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Ministério da Justiça rebate autoridades paulistas sobre fiscalização das fronteiras


30/10/2012 - 21h29

Nota

Em face de afirmações de autoridades do Estado de São Paulo no sentido de que a responsabilidade pela violência no Estado seria do Governo Federal em decorrência da suposta falta de fiscalização nas fronteiras, e ainda de que o Governo Federal nunca teria oferecido ajuda ao governo do Estado de São Paulo na área de Segurança Pública, o Ministério da Justiça esclarece:

1.  Em diversas oportunidades o Governo Federal ofereceu apoio ao Governo do Estado de São Paulo na área de segurança pública. Essa proposta foi reiterada, inclusive, em reunião do Ministro da Justiça com o secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, em junho deste ano, em que questões da área de inteligência policial foram debatidas.

2. A proposta de apoio consistiu na elaboração de um plano conjunto de ações voltadas ao combate do crime organizado e da criminalidade violenta, a exemplo do que vem sendo executado por outros estados brasileiros, como o Rio de Janeiro e Alagoas, cujos índices de criminalidade, nas áreas focadas, reduziram drasticamente.

3.  Não cabe ao Ministério da Justiça ser um mero repassador de recursos financeiros para substituir o custeio ordinário de ações na área de segurança pública. O orçamento do Estado de São Paulo é um dos maiores do país e, por isso, a proposta de apoio federal sempre foi feita na perspectiva da elaboração de um plano integrado de ações, com uma matriz de responsabilidades recíprocas definidas.

4. Para que não exista qualquer dúvida sobre a proposta apresentada ao governo do Estado, o Ministro da Justiça encaminha nesta terça-feira (30/10) ofício ao governador Geraldo Alckmin em que manifesta, mais uma vez, a intenção de que seja pactuado um plano integrado de segurança pública, com compartilhamento de dados de inteligência e oferecimento de vagas nos presídios federais, para que possam ser abrigados líderes de organizações criminosas que de dentro de presídios estaduais estejam comandando ações do crime organizado.

5.  Finalmente, é inaceitável, além de inverídica, a afirmação de que a elevação da violência em São Paulo deriva do descontrole nas fronteiras. O Plano Estratégico de Fronteiras, lançado em junho de 2011, sob coordenação da Vice-Presidência da República, tem resultados positivos mensuráveis: desarticulou  mais de 50 organizações criminosas transnacionais, apreendeu mais de 227 toneladas de drogas, 9 milhões de pacotes de cigarro, 145 mil garrafas de bebida e 1.171 armas de fogo, além de prender mais de 7,5 mil pessoas em flagrante. No mesmo período em que a violência sobe no Estado de São Paulo, em outros, o nível de violência caiu, como no caso de Alagoas, que teve redução de 10% de crimes violentos, sendo 20% somente em Maceió, e 83% de resolução dos inquéritos, em apenas quatro meses da atividade conjunta entre o governo do Estado e o Ministério da Justiça.

Assessoria de Comunicação Social
Ministério da Justiça

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22 comentários

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Deputados querem CPI para investigar violência em SP « Viomundo – O que você não vê na mídia

17 de novembro de 2012 às 11h34

[…] Ministério da Justiça rebate autoridades paulistas sobre fiscalização das fronteiras […]

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Marilda Pansonato Pinheiro: Desumanidade escancarada « Viomundo – O que você não vê na mídia

16 de novembro de 2012 às 10h07

[…] Ministério da Justiça rebate autoridades paulistas sobre fiscalização das fronteiras […]

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JC: Flertando com uma teoria da conspiração « Viomundo – O que você não vê na mídia

02 de novembro de 2012 às 21h44

[…] Ministério da Justiça rebate autoridades paulistas sobre fiscalização das fronteiras […]

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Jorge Souto Maior: Um legítimo gol de mão « Viomundo – O que você não vê na mídia

01 de novembro de 2012 às 14h59

[…] Ministério da Justiça rebate autoridades paulistas sobre fiscalização das fronteiras […]

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Djijo

31 de outubro de 2012 às 12h11

O que o governo paulista queria é que o GF soltasse a grana pra caixa do governo de SP e sumisse de vista. Assim, qualquer mérito seria explorado pelo governo tucano como se fosse só ele, como já ocorreu em governos anteriores, obra do GF mas lá estava a placa do governo tucano. Beleza, né?

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JC

31 de outubro de 2012 às 11h08

O Alckimim põe a culpa na policia federal que não controla as fronteiras, ele quer jogar a culpa nos outros pela sua imcompetÇencia….esse governo é tão desastroso que não consegue controlar nem a cracolândia, imaginem o PCC….A culpa da formação do PCC é dos tucanos, não tiveram capacidade de detectar que os presos e traficantes estavam se organizando dentro dos presídios da capital…PCC nasceu nesses 21 anos do governo tucano, eles são os culpados…

A desfaçatez do secretário de segurança e do Governador Geraldo Alkimim é de dar nojo, afirmam que não foram procurados pelo gov federal para oferecer ajuda…na realidade eles não querem a ajuda das forças federais por mero jogo político em detrimento da morte de muitas pessoas inocentes vitimas da criminalidade, este governo é um fracasso na área da segurança.

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Jose Mario HRP

31 de outubro de 2012 às 10h45

Embora o ministro em pauta seja esse Cardozão que reprimiu os grevistas de Ceará e principalmente Bahia, a verdade está com ele, destacando ainda que ele é um proto ditador como o Alckimin.
E o PT faria um bem sem par a si próprio se colocasse essa mala do Cardozo num outro lugar, diga-se de passagem, uma salinha escura e sem janelas.

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Willian

31 de outubro de 2012 às 10h29

As fronteiras brasileiras são uma peneira. Sugiro uma reportagem sobre a Inspetoria da Receita Federal em Corumbá. Vão lá e acompanhem o trabalho dos servidores da Receita no posto de fronteira.

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Luiz (o outro)

31 de outubro de 2012 às 10h13

Num estado governado por tucanos há mais de 16 anos, se esperava o que?
Onde tem tucano, só tem retrocesso mesmo…

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RicardãoCarioca

31 de outubro de 2012 às 09h30

Mais uma iniciativa de ajuda por parte do MJ será feita, mais uma recusa será dada pelo governo de SP e a imprensa tucana-amiga nada falará.

Governo federal, use SITES das autarquias, para deixar um log de atividades. Se o MJ tivesse um com a lista de disponibilizações de ajuda feitas e as concordâncias e negativas dos estados, não veríamos secretário de segurança absolutamente incompetente falando mentiras mais uma vez.

E com relação a eficiência da Guarda Nacional no combate ao narcotráfico, o secretário Beltrame, aqui do Rio, deve discordar do seu colega de SP.

É, Haddad, São Paulo é uma ilha política, nas mãos dos tucanos.

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    Rodrigo Leme

    31 de outubro de 2012 às 09h51

    Ah, com isso eu concrodo. Que o MJ abra a proposta feita ao governo paulista, quando ela foi feita e como ela foi feita. Pq falar que ofereceu é fácil, tem que se ver os termos.

    E SP tem uma das menores taxas de homícidios por 100 mil habitantes do país. A taxa é menor que nos estados onde há intervenção do governo federal.

    A proposta do MJ é política e até as pedras de crack da região central de SP sabem disso. O que o MJ quer é um protagonismo do governo em um estado adversário político que não necessita do apoio federal tanto quanto outras unidades “amigas”, para capitalizar com a ação.

    E triste saber que o que deve ser feito é impedido por política, mas esta acontece nos dois sentidos: do federal pro estadual e vice-versa. Não se pode perder isso de vista.

Rose PE

31 de outubro de 2012 às 09h07

O crime em São Paulo já dominou tudo, um governo incompetente que não admite isoo, apenas procura culpados para sua incompetência.Essa é a verdade dos fatos.

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Jairo Beraldo

31 de outubro de 2012 às 09h04

É bom o Zé Caridozo ver como agem seus “pares”. Talvez assim, volte para o “seio da familia”, e os ajude a “acabar” com os tucanalhas!

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Julio Silveira

31 de outubro de 2012 às 08h42

hoje ficou evidente a contradição do secretario paulista, que ao mesmo tempo em que disse não ter recebido ajuda federal desdenhou essa possivel ajuda afirmando que ajuda federal seria virtual se fosse da força nacional e insignificante se viesse da policia federal. Com os argumentos apresentados a gente ve quem fala a verdade. É aquele negocio, os caras da segurança de São Paulo parecem querer manter uma reserva de mercado mantendo suas deficiencias morais e materiais encobertas.

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Julio Silveira

31 de outubro de 2012 às 08h41

hoje ficou evidente a contradição do secretario paulista, que ao mesmo tempo em que disse não ter recebido ajuda federal desdenhou essa possivel ajuda afirmando que ajuda federal seria virtual se fosse da força nacional e insignificante se viesse da policia federal. Com os argumentos apresentados a gente ve quem fala a verdade. É aquele negocio, os caras da segurança de São Paulo parecem querer manter uma reserva de mercado mantendo suas deficiencias morais e materiais encobertas.

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Leonardo Barbosa (ENSA)

31 de outubro de 2012 às 00h02

A fiscalização das fronteiras é muito importante, pois controla a entrada e saída de produtos de cada território. Principalmente no estado de São Paulo, onde se concentra um forte comércio, podendo então evitar ações criminosas como a entrada de armas, drogas e os demais produtos ilegais que serão comercializados. Portanto cabe ao governo aplicar uma política de segurança, o que não é simples mas que ajudará na fiscalização e no combate ao comércio ilegal.

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francisco pereira neto

30 de outubro de 2012 às 23h52

Primeiro. Demorou o ministro Zé Cardozo tirar o bundão da cadeira e falar alguma coisa.
É a primeira atitude que eu vi e lí do ministro com quase dois anos de governo.
Depois outra, não caia na esparrela do picolé.
Ele ruim de serviço mesmo.
Não gaste vela com defunto ruim.

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dukrai

30 de outubro de 2012 às 23h40

o Jornal anti Nacional deu até entrevista com a “alta autoridade paulista” que teve que engolir a trucada do Ministério da Justiça, assim tá fácil, subiu a criminalidade a culpa é da puliça da fronteira que não cerca o PCC. Falta cojones e competência da puliça paulista pra encarar a bandidagem que está dizimando a PM.

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Marat

30 de outubro de 2012 às 23h19

O PSDB vive cobrando o governo federal. Quando o governo de SP é incompetente ou desastrado, sempre joga a culpa nos adversários. Além disso, conta com o $ilên$io da impren$$$a.

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miguel

30 de outubro de 2012 às 21h46

Todos os crimes relacionados as drogas deveriam ser federalizados,só assim acabaria a compra de policias.

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    RicardãoCarioca

    31 de outubro de 2012 às 09h22

    Qual crime de arma, droga, sequestro, roubo ou assasinato não é federal?

augusto2

30 de outubro de 2012 às 21h37

Eta comunicado tímido este do MJ.
Ponha dados, data e respostas efetivamente fornecidas pelo governo do Estado de SP, o meu estado.
Faltando o que? rabo solto ou los cojones?

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