VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Collor quer que CPI do Cachoeira peça indiciamento de Gurgel e da mulher


26/11/2012 - 21h58

Discurso no Senado nesta segunda-feira 26

Abaixo a transcrição do discurso de Collor feita pela Secretaria de Taquigrafia do Senado Federal:

O SR. FERNANDO COLLOR (Bloco/PTB – AL. Pronuncia o seguinte discurso. Sem revisão do orador) – Sr. Presidente, Senador Paulo Paim, Srªs e Srs Senadores, em pronunciamentos desta tribuna, tenho abordado a constatação de que o País passa por um pernicioso e autêntico processo de esfacelamento de seus poderes e de suas instituições.

Os motivos são diversos, sejam eles de natureza constitucional, política ou administrativa. Porém, independentemente dos aspectos teóricos e conceituais que envolvam o tema e justifiquem este cenário, o fato é que, na prática funcional, os exemplos se multiplicam.

O mais recente episódio que comprova o que tenho dito atinge diretamente o poder Legislativo, por meio de uma inoportuna, infeliz e controversa declaração do Procurador-Geral da República, Sr. Roberto Gurgel Santos, já conhecido, aceito e tido como o prevaricador geral da República!

Trata-se, Sr. Presidente, da cínica e ousada manifestação do Sr. Roberto Gurgel Santos em qualificar não só a aprovação da PEC nº 37, de 2011, por uma comissão da Câmara dos Deputados, como uma ação orquestrada do Congresso, mas, principalmente, as conclusões do Relator da CPMI, que pede o seu indiciamento, dizendo ele, o Sr. Procurador, que isso se trata de uma retaliação ao papel desempenhado pelo Ministério Público Federal, no curso da ação penal ainda sob julgamento no Supremo Tribunal Federal.

Esquece o Procurador-Geral da República, Sr. Presidente, que o Congresso Nacional representa um poder da União e, como tal, age, política e institucionalmente, por meio de seus integrantes, suas comissões e seus Partidos em defesa das prerrogativas constitucionais que lhes são garantidas, inclusive, para evitar abusos de outros poderes e de órgãos diversos, ainda que estes não constituam um poder, nos termos da Constituição Federal.

Confunde o Sr. Roberto Gurgel Santos duas situações distintas. Ele confunde duas situações absolutamente distintas das quais ele é incapaz de fazer uma correta separação: uma é a sua prevaricação – comprovada prevaricação –, seus crimes e improbidades cometidos que se restringem à esfera individual, pessoal e funcional pelo cargo que exerce e pelas atitudes por ele tomadas; a outra, ao contrário, são as ações do Congresso Nacional, às quais ele se refere como “retaliação”, que se situam na ordem institucional, coletiva e que são deliberadas por suas instâncias e pelo corpo de seus integrantes, de forma legal e de maneira absoutamente legítima.

Sr.Presidente Paulo Paim, Srª e Srs. Senadores, depois de cometer toda espécie de crimes e transformar o órgão que dirige numa autêntica “cafua”, o Procurador-Geral da República, não satisfeito, quer agora afrontar acintosamente um poder republicano, seus colegiados e, mais ainda, seus membros legitimamente eleitos pela população.

Ao generalizar, política e partidariamente, um suposto cenário que ele quer fazer acreditar ser verdadeiro, o Sr. Roberto Gurgel Santos menospreza a totalidade do Parlamento brasileiro e desvia a atenção, como método de defesa contra as inúmeras e graves acusações que recaem sobre sua pretensa toga.

As provas contra ele são sobejas. Sua atual posição não lhe dá o direito de sequer falar em condutas – ele não tem o direito sequer de falar em condutas –, muito menos em retaliação ou ação orquestrada, já que é ele quem tem exercido o papel de malfeitor funcional, diga-se de passagem, com extrema maestria, digna dos melhores mestres do crime.

Declarações como essa, Sr. Presidente Paulo Paim, não se coadunam com o Estado democrático de direito, com os valores republicanos, muito menos com o avanço institucional que o Brasil requer. Pelo contrário, servem apenas para acirrar ânimos entre as instituições democráticas e, mais grave, fomentar mais ainda o esfacelamento em curso de nossos poderes e seus órgãos públicos.

O pior, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, é que esse tipo de postura nada republicana conta com o apoio aveugle de parte da mídia, sempre excitada irresponsavelmente por escândalos políticos e crises institucionais, mas que, covardemente, se omite perante o que de fato ocorre nos porões de alguns gabinetes da Procuradoria-Geral da República. Ou seja, para esse pessoal, relatores no Parlamento, comissões deliberativas e órgãos de controle devem existir apenas para dar um ar de normalidade ao Brasil – e ai deles se extrapolarem esse papel subserviente aos interesses dos meios.

Infelizmente, essa visão caolha da democracia leva radicais da mídia a extremos. Quando contrariados, eles acusam os políticos de fazer política, os relatores de relatar e as instâncias de deliberar, de apurar e revelar fatos. Esses militantes, transviados de jornalistas, têm também uma visão bem particular do papel de uma comissão parlamentar de inquérito. Para eles, as CPIs, como qualquer outra instituição do Estado, devem servir aos interesses dos meios e não ao povo brasileiro. CPI boa para eles é aquela que eles podem manipular.

Nesse caso, Sr. Presidente, refiro-me em especial às denúncias que tenho feito em relação à conduta do Procurador-Geral e seus asseclas em vários episódios e às seis representações por mim apresentadas isoladamente, em diversificadas esferas de controle e julgamento, no tocante à inação do chefe maior do Ministério Público Federal frente ao inquérito da Operação Vegas, em que, à farta prova, prevaricou. Ou será que o Sr. Roberto Gurgel Santos imagina que, se não houvesse a ação penal em curso, seus crimes, sua conduta, suas ações, inações e omissões não seriam desvendadas, denunciadas e que passariam despercebidas? Com quem ele, o Procurador-Geral da República, pensa que está lidando? Com um poder acéfalo e com centenas de parlamentares apedeutas, descomprometidos e irresponsáveis? Não, senhores, ledo engano seu!

O fato, Sr. Presidente, Srªs. e Srs. Senadores, é que os crimes do Sr. Roberto Gurgel Santos começaram a aparecer exatamente quando se revelou as relações de um ex-Senador com o Sr. Carlos Cachoeira. Os desdobramentos dos fatos, por meio das investigações da CPMI, é que mostraram, para todo o país, o modus operandi e os métodos rasteiros do Procurador-Geral da República na condução de processos envolvendo autoridades com prerrogativa de foro.

Ou seja, ele, o Procurador-Geral da República, opta pelo sobrestamento, pelo engavetamento e pela inação propositada como instrumento de poder, de pressão e de chantagem. Esta é a sua conduta.

Soma-se a isso o fato de que, dessas revelações iniciais, derivaram outros métodos por ele adotados, como a concentração de processos daquela natureza, ou seja, com prerrogativa de foro, nas mãos de sua esposa, a Subprocuradora-Geral da República e sua manus longa Cláudia Sampaio Marques. Do mesmo modo, revelou-se seu costume de vazar ou mandar vazar a revista Veja – sempre ela – documentos, informações e depoimentos sob segredo de Justiça.

Também ficou demonstrada a aptidão do Procurador-Geral para perseguir e barrar nomes de supostos desafetos seus ao Conselho Nacional do Ministério Público utilizando-se de meios subterrâneos como dossiês falsos e documentos apócrifos, visando tão-somente desabonar seus adversários. Ou seja, ele, sim, o Sr. Roberto Gurgel Santos, é que é dado às ações orquestradas contra autoridades com prerrogativa de foro e à retaliação. Ele, sim, a pratica contra supostos desafetos no âmbito da política interna do Ministério Público Federal.

Infelizmente, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, é essa espécie de autoridade, esse pesado tuiuiú que representa e comanda a instituição republicana encarregada de defender os interesses da sociedade.

Nesses casos envolvendo o Procurador-Geral da República, a aplicação direta da teoria do domínio do fato mostra-se aquém, insuficiente e subliminar às suas práticas. Quando muito, a teoria pode ser utilizada como peça subsidiária.

Seu papel em todos os crimes por ele cometidos vai além da simples condição de conhecedor e dominador dos fatos em função do posto de hierarquia mais alta. A verdade é que o Sr. Roberto Gurgel Santos é o agente principal, autor direto dos fatos na maioria dos crimes que tenho denunciado. Ele não só tinha o domínio dos fatos como detinha o domínio dos atos.

O mesmo, Sr. Presidente, pode-se dizer em relação à direção da Veja frente à coabitação criminosa de seus jornalistas com o grupo contraventor.

Aliás, sobre esse núcleo Civita-Policarpo, trata-se de um outro capitulo, em que se agrava a condição de dominar os fatos, para a índole de fabricar os fatos.

No que se refere ao indiciamento do Sr. Policarpo Jr. – também conhecido pela alcunha, no mundo do crime, como “Caneta”, “Poli”, “Júnior” e outros –, proposto pelo relator da CPMI, faço questão de trazer ao conhecimento da Casa trecho de um artigo recente do experiente jornalista Paulo Nogueira, ex-editor dessa revista Veja São Paulo, ex-diretor de redação da revista Exame, ex-diretor da editora Globo. Ao comentar o relatório da CPMI, apresentado na última semana por S. Exª o Deputado Odair Cunha, o jornalista assevera:

“Os telefonemas trocados entre Cachoeira e Policarpo (…) revelam uma intimidade inaceitável no bom jornalismo, uma camaradagem que vai além dos limites do que é razoável.

“Por ter se tornado tão próximo de Cachoeira” – continua o jornalista – “por ter se tornado tão próximo de Cachoeira, ele ([o Caneta, o Sr.] Policarpo Jr.) acabou se deixando usar por um grupo no qual o interesse público era provavelmente a última coisa que importava. Logo, havia um envenenamento, já na origem, nas informações que ele recebia e [que ele] publicava. (…) é necessário que Policarpo enfrente o mesmo percurso de outros envolvidos neste caso. Ele deve à sociedade e ao jornalismo explicações.

“Teria sido infame não arrolá-lo. Isso teria reforçado a ideia de que jornalista é uma categoria à parte, acima do bem e do mal, acima da lei. [E não o é. Não o é!]

“Não existe nenhuma ameaça à ‘imprensa livre’, à ‘imprensa independente’ ou ‘imprensa crítica’, quando jornalistas são instados a se explicar à justiça. Essa é uma espécie de chantagem emocional e cínica que a grande mídia vem fazendo na defesa de sua própria impunidade e intocabilidade. Todos sabemos quantos horrores e desatinos editoriais são cometidos sob o escudo oportuno da ‘imprensa crítica’. Nos países desenvolvidos, no entanto, o quadro é outro.

Nesta mesma semana, a jornalista inglesa Rebekah Brooks, até pouco atrás, a rainha dos tablóides e favorita do seu ex-patrão Rupert Murdoch, foi indiciada pela Justiça britânica sob acusação de ter pagado propinas para policiais em troca de furos para um dos jornais que dirigiu, o Sun [aqui, fecho aspas].

Enfim, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, resta mais que claro, por tudo que aqui tenho explicitado e denunciado, ser absolutamente normal e esperado o indiciamento e a inclusão no relatório final da CPI de nomes como Roberto Gurgel Santos e Policarpo Júnior, como bem concluiu o Deputado Odair Cunha em seu contundente, detalhado e preciso documento final.

Entretanto, por tudo que já provei e trouxe ao conhecimento desta Casa e da própria Comissão, vou apresentar ainda hoje uma série de sugestões por escrito a S. Exª o Relator, no sentido de incluir outros nomes desses dois núcleos do esquema criminoso apurado: o núcleo Civita/Policarpo e o núcleo Gurgel/Cláudia/Camanho. Aliás, Sr. Presidente, o Procurador da República Alexandre Camanho, vale aqui lembrar, além de ser o operador, o factótum do Sr. Roberto Gurgel Santos, é autoridade que se recusa a responder requerimentos com base na Lei de Acesso à Informação. Vejam que coisa! Ou seja, trata-se de um guardião da lei em defesa da sociedade, mas que, escancaradamente, descumpre a lei, talvez por se considerar acima dela.

Afinal, de que o senhor tem medo, Sr. Camanho? O senhor tem medo do quê?

Assim, vou propor o indiciamento dele, Alexandre Camanho de Assis, dos Procuradores Lea Batista Oliveira e Daniel de Resende Salgado, bem como da Subprocuradora-Geral Cláudia Sampaio Marques, a manus longa do Gurgel. Da mesma forma, vou propor o indiciamento de Roberto Civita, Eurípedes Alcântara, Lauro Jardim, Hugo Marques, Rodrigo Rangel e Gustavo Ribeiro, todos de Veja, que lhes serve de coito.

Por fim, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, apresentarei também emendas aditivas à PEC sugerida pelo Relator, de modo a acrescentar na composição dos Conselhos Nacionais de Justiça (CNJ) e do Ministério Público (CNMP) dois representantes da Defensoria Pública.

A medida permitirá um maior equilíbrio representativo das instituições jurisdicionais e evitará, com isso, um possível e indesejado controle majoritário dos colégios por parte de seus presidentes. Além disso, constará também de minha proposta novo dispositivo à Constituição para estabelecer que o presidente do Conselho Nacional do Ministério Público somente possa votar nos casos de empate, o que reverterá a indecente alteração no regimento interno do órgão promovida agora, há pouco, sempre nos esconsos daquela cafua em que se transformou a Procuradoria-Geral da República, promovida pelo Procurador-Geral, que permite a ele, como presidente do colegiado, votar duas vezes, ou seja, o voto como membro e o voto de minerva.

Minha expectativa, realmente, Sr. Presidente, Srªs. e Srs. Senadores, é que o relator e o presidente da CPMI não cedam às pressões e não promovam um retrocesso nos trabalhos e nas conclusões da CPMI. Retirar nomes do Relatório final, a esta altura, seria uma afronta ao bom senso, um arremedo intempestivo e um atentado à justiça.

Ao contrário, entendo que podemos avançar ainda mais, no sentido de alcançar outras pessoas tão perniciosas quanto as já indiciadas e que não foram arroladas no documento final. Deixemos, assim, que a própria CPMI, por meio de seus integrantes, decida com independência, isenção e bom senso, o que for justo e mais adequado para a sociedade brasileira.

Era o que tinha a dizer, por enquanto, Sr. Presidente, Paulo Paim, Srªs. e Srs. Senadores.

Muito obrigado!

Brasília, 26 de novembro de 2012.

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73 comentários

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Gurgel diz que vai analisar depoimento de Valério « Viomundo – O que você não vê na mídia

19 de dezembro de 2012 às 18h13

[…] Collor pede indicamento de Gurgel e da mulher na CPI do Cachoeira […]

Responder

Gersier

28 de novembro de 2012 às 08h42

“Mijou pra trás”.
Sábio dito popular.
O PIG e seus “calunistas” ao perseguirem tanto o Lula e a Dilma,sabem muito bem o porque.
Com políticos desse naipe,o PT não tem futuro.
C O V A R D Ã O.

Responder

Francisco

28 de novembro de 2012 às 04h36

O relator “coisinha” da CPMI assume que é frouxo como todos os deputados e senadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e que “aceita” tirar o nome de quem importa do relatório final.

O PT é um partido constituido, hoje, de pelegos e/ou de cagões.

PS1. Direita fascista, eu “aceito” se derem o golpe. O PT (Partido dos Trabalhadores) merece ser derrubado do poder, preso e torturado.

PS2. Se precisar de ajuda, me chamem…

Responder

[email protected]

27 de novembro de 2012 às 22h28

O sr Collor de Mello,ainda que muitos confundam alhos com bugalhos,esta a cumprir duas coisas.Uma;o papel de senador da republica outra,FAZENDO AUTO CRITICA EM RELACAO AO SEU PASSADO.PARABENS SR.FERNANDO COLLOR.

Responder

    Ricardo

    28 de novembro de 2012 às 10h08

    … ai que preguiça!! … não confundo alho, com bugalhos … se este Sr. Color, fosse decente conforme muito de vcs aqui escrevem Alagoas seria Boca Raton, e não esse estado miseravel que é!! … por sinal estarei na Florida semana que vem … e outra … autocritica de seu passado … quando?? Color se reportou sobre seu passado?? Me falem porque não vi nem ouvi!!!

    xacal

    29 de novembro de 2012 às 22h29

    “Cavaleiros circulam, vigiando as pessoas, não importam se são ruins, não importam se são boas” (Chico Science e Nação Zumbi in A Cidade).

    Vô manda um salve para Heliópolis, Capão Redondo, Jardim Ângela, etc. Fiiiiiirrrma.

    “Ilhas de prosperidade”, felicidade e paz social em SP, há 20 anos governada pelos gênios do neoliberalismo tardio e latino.

    Sei não, este pessoal da direita tá emburrecendo, ou será que eles sempre foram burros, mas agora falam mais asneiras porque não conseguem se expressar, salvo quando há consenso único?

    O cacoete mais sombrio da elite predadora do Nordeste era tentar se “parecer” com sua sócia-prima-rica, a elite paulista, que com o “tráfico de semi-escravos retirantes que construíram SP, atraídos pela simetria e desigualdade nacional que esvaziava o resto do país para que o Morumbi prosperasse.

    Foi o “herói kistch” da paulistada desvairada, que se embriagou das jogadas de marketing do caçador de marajás, e o execram agora, justamente quando o tempo e a história lhe conferem alguma sobriedade e a chance de se redimir.

    Eles o adoravam quando eram uma aberração. É este o motivo de tanta raiva.

Neuza Aparecida Pereira Dias

27 de novembro de 2012 às 20h01

Acabo de ler no “site” da Globo, que o relator da CPI do Cachoeira, aceita retirar do relatório os nomes do Procurador Geral da Republica e dos jornalistas da revista “Veja”, desque o mesmo seja aprovado. Decepcionante!

Responder

    Bonifa

    28 de novembro de 2012 às 00h07

    Não se pode desanimar. Salvar o conjunto do relatório já é um grande sucesso, diante das insistentes afirmações dos comentaristas da Globo de que a CPMI fracassou, é uma palhaçada, deveria acabar sem relatorio algum, etc. Até parece que, se pudesse, a Globo salvava todos os implicados, principalmente o Cachoeira! O relator, por outro lado, ressaltou com todas as letras que a indiciação do procurador Gurgel e do jornalista Policarpo poderão ser negociadas, o que a Globo ingenuamente veiculou, como se fosse a coisa mais normal do mundo. O que temos aí? Um grupo de parlamentares (precisamos saber exatamente quem são e o que argumentam)que vão “negociar” com o relator a retirada de dois nomes de indiciados, que são de seu inteiro interesse. Dois aliados que precisam ser salvos, independentemente de terem ou não culpa no cartório. Isso é coisa prá lá de inacreditável! Um grupo, em nome da Oposição e da Mídia de Direita, negociando o resgate de dois prisioneiros que o xerife prendeu no xadrez de um relatório! Em troca, oferecem ao xerife deixá–lo em paz para que ele possa manter os outros prisioneiros no mesmo xadrez! Querem maior exemplo de confissão explícita de bandidagem?

Ricardo

27 de novembro de 2012 às 16h32

Todo mundo aqui mudando de lado com relação ao Color … na epoca que era presidente a ptzada comia o figado dele … agora é “O Collor está certo”, “Parabéns, senador Collor de Mello!” … Voces do pt são demais da conta!! rsrsrs!!

Responder

    xacal

    27 de novembro de 2012 às 17h54

    O que o Ricardo espera do processo democrático? O engessamento dos processos e personagens, ou algum tipo de seita religiosa recheada de dogmas e certezas?

    Afinal de contas, o que este pessoal espera da política? Este troço tá ficando meio chato, porque não avança.

    Ora, já está mais que provado que a discussão pelo viés do moralismo não consegue qualificar a Democracia, o que não significa, de modo algum, aceitar a impunidade.

    Principalmente em um país onde a punição é seletiva e a mídia funciona como partido, porque os partidos de oposição estão em extinção.

    Engraçado, quando o PT fazia o papel da UDN de macacão(como chamava o Brizola), éramos considerados radicais demais para gerir o que quer que fosse.

    Foi preciso o PT se dobrar a realidade, que no Brasil oferece como fiador da “governabilidade” o PMDB & Cia para que fôssemos “aceitos” no clube dos partidos que disputam o poder.

    Claro que com muita choradeira daquela mistura arrogante que mesclava o messianismo moralista das eclesiais de base com as corporações de servidores públicos que compunham os setores médios da sociedade.

    Agora, somos execrados por sermos viáveis, e termos, justamente, administrado o capitalismo bem melhor dom que quem se dizia adepto ao deus-mercado.

    Será que é tão difícil para este pessoal compreender que o país melhorou, e as posições que estavam lá no passado servem apenas como referência, mas nunca como perspectiva de futuro?

    Afinal, se um ex-presidente cumpre seu rito de isolamento político, perde o cargo, paga suas “penitências”, e depois se elege pelo voto, e aproxima-se daqueles que eram seus inimigos isto é algum ato criminoso ou que envergonhe qualquer um dos lados?

    Será que esperam que fuzilemos nossos adversários? Ou que rejeitemos apoio para o governo?

marta

27 de novembro de 2012 às 15h51

Esse Collor, hem? Quem diria. O único que grita sem medo e mesmo sem intenção de defender o PT, seu clamor é o único capaz de fazer justiça e delatar as parcialidades dessa gente direitista que odeia o PT. O único que tem coragem de revelar as falcatruas do PIG. Olha, tudo bem que no passado estava do outro lado, mas os ações dele agora são mesmo de tirar o chapéu e de reconhecermos que ele diz o que queremos que todos ouçam. A vida é mesmo uma caixinha de surpresas.

Responder

Ricardo Souza

27 de novembro de 2012 às 15h34

Quem diria, o Collor foi o único com culhão para dizer a verdade. E o PT, com raríssimas exceções, foi uma grande decepção.

Responder

xacal

27 de novembro de 2012 às 14h49

denúncia séria mesmo aqui, se formos pelos demotucanopatas, só de Roberto Jefferson, Demóstenes ou Stephan Nercessian.

Responder

Carlos Ribeiro

27 de novembro de 2012 às 14h29

O Rodrigo Leme é mal amado. Desculpem-no. Não é possível, um ser humano normal, ter tais idéias. Sou solidário a tí, Rodrigão!

Responder

    Rodrigo Leme

    28 de novembro de 2012 às 22h46

    Sou lindamente amado, maravilhosamente amado, graças a Deus.

    Prova disso é que só discuto idéias, não fico apontando o que acho dos meus interlocutores.

    É muita falta do que fazer querer analisar pessoas ao invés de debater idéias, não acha?

    xacal

    29 de novembro de 2012 às 22h34

    Debater ideias? Que tipo de debate de ideia pode ser feito com alguém que diz: odeio canalhas ou petistas têm dificuldade de odiar canalhas, é “fora da caixa”?

    Que concepção política está sob discussão com este tipo de “sentença”?

    Eu aceito qualquer debate, pessoal, político, etc. O que não dá para aceitar incoerência.

marcus dias

27 de novembro de 2012 às 14h22

E sobre a Rosinha, nada?!!!

Responder

abolicionista

27 de novembro de 2012 às 14h00

Collor diz o que todos já sabem, é uma pena que só possa fazer isso alguém que é considerado carta fora do baralho… Fora isso, tudo o que diz é verdade.

Responder

Rose PE

27 de novembro de 2012 às 13h48

É difícil de acreditar, mais uma vez o Collor fazendo o papel dos principais aliados do governo e do PT. O PT cad vez mostra seu medo do PIG . Como já li de um blogueiro ” o PT conquistou o governo e não o poder”. Que inveja dos Argentinos, quem dita as ordens por lá é a senhora Cristina. Valeu , Collor!

Responder

    Ricardo

    27 de novembro de 2012 às 13h56

    Inveja dos argentinos?? Que planeta estamos falando??

Ricardo

27 de novembro de 2012 às 13h16

Collor é assíduo aqui no blog!! Alguém aqui leva esse Sr. a serio??

Responder

    LEANDRO

    27 de novembro de 2012 às 13h32

    Aqui eles levam…por incrivel que pareça, levam…ou quando é conveniente para desviar o foco de tudo que acontece e que realmente importa como o escândalo da Rose, o passaporte especial..vale tudo para não divulgar o que pode atingir o “chefe”…seguem a mesma cartilha dele, melhor sumir e esperar a poeira baixar…sempre foi assim que ele agiu.

    xacal

    27 de novembro de 2012 às 13h55

    Collor não é para ser lavado á sério. Sério era o “injustiçado” do demóstenes.

    E por falar em desviar o foco, mais vale o conteúdo da fala ou a “qualidade” do senador?

    Sim, porque em um país onde vale denúncia-anônima, revista fala e não prova, mas gera “investigação”, onde vale até falar de grampo que nunca ouve, conversa que nunca teve, ou entrevista inexistente, como desconsiderar o que fala o Collor apesar de seu passado?

    Ele não têm direito a “delação premiada”?

    Engraçado é que o “mensalão” teve como base as “denúncias”(também não provadas, e que inclusive motivaram sua cassação por falta de decoro)de Roberto Jefferson.

    Neste caso, o critério para seriedade se contorce para caber na “caixinha” de maldades dos macartistas tupinambás

    Cássio

    27 de novembro de 2012 às 13h38

    Collor mudou muito. Hoje é uma liderança importante na luta contra o PIG.

    Ricardo

    27 de novembro de 2012 às 13h58

    kakakakka!!!!!

    Bonifa

    27 de novembro de 2012 às 23h40

    Todas as pessoas devem ser levadas a sério. Até você.

José BSB

27 de novembro de 2012 às 12h35

O prazo de validade de mensalão expirou. O circo do julgamento esta chegando ao fim e os condenados logo iniciarão o cumprimento de suas penas. Mas é preciso seguir adiante, diriam os varões da República. A turma que ainda comemora o resultado do julgamento, alardeando o fim da impunidade anunciando o surgimento de uma nova era no combate à corrupção, esta desesperada livrar a cara de notórios envolvidos com a quadrilha do Cachoeira, reduzindo o escândalo à mera vingança do PT.
A mesma polícia federal que denunciou a indicada do Lula também revelou a parceria da veja, perilo e demostenes com a quadrilha do bicheiro…
Então, combinamos assim: pega o Lula e salva a revista e o “caneta” do bicheiro?
E o douto chefe do MP prevaricou? Sua excelência vazou informações sigilosa para a veja?
A sociedade brasileira exige explicações.

Responder

Urbano

27 de novembro de 2012 às 12h30

Sem a lista de indiciados preparada por Collor, essa cpmi vai ser um tremendo mondé…

Responder

Ted Tarantula

27 de novembro de 2012 às 12h03

Tudo bem que Collor seja a reencarnação de Lenin na ideia de girico da esquerda…mas para o povo em geral qualquer um ele ELLE atacar ganha imediatamente credenciais impecáveis de integridade e honestidade…mas que adianta dizer isso para a “sinistra”???? eles não aprendem nada e não esquecem nada…

Responder

xacal

27 de novembro de 2012 às 11h46

O que está em jogo? O que pode ser colocado em jogo?

Embora eu não seja um entusiasta do sistema estadunidense, até por enxergar que nossa mimetização dos processos de lá acaba por intoxicar nossa democracia, quer seja na “teapartirização” da política, quer seja na “foxtinização da nossa mídia”, eu reconheço algumas virtude na terra do Tio Sam para tratar a presidência da república, e principalmente, seus ex-presidentes.

Não se trata de apologia a impunidade e desconhecer que interesses e consensos podem se reunir para punir condutas presidenciais consideradas de lesa-estado, passíveis de destituição(impeachment).

Nixon e Collor(o tema da moda)são exemplos disto.

Temos também paralelos em dramaticidade: Kennedy e Vargas, que, de certa forma, explicita um pouco o caráter dos povos:

Eles tem culhões, vão, conspiram e matam.

Aqui, conspiramos para levar (sublimar) o conflito a um ponto que o próprio se mate, tal a pressão e a ignomínia, porque não se permite ao inimigo a luta em campo aberto!

Eu me refiro a isto tudo para dizer que os estadunidenses são ciosos do patrimônio que representam ex-presidentes, e não raro, ainda que sobrem evidências de suas ingerências em assuntos escabrosos(Reagan-contras-Irãgate, o caso imobiliário dos Clinton, Bush e as petrolíferas e a Blackwater, etc), fica claro que os estadunidenses sabem que seus ex-presidentes sabiam, mas para a proteção da instituição presidencial e do poder do presidente que ocupa, não tratam do assunto.

Os ataques a Lula, e a tentativa permanente de provar algo que, embora possa ter até acontecido, mas sabem os abutres da mídia, nunca irão provar a contento, atingem muito mais que o capital político do ex-presidente, que via de regra, mantém-se intacto e cresce como massa de pão à sova.

Estes ataques, mesmo que de forma inconsciente(um bando de idiotas seguem tais premissas com a inteligência das manadas), corrompem a representação estatal, expresso no poder presidencial e na imagem do ex-presidente.

É a ação típica de hipócritas, covardes e sem qualquer ética e coragem(ainda que posem de paladinos), que deveriam tê-lo processado em 2005 ou 2006, mas recuaram sabe-se lá porquê. Uns dizem que por medo da reação popular…eu não saberia dizer…

Em nenhuma linha até agora, Lula foi implicado ou citado como integrante do grupo investigado.

Como entender sua “conexão” com estes fatos? É de novo a teoria do “devia saber”, mas nunca saberemos se sabia ou não e por isto continuamos a acusá-lo?

Esperam uma confissão? Mas de quê mesmo?

Na ausência de voto e capital político, a oposição e a mídia chamam o PT, o governo e as forças aliadas a uma perigosa dança: Querem uma reação de força, um ato, uma batida na mesa, para que se possam dizer vítimas daquilo que perpetraram no passado(em 64), justificando assim a violência como forma de intermediação política.

Enganam-se os idiotas, uma presidente que sai do pau de arara, e elege(desculpe o trocadilho) a democracia como método e razão de vida, não cede aos canalhas, ainda que estejam com a cara pronta para o tapa, e queiram nos fazer crer, neste teatro do grotesco, que são os cordeiros da liberdade, prontos a serem imolados.

Desistam imbecis.

Responder

    xacal

    27 de novembro de 2012 às 12h03

    Atenção: eu não nominei os idiotas, cretinos e imbecis, tampouco os canalhas, então, por favor, nada de morder a isca.

    Marcio H Silva

    27 de novembro de 2012 às 23h35

    ehehehehehehehehehehehehe, todos mudos……….

roberto

27 de novembro de 2012 às 11h00

Extraído do site http://www.flitparalisante.wordpress.com

Informação Privilegiada: Argelinos e Nigerianos prestam instrução de guerrilha ao PCC

26/11/2012

Enviado em 26/11/2012 as 18:34 –

Informação Privilegiada!

Atenção, cuidado redobrado nas abordagens e incursões em locais confinados! Se a polícia saía no lucro por ter mais técnica, melhor instrução, embora encontrar-se dotada de pior aparato bélico, agora, a lemda urbana peniana, PCC, está contratando oficiais argelinos, nigerianos, haitianos… para dar instrução de guerrilha e de operacionalização de aparato bélico! Ou seja, a vagabundagem está sendo muito bem instruída por polpudos soldos, enquanto foder-nos-ei! Não bastassem alguns coxas com botulismo debandarem pra fraternidade criminosa, fornecendo dados privilegiados e correndo paripassu, agora fodeu de vez, virou questão de insegurança pública e de segurança nacional!

Responder

J.Carlos

27 de novembro de 2012 às 10h54

As investigações da PF, direcionadas contra a Presidenta Dilma e contra o ex-Presidente Lula, enquanto finge que não sabe do Mensalão verdadeiro (tucano), da Lista de Furnas e da Privataria Tucana, não é apenas pela queda de braço da PF com o governo por questões salariais, revela muito mais, ou seja, a coligação liderada pelo PT assumiu o governo mas não assumiu o poder. Todos os ministérios, autarquias e demais instituições públicas federais foram aparelhadas pelos tucanos nos 8 anos de fhc e são eles, de fato, que mandam e desmandam, não importando quem esteja na Presidência da República. Isso precisa ser corrigido pois há dez anos que os tucanos são sistematicamente rejeitados pela maioria da nação brasileira e, por isso, os tucanos incrustados no governo não teem o direito de tentar implantar a vontade da minoria.

Responder

Genghis Khan

27 de novembro de 2012 às 10h40

Cadê o pessoal do PT?? Onde está o nosso senador por São Paulo?? Pelo jeito botou a viola no saco e foi para a serra da cantareira, cantar blow in the wind. Esse pessoal do pt é de uma covardia quase palpável.

Responder

Antonio Donizeti - SP

27 de novembro de 2012 às 10h08

Sobre o caso Rosemary e a lulofobia

Autor: Paulo Nogueira – Diário do Centro do Mundo

Acima de tudo. ela é mais uma escada pela qual se tenta pegar novamente Lula.Lula é, certamente, o homem mais odiado pelo chamado 1%, para usar a já histórica expressão do Movimento Ocupe Wall St. (Para os 99%, o posto é de Serra, com o surgimento de uma concorrência potencial em Joaquim Barbosa, o Batman.)

É impressionante o júbilo com que é celebrada pelo 1% qualquer notícia que possa servir de munição contra Lula, o lulismo, o lulo-petismo e outras designações criadas pelos obsequiosos porta-vozes de um grupo pequeno mas barulhento que torce e trabalha para que o Brasil jamais se torne uma Dinamarca, ou uma Noruega, ou uma Finlândia.

São sociedades harmoniosas, não divididas entre 1% e 99%, como o Brasil. Apenas para registro, o Brasil campeão mundial da desigualdade – com todos os problemas decorrentes disso, a começar pela criminalidade – foi obra exatamente deste grupo.

O Estado brasileiro foi durante décadas uma babá do 1%. Calotes em bancos públicos eram sistematicamente aliviados em operações entre amigos – mas com o dinheiro do contribuinte. Cresci, como jornalista, nos anos 1980, com o Jornal do Brasil transformando dívidas com o Banco do Brasil em anúncios.

Este é apenas um caso.

O BNDES foi sequestrado, também, pelo 1%: a inépcia administrativa de tantas empresas familiares malacostumadas pela reserva de mercado era premiada com operações de socorro financeiro. Sempre com o dinheiro do contribuinte.

Apenas para registro também, lembremos que a reserva de mercado sobrevive ainda – não me pergunte por que – na mídia que tanto clama por competição, mas para os outros.

O 1% detesta Lula, não porque Lula tenha nove dedos, ou seja metalúrgico, ou fale errado, ou torça pelo Corinthians. Detesta Lula porque ele não representa o 1%. Se representasse, todos os seus defeitos seriam tratados como virtudes.

Não votei em Lula nem em 2002 e nem em 2006. Portanto, não tenho mérito nenhum na sua chegada à presidência e na consequente, e fundamental, mudança de foco do governo – ainda que cheia de erros — rumo aos 99%.

Mas não sou cego para não enxergar o avanço. O maior problema do Brasil – a abjeta desigualdade social – começou ao menos a ser enfrentado sob Lula.

Hoje, quando homens públicos em todo o mundo elegem a desigualdade social como o mal maior a debelar, parece óbvio que Lula tinha mesmo que prestigiar os 99% ao se tornar presidente.

Mas nenhum presidente na era moderna nacional viu o óbvio. Mesmo ao erudito poliglota Fernando Henrique Cardoso – de quem ninguém pode subtrair o mérito por derrubar a inflação – escapou o óbvio. Tente encontrar alguma fala de FHC, na presidência, sobre o drama da iniquidade social. Em qualquer uma das múltiplas línguas que ele domina. Zero.

É dentro desse quadro de colossal ódio a Lula que se deve entender a forma com quem está sendo tratado o caso de Rosemary Nóvoa de Noronha, indiciada por corrupção pela Polícia Federal em suas funções como chefe do escritório do gabinete da presidência em São Paulo.

Rosemary foi demitida imediatamente por Dilma, e agora vai responder pelas suas supostas delinquências, como um cruzeiro e uma plástica na faixa, pelo que foi noticiado.

Mas ela é personagem secundária na chamada Operação Porto Seguro. O protagonista é Lula. Nos artigos sobre a história, Lula ocupa o pedestal. “A mulher do Lula”, escreveu alguém, embora ela tenha sido secretária por muitos anos de José Dirceu. Foi para Dirceu, e não para Lula, que, segundo agentes policiais, ela ligou desesperada quando a PF chegou a seu apartamento na prosaica 13 de Maio, bairro das cantinas italianas em São Paulo. Nada existe de luxuoso no apartamento, ainda de acordo com a polícia.

Rosemary é uma escada pela qual, mais uma vez, se tenta pegar Lula. Estaria Lula envolvido na plástica suspeita de Rosemary? E no cruzeiro? O dinheiro terá vindo do valerioduto?

Chega a ser engraçado.

Tenho para mim o seguinte. Se os lulofóbicos dedicassem parte da energia que consomem em odiá-lo na procura honesta de formas de convencer os eleitores de que são mais capazes que Lula para combater a desigualdade social, eles já estariam no Planalto a esta altura, e do jeito certo, numa democracia: pelas urnas.

Responder

    LEANDRO

    27 de novembro de 2012 às 10h30

    Pelo sim, pelo não é melhor o “tio” botar a barba de molho

    “Outra bomba mantida em sigilo da Operação Porto Seguro deixa Lula e Rose na maior saia justa. A Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, já está de posse de 122 gravações de conversas telefônicas entre Luiz Inácio Lula da Silva e Rosemary Novoa de Noronha. Ele a chamava de “Rose” ou “Rosa”. Ela o tratava pelo amoroso apelido de “Tio”. Nas conversas, Rose passava ao amigo informações sobre quem deveria receber em audiência e para quem deveria mandar documentos.

    Todo esse material sigiloso – que pode ser varrido do mapa pelas conveniências do poder – foi recuperado por uma empresa de alta tecnologia paulista que pode tornar públicas as informações, caso sofra ameaças ou retaliações. Os arquivos foram recuperados de um computador cujo Hard Disk (HD) fora formatado, na vã tentativa de esconder e eliminar informações comprometedoras. O azar dos bandidos é que a empresa, com tecnologia israelense, consegue salvar 100% dos dados de um disco rígido que tenha sido formatado até oito vezes seguidas.”

    ZePovinho

    27 de novembro de 2012 às 11h02

    Eu já acho melhor os “tios” do PSDB e a imprensa tucana terem muito cuidado:

    http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/11/jornal-nacional-engasga-e-nao-veicula.html

    Jornal Nacional ‘engasga’ e não veicula operação da PF sobre vice da CBF

    http://glo.bo/XXzMzX
    O Jornal Nacional da TV Globo de segunda-feira encerrou de forma inusitada, com o apresentador Willian Bonner pedindo desculpas por “problemas técnicos que impediram de veicular” matéria sobre a Operação da Polícia Federal que investiga duas organizações criminosas, uma de doleiros que fizeram remessas ilegais para o exterior, e outra de policias e advogados que faziam espionagem criminosa sobre dados sigilosos.

    Entre as vítimas já identificadas da arapongagem estão um senador, ex-ministros, prefeitos, desembargadores e, curiosamente… uma filial de “uma Rede de TV”. A Polícia Federal não divulgou os nomes.

    Um dos alvos de busca e apreensão foi o presidente da Federação Paulista de Futebol e vice-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. A operação não teve relação com futebol, mas ao contrário do que disse Bonner, teve a ver sim com o escritório de advocacia criminalista de Del Nero. O próprio cartola, na TV Record, desmentiu Bonner, dizendo que teria obtido informações da organização acreditando serem legais, como trabalho de despachantes.

    Por coincidência, a TV Globo sempre manteve boas relações comerciais com a cartolagem do futebol brasileiro, onde conquista os direitos de transmissão dos campeonatos e da seleção, desde os tempos de Ricardo Teixeira.

    Se eu fosse desconfiado, eu acharia que uma emissora que comete essa falha, estaria com algum rabo preso e quereria esperar ver o que todo mundo publica sobre a operação, para só depois noticiar.

    A TV Record noticiou:

    xacal

    27 de novembro de 2012 às 11h09

    Pobre Leandro, engoliu a isca. Esta técnica de contra-informação é tão rudimentar, que nem nós, botocúndios da polícia civil do RJ, usamos mais.

    Ora, fiote, quem tem material destes não “vaza”, até porque ele não “é para ser usado”, afinal, ninguém quer fazer justiça ou chantagear com o “próprio pescoço”.

    Estes caras não tiram o pino da granada e abraçam o inimigo. Esta postura desesperada é coisa de amador.

    A próxima agora, já ventilada pelo napoleão de campos dos goytacazes, o deputado garotinho, é plantar suspeitas sobre ligações amorosas de Lula com a Rosemery, como se isto tivesse alguma importância (a não ser para Marise, que se Lula for esperto como imagino que seja, já deve saber de tudo).

    Os panacas não entenderam ainda que Lula pode ser preso, guilhotinado, julgado, queimado vivo, e ainda assim, vai ser considerado o maior presidente da História.

    Lula é o único chefe de Estado que pode negar até a ida do homem a Lua e deixar o Obama em dúvida.

Mardones Ferreira

27 de novembro de 2012 às 09h56

E os outros senadores onde estão?! Só o Collor enxerga as prevaricações do Gurgel? Só ele tem coragem de falar o nome do Roberto Civitta?

Claro que Michel Temer é empregado da Globo e move todos os seus esforços para evitar qualquer citação à Globo ou a Veja nesse caso do relatório da CPMI do Cachoeira. Mas e os demais senadores que não são do PMDB e da direita, onde estão?

Responder

    xacal

    27 de novembro de 2012 às 12h02

    Mardones,

    Não se trata de “covardia”, mas sim de tática parlamentar e do prórpio jogo político.

    Ora, nada mais cômodo para a defesa do PT que alguém alheio a seus quadros, e melhor, visceral inimigo até bem pouco tempo.

    Isto lhe dá a “independência” necessária.

    E não queima etapas, cada “cartucho a seu tempo”.

    Ou mal ou bem, tudo que o PT e o governo têm feito, tem dado certo. É só checar o dados:

    Popularidade.

    Número de eleitores conquistados em 2012.

    Ampliação da base aliada, e por aí vai.

    menos pânico, mas atenção!

Vinicius Garcia

27 de novembro de 2012 às 09h44

Política é a ciência do futuro incerto e surpreendente, pintei minha cara e saí as ruas contra esse senhor, que agora mostra em discurso na câmara coragem que não vejo em supostos ‘progressistas’, aonde estão os outros representantes? Cade mobilização contra um processo de arquivamento da CPI que se enuncia? Do que certos parlamentares tem tanto medo? Como disse Collor, será que eles acham que somos acéfalos?

Responder

Giorgio

27 de novembro de 2012 às 09h27

O Collor quer indiciar o procurador, e o pseudo jornalista. O PT nao quer, e tem medo.
STF, condena o Dirceu e o Genoino, e inocenta Collor.

Realmente, o mundo dever acabar em 2012!!

Responder

Roberto Locatelli

27 de novembro de 2012 às 09h19

Senadores Collor e Requião fazem as propostas que caberia ao PT fazer.

Collor propõe, acertadamente, indiciar Civita, Gurgel, o “caneta” e Lauro Jardim, membros do grupo de Cachoeira.

Roberto Requião propõe que os membros do STF tenham mandatos, assim como os dos outros dois poderes.

Responder

Jose Mario HRP

27 de novembro de 2012 às 09h10

Agua mole em pedra dura , tanto bate até que fura!
Muita força Presidente Collor!

Responder

Luiz Moreira

27 de novembro de 2012 às 09h01

Este GIL tem um GILBRALTAR em sua cabeça. Realmente ela é composta por ROCHA. Bem britanica, pois como eles, pode, de repente, sugerir usar uma bomba de NEUTRONS. Realmente, pessoal que defende reis e outros INTOCÁVEIS, tem isto ou M na cachola.

Responder

Bonifa

27 de novembro de 2012 às 08h47

Este trecho do discurso de Collor no Senado sobre a declaração de Gurgel de que está sendo perseguido pela comissão do Congresso apenas por vingança contra seu trabalho no Mensalão, merece destaque e reflexão. Quem além de Collor tem hoje coragem de enfrentar esta conjuração mafiosa de mídia e setores do MP e da Justiça? E é preciso que o Congresso assuma o dever de parar esta gente, senão em breve não poderemos contar com peças fundamentais das garantias democráticas no país: Nem justiça confiável, nem Ministério que seja público, já que estará subjugado aos interesses de uma “cafua”.
“O pior, Sr. Presidente, Srªs e Srs. Senadores, é que esse tipo de postura nada republicana conta com o apoio aveugle (cego, carente de lucidez. N.N.) de parte da mídia, sempre excitada irresponsavelmente por escândalos políticos e crises institucionais, mas que, covardemente, se omite perante o que de fato ocorre nos porões de alguns gabinetes da Procuradoria-Geral da República. Ou seja, para esse pessoal, relatores no Parlamento, comissões deliberativas e órgãos de controle devem existir apenas para dar um ar de normalidade ao Brasil – e ai deles se extrapolarem esse papel subserviente aos interesses dos meios.
Infelizmente, essa visão caolha da democracia leva radicais da mídia a extremos. Quando contrariados, eles acusam os políticos de fazer política, os relatores de relatar e as instâncias de deliberar, de apurar e revelar fatos. Esses militantes, transviados de jornalistas, têm também uma visão bem particular do papel de uma comissão parlamentar de inquérito. Para eles, as CPIs, como qualquer outra instituição do Estado, devem servir aos interesses dos meios e não ao povo brasileiro. CPI boa para eles é aquela que eles podem manipular.”

Responder

Julio Silveira

27 de novembro de 2012 às 08h09

Parece que se inverteram os papeis. O Collor de hoje está a cara dos petistas de ontem e vice versa.

Responder

Rodrigo Leme

27 de novembro de 2012 às 07h37

Como o mundo gira (apesar de não estar certo que a Lusitana roda ainda): quando você imaginaria partidários do PT saudando Collor? Admirando Collor? Reproduzindo seus discursos, apludindo? Quiçá até querendo que ele fosse do PT, companheiro que é?

Em uma coisa Collor e PT estão no mesmo barco: o ódio por serem pegos e denunciados. É aquela solidariedade que só se encontra entre moradores da cadeia.

Responder

    xacal

    27 de novembro de 2012 às 11h21

    Rodrigo,

    Só os imbecis têm uma certeza única e inquebrantável. Pessoas inteligentes como você cultivam a dúvida, o processo, o movimento. Enfim, a dialética.

    Não se trata de admirar Collor pelo que ele foi, e não li, nem ouvi em nenhuma fala ou discurso petista(ou do campo da esquerda)alguém regatear com o que ele representou(e ainda representa como elite do Estado da AL).

    Não vi nenhum petista pedir “perdoa-me por me traíres” no último debate do JN (só o cretino do armando nogueira fez isto).

    Trata-se de reconhecer o papel que cumpre hoje, de enfrentar os desmandos e hipertrofiação de poderes do MPF, da mídia e do Supremo Teatro da Farsa.

    Cumpriu sua pena de isolamento político, perdeu o caro, foi absolvido pelo Supremo(ora, ora, pela rejeição da falta de provas, ih, acho que ouvi isto em algum lugar), refez-se democraticamente e se submeteu ao crivo e julgamento popular: o voto.

    E eu posso detestar o Collor, mas respeito o povo de Alagoas e suas decisões, embora discorde delas. Como aceitamos a decisão em 89. E só o rito constitucional que a reverteu. Ele, inclusive, republicanamente, não se debateu, nem seduziu-se por medidas “de força”.

    Foi imolado no altar da democracia, embora a globo que o colocou lá, ficasse fora da “fatura” até hoje.

    Claro que o combate ao processo de judicialização e criminalização da política poderia ser feito por gente impoluta e “de bem”, como Pedro Simon, Álvaro Dias, Roberto Freire, ou até Zé Çerra(????), mas estes estão ocupados em…em quê mesmo?

    Claro que Churchil poderia “bater o pezinho” e dizer que com Stálin jamais…mas aí a História seria outra, né não…Heil, Rodrigo!

anac

27 de novembro de 2012 às 07h24

Gurgel não pode usar a PGR para fazer chantagens e levar vantagens. Não pode. Vejo algo de bom no atual cenario politico-partidário-juridico do Brasil as mascara estão saindo. O Miniterio Público, não obstante suas prerrogativas constitucionais como fiscal da lei e defensor dos interesses coletivos, se mostra competente apenas como acusador – dominus litis – para colocar os tres ps, que, agora, são 4, na prisão. O Poder judiciario é competente para encarcerar os egressos da senzala. Tudo capitão do mato. Não servem ao Brasil

Responder

anac

27 de novembro de 2012 às 07h10

Brizola com sua imensa sabedoria foi o unico a estender a mão a Collor quando escurraçado da presidencia pelo proprio PiG que o criou.
Collor assim como Getulio, Lula, Jango tem seus defeitos. Entretanto foi impeachzado não pelos defeitos mas pelas qualidades. Collor honra o cargo que exerce. Ao contrario de alguns politicos que se acham o maximo mas que no lesgislativo não fizeram nada so reclamaram. Agradabilissima surpresa Collor nos dá. Ouso dizer que votaria nele até para presidente o que não fiz em 1989. Desde que bem acompanhado.

Responder

Francisco

27 de novembro de 2012 às 05h36

O presidente Eike dos EEUU disse em seu discurso de despedida que ele temia pelo futuro do país pois tudo estava controlado pelo que chamou de “complexo industrial-militar”.

Aqui vivemos sob o complexo “industrial-midiático”.

O senador Collor parece ser o único Congressista brasileiro que lembra ter recebido votos de alguém e, portanto, não falar por si só.

O único que parece se lembrar que Gurgel é, tão somente, um servidor público sem votos. Num cargo onde credibilidade é tudo e ele não mais a possui.

Se Gurgel fosse ligado ao executivo o JN já teria condenado Dilma à siberia por não demiti-lo ou, no mínimo, afasta-lo.

Collor é hoje o senador mais engajado e coerente do PT. Ele é do PT, não?

Responder

Mario

27 de novembro de 2012 às 05h32

Agora eu pergunto onde estão os deputados e senadores do PT que não tomam nenhuma atitude contra o prevaricador da república Roberto Gurgel?!…

São covardes ou estão com o rabo preso ?!… O que está acontecendo?!…

O Collor foi vitima de um Golpe, por isso ele clama por justiça, o problema é que ele está praticamente sozinho nessa luta….os PTistas agem como ratos acuados.

REAGE PT !!!!

Responder

Marcio H Silva

27 de novembro de 2012 às 02h12

O Collor está certíssimo. Quero ver os outros apoiar.
Agora reflito: o que houve com cachoeira? saiu da cadeia bonzinho e de repente o cara aparece cheio de complicação de saúde, e é internado.
Sei não, mas acho que estão querendo queimar o arquivo vivo.

Responder

ZePovinho

27 de novembro de 2012 às 00h20

Quem diria.Collor está com mais coragem do que setores inteiros do PT que se cagam de medo do PIG,do Prevaricador Geral da República Nhonho Gurgel,etc.

Responder

    Rodrigo Leme

    27 de novembro de 2012 às 07h35

    É a coragem de quem abandonou toda vergonha na cara.

    Topicos relacionados: Paulo Maluf.

    xacal

    27 de novembro de 2012 às 12h08

    Esqueçamos todos os tratados de ciência política, toda a dinâmica dos processos democráticos, os movimentos da luta pelo poder, e rezemos no altar das virtudes e dicotomias morais do Rodrigo Leme.

    Chamem o Papa, ops, mas ele não é aquele líder da Igreja que acoberta quem come(metaforicamente, é claro) as criancinhas?

    Então serve o malafaia?

    Roberto Ribeiro

    28 de novembro de 2012 às 06h39

    Pode ser que o nosso colega comentarista seja mal amado, pode ser, mas acho que é caso de desocupação mesmo, ele entende tudo o que é debatido aqui, entende todos, mas é um caso típico de quem tem excesso de tempo disponível para sacanear que vem aqui para debater.
    Esse personagem tem raciocínio mas não se dá ao trabalho de escrever o que realmente pensa, por pura malandragem, se faz de desentendido, porque o tempo de sobra que tem, usa para algo que lhe dá imenso prazer, trollar, trollar e trollar tudo e a todos.
    Freud não perderia tempo com um tipo desses…

Gil Rocha

27 de novembro de 2012 às 00h20

O Collor só é levado a sério pelos
petistas (que afinal se descobriu serem
seus verdadeiros admiradores), e dos progressistas
de ocasião.
Então, ser aliado do PT e ter os mesmos inimigos já
nos comprova que são todos farinha do mesmo saco (furado).

Responder

    anac

    27 de novembro de 2012 às 07h17

    Em 1989 o troll amestrado votou em Collor…
    Após interesses contrariados a direita tratou de expulsa-lo da presidencia, por causa de um Fiat Elba.
    De FHC que fez desparecer 100 bilhões de dolares da privataria na era do limite da irresponsabilidade, comprou parlamentares – com provas cabais e insofismáveis confissão de deputados – para aprovação da emenda da reeleição, quebrou o Brasil tres vezes, colocando o país de quatro como pedinte perante o FMI, o troll otario não diz NADA.

    Rodrigo Leme

    27 de novembro de 2012 às 17h44

    Votar em Collor antes dele mostrar o canalha que era é um erro perdoável. Imperdoável é já saber quem ele é e ainda assim apludí-lo.

    xacal

    27 de novembro de 2012 às 18h10

    Ué, e como o Rodrigo tem como saber quem sabia ou não o que o Collor significava?

    Gente inteligente e “exigente” como vocês já deveriam saber pelas companhias e pelos apoios, né não, fiote?

    Ou ter apoio ORGÂNICO do dotô Roberto é credencial para quê mesmo?

    Engraçado, que lê o Rodrigo imagina que Collor ainda seja presidente, e que nós, do PT, tenhamos sido abduzidos por ele.

    Vendo aqui de longe, parece o contrário.

    E será que o Rodrigo odeia mais o Collor por tê-lo “enganado”(o que ele esperava mesmo do Collor?)ou porque ele mudou?

    Vá saber…

    Rodrigo Leme

    27 de novembro de 2012 às 22h04

    Odeio o Collorporserum canalha. Como você é petista, sei que esse conceito, essa idéia de odiar alguém por ser canalha é meio fora da caixa, além da compreensão. Um dia eu explico.

    morgana profana

    27 de novembro de 2012 às 22h54

    Vixe Minino, que ódio é esse no coração, mon coeur. Titia morgana tá preô contigo.

    Eu entendo. O collor levou as eleições com voto de gente como você, tadiiiiinho, acreditou naquela alegoria do caçador de marajás.

    Vibrava com o vigor(uiiiiii)do homem com aquilo roxo, e depois?

    Depois foi aquele basfond, né, santo. Aquela mulher cafonéééérrima, baile do omo(que dá o branco que sua família merece!), aquele irmão maluco com a tereza, a veja, o PC, e você ali, todo traído, decepcionado.

    Putz, não foi isto que cid moreira prometeu, né não, lindo?

    Agora o cara volta, com maior crise de meia-idade, todo metido a regenerado e se junta logo com o PT?

    Cê tem razão, gentalha, gentalha, gentalha!

    Mas num fica assim não, digão! Ódio faz mal, lindo.

    Titia sabe como é, já foi traída um montão. Demóstenes foi um d-e-s-a-s-t-r-e na minha crença na humanidade! E o pantagurgélico então? Eu acreditei que ele era gente de bem, com aquela cara de vítima de bullyng no colégio, cê vê minino, que levadinho ele.

    xacal

    27 de novembro de 2012 às 23h05

    É, Rodrigo não conte não. Nem precisa, nós sabemos quanto custa tolerar canalhas. Democracia é mesmo uma m…rda.

    Gente como você, que odeia canalhas, prende e arrebenta. É bem mais prático. Direto.

    heil, Rodrigo, heil.

    Tá resolvido. Balizemos as alianças políticas, o destino da Humanidade, o futuro da Democracia pelo fígado do Rodrigo.

    Ótimo, fica bem mais fácil assim.

    amigo, amigo, amigo…rs

    Ulisses

    27 de novembro de 2012 às 07h54

    Não sei a sua idade, mas aposto que você foi um eleitor dele quando disputou e ganhou através da manipulação da rede globo contra o Lula em 1989, não? Naquela época o caçador de marajás era seu ídolo. Quando a rede globo pediu para sair as ruas como cara pintada, provavelmente você foi festeiro pedir a saída de quem votou. Agora, quando ele tem um discurso sério, coerente, com argumentos, você desce o pau?

    José Ruiz

    27 de novembro de 2012 às 08h43

    não é o caso de seguir esta ou aquela manada, Gil, é preciso raciocinar em cima da informação, e aí tanto faz de onde vem.. não se pode confundir análise com briga de torcida..

    Bonifa

    27 de novembro de 2012 às 08h52

    A mídia antidemocrática está muito confiada em ter demonizado Collor o suficiente para que ele jamais seja levado a sério. Vai se surpreender e será tarde demais para ela.

Messias Franca de Macedo

27 de novembro de 2012 às 00h20

… Collor de Mello ministro das Comunicações, ” e eu queria ver a Lei dos Meios não ser aprovada – e ainda “jogando leite na cara dos caretas e das caretas do PIGolpista/terrorista”!…

[“A Rede Globo – e o restante do PIG – pensa(m) que tem o poder que, na verdade, não possui(em)!” Declaração proferida por Luiz Inácio Lula da Silva, quando ainda investido do cargo de presidente da República do Brasil…]

Enquadremos, democraticamente, o PIG &$ o restante da [eterna] DIREITONA OPOSIÇÃO AO BRASIL ‘no lixo do esgoto da ‘Marginal(idade)!…

Hasta la Victoria Siempre!

BRASIL (QUASE-NAÇÃO)
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Messias Franca de Macedo

26 de novembro de 2012 às 23h59

… Muito bem, senador Collor de Mello: procurador-geral da República – sobretudo *”quando comprovadamente prevaricador!” -, nem aqui nem na Conchinchina, é ser inimputável!…
*segundo o senador Collor de Mello!

… Discurso com ‘H’ maiúsculo!…

Parabéns, senador Collor de Mello!

Felicidades!

A nação e a história agradecem o seu destemido e substanciado pronunciamento!

[… ‘Cadê’ os parlamentares do PT e dos outros partidos ditos de esquerda, excetuando “o ingênuo” PSOL alinhado à DIREITONA?!…]

BRASIL (QUASE-NAÇÃO)
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Marcelo de Matos

26 de novembro de 2012 às 23h56

O Collor está certo – tem mais é que sentar o pau no Gurgel. Ele já sentiu o golpe, tanto que se referiu outro dia ao relatório da CPI do Cachoeira. O próprio MP vai acabar por defenestrá-lo, já que ele põe em risco as reivindicações da corporação, como a de continuar a fazer inquéritos criminais, que seriam competência privativa da polícia. Nosso amigo Rodrigo Viana publicou ótimo post sobre o assunto: http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/gurgel-acuado.html

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A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação e traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.