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Roberto Leão: Contra os vendedores de apostilas e testes


06/12/2012 - 11h40

TENDÊNCIAS/DEBATES

Contra o conteudismo escolar e seus testes

por Roberto Franklin de Leão, na Folha

Artigo publicado aqui simboliza pedagogia adestradora. O desejo de conteúdos mínimos só serve ao capital. Ensino não é prova. É democracia escolar, felicidade

O empresariado da educação, que insiste em “cavar” espaços em todos os governos para proliferar suas teses falidas de qualidade total no ensino público, anda furioso com a reação da comunidade educacional brasileira ao nome de Cláudia Costin, que foi convidada a assumir a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC).

Em razão da pressão social, Costin declinou do convite do ministro Aloizio Mercadante, fazendo sepultar assim a expectativa do empresariado de ver seus kits alfabetizadores e outros conteúdos pasteurizados de ensino espalhados por todo país. Eles davam como certo os novos lucros, e isso tem causado reação violenta do segmento.

No último dia 27, a Folha publicou um artigo com o título “Corporativismo, de novo, contra a educação” (clique para ler), do presidente do Instituto Alfa e Beto, senhor João Batista Araújo e Oliveira — ex-secretário-executivo do MEC na gestão Paulo Renato Souza/FHC e muito amigo de Costin.

Ele atacou sindicatos, universidades públicas e quem mais luta por uma educação pública de qualidade, que priorize a formação de sujeitos históricos (conscientes e independentes) e não só a reprodução de fazeres em benefício exclusivo do capital.

Para ele, tais grupos formam oposição à educação do país.

Mas é preciso esclarecer a que educação o senhor João Batista se reporta, uma vez que ele participou da implantação do modelo neoliberal na educação brasileira e ainda hoje sobrevive da reserva de mercado criada à época para suprir a falta de investimento público em diversas áreas educacionais.

Apesar de combalido em todo mundo -e o povo brasileiro o tem rejeitado nas urnas, na última década- o neoliberalismo, defendido pelo Instituto Alfa e Beto do senhor João Batista, além de restringir direitos sociais e de transferir riquezas públicas a particulares, visa reproduzir nos sistemas escolares a ideologia dominante do capital, através de uma pedagogia reducionista e adestradora.

Os testes de proficiência, enaltecidos pelo senhor João Batista e que são a principal ferramenta de trabalho da senhora Costin à frente da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, nada mais são que métodos controversos voltados à afirmação sociocultural de uma política perversa de conteúdos mínimos -mitigadora do saber plural e da democracia escolar, na medida em que reduz o debate pedagógico a sistemas de apostilamento com foco em provas conteudístas e não na formação para a vida.

Do nosso ponto de vista, o objetivo da educação é conduzir as pessoas à felicidade.

Para aqueles que cumprem papel de capacho do capital em troca de valiosas retribuições financeiras, obviamente, é difícil entender, ou melhor, aceitar essa concepção educativa, que hoje é reconhecida até por quem desenvolveu os testes estandardizados nos EUA.

Trata-se de compreensão que motiva estudantes chilenos a irem às ruas protestar contra a mercantilização da educação em seu país. Ela tem orientado a maior parte da América do Sul, num futuro breve, a consolidar uma união balizada em valores socioculturais fomentados por sistemas de ensino plurais, democráticos e com outra perspectiva de avaliação -diagnóstica, reflexiva, participativa, não punitiva, indutora do saber.

Se for para ser taxada de corporativa e contrária à massificação da ideologia mercantil na educação e contra os testes que a sustenta, sem problemas. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação até se orgulha dessa pecha!

Mas é preciso que todos mostrem a sua verdadeira cara e intenção nesse debate, que discutam as teses de forma aberta, pois educação, apesar de ser direito subjetivo e universal consagrado na Constituição, é um “bem público” em constante disputa ideológica e por financiamento (público e privado).

*ROBERTO FRANKLIN DE LEÃO, 62, é presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Foi da direção-executiva da CUT Nacional e vice-presidente da Apeoesp (sindicato dos professores de SP)

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11 comentários

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Mardones Ferreira

07 de dezembro de 2012 às 08h37

E depois os movimentos sociais pela moradia em SP estão reclamando da indicação de um nome ligado ao PP de Maluf para comandar a pasta da habitação.

No Plano Federal, o Mercadante do PT queria uma ex assessora do FHC para ajudar na condução do MEC.

Mais uma vez, o problema não está no partido que comanda a pasta, mas sim na condução da pasta.

Os movimentos sociais devem vigiar o cumprimento de compromisso de campanha independente de qual partido esteja à frente da pasta. Afinal, política se faz com alianças em torno de projetos.

Responder

Urbano

06 de dezembro de 2012 às 21h59

Os kits alfabetizadores como as apostilas de boston, que são empurradas principalmente por donos de escolas particulares, além de usurpar os pais, imbeciliza os alunos.

Responder

Bertold

06 de dezembro de 2012 às 20h03

O acesso à educação Educação é um direito entendido como universal e tem de ser garantido não importa se pela escola pública ou privada, e sem essa papagaiada de ficar contrapondo conteúdos ou métodos pedagógicos. A garantia tem que ser a partir de currículo base a ser definido pela sociedade através do CNE, e seguida por pelas esferas públicas e privadas de ensino. Até entendo que os recursos públicos devam privilegiar o ensino público e, se for o caso, investir complementarmente no ensino privado em nível de oferta e acesso. Precisamos, sim, de diversidade no ensino, contra a homogeneidade didática. Ideologizar a questão não vai resolver os gargalos decorrente das desigualdades soioeconômicas. Por fim, transformar todos os educadores em sevidores públicos como subjaz nos argumentos dos setores publicos da educação, mesmo que com as renumerações e condições das escolas desejadas por muitos, não garantirá, ao meu ver, uma educação de qualidade. Todos sabemos com é a cultura geral de quem é servidor ou funcionário público, o cidadão que se…
A preocupação se, mesmo com isso, vamos ter idiótas… Ah, com certeza isso vai, com educação, diplomas, títulos ou não. Ou alguém acha que a educação vai eliminar a subjetividade humana?

Responder

Jorge Moraes

06 de dezembro de 2012 às 17h56

O texto reflete, de forma naturalmente sucinta, a preocupação de educadores – e não só de educadores – com o convite formulado por um ministro importante, prócer do principal partido de sustentação do governo, a uma integrante orgânica da direita neoliberal, que está na educação, como poderia estar na saúde, no meio-ambiente ou em qualquer outra área, que o discurso avassalador e grotesco da “eficiência” pode ser empregado em qualquer ação. O resultado é sempre o mesmo: facilitar a reprodução do capital, a qualquer custo. É inaceitável sequer que haja um membro do governo convidando figuras com o perfil da Sra. Cláudia. Os médotos “apostilados” que proliferam não visam a autonomia do indivíduo nem de longe. Vão medir qualidade da educação lá na $%@!%&*!!!. Não quis faltar com a educação (no seu sentido de “boas maneiras” e “censurei” o palavrão). Concordo inteiramente com o Professor Leão.

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

06 de dezembro de 2012 às 16h39

UM PROJETO PARA A EDUCAÇÃO NO BRASIL

A solução para resolver os problemas estruturais e amenizar as injustiças sociais do Brasil está, basicamente, atrelada à EDUCAÇÃO.
Precisamos, com urgência, investir cerca de 15% do PIB no orçamento da educação. Devemos oferecer escola com tempo integral às nossas crianças, oferecendo, com qualidade inquestionável: o café da manhã, almoço, janta, esporte e transporte, nas cidades e no campo.
Como é uma medida prioritária, inicialmente, faz-se necessária uma mobilização nacional. Podemos, por certo tempo, solicitar o engajamento laico das Igrejas, Associações, Sindicatos e das nossas Forças Armadas (guerra contra o analfabetismo e o atraso) para essa grande empreitada inicial. Outros investimentos de grande porte, concomitantemente, devem ser realizados; ajudando, inclusive, a movimentar a economia de todo país: a construção civil seria acionada para a construção de escolas de alta qualidade, com quadras esportivas, espaços culturais, áreas de refeição e cozinhas bem equipadas etc. Tudo isso exigindo qualidade, porém sem luxo. Durante o período de mobilização, paralelamente, o governo deve investir na preparação de professores para atender à grande demanda.
Como esse projeto é de prioridade nacional, os recursos deverão vir: de uma nova redistribuição da nossa arrecadação; de uma renegociação da dívida pública, com a inclusão do bolsa família etc. Observações e consequências previsíveis:

1. O tráfico perderá sua grande fonte de recrutamento, pois todas as crianças estarão, obrigatoriamente, em tempo integral, na escola. A segurança pública ficará agradecida.

2. Inicialmente, para aqueles adolescentes que participam de contravenções graves, podem ser planejadas escolas albergues, dando mais ênfase ao esporte e à cultura.

3. A saúde pública será, também, uma grande beneficiária, pois teremos crianças bem alimentadas, sinônimo de saúde para elas e seus pais.

4. O setor financeiro deve entender que isso levará o país, em médio prazo, a outro nível de bem estar. Será bom para todas as atividades que desejam uma nação economicamente forte.

5. Esse projeto, para ter êxito, necessita de uma coordenação centralizada, inclusive para evitar o privilégio de regiões. Deve ficar, então, sob a responsabilidade do Ministério da Educação.

6. Os recursos, atualmente, aplicados pelos estados e municípios, na educação, devem ser adicionados a esse projeto. Tudo passa para o controle do ME.

7. Deve ser criada uma fiscalização, prevista em lei, controlada pela sociedade; com a participação de: pais, professores e sindicatos, com poderes e recursos para denunciar erros.

8. Recursos adicionais: os pais devem pagar 5% do salário (entradas) pela mensalidade de cada filho matriculado.

9. O pequeno agricultor terá prioridade no fornecimento da alimentação dessas escolas. Surgirá, então, um mercado pujante, nesse vasto Brasil, aumentando nosso mercado interno.

10. A EMBRAPA deverá receber recursos adicionais para dar todo apoio a essa gente do campo, aproveitando para ensinar sobre uma agricultura sustentável e como cuidar das matas ciliares.

11. O Brasil passará a ser um país admirado e respeitado. Deixará de ser o país só das “comodities”, esse anglicismo usado para substituir “produtos primários”.

12. Passaremos a ter produtos manufaturados, desenvolvidos e produzidos, aqui, com alta tecnologia.

13. O futuro da energia não poderá ficar dependente da contínua destruição de grande parte da nossa AMAZÔNIA. Precisamos desenvolver tecnologias.

14. A energia nuclear, ainda é cara e perigosa. Devemos pesquisá-la. Não podemos importar tudo a preço de ouro. Temos que investir na pesquisa e desenvolvimento de outras fontes.

15. Outras fontes de energia, como a eólica, a solar etc. Sem um projeto de educação como o proposto, não chegaremos à nossa total independência.

16. Não é com a devastação da Amazônia que vamos abastecer o mundo com carne. Precisamos desenvolver tecnologia para multiplicar as cabeças de boi por metro quadrado.

17. Com a devastação de nossas florestas e matas ciliares, seremos as principais vítimas. Os psicopatas, sempre olham o presente; não se importam com o futuro! Estudos bem elaborados confirmam que no meio da sociedade há cerca de 3% dessa praga. Num país com uma população de190 milhões, temos, assim, 5.7 milhões praticando todo tipo de ato daninho à sociedade; inclusive contra a educação. Quanto mais permissivo o ambiente, mais esses traficantes e corruptos abastecem a lavagem de dinheiro.

18. Para alcançarmos tudo isso, necessitamos de uma nova forma de fazer política: mandato único em todos os níveis, partidos sem caciques, país unitário, lei única, câmara única e, consequentemente, deputados estaduais e vereadores só para a fiscalização. Os incomodados dirão: Que blasfêmia!

19. A nossa federação tem sido o berço esplêndido dos caciques, dos modernos coronéis, alojamento de mafiosos, fonte das guerras fiscais e muitas outras mazelas.

20. Tudo, portanto, por uma educação de nível, para que possamos, pacificamente, revolucionar esse nosso Brasil. As áreas de tecnologia passariam a ter disponibilidade de pessoal com preparo.

21. As nossas Forças Armadas teriam condições de repensar seus projetos de importação, voltando sua atenção para: o desenvolvimento tecnológico próprio, defesa da Amazônia e integridade do nosso território.

22. Proponho que esse tipo de escola acolha as crianças a partir dos 04 anos de idade com o objetivo de termos um bom nivelamento. Poucos são os pais, dentro dessa vida estressante, que têm condições de educar seus filhos durante os 04 aos 07 anos. Há uma tendência de deixarem essas crianças na frente da televisão, mesmo quando sob o cuidado de algum adulto. Dentro da classe média isso acontece, também. Pense que alternativa sobra para as camadas menos favorecidas que, muitas vezes, necessitam usar os precários meios de transporte, já antes do sol nascer. Há estudos que comprovam ser essa faixa etária a mais importante como base para o aprendizado futuro.
Observemos que os pais ficariam menos estressados e teriam mais tempo para serem produtivos e desfrutarem do tempo livre para o estudo, a leitura e o lazer.

23. Lendo um artigo sobre a escola na China, chamou-me à atenção o fato de 02 crianças; filhas de brasileiros, que lá estão estudando; externarem o desejo de retornar à escola brasileira, alegando que a prof, no Brasil, passava uma folha para o dever de casa e que na escola chinesa ela recebia quatro folhas, com a obrigação de entregar o trabalho de casa totalmente feito. Para as crianças chinesas, aquele procedimento era normal. Elas não cresceram sentadas ou deitadas no sofá, só vendo desenhos animados e novelas. Já morei num condomínio, com 108 apartamentos, onde havia uma quadra de futsal que, praticamente, não era usada. Nos fins de semana, quando encontrava um menino solitário no playground e perguntava onde estavam os coleguinhas que não desciam para brincar um pouco; a resposta não era que estavam estudando e sim que a meninada gostava mesmo era do videogame, estavam jogando, por isso não desciam. É por isso que o entrevistador obteve aquela resposta na China.

Responder

Willian

06 de dezembro de 2012 às 14h04

Enquanto isto na Coreia do Sul…

Responder

ZePovinho

06 de dezembro de 2012 às 13h01

Como o Azenha sabe,a nossa escola privada aqui em um local distante do sudeste apóia imensamente a visão seguinte do autor expressa no artigo:

“….na medida em que reduz o debate pedagógico a sistemas de apostilamento com foco em provas conteudístas e não na formação para a vida”…

Esse sistema de apostilamento é um desastre ferroviário.Uma aberração.Educamos para a vida,para o sujeito fazer um excelente curso universitário se quiser cursar a universidade ou qualquer outra opção.

Não é todo o setor privado que apóia as maluquices e picaretagens desse povo do PSDB.Ainda existem escolas privadas sérias neste país.

Responder

alcides

06 de dezembro de 2012 às 12h35

Eu também vejo a Sra. Claúdia Costin com muita desconfiança por causa de seu passado. Contudo, este texto é extremamente fraco. O autor diz que o objetivo da educação deve ser conduzir pessoas à felicidade. É uma boa ideia. Seria ainda melhor, se o autor sugerisse uma forma de avaliar se as pessoas realmente chegaram lá. Principalmente porque sabemos que os idiotas são pessoas extremamente felizes. O grande problema dos pedagogos da felicidade é que se recusam a submeter seus métodos a qualquer forma de avaliação. Avaliação requer método e medição.
Com cursos apostilhados, ou sem eles, com objetivo de se atingir a felicidade, ou qualquer outra coisa, a sociedade tem que saber se seus jovens estão conseguindo se educar. O resto é puro bla-bla-blá.

Responder

    Caracol

    06 de dezembro de 2012 às 15h32

    Alcides, nem todos os idiotas são felizes. Alguns não são felizes exatamente por terem consciência de que são idiotas. Os que não têm essa consciência podem sim, se sentir felizes. Creio que o que se pretende aqui é apenas dar às pessoas a chance de não serem idiotas, se não quiserem sê-lo.
    Quanto à Felicidade, acho, na verdade, que não se trata de um fim em si, pois creio que ela é inalcançável. A Felicidade dura momentos apenas. O que pode existir é um “sentimento” de felicidade. Aliás, eu, particularmente, se fosse “feliz” o tempo todo, acharia isso um saco. Ou acabaria me sentindo um idiota.
    Tem outra coisa: esse termo “educação” tomou o lugar do conceito de “ensino” a partir do momento em que os pais das crianças tiveram que largá-las de lado e passar a correr atrás da vida pra poder comprar tênis Nike e celular que toca musiquinha. Escola não tem que educar. A função do “ensino” não é “educar” nem aplicar receitas de cozinha padronizadoras e uniformizadoras. Isso é fascismo. No meu entender, “ensino” é nada mais nada menos que “ensinar a aprender”. A isso, o neoliberalismo reage com furor e raiva intensa é claro, já pensou se neguinho aprende? Se neguinho aprender, quem é que vai ser empregada doméstica de dondoca?

Patrick

06 de dezembro de 2012 às 12h09

Vejamos o modelo neoliberal-economista em ação. É razoável que entre as metas impostas aos professores e professoras, esteja a de ser responsável pela vida sexual das alunas?

http://www.seperj.org.br/ver_noticia.php?cod_noticia=2511

Outra denúncia em relação ao Plano de Metas, é que a Seeduc pretende punir professores considerando até mesmo o número de alunas grávidas nas escolas. Assim, se o número de alunas grávidas em uma determinada escola aumenta, o salário do professor diminui. Essa é a lógica da meritocracia: tentar culpar o profissional da educação por tudo o que acontece na escola. Não boicotamos o Saerj para impedir um diagnóstico, pois nós profissionais da educação fazemos isso o tempo todo. Boicotamos o Saerj porque não podemos aceitar que a educação pública seja encarada como uma mercadoria vendida a preços diferentes dependendo das condições do “negócio”. Educação de qualidade é direito de todos!

(E, ainda por cima, a lógica planilhista dos neoliberais é machista, pois não há “meta” de redução de alunos adolescentes pais, só de alunas mães).

Responder

    Narr

    06 de dezembro de 2012 às 21h23

    A não ser que tivesse sido provado que os pais dessas crianças são os próprios professores, a proposta não passa de uma bizarrice. O professor tem uma vida tão atribulada que muitas vezes não consegue tomar conta do próprio nariz, quanto mais tomar conta da… do… hã… enfim, assim não é possível!


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