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Rodrigo Vianna: Inglaterra investiga crimes de imprensa; no Brasil, não pode: seria “revanchismo”!


24/11/2012 - 16h06

por  Rodrigo Vianna, no Escrevinhador

O escândalo percorre as páginas de jornais, revistas e sites ligados à velha mídia brasileira: o relator (um deputado petista) da CPI do Cachoeira teve o desplante de pedir indiciamento de jornalistas que teriam ligação com o bicheiro; entre eles, Policarpo Jr, da revista Veja.

O país, as liberdades, a democracia estão em risco!  Isso é coisa dos “radicais” do PT (e, por acaso, ainda os há?), inimigos da imprensa “independente”.

Sim, sim… É preciso explicar melhor a público tão dileto: colunistas, editorialistas, comentaristas de rádio e TV dizem que se trata de “revanchismo” do PT.

Hoje mesmo, pela manhã, ouvi numa rádio paulistana um veterano jornalista estrebuchando de raiva: “nesses partidos de esquerda há muita gente revanchista”. Ele não quer um colega investigado… Aliás, no mesmo comentário apoplético, berrava também o veterano contra “esse blá-blá-blá” de lembrar a superação do racismo no Brasil, toda vez que se fala em Joaquim Barbosa. Menos mal que tenha sido prontamente apartado por outro comentarista, bem mais jovem: “há racismo, sim, basta olhar em volta, existem quantos negros trabalhando com você?”; e disse, ainda, o jovem comentarista – ”tem muito revanchista de direita também”.

Hum… Onde estão os revanchistas? Aqueles que perderam 3 eleições presidenciais, perderam a batalha das quotas raciais, e não conseguiram convencer o país que Bolsa-Família era “bolsa esmola”? Esses seriam os revanchistas? Usam a velha mídia e a tribuna do Judiciário para a revanche?  É o que lhes resta, diria dona Judith Brito (dirigente da ANJ, Associação Nacional de Jornais), ao lembrar já em 2010 que, dada a fragilidade dos partidos de oposição, a imprensa se transformava oficialmente em oposição (esquecendo-se, ela, do papel que o Judiciário também poderia gostosamente encenar, como vemos agora).

Curiosa guerra de palavras.  Não tínhamos ingressado numa “nova fase” do país, depois do julgamento do “Mensalão”? Agora, não haveria mais lugar para proteger poderosos! Agora, as instituições mostravam força para punir “poderosos”! Certo?

Mais ou menos. Jornalistas não podem ser, sequer, investigados. Banqueiros não podem ser algemados (lembram? era “Estado policial”?), e tucano não deve ser investigado de forma muito enfática (seria de mau gosto…). O Procurador-geral que sentou em cima da investigação do caso Cachoeira também não pode ser fustigado. Não! Tudo isso seria  ”revanchismo”, bradam os colunistas e comentaristas.

Vamos combinar, então, as regras nesse novo país, refundado após o “Mensalão”:

– investigar e punir petistas, sindicalistas, partidos de esquerda em geral = Combate à impunidade

– investigar e punir  tucanos, jornalistas e procuradores/juízes = Revanchismo.

Quanto a empresários e banqueiros, analisemos caso a caso. Dependendo de quem estiver ao lado deles em ações judiciais ou investigações, pode se tratar de “Revanchismo” ou “Combate à impunidade”. Separemos o joio do trigo. Com rigor.

Só assim, conseguiremos fazer do velho Brasil um novo país!

Na caquética Inglaterra (como se sabe, um país dominado por bolivarianos revanchistas), jornalista e imprensa podem – sim!!!! – ser investigados. Mais que isso, na Inglaterra (país dominado por petistas mensaleiros e inimigos da imprensa livre), ninguém acha estranho que a imprensa seja regulamentada. Sim. É  o que se discute, lá, depois do escândalo estrelado por Robert Murdoch.

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30 comentários

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Dr. Rosinha: Policarpo cometeu um crime « Viomundo – O que você não vê na mídia

29 de novembro de 2012 às 16h36

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Relator confirma recuo na CPI do Cachoeira « Viomundo – O que você não vê na mídia

29 de novembro de 2012 às 08h34

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Colunista diz que é válido questionar vida pessoal de Lula no caso Rosemary « Viomundo – O que você não vê na mídia

29 de novembro de 2012 às 08h34

[…] Lincoln Secco: A guerra contra a esquerda no Brasil […]

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Messias Franca de Macedo

25 de novembro de 2012 às 14h17

ROSE É O “FATO” QUE FALTAVA.
ELA É O “TRÊS EM UM”
Ela trabalhou com Dirceu, foi nomeada pelo Lula e mantida no cargo pela Dilma. “Homicídio triplamente qualificado” !
http://www.conversaafiada.com.br/politica/2012/11/25/rose-e-o-%E2%80%9Cfato%E2%80%9D-que-faltava-ela-e-o-%E2%80%9Ctres-em-um%E2%80%9D/
Publicado em 25/11/2012

LÁ VEM O MATUTO TENTANDO EXERCER O OFÍCIO DE CRÍTICO DO PIG!

… Um magistrado é vitima de adultério – e coloque-se a culpa no topete do… Corno! [Perdão pela má palavra!]…; uma magistrada é vítima de adultério – e coloque-se a culpa… Na peruca – e na lipoaspiração malsucedida da recatada senhora que veste ora toga ora ‘tailleur’ discretíssimo!…; uma criança tem um pirulito furtado da própria boca (sic) por um bandido… Não sendo encontrado o inescrupuloso assaltante, ‘o domínio do fato’ mira a culpa… Para a pobre e indefesa criancinha!…; “e o vento levou” (idem sic) a saia da jovem em plena praça pública, chame-se o policial mais próximo: tentativa de desacato ao pudor e atentado violento à moral e aos bons costumes! Algemas no vento?! ‘É plausível e crível’ que não! Algemas nos ‘tênues’ pulsos da jovem insolente!…; a beata recebe a hóstia consagrada, e em seguida “pula o muro” – aproveitado “o voo do marido por razões de trabalho” -, e o culpado é… O padre e/ou a hóstia consagrada!…

… É mais ou menos assim que o PIGolpista/terrorista vai levando o jornalismo!…

Mesmo com toda a fama
Com toda a lama
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
Todos os problemas
Todo o sistema(!),
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa gema
Mesmo com o nada feito, com a sala escura
Com a cara dura (de pau!)
Não tem mais jeito, a gente não tem cura
Mesmo com todo Ibope
Com toda sanha, toda façanha [ou seria ‘FARSAnha’?!]
Toda campanha(!)
A gente vai levando essa manha
Com toda esgrima
Mesmo com toda cédula, com toda célula
Com toda súmula [vinculante?! RISOS], com toda sílaba
A gente vai levando, a gente vai tocando, a gente vai tomando [no Fux?! MAIS RISOS!], A gente vai dourando essa pílula!

Vai Levando [adaptação grosseira, bem no estilo ‘jornalismo PIGuiano’!…]
Chico Buarque

Que jornalismo é este, sô?!…

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Mario Silva Lima

25 de novembro de 2012 às 13h44

Sabem por que não temos a LEI DAS MÍDIAS? É que Dona Dilma acha que agora faz parte da “Casa Grande” e,deslumbrada,não percebe que não é bem-vinda!

Responder

abolicionista

25 de novembro de 2012 às 12h04

Há pouco tempo atrás, conheci um rapaz que trabalha na redação da Folha de São Paulo. A certa altura da conversa ele me explicou um detalhe curioso sobre o funcionamento do jornal: antes mesmo de suas próprias matérias, os jornalistas devem priorizar as “OPs”, primeiro as “OPs”. Quando lhe indaguei sobre o significado da sigla “OP”, abaixou a cabeça e respondeu, com um sorriso envergonhado: “Otavinho Pediu”. Quando lhe perguntei que tipo de matéria eram as OPs, ele respondeu: “tem OPs de todo o tipo, mas a maioria pede para sentar o pau em alguém. Se aquela pessoa é o alvo, precisamos encontrar algo contra ela, todo mundo tem um ponto fraco”.

Responder

joao

25 de novembro de 2012 às 11h53

A ética é pessoal”, diz ministra Cármen Lúcia, em São Paulo
Enviado por luisnassif, dom, 25/11/2012 – 09:45
Por Assis Ribeiro
Do Estadão

TSE defende fim de doações de empresas
EQUIPE AE – Agência Estado
A ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, defendeu ontem, em São Paulo, o veto às doações de campanha por pessoas jurídicas. Para Cármen Lúcia, empresas não deveriam contribuir com recursos a políticos. A maior parte das doações de campanha no Brasil é feita por meio de pessoas jurídicas, que entretanto não aparecem porque doam por meio dos comitês de campanha e não diretamente ao candidato.

“Em primeiro lugar a ética é pessoal, é preciso sempre lembrar disso”, declarou a ministra. “Ninguém pode imaginar que por ter havido um financiamento de empresas privadas, por exemplo, que isso vai gerar qualquer tipo de obrigação, ou que, principalmente, se vai fazer pagamentos em serviços da parte dos eleitos.”

A ministra foi taxativa. “De toda sorte, este é um assunto que precisa ser devidamente esclarecido. Por exemplo, pessoa jurídica não é cidadão e não vota. Não há por que empresa fazer financiamento de campanhas. Esse é um dado que precisa mesmo de ficar às claras. Pessoa jurídica não deveria contribuir, porque não é cidadão.”

Ela ressalvou que eventuais alterações na legislação cabem ao parlamento. “Esta é uma mudança que passa pelo Congresso, a escolha dessas políticas é do Congresso. O que a Justiça eleitoral faz é discutir esses assuntos cada vez mais com os prós e os contras, as consequências, o controle das contas cada vez mais apurado.”

Cármen Lúcia disse que uma comissão no âmbito do TSE estuda sugestões de mudanças na legislação. “Uma comissão criada para estudar exatamente como fazer bem controles de contas, de tal maneira que a gente saiba quem contribui, como contribui, como se controla isso pois sistemas são muito precários.” A ministra mandou um recado aos prefeitos eleitos e reeleitos no pleito de outubro, que tomarão posse em janeiro. “Eu espero que cumpram rigorosamente os princípios constitucionais, especialmente o da moralidade, o da impessoalidade e o da igualdade na administração pública.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Responder

Mario

25 de novembro de 2012 às 08h44

PIG imprensa podre,suja, elitista,manipuladora e golpista.

NãO CANSO DE REPITIR : lei das mídias, URGENTE !

nÃO ADIANTA ESPERAR ATITUDE DO GOVERNO, ESSE JÁ SE DEMOSTROU ACOVARDADO,.

A sociedade tem que tomar a iniciativa para exigir a ley das mídias, vamos começar fazendo abaixo assinado, movimentos nas redes sociais, panfletagem nas ruas para explicar o que significa o marco regulatória da mídia etc…

Vamos para as ruas exigir o “Marco Regulatório”, essa imprensa tem que ter controle , isso não pode continuar dessa forma.
Meia dúzia de famílias donas da grande imprensa não são os donos do Brasil….200 milhões de brasileiros não podem ficar reféns desses canalhas.

Responder

Francisco

25 de novembro de 2012 às 06h54

A única maneira de ter midia divergente é fundar mídia divergente. não precisa ser midia “pró”, nem mesmo midia “alternativa”, bom mesmo é que seja “midia”: sem adjetivos.

O PT, (aparentemente…) no poder, nem funda uma banda larga pública e baratissima, nem financia cooperativas de jornalistas a ocupar o espectro quadruplicado pela tecnologia digital. O que o PT tem feito pela infra-estrutura necessária à industria nacional e gringa é incomensuravelmente maior do que o que tem feito pela possibilidade de partidos que não sejam “amiguinhos” de banqueiros se elejam.

Minha mãe diz que quem muito se abaixa, mostra “as partes”. O PT, faz isso e passa vaselina. Fazer o quê? Eu sou hetero, mas cada um faz o que quer.

Responder

Sérgio

25 de novembro de 2012 às 01h26

A velha média está em festa, afinal Cachoeira, o redator-chefe da Veja, está solto.

Responder

Narr

24 de novembro de 2012 às 23h38

Em outros países, um dos fundamentos da democracia é que todos os indivíduos e instituições devem se submeter à Lei. Pois no Brasil se descobriu que a democracia só será preservada se uma única instituição se mantiver acima da Lei, o grupo das grandes corporações de comunicação.

Responder

Luís Carlos

24 de novembro de 2012 às 22h02

Defendem desavergonhadamente a impunidade!!!

Responder

Julio Silveira

24 de novembro de 2012 às 20h48

Vejo nisso um grande problema ainda não discutido que é o preconceito social. Sempre houve. Antigamente, me lembro, vagabundo rico era chamado de play boy, bom vivant e viviam sendo glamourizado pela midia dominada pelos caixa alta da sociedade brasileira. Quando o sujeito era pobre, os chamado sem berço, era tratado como ainda o é hoje, pelos mesmo preconceituosos caixa alta da midia corporativa, como vagabundos. Seus representantes as vezes contextualizam esses preconceitos de forma visceral, expressando de forma clara essa cultura, visivelmente servente para discriminar qualquer um numa linha social mais fragil. Como já foi o caso dos aposentados nacionais em passado recente. E, como verificamos, tendo apoios.
Essa percepção no texto é apenas a ponta de um iceberg cultural, que foi sendo moldado, ou modelado pelas habeis mãos dos caixa alta de nossa sociedade para protegê-los, evitar ascenção de grupos concorrentes. A casta dominante dos caixa alta tem na grande maioria de profissionais, de todas as categorias, uma parceria. Muitos abdicam de valores éticos em troca de uma ascenção que lhes possibilite participar da mesa de jantar de seus patrões, querem se ver como iguais, nem que seja de vez em quando, e os patrões já sabem disso e usam a seu favor. Mas, mesmo sendo critico disso, não podemos ignorar que até governos esquerdistas padecem desse encanto, do mesmo mal.
Credito, também, essa diferença entre atos Ingleses e Brasileiros a diferença da percepção dos lideres de ambos os países, enquanto os lideres ingleses vêm seus cidadãos como agentes parceiros da construção de sua nacionalidade, o que os fazem uma nação e para tanto regras devem ser basilares a todos os cidadãos. No nosso caso nossos lideres se acreditam acima de nossos cidadãos, que lhes somos devedores, e muitos cidadãos até acreditam nisso corroborando essa visão estratégicamente impregnada. Alguns crêm até na propria inutilidade, sendo intriseca em nossa cidadania. Visão propicia ao messianismo politico, cuja unica serventia vai para os caixas altas que ampliam as proprias riquezas numa escravidão moderna, onde a remuneração, preferencialmente baixa, por si só já se torna uma excelente paga.

Responder

    francisco niterói

    25 de novembro de 2012 às 11h00

    Julio

    A situacao é tao louca que a elite criou até mesmo duas categorias de crimes, os de pobres e os de ricos, estes ultimos sao “glamurosos, inteligentes, etc.”

    Faz pouco tempo vi, num mesmo “paragrafo”, um classe media xingar “este governo corrupto” ( só o do PT, claro, pois os estaduais sao honestos, rsrsrs) enquanto dizia “nao tenho sequer cartao de credito para que a Receita nao saiba os meus gastos pois se vc pagar todos os impostos vc é trouxa e vai à falencia”.

    Ou seja, desconexao total com a realidade. Quando lembrei a todos os participantes da mesa em que foi proferido o discurso acima que os dois crimes ( corrupçao e sonegacao) se encontram NO MESMO CODIGO PENAL, foi um deus-nos-acuda. Todos me olharam com desprezo.

    Criamos crimes “chiques” e crimes “da gentalha”.

    A nossa elite nao tem sequer “o pudor de certos gangsteres que disfarçam seus crimes”.

    Desde o debate acima relatado tomei a resolucao de jamais me calar em relacao aos crimes “glamurosos”. Mesmo que crie contrangimentos.

    E tb NUNCA ME ESQUEÇO, POR EX., DE PEDIR A NOTA FISCAL EM TOM EDUCADO, MAS ALTO, APOS A FINALIZACAO DA COMPRA OU SERVIÇO, SEMPRE DEIXANDO UM LAPSO DE TEMPO PARA CARACTERIZAR A NAO-EMISSAO PELO EMPRESARIO/PRESTADOR DE SERVICO.

    francisco niterói

    25 de novembro de 2012 às 11h39

    Em tempo:

    A nossa elite é tao burra que destroi tudo. Vcs se lembram do personagem caco antibes?

    Vcs se lembram de como ele debochava “das coisas de pobre”? Brigadeiro, um doce brasileiro, era menosprezado e agora a elite consome cupcake. O personagem representa a elite que nao percebe, ou nao quer aceitar, que nos meios populares a efervescencia cultural é maior, ou pelo menos mais livre visto que sao feitas sem amarras da “elegancia”.

    Ja imaginaram se a elite francesa debochasse assim do foie gras, que certamente nao surgiu nos saloes parisienses? Hoje a Franca nao teria este produto de exportaçao.

Panino Manino

24 de novembro de 2012 às 19h57

Pode-se sim condenar poderosos, mas não os tão poderosos assim né, ae já é exagero.

Responder

elizabeth pretel

24 de novembro de 2012 às 18h31

Excelente “demonstração”. PERFEITA.

Responder

De Paula

24 de novembro de 2012 às 17h52

Não se preocupe, meu caro Rodrigo Vianna, Muito em breve o Supremo Presidente do Supremo, estará lançando a TEORIA DO DOMÍNIO DE FATO, pela qual o poder será exercido por um colegiado de magistrados, (a Suprema Corte), com totais poderes para dirimir todas as dúvidas e dívidas dos cidadãos.

Responder

Isidoro Guedes

24 de novembro de 2012 às 17h48

No Brasil a imprensa e os jornalistas não podem ser investigados. O Poder Judiciário também. Mesmo que existam indícios de excessos, de manipulação, golpe político ou manipulação não podem.
Quanto a partidos políticos e movimentos sociais, só o PT e movimentos sociais de esquerda é que podem ser investigados.
Francamente!
Isso aqui realmente tá cada vez mais parecido com uma “democracia de fachada”. Só falta agora o golpe final, a decretação de um Estado de exceção, sob batuta judicial-midiática, para botar “ordem nessa desordem” (que é essa história de pobre ter tantos direitos) e colocar esquerdistas e assemelhados de volta para as prisões (Dirceu e Genoíno já foram condenados sem provas – pela esfarrapada e estuprada tese do “domínio do fato” – mas ainda é pouco, Lula, Dilma e outros que também incomodam tem que tomar o mesmo caminho).
Já que não tem jeito pelas urnas a solução então vem à la Honduras ou à lá Paraguai, com golpes institucionais ou judiciais-midiáticos limpinhos, cheirosinhos e sem quarteladas.
O caminho já está sendo traçado para isso. E não se trata de teoria conspiratória ou delírio, isso já está começando a ficar claro, e se nada for feito vai avançando… avançando até que… pimba… uns (infelizmente) dirão para os mais tolos: eu não disse! Ao passo que os mais tolos dirão: eu não sabia nem esperava.
Precisamos estar vigilantes porque direita é direita em qualquer lugar do planeta, mas no Brasil o conteúdo golpista e anti-democrático da direita é maior do que em qualquer outro lugar do mundo. Fato muito bem explicado pelos séculos de escravidão, injustiça social, reacionarismo e patrimonialismo oligárquico.

Responder

abolicionista

24 de novembro de 2012 às 16h58

Fanlando francamente, a impressão que dá é a de que só entra no PIG quem faz o teste do sofá com o Civitão.

Responder

    Pedro Ribeiro

    25 de novembro de 2012 às 05h34

    kkkkkk

    Claro que precisa ver a cor da pele.


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