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Diário da Resistência


Política

Leandro Fortes: Acabou o Lexotan na SIP


16/10/2012 - 16h59

ACABOU O LEXOTAN NA SIP

Por Leandro Fortes, no site da CartaCapital

Há quase 200 anos, os embaixadores das maiores potências da Europa se reuniram em Viena, na Áustria, com o mesmo objetivo que, por esses dias, juntou em São Paulo os barões da mídia panamericana na 68ª Assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP). Nos dois casos – no Congresso de Viena e no convescote da SIP – a nobreza presente tinha o mesmíssimo objetivo: restaurar o passado, voltar ao status quo e, principalmente, eliminar do futuro o germe da revolução. Em 1814, a intenção era redesenhar a geopolítica europeia após o fim da Era Napoleônica e banir das mentes e dos corações dos cidadãos de então as ideias e ideais da Revolução Francesa.

Em 2012, o baronato da mídia associado à SIP, também em franco desespero, tenta a mesma coisa: resgatar um mundo hegemônico onde a imprensa determinava o perfil e o caráter dos governantes, onde a mídia tinha a exclusividade da intermediação dos fatos, das informações, das notícias, e era, por si só, a própria ideologia da comunicação.

A História, como se sabe, se repete como farsa.

A SIP foi criada em 1943, em Havana, Cuba, durante a ditadura-bordel de Fulgencio Batista. Acabou sediada em Miami, nos Estados Unidos e, como tudo o mais durante da Guerra Fria, rapidamente foi transformada em braço funcional da CIA e do Departamento de Estado dos EUA para dar suporte aos movimentos golpistas bancados pelos ianques na América Latina. Os tempos mudaram, mas a SIP, como a maioria de seus associados, quedou-se estagnada, triste e ultrapassada, exatamente como a mídia que orgulhosamente representa.

Assim como os ventos revoltosos do século XIX surpreenderam os nobres europeus em Viena, perdidos estão, no tempo e na circunstância, os porta-vozes dos oligopólios de mídia convidados a participar da assembleia da SIP, em São Paulo. Também estão apavorados. Os une o desespero das perdas e a incerteza de um futuro nebuloso sobre o qual não há mais quaisquer garantias de poder e lucro. Buscam na encenação montada sob as bandeiras das liberdades de imprensa e expressão um Napoleão Bonaparte que os justifique e, por isso mesmo, os redima. Encontram, aturdidos, generais do povo, pior, eleitos. Gente a quem sempre consideraram serviçais de menor monta: índios, mamelucos, mulatos, negros, caboclos, operários, mulheres.

Como era de se esperar, os dirigentes da SIP tem se revezado na tribuna para demonizar os napoleões que elegeram como inimigos da liberdade de imprensa: Hugo Chávez, da Venezuela; Cristina Kirchner, da Argentina; Rafael Correa, do Equador; e Evo Morales, da Bolívia.

Dilma Rousseff, do Brasil, esperada para falar no festim da SIP, desistiu de última hora. Enfim, se redimiu de ter participado do aniversário de 90 anos da Folha de S.Paulo, jornal associado da SIP que, em 2010, estampou uma ficha falsa do DOPS da então candidata do PT à Presidência da República a fim de eternizá-la como terrorista e assassina.

Diante da cadeira vazia reservada a Dilma, os 600 participantes da assembleia da SIP sincronizaram um muxoxo generalizado, mas pelo menos se livraram da obrigação protocolar de respeitar a presidenta do País que os acolheu. Em poucos minutos, Dilma foi comparada ao general-ditador Ernesto Geisel e ao ex-presidente Fernando Collor, outros dois mandatários que se negaram a emoldurar, quando no Brasil, a feliz confraternização de empresários midiáticos do continente americano.

Até o final do encontro, espera-se que a presidenta seja igualada a Stalin, Hitler, Mussolini, Gengis Khan e Átila, o huno.

Embalados pelo medo do admirável mundo novo aberto pela internet, mas, sobretudo, unidos por um grau de descolamento da realidade muito próximo do delírio, os próceres da SIP vociferam em coro contra os governos progressistas aos quais, cada qual em seu canto americano, fazem oposição sistemática, partidária e, não raramente, golpista.

Temem, no detalhe, medidas como a Lei dos Meios, baixada na Argentina, que irá desmembrar, em breve, o império do Clarín, principal apoiador da sangrenta ditadura dos generais argentinos. No todo, se apavoram com a possibilidade de uma combinação capaz de disseminar, sobretudo na América do Sul, a ideia de um novo marco regulatório com poder de romper a hegemonia dos oligopólios de mídia e, enfim, criar mecanismos de democratização da informação – um direito humano imprescindível, mas negado desde sempre ao eleitor latino americano.

A tudo chamam de censura e, deliberadamente, misturam os conceitos de liberdade de expressão e liberdade de imprensa para que, justamente, não se discuta nem um, nem outro.

Em Viena, pelo menos, a nobreza era genuína.

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15 comentários

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Advogado argentino: Imprensa não deve temer regulação do Estado « Viomundo – O que você não vê na mídia

28 de novembro de 2012 às 13h41

[…] Leandro Fortes: Acabou o Lexotan na SIP […]

Responder

Mário SF Alves

17 de outubro de 2012 às 14h35

Parte I
Esse é o José de Abreu. Zé, você fica bem até de Nilo, cara.
.
Então o janta-twitter Roberto Freire declarou isso: “Esse ator tem uma ética política que orbitava ao redor do PCB [Partido Comunista Brasileiro]. Agora, ele não tem mais nada disso. Não merece meu respeito nem a minha resposta.” ?
.
Não, Bob Freire, é exatamente o contrário do você disse. O Zé de Abreu tem uma ética e uma coragem que você jamais teve. Simples. Sabe por quê? Você nunca enfrentou. Enfrentou quem o quê? O Caiado naquela eleição? Nisso é que dá viver a vida inteira escondido atrás da correlação de forças. E pra quê? Pra isso? Pra ser esse essa coisa volúvel aí, que nem sequer sabe distinguir uma provocação humorística de um dado da realidade? Viu?!! Viu no que é que dá essa sanha doida anti-Lula. De retórica, camarada, (ou ex-sem-nunca-ter-sido-camarada?), de retórica o Brasil sempre esteve cheio.
Lembra daquele embate inicial sobre os transgênicos, quando você fechou os olhos (e abriu o bolso?!!), caiu de quatro, e se posicionou politicamente como determinista dizendo que era irreversível? Hoje, passados pouco mais de uma década e o que se tem pra lhe informar? Irreversível é a multa aplicada à Monsanto por propaganda enganosa. Irreversível é a desmoralização dos transgênicos. Eu, por exemplo, não compro óleo de milho com aquele “T” estampado na embalagem. Você compra?

Responder

    Mário SF Alves

    17 de outubro de 2012 às 14h43

    Parte II (resposta ao Antônio)

    E por falar em ética:
    (Não nego a importância de o Brasil pesquisar e desenvolver tecnologias no campo da biologia molecular. Não sou ingênuo a este ponto. Mas, uma coisa é desenvolver tecnologia, outra coisa muito diferente é negar o princípio da precaução e fechar os olhos para tudo que nos querem impor.
    .
    No depoimento a seguir chamo a atenção para o “especialista” falando. E, talvez, ainda pior, o elevado grau de elaboração da retórica. Quer saber? Isso se chama sacanagem, ou irresponsabilidade cívica, como queiram. Os grifos são nossos.)
    .
    “A rigor, pelo que dispomos de conhecimento acumulado e pelo que nos é dado a saber pela ciência, o produto transgênico não é incompatível nem com a natureza nem com a saúde humana. Portanto, não coloca em risco a existência da própria civilização, ao contrário, abre-lhe novos horizontes, dá suporte para o aumento da expectativa de vida de cada indivíduo na Terra, cria condições para enfrentar os prejuízos causados à natureza, recompondo-a, restitui partes da nossa fauna e flora que estejam em risco de extinção mais, e já beirando a futurologia, abre-se como luz no final do túnel para, no limite, resgatar vidas vegetal e animal que, porventura, entre nós já tenham desaparecido”.
    “A transgenia não é sinônimo de capitalismo nem de dominação estrangeira. É instrumento da modernidade e básico para um desenvolvimento sustentável. Nós, da esquerda, que agora estamos no governo, precisamos tirar dela as melhores conseqüências para a nossa própria soberania e para que o Brasil seja contemporâneo do futuro”.
    Fonte: Jornal da AMBio, RJ, Ano 3, nº 10, maio-junho de 2003. http://www.anbio.org.br/jornais/jornal10/pag1.htm
    A seguir alguns adendos sobre a ética torta da retórica posta a serviço das conveniências:

Mardones Ferreira

17 de outubro de 2012 às 08h16

A lição da Dilma foi em boa hora. Ainda há diferenças entre os de lá e os de cá.

Deixem os cães raivosos lá na SIP.

Dilma, Ley de Medios neles!

Responder

Antonio

17 de outubro de 2012 às 08h06

FINALMENTE, ALGUMA COISA DIGERÍVEL NA FOLHA:

‘O PSDB está acabando, o DEM acabou’, diz ator José de Abreu

“Eu nunca conversei com o Zé [José Dirceu] a respeito das denúncias. Acho que o PT fez o que sempre se fez. É errado? Sim! Mas fez o que sempre se fez”.

“Por que o PPS apoia o Serra em São Paulo e o Paes/Lula/Dilma no Rio? Qual o sentido disso? Roberto Freire [presidente do PPS] passa 24 horas por dia no Twitter metendo o pau no Lula, chamando de ladrão e de corrupto, e fecha com o Paes aqui, com um vice-candidato a prefeito do PT? É venda de espaço, venda de horário, venda da sigla. Vou ser processado. Já estou sendo processado pelo Gilmar Mendes [ministro do STF, por chamá-lo de corrupto no Twitter]]. Agora, talvez seja processado pelo Freire.” –procurado pela reportagem, Roberto Freire declarou: “Esse ator tem uma ética política que orbitava ao redor do PCB [Partido Comunista Brasileiro]. Agora, ele não tem mais nada disso. Não merece meu respeito nem a minha resposta.”

“O Supremo quer mudar a maneira de fazer política no Brasil. Ótimo, maravilha! Óbvio que tinha que começar com o PT. Então, agora para ser condenado no Brasil basta ser preto, puta, pobre e petista.”
“O grande organizador da base foi o Zé Dirceu. Eu não tenho informação de cocheira para falar. Lendo a imprensa, deu para notar o seguinte. Antes do Lula ser eleito, houve uma reunião dele com o Zé Dirceu dizendo que ele não queria mais concorrer, né? E o Zé o convenceu com a ideia do José de Alencar [ex-vice-presidente] ser vice, de abrir um pouco mais o PT, de fazer coligação etc. Isso tudo foi o Dirceu quem fez não o Lula. Mas se for a história do domínio do fato, tem que prender o Fernando Henrique por comprar a eleição dele, porque tem provas.
Agora se fala, eu sei que houve, mas não sei quem fez. O deputado Ronnie Von Santiago [que era do PFL-AC] falou eu ganhou R$ 200 mil para votar a favor da reeleição do Fernando Henrique. Ah, o FHC não sabia? Mas pelo domínio do fato, não saber é como saber. Então se pode enquadrar qualquer um, até o Lula, que sem dúvida nenhuma é o grande objetivo…”

“O PT está virando o Brasil de cabeça para baixo, está colocando uma mulher na presidência, um negro na presidência do STF, tirando 40 milhões da pobreza, fazendo um cara que sai do Bolsa Família, do ProUni, fazer mestrado em Harvard, ter os primeiros lugares do Enem.”
“Como é que um operário sem dedo, semianalfabeto faz isso que nunca fizeram? O nosso querido Fernando Henrique Cardoso, que era a minha literatura de axila na faculdade, que era meu ídolo. Não o Lula. O Lula era da minha geração, o FHC de uma anterior. Fernando Henrique, Florestan Fernandes eram os caras que queria mudar o Brasil. Aí o Fernando Henrique tem a oportunidade e não faz? Vai para a direita? É uma coisa louca. O que aconteceu? O PT e o PSDB nasceram da mesma vértebra. Era para ser um partido só. O que acontece é que chegam ao poder e vendem a alma ao diabo. Fica igual ao que foi feito nos 500 anos. O PT teve o peito de tentar romper, rompeu e está pagando por isso.”
“Eu votei no Fernando Henrique na primeira vez [na eleição de 1993]. Achava que ele era melhor do que o Lula naquela oportunidade. E foi mesmo. O Lula foi melhor depois.”

Para entrevista completa, acesse

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1169911-o-psdb-esta-acabando-o-dem-acabou-diz-ator-jose-de-abreu.shtml

Responder

    Mário SF Alves

    17 de outubro de 2012 às 13h48

    Esse é o José de Abreu. Zé, você fica bem até de Nilo, cara.
    .
    Então o janta-twitter Roberto Freire declarou isso: “Esse ator tem uma ética política que orbitava ao redor do PCB [Partido Comunista Brasileiro]. Agora, ele não tem mais nada disso. Não merece meu respeito nem a minha resposta.” ?
    .
    Não, Bob Freire, é exatamente o contrário do você disse. O Zé de Abreu tem uma ética e uma coragem que você jamais teve. Simples. Sabe por quê? Você nunca enfrentou. Enfrentou quem o quê? O Caiado naquela eleição? Nisso é que dá viver a vida inteira escondido atrás da correlação de forças. E pra quê? Pra isso? Pra ser esse essa coisa volúvel aí, que nem sequer sabe distinguir uma provocação humorística de um dado da realidade? Viu?!! Viu no que é que dá essa sanha doida anti-Lula. De retórica, camarada, (ou ex-sem-nunca-ter-sido-camarada?), de retórica o Brasil sempre esteve cheio.
    Lembra daquele embate inicial sobre os transgênicos, quando você fechou os olhos (e abriu o bolso?!!), caiu de quatro, e se posicionou politicamente como determinista dizendo que era irreversível? Hoje, passados pouco mais de uma década e o que se tem pra lhe informar? Irreversível é a multa aplicada à Monsanto por propaganda enganosa. Irreversível é a desmoralização dos transgênicos. Eu, por exemplo, não compro óleo de milho com aquele “T” estampado na embalagem. Você compra?

    E só para recordar sua ética:
    (Não nego a importância de o Brasil pesquisar e desenvolver tecnologias no campo da biologia molecular. Não sou ingênuo a este ponto. Mas, uma coisa é desenvolver tecnologia, outra coisa muito diferente é negar o princípio da precaução e fechar os olhos para tudo que nos querem impor.
    .
    No depoimento a seguir chamo a atenção para o “especialista” falando. E, talvez, ainda pior, o elevado grau de elaboração da retórica. Quer saber? Isso se chama sacanagem, ou irresponsabilidade cívica, como queiram. Os grifos são nossos.)
    .
    “A rigor, pelo que dispomos de conhecimento acumulado e pelo que nos é dado a saber pela ciência, o produto transgênico não é incompatível nem com a natureza nem com a saúde humana. Portanto, não coloca em risco a existência da própria civilização, ao contrário, abre-lhe novos horizontes, dá suporte para o aumento da expectativa de vida de cada indivíduo na Terra, cria condições para enfrentar os prejuízos causados à natureza, recompondo-a, restitui partes da nossa fauna e flora que estejam em risco de extinção mais, e já beirando a futurologia, abre-se como luz no final do túnel para, no limite, resgatar vidas vegetal e animal que, porventura, entre nós já tenham desaparecido”.
    “A transgenia não é sinônimo de capitalismo nem de dominação estrangeira. É instrumento da modernidade e básico para um desenvolvimento sustentável. Nós, da esquerda, que agora estamos no governo, precisamos tirar dela as melhores conseqüências para a nossa própria soberania e para que o Brasil seja contemporâneo do futuro”.
    Fonte: Jornal da AMBio, RJ, Ano 3, nº 10, maio-junho de 2003. http://www.anbio.org.br/jornais/jornal10/pag1.htm
    A seguir alguns adendos sobre a ética torta da retórica posta a serviço das conveniências:
    1- “A rigor… …não é incompatível nem com a natureza nem com a saúde humana”. Sim, rigorisíssimo. Não é incompatível como, se neste exato momento o mundo está cheio de provas . Eis algumas (só uma poucas e de 2005, quando a esquerda do Freire estava no governo): “Até hoje, não se sabe a extensão do impacto que essas experiências genéticas podem causar ao homem e ao meio ambiente. Os impactos ambientais mais graves causados pelo cultivo de transgênicos são: a diminuição da biodiversidade; a contaminação genética (cruzamento de OGMs com plantas convencionais); o surgimento de superpragas (resistentes a herbicidas), o desaparecimento de espécies; e o aumento da utilização de herbicidas.Em relação à saúde humana, o que se sabe por enquanto é que os transgênicos têm causado um aumento de casos de alergia, principalmente entre crianças, além do aumento da resistência a antibióticos. Duas plantas transgênicas podem cruzar entre si e gerar um descendente não esperado ou previsto pelos cientistas. No Canadá, por exemplo, a canola transgênica Roundup Ready cruzou com a canola transgênica Liberty Link, o que resultou em uma canola supertransgênica. Além disso, as plantas transgênicas podem produzir substâncias novas e desconhecidas, tóxicas ao homem.” Fonte: http://www.greenpeace.org.br/tour2004_ogm/?conteudo_id=540&sub_campanha=21&img=15#2
    2- “nós, da esquerda que estamos no governo”. Como é que é cara pálida, “nós, da esquerda”?
    3- “A transgenia não é sinônimo de capitalismo nem de dominação estrangeira”. Ah! Não? Certo e errado. De fato, a transgenia – por si só -não é sinônimo de capitalismo e nem de dominação estrangeira. Sim, pode não ser sinônimo, dependendo das circunstâncias. Mas é ferramenta criada pelo e para capitalismo; para atender necessidades/dinâmica do capitalismo/fome nada ética de lucros das maiores corporações da agroquímica. Admitamos que, de fato, não seja sinônimo de dominação estrangeira, então como é que se explica a questão do direito de patente sobre organismos vivos? Como é que se explica e qual a finalidade do desenvolvimento de “espécies transgênicas” nas quais se introduz o gene/ mecanismo denominado terminator?
    4- Portanto, não coloca em risco a existência da própria civilização. Tá. De fato, não coloca em risco a existência da própria civilização. Bacana o argumento. Claro. E nem poderia. A existência da própria civilização é escala ampla demais, não Roberto?

    E por aí vai. Tudo isso sem que se mencione nem por um só instante o PRINCÍPIO DA PRECAUÇÃO. Sem que se diga nem por um átimo de tempo da complexidade e riqueza agroecológica do Brasil. E menos ainda nos impactos socioambientais negativos relativos ou advindos do uso extensivo de tal tecnologia. E igualmente nada sobre a origem das sementes de variedades secularmente desenvolvidas pelos índios, camponeses e pequenos agricultores a partir das quais se pratica a transgenia. É nisso que dá fechar totalmente os olhos para a realidade brasileira e abrir inteiramente a guarda para a fome de lucros das corporações.
    É. É de doer. Isso pra ficar só em amenidades. E é o Zé de Abreu que tá com problema de ética?

Bertold

16 de outubro de 2012 às 23h56

Enquanto isso, la na “fronteira”…

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21090

o feitiço pode virar contra o feiticeiro.

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Regina Braga

16 de outubro de 2012 às 21h47

O Texto está ótimo e o final perfeito.O povo do SIP ,errou o local da reunião,deveria ter sido no Paraguai,era mais genuína!

Responder

Luís Carlos

16 de outubro de 2012 às 21h31

Desmascarar essa horda midiático é missão civilizatória. O regime de terror psicológico imposto por esses barões/baronesas da mídia é insuportável e deve ser combatido para libertação mundial.

Responder

Neiva

16 de outubro de 2012 às 20h46

Sou fã do Leandro Fortes

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Fabio Passos

16 de outubro de 2012 às 19h19

Impressionante a hipocrisia destes golpistas patéticos.

Felizmente o lixo publicado pelas oligarquias midiáticas não é mais capaz de ditar os rumos da sociedade.
O PiG é a cada dia mais ignorado.

Responder

trombeta

16 de outubro de 2012 às 18h09

Depois desse excelente texto, a única coisa a dizer é parabéns ao autor.

Responder

Bonifa

16 de outubro de 2012 às 17h58

Certamente estes nobres decadentes da América Latina procuram um Napoleão para demonizar e atacar, mas não conseguem falar seu nome, já que seu nome é Momento Histórico, caro Leandro. Preferem eleger como prioridade atacar o movimento político específico que está transformando o Equador, prevendo que seus patrões colonialistas terão algum trabalho imediato por alí, relacionado com o asilo político dado ao revolucionário Assange, que os xerifes europeus e americanos buscam com ferocidade eliminar.

Responder

Michel

16 de outubro de 2012 às 17h22

Este vídeo desnuda a SIP e a “liberdade de imprensa” da mídia.

http://www.youtube.com/watch?v=VD9f8DgA1iU

Responder

    Mário SF Alves

    19 de outubro de 2012 às 17h57

    Estive lá. Imperdível. Põe a nu as entranhas e as vísceras da coisa. Se SIP = CIA, logo WW do PiG local = …?


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