VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Política

Wálter Maierovitch: PCC assume status de Máfia brasileira


09/11/2012 - 18h29

Alckmin perde para o PCC

por Wálter Fanganiello Maierovitch, em CartaCapital

Em maio de 2006, o Primeiro Comando da Capital (PCC), associação deliquencial paulistana nascida nos presídios como a italiana Sacra Corona Unita, apavorou a população com ataques espetaculares. O medo tomou conta dos paulistanos, que se refugiaram nas suas residências.

Quando isso aconteceu, Geraldo Alckmin tinha renunciado ao governo do estado para concorrer à Presidência da república. Como legado, Alckmin deixou uma canhestra política militarizada de segurança pública e a passar a falsa impressão de tranquilidade à população. Não bastasse, não desmentiu o seu chefe do Departamento de Investigações Criminais na afirmação, em entrevista coletiva, de que o PCC estava agonizante.

Logo depois da saída da chefia do Executivo paulista, articulados ataques do PCC serviram para confirmar a falência da política militarizada de Alckmin, e o governador interino, Cláudio Lembo, foi apanhado de calças curtas. Não bastasse, um avião oficial conduziu negociadores para fechar um “armistício”com o chefão do PCC, recolhido em estabelecimento prisional.

De maio de 2006 em diante, excluída a curta passagem do pefelista Lembo, a política tucana para a segurança pública continuou calamitosa, com a agravante da manutenção do acordo celebrado com o PCC. Isso permitiu ao PCC difundir-se pela periferia e tecer uma potente e capilar rede criminal. O PCC passou a ter controles territorial e social.

Para se ter uma ideia, um respeitado padre da zona leste enviou uma carta ao cardeal arcebispo a relatar pressões do PCC e o patrocínio, em paroquias que indicou, de quermesses e festas litúrgicas. Com a volta de Alckmin, colocou-se de lado a Polícia Civil, apesar das suas tradições e do respeito conquistado junto à população.

Num pano rápido, intensificaram-se as ações militarizadas, com todas as fichas apostadas na Polícia Militar. A propósito, basta lembrar o nihil obstat de Alckmin na ridícula tomada militar do campus da Universidade de São Paulo e por causa de três cigarros de maconha na posse de usuários. E teve a desumana açã militar no bairro do Pinheirinho, em São José dos Campos, que resultou na expulsão de famílias instaladas há anos nesse bairro operário.

Não se deve olvidar, também, a desumana e atrapalhada tentativa, sempre com policiais armados e emprego de violência, de acabar com um velho confinamento de dependentes químicos na Cracolândia. Em todos esses casos, Alckmin, em panos de Capitão Nascimento, repetia, sem corar e em entrevistas, frases de matriz fascista.

Pois bem. O PCC voltou, desde agosto passado, a mostrar os músculos e a Polícia Militar partiu para a guerra, que já é de uma clareza solar. Por operar em rede difusa por todas as zonas da capital e da periferia, o PCC, com ataques de norte a sul e de leste a oeste, colocou Alckmin e sua polícia como “baratas tontas”.

Pouco antes do período eleitoral municipal, o governador paulista e os seus subordinados insistiam, com a esquecer o passado, na afirmação de que o PCC era supervalorizado pela mídia. Num dos embates sangrentos, Alckmin não poupou os paulistas ao soltar um “quem não reagiu não morreu”.

A guerra em curso tem gerado mortes dos dois lados. Pior, cresceu o número de vítimas inocentes, de policiais e carcereiros mortos em dias de folga. Fora isso, grupos de extermínio entraram no embate e o crime organizado já impôs toque de recolher aos moradores de territórios controlados.

O confronto teria sido uma resposta à morte, em janeiro, num confronto com policiais militares em São Bernardo do Campo (no ABC paulista), de um líder de nó da rede criminal operada pelo PCC. Fala-se numa carta interceptada em presídio, no mês de maio, com ordem de eliminação de policiais militares.

A versão que corre nos bastidores das delegacias é outra. Dá conta de uma quebra do modus vivendi acertado em maio de 2006, com a Rota (polícia especial) a ingressar em territórios da periferia dominados pelo PCC e perseguir vendedores de drogas ilícitas.

Nesta semana, depois de um bate-cabeça entre o secretário de Segurança paulista e o ministro da Justiça, a presidenta Dilma entrou em cena e acertou com o governador, além de auxílio financeiro, a constituição de uma agência de combate ao crime organizado e de reserva de vagas em presídios federais. Alckmin não deixou de reclamar de ter o ministro Cardozo, da Justiça, se aproveitado da situação para abrir espaço para sair candidato ao governo em 2014. Como todos sabem, Alckmin pretende se reeleger e teme também ser coberto por uma pá de cal, como sucedeu a José Serra.

Ainda não se sabe se haverá alteração na política militarizada de Alckmin. Como serão repassadas informações do Banco Central e do órgão de inteligência financeira (Coaf), espera-se que se consiga atacar a economia movimentada pelo PCC, de modo a empobrecê-lo. Uma associação criminosa reticular, do porte do PCC, não sobrevive sem substancial lucro financeiro.

Leia também:

Bernardo Kucinscki: “Estamos assistindo ao surgimento de um macartismo à brasileira”

Ajude o VIOMUNDO a sobreviver

Nós precisamos da ajuda financeira de vocês, leitores, por isso ajudem-nos a garantir nossa sobrevivência comprando um de nossos livros.

Rede Globo: 40 anos de poder e hegemonia

Edição Limitada

R$ 79 + frete

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único

R$ 40 + frete

Pacote de 2 livros - A mídia descontrolada e Rede Globo

Promoção

R$ 99 + frete

A gente sobrevive. Você lê!


40 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Deputados querem CPI para investigar violência em SP « Viomundo – O que você não vê na mídia

17 de novembro de 2012 às 00h15

[…] Wálter Maierovitch: PCC assume status de Máfia brasileira […]

Responder

Tia de Duda: “Nós estamos no meio de uma guerra, que não é nossa, e a gente está perdendo” « Viomundo – O que você não vê na mídia

13 de novembro de 2012 às 23h23

[…] Wálter Maierovitch: PCC assume status de Máfia brasileira […]

Responder

Marcelo de Matos

12 de novembro de 2012 às 08h51

Em meu simplório entendimento, a solução da guerra urbana em Sampa tem dois pré-requisitos: 1. O reconhecimento da existência do PCC, já que muitas ações do grupo não são admitidas como tal e a sujeira é empurrada para baixo do tapete; 2. A definição, por grupo de estudos, de sua real composição: se existe organização, liderança permanente, hierarquia, finanças, etc. Há quem diga que o PCC não tem nada disso, agindo de forma reagente a posturas do sistema carcerário, como transferência de presos, matança de bandidos, etc. Essas ações derivariam da mera empatia que existe entre os bandidos, independentemente da origem dos bilhetes que, de ordinário, os conclamam a matar dois policiais para cada bandido, ou “irmão”, como preferem se autodenominar. Parece-me que soa falsa a denominação do PCC como máfia. O autor do post é especialista em máfias, mas, talvez não o seja em todas as modalidades de “organização” criminosa. Se não houver estudos sobre o PCC, o seu desmantelamento, pela supressão das finanças do grupo, poderá á dar com os burros n’água.

Responder

Marcelo de Matos

12 de novembro de 2012 às 07h08

Alckmin, a essas alturas, já pode usar como sua a frase do grande benfeitor da pátria Roberto Jefferson, pouco antes da cassação: Eu já sublimei* este mandato. *Segundo o Aulete digital, sublimar, em Psicologia, quer dizer transferir energia da libido* para outro objetivo, interesse etc. *Libido: energia vital.

Responder

alício

11 de novembro de 2012 às 23h22

O pcc não tem status para ser a máfia brasileira, pois a máfia brasileira age na calada da noite( vide participantes da PRIVATARIA TUCANA)) ou de dia descaradamente( PIG/STF).

Responder

Se ainda existisse CPMF, o PCC pagaria « Ficha Corrida

10 de novembro de 2012 às 22h06

[…] Walter Maierovitch: PCC assume status de Máfia brasileira […]

Responder

Opus Dei

10 de novembro de 2012 às 18h43

ÁLCOOL EM MIM INSISTE: “ESTÁ TUDO SOB CONTROLE”.

O que diz a Folha, jornal insuspeitíssimo:

Chega a 8 nº de mortos na madrugada deste sábado em SP

DE SÃO PAULO

Atualizado às 17h06.

Subiu para oito o número de mortos entre a noite de sexta-feira (9) e a madrugada deste sábado na Grande São Paulo. Os crimes aconteceram nas zonas leste, norte e sul da capital paulista e nas cidade de Itaquaquecetuba e Suzano. Um ônibus foi incendiado na zona leste.

Em 2 semanas, 142 pessoas foram mortas na Grande SP
PF avisou governo de SP sobre ações do PCC
Polícia investiga se soldado da PM matou dois por engano em SP
Sindicato orienta agente prisional a portar arma.
PM mata dois homens a tiros na zona leste de SP.

É… Está tudo sob o controle da Opus Dei.

Responder

Hiro

10 de novembro de 2012 às 15h18

Seria o status de “máfia” ou secretaria tungana? rsrs

Responder

José Maia

10 de novembro de 2012 às 14h45

Parece que o Maierovich está com medo de desagradar o PIG. Nenhum comentário sobre o comportamento do JB e sobre sua apreensão dos passaportes.

Responder

J Souza

10 de novembro de 2012 às 13h00

Por que a onda de violência em SP?
Porque ao invés de trabalhar, vagabundo fica na penitenciária pensando em como fazer mal aos outros.
Ou seja, o povo ainda paga para sustentar vagabundo comandando crimes a partir das penitenciárias.
É o famoso “ócio ‘criativo'”!

Responder

strupicio

10 de novembro de 2012 às 12h24

Podemos dizer de nossa “sinistra” o mesmo que Talleyrand dizia dos Bourbons “eles não aprendem nada e não esquecem nada”…esse endeusamento da marginalidade, essa idealização basbaque dos piores criminosos corresponde a uma necessidade quase sexual da classe media “de esquerda” de ser possuída, submetida, dominada e sodomizada pelo braço forte do lumpenproletariado corporificado no PCC.

Responder

smilinguido

10 de novembro de 2012 às 12h16

o pessoal oriundo das forças de segurança está sempre inflando o poder dos criminosos para atenuar sua própria incapacidade..inclusive de racionalizar a realidade…depois é mais que obvio que o poder dos chefões encarcerados é garantido pelas OAB que não permite nem que se retire os celulares da cadeia, senão o advogado perde sua fonte de renda ao perder contato com seu “cliente” de quem recebe ordens e dinheiro…advogados não passam de parasitas do diabo nesse caso.

Responder

Marcelo de Matos

10 de novembro de 2012 às 11h23

(Parte 3) 3. O governador espera que a crise se resolva por si mesma: “No governo, avalia-se que o PCC recuará quando perceber que a guerra com a polícia prejudica a venda de drogas, maior atividade financeira do grupo”. Em minha modesta opinião não dá para esperar um messias para resolver os problemas da secretaria, nem para esperar que o problema se resolva por si só. Eis parte do relato sobre as vítimas de ontem: “Entre as vítimas está Pedro Turquetti, de 22 anos, aluno do 3.° ano de Sistemas de Informação da USP Leste. O estudante estava com dois amigos na Rua Capricórnio, a poucos metros da Delegacia de Homicídios de Santana de Parnaíba, esperando dar meia-noite para comemorar um aniversário. Foi quando um motoqueiro apareceu e, sem dizer nada, começou a atirar. Turquetti e o colega Pedro Mattos, também de 22 anos, morreram no local. O aniversariante, Washington Luiz, acabou baleado de raspão”. Como cidadãos paulistanos, antes que sejamos a próxima vítima, temos de cobrar providências.

Responder

Marcelo de Matos

10 de novembro de 2012 às 11h23

(Parte 2) 7. Com dificuldades de encontrar nome em São Paulo, avaliou importar um figurão da área, a exemplo do que fez o governador Sérgio Cabral no Rio (com José Mariano Beltrame); 8. Alckmin chegou a cogitar o nome de José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional de Segurança Pública no governo FHC. A operação não vingou porque Silva Filho é coronel da reserva da PM e Alckmin temeu agravar a insatisfação da Polícia Civil; 9. Agora, o mais surpreendente de todos esses itens: A prioridade é conter a crise e minimizar o clima de insegurança. No governo, avalia-se que o PCC recuará quando perceber que a guerra com a polícia prejudica a venda de drogas, maior atividade financeira do grupo. De tudo isso se depreende que: 1. O governador acredita em um “nome” para resolver a crise. A questão, porém, parece não ser de nomes, mas, de atitudes, de planejamento e cumprimento de metas; 2. Passou da hora de unificar as polícias civil e militar. A crise interna da segurança, como ficou claro nesse texto, resulta dessa dicotomia.

Responder

Marcelo de Matos

10 de novembro de 2012 às 11h23

(Parte 1) O Ferreira sai ou fica? Estou falando do Ferreira Pinto, secretário da segurança em Sampa. O UOL noticia hoje: 1. Alckmin iniciou a busca por um substituto; 2. Está insatisfeito com o desempenho do subordinado, mas admite dificuldade em encontrar um nome; 3. A busca por um sucessor começou há mais de três meses, discretamente; 4. A recente crise agravou a situação do secretário, mas, paradoxalmente, interrompeu a procura. Alckmin avalia que uma troca agora elevaria a sensação de insegurança e falha na gestão; 5 Nomeado por Serra, Ferreira Pinto está no cargo há seis anos graças ao discurso de combate à corrupção policial. A iniciativa, no entanto, lhe rendeu inimigos dentro da Polícia Civil; 6. Basicamente, sua política de investigação interna foi executada pela PM. A estratégia reavivou o racha entre as polícias e, há tempos, admitem integrantes da gestão Alckmin, Ferreira Pinto não conta mais com a ajuda de setores da Polícia Civil no combate ao crime organizado.

Responder

Roberto Locatelli

10 de novembro de 2012 às 09h36

Resultado de 16 anos de governos tucanos em SP: desastre na segurança pública (nesta madrugada mais 16 pessoas morreram), sucateamento da malha ferroviária paulista, trânsito infernal na Grande São Paulo, pedágios mais caros que os da Europa e EUA, corrupção no metrô, no Detran, na merenda escolar.

Se os paulistas elegerem um tucano DE NOVO em 2014, será sinal de que estão realmente com o cérebro lavado e enxaguado pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista).

Responder

Marcelo de Matos

10 de novembro de 2012 às 08h18

Lá em cima, no comentário do Florival Scheroki via Facebook, pincei a frase do cientista político Guaracy Mingardi: “O problema é que para pensar numa estratégia é necessário reconhecer que existe um problema”. O próprio Guaracy diz que “policiais civis eram proibidos de mencionar o PCC para a imprensa”. Essa cortina de fumaça criada sobre a atuação da polícia paulista, com a conivência do PIG, especialista em denúncias, bem como em blindagens contra ou em favor de autoridades, dependendo de suas preferências ideológicas, é a primeira barreira a ser vencida. Reconhecido o problema é preciso traçar as estratégias cabíveis, mas, por quem? Claro que tem de ser uma entidade formada por especialistas, porque de amadorismo já estamos fartos. Nessa categoria de entidade não incluímos o recém-constituído “gabinete de crise”, criado de afogadilho, mais para mostrar serviço que para ações mais consistentes, pelo TJ-SP. Juíz entende de leis, de doutrina processual, não de comportamento humano.

Responder

Roberto Ribeiro

10 de novembro de 2012 às 08h08

Gilmar Mendes diz que a culpa pela violência em São Paulo é do Governo Federal.
Em outras palavras, o ministro está admitindo que São Paulo não tem governo.
Gilmar Mendes estaria sinalizando para que o Povo de São Paulo eleja um governador do PT em 2014?
É isso?

Responder

Opus Dei

10 de novembro de 2012 às 07h42

A FOLHA CONTRA O ALCKMIN?

Mais duas manchete sacana da Folha
de São Paulo online: 1- “PF avisou governo de SP sobre ações do PCC”.
2- Polícia investiga se soldado da PM matou dois por engano em SP,

E se este aviso tivesse chegado aos ouvidos da Dilma, o Alckmin iria deixar a mulher tomar alguma providência com antecedência?

Com relação à segunda manchete, o Alckmin e a Folha precisam saber que a PM tem matado centenas e centenas de pessoas “por engano”, não apenas duas.

Um trecho desta última matéria da Folha:

“Entre a noite de anteontem e a manhã de ontem, 15 pessoas foram assassinadas e outras 12 baleadas. Isso ocorreu menos de 24 horas após o governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmar que a série de crimes registrada na Grande São Paulo estava diminuindo”.

Agora eu passei a acreditar na piada que corre na internet: é a de que diante dos assassinatos em massa em São Paulo, o incompetente Alckmin só vive bêbado e gritando “álcool em mim, álcool em mim!”.

Responder

Fabio Passos

09 de novembro de 2012 às 23h43

O pcc não vai conseguir status de Máfia brasileira.

Máfia brasileira = PiG

As famíglias mafiosas no Brasil são antigas e muito bem conhecidas: marinho, civita, frias, mesquita, sirotsky.

Responder

    Marcelo de Matos

    10 de novembro de 2012 às 08h26

    Concordo, esses sim são máfia. O PCC precisa ser melhor estudado, por especialistas. A primeira dificuldade é que sempre se procurou negar sua existência… Se for reconhecido o problema, terá sido dado um grande passo para a sua solução. Não me parece que o “partido”, como é chamado pela turma do “métier”, possa ser comparado com a máfia. Não teria organização consistente, finanças regularmente administradas, hierarquia e tudo mais que possa caracterizar uma verdadeira organização criminosas. A adesão aos levantes periódicos ocorre como reação a medidas pontuais da administração penitenciária porque existe empatia entre os criminosos.

pinna

09 de novembro de 2012 às 21h35

o pcc é uma reação dos presos a politica facista e desumana das cadeias paulistas e da repressão contra os pobres da cidade.

ele é fruto do próprio PSDB e agora muitos policiais inocentes estão pagando por suas vidas a falência de uma politica de segurança, que só atua na repressão.

dados ja revelaram que a polícia de SP é uma das mais violentas e que mais mata no mundo..

o PCC é uma reação a essa polícia.

Responder

Pedro de Oliveira

09 de novembro de 2012 às 20h23

Imagina se Cardozo se candidata a governador! Jesus, seria igual ou pior a Palloci. Não dá pra votar num tucano de plumagem vermelha.

Responder

    Marcelo de Matos

    10 de novembro de 2012 às 08h29

    Então vamos fazer uma coligação com o PSOL e lançar o Plínio, grande quadro partidário.

Fernando

09 de novembro de 2012 às 20h17

Até a mídia progressista embarcou na criminalização da pobreza.

Negros magricelos das favelas, os mafiosos do Brasil.

Responder

    FrancoAtirador

    09 de novembro de 2012 às 22h50

    .
    .
    Concordo.

    Vão punir só os 4Ps.

    Pior que a punição

    é a execução sumária.
    .
    .

    rodrigo

    10 de novembro de 2012 às 17h01

    E o que é pior ainda, vão transferindo assim pros “magricelos” toda a culpabilidade nas políticas desastrosas das diversas secretarias de segurança pública daqui de São Paulo.

    (o pessoal da moderação que me desculpe, mas a foto quer dizer absolutamente tudo o que foi essa última década em termos de neofalangismo governamental)

ricardo silveira

09 de novembro de 2012 às 20h14

“A versão que corre nos bastidores das delegacias é outra. Dá conta de uma quebra do modus vivendi acertado em maio de 2006.” Se houve acerto entre estado e bandidos, houve crime muito mais sério do que querem fazer a população acreditar em relação aos crimes do mensalão petista. Essa é a tucanalha (não precisa ser tucano para fazer jus à designação), que melou, com a conivência do PT, a CPMI da Veja/Cachoeira. O que é inacreditável! E o que vai acontecer com as autoridades tucanas de SP? Nada!

Responder

    Hélio Pereira

    09 de novembro de 2012 às 20h49

    Pois é Ricardo,
    o Povo não gosta de Politicos Covardes e enquanto os Deputados e senadores do PT,principalmente os Dep de SP,ficarem colaborando pelo fim de CPIs do tipo desta que incrimina Marconi Perillo e a Revista Veja,enquanto o PT aceitar passivamente o Desgoverno do PSDB em SP,enquanto Deputados como Paulo Teixeira não assinarem sequer o Pedido de CPI da Privataria Tucana,os eleitores não colocarão o PT no Poder em SP.
    Se não houver uma candidatura em outro Partido que empolque o Eleitorado o PSDB continuara a mandar em SP,pois ninguém gosta de votar em COVARDES!

Vlad

09 de novembro de 2012 às 20h13

Dá-lhe neo gauche caviar!!
O que fazias entre 1998 a 2000?
Quer dizer que o problema limita-se a SP?
Olha aí um candidato, gente.

Responder

    morgana profana

    10 de novembro de 2012 às 15h51

    Vlad, meu bom vampiro, você não estava na última convenção das bruxas?

    Se não era você, era igualzinho.

    Veja meu personagem de Bram Stocker, titia entende sua decepção, afinal, falar mal de SP é um acinte, não é?

    É claro que o problema não se resume a esta pauliceia desvairada, mas vocês sempre se imaginaram o “ó do borogodó”, fiote, a última cidadela da civilização branca e bandeirante, os melhores gestores do planeta, rodeada de bárbaros brasileiros e bolsa-familheiros.

    Então é por isto que a gente pega pesado com vocês, lindófiro.

    No dia que você sairem deste transe demoticanopata e quiserem retornar ao mundo real nós estaremos aqui, de braços (e titia com outras cositas más)abertos para vocês, que no fundo, no fundo, bem lá no fundo do Tietê despoluído(opa, não foi?)são tutti buona genti.

    uma beijoca e uma polenta frita procê, criança.

    PS: olha, para de chupar sangue deste pessoal que saiu da cracolândia, porque você tá começando a viajar nas análises, fiote.

Willian

09 de novembro de 2012 às 20h09

Vocês ouvem os comentários de Maierovich sobre o mensalão na CBN? Deveriam. Seus olhos se abririam um pouco.

Responder

Francisco

09 de novembro de 2012 às 20h07

Resumo da ópera: tudo que se joga para debaixo do tapete, um dia volta – e morde.

Responder

Hélio Pereira

09 de novembro de 2012 às 19h16

“Atacar o lado financeiro e empobrecer o PCC”,ora se isto funcionar certos candidatos de Bico Comprido e Língua Grande vão ter reduzidos seus recursos de Campanha via “caixa dois”,neste caso o PCC se enfraquece,mas enfraquece também os candidatos que obtiveram apoio financeiro,tipo aquele Senador conhecido por “Trezentos Mil”,apoiado pelo Jovem Politico que Xuxu chamou de “O futuro da Politica Brasileira” e que foi eleito Vereador no Municipio de Embu das Artes com apoio maciço do PSDB.

Responder

Roberto Locatelli

09 de novembro de 2012 às 19h13

Realmente, a Rota invadiu território do PCC, rompendo o armistício firmado em 2006 entre as duas quadrilhas (a de Alckmin e a dos traficantes).

O que Maierovich preferiu não falar – talvez por sua condição de ex-juiz – é que essa incursão da Rota na periferia é suspeita. Há uma probabilidade de que o objetivo dos policiais não era combater o tráfico de drogas, controlado pelo PCC, e sim SUBSTITUIR o PCC, colocando policiais para controlar o tráfico. Tudo isso supostamente, claro.

A barbárie de Pinheirinho, com a expulsão violenta de milhares de famílias e a destruição de seus móveis e pertences, foi executada pela nossa heroica PM a mando do coroinha da Opus Dei. A resposta da população veio nas eleições: o PT elegeu o prefeito de São José dos Campos, acabando com 16 anos de PSDB na prefeitura.

Em 2014, os paulistas precisam encerrar esses 16 anos de governo tucano, para recuperar o atraso e o sucateamento da segurança, Educação, transporte, etc.

Responder

Marcelo de Matos

09 de novembro de 2012 às 19h03

“Como serão repassadas informações do BC e do Coaf, espera-se que se consiga atacar a economia movimentada pelo PCC, de modo a empobrecê-lo. Uma associação criminosa reticular, do porte do PCC, não sobrevive sem substancial lucro financeiro”. O PCC seria uma associação criminosa “reticular”, ou, melhor dizendo, reticulada, em forma de rede. Pode ser uma rede porque há empatia entre os presos: muitos aderem ao comando dos que reagem contra atos da polícia. Os seus atos são reagentes: ocorrem quando a Secretaria da Segurança toma medidas como transferências de presos, etc. Não parecem ser determinados por um comando central, mesmo porque seria difícil alguém, em presídio de segurança máxima, exercer de forma plena esse comando. A antropóloga Karina Biondi afirma que o PCC não é um grupo, não tem nem organização, nem leis. Se não tem líderes estáveis, não tem hierarquia, esse repasse de informações pelo BC poderá não surtir efeito sobre as finanças dessa rede, que não funciona nos moldes dos tradicionais grupos criminosos, como a máfia.

Responder

Luís Carlos

09 de novembro de 2012 às 18h58

Então governador Alckmin, o que será feito pela segurança pública estadual para dar fim a este estado de coisas?? Não quer o governo federal agindo, mas faz nada para resolver??? Só reclama?? Quem privatizou tudo faz o que? Pede para as parceiras privadas resolverem??

Responder

Gerson Carneiro

09 de novembro de 2012 às 18h49

Cada vez que alguém fala “QUINHENTAS GRAMAS” um PM morre em São Paulo.

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding
Loja
Compre aqui
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.