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Política

Marcos Coimbra: “Vamos precisar de estômago forte” em 2013


08/12/2012 - 11h27

Carta Capital n˚ 727

2013 vai ser difícil

por Marcos Coimbra, via Julio Cesar Macedo Amorim

Um espectro ronda a política brasileira. O fantasma da próxima eleição presidencial.

Este ano já foi marcado por ele.

Ou alguém acredita que é genuína a inspiração ética por trás da recente onda moralista, que são sinceras as manchetes a saudar “o julgamento do século”? Que essas coisas são mais que capítulos da luta política cujo desfecho ocorrerá em outubro de 2014?

A história dos últimos 10 anos foi marcada por três apostas equivocadas que as elites brasileiras, seus intelectuais e porta-vozes fizeram. A primeira aconteceu em 2002, quando imaginaram que Lula não venceria e que, se vencesse, seria incapaz de fazer um bom governo.

Estavam convencidos de que o povo se recusaria a votar em alguém como ele, tão parecido com as pessoas comuns. Que terminaria a eleição com os 30% de petistas existentes. E que, por isso, o adversário de Lula naquela eleição, quem quer que fosse, ganharia.

O cálculo deu errado, mas não porque ele acabou por contrariar o prognóstico. No fundo, todos sabiam que a rejeição de Fernando Henrique Cardoso não era impossível que José Serra perdesse.

A verdadeira aposta era outra: Lula seria um fracasso como presidente. Sua vitória seria um remédio amargo que o Brasil precisaria tomar. Para nunca mais querer repeti-lo.

Quando veio o “mensalão”, raciocinaram que bastaria aproveitar o episódio. Estava para se cumprir a profecia de que o PT não ultrapassaria 2006. Só que Lula venceu outra vez e a segunda aposta também deu errado. E ele fez um novo governo melhor que o primeiro, aos olhos da quase totalidade da opinião pública. Em todos os quesitos relevantes, as pessoas o compararam positivamente aos de seus antecessores, em especial aos oito anos tucanos.

A terceira aposta foi a de que o PT perderia a eleição de 2010, pois não tinha um nome para derrotar o PSDB. Que ali terminaria a exageradamente longa hegemonia petista na política nacional. De fato não tinha, mas havia Lula e seu tirocínio. Ele percebeu que, Com Dilma Rousseff, poderia vencer.

O PT ultrapssaou as barreiras de 2002, 2006 e 2010.

Estamos em marcha batida para 2014 e as oposições, especialmente seu núcleo duro empresarial e midiático, se convenceram de que não podem se dar ao luxo de uma quarta aposta errada.

Que o PT não vai perder, por incompetência ou falta de nomes, a próxima eleição. Terão de derrotá-lo.

Mas elas se tornaram cada vez mais descretes da eficácia de uma estratégia apenas positiva. Desconfiam que não têm uma candidatura capaz de entusiasmar o eleitorado e não sabem o que dizer ao País. Perderam tempo com Serra, Geraldo Alckmin mostrou-se excessivamente regional e Aécio Neves é quase desconhecido pela parte do eleitorado que conta, pois decide a eleição.

Como mostram as pesquisas, tampouco conseguiram persuadir o País de que “as coisas vão mal”. Por mais que o noticiário da grande mídia e seus “formadores de opinião” insistam em pintar quadros catastróficos, falando sem parar em crises e problemas, a maioria acha que estamos bem.

Sensação que é o fundamento da ideia de continuidade.

As oposições perceberam que não leva a nada repetir chavões como “o País até que avançou, mas poderia estar melhor”, “Tudo de positivo que houve nas administrações petistas foi herança de FHC”, “Lula só deu certo porque é sortudo” e “Dilma é limitada e má administradora”.

A população não acredita nessa conversa. Faltam nomes e argumentos às oposições. Estão sem diagnóstico e sem propostas para o Brasil, melhores e mais convincentes que aquelas do PT.

Nem por isso vão cruzar os braços e aguardar passivamente uma nova derrota. Se não dá certo por bem, que seja por mal. Se não vai na boa, que seja no tranco.

Fazer política negativa é legítimo, ainda que desagradável. Denúncias, boatos, hipocrisias, encenações, tudo isso é arma usada mundo afora na briga política.

A retórica anticorrupção é o bastião que resta ao antilulopetismo. Mas precisa ser turbinada e amplificada. Fundamentalmente, porque a maioria das pessoas considera os políticos oposicionistas tão corruptos – ou mais – que os petistas.

O que fazer? Aumentar o tom, falar alto, criar a imagem de que vivemos a época dos piores escandalos de todos os tempos.

Produzir uma denúncia, uma intriga, uma acusação atrás da outra.

Pelo andar da carruagem, é o que veremos na mídia e no discurso oposicionista ao longo de 2013. Já começou.

Vamos precisar de estômago forte.

Leia também:

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53 comentários

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sebastiao junior

09 de fevereiro de 2013 às 20h51

Lula mudou a cara deste pais.Dilma está dando conta do recado.Dois mil e quatorze promete.

Responder

sebastiao junior

09 de fevereiro de 2013 às 20h46

Lula deu outra cara para este pais.2014 sera do PT novamente.O povo acordou. Dilma esta dando conta do recado também.

Responder

Bob Fernandes: Dominado, quase tudo dominado « Viomundo – O que você não vê na mídia

20 de dezembro de 2012 às 12h19

[…] Marcos Coimbra: Vamos precisar de estômago forte em 2013 […]

Responder

italo

11 de dezembro de 2012 às 12h39

Depois de toda corrupção que a PF do Lula mostrou que existe em Instituições, relações de governos com bancos e banqueiros, privataria, corrupção generalizada nos três poderes da República, todos sem solução ou julgamento, parece que o STF entrou na corrida Presidencial com a globo e a veja. É muito pouco a cabeça do Zé Dirceu e do Genoino, para virar a página como prega a globo. Tudo não passa de um esforço eleitoral para 2014. O Brasil não ficou menos corrupto, ficou mais próximo de partidos que não combatiam corrupção, quando tudo parecia mais honesto na tv.

Responder

italo

11 de dezembro de 2012 às 12h25

Somos a nação que clama por justiça à 50 anos e ninguém entrega nada, tudo é sobre dinheiro público. Agora o STF entra no jogo, julgando exemplarmente o governo que decepcionou a globo e a veja, que luta para convencer a nação à devolver a Presidência à partidos que não provocavam barulho na Imprensa, e não conseguiram do STF a mesma determinação e transparência para condenar venda de sentença de última Instância, tornando isso um crime menor.

Responder

Laura V

10 de dezembro de 2012 às 18h49

E a CPI da PRIVATARIA TUCANA? Está escondida?
E o FRANKLIN MARTINS? Por onde anda?
São duas “jóias” que Dilma precisa “tirar do cofre” e USAR!

Responder

    Mateus Nogueira

    11 de dezembro de 2012 às 07h50

    CPI da Privataria?????
    Acorda sô!!! ao PT nada disso interessa, vide a atitude da banca na CPI do cachoeira, o PT não quer apurar nada, prefere tomar porrada pois acha que o povo ainda votará em Dilma independente dessa mídia medonha e sem carater, esse é o problema e no final que tem que fazer o serviço somos nós, o problema é que muitos já estão cansados de ir pro front enquanto o governo se esquiva da batalha e sempre recua.

augusto2

10 de dezembro de 2012 às 17h37

alguem dos internautas ai, bom de pesquisa, pode achar e reproduzir aqui os trechos mais interessantes, do contexto de um artiguinho de gustavo ribeiro, na
ZOIA, de 2010 ediçao 2178, todo ele sobre o ZUMBI do Projac, min. Barbosa? O momento do Pig era outro. E eu apreciaria.
O escriba do texto parece ser o mesmo do hotel Naum… So que as referencias ao excelentissimo togado nao sao muito laudatorias nao, dizendo o minimo do minimo.
Porem se o foca esperto estava certissimo no Hotel Naum porque diabo estaria errado na avaliaçao do dr Joaquim?

Responder

Mário SF Alves

10 de dezembro de 2012 às 14h47

Moral da história: as oposições aos governos Dilma e Lula e ao PT não são INCOMPETENTES. Elas são INCAPAZES. Sim, incapazes de governar o Brasil sem mutilar moral e economicamente o povo; incapazes de por em prática qualquer programa de governo que venha a melhorar definitivamente a vida do povo; incapazes de governar segundo os interesses da maioria da população; são incapazes, inclusive, de copiar e aplicar ainda que remotamente os programas e ações do PT. Sim, não são INCOMPETENTES, são INCAPAZES. Incapazes de contrariar os próprios interesses. São, no máximo, e na melhor das hipóteses, capazes de nos iludir a todos com a velha ladainha do “esperar o bolo crescer para (quem sabe, um dia) dividir”. No entanto, não nos iludamos, as oposições aos governos Dilma e Lula e ao PT são, sim, COMPETENTÍSSIMAS para dar nos golpear e nos roubar a parca democracia que temos. E não precisa voltar no tempo não, elas deram prova disso no tal julgamento do improvado mensalão. Inventaram de aplicar uma tal esdrúxula teoria do domínio funcional do fato; aquela segundo a qual, mesmo sem provas,o JD seria culpado, pois tinha a obrigação de saber do esquema caixa dois aplicado pelo PT, que, em realidade, em nada divergia daquele outro valerioduto, “engendrado/nascido” no governo do PSDB.

Responder

Messias Franca de Macedo

10 de dezembro de 2012 às 12h44

Reinaldo Azevedo é a menina fantasma do elevador

Por Renato Rovai
em http://revistaforum.com.br/blogdorovai/2012/12/08/reinaldo-azevedo-so-e-a-menina-fantasma-do-elevador/#comment-79027
08/12/2012

#######################################

… E esse infeliz [que recuso – a borrar de infâmia os meus dedos – digitar o *nome!], na insanidade-mor dos inescrupulosos, recorreu a elementos matemáticos (sic) para elaborar juízo de valor acerca do legado do pensador Oscar Niemeyer… Ora, é cientificamente impossível ‘matematizar’ valores, pensamentos… Não existe nenhum **postulado – que dirá tese! – no mundo científico [e racional!] que propugne mensurar, quantificar, enfim objetivar aspectos eminentemente subjetivos, portanto, de foro íntimo… Em sendo assim, “os 50% idiota ‘do *’” significam que, pasme, Oscar Niemeyer, do ponto de vista do pensamento político, seria, digamos, 100% idiota. Pensamento político, cumpre aclarar, que transcende os aspectos comezinhos da política partidária!…
*: nome do abjeto detrator e assassino de reputações “a soldo dos nefastos Civitas”!
**postulado: Mat Proposição admitida sem demonstração e que serve de ponto de partida para dedução de novas proposições; Filos Proposição que, não sendo demonstrável nem evidente, se toma como ponto de partida de um raciocínio dedutivo
FONTE: http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=postulado

COMPROVANDO CIENTIFICAMENTE QUE, SEGUNDO O QUANTITATIVO ‘DO *’ , ELE [‘O *’ ] É 100% IDIOTA!

“A vida é um sopro, um minuto!… Uma mudança para melhor vai acontecer quando o homem compreender que é fruto da natureza. Que é um bicho, que nasce e morre… O homem, vítima do que lhe impõe o destino! Quando eu faço um projeto, fico quebrando a cabeça e procuro lutar por ele, mas, no fundo, quando fico sozinho, sei que não tem importância. Como essa conversa agora: aqui, um dia, não vai ter mais ninguém também. Penso que tanto faz ser feliz ou infeliz, a vida é um sopro, um minuto…” [Gênio atemporal] Oscar Niemeyer – declarações proferidas em ***entrevistas concedidas em dois momentos a Sílvio Cioffi, 1984, 1994.

***”Minha arquitetura não aceita regras”
Projetos devem criar espanto e beleza, diz Niemeyer

http://www.senado.gov.br/noticias/opiniaopublica/inc/senamidia/notSenamidia.asp?ud=20121206&datNoticia=20121206&codNoticia=784545&nomeOrgao=&nomeJornal=Folha+de+S.+Paulo&codOrgao=2729&tipPagina=1

NOTA: trechos das entrevistas publicados em https://www.viomundo.com.br/entrevistas/niemeyer-tanto-faz-ser-feliz-ou-infeliz-a-vida-e-um-sopro-um-minuto.html
Niemeyer: “Tanto faz ser feliz ou infeliz, a vida é um sopro, um minuto”
em 6 de dezembro de 2012 às 13:27

BRASIL NAÇÃO – em homenagem ao gênio atemporal e eminente pensador humanista ****Oscar Niemeyer [do BRASIL NAÇÃO]
**** Oscar Niemeyer: um brasileiro ecumênico!…

Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Mardones Ferreira

10 de dezembro de 2012 às 10h53

Com a mente arejada depois de assistir aos imperdíveis “O dia que durou 21 anos” e “Marighella” na 7ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos, creio que a oposição e todos os seus tentáculos vão repetir suas táticas de difusão de mentiras pela mídia – seu tentáculo mais atuante.

No entanto, o pouco que o PT conseguiu realizar a favor da maioria da população (transferência de renda, aumentos seguidos do salário mínimo, expansão do crédito, diminuição drástica do desemprego, programa de construção e financiamento de casa popular e inserção de pobres da universidade)é munição suficiente para suportar a carga.

E mais, é muito difícil para a direita – com o horário eleitoral – mentir e não ter uma resposta a altura. Sem falar que é mais fácil ao governo mostrar o que vem fazendo e dando certo a favor da população.

Ou seja, é preciso muito mais que um escândalo e mentiras repetidas para contrapor aos sucessos do governo do PT. Com todas as reservas que o governo merece.

Responder

Mohamed

09 de dezembro de 2012 às 17h31

Tucanos udenistas, não tem projeto para o desenvolvimento do Brasil, são entreguistas, se conseguirem chegar a presidencia novamente vão entregar o pré-sal para os americanos…são privatistas e traidores da pátria , gostariam de ser colonia dos EUA

Responder

denis dias ferreira

09 de dezembro de 2012 às 15h24

A direita brasileira não tem patrimônio moral para criticar eticamente o governo atual e o de Lula.

Responder

João Paulo Ferreira de Assis

09 de dezembro de 2012 às 12h53

Prezados Azenha e Conceição

Acabei de postar um comentário no blog Cidadania, do Eduardo Guimarães. Ficarei grato se fizerem uma reflexão a respeito do mesmo.

Eu, João Paulo Ferreira de Assis, Professor na Rede Estadual de Ensino de Minas Gerais, lecionando História, por dever de ofício tenho de ler muitos livros dentro do assunto das minhas aulas. E como eu moro em Ressaquinha, pequena cidade do interior mineiro, muitas vezes me é necessário ir a Belo Horizonte ou a Juiz de Fora para adquirir livros para minha biblioteca. Numa das viagens para a capital, caiu-me em mãos um livro do Professor Victor Paes de Barros Leonardi, ENTRE ÁRVORES E ESQUECIMENTOS: História social dos sertões do Brasil, editora UnB e Paralelo 15, 1996. O livro é uma verdadeira obra prima, que mostrou como a catequese jesuíta foi uma revolução na vida dos índios. Os jesuítas utilizaram-se de órfãos portugueses para se aproximar das crianças indígenas e separá-las de suas mães, cultural e espiritualmente, criando um verdadeiro abismo entre as crianças indígenas cristãs e seus pais, e entre elas e o resto da aldeia. Ao mesmo tempo os jesuítas produziram peças de teatro em que os pajés eram levados ao ridículo, e as crianças indígenas ou não, riam gostosamente das sátiras, e pouco a pouco iam introjetando a deculturação planejada pelos jesuítas. E como os pajés eram depositários de todo o conhecimento e tradições da tribo, aquelas crianças ao se tornarem adultas já não dariam mais ao pajé uma posição privilegiada no grupo 14-B. Os indígenas assim viram sua família se desestruturar, seu modo de produção ser substituído pelo capitalismo selvagem, sua religião ser abandonada, suas tradições serem negadas a ponto de um índio que saiba falar Português ser tido como ‘’aculturado’’.

Ao terminar a leitura eu percebi a analogia com o que o acontece hoje. A mídia faz o papel dos jesuítas no século XVI. O PT faz o papel dos pajés, e o povo, faz o papel das crianças indígenas. Nós bem sabemos o resultado de tudo isso. Os jesuítas podem ter ganhado algumas almas para o céu, mas acabaram completamente com os indígenas. E o jogo deu certo na época, porque os pajés não sabiam como reagir diante da novidade. Hoje sabemos que só a conscientização é que fará a gente ganhar esse jogo.

Por isso, eu me preocupo com os companheiros que estão jogando a toalha e prometendo não defender mais o PT, diante do mutismo dos seus dirigentes. Mas jogar a toalha é pior, pois a mídia não terá contraponto, e no fim de contas ela poderá triunfar, e o povo ser levado a eleger um presidente que não defende o interesse público.

Recentemente a um desses companheiros, o sr Roberto Ribeiro, eu tomei por um troll, e dei-lhe uma resposta malcriada, por impulso. Depois fiz um pedido de desculpas. Não sei se ele chegou a ler. Talvez tenha visto e se eximido de responder, por entender que eu tomei a nuvem por Juno.

Somos poucos, é verdade. Mas precisamos conversar nos bares, praças, supermercados, pontos de ônibus, mostrar que a mídia persegue o PT por causa de interesses contrariados. Que ela não aceitou até hoje a quebra do monopólio dos livros didáticos e das verbas de publicidade. Temos que lembrar que a refeição do empresário não é o grude do peão. Que não temos de votar em candidatos apoiados pela Rede Globo, que defendem interesses opostos ao interesse nacional e público. Precisamos correr contra o tempo, pois trabalhadores já estão sendo persuadidos pela mídia. Outro dia um me disse que Lula era um baderneiro que tinha de mofar na cadeia. E no entanto se ele tem com que tratar da família deve ao Presidente Lula.

Eu me lembro particularmente de Newton Cardoso quando era governador de Minas. O jornal Estado de Minas o perseguia tenazmente, até que o motivo da perseguição veio a público. O governador simplesmente havia suspendido o transporte gratuito de exemplares do jornal, da capital para o interior.

Saudações, João Paulo Ferreira de Assis.

Responder

    maria olimpia

    09 de dezembro de 2012 às 17h13

    João Paulo,
    Perfeita sua analogia entre os jesuítas e a mídia!
    Concordo com todo o seu comentário!

    João Paulo Ferreira de Assis

    09 de dezembro de 2012 às 20h26

    Obrigado por suas palavras. Cabe a nós agirmos na conscientização porque este é um ótimo exemplo para citar ao povo.

anac

09 de dezembro de 2012 às 11h56

Até quando vamos permitir a sabotagem?
O Brasil esta no futuro tanto prometido. Futuro brilhante. A direita quer que retornemos ao passado de humilhações como pedintes do FMI. E se deixarem fará retornar a epoca da escravatura com o povo na senzala.

Responder

Gerson Carneiro

09 de dezembro de 2012 às 11h50

“Time do Egito disputando mundial. Do alto de sua pirâmide. Afff…” (Mohamed Casoy)

Responder

Coimbra prevê: 2013 vai ser difícil | Conversa Afiada

09 de dezembro de 2012 às 10h30

[…] Marcos Coimbra: Na política, “vamos precisar de estômago forte” em 2013 […]

Responder

trombeta

09 de dezembro de 2012 às 10h22

Perfeito!

Minha receita para enfrentar o massacre midiático: muito sexo, cerveja gelada, blogs sujos e boa música.

Responder

Sagarana

09 de dezembro de 2012 às 10h11

E se as oposicoes colhessem assinaturas e promovessem uma auditoria cidadã da divida publica? O que vocês acham da “minha” idéia?

Responder

    Mário SF Alves

    09 de dezembro de 2012 às 16h34

    Sensacional! O probelma é aquilo que foi *dito anteriomente: falta às oposições (midiática e política) patrimônio moral para chegar à tanto.

    ___________________________________________

    *”A direita brasileira não tem patrimônio moral para criticar eticamente o governo atual e o de Lula.”

    Denis Dias Ferreira

    maria olimpia

    09 de dezembro de 2012 às 17h28

    Concordo!

Jose Mario HRP

09 de dezembro de 2012 às 08h54

Acho que o cara já sabe que não é benvindo na “casa” dela!
Se olhar matasse , esse mataria!
KKK…..

http://amoralnato.blogspot.com.br/2012/12/a-foto-de-dilma-e-barbosa-no-velorio-de.html

Responder

Bonifa

09 de dezembro de 2012 às 08h47

O alerta de Coimbra diz respeito a uma novidade que poderá surgir nesta eleição: A ênfase da campanha negativa por parte da oposição, já que de positivo ela não tem nada a oferecer. Vejamos os sinais premonitórios: Em São Paulo o embate político foi forte, mas se deu dentro de parâmetros aguardados por ambas as partes. Melhores e mais fecundas lições tiraria o PT das eleições de Salvador e Fortaleza, onde foi derrotado. De Recife não se fala, houve uma espécie de golpe semi–cristianizado, que deixa tudo por conta de confusão e equívocos. Mas em Salvador, o PT perdeu porque se tornou arrogante e antipático, sem que uma gestão extraordinária pudesse compensar estas faltas. Isto estava à vista de todos, o PT afastou–se das massas populares e deu as costas ao povo, o mesmo povo que, por via de justificadas dúvidas, havia ssempre deixado uma janela aberta ao carlismo, que soube aproveitar o momento para renascer politicamente. O que vemos aquí é perfeitamente contornável com autocrítica e coragem de mudança de postura política. Já em Fortaleza o caso parece ter sido bem diferente e deve provocar temor profundo, exigindo não apenas estômago, como fala o Coimbra, mas uma séria abordagem capaz de produzir uma estratégia viável de reação. Mesmo que a administração de Luizianne tenha cometido os pecados de que lhe acusava o Governador, de isolamento e não afeição ao diálogo, o que é duvidoso, a eleição de seu sucessor estava assegurada, depois de uma campanha brilhante e totalmente positiva, baseada únicamente nas qualidades pessoais do candidato, no apoio explícito de Lula e nas boas realizações da prefeita Luizianne. Mas o que se sabe é que sempre houve contra Luizianne um ódio atroz por parte de setores da classse média, que jamais se conformaram com seu carisma de cunho popular e com a gestão fundamentalmente baseada nas políticas sociais da prefeita. Nos últimos dias, a eleição foi arrancada das mãos petistas pela pura violência. Foi um show de abuso do poder econômico, segundo testemunhas que se expressaram em meios de comunicação. Dizem que a justiça eleitoral foi como que sequestrada, amordaçada e vendada, enquanto uma onda avassaladora de jagunços pagos e boys da classe média invadiu as ruas até então dominadas pela militancia petista, que quedou muda e amedrontada. A eleição foi tomada pela violência pura e simples, física e econômica. Se os generais da Grande Mídia nacional e seu raquítico braço político chegarem à conclusão de que esta forma de vitória pela violência pode ser incrementada em escala nacional, aí poderemos ter uma pequena guerra civil em 2014.

Responder

    Jotace

    08 de janeiro de 2013 às 19h11

    Boa análise, como sempre. No meu entender, pra atenuar a vomição na especial briga de comadres que antecipa o autor do artigo – em que não faltará a ejeção recíproca de muita sujeira acumulada no estômago das duas partes que ele discretamente admite – seria preciso que ocorressem certos milagres. Independentes da ordem, um deles seria o do PT tratar de aproximar-se do povo do qual se afastou completamente. Tentar ouví-lo e identificar-se de fato com seus anseios e aspirações. Outro, seria se Dilma promovesse, o que é improvável, certas medidas de impacto que atestassem um real interesse pelo país e ao respeito aos valores de nação soberana. Algo como a retomada da Vale, estímulo (real) à Reforma Agrária, dar o necessário destaque à agricultura familiar, ter a humildade de reformar seu posicionamento quanto à Lei dos Meios, como alguns exemplos. Ainda,diminuir a ladroeira, estancando a privataria, através de ações marcantes, seja na administração pública, seja por parte de multinacionais. É simplesmente obsceno que algumas delas cheguem aos extremos de serem beneficiárias de recursos do BNDE coibidos aos brasileiros, para que sejam transferidos depois para seus cofres e os dos comparsas, nos paraísos fiscais. Dirão muitos que são inviáveis tais medidas. Certo que sofrerão dura reação da mídia, dos corruptos em geral, e dos desavisados. Mas, com habilidade e a devida explicação, o povo entenderá. Pois só um cego não enxerga que, caso faltem a Dilma e ao PT a coragem necessária para mudanças dos comportamentos administrativos – e políticos – , esse partido, com o seu candidato à Presidência, serão merecidamente enterrados no ano que vem. Quem viver, verá. Jotace

J Souza

09 de dezembro de 2012 às 00h02

O pessoal ligado à FEBRABAN vai gastar horrores na Globo e seus asseclas para tentar desmoralizar a Dilma.

Aliás, todos nos enganamos com a Dilma, que está agora, no 2º ano de governo, se mostrando melhor do que o Lula!
A Dilma baixou os juros a níveis históricos e está tentando renegociar os contratos das elétricas. O Lula nunca enfrentou a FEBRABAN e as empreiteiras (que controlam tudo, inclusive algumas elétricas)!
Se por outro lado a Dilma cortou alguns encargos trabalhistas, este é um mal necessário, afinal de contas, os trabalhadores também terão que dar alguma contrapartida.

Se xinguei o governo Dilma em 2011, só tenho elogios a ele em 2012.

E a plutocracia brasileira treme pela primeira vez na sua história… E a Dilma e o PT sofrerão mesmo estes ataques, pois é assim que uma ínfima parcela da população controla a maior parte da riqueza do país, jogando sujo, corrompendo a mídia, corrompendo o judiciário, corrompendo os políticos. E quando o político não faz o jogo da plutocracia, tem que estar preparado para que o nível baixe mesmo! “Guerra” é assim! (Sem trocadilhos… hehe)

Eles não querem “fazer as pazes”… Eles querem o poder!… a qualquer custo!… para ganharem mais e mais dinheiro… e terem mais e mais poder!

Responder

Anibal Paz da Silva

08 de dezembro de 2012 às 23h47

Diria mais, estomago de SUCURI. Para mim, mídia e oposição, acreditam sim, no bombardeio que fazem, porque tem traíras por trás. Presidente Dilma…o inimigo mora junto, e vai fazer dez anos. E só deixar sua popularidade chegar próxima de 50%, que logo eles vão se aninhar, naquele ninho, que adorava deixar a sujeira embaixo do tapete, com o escudo protetor da nossa velha mídia, rasteira e safada. Que as bençãos de Deus se derramem sobre o seu governo, para a sorte e o bem do povo Brasileiro !

Responder

Regina Braga

08 de dezembro de 2012 às 21h36

O Coimbra ainda está na fase do estômago…Em 2013, vamos pra fase do Matando no Peito…Pode ser um gol de placa,cimento ou de guitarrão,mas que vai ser dose, aguentar a saidera,vai!Haja fígado e nota de cem reais!Nem só de água vive o homem…alguns vivem de cerveja,furnas,bicos e penas.AH! Esqueci do pó, para o chá ,de cama de gato.Acorda PT…vcs são vermelhos,nem azuis e nem verdes.

Responder

Abel

08 de dezembro de 2012 às 20h43

Em 2013, O Arauto do Rei ameaça voltar do seu retiro na Suíça – um ano antes do previsto…

Responder

Marat

08 de dezembro de 2012 às 20h37

Prezados, desde que me conheço por gente, e também graças a leituras de vários textos de noss História, vejo um Brasil polarizado: de um lado o pessoal da classe média dos grandes centros urbanos, notadamente SP e RJ, que imaginam que seguir à risca tudo o que o Tio Sam manda nos faria um país melhor, e, por outro lado, forças nacionalistas e de esquerda, que desejam a construção de uma identidade local, “descontaminada” de conceitos e ideias que talvez sejam muito bonitos em locais onde os problemas básicos e estruturais já estejam resolvidos… Evidente que há bons, e até estupendos quadros na direita nacional, mas o problema é que ali prepondera um grupo que é caudatário, radical e mesmo capacho dos interesses estadunidenses e nunca fazem nada em prol de nosso país. Tudo o que vem de fora é melhor, é mais bonito. Isso não nos ajuda em nada. Sempre acreditei que podemos copiar o que é bom, mas devemos também extirpar o que é nocivo. Os estadunidenses e capitalistas em geral adoram tentar nos dividir, e isso nos atrasa. 2013 será igual aos outros anos, mesmo que tenhamos um governo inepto em SP, mesmo que seja julgado o mensalão do PSDB, e isso se dará graças aos coroneis da imprensa, que, tolamente radicais, pelo cabresto do Tio $am, ainda vivem nos maniqueístas séculos XIX e XX.

Responder

MTHEREZA

08 de dezembro de 2012 às 18h19

E, além de estômago, vamos precisar garra para desmontar uma a uma as armações que virão. Já fizemos isso em 2010. A cada mentira a reação era imediata. Vamos repetir a dose.

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lulipe

08 de dezembro de 2012 às 18h16

Realmente, Marcos Coimbra, se depender de seus textos, vamos precisar mais do que de estômago forte…

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    Mário SF Alves

    09 de dezembro de 2012 às 09h11

    Ô, lulipe, aproveita o embalo, reflita sobre a sua própria crítica e tente escrever algo melhor. Mas, claro, que não seja de apenas duas laudas como lhe é de praxe. Quem sabe, nem assim, sua crítica passe soar + razoável?

MTHEREZA

08 de dezembro de 2012 às 18h12

Minha explicação é bem prosaica: está acabando o $ da privataria e eles precisam urgente ter a chave do cofre na mão. Pensaram que iam conseguir em 2006 e em 2010 (armaram muito pra isso), mas agora a situação apertou e vem com tudo. Haja estôamgo, mesmo.

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Marcelo de Matos

08 de dezembro de 2012 às 17h51

Há bandidos que assaltam com arma de verdade, outros com os “simulacros”, que é como a polícia chama hoje as armas de brinquedo. Na mídia, também, a gente encontra notícias reais e simulacros de notícia, ou factoides. O simulacro acaba sendo um fato e, como diz o blogueiro Ricardo Kotscho, não podemos ficar brigando com os fatos. Vamos deixar para lá os factoides e contra atacar almejando o ponto fraco dos adversários. Aqui em Sampa o calcanhar de Aquiles de Sua Excelência, o Alckmin, é a segurança pública. Muita coisa que os tucanos prometeram fazer, ao longo dos anos, não foi feita. O resultado é a guerra urbana e o caos nos presídios. Outro dia assaltaram o fórum de Peruíbe e roubaram as armas lá apreendidas. Quanto tempo faz que falam em criar um local mais seguro para guardar as armas apreendidas? E a unificação das polícias? E a melhoria das condições carcerárias?

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FrancoAtirador

08 de dezembro de 2012 às 17h41

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Um filme que já vimos, mas cujo final ainda não sabemos

O artigo é de Mario Antonio Santucho, na Carta Maior (*)

Tradução: Katarina Peixoto

Buenos Aires – O revés parcial sofrido ontem (7) pelo governo em sua tentativa de quebrar a espinha dorsal do grupo multimídia mais poderoso da Argentina, pode ser lido como um segundo capítulo de outro conflito chave acontecido durante o governo de Cristina Kirchner: “a guerra contra o campo” de 2008. Em ambas oportunidades uma iniciativa governamental enfrentou forte resistência por parte de conglomerados de poder bem assentados na trama social contemporânea que representam articulações conservadoras e estabelecem injustas hierarquias.

Ante o desafio, a liderança maior do kirchnerismo dobrou a aposta e aproveitou para polarizar a cena segundo seu gosto e estilo. Confiando ter a razão histórica de seu lado, dinamitou todo o cenário de negociação mais ou menos espúrio, e chamou para si (mais de uma vez também foi na direção contrária) a tarefa de subordinar seu inimigo circunstancial. Ao reagir desse modo deixou em segundo plano o pulso e o sentido da conflitividade que protagonizava, desviando assim a condução do processo.

O certo é que tanto os setores ligados à agroexportação (em 2008), como agora as principais cadeias midiáticas (refiro-me particularmente à aliança entre Clarín e La Nación) conseguiram torcer de maneira imprevisível a opinião pública e pressionaram de maneira eficaz as instituições para conseguir respectivos triunfos políticos, em ambos os casos agônicos e excepcionais.

Neste contexto, as discussões sobre a verdadeira intencionalidade de medidas como a Resolução 125 ou a Lei de Meios não parecem relevantes.

Enquanto que a justiça de um imposto extraordinário sobre a exportação de commodities, e a obrigação de desinvestimento que recai sobre as empresas dominantes do setor audiovisual são evidentes.

Ainda assim, o interessante de ler estes acontecimentos como partes de um mesmo padrão de conflitividade não é determinar que são os mocinhos e quem são os bandidos. Isso faz parte de um terreno de eleições éticas, onde os argumentos cada vez influem menos. O importante seria entender a natureza dos antagonismos sociais e políticos que vivemos, e a maneira pela qual as instituições se movimentam segundo interesses pouco democráticos, ou se acomodam a hegemonias voláteis.

À espera da próxima decisão da Corte e da evolução dessa novela judicial que nos mantém em suspense, conviria retomar os pontos fundantes daqueles debates que contém ao menos a promessa de uma democratização, hoje escondidos pela luta cega entre os dois grandões do bairro.

(*) Artigo publicado originalmente na revista Crisis, em:

(http://www.revistacrisis.com.ar/una-pelicula-que-ya-vimos-pero-de.html)

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21383

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Eugenio L. da Costa

08 de dezembro de 2012 às 16h12

A surpresa maior vai ser da natureza, do SOL, como a NASA nos adverte, provalvemente haverá um nova “Carrigton” como em 1859, no primerio dia tudo parecerá normal, mas logo virá o KAOS. Os Estados Unidos estão há três se preparando para este KAOS.

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Gerson Carneiro

08 de dezembro de 2012 às 15h56

Estou exercitando minha metade Niemeyer: tô vendo o Pica-Pau.

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    Luiz Carlos Azenha

    08 de dezembro de 2012 às 22h21

    Gerson, você é impagável!

Mário SF Alves

08 de dezembro de 2012 às 15h52

Afinal, o que a pior elite do planeta tanto teme? Sou de um tempo em se apaniguava os ânimos dizendo “quem não deve não teme”. Será que seria a remotíssima hipótese de ressuscitação do socialismo em terras tupiniquins? Será que – ainda que em doses homeopáticas – é a educação política, motor de toda educação, a causa de tanto pavor? Será que seria a gradativa perda de status quo na direção dos Negócios de Estado e a consequente perda de hegemonia na auto distribuição de benesses advindas e/ou potencialmente decorrentes desses mesmos negócios? Ou, nada disso, porque o buraco seria ainda bem mais embaixo?
____________________________________________________
Seja como for preparemos o estômago; estômago de avestruz, diga-se de passagem.

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    LuizCarlosDias

    08 de dezembro de 2012 às 22h50

    A elite PIGs tem medo do que vem com os resultados de todas as propostas do governo Dilma feitas ate o fim de 2012, na educação, saude, social, juros mais baixos, energia mais barata, subsidios a perder de vista, mais dinheiro no bolço do povo, carnaval, visita do papa, futebol das nações,
    reuniões nacionais, visitas ilustres, inaugrações pra todo lado e gosto.
    Alem disso fortes candidatos alidos nos estados, governadores, senadores, deputados, ufa e tem muito mais.Ah sim Lula nossa bandeira dirigindo e
    implantando novas ideias e altos postes.Viva o PT.

José Ricardo Romero

08 de dezembro de 2012 às 15h51

A oposição sustenta-se num tripé: um dos pés legítimos, os outros dois ilegítimos. O pé legítimo são os partidos de direita, como os PSDB, DEM, PSOL, PPS e outros. Claudicantes, incompetentes. Não têm mais nada a dizer ao Brasil, não têm propostas que não cheirem a môfo, não têm discurso que não se sustente em antigos jargões e transborda pelos seus poros os compromissos com o neoliberalismo econômico que está caindo pelas tabelas em todo o mundo. Inúteis e sem futuro. Não ganham eleições. Os outros dois pés ilegítimos são o PIG e o judiciário. Estes exercem por enquanto a tarefa de criminalizar o PT e o governo. Armam o golpe. Se os resultados das eleições não lhes parecerem favoráveis, antes mesmo delas acontecerem, darão o golpe, um inventado escândalos, corrupção e crimes e o outro julgando, suprimindo direitos políticos e colocando todo mundo na cadeia, bem no estilo: “teje preso ou eu bato e arrebento”. O PT está deitado no berço esplêndido de medíocres resultados de eleições. Acreditam por comodidade covarde que eleição confere poder. Não confere, o que confere poder são músculos. Pois está claro que o governo mal consegue governar e não tem poder. O tripé incompetente, golpista e canalha de um lado e o governo eleito e seu partido acovardados e nostálgicos dos bons tempos da oposição, do outro lado. Todos tememos onde isso pode dar.

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João Brasileiro

08 de dezembro de 2012 às 14h56

O Povo Brasileiro já percebeu que a oposição no Brasil se resume em NOVELA, BRASILEIRINHO e JORNALISMO DE FICÇÃO!!
Viva LULA!! Viva DILMA!! Viva PT!!
Um abraço!!

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assalariado.

08 de dezembro de 2012 às 14h14

Devido ao andar da carroagem e da crise do capital internacional, seus quarteis e soldados estão em polvorosa. Devemos mesmo é, nos achegarmos mais as massas e sermos fortes, o suficiente para construirmos a (HEGEMONIA NECESSÁRIA) lá nos tres poderes da republica.

O capital e os patrões da vida, nos ensinam que o bom mesmo é ser republicano. Ou seja, respeitar o ‘Estado Democrático de Direito’ e as regras contidas nas letras mortas da carta magna. Somos um povo ‘socialmente’ assim constuido, nesta piramide dividida em luta de classes. 5% são os donos do capital; 25% é a chamada classe média; 40% são os assalariados; 30% são os filhos dos assalariados que, segundo marx, viraram lumpém proletariado. E agora, o que fazer?

Abraços HEGEMONICOS.

Responder

Luiz

08 de dezembro de 2012 às 14h10

A direita e sua midia corporativa estão realmente perdidas. Apostar em escândalos ou na ajuda do STF é muita falta de imaginação. Que gente limitada, sob o ponto de vista intelectual.

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Ulisses

08 de dezembro de 2012 às 13h25

“Fazer política negativa é legítimo, ainda que desagradável. Denúncias, boatos, hipocrisias, encenações, tudo isso é arma usada mundo afora na briga política”. Podem até fazer, mas os partidos políticos apenas. Já a mídia, que propaga aos quatros ventos que é isenta, aí não dá! Aí que o bicho pega. E isto tem de acabar. Não dá mais um país de 200 milhões de habitantes, quinta maior economia do mundo estar nas mãos de 4 famílias midiáticas que querem chupar como vampiros este país como sempre fizeram.

Responder

Pedro

08 de dezembro de 2012 às 12h54

Muito bom o seu artigo, Coimbra. Ele nos prepara para a luta.

Responder

Renato Kern

08 de dezembro de 2012 às 12h44

Esta oposição é tão burra que agora inventaram o Golpe Português, derrubar um ex-presidente. Tanto aposição como a mídia se afastam cada vez dos brasileiros, ficam balbuciando acusações que nem eles acreditam.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    08 de dezembro de 2012 às 22h22

    Boa, Renato!

paulo

08 de dezembro de 2012 às 12h22

Coimbra, Azenha (ou quem quer que seja o administrador desse logaritmo)

concordo,
e acrescento a esse diálogo (ou o que quer que seja essa cena)
não um “retorno” mas uma constatação e uma pergunta:

constatação: parece que a oposição hoje tem endereço e residência localizada no jardim botânico, na barão de limeira e na marginal (em dois aterros do que já foram um dia curvas de um mesmo rio, ironicamente “retificado”) e em palácios do judiciário.

pergunta 1: quando “meios” de comunicação e setores do judiciário se transformam em legítimos protagonistas da cena política, assumindo o papel que seria dos “representantes”, que regime político seria esse? para onde vamos, ou melhor, por onde já estamos?

pergunta 2: não seria o caso de seguirem nossos amigos logo abaixo, ou acima, já que o universo não é um pé de jaca, e botarem essa “oposição” pra pensar no seu próprio quintal?

se existe uma “lei de meios” na gaveta de alguém, que saia da gaveta agora , enquanto há gavetas ao alcance de um governo democrático progressista (progressista é palavra que pode conjugar com moderação, mas não se sustentaria com omissão ou covardia).

a principalmente: pluralidade não e só um adereço da democracia, é uma condição de possibilidade.

Responder

Gerson Carneiro

08 de dezembro de 2012 às 11h56

Pois é…

Formandos de medicina de São Paulo foram reprovados em Saúde Pública.

E os reaças temem os estudantes negros e cotistas.

“Ah, eu não me submeteria a uma cirurgia com um medico que entrou na faculdade pelo sistema de cotas”.

Responder

Roberto Ribeiro

08 de dezembro de 2012 às 11h48

Joaquim Barbosa assumiu o lugar da Constituição Federal.

A Polícia Federal assumiu o lugar do Carlinhos Cachoeira.
A PF está editando a Veja.

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