VIOMUNDO

Diário da Resistência


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“Mais uma de bandeja para o sistema financeiro”


26/02/2012 - 22h23

No sacrifício dos servidores mais uma de bandeja para o sistema financeiro

Depois do carnaval, Câmara vota maior fundo de aposentadoria complementar de viés privatizante

sugestão do professor Henrique Finco, da Universidade Federal de Santa Catarina

publicado no blog do Pedro Porfírio

“O Funpresp apresenta um viés totalmente voltado para o mercado. A Lei não define a participação do trabalhador na construção do fundo, pelo contrário, ele terá autogestão e será manipulado por instituições privadas. Ou seja, será concebido como uma máquina do capital, sendo usado pelos bancos e instituições financeiras em transações e especulações.” João Paulo Ribeiro, secretário da Central dos Trabalhadores do Brasil

Tão logo passe o carnaval, o bicho vai pegar em Brasília. Está tudo ensaiado para a votação na Câmara Federal do novo regime de previdência dos servidores públicos, medida, que, de fato, se insere no conjunto de constrangimentos destinados a desfigurar a própria natureza do Estado com a desmotivação do seu pessoal até a terceirização e privatização de seus serviços.

Pelo projeto 1992, de 2007, subproduto da “reforma” de 2003, os novos servidores e os que “optarem” agora passarão a contribuir para um fundo de pensão estruturado na forma de fundação com personalidade jurídica de direito privado, e entrarão no mesmo limbo de incertezas que hoje subordina o benefício aos caprichos do “mercado”. Isto é, balizados pelo parágrafo 15 do artigo 40 da Constituição Federal (enxerto inconstitucional da Emenda 41) os benefícios obedecerão aos limites da “contribuição definida”.

O que resultará dela vai depender dos humores contábeis, que poderão descarregar sobre os aposentados todo o prejuízo de uma má gestão ou das conjecturas econômicas. Essa fórmula foi introduzida no Brasil sob influência do modelo norte-americano e já provocou muitas frustrações nos países que a adotaram. O gestor do fundo se sente de certa forma desobrigado a trabalhar direito, já que não precisa se preocupar com o benefício determinado, como acontecia no modelo anterior de previdência complementar.

No bojo dessa proposta, um tremendo imbróglio pela inexistência de garantias sobre a portabilidade dos benefícios numa eventual migração do servidor entre os vários segmentos do poder público. Este é, aliás, o maior prejuízo detectado pelas entidades classistas, que apontam a precariedade do trato da matéria sem as salvaguardas pertinentes.

CLIQUE AQUI e veja o manifesto coletivo dos servidores contra o projeto

O mais grave em tudo isso, porém, é o aviltamento profissional do servidor de carreira, concursado, que perde uma das principais razões de permanecer prestando serviços ao Estado, mesmo diante de melhores ofertas na área privada. O discurso da uniformidade dos regimes previdenciários é falacioso, pois só é usado quando se trata de enquadrar os servidores públicos, já submetidos a outras exigências, como a idade mínima da aposentadoria junto com a soma do tempo de serviço.

Em termos políticos, ao disseminar a idéia de que os funcionários são privilegiados e até “indolentes”, enquanto lhes solapa cada vez mais os direitos históricos, os articuladores do “Estado fraco e vulnerável” fazem da má fé a sua arma mais usual.

A verdade é que a grande maioria dos servidores percebe remuneração baixíssima, principalmente nas áreas em que o poder público é mais necessário, como educação, saúde e segurança. A esses o teto não assusta, mas a inexistência das garantias de portabilidade vai pesar negativamente na sua aposentadoria futura.

É verdade também que mesmo nas carreiras em que melhor se situam no patamar remuneratório é flagrante a insuficiência do ganho, quer comparando-se ao setor privado, quer avaliando o retorno do seu desempenho em favor do Estado. Não faz muito, o contrato do servidor público era tão peculiar que embutia na sua remuneração, como forma compensatória, os compromissos com a sua inatividade.

O Estado não é uma empresa que pode existir hoje e amanhã fechar as portas. Seus servidores não costumam trocar de patrões e não gozam das salvaguardas trabalhistas, incluindo o FGTS e outros benefícios específicos dos trabalhadores expostos ao arbítrio das empresas, às quais se ligam pelas leis de mercado e sem necessidade de prestarem concursos públicos.

Os patrões dos servidores somos nós, os contribuintes de impostos. Somos nós, portanto, seus fiscais naturais. O estatuto que lhes foi deferido tem a ver com mudanças de governos e no interior destes. Eles não poderiam depender de caprichos eventuais em relação às suas obrigações.

Aos poucos, no entanto, o sistema de forte indutor privatizante vem assestando golpes seguidos sobre os servidores, fazendo de tudo para torná-los amargos, insatisfeitos e inúteis, ao ponto de pagarem ao um terceirizado, que não prestou concurso e tem vínculo casual, no desempenho das mesmas tarefas, três vezes mais do que a eles.

A criação do regime de previdência complementar dos servidores não trará os resultados contábeis alegados por seus defensores, mas afetará o moral de uma corporação que vem sendo sistematicamente espezinhada com a introdução de enxertos deformadores do seu papel e de sua índole funcional.

O que acontecerá, na prática, será o desvio dos recursos públicos para o sistema financeiro, ainda que, de imediato, entenda-se que a fundação terá o controle do seu patrocinador. Esses recursos poderão ser aplicados livremente nas empresas privadas, como aconteceu com os fundos das estatais, que alimentaram e alimentam a privataria.

Será menos dinheiro nos cofres públicos e mais elementos especulativos na ciranda financeira. O Estado institucional não vai ganhar nada com esse novo modelo previdenciário e seus servidores, que são sua alma, serão lançados na vala das incertezas em relação ao seu futuro, cada dia mais sombrio, no que se tornarão mais vulneráveis aos encantos dos interesses que os assediam diuturnamente.

Isso tudo é um jogo baixo de cartas marcadas que parece resultar de negociações indefensáveis ou de sujeição à estratégia de fragmentação da própria soberania nacional, através da miniaturização do Estado soberano. A votação do novo regime previdenciário na Câmara está prevista para os próximos dias, quando a população ainda estará emocionalmente mergulhada nos embalos do carnaval, esses dias em que, como já disse, a alma humana tenta afogar as tristezas, os tormentos e a impotência em que se debate o ano inteiro. Será na ressaca, e na ressaca ninguém tem cabeça para nada.

AACE – Associação dos Analistas de Comércio Exterior
ADEPOL- Associação dos Delegados de Polícia do Brasil
ADPF- Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal
AFIPEA- Associação dos Funcionários do IPEA
ANER- Associação Nacional dos Servidores Efetivos das Agências Reguladoras
ANESP- Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental
ANFFA SINDICAL- Associação Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários
ANFIP- Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil
ANMP- Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social
AOFI- Associação Nacional dos Oficiais de Inteligência
ASSECOR- Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Planejamento e Orçamento
ASSINAGRO- Associação Nacional dos Engenheiros Agrônomos do INCRA
AUDITAR- União dos Auditores Federais de Controle Externo
CONAMP- Associação Nacional dos Membros do Ministério Público
FEBRAFITE- Federação Brasileira de Associações de Fiscais de Tributos Estaduais
FENAFIM- Federação Nacional dos Auditores e Fiscais de Tributos Municipais
FENAFISCO- Federação Nacional do Fisco Estadual
SINAIT- Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho
SINAL- Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central
SINDCVM- Sindicato Nacional dos Servidores Federais Autárquicos nos Entes de Promoção e Fiscalização do Mercado de Valores Mobiliários
SINDILEGIS- Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do TCU
SINDIFISCO NACIONAL- Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil
UNACON SINDICAL- União Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle
UNAFE- União dos Advogados Públicos Federais do Brasil
UNAFISCO ASSOCIAÇÃO- Associação dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil





88 comentários

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André

04 de março de 2012 às 09h35

Nossa 'dama de latão' continua engordando o capital financeiro seguindo o programa iniciado com o aliado Collor e continuado com a tucanagem. Hoje só temos um governo no mundo, um governo de partido único o PC (Partido do Capital).
Pergunta que não quer calar: se o argumento 'ético' é igualdade de aposentadoria de todos os funcionários públicos com os da iniciativa privada, então porque não tem funpresp para quem 'trabalha' quatro anos e ganha aposentadoria integral pelo resto da vida ( parlamentares, presidentes e presidentas, prefeitos) e para os milicos?????

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Leo V

03 de março de 2012 às 19h22

Viomundo e leitores,

Tenho um amigo que está em Brasília neste momento, numa reunião sindical que está discutindo o Funpresp. Uma coisa que ele me falou, e que não vi nenhum artigo apontar ainda, é que esse fundo vai criar um "rombo" maior na previdência, que vai acabar justificando reformas ainda mais anti-trabalhadores. Isso porque os novos servidores vão descontar 11% do salário sobre o teto de 3.960 reais, e não mais sobre o salário total. Com isso vai entrar menos dinheiro para pagar a aposentadoria dos inativos e dos que irão se aposentar ainda sobre o sistema antigo. Fato matemático que não vi tocado nem pelos que são a favor e nem que pelos que são contra.

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Constantino Kaváfis

28 de fevereiro de 2012 às 06h15

Seu Miguel aí abaixo nos comentários é o protótipo da soberba dos meus colegas servidores públicos:"fiz pós, mestrado, doutorado, concurso dificílimo.." Fez a sua obrigação. Se por isso vc conseguiu um cargo público bem remunerado, seu dever é servir ao povo brasileiro com humildade. Muitos pensam que ao alcançar o cobiçado serviço público, daí em diante deve ser venerado, só direitos… Lembram daquela observação do grande Darcy Ribeiro? Ao chegar ao Senado e conhecer as regalias disse: "mas isso aqui é o céu na terra, onde todas as vontades da gente são realizadas imediatamente…"
Dona Beatricce, acho que vc não está assim tão decepcionada com a Presidente não. Lembro de um comentário que fiz por aqui na época do Cansei. Eu disse que não entendia porque uma pessoa como Hebe Camargo que ganha mais de 1 milhão por mês, sem contar a fortuna que já tem acumulada, se dispunha a ir para a Praça da Sé protestar contra um governo que apenas fazia todos, pobres e ricos, melhorar um pouco de vida, que era tão maldosa ao não aceitar um pouquinho de melhora dos pobres. Você defendeu a Dona Hebe. Por que esse mal estar agora, só porque a Presidente quer igualar um pouquinho mais os aposentados do INSS com nossa casta do serviço público?
Seu Romanelli tem razão ao insinuar uma coisa que político nenhum tem coragem de falar: Mulheres deveriam ter o mesmo tempo de contribuição dos homens. Alguém pode imaginar que a Procuradora Débora Guerner, do alto de seus 20 mil de salário, otoridade, tem dupla jornada? Tem pelo menos duas domésticas. Por que deveria se aposentar 5 anos antes?
Acordem meus colegas de esquerda. Ser de esquerda não é sair distribuindo benefícios insustentáveis, ser de esquerda é distribuir os escassos recursos existentes da maneira mais justa possível.

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    Miguel

    29 de fevereiro de 2012 às 01h44

    onde foi que eu falei esse monte de besteira e pedi veneracao? detesto pavonear titulo, e isso foi so uma resposta `a sua insinuacao idiota de que seriamos marajas com regalias e incapazes. Tenho orgulho de ser servidor publico, nao admito abusos e nao os pratico. Sinto-me feliz por servir ao bem publico ao inves de fazer um patrao rico com meu trabalho e nao me essqueco nunca que e' o povo brasileiro que me permite isso. se voce pauta o comportamento do servidor publico por voce, que diz ser um (o que nao acredito mesmo), isso e' um defeito seu, nao meu.

    Crie vergonha e pelo menos responda o argumento em seu devido lugar, nao faca esse papel ridiculo que esta fazendo. Compreendo que com uma ideia tao obtusa sobre o funcionalismo, voce tenha vontade de esconder a resposta, mas ai e' melhor nem fazwr nada.

    Lu_Witovisk

    29 de fevereiro de 2012 às 08h58

    apoiado miguel!

    André

    04 de março de 2012 às 09h26

    "governo que apenas fazia todos, pobres e ricos, melhorar um pouco de vida" disse tudo, esses governos de 'esquerda' fizeram os ricos melhorar de vida…e muito!!!!

Almeida

27 de fevereiro de 2012 às 21h36

Fala-se tanto nos juros que pagamos, e mete-se o cacete nos especuladores, nos rentistas. Bem, eu conheço uns 3 ou 4, inclusive um parente, todos aposentados com aposentadoria integral, em torno de 20 a 25 mil.
Esse meu parente tem em torno de 800 mil aplicados em bancos e não sei mais quanto em ações. Se aposentou com 52 anos, está com 58, cheio de saúde, provavelmente vai viver mais uns 20 a 30 anos.
Trabalhar 30 anos e viver mais outros 30 aposentado, com vencimentos integrais, é como receber em dobro.

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    Miguel

    28 de fevereiro de 2012 às 02h17

    mesmo que essa sua lorotinha de "tenho um conhecido, um parente" fosse verdade, essa meia duzia nao justifica espinafrar a enorme maioria de funcionarios que nao tem renda nem aposentadoria nem proxima disso

Rafael

27 de fevereiro de 2012 às 21h27

Lamentável que a esquerda seja autodestrutiva. Sem uma análise do que realmente acontece já correm a dizer que se arrependeu de votar na Dilma e tudo mais. É muito clara a diferença entre a esquerda e a direita no Brasil. Não podemos é permitir que digam que são iguais.
Esse texto induz ao erro. Primeiro lugar criar um fundo de pensão não significa que o Estado seja reduzido. Não é bem assim. Estado é reduzido ao momento que não tem funcionários óbvio, não por mudar o sistema de previdência dos funcionários. Vejam senhores os funcionários do BB, CEF, Petrobras todos têm esse tipo de sistema de previdência. O que Constantino Kaváfis disse no seu comentário é a realidade. Até 1990 se aposentar na faixa dos 40 anos era comum. Não se pode misturar questão previdenciária com Estado mínimo, políticas neoliberais. Espero que esse sistema de previdência não vire um instrumento que nem foi feito com a Previ pelo daniel Dantas na compra das teles. Não pode haver chance alguma de a iniciativa privada ter alguma gerência e/ou influência sobre esse fundo de pensão que será criado.

Responder

    Miguel

    28 de fevereiro de 2012 às 02h19

    nao, nao se pode misturar a questao previdenciaria com Estado minimo. Afinal, esse tema nunca esteve presente nos escritos dos austriacos, nos "programas de ajuste" e nas plataformas de governos privatistas nao e' mesmo? cinismo liberaloide tem um limite objetivo: nem todo mundo e' ignorante.

Almeida

27 de fevereiro de 2012 às 21h25

Já imaginaram se o fundo não for com administração privada, a briga de foice dessas associações para gerir o mesmo?. Digamos que entrem em acordo e dividam a administração, cada uma "cedendo" uns 4 membros. Bem, a briga já vai começar dentro de cada associação, para ver quem pega a "boquinha"….rsrs.
Lembram de quanta martacutaia houve na Previ nos tempos Fernandinos, sem contar com as "rasteiras" entre "companheiros"? A Previ só entrou nos eixos com o governo Lula, mesmo com a possibilidade de ainda ter algum mau feito. É muito mais fácil haver malversação de fundos quando auto-gerido, como também a auto-fiscalização é mais frágil.

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ZePovinho

27 de fevereiro de 2012 às 19h56

Orçamento Geral da União de 2011, por Função – Executado até 31/12/2011 – Total: R$ 1,571 Trilhão

<img src="http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/Grafico2011grande.jpg">
http://www.divida-auditoriacidada.org.br/config/a…

Alguns especialistas argumentam que o percentual de 45% do orçamento comprometido com a dívida estaria inflado, por incluir o chamado “refinanciamento” ou “rolagem” da dívida, que seria apenas algo contábil, ou seja, uma mera troca de títulos antigos por novos. Porém, é preciso considerar que o Relatório Final da recente CPI da Dívida na Câmara dos Deputados (aprovado pela propria base do governo e pelo PSDB) reconheceu que os dados geralmente divulgados pelo Tesouro Nacional como "Juros e Encargos da Dívida" não consideram a totalidade dos juros, mas apenas os juros que superam a inflação, medida pelo IGP-M, um índice que tem apontado uma inflação bastante superior à dos demais índices. Ou seja: grande parte dos juros são contabilizados como se fossem amortizações ou a chamada “rolagem” da dívida. A CPI requereu oficialmente aos órgãos governamentais os montantes de juros totais efetivamente pagos, e não recebeu resposta.

Além do mais, os relatores do Orçamento 2012 (Arlindo Chinaglia – PT/SP) e do Plano Plurianual 2012-2015 (Walter Pinheiro – PT/BA) rejeitaram todas as emendas que poderiam obrigar o governo a divulgar os montantes totais de juros.

Portanto, isto mostra a necessidade de uma ampla auditoria sobre esta dívida, já que o governo não se dispõe a garantir a transparência. Aliás, a auditoria da dívida está prevista na Constituição de 1988, mas jamais foi realizada.

As investigações da CPI mostraram que a “rolagem” não significa meramente algo contábil, ou a mera troca de títulos antigos por novos. Na realidade, em um primeiro momento, o governo emite novos títulos (ou seja, toma novos empréstimos) para obter recursos. Para tanto, o governo fica na dependência da aceitação, pelos emprestadores, das taxas de juros oferecidas. Este processo é constantemente utilizado como uma forma de “chantagem” do mercado financeiro sobre o governo, pois se este último tomar qualquer medida que desagrade aos rentistas (por exemplo, o controle sobre o fluxo de capitais, a redução significativa dos juros, a tributação dos capitais financeiros, etc), logo o “mercado” retalia, aumentando as taxas de juros exigidas para “rolar” a dívida.

Só posteriormente o governo utiliza os recursos (em dinheiro) arrecadados com as emissões de títulos e paga as amortizações, ou seja, os títulos que estão vencendo.

Quando o governo faz nova dívida para pagar juros ou amortizações, este pagamento tem de ser considerado, dado que, se esta dívida repleta de indícios de ilegitimidade não existisse, todo este endividamento não estaria servindo para o pagamento da própria dívida, mas sim, para atender às áreas prioritárias como saúde e educação.

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Leo V

27 de fevereiro de 2012 às 18h37

Pena que boa parte da "esquerda", para não "sabotar" o governo Dilma, tenha se calado diante do absurdo desse fundo, nos pontos que tão bem toca o artigo: péssimo para o trabalhador, e privatização do dinheiro público.

O barco anda cada vez mais para a direita, a diferença entre os comandantes apenas resulta em diferença de velocidade.

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Marcio

27 de fevereiro de 2012 às 18h22

Uma perguntinha básica: Quantos desses sindicatos apoiaram a Dilma, a presidenta que se dizia contrária à privatizações? E se está para ser votado agora o projeto, o que fizeram durante todo o tempo de tramitação do mesmo na câmara? De certo estavam pulando o carnaval, que ninguém é de ferro. Em tempo: Votei na Dilma, sou a favor de um Estado forte e sou trabalhador assaalariado, mas nunca vi sindicato competente. Dá nisso.

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Saul

27 de fevereiro de 2012 às 18h01

Já ouviram falar em Cavalo de Tróia, é isso que estou achando desse governo.

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Hildermes Medeiros

27 de fevereiro de 2012 às 17h51

Esse governo cada dia dá mais mostras de que é um instrumento do neoliberalismo. Tenta aacender uma vela a Deus e acende outra ao Diabo. Um dia vai a Davos, no outro vai a Porto Alegre. Agora, são as diretrizes de Davos que são seguidas. Não há medidas para organizar os trabalhadores. Somente estão na realidade procupados com a ainda existente ciranda financeira, com a indexação de preços públicos e tarifas que prejudica os mais pobres, mantém um nível permanente de inflação. O fortalecimento do mercado, enfim. Os pobres só estão sendo beneficiados porque as empresas e os bancos estão operando com dinheiros aplicados na dívida pública e empréstimos de bancos públicos a taxas subsidiadas, ou seja dinheiro do povo para beneficiar grandes grupos industriais e financeiros. Os trabalhadores ganham as sobras para tão somente os empregos precários para sobreviver. Os ricos estão mais ricos ainda e os pobres que melhoraram, quase cem milhões de trabalhadores ainda vivem ao nível da subsistência. Estamos sendo enganados por quem nem pratica uma política trabalhista, muito menos socialdemocrata: são cultuadores do mercado, políticos que defendem na prática o neoliberalismo, daí porque toleram ser atacados pela mídia que está do mesmo lado, fazendo um teatrinho sem consequências para enganar os trouxas. Está chegando a hora de dar nome aos bois. Já se passaram quase dez anos, e nada?! Os compromissos dessa gente com o capital não interessa ao povo trabalhador. Se mostraram não confiáveis, porque suas definições sempre atendem ao deus mercado e aos grandes capitais. Essa enrolação, essa tentativa de embaralhar as coisas para tentar esconder qual na realidade é o objetivo está também acontecendo na definição das leis do pré-sal. Os trabalhadores e os servidores públicos que se cuidem, porque seus interesses e do país estão sendo ameaçados, por quem até chora diante das câmaras de emoção ao dizer que defenda a ambos. Verdadeiros tartufos.

Responder

    Fabio_Passos

    27 de fevereiro de 2012 às 20h25

    É assim mesmo.
    E o pior é que para o FSM só tem palavras. Muita retórica e pouca ação.
    Já para os especuladores é um presente por semana.

    beattrice

    27 de fevereiro de 2012 às 21h04

    O vazio intelectual não nos proporciona sequer um Molière que os descreva.

Bruno Stern

27 de fevereiro de 2012 às 16h15

Não tenho posição formada sobre o fundo. Não necessariamente precisa ser ruim.

Mas dizer que algumas carreiras tem na aposentadoria integral "razões de permanecer prestando serviços ao Estado, mesmo diante de melhores ofertas na área privada" é pura ladainha.

Sugiro que Delegados de Polícia Federal, Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, Servidores do Poder Legislativo Federal e do TCU, Médicos Peritos da Previdência Social e Membros do Ministério Público apresentem as propostas vantajosas para trabalharem honestamente no setor privado.

Tais profissionais se apresentarem como coitados do mercado de trabalho é a mais pura falácia.

Responder

m cruz

27 de fevereiro de 2012 às 16h09

Sou socialista, por isso pergunto: é justo que o pagamento de um milhão de servidores inativos gere déficit de R$ 50 bilhões por ano, enquanto no INSS são R$ 36 bilhões para 29 milhões de pessoas ? Não devemos propor nivelamento por baixo, nem defender pagamento de bilhões de juros da dívida pública, mas todos que podem (inclusive banqueiros) devem contribuir – e ser cobrados – para que não caiamos nas mesmos atoleiros que caíram os países da Europa.
Com uma população crescente de idosos, sem uma alternativa viável para uma previdência decente em nenhuma parte do mundo, é preferível cortar funcionários públicos e quase todos os gastos sociais do governo em benefício de uma parte da população? E assim correr o risco de no futuro não termos nem o que temos hoje? Não seria melhor brigarmos para regulamentação e controle do mercado financeiro e dos fundos de pensão?

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André

27 de fevereiro de 2012 às 15h01

Continuamos a privatizar!!! Que beleza.

Responder

Eugênia Loureiro

27 de fevereiro de 2012 às 14h16

Pela lei 108/2001 – o Conselho Deliberativo responsável por toda a política de gestão desses fundos deve ser PARITÁRIA. Ou seja, 6 membros, 2 representantes dos patrocinadores (os orgãos que realizam o pagamento das contribuições dos servidores), e representantes dos participantes e 2 dos assistidos (aposentados). O Conselho Fiscal também deve ser paritário. A legislação de entidade fechada segue as regras do setor público. Contratação por concurso, prestação de contas publicadas em D.O. etc._Ainda não entendi bem aonde está a mamata e como ela pode ser feita. Só se as leis forem mudadas e daí precisa do Congresso Nacional. Aliás como todas as conquistas._Também não entendi o que tem a ver diretamente com a remuneração do servidor. O fundo não é para elaborar planos de cargos e salários, é para gerir o conjunto das contribuições definidas por lei e realizadas pelos chamados patrocinadores (ministérios, orgãos em geral)._E ainda tem participação especial da presidencia da republica, Congresso Nacional e STF no Conselho Deliberativo e do Ministério Público e TCU no Conselho Fiscal, observada a LC 108/2001.

Responder

    Oxaguiam

    27 de fevereiro de 2012 às 15h23

    Eugênia, você está equivocada. O Conselho Deliberativo realmente teria 6 membros, mas 3 dos patrocinadores (Executivo, Legislativo e Judiciário indicarão um membro cada – art. 5º, § 1º do Projeto de Lei) e 3 membros dos participantes e assistidos. Além disso, o Presidente do Conselho seria indicado pelos patrocinadores, sendo que o Presidente teria o voto de minerva… (é somar e a gente percebe a "democracia" do sistema). Essa é a "paridade" na gestão do Fundo. Além disso, a Diretoria- Executiva seria nomeada pelo Presidente do Conselho Deliberativo com no máximo 4 membros "indicados" pelo Conselho. Não precisamos ser muito inteligentes para perceber quem controlaria a "Diretoria-Executiva".
    Além disso, a contratação do pessoal será por meio de concurso, mas o regime será celetista, ou seja com menos garantias ao servidor. (continua…)

    Oxaguiam

    27 de fevereiro de 2012 às 15h23

    (continuação)
    A modalidade do benefício seria "contribuição definida" o que, trocando em miúdos, significa que você sabe quanto vai pagar, mas não sabe quanto vai receber.
    Outro detalhe importante: dentre outras coisas os requisitos de elegibilidade, forma de concessão, cálculo e pagamento dos benefícios deverão constar do regulamento do plano de benefícios. Isso mesmo, o cálculo e o pagamento do benefício ficarão a cargo do regulamento, traduzindo, ficará a cargo do gestor de plantão.
    Onde está a mamata? Em vários lugares, mas principalmente no art. 15 do Projeto de Lei que diz que a administração da grana dicará a cargo "instituições autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM para o exercício da administração de carteira de valores mobiliários", traduzindo, bancos. Estes, como já fazem desde a epoca do famigerado FHC, geririam os fundos e, claro, receberiam, por esse "desagradável" serviço.
    Abraço.

CLP

27 de fevereiro de 2012 às 14h15

.É comum ficar anos e mais anos sem NENHUM reajuste!Limitações de toda ordem, não pode ter outra atividade, crimes funcionais, processos administrativos abusivos, precariedade de condições de trabalho, gerado pelos festejados "ajustes fiscais", etc.Mas , quer saber, o povo merece, pois é o primeiro a gostar de ver servidor público na berlinda.Portanto, daqui a uns anos, teremos um serviço público ainda pior do que o hoje existente.Aí, que o povo contrate o que precisar na iniciativa privada…

Responder

    Miguel

    28 de fevereiro de 2012 às 02h25

    esqueceu de lembrar que nao temos fgts, que em media nossos salarios sao inferiores aos equivalentes no mundo privado e ainda sofremos campanha em massa da midia nos chamando de vagabundos.

    Lu_Witovisk

    29 de fevereiro de 2012 às 08h59

    apoiado de novo!

CLP

27 de fevereiro de 2012 às 14h15

Sou servidor público federal já fazem 17 anos.Tenho duas filhas.Se elas me perguntarem , daqui a uns anos, se ser servidor público é bom, vou dizer textualmente para elas que não vale a pena:primeiro, você se torna cidadão de segunda classe, pois o que é direito para todos os outros trabalhadores , torna-se "privilégio" para o servidor.Segundo, todo mundo acha que você "ganhou" um cargo.Não adianta falar que teve que estudar, ter formação acadêmica, passar bem no concurso.Sempre vão achar que você tinha algum "esquema".Terceiro:estabilidade?ora , que estabilidade, a estabilidade do serviço público deriva exclusivamente do fato que o Estado não tem dono(formalmente…).Agora , tem gente que acha que você pode chegar lá, colocar a perna em cima da mesa e não acontece nada, vai sonhando!Aposentadoria integral, com este Funpresp, tchau!Reajuste, lembrem-se servidor público NÃO tem dissídio coletivo

Responder

Matheus

27 de fevereiro de 2012 às 13h57

Já disse o bom e velho Darcy Ribeiro: favorecer banqueiros em detrimento dos servidores públicos vai nos levar ao abismo.

O que o governo está fazendo agora é negar um direito do trabalhador, a previdência, privatizando-o para entregá-lo à especulação financeira.

E isso vêm logo após um drástico corte no orçamento da saúde, da educação, ciência, etc. e da privatização dos aeroportos. Até a construção de cisternas para a população atingida pela seca nordestina foi cancelada. Eu realmente não vejo mais nenhuma diferença entre Dilma e Serra.

Responder

    beattrice

    27 de fevereiro de 2012 às 17h16

    Se ainda existe alguma já é microscópica.

Herminio

27 de fevereiro de 2012 às 12h44

O triste nisso tudo é que nos blogs alternativos e não é por culpa dos seus idealizadores, ha um bando de seguidores, todos magoados ou a maioria com o partido que ora etá no poder, e porque isso? porque algumas medidas necessárias mexem com privilégios de um punhado de servidor, o que digo tem fundamento, é só lembrar como foi a criação de um partido em que muitos dos seus filiados eram petista, e agora professam muitas idéias retógradas cheias de veneno e o povo trabalhador não quer isso, pasta ouvir o telefonema de uma deputada de um desses partidos.

Responder

Herminio

27 de fevereiro de 2012 às 12h37

Pelo que vi e li nesses comentários, são um punhado de partidários magoados, vão trabalhar e deixem de enrolação, o trabalhador ja percebeu de que partido vocês são.

Responder

    Rodrigo

    27 de fevereiro de 2012 às 14h37

    Hermínio, mandar ir trabalhar é um bordão da oligarquia escravocrata brasileira…
    E usar o dessa forma a palavra "trabalhador" denota um mau caratismo incrível de quem não dissocia a vida do sectarismo partidário.
    Juro que é a última vez que ajudo vocês governistas.
    Aliás, fiquei curioso, por algum acaso misterioso dessa vida tu não seria do 8 não?

Herminio

27 de fevereiro de 2012 às 12h35

Acho que está havendo muito choro antes do difunto chegar e pior que isso, é que essas associações estão com medo de perder os tubos(dinheiro), ou acham que elas querem defender os trabalhadores ou as instituições? nada, eu sou funcionario público federal e até hoje nunca vi nenhum sindicato ou associação defender os meus direitos. Então isso é mais embromação.

Responder

    Miguel

    27 de fevereiro de 2012 às 21h18

    servidor federal porcaria nenhuma, que esse discursinho batido e' arquiconhecido.

Nelson marisco

27 de fevereiro de 2012 às 12h25

Prezados

Acho que à medida que o tempo vai passando, o governo de Dilma, vem aderindo o figurino neo-liberal. Basta ver as medidas que vem sendo tomadas uma a uma. A diferença com o governo Psdebista está somente no tom e na forma, mas na essência a lógica é a mesma!!!
Sou servidor público. Penso que o problema da previdência pública tem que ser equacionada. Mas não acho que seja entregando-a à iniciativa privada. Penso que deveria haver uma gestão compartilhada em que representantes dos servidores tivessem como acompanhar a evolução desses fundos. Creio que outras medidas devam ser implementadas, de forma a evitar que os futuros servidores públicos sejam prejudicados.
Penso que só com mobilização de todos os setores do serviço público é que o prejuízo será menor. Caso contrário veremos mais uma vez um projeto neo-liberal ser implementado por governos trabalhista, o que é uma grande falácia.
Mobilização já…ou calemo-nos!!!

Nelson Marisco

Responder

Willian

27 de fevereiro de 2012 às 12h08

Fundos de previdência e mesmo a previdência privada são ótimos na hora do trabalhador pagar mas péssimos na hora que ele passa a receber. Ou seja, tudo tem um lado bom e um lado ruim.

Responder

Filipe Rodrigues

27 de fevereiro de 2012 às 11h38

"Mais uma babaquice da esquerda", muito melhor ter o Funpresp ao invés do Fator Previdênciário. Não tem cabimento comparar a Dilma com os governos da Europa.

Aposentado do setor público é mesmo uma casta privilegiada, o sujeito aposenta com salário integral e muitas vezes acima do teto, grande parte do orçamento federal é usado para pagar seu salário e ainda reclama? Enquanto quem aposenta na iniciativa privada e ganha mais de um salário mínimo vive no aperto financeiro.

Já tava na hora do governo tomar essa iniciativa, um país não pode deixar que o gasto público seja todo comprometido com aposentadorias do serviço público, os aposentados da iniciativa privada que ganham acima do mínimo precisam de recomposição salarial, o governo já tem que gastar com aposentadorias rurais ou com quem pouco contribuiu para a previdência (o que é justíssimo, uma política social).

Eu não vi tanto engajamento desses militantes para defender a Infraero e os aeroportos públicos. Acorda pessoal, a conta tem que fechar.

Responder

Marcos Faria

27 de fevereiro de 2012 às 10h21

Caro Azenha,

Aproveitando esta matéria, gostaria de pedir que divulgasse assunto de interesse de milhares de brasileiros. Na reforma da previdência aprovada no governo Lula, Emenda Constitucional 41, foi criado a aposentadoria proporcional por invalidez.

No momento que o servidor mais precisa, porque ficou doente, é aposentando e com rendimentos proporcionais.

Embora defenda o governo Lula e seja filiado ao PT, foi a Deputada Andréia Zito do PSDB/RJ que está tentando corrigir esta situação lamentável.

A Deputada entrou com a PEC 270/08 que foi aprovada na câmara e segue para o senado com o número 05/12.

Divulguei no meu blog: http://mdfnoticias.blogspot.com/2012/02/pec-resta…

Se puder divulgar esta notícia, é de grande interesse de uma boa parte da população.

Obrigado.

Responder

    beattrice

    27 de fevereiro de 2012 às 11h12

    A reforma da previdencia durante o governo Lula esconde um saco de maldades nunca devidamente desmascarado, essa é a verdade.

beattrice

27 de fevereiro de 2012 às 10h21

E aí?
Qual o malabarismo ético e político que os dilmistas vão fazer para justificar ou tentar justificar mais essa?
Seria cômico se não fosse trágico, no prazo de 1 ano, dona Dilma provoca tamanho desserviço à nação e ao povo brasileiro que seria imaginável somente no governo de José Serra.

Responder

Cancão de Fogo

27 de fevereiro de 2012 às 09h37

Os empregados do BB, Caixa, Petrobrás e outras empresas públicas e estatais, há muito tempo convivem com a suplementação através da previdência complementar. A Previ, Funcef, Petros e outras continuam vivas. Por que agora, quando resolveram mexer com o executivo, judiciário e legislativo (funcionários públicos) toda essa grita? Será que eles são diferentes dos que já recebem sua aposentadoria com suplementação? Existe um corporativismo podre no ar! Existem estudos que comprovam a necessidade de saneamento da previdência, sob pena de todo o sistema ruir. Vamos deixar de lado o corporativismo exagerado e pensar um pouco nas finanças públicas. A preocupação que se deve ter é com a gestão do Fundo que vai ser criado. Com a fiscalização da aplicação dos recursos. Isso é que é importante e deve ser objeto de constante preocupação. Manter privilégios não!

Responder

    Airton

    27 de fevereiro de 2012 às 11h37

    Então vc propõe que todas as instância públicas sejam niveladas por baixo? Sejam iguais na precarização das condições de trabalho? Previdência não é privilégio é direito. Estudos realmente sérios indicam a urgência não é tratar do rombo da previdência, mas da redução da taxa de juros e do controle sobre a especulação financeira.

    Oxaguiam

    27 de fevereiro de 2012 às 13h52

    A Previdência responde por 18% do orçamento e a dívida por 47% e quem tem que ser "saneada" é a aposentadoria do servidor?

    CLP

    27 de fevereiro de 2012 às 14h24

    Bem, "Canção de Fogo", se você, como fica evidente neste seu post, já não tivesse a resposta pra tudo, eu poderia te dizer que o estatudo jurídico dos funcionários das empresas citadas não tem NADA a ver com o do servidor publico federal estatutário.Mas , como você já tem todas as respostas, fique a vontade para desfilar os mesmos preconceitos, já já vai ser entrevistado pela Globonews…

    Vlad

    27 de fevereiro de 2012 às 14h51

    Contratado !!!
    Passe no comitê para pegar sua credencial !!!
    Não esqueça de imprimir todas as postagens e trazê-las nos dias de pagamento.
    Aconselhamos a revisar o texto, inserindo alguns erros de pontuação e concordância. Como está, parece postagem de alto assessor da banca ou herdeiro de político formado na Sorbonne. E continue carregando nos sofismas(assim, um a cada duas linhas está ótimo): o poviléu fica confuso e, se não adere, ao menos emudece.
    Excelente !!!

paaulo

27 de fevereiro de 2012 às 09h32

Não serei PSDB, PSD,PPS, e outros da direita que vê no privado a varinha mágica do mercado como único indestrutível.O capitalismo não vai acabar pois já está definitivamente incrustado em nossas mentes e quem sabe corações.Agora o partido dos trabalhadores está dando muita canja a esses partidos de direita.Senão vejamos: com o tal superávit primario cortes no orçamento prejudicam a população nas necessidades básicas. Aí nas próximas eleições vem itens que tiveram verbas cortadas certamente serão alvo da campnha da direitona. Não serei direita jamais, mas a esquerda, se é que ainda está por aqui, está deixando a desejar com suas ações e projetos apresentados até então. Dilma e camaradas estão pisando na DEMOCRACIA.Ainda sou esquerda.Pertenço a uma plano de aposentadoria fechado e sei quanto a empresa está, já forçou, discriminou nós empregados que não aderimos a fórmula mágica da tal CONTRIBUIÇÃO DEFINIDA.Aliás forçam, discriminam, mas alguns deles, diretores da empresa preferem o modelo benefício definitivo. Por que será?.

Responder

Vlad

27 de fevereiro de 2012 às 08h29

"Hoje, o PT domina sete dos dez maiores fundos de pensão do País. E tem todo o interesse em manter sua influência sobre o setor. Quem controla essas instituições hoje são nomes graúdos do PT de São Paulo, mais especificamente o deputado Ricardo Berzoini, o ex-ministro Luiz Gushiken e o ex-deputado José Dirceu. “Claro que o PT tem militância forte nessa área”, reconhece o deputado Berzoini, que é também relator do Funpresp na Câmara."
http://www.istoe.com.br/reportagens/192254_PARTID…

Será verdade?
Ou é coisa da mídia "golpista"? Aliás golpe contra "quem' seria esse?

Responder

Lu_Witovisk

27 de fevereiro de 2012 às 08h04

Deem uma olhada no que saiu no Blog do Tarso
"Gerdau representa no governo da Presidenta Dilma Rousseff a ideologia neoliberal-gerencial derrotada nas urnas"
http://blogdotarso.com/2012/02/27/gerdau-represen…

Responder

eunice

27 de fevereiro de 2012 às 07h37

Já começa no nome, que quando li até pensei que fosse do estado de São Paulo. Não poderia ser Funpresf?
Estamos vendo, parados, a destruição do emprego no Brasil, com a complacência, inocência, dos governos dos trabalhadores. Vote no PSTU.

Responder

Constantino Kaváfis

27 de fevereiro de 2012 às 06h48

Sou servidor público federal. Ganho salário invejável. Como tenho 20 anos de serviço público me aposentarei integralmente pois o FUNPRESP não me afetará. Nesses meus anos de serviço público vi colegas de trabalho que se aposentaram bem jovens. Aqueles colegas que entraram antes da Constituição/88 sem concursos, com indicação política (houve muitos!). Tive uma colega que se aposentou com 42 anos, salário 15000 reais, após aposentar engravidou (em 1994) e está passando, quem sabe, os últimos 40 anos de sua vida, criando seu rebento, fagueira às custas do povo brasileiro. Isso é sustentável? Aposentados aparecem com frequência em nosso órgão, sempre bronzeados, com histórias de Miami e Punta del Este, falando sobre a última lancha que compraram para andar no Paranoá, sempre falando mal de Lula ou Dilma porque não deram aumento, isso é sustentável? Como essa festa não pode durar para sempre, o governo bola o FUNPRESP para salvar a situação dos atuais servidores (inclusive a minha), regulando o futuro antes que a bolha de fantasia estoure e ainda são contra? Se fossem concursandos protestando, seria compreensível, mas associações de aposentados? Piraram de vez? Acham que dinheiro cai do céu e há almoço grátis? O governo rebolando justamente para poder continuar pagando pontualmente seus salários e eles contra!! Deus do céu, burrice tem limite…

Responder

    ZePovinho

    27 de fevereiro de 2012 às 11h26

    O problema é la na frente,Constantino.Não há como corrigir direitos adquiridos pela CF67 da ditadura.Com o FUNPRESP,os servidores que entrarão no sistema não terão o menor compromisso com o Estado porque não valerá a pena trabalhar e morrer de fome na aposentadoria.
    Não se pode pensar,apenas,naqueles que estão desfrutando, agora, dos salários integrais.No futuro,com o Estado mínimo e servidores mal pagos, teremos um aumento exponencial da corrupção e da democracia controlada pelo setor privado,ou seja: democradura ou ditadura das corporações.
    Essa lógica de destruir a capacidade do Estado em servir ao povo é que está completamente equivocada porque beneficia ao sistema privado.A segurança pública,por exemplo,é caso clássico.Estão privatizando a segurança em nome de interesses de empresas e está acontecendo essa aberração aqui(EMPRESAS PRIVADAS COM O MONOPÓLIO DA VIOLÊNCIA ESTATAL):
    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/alagoas-…

    Alagoas investiga abusos de segurança privada
    Enviado por luisnassif, seg, 27/02/2012 – 09:05

    DO UOL
    Com "farda do Bope", vigilantes contratados por prefeituras algemam e prendem em festas de Alagoas

    Aliny Gama e Carlos Madeiro
    Do UOL, em Maceió

    José Feitosa/Gazeta de Alagoa

    Lu_Witovisk

    27 de fevereiro de 2012 às 19h55

    Desespero, o mundo caindo lá fora e aqui fazendo exatamente o que fara o pais ruir no futuro… com os exemplos que se tem hj, D Dilma deveria estar lutando contra esta maré.

    Beto Lima

    27 de fevereiro de 2012 às 20h34

    Com o FUNPRESP,os servidores que entrarão no sistema não terão o menor compromisso com o Estado porque não valerá a pena trabalhar e morrer de fome na aposentadoria.
    ————————————————————————————————————-
    Para encerrar, o Servidor ou o Funcionário Publico, tem que receber a mesma e minguada aposentadoria que os aposentados da iniciativa privada recebem. Querem ser diferentes porque?
    ———–
    Falam como se fossem a maioria que estivesse comprometida com o Estado. …….Falácia.
    O cidadão brasileiro não é burro……..

    Miguel

    29 de fevereiro de 2012 às 12h54

    beleza, entao equiparem nossa contribuicao e nos deem fgts.

    Airton

    27 de fevereiro de 2012 às 11h46

    Não tenha dúvidas que prefiro pagar impostos e garantir a aposentadoria de quem trabalhou pelo Estado e vai criar dignamente um rebento do que garantir o vazio ordinário da especulação financeira (que não gera rebento nenhum, que não a recessão e a miséria).

    Leo V

    27 de fevereiro de 2012 às 18h41

    Você falou bem, isso foi na época daqueles que entravam por idnicação política, sem concurso.

    As coisas mudaram meu caro, as regras são outras.

    Miguel

    27 de fevereiro de 2012 às 21h13

    sou funcionario publico federal. nao tenho fundo de garantia, e se fizer algo errado, alem de ser demitido como no setor privado, fico impedido de realizar outro concurso. alem disso, entrei nesse cargo apos passar anos fazendo graduacao, mestrado e doutorado, e passando por um concurso publico dificilimo.

    babaca.

    Rafael

    28 de fevereiro de 2012 às 00h54

    Ser demitido como no setor privado?

    Miguel

    28 de fevereiro de 2012 às 02h15

    sim, demitido como no setor privado. nao viu os numeros de demissoes no funcionalismo federal em 2011 nao?? Um dos bons mitos difundidos por privatistas ignorantes e' que funcionario publico nao e' demitido.

Romanelli

27 de fevereiro de 2012 às 06h45

bem, concordo com boa parte da crítica, embora ache que os sindicatos do passado deram uma ajudinha pra chegarmos aonde chegamos

Programa de aposentadoria complementar é uma excelente fonte de capitalização para o investidor ..e não vejo pq dar a fonte do funcionalismo público pra banco privado (tipo como fez Serra com os salários dos funcionários de SP)

Aliás, grande parte do desenvolvimento fulminante que teve o país entre os anos 50-73 foi justamente pq aquela geração desfrutava de capital barato que só deveriam prestar contas no LP ..e infelizmente quando chegou o momento de fazê-lo, as novas gerações pagaram por tudo quanto foi erro

-por desvios
-por desperdícios, mordomias e mamatas (não só pro cara mas tb pras filhAs)
-por subsídios cruzados a exclusivos
-pela falta de regra de LP, uma que por exemplo JÁ deveria prever a necessidade de se rever, de forma transparente, a idade mínima para as contribuições e benefícios de acordo com as novas expectativas de trabalho e vida

As novas gerações tb perceberam como foi GRAVE o erro de não se manter as contas separadas por contribuinte ..por somar-se os recursos da previdência às contas do Estado SEM no entanto este os remunerá-los, ou seja, o dinheiro usado foi de graça mesmo, e boa parte consumida por uma elite

Na verdade todos estes erros e REMENDOS foram feitos de comum acordo com os poderes e conveniências do momento, inclusive os mesmos acordos que fizeram ao longo do nosso tempo os brasileiros cada vez mais diferentes em DIREITOS, e até deveres

AO final, quando falam da perda do salário por parte do funcionalismo, aqui eu sou obrigado a tb concordar e DENUNCIAR os sucessivos penduricalhos que NUNCA são incorporados e que os políticos já se cansaram de usar

..embora reconheça que tem muito VAGABUNDO avesso a avaliação e transparência que ganha só pra se registrar, ou outros que NÃO justificam seus ganhos (mais férias, auxilio moradia, transporte, mudança, comida, almoço, computador etc etc) como boa parte da elite encastelada nos poderes, em especial os NUNCA ELEITOS, os do judiciário brasileiro ..nosso poder mais lento

Ainda, quando falamos em nivelar e uniformizar direitos ..bem, aqui é comigo mesmo ..tem que ser igual pra todos sim ..salvo categorias específicas ..agora, em pleno sec XXI, esta de se continuar beneficiando e diferenciando cidadãos, ora por cor, noutras por instrução ou mesmo que por SEXO, essa pratica eu condeno pois, pra mim, se pra um, pra todos, ou para ninguém

E aqui pra refletir, quem souber, me responda:

-que vive mais, o homem ou a mulher?
-aqui temos mais viúvos ou viúvas?
-quem morre precoce mais por vício, violência e é mais preso?
-quem é mais pressionado a ponto de perder a DIGNIDADE, respeito e ir parar na sarjeta?
-dos sexos, da população previdenciária, como anda a distribuição de benefícios, quem consegue ter UM, ou mais benefícios, o homem ou a mulher ?e quem recebe os melhores?
-quem perdeu mais poder aquisitivo e posto de trabalho? Quem fica mais tempo desempregado? Quem é expulso mais cedo e NUNCA mais volta ao mercado?
-quem conta com UM APARATO de programas de proteção social mais farto, e quem tem direito a programa de prevenção de doenças mais amplo, o homem ou a mulher?
-neste país, quem consegue se aposentar mais, o homem ou a mulher?
-hoje, quem consegue ficar na escola pra estudar mais, o homem ou a mulher?
-da economia que se avizinha, esta que LULA ajudou a montar, uma amparada em emprego nos setores primário e terciário (vide que o secundário demos pra CHINA), uma bancada por ETERNOS prestatários de salários baixos, quais são as perspectivas sócio-econômico e culturais que se avizinham para ambos os sexos e seus cursos profissionalizantes ?
quem vocês acham que mais pena com o desemprego estrutural e sequer saberá o que é se aposentar ?

Então, diante destas minhas duvidas e constatações, alguém ainda consegue me dizer como se justifica o nosso DIREITO caminhar cada vez mais penso ? ..um que a todo momento gosta de ver só das aparências e ceder a pressões pequenas que muitas vezes NÃO encontram razão de ser ?

..um que esta longe de ver o CIDADÃO de forma plena e indistinta ..um que ao invés de ver as mudanças, o todo dos fenômenos envolvidos, fica preso a dogmas e a achismos ?

Responder

    Bruno Stern

    27 de fevereiro de 2012 às 17h15

    Quem executa dupla jornada e chefia a maioria dos lares de nosso país?
    Quem tem apenas 76% da renda do outro gênero?

    Perdeu tempo de ficar quieto ao questionar a compensação que têm as mulheres por ter a vida mais dura.

    Romanelli

    27 de fevereiro de 2012 às 17h59

    só que infelizmente pra vc não é isso que a VIDA, a QUALIDADE DE VIDA e expectativa de vidas dizem

    lamento..

    se pra UM, pra todos, ou ..bem, o resto vc já deve ter decorado

    abrá

Laura

27 de fevereiro de 2012 às 05h38

Esse projeto é péssimo e me fez descrer do governo Dilma e do PT, em quem sempre votei. Para mim o PT, com esse projeto,não é mais o partido dos trabalhadores.Isso aí é o fim do estado do bem estar social e definitivamente põe o PT nesse quesito na vala neo-liberal. Não temos mais a quem recorrer só a nós mesmos.É desanimador.

Responder

    Oxaguiam

    27 de fevereiro de 2012 às 13h19

    O Estado do bem estar social foi mais uma das fraudes criadas pelo capitalismo na Guerra Fria. Foi uma das formas que o capitalismo encontrou para combater os governos de viés socialista no que eles tinham de melhor – direitos fundamentais de 1ª geração (educação, saúde, assistência social, emprego, moradia, etc). O "bem estar social" do centro do capitalismo sempre sustentou-se e sustenta-se pela miséria da periferia do sistema. Esfacelada a URSS e a ideologia que ela de alguma forma representava o "bem estar social" tornou-se "dispensável", obsoleto. O PT vai a reboque disso. O PT deixou de ser dos trabalhadores no momento em que submeteu seu projeto de poder ao grande mercado. À partir daí duas perguntas condicionaram o seu comportamento: como chegar ao poder e como mantê-lo.

    Miguel

    28 de fevereiro de 2012 às 02h26

    nao viaja, o "welfare state" foi enfiado goela abaixo dos conservadores na Europa quando os partidos social democratas ganharam forca politica o bastante para conquistar direitos pra classe trabalhadora. esse mito de inspiracao trotskysta e' um tremendo tiro no pe'.

Mancini

27 de fevereiro de 2012 às 02h34

Azenha, o jornalista Pedro Porfírio sempre esteve lutando pela Previdência Pública. E isso, desde 2003. Defendeu também o nosso site(REFAZENDA2010) pela Tribuna da Imprensa quando fomos censurados pelo governo mineiro. Publicamos este artigo em 22/2: http://refazenda2010.blogspot.com/2012/02/redacao… e linkamos este post seu hoje em: http://refazenda2010.blogspost.com . O neoliberalismo avança em cima da Previdência dos servidores!

Responder

Dito

27 de fevereiro de 2012 às 02h13

Olha eu sonhando acordado e pensando alto: caramba, quanta gente assinando, que tal puxar uma greve geral junto com a Grécia??!?!?!

Auto crítica: como estudante de humanas é bobinho… rsrsrs

Responder

Marcelo Rodrigues

27 de fevereiro de 2012 às 00h02

Para avaliar o quão tresloucado é o gesto que o governo dos trabalhadores está a ponto de cometer, basta imaginar os tucanos voltando ao poder e pondo as mãos neste monte de dinheiro, como fizeram com a Previ na privataria.

Responder

    Oxaguiam

    27 de fevereiro de 2012 às 13h06

    O mais constrangedor é que esse vil estupro não ocorreu durante os governos demotucanos, mas sim no governo do "partido dos trabalhadores". Mais uma propaganda enganosa – "partido dos trabalhadores". Constragedor também o fato de que também sou uma mão que alimentou a besta que agora me morde. Mas há saída e ela está logo ali à esquerda.

Lu_Witovisk

26 de fevereiro de 2012 às 23h29

Ai ai, so aqui mesmo, pra importar mais um sistema falido. Compartilhado pra ver se o povo acorda.

Responder

_Rorschach_

26 de fevereiro de 2012 às 22h59

Lá pelos idos de 97/98 os jantares na minha casa sempre terminavam em briga (para desgosto da minha mãe).

Eu, petista arraigado, ficava provocando meu pai, tucano convicto, até que o velho perdia a paciência.

Não me faltavam argumentos contra aquele Governo, como vocês bem devem se lembrar, e ele logo partia para a ignorância.

Na época, meu pai trabalhava e defendia as medidas de arrocho contra os aposentados que o FHC tomava, reputando-as necessárias para a recuperação do país etc etc etc

E eu metia o pau: malditos neoliberais, inimigos do povo, destruidores do serviço público (FHC deixou os servidores sem aumento por 8 anos)…

Os anos passaram. Eu me afastei do PT e ele dos tucanos.

No final deste ano, tomando uma cerveja na minha casa, lá estávamos nós:

– Hoje meu pai está aposentado e não teve aumento para que o governo possa pagar os famigerados juros da dívida. E não pode reclamar (pelo menos para mim) dessa medida tomada pelo PT, porque a defendia quando era praticada pelo PSDB.

– Eu virei servidor público. Há 6 anos que minha categoria não tem aumento para o governo possa pagar os famigerados juros da dívida. O PT faz aquilo que eu descia a lenha quando o PSDB fazia (não posso reclamar diante do meu pai porque ele não acredita que larguei o PT).

Fizemos umas piadinhas um para outro, sobre como nós dois (aposentado e servidor) iam pagar a conta, e logo mudamos de assunto.

Que situação ridícula!

Responder

    ZePovinho

    26 de fevereiro de 2012 às 23h53

    Brilhante,Rorschach!!!!O FUNPRESP vai acabar com as aposentadorias integrais para funcionários públicos.Enquanto isso(enquanto nós pagamos o festim dos bancos com o dinheiro público) os empresários pagam 15% de imposto de renda recebendo o salário como lucros e dividendos.
    Nesse toada,a Dilma pode esquecer do meu apoio em 2014.

    Lu_Witovisk

    27 de fevereiro de 2012 às 11h35

    O seu, o meu, e de muitos. Imagine a indignação do povo que não ve a reforma agragria caminhar, o povo que queria regulamentação da midia, o povo que sonhava com um Estado mais forte que falasse não e desse uma banana aos MEGA empresarios, banqueiros… quem acreditou na garra e coragem da Dilma. Acho que ela está gostando da ideia de ser "uma mulher poderosa" e pirou na Tatcher. O discurso é lindo "o povo brasileiro esta vacinado contra o neoliberalismo" e faz o q?? SE esse governo não mudar de rumo ate o fim, estamos ferrados.

    Oxaguiam

    27 de fevereiro de 2012 às 13h44

    Dilma, assim como Obama, tem sósia no lado negro da força. Uma faz os discursos e a outra governa o país…

    Carlos Cruz

    27 de fevereiro de 2012 às 17h48

    NUNCA me enganei com o PT, desde a "carta a nação", onde rasga TODO seu histórico de lutas. Logo depois vem o tal mensalão, uma repetição dos procedimentos da "elite(?)" brasileira, que enojou a todos seus eleitores. Desde os dois casos o desencanto foi total. A reforma da previdencia patrocinada pelo governo Lula, onde aposentados passam a contribuir, rasgando o direito adquirido na aposentadoria, no intuito de pagamento dos juros da dívida, mostrou o que o governo aliava-se a direita e nos dava as costas.. Subserviencia ao "mercado", juros altos, um BACEN representante dos bancos, um Estado de calças arriadas. Agora o Funpresp. Eleger a presidente Dilma foi amargo, noites mal dormidas. E virá mais… Na eleição de prefeitos temos a chance de mostrar que não somos idiotas. Eu já tomei a decisão!

    beattrice

    27 de fevereiro de 2012 às 21h05

    Tomamos.

    ZePovinho

    27 de fevereiro de 2012 às 17h30

    Bonitona!!!!!

    Lu_Witovisk

    28 de fevereiro de 2012 às 07h06

    Brigada, ZePovo!

carneirouece

26 de fevereiro de 2012 às 22h53

O governo Dilma, ao que me parece, veio mesmo com tudo contra o trabalhador: privatizações dos aeroportos, pensando no azeitamento e sucateamento dos demais, novas regras previdenciárias, e, por fim, uma palhaçada de cortes e mais cortes, mesmo o recolhimento de imposto tendo crescido.

De quebra, quase 50% das riquezas destinadas aos banqueiros. Pra piorar, só o FHC mesmo.

E pensar que trabalhei duro na campanha da Dilma, que acreditei fortemente nela.

Responder

    Lu_Witovisk

    26 de fevereiro de 2012 às 23h50

    2, tb to nessa

    Rafael

    27 de fevereiro de 2012 às 10h20

    50% para banqueiros? Vamos falar sério, sem invenções. Os aeroportos não foram no mesmo padrão de privatização que ocorreu no governo FHC. Calmna aí que não é bem assim. Outra coisa os 24,5 bilhões arrecadados na concessão dos aeroportos irão para um fundo da aviação civil que OBRIGATORIAMENTE será investido nos outros aeroportos. Outro detalhe o grupo que arrematou o aeroporto de Cumbica é BRASILEIRO, formado pela Petros principalmente.
    Sobre os cortes analise bem o que escreve, leia as reportagens atentamente. O Orçamento que Dilma cortou 55 bilhões é entregue com gastos irreais, bem acima. A intenção é justamente gerar desgaste. Está provado que PAC, Minha Casa minha vida, Brasil sem miséira e outros investimentos em infraestrutura terão verba aumentadas. A verba para saúde e educação é maior do que aplicado em 2011. Então preste atenção nas informações senão vc faz críticas sem sentido.
    Sobre a previdência dos funcionários federais, pelo que já li, é bem isso mesmo que o texto diz: recursos do fundo serão administrados pela iniciativa privada, isso é um absurdo, espero que não aprovem. Agora é a hora que cada deputado vai mostrar de que lado está. Espero que o PT maciçamente reprove. Isso não pode ser aprovado. Tá na hora de greve, tá na hora dos funcionários afetados se mexer, fazer barulho, se ficar quieto vai se dar mal.

    beattrice

    27 de fevereiro de 2012 às 11h14

    Realmente a questão dos aeroportos foi o divisor de águas.
    Começaram insistindo que não era privataria, que era "concessão"
    Diante do choque da realidade e a insistencia de quem nao quer mais varre a vergonha deste governo para debaixo do tapete, agora surge "um outro padrão de privatização".
    FOI PRIVATARIA. PONTO.

    Joao Barbosa

    27 de fevereiro de 2012 às 17h17

    "…de quem nao quer mais varre (sic) a vergonha deste governo para debaixo do tapete…"

    Nossa, mais uma que caiu de paraquedas no Brasil em 2003 !!!

    No livro de História do Brasil dessa moça, deve estar escrito: "…O Brasil sempre foi um país desenvolvido, em patamar igual a Suiça, não tinha no Brasil, corrupção em nenhuma esfera de governo, nunca existiu desigualdade de renda entre a popúlação, a taxa de analfabetizmo sempre foi de 0%, nunca houve concentração dos veículos de comunicação, não há relatos de racismo ou qualquer tipo de problema social. O país era cuidadosamente governado pelos impolutos políticos do PSDB, PFL e PMDB. Porém, a partir de 2003, surgiu no Brasil uma praga chamada PT, que de assalto e de forma ditatorial, tomou o poder. O PT corroeu e corrompeu toda a administração pública, fazendo o PIB diminuir, o desemprego aumentar, o cambio estourar e a corrupção aparecer em todos níveis de serviço público…"

    Moça, vê se acorda…tá!

    Vocês podem espernear, arrancar os cabelos…mas as "privatizações" (para não dizer doações) do patrimônio público brasileiro feitas nos governos PSDB (nivel federal e estadual) são casos de polícia!!!

    As concessões dos aeroportos foram oportunas e com preços FAVORÁVEIS ao governo brasileiro.

    beattrice

    27 de fevereiro de 2012 às 21h08

    Os dilmistas estão desesperados, apegam-se a banais erros de digitação, ofendem o caráter das pessoas, arrancam os cabelos [alguns já estão carecas como o Zé da Bolinha] numa tentativa vã e patética de evitar o inevitável, a cada dia mais e mais pessoas, eleitores de Lula e Dilma enxergam finalmente que o REI ou a RAINHA estão nus.

    Oxaguiam

    27 de fevereiro de 2012 às 13h40

    Rafael, para ser exato, não é 50% das riquezas para os banqueiros, mas 47,19% (a educação responde por gigantescos 3%…)
    Não confie no que eu digo – olhe o orçamento de 2012 e veja qual o percentual destinado a juros e amortização da dívida. Depois veja quem são os credores dessa dívida. No site do Banco Central está a resposta.
    Quanto ao valor da arrecadação da privatização dos aeroportos vou dizer algo simples. O Brasil receberá pela concessão durante 30 anos cerca de 25 bilhões de reais. Muito dinheiro? Pois bem, só em 2012 este mesmo Brasil vai pagar mais de 1 trilhão de reais de juros e amortização da dívida.
    Abraços.

Fabio_Passos

26 de fevereiro de 2012 às 22h39

Mais uma presepada do governo Dilma que teima em favorecer os especuladores do mercado financeiro em detrimento dos interesses dos trabalhadores.

O Ivan Valente está criticando duramente:

"O que representaesse projeto? Uma sinalização para o mercado financeiro internacional, um agachamento ao capital financeiro, é disso que se trata."

Ivan Valente em defesa dos servidores públicos! Contra o PL 1992 http://psol50.org.br/blog/2012/02/19/ivan-valente…

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