VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Fatima Souza: Sobre os ataques a policiais em São Paulo


27/10/2012 - 13h17

EXECUÇÕES DE POLICIAIS: TEMA VIROU ROTINA

por Fatima Souza, repórter policial

A execução foi no meio da rua, com tanta violência que as imagens causam medo e lágrimas. Os dois homens estavam de tocaia e quando o sargento Marcelo Fukuhara saiu para passear com seu cachorro, na calçada de um bairro em São Vicente, Litoral Sul de São Paulo, foi assassinado com tiros de fuzil e metralhadora. Uma imagem chocante, de verdadeiro terror.

A morte dele foi uma de uma série de ataque do PCC — Primeiro Comando da Capital — contra Policiais (em especial militares). Ataques que há dois anos estamos denunciando aqui no SPAGORA e que desde o início de janeiro de 2012 se intensificaram de uma forma covarde e sem medo. Os bandidos sequer se preocupam em colocar capuz: atacam de “cara limpa” mesmo, como se tivessem certeza da impunidade.

Nós, pasmos e assustados, assistimos a ataques e mais ataques…

Todos os dias tem um. Seja na cidade de São Paulo, Baixada Santista, ABCD ou Interior do Estado.

O PCC fez até uma lista de policiais marcados para morrer. É claro que além dos nomes listados pela facção,a ordem é também matar qualquer policial que estiver “dando sopa”, seja quando ele sai ou vai para o trabalho ou para casa.

Nos jornais impressos, nos sites da internet ou nas emissoras de TV o assunto já nem está na primeira página. É como se fosse “comum” policiais serem abatidos diariamente, tocaiados pelos bandidos que parecem nada temer.

Samuel Claudio da Silva é um tenente que trabalha na Casa Militar e encarregado da escolta do Governador Geraldo Alckmin. Já viajou, inclusive, para o Exterior, em viagens do representante do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista.

Por isso, certamente foi um dos alvos. O tenente chegava a sua casa quando foi surpreendido pelo matador que atirou sem nada dizer. O tenente levou um tiro de raspão no rosto e revidou, acertando mortalmente o inimigo. Mas o saldo de mortes ainda é muito favorável aos bandidos.

O estatuto do PCC, em seu artigo 18, é claro: a ordem é matar policiais. O estatuto original foi até alterado para que os bandidos incluíssem nele a missão a seus integrantes.

Contabilidade da Morte

Do início do ano até 18 de Outubro de 2012, 81 policiais militares foram executados, morrendo nas mãos do PCC. Também morreram 16 agentes penitenciários e 4 policiais civis.

Policial Militar e Deputado Estadual, o Major Olimpio contabilizou também que 105 outros policiais militares foram atingidos pelos ataques e balas do PCC, e, felizmente, apesar de feridos, sobreviveram. E tem ainda dezenas de ataques contra bases policiais e viaturas.

Como resposta o Governo de Geraldo Alckmin nega que a facção PCC tenha qualquer relação com os bárbaros atentados. 101 trabalhadores da Segurança Pública estão mortos e ele tem a coragem (ou covardia?) de fazer política, dizendo que a culpa é do Governo Federal (a Dilma, portanto) que não cuida das “fronteiras” do Brasil por onde entram armas e drogas.

Em 1995 fui a primeira repórter a denunciar a existência desta perigosa facção, porém o Estado negou, me taxando de mentirosa. E pelo que eu saiba foi São Paulo que “abriu as fronteiras”, “exportado” o PCC para vários outros Estados brasileiros, quando o próprio Geraldo Alckmin, mandou vários chefes do PCC para cadeias de outros estados, ajudando a espalhar a facção e suas ideias e ideais.

De São Paulo o Primeiro Comando da Capital não foi só para a quase totalidade dos estados brasileiros, mas também cruzou as fronteiras do Uruguai, Paraguai, Argentina, Colômbia e também rumo ao México.

Não ouvi, em nenhum momento, o Geraldo lamentar as mortes e consolar as famílias destes que tombaram pelas balas do PCC. O que vi foi a lamentável notícia de que o estado se recusa a pagar o seguro de vida destes profissionais alegando que eles “morreram fora do horário de serviço”!

Senhor Governador eles morreram porque são policiais e o PCC está caçando policiais, de dia e de noite, e vencendo esta guerra.

Também sem cerimônias o Secretário da Segurança Pública de São Paulo, Ferreira Pinto, disse em coletiva a jornalistas, para quem quisesse ouvir que as execuções não são obra da facção criminosa.

“A imprensa é que exalta esta facção… na realidade nós temos informações seguras… e eu posso dizer pelo nosso Serviço de Inteligência que não tem nenhuma vinculação ai com esta facção, que, alias, se fosse tão competente não estaria dentro de presídios”, disse o Senhor Secretário da Segurança…

E o que eu posso dizer é que esta facção domina totalmente as cadeias paulista a que o Secretário se refere…

Posso dizer que então, o “serviço de inteligência” dele é burro e que ou o Secretário está mentindo ou está sendo enganado por seus informantes.

Rasgo meu diploma de jornalista e queimo o livro que escrevi sobre a facção se os ataques não estiverem sendo liderados, ordenados e executados pelo PCC, Facção se que criou nas cadeias paulistas e foi “engordada” pela total anemia e falta de ação do Governo de São Paulo nos últimos 19 anos, que é o tempo que a facção existe.

Como disse o Major Olimpio, em protesto que reuniu 300 policiais na Praça da Sé no dia 16 de Outubro passado: “assistimos aos policiais serem dizimados e não adianta dizer que não existe, que é uma lenda, que não acontece. O PCC está matando policiais”.

Nesta mesma cerimônia, cruzes negras foram colocadas no chão em frente a Catedral da Sé, numa referência aos policiais assassinados, executados, mortos pelo PCC neste ano.

Eu pergunto: quantas cruzes negras serão necessárias ainda para que o Estado admita a verdade?

Fatima Souza para o site www.spagora.com.br

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26 comentários

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Tia de Duda: “Nós estamos no meio de uma guerra, que não é nossa, e a gente está perdendo” « Viomundo – O que você não vê na mídia

13 de novembro de 2012 às 23h21

[…] Fatima Souza: Sobre os ataques a policiais em São Paulo […]

Responder

douglas da mata

30 de outubro de 2012 às 17h03

Desculpem este “pitaco” deste policial civil semi-analfabeto do RJ.

Antes de mais nada, vou situar minha opinião para me poupar(se é que é possível) dos ataques dos que partidarizam e ideologizam a questão da segurança pública, criminalidade e violência.

Deem também o desconto da minha distância geográfica do tema.

São temas políticos e que merecem uma abordagem sistêmica, ainda mais em um país de que detém um estamento normativo que mistura todas as instâncias de persecução criminal: estados, municípios, União, Ministério Público, polícias, etc.

Embora fosse desejável que todos nós, agentes de segurança, agíssemos de forma complementar e coordenada, não raro agimos de forma sobreposta, concorrente, e pior: descontinuada.

Feita a introdução, lá vamos:

01- Todas as chamadas facções criminosas que, de certa forma, ameaçam a paz social desde a década de 80 do século anterior, nasceram e se estruturaram dentro dos sistemas prisionais, logo uma conclusão: A TAREFA DE PUNIÇÃO, RESSOCIALIZAÇÃO E REINTEGRAÇÃO DOS APENADOS FALHOU CLAMOROSAMENTE, E PIOR, TRANSFORMOU-SE EM FONTE DE MAIS INSEGURANÇA E CRIMINALIDADE.

Nossas instituições prisionais são masmorras que desafiam diariamente a Lei de Execuções Penais.

A sociedade, baseada no conceito primitivo de “bandido bom é bandido morto junto com, cadeia é uma lixeira de gente”, alimentou os monstros que agora rosnam e matam.

Em cima deste binômio temos dinheiro público para financiar o processo de tornar presos cada vez mais violentos e criminosos(ao invés de “consertá-los)e uma polícia que não age como garantidor de segurança, mas sim como soldados em guerra, onde não se faz prisioneiros(só em último caso), e as baixas da população civil são tratadas como casualidades, ou na linguagem militar: efeito colateral.

Nesta guerra, temos também a verdade como primeira vítima: Governos negam o problema(como o secretário de segurança de SP), e a seu lado, a mídia “engole” que mortos têm envolvimento com o crime(e talvez merecessem morrer) ou ressaltam (ou escondem) algumas versões e fatos como arma política para ajudar(ou combater) governos que apoiam (ou não).

E por fim como estamos em guerra, é preciso definir onde está o “inimigo a ser abatido”: para os ricos, as periferias!

Antes que os apressados de ambos os lados me condenem, vai aqui o aviso:

A polícia tem que agir com o rigor proporcional ao fato criminoso que combate.

Todo criminoso deve PAGAR pelo que fez, mas o cumprimento da pena não pode ser mais rigoroso que o previsto na sentença, isto é: estar preso JÁ É A PENA. Qualquer sofrimento que extrapole, e que seja causado pela ação ou omissão do Estado também é crime!

Por outro lado, não cabe a “sociologização do crime”. Tese cara à esquerda desde Alba Zalhuar.

Conflito social e desigualdade podem estar inseridos nos conjuntos de causas da criminalidade, MAS NUNCA serão determinantes, até porque, boa parte dos crimes não acontece só em favelas, e não são cometidos por favelados, embora sejam eles a maioria dos presos e sejam as favelas os locais onde a polícia mais age de forma repressiva.
Aceitar a tese de que para combater o crime não basta polícia, e sim “ação social dos Estados nos locais mais pobres” é burrice.

Crime(já ocorreu) se combate com polícia, e certamente, com polícia tanto em Heliópolis quanto na Oscar Freire.

Agora, se considerarmos que a diminuição das desigualdades pode ajudar a prevenir a exposição de jovens ao risco futuro de cometerem delitos, é outra coisa.

Esta discussão leva a outra: o debate sobre a eficiência das penas de prisão como instrumento de Justiça, e como controle de criminalidade por vias transversas, sendo a pena um inibidor de novos delitos.

Nossas taxas de reincidência revelam que prender não deu resultado, e que mais: expomos muitos condenados por crimes menores ao convívio com criminosos mais “cascudos”, que não raro arregimentam estes primeiros para grupos e ações criminosas mais perigosas (ver Julita Lengruber).

Deixar este debate para depois não deu certo!

02- Não adianta reclamar: a culpa pelo caos na segurança pública em SP é do governador, mas é da sociedade, e mais: do governo federal.

Talvez como resultado da ojeriza da esquerda pela polícia, a direita sempre tenha monopolizado esta agenda, perpetuando uma ação policial nefasta e letal.

Após 1988, nós da esquerda constitucionalizamos as garantias e liberdades individuais, mas esquecemos de discutir e formular políticas públicas de segurança, bem como esquecemos de modernizar o estamento normativo de persecução criminal(polícia e judiciário).

Resultado: temos uma CRFB garantista, um judiciário vertical e recortado por classe, faixa etária e raça(só condena jovem preto e pobre) e uma polícia cada vez mais militarizada e violenta, herdando a paranoica “war on drugs” dos EEUU. Enquanto isto, 50 mil (+ ou – 25 a cada 100 mil) morrem por ano aqui, e os EEUU continuam a se entupir de cocaína com 4 a cada 100 mil por ano de mortos de causa violenta dolosa(com intenção).

Parêntese para as armas: O mercado de armas internacional, aí incluído o Brasil(Imbel, Taurus e Rossi) não explica um fato, no mínimo estranho: Se há armas em profusão para policiais(compradas legalmente) e para os bandidos(comércio ilegal), alguém está fabricando em excesso, não?

Depois de 10 anos de governo do NOSSO PT, envergonha-me o fato de que só criamos uma “força nacional”, espécie de guarda nacional frankenstein, ostensiva e militarizada, para intervenções tópicas e emergenciais.

Outra ação foi a cessão das forças militares como força de polícia urbana no caso do RJ, um grave e sistemático desrespeito a CRFB, e muito pior se considerarmos que a presença de militares e tanques as ruas nos remete a tempos recentes cujas feridas ainda estão abertas.

De outro lado, durante estes dez anos, a despeito de muita coisa feita pela PF, o marco foi o “arregamento” judicial e policial para daniel dantas, com sacrifício de policiais que ousaram desafiar o establishment:

– Os delegados cruelmente perseguidos e “exilados”.
– A ação na justiça trancada.

O maior instrumento de combate aos crimes financeiros e de lavagem, a CPMF, foi desprezada e jogada em algum fundo de gaveta do armário da popularidade. Bastava aplicar uma simples regra três dos valores tributados e comparar com os valores das rendas e patrimônio dos investigados para saber se eram compatíveis. Não é á toa que tanta gente “berrou”, e nada tinha a ver com discussão fiscal.

Se a população, mídia, parlamentares, governos, enfim, todos, não sentarem para debater profundamente o que é segurança, que crimes merecem mais ou menos atenção, e que tipo de polícia e judiciário queremos, a situação só tende a piorar.

Em tempo: SP necessita de intervenção federal, e estranhamente ainda não ocorreu. Se era para evitar ilações sobre eleições, já passou…

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    Odete Soares

    01 de novembro de 2012 às 17h36

    Aplausos pra voce, Douglas! Há 10 anos, eu digo o mesmo: esta violência e desumanização nos presídios, um dia, vai cobrar seu preço. E, vai ser tarde pra “negociar”. Fora o fato, óbvio, que ninguem nunca pergunta: como que os “pobres”, “favelados”, conseguiram armar e abastecer as bocas do tráfico? Com que dinheiro estes “traficantes”, que vemos sendo presos, conseguiram, NA PRIMEIRA VEZ, montar a fortaleza que montaram na favela??? A verdade é nua e crua: quem primeiro abasteceu com armas e drogas foram os poderosos, aqueles que nunca foram presos e “identificados”. Um dia, a “plebe”, a favela, ia cobrar a sua parte. Pior é o povo repetindo o jargão, “bandido bom, é bandido morto”, sendo a favor de tortura e crime nos presídios, sem perceber que os torturados vão sair, e vão torturar…e, muitos inocentes, vão pagar!

abolicionista

30 de outubro de 2012 às 07h37

Lamentável essa matança sem sentido, essa guerra estúpida na qual não é possível perceber nenhum ideal maior.

O modelo de policiamento com duas polícias provou seu fracasso. Está na hora de colocar em prática o que pregava Brizola: unificar as polícias e criar uma “guarda nacional”, com um efetivo menor, bem-pago e infinitamente mais qualificado.

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Emicida: O óleo que move a engrenagem está na periferia « Viomundo – O que você não vê na mídia

28 de outubro de 2012 às 13h42

[…] Fatima Souza: Sobre os ataques a policiais em São Paulo […]

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Ermínia Maricato: Sobre a importância da reforma urbana « Viomundo – O que você não vê na mídia

28 de outubro de 2012 às 13h41

[…] Fatima Souza: Sobre os ataques a policiais em São Paulo […]

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A carta para incentivar o uso de bicicletas em SP « Viomundo – O que você não vê na mídia

28 de outubro de 2012 às 13h41

[…] Fatima Souza: Sobre os ataques a policiais em São Paulo […]

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Luca K

28 de outubro de 2012 às 13h40

Por aqui( como tb seria o caso se fosse um blog de direita), o negócio é puxar a brasa pra sua sardinha. A segurança púb. no Brasil é um horror, uma PIADA! Mas nem isso explica um país com quase 50 mil homicídios/ano! O PT tá no poder há bastante tempo no comando do país e tem ou tem tido governos estaduais e municipais importantes mas nada mudou, a violência continua a mesma(apesar da diminuição da pobreza). Há algo extremamente errado como uma sociedade em q 50 mil assassinatos por ano são cometidos.
O assassinato do sargento Marcelo foi capturado em vídeo. Ver aqui; http://mogitronic.com.br/?p=1184

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Altamiro Borges: O terrorismo de Serra e o caos na saúde « Viomundo – O que você não vê na mídia

28 de outubro de 2012 às 13h39

[…] Fatima Souza: Sobre os ataques a policiais en São Paulo […]

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Nicolelis: São Paulo como capital da inovação cultural e intelectual « Viomundo – O que você não vê na mídia

28 de outubro de 2012 às 13h38

[…] Fatima Souza: Sobre os ataques a policias en São Paulo […]

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Marcos Cunha Parnhos

28 de outubro de 2012 às 00h13

Concordo plenamente com esta tão brilhante repórte, quando afirma que o secretário de Segurança Pública de São ou está mentindo ou está sendo mal acessorado por uma equipe incompetente que ele mesmo formou. Contudo, gostaria de ressaltar,também,que todos os responsáveis pele segurança pública, têm uma grande parcela de culpa com todos esses ataques covardes que os policias sofreram, pricipalmente aqueles que tinham conhecimento da iminência dos ataques através das escutas telefônicas. Vale ressaltar que primeiro começam ataques contra policiais, depois vão atacar essas camadas de parasitas que nada fazem e ganham extremamente bem. Falo dos políticos de Brasília, que nada fazem para mudar essa benévola lei que favorece a eles, e, princialmente, os fora da lei que afrontam o Estado Democrático de Direito. Som contra totalmente a uma ditadura, porém, saímos de uma militar e entramos em uma civil, em que quem diz as normas são as quadrilhas organizadas. Por fim, gostaria de lembrar a grande frase do saudoso Figueiredo, quando disse que o povo brasileiro iria sentir falta do regime militar. E é isso mesmo o que está acontecendo. Portanto, se é para o bem geral da nação, que voltem os militares.

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    Hélio Pereira

    28 de outubro de 2012 às 08h29

    Marcos os Militares fizeram exatamente o que vem fazendo os PMs a Paisana que posam de “Justiceiros” e também o que faz o PCC ao eliminar aqueles que atrapalham seus “esquemas”!
    Marcos se você gosta do Regime Militar e mora em SP,então você esta no “PARAISO”.

Hélio Pereira

27 de outubro de 2012 às 21h34

Alckmim é velho conhecido do PCC.
Em 2002 as pesquisas apontavam o Tema Segurança como principal preocupação dos Paulistas e MALUF um “especialista” em colocar a Rota nas Ruas,vinha Disparado nas Pesquisas de intenções de Voto e Xuxu era apenas o Terceiro.
No desespero Xuxu apelou pro GAECO que é Ligado ao MP de SP e os Promotores do GAECO montaram a OPERAÇÃO CASTELINHO,para isto tiveram o auxilio de Três Presos ligados ao PCC que foram soltos e incumbidos de arranjarem “os Patos”,os membros do PCC percorreram os Bares de Sapopemba na Zona Leste de SP e convenceram 11 cabeças de Vento a “Fazerem uma Empreitada onde ganhariam Dinheiro Fácil” e la foram os 11 em direção a SOROCABA,chegando no Pedágio da Castelinho foram MORTOS pela PM que já os aguardava como combinado,foram todos MORTOS com mais de 300 tiros.
Alckmim imediatamente convocou a Imprensa,que deu amplo destaque a esta CHACINA,dizendo que o Governo do PSDB hávia “acabado com o PCC”.
Com este fato amplamente divulgado “Xuxu” subiu nas pesquisas,ultrapassou Maluf e ganhou as eleições,afinal o “Povão” quer ver sangue!
Depois de 2002 o PCC vem deitando e rolando nos Presidios de onde comanda o Crime Organizado de dentro das Celas,utilizando Celulares a vontade!
O PCC determina o exterminio de PMs e estes em contrapartida reagem da pior maneira,saem a Paisana nos horários Noturnos e atiram em quem estiver nas Ruas com “cara de suspeito”.
O Gov de SP esta de Mãos Amarradas,pois “deve favor ao PCC”!
A sociedade precisa cobrar o fim desta matança indiscriminada de PMs e civis.
O MP de SP não se pronuncia,talvez porque Promotores ligados ao GAECO estiveram envolvidos com a Operação Castelinho.
O MP Federal deveria tomar posição,uma vez que é clara a omissão do MP Estadual.
Do jeito que a coisa vai o Governo Federal tera que decretar INTERVENÇÃO em SP,pois não é possivel termos mais mortos do que a Guerra da Libia.
Esperar que o Supremo se manifeste sobre a violência em SP é o mesmo que acreditar em “Papai Noel”,pois o Supremo só existe para socorrer a Direita Brasileira.
O Povo de SP tá Ferrado!

Responder

leprechaun

27 de outubro de 2012 às 21h29

uma coisa que dói nos ouvidos – ou melhor, nos olhos – do cidadão de bem e até dos progressistas que frequentam esses espaço, o PCC foi criado, alimentado e cumpre um papel importante dentro da política de segurança pública do estado, não se trata de uma aberração, exsite com a conivência do estado, como toda máfia, e cumpre uma função social, no caso controlar as periferias, não tem mais solução, só torcer pra vc não estar na hora errada no lugar errado

Responder

Roberto Locatelli

27 de outubro de 2012 às 20h55

Mas o Alckmin já disse que o PCC foi extinto! Portanto, as mortes de policiais são apenas uma incrível coincidência.

Responder

renato

27 de outubro de 2012 às 20h32

Meu Deus, e olha que não uso o nome dele quando escrevo bobagens!
O que esta acontecendo, se um governo diz que voce esta errada.
O que esta pegando, se de repente o obvio acontece.
Então o que acontece..
Qual é a do PCC. se eu sou bandido e quero viver na boa, a ultima coisa que eu ia querer é me incomodar com hierarquia, cuidar de outros bandidos,
ficar correndo atras de policia ( eu tinha que correr da policia),obedecendo manés, dando ordens para bandidagem, estes caras são loucos ou o que!!
Me explique, o que acontece, ou tenho que compar o livro!!!

Responder

Rose PE

27 de outubro de 2012 às 18h58

A incompetência da Tucana é tão grande que eles nunca irão admitir o domínio da facção PCC.

Responder

Maria Libia

27 de outubro de 2012 às 15h31

Não consolar as famílias e não pagar o seguro porque o policial estava de folga é próprio de um carniceiro. Mas para pagar assinaturas da Abril Estadão Folha, etc. dinheiro ele tem. Como pode uma atitude tão cruel, canalha, vir de um governador do Estado (que dizem) mais rico do Brasil)?

Responder

Gerson Carneiro

27 de outubro de 2012 às 14h43

Governo Federal ofereceu ajuda. Alckmin recusou. Estaria obedecendo ordens do PCC?

Responder

    FrancoAtirador

    27 de outubro de 2012 às 17h01

    .
    .
    A teoria do Domínio Funcional do Fato, aplicada à espécie,

    evidencia que, no caso concreto, quem obedece é o PCC.
    .
    .

Gerson Carneiro

27 de outubro de 2012 às 14h41

Alckmin desdenha do PCC.

Mas o PCC não está para brincadeira.

Responder

FrancoAtirador

27 de outubro de 2012 às 14h30

.
.
É ARMAÇÃO DA EXTREMA-DIREITA.
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Responder

    FrancoAtirador

    27 de outubro de 2012 às 14h41

    .
    .
    05/08/2012

    Sargento diz que existem grupos de extermínio na Polícia Militar de SP
    Agente que não quis se identificar diz que comando da corporação tem conhecimento

    Sargento diz que existem grupos de extermínio na Polícia Militar de SP
    Agente que não quis se identificar diz que comando da corporação tem conhecimento

    Do Domingo Espetacular, via R7

    Publicidade

    Um sargento que não quis se identificar afirmou que existem grupos de extermínio na Polícia Militar de São Paulo. Disse ainda que o comando da corporação teria conhecimento sobre os casos.

    — Vemos casos de muitos grupos de extermínio(…). Por mais que divulguem que só é praça, muitas vezes não são, são os policiais do alto comando da policia.

    De acordo com o homem, esses grupos teriam como missão eliminar criminosos.

    — Uma higiene social mesmo.

    O major Marcelino Fernandes, representante da Corregedoria da Polícia Militar, nega a existência de grupos de extermínio e a chamada higiene social.

    Um policial civil que também não quis se identificar contou que trabalha há mais de 20 anos e que os PMs se sentem em “uma guerra”. Por isso, partiram para o revide a qualquer preço por se sentirem acuados.

    — Na verdade é uma guerra. Só não vê isso o governo porque não é interessante, é desinteressante. E ganha mais quem pode mais. E chora mais quem pode menos.(…) Então na verdade estão todos se matando e ninguém tá nem ai pra ninguém.

    Confira também
    Suspeito morre e dois ficam feridos

    Pai manda para a cadeia 5 PMs

    Suspeito de tráfico matou policial, diz PM
    Durante o mês de julho, aconteceram atentados em série na Grande São Paulo. Alguns com indícios da participação de policiais militares.

    Em Jaçanã, na zona norte da capital, várias pessoas foram executadas no mesmo dia.
    A maioria das vítimas em um estacionamento. Segundo testemunhas, os criminosos chegaram atirando. Duas pessoas acabaram feridas e três mortas.

    Três horas depois das mortes no lava jato a policia encontrou também na zona norte o corpo de um jovem de 21 anos assassinado com oito tiros. Segundo os investigadores, o local é um ponto de venda de drogas, e o rapaz já havia sido preso por tráfico de entorpecentes. Outros dois homens foram mortos a tiros no bairro do Tremembé, também zona norte.

    Assista a reportagem completa:

    (http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/sargento-diz-que-existem-grupos-de-exterminio-na-policia-militar-de-sp-20120805.html)
    .
    .
    25/03/2011
    GRUPO DE EXTERMÍNIO DA PM MATOU 150 PESSOAS

    Folha de S.Paulo, no Agora

    Relatório da Polícia Civil de São Paulo aponta grupos de extermínio formados por PMs como responsáveis pelo assassinato de 150 pessoas na capital entre 2006 e 2010.

    Entre as vítimas, 61% não tinham antecedentes criminais. Outras 54 pessoas foram feridas em atentados em que PMs são suspeitos –69% sem passagem pela polícia.

    O relatório foi produzido no ano passado e aponta motivações para os assassinatos: 20% por vingança; 13% por abuso de autoridade; 13% pelo que o relatório chama de “limpeza” (assassinato de viciados em drogas, por exemplo); 10% por cobranças ligadas ao tráfico e 5% por cobranças de jogo ilegal; 39% sem razão aparente.

    Alguns PMs da lista estão presos. Eles negam os crimes. O Comando-Geral da corporação não se manifestou nem informou exatamente quantos homens já puniu.

    A investigação, a cargo do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), aponta dois grupos de extermínio de PMs: um da zona norte, outro da zona leste.

    Cerca de 50 PMs são suspeitos de formar e unir os grupos para assumir o controle do tráfico de drogas e explorar jogos de azar.

    O grupo da zona norte é conhecido como “Matadores do 18”, pois os acusados atuavam no 18º Batalhão. Eles respondem pela morte, em 2008, do coronel José Hermínio Rodrigues, comandante da PM naquela área.

    Pascoal dos Santos Lima, apontado como membro do grupo, está preso. Outro integrante, Lelces André Pires de Moraes Júnior, responde em liberdade. Eles sempre negaram as acusações. Ontem, seus advogados não foram localizados pela reportagem.

    Preso em 2010, o soldado Valdez Gonçalves dos Santos, do 21º Batalhão, é considerado o chefe na zona leste.

    Celso Machado Vendramini, advogado de Santos, diz que “ele não integra grupo de extermínio” e que “as acusações contra seu cliente não passam de pura maldade por parte do DHPP”. Santos será julgado em maio deste ano.

    Doze mortes atribuídas ao grupo de extermínio conhecido como “Os Highlanders” –as vítimas eram decapitadas– não estão na listagem, que leva em conta só vítimas da capital –eles jogavam os corpos das vítimas em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo.

    (http://www.agora.uol.com.br/policia/ult10104u893740.shtml)

    Leia mais:
    “PMs suspeitos de assassinato trabalham nas ruas”
    “Coronel foi morto por transferir PMs de batalhão”
    .
    .
    17/04/2010
    GRUPOS DE EXTERMÍNIO EM SÃO PAULO

    O assassinato de um investigador, em Santo André (SP), revelou um grupo de extermínio que age em São Paulo e vários outros crimes foram descobertos.

    Jornal da Record:

    (http://www.youtube.com/watch?v=nVilaQo33u0)
    .
    .

Marcelo de Matos

27 de outubro de 2012 às 14h15

A situação é gravíssima: não sei se podemos comparar São Paulo aos tempos do esquadrão da morte, na década de 60, ou à Camorra siciliana. Com a palavra os especialistas que, se bem intencionados e não movidos por simples propósitos políticos imediatos, poderão apontar soluções. Um dos males, certamente, é a situação caótica dos nossos presídios com seus desdobramentos: de dentro deles os bandidos controlam as ações aqui fora. Advogados podem fazer visitas livremente; familiares idem; celulares chegam com relativa facilidade às mãos dos presos. Quem não recebeu, ao menos uma vez, ligação no celular dizendo que sequestraram um familiar seu? Eu já recebi diversas vezes. É preciso acabar com a facilidade de comunicação dos criminosos, entre outras coisas. Se, em futuro próximo, tivermos um governo estadual não tucano, esse não poderá pregar o liberalismo nos presídios. A ordem terá de ser rigorosa com parentes e advogados; deverão ser contratadas empresas particulares para fazer a vigilância externa de delegacias. Enfim, muito terá de mudar.

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demetrius

27 de outubro de 2012 às 13h44

A polícia que mais mata está sendo morta.

Responder

    FrancoAtirador

    27 de outubro de 2012 às 16h49

    .
    Os que policiais assassinos continuam vivos.

    O policial que mata civil mata também militar.

    O Esquadrão da Morte se instalou em São Paulo

    e é quem comanda a maioria das ações militares.

    O Estado está à mercê dos Grupos de Extermínio.
    .
    .


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