VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Gilson Caroni Filho: A invisibilidade dos “indignados”


26/09/2011 - 12h43

A invisibilidade dos “ indignados”

por Gilson Caroni Filho

O jogo é repleto de velhos subterfúgios. A grande imprensa, na tentativa de desconstruir o legado do governo Lula, organiza o movimento, mas não pode revelar o sujeito do enunciado. As últimas manifestações contra a corrupção, urdidas nas oficinas do Instituto Millenium, não evidenciam apenas o vazio de uma oposição sem projeto. Vão além. Seus verdadeiros objetivos são por demais ambiciosos para serem expostos à luz do dia. Na verdade, o que se tem em mente é o combate às políticas de redistribuição de renda e os diversos programas de inclusão social levados a cabo nos últimos nove anos de governo petista.

Para tanto, as redações interagem com os “indignados” das redes sociais, apresentados como  protagonistas de uma nova esfera pública singular. Sem organicidade, enraizamento e ojeriza a qualquer coisa que remeta a práticas políticas transformadoras, os “movimentos espontâneos” são a imagem espelhada de tantos setores que endossam a verdadeira corrupção a ser combatida: aquela que promove a concentração de renda, de terras e a exclusão social, além de assegurar os privilégios das corporações midiáticas.

Mais uma vez, é preciso voltar no tempo para apreender a dinâmica do ocultamento das taxonomias, pressuposto básico para a eficácia do poder simbólico, da capacidade, cada vez mais limitada, de formatar antigas agendas.

Terça-feira, 20 de março de 2007. Mais uma vez, “empenhado” em repor a verdade factual de episódio recente da política brasileira, Ali Kamel, diretor-executivo de jornalismo da TV Globo, voltava à página de “Opinião” do jornal da família Marinho. Desta vez escreveu um artigo que tinha por título “Collor”. Como de hábito, uma redação formalmente correta, escorreita e elegante. Como sempre, uma petição de meias verdades. Algo como um Legacy com problemas no mapa aeronáutico e no painel do tranponder. Se a história tomasse a forma de um Boeing, uma colisão inevitável teria que desaparecer do noticiário do Jornal Nacional.

Dizendo-se chocado com a “reação do Senado ao discurso de estréia de Fernando Collor” na quinta-feira (15/3), o jornalista abria o artigo manifestando indignação com a forma como o ex-presidente classificou seu impeachment: “Uma litania de abusos e preconceitos, uma sucessão de ultrajes e acúmulo de violações das mais comezinhas normas legais”.

Para Kamel, a passividade dos senadores deu margem a uma perigosa releitura da história. Segundo ele, o que Collor queria caracterizar como momento de arbítrio, foi, na verdade, “um exemplo pleno do funcionamento de nossa democracia”. Até aqui não havia o que objetar ao texto do segundo cargo de maior importância na hierarquia da Central Globo de Jornalismo. Os problemas começavam quando, após relato detalhado do funcionamento da CPI e do julgamento de Collor pelo STF, Kamel explicitava o que o levou a escrever o artigo: “A preocupação com os jovens, que não conhecem essa história”. Se a motivação fosse sincera, deveria, então, contar o processo histórico inteiro, não se atendo apenas a seus momentos finais.

Teria que recordar que o ex-presidente foi uma aposta de Roberto Marinho para dar início à desconstrução do Estado, conforme solicitava o receituário neoliberal. O criador do maior conglomerado de mídia e entretenimento do Brasil não hesitou em jogar sujo para assegurar a vitória do “caçador de marajás” em 1989.

A apresentação do debate de Fernando Collor e Luiz Inácio Lula da Silva, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial de 1989, é um exemplo dos métodos empregados por Roberto Marinho quando resolvia intervir na política. Em matéria para o Estado de S.Paulo (8/8/2003), José Maria Mayrink revela que…

“…Roberto Marinho não gostou da edição que a Rede Globo fez no noticiário da tarde e determinou que o diretor de jornalismo, Alberico Souza Cruz, reeditasse o material. Seu argumento era que estava parecendo que Lula ganhara o debate quando, de fato, o vencedor havia sido Collor. O episódio provocou uma crise interna na emissora e levou o candidato do PT a dizer que perdeu a eleição por causa da TV Globo”.

Em sua dissertação de mestrado, “Marajás e Caras-Pintadas: a memória do governo Collor nas páginas de O Globo“, o professor e jornalista Luis Felipe Oliveira mostra como a mídia construiu representações identitárias que marcaram o período Collor, da ascensão ao impeachment. Da necessidade de apresentar, acatando a agenda do neoliberalismo ascendente, o serviço público como algo oneroso, inoperante e injusto, nasceu a funcionalidade do “marajá”. Um construto tão eficaz quanto simplificadora.

Para os fins deste artigo, é interessante reproduzir como a Globo afirma suas representações negando o princípio do contraditório. Segundo Luis Felipe…

“…no esforço de representar o marajá, foi preciso evitar que as pessoas identificadas como tal pudessem apresentar ao leitor a sua versão. Nas poucas oportunidades em que permitiu aos acusados o direito de se manifestar, O Globo selecionou e redigiu de tal forma as informações que elas acabavam por corroborar as denúncias das quais os servidores estariam se defendendo. Recursos como este não foram usados apenas com os supostos marajás. Os governadores que não aderiram à caça também eram apresentados nas matérias de O Globo de tal maneira que suas intervenções não faziam efeito”.

O protagonismo da Globo na consolidação da imagem de Collor junto a parcela expressiva do eleitorado foi inegável. Marinho nunca ocultou que escondeu suas cartas. Foi enfático quando declarou à imprensa que “até as acusações, o Collor era para mim motivo de orgulho” (Estado de S.Paulo, 12/9/1992).

Deixemos claro que entre a Globo e Collor não houve relação de causalidade. Um precisava do outro para atingir seus fins. Era um típico caso de afinidade eletiva, formatado do princípio ao fim.

Convém lembrar que as Organizações Globo só abriram espaços para as manifestações públicas quando a sustentabilidade de Collor se tornou inviável. Em momento algum houve inflexão ética. Imolaram um personagem para manter intacto o projeto. Na mobilização pelo impeachment, a conhecida antecipação histórica de Roberto Marinho se fez presente. Os caras-pintadas eram o retorno do movimento estudantil como farsa. A ação política teatralizada neutralizava qualquer possibilidade contra-hegemônica. O espetáculo sobrepujava as contradições históricas. A TV Globo aparecia como vanguarda de um processo que, inicialmente, buscou esvaziar.

Já era possível antever, em meados de 1992, que o saldo final do movimento seria favorável às forças conservadoras. O clamor pela ética, quando acompanhado de vazio político, sempre produz um vaudeville burguês. A edição do Jornal Nacional de 2/10/1992, dia do impeachment, foi o modelo acabado da informação espetacularizada. Mostrou multidões concentradas em diversas capitais e terminou ao som de Alegria, Alegria, de Caetano Veloso.

Ainda que reposta parcialmente, a história da Globo e seu candidato talvez explique melhor porque, segundo Kamel, “este é um país em que o decoro pode ser quebrado sem infringir o Código Penal”. Sem meias verdades, encontraremos as digitais do império de Roberto Marinho no que há de mais indecoroso no Brasil. Quem sabe, até o próprio DNA do monopólio informativo.

E que nenhum leitor pense que, passados 18 anos, a Globo atualizou seus métodos. Continua fiel seguidora da velha sentença de Nélson Rodrigues: “Se as versões contrariam os fatos, pior para os fatos.”  Nos critérios de noticiabilidade da emissora não há lugar para fiascos.

Pior para os gatos-pingados que, no vazio de suas palavras de ordem, perdidos no centro do Rio de Janeiro, ficaram no limbo das editorias que tanto apostaram no êxito das articulações. Os caras-pintadas de 20 de setembro de 2011 conheceram a invisibilidade do próprio fracasso. Foi patético, mas de um didatismo exemplar.

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49 comentários

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Sobre a ira social elitista e a iluminação intelectual empírica… « Livre pensar é só pensar!

01 de outubro de 2011 às 07h55

[…] Gilson Caroni Filho: A invisibilidade dos “indignados” […]

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Roberto Ribeiro

27 de setembro de 2011 às 12h22

O silêncio da mídia diante das denúncias do dep. Roque Barbiere é acintoso.
Fosse governo do PT, o Palácio dos Bandeirantes e a Alesp estariam sitiados pelo Partido da Imprensa.
O PIG estaria, como sempre, indicando toda pauta da mídia.
PSDBDEMPPS estaria dando piruetas.
Quando a Turma da Vassoura e o Cansei vão varrer as frentes do Bandeirantes e da Alesp?

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Leonardo Câmara

27 de setembro de 2011 às 12h20

Interessante, o cidadão vai corrigir as distorções introduzidos pelo texto do Kamel e acabar por introduzir ele mesmo as suas. O tal movimento dos caras-pintadas não teve nada de farsa, foi legítimo. E o objetivo não era derrubar o Collor, mas acabar com a farra que o PC Farias tinha introduzido no Brasil.

Se o Collor tivesse jogado PC aos leões, teria se safado dessa. Como não o fez, foi ele parar na berlinda. Digo isso porque fazia parte do movimento estudantil (era parte da diretoria do centro acadêmico do meu curso) e fui testemunha ocular do inicio do processo. Aliás, é bom que se diga que a iniciativa não foi da UNE, mas da UBES, uma garotada politizada que na época tinha seus 14 a 16 anos.

A ideia de pinta a cara de verde e amarelo foi das meninas da UBES. Só depois a UNE encampou a causa. Na verdade, a parte universitária do movimento estudantil não levava muita fé na iniciativa da UBES, tanto é que a primeira passeata na avenida Rio Branco, no centro do Rio, não devia ter quatrocentas pessoas (meninos e jovens) a maioria forma da pela molecada da UBES.

Daí se conclui que o ato de querer reescrever a história de forma distorcida não é exclusividade da direita.

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Gerson Carneiro

27 de setembro de 2011 às 11h42

Ivete Sangalo, estrela do movimento CANSEI é investigada por sonegação fiscal.
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=6

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Bonifa

27 de setembro de 2011 às 11h22

Quem é obrigado a conviver com a Globo, principalmente via escravidão feminina das novelas (cada vez piores), aprende a reconhecer seus múltiplos truques. É uma coleção de trejeitos infames, ensopada com repetição de algumas sentenças que parecem ter sido escritas por uma criança deslumbrada. E reconhece também quando há um esforço extra, como agora: Este esforço vai no sentido de tentar aumentar a inflação e subir de qualquer maneira a taxa de juros. Usando o arsenal caduco dos neoliberais, estão agora classificando a Presidente Dilma com o pior palavrão que conhecem: Nacionalista. Para reforçar, dizem que nem FHC nem Lula chegou "aos extremos" de Dilma: Nacionalista, protecionista, desenvolvimentista. O caminho mais "perigoso" que o Brasil pode tomar, segundo eles. Tudo faz crer que o ataque a Dilma será mais severo que o ataque a Lula, e é bom que o governo esteja preparado para antecipar-se e absorver estas ofensivas, anulando-as. Da Globo e de seus comparsas tudo se pode esperar. Da mais infame covardia à mais perversa mentira.

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FrancoAtirador

27 de setembro de 2011 às 11h06

.
.
SONEGÔMETRO

Este ano, até este minuto, deixaram de ser arrecadados pelo setor público por meio de sonegação, elisão fiscal, informalidade e outros desvios de conduta.

R$ 184.581.106,60

Com este dinheiro, o governo poderia ter:

Construído 8.321.353 – casas populares ou

Distribuído 1.085.593.832 – cestas básicas

http://www.etco.org.br/sonegometro.php

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Julio Silveira

27 de setembro de 2011 às 10h01

O que a Globo oculta é que ao fazerem o impeachment do Collor fizeram também dela, essa tentativa de descolar o criador da criatura e mais uma desse grupo tucano por natureza que adotou como slogam, de fato, não aquele que divulgaram recentemente sobre a ética deles mas aquele que ficou consagrado como uma das marcas tucanas de governar "o que é bom a gente mostra o ruim a gente esconde".

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Melinho

27 de setembro de 2011 às 09h57

Eu sei, minha gente, que o Jânio Quadros já se foi.

Mas ele era dicionarista. E num arroubo de esnobismo ele pronunciou a frase que ficou nos anais da história do século passado: FI-LO PORQUE QUI-LO.

Mas a frase ficou incompleta porque, como ele se arrependia frequentemente do que fazia (ver o video de um dos comentaristas) a frase correta seria "Fi-lo porque qui-lo, mas me arrependo profundamente".

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Melinho

27 de setembro de 2011 às 06h54

Um dos defeitos do Jânio pelo próprio Jânio: "com muita frequência eu me arrependo do que faço". E eu complemento: "quem se arrepende quase sempre do que faz, nunca sabe o que está fazendo".

E nós, brasileiros, fomos cobaia desses arrependimentos frequentes do Senhor Jânio Quadros.

Todos, anteriores a Lula, raciocinavam assim: vou lambuzando o selo, se colar colou. Não existia programa de governo, não existia nada.

Coitado do Brasil que elegeu esse alcóolatra desorientado, um eterno arrependido.

E ele disse, durante a campanha, que ia acabar com a corrupção. Pelo jeito ele se arrependeu também dessa promessa.

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Maria Lucia

27 de setembro de 2011 às 00h08

É Lula lá, em Paris,hoje, Doutor Honoris Causa,pelo Sciences-po. Doutor Honoris Causa pela décima sexta vez! Não é pouca coisa não! Vai ser campeão do mundo,na categoria. Se já não é.
Só mesmo o filho de D. Lindu,para nos dar tanto orgulho e tantas alegrias.
E para ver se a gente sossega um pouco o PIG, vale ler esse ótimo texto do Eduardo Guimarães, sobre a Lei da Mídia: http://www.blogcidadania.com.br/2011/09/lei-da-mi
Muito profundo e esclarecedor.

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ZePovinho

27 de setembro de 2011 às 00h07

Não é piada.O pessoal do PSDB tomou outra bem no meio dos chifres:
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011

Pesquisa do PSDB: Dilma ganhou 12 milhões de votos e Serra perdeu 8 milhões
A eleição de 2010 já foi encerrada, mas por incrível que pareça, José Serra (PSDB/SP) continua caindo nas pesquisas.

Encomendada pelo próprio PSDB, pesquisa sobre como o eleitor votaria de novo se as eleições de 2010 acontecessem hoje, mostrou que Serra perdeu quase 8 milhões dos votos que teve no 1º turno em 2010. Dilma ganhou 12 milhões de votos. Marina Silva perdeu 4,4 milhões de votos do ano passado para cá.

O resultado do 1º turno hoje seria:

Dilma: 59% (teve 47% em 2010)
Serra: 25% (teve 33% em 2010)
Marina: 15% (teve 19% em 2010)

Quem divulgou a pesquisa interna dos tucanos foi o jornalista Ilimar Franco, de "O Globo".

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Gerson Carneiro

26 de setembro de 2011 às 23h22

Notícias recentes do Jornal O Globo, no twitter, em 26/09/2011:

"@JornalOGlobo Com promessa de deixar o corpo mais forte, suco de rã vira febre no Peru." E A GREVE DOS PROFESSORES DE MINAS GERAIS?

"@JornalOGlobo Katy Perry trocou de roupa sete vezes só durante 'Hot n' Cold' " E A GREVE DOS PROFESSORES DE MINAS GERAIS?

"@JornalOGlobo Já está na web o misterioso teaser da 2ª temporada de 'Games of thrones'." E A GREVE DOS PROFESSORES DE MINAS GERAIS?

"@JornalOGlobo Mansão onde os Kennedy passaram lua de mel é alugada p cobrir despesas do dono" E A GREVE DOS PROFESSORES DE MINAS GERAIS?

"@JornalOGlobo Bancários devem iniciar greve nacional a partir de amanhã." E A GREVE DOS PROFESSORES DE MINAS GERAIS?

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spin

26 de setembro de 2011 às 22h29

Azenha, que tal colocar mais uma opção de comentar logado: O openId. É que o openId pega o blogger também, fica a sugestão
http://blog.foitestado.com/2010/01/facilitar-logo

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ZePovinho

26 de setembro de 2011 às 21h59

E depois de mandar desinfetar a cadeira onde FHC sentou,achando que seria eleito prefeito de São Paulo,o indefectível Jânio fala(reparem no fazendeiro amigo dele logo no começo do video):

[youtube c1qmIFBko40 http://www.youtube.com/watch?v=c1qmIFBko40 youtube]

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ZePovinho

26 de setembro de 2011 às 21h56

Digite o texto aqui![youtube GdkFq3c2Gy8 http://www.youtube.com/watch?v=GdkFq3c2Gy8 youtube]

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ZePovinho

26 de setembro de 2011 às 21h53

[youtube m0QfM_IJsBw http://www.youtube.com/watch?v=m0QfM_IJsBw youtube]

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Leider_Lincoln

26 de setembro de 2011 às 21h51

Azenha, criei minha própria campanha, a "Vigie um parlamentar": https://www.facebook.com/event.php?eid=1808882319… .
E publiciso meu deputado, que foi aquele em quem votei, Rubens Otoni. Eu gostaria muito de saber em quem gente como Richard "Mil Nicks" Smith vota, gostaria mesmo… Ou aquele comentarista que se,pre aparece aqui quando o assunto são os pedágios de São Paulo. Penso que tornar o cidadão responsável por aquilo que faz a pessoa em quem ele votou poderia mudar muito as coisas…
Quem quiser, participa e divulga: penso ser válido!

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EuNaoVotoDistrital

26 de setembro de 2011 às 21h21

http://www.eunaovotodistrital.wordpress.com

Reunião de artigos e textos próprios acerca da campanha nada espontânea realizada pela mídia recentemente.

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Regina Braga

26 de setembro de 2011 às 21h11

Murdoch,chegou a falar, que a mídia da Inglaterra poderia ser comprada em 24 hs.E no Brasil,quantos segundos levaria?

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Fabio_Passos

26 de setembro de 2011 às 20h38

A organização mais corrupta do Brasil.
Máquina de propaganda e desinformação a serviço da "elite" branca e rica.

rede globo = inimigos do povo

Responder

Gersier

26 de setembro de 2011 às 20h25

Imaginem essa cena.Dois deputados do PT aprovam vários projetos sozinhos simulando que o plenário estava com outras presenças. Seria CAPA da vesga,a fôia iria vasculhar a vida pregressa de ambos e o câncer do Brasil, a globo escalaria até a insosa ana maria braga para falar do "absurdo".Só que isso realmente aconteceu,mas no Espírito Santo onde dois tucanos fizeram a sessão.Um amigo que mora em Vitória ficou abismado com tamanho descalabro.Pois é,esse é mais um caso que se torna "milagrosamente" invisível aos olhos dos "indignados". Alguem aí viu algum "órgão" do PIG tocar no referido assunto?

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Sr. Indignado

26 de setembro de 2011 às 20h15

O instituto Millenium é o último gueto onde ainda se contam piadinhas do ex-presidente Lula. Todas de mal gosto e sem graça. Riem de boca aberta, cheia de brilhosos implantes e caviar mal mastigado, misturado com cerveja.
Um horror. Prefiro o churrasquinho na laje, com a turma da periferia, torcendo pelo corinthians e lembrando que Ele é corintiano roxo!!!

Responder

    SILOÉ-RJ

    27 de setembro de 2011 às 00h27

    Ele é corintiano de qualquer cor, menos roxo.por favor!!!

_spin

26 de setembro de 2011 às 20h06

Malafia é um dos neoindignados, é cada uma! http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/malafaia

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alex

26 de setembro de 2011 às 19h44

A globo apoiou a ditadura até o último minuto, tentou esconder o máximo o movimento "Diretas já", e agora vem falando em democracia como se ela fosse a responsável por isso. Se dependesse da globo, nós estaríamos ainda sob o jugo dos militares. Ô familia hipócrita!!! Só sabem agir de maneira covarde, mas por sorte o povo está descobrindo o verdadeiro caráter(ou a falta) desse pessoal.

Responder

Alberto Santos Neto

26 de setembro de 2011 às 19h34

A Rede Globo é um verdadeiro câncer. Ela quer ver uma sociedade escravizada e um governo subalterno aos seus desígnios. O que ela quer é poder e mais poder e em todas as áreas, e não admite qualquer oposição. Se não fizermos como na Argentina , que enfrentou os seus poderosos grupos midiáticos, seremos sempre cidadãos, de um país subdesenvolvido que jamais atenderá os anseios de seu povo, simplesmente porque uma Rede Globo não quer. É realmente difícil entender como pode uma televisão, como a Globo, que transmite, diuturnamente, uma programação que não passa de lixo, tem a audiência que tem. Se o governo federal não enfrentar o oligopólio da mídia, nunca sairemos deste marasmo, midiático, político e social.

Responder

Indio Tupi

26 de setembro de 2011 às 19h27

Aqui do Alto Xingu, os índios lembram que dependendo da natureza da manifestação, o Twitter — empresa onde o megabanco JP Morgan adquiriu participação acionária de US$ 400 milhões — pode bloquear as convocações. Foi o que ocorreu em recente manifestação contra os banksters de Wall Street, conforme vem de informar o site "www.nakedcapitalism.com". Não sejamos ingênuos.

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alex

26 de setembro de 2011 às 19h24

RANKING DA CARGA TRIBUTÁRIA:
Saiu o ranking da carga tributária 2010: Brasil em 31º
Do Blog O Homem que Calculava 22-Set-2011
Compilei os dados da carga tributária de 183 países relativa a 2010. Muita gente precisa ver isto, principalmente comentaristas econômicos da velha mídia e os políticos da oposição.

A primeira tabela mostra a carga de impostos com relação ao Produto Interno Bruto (PIB), com dados da organização conservadora The Heritage Foundation. O Brasil ficou no 31º lugar em carga tributária. Existem 30 países com carga tributária maior que a do Brasil. Destes, 27 são países de grande desenvolvimento humano, europeus em geral.

Aí, confrontada com a realidade, a velha mídia vai dizer: "Ah, mas a população não vê o resultados dos impostos recolhidos". Para este tipo de mentalidade, preparei a segunda tabela, com os países ordenados pela arrecadação per capita. O Brasil está em 52º lugar em arrecadação per capita, recolhendo 5 vezes menos que os países desenvolvidos.

Querem nível de vida escandinavo com arrecadação de emergente? É a pobreza, estúpido!

Aí vão dizer: "A situação estaria bem melhor se não fosse a corrupção!". Será? Um estudo da Fundação Getúlio Vargas mostrou que a corrupção impacta 2% (dois por cento) de nosso PIB. Na década, o TCU apanhou 7 bilhões de reais por ano em corrupção, mas a sonegação fiscal anual atinge 200 bilhões de reais, segundo pesquisa do Instituto de estudos tributários IBPT. Por que o movimento "Cansei 2.0" não vai às ruas contra a sonegação, que é 28 vezes pior que a corrupção? Espero que se indignem 28 vezes mais…

Essa neo-UDN!

Baixe a planilha da carga tributária mundial em 2010. http://homemquecalculava.blogspot.com/

Responder

    Vlad

    26 de setembro de 2011 às 20h21

    Poxa…então quer dizer que o TCU apanha toda a corrupção?
    Que beleza. E nos municípios, que o TCU nem sabe o que ocorre, jamais houve desvio de dinheiro.
    Tá fácil então.
    Ainda bem que é quase final de ano, e Papai Noel tá chegando.

    SILOÉ-RJ

    26 de setembro de 2011 às 23h02

    Se você sabe porque não denuncia???

    cronopio

    27 de setembro de 2011 às 09h24

    Denunciar? Seria tão insano quanto aventar uma CPI em São Paulo.

    mfs

    26 de setembro de 2011 às 22h08

    Você colocou muito bem os pontos. Eu não aguento mais ouvir a expressão "sou contribuinte e por isso tenho direitos", como se os direitos tivessem que ser diretamente proporcionais ao pagamento de impostos! Como se o humilde morador de rua devesse ser considerado menos cidadão por não declarar o IR. De qualquer modo, deveríamos acrescenter que empresário paga é pouco imposto. Dependendo do tamanho da empresa, o tributo sobre os milhões não chega a 20%. E ele não paga IR como assalariado!

    lupi

    27 de setembro de 2011 às 10h55

    a mais pura verdade

    Vinícius

    26 de setembro de 2011 às 22h34

    Gente, parem de perpetuar esse número aí de 7 bilhões. Que absurdo. Vão na fonte poxa!

    O levantamento do TCU (não era CGU?), desses sete bilhões por ano, é só na esfera FEDERAL.Todo mundo sabe que a corrupção nas esferas estadual e municipal são muito maiores, aliás, a corrupção nos municípios é uma coisa impressionante, corrupção total, às vezes a troco de miséria, mas geralmente para perpetuar politicamente os mesmo grupos de sempre…

    Se tivesse que escolher entre acabar com a corrupção federal ou a corrupção municipal, acabaria com a municipal. A federal, além de (chuto eu) ser menor no montante, não chega a despolitizar totalmente as eleições, como acontece em muitos pequenos municípios…

Ronaldo Luiz

26 de setembro de 2011 às 18h56

Não votei no Collor, nunca votaria nele; mas como Brizola, percebi que a 'Casa da Dinda', era um factóide para detonar o Collor. Acho que o impeachment não deveria existir. Se foi o povo que o colocou, uma maioria no congresso não poderia retirar o mandato. Ou pelo menos o judiciário é que deveria se pronunciar. Por pouco o Lula não foi escurraçado em 2005.

Responder

Luiz Moreira

26 de setembro de 2011 às 18h27

Relembrando o passado, podemos ir bem mais longe, na Alemanha nazista, onde o MINISTRO de Propaganda nazi dizia: Uma mentira dita mil vezes se torna uma verdade. Isto aqui é feito "DEMOCRATICAMENTE" palo PIG, comandado pela REDE GLOBO. Seu antecessor foi o canalha dos Diarios Associados. O ASSIS.

Responder

Adilson

26 de setembro de 2011 às 18h24

Senhoras e senhores, tirem as crianças da sala..Com vocês: As Organizações Globo.

Responder

Amélia

26 de setembro de 2011 às 18h01

Na jugular. É preciso reescrever o passado. Nós, brasileiros, temos memória curta.

E a Globo, que esteve sempre contra Dilma, acha que pode golpeá-la com essa história de corrupção generalizada.

A Globo não disse (ainda) que a Dilma é "corrupta". Mas diz nas entrelinhas que ela não combate de maneira eficiente a corrupção. Portanto…..

Se quizermos de verdade combater a corrupção, temos que cerrar fileiras contra a Globo. É simples assim. A matéria acima é muito clara.

Mas a matéria nem cita o escândalo Pro-Consult: a tentativa da rede Globo de fraudar a eleição de Leonel Brizola para governador do Rio de Janeiro em 1982. Isto não foi corrupção? Se não foi, como podemos classificar esta tentativa de fraude?

Portanto, falou em corrupção, falou em Rede Globo de televisão.

Responder

Gersier

26 de setembro de 2011 às 17h31

Só mesmo sendo muito otário para acreditar na vesga,na fôia e no câncer do Brasil.

Responder

Ari

26 de setembro de 2011 às 17h25

Apenas uma correção: quando Alberico e Ronald de Carvalho fizeram o tal serviço sujo, o diretor de jornalismo ainda era Armando Nogueira. Alberico foi promovido depois, provavelmente por reconhecimento pela "obra".

Responder

    Michel

    26 de setembro de 2011 às 20h23

    Ari, vc tem razão. Mas devo dizer que fizeram o trabalho sujo à revelia de Armando Nogueira (segundo palavras do próprio), que era diretor da CGJ. Há um vídeo que traz a versão de todos eles. Vide link no final e tire suas próprias conclusões.

    Vale lembrar que a canção "Alegria Alegria" fazia parte da vinheta de abertura da minissérie Anos Rebeldes, marotamente providenciada pela Globo e que inspirou os estudantes. Ou seja: Globo pôs Collor e tirou Collor. Era Roberto Marinho brincando de deus. Dizem que Marinho resolveu tirar Collor pq este, além de se aproximar de Brizola, planejaria montar com PC um grande canal midiático que faria concorrência com a própria empresa da família Collor, repetidora da Globo em AL. Daí Pedro Collor denunciou o irmão e o resto da história vcs sabem. http://www.youtube.com/watch?v=8DapVma1Ueg

Almeida Bispo

26 de setembro de 2011 às 17h16

"Convém lembrar que as Organizações Globo só abriram espaços para as manifestações públicas quando a sustentabilidade de Collor se tornou inviável."
Não seria conveniente, também lembrar a aventura televisiva de Martinez? Martinez era da tropa de Collor e o lançamento da OM foi tão rumoroso, em que pese breve, quanto o caso da Record de Edir Macedo.
Quanto aos gatos pingados de 20 de setembro, eles voltarão. Primeiro porque sempre haverá um otário pra servir de bucha de canhão e fazer massa de manobra para essa claque de malandros; segundo porque, mesmo que não dê em maiores resultados de imediato, só o fato de manter pressão para facilitar negócios… extorsão ao governo, já vale à pena. Por fim, como disse Faoro na semana do impeachment, "Sobretudo se o governo falhar; se não falhar procurar-se-á fazer-lhe com que falhe, até pelo prazer de confirmar a profecia” (FAORO, Raymundo. A Semana Final. IstoÉ, 1212., p. 21, 23/12/92).

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Jairo

26 de setembro de 2011 às 16h41

Maravilha de texto!!!!!!!!!!!

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josé maria de souza

26 de setembro de 2011 às 14h37

O conjunto Globo, Veja, Folha, Estado continua usando os mesmos métodos, com algum refinamento e mudanças tecnológicas, mas dentro da mesma filosofia, de se apropriar do melhor da existência para uso de uma minoria que eles definem e da qual, é claro, fazem parte.
josé maria de souza

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Marcio H Silva

26 de setembro de 2011 às 14h31

O autor foi na canela da globo!

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    Luciano Prado

    26 de setembro de 2011 às 18h09

    Não! Foi na jugular.

    Mortal, preciso. Irrefutável.

    E, de certa forma, um contraponto histórico.

amores

26 de setembro de 2011 às 13h53

Faça o que quiser, não tem com esconder a verdade

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bissoli junior

26 de setembro de 2011 às 13h28

só nos resta um alento, fruto da repetida fórmula "o feitiço contra o feiticeiro". que as redes sociais, para mobilização dos outros indignados (quem? os que frequentamos os blogues sujos, para resumir) e após este debut pelas nossas bandas, se tornem um instrumento a serviço do país (ações pela reforma agrária, reforma política profunda, reforma do judiciário…a lista não é exaustiva, eu é que estou cansado de esperar, oh céus…)

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Rasec

26 de setembro de 2011 às 13h16

Texto excepcional!
Obrigado!

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