanta propriedade privada dos meios de produção,assim como dos valores libertários e democráticos do FMI , da OTAN e do Capital Financeiro Internacional? Afinal de contas,quem é você ,lulipe? De uma coisa eu tenho absoluta certeza: sendo você quem for, não importando em qual das inúmeras altenativas se encaixe, eu não gosto de você e , tenha você agora a certeza, você faz bem em não me revelar quem realmente é, pois , a partir desse dia, não seria conveniente que viéssemos a nos encontrar.

    xacal

    01 de dezembro de 2012 às 10h13

    Quais instituições?

    As que estiveram ao lado dos militares no golpe de 64?

    É, algumas delas, como o Millenium mudaram de nome, mas a “essência” está intacta.

    Outras, como mídia, Igreja, e patronato continuam firmes!

    Estranho que Hitler, a TFP, as mulheres da marcha com deus, a mídia, sempre que falavam ou falam de prevenção à ataques a democracia são os primeiros a aboli-la quando têm chance!

    lulipe

    01 de dezembro de 2012 às 14h05

    Pelo computador todos demonstram a coragem que tem, não é Darcy???Cuidado, estresse faz mal à saúde!!!

    Helder

    01 de dezembro de 2012 às 00h47

    Imagine se a PF ‘tucana’ trabalhasse com os escândalos que ocorrem debaixo dos seus bicos em São Paulo e Minas Gerais…

    Jairo Falcucci Beraldo

    01 de dezembro de 2012 às 13h25

    Não seja tão republicano, isto jamais irá acontecer. Invadiram a presidencia da republica, mas nunca irão invadir a casa grande.

Tonelias

30 de novembro de 2012 às 20h05

A presidenta Dilma deveria tirar esse Cardozo e também esse delegado golpista. Não dá pra ficar na mão de traíras que jogam no time adversário, tramando escândalo pra vingar colegas e governo. Fora cambada de golpistas!!!!

Responder

FrancoAtirador

30 de novembro de 2012 às 20h05

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CartaCapital
Editorial
30.11.2012 09:44

A traição do PT

Dizia um velho e caro amigo que a corrupção é igual à graxa das engrenagens: nas doses medidas põe o engenho a funcionar, quando é demais o emperra de vez.
Falava com algum cinismo e muita ironia.
Está claro que a corrupção é inaceitável in limine, mas, em matéria, no Brasil passamos da conta.

Permito-me outra comparação.
A corrupção à brasileira é como o solo de Roma: basta cavar um pouco e descobrimos ruínas.
No caso de Roma, antigos, gloriosos testemunhos de uma grande civilização.
Infelizmente, o terreno da política nativa esconde outro gênero de ruínas, mostra as entranhas de uma forma de patrimonialismo elevado à enésima potência.

A deliberada confusão entre público e privado vem de longe na terra da casa-grande e da senzala e é doloroso verificar que, se o País cresce, o equívoco fatal se acentua. A corrupção cresce com ele.

Mais doloroso ainda é que as provas da contaminação até os escalões inferiores da administração governamental confirmem o triste destino do PT. No poder, porta-se como os demais, nos quais a mazela é implacável tradição.

Assisti ao nascimento do Partido dos Trabalhadores ainda à sombra da ditadura.
Vinha de uma ideia de Luiz Inácio da Silva, dito Lula, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo até ser alvejado por uma chamada lei de segurança nacional. A segurança da casa-grande, obviamente.

Era o PT uma agremiação de nítida ideologia esquerdista.
O tempo sugeriu retoques à plataforma inicial e a perspectiva do poder, enfim ao alcance, propôs cautelas e resguardos plausíveis.
Mantinha-se, porém, a lisura dos comportamentos, a limpidez das ações.
E isso tudo configurava um partido autêntico, ao contrário dos nossos habituais clubes recreativos.

O PT atual perdeu a linha, no sentido mais amplo. Demoliu seu passado honrado. Abandonou-se ao vírus da corrupção, agora a corroê-lo como se dá, desde sempre com absoluta naturalidade, com aqueles que partidos nunca foram.
Seu maior líder, ao se tornar simplesmente Lula, fez um bom governo, e com justiça ganhou a condição de presidente mais popular da história do Brasil.
Dilma segue-lhe os passos, com personalidade e firmeza.
CartaCapital apoia a presidenta, bem como apoiou Lula.
Entende, no entanto, que uma intervenção profunda e enérgica se faça necessária PT adentro.

Tempo perdido deitar esperança em relação a alguma mudança positiva em relação ao principal aliado da base governista, o PMDB de Michel Temer e José Sarney.

E mesmo ao PDT de Miro Teixeira, o homem da Globo, a qual sempre há de ter um representante no governo, ou nas cercanias.

Quanto ao PT, seria preciso recuperar a fé e os ideais perdidos.

Cabe dizer aqui que nunca me filiei ao PT como, de resto, a partido algum.
Outro excelente amigo me define como anarcossocialista.
De minha parte, considero-me combatente da igualdade, influenciado pelas lições de Antonio Gramsci, donde “meu ceticismo na inteligência e meu otimismo na ação”.
Na minha visão, um partido de esquerda adequado ao presente, nosso e do mundo, seria de infinda serventia para este País, e não ouso afirmar social-democrático para que não pensem tucano.

O PT não é o que prometia ser.
Foi envolvido antes por oportunistas audaciosos, depois por incompetentes covardes.

Neste exato instante a exibição de velhacaria proporcionada pelo relator da CPI do Cachoeira, o deputado petista Odair Cunha, é algo magistral no seu gênero.

Leiam nesta edição (http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/o-alto-preco-da-covardia/
como se deu que ele entregasse a alma ao demônio da pusilanimidade.
Ou ele não acredita mesmo no que faz, ou deveria fazer?

Há heróis indiscutíveis na trajetória da esquerda brasileira, poucos, a bem da sacrossanta verdade factual.
No mais, há inúmeros fanfarrões exibicionistas, arrivistas hipócritas e radical-chiques enfatuados. Nem todos pareceram assim de saída, alguns enganaram crédulos e nem tanto. Na hora azada, mostraram a que vieram.
E se prestaram a figurar no deprimente espetáculo que o PT proporciona hoje, igualado aos herdeiros traidores do partido do doutor Ulysses, ou do partido do engenheiro Leonel Brizola, ­obrigados, certamente, a não descansar em paz.

Seria preciso pôr ordem nesta orgia, como recomendaria o Marquês de Sade, sem descurar do fato que algo de sadomasoquista vibra no espetáculo.

Não basta mandar para casa este ou aquele funcionário subalterno.

Outros hão de ser o rigor, a determinação, a severidade.

Para deixar, inclusive, de oferecer, de graça, munição tão preciosa aos predadores da casa-grande.

Constatação

Apresentamos o verdadeiro relator da CPI do Cachoeira.

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/a-traicao-do-pt/?autor=42

Responder

    xacal

    30 de novembro de 2012 às 22h24

    Um texto correto, mas cheio dos ressentimentos pelo fato do governo não dar a martelada na “óia” que ele esperava, somando a outra decepção que teve no caso dantas.

    De todo modo, joga por terra a “tese” dos idiotas(atenção, só me refiro aos idiotas)de que se trata de uma revista “chapa-branca”.

    Jorge Moraes

    30 de novembro de 2012 às 22h36

    Gosto das coisas que o Mino escreve, apesar da excessiva participação do mundo mineral em seus textos. Jornalista de outros tempos, de estirpe que intempéries climáticas e tecnológicas estão pondo fim. A Carta Capital, apesar de “The Economist”, de delfins e assemelhados, é muito boa. A diferença com as chamadas “congêneres” chega a ser abissal, forma e conteúdo. Com tudo isso, ouso discordar do tom que empregou ao texto, apocalipticamente exagerado. É a força do real (não falo da moeda; falo, embora sem grande conhecimento de causa, da dimensão lacaniana do termo), imperativa, emergente. O exercício do poder exige recuos. A política nas chamadas democracias burguesas (não só nelas) padece de um “mal” irremediável: a ascensão de uma representação social ao poder exige hipertrofias nas dimensões simbólica e imaginária; o exercício de governança, em contraponto, requer a primazia do real. E o real, como se sabe, não é exatamente a matéria do desejo. Além do mais, Mino, pra quem já teve Mussolini e Berlusconi …

    xacal

    01 de dezembro de 2012 às 10h44

    Perfeito Jorge.

    Mas há um outro componente que percebi no texto, e que amadureceu com seu comentário:

    O que o Mino, e talvez todos nós nos queixemos, não sem razão é que se de fato a simbologia do poder impõe recuos, esta premissa não pode ser a própria essência do governo eleito, que afinal recebe uma outorga importante, sob o risco de desvalorizarmos a própria natureza deste mandato, quando permitimos que as forças que não o detêm pareçam influir mais nestes aspectos simbólicos da sociedade(tão importantes quanto os aspectos reais: comida, conforto, etc).

    Deste jeito, minha intuição (não li nada do que você citou) diz que o governo em alguma hora precisa dizer(não sem estragos)quem é que manda, porque foi colocado ali para, entre outras coisas, mandar!

    A busca do equilíbrio entre não exceder o mandato conferido pelo povo, mas também não recuar tanto a ponto de que o povo não o reconheça mais como mandatário, é árdua e constante.

    Mas a impressão que o governo Lula deu,e o governo Dilma dá, em certos problemas é que sequer cogita colocar esta necessidade de mitigação na pauta, e de plano assume que não quer o desgaste dos embates necessários, como lhe faltasse força.

    Um comodismo provocado pela falsa sensação de que o recuo traz mais benefícios ao capital político do governo, quando, na verdade, um capital político estruturado nesta relação volátil não pode ser mantido, não sem uma completa desfiguração de quem detém o poder.

    Lembram do aborto, a campanha? Marina Silva…pois é. Triste assistir uma mulher com a história da presidente quase tendo que beijar imagem de santa, e engolir suas convicções sobre o aborto e os direitos das mulheres.

    É isto que tem que ser colocado na mesa, que o Mino parece cobrar, às custas de um bocado de seus ressentimentos pessoais(e legítimos).

    Darcy Brasil Rodrigues da Silva

    01 de dezembro de 2012 às 11h37

    Que conversa fiada é essa, meu caro Jorge Moraes. O velho e esfarrapado recurso defensivo que consiste na evocação da moderação, da necessidade de recuos táticos , de que se saiba diferenciar o sonho da realidade, etc, etc? Foi precisamente com esse discurso que os sociais-democratas europeus foram, ano a ano, arriando as suas bandeiras, até se passarem, todos, sem exceção, para o lado dos inimigos que juravam combater. Lógico que a política pressupõe que se saiba avaliar corretamente cada situação, para não se empreender ações aventureiras. Exige também que se considere as alianças, que se identifique inimigos principais e secundários,para não se colocar a todos no mesmo plano, unindo-os com nossa incapacidade de saber dividi-los a nosso favor. Mas a votação de um mero relatório de uma mera CPI não impõe nenhuma prudência dessa natureza. Tal votação não compromete nenhuma governabilidade e nem põe em cheque as alianças que concedem sustentação ao governo Dilma. Isso seria levar até às últimas consequências uma visão pragmática da política, sacrificando a essa visão mesquinha todos os princípios. O que estava em pauta naquela CPI é a questão de se saber como a bancada do PT deveria se comportar face a uma gravíssima revelação de envolvimento do crime organizado com grandes meios de comunicação de massa e com o propósitos conspirativos explícitos, pelo menos de uma das partes? O PT não poderia jamais deixar de marcar a sua separação em relação aos seus aliados hipócritas, envolvidos com uma daquelas partes criminosas. A menos que não tivesse convicção daquelas denúncias. E ao não confirmar , como o fez, o relatório original, assinou o recibo de caluniador passado pela mídia golpista e retirou de suas bases um documento de ação de massas fundamental, em condições de produzir grandes efeitos políticos positivos fora do Congresso Nacional .O velho Marx já o disse há muito tempo: “todo o partido político deve fazer acordos, nenhum partido político sobreviveria sem esses acordos; mas , ao fazer esses acordos, não se pode jamais abrir mão dos princípios”. E mais, meu caro Jorge Moraes, sua concepção política corresponde precisamente à visão empalmada por esse governo: por trás dela há , na verdade, grande incapacidade de se relacionar e confiar em suas bases, em sua militância; em tudo nele há a arrogância dos que se julgam os únicos conhecedores da autêntica e infalível ciência política e entendem que nós, pobres mortais, hierarquicamente inferiores, não somos capazes de alcançar esses elevados conhecimentos e essas superiores capacidades de tudo resolverem ( e tudo mesmo, inclusive, os destinos da nação) encerrados nos bastidores insondáveis da política, nas conversas informais nos cafezinhos do Congresso Nacional ou em reuniões descontraídas na mansão de um político situada no Lago Sul, convocadas para tratarem de gravíssimos problemas nacionais pendentes.
    O governo do PT vem sendo , ao longo desses mais de 10 anos, um governo centrado na “política por cima”, institucional. Claro que se deveria e se deve sempre considerar a questão das alianças e de sua sustentabilidade no Congresso Nacional. Nesse caso a questão “de princípio” ,destacada por Marx, seria a aquisição de condições mínimas de governabilidade para atingir determinadas metas , visando melhorar as condições de vida da maioria do povo, além de implementar um programa de desenvolvimento que projetasse um futuro cada vez melhor para a efetivação dos interesses maiores desse povo ( para mim, esses interesses maiores são os que se relacionam com a construção de uma sociedade socialista. Mas essa é a minha relação “de princípio” com esse governo e com essas alianças, podendo não ser compreensivamente também a sua).
    Porém, esse governo , a meu ver, deixou de se esforçar em construir outras condições de governabilidade, muito mais sólidas e confiáveis do que as que resultam de acordos entre os partidos políticos institucionais, ao não ser capaz de perceber a imensa força política, ainda desmobilizada e desorganizada, que poderia lhe sustentar fora do Congresso Nacional, fora das lutas ritualizadas pelas instituições ditas “democráticas”. Esse governo, na verdade, padece da classista e histórica falta de confiança da pequena-burguesia no povo. Daí o seu estar sempre pisando em ovos, sempre entabulando negociações em bastidores fechados, sempre solucionando os problemas de forma cupulsita ( republicana apenas no sentido que atribuiu Platão à sua República), sem se deixar alimentar pele grande e inesgotável vertedouro de ideias, e de ações políticas de massas,representado pela sua militância e pelos movimentos sociais. Ao contrário, trata essa militância experimentada nas lutas do dia-a-dia, olhando-a de cima para baixo, de forma paternalista, a vendo cada vez menos como uma militância formada por indivíduos com direitos e deveres partidários iguais, mas como tarefeiros a serem usados como cabos eleitorais de 2 em 2 anos, cuja importância é medida pela quantidade de votos que conseguem depositar nas urnas. É por isso que toda vez que a militância e os simpatizantes se insurgem contra um ato covarde dos que estão em condições de governar, seja dentro do Palácio do Planalto, seja no Congresso Nacional, tal insurgência é tratada de foram absolutamente paternalista, como se fosse fruto de uma incapacidade de pensar a política para fora das utopias típicas aos adolescentes, que não entendem e não podem compreender as amarguras decorrentes das desilusões sentidas pelos que tiveram que experimentar o choque produzido pela vivência no mundo da política real,fundada nos avanços e recuos ,nas idas e vindas, nas inúmeras derrotas e vitórias parciais, tão intimamente imbrincadas umas nas outras, que difícil parecerá a qualquer um estabelecer qual delas formam o conjunto das vitórias parciais e qual constituiria o das derrotas parciais, sendo que uma derrota parcial hoje pode, com absoluta certeza, se converter em uma inesperada vitória parcial amanhã, dada a incrível capacidade que a mutabilidade inerente à imprevisibilidade da mudança de posição no seio dos acontecimentos concretos permite.
    Assim , depois dos equívocos , de mais uma demonstração de covardia, de falta de combatividade, de destemperança política reveladora de contaminação pelo vírus do cretinismo parlamentar, os mesmos infratores de princípios tão caros aos seus apoiadores, aos que dizem defender os ideias que eles afirmam igualmente compartilhar, deliberam finalmente designar mensageiros para “descerem até as bases” para explicar didaticamente a diferença fundamental entre a realidade e a imaginação, nos falando da sabedoria que nos confere a governabilidade, etc, etc.
    A verdade é que a relação do governo com a sua militância tem sido sempre uma relação autoritária, quando não desrespeitosa.
    Aliás, perguntamos por último, a título de curiosidade, por que crivos da militância foram submetidos indivíduos que fazem parte desse governo e que são tidos como representantes do PT, para se chegar à indicação de nomes como José Eduardo Martins Cardoso, para o Ministério da Justiça,ou de Paulo Bernades, para o Minsitério das Comunicações, precisamente os dois ministérios que contam na luta que travamos renhidamente contra a direita golpista?

    xacal

    01 de dezembro de 2012 às 13h58

    Caro Jorge e Darci, ótima intervenção, senão:

    Nossas avaliações são mediadas por uma dificuldade intransponível: informação verdadeira do que está em jogo.

    Quando o recuo é tático e necessário, ou quando é um simples ato de acomodação, não sabemos, porque não detemos todas as variáveis que incidem sobre o problema.

    Então, a cada fato novo é possível que as nossas três posições, que não são, de forma alguma, excludentes, estejam certas, mas o certo é que nunca saberemos.

    Concordo com o efeito ruim que o esvaziamento partidário causa em sua (in)capacidade de enfrentamento.

    Mas, como você mesmo disse, este é um cacoete histórico dos partidos de esquerda quando têm que enfrentar o dilema entre manter-se fiel ao seu programa, ou ampliar sua base de apoio para negociar a implementação das partes que considera mais importantes. Ainda mais quando são hegemônicos.

    A constatação é simples e dura: não formamos nem possuímos quadros suficientes para enfrentar a demanda de governar e manter o partido vivo organicamente, e pior: acredito que haja uma crença não dita, publicamente, que a manutenção deste ambiente de diversidade política partidária interna, interfere e prejudica a incorporação de outras camadas da sociedade no projeto de poder.

    Talvez um traço latino-brasileiro de sublimação de conflitos, a tal da “cordialidade”, que privatiza conflitos para tornar pública a sua expressão de violência.

    De certa forma, nossas vitórias políticas foram avalizadas por um viés que privilegia esta noção de recuo permanente, cujo mote nos aproveitamos, lembra do Lulinha paz e amor? A carta aos brasileiros?

    O mais importante destes documentos expressos de forma explícita ou tácita é o que não foi dito: Mudamos, pacificamos nossos conflitos, não somos mais radicais, portanto, somos confiáveis.

    Quando nos convinha, aproveitamos disto.

    Eu não acredito em “sentenças definitivas”, ou seja, não creio que tenhamos que permanecer “condenados” a sermos os bons garotos gestores do capitalismo tardio.

    De todo modo, não é demais desconsiderar que somos vistos por amplas camadas da população como um símbolo que mistura as noções de Estado, governo, proteção social e estabilidade política.

    Esta é uma conquista(incômoda, às vezes), mas que impõe a responsabilidade de não frustrar expectativas, e tendo como perspectiva que o ânimo social é conservador(lato sensu), ou seja, manter o que tem, mesmo que isto sacrifique alguma noção estratégica de mudança no futuro, porque, de fato, a visão do futuro não existe, não ser de forma opaca.

    Nos readaptamos, nos reinventamos, deixamos aos nossos adversários a parte ruim da simbologia política(sequer conseguem mostrarem-se como símbolos da estabilidade econômica), mas isto requer um constante movimento.

    Este é o balanço.

    E Darci, só mais uma coisa.

    Mesmo quando o PT detinha mais conteúdo programático estruturado em debates teóricos mais profícuos e profundos, seu peso relativo na sociedade toda era menor, e talvez, privilegiasse uma noção de vanguarda, na medida que representávamos, no máximo, a elite sindical do país, alguns setores da igreja e servidores públicos, todos em sua maioria, habitantes das cidades com mais de 500 mil habitantes.

    Mesmo nesta época, esta noção de diversidade estava submissa as jogo de tendências, que amarravam todas as decisões em um processo que chamávamos de “contar garrafinhas”.

    Não estou aqui a desqualificar estes processo, inclusive, porque estava neles.

    Mas há uma tendência nostálgica nossa, de embutirmos no passado virtudes que ele não tem.

    Nem para nos “orientar” para a construção desta tal sociedade socialista, que ninguém sabe definir(teoricamente) o que é, como, quando e por que vem.

    Marx é perfeito para análise, mas é um desastre como ferramenta ideologizada de luta política, e neste caso, o passado está certo(ou no caso dos países socialistas “reais”, errado)!

    Valmont

    01 de dezembro de 2012 às 16h22

    A propósito do excelente comentário de Darcy, por coincidência, acabo de ver o Ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, participando do festim da Rede Bandeirantes, rasgando seda para os Saad, ao lado de Geraldo Alkimin e Fernando Henrique Cardoso.
    Nas raras ocasiões em que se manifesta, o ministro do PT está ao lado do tucanato e do que há de mais retrógrado na mídia udenista.
    PQP! Essa banda tucana do PT passou dos limites.

    Darcy Brasil Rodrigues da Silva

    01 de dezembro de 2012 às 12h35

    O texto do Mino já o tinha lido, embora tudo que aí se diz “seja do conhecimento até do mundo mineral” , mas a foto do “verdadeiro relator da CPI do Cachoeira” , ainda não. Como foi que você conseguiu que ele se deixasse fotografar, logo ele, que vive repetindo a frase de um velho político arredio aos fotógrafos, que, ao vê-los, afirmava sempre que “um homem de caráter não se retrata”?
    Miro Teixeira, como o velho Brizola deve se orgulhar de você e, lá onde estiver, se estiver, pensar reflexivamente: bom menino, este Miro,cada vez mais me ad(miro) de tê-lo acolhido em minhas fileiras, mas o que posso dizer, senão que são essas as “Chagas Feitas” fundas que corrompem e comprometem o meu velho PDT!

    Você e o Messias Franca de Macedo são duas “figurassas”, no melhor sentido elogioso que pudemos depreender deste termo caro aos cariocas como eu.

Narr

30 de novembro de 2012 às 19h55

Tá bom, os caras são do PSDB, o delegado é ladrão e torturador, queriam pegar o Lula, etc. Mas nada disso torna falso (nem verdadeiro) o que se está investigando. Se a mulher foi comida do Lula ou não é irrelevante. O problema é que se ela gozava (sem duplo sentido) de confiança do Planalto, deve ter malfeito com autorização. Daí a chance para a direita acusar Lula de ser mandante ou conivente com a corrupção. Vamos ter que aguentar esse troço por um bom tempo. Se até Mino Carta está de saco cheio, vê-se que o clima para a eleição de um tucano presidente está se configurando. Com angústia, aguardamos a continuação.

Responder

    Marcelo de Matos

    30 de novembro de 2012 às 21h51

    “o clima para a eleição de um tucano presidente está se configurando. Com angústia, aguardamos a continuação”. Sua angústia vai aumentar: o Aébrio não tem a minima condição e o Alckmin, com essas ações do PCC, já está mais sujo que pau de galinheiro.

    Aristharco

    01 de dezembro de 2012 às 00h12

    Mas com PT amarelão, eleição será ficção em dias que virão…

Galo Depenado Pelo Apito

30 de novembro de 2012 às 19h51

Será que agora o Zé Caridozo cai, ou se dignidade tiver, pede para ir para o Rio Grande do Sul curar as feridas da sua Manú, que tomou uma surra nas urnas de POA?

Responder

    Paulo Roberto Álvares de Souza

    30 de novembro de 2012 às 20h23

    Qual nada, agora é que êle é candidatíssimo à uma cadeira no STF! E periga emplacar, porque eu nunca ví um papagaio de pirata mais competente do que êle, e a D. Dilma, convenhamos, parece que já o tinha ali com um certo prazer.

    xacal

    01 de dezembro de 2012 às 10h24

    Fiote,

    Você lá levou um passafora lá no outro comentário, meu e do abolicionista, que usou um termo até “pesado” com você, foi “midiotizado”, não foi?

    Então, midiotizado, se você queria minha atenção, vamos lá que estou de bom-humor:

    Veja bem, se você está à cata de algum ponto de referência para falar as asneiras que se resumem a duas ou três linhas sem nenhum conteúdo, porque sabemos que quantidade não é qualidade, mas no seu caso, faltam as duas, como causa e efeito, eu até participo da brincadeira.

    Só como brincadeira, porque você até pode ter cabedal teórico para algum debate(futebol?), mas não demonstrou ainda. Assim, não pode ser reconhecido como nada mais que um semi-troll.

    Deste modo, não adianta sair lamentando depois quando a coisa engrossar.

    Vi que gostou do negócio da teoria do fato do domínio ou do domínio do fato, sei lá…mas como em tudo que você fala, fica maio ridícula a repetição ad nauseam, dando a exata noção do que acontece: você não tem a menor ideia do que significa o termo!

    No entanto, como já lhe disse, falar bem até papagaio aprende.

    Conselho básico: procure alguém que, de fato, considere você um oponente no debate. Senão fica parecendo esta coisa meio auto-flagelação de sua parte.

    Um abraço.

    Galo Depenado Pelo Apito

    01 de dezembro de 2012 às 12h39

    Xacalico Xacal, conforme condição de submissão a sua sapiente sapiencia, já me recolhi à senzala, com minha ignara ignoranssa…

    xacal

    01 de dezembro de 2012 às 14h03

    Não, fiote, tá vendo como você é burro, a ignorância não está na senzala. A “senzala” é sábia, e já decidiu por Lula e por Dilma.

    A iguinorança está na casa grande, e seu preconceito com os de baixo é que afetou seu senso de direção.

    Gente ignorante, como você, habita a casa grande, roger?

    Galo Depenado Pelo Apito

    02 de dezembro de 2012 às 09h51

    Pois se assim é, ò sapiente senzaleiro, então irei para a casa grande, altivo xacalico!


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