VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Maria Lucia Fattorelli: Estado máximo, só para os bancos


03/03/2012 - 21h30

Só setor financeiro  privado e grandes transnacionais ganham com privatizações

por Maria Lucia Fattorelli

Coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, sugestão do Igor Felippe

Em meio a insistentes ataques da grande mídia à “corrupção” de autoridades dos três poderes institucionais, uma verdadeira corrupção institucional está ocorrendo no campo financeiro e patrimonial do país, destacando-se: privatização da previdência dos servidores públicos, privatização de jazidas de petróleo — inclusive do pré-sal –, privatização dos aeroportos mais movimentados do país, privatização de rodovias, privatização de hospitais universitários, privatização de florestas, privatização da saúde, educação, segurança…

E  muitos outros serviços essenciais, que recebem cada vez menor quantidade de recursos haja vista a luta de 20 anos pela implantação do piso salarial dos trabalhadores da Educação, a recente greve dos  policiais na Bahia, ausência de reajuste salarial para os servidores em geral, entre vários outras necessidades não atendidas, evidenciada recentemente na tragédia dos moradores do Pinheirinho em São Paulo, enquanto o volume destinado ao pagamento de Juros e Amortizações da Dívida Pública continua crescendo cada vez mais.

Qual a justificativa para a entrega de áreas estratégicas ao setor privado? Por que criar um mega fundo de pensão para os servidores públicos do país quando os fundos de pensão estão quebrando no mundo todo, levando milhões de pessoas ao desespero? Por que leiloar jazidas de petróleo se a Petrobrás possui tecnologia de ponta? Por que abrir mão da segurança nacional ao entregar os aeroportos mais movimentados para empresas privadas e até  estrangeiras? Por que privatizar os  hospitais universitários se esses são a garantia de formação acadêmica de qualidade? Por que privatizar florestas em um mundo que clama por respeito ambiental? Por que deixar que serviços básicos, sejam automaticamente privatizados, a partir do momento em que se corta recursos destas áreas? O que há de comum em todas essas privatizações e em todas essas questões?

O ponto central está no fato de que o beneficiário de todas essas medidas é um ente estranho aos interesses do povo brasileiro e da Nação. Os únicos beneficiários têm sido o setor financeiro privado e as grandes transnacionais.

Então, por que o governo tem se empenhado tanto em aprovar todas essas medidas contrárias aos interesses nacionais? E o que  diz  a grande mídia a respeito dessas medidas indesejáveis?  Não divulga a posição dos afetados e prejudicados por todas essas medidas, mas promove uma completa “desinformação” ao apresentar argumentos falaciosos e convincentes propagandas de que o Brasil vai muito bem e que a economia está sob controle.

Ora, se estamos tão bem assim, qual a razão para rifar o patrimônio público? Por que esse violento round de privatizações partindo justamente de quem venceu as eleições acusando a privataria? Na realidade, o país está sucateado. Vejam as estradas rodoviárias assassinas e a ausência de ferrovias; a desindustrialização; o esgotamento de nossas riquezas; as pessoas sem atendimento hospitalar, com cirurgias adiadas até a morte; os profissionais de ensino desrespeitados e obrigados a assumir vários postos de trabalho para sustentar suas famílias; o crescimento da violência e do uso de drogas.

É  inegável o fato de que  o PIB brasileiro cresceu e já somos a 6ª potencia mundial, mas o último relatório da ONU mostra que ocupamos a vergonhosa 84ª posição em relação ao atendimento aos direitos humanos, de acordo com o IDH [1], o que é inadmissível considerando as nossas imensas riquezas.

Algo está muito errado. Não há congruência entre nossas riquezas e nossa realidade social. Não há coerência entre o discurso ostentoso e a liquidação do patrimônio nacional. Dizem que temos reservas internacionais bilionárias, mas não divulgam o custo dessas reservas para o país, o dano às contas públicas e ao crescimento acelerado da dívida pública brasileira que paga os  juros mais elevados do mundo.

Dizem que  temos batido recordes com exportações, mas não divulgam que  lá de  fora, valorizam os preços das chamadas “commodities” e o que fazemos: aceleramos a exploração dos nossos recursos naturais e  os  exportamos  às  toneladas. Mas quem ganha já não é  o país, pois as minas, as  siderúrgicas e o agrobusiness já foram privatizados há muito tempo.

Outra grande falácia é de que o Brasil está tão bem que a crise financeira que abalou as economias dos países mais ricos do Norte – Estados Unidos e Europa – pouco afetou o país. A grande mídia não divulga, mas a raiz da atual crise “da Dívida” que abala  as economias do Norte está na crise do setor financeiro.

A crise estourou em 2008 quando as principais instituições financeiras do planeta entraram em risco de quebra. Tal crise dos bancos decorreu do excesso de emissão de diversos produtos financeiros sem lastro –  principalmente os  derivativos —  possibilitada  pela desregulamentação e autonomia do setor financeiro bancário. Embora tivessem agido com tremenda irresponsabilidade na emissão e especulação de incalculáveis volumes de papéis sem lastro, tais bancos foram “salvos” pelos países do Norte à custa do aumento da dívida pública, que agora está sendo paga por severos planos de ajuste  fiscal contra os  trabalhadores e crescente sacrifício de direitos sociais.

Apesar  da monumental  ajuda das Nações aos bancos,  o sistema financeiro internacional ainda se encontra abarrotado  de  derivativos e outros papéis sem lastro  —  tratados pela grande mídia como “ativos tóxicos”. Grande parte desses papéis foi transferida para “bad Banks” [2] em várias partes do mundo, à espera de serem trocados por “ativos reais”, principalmente em processos de privatizações.

Assim  funcionam  as  privatizações: são uma forma de reciclar o acúmulo de papéis e transferir as riquezas públicas para o setor financeiro privado. Relativamente à privatização da Previdência dos Servidores Públicos, o Projeto de Lei PL-1992 cria o FUNPRESP que, se aprovado, deverá ser um dos maiores fundos de pensão do mundo.

Na  prática, esse projeto se insere em  tendência mundial ditada pelo Banco Mundial,  de reduzir a participação estatal a um benefício mínimo, como alerta Osvaldo Coggiola, em seu artigo “A Falência Mundial dos Fundos de Pensão”:  “Com este esquema,  o que  se quer é reduzir a aposentadoria estatal de modo a diminuir o gasto em aposentadorias e aumentar os pagamentos da dívida do Estado.”

A dívida brasileira já supera os R$ 3 trilhões. A grande mídia não divulga esse número, mas o mesmo está respaldado em dados oficiais [3]. Os fundos de pensão absorvem grandes quantidades de papéis, pois  funcionam trocando o dinheiro dos trabalhadores por papéis que circulam no mercado financeiro. Os tais “ativos tóxicos” estão provocando sérios danos aos fundos de pensão, como adverte Osvaldo Coggiola:  “… duas  Agentinas  e meia  faliram  nos  Estados  Unidos como produto da crise do capital,  levando consigo os fundos de pensões  lastreados em suas ações. Na Europa, a situação não é melhor. A OCDE advertiu  sobre o grave  risco da queda nas Bolsas sobre os fundos privados de pensão, cuja viabilidade está ligada à evolução dos mercados de renda variável: “Existe o risco de que as pessoas que investiram nesses fundos recebam pouco ou nada depois de se aposentar”.

O art. 11 do PL-1992 não permite ilusões quanto ao risco para os servidores federais brasileiros, pois assinala que a responsabilidade do Estado será restrita ao pagamento e à  transferência de contribuições ao FUNPRESP. Em outras palavras, se algo funcionar errado com o FUNPRESP; se este adquirir papéis podres ou enfrentar qualquer revés, não haverá responsabilidade para a União, suas autarquias ou fundações. Previdência é sinônimo de segurança. Como colocar a previdência em aplicações de risco? Qual o sentido dessa medida anti-social?

O gráfico a seguir revela porque a Previdência Social tem sido alvo de ferrenhos ataques por parte do setor financeiro nacional e internacional:  o objetivo  evidente, como também alertou Osvaldo Coggiola, é apropriar-se dos recursos que ainda são destinados à Seguridade Social para destiná-los aos encargos da dívida pública.

As diversas auditorias  cidadãs em andamento no Brasil e no exterior, bem  como  a auditoria oficial equatoriana (2007/2008) e a CPI da Dívida no Brasil (2009-2010) têm demonstrado que o único beneficiário do processo de endividamento público tem sido o setor financeiro.

No Brasil, o gráfico a seguir denuncia o privilégio da dívida, pois a dívida absorve quase a metade dos recursos  do orçamento federal,  o que  explica o  fabuloso lucro auferido pelos bancos aqui instalados, enquanto faltam recursos para as necessidades sociais básicas, tornando nosso país um dos mais injustos do mundo.

É urgente unir as lutas contra a privatização do que ainda resta de patrimônio público no Brasil, pois é para pagar a dívida pública e preservar este modelo de “Estado Mínimo” para o Social – e “Estado Máximo” para o Capital – que as riquezas nacionais continuam sendo privatizadas.

[1] IDH = Indice de Desenvolvimento Humano
[2] Bad banks = instituições paralelas, criadas para absorver grandes quantidades de “ativos tóxicos” que alcançaram volumes tão elevados que passaram a comprometer o funcionamento do sistema financeiro mundial. Até mesmo o G-20 (grupo dos 20 países mais ricos do mundo) chegou a pautar, na última reunião ocorrida en Cannes, a preocupante questão do Sistema Bancário Paralelo.
[3] Elaboração: Auditoria Cidadã da Dívida.

Nota: O valor de R$ 708 bilhões inclui o chamado “refinanciamento” ou “rolagem”, pois a CPI da Dívida Pública comprovou que parte  relevante dos juros são contabilizados como tal.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



104 comentários

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Andersen

06 de maio de 2012 às 01h56

Infelizmente suas teses estão sendo utilizadas e reproduziadas em site neonazistas.

Responder

Estado máximo, só para os bancos | Inacreditavel

05 de maio de 2012 às 15h22

[…] viomundo.com.br, 03/03/2012. […]

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Fabio

20 de abril de 2012 às 08h02

Militarismo JÁ !! Para abacar com está avacalhação com o Brasil,chega de ipocrisia…Brasil acima de tudo ..Abaixo de DEUZ!

Responder

Só setor financeiro privado e grandes transnacionais ganham com privatizações « Falando em Justiça Fiscal…

08 de março de 2012 às 14h14

[…] – O que você não vê na mídia – https://www.viomundo.com.br Link da matéria: https://www.viomundo.com.br/politica/maria-lucia-fattorelli-estado-maximo-so-para-os-bancos.html Compartilhe:EmailFacebookTwitterGostar disso:GostoSeja o primeiro a gostar disso […]

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Sagarana

05 de março de 2012 às 22h32

Marilu, o pt esta no poder há quase dez anos! Quando vai ter inicio a auditoria cidadã da divida publica?

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Willian

04 de março de 2012 às 21h17

Maria Lucia Fatorelli vais e aposentar recebendo mais de R$20.000,00 por mês, pagos pelos pobres do Brasil.

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    Rafael

    26 de julho de 2013 às 18h55

    Willian, desculpe-me, mas seu comentário é totalmente equivocado e demonstra que vc não leu ou não entendeu o gráfico apresentado no texto. O funcionalismo público é constantemente atacado pela mídia e culpado por ser sugador dos recursos públicos. Isso é uma grande FALÁCIA! Percebe-se no gráfico que as despesas com pessoal não são nem um décimo do que corresponde ao endividamento público. O funcionário publico (principalmente o professor) está cada vez mais indignado com a falta de ajustes salariais e está sempre entrando em greve. está claro que o funcionário publico, o aposentado publico ou privado poderia estar ganhando o dobro do que ganha sem comprometer as finanças d pais, assim como está claro tbm que sujeito como vc serve só pra espalhar baboseiras midiáticas e que provavelemnte ainda raciocina segundo o binomio direita-esquerda. Enfim, vc defeca pela boca

JOSE DANTAS

04 de março de 2012 às 20h48

Parece a princípio que só existe uma situação possível para se tentar uma mudança nesse caos generalizado que é o Brasil depois dos seus primeiros 500 anos, que é justamente o que se prega por aqui, ou seja, recolocar esse gigante no ninho tucano, já que a extrema esquerda que ora cospe no próprio prato, não tem meios para virar esse jogo em favor dos seus próprios interesses, por diversas razões: não tem votos, é minoria, não é bem vista pela maioria da população e não tem meios para exercer um mínimo poder de convencimento junto ao povão que vota. O único veículo de que dispõe nesse sentido é a blogosfera, onde aproveita o espaço para fazer justamente aquilo que agrada a oposição ao governo sob fogo "amigo da onça". Foi um equívoco votar na Dilma guerrilheira, que era candidata a presidenta do Brasil e não da CUT.

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Fabio_Passos

04 de março de 2012 às 18h52

É o PT aprofundando as "reformas"(retrocessos) neoliberais iniciados com collor/fhc.

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Rafael

04 de março de 2012 às 17h52

Vejo que a direita, psdb/dem/pig, sempre terá uma grande vantagem: tem grande parte da esquerda a seu favor. Mostre um gráfico falso como esse aí e pronto milhares descontentes já dirão que PT e PSDB são iguais, que o governo PT está parecido com o governo psdb. Mas garanto que maioria não sente no seu trabalho a influência de o governo ser do PT ou PSDB, só ficam filosofando. Quem tarbalhou ou trabalha numa estatal sabe muito bem a diferença. Pergunte a um funcionário da Petrobras o que seria se serra fosse eleito. Estava tudo pronto para privatização. BB e CEF já estava até em documento público que iam ser vendidos. E isso é um detalhe menor do que é a diferença entre PT e psdb. 15 milhões de empregos gerados é um detalhe maior. Maioria que diz que PT e psdb são iguais podem ter certeza que o mundo deles é até a porta do apartamento.Exercer o poder é bem diferente de filosofar. Vcs acham que na questão do pré-sal não houve uma pressão gigantesca para o governo deixar valendo a lei de concessão? Mas se PT e psdb são iguais por que não ficou valendo a lei de concessão?
Governo Dilma tem um norte que é a geração de empregos, o desenvolvimento. Se entregou a concessão de um aeroporto a inicativa privada não faz diferença alguma. As estatais são preservadas e protegidas por esse governo e isso é o que importa.
Como é fácil fazer esse pessoal da esquerda desacreditar nos próprios partidos da esquerda. Se acham que PT e psdb são iguais não tem o que discutir é só vcs votarem no psdb e questão encerrada.

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betinho2

04 de março de 2012 às 16h19

CONTINUANDO
Está citado acima a questão das fraudes. Que sabe-se, continuam, volta e meia a PF prende uma quadrilha. Mas o problema maior não é esse. O problema é a sistemática de capitalisação, que sempre foi feita através de aplicações em bancos, capitalização por um piso muito frágil em relação a questão atuarial, tanto é que todas se tornaram deficitárias. Com a federalização, em 1966 e a entrada de milhares de novos contribuintes, num primeiro momento houve a criação de uma enorme poupança, que como citei, acabou sendo emprestada para estados e municípios, que nunca retornou.

Os cálculos que o José As fez, não os cotegei, mas considerando-os exatos, apenas tem de ser acrescentado que funcionaria como início do sistema, onde primeiro se capitalizaria e depois, com o tempo se passaria a pagar benefícios. Acontece que a situação atual é outra, o INSS agora recebe a contribuição e imediatamente paga os benefícios, não sobra nada para capitalizar. “Inês é morta”, essa a realidade que alguns não querem enxergar, e se não for “mumificada” vai “catingar” cada vez mais e se degradar “ad infinitun”.
A solução, para aliviar o rombo são os Fundos de Pensão, que ao contrário do que alguns colocam, deu certo em todo o mundo, emquanto a Previdência Oficial em todo mundo deu “pane”. A matemática ainda é uma ciência perfeita, apesar de alguns do contra quererem revoga-la.

Agora, vejam que na Previ e outros fundos, a "briga" sempre foi com o lucro, o que fazer, pra onde destinar, normalmente o governo federal querendo e tentando por medidas diversas sugar esse lucro, algumas vezes perdendo na justiça, outras destinando parte para o BB. Com a Previdência Estatal sempre foi diferente, o chora é e sempre foi devido ao prejuízo. Na única época em que conseguiu capitalizar alguma coisa, logo após 1966, com milhares de novos contribuintes e poucos benefícios sendo pagos, sua capitalização foi usada para financiamentos à prefeituras e municípios, bem como para a criação do extinto BNH. Nada disso retornou. E se um dia a Previdência voltar a estar capitalizada, novamente os políticos usarão seu dinheiro para os mesmos fins.
O FunpresP não é Previdência Privada, é Fundo de Pensão nos moldes da Previ. nÃo será gerida pela banca financeira, mas por administração própria com controle de seus mantenedores.

Responder

    Leo V

    04 de março de 2012 às 18h33

    Funpresp será dinheiro público privatizado, pois como os fundos de pensão de estatais, vão para o mercado financeiro, e seus gestores acumulam um imenso poder, e poder sem controle democrático.

    betinho2

    04 de março de 2012 às 18h49

    Diz ai, onde está o dinheiro da Previ?

betinho2

04 de março de 2012 às 16h09

Tem certas matérias que não tem como ler por completo. principalmente essa, quando chega nesse ponto: "quando os fundos de pensão estão quebrando no mundo todo, levando milhões de pessoas ao desespero".
O que está quebrado, em todo mundo é a previdência oficial e a previdência privada, não os fundos de pensão.
Só um em exemplo, o Fundo de pensão dos professores dos EEUU tinha a 10 anos atrás 1 TRILHÃO de dólares de patrimônio.
Coloco abaixo, pois poucos tem conhecimento, a trajetória da nossa Previdência, duas vezes socorrida, por Getúlio e pelo governo golpista militar. Foi federalizada recentemente, 1966. para comparara, a previ foi criada em 1904 e está ai, firme e lucrativa, apesar das tentativas fernandinas de quebrá-la, entre outros percalços.:

penas para comparar, a PREVI foi criada em 1904.

“O Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) do Brasil foi criado no ano de 1966, originando-se da fusão de todos os Institutos de Aposentadoria e Pensões existentes à época.

História

A Previdência Social no Brasil deu seus primeiros passos com a Lei Elói Chaves, de 1923, que criou as Caixas de Aposentadorias e Pensões (CAPs), que eram geralmente organizadas por empresas e sob regulação do Estado. As CAPs operavam em regime de capitalização, porém eram estruturalmente frágeis por possuírem um número pequeno de contribuintes e seguirem hipóteses demográficas de parâmetros duvidosos; outro fator de fragilidade era o elevado número de fraudes na concessão de benefícios.

Em 1930, o Presidente da República Getúlio Vargas suspendeu as aposentadorias das CAPs durante seis meses e promoveu uma reestruturação que acabou por substitui-las por Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPs), que eram autarquias de nível nacional centralizadas no governo federal; dessa forma, a filiação passava a se dar por categorias profissionais, diferente do modelo das CAPs, que se organizavam por empresas.

Ao longo dos anos seguintes surgiriam os seguintes institutos:

1933 – IAPM – Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Marítimos;
1934 – IAPC – Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Comerciários (Decreto n° 24.272, de 21 de maio de 1934);
1934 – IAPB – Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Bancários (Decreto nº 24.615, de 9 de julho de 1934);
1936 – IAPI – Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (Lei n° 367, de 31 de dezembro de 1936) ;
1938 – IPASE – Instituto de Pensões e Assistência dos Servidores do Estado (Decreto-Lei n° 288, de 23 de fevereiro de 1938);
1938 – IAPETEC – Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas (Decreto-Lei n° 651, de 26 de agosto de 1938);
1939 – Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Operários Estivadores (Decreto-Lei n° 1.355, de 19 de junho de 1939);
1945 – ISS – O Decreto n° 7.526, de 7 de maio de 1945, dispôs sobre a criação do Instituto de Serviços Sociais do Brasil.
1945 – IAPTEC O Decreto-Lei n° 7.720, de 9 de julho de 1945, incorporou ao Instituto dos Empregados em Transportes e Cargas o da Estiva e passou a se chamar Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Estivadores e Transportes de Cargas.
1953 – CAPFESP – Caixa de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários e de Empresa do Serviço Público (Decreto nº 34.586, de 12 de novembro de 1953);
1960 – IAPFESP – Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Ferroviários e Empregados em Serviços Públicos (Lei nº 3.807, de 26 de agosto de 1960, art. 176 – extinta a CAPFESP).

Em 1964, foi criada uma comissão para reformular o sistema previdenciário, que culminou com a fusão de todos os IAPs no INPS (Instituto Nacional da Previdência Social), em 1966. Em 1990, o INPS se fundiu ao Instituto de Administração Financeira da Previdência e Assistência Social (IAPAS) para formar o Instituto Nacional de Seguridade Social. O INAMPS, que funcionava junto ao INPS, foi extinto e seu serviço passou a ser coberto pelo SUS.”

Responder

    Rafael

    04 de março de 2012 às 20h39

    Muito bem Betinho. Há muitas conversas de pessoas que não tem o mínimo de idéia do assunto. Para piorar a situação há pessoas como essa Maria Lucia fattorelli que escreve um texto em to alarmista, com clara tentativa de gerar medo para tentar convencer o leitor de sua opnião.

FrancoAtirador

04 de março de 2012 às 15h35

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Sem dúvida, dessa coalizão ampla, geral e irrestrita não se pode esperar muita coisa.

Mas é inegável que se o Ministro da Previdência fosse, por exemplo, o Senador Paulo Paim,

em vez desse Coroné do PMDB que faz conchavo com o Coroné Agripino do DEM no RN,

a administração da Previdência Social poderia ser exercida em benefício dos aposentados,

ainda que com as limitações impostas por essa política econômica ortodoxa de ajuste fiscal.
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Responder

    betinho2

    04 de março de 2012 às 18h52

    Engano seu, o Paim jamais aceitaria o Ministério da Previdência. Uma coisa é ficar dando pitaco, outra é assumir a si a administração da realidade.

Remindo Sauim

04 de março de 2012 às 15h08

Não é verdade que os fundos estejam quebrando no mundo inteiro. Alguns quando mal administrados quebram. Outros bem administrados conseguem cumprir suas missões. Quanto aos pagamentos e rolagem da dívida isto é compensado por novos empréstimos e aumento da arrecadação pública.

Responder

thomaz a a silva

04 de março de 2012 às 14h19

Será que , nos tempos atuais, surgirá um sistema econômico-financeiro, que não seja tão dependente do sistema bancário?? Eles sempre lucram, pois não podem quebrar…. Alô algum gênio de economia….!!!!

Responder

Pimon

04 de março de 2012 às 14h05

Azenha, o texto é Péssimo!

Prefiro ler um colega ECONOMISTA isento falando de ECONOMIA do que ler uma Míriam Leitão II!

Tá feia a coisa, Azenha?

Responder

Noir

04 de março de 2012 às 12h43

Nada do que foi escrito é novidade.
Das duas, uma. Vamos consertando aos poucos ou não pagamos nada.
Quem vai encarar o dilema ?

Responder

Joao Barbosa

04 de março de 2012 às 12h11

Porque os servidores federais NÂO merecem ser previlégiados com aposentadoria integral.

1- Porque financeiramente é I-N-S-U-S-T-E-N-T-Á-V-E-L. No longo prazo, com o aumento da longevidade dos aposentados, o contigente de trabalhadores na ativa não conseguirão prover a aposentadoria aos inativos e ao mesmo tempo, criar um reserva para eles próprios. O estado tem, então, duas alternartivas, arcar com esta diferença "ad eternum", cristalizando em um patamar totalmente fora da realizadade mundial os benefícios destes servidores ou tratar de forma equitativa, como é a sua obrigação, a distribuição de riqueza em função do bem comum:
http://www.administradores.com.br/informe-se/admi

2- Porque foram cometidos abusos no passado e cujo efeitos vieram a calope! Exemplo: Trem da alegria em 1988 que integrou SEM CONCURSO diversos servidores federais:
http://jus.com.br/revista/texto/10507/efetivacao-

3- Porque existem EXCRECENCIAS na lei. Exemplo: filhas de militares que podem permanecer com a aposentadoria dos pais, desde que sejam solteiras. Conheço CENTENAS de senhoras que vivem em união estável, sem oficializar a união, só para permanecerem com a aposentadoria dos pai militar:
http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2011/06

4- Porque a qualidade dos serviços prestados pelos servidores é RIDÍCULA, logo, os mesmos não encontram na sociedade civil, o respaldo para manterem os seus privilégios. Exemplo: Em função de eu ter morado dois anos fora do pais (para fins educacionais) fiquei sem declarar IRPF neste período. Ao retornar, fiu até a Receita Federal, munido de todos os documentos para colocar em dia minhas obrigações e pasmem!!! Após ser mal e porcamente atendido por dois servidores, que não souberam orientar-me, um terceiro apareceu e disse: "…procura um contador que ele resolve isso em 10 minutos…"

5- Corrupção endêmica: http://www.comunidademovimentobh.com.br/index.php

Resumo: Quem está na ativa não tem o porque reclamar pois em nada será atingido. Já os que ingressarão no serviço público, depois da promulgação da nova lei previdenciária, deveriam entender que não é o fim do mundo, pois TODO o restante dos trabalhadores brasileiros estão sob o regime geral de previdência e também tem um teto. Em nada, os servidores públicos são melhores do que o restante dos brasileiros para merecerem uma aposentadoria tão discrepante assim.

Cada dia mais vendo um futuro melhor para o Brasil.
Fim dos privilégios.
Fim das regalías.
Todos (quase) iguais…

Os 500 anos de desgoverno da direita + velha mídia, não se desfazem em apenas 10 anos…a luta ainda será longa…

Responder

    CLP

    04 de março de 2012 às 14h08

    Hahahah, que piada, interessante, os direitistas e a velha mídia pensam IGUALZINHO a você: os mesmos preconceitos, a mesma desinformação, os mesmos recalques. RISÍVEL!

    Joao Barbosa

    04 de março de 2012 às 17h39

    E você "CLP", o mesmo comentário vazio e acrítico…

    Vamos lá…rebata um a um dos meus argumentos!!!

    No aguardo!

    Leo V

    04 de março de 2012 às 21h12

    Seu único "argumento" é que se existe trabalhador em situação pior, então deve-se tirar dos trabalhadores que tem situação menos pior para dar mais dinheiro ao mercado financeiro e aos bancos.

    Leo V

    04 de março de 2012 às 15h10

    É insustentável a dívida pública, mas nem por isso o governo deixa de pagar menos por ela. Por que será que só com os trabalhadores a 'insustentabilidade econômica' vira desculpa para o corte de verbas?

    Seu argumento gira em torno do nivelamente por baixo, como foi a tônica do PSDB-PFL nos anos 90. Por essa lógica, acaba-se logo com os direitos trabalhistas e sociais porque há muita gente que não gzoa desses direitos.

    Desculpa a palavra, mas é o tipo de argumentação mais cretina que existe. Pelo menos o PSDB não se dizia de esquerda ou defende ros trabalhadores.

    Joao Barbosa

    04 de março de 2012 às 17h36

    Podemos "nivelar por cima", o debate Léo!

    Que tal um salário de R$ 5.000, inicial, para todos os professores do ensino fundamental ?
    Hoje, por lei, eles teriam um piso de R$ 1.450,86.

    Quando você quiser encarar essa luta, "de nivelar por cima", o salário dos professores para R$ 5.000 aí, nós voltamos a conversar…Até lá, mantenho a minha posição: NENHUM argumento ou número, apresentado até o momento, justifica a manutenção dos benefícios integrais para os servidores públicos!

    Oxaguiam

    04 de março de 2012 às 19h17

    Em verdade, parece que é você quem quer desqualificar o debate. Certamente não é subtraindo direitos dos outros trabalhadores que chegaremos a dar dignidade aos professores. Não é através do retrocesso que iremos adiante.
    O que o Governo não quer discutir é que existem outros caminhos que não o arrocho dos servidores e a privatização da Previdência. Existem muitos meios para aumentar a receita (tributação real e eficiente dos mais ricos, dos lucros das grandes empresas e dos bancos) e diminuir as despesas (auditoria, reavaliação e gestão soberana da dívida, controle de desperdícios, sanção tempestivas dos maus gestores, fim das emendas parlamentares, parar de usar recursos públicos para custear eventos privados – Copa, Olimpíadas, Pan Americano) sem dilapidar o patrimônio dos trabalhadores.
    Se invertessemos a lógica atual e gastássemos 47% do orçamento com a educação e 3% com a dívida certamente poderíamos pagar R$ 5.000,00 aos professores, mas, por enquanto, preferimos dar esse dinheiro a alguns bancos.

    margou

    04 de março de 2012 às 19h53

    Perfeito

    Leo V

    04 de março de 2012 às 21h10

    Nenhum argumento ou número justifica o pagamento da dívida pública. Por que diabos você não levanta bandeira contra o não pagamento dessa dívida mas apenas para retirar direitos dos trabalhadores?

    João Barbosa, falta lógica na sua resposta. Sua justificativa para o Funpresp é nivelar por baixo. Questionei isso. Sua contra argumentação é que eu deveria então defender um salário maior para os professores, como se houvesse contradição no meu posicionamento.
    Mas claro que eu defendo esse salário de 5.000 para os professores!
    Continuamos na mesma: eu defendo nivelamento por ciam e vc por baixo. Eu defendo os trabalhadores e vc quer aumentar a exploração sobre eles.

    Miguel

    09 de março de 2012 às 02h31

    voce nao tem a menor ideia de como funcionam os sistemas previdenciarios de cada um ne? ninguem te mostrou ate agora que alem de contribuirmos com mais, nao temos fgts?

    MARCOS

    04 de março de 2012 às 15h15

    João, apesar de eu prestar varios concursos publicos visando obter os privilegios que um cargo publico proporciona, se eu quiser ser honesto, tenho que concordar com você! Acho que essa diferença é ridicula. Ou iguala todos por cima ou por baixo. Temos que temer somente, justificadamente, a questão de como vai ser esse fundo de pensao. Como vai ser administrado. Apesar de termos a CVM melhorando sua atuação, em todos os aspectos, devemos temer a questao da movimentação desse dinheiro no mercado financeiro e seus "humores".

    Oxaguiam

    04 de março de 2012 às 16h46

    A gente ouve cada argumento… Levando-se em conta esse racicínio e em nome da "sustentabilidade das contas públicas" o Governo deveria acabar com o seguro desemprego, adicional noturno, salário-família, hora extra que são "previlégios" que os trabalhadores domésticos não tem…
    Deveria exigir tempo de contribuição para cooncessão das aposentadorias rurais porque os outros trabalhadores não tem esse "previlégio".
    Deveria acabar com "previlégio" do aumento anual do salário mínimo, pois é um "benefício" que os servidores públicos não tem.
    Tudo isso seria "ótimo" para as contas públicas… Só não seria bom se a ideia fosse construir um país em que gostaríamos de disponiblizar direitos para quem ainda não os tem e não destruir anos de luta dos trabalhadores. Mas está cada vez mais claro que a ideia não é essa. A ideia é enriquecer, ainda mais, os ricos.

    Leo V

    04 de março de 2012 às 18h28

    Perfeito Oxaguiam! O discurso do nivelamento por baixo é um atentato à nossa inteligência, e pior, a conquistas históricas.

    beattrice

    04 de março de 2012 às 18h30

    Pois não é?
    os dilmistas insistem em desqualificar a interlocução ou tratar direitos trabalhistas como "privilégios", poderiam ter a decência de tirar o "trabalhadores" do nome do partido ao menos.

    Joao Barbosa

    04 de março de 2012 às 18h59

    A verdade doi…né?!

    Carmen

    04 de março de 2012 às 23h24

    Não, João Barbosa…o que dói é ver os trabalhadores brigando entre si, para que a elite continue como está!!!! Dividindo para governar e estimulando o que existe de mais nefasto no ser humano humano: a inveja!!! E sem motivo, pois estamos ambos ferrados. Duvido que você tenha sido eleitor de Lula ou Dilma…o teu pensamento é conservador e embasado em preconceitos no estilo funcionário público ganha muito e é vagabundo…eu sou trabalhador e ganho pouco!!!! O que você escreveu denuncia um eleitor do Serra, agora feliz pois a Dilma está fazendo o que ele faria.

    margou

    04 de março de 2012 às 19h51

    Vc no minimo é um Funcionário Público, q trabalha menos ou tanto quanto eu, eu pago a previdência e no final vou no maximo ganhar +ou – 3000, de aposentadoria e vc que não contribuiu tanto quanto eu vai ganhar seu salario integral, como se tivesse na ativa. Lembre-se que quem esta pagando seu salario é uma só previdencia. Seja justo, reconheça que isto esta errado.

    Leo V

    04 de março de 2012 às 21h04

    Quanta besteira margou!

    O servidor público contribui com 11% do salário total ao INSS, ou seja, mais do que qualquer outro trabalhador que ganhe acima do 3.964 reais.

    Conheça minimamente o que está discutindo.

    Oxaguiam

    04 de março de 2012 às 22h21

    Margou, talvez você não esteja por dentro de como funciona a Previdência do servidor público. Na Previdência privada o trabalhador recebará +ou- 3000, pois paga o INSS sobre +ou- 3000. Se, por acaso, o trabalhador da iniciativa privada na ativa receber mais que isso, sobre a diferença ele não recolhe nada à Previdência nem recebrá nada quando se aposentar. Já o servidor público tem aposentadoria integral porque sua previdência é cobrada também sobre o seu salário integral. Assim sendo, ao contrário do que você imagina, não raras vezes, o servidor público contribui mais do que o trabalhador da iniciativa privada.
    Outro engano é achar que há uma só Previdência. A Previdência dos trabalhadores da iniciativa privada é uma e a do serviço público é outra.

    Oxaguiam

    04 de março de 2012 às 22h21

    Quanto à visão de que o trabalhador da iniciativa privada trabalha mais que o do setor público faz parte do preconceito que acaba por contaminar o ideário de muita gente. Acho que o brasileiro, de maneira geral, trabalha muito e recebe muito pouco em troca. E nada melhor para a classe dos empregadores (Governo e empresários) do que ver a classe dos trabalhadores brigando internamente, não por reconhecimento de mais direitos, mas para vilipendiar os já conquistados.
    A luta do trabalhador não deveria ser para tirar a aposentadoria integral do setor público, mas para levá-la à iniciativa privada.

    Miguel

    09 de março de 2012 às 02h29

    voce ficou louca? de onde tirou isso? funcionarios publicos pagam MAIS contribuicao, eu pago 11% sobre o total do meu salario, que e' acima do teeto to inss. quer mesmo dizer que paga mais??

    margou

    04 de março de 2012 às 19h44

    Cara, se eu pudesse eu colocaria positivo em vc 1000 vezes, vc disse tudo, perfeito, eu nunca vi uma explicação tão perfeita quanto a sua, vc esta certo, eu sempre pensei assim tb a respeito dos funcionarios públicos, agora eu tenho certeza que quem negativa é quem não tem a coragem e a decencia de dizer que essa forma de previdencia dos FP esta errado, é pq pensa que a sardinha tem que esta toda na sua lata e o resto que coma as sobras. È injusto haver duas distintas aplicação da lei, quando envolve tanto dinheiro publico. Pagamos caro a previdencia para os FP levarem a melhor.

    CLP

    05 de março de 2012 às 13h36

    E que você nao entende o sistema.Passam para pessoas desinformadas como você que o GOVERNO custeia a aposentadoria integral do servidor, ou seja a sociedade.Que o servidor nada paga ou paga muito pouco.Ora, assim, qualquer um seria contra.O problema e que isso NÃO E VERDADE! Eu, por exemplo pago mais de 4 vezes acima do teto de contribuição do INSS.Ora, o teto do INSS de contribuição do empregado e 405 reais, para receber 4000 reais. Você acha justo?Acho que sim.Se alguém, um extrato da sociedade paga 4 vezes mais e vai ganhar 16 mil você acha injusto?Ai que esta o X da questão.Tem gente que quer opinar sobre o assunto , sem conhece-lo

    Nelson

    05 de março de 2012 às 00h25

    I-N-S-U-S-T-E-N-T-Á-V-E-L é o conjunto de argumentos que você traz para justificar o rebaixamento de direitos dos trabalhadores.

    CLP

    05 de março de 2012 às 12h13

    Ja que você esta no aguardo, vamos la ponto por ponto:
    1)discurso de insustentabilidade da previdência, ouço este papo a mais de 20 anos e os números comprovam que a previdência e SUPERAVITÁRIA .O problema e que você faz o jogo do mercado financeiro, utilizando critérios falsos para produzir o deficit.Quanto a esta historinha de curva de longevidade, ora, ninguém esta dizendo que o sistema não deve ser reformado, como vem sendo reiteradamente nos últimos anos.E Funpresp com isso, que o próprio ministro já disse que vai ser deficitário?

    2) os outros quatro itens são preconceitos arraigados pela mídia conservadora , o tal PIG.E a tática de vilanizar e satanizar os servidores públicos..Se a qualidade dos serviços e ruim, o principal culpado e dos criadores do Funpresp, que preferem pagar juros a investir nos tais serviços.Este privilegio das filhas solteiras existe no exercito, que não faz parte do sistema que esta sendo reformado.A maioria massacrantes do servidores federais civis NUNCA teve este direito. Corrupção, abusos, foram cometidos principalmente pelos mandatários e não pelos servidores, mand
    atários que são os primeiros a querer o Funpresp, Sarney incluído.Fazendo uma comparação , se um pneu do seu carro e de baixa qualidade, você culpa o funcionário da linha de produção ou a empresa?So contra o servidor publico que existe esta tática de culpar o funcionário, não o chefão!

    Sagarana

    05 de março de 2012 às 22h28

    Noosssaaaa! Quantas EXCRESCÊNCIAS,

João Carlos

04 de março de 2012 às 11h47

Esse negócio de que vai aumentar o déficit da previdência pública (regime próprio) é balela. É claro que, nos primeiros anos, com o Governo bancando aposentadorias sem contar com as contribuições dos novos servidores, o sistema vai apresentar um desequilíbrio, situação que se inverterá com a redução, ao longo dos anos, dos benefícios concedidos pela regra da paridade. Fazer o bom debate e o debate certo é fundamental para se evitar prejuízos aos trabalhadores.

Responder

João Carlos

04 de março de 2012 às 11h43

O debate sobre o Funpresp precisa ser mais aprofundado e conhecido pelos servidores. O sistema de previdência complementar no Brasil é sólido e já conta com meio trilhão de reais de investimentos. A legislação é moderna, a fiscalização robusta (tem uma autarquia específica para essa função, a Previc) e a governança dos Fundos participativa, com eleição pelos trabalhadores de conselheiros e diretores. No caso do Funpresp, o problema mais relevante, a meu ver, é o modelo de plano (Contribuição Definida), que não prevê benefício de risco aos servidores (benefício vitalício no caso de morte ou invalidez). É essa discussão que os sindicatos deveriam estar fazendo no Congresso, e não o embate pela via do "vai ficar pior", que efetivamente não cola mais.

Responder

    Leo V

    04 de março de 2012 às 15h06

    Como assim não cola mais? Por acaso não vai ficar pior?
    Você é a favor da privatização do dinheiro público? De jogar essa grana toda na mão de gestores financistas? De jogar a resposnabildiade das aposentadorias ao mercado?

João Carlos

04 de março de 2012 às 11h08

Discurso fácil, infantil, que não alavanca mobilizações efetivas por um projeto de país que contemple a todos, principalmente os que mais dependem do Estado. Esse viés do calote já foi abandonado pelo povo brasileiro a muito tempo. O fato é que a relação dívida/PIB tem melhorado sistematicamente, os juros da dívida pública estão em consistente queda (ao arrepio do mercado), há menos pobres (temos fome no Brasil?), uma população equivalente a da Argentina que se ascendeu à casse média, instituições democráticas funcionando, etc. Temos problemas? Claro, e muitos. Não vamos resolvê-los com falácias. Há, preocupada com a aposentadoria do servidor público? Olhe para os lados e verá trabalhadores celetistas, em número cinquenta vezes maior, recebendo bem menos e já tendo que participar de Fundo de Pensão para complementar renda.

Responder

    Leo V

    04 de março de 2012 às 15h05

    Primeira característica de um discurso reacionário (os patrões sempre falam isso aos empregados) é apontar aos que estão em situação pior para justificar uma situação ruim.

    João Carlos, pela sua lógica então está tudo ok em acabar com os dirreitos sociais se já houverem já uns tantos que vivam sem ele.

    Por que não nivelar por cima e fazer da aposentadoria dos celetistas como a aposentadoria dos servidores públicos hoje?

    Você defende os trabalhadores ou o governo?

Avelino

04 de março de 2012 às 10h36

Caro Azenha
Uma duvida:
Esse valor de 45% é fixo em relação ao montante da divida ou ele é fixo?!
Vejamos:
Compra-se uma casa, valor da divida mensal, que consome, a principio, 45% do meu salário, vamos dizer de R$ 1000,00, portanto, todo mes, R$450,00 esta comprometido com isso.
Mas eu recebi uma série de aumentos, hoje ele é de R$ 3000,00, a divida continua em R$ 450,00, já não é mais os 45%, ou os 45% é um valor fixo em relação ao montante do PIB?! E nem estou colocando os juros da divida, como duvida.Ou essa seria a questão central, que torna fixo esse valor em relação ao PIB?
Que tal esclarecermos isso?
Saudações

Responder

Dom Pedrito

04 de março de 2012 às 09h53

Até onde entendi esse Funpresp nada tem a ver com a previdência social do servidor público, que continua a existir. É apenas uma previdência paralela de caráter privado. Até aí, tudo bem. Mas quem vai garantir a performance desse fundo no futuro? E se ele falir? Certamente o governo vai socorrer como tem sido feito com os bancos. É aí que mora o perigo. É o povo outra vez pagando a conta do alheio. Daí então a autora do texto dizer "Estado minimo" para o povo e "Estado máximo" para as corporações. É o neoliberalismo nu e cru. Ademais, a Globo está fazendo campanha em prol deste projeto, o que não é nada bom. Se a Globo é a favor, soy contra.

Responder

Mauro

04 de março de 2012 às 09h46

Educação,Saúde,Segurança, Riquezas Naturais, são usadas apenas para mostrar que a Autora do texto é contr a as mudanças na Previdência Social dos servidores federais brasileiros.

Responder

tião medonho

04 de março de 2012 às 08h29

é um alivio andar por esses blogs "progressistas" e ver que não vai ser por falta de indignação cidadã que vamos pro beleleu..eta povo de consciência politica aguçada, inteligencia sagaz e espirito independente…batuta mesmo..

Responder

João Junior

04 de março de 2012 às 03h17

Parece que o gráfico está errado.

O gráfico representa a dívida brasileira de 3 trilhões de reais.

Mas, somente a parte amarela, de juros e amortizações, consome quase a metade do gráfico.

Nota-se que, a parte amarela representa R$ 708 bilhões em R$ 3 trilhões e mesmo assim consome quase a metade do gráfico.

É evidente que essa parte deveria consumir pouco mais de um terço do gráfico.

Ou não?

Responder

    Oxaguiam

    04 de março de 2012 às 09h14

    O gráfico não representa a dívida, mas sim a despesa realizada no orçamento de 2011 em que destinaram 45% para pagamento de juros e amortização da dívida. Por sinal, no orçamento de 2012, o perecentaul destinado à Dívida é ainda maior (47,19%) e o destinado à Previdência é menor (18,22%). Esses dados podem ser encontrados de forma bem didática em http://www.divida-auditoriacidada.org.br ("Números sa Dívida"). Para quem tiver um pouco mais de tempo os dados são oficiais e podem ser encontrados nos sites da Câmara, Senado e Banco Central (eu pesquisei e os números são exatos até nos centavos).
    Forte abraço.

    Wilder

    04 de março de 2012 às 10h09

    Fica mais impactante assim, mesmo não sendo verdadeiro.

    Ronaldo Marques

    04 de março de 2012 às 11h48

    O gráfico se refere ao Orçamento Geral da União para o ano de 2012 aprovado pelo Congresso Nacional. Ou seja, quase metade de tudo que o governo arrecada vai para pagar dívida e seus "produtos correlatos" (juros, amortizações, rolagem, etc)

    Filipe

    04 de março de 2012 às 11h50

    Não há nada de errado… O gráfico é referente ao Orçamento da União. Quase metade de tudo que a União arrecada vai para os banqueiros.

    Lise

    04 de março de 2012 às 13h33

    O gráfico não corresponde à dívida do estado e sim ao orçamento geral da união de 2012 que é de 1, dos quais 45% serão usados para pagar dívida, e pra educação vai só 2,99%… "sad but true"

Pedro Ribeiro

04 de março de 2012 às 02h21

Fiquei mais triste ainda após ler este "Documento".
Dilma, depositei tanta fé numa mudança de fato favorável ao social.
Espero que não seja tão tarde. Desejo não perder minha esperança.
Não demora muito chega outra eleição.
Não deixe morrer a FÉ de quem tanto acreditou.
Não deixe que TANTOS, pensem que foram TONTOS.
Simplemesnte somos a maioria…

Responder

ZePovinho

04 de março de 2012 às 02h07

Não comentarei nada,dado que faz 5 anos que falo nesse assunto por aqui.

Responder

    Marcio H Silva

    05 de março de 2012 às 01h32

    Nem eu, mas só falo a um ano e meio……..

    JOSE DANTAS

    05 de março de 2012 às 16h14

    E nem precisa. Vamos deixar o mundo girar…

Airton

04 de março de 2012 às 00h29

Há alguns anos, o cientista político Carlos Nelson Coutinho definiu o caráter do neoliberalismo, em termos gramscianos, não mais em termos de contra-revolução (caso do Brasil: Estado Novo, Golpe Militar), mas em termos de restauração. Mais do que deter o movimento operário, agora suas conquistas históricas são vilipendiadas. O Estado do Bem-Estar Social não é mais necessário, pois a Guerra Fria esta vencida. Resta decompô-lo para restaurar e aprofundar a irracionalidade do imperialismo liberal de fins do século XIX e início do século XX, que resultou em duas grandes guerras e em uma crise econômica agudíssima, em 1929.

Responder

Rafael

03 de março de 2012 às 23h32

Como sempre a esquerda é autodestruitiva. Cita que o PT usou o assunto da privatização para ganhar eleição, mas a Maria Lucia Fattorelli usa a privatização para aterrorizar, causar pânico no leitor, não é mesma coisa que a imprensa manipuladora faz?
Funcionários da Petrobas desde os anos 70 tem a Petros, fundo de pensão Os funcionários do BB tem a a Previ, CEF também, o FUNCEF. Para esse funcionários pode? Ou ssó descobriram agora que existe fundo de pensão? Ou os funcionários publicos federais são melhores que os funcionários do BB, CEF e Petrobras?
Nenhum desses fundos de pensão são administrrados por bancos como citam. Não é nada disso, não vai ser entregue a previdência dos funcionários para bancos privados administrarem. Puiro terrorismo.
Criar o FUNPRESP não é rifar patrimônio púlbico, não é diminuir o Estado. Por favor sem esse tom de fim do mundo. Deixem essas atitudes para o PIG. Usa esse tom alarmista em relação ao pré-sal e assuntos que envolvem nossas riquezas e isso só desqualifica o texto. Coloca esse gráfico mentiroso sobre a dívida publica. O que é fato é a divida quando foi entregue o governo pelo terrível fhc era de 60% do PIB taxa selic a 27,5%, hoje é da dívida está a 36% e baixando. Selic está em 10,5% e baixando.
Também é muito claro a questão dos aeroportos. Não é uma privatização. Não se pode comparar com o que foi feito no governo fhc. Mas insistentemente para causar panico dizem que é uma privatização. Conceder a OPERAÇÂO dos 3 aeroportos sendo que o de Guarulhos, o maior, foi vencido por um empresa formado pela Petros e comparar isso com a venda da Vale é muita má fé. É manipulação.Não podemos esquecer que esses salários que são pagos integralmente quando aposentados são pagos por nós, com impostos que nós pagamos. Os salários dos funcionários continuarão atrativos, continuarão com estabilidade que é o ponto mais atrativo e no final das contas terão o mesmo salário quando aposentados. Tudo um drama, um pânico por falta de conhecimento sobre o que realmente vai acontecer.

Responder

    Airton

    04 de março de 2012 às 09h57

    A esquerda é autodestrutiva não por fazer este suposto "terrorismo" (argumento muito parecido com com o do Bush para identificar problemas), mas por negligenciar o protagonismo das classes sociais exploradas e a luta pela sua emancipação.

    Rafael

    04 de março de 2012 às 20h33

    Airton vc confunfiu os fatos. O terrorismo a que me refiro é a geração de medo no leitor, estimular o medo para tentar convencer. Não me referi a criação de um inimigo virtual como bush fazia para justificar ações militares.

    Julio Silveira

    05 de março de 2012 às 13h07

    Resumindo a chamada esquerda é covarde. Quando ganha o poder não governa com quem lhes colocou lá, mas com quem compra as armas.

    CLP

    04 de março de 2012 às 11h40

    Voce não sabe do que esta falando.Os funcionários da Petrobras, CEF e Banco do Brasil não são funcionários públicos estatutários.Respondem pelo regime da CLT, apesar de prestarem concurso e diferenciações outras.Tem FGTS, coisa que os funcionários estatutários federais não tem.Este tipo de argumento "funcionários públicos são melhores que os outros?" e apelação.Nao e questão de ser melhor ou pior, simplesmente não se pode comparar situações diferentes.
    Este negocio de dizer que aposentadoria do servidor e paga pelo povo e outra mentira.Ora, se formos pensar assim, todas as aposentadorias são pagas pelo povo, inclusive a do funcionário da iniciativa privada.Do jeito que você coloca parece que o servidor não contribui.Nao só contribui , como contribui SEM TETO.Como ocorre na iniciativa privada, o empregador contribui também.Quem e o empregador do servidor?O governo oras.Entao você quer o que , estado minimo?A empresa privada contribui também, e de onde tira dinheiro para isso?Da sociedade, através da venda dos produtos, embutindo este custo nos preços.Quanto aos aeroportos, são estratégicos, e , novamente, estamos entregando aos estrangeiros e a logica privada.Se tem algo de ma fé e o seu comentário, não o da auditora ai em cima.

    Leo V

    04 de março de 2012 às 12h55

    Que tal nivelar por cima em vez de justificar a nivelação do governo por baixo?

    O que você acha mais correto do ponto de vista dos trabalhadores: fundo de pensão como nas empresas estatais ou o atual regime de previdência dos servidores públicos?

    É disso que se trata.

    Rafael

    04 de março de 2012 às 17h36

    Eu rapaz vc não percebe que esses gordos salários, de 15 a 20 mil por mês, são pagos por nossos impostos. CAramba esse dinheiro não nasce em árvore.

    margou

    04 de março de 2012 às 19h58

    não so pelos impostos, mas as aposentadorias são principalmente por uma só previdência, a mesma que a maioria das pessoas que são da CLT paga.

    Miguel

    09 de março de 2012 às 02h32

    voce realmente nao sabe de nada do que esta tentando palpitar. para com isso.

marcio_cr

03 de março de 2012 às 23h22

E isso tudo está acontecendo em um governo de um partido que leva o nome "trabalhadores". Agora os servidores federais irão custear a farra do sistema financeiro.

Responder

FrancoAtirador

03 de março de 2012 às 23h15

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Também, com o Coroné Garibardi no Ministério da Imprevidência só podia dá nisso.
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Responder

    Oxaguiam

    04 de março de 2012 às 09h20

    Ele só está porque a Dilma colocou o cidadão lá. Em verdade, essa política sequer é da Dilma ou do Lula. Este último para chegar à Presidência comprometeu-se em "cumprir os contratos" e aqui estamos: seguindo a cartilha dos nossos atuais colonizadores.

    beattrice

    04 de março de 2012 às 15h17

    Depois de 10 anos esta política é SIM de Lula & Dilma, trouxas os que acreditaram no contrário.

O_Brasileiro

03 de março de 2012 às 22h57

O mundo está pagando muito caro por ter uma mídia corrupta!
É óbvio que os magnatas das comunicações nunca vão defender os trabalhadores!
É preciso reinventar as centrais de trabalhadores, para que, unidos, possam fazer frente ao sistema financeiro, que suga o trabalho humano como um parasita. O sistema financeiro não passa disso, um parasita!

Responder

Leo V

03 de março de 2012 às 22h49

Viomundo e leitores,

Tenho um amigo que está em Brasília neste momento, numa reunião sindical que está discutindo o Funpresp. Uma coisa que ele me falou, e que não vi nenhum artigo apontar ainda, é que esse fundo vai criar um "rombo" maior na previdência, que vai acabar justificando reformas ainda mais anti-trabalhadores. Isso porque os novos servidores vão descontar 11% do salário sobre o teto de 3.960 reais, e não mais sobre o salário total. Com isso vai entrar menos dinheiro para pagar a aposentadoria dos inativos e dos que irão se aposentar ainda sobre o sistema antigo.
Não vi nem governo e nem críticos destacarem esse ponto.
Estão abrindo a porteira da reforma da previdência contra os trabalhadores.
Com o PT no governo as reformas chamadas 'neoliberais' passam sem oposição e praticamente sem vozes antagônicas na sociedade, infelizmente.

Responder

    Rafael

    04 de março de 2012 às 20h43

    Que papo furado. Vão contribuir os 11% sobre o teto de 3960 e mais um precentual do FUNPRESP. Esse teu amigo é um ignorante e mantiroso.

    Leo V

    04 de março de 2012 às 20h56

    Acho que você não entendeu.

    Vou repetir: os novos que entrarem vão contribuir para o INSS apenas com 11% sobre o teto de 3960, e não sobre o salário total. Ou seja, vai diminuir a arrecadação do INSS para pagar os já aposentados e os que se aposentarão com a regra atualmente em vigor.

    Preciso desenhar?

    Rafael

    05 de março de 2012 às 09h54

    Rapaz vc não conhece como funciona o INSS. Todos trabalhadores pagam os 11% do teto(3960) não existe contribuição maior ou tenho que desenhar para vc. Sempre foi assim. No caso dos funcionários publicos federais contribuírão com os 11% sobreo teto do INSS e mais um percentual que definirem para o FUNPRESP. Todo funcionário que previdência com´plementar funciona assim a muito tempo. Eu contribuo dessa maneira: pago o teto para o INSS e mais um percentual para o plano de previdência complementar e a empresa entra com o mesmo valor que eu pago. É assim faz tempo, bastante tempo.

    Leo V

    05 de março de 2012 às 18h08

    Rafael, foi bom vc ter escrito isso, porque vemos como você está sem o conhecimento mínimo da realidade para o debate.

    Os servidores públicos descontam 11% do salário total como contribuição previdenciária. Isso é tão sabido como o verde ser verde e o amarelo, amarelo.

    Sagarana

    05 de março de 2012 às 22h34

    A CPSS naum vai para o INSS, meu caro.

Maldoror

03 de março de 2012 às 22h46

Não entendi a foto que ilustra a matéria, com meu colega Peter Eastgate admirando a quantidade de grana que o governo dinamarquês ia tomar dele de imposto após ele ganhar o evento principal da World Series of Poker de 2008…

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    04 de março de 2012 às 06h36

    Faltou editar. A gente só queria mostrar a grana. abs

E S Fernandes

03 de março de 2012 às 22h42

Já estou farto do PT.
Neste ponto em particular tratado no texto, pergunto aos petistas de plantão: qual a diferença de sua legenda a do PSDB?

Responder

    beattrice

    04 de março de 2012 às 12h04

    Nenhuma, quem disser o contrário estará tergiversando.

    E S Fernandes

    04 de março de 2012 às 16h51

    É o que penso, também.

    Obrigado!

    Rafael

    04 de março de 2012 às 20h31

    Bom argumento. Que nem os milicos quando no governo: "é assim e quem disser o contrário está errado". Só faltou dizer que dá porrada e manda prender quem contrariar.

    Filipe

    04 de março de 2012 às 12h07

    Não sou petista, mas me arrisco em responder. Diferença programática não existe. Vide as diversas prefeituras que PT e PSDB estão junto. Belo Horizonte é sintomático nisso. Esse artigo seminal que a Maria Lúcia escreveu mostra como o PT se aproxima dos tucanos. Aqui entre nós, podemos chamar o PT de Partido dos Tucanos. Se há diferença, ela é histórica, fundacional, pois o PT surgiu dos movimentos sociais. Mas o PT mudou, né, e não consegue responder às demandas dos movimentos, somente às demandas do setor financeiro. Perguntariam: Mas e a relação com os movimentos? "O PT dialoga", afirmariam. Ora, ora, isso ocorre conforme sua conveniência, como acontece com qualquer partido que esteja no governo. Perguntem os funcionários públicos federais como é fácil dialogar com o PT. Os funcionários de Fortaleza que o digam. Na Bahia é fácil o diálogo com os funcionários públicos? Bem, o PT não é mais que um partido mantenedor dessa ordem, desse estado de coisas, não é um partido de mudanças como queriam seus fundadores.

    Rafael

    04 de março de 2012 às 12h18

    A diferença é que o PT não entregou a telefonia para Daniel Dantas, como fhc fez que pegou o dinheiro da Previ que comprou as empresas de telefonia e Daniel Dantas ficou como dono sem colocar dinheiro e pagamos a telefonia mais cara do mundo. Não se vendeu a Vale por 3 bilhões ano que deu lucro de 1 bilhão de reais. Quem conheceu a situação da Petrobras durante governo fhc sabe que a empresa ia ser vendida, ia ser privatizada e se não fosse o Lula, o PT que vc critica hoje seria a Petrobrax, hoje nem sequer vc saberia o que é o pré-sal. Petrobras foi fortalecida pelo governo Lula foi de 40 mil funcionáriospara 80 mil funcionários. BB, CEF seriam vendido já estavam nos planos. Lembre-se que Serra já combinava com a Chevron que entegaria o pré-sal.
    Eu acho que isso já motivo suficiente para votar no PT, já é motivo suficiente para mostar que são muito diferentes PT e PSDB. Outro detalhe PT na administração 15 milhões de empregos gerados durante governo Lula, durante o governo do PSDB duvido que tenha chegado a 4 milhões.

    beattrice

    04 de março de 2012 às 15h15

    Mas já entregou os aeroprotos a empresas transnacionais.

    Rafael

    04 de março de 2012 às 20h30

    Se informe moça. O aeroporto de Guarulhos, o maior do Brasil, foi concedido a uma emprsa formada pela Petros, brasileira.

    E S Fernandes

    04 de março de 2012 às 17h01

    Não vilipendiar o patrimônio público é obrigação de um governo, não um mérito. Ao não privatizar o que citou, não fez senão obrigação, mas o PT também já privatizou; ainda não detonou a CPI da privataria; ainda não fez a Lei de Medios; ainda não enquadrou o PIG; ao contrário é pautado por ele; reconheço que aumentou vagas nas universidades, mas a que preço?; ao preço do diploma nada significar senão a privatização do ensino superior e enriquecimento destes enormes conglomerados particulares que vendem fast food; ainda não criou uma banda larga boa, descente e universal; joga o joguinho das teles; o Bernardo hibernou de vez. Mas o pior de tudo é o gráfico do texto acima. Continua a entregar o fruto do nosso suor aos banqueiro igualzinho o psdb. Sinto muito, meu caro. O resto é papo furado.

    Rafael

    04 de março de 2012 às 17h34

    Então faz o seguinte vota no psdb e acredite nesse gráfico falso.

    margou

    04 de março de 2012 às 20h06

    Perfeito. Concordo com vc, adorei seu argumento, Voto mil vezes no PT por todos estes motivos. Por que sei que no passado que, não foi tão distante, sofremos muito.

    CLP

    04 de março de 2012 às 14h06

    Ora, o PT ja capitalizou conosco o fato de ter feito diferente de FHC.Ganhou 3 eleições por causa disso.O que não da e para ficar sempre no mesmo discurso, de que "FHC fez isso e aquilo".Agora e hora de avançar mais.E o que estamos vendo e o PT se aproximar de FHC, na parte programática.Ou seja, andando pra trás…

    Julio Silveira

    04 de março de 2012 às 15h27

    Ambos são titeres do capital, mas existem diferenças, com seus lideres saidos das mesmas hostes, ambos traem a sociedade pela necessidade do poder intrinseca. Mas o PSDB se caracteriza por buscar sem rodeios ser sua autentica representação, enquanto o PT se traveste de aliado dos interesses populares para ser a segunda via do mesmo capital. Para mim se configuram em mais uma estratégia inteligente das Oligarquias que sempre dominaram o Brasil, oferecenndo alternativas ilusorias de poder ao cidadãos das camadas mais baixas, que maioria tem poder de colocar representações com sua marca e identidade. São o verdadeiro conto do vigário.

    Sagarana

    05 de março de 2012 às 22h25

    A diferença, meu car, eh que o Pt consegue aprovar as reformas neoliberais que o PSDB naum conseguia. Saudades do Pt na oposição.


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A mídia descontrolada

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