VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Antonio Machado: Os jovens com “propensão ao crime” de Serra


24/10/2012 - 12h43

por Antonio Machado

Ao responder uma pergunta sobre violência nas escolas, o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, afirmou ter uma parceria com a Fundação Casa, a antiga Febem, para identificar jovens que tenham “propensão ao crime” e fazer com eles um “trabalho preventivo” de “monitoramento”.

A declaração, feita à Rádio CBN na última terça-feira, logo repercutiu nas redes sociais, mas foi abafada em seguida pelas críticas ao jogo “Angry Haddad”, lançado pela campanha tucana.

Como até o momento o candidato não detalhou a proposta, vamos nos ater ao que foi dito, literalmente: “Temos um programa feito com a Fundação Casa, a antiga Febem, para atuar nos jovens que estão dentro das escolas, que ainda não entraram para o mundo do crime, mas podem ter propensão para isso. Então nós vamos fazer com eles um trabalho preventivo, que é identificar quem tem um potencial para ir para o crime, para ir para a droga, e fazer um trabalho de monitoramento”.

Em primeiro lugar, não é boa ideia, em nenhuma hipótese, aproximar a antiga Febem das escolas. Serra evidentemente não propôs prender alunos por mau comportamento.

Porém, a Fundação Casa é uma instituição supostamente preparada para atuar em casos de extrema gravidade, inclusive com medidas de internação (privação de liberdade), mediante a determinação judicial.

Mas não é esse o ponto mais grave da declaração. Serra não fala em jovens que tenham cometido atos criminosos, mas que teriam “propensão” ao crime.

Segundo o dicionário Houaiss, propensão significa “capacidade inata para (algo); inclinação, vocação, pendor.” Inato, de acordo com a mesma fonte, é aquilo “que pertence ao ser desde o seu nascimento; inerente, natural, congênito”.

Pela declaração de Serra, podemos entender que o candidato do PSDB acredita que determinados jovens, estudantes de escolas públicas, tenham tendência natural à criminalidade.

Por não estar relacionada às experiências, esse “potencial”, para ele, não poderia ser combatido apenas com medidas educativas – como as que propôs seu adversário Fernando Haddad na mesma ocasião –, mas com “monitoramento”.

Superada a questão da “propensão” criminosa, base de algumas das maiores atrocidades do século XIX, nos cabe imaginar quais seriam os critérios utilizados pelo Estado para identificar esses jovens. Certamente não seriam frenológicos ou genéticos, como a estarrecedora declaração nos faz imaginar.

Porém, qualquer critério que se proponha a identificar criminosos em potencial é necessariamente preconceituoso e autoritário. Dentro da escola, essa intenção assume uma proporção absurdamente perversa.

Não é o caso de entrar na discussão sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente ou das práticas da Fundação Casa. O que espero sinceramente é que esse tipo de proposta não esteja realmente no programa de governo do candidato tucano – se é que esse programa existe –, e que Serra volte atrás, reconhecendo que disse uma das maiores bobagens de toda a campanha. Depois, espero que esse tipo de “solução” seja cada vez mais rejeitada pela sociedade, e que os próximos debates eleitorais se deem em mais alto nível.

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48 comentários

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Datafolha: Haddad 58% x Serra 42% « Viomundo – O que você não vê na mídia

27 de outubro de 2012 às 18h30

[…] Antonio Machado: Os jovens com “propensão ao crime” de Serra […]

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Fatima Souza: Sobre os ataques a policiais em São Paulo « Viomundo – O que você não vê na mídia

27 de outubro de 2012 às 18h28

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Stanley Burburinho: Sobre o falso site de Haddad « Viomundo – O que você não vê na mídia

26 de outubro de 2012 às 23h46

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Antonio Machado: Os jovens com “propensão ao crime” de Serra « novobloglimpinhoecheiroso

25 de outubro de 2012 às 14h13

[…] Antonio Machado, via Viomundo […]

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Apavorado por Vírus e Bactérias

25 de outubro de 2012 às 00h59

Primeiro que o fascista é um jumento. Ele não engana mesmo, é um jumento. Depois, não tem programa de governo algum. Seu único programa, já antigo, é a corrupção. Como pode dizer tanta asneira e ser tão preconceituoso?

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nina rita de cássiar

25 de outubro de 2012 às 00h58

Proponho que Serra estenda essa MEDIDA PEDAGÓGICA às escolas particulares.

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Eduardo Guimarães: MSM vai à Justiça contra o Jornal Nacional « Viomundo – O que você não vê na mídia

24 de outubro de 2012 às 23h19

[…] Antonio Machado: Os jovens com “propensão ao crime” de Serra […]

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Fernando

24 de outubro de 2012 às 23h13

No Rio o queridinho Sergio Cabral disse que as favelas são fábricas de bandidos.

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Barbosa chama Lewandowski de ‘advogado de Valério’ « Viomundo – O que você não vê na mídia

24 de outubro de 2012 às 22h50

[…] Antonio Machado: Os jovens com “propensão ao crime” de Serra […]

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rita

24 de outubro de 2012 às 22h37

incrivel.muitas crianças com talento para a musica, o desenho, a dança, a literatura, a pintura… e nao vejo candidato dizer o que pretende fazer para apoia-las.

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Fabio Passos

24 de outubro de 2012 às 21h59

Inacreditável.
O PiG não podia colher outra coisa senão uma humilhante derrota apostando em um desmiolado como serra.

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Gerson Carneiro

24 de outubro de 2012 às 21h51

Metodologia do Serra para detectar a propensão ao crime nas crianças:

– E aí pivete, em quem teus pais votaram?

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FrancoAtirador

24 de outubro de 2012 às 20h27

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Ato na USP: “Haddad é resposta da civilização à barbárie”

No ato “São Paulo quer Mudança”, promovido pelo Coletivo de Estudantes em Defesa da Educação Pública, professores da Universidade de São Paulo manifestaram apoio à candidatura de Fernando Haddad (PT).

Nas falas, a eleição de Haddad foi apontada como uma possibilidade de mudança, uma resposta da civilização à barbárie.

Para Marilena Chauí, Haddad aparece para São Paulo como uma passagem do medo, vindo da atual gestão, para a esperança no resgate da imagem cidadã da cidade.

Íntegra em:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21141

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FrancoAtirador

24 de outubro de 2012 às 20h03

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Serra evoca Lombroso

Por Saul Leblon, no Blog das Frases – Carta Maior

Quem achava que depois da caça ao kit gay estaria esgotado o estoque de excrescências desta campanha, errou.
A quatro dias das eleições municipais de 2012, Serra revira seus guardados no saco do desespero.
Elege um truque por dia.
Enfia os pés pelas mãos.
Como se tentasse correr na areia movediça, transforma sua campanha num atoleiro.

Desta vez foi fundo demais.

Os impulsos que o desespero desencadeia provocam calafrios em círculos tucanos mais serenos.
A essa altura, tudo o que pedem é que o 28 de outubro chegue logo.

Nesta terça-feira, em entrevista à amigável rádio CBN (emissora das organizações Globo), o candidato que trouxe o obscurantismo religioso ao centro da disputa metabolizou Cesare Lombroso.

O tucano – se eleito – pretende criar nada menos que um programa de monitoramento de jovens com ‘propensão’ para cometer crimes.

Em resumo, criminalizar antes aqueles que se considere potencialmente criminosos.

Como?
Acompanhe. Seria um braço da Febem agindo, secretamente supõe-se, dentro das escolas das periferias, naturalmente.

Objetivo: vigiar jovens que, nas palavras do candidato José Serra:
“Ainda não entraram para o mundo do crime (frise-se o ‘ainda’), “mas que podem ter propensão para isso”.

E arremata, algo assustador:
“Vamos fazer um trabalho preventivo, de identificar quem tem potencial para ir para o crime ou para a droga”.

O teor de higienismo social intrínseco a esse projeto deixa o feito anterior de Serra, as rampas anti-mendigo, lançadas quando passou pela prefeitura em 2006, no chinelo das aberrações conservadoras. Que não são poucas.

Alguém já pensou isso antes.

Combater o crime identificando preventivamente o criminoso foi o propósito do criminologista e psiquiatra italiano, Cesare Lombroso (1835-1909), que se dedicou ao estudo da antropologia criminal.

Serra, se eleito, poderá queimar etapas e recorrer à tipificação antropológica feita por Lombroso.
O propósito de ambos é o mesmo: liquidar o ‘mal’ pela raiz.

A raiz, como se sabe da visão conservadora, está no indivíduo, não na sociedade; esta deve ser preservada.

Os famintos são culpados pela sua fome, não as instituições.

O desemprego só existe porque os preguiçosos se recusam a pegar no batente pelo salário disponível no mercado autorregulável. Etc.

Antes que a juventude pobre cause embaraços — e a exemplo do que se pretendeu com as rampas anti-mendigo, instaladas sob viadutos e calçadas de bairros elegantes — vamos então tipificá-la.

A coisa começa por aí.

O precursor italiano de Serra, Cesare Lombroso, apregoava que o delinqüente possuía características natas, tais como: protuberância occipital, órbitas grandes, testa fugidia, arcos superciliares excessivos, zigomas salientes, prognatismo inferior, nariz torcido, lábios grossos, arcada dentária defeituosa, braços excessivamente longos, mãos grandes, orelhas grandes etc etc

Desenvolvida a partir da observação de prisioneiros e internos em manicômios, a teoria lombrosiana define que a biologia estampa o destino social do ser humano.
Deixa tudo mais fácil: a pessoa é vigiada e punida pelo que a fisionomia antecipa que será a sua sorte.
Sem nuances ou mediações históricas.

Assim como as prisões em que Lombroso concluiu sua ‘tipificação’, as escolas das periferias em que Serra pretende vigiar também estão lotadas de pobres.

Serra, a exemplo de seguidores de Lombroso, não tardará assim a identificar nos pobres as características congênitas do crime e do criminoso.

O resto deixa com o Coronel Telhada.

O vereador eleito pelo PSDB, famoso comandante linha dura da Rota, foi elogiado recentemente por Serra.O tucano identificou no trabalho de quem perdeu a conta de quantos matou um esforço “comprometido com os direitos humano’ .

Do que mais será capaz esse astuto rapaz?

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1120

Responder

FrancoAtirador

24 de outubro de 2012 às 19h48

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NEGROS, MULHERES E OUTROS MONSTROS

Um ensaio sobre corpos não civilizados

Por Cynthia Hamlin e Jonatas Ferreira

(Professores do Departamento de Ciências Sociais e do PPGS da UFPE)

http://quecazzo.blogspot.com.br/2008/05/negros-mulheres-e-outros-monstros-um_13.html

http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/ref/article/view/19279/17697

Responder

Jotage

24 de outubro de 2012 às 19h44

Como foi ele que disse, acredito que já havia pensado em como descobrir uma criança com perfil de bandido. Fiquei imaginando e gostaria de confrontar o meu cardápio com o dele. Eu sugeriria:
1 – Exame de DNA. Se tiver compatibilidade com negros bota uma marca na testa. Obs. Não vale para DNA antigo, pois somos todos negros.
2 – Exame de sangue. Se for vermelho é sinal de comunismo.
3 – Colocar os meninos ao lado de meninas. Se tiverem comportamento não compatível com a TFP são gays e devem ser marcados também.
4 – Fazer exame de leitura. Se tiver sotaque nordestino pode marcar.Obs.: Este exame é de difícil aplicação pois os alunos do primeiro e segundo grau em SP não sabem mais ler.

Responder

Sr. Indignado

24 de outubro de 2012 às 19h38

Em breve, Serra irá propor a eugenia. Não ficaria surpreso.

Responder

anselmo faria

24 de outubro de 2012 às 17h24

Se fosse expressão de uma vontade totalitária, seria insuportavelmente grave,porém não é isso.É apenas mais uma bobagem,mais uma idéia que o candidato teve na hora para responder a essa vasta e complexa realidade,sempre um obstáculo á sua ambição patológica de poder.

Responder

Flavio Moreira

24 de outubro de 2012 às 17h14

“O que espero sinceramente é que esse tipo de proposta não esteja realmente no programa de governo do candidato tucano – se é que esse programa existe –, e que Serra volte atrás, reconhecendo que disse uma das maiores bobagens de toda a campanha.”
Taí uma coisa que o Serra NUNCA vai fazer – seu orgulho e seu ego são muito maiores do que ele. Reconhecer que falou uma bobagem? Mais fácil receber a visita do Papai Noel, do Coelho da Páscoa e da Fada do Dente, de uma única vez, para o chá das 5.

Responder

Elias

24 de outubro de 2012 às 16h26

Transcrição de rápido noticioso da Rádio CBN – 2 dias atrás

Locutora: A CBN vai levar aos candidatos à prefeitura de São Paulo as perguntas feitas pelos ouvintes. O ouvinte Cléber Augusto quer saber qual é o projeto dos candidatos para combater a violência e o consumo de drogas dentro das escolas, além de restabelecer o respeito aos professores em sala de aula. Ouça primeiro a resposta do candidato do PT, Fernando Haddad.

Haddad: “O que nós pretendemos? Num turno a criança e o jovem vão ter as disciplinas tradicionais, a matemática, a língua portuguesa, mas no segundo turno ele vai ter uma jornada diferente, ele vai ter acesso a teatros, a museus, à biblioteca, a esporte, à música, porque essas coisas ajudam a organizar a escola de uma maneira muito diferenciada. E você vai ver, quando a metodologia estiver adotada em São Paulo, o dia-a-dia do professor vai melhorar muito, porque ele vai ter um jovem, uma criança muito mais atentos, muito mais desenvolvidos, muito mais felizes…”

Locutora: Ouça agora a resposta do candidato José Serra, do PSDB.

Serra: “Nós vamos combatê-la, em parte, como prevenção. Temos um programa feito conjuntamente com a Fundação Casa, antiga Febem, pra atuar nos jovens que estão dentro das escolas, que ainda não entraram para o mundo do crime, mas que pode ter “propensão” pra isso. Então nós vamos fazer com eles um trabalho preventivo, que é, identificar quem tem um potencial pra ir pro crime, ou pra ir pra droga, e poder fazer um trabalho de acompanhamento, de monitoramento e de ajuda a esses jovens.Não são apenas medidas de segurança, são medidas preventivas. Essa é a questão fundamental. No geral vamos combater o crack de verdade.”

Esse é o José Serra, um cara que começou como social democrata e acabou como nacional socialista. E Regina Duarte disse em 2002 que nesse ela confiava. Aos 70 anos de idade, Serra apresenta uma proposta digna de causar inveja aos neo-nazistas que perambulam por aí.

Responder

Felipe C

24 de outubro de 2012 às 16h20

Minority Report do Serra

Responder

Vinicius Garcia

24 de outubro de 2012 às 15h58

O autor pediu ao coiso algo quase impossível ao seu caráter: autocritica.

Responder

FrancoAtirador

24 de outubro de 2012 às 15h40

.
.
Mas que Coisa!

Quando parece que o Coiso Ruim não tem mais nada de infame para dizer,

ele reaparece, agora, com essa concepção da Eugenia* de Francis Galton:

*Eugenia é um termo criado em 1883 por Francis Galton (1822-1911), significando “bem nascido”.

Galton definiu eugenia como “o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente”.


FRANCIS “SERRA” GALTON, O COISO RUIM DO SÉCULO 19

Responder

rodrigo

24 de outubro de 2012 às 15h23

O mano russo queria os “guardinhas” da GCM dentro das escolas.
Seria uma tendência política (ironia gente, faz favor) inovadora?

Responder

Luiz Carlos

24 de outubro de 2012 às 15h13

Parece que quanto mais rejeitado mais perverso fica.
Será existem eleitores dele que aprovariam esta
medida?

Responder

Rodrigo Leme

24 de outubro de 2012 às 15h09

Não vou falar o que Serra pensou ou deixou de pensar, vou colocar como eu acharia que deveria ser.

Sugiro que todos digitem “aluno agride professora” no Google.

Tenho 2 parentes no ensino público, e é fácil identificar o aluno que precisa de um acompanhamento mais próximo.

Se pegarmos só pelas atitudes, não pelas tendências, já existem muitos garotos e garotas que podem se beneficiar do acompanhamento.

E muito se engana quem acha que a Fundação Casa é uma unidade de encarceiramento. É um trabalho que possui psicólogos, assistentes sociais e muitos outros.

Estes seriam ainda mais eficientes trabalhando no acompanhamento de alunos com desvios graves de comportamento (alguém acha que um aluno que acerta um soco na cara de uma professora não precisa de atenção especial?). Muitas vezes quando o menor chega na Fundação Casa já está em um ponto de dificil recuperação.

Em suma, dá para se fazer algo bom a partir da idéia. Se foi isso que o Serra pensou, só ele sabe.

Responder

    Wildner Arcanjo

    24 de outubro de 2012 às 18h32

    Amigo eu moro bem perto de uma destas instituições. De recuperação infantil não tem nada. São mais como escolas de acesso ao “ensino superior do crime”.

    Rodrigo Leme

    25 de outubro de 2012 às 11h14

    Justamente porque na grande maioria dos casos o menor já chega lá em estágio muito avançado de perda. Não é perfeito, pode sempre ser melhor, mas um trabalho antes de chegar à Fundação casa é interessante, nos termos que eu descrevi.

    Bento Monteiro

    24 de outubro de 2012 às 18h41

    O cara pirou! Querer defender isso! Tem dó !!!!

    João Meira

    24 de outubro de 2012 às 22h14

    Entendi o que o Rodrigo quis dizer e isso não significa defender o Serra. Sou professor da Educação Básica e sei que um aluno que agride outro com faca ou que intimida os professores diariamente deveria receber um trabalho educativo que fosse além dos componentes curriculares de sala de aula, através do trabalho de profissionais como psicólogos ou assistentes sociais. Os alunos não seriam rotulados nem pelo DNA, nem pela cor da pele e muito menos pela origem familiar, mas por uma série crescente de delitos que extrapolam os simples casos de indisciplina escolar. Algumas tragédias são anunciadas, e há que haver um trabalho preventivo para que o destino final de muitos jovens não seja a Fundação Casa.

    Daniel

    25 de outubro de 2012 às 08h43

    Prezado, há uma diferença sutil porém fundamental entre a necessidade de se separar os adolescentes problema e o que o Serra disse.

    O normal seria o aluno que cruza a linha vermelha entre o aceitável e o inaceitável ser repreendido por isso (deixar BEM claro que não se tolera o que ele fez) e se ele insistir então expulsá-lo sem dó. Escola deve ser lugar de crianças que querem aprender, não de animais.

    Já o que o Serra sugeriu é que os alunos sejam rotulados como problemas baseando-se em critérios subjetivos e ESPECIALMENTE, ANTES DELES TEREM TIDO QUALQUER COMPORTAMENTO QUE DE FATO FOSSE INACEITÁVEL. Minority Report lhe lembra alguma coisa?

    Eu concordo plenamente que lugar de moleque que acha ser o “máximo” ser criminoso é em uma cadeia esquecida pelo seu deus preferido, mas ficar rotulando este ou aquele como criminoso com base em critérios absurdos como cor da pele, status social ou lugar de origem é a mesma coisa que os nazistas fizeram na segunda guerra mundial.

    xacal

    26 de outubro de 2012 às 20h24

    Caro Rodrigo,

    Não nos é possível saber o que serra quis dizer.

    Mas é possível saber o que boa parte da sociedade pensa, aí incluídos serristas e petistas:

    A tentação de classificar(vigiar e punir?)o outro, e determinar cortes, sejam eles biológicos(alguém citou Lombroso), de classe ou de gênero não é recente, nem uma ilusão ou delírio semântico.

    Foi nestas bases que o Estado brasileiro construiu seu sistema de persecução criminal, intacto até hoje.

    O serra só foi mais sincero.

    Mas tem gente “do campo progressista”, o qual me julgo pertencer, que, infelizmente, defende a “pacificação” nos morros cariocas, dando vazão (às vezes sem saber) aos mesmos argumentos ideológicos que legitimam esta aberração inconstitucional, com tropas militares usadas como força policial, sinalizando que o crime que dizem combater tem local e suspeitos já definidos.

    Claro, claro, é preciso retomar os territórios, eu sei…mas e o outro lado: os financiadores, atacadistas, contrabandistas e a indústria das armas, bancos que lavam dinheiro, etc…estarão todos nos morros ocupados?

    Os ricos, cheirosos e bem nascidos, que lucram horrores com o tráfico e escondem suas fortunas nas fortalezas invisíveis do sigilo bancário riem e se divertem: a cor e o endereço dos presos já está definido bem antes.

    Uma tendência a delinquir que este pessoal tem, ao contrário deste pessoal rico, que tem uma tendência a parecer “gente de bem”.

moises de carvalho

24 de outubro de 2012 às 14h01

nao sou especialista no assunto mas esta proposta me lembra algumas experiencias nazi será q estou enganado… ou pq nao ampliamos a proposta a escolas particulares qem sabe previnimos futuros crimes de colarinho bco,kkkkk

Responder

    Maxwell

    24 de outubro de 2012 às 14h58

    E irritar os futuros eleitores de direita? Necas!

    Cibele

    24 de outubro de 2012 às 16h00

    Boa, Moisés!

    David

    24 de outubro de 2012 às 17h11

    O Dr. Josef Mengele será o secretário da saúde e o Dr. Arthur de Gobineau o seccretário de segurança.

francisco.latorre

24 de outubro de 2012 às 13h14

perverso.

o próprio.

..

Responder

Jairo Beraldo

24 de outubro de 2012 às 13h05

O Haddad parece que tem o mesmo projeto para crianças e adolescentes com potencial de entrar para o mundo do crime: melhorar as escolas publicas, dando condições de entrarem em faculdades e dar esperança de conseguirem bons empregos. Não vai precisar de gastos a mais, só fazer gastar bem o que já tem!

Responder

    Bento Monteiro

    24 de outubro de 2012 às 18h44

    É isso que incomoda a maioria dos eleitores do PSDB, a empregada que

    comprou um carro, o filho do porteiro vai fazer faculdade, o povo que

    viaja de avião, tanta gente de mão calejada agora compra carne de

    primeira no hipermercado da madame.

Eduardo Oliveira

24 de outubro de 2012 às 13h02

No dia 28, muito provavelmente, teremos menos um louco à caça do poder no país.

Responder

    Janah

    24 de outubro de 2012 às 15h12

    Desculpe-me, mas você está enganado, uma vez louco sempre louco. Esse vai ficar livre, leve e louco raivoso

    Eduardo

    24 de outubro de 2012 às 17h35

    ísso é preocupante, pois não se sabe o modo como isso terminará… mas já tem gente apostando que o cara já pensa em suicídio.

ZePovinho

24 de outubro de 2012 às 12h58

De acordo com a “teoria do domínio do fato”,não precisaremos de teste genético ou qualquer análise.Basta o Estado Totalitário Tucano dizer que o cara mora,por exemplo,em Carapicuíba e já é motivo para ser fichado como “potencialmente criminoso’.

Responder

    Maria Thereza

    24 de outubro de 2012 às 18h28

    iria ser a consagração do “teste genérico”. Ainda bem que SP está acordando. Quanto a alguém achar boa a proposta, acho que já deve ter muita madame e muito madamo fazendo sua “listinha”de candidadtos. Ampliando um pouco, é a ficha limpa aplicada às pessoas…

    Wildner Arcanjo

    24 de outubro de 2012 às 18h36

    E se for negro…
    E se for migrante nordestino…
    E se for índio…
    E se for de família muçulmana…
    E se…


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