VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Comparato: Pretos, pobres, prostitutas e petistas


14/10/2012 - 15h22

PARA ENTENDER O JULGAMENTO DO “MENSALÃO”

por Fábio Konder Comparato

, no Conversa Afiada

Ao se encerrar o processo penal de maior repercussão pública dos últimos anos, é preciso dele tirar as necessárias conclusões ético-políticas.

Comecemos por focalizar aquilo que representa o nervo central da vida humana em sociedade, ou seja, o poder.

No Brasil, a esfera do poder sempre se apresentou dividida em dois níveis, um oficial e outro não-oficial, sendo o último encoberto pelo primeiro.

O nível oficial de poder aparece com destaque, e é exibido a todos como prova de nosso avanço político.

A Constituição, por exemplo, declara solenemente que todo poder emana do povo.

Quem meditar, porém, nem que seja um instante, sobre a realidade brasileira, percebe claramente que o povo é, e sempre foi, mero figurante no teatro político.

Ainda no escalão oficial, e com grande visibilidade, atuam os órgãos clássicos do Estado: o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e outros órgãos auxiliares.

Finalmente, completando esse nível oficial de poder e com a mesma visibilidade, há o conjunto de todos aqueles que militam nos partidos políticos.

Para a opinião pública e os observadores menos atentos, todo o poder político concentra-se aí.

É preciso uma boa acuidade visual para enxergar, por trás dessa fachada brilhante, um segundo nível de poder, que na realidade quase sempre suplanta o primeiro.

É o grupo formado pelo grande empresariado: financeiro, industrial, comercial, de serviços e do agronegócio.

No exercício desse poder dominante (embora sempre oculto), o grande empresariado conta com alguns aliados históricos, como a corporação militar e a classe média superior.

Esta, aliás, tem cada vez mais sua visão de mundo moldada pela televisão, o rádio e a grande imprensa, os quais estão, desde há muito, sob o controle de um oligopólio empresarial.

Ora, a opinião – autêntica ou fabricada – da classe média conservadora sempre influenciou poderosamente a mentalidade da grande maioria dos membros do nosso Poder Judiciário.

Tentemos, agora, compreender o rumoroso caso do “mensalão”.

Ele nasceu, alimentou-se e chegou ao auge exclusivamente no nível do poder político oficial.

A maioria absoluta dos réus integrava o mesmo partido político; por sinal, aquele que está no poder federal há quase dez anos.

Esse partido surgiu, e permaneceu durante alguns poucos anos, como uma agremiação política de defesa dos trabalhadores contra o empresariado.

Depois, em grande parte por iniciativa e sob a direção de José Dirceu, foi aos poucos procurando amancebar-se com os homens de negócio.

Os grandes empresários permaneceram aparentemente alheios ao debate do “mensalão”, embora fazendo força nos bastidores para uma condenação exemplar de todos os acusados.

Essa manobra tática, como em tantas outras ocasiões, teve por objetivo desviar a atenção geral sobre a Grande Corrupção da máquina estatal, por eles, empresários, mantida constantemente em atividade magistralmente desde Pedro Álvares Cabral.

Quanto à classe média conservadora, cujas opiniões influenciam grandemente os magistrados, não foi preciso grande esforço dos meios de comunicação de massa para nela suscitar a fúria punitiva dos políticos corruptos,  e para saudar o relator do processo do “mensalão” como herói nacional.

É que os integrantes dessa classe, muito embora nem sempre procedam de modo honesto em suas relações com as autoridades – bastando citar a compra de facilidades na obtenção de licenças de toda sorte, com ou sem despachante; ou a não-declaração de rendimentos ao Fisco –, sempre esteve convencida de que a desonestidade pecuniária dos políticos é muito pior para o povo do que a exploração empresarial dos trabalhadores e dos consumidores.

E o Judiciário nisso tudo?

Sabe-se, tradicionalmente, que nesta terra somente são condenados os 3 Ps: pretos, pobres e prostitutas.

Agora, ao que parece, estas últimas (sobretudo na high society) passaram a ser substituídas pelos políticos, de modo a conservar o mesmo sistema de letra inicial.

Pouco se indaga, porém, sobre a razão pela qual um “mensalão” anterior ao do PT, e que serviu de inspiração para este, orquestrado em outro partido político (por coincidência, seu atual opositor ferrenho), ainda não tenha sido julgado, nem parece que irá sê-lo às vésperas das próximas eleições.

Da mesma forma, não causou comoção, à época, o fato de que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tivesse sido publicamente acusado de haver comprado a aprovação da sua reeleição no Congresso por emenda constitucional, e a digna Procuradoria-Geral da República permanecesse muda e queda.

Tampouco houve o menor esboço de revolta popular diante da criminosa façanha de privatização de empresas estatais, sob a presidência de Fernando Henrique Cardoso.

As poucas ações intentadas contra esse gravíssimo atentado ao patrimônio nacional, em particular a ação popular visando a anular a venda da Vale do Rio Doce na bacia das almas, jamais chegaram a ser julgadas definitivamente pelo Poder Judiciário.

Mas aí vem a pergunta indiscreta: – E os grandes empresários? Bem, estes parecem merecer especial desvelo por parte dos magistrados.

Ainda recentemente, a condenação em primeira instância por vários crimes econômicos de um desses privilegiados, provocou o imediato afastamento do Chefe da Polícia Federal, e a concessão de habeas-corpus diretamente pelo presidente do Supremo Tribunal, saltando por cima de todas as instâncias intermediárias.

Estranho também, para dizer o mínimo, o caso do ex-presidente Fernando Collor.

Seu impeachment foi decidido por “atentado à dignidade do cargo” (entenda-se, a organização de uma empresa de corrupção pelo seu fac-totum, Paulo Cezar Farias).

Alguns “contribuintes” para a caixinha presidencial, entrevistados na televisão, declararam candidamente terem sido constrangidos a pagar, para obter decisões governamentais que estimavam lícitas, em seu favor.

E o Supremo Tribunal Federal, aí sim, chamado a decidir, não vislumbrou crime algum no episódio.

Vou mais além.

Alguns Ministros do Supremo Tribunal Federal, ao votarem no processo do “mensalão”, declararam que os crimes aí denunciados eram “gravíssimos”.

Ora, os mesmos Ministros que assim se pronunciaram, chamados a votar no processo da lei de anistia, não consideraram como dotados da mesma gravidade os crimes de terrorismo praticados pelos agentes da repressão, durante o regime empresarial-militar: a saber, a sistemática tortura de presos políticos, muitas vezes até à morte, ou a execução sumária de opositores ao regime, com o esquartejamento e a ocultação dos cadáveres.

Com efeito, ao julgar em abril de 2010 a ação intentada pelo Conselho Federal da OAB, para que fosse reinterpretada, à luz da nova Constituição e do sistema internacional de direitos humanos, a lei de anistia de 1979, o mesmo Supremo Tribunal, por ampla maioria, decidiu que fora válido aquele apagamento dos crimes de terrorismo de Estado, estabelecido como condição para que a corporação militar abrisse mão do poder supremo.

O severíssimo relator do “mensalão”, alegando doença, não compareceu às duas sessões de julgamento.

Pois bem, foi preciso, para vergonha nossa, que alguns meses depois a Corte Interamericana de Direitos Humanos reabrisse a discussão sobre a matéria, e julgasse insustentável essa decisão do nosso mais alto tribunal.

Na verdade, o que poucos entendem – mesmo no meio jurídico – é que o julgamento de casos com importante componente político ou religioso não se faz por meio do puro silogismo jurídico tradicional: a interpretação das normas jurídicas pertinentes ao caso, como premissa maior; o exame dos fatos, como premissa menor, seguindo logicamente a conclusão.

O procedimento mental costuma ser bem outro.

De imediato, em casos que tais, salvo raras e honrosas exceções, os juízes fazem interiormente um pré-julgamento, em função de sua mentalidade própria ou visão de mundo; vale dizer, de suas preferências valorativas, crenças, opiniões, ou até mesmo preconceitos.

É só num segundo momento, por razões de protocolo, que entra em jogo o raciocínio jurídico-formal.

E aí, quando se trata de um colegiado julgador, a discussão do caso pelos seus integrantes costuma assumir toda a confusão de um diálogo de surdos.

Foi o que sucedeu no julgamento do “mensalão”.

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79 comentários

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JOSE A

11 de novembro de 2012 às 17h26

…POR CALCULOS feitos na epoca, a Vale se tivesse de ser vendida, no minimo, calculada por baixo, pois preços da epoca estavam extremamente defasados, tanto que algum tempo depois disparou absurdamente, teria que ser pelo mEnos por 3,3 trilhoes de dolares. Pois o grande fhc, serra , malan e todos do grupo psdb fizeram o bndes
emprestar para que o empregador do filho de fhc podesse comprar a nossa Vale. Lembrando ainda, pouco tempo depois comprou uma concorrente por 90 bilhoes. E o serissimo suporemo, ate hoje nao julgou a processo de anulaçao do ato de privatizaçao doaçao.

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Jurista alemão adverte sobre o mau uso de sua “Teoria do Domínio do Fato” « Viomundo – O que você não vê na mídia

11 de novembro de 2012 às 12h10

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24 de outubro de 2012 às 23h34

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24 de outubro de 2012 às 23h32

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Ibope mostra Haddad com 49% a 36% « Viomundo – O que você não vê na mídia

24 de outubro de 2012 às 19h00

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24 de outubro de 2012 às 12h44

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24 de outubro de 2012 às 08h18

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O STF e as terras dos Guarani Kaiowá « Viomundo – O que você não vê na mídia

24 de outubro de 2012 às 08h08

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Mário Alves: O Jornal Nacional, em êxtase com as condenações do mensalão « Viomundo – O que você não vê na mídia

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Julio Silveira

23 de outubro de 2012 às 08h34

A apelação tá se agigantando.

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Lincoln Secco: Supremo político « Viomundo – O que você não vê na mídia

23 de outubro de 2012 às 07h25

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Marinistas apoiam Haddad dizendo que Serra é Capital Imobiliário « Viomundo – O que você não vê na mídia

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Marco Aurélio Mello: “A ditadura militar de 1964 foi um mal necessário” « Viomundo – O que você não vê na mídia

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Breno Altman: Golpistas do passado são os golpistas do futuro « Viomundo – O que você não vê na mídia

16 de outubro de 2012 às 14h41

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FrancoAtirador

15 de outubro de 2012 às 20h46

.
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“O DIÁLOGO DOS SURDOS”

Traduzindo:

“…o que sucedeu no julgamento do ‘mensalão’…”

Na verdade, o que poucos entendem – mesmo no meio jurídico – é que o julgamento de casos como este, com importante componente político, não se fez por meio do puro silogismo jurídico tradicional:
a interpretação das normas jurídicas pertinentes ao caso, como premissa maior; o exame dos fatos, como premissa menor, seguindo logicamente a conclusão.

No caso da AP 470, o procedimento mental dos ministros do STF foi bem outro.

Salvo raras e honrosas exceções, os ministros, de imediato, fizeram interiormente um pré-julgamento, em função de sua mentalidade própria ou visão de mundo; vale dizer, de suas preferências valorativas, crenças, opiniões, ideologias ou até mesmo preconceitos.

Só num segundo momento, por razões de protocolo, que entrou em jogo o raciocínio jurídico-formal.

E aí, tratando-se de um colegiado julgador, como o STF, a discussão do caso pelos seus integrantes assumiu toda a confusão de um diálogo de surdos.
.
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É preciso uma boa acuidade visual para enxergar, por trás dessa fachada brilhante, um segundo nível de poder, oculto, que na realidade quase sempre suplanta o poder oficial.

É o grupo formado pelo grande empresariado: financeiro, industrial, comercial, de serviços e do agronegócio.

No exercício desse poder dominante (embora sempre oculto), o grande empresariado conta com alguns aliados históricos, como a corporação militar e a classe média superior.

Esta, aliás, tem cada vez mais sua visão de mundo moldada pela televisão, o rádio e a grande imprensa, os quais estão, desde há muito, sob o controle de um oligopólio empresarial.

Ora, a opinião – autêntica ou fabricada – da classe média conservadora sempre influenciou poderosamente a mentalidade da grande maioria dos membros do nosso Poder Judiciário.
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Responder

Aroeira

15 de outubro de 2012 às 19h44

NOTÍCIA PREOCUPANTE

PF prende suspeito de mandar furtar processos da Justiça Federal de SP
Polícia Federal prendeu na manhã desta segunda-feira (15) o suspeito de mandar furtar pastas de processos da Justiça Federal de São Paulo.
Daniel Sérgio Bernardino foi encontrado pela PF em Natal (RN) e aguarda possível transferência para São Paulo.

A prisão foi determinada pelo juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Criminal. O furto dos processos ocorreu nessa vara.

Segundo reportagem do “Fantástico”, da TV Globo, em setembro, o suspeito convenceu funcionários da limpeza do prédio onde fica Justiça Federal a participarem dos furtos.
Por cada processo furtado, Bernardino teria prometido pagar R$ 1.000, de acordo com a reportagem. O suspeito abordava os funcionários nas imediações da sede da Justiça Federal.

De acordo com uma faxineira entrevistada pela “Fantástico”, Bernardino queria que fossem furtados processos que “tinham valor de dinheiro” e envolvessem “políticos e empresas”.

Dois processos foram furtados, sendo um em segredo de Justiça. O outro foi encontrado em uma lata de lixo.
Mazloum afirmou, na reportagem, não descartar a hipótese de que “arapongas” estejam atrás da ação de Bernardino.

O juiz é conhecido por ter condenado a três anos e onze meses de prisão o deputado Protógenes Queiroz (PC do B-SP) acusado de vazar informações e de fraude processual enquanto chefiava a Operação Satiagraha. O recurso do deputado aguarda julgamento no supremo Tribunal Federal.

“Nós também aqui estivemos à frente de um processo onde foram descobertas ações de arapongas”, disse o juiz ao “Fantástico”.
Mazloum também suspeita da possibilidade de haver um grupo que se organizou para vender processos. Os processos guardados no prédio da Justiça Federal não estão informatizados.

A Justiça Federal de São Paulo não se manifestou sobre o caso. Os advogados de Bernardino ainda não foram localizados pela reportagem.

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1169438-pf-prende-suspeito-de-mandar-furtar-processos-da-justica-federal-de-sp.shtml

PS: Estou acompanhando esta notícia com grande preocupação. Quem será este tal de Daniel Sergio Bernadino, hem? Isso está me cheirando à Bala de Prata.

Responder

Matheus

15 de outubro de 2012 às 17h02

Os argumentos de Fábio Comparato não são uma defesa dos condenados, e sim uma crítica ao judiciário.

Ele apenas compara o fato de que o processo de julgamento de políticos e empresários corruptos envolvidos no “mensalão” foi excepcionalmente rigoroso. Basta comparar com o suborno de parlamentares pelo governo de FHC, a privataria demotucana, a proteção aos terroristas de Estado, caso Daniel Dantas, Cachoeira-Demóstenes, a absolvição de Collor, o mensalão tucano de Minas Gerais, trabalho escravo e grilagem em fazendas de políticos, assassinatos a mando de políticos, Paulo Maluf (não precisa falar mais nada!), Dudu Milícia, massacre de Pinheirinho, incendios criminosos de favelas, desaparecimentos forçados de índios, assassinatos de sem-terras, etc.

Querem mais indícios que esse? Utilizando a “doutrina do domínio de fato”, agora em moda, podemos dizer que o STF contribuiu para a impunidade da corrupção e da tortura, pois possui controle sobre este fato.

Logo, segundo o “domínio de fato”, o STF é cúmplice da corrupção política e empresarial e do terrorismo de Estado.

E reparem que em nenhum momento o Fábio Comparado afirma que os réus do “mensalão” sejm inocentes ou culpados. Ele até mesmo critica o José Dirceu, equanto político e ideólogo do PT. A questão é que há dois pesos e duas medidas, pois crimes muito mais graves de corrupção e violação dos direitos humanos não são tratados com o mesmo rigor.

Responder

    Mário SF Alves

    15 de outubro de 2012 às 19h05

    “Logo, segundo o “domínio de fato”, o STF é cúmplice da corrupção política e empresarial e do terrorismo de Estado.”
    .
    E presisava ser mais claro? Mais claro do que isso, ofusca!

João Vargas

15 de outubro de 2012 às 15h17

A verdade é que o processo do mensalão não influenciou em nada as eleições municipais. Neste ponto a direita e o PIG devem estar bastante decepcionados. E por quê não influenciou? porque o povo brasileiro está anestesiado politicamente por anos de ditadura militar e outros tantos de ditadura da mídia emburrecedora. eis o que aconteceu, o que serviu a eles na inércia da população diante das barbaridades cometidas pelo governo FHC, agora está servindo ao PT.

Responder

filho

15 de outubro de 2012 às 14h05

Juízes encurralados pela grande mídia que se acorvadaram/amedrontaram na hora da decisão.

Responder

Luis Evandro Moreira

15 de outubro de 2012 às 12h37

Li com bastante atenção o artigo…

E o q mais me chamou atenção, foi o fato de em momento algum, Fabio Comparato dizer q os condenados são inocentes!

então, pelo q eu entendi, o problema foi o julgamento de Collor, a falta de ação penal contra a privatização (q no entender do autor, foi um “atentado ao patrimonio nacional), a “reinterpretação” da lei de anistia… blá, blá blá…

Mas tudo normal quanto ao julgamento do Mensalão, né?

Cabe esperar para os próximos julgamentos sigam o mesmo caminho, cuja única diferença será o voto de “Levandowisky” e Toffoli q não irão inocentar ninguém de outro partido q não seja do PT…

Responder

Jose Mario HRP

15 de outubro de 2012 às 11h25

Do esquerdopata, com mucho gusto, e desgosto da direita BURRA:
http://esquerdopata.blogspot.com.br/2012/10/stf-sera-julgado-por-corte-internacional.html

Responder

    lulipe

    15 de outubro de 2012 às 12h15

    Até hoje apenas um processo chegou à Corte Internacional, o da Jorgina do INSS, e foi solenemente ignorado.Os recursos oriundos do julgamento do mensalão receberão o mesmo tratamento.É apenas o “jus sperniandi” na sua forma mais hilária….

    Jose Mario HRP

    16 de outubro de 2012 às 05h52

    DEUS PERMITA QUE NENHUM JUIZ TRATE VOCE OU ALGUÉM DA FAMILIA ASSIM.
    TOMARA, MAS SE TRATAR , QUE SE F…….!!!!!
    KKKKKKKK…….

MARINALVA

15 de outubro de 2012 às 09h55

MESMO CONSIDERANDO que o vídeo sugerido pelo Mario é uma montagem,

http://www.youtube.com/watch?v=u5_5pvSo_RU&feature=youtube_gdata_player

fica a impressão de que o ministro Joaquim Barbosa nem sequer leu os argumentos da defesa. Também não prestou a atenção a defesa oral dos advogados, porque enquanto os advoagados dos réus defendiam, Joaquim Barbosa dormia.

Ou seja, Joaquim Barbosa se ateve apenas à denúncia formulada por Roberto Gurgel, Procurador-geral da República, e a partir daí condenou Deus e o mundo.

Com relação ao Fux, é escabrosa a sua frase que diz “a verdade é uma quimera”. É muita falta de apego a verdade, não?

Já a ministra Rosa Webe disse o seguinte, na maior tranquilidade: “disso decorre a maior elasticidade na admissão da prova de acusação”. Ou seja, qualquer besterinha serve para colocar os acusados na cadeia.

Inacreditável!

Depois ela complementa: ” a potencialidade (???) do acusado (quem? Dirceu ou Genoíno?) de crime para falsear a verdade, implica um maior valor das presunções contra ele erigidas”.

A pergunta é a seguinte: como se avaliar a potencialidade de um acusado para falsear a verdade? Usando-se um falseômetro, eu imagino.

Portanto, nem adiantou apelar para Nossa Senhora Conceição Aparecida, embora as condenações tenham sido feitas na base da presunção de culpa: a mídia já tinha dado o veredicto e os juízes desesperadamente tentaram justificá-lo.

Que vergonha!

Responder

    Fabio Passos

    15 de outubro de 2012 às 11h27

    Estarrecedor.
    O stf admite que condenou cidadãos brasileiros baseado em… presunções!

    “presunções” = reporcagens do PiG.

    Vergonha!
    Este julgamento é uma farsa eleitoreira em que o stf serviu de instrumento político da oposição golpista.

    Não há como aliviar as críticas ao stf.
    Trata-se de um tribunal de merda.

Vlad

15 de outubro de 2012 às 01h25

Caso alguém mais não saiba o que é amancebar:
“Juntar-se em mancebia com alguém.
Fazer relações ilícitas ou indignas.”

http://www.dicio.com.br/amancebar/

Esse Comparato, além de ser um ícone da VERDADEIRA esquerda, é um gentleman…enfiou o punhal sem estardalhaço.
Mas podem pegar um pouquinho de carona, perdidões.

Responder

Mário SF Alves

14 de outubro de 2012 às 23h14

Mal li até o sexto parágrafo e já me pergunto: Comparato? Quem é esse Comparato? Algum comunista? Será que ele não se dá conta de que a divulgação massiva de tal análise pode acordar o povo? E se o povo acordar, quem o há de conter? Ora, não são poucos os acreditam piamente que o povo não esteja sequer preparado para o exercício da democracia relativa que temos (concedida ou conquistada?). Que dirá a democracia real… Bom, como não creio que o mundo esteja preparado para o comunismo, e sou convicto quanto à necessidade da educação política na superação do subdesenvolvimento que há séculos nos confunde, atormenta, explora e humilha.
Vou terminar de ler o texto, mas já antevejo qual será a minha resposta. Presumo que não seja nada além de “Comparato, meu herói.”
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Quase concluí. Que pena. Ledo engano. Na atual crise de heróis, e herói por herói, acho que vou ficar mesmo com o herói mídio fabricado, o Barbosão do ST(é)F(ão) do Mensalão.
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Mas… confesso, não foi perda de tempo, fica a leitura dos pês. O PT(P3). Partido dos trabalhadores, dos pretos, dos pretos e das prostitutas. Pelo menos é assim que deveria ser.
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Agora, sim, terminei. Fica a impressão… nem tanto, Mário, nem tanto. Embora discorde veementemente do referido amancebamento do PT, ainda assim nem tanto. Mesmo porque, se assim o fosse, como justificar tanto ódio dirigido ao PT pela mídio-máfio-corporativa?
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Eita! Casa-grande.

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Fabio Passos

14 de outubro de 2012 às 21h49

Não há como aliviar a crítica ao stf.

O stf condenou sem provas dois heróis do povo brasileiro: José Genoino e José Dirceu. Fez isso propositalmente coincidir com o calendário das eleições de 2012, para beneficiar, com esta farsa, um notório ladrão – josé serra – cujas provas de enriquecimento ilícito são vastas e contundentes.

O stf serviu ao projeto golpista da oposição comandada pelo PiG.

Pois bem: Quebraram a cara!
O povo rejeitou a farsa e promoveu uma derrota esmagadora dos golpistas nas eleições.

Chupa, PiG!
Chupa, stf!
Respeitem a vontade do povo, seus golpistas vagabundos!

Responder

Fabio Passos

14 de outubro de 2012 às 21h15

Análise excepcional.
Desnuda o silêncio e cumplicidade do stf com os crimes estarrecedores da “elite” rica e sua participação, ao lado do PiG, nesta farsa eleitoreira do julgamento do mensalão.

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Mario

14 de outubro de 2012 às 20h27

“NÓIS SOFRE MAS NÓIS GOZA”

Cenas hilariantes do linchamento do “mensalão”. Imperdível: o Barbosa tendo um chilique e o Fux dizendo que a verdade “é uma quimera”. E uma ministra falando em “flexibilização” do linchamento. Humor hard, pois algumas pessoas vão para a cadeia por causa dele.

http://www.youtube.com/watch?v=u5_5pvSo_RU&feature=youtube_gdata_player

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Willian

14 de outubro de 2012 às 20h22

Vocês já notaram que só se discute por aqui o aspecto filosófico do julgamento. Os fatos são esquecidos. Nunca se falou da assinatura de José Genoíno no empréstimo fajuto ou na venda do apartamento da ex-mulher de José Dirceu. Ficam só na filosofia do direito, assunto do primeiro semestre de qualquer curso de direito.

Responder

    Abel

    14 de outubro de 2012 às 23h23

    Eu só quero ver quando (e se) chegar na hora do Azeredo…

    Sagarana

    15 de outubro de 2012 às 07h42

    Que tenha o mesmo direito a um julgamento republicano, como esse do mensalão.

    Willian

    15 de outubro de 2012 às 16h53

    tomara que até lá tenhamos a pena de morte. e cobrem a bala da família.

Pitagoras

14 de outubro de 2012 às 20h20

Professor Comparato, um farol sempre aceso a nos sinalizar em meio a esta escuridão nacional…

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Lenice gusman

14 de outubro de 2012 às 20h12

Conclusão: Um Supremo embarcando no 3º Mundo, onde ainda não chegaram a conceber e praticar o verdadeiro conceito de democracia e imparcialidade social à luz de uma Lei Maior. Estão ainda atrelados a contextos de interesses de classes e instituições que buscam o poder pelo poder, ou, pior ainda, o poder por determinismo como Direito Natural. Se isto ocorre na mais alta Corte, porque não dizer o quanto ainda padecemos, emergidos que estamos na hipocrisia social, na alienação política e analítica dos fatos? Se a mais alta Corte age com esse primarismo jurídico-interpretativo, como querer crer que estamos avançando no processo ético e moral de nossas instituições?
A falácia das classes e instituições conservadoras e reacionárias, travestidas de mantenedoras da ordem, da democracia e da cidadania, através de máscaras que maculam toda sociedade, tem sido as grandes responsáveis pelo impedimentos aos avanços e, como tal,deveriam ser alijadas pela grande maioria que por ora só conseguem enxergar através do embaçamento preconceituoso e muito aquém de quem deve julgar com total isenção, mas que … ao contrário, fazem coro com medidas injustas dentro da justiça, mantendo, por função de cargo, esse CONTINUÍSMO

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abolicionista

14 de outubro de 2012 às 20h02

Mais um texto excelente de Comparato!

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    MARCELO

    15 de outubro de 2012 às 11h04

    Não sabia que pobres e pretos
    faziam Caixa 2 e lavagem de
    dinheiro.kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Mário SF Alves

    16 de outubro de 2012 às 22h49

    Sugestão pra quem quiser mesmo entender de lavagem de dinheiro: vejam o Al Patino, em Scarface. Em alta resolução fica melhor ainda. Brian de Palma, impecável; Al Patino, impagável, e a lavagem de dinheiro muito além do que ousa imaginar nossa vã filosofia.

Coutinho

14 de outubro de 2012 às 19h47

Eu não entendia porque alguns ministros do STF (os mais altos magistrados)viam provas de crime enquanto outros não viam crime algum no mesmo processo. Agora, com este artigo fica claro que o julgamento se baseia em pura subjetividade.

Responder

Francisco

14 de outubro de 2012 às 19h09

Para não gastar muito “papel”:

Aquele crucifixo no plenário de uma república constitucionalmente laica e em plenpo estado de direito, não simboliza a “presença do Criador”.

Aquilo alí representa a mensagem: “Sou eu que mando nesta M&%#@!!! Faço o que quero e meus valores são melhores e mais importantes que os seus e eu estou cagando para o que você crê, acha ou pensa ter direito!”.

Enquanto aquele crucifixo estiver ali, não somos uma república constitucional. Quando aquela arbitrariedade sair daquela parede, talvez a república tenha uma chance…

Não é um simbolo de “religião” é um simbolo de (des)mando.

Responder

assalariado.

14 de outubro de 2012 às 18h12

O Sr. Comparato acerta em cheio quando começa o seu artigo, para justificar os 4 ‘Ps’, quando diz:

— “Comecemos por focalizar aquilo que representa o nervo central da vida humana em sociedade, ou seja, o poder. No Brasil, a esfera do poder sempre se apresentou dividida em dois níveis, um oficial e outro não-oficial, sendo o último encoberto pelo primeiro.”

Ou seja, o poder visivel (oficial) é o Estado burgues, que todos vemos mas, nunca o enxergamos, de fato e de direito. Só na hora de reprimir os movimentos sociais. O que sempre chamo de sujeito oculto (não oficial), é o capital e agregados, organizados politica e economicamente por dentro do Estado que, no artigo o Sr. Comparato interroga:

— E os grandes empresários? -(leia -se donos do capital)-

Oras, temos outras interrogações com respeito a estes exploradores do suor alheio e seus aliados da casa grande juridica. Pergunto: Quem são estes magistrados na vida real? Por acaso, muitos deles, não são a resposta a pergunta do Sr. Comparato? São as raposas tomando conta do galinheiro. É nessas horas e, não por acaso, que sempre afirmo e reafirmo. O Estado tem dono, e é, um braço privado do capital onde eles se ocultam e nos ensinam que, este, é o moderador da sociedade. Por isso, sempre o chamo de: Estado capitalista, burgues. Sim, qualquer semelhança não é mera coincidencia.

Por isso, repito as indagações de Marx:

“Como surgiu o Estado? Isto é, como os homens passaram da submissão ao poder pessoal visível de um senhor à obediência ao poder impessoal invisível de um Estado?” -( aqui se refere ao feudalismo, e seu poder visivel, os reis senhores da terra, e que, foram enforcados pela nascente burguesia à epoca, e são poder até hoje)-.

E continua:

“Por que o vínculo entre o poder econômico e o poder político não é percebido pela sociedade e, sobretudo, por que não é percebido pelos que não têm poder econômico nem político?” -(aqui se refere ao poder do capital que governa a sociedade -(via, “Estado de Direito”)-, porém de forma invisivel aos olhos das massas e da sociedade)-.

Abraços, sem mascaras.

Responder

Willian

14 de outubro de 2012 às 17h02

Tá batendo o desespero, não encontram uma saída.

Responder

    João Paulo Ferreira de Assis

    15 de outubro de 2012 às 00h34

    O desespero está batendo mesmo é em quem esperava que o julgamento do ”mensalão” fosse varrer o PT das urnas. Quebraram a cara. O PT foi o partido mais votado.

    FrancoAtirador

    15 de outubro de 2012 às 09h22

    .
    .
    O PSDB não encontra nem a entrada, que dirá uma saída.
    .
    .

Janio de Freitas: A mentira da mesada de Roberto Jefferson « Viomundo – O que você não vê na mídia

14 de outubro de 2012 às 16h27

[…] Comparato: Pretos, pobres, prostitutas e petistas […]

Responder

Messias Franca de Macedo

14 de outubro de 2012 às 16h02

… O tal ‘domínio do fato’ do “supremoTF” será materializado quando do julgamento dos recursos por uma Corte Internacional!…

… Até lá, eminentes e probos juristas, a exemplo dos doutores Dalmo Dallari e Fábio Konder Comparato, demonstram à luz do dia o [sórdido] breu forjado pela DIREITONA [eterna e impune] oposição ao Brasil!…

BRASIL NAÇÃO – em homenagem aos ínclitos, catedráticos e honrados brasileiros Dalmo Dallari e Fábio Konder Comparato
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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