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Bia Barbosa: Dilma não comparece à reunião da SIP; diretor do Grupo Estado compara-a a Collor


15/10/2012 - 19h43

Comitê Anfitrião da Assembleia Geral da SIP critica ausência de Dilma e lembra que foi a segunda vez que o presidente do Brasil não prestigiou o encontro. Em cerimônia, organização atacou novamente os governos da Venezuela, Argentina, Bolívia e Equador. E o governador Alckmin afirmou que a liberdade de expressão tem sido “executada por lemas grandiosos como a democratização da comunicação”.

por Bia Barbosa, em Carta Maior

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff foi convidada e era aguardada na cerimônia oficial de abertura da 68a Assembleia Geral da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa), nesta segunda-feira (15), em São Paulo. Apesar do evento estar acontecendo desde a última sexta, somente hoje as autoridades brasileiras estariam presentes. Dilma não compareceu, e a SIP ficou ofendida.

“Na segunda vez que a SIP veio ao Brasil, o presidente era Fernando Collor. Convidado para abrir a Assembleia, até o último minuto ele confirmou que participaria. Na véspera, avisou que não viria. Pela segunda vez, coincidentemente, recebemos ontem à noite um telefonema do gabinete da presidente Rousseff comunicando que ela não viria a São Paulo. Pela segunda vez, o presidente do Brasil deixa de fazer a abertura, que caberá então ao governador Geraldo Alckmin”, criticou Julio César Mesquita, do Grupo Estado e presidente do Comitê Anfitrião da Assembleia da SIP no Brasil.

Antes do governador tomar a palavra, Mesquita também comparou o início dos anos 90 com o período atual. “Naquele ano, o panorama era diferente. A censura havia desaparecido no continente, com a exceção de Cuba, onde os irmãos Castro controlavam as liberdades, o que ocorre até hoje. Mas, à época, a SIP já antecipava que dois novos inimigos surgiriam: o narcotráfico e os congressos latino-americanos, com projetos de lei para impedir o trabalho dos jornalistas. Agora, o cenário não é animador. Há atentados contra jornalistas no continente (…) e há a volta ao passado negro de governos populistas, fascistas e totalitários, que voltaram a ser realidade na América do Sul, como é o caso da Venezuela, Argentina, Bolívia e Equador, que diariamente atacam as imprensas dessas nações”, afirmou Mesquita.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ocupou então a tribuna para proferir o mesmo discurso feito em maio deste ano num seminário sobre liberdade de imprensa organizado pelo Instituto Internacional de Ciências Sociais. Usando as mesmas palavras de outrora, reconheceu que o Brasil vive hoje uma situação de liberdade para o exercício do jornalismo, mas lembrou que a liberdade de expressão “deve ser defendida dia a dia de suas ameaças”.

Para Alckmin, nas Américas essas ameaças são representadas pelo “populismo de viés autoritário”, praticado por governos de países vizinhos, e por “lemas grandiosos como “democratização da comunicação” e “controle social””. “Essa ameaça tem sempre a mesma receita: o poder esmagador do Estado e doses variadas de truculência”, afirmou o governador que comanda a polícia que mais mata no país.

“É obrigação do Estado oferecer educação, formar cidadãos com juízo crítico, capazes de defenderem-se por si próprios. Mas não pode um Estado, em nome da democracia, usar dinheiro publico para proteger a expressão de uns contra a expressão de outros. Não pode imaginar-se como juiz da imprensa. Como conquista civilizatória, a liberdade de expressão não pertence ao universo oficial. Não pode, porque a liberdade não é um bem fornecido pelo Estado, ser um bem usurpado por ele. Abusos da imprensa, e eles existem, se combatem com mais liberdade, com juízes no Judiciário”, disse.

Milton Coleman, presidente da SIP, do The Washington Post, acredita que o Brasil ocupa melhor posição em termos de garantia da liberdade de expressão do que muitos países do continente. “Mas ainda não sabemos os rumos do país quando vemos o governo federal silenciar sobre violações da liberdade de imprensa cometidas por outros países na região”. Segundo Coleman, diversos governos estão usando a aprovação de leis para atacar a democracia em seus países e minar a liberdade de opinião.

O presidente da SIP finalizou seu discurso agradecendo ao Prefeito Gilberto Kassab – também presente – o coquetel oferecido aos delegados do evento pela Prefeitura de São Paulo no Teatro Municipal, na noite deste domingo. “O senhor é bom de festa! Tem futuro depois que sair da Prefeitura”, brincou Coleman.

Na coletiva realizada após a cerimônia, perguntado sobre o que achava das ameaças recebidas pelo repórter da Folha de S. Paulo, André Caramante, pelo Coronel Telhada, eleito vereador pelo PSDB, Alckmin respondeu que Telhada não é mais funcionário público e que o governo estadual ofereceu ao jornalista sua inclusão no programa de proteção à testemunha.

Já o Prefeito Gilberto Kassab preferiu reforçar que “a democracia precisa da imprensa, e a imprensa brasileira é muito eficiente.”

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99 comentários

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Vlad

16 de outubro de 2012 às 16h50

E por que motivo esses senhores acham que a Presidente tem obrigação de ir ao seu evento?
Quando muito pode mandar um representante e já está bom demais.

Observâncias aos moços:
1) A publicidade não vai ser cortada pelo mesmo motivo que vc dá cincão e um sorriso ao flanelinha que só te enche o saco.
2)A Lei de meios, ou o que lhe faça as vezes que se discute é quebra de oligopólios e não controle de conteúdo, e quebra de oligopólios no Brasil só com revolução armada (coisa completamente alheia à despolitizada geração-consumo). Portanto, párem de tentar fazer o porco assobiar, pois não adianta nada, vc perde o seu tempo e ainda chateia o porco.

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Serra: Sobre as virtudes de descumprir programa de governo « Viomundo – O que você não vê na mídia

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“Não pode fazer campanha eleitoral aqui na CBN, Kennedy!” « Viomundo – O que você não vê na mídia

16 de outubro de 2012 às 15h00

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Eduardo Oliveira

16 de outubro de 2012 às 14h45

Dilma não apenas foi convidada. Ela aceitou o convite. Apenas um dia antes desconfirmou. Se não queria ia, não devia ter aceitado o convite.

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Breno Altman: Golpistas do passado são os golpistas do futuro « Viomundo – O que você não vê na mídia

16 de outubro de 2012 às 14h41

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Mardones Ferreira

16 de outubro de 2012 às 14h17

Era o que todos esperavam. Parabéns para a nossa presidenta. A SIP não representa nada que seja significante para o povo brasileiro, então a presença da presidenta é dispensável.

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Claudio Luiz Pessuti

16 de outubro de 2012 às 13h38

Pois e , em Honduras se comete atualmente grandes ataques a jornalistas e a liberdade de imprensa.O mesmo ocorre no México, com o narcotráfico matando jornalistas.Pelo visto, estes jornalistas não sensibilizam o diretor do Estado. Cabeças dominadas por ideologias se tornam maquiavélicas.

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abolicionista

16 de outubro de 2012 às 13h02

O direito de comunicar e a liberdade de expressão
publicado em 15/10/2012
Por Marcos Dantas

“A liberdade de imprensa deveria ser garantida não só em relação aos governos, como também em relação aos capitalistas e financistas”

A. Fouillé, político francês, em 1897

A liberdade de expressão é uma antiga reivindicação liberal, proclamada e teorizada desde o século XVII, por pensadores e ativistas políticos do porte de John Milton, Thomas Jefferson e John Stuart Mill, entre outros. Era obviamente, uma reivindicação que se inseria na luta da esfera pública cidadã contra o Estado: de um lado, os pensadores, os artistas, os publicistas, os políticos que construíam as idéias que iriam desembocar nas grandes revoluções inglesa, americana e francesa. Do outro, o reacionarismo do antigo Estado absolutista, de seus reis, suas nobrezas, seus funcionalismos corruptos e atrabiliários.

O Estado e, também, a Igreja arvoravam-se no direito (divino) de permitir, ou não, a expressão do pensamento. Publicar um livro ou um jornal exigia autorização prévia. Obras como Os Lusíadas ou D. Quixote não teriam sido editadas e impressas, se não tivessem obtido o “nihil obstat quominus imprimatur” (“nada impede que seja impressa”) da autoridade competente.
Então, não fossem o Estado e a Igreja, quase nada poderia coibir a livre expressão do pensamento e sua impressão. Uma vez escrito um livro ou um panfleto, a impressão, para reprodução e divulgação, poderia ser feita em gráficas que pouco haviam evoluído desde os tempos de Gutenberg. Era um processo simples e barato. Não seria exagerado afirmar que qualquer um capaz de escrever, seria capaz, se assim desejasse, de publicar. Claro, depois do “nihil obstat”…
É nesse ambiente que nasce o jornalismo. De meados do século XVIII até meados do século XIX, o jornalista era normalmente um indivíduo intelectualizado e politizado que gostava de escrever textos relativamente longos, sempre opinativos, não raro panfletários, sobre os temas em debate na esfera pública, publicando esses textos periodicamente, a cada semana, cada quinzena, cada mês. Os jornais eram autorais, escritos de cabo a rabo por uma só pessoa ou, em alguns casos, por uma pessoa e alguns outros colaboradores. Não raro, tinham só quatro páginas em formato in fólio, às vezes oito. Existiam jornais oficiais ou bancados por ricos comerciantes que divulgavam as notícias chegadas pelos navios mas, na grande maioria, o que se entendia por “jornal” eram essas publicações unipessoais, baratas, voltadas para agitar o debate político. E que só podiam cumprir esse papel, se houvesse liberdade de expressão e de impressão.
Isso começa a mudar no final do século XIX. A sociedade mudara, o Estado mudara, a natureza das lutas políticas mudara. Estava consolidada a democracia liberal que, agora, se via ameaçada por uma nova proposta revolucionária: a democracia popular dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, as condições de produção, de trabalho e de vida cotidiana em um mundo urbanizado e altamente industrializado, demandavam novas formas de informação, entretenimento e cultura. Como demonstra o exitoso lançamento do New York Sun em 1833, havia um público formado basicamente por trabalhadores, interessado em ler um impresso periódico diário que, ao invés de discursos políticos, trouxesse notícias sobre fatos curiosos ou bizarros, ilustrações, palavras-cruzadas, humor, entretenimento. Nascia a imprensa de massa.
Para viabilizar essa transformação, seria necessário desenvolver tecnologias que possibilitassem a produção em larga escala: a telegrafia (permitindo que qualquer fato pudesse ser noticiado em qualquer lugar com defasagem máxima de 24 horas), a linotipo (acelerando o processo de montagem das páginas) e a rotativa (garantindo a impressão de centena de milhares de exemplares em poucas horas) viabilizariam o surgimento de um novo jornal e um novo jornalismo adequado a esses novos tempos. Mais adiante, surgem o rádio e a televisão, estendendo o jornalismo para além do impresso, para as freqüências hertzianas. Nessa evolução, o militante dará lugar ao profissional. E o empreendimento individual… à empresa.
Não seria possível sustentar esse jornalismo de massa sem a adoção de métodos empresariais de captação de recursos. O jornalismo panfletário liberal se sustentava na subscrição dos correligionários. Geralmente, o próprio jornalista tinha outros meios de sobrevivência, era médico, professor… O jornalismo de massa, assalariando centenas de profissionais e exigindo maquinaria, torres, satélites, requer fundos iniciais de investimento e recursos para sua permanente reprodução. Os fundos iniciais poderão vir de banqueiros, comerciantes, industriais. Os recursos de manutenção virão da publicidade. O jornalismo impresso ou radioelétrico torna-se um negócio capitalista. E o proprietário do meio de comunicação, mais do que notícias ou idéias, vende espaço de página para anunciantes, ou tempo de tela de TV. O seu principal objetivo já não é mais fazer alguma revolução, mas obter um bom lucro com o seu negócio.
Apesar de tão extraordinária mudança, a velha idéia da liberdade de expressão continuou a demarcar a deontologia do jornalismo. Liberdade de expressão, sim, mas para os meios empresariais. Por todos esses últimos cento e tantos anos, não faltaram censura, repressão, violência sobre os jornais e outros meios de comunicação das classes trabalhadoras, em todas as democracias liberais.
Em geral, o Estado, numa democracia (liberal) avançada e consolidada, sobretudo em tempos mais recentes, deixou de ser o grande obstáculo à liberdade de expressão. Hoje em dia, até mesmo jornais críticos dos trabalhadores ou de movimentos radicais podem ser comprados nas bancas de revistas. O maior obstáculo à liberdade de expressão passou a ser a grande empresa jornalística. É mais do que evidente que o jornalista profissional não poderá escrever algo que contrarie uma nem sempre muito explícita “linha editorial” da empresa que lhe paga o salário. É verdade que existem exceções – apenas para confirmar a regra. Por outro lado, o profissional, como todo profissional, quer fazer carreira. É da vida. Mas, no jornalismo, fazer carreira significa demonstrar-se útil, o mais competentemente possível, à “linha editorial” do jornal. O bom profissional será aquele que nenhum patrão precisará dizer-lhe o que fazer e, melhor ainda, será aquele que lembre ao patrão como fazer… Nesta carreira não pode haver contradição de classe. Aqueles que não se ajustam – e eles, felizmente, existem – permanecerão em posições subalternas ou buscarão caminhos “alternativos”.
Construíram-se assim autênticas “máquinas de informar” (título de um livro já antigo de Ben Bagdikian). Grandes tecno-burocracias decidem, diária ou semanalmente, o que é ou não é “notícia”, o que é ou não é “opinião legítima”, o que é ou não é “relevante”. Se não está publicado, não aconteceu. Se o colunista escreveu a sua “verdade” mas não há algum outro colunista que possa apresentar alguma outra “verdade”, apenas aquela daquele colunista será “a verdade”. Em princípio, ninguém estará impedido de investir em um outro meio politicamente orientado que possa contraditar os meios comerciais. Desde que consiga levantar o volume de recursos que precisará para produzir, diária ou semanalmente, um jornal ou revista, sem falar na emissora de rádio ou televisão, que atraia o interesse de 300 mil, 500 mil, 1 milhão, 30 milhões de pessoas. A censura não precisa mais ser praticada pelo Estado. Será praticada pelos bancos e outros investidores potenciais que não se interessarão em investir num meio realmente crítico. Será praticada pelos anunciantes que não anunciarão num meio mais interessado em formar cidadãos do que produzir consumidores. Ou no nível micro, aquele da produção direta, no chão-de-fábrica das redações, a censura será praticada pelos editores, subeditores, até mesmo pelos repórteres e redatores, que selecionam o “ângulo” pelo qual abordar o “fato” (desconsiderando outros “ângulos” e outros “fatos”), o “destaque” da “matéria” na página (ou até se o “fato dá matéria”), o “assunto” que merece entrar para a história… Admitamos que, em sua grande maioria, esses editores ou repórteres, como diria Jesus Cristo, não sabem o que fazem. Mas fazem.
Muito mais do que nos tempos de Jefferson, Milton ou Mill, até porque a população multiplicou-se por milhões e o próprio sistema capitalista diversificou interesses e contradições, muito mais do que naqueles tempos, existe hoje em dia uma enorme parcela da sociedade que não se vê noticiada e representada no jornalismo atual. Uma diversificada e multifacetada esfera pública, não mais homogeneamente “burguesa” (como aquela outra foi definida por Habermas), quer também se manifestar e mobilizar. Produz seus pequenos jornais, seus panfletos e, hoje em dia, lança mão, com vigor, dos recursos permitidos pela internet (até quando?). São grupos sociais e políticos que têm o que dizer. Exigem o direito de dizê-lo. Não aceitam que uma tecno-burocracia sustentada pela produção de consumo, desqualifique e silencie o que será de fato relevante para esses grupos sociais quase sempre à margem do consumo conspícuo. Exigem também o direito de comunicar, hoje exclusivo das forças do mercado que controlam a grande imprensa. Como praticamente não há mais censura do Estado (apesar de, no Brasil, algumas assustadoras decisões judiciais recentes contra blogueiros), a questão contemporânea é a de dotar esses segmentos dos recursos necessários para também se fazerem ouvir por milhões de pessoas, assim estabelecendo o contraponto que não se vê nas páginas ou nas telas do jornalismo comercial de massa.
Se o Estado liberal praticamente assegurou a liberdade de expressão, o Estado democrático deverá garantir o direito à comunicação. No caso brasileiro, se fosse posta em prática, regulamentando, a nossa Constituição, já lograríamos aí um grande avanço. No entanto, exatamente isto temem os proprietários e a tecno-burocracia dos meios comerciais: perderiam o monopólio que hoje exercem sobre esse direito exclusivo de selecionar o que comunicar. À perda desse monopólio, denunciam como ameaças à liberdade de expressão… deles. Uma liberdade que eles têm, por exemplo, para ocupar uma ou duas páginas inteiras de seus jornais com a reunião da SIP que se inicia esta semana, em São Paulo. E que também têm para não dar uma única linha, ou dar apenas notinhas tendenciosas, sobre a Iª Confecom que reuniu 1.600 pessoas, inclusive representantes empresariais, em Brasília, no final de 2009. Liberdade que também têm para não divulgar a “Plataforma para um novo marco regulatório das comunicações no Brasil” (http://www.comunicacaodemocratica.org.br/), um programa que, se aplicado, não iria silenciar ninguém, mas permitiria que muitas outras vozes, hoje silenciadas, pudessem também se expressar em liberdade.
*Marcos Dantas é professor titular da Escola de Comunicação da UFRJ.

fonte: http://www.fpabramo.org.br/artigos-e-boletins/artigos/o-direito-de-comunicar-e-liberdade-de-expressao

Responder

    Mário SF Alves

    16 de outubro de 2012 às 14h00

    Análise fundamental/conteúdo fundamental/proposta imprescindível, abolicionista. Parabéns.

vinicius

16 de outubro de 2012 às 13h01

Eu fui um dos que defendeu que a Dilma poderia ir a essa reunião da SIP.
Imagino que ela possui tarefas muito mais importantes para fazer.

Estou satisfeito com a decisão da Presidente.

Valeu Dilminha!!!!!!
Você é realmente Dilmais!!!!
Mais uma jogada de mestre.

Responder

alício

16 de outubro de 2012 às 12h52

Só falta agora a Dilma mandar para casa o Bernardo e trazer de volta o Franklim Martins.

Responder

Vinicius Garcia

16 de outubro de 2012 às 12h47

O direito de chorar é de todos, até um Mesquita pode.

Responder

Roberto Locatelli

16 de outubro de 2012 às 12h47

Só para lembrar: a seda da SIP é em Miami. Nenhuma surpresa…

Responder

    Mário SF Alves

    16 de outubro de 2012 às 14h03

    Que seda? Os caras tavam enrolando baseado?

abolicionista

16 de outubro de 2012 às 12h08

O oligopólio midiático em pele de cordeiro. Será que eles pensam que ainda enganam alguém? Democratização da mídia já!

Responder

demetrius

16 de outubro de 2012 às 12h08

Corretíssima presidenta, fogo nessa mídia golpista

Responder

Velasquez

16 de outubro de 2012 às 11h55

A Dilma acordou, antes tarde do que nunca !

Responder

augusto2

16 de outubro de 2012 às 11h12

Gostei.
E mais gostaria se a presidenta no mesmo dia comparecesse a uma entrevista de blogueiros, de todos os matizes…
Ai tambem seria pedir demais?

Responder

Regina Braga

16 de outubro de 2012 às 11h07

Dizem que o Mesquita estrebuchou…que o Alckimin tomou café pelas narinas e que o FBHC fez um discurso pausado(com medo das notinhas da Dilma)…Faltou o Coiso e seu kit gay…Aos poucos, o PT acorda e a elite Hiberna.Lei dos médios,antes do golpe,depois não serve mais.

Responder

sebastiao

16 de outubro de 2012 às 10h33

Parabens Presidenta Dilma!!! Não tem que encher a bola dessa cambada de bandidos.Despreze-os,é isto que eles merecem.Abraços.

Responder

HAMIL MT

16 de outubro de 2012 às 10h13

Qualquer lei que quebre a dominação dos “Marinho”, Saad, e outros, democratizando o acesso a informação é VIOLAR A DEMOCRACIA. Esse pessoal que promove a SIP são um bando de hipócritas a serviço das atuais estruturas de dominação.

Responder

    Mário SF Alves

    16 de outubro de 2012 às 14h29

    E como são malvados os caras, hein? E não é que botaram a Regininha, ex-namoradinha do Brasil, na reta de novo? E ela lá, toda prosa, toda faceira, a reivindicar/impor: Liberdade de Imprensa! Liberdade ABSOLUTA de Imprensa!
    Mais absoluto e mais absolutista que isso só o “L’État c’est moi, L’PiG c’est L’État”; o “Estado sou Eu, o PiG é o Estado”. Na França, coisas desse tipo, costumava dar em “guilhotin”. “L’PiG c’est L’État”! Vai!

henrique de oliveira

16 de outubro de 2012 às 09h39

A presidenta fez muito bem de não prestigiar essa turma de gorpeta.

Responder

Eunice

16 de outubro de 2012 às 09h08

Apoiada! E ainda deve justificar da mesma maneira que os inimigos o fazem. Assim ingenuamente ” eu tive uma diarréia”

Responder

Jose Mario HRP

16 de outubro de 2012 às 09h02

Muito preocupante o que pode ter acontecido com esse valoroso jornalista.
QUE A POLICIA FEDERAL ENTRE NO CASO, pois o estado do Paraná está nas mãos desse governador pi lan tra e arbitrário!
Aqui a boa notícia que vai por um fim as reclamações dos direitistas falso moralistas:

http://portuguese.ruvr.ru/2012_10_16/91397681/

Por essa aí da Dilma só uma nota: DEZ!!

Responder

barreto

16 de outubro de 2012 às 08h56

Não causou surpresa a afirmação falaciosa de alguns que estavam na SIP de que a justiça brasileira é hoje a “principal opressora do direito de expressão no Brasil”.
Alguns foram menos enfáticos ao criticar a justiça e especularam sobre conflitos de direitos, tais como os de expressão e de privacidade/dignidade.

Responder

    augusto2

    16 de outubro de 2012 às 11h10

    mas é de fato a opressora.
    Do Direito de expressão politica.
    De um dos lados somente, bem entendido.
    tout court.

José Antônio P Pereira

16 de outubro de 2012 às 08h40

Os meios convencionais de comunicação, como: Tvs, jornais, revistas, etc, nunca facilitaram a liberdade de expressão, a grande verdade é que eles são totalmente contrários à liberdade de expressão, eles defendem interesses de uma minoria, até mesmo o direito de resposta eles restringem ao máximo. A verdadeira liberdade de expressão só existe na internet, o resto é lixo, pode acabar de uma vez, que não serve para a sociedade. Hoje qualquer do povo, pode se transformar em celebridade, através da internet. A nossa Presidenta DILMA, está mais do que certa.

Responder

José Ricardo Romero

16 de outubro de 2012 às 08h01

O José Maia aí em cima disse exatamente o que eu ia escrever: com que dinheiro (público?) o Kassab deu um coquetel para os participantes da SIP? Esta SIP é uma organização particular, ela que deveria oferecer uma homenagem, um coquetel, ao anfitrião. O ministério público tem que analisar este fato mau-cheiroso.

Responder

    Mário SF Alves

    16 de outubro de 2012 às 14h38

    Então? “L’PiG c’est L’État” ou não? Estado de SP, que fique bem claro, portanto.

Roberto Locatelli

16 de outubro de 2012 às 07h52

Ah, que alívio! Dilma NÃO compareceu. Então, ainda temos uma possibilidade de que o Governo Dilma coloque em discussão uma Lei Geral das Comunicações, que restrinja a propriedade cruzada de meios de comunicação.

No entanto, sabemos que será preciso muita pressão sobre o Governo para ele agir.

Só lembrando: na maioria dos países da Europa é PROIBIDA a propriedade cruzada dos meios de comunicação. Não é permitido que uma mesma pessoa tenha dezenas de emissoras de rádio, de TV, jornais, canais de TV a cabo. E é proibido porque prejudica a difusão correta das informações.

Responder

    Mário SF Alves

    16 de outubro de 2012 às 14h44

    Desculpe perguntar, mas você acha mesmo que só isso bastaria? Estamos no Brasil, ou não? E na Europa, até que ponto tal medida resolve? Ou em que medida tal cuidado tem ajudado os europeus a sair desse inferno em que se meteram?

Horridus Bendegó

16 de outubro de 2012 às 07h38

Sabe que é verdade que a Dilma poderia ter ido, mas com um exmplar de A Privataria Tucana debaixo do braço e perguntar porque essa mídia não deu nenhuma importância a ele, mas todo tempo do mundo ao Mensalão.

Poderia fazer um discurso desmascarador mostrando a liberdade de expressão seletiva.

Responder

Gerson Carneiro

16 de outubro de 2012 às 07h18

E ninguém tocou na censura imposta pela Folha de São Paulo ao Falha de São Paulo. Tampouco no desaparecimento do jornalista Anderson Leandro que ocorre nesse momento em Curitiba-PR.

Qualquer informação entrar em contato com a Delegacia de Vigilância e Capturas onde há registro do desaparecimento (41)3815-3000

Família vê sumiço de Anderson Leandro como sequestro político.

http://blogladob.com.br/geral/familia-ve-sumico-de-anderson-leandro-como-sequestro-politico-e-pede-que-o-gaeco-e-o-grupo-tigre-assumam-as-investigacoes/

Responder

Gerson Carneiro

16 de outubro de 2012 às 07h12

O que a Dilma iria fazer lá?

Ninguém poderia ser melhor representante desse covil do que Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab. Caíram como um luva.

Geraldo Alckmin até aproveitou para fazer propaganda de si: “populismo de viés autoritário”, “Essa ameaça tem sempre a mesma receita: o poder esmagador do Estado e doses variadas de truculência”.

Responder

    RicardãoCarioca

    16 de outubro de 2012 às 10h07

    Deveria estar falando isso e pensando em Pinheirinhos, cracolândia, greve dos professores…

    Mário SF Alves

    16 de outubro de 2012 às 21h06

    Ou, quem sabe, aquele lance lá logo no iniciosinho do primeiro mandato dele durante um meio que sequestro ocorrido na casa do Abravanel. E ele lá, pessoalmente, comandando a tropa. Foi vexatório. Inesquecível, no entanto.

Eduardo

16 de outubro de 2012 às 05h56

A SIP que se foda. Ou se phoda, dá no mesmo.

Responder

Jose Mario HRP

16 de outubro de 2012 às 05h38

VIVA DILMA!
VIVA LULA!
VIVA FIDEL!

Responder

Bonifa

16 de outubro de 2012 às 04h38

“Governos populistas, fascistas, e totalitários”… O lamentável Mesquita não está em seu tempo, e um homem assim deve sofrer horrores. Ele deveria ter nascido nos tempos coloniais e ser assessor de imprensa de algum Vice Rei.

Responder

    roberto

    16 de outubro de 2012 às 08h55

    Caro Bonifa, ele acredita piamente que ainda está nessa “época”, porisso age assim!

    Mário SF Alves

    16 de outubro de 2012 às 21h18

    O nome disso é outro. É destempero, mesmo. Quando a engrenagem começa a falhar (e no caso dele, parece que o que entrou foi areia) dá nisso: projeta-se num outro tudo aquilo que realmente se é.

Bruno

16 de outubro de 2012 às 01h14

Alckmin:
“Mas não pode um Estado, em nome da democracia, usar dinheiro publico para proteger a expressão de uns contra a expressão de outros. Não pode imaginar-se como juiz da imprensa.”

A globo & cia que o diga.
Pois então que o governo corte a verba.

Responder

    Romanelli

    16 de outubro de 2012 às 06h19

    ..e as ONGs culturais, patrocínios milionários de artistas, DEformadores de opinião e os Blogs chapa branca, também

    ou seja, se apertar bem, NÃO sobra ninguém

    flavio

    16 de outubro de 2012 às 09h05

    como sempre o estúpido Romanelli dandos seus pitacos……….sai fora urubu ( ou seria tucano).

    abolicionista

    16 de outubro de 2012 às 12h07

    É mesmo? Então poderia informar-nos quem o financia?

macão

16 de outubro de 2012 às 01h03

A CAFAJESTADA que apoia todos os GOLPES na América Latina estava reunida!
Que Lindo!

kkkkkkkkkkkkk

Responder

Scan

16 de outubro de 2012 às 00h44

Enquanto a Lei de mídia não vem, pois o Bernardo dorme sob beneplácito de D. Dilma Rousseff, basta apertar o pescoço da mídia financeiramente e pronto.
A mídia está sempre ou no seu pescoço ou sob seus pés. Já carregamos muito a patota, passa da hora de submetê-los.
Pisemos no pescoço e deixemos estrebuchar.

Responder

abolicionista

15 de outubro de 2012 às 23h52

Enquanto não houver uma lei de mídia, haverá uma mídia fora-da-lei.

Responder

Henrique

15 de outubro de 2012 às 23h43

O que a “regina tô com medo duarte” fazia na SIP?

Responder

rodrigo

15 de outubro de 2012 às 23h37

“Intelectualmente falando” esses senhores perderam de vez todo e qualquer contato com a ampla realidade humana…

http://youtu.be/cYYxGyF72PA

Responder

Sandro

15 de outubro de 2012 às 23h23

Regina Duarte não aquela moça que cria gado em terras indígenas?
Bem , essa deve entender de liberdade realmente

Responder

João Alexandre

15 de outubro de 2012 às 22h54

Em novembro de 2010, a partir de ação elaborada pelo professor Fábio Konder Comparato, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma Ação de Insconstitucionalidade por Omissão (ADO) visando a regulamentação de artigos da Constituição Federal relativos à Comunicação. Entre eles, o artigo 220, que proíbe o monopólio e o oligopólio nas comunicações e que diz que cabe ao Estado estabelecer os meios legais para garantir a defesa de programas ou propagandas nocivas à saúde e ao meio ambiente; o artigo 221, que define as finalidades da programação de rádio e TV; e o artigo 5o, em sua previsão sobre o direito de resposta. Segundo a ação, mais de 20 anos depois da promulgação da Constituição, o fato de o Congresso ainda não ter cumprido seu dever de regulamentar estes artigos resultaria em prejuízos consideráveis para a democracia brasileira.

Outro excelente artigo de Bia Barbosa sobre o tema:

http://www.direitoacomunicacao.org.br/content.php?option=com_content&task=view&id=9124

Responder

Abel

15 de outubro de 2012 às 22h36

Enquanto isso, no escritório em Brasília da UNESCO (o estudo é de 2011 mas vale a pena, para quem souber inglês)…
The Regulatory Environment for Broadcasting: An International Best Practice Survey for Brazilian Stakeholders

Responder

ma.rosa

15 de outubro de 2012 às 22h32

nao estava la, nao vi. mas so de ler percebe-se “a baba da raiva” escorrendo pelo “canto da boca” destes senhores.KKKKKKKKKK a SIP, oras a SIP que se morda e engula sua propria raiva. muito bem Sra. Presidenta, nao abra mao de seus afazeres com a Naçao para atender a estes pseudos democratas.

Responder

Geysa Guimarães

15 de outubro de 2012 às 22h29

Não sou a Presidenta mas teria muito a falar nessa SIP – só que não iria agradar.
Queria levar tudo documentadinho de como o PSDB controla tudo por aqui, e ai do jornal que for “despenado”.
Não à toa, fez a maioria dos prefeitos na região.

Responder

Zhungarian Alatau

15 de outubro de 2012 às 22h19

A SIP é, na verdade, a favor da Liberdade de Expressão… DELES!

Ou seja: a favor do MONOPÓLIO dessa LIBERDADE.

Responder

    flavio

    16 de outubro de 2012 às 09h08

    na verdade a SIP – ou PIG por aqui é a favor da liberdade de caluniar, forjar, mentir……………

FrancoAtirador

15 de outubro de 2012 às 22h18

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A OLIGARQUIA FAMIGLIAR MÁFIO-MIDIÁTICA “BRAZILEIRA”

DEU UM ESPETÁCULO À PARTE NO TEATRO DA BROADWAY-SIP.

Os monólogos dos “jornartistas” receberam efusivos aplausos e ypy-urras!

de saudosos fantasmas da Guerra “Frias” presentes ao ato inSÍPido.

A atriz da Disneylândia Karmen Myranda, o journalysta Corvo Lacerda,

o Gal. Golbery do Couto e Silva e o cardeal D. Jayme Câmara-de-Gás

foram os heróis que mais se empolgaram com as interpretações SIPianas…
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UNITED STATES OF BRAZIL

In this edition, a splice of Brazil’s two great music classics, “Aquarela do Brasil” (sung by Aloysio Oliveira — leader of the Miranda’s Boys band- and Carmen Miranda) and “Tico Tico no Fubá” instrumental.

The superb Disney’s production, “Saludos, Amigos”, 1942, gives life to Donald Duck and Joe Carioca as they meet and enjoy the Brazilian samba in Rio.

Carmen appears in a routine from “The Gang’s All Here”, 1943.

(http://www.youtube.com/watch?v=hRz-M30PcEU)
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Regina Duarte pede liberdade de imprensa absoluta
e Judith Brito exalta mídia no ‘mensalão’

Na Assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que acontece em São Paulo, atriz citou Ayres Brito, Roberto Civita, Churchill e a presidenta Dilma Rousseff para defender a ampla liberdade de imprensa.

Para Judith Brito, ex-presidente da ANJ, “a imprensa independente conseguiu mudar o fluxo da história” com as denúncias do mensalão.

Por Bia Barbosa, na Carta Maior

São Paulo – Teve início nesta sexta-feira (12), em São Paulo, a 68ª Assembléia Geral da SIP, a Sociedade Interamericana de Imprensa, que reúne os maiores veículos do continente e, como ela própria afirma, tem como um dos eixos de sua missão proteger os interesses da imprensa nas Américas, além de defender a liberdade de imprensa “onde quer que esteja sendo ameaçada”.

O evento volta ao país depois de 11 anos.

A última vez que uma Assembléia Geral da SIP realizou-se no Brasil foi durante o governo Fernando Henrique Cardoso, que, não coincidentemente, será um dos palestrantes do evento, na segunda-feira (15).

A fala inicial de abertura do encontro coube a Paulo de Tarso, do jornal O Estado de S. Paulo, representando o Comitê Anfitrião, formado, além do Estadão, pelo Correio Popular, Folha de S. Paulo, Editora Abril, A Tribuna, Zero Hora, O Globo, Diários Associados, Gazeta do Povo e O Popular. (SIP, digo, PIG, digo, SIC))

Falou pouco porque, como afirmou, “os discursos, como as saias, devem ser bem curtos”.
E passou a palavra à primeira palestrante da primeira mesa: a atriz Regina Duarte.
O seminário tinha como tema “liberdade de imprensa e direito à privacidade”.
Mas antes de criticar os “sequestradores sorrateiros da imagem alheia”, que sobrevivem “às custas da sua privacidade”, Regina Duarte falou de sua posição e apoio incondicional à mais plena liberdade de imprensa, para ela um “valor inegociável”.

“Se aceitarmos uma única forma de restrição à liberdade estaremos abrindo brecha para um atalho tortuoso e escuro onde a censura saberá muito bem como se instalar”, afirmou.

A atriz citou então Roberto Civita, fundador da Editora Abril, que publica a revista Veja, para defender a imprensa livre:
“Os tiranos não conseguem sobreviver sem amordaçar a imprensa livre e os primeiros meios a serem censurados são da imprensa independente”.

Lembrou do ministro do Supremo Tribunal Federal, Ayres Brito, que afirmou que “democracia e liberdade de imprensa são irmãs siamesas”, e resgatou a frase do britânico Wilston Churchill – “A democracia é o pior regime, excetuando-se todos os outros”, para concluir que a liberdade de imprensa pode ter imperfeições e causar problemas, mas é fundamental.

Durante a campanha eleitoral de 2002, Regina Duarte teve destaque no noticiário nacional ao dizer que “tinha medo” da eleição de Lula para a Presidência da República.

A atriz não relacionou o episódio ao afirmar que foi perseguida pela imprensa em algumas ocasiões.

“Quando a imprensa se torna ideológica demais, quando se sente no direito de patrulhar meu pensamento, julgando de forma parcial o que eu disse para chamar a atenção, retirando frases do contexto, esta fala perde o sentido e ganha o sentido que o editor deseja. Claro que isso machuca e, quando se sente machucada, se pensa em defesa e em algum tipo de controle”, explicou.

Explicitou, então, que, na sua avaliação, somente duas forças poderiam controlar a imprensa: ela própria, através da autorregulação, e o leitor, ouvinte e internauta, “devidamente equipado, com educação qualificada, livre arbítrio e controle remoto”.

Dando como certo o cenário de educação qualificada e livre arbítrio no conjunto da população, Regina Duarte defendeu então o controle remoto. “A presidente Dilma Rousseff já afirmou isso, que o melhor controle que a mídia pode ter é o controle remoto. Eu concordo. Não sei o que seria do nosso país, em tempos de incômoda maioria silenciosa, se não tivéssemos uma imprensa sagaz, atenta e preocupada com a busca da verdade”, analisou.

Neste sábado, durante outro debate na Assembléia da SIP, a ex-presidente da Associação Nacional de Jornais, Judith Brito – que em 2010 afirmou que, na falta de uma oposição partidária competente no país, caberia à imprensa fazer oposição ao governo federal –, concordou com Regina Duarte.

“Como disse Regina Duarte, algumas coisas são inegociáveis. E não há democracia sem imprensa livre. Estamos vendo isso no Brasil na questão do mensalão. Foi a mídia impressa que fez as investigações que estão mudando a cara do país. Teríamos outros candidatos nessas eleições não tivéssemos tido matérias e investigações no país. Então nós mudamos o fluxo da história”, celebrou.

Cobertura orquestrada

A fala de Regina Duarte ganhou destaque nos jornais brasileiros – associados à SIP – neste sábado.

Também sem coincidências, todos destacaram sua defesa da absoluta liberdade de imprensa ao lado de uma frase da advogada Taís Gasparian, frequente defensora dos grupos de comunicação nos tribunais, que participou do primeiro painel desta sexta:
a de que qualquer violação da privacidade por parte da imprensa deve deve ser questionada posteriormente à publicação, e não impedida previamente na forma de censura.

Disse a Folha de S. Paulo: “Evento de imprensa questiona excessos, mas recusa censura”.
No Estadão: “Para SIP, privacidade não justifica censura prévia”.
Em O Globo: “No 1º debate da Assembleia da SIP, combate à censura é consenso”.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=21068

Responder

    FrancoAtirador

    15 de outubro de 2012 às 22h30

    Mário SF Alves

    15 de outubro de 2012 às 23h06

    Atriz Regina Duarte, a ex-namoradinha (jovem guarda/uma brasa mora!) do Brasil. Êh! Êh! Sempre ela. Afinal, essa dona é burra?!!

trombeta

15 de outubro de 2012 às 21h43

O baronato midiático só pensa “naquilo”…. como dar um golpe e botar um compadre no poder que nos dê dinheiro e previlégios.

Sobre a provável falência dos jornais, a decadência da televisão e o risco do rádio entrar em extinção nenhuma palavra.

O PIG é uma piada!

Responder

Rose PE

15 de outubro de 2012 às 21h41

Que discursinho contraditório desse Alckmin “é obrigação do Estado oferecer educação, formar cidadãos com juízo crítico…” , porém na educação de São Paulo não é isso que acontece. A retórica não condiz com a prática. Agora Presidenta Dilma fique atenta com essa corja golpista.

Responder

Donizeti - SP

15 de outubro de 2012 às 21h38

Aleluia, finalmente parece que a Presidente Dilma está começando a acredirar que a questão dos meios de comunicação no Brasil não é uma simples questão de ” controle remoto “, mas controle legal de empresas privadas que fazem política partidária disfarçada de noticia e pauta jornalistica 24,00 horas por dia, 365 dias por ano contra seu governo e do antecessor Presidente Lula.

Nestes tempos em que a mídia agenda o STF para julgar seus inimigos políticos do PT an boca de urna, a presença da Presidente Dilma nesse convescote de golpistas seria a “cereja do bolo” para esses canalhas, iriam afirmar que no Brasil a imprensa é imparcial e apartidária, tanto que a Presidenta Dilma estava presente nessa reunião de ratazanas da liberdade de expressão.

Ponto para a Presidenta, que com certeza não deu ouvidos a seus péssimos conselheiros na área da comunicação, agora tem que acordar o Bernardão e fazer ele trabalhar no novo marco regulatória da mídia no país.

A mobilização da blogosfera progressista deu resultados, abriu o olho da Presidenta no aval que ela daria para esses golpistas de plantão.

Antes tarde do que nunca, ou do golpe.

Responder

ricardo silveira

15 de outubro de 2012 às 21h27

Evidente que a Presidenta fez muito bem em não prestigiar esses golpistas. A propósito, essa gente, sim, parece-me enquadrar, perfeitamente, na definição de quadrilha.

Responder

Mário SF Alves

15 de outubro de 2012 às 21h13

Corporações latino-americanas a serviço de corporações predominantemente norte-americanas. São só e apenas isso. O problema da SIP é o povo cada vez mais identificado com a democracia que temos – ainda que precária, ainda que relativa – e este é o obstáculo a ser eliminado. A liberdade de imprensa que tanto esgrimam e pela qual se contorcem em exercícios retóricos civilmente insustentáveis é nada mais que liberdade de subornar, de sabotar e de denegrir nossa nascente democracia. Democracia essa que só se consolidará quando for capaz de regulamentar a referida liberdade corrupta e corruptora dessa mesma imprensa.

Responder

Duarte

15 de outubro de 2012 às 21h03

Fala a corja que não resiste a um direito de resposta das pessoas atacadas pelos pasquins paulistas…

Responder

O JUIZ

15 de outubro de 2012 às 21h01

Dilma já deu o primeiro passo. Espero agora, que ela corte de forma substancial as verbas federais de publicidade investidas no PIG.
Pode usar como justificativa, que a crise internacional nos obriga a economizarmos em coisas fúteis.

Responder

Luís Carlos

15 de outubro de 2012 às 21h00

A única ameça na América Latina é a imprensa golpista. O,presidente dessa entidade é um estadunidense?? Veio dizer aos sul-americanos sobre os perigos que corremos aqui?? Ele esconde que a mídia estadunidense é como a grande mídia daqui, só faz o que o dinheiro manda. Liberdade de imprensa lá como cá só para a grande mídia. Será que eles defenderam Assange e o Wikileaks??? Duvido!

Responder

Fabio Passos

15 de outubro de 2012 às 20h57

Ótimo
A Presidenta Dilma não deve participar de eventos destas oligarquias decrépitas.

Deixa os golpistas falando sozinhos…

Responder

Angela Liuti

15 de outubro de 2012 às 20h55

“Mas não pode um Estado, em nome da democracia, usar dinheiro publico para proteger a expressão de uns contra a expressão de outros.”com certeza o governador Geraldo Alckmin” está se referindo às vultuosas vebas públicas que são repassadas ás sucursais do pig, que vão desde as verbas federais até as do estado de saõ paulo, para a editora abril/Veja.

Responder

Yacov

15 de outubro de 2012 às 20h52

‘Júlio Cesar’, Mesquita!? Esse cara tem o ego de um imperador. CHUPA A MANGA, nenén!! KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK… Dá-lhe DILMA!!

“O BRASIL PARA TODOS não passa na glOBo – O que passa na glOBo é um braZil-Zil-ZIl para TOLOS”

Responder

    Julio

    15 de outubro de 2012 às 21h46

    Parabéns Presidenta
    Dá-lhe Dilma
    abaixo o pig.demotucano

carlos dias

15 de outubro de 2012 às 20h49

Dilma fez bem em não ir.. estava apreensivo.. acho que nossa presidente escapou do golpe exatamente hoje… assim como Cesar não deveria ter ido ao senado nos idos de março.. Dilma escapou…

Responder

José Maia

15 de outubro de 2012 às 20h31

Kassab ofereceu festa com dinheiro público? Mas a Erundina não foi processada e multada por isso?

Responder

João Grillo

15 de outubro de 2012 às 20h26

BOOOMBA!!! FOI HOJE, DIA 15, SEGUNDA FEIRA – CLIMA DE PISTOLAGEM NA JÁ FAMOSA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO PARANÁ…. DEPUTADO PEDE LICENÇA PARA SE ARMAR.
O deputado estadual Cleiton Kielse (PEN) peometeu ‘incendiar” o plenário nesta segunda-feira (15) com acusações de corrupção de deputados pela máfia do PEDÁGIO documentadas, e cumpriu. Antes passou na Polícia Federal, onde formalizou denúncias contra os deputados Ney Leprevost (PSD), Valdir Rossoni (PSDB) e Plauto Miró (DEM), acusando-os de receberem milhõe para evitar uma CPI sobre a máfia do pedágio… ESTÁ NO BLOG DO ESMAEL, A GAZETA DO POVO premiada com o ESSO sobre corrupção naquele antro, desta vez está calada…
http://www.esmaelmorais.com.br/2012/10/depois-de-denuncia-contra-pedagio-deputado-do-parana-pede-licenca-para-andar-armado/

Responder

    JULIO/Contagem-MG

    15 de outubro de 2012 às 21h32

    Ora veja, quem está nesse esquema mafioso dos pedagios, PSDB, DEM e o parti
    do do kassab, aqui em Minas, tbm temos essa mafia, o pedagio da MG 050, sem
    duplicação, sem terceira faixa em muitos trechos e quase a totalidade atè
    Sao Sebastiao do Paraiso, sem acostamento,é um caso de policia, enquanto,
    na MG 050, cobra-se R$ 4,00, por trecho, na BR 381, fernao dias, BH a SP,
    toda duplicada, o trecho sai por R$ 1,40. Em Minas, a assembleia se calou
    nesse escandoloso esquema do pedagio da MG 050, só salvando a oposição,
    composta por PT/PMDB/PC do B.

J Souza

15 de outubro de 2012 às 20h22

Devia ser proibido fazer propaganda de governos, seja Federal, Estadual ou Municipal, em empresas privadas de mídia.
Os governos devem ter suas próprias empresas de mídia, e assiste, ouve ou lê quem quiser.
Porque do jeito que está, do “quem dá mais?”, não dá pra continuar!

Responder

Francisco

15 de outubro de 2012 às 20h21

Ser contra o controle social da mídia é como ser a favor de que não haja agencias de regulação para telefonia ou aeroportos.

É simplesmente ridiculo.

O desejo de regular o mundo e não ser regulado por ninguém é uma patologia da imprensa. A doença dos autocratas.

Dos autocratas e dos sabidos: quanto se esta pagando hoje em dia por um comentário favorável da “idônea” imprensa? Cachoeira sabe…

Responder

LUIZ CLAUDIO PONTES

15 de outubro de 2012 às 20h09

O RIO NÃO MERECE MAIS UM CARLOS LACERDA.

SIEG HEIL! OU SIG HEIL!
NO FUNDO, NO FUNDO, AS DUAS SAUDAÇÕES NOS LEMBRAM O FASCISMO. O FASCISMO DE GOEBBELS E O DA MÍDIA GOLPISTA DAS AMÉRICAS, REPRESENTADO POR ESSE SELETO CLUBE DE URUBUS CONTRÁRIOS À DEMOCRACIA E ÀS APIRAÇÕES POPULARES.
AH, SÓ PARA LEMBRAR AZENHA, O EDUARDO, AQUELE QUE FOI REELEITO NO RIO COM QUASE 70%, TENDO COMO APOIADORES A GLOBO E A DILMA, DESCEU O PAU NO GOVERNO FEDERAL, HOJE, QUANDO FALOU EM PALESTRA NA SIG. ELE CRITICOU OS ATRASOS NAS OBRAS DA COPA E DISSE QUE SE SENTIA ENVERGONHADO AO FALAR SOBRE O ASSUNTO DIANTE DE FIGURAS TÃO ILUSTRES PRESENTES NO CONCLAVE DA “LIVRE IMPRENSA”. O PREFEITO ANDA SE SENTINDO O TODO PODEROSO DESDE SEU SUCESSO NAS URNAS E COMEÇA O MOSTRAR SEU BICO DE TUCANO ESCONDIDO NOS QUATRO ANOS EM QUE FICOU NA PREFEITURA DO RIO APOIADO PELO LULA E PELA PRESIDENTA. NÃO BASTASSE COLOCAR EM SUA SECRETARIA A FINA FLOR DO GOVERNO FHC (CLAUDIA COSTIN, PAULO JOBIM E CIA) ELE AGORA QUER MELAR A ALIANÇA ENTRE PMDB E PT, INDICANDO SERGIO CABRAL PRA VICE DA DILMA E PEZÃO PARA SUCESSOR NO ESTADO, JOGANDO LINDBERGH PARA ESCANTEIO. VALE LEMBRAR QUE, ALÉM DESSAS PERUADAS, ELE DECLAROU, POUCO ANTES DAS ELEIÇÕES, QUE O MENSALÃO FOI O MAIOR ESCÂNDALO DA REPÚBLICA. PAES CONTINUA A PRATICAR A POLÍTICA DO MORDE E SOPRA COM O PT, COPIANDO SEU PADRINHO CESAR MAIA, QUE EMPURRAVA SUA BASE ALIADA PARA O BURACO QUANDO QUERIA MAIS ESPAÇO PARA GOVERNAR SEM CONSULTAR A CÂMARA.

Responder

    Conceição Lemes

    15 de outubro de 2012 às 20h22

    Luiz Claudio, letras minúsculas nos próximos comentários, por favor. Norma do Viomundo. abs

Joel Neto

15 de outubro de 2012 às 19h53

As famílias vão espernear mesmo é quando as verbas do governo federal e da prefeitura de SP começarem a mínguar nas contas delas.

Responder

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