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NYTimes: O senador e o trabalho semi-escravo


25/02/2012 - 16h43

World Briefing | The Americas

Brazil: Senator Is Accused of Keeping 35 Workers in Slavelike Conditions

By THE ASSOCIATED PRESS, no New York Times

The government has charged a senator with keeping 35 workers in slavelike conditions on his ranch in the Amazon jungle state of Para, the Supreme Court said Friday on its Web site. In 2004, Labor Ministry inspectors found the employees on Senator João Ribeiro’s ranch working 78 hours a week with no medical assistance, no days off and living in “subhuman” conditions. The inspectors found that the workers racked up debts to the ranch for food and equipment, which were deducted from their wages and left them permanently indebted and unable to leave. Senator Ribeiro said the workers were never prevented from leaving.

[O governo acusou um senador de manter 35 trabalhadores em condições parecidas com a de escravos em sua fazenda no estado amazônico do Pará, disse o Supremo Tribunal Federal sexta-feira em seu site. Em 2004, inspetores do Ministério do Trabalho encontraram empregados da fazenda do senador João Ribeiro que trabalhavam 78 horas por semana sem assistência médica, sem folgas e vivendo em condições “subhumanas”. Os inspetores descobriram que os trabalhadores acumulavam dívidas em comida e equipamento com a fazenda, dívidas que eram deduzidas dos salários, mantendo-os permanentemente endividados e incapazes de ir embora. O senador Ribeiro disse que os trabalhadores nunca foram impedidos de deixar a fazenda.]

PS do Viomundo: O senador é do PR de Tocantins

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13 comentários

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FrancoAtirador

26 de fevereiro de 2012 às 19h26

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O ESTILO GILMAR MENDES DE ATRASAR PROCESSOS DE "PODEROSOS"

DA FSP, via Luis Nassif OnLine

São Paulo, domingo, 26 de fevereiro de 2012

Mendes gastou 14 meses para rever caso que teve por 4 anos

O ministro do STF Gilmar Mendes interrompeu por 14 meses o julgamento de uma denúncia em que o senador João Ribeiro (PR-TO) foi acusado de manter trabalhadores em condições análogas à escravidão em sua fazenda.

Quando o caso chegou ao plenário do tribunal, Mendes pediu mais tempo para analisá-lo. Mas ele já conhecia o processo, porque o inquérito que deu origem à denúncia ficara em seu gabinete durante quase quatro anos.

O caso chegou ao STF em 2004 e Mendes foi designado relator. Até o início de 2008, o ministro mandou o senador apresentar sua defesa.

Em 2008, Mendes virou presidente do STF, e o caso foi transferido para o gabinete da ministra Ellen Gracie. Ela ficou com o processo por outros dois anos e, em outubro de 2010, votou em plenário pela transformação da denúncia em ação penal. Foi quando Mendes pediu vista e interrompeu o julgamento.

O inquérito ficou no seu gabinete até dezembro. Na última quinta-feira, o Supremo aceitou a denúncia por 7 votos a 3. Mendes foi um dos votos contrários. Com isso, será aberta uma ação penal e Ribeiro passará finalmente da condição de investigado para a condição de réu.

Por meio de sua assessoria, Mendes disse que recebeu 3.748 novos processos para análise só em 2011. "O volume exaustivo de trabalho impede que a devolução dos pedidos de vista seja feita em período mais curto, como desejável", afirmou.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/como-atr…

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Morvan

26 de fevereiro de 2012 às 19h09

Boa noite.

Trabalhadores vivendo em regime análogo ao esclavagismo. Não, não me refiro à China. É aqui mesmo. E o safado ainda está solto. Lépido e fagueiro. Ele e o Inocêncio [Poço] de Oliveira e outros exploradores de mão de obra escrava ou semelhante…

A Justiça do Trabalho, uma das poucas operantes, já poderia ter sido aperfeiçoada para tipificar e rigorar mais ainda as penas referentes a trabalho (?) em condições degradantes (??).
Como lembrou o José DF, a PEC que cuida do Trabalho Escravo está engavetada e o Governo (de inspiração trabalhista?) não mexe uma palha. Triste, heim?

:-)

Morvan, Usuário Linux #433640.

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Alexandro

26 de fevereiro de 2012 às 10h50

O que eu vou dizer aqui vai provocar a ira de muitos, mas é apenas uma conclusão que cheguei para fazer todos aqueles que não querem que o Brasil caminhe para trás pensem e ajudem na busca de uma solução.

Não adianta, essa é a mídia que temos. Globo, Folha. Estado, Veja, Record (sim, Record, que vergonha as reportagens do JN genérico metendo o pau no Gilberto Carvalho hein Azenha…), dominam e ainda vão dominar o sistema de comunicação no Brasil por muito tempo. Certo dia, no meu trabalho, uma alienada qualquer, conformada com sua sorte, disse que para ela não era necessário existir TV paga, a Globo já bastava. E como ela, milhões de brasileiros pensam dessa forma. E, em 10 anos de governo petista, o que ocorreu para tentar mudar esta situação, me desculpem os mais fanáticos, mas praticamente nada…

O Governo Dilma é ruim de comunicação. Se eu que não sou um alienado, que não sou um caõzinho domesticado pelo casal JN, que não sou um dos súditos do Tio Rei, tenho a sensação de que este governo está paralisado, sem rumo, sem projeto para o país, imagine a grande massa, imagine aqueles que como minha colega de trabalho acham que só a Globo basta. Essa pode não ser a realidade, o governo pode estar trabalhando, mas não basta fazer, deve-se mostrar o que está sendo feito. Dilma, parece-me, contenta-se muito bem em ficar enclausurada nos muros dos palácios de Brasília, soltando suas broncas e cobranças, esquece que quem a colocou no Planalto, o fez por que imaginou-se que ela seguiria um projeto iniciado por Lula. Repito, pode até estar fazendo, mas não está mostrando o que está sendo feito, enquanto isso…

Enquanto isso, do outro lado do jogo, a direita brasileira se organiza. Tenhamos a certeza, se 2010 foi uma campanha suja, na base do vale-tudo, 2014 será pior. Aécio vestirá sem dúvida, mesmo que não combine com ele, a veste de pittbull para "nos livrarmos dessa raça", ou a mídia encontrará quem o faça. Serra estará de sobreaviso. Eles não admitiram ficar mais 4 anos fora do poder central. Será o tudo ou nada, enquanto isso…

Enquanto isso, Dilma mantém um inepto na pasta das Comunicações. Alguém que até agora só destruiu o legado do corajoso Franklin Martins. Dizem que Bernardo só expressa a opinião de Dilma sobre o tema, se esta for a verdade, estamos perdidos. Senão, é um atestado de incompetência da nossa dama de ferro. A classe C está aí, a deriva, buscando um barco para navegar. Não pensem que gratidão por tudo que o Lula fez será suficiente para que a massa da nova classe média siga no barco petista, será preciso muito mais do isso. Certa vez li que Lula criou uma massa de consumidores desprovida de consciência política. Concordo plenamente! E essa massa vai dominar o barco daquele que disser: por aqui, seu carro novo está aqui, sua casa nova está aqui, olha uma liquidação ali, olha outra acolá. Eles embarcarão sem dúvida naquele que garantir que sua prematura emersão a gente que consome não desapareça…

A crise econômica vai perdurar. Certamente, a maré favorável ao Brasil vai passar. Todo país passa por uma fase. O que determina seu futuro é como ele aproveitou essa fase. Pergunta: como estamos aproveitando? Continuamos dependentes de commodities, continuamos cada vez mais dependentes de tecnologia estrangeira, continuamos sem um projeto real de nação. E 2014 está aí! Te cuida PT.

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Don Giovanni

26 de fevereiro de 2012 às 00h21

E esse nosso amigo Senador ainda obteve 375 mil votos para se eleger. Jesus, iluminai a mente dessas pessoas!!!!!!!!!!!!!! Há também um conhecido deputado que deveria responder pelo mesmo delito, porem do nosso bem aventurado STF, o dito cujo ganhou a benesse de ter seu processo arquivado. Coisa capitaneada por ele, o magnânimo supremíssimo e todo poderoso ministro. Todos sabem a quem em refiro.

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Francisco

25 de fevereiro de 2012 às 22h04

O PT logo, logo (e isso não é praga, é um fato) começará a ser fustigado pela maldição dos números redondos. Dez. Dez anos. Dez anos no poder…

Não será fustigado pela oposição, doidinha para que a escravidão volte (ou coisa pior), mas pela esquerda mais à esquerda. Ou por qualquer um que seja minimamente decente.

A maldição é assim: dez anos de PT no poder sem…

Sem um monte de coisa. Lei de mídia, reforma fiscal, tributação de fortunas, reforma agrária, reforma sindical e trabalhista, revolução da qualidade do ensino, da saúde… obras tem um monte! E o socialismo, e a reforma institucional, cadê?

Agora mais essa: dez anos de PT e um senador da base aliada mantem escravo impunemente.

Que bom (para o PT) que o PSDB é uma porcaria de partido ruim do rabo preso… Ah, se Brizola fosse vivo!!!

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    mfs

    26 de fevereiro de 2012 às 20h07

    A questão é que o governo vive na corda bamba com a frágil maioria no Congresso. A Base Aliada vota junto até certo ponto. Que ninguém se iluda, o grosso do PMDB, PP, PR etc votará contra o governo do PT sempre que tentar alguma coisa mais profunda. Todos nós queríamos uma televisão mais democrática e uma reforma agrária profunda imediatamente, mas existem claros limites institucionais. E o fato é que sempre que se tentou tensionar a corda mais forte a esquerda levou a pior. Lembremo-nos de 64. Argumentos baseados no wishful thinking (acreditar que é verdade o que gostaríamos que fosse) estão aí à vontade para todos. A realidade das lutas de classes é muito mais dura.

    BRUNO

    28 de fevereiro de 2012 às 20h38

    O referido SENADOR, foi eleito aqui no Tocantins, com o apoio do governador siqueira campos do PSDB, e não aliado ao PT.

dukrai

25 de fevereiro de 2012 às 20h47

os analfabetos em ingrês como o Lula e eu, clica no site do NY Times aí encima na matéria e o gugôu traduz em portuglês

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Outro Antonio

25 de fevereiro de 2012 às 20h26

Esse sujeito é um lixo. Como ele pode continuar senador? Ele pode? Na republiqueta das bananas pode.

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renato

25 de fevereiro de 2012 às 20h18

Visitem site www.naofoiacidente.com.br, e vejam se podem assinar petição contra alcoolicos no transito.

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renato

25 de fevereiro de 2012 às 20h15

Dirreitos Humanos, e ainda perguntam por que ele existe.

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Douglas

25 de fevereiro de 2012 às 18h28

E vai ter alguma pena para o senador, coitado? Nunca. Nesse país em que a justiça é corrupta, comprada e favorece banqueiros e políticos corruptos.

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José DF

25 de fevereiro de 2012 às 17h54

A PEC do trabalho escravo dormita em alguma gaveta do Congresso Nacional.
A bancada ruralista, é claro, opõe-se ao projeto e o governo Dilma não demonstra disposição em erradicar esta mazela.

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