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Leandro Fortes: Anotações de um escândalo anunciado


26/11/2012 - 15h25

Leandro Fortes, no Facebook, sugestão de ZePovinho

Para quem ficou surpreso com o destaque da Advocacia Geral da União nesse esquema bandido descoberto pela PF no escritório da Presidência em São Paulo, vale lembrar dessa ligação entre o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, com o onipresente ministro Gilmar Mendes.

Em junho passado, em matéria de minha autoria, CartaCapital revelou que o ministro Gilmar havia  sido acusado, em abril de 2011, por seu ex-sócio e ex-procurador-geral da República Inocêncio Mártires Coelho por desfalque e sonegação fiscal no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP).

Estranhamente, mesmo sendo uma ação privada, Mendes recebeu, a seu favor, um PARECER assinado pelo advogado-Geral da União, Luís Inácio Adams, que validou o despejo de Mártires Coelho do cargo de gestor do IDP. 

Para encerrar o assunto e calar o ex-sócio, Gilmar Mendes pagou 8 milhões de reais a Mártires.

Eu disse 8 MILHÕES DE REAIS.

E me calo por aqui.

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37 comentários

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Cunha, relator da CPI do Cachoeira, agora diz que Veja e Gurgel são “secundários” « Viomundo – O que você não vê na mídia

28 de novembro de 2012 às 09h09

[…] Leandro Fortes: Anotações de um escândalo anunciado […]

Responder

Mário SF Alves

27 de novembro de 2012 às 17h48

Xacal, essa foi uma das melhores argumentações aqui do Viomundo. Parabéns. E coitado do pobre Gil, foi à lona logo no segundo round. Perdeu as estribeiras; desandou a falar asnices; e, ainda, agiu como se fosse possível manter a pose. Que empáfia! Vale reler:
_____________________________________

“Xacal entende uma coisinha, o que
importa para a mídia no geral é o
governo federal.
E para a maioria dos brasileiros também.
Não existe seletividade, quem está na vitrine
é sempre mais visto e conseqüentemente, vigiado.
O problema é que vocês não se dão ao trabalho da
autocrítica.
Um exemplo é este artigo, diante das falcatruas
descobertas a primeira coisa que fazem é desenterrar
morto.
O pior é ver a presidenta sendo elogiado porque exonerou
este ou aquele, e queriam o que?
Lá no meio do mandato do Lula eu já dizia, que a conta
seria alta.
Bom, agora chegou a hora de pagar.
Infelizmente a conta é de todos nós, bom seria se só os
petistas e progressistas arcassem com as despesas.”
________________________________________________________
É nisso que dá estes filhotes da ditadura e crias ideológicos do capitalismo, acostumados a solução de força, tentarem entrar na seara da argumentação plítica: desnorteamento geral e cabeças fundidas.
__________________________________________________________________

Responder

    xacal

    27 de novembro de 2012 às 18h29

    Mário,

    Eu chamaria isto de confissão indireta. Durante o interrogatório, a gente dá corda, finge entrar no “papo” do cara, estimula sua arrogância, traz ele para o campo onde ele se sente à vontade.

    Depois, “puxa o tapete” rápido, ele destempera e conta.

    Perceba que ele fala que não há “seletividade” e depois afirma o que interessa para a mídia.

    Eles ficam se debatendo, desdizem o que disseram, mas aí já “foi”.

    Tosco…rsrsrs.

    Mas eu sempre aviso: você tem o direito de calar em benefício de sua melhor defesa. Só os trouxas falam!

Indio Tupi

27 de novembro de 2012 às 15h05

Aqui do Alto Xingu, os índios estão de acordo com o Paulo Nogueira, cujo artigo encontra-se abaixo:
Rosemary é escada para o 1% que quer pegar Lula

Artigo do jornalista Paulo Nogueira, ex-diretor da Abril, menciona o “júbilo” com que é celebrado “qualquer notícia que possa servir de munição contra Lula” pelo chamado 1%, grupo que tem o ex-presidente como o homem mais odiado

27 de Novembro de 2012 às 11:54

247 – O caso de Rosemary Nóvoa de Noronha, ex-chefe de escritório de gabinete da presidência em São Paulo, tem como protagonista não a própria Rose, como é chamada, mas o ex-presidente Lula. A opinião é do jornalista Paulo Nogueira, ex-diretor da Editora Abril. Em artigo, Nogueira menciona que este é mais um caso para o “júbilo” do 1% que “detesta Lula”. Neste caso, Rosemary seria então uma escada pela qual, mais uma vez, se tenta pegar o ex-presidente da República.

Leia abaixo a íntegra do artigo, publicado no blog Diário do Centro do Mundo.

Sobre o caso Rosemary e a lulofobia

Acima de tudo, ela é mais uma escada pela qual se tenta pegar novamente Lula

Lula é, certamente, o homem mais odiado pelo chamado 1%, para usar a já histórica expressão do Movimento Ocupe Wall St. (Para os 99%, o posto é de Serra, com o surgimento de uma concorrência potencial em Joaquim Barbosa, o Batman.)

É impressionante o júbilo com que é celebrada pelo 1% qualquer notícia que possa servir de munição contra Lula, o lulismo, o lulo-petismo e outras designações criadas pelos obsequiosos porta-vozes de um grupo pequeno mas barulhento que torce e trabalha para que o Brasil jamais se torne uma Dinamarca, ou uma Noruega, ou uma Finlândia.

São sociedades harmoniosas, não divididas entre 1% e 99%, como o Brasil. Apenas para registro, o Brasil campeão mundial da desigualdade – com todos os problemas decorrentes disso, a começar pela criminalidade – foi obra exatamente deste grupo.

O Estado brasileiro foi durante décadas uma babá do 1%. Calotes em bancos públicos eram sistematicamente aliviados em operações entre amigos – mas com o dinheiro do contribuinte. Cresci, como jornalista, nos anos 1980, com o Jornal do Brasil transformando dívidas com o Banco do Brasil em anúncios.

Este é apenas um caso.

O BNDES foi sequestrado, também, pelo 1%: a inépcia administrativa de tantas empresas familiares malacostumadas pela reserva de mercado era premiada com operações de socorro financeiro. Sempre com o dinheiro do contribuinte.

Apenas para registro também, lembremos que a reserva de mercado sobrevive ainda – não me pergunte por que – na mídia que tanto clama por competição, mas para os outros.

O 1% detesta Lula, não porque Lula tenha nove dedos, ou seja metalúrgico, ou fale errado, ou torça pelo Corinthians. Detesta Lula porque ele não representa o 1%. Se representasse, todos os seus defeitos seriam tratados como virtudes.

Não votei em Lula nem em 2002 e nem em 2006. Portanto, não tenho mérito nenhum na sua chegada à presidência e na consequente, e fundamental, mudança de foco do governo – ainda que cheia de erros — rumo aos 99%.

Mas não sou cego para não enxergar o avanço. O maior problema do Brasil – a abjeta desigualdade social – começou ao menos a ser enfrentado sob Lula.

Hoje, quando homens públicos em todo o mundo elegem a desigualdade social como o mal maior a debelar, parece óbvio que Lula tinha mesmo que prestigiar os 99% ao se tornar presidente.

Mas nenhum presidente na era moderna nacional viu o óbvio. Mesmo ao erudito poliglota Fernando Henrique Cardoso – de quem ninguém pode subtrair o mérito por derrubar a inflação – escapou o óbvio. Tente encontrar alguma fala de FHC, na presidência, sobre o drama da iniquidade social. Em qualquer uma das múltiplas línguas que ele domina. Zero.

É dentro desse quadro de colossal ódio a Lula que se deve entender a forma com quem está sendo tratado o caso de Rosemary Nóvoa de Noronha, indiciada por corrupção pela Polícia Federal em suas funções como chefe do escritório do gabinete da presidência em São Paulo.

Rosemary foi demitida imediatamente por Dilma, e agora vai responder pelas suas supostas delinquências, como um cruzeiro e uma plástica na faixa, pelo que foi noticiado.

Mas ela é personagem secundária na chamada Operação Porto Seguro. O protagonista é Lula. Nos artigos sobre a história, Lula ocupa o pedestal. “A mulher do Lula”, escreveu alguém, embora ela tenha sido secretária por muitos anos de José Dirceu. Foi para Dirceu, e não para Lula, que, segundo agentes policiais, ela ligou desesperada quando a PF chegou a seu apartamento na prosaica 13 de Maio, bairro das cantinas italianas em São Paulo. Nada existe de luxuoso no apartamento, ainda de acordo com a polícia.

Rosemary é uma escada pela qual, mais uma vez, se tenta pegar Lula. Estaria Lula envolvido na plástica suspeita de Rosemary? E no cruzeiro? O dinheiro terá vindo do valerioduto?

Chega a ser engraçado.

Tenho para mim o seguinte. Se os lulofóbicos dedicassem parte da energia que consomem em odiá-lo na procura honesta de formas de convencer os eleitores de que são mais capazes que Lula para combater a desigualdade social, eles já estariam no Planalto a esta altura, e do jeito certo, numa democracia: pelas urnas.

Responder

lulipe

27 de novembro de 2012 às 13h28

Se existe algo que não se pode falar do lula é que ele seja incoerente, afinal ele já declarou que não sabia de nada!!!

Responder

Mardones Ferreira

27 de novembro de 2012 às 10h16

Mais uma vez só são exibidos os nomes dos agentes públicos, como se não houvesse do outro lado uma empresa pronta para pagar pelos pareceres favoráveis das agências públicas.

Corrupto sem corruptor só nas capas de Veja, na FSP e na telinha da Globo. Nas mentes sadias, todo corrupto traz a digital de seu corruptor.

Responder

Maria Dirce

26 de novembro de 2012 às 19h30

O que vem de São Paulo para o Governo Federal, ja era de se esperar, até que demorou muito!!A policia federal de São Paulo é tucana legítima.Essa história vai render muito pra Mídia Golpista. aliás ja esta dando manchetes e entrevistas no PIG.Já disseram que Rose é amante de Lula, e a conversa vai longe!!!!Não darão sossego para o Lula tão cedo, a eleição de Hadadd em São paulo foi a gota dágua para o PIG detonar o PT!!!Dilma lei de medyos!!

Responder

    LEANDRO

    27 de novembro de 2012 às 07h01

    rsrsrsrsr…quer dizer que a indicada por lula, de confiança, é pega se corrompendo em gravações e emails e a culpa é de SP…rsrsrsrs

    xacal

    27 de novembro de 2012 às 14h22

    Ô, o que o diga Marcelo Itagiba, e sua “atuação” no caso Lunus, ou em episódio mais recente, aquele delegado da foto do dinheiro.

    Realmente, me comove a crença de alguns que a polícia seja uma instituição à salvo de ingerência desse ou daquele partido ou de grupos de interesse.

    Chato é que este mesmo pessoal que diz acreditar nisto não aceita, por exemplo, o resultado do Inquérito do celso Daniel, e tampouco derramam uma lágrima sequer pelo delegado Protógenes e sua extinta satiagraha, ainda que ali estivessem envolvidos “graúdos do PT”.

    Por que será?

Bonifa

26 de novembro de 2012 às 19h12

Comunicada por José Eduardo Cardozo na penúltima hora antes do desfecho desta operação policial Porto Seguro, o que restaria a Dilma, senão autorizar tudo? Mas Cardozo certamente conhecia desde há muito tempo esta operação.
De que se trata? Há, no caso, o envolvimento do ex senador Gilberto Miranda, “self made man” ligado a todos, de Sarney a Fernando Henrique, que ficou bilionário através de jogadas político/empresarias nebulosas. E há o caso da venda de pareceres técnicos e jurídicos, que é gravíssimo, havendo inclusive a desconfiança de que Gilmar Mendes, sufocado por um embate com seu ex-sócio, possa ter negociado um parecer com o Advogado Geral da União. Muito grave. Mas, por que se dá tanto destaque ao indiciamento da funcionária Rose? Ela conseguiu encaixar na agenda de algumas autoridades, encontros e reuniões para certas pessoas. E por isso recebeu alguns presentes, como uma cirurgia plástica corretiva e passagens para show embarcado de Bruno e Marrone. Todos acima do limite permitido a funcionários receber, mas todos de valor menor que seu próprio salário. Aparentemente, corrupção vulgar administrativa, passível de ser encontrada aqui e alhures, por toda a parte e a todo o momento. O que parece grave, entretanto, é que o governo não tenha sido informado por órgãos internos sobre tais fatos, a tempo de acionar a Controladoria Geral da União, que foi mantida afastada do caso, sem ser convocada para contribuir no deslinde desta ocorrência administrativa fútil, apesar de aparentemente imbricada com outra mais grossa. Isso, se chama fome de golpe. Contudo, mesmo a comandar a Polícia Federal e a ter completa ciência das operações, sendo quem fez a indicação do Delegado Troncon para chefiar a Federal em São Paulo, Cardozo não teria o poder partilhar com o governo pelo menos o caso da pequena corrupção administrativa? Não devemos olhar nada com índole maldosa, mas não podemos nos furtar a ver o que está escancarado à nossa frente. Não seria assim jamais que um governo tucano funcionaria. Como se sabe, tudo em São Paulo funciona de maneira diferente e com características bem locais, eivadas de profundo paulistismo político conservador e de predominância ideológica, ainda, tucana. Até a Igreja Católica é assim. Até a Polícia Federal. Até partidos supostamente de esquerda. Em caso administrativo como esse, não seria lógico a PF de Cardozo trabalhar com seu colega respeitabilíssimo, o Ministro Hage? É sabido que o Delegado titular é o senhor do inquérito, mas Cardozo com certeza estava ciente da operação e ele não é néscio, sabia da mina de ouro que tal operação Porto Seguro poderia representar para a Oposição e sua mídia neste momento, dependendo do enfoque que a mídia conseguisse explorar. Um escândalo transformando um aspecto lateral em central, e amplificando tudo a decibéis capazes de romper tímpanos, não só reforçaria a impressão de que Dirceu seria mesmo um criminoso nato, mas também seria água fresca para um STF sedento, que está com sua credibilidade revestida de caráter apenas midiático e muito depauperada em círculos mais críticos. A mídia deseja fazer com que o combalido STF, seu precioso aliado, apareça como a estar coberto de razão em seu desastrado julgamento polêmico. Nada melhor para isso do que dar provas de que todos aqueles ligados a Lula e Dirceu são criminosos e pilantras. Haveria assim, também, potencial suficiente para comprometer a imagem de Lula, sempre sob ataque severo por se tratar do símbolo dos novos tempos sem tucanos no poder, além de ser um símbolo de libertação e boa governança dos povos de países em desenvolvimento. E por brinde, este caso fútil ainda poderia ajudar a afrouxar a pressão sofrida por aliados carnais da Oposição na CPMI do Cachoeira, como o procurador Roberto Gurgel e o jornalista Policarpo Júnior. Uma mina de ouro, enfim. Nesta operação Porto Seguro, tudo parece ter corrido dentro da rotina policial. Menos a preciosa inclusão do indiciamento de uma funcionária, na verdade, segundo alguns, indicada por outro político que não do PT, para a Secretaria da Presidência, que teria sido “assessora de Dirceu”, “por doze anos” (?) e que teria sido “secretária de Lula” (de Lula ou da Presidência). Ótimo material para um joguinho de palavras daqueles que registram um espirro e depois descrevem um terremoto. Aí está concentrado todo o peso da jogada política por trás desta operação policial. Minimizar a importância dos outros atores e maximizar ao extremo a pouca importância desta funcionária “dirceista e lulista”. Em que condições se deu seu indiciamento? Houve indução de policiais para que telefonasse a Dirceu e, supostamente, Cardozo? Qual teria sido em verdade sua responsabilidade? Por que se está a falar em Lula e Dirceu, neste caso? Não teria havido aí um empurrão forte, uma forçação de barra que de tão notória possa ter extrapolado limites legais, ou mesmo uma fraude incriminatória, que já se tornou comum em nossa Oposição até em grampos sem áudio? Será que tirar o Cardozo da lista de ministráveis foi uma ousadia imperdoável cometida pela Dilma? O jogo se transforma em guerra perigosa, quem sai na frente tem variados recursos, a luta é muito desigual e exige armas sempre afiadas e atenção redobrada em todas as direções.

Responder

    Ulisses

    27 de novembro de 2012 às 13h56

    Espetacular. Peço a liberdade de republicar este seu comentário!

Luiz Moreira

26 de novembro de 2012 às 19h11

Para o pessoal da direita ficar satisfeito, acerta com o Alkimin enviar a equipe de eliminação da ROTA e enviar estes para acertar o Gilmar. Afinal, o pessoal de São Paulo gosta do esquema de eliminar jagunços e outros mais.

Responder

Marcos Coimbra: A história do mensalão faz água por todos os lados « Viomundo – O que você não vê na mídia

26 de novembro de 2012 às 18h55

[…] Leandro Fortes: Anotações de um escândalo anunciado […]

Responder

Márcia Hirata: Sem o direito à cidade, a cidade não vale a pena « Viomundo – O que você não vê na mídia

26 de novembro de 2012 às 18h42

[…] Leandro Fortes: Anotações de um escândalo anunciado […]

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Movimentos sociais e acadêmicos avisam Haddad: Não querem o PP de Maluf na Habitação « Viomundo – O que você não vê na mídia

26 de novembro de 2012 às 18h37

[…] Leandro Fortes: Anotações de um escândalo anunciado […]

Responder

LEANDRO

26 de novembro de 2012 às 18h28

É um vale tudo para desviar o foco que chega a ser hilário….vai ver a culpa também é do FHC.

Responder

Péricles

26 de novembro de 2012 às 18h16

Ei, Azenha. Parece que a galera de Veja anda lendo seu blog. Parece que já estivemos em companhias melhores por aqui.

Responder

Rodrigo Leme

26 de novembro de 2012 às 17h47

Tem gente que se esforça, né?

A mulher é próxima ao Lula, trabalha para a presidência, conversa com o Zé Dirceu (sempre ele, né?) pra livrar a cara e o Leandro joga tudo na conta do… Gilmnar Mendes!!

Daqui a pouco a culpa é da Veja, a Rosemary vai dizer que a acusação é política, e outras pérolas afins.

Responder

    xacal

    26 de novembro de 2012 às 19h15

    Caro Rodrigo,

    Tão ruim quanto o uso partidário da imprensa e da justiça, é, realmente, pretender politizar qualquer acusação com teorias conspiratórias.

    Se fez cagada, que paguem. O problema é que, ultimamente, as coisas têm ficado meio distorcidas, e depois da revelação (não surpreendente, é verdade) das relações incestuosas de revistas com bicheiros, todo o ataque midiático pré-eleitoral, não é errado supor que nós, da esquerda, estejamos com um pé atrás.

    Os que nos exigem o contrário, beiram o cinismo.

    Porque foi assim que a sociedade brasileira se “entupiu” do picadeiro mensaleiro, com direito a edição de 18 min no JN às vésperas do 1º turno de 2012, e deixou passar, bem antes, a chance de punir e enjaular gente como Daniel Dantas, e quem sabe, desvendar boa parte das engrenagens deste estado patrimonialista que melhorou muiiiiito com Lula, mas que continua atavicamente ligado a promiscuidade dos negócios privados da elite com a coisa pública.

    É assim que preparamos a impunidade de corporações gigantes, legais e ilegais(nem dá mais para saber a diferença), no caso da CPMI cachoeira-óia-demóstenes-delta.

    A diferença é que no período ffhhcc não tínhamos estes sobressaltos na mídia e toda esta mobilização jurídico-punitiva, porque os interesses estavam mais acomodados (é verdade que a compra do Sivam e as privatizações quase entornaram o caldo), mas a “tigrada”, como diz o Mino, soube dar anéis e manter intactos os dedos que agarravam as tetas da viúva.

    Enquanto nos distraímos com as venturas e desventuras da chefe de gabinete em SP que, provavelmente, deslumbrou-se com as “perfumarias do poder”, igual ao idiota do Sílvio Pereira e seu LandRover(usado!!!), os graúdos ficam longe da ribalta: os “clientes” dos pareceres da ANA e ANAC ninguém menciona(por que?), deixando todo o ônus para os de sempre: agentes públicos e políticos, nossos atuais inimigos nº 1, 2, 3. 4…

    Todo mundo em seus lugares e fazendo seus papéis: os macartistas hipócritas, posando de paladinos da moral, nós, da esquerda, de ultrajados injustiçados, enquanto a banca gira a roleta…

    Gil Rocha

    26 de novembro de 2012 às 21h14

    E o Lulinha não queria largar
    a presidência (mordomias), aí
    está o despautério de criar uma
    filial do Palácio do Planalto.
    Quer dizer, ele é que recebia a
    presidente no tal gabinete.
    É risível um ex presidente que não
    quer largar o cargo.
    Tinha até uma governanta de luxo, que
    fez o que bem quis até onde pode.
    Mais risível ainda são estes comentários
    que simplesmente esquecem dos responsáveis,
    aí ficam lembrando disso e daquilo para não
    debaterem a realidade.
    Como sempre, começam a aparecer as fantasiosas
    teorias da conspiração.
    E a tal da Rosemary já avisou, não cai sozinha.
    Então, é melhor o pessoal aqui juntamente com os
    responsáveis pelo blog (alguns), começarem a pensar
    nas próximas teorias.
    Podem colocar a culpa na Globo, no PSDB, no Serra, no
    Papa, no Saci, no Papai Noel e afins.

    xacal

    26 de novembro de 2012 às 22h33

    Gil, meu caro.

    A despeito de todas as teorias, e culpas prováveis ou improváveis, qualquer acontecimento que envolva o governo, seja longe-perto, vai ter que atingir um alvo pré-determinado. Isto é um fato.

    É este fato, inclusive, que descaracteriza e deslegitima qualquer tentativa de se chegar a uma possível implicação do Lula, de tão descaradas que são as manobras.

    Este foi o beco sem saída que se meteram o PIG, a oposição e agora o judiciário: mesmo que estejam certos, ninguém mais acredita nos seus alarmes!

    E embora nós nos aproveitemos(pragmaticamente)deste desgaste, este processo não se deu por nossa culpa ou ingerência.

    Foi escolha política de vocês.

    Mais um desserviço a democracia, aliás, como sempre!

    Gil Rocha

    26 de novembro de 2012 às 23h18

    Xacal, quando diz que ninguém mais
    acredita esqueceu de dizer que são
    somente petistas e progressistas estes
    ninguém.
    E faça-me o favor, querer implicar o Lula.
    O mais incrível é colocarem a culpa sempre
    em outros.
    Quer dizer, queriam o poder mas agora as porcarias
    que acontecem sempre é culpa do externo.
    E o Lula então, só pode ser um bobo alegre já que
    nunca sabe nada.
    Não é o caso de perseguição, é responsabilidade amigo.
    Alguém precisa se responsabilizar e parar de passar a mão
    na cabeça de que quer que seja.

    xacal

    27 de novembro de 2012 às 09h17

    Gil, meu filho, eu não sei em que país você está, mas com certeza, não é este.

    A “pauta” da mídia em relação a “moralização seletiva”, pretendida pelos demotucanopatas(não sei se você faz parte deste grupo, ou dos “apolíticos”)não seduziu ninguém.

    A densidade eleitoral dos grupos relacionados a esta agenda está definhando, e se houver mais duas ou três campanhas eleitorais com este ritmo, periga vocês ficarem “devendo” votos, rs.

    Se formos medir a “popularidade” dos líderes(Dilma e Lula) do grupo atingido por esta “estratégia”(?) demotucanopata nas pesquisas do próprio PIG, vai dar para eleger o Lula e a Dilma no Brasil, Paraguai, Chile, e com o troco do que sobrar de prestígio, ajudar os Democratas nas próximas primárias nos EEUU.

    Com todo o siége do mensalão, Lula foi a SP e “bagulhou” a demotucanada, sacando um “poste” e entubando o zéçerra.

    Claro que as coisas não podem ser resumidas assim, e minha brincadeira serve apenas para situar você no debate.

    As coisas são mais amplas.

    O que eu disse, você não entendeu, e vou r-e-p-e-t-i-r, é que a banalização da denúncia(sem lastro), a partidarização da imprensa com a judicialização da política e a partidarização do judiciário, acabou por tolher qualquer traço de credibilidade das notícias, das sentenças e, enfim, dos partidos a ela ligados(demotucanopatas).

    Será que este era o objetivo?

    Não sei, mas o fato é que cada vez mais o consenso popular se afasta da (necessária) atenção a investigação do assalto as Estado, justamente pelos excessos cometidos pela apropriação privada desta agenda por um grupo. Enquanto isto, quem realmente se privilegia, continua se privilegiando, rodando a roleta, enquanto os agentes públicos e políticos se engalfinham, e deixam de discutir o que realmente importa: Que tipo de Estado queremos?

    Combate ao crime(corrupção) dentro e fora do Estado é um tema de Estado, não monopólio de partidos de mídia ou políticos, ou de canais de TV.

    Fazer política é prerrogativa de políticos e partidos, não de veículos de comunicação e presidentes do Supremo.

    É claro que precisamos, quando for necessário, parar de “passar a mão” na cabeça do Lula.
    Mas e a outra mão que continua a ser passada na “privataria tucana”, na compra dos votos da reeleição, do paulo preto em SP, do daniel dantas, da veja-policarpo-demóstenes, etc? Vamos ter que amputar esta mão para inibir este “cacoete” seletivo?

    É esta a questão: a s-e-l-e-t-i-v-i-d-a-d-e. Que nada tem a ver com “justiça”, mas apenas na tentativa de utilizar supostos envolvimentos(só especulados, nunca provados)como desgaste de capital político de quem não ganha nas urnas!

    Ora, ora, nós já destituímos presidente sem solavancos institucionais(que inclusive está aí de novo na vida pública, ELEITO pelo seu estado).

    Se Lula cometeu crime, PUNAM, mas não dá é para ficar especulando para sempre, corroendo, minando, estumando…é isto que vocês fazem como tática eleitoral.

    E por mim, pragmaticamente falando, espero que continuem. Só “tá” melhorando a cada dia para nós.

    Mas eu penso republicanamente, e no precipício institucional para o qual vocês têm empurrado a Justiça, a mídia, e a própria noção de ação política e partidos.

    Bom, como eu disse, talvez seja esta a intenção…aí, se for, nem adianta debater, porque eu não discuto o menu do jantar com canibais…é contraproducente, rs.

    Gil Rocha

    27 de novembro de 2012 às 11h03

    Xacal entende uma coisinha, o que
    importa para a mídia no geral é o
    governo federal.
    E para a maioria dos brasileiros também.
    Não existe seletividade, quem está na vitrine
    é sempre mais visto e conseqüentemente, vigiado.
    O problema é que vocês não se dão ao trabalho da
    autocrítica.
    Um exemplo é este artigo, diante das falcatruas
    descobertas a primeira coisa que fazem é desenterrar
    morto.
    O pior é ver a presidenta sendo elogiado porque exonerou
    este ou aquele, e queriam o que?
    Lá no meio do mandato do Lula eu já dizia, que a conta
    seria alta.
    Bom, agora chegou a hora de pagar.
    Infelizmente a conta é de todos nós, bom seria se só os
    petistas e progressistas arcassem com as despesas.

    Gil Rocha

    27 de novembro de 2012 às 11h18

    E mais uma coisinha, eu não sou partidário.
    Tô pouco me lixando para a maioria dos políticos.
    Agora, você aí vem reclamar de privataria, compra
    de votos e etc.
    Mas faça-me o favor, quem é que governa o país?
    Quem tem maioria no Congresso?
    O teu próprio governo não mexe uma palha para apurar
    coisa nenhuma e a culpa é de quem?
    O teu presidente gostava de gargantear aos quatro ventos
    que iria isso e aquilo, chegou no poder e já se enturmou
    com o que tinha de melhor no Congresso.
    Lula sempre foi um demagogo, um boa vida e ele nunca me enganou
    com essa historinha de trabalhador.
    Ele gosta mesmo é de uma boa mordomia, tanto que não consegue
    aceitar que a presidência do país não é mais dele.
    Aliás, boa parte do PT gosta mesmo é de poder, mordomia e grana.
    Agora, o que tem de diferente dos outros partidos?
    Nada, absolutamente nada.
    Muito pior, passa a mão por cima de quem pisa fora da bacia.
    Quer dizer, nada diferente dos seu partidários.
    É o que eu sempre digo, partidário é o maior mal que existe
    no Brasil.
    Porque partidário não é brasileiro.
    Não me interessa o partido que governa o país, eu quero mais
    é a imprensa em cima mesmo.
    Eu posso falar isso, mas a maioria aqui não pode.

    xacal

    27 de novembro de 2012 às 13h04

    Gil, fiote, eu ia até perder tempo em responder às barbaridades ditas por você, que em resumo, são um tratado de desconhecimento total da luta pelo poder, hegemonia política, isonomia, etc.

    Estamos falando de mídia, e de sua capacidade de “prestar atenção aos governos”? Ué, e onde estava esta mídia?

    Estamos falando de ex-presidentes? Ué, e por que o ex-presidente demotucanopata não responde na “mídia” pelos seus atos?

    Na sua defesa pueril, mistura tudo. Atribuições constitucionais com escolhas políticas, etc.

    De todas as asneiras ditas por você, ficou uma certeza: Lula está na vitrine! Você fala desta atenção focada, para depois se contradizer: Ora, por que um ex-presidente na vitrine e outro não?

    Acabou a necessidade de expor os “mal feitos” do ffhhcc só porque está morto politicamente?

    Bem, eu até levaria o debate adiante, mas eu não discuto, como eu disse, o menu do jantar com canibais.

    Quem se proclama apolítico e apartidário não deveria estar aqui falando do que diz que ama odiar.

    Este tipo meio masô não faz minha cabeça para interlocução.

    Boa sorte

    xacal

    27 de novembro de 2012 às 13h37

    PS: o patriotismo é o último refúgio dos…

    complete a frase acima:

    ( )idiotas
    ( )demotucanopatas
    ( )canalhas
    ( )todas as opções acima

    José BSB

    27 de novembro de 2012 às 12h04

    Esse comentário do Leandro Fortes apenas reforça o tratamento desigual aos “escândalos” nativos. Gilmar Mendes é, de fato, proprietário de uma escolinha de direito em Brasília. Segundo o estatuto da magistratura, juiz não pode ser empresário. Tampouco político. A formação do tal idp é um grande cambalacho. Começando pela aquisição do terreno no governo Roriz, financiamento absurdo pelo Banco do Brasil, captação de dinheiro público sem licitação com vários órgãos estatais, advogados docentes com várias causas tramitando no STF… E ninguém da folha/veja/globo/estadão jamais cobrou explicações de sua excelência para pergunta-lhe, por exemplo, de onde saiu a notável quantia para resolver a disputa societária.
    E o que fez o ministro? Esta processando o jornalista.
    Coitados são o jornalista da revista do bicheiro, abnegadas vítimas da perseguição petista.

    Mário SF Alves

    27 de novembro de 2012 às 18h49

    Caro José BSB,

    O termo intelectual orgânico era do meu conhecimento há tempos, já o que você acabou de informar beira às raias de um novo conceito, o de bandido orgânico do sistema capitalista. Com esses ninguém mexe; com esses a mídia faz vista grossa, e é obrigada a fazer, faz parte do jogo. O mesmo ocorre em nível de STéFão antes do tal improvado mensalão: vista grossa.
    __________________________________________
    Acorda Brasil!

Yacov

26 de novembro de 2012 às 17h33

E qual a intenção da AGU em livrar a cara do Mendes nesse imbrógilo em sua escolinha?? Estariam cooptando o Ministro, ou tentando comprá-lo??? Ou ambos?? De toda forma, eis aí o supremo, supremo do supremo, gilMAU danta$$ envolvido em mais um esqueminha cabuloso… IMPEACHMENT PARA GILMAU, JÁ!!

“O BRASIL PARA TODOS não passa na gLOBo – O que passa na gloBO é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

Responder

Pedro

26 de novembro de 2012 às 16h35

Tudo o que possa dizer de e descobrir sobre esse cara é sempre muito pouco diante do que ele é.

Responder

LEANDRO

26 de novembro de 2012 às 16h32

Certo, certo, certo….deve ser culpa do pig esse escândalo também…

Responder

Willian

26 de novembro de 2012 às 16h29

Ou seja, uma lambança envolvendo uma pessoa próxima a Lula tem sua primeira menção em Viomundo desviando o foco para Gilmar Mendes, um desafeto do PT.

Mas fiquem tranquilos, Lula já declarou que não sabia de nada. Menos mal.

Responder

Bonifa

26 de novembro de 2012 às 16h10

Bom, temos aí escândalo para mais de metro, como dizem os mineiros. O advogado geral da União teria vendido o parecer ao Gilmar, para “asfaltar” sua posição na pendenga com Mártires Coelho? É o que sugere o ajuntamento dos fatos passados e presentes. Isso é um milhão de vezes mais explosivo e significativo do que a funcionária que fazia pequenos favores e aceitava pequenos presentes na Secretaria da Presidência em São Paulo. Devem ser exigidas imediatas investigações e providências, tanto no âmbito administrativo como no do Ministério Público, em torno do caso. Talvez seja melhor que o Senhor Hage se encarregue deste abacaxi gigante. Fica parecendo que a PF invadiu um cassino e levou preso apenas o rapaz da faxina, de quem alguém da imprensa não gostava.

Responder

Roberval

26 de novembro de 2012 às 15h53

Haverá investigação do senhor ministro?

Responder

Gil Rocha

26 de novembro de 2012 às 15h34

Óbvio que não iriam falar nada de
diferente.
Já que colocamos um ministro na roda,
todo o resto não tem validade ou importância.
Mas vale lembrar que o ministro foi “acusado”,
diferente do que aconteceu agora já que todos
foram pegos com a boca na botija.

Responder

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A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.