VIOMUNDO

Diário da Resistência


Entrevistas

Rosane Bertotti: Lula e Dilma, muito a desejar na área da comunicação


13/10/2012 - 08h21

Rosane Bertotti: “A comunicação é um direito humano”

por Nilton Viana, Brasil de Fato

A secretária nacional de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e coordenadora geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Rosane Bertotti, acredita que a comunicação é um direito humano, e, que portanto, cabe ao Estado adotar políticas públicas para assegurar esse direito. Segundo ela, os grandes conglomerados de mídia têm posição cativa ao lado do capital, atuando como correia de transmissão da ideologia mais reacionária, de privatização, desmonte do Estado, arrocho salarial, retirada de direitos sociais e trabalhistas.

Em entrevista ao Brasil de Fato, Rosane Bertotti fala sobre a importância da mobilização “para garantir a diversidade e a pluralidade de vozes. “Se nós olharmos o tipo de enfrentamento que está sendo feito em alguns países ao nosso redor, infelizmente, é forçoso reconhecer que tanto o governo Lula quanto Dilma deixaram e deixam muito a desejar no quesito comunicacional.

Brasil de Fato – Você participou, de 19 a 22 de setembro, em Quito, Equador, do Encontro Latino- Americano de Comunicação Popular e Bem Viver. Quais são avanços que na questão da comunicação que se podem destacar nos países da região?

Rosane Bertotti – Creio que o principal avanço é o da consciência sobre o papel da batalha de ideias e a crescente disposição política dos governos do campo democrático e popular, particularmente os da Argentina e do Equador, de fazer uma nova lei que aposte na democratização da comunicação para garantir a efetiva liberdade de expressão, sequestrada pela velha mídia. São passos muito significativos, como a complementaridade dos sistemas público, privado e estatal, que não teriam sido possíveis sem a atuação de entidades como a Associação Latino-Americana de Educação Radiofônica (Aler), que promoveu o encontro em Quito. Somando energia e experiência em torno de pontos comuns, com espírito amplo, de verdadeiras frentes, essas organizações populares conseguiram mobilizar a sociedade e respaldar ações mais ousadas de governos que não se submeteram às calúnias e chantagens dos grandes conglomerados.

No caso do Brasil, qual o embate a ser travado hoje pelos movimentos sociais nessa questão da comunicação?

Temos a convicção de que é preciso afirmar a necessidade de um regramento para o setor, enfrentando a disputa política e ideológica com a mídia comercial, que vê a comunicação como um negócio qualquer, que deve atender unicamente os donos do veículo e seus anunciantes. O mote da campanha do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) é “para expressar a liberdade, uma nova lei para um novo tempo”. Acreditamos que é necessário popularizar o tema, mostrando à população a necessidade de regulamentar os dispositivos da Constituição Cidadã, fundamentalmente o que combate a formação de monopólios e oligopólios, e o que garante a complementaridade dos sistemas. Sem isso não haverá sociedade democrática e uns poucos proprietários de concessões públicas continuarão ditando o que o povo deve ouvir, ver e ler. Para nós a comunicação é um direito humano e, portanto, cabe ao Estado adotar políticas públicas que o assegurem. Senão vira letra morta.

Na sua opinião, houve avanços, nos quase 10 anos de Lula e Dilma, em relação à democratização da comunicação?

A Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada no final do governo Lula, contribuiu para que o tema entrasse efetivamente na pauta, estimulando a formação dos Conselhos Estaduais de Comunicação, como conquistamos recentemente na Bahia e no Rio Grande do Sul. Infelizmente vários pontos apontados pela Confecom para a efetivação de mecanismos de controle social, participação popular e auditoria nos meios privados não andam devido a uma defensiva inexplicável do governo. Se nós olharmos o tipo de enfrentamento que está sendo feito em alguns países ao nosso redor, infelizmente, é forçoso reconhecer que tanto o governo Lula quanto Dilma deixaram e deixam muito a desejar no quesito comunicacional.

As verbas publicitárias ainda são investidas majoritariamente na mídia comercial. Qual é a avaliação do FNDC sobre a insistência nessa política?

É necessário mudar os critérios publicitários para que haja uma desconcentração que tem se demonstrado profundamente antidemocrática, ecoando a voz dos grandes conglomerados, os mesmos que atentam todos os dias contra a pluralidade e a diversidade. É preciso garantir principalidade dos recursos para a mídia pública e comunitária, para os blogueiros, para os jornais alternativos. Afinal, a mídia privada já conta com recursos abundantes das transnacionais, do sistema financeiro e das grandes empresas para defender seus interesses, para divulgar a pauta do capital. O governo precisa priorizar a sociedade, necessita democratizar a publicidade.

Qual é a avaliação do movimento pela democratização das comunicações em relação à Confecom, realizada em 2009; o que avançou de lá para cá?

A Confecom foi fruto da sociedade civil que garantiu a realização da conferência inclusive em condições adversas. Foi muito importante enquanto processo de mobilização, porém as propostas não saíram do papel. O então ministro Franklin Martins chegou a ensaiar um projeto, mas que ficou em alguma gaveta para o Paulo Bernardo, que resolveu deixar por lá. O que temos é a síntese dos 20 pontos dos movimento sociais. Na nossa opinião, respaldado pela Confecom, o governo deveria adotar medidas como a regulamentação dos artigos da Constituição Federal (220 a 224) que, entre outros avanços, impedem a propriedade cruzada dos meios e proíbem os monopólios; a garantia da inclusão digital com a aplicação dos recursos do Fundo para Universalização do Serviço de Telefonia (Fust) em programas de extensão da internet banda larga para todo o país, priorizando as regiões afastadas dos grandes centros e a população de baixa renda, a redução de 30% para 10% na participação do capital estrangeiro nas comunicações, a descriminalização das rádios comunitárias.

Como a CUT avalia o papel da mídia brasileira?

Os grandes conglomerados de mídia têm posição cativa ao lado do capital, atuando como correia de transmissão da ideologia mais reacionária, de privatização, desmonte do Estado, arrocho salarial, retirada de direitos sociais e trabalhistas. São emissoras de rádio e televisão, jornais, revistas e portais de internet que atuam de forma coordenada para distorcer os fatos, criminalizar e invisibilizar os movimentos populares, a luta dos trabalhadores, das mulheres, negros e indígenas. É uma conduta irresponsável e ditatorial.

O STF está julgando o chamado “mensalão”. Como você avalia a cobertura da mídia brasileira nesse caso?

Infelizmente os que se arvoram grandes defensores da liberdade de imprensa são hoje instrumentos que em vez de informar, divulgam as suas opiniões. São meios de manipulação e desinformação em massa. O fato é que a mídia não só divulgou interpretações dos fatos, mas já julgou e condenou. Onde está a imparcialidade tão propalada? Cadê a liberdade de expressão, o respeito à verdade dos fatos ou o direito ao contraditório?

A esquerda brasileira, ao seu ver, está avançando nessa luta pela democratização da comunicação?

Creio que o amplo espectro da esquerda tem avançado no sentido de ter meios próprios, de construir e articular redes, como os blogueiros progressistas. A articulação dos vários movimentos com a luta do FNDC tem potencializado esta caminhada, mas há muito ainda por fazer. Do ponto de vista da CUT, por exemplo, temos ampliado os investimentos no nosso Portal do Mundo do Trabalho (www.cut.org.br), na estruturação de sites das nossas estaduais e Ramos, no aprimoramento da nossa rádio e tv web. Acredito que é um processo em que estamos amadurecendo conjuntamente, com uma consciência e um compromisso crescente de que necessitamos lutar para que todos tenham voz, para que não haja mais mordaças como as impostas pela velha mídia.

Quais são as principais lutas que o movimento pretende travar nos próximos meses?

Acho que precisamos mobilizar para retomar o projeto original do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), em que a Telebrás tem um papel chave como empresa pública de articular e incentivar a construção de uma sólida base material para a universalização dos serviços. Não será se submetendo aos interesses das grandes empresas de telecomunicação, despejando rios de recursos públicos e abrindo mão de impostos que vamos conseguir colocar o país num novo patamar neste setor estratégico para o desenvolvimento nacional, para o avanço da educação, da ciência, da tecnologia. O que temos hoje é uma internet lenta e cara, altamente excludente. É hora de virar esta página.

QUEM É

Rosane Bertotti é coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e secretária nacional de Comunicação da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

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A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



65 comentários

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Zé Crente

15 de outubro de 2012 às 11h10

Primeiramente, parabéns a Rosane Bertotti pela bela entrevista. Conhece do riscado.

Conforme citou a entrevistada, Rosane Bertotti, a imprensa altenativa, representada pelos blogs, tais como viomundo e Conversa afiada, é uma luz no final do túnel.
Devem ser, sim, democratizadas as verbas públicas para publicidades. Mas isso nao é fácil de se fazer. Veja (perdão pela má palavra. Melhor dizer, olhem voces)que quando o presidente Lula destinou um pouca de verba publicitária pra jornais pequenos, inclusive do nordeste, numa forma de descentralização e democratização, foi um deus nos acuda. A grande mídia chiou bastante. O caminho, porém, é esse.

Repito, parabéns a Rosane Bertotti pela bela entrevista.

Responder

Otto

15 de outubro de 2012 às 09h06

De fato, devem muito. Não deu para acudir os mensaleiros…

Responder

Mário SF Alves

14 de outubro de 2012 às 20h26

E o que é, afinal, a grande mídia? E de onde lhe vem todo esse poder capaz de, inclusive, pautar o STF e fazê-lo desempenhar papel tão mesquinho e deplorável? Como e por que lhe tem sido tão fácil ocupar o vácuo deixado e/ou complementar-se a partidos neoconservadores em franco declínio? Seria ela um fenômeno isolado ou nada mais que simples sucursal de ameaça ainda mais global? Que diretrizes segue e o que pretende em relação ao Brasil e demais países do Cone Sul? Como irá ela lidar com um dos seus principais oponentes, a internet? Que estratégias poderiam ser adotadas pelos governos que lhe são contrários a fim de neutralizar tão nefasto e antidemocrático poder?

A propósito, só hoje me dei conta de quão medíocres são alguns do ditos expoentes intelectuais da grande mídia. Suas análises são pífias, recheadas de frases de efeito e comparações insustentáveis. Sou mais o Viomundo, até como escola jornalística.

Responder

    Mário SF Alves

    14 de outubro de 2012 às 21h23

    E a dúvida prossegue. O que falta ou o que impede às TVs resultantes de “pregação” religiosa entrarem no cenário de oposição ao PT? Ou tal não se faz necessário, uma vez que a pregação por si só já daria conta do recado?

    Mário SF Alves

    14 de outubro de 2012 às 22h18

    E outra mais: até quando temos de esperar por uma lei que determine o pagamento de direito de imagem a todos os que, consentidamente ou não, são usados pela mídia em suas reportagens muitas vezes de caráter nitidamente sensacionalista e/ou antidemocrático?

Renato M

14 de outubro de 2012 às 19h10

Ótimo artigo. A imprensa quase derrubou o Governo Lula. A mídia fez do mensalão um circo visando achincalhar o PT. Controlar a mídia sim. Devassa fiscal e todas as formas de pressão para levar o Grupo Abril e a Rede Globo à falência. Como pode ter ingênuos ou desinformados que acreditam em liberdade de imprensa. Vejam as manchetes dos jornais após o Golpe de 64. Todos inclusive os jornalões que depois pousaram de vítimas da ditadura teceram loas a “Revolução Democrática”. Todas as pessoas de bem devem alertar os incautos que leem a famigerada Revista Veja. “Fora Veja” de ser o slogan que devemos propagar. Divagações filósoficas e “purismos” liberais não levarão a nada. Com esta gente só há uma forma de luta: destruir o monopólio de informação que possuem. Legal ou ilegalmente( a legalidade se constrói).

Responder

Thaliana Piovezana

14 de outubro de 2012 às 16h49

A democratização da comunicação é um dever do Estado que deve incentivar à criação e manutenção de meios de Comunicação comunitários e independentes, com financiamento público, de forma a garantir autonomia editorial a esses meios, evitando a formação de monopólios. As convergências entre rádio, TV, mídia impressa e Internet, já são realidade e com isso o poder dos detentores destes veículos se ampliam cada vez mais.

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Janio de Freitas: A mentira da mesada de Roberto Jefferson « Viomundo – O que você não vê na mídia

14 de outubro de 2012 às 16h24

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Altamiro Borges: Aécio Neves perdeu em Minas Gerais « Viomundo – O que você não vê na mídia

14 de outubro de 2012 às 10h39

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Zezinho

14 de outubro de 2012 às 08h58

Aproveitando a assunto em pauta, sabem porque estão deixando a desejar na área de comunicação? Porque as pessoas que os cercam foram escolhidas através de sua ideologia e não através de seu mérito ou competência. O fascelamento do PT é vítima de sua própria ideologia.

Vcs leram a respeito da última da intelectual Chauí? Ela agora começou a elogiar o Maluf, pode? Do PT qualquer coisa pode-se esperar.

Responder

    Adma

    14 de outubro de 2012 às 16h09

    Marilena Chauí apoiando Maluf? Você pode apresentar provas do ue está afirmando? Mostre-me um link, por favor.

    Zezinho

    15 de outubro de 2012 às 03h55

    De: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/2012/09/marilena-chaui-sao-paulo-precisa-superar-populismo-e-barbarie

    “Para Marilena, o ex-governador Paulo Maluf, cujo partido (PP) está aliado ao PT não eleições paulistanas, não se enquadra na tradição política representada por Russomanno, mas na do “grande administrador”, que ela identifica com Prestes Maia (prefeito de São Paulo de maio de 1938 a novembro de 1945) e Faria Lima (prefeito de 1965 a 1969). “Afinal, Maluf sempre se apresentou como um engenheiro.”

    Maluf, o grande administrador hehehe

    Adma

    15 de outubro de 2012 às 12h52

    Zezinho, não achei o link Responder no seu comentário. Vou responder aqui mesmo. Li o artigo e destaco um ponto

    “Para Marilena, o ex-governador Paulo Maluf, cujo partido (PP) está aliado ao PT não eleições paulistanas, não se enquadra na tradição política representada por Russomanno, mas na do “grande administrador”, que ela identifica com Prestes Maia (prefeito de São Paulo de maio de 1938 a novembro de 1945) e Faria Lima (prefeito de 1965 a 1969). “Afinal, Maluf sempre se apresentou como um engenheiro.”

    Você descontextualizou o que ela disse. Ela colocou a expressão “grande administrador” entre aspas, o que significa que não é a opinião pessoal dela. Ela afirmou que Maluf não se enquadra na tradição representada por Russomano, mas sim na de Prestes Maia e Faria Lima, tidos como grandes administradores, ou seja, que administram e fazem obras. “Maluf sempre se apresentou como engenheiro.”

    Não vejo nessa fala nenhum elogio ou apoio político a Maluf por parte de Marilena Chauí.

    Zezinho

    15 de outubro de 2012 às 13h41

    O que os olhos não vêem o coração não sente…

Fabio Passos

14 de outubro de 2012 às 00h19

O descontentamento da população com estas oligarquias midiaticas do PiG é enorme.

O governo faz muito mal em aceitar que a pior “elite” do mundo mantenha um monopólio da informação.

É preciso enfrentar o PiG, que não passa de uma máquina de mentiras idiotizando cidadãos brasileiros.

Responder

    Willian

    14 de outubro de 2012 às 12h43

    Concordo. Só se fala disto na fila do ônibus no Capão Redondo.

    Roberto Locatelli

    14 de outubro de 2012 às 21h48

    Olha, Fabio não sei se é “descontentamento”. Acho que está mais para desprezo. Haja visto o resultado do primeiro turno das eleições: PSDB encolheu e PT cresceu, apesar da gritaria da carcomídia: “mensalão”, “mensalão”, “mensalão”. Na cidade de São Paulo, por exemplo, o PSDB perdeu 1/3 de seus vereadores.

    abolicionista

    18 de outubro de 2012 às 15h29

    Fábio, olha só que ironia, dou aulas justamente nas adjacências do Capão Redondo, que nosso colega Trollzinho acaba de mencionar. Bom, tenho conversado bastante com a população local e posso assegurar que, mesmo entre os mais conservadores, todos sabem que a Globo é tendenciosa, que esconde informações, manipula, etc. Por outro lado, todos gostam muito das telenovelas, dos programas de humor, etc., principalmente os mais velhos. A conclusão é: poucos querem ver a Globo fora de circulação, mas a maioria gostaria de vê-la levar um bom puxão de orelha. Numa coisa o Trolzinho tem razão: falta um trabalho de conscientização política pela base, como o que a pastoral da juventude fazia no ABC. Alguns professores manifestam o desejo de participar mais ativamente da vida política da região, mas esbarramos na falta de espaço e de infra-estrutura. Essa despolitização leva inclusive muitos jovens para a criminalidade. A polícia tem uma péssima imagem entre os moradores, que ainda se ressentem dos chamados “crimes de maio”, quando muita gente sem ficha nenhuma foi assassinada pela polícia, em 2006. O Alckmin que experimente mostrar a cara por lá, vão jogar nele coisa muito pior do que café quente! Além disso, na região têm ocorrido inúmeras desapropriações criminosas e incêndios, sem coesão e consciência política, os moradores ficam indefesos ante o poder da especulação imobiliária. Isso sem falar no fato de que há escassas opções de lazer e cultura na região. Acho que o PT precisa retomar esse tipo de trabalho, com urgência, eu diria…

Hélio Jorge Cordeiro

13 de outubro de 2012 às 19h44

Av.Paulista. 7:35 hrs.

Justino chega entre muitos que se aglomeram em frente do MASP.

– Que horas sai a passeata, Zizu?

– 8 e 40, acho…

– Hum… acho que não vai dar.

– Porque?

– Tenho que ver se o Tufão se safa da armadilha que plantaram pra ele, meu!

– E as nossas reivindicações contra o sistema, Justão?

Justino já estava nas escadas do metro indo em direção à estação São ento centro…

Responder

renato

13 de outubro de 2012 às 19h40

Isto é muito para minha cabeça!
O mais fácil é parar de ler revistas, ler jornais, ver televisão, só vejo you tube para dar risadas, e filmes piratas. E leio livros!
Só Voto no meu presidente e no PT.
Não leio a Veja nem carta capital,não vejo caras nem outra qualquer , muito menos super interessante, Canal só tv senado e documentários, tv escola..
Tenho certeza que consigo ficar longe da porcaria.
Não vejo novelas nem fazenda nem BBB.
E de vez em quando dou uma passada no Viomundo e PHA.
Reclamo direto da Renault do Brasil…meu passatempo.
E dou uns tiros nos jogos que baixo na net.
Assisto Dexter, e walking Dead.
Os filmes nacionais estão melhorando!

Responder

Thomaz Magalhães

13 de outubro de 2012 às 19h24

Dona Rosane diz que a Confecom foi resultado de esforço da sociedade. Não foi. Foi coisa da esquerda organizada, que pe uma parte bem pequena da sociedade. Diz haver concentração de verba pública na imprensa. Não, é o contrário, o governo Lula e Dilma desconcentraram as verbas, atingindo um número antes inimaginável de veiculação oficial em veículos regionais. O norte citado pela dona Rosane como exemplo de ação governamental com a imprensa é o Equador e a Argentina, com suas ações destrambelhadas e totalitárias contra publicações. Dona Rosane pretende tirar da imprensa a decisão sobre sua posição ideológica, tranferindo-a para o Estado, através de leis de imprensa. Isso não deu certo nem em Cuba, onde há filas para ganhar o diário oficial Granma, mas para usá-lo como papel higiênico.

Responder

Messias Franca de Macedo

13 de outubro de 2012 às 19h23

… Enquanto a sociedade brasileira não conseguir apresentar uma possibilidade para além do PT, tornar-se imperioso, por outro lado – e não são atitudes excludentes – que o Partido dos Trabalhadores se reaproxime das suas bases, das suas origens; retome, para além das meras questões eleitorais e fisiológicas, o diálogo com os movimentos sociais, e sinalizando que, efetivamente, deseja – e necessita – deste compartilhamento…
… Um governo verdadeiramente democrático e popular tem um braço nas realizações, no cimento, nas obras; um braço nas ações e políticas sociais; e um terceiro braço – talvez o mais significativo – traduzido pela participação popular! Participação popular não no campo da retórica e sim no campo do protagonismo factual!…

… A discussão acerca da Ley de Medios, obviamente, encontrará uma resistência feroz, violenta mesmo, por parte dos “barões” da mídia decrépita e dos seus ‘jornalistas amigos dos patrões’! Será inevitável a reação encarniçada, abjeta, desleal… No entanto, o embate produzirá frutos civilizatórios e consolidará estorvos às tentativas, sempre à espreita, de golpes – e de manobras para desestabilizar governos progressistas… Ademais, os bombardeios brutais constantemente aplicados pelo PIG aos governos Lula e Dilma Rousseff produziram antígenos capazes de suplantar os vírus projetados a partir das masmorras/enxovias das redações da “grande” mídia nativa mancomunada com os escusos interesses das oligarquias ‘nacioná’!

Em síntese, diante do histórico e das experiências, o governo da presidente Dilma Rousseff, A Magnífica, não tem alternativa àquela incitada pela mídia hegemônica, classista, despudorada e terrorista-golpista. Portanto, iniciemos ‘o processo cirúrgico’ – mesmo não havendo disponível a solução anestésica!

AVANTE POVO BRASILEIRO!

DEMOCRACIA JÁ!

BRASIL NAÇÃO
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

    Mário SF Alves

    15 de outubro de 2012 às 11h36

    Tem de ir além e incorporar de vez os outros três pês. Será o vir-a-ser do PT(P3).

assalariado.

13 de outubro de 2012 às 18h48

Vamos tentar dividir esta entrevista sobre comunicação em tres olhares diferentes, sendo que, são elos de uma mesma corrente que por sinal, aprendi quando tinha rabo preso na religião. Aprendi assim: VER, JULGAR e AGIR.

1 ) VER; significa enxergar as origens dos problemas nessa falta de comunicação existente entre os de baixo e seus ‘lideres’. Que no final das contas define, e muito, os destinos da nação. Antonio Gramsci também explica, e isto esta nesta pergunta/ resposta:

— Como a CUT avalia o papel da mídia brasileira?

2 ) JULGAR; a sociedade e o Estado é o campo de batalhas entre o CAPITAL X TRABALHO. Isto é, estamos diante de uma relação social de luta de classes com interesses opostos no sentido politico, economico, cultural,… Significa dizer que, as idéias e os valores embutidos na pergunta/ resposta acima, é que o capital via seu braço PIG acoberta/ manipulam todos os seus interesses ideologicos enquanto classe dominante que, não por acaso, tentam tempo integral, midiotizar o povo nação. Sim, neste quesito são altamente coerentes e sempre partidarizados mas, nunca tão explicitados, como agora que, ao meu ver, reflete nesta pergunta/ resposta:

— No caso do Brasil, qual o embate a ser travado hoje pelos movimentos sociais nessa questão da comunicação?

3 ) AGIR; acredito que o agir esta amadurecendo de forma lenta e gradual, como argumenta a Sra, Rosana, nesta pergunta/ resposta:

— A esquerda brasileira, ao seu ver, está avançando nessa luta pela democratização da comunicação?

Isto é pouco, em relação ao porte das centrais existentes no Brasil, levando -se em consideração ao dinheiro e o pessoal disponivel nessas ditas. Sabemos, e a história da luta de classes no Brasil já registrou que, não adianta termos instituições/ ferramentas de lutas nas mãos, sem que estas quase nunca fazem ligação das lutas dos explorados da nação, com relação as politicas de Estado impostas pelos donos do capital, organizados para além dos portões empresariais que se camuflam dentro do Estado.

Ou seja, os assalariados e a sociedade constituida somos, todos sem excessão, explorados pelos parasitas capitalistas, no minimo, duas vezes. Digo, uma dentro do local de trabalho e outra por dentro do Estado. Nada como um bom panfleto nas grandes cidades, para fazer balançar os cerebros do Brasil nação. Em poucas palavras, teremos que ser o fermento das massas. Isso mesmo, só falta avisar o povo. Mãos a obra!

Abraços socialistas.

Responder

Marcos AC Lopes

13 de outubro de 2012 às 18h40

Se não houver mobilização para que Dilma retire a Helena Chagas e o Bernardo e faça alguma coisa, a regulação não virá nunca. Lula teve medo e a Dilma parece ter mais medo ainda dos grandes conglomerados midiáticos.Por isso, é preciso o apoio das massas para que ela tenha coragem de fazer alguma coisa nesse sentido.Do contrário, do jeito que as coisas andam, com essa junção da mídia e judiciário, o que vislumbro é um golpe como no Paraguai ou Honduras e a Dilma fora do poder.

Responder

João Pedro

13 de outubro de 2012 às 18h25

A nossa sorte é que nem Lula e nem Dilma caí nessa conversa fiada.

Responder

paulo roberto

13 de outubro de 2012 às 17h50

Melhor seria dizer que deixam TUDO a desejar…

Responder

Valmont

13 de outubro de 2012 às 15h47

A TV por assinatura, hoje, atinge mais de 50 milhões de brasileiros e tem tido crescimento acelerado nos últimos anos, revelando uma tendência inexorável de predomínio em relação à TV aberta.
O monopólio da Globosat se expressa nas estatísticas abaixo:

– Entre as 100 exibições de maior audiência da TV por Assinatura no primeiro quadrimestre de 2008, 99 são da Globosat.
– Entre os 4 canais citados como fundamentais para a manutenção da assinatura entre os assinantes, 3 são Globosat.
– Entre os 6 primeiros canais de maior recall da TV por Assinatura no Brasil entre o mercado publicitário, 5 são Globosat.
– O conjunto de canais Globosat é responsável por 56% do tempo médio dedicado pelo público à TV por Assinatura durante o horário nobre.
– O canal de esportes Top of Mind da TV por Assinatura é o SporTV, pertencente à Globosat.
– O canal de variedades e entretenimento Top of Mind da TV por Assinatura é o Multishow, pertencente à Globosat.

Interessante notar que o famoso Rupert Murdoch, desde 2004, é o maior parceiro da família Marinho no monopólio que se estabeleceu no Brasil (diante do silêncio absoluto do CADE, Anatel, etc.) com a compra da maior parte da Sky/DirecTV, isto é, uma conexão direta do Partido Republicano em milhões de lares brasileiros.

Eles apostam na inércia do governo e no fato consumado…
E, invariavelmente, ganham.

A inércia de agentes públicos e a dimensão dos valores envolvidos (da ordem de bilhões) deveriam chamar a atenção dos órgãos de controle (Judiciário, Executivo e Legislativo). Afinal, alguém pode estar embolsando gordas propinas para fazer “vistas grossas” e “engavetamentos”.

Estas coisas jamais estarão na tela da Gloebbels. Cabe aos canais alternativos, especialmente às TVs públicas, dar visibilidade a este assunto e cobrar a atuação das autoridades competentes.

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Cesar Cordeiro

13 de outubro de 2012 às 15h41

Vamos lá pessoal, assinar e divulgar esta petição pública para a Privataria Tucana!!!

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=privata

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maria

13 de outubro de 2012 às 15h21

Até hoje nao me passa pela garganta o fato de Dilma ter a ex-global (ou nao será tao ex..assim) HELENA CHAGAS tao próxima a ela. E o que dizer do pai dessa Helena (Carlos Chagas – direto de Brasília) destilando venenos diários na Rádio Jovem Pan contra Lula e Dilma.
Nao foi essa senhora que conseguiu o ”furo” do caseiro que derrubou Pallocci?

Quem acredita que a assessoria da Dilma dá atencao a blogs como este, do PHA, do Nassif, do Eduardo Guimaraes está redondamente enganado. Nesse ponto Dilma decepciona.

Uma curiosidade que gostaria de destacar. Nas eleicoes a vereador de 2008, o Blog ”Os amigos do Presidente Lula” destacou que o Vereador Jamil Murad era um dos poucos que defendia Lula na tribuna. Em reconhecimento a isso – foi reeleito com expressiva votacao.
Nunca o ilustre vereador se manifestou naquele Blog para agradecer. Este ano o vereador nao ganho a reeleicao. Azar deles e da Dilma.

Responder

    Thomaz Magalhães

    13 de outubro de 2012 às 19h46

    A Helena Chagas pautou a matéria n’O Globo, onde era editora. Mas antes fez chegar a informação sobre o caseiro para o ministro Palocci,desencadeando então a bisbilhotagem na conta bancária do cidadão. Na verdade, Helena Chagas já era da inteligência petista na grande imprensa, tanto que, mandada embora do sistema Globo, foi laureada com um potentoso cargo na TV Lula. De lá para a campanha da Dilma e depois para o lugar do Franklin Martins no “ministério” de imprensa da Dilma. Franklin Martins caiu porque é muito bolivariano para o gosto da Dilma,de perfil mais baixo em relação à imprensa. E que por isso mesmo leva menos pancada que Lula levou.Criticar Helena Chagas pelo perfil do pai dela, Carlos Chagas, é perder tempo. Ela é mais competente que o pai. E esquerdista roxa, daquelas que deve chamar o Fidel Castro de comandante e achar que o argentino Che Guevara não era um covarde ladrão de Rolex.

    Mário SF Alves

    15 de outubro de 2012 às 11h42

    Pois então. Está pra ser organizada uma exposição biográfica dele. E, detalhe: só com os tais rolex. Aliás Rolex, com inicil maiúscula.

Maria

13 de outubro de 2012 às 15h12

Já foi o tempo que olhavamos para o STF e pensávamos :ali estão os grandes juízes, isentos, possuidores de grande saber jurídico, incapazes de qualquer ato passível de reprovação. Os HDs dados ao dantesco, ao médico monstro estuprador, a intenção (?) de anular as operações da PF deveria colocar atrás das grades empresários corruptos me fizeram perder a fé nesse tribunal. Como é possível que a mídia que apoiou a ditadura do país dite as regras do julgamento da ação 470 e inclusive antecipe os votos dos juízes? Estamos todos perdidos? Não consigo tb entender pq não se tem a regulamentação da mídia no nosso país, considerando q as maiores democracias do mundo como a americana, sempre reverenciada pela mídia no/pig nativa, têm regulamentação. A grande mídia não fala do mensalao tucano e sua privataria, da compra de votos para a reeleição de FHC e no entanto o governo brasileiro, alimenta a fera com rios de dinheiro em propagandas. Essa mesma mídia defende a revista veja e o Policarpo, nas suas reportagens fabricadas por uma quadrilha liderada pela tal do Cachoeira. Confesso que tenho nojo. Viva a Inglaterra que condenou a mídia safada de lá. Acorda Lula, acorda Dilma. Depois de GENUÍNO DIRCEU vcs serao as próximas vítimas.

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Urbano

13 de outubro de 2012 às 13h52

A Lei de Medios é a única forma de ir ao encontro de uma coisa que se quer e se defende, ou seja, a liberdade de expressão de todos. O que existe hoje, sem essa regulamentação dos meios, é apenas a libertinagem de uma máfia, em detrimento de toda uma Nação.

Responder

Valmont

13 de outubro de 2012 às 13h42

O tema comunicação é deliberadamente sonegado ao público pela velha mídia monopolista. Nos últimos tempos, têm ocorrido importantes movimentos no mercado, especialmente em relação às participações societárias das grandes empresas de TV por assinatura (SKY e NET) para adequação ao novo marco legal. O grupo America Movil, do magnata mexicano Carlos Slim, está assumindo o controle da NET (ao menos ostensivamente), enquanto a Globo, que antes a controlava, se mantém como sócia minoritária. Anatel e Ancine vêm forçando essas empresas (inclusive a TV Cidade, do grupo Band) a se adequarem à vedação de propriedade cruzada e deve abrir processos para aplicação de sanções (multas). A Bandeirantes alega que ajuizou ação no STF contra disposições da nova lei.

Algumas notícias recentes do site Tele.Síntese:

http://www.telesintese.com.br/index.php/plantao/20121-globo-nao-abre-mao-de-sua-licenca-de-tva-e-anate-manda-emissora-sair-do-controle-da-net-e-da-sky

http://www.telesintese.com.br/index.php/plantao/20536-um-ano-de-lei-do-seac-e-anatel-vai-abrir-pado-contra-operadoras-controladas-por-radiodifusores

http://www.telesintese.com.br/index.php/plantao/20603-embratel-e-globo-fecham-acordo-sobre-participacao-na-net

http://www.telesintese.com.br/index.php/plantao/20814-novo-acordo-de-acionistas-entre-america-movil-e-globo-chega-a-anatel

A TV Câmara (programa Comitê de Imprensa, com Paulo José Cunha) tem feito uma excelente abordagem do tema, como no debate com o Dep. Emiliano José (PT/BA) e Samuel Possebon exibido ontem:

Vídeo em www2.camara.gov.br/tv/materias/COMITE-DE-IMPRENSA/427451-COMITE-DE-IMPRENSA-DEBATE-LEI-DA-TV-POR-ASSINATURA.html

e o debate com a Dep. Luíza Erundia (PSB/SP) e o vice-presidente do Conselho, “jornalista” Fernando César Mesquita

Vídeo em www2.camara.gov.br/tv/materias/COMITE-DE-IMPRENSA/426958-COMITE-DE-IMPRENSA-DEBATE-FUNCIONAMENTO-DO-CONSELHO-NACIONAL-DE-COMUNICACAO.html

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lulipe

13 de outubro de 2012 às 12h55

Se não fosse a grande mídia como o governo federal iria divulgar suas “obras”, criando uma tropa de militantes para distribuir panfletos nos sinais????

Responder

    assalariado.

    13 de outubro de 2012 às 19h00

    Lulipe, por que não? A panfletagem tem o poder de politizar o povo, faz também estreitar o vinculo politico perdido entre o povo e seus ditos representantes. Além do mais, quebraria o gelo de que a politica é uma coisa e o povo é outra. Para os cofres publicos e para o Estado, sairiam muito mais barato. Você acaba de dar um tiro no pé da direita e, é claro, acertou o seu também.

    Abraços.

FrancoAtirador

13 de outubro de 2012 às 12h50

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Manaus

Juíza eleitoral multa Noblat por ataques ofensivos à Vanessa Grazziotin

e suspende, por 1 dia, o site de campanha de Arthur Virgílio Neto (PSDB)

A juíza Naira Norte, da Comissão de Fiscalização da Propaganda condenou os blogs da Floresta e dos jornalistas Ricardo Noblat e Simão Pessoa ao pagamento de multa de R$ 65 mil cada por descumprirem a decisão da Justiça Eleitoral que proíbe a publicação de ofensas contra a candidata Vanessa Grazziotin (PCdoB) intituladas ‘A farsa dos ovos’ e ‘A farsa desmascarada’, além da publicação da imagem da candidata com ovos no rosto.

Na mesma decisão, os candidatos da coligação ‘O futuro é Agora’, Arthur [Virgílio] Neto (PSDB) e Hissa Abraão (PPS), foram multados cada um em R$ 10 mil pelo mesmo motivo.

A decisão determina ainda a suspensão do site de campanha dos dois candidatos por 24 horas.

A multa foi aplicada por dias de descumprimento da decisão.

O valor será revertido ao fundo partidário.

Fonte: D24am, via Vermelho

http://www.vermelho.org.br/tvvermelho/noticia.php?id_noticia=195913&id_secao=29

Responder

Apavorado por Vírus e Bactérias

13 de outubro de 2012 às 12h41

Na área da Comunicação, Lula e Dilma não fizeram nem uma tímida mudança. É preciso arrombar a festas desses pilantras e acabar com a hegemonia de algumas poucas empresas.

Responder

Rose PE

13 de outubro de 2012 às 11h41

Pelo que estamos assistindo, a Dilma não vai mover uma palha para mudar alguma coisa, o que vamos continuar assistindo é ela injetar bastante dinheiro público no PIG.

Responder

Willian

13 de outubro de 2012 às 10h11

ESta luta não é da Dilma, é de vocês.

Responder

    francisco niterói

    13 de outubro de 2012 às 12h05

    esta luta é da naçao.

    Queremos nos igualar às práticas democráticas vigentes em democracias mais consolidadas do que a nossa.

    Nao acreditamos em aprimoramento institucional sem o combate aos monopolios. França, Inglaterra, Canadá fizeram essa luta. Portanto esta é uma luta da Dilma tb, se ela for, como eu acredito que seja, uma democrata.

    Em tempo: se alguma dúvida restasse sobre a imperatividade da regulaçao, a mesma se desvaneceria ao lembrarmos que na terra do liberalismo a Suprema Corte acabou de reafirmar os preceitos de regulacao da propriedade cruzada.

    Willian

    13 de outubro de 2012 às 21h40

    Não conte com a Dilma.

oziel f. albuquerque

13 de outubro de 2012 às 10h02

Sobre a comunicação na Brasil, vou esperar o termino da eleição, para saber se o governo vai tomar providencia. Até porque, a mídia não está informando ao povo.A mídia do país está provocando o governo.

Responder

Luís

13 de outubro de 2012 às 09h51

E vai continuar assim.

Responder

francisco niterói

13 de outubro de 2012 às 09h06

Eu nao entendo o porquê do engavetamento da projeto de regulaçao.

Será que a Dilma nao viu o que aconteceu no caso dos rentistas? A midia sempre chantageou mas no momento em que o governo agiu, esta mesma midia estrebuchou mas teve que engolir.

O mesmo se passa na comunicaçao social. O Minicom deve abrir as consultas publicas e a midia, que sempre grita CENSURA, terá entao a oportunidade de, no caso concreto, mostrar onde está esta censura.

Estamos sendo chantageados. A questao, por exemplo, da propriedade cruzada é tao obvia que é incompreensivel o governo ter medo do assunto.

A sociedade está mais do que acostumada a debates sobre concentracao economica. No caso de fusoes como SADIA e Perdigao, bancos, etc, estes debates atingem um publico amplo A midia sempre entrou no assunto “defendendo” a livre concorrencia. Ou seja, podemos argumentar ja tendo este conhecimento prévio construido na sociedade. Quando eu falo para amigos que foram feitas exigencias para a compra, pela Nestle, da Chocolates Garoto e nao fazemos nada aos produtores da informacao, a maioria entende plenamente.

VAMOS POR NA MESA O PROJETO E CONVIDAR A MIDIA A DIZER AO PÚBLICO ONDE ESTÃO OS FANTASMAS.

Alias, na questao da propriedade cruzada, a Globo construiu uma imagem tao negativa em relacao a manipulacoes, etc, que nao fica dificil dialogar com a sociedade.

Por fim, quero lembrar a todos os debates sobre as licitaçoes da Copa. A midia, vestindo a roupagem udenista, caiu de pau. Quando o governo explicou o assunto, a internet debateu etc, o Globo, por ex., “enfiou a viola no saco” e reconheceu, por ex., que as mudancas traziam topicos em vigor em países mais desenvolvidos que o nosso.

Responder

Lucy Silva

13 de outubro de 2012 às 08h37

Achei estranho ,só a pergunta sobre o mensalão não está em negrito.E para não dar destaque?.

Responder

    Conceição Lemes

    13 de outubro de 2012 às 09h13

    Já corrigimos. Abs

    FrancoAtirador

    13 de outubro de 2012 às 12h04

    .
    .
    Caríssima Jornalista Conceição Lemes.

    Como diria o Ministro Ricardo Lewandowski ao “Brabosa”:

    Com as devidas vênias, devo discordar do relator e, no caso, do redator.

    Há muito tempo, faço o seguinte questionamento a respeito das entrevistas publicadas na mídia escrita:

    Os manuais de redação da imprensa, em geral, sempre padronizam as chamadas entrevistas “pingue-pongue” (pergunta-resposta) de forma a destacar, em negrito (e, pouquíssimas vezes, em itálico), as perguntas formuladas pelo jornalista e, ainda, o grupo empresarial que a publica.

    Já as respostas do entrevistado não possuem destaque algum.

    Ora, parece claro que, em termos de expressão de opinião, há uma inversão da importância atribuída pelas redações de jornais, revistas ou similares escritos, já que, por pressuposto lógico, o conteúdo da resposta deveria ter um valor igual ou maior que o da pergunta, pois o ator principal, na entrevista, é ou deveria ser o entrevistado e não o entrevistador ou o órgão de imprensa.

    Confesso que desconheço se é de ordem prática ou técnica a origem dessa padronização nem sei se existe alguma norma ou regulamento nacional ou internacional que a imponha,
    mas, data vênia, entendo que o correto seria destacar a resposta, não a pergunta, e valorizar o entrevistado que é, afinal, o protagonista da entrevista.

    Que tal começarmos a mudança, invertendo a lógica do status quo?
    .
    .
    MANUAL DE REDAÇÃO DA FOLHA DE S.PAULO

    EDIÇÃO – É o processo através do qual o material jornalístico chega à forma final em que aparece aos olhos do leitor.

    O processo de edição pressupõe escolha e hierarquia dos temas e sua apresentação gráfica ao leitor.

    EDITAR é escolher os temas mais importantes da pauta, organizar o material jornalístico com o objetivo de explicitar essa hierarquia ao leitor, conceber as páginas e seu conjunto de forma a apresentar de maneira lógica e harmônica as notícias do dia.

    Para isso o editor deve usar todos os recursos gráficos e jornalísticos de que dispõe.

    A subjetividade inerente ao processo de edição deve refletir um enfoque editorial – dado pelos editores, pela Secretaria de Redação e, em última instância, pela Direção de Redação. (SIC)

    ENTREVISTA – Para editar uma entrevista pingue-pongue, observe a seguinte padronização:

    a) Texto introdutório em grifo;
    b) Estrela separa texto introdutório da entrevista propriamente dita;
    c) Cada pergunta é precedida pelo nome do jornal;
    d) A primeira resposta é precedida pelo nome completo do entrevistado. As demais, apenas pelo nome por que ele é mais conhecido;
    e) As perguntas (!!!) e o nome do entrevistado são editadas em negrito e grifo (!!!);
    f) As respostas (!!!) são editadas em texto redondo e normal (!!!);
    g) Separe o nome do jornal e o nome do entrevistado da pergunta ou resposta por hífen. Os hifens também vão em negrito e grifo.

    Veja ‘entrevista pingue-pongue’ no capítulo Produção:

    emoção – A emoção pode ser importante em alguns textos jornalísticos. Mas atenção: evite o tom melodramático, triunfalista ou piegas. O registro deve ser o mais descritivo possível. Preste atenção em detalhes que podem caracterizar de forma objetiva essa emoção: O réu fumou 45 cigarros em quatro horas de julgamento é melhor que O réu estava visivelmente nervoso. Não especule sobre o estado emocional, os pensamentos ou intenções do personagem da notícia. Veja distanciamento; objetividade (no cap. Projeto Folha).

    empatia – Processo pelo qual uma pessoa se coloca no lugar de outra e se identifica com seus sentimentos, desejos, idéias e ações. Nem sempre é voluntário. Pode constituir empatia a relação entre telespectador e personagem de telenovela ou a de fã com cantora. O jornalismo deve explorar a relação de empatia entre o leitor e o personagem da notícia: a reportagem sobre um acidente aéreo deve dar ênfase a todos os detalhes que permitam ao leitor colocar-se no lugar de uma das vítimas; a reportagem sobre a excursão de um aventureiro à Antártida deve ser redigida de modo a fazer com que o leitor se sinta no lugar do personagem.

    entrevista – A maioria das notícias publicadas no jornal tem entrevistas como matéria-prima, embora nem sempre pareça assim.

    A finalidade de caracterizar um texto jornalístico como entrevista é permitir que o leitor conheça opiniões, idéias, pensamentos e observações de personagem da notícia ou de pessoa que tem algo relevante a dizer. Em geral, a Folha adota o estilo indireto ao publicar entrevistas. Pode-se editar entrevista na forma de pergunta e resposta (pingue-pongue) quando o entrevistado está em evidência especial ou diz coisas de importância particular.

    O segredo de uma boa entrevista está na elaboração de um bom roteiro. Levante sempre o máximo de informações sobre o entrevistado e o tema de que ele vai falar. Com esse material em mãos, reflita sobre o objetivo a que pretende chegar. O melhor caminho é redigir perguntas tão específicas quanto possível. Perguntas muito genéricas resultam em entrevistas tediosas.

    Observe as seguintes recomendações quando fizer e redigir uma entrevista:

    a) Marque-a com antecedência;
    b) Informe o entrevistado sobre o tema e a duração do encontro;
    c) Anote e, de preferência, também grave a entrevista, para poder reproduzir com absoluta fidelidade eventuais declarações curiosas, reveladoras ou bombásticas;
    d) Vista-se de modo a não destoar do ambiente em que será feita a entrevista, para não inibir ou agredir o entrevistado;
    e) Faça perguntas breves e diretas, que não contenham resposta implícita;
    f) Identifique contradições, mencione pontos de vista opostos e levante objeções sem agredir o entrevistado;
    g) Não deixe de abordar temas considerados “sensíveis” pelo entrevistado. Faça perguntas diretas e ousadas. Insista quantas vezes achar necessário se o entrevistado se recusar a responder a alguma pergunta;
    h) Registre essa recusa, se for significativa.

    O entrevistado tem direito de retificar e acrescentar declarações. Se for relevante, o jornalista pode registrar as duas versões (original e posterior). (SIC)
    Se o entrevistado solicitar que certos temas não sejam abordados, que as perguntas lhe sejam apresentadas por escrito e com antecedência ou que o texto final seja submetido a ele antes da publicação, o jornalista deve consultar a Direção de Redação.
    Veja anotações; declaração textual (no cap. Texto); gravador; ouvir o outro lado.

    ENTREVISTA PINGUE-PONGUE – Publicada na forma de perguntas e respostas. Exige texto introdutório contendo a informação de mais impacto, breve perfil do entrevistado e outras informações, como local, data e duração da entrevista e resumo do tema abordado. Eventualmente, algumas dessas informações podem ser editadas em texto à parte.

    O trecho com perguntas e respostas deve ser uma transcrição fiel, mas nem sempre completa, da entrevista. Selecione os melhores trechos. Corrija erros de português ou problemas da linguagem coloquial quando for imprescindível para a perfeita compreensão do que foi dito. Mas não troque palavras ou modifique o estilo da linguagem do entrevistado. Se relevantes, eventuais erros ou atos falhos do entrevistado podem ser destacados com a expressão latina sic entre parênteses. Restrinja o uso desse recurso.

    Recomenda-se ainda preservar a ordem original em que as perguntas foram feitas.

    Veja declaração textual; sic (ambos no cap. Texto); entrevista (no cap. Edição).
    .
    Tópicos ‘Edição’, ‘Produção’ e ‘Texto’, por ordem alfabética, em:

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/circulo/manual_edicao.htm

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/circulo/manual_producao.htm

    http://www1.folha.uol.com.br/folha/circulo/manual_texto_introducao.htm


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