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Diário da Resistência


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Álvaro de França: Funpresp é poupança ruim, de alto risco


14/03/2012 - 12h12

por Luiz Carlos Azenha

Sempre que se forma uma zona de confluência entre os interesses do governo Dilma, da oposição e da mídia, perdem o leitor, o telespectador e o ouvinte.

Vozes discordantes, quando surgem, servem apenas para cumprir tabela.

Um dos casos mais recentes envolve o Funpresp, o Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público Federal.

Tratamos do tema aqui, aqui, aqui e aqui.

O deputado Brizola Neto contribuiu com o debate, explicando seu voto pró-Funpresp.

Os comentaristas trouxeram informações e opiniões valiosas (todos os debates relevantes, hoje, no Brasil, acontecem na blogosfera. Sorry!).

É com esse espírito que entrevistamos o presidente da ANFIP, a Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil, Álvaro Solon de França.

A entidade foi uma das signatárias de uma cartilha explicando a oposição dos servidores públicos federais ao Fundo, que foi aprovado na Câmara e segue em regime de urgência para ser apreciado no Senado.

Álvaro argumenta que a proposta se baseou numa argumentação falaciosa, a de que o Funpresp atacaria o déficit da Previdência ou, como costuma dizer a mídia com gráficos mirabolantes, o “rombo” da Previdência, que seria de 50 bilhões de reais.

Ele afirma que desde a aprovação da Emenda Constitucional 41, em 2003, a previdência dos servidores públicos federais está em equilíbrio.

Que o grande beneficiário do Funpresp será o mercado financeiro, irrigado com uma bolada que, estima, chegará em 5 anos aos 5 bilhões de reais — gerando muitas taxas e comissões lucrativas.

Álvaro diz que o funcionário público federal saberá exatamente com quanto vai contribuir ao Funpresp, mas não terá como prever quanto vai receber.

“O PL padece de um vício de origem. Em sistema previdenciário primeiro você elenca quais são os benefícios que vão ser oferecidos e depois você estipula qual é a alíquota que será cobrada do participante, no caso dos servidores, e do patrocinador, no caso a União. O governo encaminhou o projeto dizendo que a contribuição dele seria de 7,5%, do servidor seria de 7,5% e depois de uma pressão dos servidores ele aumentou para 8,5%, o que é insuficiente para você construir um plano de previdência social. E mais: o governo nunca ofereceu uma planilha dizendo quais seriam os valores que os servidores receberiam ao final de sua vida contributiva”, argumenta Álvaro.

“Hoje no regime geral de Previdência Social, que o governo diz que é deficitário, as empresas contribuem com 22%, em média, sobre o total da remuneração dos seus empregados e os empregados contribuem com até 11% do teto, hoje de R$ 3.916,00. Com o Funpresp o governo quer contribuir somente com 8,5%”, afirma.

“Mais à frente, este fundo não vai ter condições de cobrir os benefícios oferecidos. Isso sem levar em consideração os riscos que se advém da aplicação destes recursos no mercado financeiro. Você fica ao sabor dos humores do mercado”.

“Ele [o Funpresp] interessa ao mercado financeiro e somente ao mercado financeiro”, diz o presidente da ANFIP. “É uma poupança financeira de péssima qualidade e de risco altíssimo”.

“Se amanhã este fundo tiver algum problema, a pressão será para que a União retome este fundo, nos moldes do que foi feito em países como a Argentina, Chile e outros. E aí quem vai pagar a conta? A sociedade”.

Em breve, pretendemos entrevistar dois senadores que reflitam o debate pró e contra o Funpresp.

Ouçam a entrevista, em que ele também refuta a descrição dos servidores públicos federais como marajás:

funpresp

Leia também:

Pinheirinho: Os senadores viram o terror e o amor





59 comentários

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Álvaro de França: Funpresp é poupança ruim, de alto risco - FenaPRF

19 de março de 2012 às 10h41

[…] Vi o Mundo Pesquise na […]

Responder

Cleber Souza

16 de março de 2012 às 08h38

Tem gente que opina sem conhecimento de causa, esses são os piores, as vítimas da manipulação que a grande mídia tanto se esforça para pegar. Primeiro: o Funpresp NÃO vai acabar com aposentadoria integral, primeiro porque ela não afeta direito adquirido, quem entrou antes de 2003 vai continuar com esse direito e quem entrou depois já se submete às mesmas regras do RGPS, leiam a Constituição ao menos! Segundo: por que 11% + 22% é deficitário e 8,5% + 8,5% não será? Terceiro: querem comparar funcionalismo público com iniciativa privada? Então permita-nos acumular cargos, permita-nos ter as próprias empresas, sermos administradores, se formos demitidos, permita-nos prestar outros concursos, permita-nos receber 50% a mais aos sábados e 100% a mais aos domingos e feriados (sim há servidores que trabalham nesses dias), não nos limite com um teto salarial, permita-nos inclusive contratar parentes e amigos sem vedação de lei, permita-nos contratar serviços e comprar bens de empresas de parentes e amigos, etc, etc. Oras, cansei! Brasileiro tem que se lascar mesmo, adora pagar para banqueiro, adora pagar por licitações superfaturadas e ver Governo se "retro-alimentando", investindo indiretamente em empresas e as empresas bancando campanhas eleitorais. Aqui domina a maledita Lei de Gerson, onde quem corta fila é mais valorizado do que quem aguarda até sua vez.

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    Felipe

    16 de março de 2012 às 10h25

    Pois é, acho que depois do seu desabafo qualquer paladino do neoliberalismo – PT e PSDB – terá que no mínimo engolir seco as falácias que cospem a torto e direito.

    Marcio H Silva

    17 de março de 2012 às 01h38

    Eu só queria ter recebido o mesmo tratamento quando em m1999 instituíram o Fator previdenciário……

Leo

15 de março de 2012 às 13h45

Até parece que iriam estar de olho em um dinheiro que não tem destinação imediata – imagina só! Estão achando que, só porque o Funpresp pode vir a ser um dos maiores fundos de pensão do mundo (PREVI é o 24º, e a previsão é que o Funpresp seja 5 vezes maior), vai haver a maior briga para eleger administradores. Estão achando que o Governo vai influenciar na escolha dos administradores e depois esses administradores irão investir em empresas que financiarão as campanhas eleitorais… quanta divagação! Até parece que por exemplo a Vale, onde a Previ tem boa participação, financia campanha eleitoral. Nãooooo, é muita imaginação! Isso é tudo lobby dos servidores que não querem ver suas justas contribuições indo para o mercado financeiro, especulativo e financiador de campanha eleitoral! Aliás, incluam meu nome para administrador aí, não vou querer estar fora dessa boquinha.

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ZePovinho

15 de março de 2012 às 13h00

Você me lembrou do Ibrahim,Azenha,com o seu "sorry".Poderia ter dito "Sorry,periferia"- aliás,sorry imprensa-empresa!!! Um dos adágios do velho Ibrahim era o "Sorry,periferia".
Ele não tinha estudo,mas era muito inteligente e educado:

[youtube VcBCZiN9BAk http://www.youtube.com/watch?v=VcBCZiN9BAk youtube]

PS:Com muito esforço,um dia seremos como o Ibrahim.KKKKKKKKKK!!!!!!!!!

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Bruno Stern

15 de março de 2012 às 12h10

To com uma peninha dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil.

Com certeza é uma classe de funcionários desprestigiada e mal remunerada.

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Damião

15 de março de 2012 às 09h58

"Como diz o ditado : No inferno esta cheio de boas intenções"
Governo neoliberal, concessão de aeroporto e estradas. Acreditem, votou a favor de pedágio urbano, quando o que deveria ocorrer é melhoria do transporte público.
O mercado agora vai controlar o dinheiro da aposentadoria das pessoas, que beleza. Projeto de décadas.
Quando ocorrer uma depressão e houver quebradeira como nos E.U.A como o governo vai segurar os fundos de pensão ? Eu quero saber quando vão privatizar o BB, a Caixa e por fim o Banco Central como nos E.U.A?

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    Rafael

    15 de março de 2012 às 14h03

    Essa tua atitude é o que denigre a esquerda. Se vc acha que o governo Dilma é neoliberal na próxima eleição vote no psdb então. Se vc não sabe a diferença entre a privatização do governo fhc e a concessão dos aeroportos do governo Dilma então não fale sobre o assunto. Se não tem discernimento cale-se que é melhor. Isso que fazem de dizer que a concessão DA OPERAÇÂO do aeroporto é igua à privatização é uma ajuda do céu para o psdb, para a direita em geral. O governo que vc chama neoliberal conseguiu 24,5 bilhões com a concessão da operação do aeroporto e ainda a Infraero, estatal, ficou com 49%. O governo fhc não conseguiu isso privatizando a Vale, as teles. O aeroporto de Campinas ficou com empresa brasileira, na verdade o fundo de pensão Petros. Essa conversa que os bancos privados administrarão o dinheiro do fundo de pensão é mentiroso, repercutir essas mentiras é idiotice. Se vc não sabe rapaz a grande maioria do patrimônio é investido em renda fixa sem risco de prejuízo. É só vc estudar a carteia de investimento da Previ, da Petros, da Funcef. Essa tua atitude dizer que o governo Dilma é neoliberal é o que o PIG/PSDB/DEM mais querem.

    beattrice

    15 de março de 2012 às 14h37

    Os dilmistas adoram ameaçar com o bicho papao de bico amarelo, não cola mais.

    Felipe

    15 de março de 2012 às 23h15

    O PT faz a lambança e a culpa é de quem critica?

Elton

15 de março de 2012 às 07h32

O governo perde mais uma oportunidade de se tornar um veiculo de administração que visa o bem estar social e passa mais uma vez a juntar com o sistema de capital que como todos sabem não traz qualquer segurança ou garantia para o trabalhador, somente deseja expropria lo.
É humilhante deixar esses trabalhadores que dedicaram uma vida prestando serviços nas mãos do sistema monetário neoliberalista.
Porque não entregam essa porcentagem então nas mãos do trabalhador e ele que decida o que fazer com sua aposentadoria, já que não há seriedade no tratamento de questão tão séria.

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Marcio H Silva

15 de março de 2012 às 02h26

uma analogia com a FUNPRESP.
.
Previsões sobre Brasília
CAFÉ FILHO, Presidente substituto de Getulio
1 – “Não vou baixar nenhum decreto considerando a área do novo Distrito Federal de utilidade pública. Considero a medida intempestiva e uma providência utópica”. (Café Filho, em abril de 1955, quando o marechal José Pessoa, presidente da Comissão de Localização da Nova Capital levou para ele os estudos técnicos definindo a área do Distrito Federal).
2 – “Afirma-se a necessidade da mudança da capital para garantir maior desenvolvimento econômico ao nosso hinterland. O argumento pró-mudança não tem nenhuma força”. (Correio da Manhã”, 1956).

LACERDA
3 – “Brasília será a maior ruína da história contemporânea. A diferença das outras, é que nunca será habitada por ninguém, já que não ficará pronta”. E: “Brasília será para JK, o que as pirâmides são para os faraós: seu túmulo”. (Carlos Lacerda – 1957).
4 – “Para que tanta pressa? Satisfação da vaidade? Bobagem. Quando se efetivar a mudança, daqui a 4, a 8 ou 10 anos, far-se-á um obelisco monstro à entrada do El Dourado com a inscrição de que tudo aquilo é devido ao doutor Juscelino e dar-se-á seu nome à Praça dos Três Poderes. Creio que assim ficará bem para a posteridade”. (All Right, Correio da Manhã, 1958).
5 – “Antigamente era negócio da China: hoje negócio de Brasília. Meta número um (Brasília) já está paralisada: falta dinheiro para obras. Três coisas estão prontas: o palácio (do presidente), o hotel (dos turistas), 3) a cachoeira (que Deus fez)”. (Adirson de Barros, Tribuna da Imprensa, 3 de setembro de 1958).
CORREIO, DIÁRIO, GLOBO
6 – “Luiz Jatobá leu uma crônica do jornalista Darwin Brandão, no “Noite de Gala”, da TV Rio. A crônica começava assim: “Nosso assunto hoje é a história de uma obsessão e de um obcecado. A obsessão: Brasília. O obcecado: JK. Brasília não existe”. (O Globo, 30 de setembro de 1958).
7 – “Dificilmente a nova capital será inaugurada em 1960 como deseja o senhor Juscelino”. (Eng João Carlos Vital (ex-prefeito do DF, 1958).
8 – “Brasília jamais será habitada. O poder executivo pode até levar sua estrutura para o Planalto Central, mas e os outros dois, Legislativo e Judiciário, são favoráveis à mudança?” (Diário de Notícias, 1958).
9 – “Brasília será o símbolo da leviandade e da inconsciência de um governo ou, antes, de um homem dominado pela vaidade de imortalizar-se, como os faraós, construindo porém, não para o próprio túmulo, mas o túmulo das finanças e do crédito brasileiro.” (Diário de Notícias, 1958).
10 – “A nova capital só fica pronta no prazo se a Novacap se transformar em fada madrinha de história da Carochinha e em vez de vigas de aço vindas da América, a peso de ouro, se utilize uma varinha de condão”. (Diário de Notícias, 1958).
11 – “Os deputados não irão para Brasília. Suponho que seria o caso de uma nova Lei revogando a anterior e dilatando o prazo para a mudança da capital”. (Carvalho Neto, UDN-PI, 1958).
12 – “Nada justificava e nem justifica a mudança da capital. Os motivos alegados a favor da mudança não convencem a ninguém que possua um mínimo de bom senso”. (Othon Mader, UDN-PR, 1959).
13 – “É um desatino!” (Deputado Adauto Lúcio Cardoso, UDN – GB) depois de chefiar uma Comissão Mista da Câmara que visitou as obras da construção de Brasília.
JOPPERT E LUCAS LOPES
14 – “Tem-se objetado que a água do lago poderá ser absorvida pelo terreno, deixando-o vazio, total ou parcialmente. Que o perigo existe, não há dúvida, porque chuvas fortes e prolongadas não enchem os poços abertos, até 25 metros (…). Estará errada Brasília ou somos nós que estamos errados, argumentando contra ela? O futuro dirá”. (Maurício Joppert – ministro dos Transportes no governo José Linhares e presidente do Clube de Engenharia, 1959).
(JK telegrafou a ele na inauguração do Paranoá, dizendo: “Encheu”).
15 – “As decantadas maravilhas da região são ilusórias. Os seus característicos de riquezas naturais são os mesmos das pobres savanas tropicais do Brasil Central”. (Lucas Lopes, ex-ministro dos Transportes nos governos Café Filho e Nereu Ramos).
16 – “Brasília jamais terá energia elétrica ou telefonia. Nunca se comunicará com o restante do País”. (Gustavo Corção).
17 – “Juscelino, na sua paranóia progressista, continua a acelerar a construção de Brasília, como se o Brasil não estivesse sendo atingido pela crise. A crise social o persegue; sua mania de grandeza é Brasília”, (Correio da Manhã -1959).
Fonte: Sebastião Nery – Tribuna da Imprensa

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    Oxaguiam

    15 de março de 2012 às 08h06

    O que isso tem a ver com o FUNPRESP?
    Médici, a respeito do "milagre econômico brasileiro", certa vez declarou "Ninguém mais segura esse país"… Posso então fazer uma analogia com o FUNPRESP por causa disso?
    Pensando bem, neste tema e neste momento, estamos bem mais perto do discurso do "milagre econômico" do que da construção de Brasília…

    Felipe

    15 de março de 2012 às 08h15

    Pra minha geração Brasília não seria uma boa comparação não?! rsrs
    Cidade desigual e excludente, signo hermetico da não representatividade das demandas populares além de ser um reduto da picaretagem profissional.

    Cleber Souza

    16 de março de 2012 às 13h46

    Comparação com a Funpresp:

    "Investir na Enron é a sua segurança de retorno financeiro" (Enron – The Smartest Guys In The Room)

Marcio H Silva

15 de março de 2012 às 01h24

O entrevistado tem interesse pessoal, porque é presidente da ANFIP, a Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil, portanto, funcionário público e estará sujeito ao Funpresp, e isto deixa a pessoa insegura.
Mas esquece-se que a grande maioria dos trabalhadores não tem uma previdência complementar e os que tem são empregados de empresa privada ou de empresa de economia mista, logo estando sujeito a insegurança destes fundos funcionarem corretamente e em beneficio do assistido . A primeira previdencia complementar foi criada em 1904 e jamais quebrou, hoje é uma das mais capitalizadas.
Na Regime de previdencia complementar temos dois modelos o fechado e o aberto.
No meu caso pertenço a uma entidade de previdência privada fechada, portanto sujeito a riscos, vide o caso da varig, que quebrou e sua fundação foi junto, prejudicando todos que lá trabalhavam. Quem trabalha em empresa privada está sob risco de tudo, até de perder o emprego no dia seguinte.
O que falta explicar, em alguma matéria, é se a FUNPRESP é previdencia aberta ou fechada. Pelo que li até agora parece que é aberta, o que está gerando esta insegurança toda. Se fosse fechada, talvez os funcionários ficassem mais tranquilos. Pois o fundo seria gerido por uma fundação dos funcionários públicos, sujeitos a norma do MPAS e PREVIC.
Não consigo entender toda esta reclamação. A fundação a qual pertenço foi fundada em 1977 pela Lei n.º 6.435, de 15/07/1977. A Telebrás, nesta época tinha em torno de 80.000 empregados e menos de 50% aderiram ao fundo de previdencia. Mesmo assim a sistel se tornou uma dos 5 maiores fundos de pensão do país em 22 anos, com os funcionários contribuindo com 4% da sua remuneração bruta mensal. No inicio as empresas botavam tres vezes mais, depois duas vezes mais e depois ficou um para um, mantendo os 4%.
a FUNPRESP está nascendo com o funcionário contribuindo com até 7,5% e o patrão, no caso o governo, com o mesmo percentual. Considerando o volume de funcionários que o governo tem, este fundo só tem a ganhar e talvez se tornar o maior e mais forte do país.
Seja aberto ou fechado vai ter que seguir as normas da SUSEP ou do MPAS, bem como da PREVIC, CNPC e CRPC.
Os funcionários públicos estão com medo de que? não querem riscos?
Só nós da iniciativa privada é que temos de assumir riscos neste país e ainda carregar o fantasma do fator e salário de referência?
Se a previdência privada que me mantém quebrar, to ferrado, e isto pode acontecer……porque só com o INSS não dá….to no risco também, até morrer……..se morrer antes da minha mulher, quem fica no risco é ela.
Ora pombas, como eu disse no outro post, temos que acabar com este sistema de castas. Todos tem que ser tratados igual perante a lei, ou isso só vale para os "outros" e dane-se a constituição?
segue dois links que acho interessante:
http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/anais/pdf/20
http://www.cosif.com.br/mostra.asp?arquivo=previp

Responder

Hildermes Medeiros

15 de março de 2012 às 00h56

A questão é uma só: o plano de previdência complementar não é uma poupança, no exato sentido desse termo. Na realidade, é constituição de um fundo, através de contribuições paritárias do empregador e do empregado, que só tem sentido de ser formado se permitir, induzir o trabalhador a se aposentar, após os prazos estabelecidos para fruir esse direito. Caso não haja forte ligação com o último salário que o empregado esteja percebendo em atividade, se o que for constituído não tiver relação ou se aproxime desse último salário, dificilmente a decisão de aposentar-se será tomada pelo servidor. E mais: tem que ser bem explícito nos planos quais as perspectivas do salário quando aposentado, porque este é o único referencial capaz de permitir que o servidor tome a sua decisão de aposentar-se. É um fundo cujos recursos possam pagar uma renda mensal aproximada do salário que o servidor costuma receber, que permita remunerá-lo nesse mesmo nível durante sua sobrevida enquanto aposentado, que possa garantir também uma renda para seus dependentes que ficarem. O valor que possa ser depositado em nome do trabalhador, seja qual for, jamais dará segurança que essas necessidades serão cobertas. Um plano de Contribuição Definida (CD) não é um plano de previdência, mas tão somente trata-se de um fundo em nome do servidor, formado por contribuições suas e do empregador (no caso governos), que não terão a mínima garantia de que terá uma renda aproximada de seu último salário, que possa ser paga durante sua sobrevida, e que possa garantir uma renda aos seus dependentes. Só um plano de Benefício Definido (BD), com garantia do governo durante todo o período (durante a aposentadoria e para os dependentes), baseado de forma clara nos últimos salários do servidor, garantindo seu poder de compra referenciando-o aos salários pagos os de mesmo nível na ativa, será justo e permitirá que o servidor tome a decisão de se aposentar, mesmo passando a pagar um pouco mais para essa complementação. Não se pode confundir esse aspecto previdenciário, que é o principal, com as aplicações financeiras que movimentarão os recursos arrecadados para garantir a aposentadoria. Quanto a esse aspecto financeiro, uma coisa é mais do que óbvia: o governo não pode deixar os servidores aposentados tendo seus salários dependentes dos humores do mercado financeiro, que em grande parte trabalha com grandes riscos, até mesmo especulativos, que nem sempre garantem a remuneração das aplicações. Em resumo: os governos têm que garantir os fundos que venham criar para fazer as aplicações dos recursos aplicados (contribuição do servidos e do próprio governo), bem como garantir a renda do servidor aposentado. Não dá para tudo ficar por conta do mercado. Isso é coisa de economia neoliberal. Se insistirem a aprovarem esse monstrengo, o país mais à frente pagará muito caro por essa decisão em favor do mercado, e o preço, econômico e político não será nada desprezível. Envelhecerá os quadros dos servidores dos governos, criará insegurança, levará a greves gigantescas. Não dá para dizer que é só para pagar para ver, porque a bomba começará a estourar daqui a uns dez quinze anos, quando poucos dos irresponsáveis estarão por aqui.

Responder

Fabio_Passos

14 de março de 2012 às 22h38

Retirar benefícios dos trabalhadores para transferir uma bolada aos especuladores do mercado financeiro… isto foi a regra durante o desgoverno fhc.
Votamos no PT para acabar com as negociatas e reformas neoliberais. Não votamos no PT para fazer a alegria da banca.

Responder

beattrice

14 de março de 2012 às 20h47

Votar a favor da privatização da Previdência é recuar nos direitos dos trabalhadores, que deveriam TODOS
públicos e privados avançarem em seus direitos trabalhistas.
Quanto ao deputado brizola neto (com minúsculas) ora direis,
mais um aprontando mais uma.
Lamentável, um BRIZOLA jamais poderia votar contra o trabalhador.

Responder

Cancão de Fogo

14 de março de 2012 às 20h46

Por que vai dar problema? A Previ, Funcef, Petros e outros fundos provam o contrário! O que existe é um corporativismo exarcebado, especialmente do judiciário, contra a criação de um fundo para o funcionário público. A utilização de reserva financeira para a aposentadoria é normal em todo o Mundo. Por que aqui o Estado tem que bancar a aposentadoria do funcionário público?

Responder

_Rorschach_

14 de março de 2012 às 18h39

O Brizola Neto fez a lição de casa direitinho.

Foi um bom menino, votou contra os servidores e agora vai ganhar Ministério.

O vô Brizolão se rói no túmulo…

Responder

    carneirouece

    14 de março de 2012 às 19h48

    E ele ainda botou um longo post em seu blog falando o Porquê de ter votado a favor.

    E claro que irá pesar para o trabalhador. Já viu rico aqui botar a mão no seu bolso?

    Para tal temos o BNDES.

    _Rorschach_

    14 de março de 2012 às 22h59

    Porque ele sabe a traição que foi essa votação e quer se explicar.

    Às vezes é melhor ficar quieto.

    Se o Serra tivesse ganhoa eleição, é certo que iria propor a mesma medida contra os servidores.

    A diferença é que teríamos do nosso lado essa "esquerda" ao invés de tê-la contra nós.

    beattrice

    15 de março de 2012 às 14h42

    Trata-se da famosa esquerda ambidestra, liderada por dona Dilma.

    beattrice

    14 de março de 2012 às 23h07

    No long post recebemos uma montanha de manifestações contrárias e declarações de que nunca mais será votado. Não respondeu a nenhuma delas.

Rafael

14 de março de 2012 às 17h55

Então como ficam os funcionários do BB, CEF e Petrobras que têm esse sistema de previdência complementar? Eles são funcionários que não merecem uma previdência justa?
BB tem esse sistema a muito tempo, a Petrobras também desde 1976. Sem falar que na Petrobras desde da época do FHC ninguém mais consegue aposentadoria especial. São funcionários que trabalham em regime de turno e expostos a substâncias cancerígenas e não consegume mais de jeito nenhum aposentadoria especial. Esse sistema não é adequado para os funcionários federais então não é adequado apra ninguém. Nunca ninguém questionou esse sistema até mexer com os salários de mais de 10 mil reais. Agora é um choradeira em relação a um sistema que já existe a muito tempo e funciona. A contribuição nesse sistema não é como é dito no texto: “Hoje no regime geral de Previdência Social, que o governo diz que é deficitário, as empresas contribuem com 22%, em média, sobre o total da remuneração dos seus empregados e os empregados contribuem com até 11% do teto, hoje de R$ 3.916,00. Com o Funpresp o governo quer contribuir somente com 8,5%”, afirma. Não é assim. O governo no caso vai contribuir da mesma maneira para a previdência Social e mais os 8,5% sobre o salário bruto. Por exemplo: vc recebe 7000 reais, o funcionário paga o teto para o INSS e o governo paga a parte dele para o INSS, o funcionário paga mais 8,5% sobre os 7000 reais e o governo também paga os 8,5% sobre os 7000 reais. É bem simples. Esse sistema funciona a muito tempo.

Responder

    Marcio H Silva

    15 de março de 2012 às 01h38

    Concordo com seu texto.
    E a afirmativa do entrevistado:
    "Ele afirma que desde a aprovação da Emenda Constitucional 41, em 2003, a previdência dos servidores públicos federais está em equilíbrio."
    É uma inverdade, o SENADOR PAIM já mostrou que a única previdência pública superavitáaria é o RGPS. O RPPS e MILITAR sempre foram deficitários.

Remindo Sauim

14 de março de 2012 às 16h42

O ideal seria que todos trabalhadores tivessem a aposentadoria igual ao que recebem durante sua vida de trabalhador. Mas a realidade não é assim, e como a constituição diz que todos brasileiros são iguais, não vejo porque os funcionários públicos devem ter previdência diferente e com teto de valores até 10 vezes maior que a do trabalhador do setor privado. A melhor solução seria todo mundo ser contratado pela CLT.

Responder

    beattrice

    14 de março de 2012 às 20h44

    E todo mundo teria FGTS?

    Marcio H Silva

    15 de março de 2012 às 01h47

    Beatricce, lembre-se que o FGTS é uma garantia para o trabalhador privado que está sujeito a demissão por quaisquer motivo. O FGTS foi uma alternativa que os empresários impigiram aos generais da ditadura para acabar com a lei da INDENIZAÇÂO, criada por Getulio, lei que era muito mais custosa para o empregador.
    No fundo o empregado de empresa privada saiu perdendo com o FGTS.
    Funcionário Público não tem FGTS, mas tem a chamada ESTABILIDADE.
    Se instiruir o FGTS para este povo, tem que se acabar com a estabilidade no emprego.
    Eles vão querer? Sendo bom ou mau prestador tá com seu emprego garantido……….

    beattrice

    15 de março de 2012 às 14h40

    E alguém realmente acredita que o proximo alvo não será a estabilidade?
    Os direitos trabalhistas estão sendo derrubados, ao invés de serem ampliados,
    este é o ponto.

eunice

14 de março de 2012 às 16h29

Acho que se há dinheiro sobrando, esta previdência deveria ser juntada ao INSS. OU não haverá funcionários públicos honestos para administrar isso? Só privados são honestos? Mas isto já vi na privataria, onde diziam que administradores públicos eram incapazes de administrar bem. Deu no que deu. É mais um saque. Calma Dilma ou vai levar um breque mais forte do que o que levou na Infraero. E nem há a Copa pra apressar.

Responder

eunice

14 de março de 2012 às 16h25

Eu quero levar FHC ao tribunal Internacional por desempregar pessoas, dilapidar patrimônio que ele jamais contribuiu para construir, por enganar o povo, por se associar à corrupção informativa da mídia podre, e tudo provado, como sabem. Só depois eu vou assinar o caso do Pinheirinho.

Responder

Marcelo Pinheiro

14 de março de 2012 às 16h22

Não incluíram minhas considerações por qual razão? Não pode falar do colega blogueiro Brizola Neto? Minha dúvida envolvia a avidez dos senhores congressistas em "ajustar" os benefícios dos trabalhadores, neste caso benefícios previdenciários. E eles pensam em diminuir suas benesses?

Responder

    beattrice

    14 de março de 2012 às 20h45

    O Legislativo e o Judiciário ficaram "convenientemente" fora do FUNPRESP, os militares também.

    Betinho

    14 de março de 2012 às 22h56

    Não Beattrice. Será um Fundo de Pensão para cada poder.

    Marcio H Silva

    15 de março de 2012 às 01h28

    E os Militares? também ou estão fora?

    beattrice

    15 de março de 2012 às 14h41

    Sim.

    Ricardo CP

    16 de março de 2012 às 00h42

    Sim o quê!?!?!?!?!?

    CLP

    16 de março de 2012 às 13h58

    Os militares estão fora.O Judiciário esta dentro SIM. Informação errada da internauta ai.

Marcelo Pinheiro

14 de março de 2012 às 16h06

Caro conterrâneo, por favor, envie esse texto para o Brizola Neto! E pergunte a ele se o PLANO DE SEGURIDADE SOCIAL DOS CONGRESSISTAS sofrerá os mesmos ajustes.

Responder

Willian

14 de março de 2012 às 16h03

Estranhamente (ou não, aguardemos as notícias sobre o Ministério do Trabalho), o deputado Brizola Neto foi a favor do Funpresp e da privatização dos aeroportos.

Responder

Betinho

14 de março de 2012 às 14h21

Fora de Pauta:
"Ajude a denunciar Alckmin ao Tribunal Penal Internacional pela barbárie do Pinheirinho"
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2012

Você pode ajudar a levar ao banco dos réus no Tribunal Penal Internacional por crimes contra a humanidade, os carrascos do Pinheirinho, encabeçados pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB/SP).

Basta assinar a petição on line lançada por Carlos Lungarzo, da Anistia Internacional, requerendo do promotor geral do Tribunal Penal Internacional, Luis Moreno Ocampo, o julgamento internacional dos cinco maiores responsáveis pela barbárie:

o governador Geraldo Alckmin;
o presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivan Sartori;
o secretário de Segurança do estado de São Paulo, Antonio Ferreira Pinto;
o prefeito da cidade de São José dos Campos, Eduardo Pedrosa Cury; e
a magistrada interveniente da comarca de SJC, Márcia Faria Mathey Loureiro.

É importante que o documento chegue às mãos de Ocampo com o endosso de um grande número de brasileiros inconformados com a volta às práticas da ditadura militar.

Lungarzo faz um extenso e impecável levantamento dos crimes e abusos cometidos no extermínio do Pinheirinho, com um comentário antológico em um parágrafo:

"Não lutamos com inimigos normais. Estamos nas mãos de psicopatas, místicos e racistas, e é um preconceito pensar que eles são mais humanos que os da Gestapo, da Falange, do Fascio, da Ustasha, do stalinismo. Afinal, alguns dentre eles são comprovadamente discípulos do Opus Dei, a forma ideológica mais tortuosa e patológica do fascismo espanhol. Outros se nutriram no Integralismo, a versão mais irracional do fascismo italiano, que foi amplamente popular em São Paulo".

Acesse a petição pública aqui http://www.peticaopublica.com.br/?pi=CRIM2012

Responder

    Marcelo Pinheiro

    14 de março de 2012 às 17h24

    Acabei de assinar a petição!

    Betinho

    14 de março de 2012 às 22h52

    Isso aqui tá virando reduto de demotucano?
    Ou são os PSois e PSTUs que agora estão querendo proteger o Alkmim?
    Só uma dessas hipóteses justifica a negativação do pedido de assinatura…rsrs.

    Felipe

    15 de março de 2012 às 02h23

    Mudar o foco do debate?

Betinho

14 de março de 2012 às 14h16

Mais um detalhe, a PREVI é tão "ruim" que não está cobrando a contribuição dos aposentados, está com grande volume de sobras.Não sei se dos ativos também. Se tiver algum funcionário do BB, por favor, dê seu depoimento a respeito.

Responder

    eunice

    14 de março de 2012 às 16h26

    Mas o salário do banco do Brasil é baixo comparado ao dos públicos em geral.

    Betinho

    14 de março de 2012 às 22h48

    Negativaram porque a PREVI é um sucesso?…é isso?
    Então podemos dizer que a torcida é para que o FUNPRESP dê zebra?
    O ser humano está cada vez mais ignorante e embrutecido.
    Mas o 2012/2013 está chegando, o Planeta Terra será literalmente faxinado.
    Negativistas não ficará um.

    Marcio H Silva

    15 de março de 2012 às 01h28

    Betinho, concordo com seu argumento.
    Neste país, só os da iniciativa privada TEM de correr riscos.
    a PETROS as vezes diminui ou isenta os funcionários de contribuição também.

    Rafael

    15 de março de 2012 às 09h38

    Nunca vi a Petros isentar ninguém.

    Felipe

    15 de março de 2012 às 01h15

    Estrutura retórica que pude extrair do seu argumento:

    Quando se nega propositalmente afirmações amplamente compartilhadas – Fundo de Pensão ser "ruim" devido ao seu caráter de dependência do mercado -, geralmente afirma-se em contrário para fazer-nos admitir que o argumento do governo adota como premissa verdadeira – por obra retórica – uma maquiagem erística sobre fatos que anteriormente era negado historicamente pelo partido do governo.
    Fica a pergunta, o que mudou no projeto do partido do governo para se afirmar atualmente um discurso negado historicamente pelo seu escopo ideológico?

    Cleber Souza

    15 de março de 2012 às 13h58

    Toma então: http://m.estadao.com.br/noticias/nacional,preside

    Presidente da Previ empresta R$ 190 mil em dinheiro para comprar casa

    Quantia foi emprestada por Jorge Ferreira, empresário famoso, ligado a políticos do PT

Betinho

14 de março de 2012 às 13h17

"Alto risco". A Previ que o diga, com um patrimônio de 150 bilhões, garantindo a integralidade da aposentadoria e distribuindo bonificações que estão ao redor de 18% do valor da aposentaria por ela paga.

Responder

jaime

14 de março de 2012 às 12h52

Dilma está conseguindo transformar a limonada em um limão. A idéia original era um fundo de complementação inspirado na PREVI do Banco do Brasil: complementação integral – ou seja, melhor do que a aposentadoria atual, na qual se perde a Função Comissionada e o Auxílio Alimentação (quase 1/3 do salário) – e administrado pelos próprios contribuintes do fundo (pelo menos em tese). A idéia vigente é um fundo que complementa apenas parte das perdas (apesar de uma contribuição maior) e administrado pela banca. Sintomático. Um último esclarecimento: aposentadoria com paridade não é o que o termo dá a entender – há perdas, sim e os funcionários públicos não são os marajás que o PIG declara.

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joaquim silva

14 de março de 2012 às 12h51

Só um detalhe, a contribuição de 22% (vinte e dois por cento) das empresas para a previdência não são apenas para custeio de aposentadorias. Como se sabe, a previdência social engloba as áreas de saúde, assistência social e benefícios (aposentadorias, auxilios etc). Sem pensar muito, acho que uma contribuição de 8,5% do governo, só para custear benefícios, é um valor razoável. Mas, não dá pra afirmar sem fazer cálculos.

Responder

joaquim silva

14 de março de 2012 às 12h48

Só um detalhe, a contribuição de 22% (vinte e dois por cento) das empresas para a previdência não são apenas para custeio de aposentadorias. Como se sabe, a previdência social engloba as áreas de saúde, assistência social e benefícios (aposentadorias, auxilios etc). Sem pensar muito, acho que uma contribuição de 8,5% do governo só para aposentadorias é um valor razoável. Mas, não dá afirmar sem fazer cáculos.

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