VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Tia de Duda: “Nós estamos no meio de uma guerra, que não é nossa, e a gente está perdendo”


13/11/2012 - 21h34

Leia também:

Bob Fernandes: Violência e silêncio em SP… mas os mortos gritam

Comissões da Verdade nacional e de SP fazem primeira audiência conjunta

 





39 comentários

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Abolicionista: “É como se tivéssemos voltado à epoca dos pés-de-pato” « wjtargino

16 de novembro de 2012 às 14h25

[…] do leitor Abolicionista, em comentário […]

Responder

Deputados querem CPI para investigar onda de violência em SP « Viomundo – O que você não vê na mídia

16 de novembro de 2012 às 11h00

[…] Tia de Duda, jovem executado na Brasilândia, SP: “Nós estamos no meio de uma guerra, que não é… […]

Responder

Marilda Pansonato Pinheiro: Desumanidade escancarada « Viomundo – O que você não vê na mídia

16 de novembro de 2012 às 10h07

[…] Tia de Duda, jovem executado na Brasilândia, SP: “Nós estamos no meio de uma guerra, que não é… […]

Responder

abolicionista

15 de novembro de 2012 às 14h10

Não há nenhuma fonte de dados segura para medir a violência em São Paulo. Atuo há onze anos como professor de uma ONG localizada na zona sul de São Paulo e estou simplesmente estarrecido. É como se tivéssemos voltado à época dos pés-de-pato. Para quem não sabe o que é isso, trata-se de assassinos de aluguel que eram contratados a preço de banana para executar adolescentes e crianças de rua. O codinome “pé-de-pato”, deve-se ao fato que eles usavam um chaveiro nesse formado para se identificarem. Naquela época, um lugar como o Jardim Ângela era considerado o território mais violento do planeta. A situação havia melhorado significativamente, mas, nas últimas semanas, voltamos ao cenário de guerra dos anos 90. Os números estão sendo completamente escamoteados, há muito mais mortos de ambos os lados. Carros patrulham as noites do bairro atirando em qualquer agrupamento de jovens. Algo que só se vê em guerra civil. Muitos não têm relação nenhuma com o crime, são apenas moradores de periferia. A polícia não apenas esconde os corpos, ela também adultera as cenas dos crimes, planta armas, drogas. É o caos, não sabemos mais quem são os bandidos e quem são os criminosos, é como se estivéssemos no meio de uma guerra de gangues. Alerto meus alunos para que não deixem suas residências durante a noite, mas a polícia invade residências e atira praticamente a esmo, e os bandidos fazem o mesmo. Nenhum deles dá a mínima para os moradores, que estão literalmente desamparados. Se a polícia não consegue lutar contra o PCC sem matar inocentes, seria melhor que fizesse mesmo um acordo, qualquer coisa seria justificável para acabar com a matança!

Responder

FrancoAtirador

15 de novembro de 2012 às 13h50

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POIS É… PRÁ QUÊ?

Composição e Interpretação:SIDNEY MILLER
Álbum: BRASIL, DO GUARANI AO GUARANÁ (1968)

O automóvel corre, a lembrança morre
O suor escorre e molha a calçada
Há verdade na rua, há verdade no povo
A mulher toda nua, mais nada de novo
A revolta latente que ninguém vê
E nem sabe se sente, pois é, prá quê?

O imposto, a conta, o bazar barato
O relógio aponta o momento exato
Da morte incerta, a gravata enforca
O sapato aperta, o país exporta
E, na minha porta, ninguém quer ver
Uma sombra morta, pois é, prá quê?

Que rapaz é esse, que estranho canto
Seu rosto é santo, seu canto é tudo
Saiu do nada, da dor fingida
Desceu a estrada, subiu na vida
A menina aflita ele não quer ver
A guitarra excita, pois é, prá quê?

A fome, a doença, o esporte, a gincana
A praia compensa o trabalho, a semana
O chope, o cinema, o amor que atenua
O tiro no peito, o sangue na rua;
A fome a doença, não sei mais por quê;
Que noite, que lua, meu bem, prá quê ?

O patrão sustenta o café, o almoço
O jornal comenta, um rapaz tão moço
O calor aumenta, a família cresce
O cientista inventa uma flor que parece
A razão mais segura pra ninguém saber
De outra flor que tortura, pois é prá quê?

No fim do mundo há um tesouro
Quem for primeiro carrega o ouro
A vida passa no meu cigarro
Quem tem mais pressa que arranje um carro
Prá andar ligeiro, sem ter por quê;
Sem ter prá onde, pois é, prá quê?

Pois é…

http://www.youtube.com/watch?v=ZBAFMTApVEA

Responder

    Augusto

    15 de novembro de 2012 às 15h48

    Blá, blá, blá…

    Sempre no “copy & paste”… Muda o disco e começe a pensar (e escrever) por si próprio.

    Pronto, falei!

    FrancoAtirador

    15 de novembro de 2012 às 17h02

    Volta pro esgoto, reinaldete.

francisco pereira neto

14 de novembro de 2012 às 23h51

Ratificando o que eu disse ao responder o senhor Golçalves no mesmo tom com o qual ele me tratou, agora respondo de maneira civilizada.
Não precisaria explicar, porque é notório o comportamento padrão da policia paulista. Ou vc Gonçalves queria que eu elogiasse as cenas que assisti no vídeo do post? A consternação da família, pais, tias, amigos…
Cenas como essas são recorrentes, envolvendo policiais agindo como bandidos.
As cenas são claras, cristalinas. E vários exemplos vão se repetindo dias após dias, e o governador para piorar a situação faz apologia da violência -“quem não reagiu está vivo”. O que vc queria que eu dissesse? Apoiado governador, o senhor está com razão. Bandido bom é bandido morto. É esse o seu lema?
O episódio que citei em que me envolvi, é um mero exemplo. Por muito menos, já assisti cenas animalescas de policiais conduzir uma ocorrência.
Voce quer encobrir o que?
Quanto ao meu genro, não estou aquí para passar a mão na cabeça dele não. Como disse, não acompanho o seu trabalho, mas se ele agir dessa maneira, não tem perdão não. Estará no mesmo rol dos bandidos.
Pode ter certeza que não falo sem razão. A minha razão é intolerante ao comportamento padrão da polícia de São Paulo.
Se vc se ofendeu, não posso fazer nada. Quem deve se preocupar com isso é a própria polícia como instituição.

Responder

    gonçalves

    15 de novembro de 2012 às 09h45

    Pena que naõ li o “post” que o “sr Francisco” diz que “ratifica” se for no mesmo tom do atual não muda nada , também ratifico tudo que disse e acrescento que o sr esta usando da tragédia de uma família para extravazar seu ressentimento da POLÍCIA generalizando e colocando todos na mesma vala incluindo seu genro , desconheço se por motivo pessoal,erros acontecem em qualquer classe de trabalhadores inclusive na sua ,o que não pode é ficar impune. O caso em pauta esta sendo apurado e se for PROVADA a culpa da POLÍCIA sera punida no rigor da lei vigente no país , quanto ao seu ressentimento “ideológico” sugiro uma consulta psiquiatra com um doutor que não falhe no diagnostico , afinal todos somos humanos.

    francisco pereira neto

    15 de novembro de 2012 às 13h40

    Pois é seu Gonçalves, o viomundo usou dois pesos e duas medidas. Voce pode me xingar de idiota, mas eu não posso fazer o mesmo. Tudo bem! Devemos elevar o nível do debate. Mas como vc tem um pouquinho de miolo, não foi difícil entender qual foi minha resposta.
    Eu estou usando a desgraça de uma família para penalizar a ação da polícia?
    Quem colocou o vídeo não fui eu!
    Então o senhor deve também esbravejar com os Datenas, Marcelo Rezende, Renato Lombardi, porque eles falam a mesma coisa!
    É claro que o senhor é policial, mas não tem a coragem de se mostrar.
    Eu gosto muito do meu genro, mas não admitiria que ele fizesse o mesmo.
    Agora não tente defender o indefensável. A polícia de São Paulo é o que é, pelos seus próprios defeitos. Desde o governador, o seu secretário de segurança, os comandantes militares e toda a sua corporação.
    Ratifico, a polícia no estado não tem comando, não tem preparo a muito tempo. E voce quer defender o que? Ela de maneira recorrente usa o seu poder para intimidar cidadãos de bem. Planta flagantes para acobertar desmandos. Não está claro para voce quando assiste ou lê na imprensa quantas matérias desse tipo são veiculadas, policiais colocando nos carros das vítimas, papelotes de maconha, cocaína para se safar dos abusos cometidos? De onde eles tiram esses entorpecentes? Da minha casa, do meu carro que não é. Se eles tem entorpecentes nas mãos, não deveriam ser entregues para o delegado cujos traficantes que foram presos, ou o que é mais provável, que não foram presos?
    O meu trabalho vez por outra necessita de apoio da polícia, e eu sei muito bem do que estou falando. Então não venha me atacar gratuitamente, porque desta forma voce não está fugindo da regra.

    Conceição Lemes

    15 de novembro de 2012 às 15h22

    Francisco, não entendi os dois pesos. abs

    Conceição Lemes

    15 de novembro de 2012 às 15h38

    Gonçalves,o Viomundo é um democrático, onde se espera que as pessoas se tratem com respeito. Divergir, perfeito. Chamar o outro de idiota, aqui, não. Lamentavelmente, deixamos passar na moderação o comentário em que vc usa o termo “idiota”, e, agora, o deletamos. Ao Francisco Niterói, nossas desculpas. abs

Repúdio à violência da política de segurança em São Paulo: Parem de matar! « Viomundo – O que você não vê na mídia

14 de novembro de 2012 às 23h48

[…] Tia de Duda, jovem executado na Brasilândia, SP: “Nós estamos no meio de uma guerra, que não é… […]

Responder

cleverson

14 de novembro de 2012 às 19h58

Desculpe, me esqueci de dizer que a tia do rapaz tem toda a razao do mundo, pois,somos vítimas de uma guerra nao declarada “oficialmente”.,

Responder

cleverson

14 de novembro de 2012 às 19h56

Azenha, achei sua reportagem muito boa, porém, achei errado vc nao dar detalhes sobre os outros dois baleados, tipo:eram trabalhadores, tinham passagem pela polícia?
2º- outra coisa a sensaçao que tive é que vc deixou no ar uma certa suspeita de que poderia ser um crime causado pelos próprios policiais (pois, quem seria louco de fazer um ato daqueles perto de um grande numero de policiais, e que os mesmos desfizeram a cena do crime , com a desculpa de socorrer os baleados.
Estou errado?

Responder

damastor dagobé

14 de novembro de 2012 às 14h06

alguém pode me dizer qual a vantagem de se politizar, fulanizar a questão??
policia de Alckmin, policia desse policia daquele????
amanha com um governo do PT algo vai melhorar??? claro que não…não podemos ser tão doidivanas, superficiais e inconsequentes assim.. só mirando horizontes de eleições e vantagens decorrentes.
Pq ninguém assume o obvio: nenhum governador de estado manda em policia alguma..todas fazem o que querem assim como o problema da saúde é o problema de medico que odeia pobre (todos queriam ser o Yvo Pitangui pra só ter que lidar com as bundas de celebridades).
Educação é feita de professores cujo emprego nem diaristas querem.
Que segundo estudo da ONU, no terceiro mundo (sâo paulo tb é terceiro mundo ao contrario do que acreditam seus taxistas) só são mais ou menos administráveis cidades de até 50.000 habitantes.????

Responder

    LEANDRO

    14 de novembro de 2012 às 15h56

    Isso mesmo, falam aqui como se só SP fosse violento e o resto do país uma Noruega. SP só é, assim como o RJ a maior vitrine do Brasil. Veja esse exemplo da Bahia governada pelo PT…

    “O mapa da violência 2012, ‘Crianças e Adolescentes do Brasil’, que tem como base as informações do Ministério da Saúde, analisou a taxa de homicídios dos últimos 30 anos nas capitais e municípios brasileiros. Segundo a pesquisa, na Bahia foram registrados, em 2000, 3,5 homicídios de cada 100 mil habitantes. Em 2010, esse número chegou a 23,8, representando um aumento de 576,7%.”

    damastor dagobé

    14 de novembro de 2012 às 16h11

    foi no ponto..moro na Bahia e aqui existe um genocídio de jovens e os métodos são os mesmo de Ruanda…as pessoas são fatiadas ou degoladas a facão no meio da rua..mas ninguém – mídia – diz nada..somente em Itabuna temos uma mortandade equivalente a de SP/SP…as coisas esta fora de controle e a “sinistra” insistindo em tirar proveito eleitoral..
    mas houve um progresso..atá a poucos dias atrás a esquerda nem sabia que o país tem esse tipo de problema.

    lord jim

    14 de novembro de 2012 às 16h16

    corroborando..mas só e somente só se vc tiver estomago forte, aqui está uma fonte de noticias da micro região de Itabuna e Ilhéus onde tudo que foi dito pode ser comprovado: entrem por sua conta e risco
    http://www.vermelhinhodabahia.com/

    Augusto

    15 de novembro de 2012 às 16h01

    É a mesma Bahia que volta de braços abertos ao conservadorismo do “painho” ACM em sua versão mini – ACMinho em Salvador…

    Isso explica o silêncio dos baianos quando o assunto é lá…

    Também pudera, com um governador como o de Jaques Wagner é melhor votar na direita que pelo menos eles não prometem nada para os pobres, não é?

    Roberto Ribeiro

    14 de novembro de 2012 às 18h50

    Quando se tratam de governos petistas a facção de Extrema Direita da qual 99% da grande mídia polítiza sim.
    Como seria a cobertura da grande Imprensa se o atual governador fosse do PT?
    Estaria sim, aliada ao PCC na tarefa de espalhar o terror por todo o Estado.
    E mais, se o Governo Federal fosse do PSDB e o de SP do PT, o que a Imprensa estaria exigindo?
    INTERVENÇÃO!
    E isso já teria ocorrido em 2006.
    Então, não sejamos hipócritas, esperar o quê depois de 17 anos de PSDB em São Paulo?
    Pelo amor de Deus!
    Acorda São Paulo!

    LEANDRO

    14 de novembro de 2012 às 19h41

    Tá bom. Só que estamos a 10 anos sob governo do pt e a violência disparou em todo o país como os próprios indices do governo demostram e como nesse país 70% da arrecadação fica com o governo federal e as fronteiras são responsabilidade dele. Também é culpa da oposição?

francisco pereira neto

14 de novembro de 2012 às 12h52

Sem medo de afirmar.
E veja que eu tenho um genro policial, mas a policia paulista é bandida, pior até que os próprios bandidos, porque se utilizam da pretença capa de proteção das suas fardas para matar e intimidar os cidadão de bem.
Fui vítima recente de um peguena batida de carro em que eu acertava com o condutor do outro veículo, o reparo do seu carro. Logo em seguida passou uma viatura, desceu um policial totalmente despreparado e dando ordens para que nós tirassemos os veículos da rua para não atrapalhar o trânsito. Coisa assim de minutos, apenas para que passasse o meu n° do celular para a outra pessoa. Tom intimatório característico dessa escória. Não posso nem falar em excessão, porque ainda não conheço fato que eu possa afiançar, nem do meu genro, porque não o acompanho no seu trabalho.
Isso é coisa de bandido mesmo, despreparado, otoridade.
É essa a polícia do Alckmin que vai acabar com a criminalidade no estado?

Responder

    Rui

    15 de novembro de 2012 às 03h00

    E pq vc presume q o genro é q sustenta a filha? Vc tem alguma informação se ela trabalha e no q trabalha ou apenas é um machista de 1950 q ainda tem na cabeça q mulher é sustentada pelo homem??

    francisco pereira neto

    15 de novembro de 2012 às 18h23

    Putz!
    Voce não entendeu nada. Misturou tudo.
    Confundiu conhaque de alcatrão com catraca de canhão.
    Para seu juízo, minha filha é bióloga com doutorado da Faculdade de Medicina Unesp de Botucatu e tem salário.

    gonçalves

    15 de novembro de 2012 às 22h30

    Vejo que o Francisco quanto mais fala mais se enrola ,continua chamando o genro de bandido , quando afirma que toda POLICIA forja flagrantes , aliás não sei como naõ o fizeram na sua “batida leve” que parou o trânsito. Como vossa senhoria não mencionou sua profissão me reservo no direito de omitir a minha ,talvez a sua esteja sendo “incomodada” pela POLICIA .Por fim algo me intriga sera que seu genro que certamente é um TRABALHADOR HONESTO que defende a sociedade dos criminosos defendidos pelos “direitos humanos” ja leu os “post” do sogro e pior ainda sua filha tambem?.

Marisa

14 de novembro de 2012 às 11h56

Fico pensando… Não seria o caso de um movimento popular para pedir o impeachment do G. Alckmin? A gestão dele não é frágil só na segurança pública; temos a área da saúde que está tão grave quanto a segurança, sem falar na educação, no envolvimento com malversação de verbas públicas, além das manipulações das mídias. Será que não é a hora?

Responder

sandro

14 de novembro de 2012 às 11h45

Utilidade pública!
Desculpem nada a ver mas, sim tudo a ver.
Com a greve das distribuidoras de gás de cozinha , algum pontos menores de distribuição estão extorquindo e cobrando ágio da população. Isso
principalmente na zona leste de São Paulo onde um botijão está sendo
vendido por até 80 reias.OS moradores não sabem a quem recorrer ,
é uma situação absurda, já com indícios de máfias atuando e nenhuma
preocupação das autoridades e citações na grande mídia.

Responder

Jorge

14 de novembro de 2012 às 10h53

Notícias sobbre a violência em São Paulo, no jornal Estado de São Paulo:

Grande São Paulo tem ao menos 162 assassinatos nos últimos 20 dias
Nesta terça-feira, soldado da Corregedoria da PM foi assassinado ao chegar em casa em Guarulhos.

A guerra civil na Síria perde feio.

Responder

assalariado.

14 de novembro de 2012 às 10h49

Primeiro quero me solidarizar com a familia, entre tantas outras familias vitimas da violencia que, na maioria das vezes tem raiz, tem corpo, tem galhos, tem folhas e, por final, tem frutos. Afinal de contas, que ARVORE é esta que só da fruto que atende pelo nome de VIOLENCIA? De que estou falando num momento tão dificil para muitas e muitas familias em soluços?

Não, não nos enganemos sobre este fruto ruim que esta sociedade baseada na exploração de um irmão pelo outro, gera e se impõe. Ainda por cima a imprensa burguesa, como sempre, fatura em cima da desgraça alheia -( porém, sem noticiar as verdadeiras origens destes sofrimentos, que circulam em meio a tantas injustiças sociais)-. Claro, sofrimentos e injustiças estas, sempre no lombo dos pobres moradores das periferias, (estou falando da regra não da exceção). Com todo respeito ao depoimento da Sra. tia de Duda e aos violentados da nação, devo fazer uma observação:

1) Neste video aos 7: 06 até 7: 15 minutos/ segundos, ela diz: “Nós estamos no meio de uma guerra, que não é nossa, e a gente está perdendo”

2) Nós humanos, não somos uma ilha isolada nesta sociedade que vivemos. Sim, estou afirmando que, querendo ou não, somos partes desta violencia que tem origem, onde mesmo? Todos, principalmente, os moradores da periferia, somos alvos preferencias dos bandidos, fardados ou não. É o miseravel roubando o pobre, não é mesmo? Só é dar uma olhada, nos bairros, onde estão morrendo as pessoas.

3) Aqui vai uma entrevista feita em 2006 do Marcola, ‘lider’ do PCC, que vai nos ajudar, e muito, a entender melhor, os porquês e a origem dos frutos maldidos que só atingem, em sua imensa maioria, os pobres e os explorados da nação.

http://acertodecontas.blog.br/atualidades/entrevista-com-o-lider-do-pcc-marcola/

Adianto uma parte:

Jornal: O GLOBO
Editoria: Segundo Caderno
Edição: 1, Página: 8

23/05/2006

O GLOBO: Você é do PCC?

– Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e invisível… vocês nunca me olharam durante décadas… E antigamente era mole resolver o problema da miséria… O diagnóstico era óbvio: migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias… A solução é que nunca vinha… Que fizeram? Nada. O governo federal alguma vez alocou uma verba para nós? Nós só aparecíamos nos desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a “beleza dos morros ao amanhecer”, essas coisas… Agora, estamos ricos com a multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo… Nós somos o início tardio de vossa consciência social… Viu? Sou culto… Leio Dante na prisão…

Com respeitos.

Abraços Fraternos.

Responder

Marina

14 de novembro de 2012 às 08h29

Existe alguma mensagem lógica nesses massacres?

Qual é o recado que a polícia do Alckmin quer dar à população dos bairros periféricos de São Paulo?

A banda podre da polícia se vinga do PCC matando pessoas inocentes, é isso? É esse o recado?

No final da reportagem, as mãos abertas do pai do Duda dizem tudo: apelar para quem?

Responder

    FrancoAtirador

    15 de novembro de 2012 às 14h15

    .
    .
    A REPRESÁLIA DA EXTREMA DIREITA

    A maioria dos civis e policiais assassinados
    são pessoas que votaram especialmente no PT.

    Como eles não conseguiram golpear a Democracia,
    fraudando as eleições com o julgamento do mensalão,
    partiram para o tudo-ou-nada com fuzilamentos,
    para dissimular a tomada do poder pelos militares.

    É uma armação para justificar o golpe em andamento.

    A mídia mafiosa está jogando gasolina no fogo.

    Em breve, veremos as medidas ‘legais’ da repressão.
    Celso de Mello e Gilmar Mendes já se pronunciaram,
    atacando e responsabilizando o Governo Federal.
    Preparem-se para o ‘espetáculo’ da militarização,
    quando as forças armadas invadirem os estados,
    sob o pretexto da ‘pacificação dos conflitos’.
    Tá tudo dominado!
    .
    .
    OS ESQUADRÕES DA MORTE ESTÃO ARTICULADOS NA PM.
    O QUARTEL GENERAL SEMPRE ESTEVE EM SÃO PAULO.
    MAS O ESTADO POLICIAL SE ESTENDEU A TODO O PAÍS.
    A EXTREMA DIREITA ESTÁ INFILTRADA EM TODA PARTE
    PARA DAR O GOLPE DEFINITIVO NAS ELEIÇÕES DE 2014.
    .
    .
    AGORA É A VEZ DE SANTA CATARINA…

    VIRÃO, EM SEGUIDA, OUTROS ESTADOS.

    15/11/2012 09h05 – Atualizado em 15/11/2012 10h20
    Nos últimos três dias, 38 ocorrências foram contabilizadas no estado.
    Do G1 SC
    Nos dois primeiros dia da onda de violência no estado, foram 25 ocorrências, que totalizam pelo menos 38 ataques.
    Na terceira noite, sete ônibus foram incendiados no estado – um em Florianópolis, três na cidade de Tijucas, dois em Palhoça e um em Gaspar.
    Após ataques, ônibus da empresa Canasvieiras não saem da garagem
    Pensei que eles iam nos matar, diz cobrador de ônibus atacado em SC
    Por volta das 22h, segundo a PM, uma base da polícia no Bairro Parque São Jorge foi alvo de uma tentativa de incêndio. Os [PMs] criminosos jogaram uma bomba, mas ela bateu em uma árvore, que pegou fogo.
    Às 22h20, em Tijucas, na Grande Florianópolis, um ônibus que fazia o transporte de trabalhadores foi incendiado no bairro Universitário. Segundo os Bombeiros, eles foram acionados, mas o fogo foi controlado por moradores.
    Às 23h20, na mesma cidade, um ônibus foi incendiado na Rua Coronel Gallotti, no Bairro Praça.
    De acordo com os Bombeiros, era um ônibus de turismo.
    O terceiro veículo incendiado em Tijucas era um ônibus escolar da Prefeitura Municipal de Porto Belo, que estava estacionado, sem passageiros, na rua Alvina Simas Reis, no centro da cidade.
    Após o incêndio, o veículo ficou completamente destruído – o fogo chegou a atingir parcialmente uma carreta que estava parada ao lado.
    Às 23h10, em Gaspar, no Vale do Itajaí, um ônibus foi abordado por quatro homens armados. Eles mandaram os passageiros descer e incendiaram o veículo. De acordo com os Bombeiros, o fogo foi extinto no início da madrugada.
    Às 23h30, em Balneário Camboriú, no litoral Norte, a base da Guarda Municipal foi alvo de tiros, de acordo com a PM.
    Às 23h45, em São José, na Grande Florianópolis, a central de videomonitoramento da Polícia Militar foi atingida por três disparos
    A ocorrência foi no bairro Barreiros.
    Nesta quinta (15), por volta da 0h, em Palhoça, na Grande Florianópolis, três homens entraram em um ônibus, mandaram os passageiros descer e atearam fogo antes do veículo estar completamente vazio.
    Segundo o comandante de área do Corpo de Bombeiros, o motorista do ônibus teve queimaduras leves nas pernas.
    O cobrador teve parte das roupas queimadas e torceu o pé, mas não chegou a ter queimaduras.
    O caso aconteceu na rua Germano Spricigo, no bairro Caminho Novo.
    Três suspeitos de participarem do ataque foram reconhecidos pelos passageiros e detidos.
    Às 3h17, segundo a PM, houve outro ataque a ônibus em Palhoça, no Bairro Praia de Fora.
    Com o explosivo jogado no veículo a parte interna do ônibus ficou danificada.
    Às 4h, também em Palhoça, criminosos incendiaram um automóvel. Conforme a PM, o veículo tinha registro de furto.
    Em Itajaí, um veículo particular também foi incendiado durante a madrugada desta quinta-feira (15).
    Início dos ataques
    Os ataques começaram na tarde de segunda-feira (12). Até a madrugada de terça (13), oito ocorrências foram atendidas pela polícia no estado. Em Florianópolis, três ônibus, um carro da Polícia Civil e o carro de um policial militar foram incendiados. Em Blumenau, criminosos atearam fogo a um ônibus e alvejaram o presídio da cidade. Em Palhoça, uma base da PM foi atingida por tiros.
    No segundo dia da onda de ataques, entre 19h40 de terça e 2h05 de quarta (14), outros 17 ataques foram registrados.
    Em Florianópolis, dois contêineres foram incendiados no início da noite. Duas horas depois, criminosos atearam fogo a um ônibus no Bairro dos Ingleses e dispararam três tiros contra a central de videomonitoramento da PM, que fica no mesmo bairro.
    Em Criciúma, dois ônibus foram incendiados, um foi apedrejado e um presídio foi alvo de tiros.
    Na cidade de Navegantes, dois ônibus também foram atacados e incendiados. Em Itajaí, cinco incêndios foram registrados pelos bombeiros.
    Quatro carros estacionados na rua e um ônibus, na garagem, foram atingidos com coquetel-molotov.
    Em Blumenau, por volta das 23h, um ônibus foi apedrejado e quatro homens jogaram dois coquetéis molotov, que não explodiram.
    Em Palhoça, um carro foi alvo de atentado também no Bairro Vila Nova.
    De acordo com o Corpo de Bombeiros, a ocorrência foi perto da 1h40.
    Resposta da segurança
    Após os ataques, PM iniciou as escoltas de ônibus e houve reforço na segurança em diversas linhas da Grande Florianópolis e Blumenau, com incremento de policiamento nas áreas onde ocorreram ataques.
    Na tarde desta terça, o 4º Batalhão da PM da capital se reuniu com as empresas de ônibus da região da Grande Florianópolis para discutir as ações de segurança.
    De acordo com Major Neves, da PM, existem viaturas identificadas e não identificadas escoltando veículos em diversas rotas consideradas críticas. “Isso será feito até termos a sensação de tranquilidade”, explicou ele.
    .
    .

    Conceição Lemes

    15 de novembro de 2012 às 15h18

    FrancoAtirador, por favor, onde vc leu que a “maioria dos civis e policiais assassinados
    são pessoas que votaram especialmente no PT”? abs

Opus Dei

14 de novembro de 2012 às 08h00

UM COMPLÔ PARA SALVAR O ALCKMIN

VIOLÊNCIA EM SÃO PAULO: A imprensa paulista não divulgou o número de mortos da noite de terça para quarta feira, por exemplo.

A Band-News se esmerou nos números da violência em Florianópoles, e ficou muda com relação à violência em São Paulo. Aparentemente a violência acabou “ou ficou normal”.

O telejornal da Record se deteve em uma ou outra ocorrência específica, mas também não veiculou nenhum informação sobre o número de mortos nos “confrontos” ocorridos na noite da segunda para terça.

A Folha de São Paulo aderiu à estratégia de acabar com a violência suprimindo qualquer notícia sobre ela.

Em suma: um complô para salvar o Alckmin.

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Pedro Ribeiro

14 de novembro de 2012 às 04h12

É o ESTADO tornado-se oficialmente um cafetão.
Trabalhamos, pagamos os impostos e ficamos esperando o retorno social.
E o que estado devolve: incompetência, violência, preconceito, desorganização social, MEDO e desconstrução de anseio e esperança de uma sociedade.

Não se assustem se em 2014 vier a chapa abaixo na eleição, pois a parceria está oficializada desde 2006 entre o PCC e PSDB.

Governador – Marcola.
Vice – Alckmim.

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Rose PE

13 de novembro de 2012 às 22h24

Essa guerra é resultado da incompetência de um partido que está neste estado há vinte anos. Então não é dessa família e muito menos das pessoas de bem de São Paulo. Meus sentimentos a essa família que mais uma vítima inocente .

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FrancoAtirador

13 de novembro de 2012 às 21h56

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TERRORISMO DE ESTADO e ESTADO DE TERROR

É NISSO QUE DÁ O ESTADO POLICIAL DE FATO
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