VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Emiliano José: O pesadelo interminável do urubu


15/10/2012 - 18h26

por  Emiliano José, em CartaCapital

… Aquelas mãos pegajosas e fortes, aquele dedo faltando, os braços, e ele chamando-o para acompanhá-lo, seguir sua trajetória. Que horror aquele homem… E maior horror ainda era aquela corte de andrajos que o acompanhava. Pobres e mais pobres, negros e mais negros, a escória da sociedade. Um nojo, um horror, um horror…(“Os encontros noturnos de Herval Sobreira”)

Assalta-me a referência a Marx, acho que em O Manifesto Comunista – um espectro ronda a Europa, o espectro do comunismo. Isso vem a propósito do tormento representado por Lula para a velha mídia brasileira. Esta vive sobressaltada pela liderança do operário que emergiu da luta sindicalista, tornou-se o maior líder popular de nossa história, em seguida o melhor presidente que o país tivera, uma das lideranças mais respeitadas do mundo, que está hoje fora do poder, e ainda assim, independentemente de sua vontade, acicatando os nossos vetustos e vetustas colunistas.

Creio que Lula, tal a obstinação com que cuidam dele, a insistência com que tentam diminuí-lo, de fato invade as noites de muitos jornalistas. Invade quando pensam nele para inventar as pautas desqualificadoras, quando tem de opinar de modo enviesado para diminuir a presença dele na cena política, invade quando o caluniam conscientemente, e Lula deve também invadir o sono deles e delas, coitados, e essa invasão, como acontece com o personagem Herval Sobreira, deve sempre aparecer como pesadelo, tal o ódio, o horror, o nojo que todos tem, de fato, desse operário-invasor, porque nunca antes na história desse País um nordestino pobretão, retirante famélico, encarnação das vidas secas de outrora, ousara sequer tentar a presidência da República.

E o operário suarento, com sua barba ora negra, ora branca, quase espumava em sua cara, quase sujava seu bigode bem aparado, querendo que o acompanhasse em sua rebelião contra os ricos, logo ele, que nada tinha contra os ricos, até gostava muito deles, e se não podia dizer que tinha nojo, queria os pobres à distância, quanto mais distantes melhor…

Não é bem que Lula invada as noites das nossas e dos nossos nobres colunistas. Corrijo-me. A velha, conservadora mídia brasileira é que não consegue se livrar de Lula, nunca o tira da cena, e sempre pretende destruí-lo, sem que até agora o tenha conseguido. Talvez até o ajudem manter-se à tona, mesmo que ele não queira.

Lula parece para ela, para o consciente e o inconsciente, o espectro de que falava Marx, só que ele é de carne e osso, e foi Lula que Hobsbawm disse ter sido o inventor da democracia recente no Brasil por combinar de modo rigoroso crescimento econômico com distribuição de renda, embora isso fosse uma metáfora já que a recente democracia brasileira é resultado da luta de milhões de brasileiros.

Inegavelmente, no entanto, depois de 2003, a democracia enlaçou os aspectos formais dela com a melhoria real das condições de vida do povo brasileiro.

Quando acordou, suava aos borbotões, assustado. Soltou uma exclamação, um sonoro puta-que-pariu libertador, se surpreendeu alegre por escapar daquele pesadelo, que não acabava, extirpar de si a lembrança do operário-barbudo e daquela multidão de maltrapilhos a tocá-lo, também, como se fosse um deles. Não era. O dia já despontava, e ele se indagando sobre quando se livraria daquele operário que se intrometera na vida política já havia tantos anos, e não saía dela, e o pior, sempre adorado pelo povo, esse povo tão ignorante…

Será que esse ódio quase visceral de nossa velha mídia vem de um sentimento ancestral, carga acumulada de racismo da sociedade branca, atormentada por quase 400 anos de escravidão? Será que a nossa velha mídia não é a encarnação recente da Casa-Grande, inconformada sempre com quaisquer intromissões indevidas, com quaisquer insubmissões dos de baixo?

São perguntas que me assaltam para tentar explicar a perseguição da velha mídia a Lula e quem sabe os tormentos e delícias do personagem Herval Sobreira. Será que vem da raiva sulista, de parte dos sulistas brancos, à ralé nordestina, que imagina os nordestinos como mão-de-obra barata, destino que o presidente operário resolvera mudar com suas políticas sociais ousadas? – vou refletindo, perguntando e dizendo a mim mesmo que deve ser por tudo isso e muito mais.

Barbeou-se cuidadosamente. Aparou o bigode. Pensou em glórias recentes, na autoridade que lhe foi conferida ao receber o galardão da Academia dos Sábios das Letras, e quase riu agora ao lembrar-se do pesadelo. Novamente, aquele sujeito o incomodava. Falaria dele hoje, novamente. Como ousara chegar novamente à presidência da República, depois de tudo pelo que passou? Pena que o câncer não o tenha vencido, lamentou-se irritado, abandonando o esboço de sorriso e cortando levemente o rosto…

Creio, no entanto, que tal combate, esse combate tão feroz por parte da velha mídia, tão insistente, tão organizado, tão concertado, tão programático, enlaça tudo o que disse no combate a um projeto político, esse que se tornou governo em 2003, quando Lula assumiu.

A mídia tem posição política – insisto nisso para que não nos enganemos. A mídia, isso não se pode negar, tem consciência de que Lula é o principal símbolo desse projeto político em andamento no Brasil, e por isso quer destruí-lo, usando para isso todas as armas de que dispuser, evidentemente sem quaisquer considerações por aquilo que conhecemos como bom jornalismo.

… A rede de televisão em que trabalhava, as outras redes, as revistas, os jornais estavam unificados no combate àquela figura. Lembrava-se novamente do pesadelo, e não atinava por que Lula ocupava tanto sua mente, porque invadia suas noites. Alguns sonhos leves já o tinham embalado – como quando Lula falava para multidões embevecidas, mas era interrompido por uma benfazeja chuva de ovos jogados não se sabe por quem. Outros, nem tanto, como o último, pesadelo interminável…

Desde que a presidenta Dilma assumiu, a velha mídia, valendo-se do noticiário e de seus abnegados colunistas, envolveu-se numa operação que só podia enganar ingênuos: vamos momentaneamente poupar Dilma, e vamos detonar Lula e o PT. E, ao fazer isso, tentemos sempre separar Lula e Dilma, e esta do PT.

Vamos envolver a presidenta, fazer de conta que ela é tão boazinha, que está se livrando da herança maldita de seu antecessor, e que os demônios são Lula e o PT.

Era o seu programa tático – se podemos expressar assim.

A mídia tem disso: subestima a inteligência dos outros, despreza a capacidade do chamado campo de recepção, como diriam os teóricos da comunicação, achando que os seus movimentos não são percebidos. E acredita que quaisquer lealdades são desmontadas com afagos em suas redes e páginas. Às vezes, dá certo. Imaginou fazer isso com Dilma…

Quase se lamentava não fosse mais o tempo de golpes, quase se lembrava com saudades dos tempos da ditadura. Não ficava bem dizer isso, pensar, bem, pensar era o livre pensar. Tinha convicção: de um jeito ou de outro, Lula sairia do poder. Seu combate, sua missão, e o de toda a mídia, pelo menos das grandes redes, das revistas mais importantes e dos jornais, os poucos que ainda resistem, tudo isso haveria de produzir resultados.

Um dia cai, diante de tanta artilharia. Se não é possível tirá-lo pelo voto, que seja por algum tipo de golpe, naturalmente menos violento do que o nosso, de 1964, mais institucionalizado, com aparência de legalidade…

Ao pretender separar Dilma de Lula, a velha mídia quebrou a cara. Protestou com o fato de a presidente, além de tudo, falar em herança bendita de seu antecessor – e ela estava fazendo justiça, como fez justiça, na mesma ocasião, quando desmontou o governo FHC. A velha mídia pensa ter a palavra final sobre o mundo.

Perdeu nessa proposta de dividir Lula e Dilma, mas continuou a forçar a mão para que o julgamento da Ação Penal 470, cunhada por ela de mensalão, acontecesse exatamente no período eleitoral para cumprir o objetivo (dela) de detonar o PT e de modo especial assegurar a vitória de José Serra em São Paulo. Nisso, para além do que se especule sobre as razões do STF, sem dúvida foi bem-sucedida, ao menos quanto ao período do julgamento.

A mídia pretendia, como suas sentenças prévias condenatórias o revelavam, e como o Procurador-Geral Roberto Gurgel também revelou querer em entrevista à Agência Estado no dia 3 de outubro, impactar as eleições, e por impactar leia-se prejudicar o desempenho eleitoral e estratégico do PT. Era o que se pretendia e de cambulhada pretendia-se, também, desgastar ao máximo a figura de Lula, por uma operação discursiva que divulgaria seu provável envolvimento com o mensalão (recente matéria, daquelas, da revista Veja, se insere nessa estratégia), junto com a erosão de sua liderança, especialmente pela loucura de ter lançado Fernando Haddad como candidato a prefeito.

Naquela noite, Herval Sobreira deitou-se com muito medo e a mulher sentiu o terror em seus olhos. Perguntou. Aquele homem, disse quase ciciando, as lágrimas vindo aos olhos, aquele homem, tenho medo que volte esta noite. E demorou muito, muito pra dormir. E sentiu o terror de um novo e terrível pesadelo…

Durante algum tempo, diante dos resultados das pesquisas, a mídia celebrou Russomanno como uma novidade. Depois passou a combatê-lo para garantir a ida de Serra para o segundo turno, e dando como certo que Haddad não iria. Lula não conseguira fazer o milagre, devido à sua decadência. Só faltou combinar com o povo de São Paulo.

No domingo, 7, vi como estavam encabulados, perplexos, perdidos os comentaristas da Globo News, especialmente o pretensioso Merval Pereira, um dos principais escribas daquela operação. Estava até mais contido. Ninguém referiu-se a Lula quanto se tratava de São Paulo, salvo esparsamente, senão teria que concordar com o jornalista Paulo Moreira Leite, que dissera que Lula fora o grande vitorioso do primeiro turno por conseguir, junto com o PT e seus aliados, levar o ex-ministro da Educação para o segundo turno contra José Serra, tudo que Lula estabelecera nos  seus objetivos iniciais.

…Forte, não. Lula parecia ter um tamanho descomunal. E continuava acompanhado daquela malta esfarrapada de mendigos, de trabalhadores sujos de graxa, de desempregados, as roupas andrajosas, as barbas grandes ou por fazer, e os olhos deles cheios de raiva, prontos para uma revolução, e todos eles o obedeciam quase cegamente. E então, Lula veio pra cima dele com aquele braço que mais parecia um guindaste pronto para esmagá-lo, e Herval tinha convicção de que bastava um golpe para matá-lo, e a salvação, se se pode chamar de salvação, é que Herval se metamorfoseou num pomposo, garboso, urubu, a voar pelo mundo à procura das melhores carniças, a desfrutar a liberdade dos que não devem satisfações a ninguém. O trágico é que se sentiu bem na pele e no corpo do urubu…

No momento em que escrevo, o STF ainda julga a Ação Penal 470, não sei os resultados, não sei se impactará ou não as eleições do segundo turno. No primeiro, não o fez, como se pôde ver. O que não quer dizer que não provoque conseqüências para o PT, que é outra discussão. O que sei é que até este momento, Lula segue sendo o contrário do que a mídia quer: continua a ser o principal líder popular de nossa história, líder atual, que influencia decisivamente nossa vida política, que tem uma unidade inquebrantável com a presidenta Dilma, e seus acertos continuam a ser muito maiores do que os seus erros.

…Na manhã seguinte, no café a mulher perguntou como estava, embora o estado dele já o confessasse. “Um urubu”, respondeu outra vez ciciando, melancólico. “Meu destino é o de ser um urubu”. Não parecia ter acordado ainda. A barba, ainda por fazer. E a murmurar: um urubu, um urubu, um urubu… e ciciando de novo, melhor assim… melhor assim… melhor assim… (O protagonista desse livro em gestação, ainda inédito, nasceu dos esforços literários de um amigo que prefere só se revelar no momento mesmo de sua publicação. Embora ambientado em 2019, me parece conter algumas lições para os dias de hoje. Fui autorizado por ele a publicar alguns trechos. Esperemos a publicação).

Emiliano José é jornalista, escritor e deputado federal pelo PT da Bahia.

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43 comentários

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Pedro Ribeiro

17 de outubro de 2012 às 12h37

Fabuloso!

O Ignacio de Loyola Brandão, deve estar feliz por precisar contar a história de um outro país, diferente de ” Não verás país nenhum”.
Obrigado Lula, o operário pau-de-arara que mudou a história do Brasil.

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Agostinho

16 de outubro de 2012 às 12h22

Parabéns Emiliano!!
Texto sensacional, expressando o sentimento da velha mídia e de todos ligados a ela. Especialmente aqui no Sul, onde temos ainda coronéis comandando a política. Faz tempo que não leio e não vejo as revistas e tvs que cheiram carniça, e nos julgam de 2ª classe.

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Hélio Pereira

16 de outubro de 2012 às 11h09

As olheiras de Serra voltaram a aparecer e sua maquiagem não consegue disfarçar seu olhar triste e sombrio de noites mal dormidas,Serra sem duvida não só se parece o URUBU citado neste texto,como vem agindo de forma identica!

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sebastiao

16 de outubro de 2012 às 10h39

Belo texto! Digno de ser lido.Parabens!!!

Responder

Daniel

16 de outubro de 2012 às 09h09

obrigado pelo texto!

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Bonifa

16 de outubro de 2012 às 05h04

Uma coisa é ser comensal do banquete da classe dominante, coisa de que jornalistas sempre foram acusados, porque neste caso prevalece o oportunismo e o jornalista muda de casaca rapidinho quando percebe que o poder está trocando de mãos. Outra coisa é ser convidado de honra para o tal banquete, ser considerado igual na classe dominante, um empresário entre tantos, capitão de indústria como qualquer outro, um negócio como outro qualquer, informação, papel, aço, celulose. Neste caso, o negócio do empresário midiático está sujeito a receber concorrência de fora do clube, informação independente é coisa incontrolável que ameaça um grande negócio, embora seja direito constitucional do povo. E isto tem que ser evitado. O pesadelo desta imprensa empresarial é que seu grande negócio venha a ser explorado por órgãos que, antes de serem empresas, sejam de fato jornais e outros meios de informação, que venham a oferecer ao povo, e não ao consumidor manipulável, um produto mil vezes melhor e mais confiável que o dela. Por isso é natural tanto esperneio ao perceberem que já não possuem o governo entre suas mãos. E quando vêem que já não têm o prestígio de arrastar como um refém o Chefe de Estado para fazer juras de fidelidade em suas cerimonias de profissão de fé, ficam desesperados antevendo a própria ruina.

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    Bonifa

    16 de outubro de 2012 às 05h30

    Do exposto acima podemos tirar algumas conclusões:
    1) A informação é uma matéria prima sensível, que recebe influências não apenas culturais mas sobretudo ideológicas. A Direita e a Extrema Direita monopolizaram a informação no Brasil, a exemplo da América Latina. 90% das notícias veiculadas no Brasil o são através das agências da Folha e do Estado de São Paulo.
    2) A forma que as usinas de informação do Brasil dão a seus produtos está ficando completamente fora de moda. É um estilo grosseiro e brutal que pouco variou desde suas origens colonialistas. Na Europa, tais usinas não abandonaram o rumo ideológico de seus produtos, mas lograram travesti lo com mais cuidado e apuro, para que parecessem mais convincentes, mais despidos de interesse ideológico, por vezes chegando a passar como informações de esquerda.
    3) A verdadeira Democracia passa pela quebra do monopólio da informação pela direita ideológica, isso é óbvio.

    Mário SF Alves

    16 de outubro de 2012 às 15h27

    Ê, Bonifa. Estamos vivenciando um verdadeiro momento histórico, cara. Verdadeiro. Só por isso já podemos nos considerar privilegiados.

carmen silvia

16 de outubro de 2012 às 01h22

Existe um fato, Lula é amado por seu povo e respeitado mundo a fora.O Brasil se tornou um país de verdade graças a política externa engendrada em seu governo.O resto é o que de pior pode se encontrar no ser humano;inveja,vaidade ferida,arrogância e odio.

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Maria Izabel Noronha: Parecer elimina dúvidas sobre a jornada do professor « Viomundo – O que você não vê na mídia

16 de outubro de 2012 às 01h06

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PSOL e DEM fazem aliança pela moralidade no Amapá « Viomundo – O que você não vê na mídia

16 de outubro de 2012 às 00h38

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Gersier

15 de outubro de 2012 às 23h56

Ironizam: apadeuta,aleijado,peguiçoso,nordestino e para espanto dos cheirosos ainda tem a audácia de não saber falar o “inglêis”,a lingua pátria e amada deles,os vira latas.
Com tantos defeitos,foi o melhor presidente do Brasil em tempos recentes.
Agora imaginem se fosse instruido como o “cerra” que tem um baú de diplomas(apesar de invisíveis),possuisse os dez dedos da mão do fgagac(que pagou generosamente a reeleição),fosse operoso como o alckmin e seu pcc,tivesse os olhos azuis do jabour,da Castanhede,do picareta chapeuzudo,do picareta acadeirado e pronunciasse em vários idiomas como o “babosão”.
Nós,os brasileiros,é que estaríamos no “bico do urubu”,porque apesar de dizerem ser tudo isso,são mesmo uns entreguistas e incompetentes pra ca… bom deixa pra lá.

Responder

Julio Cesar Montenegro

15 de outubro de 2012 às 22h31

pra mim o lula foi revelador do costume da casagrande de MANDAR por se considerar superior, diplomada, educada, cultivada, branca, bonita e classuda. quando a danuza plastificada se revolta pelo acesso da nordestina festa junina aos salões da presidencia da republica, e o finado paulo francis usava sua novaiorquinidiotice para apontar a jequice do lider pau de arara, estavam mostrando o desespero dos cães de guarda da mídia dos senhores na antecipação de seus estertores. a senzala, como a recente eleição confirmou, não só despertou como não ouve mais o canto de sereia dos de formadores de opinião. afinal podemos não saber o que é socialismo separado ou unificado, mas sabemos na conta do salário mínimo o que é ser trabalhador inteiro ou… partido.

Responder

Fabio Passos

15 de outubro de 2012 às 21h24

O mais legal nestes ataques da casa grande – vulgo PiG – contra o Lula é que a cada dia quem sai menor… é o próprio PiG.

A oligarquia midiática agoniza na medida em que o Brasil prospera e se torna mais justo.

Responder

Renato M

15 de outubro de 2012 às 20h59

Caro Emiliano José.
Muitíssimo obrigado por brindar-nos com esse ótimo artigo. A mídia brasileira é podre. Muitos jornalistas são uns coitados que ganham mal, trabalham excessivamente e defendem os interesses dos grupos que os exploram. A mentalidade “aristocrática” dessa gente é de causar pena. Pena também é a maneira pouco competente que o governo Lula e agora o governo Dilma tratam a mídia. Existem desinformados que consideram o mensalão o maior escândalo da História do Brasil… Ignorantes estudem um pouco mais a História do Brasil. Aqui no Paraná o escândalo do Banestado foi infinitamente maior… As privatizações da Era FHC… As construções faraônica da ditadura… Pena que tenhamos um STF que resolveu dar show para a mídia.

Responder

f.rancisco c c pessoa

15 de outubro de 2012 às 20h37

correção, como Lulista gostei mais ainda.

Responder

f.rancisco c c pessoa

15 de outubro de 2012 às 20h34

Sr Emiliano, gostei muito do seu escrito, como sou Lulista, goste mais ainda, continue nos bridando com seus artigos, principalmente falandp sobre Lula.
Parabens e muito obrigado.

Responder

J Souza

15 de outubro de 2012 às 20h12

Muito oportuno este texto, pois descobri que além da mídia golpista, também as escolas estão fazendo propaganda política.
Uma aluna da universidade me disse que na escola ensinaram a ela que o governo de FHC tinha sido “bom”.

Uma cliente me disse que o governo Lula tinha sido ruim porque a dívida pública tinha aumentado, em termos de valores absolutos. Tive que explicar a ela que o que importa é a relação dívida/PIB, que indica a capacidade de honrar a dívida, e que FHC tinha deixado esta relação em mais de 60%, e que atualmente estava em torno de 35%.

Se o PT não acordar para o golpe que está em andamento, vai ser difícil reagir no futuro.
As oligarquias querem o poder de direito para usar e abusar dos trabalhadores, e contam, no momento, com o apoio até de partidos que se dizem “de esquerda”, mas que agem em conluio com a direita.

Responder

    Maria Thereza

    15 de outubro de 2012 às 20h57

    Caro J Souza. É nessas horas que a gente vê com mais clareza a falta que faz uma SECOM ativa. Não entendo como um governo que tem tanto a mostrar não divulga isso, a ponto de sua cliente dizer que Lula aumentou a dívida pública. Ela nem tem obrigação de saber como a coisa funciona, mas o governo tem obrigação de mostar a nossa situação atual. Talvez ela nem saiba que hoje somos credores do FMI, que não temos mais que receber de cabeça baixa e bem comportados as “missões” do FMI que vinham fiscalizar se nosso povo estava passando fome, desempregado,morrendo à margem de qualquer benefício social. Esse era o “dever de casa” – aumentar o número de miseráveis para pagar a banca. E nós cumpríamos direitinho, até tirando o sapato no aeroporto, mas com um sorriso nos lábios. Talvez não saiba de muitas outras coisas que, não sei porque, nossa presidenta insiste em não divulgar, deixando a SECOM na mão de uma pessoa sem garra, sem amor ao país. E pena que quem lê os blogues sujos são os já convertidos.

    vinicius

    16 de outubro de 2012 às 13h31

    Escolas, faculdades, representações de industriais, de empresários, Rotary, Lions… Todos, todos grupos de direita estão doutrinando seus integrantes.

    É impressionante o que estão fazendo.
    Em uma década muitos jovens na faixa de dezoito anos irão acreditar que o Brasil foi governado por um bandido.

    O mesmo aconteceu com meus pais que acreditaram que houve uma Revolução em 64.

    Eu dizia que não houve Revolução.
    Eu explicava que houve um Golpe Militar.

    Meus pais não acreditavam em mim.
    Hoje eles estão idosos.

    Mas pasmem!!!!
    Tenho conhecido de 30 e poucos anos que acreditam – até hoje – que foi realmente Revolução.
    Detalhe: são pessoas de nível superior.

lia vinhas

15 de outubro de 2012 às 19h25

Senhor Emiliano, haja coração para suportar a emoção de ler seu artigo. Maravilhoso, digno de ser lido e interpretado em escolas, para ensinar nossa juventude e nossos alunos do supletivo a interpretar as entrelinhas, a enxergar claramente a revolução verdadeira que esse Homem de origem simples provocou neste país. Ao menos, que seja repassado a todaas as pessoas de boa vontade que freqüentam os blogs “sujos”.
Obrigada.

Responder

    Mário SF Alves

    15 de outubro de 2012 às 22h43

    Excelente e oportuna sua sugestão.

    E viva o operário de fogo que abalou os alicerces da hipocrisia que quase destruiu o Brasil.

    Mário SF Alves

    16 de outubro de 2012 às 22h54

    E antes que fique qualquer margem (in)Vej(ariana) de dúvida: “operário de fogo no sentido de metalúrgico de aço”.

ZePovinho

15 de outubro de 2012 às 18h50

A oligarquia brasileira tem um fetiche anal com o operário suado,nordestino e novidáctilo.Fato.

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