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Júlio Cerqueira César: Estadão induz leitor a acreditar em ficção


17/12/2012 - 18h50

Comentários do professor Júlio Cerqueira César Neto, via e-mail, a respeito de editorial do Estadão de 15 de dezembro de 2012

O editorial (está abaixo) referido enaltece os avanços conseguidos pelo Governo do Estado através de importantes obras de seu programa de combate às enchentes na capital induzindo os seus leitores a acreditar que esse programa realmente existe. Não existe. É pura ficção.

 No último parágrafo (10% do texto) informa a posição de especialistas em hidráulica e saneamento que não deixam dúvidas sobre a extensão e gravidade da situação a que chegou o problema das enchentes na região metropolitana.

 Com isso o editorial procura mostrar que embora tudo o que vem sendo feito ainda é longo o caminho que resta a percorrer. Não saímos da estaca zero.

 Na realidade, com relação a posição dos especialistas, até agora o Governo do Estado não demonstrou nem mesmo nenhuma preocupação com o problema. Não se sabe como pretende começar a enfrentá-lo.

 Neste ano que chega ao seu final a única movimentação do Governo sobre o assunto foi objeto de matéria publicada pelo próprio O Estado no último 11/12/2012 no seu caderno Metrópole cuja manchete fala por si mesma: “Marginal só terá obra anticheias após o verão”.

 As grandes realizações enaltecidas pelo editorial não passam de rotinas de manutenção, como desassoreamento e limpeza de piscinões que foram retomadas no ano passado após anos sem atividade.

 Infelizmente as enchentes não se constituem no único passivo acumulado pela região metropolitana nesses últimos 20 anos.

Júlio Cerqueira Cesar Neto é engenheiro, durante 30 anos foi professor de Hidráulica e Saneamento da Escola Politécnica/USP.


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18 comentários

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Sakamoto: Enchentes? Não adianta “terceirizar” para o plano superior « Viomundo – O que você não vê na mídia

05 de janeiro de 2013 às 23h11

[…] Júlio Cerqueira César: Estadão induz leitor a acreditar em ficção […]

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Boff: O “tsunami” em Xerém, um crime de lesa-humanidade « Viomundo – O que você não vê na mídia

04 de janeiro de 2013 às 23h29

[…] Júlio Cerqueira César: Estadão induz leitor a acreditar em ficção […]

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Selma

18 de dezembro de 2012 às 15h10

Como sou ex-jornalista e moro fora do Brasil há anos, cada vez que demonstro indignação diante da grande mídia brasileira sou tomada pelos ex-colegas como ressentida e, claro, alguém que fala de fora. Mas o fato é que Dilma não vai encarar esse grupo, como o próprio Lula não encarou. Como podemos fazer frente a uma imprensa sem ética e poderosa como essa sem uma lei de mídia efetiva? Cada vez que tomo conhecimento dos absurdos da VEJA, me pergunto como um veículo desse tipo pode continuar e mais como pode contar com o patrocínio do governo federal e de qualquer entidade séria do Brasil? Enfim, adoraria ver que estamos de fato nos erguendo contra o acinte dessa imprensa desonesta, que desinforma e nos envergonha. Sugestões?

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    Julio Silveira

    19 de dezembro de 2012 às 12h15

    E o pior Selma, é que tem muita gente aqui que está tão acostumada com isso que acredita que essa “imprensa” existente é que tem os fundamentos da atividade. Se acostumaram com os gritos, repetidos e repetidos, de que devem ter direito a liberdade, mas que se traveste de libertinagem, que muitos passaram a acreditar ser esse o papel de uma imprensa livre. Defendem com unhas e dentes a versão cultural construida por meia duzia de familias, que por outro lado reproduzem a versão do interesse de seus mentores estrangeiros. O Povo nacional cai nessa, e fica a merce de interesses, que na grande maioria das vezes atenta contra os proprios, o que é pior grande parte das vezes insconscientemente.
    Um abraço.

José Eduardo

18 de dezembro de 2012 às 12h58

Os “bicudos” estão há quase 20 anos à frente do governo de SP e o vetusto e caduco Estadão ainda tem a petulância de dizer que ainda resta um longo caminho a percorrer! O que quer esse pasquim? Mais 20 anos? Haja paciência chinesa!

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Julio Silveira

18 de dezembro de 2012 às 12h48

Mas o papel da midia corporativa é esse mesmo, defender o interesse de seus proprietários. Afinal estados são grandes investidores na fortuna dessa turma. E aqueles que fazem parte mais do mais amiude, os que compartilham das mesmas tradições entre familias e propriedades, alem de rezarem o mesmo Opus diariamente, esses se tornam parte de uma grande confraria.

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abolicionista

18 de dezembro de 2012 às 10h29

Democratização da mídia já! Vamos às ruas! Basta de mentiras, basta de enganação!

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Alexandre Tambelli

18 de dezembro de 2012 às 10h24

A velha mídia tem partido, isto todos nós sabemos!

Então, digamos mais ou menos assim:

Uma obra iniciada em 2012 pela DILMA se não for terminada em 2012 é incompetência de sua administração e desvio de dinheiro público.

Uma obra iniciada pelo PSDB do ALCKMIN em 1994 se nunca foi terminada a culpa é da chuva, do sítio arqueológico que cruzou o caminho, da descoberta de áreas do terreno onde solo é inadequado para a colocação de vigas, da complexidade da obra, do cuidado em fazê-la 100% dentro da Lei e com os materiais adequados, do cuidado com a execução sem riscos ao trabalhador, do cuidado com a execução para ao término não se ter problemas estruturais e ficar o máximo perfeita a obra.

Analisando a reportagem em tópicos:

1) Viram que o atraso das obras contra enchente é culpa da Prefeitura? A culpa recai toda no Kassab e depois recairá no 1 dia de mandato no Haddad do PT. O Prefeito que não está fazendo sua parte!

2) O Governador com a palavra, dizendo das medidas contra enchentes que amenizarão os seus efeitos. O Prefeito, não! Este, não fez a sua parte e não foi ouvido para dar sua opinião sobre a fala do Governador e se realmente não colabora com obras contra as enchentes. Se vier enchentes no verão a culpa não é do Governador, a culpa é só do Prefeito.

3) Existe atraso nas obras, mas elas estão sendo realizadas (não há menção de possíveis danos à população pelo motivo de estarem atrasadas). Ah, se fosse a DILMA!

4) Ai entra a questão da incompetência do setor público para manutenção das obras realizadas. (Não seria falta de mão-de-obra qualificada e funcionários para a manutenção?) Ah, se fosse a DILMA e seus funcionários públicos incompetentes!

5) Depois dizem que em 1998 a vazão do rio já estava defasada em 25%. Não dizem que o Governo do Estado desde 1994 está nas mãos do PSDB de Alckmin. (Não seria incompetência do PSDB o problema das enchentes, também?) Ah, se fosse a DILMA!

6) E terminamos sabendo que existe um longo caminho a ser precorrido para o combate efetivo das enchentes. Ah, se fosse a DILMA: Impeachment nela!

Não existe uma crítica ao Governo do Estado, ao Governador atual e anteriores, do mesmo partido, e ao partido que Governa nosso Estado desde 1994. E o SERRA? Que foi responsável pela interrupção da retirada de sedimentos e detritos do rio? Perceberam que na reportagem falam da retirada de 2002 até 2005 – surrupiaram a informação de que de 2006 até 2010 não foi feito nada – e era a Gestão do SERRA. O que significa que retrocedeu o processo, não é verdade?

Nenhuma menção a sigla do Partido. Se fosse um Governador Petista ele seria criticado ao extremo, certamente, e a sigla PT, minha nossa! Ia aparecer de cabo a rabo no Editorial.

É incrível como conseguem fazer isto num Editorial, na maior cara-de-pau (risos). E parece que o SERRA está voltando para ser Secretário da Saúde do Alckmin!

Responder

    roberto

    18 de dezembro de 2012 às 12h59

    Caro Alexandre, com todo o respeito, a responsabilidade não é do Sr. Picolé de Chuchu (vulgo Alckimin), pois incompetência é a marca registrada dele, e sim daqueles que nele continuam votando.

RicardãoCarioca

18 de dezembro de 2012 às 08h48

Preparem-se para ver na Globo reportagens com flagrantes de sacos de lixo boiando nas enchentes enquanto o(a) jornalista põe a culpa na população.

Responder

Hélio Pereira

18 de dezembro de 2012 às 08h06

A unica “obra” vizivel dos Tucanos em SP foi,colocarem placas e faixas nas Marginais dos Rios Tietê e Pinheiros,garantindo que:”jamais voltariam a ocorrer enchentes em SP devido ao aprofundamento da Calha do Tietê”.
As Faixas e Cartazes serviram para ilustrar dois programas do PSDB a nível Estadual e Federal,demonstrando a “eficiência” dos Bicudos Paulistas no combate as enchentes em SAMPA.
“Nossa imprensa”,foi ao delirio com estas “obras” e principalmente com as Propagandas do PSDB,pagas com Dinheiro do Contribuinte e que encheram os Bolsos de meia dúzia de Donos de Meios de Comunicação,que emitem “opiniões” de acordo com o “Dindim” que engorda seus caixas!
Eu acho que o Estadão prevendo as enchentes que se aproximam,quer livrar a cara do Governador Alckmim,mostrando que ele fêz sua parte e já preparando a opinião pública para por a culpa das enchentes na Prefeitura da Capital,comandada por Fernando Haddad,ou seja no PT.

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Alexandre Carlos Aguiar

18 de dezembro de 2012 às 07h59

A velha lógica da propaganda nazista: uma mentira contada mil vezes…
O problema, como apontou um comentarista aí, não é a guerra santa contra a mídia. Até acho que as pessoas estão mais antenadas e não já caem com tanta facilidade nestes contos da carochinha.
A questão é se quebrar a espinha dorsal dos financiamentos da mídia, que parte do governo federal. Nem precisa de lei de médios. Basta fechar a torneirinha.
Aí eu quero ver Marinhos, Frias e quejandos de pirezinho nas mãos.

Responder

Gerson Carneiro

18 de dezembro de 2012 às 03h43

Já em relação à Prefeitura… De repente o PIG começou citar uma lista infindável de problemas da cidade de São Paulo. Antes não tinha, agora tem.

Depois que o Haddad tomar posse o jatinho do Jornal Nacional vai pousar pela primeira vez na cidade de São Paulo.

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    RicardãoCarioca

    18 de dezembro de 2012 às 08h50

    Os problemas da cidade de SP começarão em 2/1. E os 30% que acreditam no PiG acreditarão nisso também.

saulo

17 de dezembro de 2012 às 21h26

Temos q bater na mídia sempre, pois ela é contra o povo e será sempre !!!

Responder

Marat

17 de dezembro de 2012 às 19h51

O que me deixa feliz é verificar que, não obstante uma mídia partidarizada com a direita oligárquica, o povo está mais atento, e não coloca essa turma no Governo Federal há muito tempo… Aqui no Estado de SP, aos poucos a estrutura podre do poder pessedebista começa a aparecer, mesmo com todo esforço do Estadão, da Folha da Veja, da Globo e do resto…

Responder

josaphat

17 de dezembro de 2012 às 19h04

De que adianta esta guerra santa contra a mídia. A classe média, que é quem lê esses jornais é irrelevante nas eleições.
O problema, mesmo, vai começar quando educarem um pouco mais o povo.

Responder

    Glauco Lima

    18 de dezembro de 2012 às 09h03

    Pois é Josaphat.
    A verdade é que ninguém lê coisas de esgoto como Folha, Veja, Estadão e outras porcarias tais.
    Com certeza, um povo educado realmente jamais leria isso também.
    Portando, conclui-se que a classe média brasileira não é educada e é tão limitada quanto o povão.


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