VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

As mulheres que podem decidir a eleição em São Paulo


08/09/2012 - 01h04

por Luiz Carlos Azenha

O tucano José Serra promete urbanizar favelas, repetindo o que já teria feito no passado (espero que vocês entendam o condicional); Marta Suplicy, na propaganda de Fernando Haddad, diz que o petista vai “recuperar o tempo perdido” na construção de moradias; Lula, em nome de Haddad, diz que seu candidato tem “mais condições de garantir moradia digna” aos eleitores.

Em recente pesquisa do Datafolha, o candidato do PRB, Celso Russomano, subiu de 29% para 34% entre mulheres, de 33% para 41% entre eleitores com ensino fundamental e de 36% para 42% entre os que ganham entre dois e cinco salários mínimos. Ele expressa a conjunção de duas esferas da vida pública intactas no imaginário popular, diante da degradação do Estado expressa no caos da vida urbana: a midiática (estar na mídia é, em si, um endosso) e a religiosa (independentemente da fé que professem, os mais fiéis são apontados como cidadãos exemplares num cotidiano dominado pelas notícias do tráfico, das drogas, da violência e da repressão policial).

Não, esta eleição municipal em São Paulo não será decidida pelos leitores da Folha, nem do Viomundo. Quem decide vive na periferia, tem uma relação com o Estado marcada pela precariedade (no transporte público, nas escolas, nos hospitais, nas delegacias e na Justiça) e depende de redes de assistência que passam longe dos governos. Nos bairros, é a rede informal de apoio dos amigos e vizinhos ou a formal, das igrejas.

Para esta faixa de eleitores, a relação com alguém que realmente defende os pobres — que alguns poderiam chamar de ‘paternalista’ — faz diferença na vida. Não há outra explicação para o sucesso da ideia do Bilhete Único Mensal nesta campanha: fala diretamente ao bolso, de forma concreta.

O sonho da casa própria, que os candidatos já identificaram como de alto potencial eleitoral, nada tem a ver com luxo. Livrar-se do aluguel significa folga orçamentária para colocar os filhos na creche ou na escola particular, comprar plano de saúde ou fazer aquela viagem.

Em várias regiões da periferia de São Paulo, mulheres chefes de família são a força motriz, costuram laços comunitários e são, assim, as formadoras de opinião.

No desespero, os tucanos optaram pela estratégia de demonizar os evangélicos, como forma de recuperar sua tradicional base conservadora de classe média. Mas não podem fazê-lo abertamente, sob o risco de perder na periferia votos conquistados na Mooca. Delegaram a tarefa a terceiros. Só falta a Regina Duarte dizendo que tem medo dos “crentes”.

Pode mesmo funcionar na classe média, sempre em busca de uma válvula de escape para expressar preconceito de classe. No caso, em relação aos que “não sabem nem escolher a religião”, são “facilmente manipuláveis” e, em última análise, “não sabem votar”. Se soubessem, votariam no Serra.

O PT desenvolveu uma estratégia que enfatiza o plano de governo e agora apresenta Marta e Dilma como fiadoras de Haddad, especialmente junto àquelas batalhadoras que carregam as famílias nas costas, muitas das quais hoje se inclinam por Russomano.

O candidato do PRB, ao romper o bom mocismo para bater no prefeito Gilberto Kassab, explica o motivo de sua ascensão: a rejeição genérica a tudo o que está aí.

Para além das questões eleitorais, tem razão os que sugerem que o melhorismo da esquerda no poder precisa renovar seu compromisso com um Estado que garanta saúde e educação públicas e gratuitas, transporte e moradia de qualidade para todos — um compromisso que já não sabemos quantos do PT endossam com a mesma firmeza do passado e que sabemos que o PSDB nunca teve. Eu acrescentaria à lista o fortalecimento da esfera pública de comunicação.

A longo prazo, é ainda a melhor forma de enfrentar o salvacionismo milagreiro, que viceja onde o Estado é ausente ou fracassa.

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54 comentários

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Lincoln Secco: A esquerda precisa ver os pobres como sujeitos históricos « Viomundo – O que você não vê na mídia

26 de setembro de 2012 às 17h12

[…] do Viomundo: Tratamos de algumas destas questões, aqui. O artigo me lembrou de uma entrevista que fiz com um jovem recém-saído de tratamento em uma […]

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Fátima Oliveira: O feminismo brasileiro ficou menor « Viomundo – O que você não vê na mídia

25 de setembro de 2012 às 00h48

[…] As mulheres que podem decidir a eleição em São Paulo […]

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Trem da CPTM quebra, PM age contra passageiros revoltados « Viomundo – O que você não vê na mídia

17 de setembro de 2012 às 23h14

[…] As mulheres que podem decidir a eleição em São Paulo […]

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Vanete Almeida, a guerreira do semiárido se encantou « Viomundo – O que você não vê na mídia

14 de setembro de 2012 às 11h11

[…] As mulheres que podem decidir a eleição em São Paulo […]

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Jorge Nunes

09 de setembro de 2012 às 09h52

Essa eleição realmente só serve para mostrar como é superficial a cobertura da mídia. A mídia é radicalmente contra a realidade a tal ponto que quer modificá-la …. ah, isso todos aqui sabem.

Mas o detalhe é que não cai a ficha da mídia, não vão aos bairros estão estão os pobres (só quando há desgraça). A mídia não sai de sua zona de conforto e cobre o estilo de vídeo de uma classe média e alta ou que é próxima a mesma mídia.

Trem?
Metrô?
Ônibus?

Para mídia não são nem seres humanos que usando isso (principalmente a paulista) pois qualquer questionamento sobre esses meios coloca em cheque o governo que mídia apoia.

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ZePovinho

09 de setembro de 2012 às 09h44

Esse atual governo da prefeitura São Paulo(ao que parece por obra do Tripoli) fez,pelo menos,ao que sei,uma coisa boa e que precisa de mais apoio:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1150617-primeiro-hospital-publico-para-bicho-ja-pede-socorro.shtml

09/09/2012 – 06h30
Primeiro hospital público para bicho já ‘pede socorro’

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LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO

Soterrado pelo excesso de demanda, o primeiro hospital veterinário totalmente gratuito de São Paulo, no Tatuapé, zona leste, já deixa casos graves sem tratamento adequado, segundo proprietários de animais que acorreram ao serviço.

Inaugurado há dois meses e uma semana, o hospital foi implantado pela Prefeitura de São Paulo, a partir de convênio com a Anclivepa-SP (Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais). Por mês, a prefeitura repassa R$ 600 mil para o hospital.

Luciana Aparecida Albino, 34, reclama: “Marcaram para esta quinta-feira a cirurgia para a extração do tumor de meu cachorro. Mas o médico não foi. Tão jovem o serviço, e já está parecendo o SUS”.

Ainda único hospital veterinário público de São Paulo (segundo o vereador Roberto Tripoli, do PV, a ideia é criar um em cada região da cidade), o do Tatuapé avisa logo na entrada: “Serviço gratuito, destinado prioritariamente a animais de abrigos e à população de baixa renda cadastrada em programas como o Bolsa Família”.

Para serem atendidos, 30 novos animais por dia, fora os casos de emergência, os acompanhantes humanos deles têm de ser aprovados no teste de pobreza, conduzido por assistente social.

O que seria uma forma de restringir a demanda -quem pode pagar que se dirija a veterinários privados- dá origem a um desfile dantesco de dores caninas e felinas.

“Já esperávamos que a procura fosse grande. Mas ninguém poderia imaginar que se materializaria aqui uma tamanha concentração de sofrimento”, disse à Folha o veterinário Renato Tartalia, 48, diretor do hospital.

“É que, se os donos são pobres, os animais são pobres ao quadrado”, teoriza a balconista Daniela Pedras, 32, dona de seis cães e três gatos.

Em vez de ração, são animais que comem restos de comida humana e sofrem, por isso, de dor de dente e gengivite, como humanos. Sem tratamento, os tumores já chegam supurados (ou quase). E os cachorros morrem de cinomose, apesar de haver vacina eficaz. Mas custa R$ 50, e os donos não têm.

Calcula-se que São Paulo abrigue algo como 4 milhões de cães e gatos, para uma população humana de 11,5 milhões de habitantes.

Não se sabe, porém, qual percentual desses animais vive “abaixo da linha de pobreza” ou em situação de risco.

Agora, pela primeira vez, com o hospital, aquilo que era um problema da vida privada ganha visibilidade.

“O que estamos vendo é uma catástrofe, que afeta tanto a vida de animais, quanto a de seus donos, que sofrem por eles”, diz o doutor Tartalia. “É preciso investir mais.”

Por mês, a meta é realizar 180 cirurgias e mil consultas. “Este hospital é o primeiro. Seria injusto, agora que ele existe para cuidar dos animais, responsabilizá-lo por todas as dores do mundo”, defende a protetora Solange dos Anjos Moura Leite, 56.

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Marcos Coimbra: Realidade desfazendo a imaginação da grande mídia « Viomundo – O que você não vê na mídia

09 de setembro de 2012 às 09h25

[…] As mulheres que podem decidir a eleição em São Paulo […]

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FrancoAtirador

08 de setembro de 2012 às 22h25

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ELEIÇÕES 2012

A Rede Globo de Televisão encomendou uma pesquisa eleitoral ao IBOPE

para saber se os paulistanos votarão em Barak Obama ou em Mitt Romney.
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Geralda

08 de setembro de 2012 às 21h18

Será que não leram privataria tucana? Tucanos só governam para grandes empresários. Vendem até a alma; nem sei como não venderam o país, raça ordinária. São déspotas, aqui em Minas quem manda é o afilhado do faraó(o senador de Minas), as capitanias e o AI5 continuam,imprensa amordaçada a rede Globo é do faraó; as notícias as mais enganosas.

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Paciente

08 de setembro de 2012 às 20h45

O município de São paulo é muito importante, não resta dúvida.

Contudo, os municípios do interior (prefeitos e vereadores) são o dreno que sorve a imensa grana para o avanço social do pais.

Já universalizamos o ensino fundamental, certo? Ou seja, quem não faz esse grau de ensino, não o faz porque não quer, ou seja, ele esta disponível em todo o território nacional, não é isso?

Que tal, já para a próxima eleição municipal começar a “torcer o parafuso” da qualidade?

Precisamos estabelecer que é preciso ensino fundamental completo para se candidatar a algo, mesmo que seja através de supletivo.

Olhando a realidade do interior do país, é de chorar a quantidade de vereadores que não conseguem ler uma página e a quantidade de dinheiro desperdiçado por prefeitos que não conseguem seguir uma lista de especificações técnicas… de coisa alguma!

São Paulo? Esta ótima! Talvez seja um dos vinte ou trinta municípios brasileiros em que todos os candidatos têm ensino médio…

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Paulo Ribeiro

08 de setembro de 2012 às 19h14

Talvez seja este o momento propício para discutirmos o atual modelo eleitoral brasileiro, no qual em nome de um suposto direito universal de sufrágio temos pessoas pessoas despreparadas para exercer o ato de escolher seus representantes. O que vemos hoje em São Paulo é uma manipulação por parte de setores conservadores tramando em favor de um candidato que sequer possui um ideário de propostas para gerir a cidade. Uma saída poderia ser o voto facultativo a exemplo de países como os Estados Unidos, o que obrigaria o candidato a ser mais incisivo de modo a convencer o eleitor a sair de casa. Outra forma inovadora, que está em estudos na China, seria o voto qualitativo conforme a faixa etária e o grau de instrução do eleitor. Tem a sua lógica a meu ver. O primeiro voto de um jovem ou de alguém com pouca instrução não pode ter o mesmo peso de um cidadão plenamente inserido na sociedade. É uma proposta polêmica, admito, mas que certamente evitaria estelionatos como o que estamos observando na cidade de São Paulo.

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    assalariado.

    08 de setembro de 2012 às 21h26

    Se formos seguir o raciocínio do Sr. Paulo Ribeiro, o culpado pelas mazelas na politica nacional sempre será, e é, do povo. Tenho uma triste notícia para te contar, a cada 2 anos temos eleições no Brasil. Então te pergunto: voce tem certeza que o nosso povo não sabe votar? Em seguida, já da a resposta, a seco, e de forma acertada. Sim, você afirma que setores conservadores manipulam as eleições, leia -se, o capital, desta vez travestido de PIG. Afinal, quem é o braço manipulador e porta voz do capital dentro de nossos casas? Tenho certeza que você sabe a resposta.

    Voto facultativo? Voto qualitativo? O voto do jovem vale menos que de um adulto? Êpa! opa! Sem essa de preconceito com o nosso povo, ele é vitima e não vilão, concorda? Diria a voce que somos 24 horas/ dia manipulados e triturados pelas midias do capital e voce vem com esta idéia comprada nos lojas PIGs da vida. Quanto mais pensamos que estamos fugindo e agindo fora dos critérios de avaliação da politica economica e eleitoral, impostas pelo capital, sobre as atitudes das massas, mais preconceituosos estaremos sendo. Cuidado!

    Com todo respeito.

    Abraços Fraternos.

    Rodrigo Leme

    09 de setembro de 2012 às 09h11

    Questões que só são levantadas onde o PT não ganha…

    Jorge Nunes

    09 de setembro de 2012 às 18h47

    Aqui no Rio também são levantadas, a diferença que a mídia carioca cobra mais das autoridades da cidade que a mídia paulista.

ZePovinho

08 de setembro de 2012 às 16h44

PELO AMOR DE DEUS,PAULISTAS,VOTEM NO PSDB!!!!!O BRASIL AGRADECE……….DELENDA SAO PAULO,TUCANUS TERRIBILIS!!!

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/09/tucano-atacando-tucano.html

tucano atacando tucano

A um mês das eleições municipais, o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos (PSD), criticou o ritmo da expansão do transporte sobre trilhos no Estado num artigo que causou desconforto no Palácio dos Bandeirantes e entre aliados do governador Geraldo Alckmin.

Publicado na Folha ontem, o texto afirma que “São Paulo está no atraso em matéria de trilhos”, em comparação com outras metrópoles.No artigo, o vice-governador diz que a malha da CPTM (Companhia de Trens Metropolitanos) está “dependente de modernização” e que a do Metrô “é insuficiente para atender à demanda”.

“Existe um grande esforço por mais investimento, mas há uma disparidade entre os dois sistemas”, diz. “Isso mostra descompasso no planejamento e execução do transporte público.”

Aliados de Alckmin consideraram o momento inoportuno para a crítica, já que transporte é tema da eleição na capital -o PT chegou a usar o termo “apagão” para falar do setor.Houve ainda um incômodo porque o PSDB, partido de Alckmin e de José Serra, que disputa a prefeitura este ano e já foi governador, comanda o Estado desde 1995.

Tucanos interpretaram que as críticas enquadram as sucessivas gestões do PSDB, e voltaram a questionar a parceria com Afif e o prefeito Gilberto Kassab, de quem o vice-governador é aliado.Afif é responsável pela implementação de PPPs (Parcerias Público-Privadas) no governo e vem defendendo a adoção do modelo para acelerar a expansão dos trilhos.

No artigo, ele cita a presidente Dilma Rousseff (PT) que anunciou 10 mil km de ferrovias feitas pela iniciativa privada. “Essa é a chave para o desenvolvimento paulista”.

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Pedro Cruz

08 de setembro de 2012 às 16h08

Bela analise. Sai do lugar comum que tenho lido.Quem dá assistência à periferia, ajuda e socorre as famílias (não estou defendendo religiões, longe disso) são os evangélicos. Isto é real. O Estado “não chega”, os partidos “não chegam”. Uns estão nos bairros batendo às portas todos os dias, outros estão batendo às portas nas eleições. É um debate a ser aprofundado.

Responder

VIÇOSO

08 de setembro de 2012 às 14h41

Aquela “ilustre” global REGINA DUARTE não vai dar apoio o Zé Cerra? Não vem dizer para o público de São Paulo “Tenho medo se o Cerra não ganhar”? Que expressão tem a “ilustre” Regina Duarte. Politicamente é uma “INÚTIL”.

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Cibele

08 de setembro de 2012 às 14h22

Bom texto, Azenha.
O que eu gostaria que as pessoas da periferia percebessem é que o Haddad fará muito mais por elas do que o candidato que está em primeiro nas pesquisas. Não é tão difícil de ver, é? Claro que elas não acreditam mais no Estado do que na igreja ou nos movimentos populares. Isso significa que sempre vão se enganar dessa maneira? Que já não aprenderam que a única esperança nossa (povo) é mesmo o PT? Que CHEGA de aventureiros, caso contrário, a cidade morre?
Então, dá licença, mano!

Pôxa, agora tem que ser aprovado, hein?

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assalariado.

08 de setembro de 2012 às 14h17

Azenha, o que preocupa na questão decisória das eliçõs de cartas marcadas, não é se mulher ou homem possam decidi -las. A questão de fundo é, a forma pragmatica de governar de que tanto a ‘esquerda’ se vangloria, e isso, no curto prazo, pode ser um tiro no pé. Pelo jeito, o pessoal ainda não entende, não consegue pensar para além dos seus gurus ideológicos e suas táticas de ‘esquerda’, recheadas aos sabores das reportagens do PIG que, para começar a sanar as questões de educação, saúde, transporte e tals, … Estas, dependem das prioridades do governo da vez, nos seus três niveis (municipal, estadual e federal). Isto, com referência aos assalariados e ao povo do andar debaixo que são, no minimo, 75% da sociedade.

O começo da solução, não apenas o melhorismo, para acontecer, teremos que quebrar alguns elos da corrente capitalista e das amarraduras, (não estou falando de revolução), a qual a ‘democracia’ burguesa nos autoriza e impôe, através das verbas permitidas para o social, que no fundo, nunca passam das sobras pagas ao senhores do capital, que são os verdadeiros donos destas dívidas. Então, em última (ou 1ª) análise, estas verbas, vão para os bolsos de quem mesmo? Sim, através da produção do proletariado e da classe trabalhadora, é que chegamos a 6ª economia do planeta, no entanto, o IDH nosso de cada dia é 75º. Sendo desta forma teriamos que, em tese, sermos o 6° IDH do mundo, no entanto! E ainda temos pessoas que dizem, não temos verbas para irmos além do melhorismo permitido pelo capital. Oras, estes tipos de argumentos mostram muito bem como o PIG e os suas ramificações dentro da sociedade tem influencia nas mentes desavisadas dos nossos comentaristas.

Abraços Fraternos.

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As mulheres que podem decidir a eleição em São Paulo | SPressoSP

08 de setembro de 2012 às 13h52

[…] Luiz Carlos Azenha, do Viomundo Marta e Haddad em Parelheiros na zona sul de São Paulo (Foto: Paulo […]

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Leonardo Meireles Câmara

08 de setembro de 2012 às 12h46

O povo de São Paulo encheu o saco do bipartidarismo. Penso que vai dar Russomano. E se o PT cometer o suicídio político de se aliar ao PSDB no segundo turno, vai se arrebentar de vez e vai perder a oportunidade de pegar o Russomano de jeito na próxima. Ou será que alguém acredita que ele faria um bom governo?

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sandro

08 de setembro de 2012 às 12h09

O PT e haddad estão jogando xadrez.
Isso fica bem claro pois o “cerra” vai estrebuchando” sozinho junto com o PIG. Me parece que o problema nao é o haddad ganhar e sim ganhar sendo
mais uma aposta vitoriósa do Lula. E lula é e sempre será o inimigo à ser batido.Pelo andar da carruagem o PT esta esperando o “angulo oportuno”
prá ter uma postura mais ofensiva, e dai xeque-mate.

Responder

Marcelo de Matos

08 de setembro de 2012 às 10h59

O post de Josias de Souza sobre as eleições em Sampa está muito bom: http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2012/09/08/num-2o-turno-contra-russomanno-pt-e-psdb-vao-depender-um-do-outro-como-em-98-e-2000/
Vale a pena ler, mas, espero que nos livremos antes desse dilema.

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Marcelo de Matos

08 de setembro de 2012 às 09h24

No final, falando em “para além das questões eleitorais” e “a longo prazo” você foge do tema proposto: a eleição em Sampa. “O melhorismo da esquerda no poder precisa renovar seu compromisso com um Estado que garanta saúde e educação públicas e gratuitas, transporte e moradia de qualidade para todos”. Eu continuo petista e “melhorista”, embora realista. Sejamos francos: não há dinheiro, nem condições para dar “transporte e moradia de qualidade para todos”. O Bom Dia São Paulo, anteontem, mostrou a cidade de Ribeirão Pires, aqui na grande Sampa. É um mar de problemas, semelhante a Franco da Rocha, por exemplo. População morando em áreas de risco, rio poluído, transporte precário, fiéis abandonando a igreja que está quase desabando, etc. A prefeitura teve a ideia de montar uma festa do chocolate, temporária, para edulcorar o sofrimento da população. Isso é possível fazer por aí: festa do chocolate, ou da rapadura, para adoçar a vida do povo. São coisas distintas: em curto prazo, o discurso eleitoral; em longo prazo, o trabalho pela melhoria de vida.

Responder

    Roberto Locatelli

    08 de setembro de 2012 às 11h31

    Marcelo, há dinheiro, sim. Muito dinheiro. Rios de dinheiro. Só que esses rios de dinheiro desaguam nos cofres de 1% da população, que são os banqueiros, especuladores e grandes latifundiários.

    É por isso que a Venezuela tem a melhor distribuição de renda do Continente. Porque lá o governo não tem medo de enfrentar os bilionários.

    É por isso que Chávez e Cristina Kirchner ganham no primeiro turno. Detalhe: Cristina não participou de nenhum debate na tv.

    Enquanto isso, Haddad luta para chegar ao segundo turno. O PT não soube ou não quis ser alternativa na cidade e no estado.

    As bandeiras vermelhas só aparecem em época de eleição. Depois, ficam guardadas debaixo da escada, lá na cozinha.

    Alexandre

    08 de setembro de 2012 às 12h08

    me diga que oposição foi o PT à administração kassab? Me diga qual o discurso contra já que o kassab só não apoia Haddad por que Serra entrou na disputa

Willian

08 de setembro de 2012 às 09h16

Interessante o primeiro paragrafo: Serra promete, Marta diz, Lula tambem diz. Observem que Haddad nunca aparece no texto como protagonista. Sai da sombra, Haddad!

Responder

    francisco pereira neto

    08 de setembro de 2012 às 11h28

    Haddad como o grande ministro da educação de tres governos, acho que para sair da sombra, deveria chamar o Willian com “n” para dar rumo à sua campanha.”Genial”.

Marcelo de Matos

08 de setembro de 2012 às 08h44

“Eu acrescentaria à lista o fortalecimento da esfera pública de comunicação”. Esse deveria ser o assunto de um post específico do Viomundo. Você feriu o tema, como diriam os franceses, “en passant”, embora a comunicação seja a sua área. Não sei se, no seu caso, é incômodo falar sobre isso. Eu não entendo de comunicação pública ou privada. Sei que os tucanos se comunicam muito bem através da TV Cultura, mas, não sei como ficará essa emissora após a eleição. Teremos mudanças? Às vezes lembro-me de dar uma olhada na TV Brasil, mas, no meu televisor, ela fica lá no canal 180. Dificilmente vou a essas alturas. É mais fácil sintonizar o 201 e ouvir MPB. A TV Brasil deveria ficar ali entre o 2 e o 13, que é onde ficam os canais abertos. Comunicação, porém, não é só TV, não é mesmo? Será que a Dilma está precisando dar uma força para a blogosfera progressista?

Responder

Marcelo de Matos

08 de setembro de 2012 às 08h18

“Em várias regiões da periferia de São Paulo, mulheres chefes de família são a força motriz, costuram laços comunitários e são, assim, as formadoras de opinião”. Azenha, você precisa mostrar uma pesquisa sobre o percentual de mulheres entre os trabalhadores brasileiros. Minha faxineira disse algo que eu já havia notado: “hoje em dia as mulheres trabalham e os homens ficam em casa”. Raramente ando de ônibus, mas, quando o faço, só vejo mulher passando nas catracas: pelas conversas (claro que elas falam muito) percebe-se que são faxineiras, telefonistas, enfermeiras, atendentes, ascensoristas, vendedoras, etc. Por curiosidade, lembro que o último ônibus que tomei tinha uma mulher como motorista e um gay como cobrador. Como os tempos estão mudados! Getúlio Vargas, se vivo, diria em seus discursos – Trabalhadoras do Brasil!

Responder

José X.

08 de setembro de 2012 às 08h08

Preparem-se, logo logo vem aí o rolo compressor da mídia contra a “Martaxa”. Será que ela aprendeu alguma coisa, ou pelo menos, arranjou assessores mais competentes pra se defender da campanha de difamação que provavelmente vai sofrer ? Porque o problema da Marta não é ser um pouco antipática (isso ela é mesmo), mas ser incompetente politicamente…Agora, como prefeita ela põe no bolso uns 10 Kassabs e uns 100 Serras…

Responder

    Alexandre

    08 de setembro de 2012 às 12h11

    vocÊ tem razão, Marta teve um processo de difamação em que o PT pouco fez para defende la. De repente todo mundo virou pai do bilhete único e Ceus, mas na hora da taxa do lixo, só ela ficou com a fama. Ela não só um banho em kassab e Serra não, ela é 100 vezes melhor do que qualquer político paulista em matéria de São Paulo, coloca qualquer um no chinelo

    Rose SP

    08 de setembro de 2012 às 20h35

    Valeu, Alexandre! Também tenho a mesma opinião a respeito do que Marta fez por São Paulo, infelizmente tem uns paulistanos ingratos.

    Aline C Pavia

    08 de setembro de 2012 às 12h28

    A toda pessoa que fala “Martaxa” eu respondo “Inspeção Veicular – Controlar”.

    Ananda

    08 de setembro de 2012 às 13h23

    Muito bom.

    Rodrigo Leme

    08 de setembro de 2012 às 14h01

    Ou será que a Marta foi trazida pra campanha pra perguntar se o Russomanno é “casado, tem filhos?”. Memória anda curta, né?

    E o Martaxa é bem apropriado, visto que foi obra do Haddad.

    Aline C Pavia

    08 de setembro de 2012 às 16h59

    Emilia M. de Morais
    8 de Setembro de 2012 10:19
    THEOTONIO DOS SANTOS: CARTA ABERTA A FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

    Meu caro Fernando,

    Vejo-me na obrigação de responder a carta aberta que você dirigiu ao Lula, em nome de uma velha polêmica que você e o José Serra iniciaram em 1978 contra o Rui Mauro Marini, eu, André Gunder Frank e Vânia Bambirra, rompendo com um esforço teórico comum que iniciamos no Chile na segunda metade dos nos 1960.

    A discussão agora não é entre os cientistas sociais e sim a partir de uma experiência política que reflete contudo este debate teórico. Esta carta assinada por você como ex-presidente é uma defesa muito frágil teórica e politicamente de sua gestão. Quem a lê não pode compreender porque você saiu do governo com 23% de aprovação enquanto Lula deixa o seu governo com 96% de aprovação.

    Já discutimos em várias oportunidades os mitos que se criaram em torno dos chamados êxitos do seu governo. Já no seu governo vários estudiosos discutimos, o inevitável caminho de seu fracasso junto à maioria da população. Pois as premissas teóricas em que baseava sua ação política eram profundamente equivocadas e contraditórias com os interesses da maioria da população. (Se os leitores têm interesse de conhecer o debate sobre estas bases teóricas lhe recomendo meu livro já esgotado: Teoria da Dependencia: Balanço e Perspectivas, Editora Civilização Brasileira, Rio, 2000). Contudo nesta oportunidade me cabe concentrar-me nos mitos criados em torno do seu governo, os quais você repete exaustivamente nesta carta aberta.

    O primeiro mito é de que seu governo foi um êxito econômico a partir do fortalecimento do real e que o governo Lula estaria apoiado neste êxito alcançando assim resultados positivos que não quer compartilhar com você… Em primeiro lugar vamos desmitificar a afirmação de que foi o plano real que acabou com a inflação. Os dados mostram que até 1993 a economia mundial vivia uma hiperinflação na qual todas as economias apresentavam inflações superiores a 10%. A partir de 1994, TODAS AS ECONOMIAS DO MUNDO APRESENTARAM UMA QUEDA DA INFLAÇÃO PARA MENOS DE 10%. Claro que em cada pais apareceram os “gênios” locais que se apresentaram como os autores desta queda. Mas isto é falso: tratava-se de um movimento planetário. No caso brasileiro, a nossa inflação girou, durante todo seu governo, próxima dos 10% mais altos. TIVEMOS NO SEU GOVERNO UMA DAS MAIS ALTAS INFLAÇÕES DO MUNDO. E aqui chegamos no outro mito incrível. Segundo você e seus seguidores (e até setores de oposição ao seu governo que acreditam neste mito) sua política econômica assegurou a transformação do real numa moeda forte. Ora Fernando, sejamos cordatos: chamar uma moeda que começou em 1994 valendo 0,85 centavos por dólar e mantendo um valor falso até 1998, quando o próprio FMI exigia uma desvalorização de pelo menos uns 40% e o seu ministro da economia recusou-se a realizá-la “pelo menos até as eleições”, indicando assim a época em que esta desvalorização viria e quando os capitais estrangeiros deveriam sair do país antes de sua desvalorização, O fato é que quando você flexibilizou o cambio o real se desvalorizou chegando até a 4,00 reais por dólar. E não venha por a culpa da “ameaça petista” pois esta desvalorização ocorreu muito antes da “ameaça Lula”. ORA, UMA MOEDA QUE SE DESVALORIZA 4 VEZES EM 8 ANOS PODE SER CONSIDERADA UMA MOEDA FORTE? Em que manual de economia? Que economista respeitável sustenta esta tese? Conclusões: O plano Real não derrubou a inflação e sim uma deflação mundial que fez cair as inflações no mundo inteiro. A inflação brasileira continuou sendo uma das maiores do mundo durante o seu governo. O real foi uma moeda drasticamente debilitada. Isto é evidente: quando nossa inflação esteve acima da inflação mundial por vários anos, nossa moeda tinha que ser altamente desvalorizada. De maneira suicida ela foi mantida artificialmente com um alto valor que levou à crise brutal de 1999.

    Segundo mito – Segundo você, o seu governo foi um exemplo de rigor fiscal. Meu Deus: um governo que elevou a dívida pública do Brasil de uns 60 bilhões de reais em 1994 para mais de 850 bilhões de dólares quando entregou o governo ao Lula, oito anos depois, é um exemplo de rigor fiscal? Gostaria de saber que economista poderia sustentar esta tese. Isto é um dos casos mais sérios de irresponsabilidade fiscal em toda a história da humanidade. E não adianta atribuir este endividamento colossal aos chamados “esqueletos” das dívidas dos estados, como o fez seu ministro de economia burlando a boa fé daqueles que preferiam não enfrentar a triste realidade de seu governo. Um governo que chegou a pagar 50% ao ano de juros por seus títulos para, em seguida, depositar os investimentos vindos do exterior em moeda forte a juros nominais de 3 a 4%, não pode fugir do fato de que criou uma dívida colossal só para atrair capitais do exterior para cobrir os déficits comerciais colossais gerados por uma moeda sobrevalorizada que impedia a exportação, agravada ainda mais pelos juros absurdos que pagava para cobrir o déficit que gerava. Este nível de irresponsabilidade cambial se transforma em irresponsabilidade fiscal que o povo brasileiro pagou sob a forma de uma queda da renda de cada brasileiro pobre. Nem falar da brutal concentração de renda que esta política agravou drasticamente neste pais da maior concentração de renda no mundo. Vergonha, Fernando. Muita vergonha. Baixa a cabeça e entenda porque nem seus companheiros de partido querem se identificar com o seu governo…te obrigando a sair sozinho nesta tarefa insana.

    Terceiro mito – Segundo você, o Brasil tinha dificuldade de pagar sua dívida externa por causa da ameaça de um caos econômico que se esperava do governo Lula. Fernando, não brinca com a compreensão das pessoas. Em 1999 o Brasil tinha chegado à drástica situação de ter perdido TODAS AS SUAS DIVISAS. Você teve que pedir ajuda ao seu amigo Clinton que colocou à sua disposição os 20 bilhões de dólares do tesouro dos Estados Unidos e mais uns 25 BILHÕES DE DÓLARES DO FMI, Banco Mundial e BID. Tudo isto sem nenhuma garantia. Esperava-se aumentar as exportações do pais para gerar divisas para pagar esta dívida. O fracasso do setor exportador brasileiro mesmo com a espetacular desvalorização do real não permitiu juntar nenhum recurso em dólar para pagar a dívida. Não tem nada a ver com a ameaça de Lula. A ameaça de Lula existiu exatamente em consequência deste fracasso colossal de sua política macro-econômica. Sua política externa submissa aos interesses norte-americanos, apesar de algumas declarações críticas, ligava nossas exportações a uma economia decadente e um mercado já copado. A recusa dos seus neoliberais de promover uma política industrial na qual o Estado apoiava e orientava nossas exportações. A loucura do endividamento interno colossal. A impossibilidade de realizar inversões públicas apesar dos enormes recursos obtidos com a venda de uns 100 bilhões de dólares de empresas brasileiras. Os juros mais altos do mundo que inviabilizava e ainda inviabiliza a competitividade de qualquer empresa. Enfim, UM FRACASSO ECONOMICO ROTUNDO que se traduzia nos mais altos índices de risco do mundo, mesmo tratando-se de avaliadoras amigas. Uma dívida sem dinheiro para pagar… Fernando, o Lula não era ameaça de caos. Você era o caos. E o povo brasileiro correu tranquilamente o risco de eleger um torneiro mecânico e um partido de agitadores, segundo a avaliação de vocês, do que continuar a aventura econômica que você e seu partido criou para este país.

    Gostaria de destacar a qualidade do seu governo em algum campo mas não posso fazê-lo nem no campo cultural para o qual foi chamado o nosso querido Francisco Weffort (neste então secretário geral do PT) e não criou um só museu, uma só campanha significativa. Que vergonha foi a comemoração dos 500 anos da “descoberta do Brasil”. E no plano educacional onde você não criou uma só universidade e entrou em choque com a maioria dos professores universitários sucateados em seus salários e em seu prestígio profissional. Não Fernando, não posso reconhecer nada que não pudesse ser feito por um medíocre presidente.Lamento muito o destino do Serra. Se ele não ganhar esta eleição vai ficar sem mandato, mas esta é a política. Vocês vão ter que revisar profundamente esta tentativa de encerrar a Era Vargas com a qual se identifica tão fortemente nosso povo. E terão que pensar que o capitalismo dependente que São Paulo construiu não é o que o povo brasileiro quer. E por mais que vocês tenham alcançado o domínio da imprensa brasileira, devido suas alianças internacionais e nacionais, está claro que isto não poderia assegurar ao PSDB um governo querido pelo nosso povo. Vocês vão ficar na nossa história com um episódio de reação contra o verdadeiro progresso que Dilma nos promete aprofundar. Ela nos disse que a luta contra a desigualdade é o verdadeiro fundamento de uma política progressista. E dessa política vocês estão fora.Apesar de tudo isto, me dá pena colocar em choque tão radical uma velha amizade. Apesar deste caminho tão equivocado, eu ainda gosto de vocês ( e tenho a melhor recordação de Ruth) mas quero vocês longe do poder no Brasil. Como a grande maioria do povo brasileiro. Poderemos bater um papo inocente em algum congresso internacional se é que vocês algum dia voltarão a frequentar este mundo dos intelectuais afastados das lides do poder.Com a melhor disposição possível mas com amor à verdade, me despeço.

    Theotonio dos Santos Júnior (Carangola, 11 de novembro de 1936) é um economista e cientista político brasileiro. Um dos formuladores da Teoria da Dependência. Hoje é um dos principais expoentes da Teoria do Sistema Mundo. Mestre em Ciência Política pela UnB e doutor “notório saber” pela UFMG e pela UFF. Professor emérito da UFF. Coordenador da cátedra e rede UNU-UNESCO de Economia Global e Desenvolvimento sustentável – REGGEN.

    José X.

    08 de setembro de 2012 às 18h31

    http://www.youtube.com/watch?v=DwZRpy1CQCg

    Kassab é um desequilibrado (além de seus outros problemas propriamente politicos), independentemente de “ter filhos” ou não. Mas não tem problema, para os apaniguados do PIG “lavou tá novo”. E pra limpar a barra do EVIDENTEMENTE desequilibrado Kassab armou-se uma campanha vergonhosa de difamação contra a Marta Suplicy. Aliás, campanha típica da tucanagem, haja visto o que a Dilma sofreu em 2010, onde foi até acusada pela Mônica Serra de “matar criancinhas”. O problema da Marta Suplicy, como disse acima, é que ela é uma péssima política, e na época com certeza tinha péssimos assessores, imagino que o ar-rentino :) é que a “orientava”…

    José X.

    08 de setembro de 2012 às 22h02

    Aliás, prá esse pessoal que critica a Marta eu tenho outro presentinho: o vídeo do “mais presidenciável” tucano Aébrio Never trançando as pernas no Rio:

    https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ePY4KObHUHk

Marcelo de Matos

08 de setembro de 2012 às 08h02

O professor Vladimir Safatle perguntava outro dia qual deve ser o discurso da esquerda para conquistar o eleitorado. De passagem, diria que não deve ser o que seu homônimo, Vladimir Ilich Ulianov, o Lênin, proferia em palanques de madeira nas estepes russas. Nem o de Anaí Caproni, do PCO, ou o de Ana Luisa, do PSTU. Eleição, realmente, é decidida pelo melhor discurso. Tudo é uma questão de gogó, porque pouca gente faz o que promete. Russomanno parece ter escolhido o melhor discurso, o da defesa do consumidor. O consumidor brasileiro não é só explorado: é humilhado. Para ficar em um só exemplo, lembraria a questão do carro flex. Cadê o álcool? O carro flex consome mais que um carro só a álcool, ou só a gasolina. Ao adquiri-lo o consumidor está pagando uma sobretaxa aos usineiros, que contam com um mercado cativo para as ocasiões em que as exportações de álcool e açúcar estiverem em baixa. O carro flex é ótimo para os usineiros, bom para o país e, por consequência, bom para o consumidor, mas, esse último paga a conta sozinho.

Responder

    FrancoAtirador

    09 de setembro de 2012 às 11h39

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    Realmente, meu caro Marcelo de Matos.

    Eleição se ganha é “no gogó”, ou seja, na oratória.

    Tanto que a praxe mostra que político mudo não se elege.

    Há, porém, um candidato a vereador num município do Ceará

    que pode fazer exceção à regra e nos provar o contrário.

    Mas olha só o preconceito que o cidadão teve de enfrentar

    para poder se candidatar ao cargo eletivo, nesta eleição:
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    Candidato surdo-mudo é submetido a exame de sanidade mental

    MPE pediu impugnação da candidatura a vereador em Juazeiro do Norte
    do travesti João dos Reis Filho, que é surdo-mudo

    Reportagem: Lauriberto Braga, especial para O Estado

    O travesti João dos Reis Filho (PRB), de 42 anos, precisou fazer um exame de sanidade mental para conseguir registro de sua candidatura a vereador em Juazeiro do Norte, a 540 quilômetros de Fortaleza.

    O Ministério Público Eleitoral pediu a impugnação de Reis Filho alegando que ele não reunia capacidade mental para se candidatar.

    O promotor eleitoral José Carlos Félix em seu pedido de impugnação relatou que o travesti era incapaz de exprimir vontade para exercer o cargo de vereador.

    Mas o juiz eleitoral Djalma Sobreira Dantas Júnior de posse do exame de sanidade mental de Reis Filho aceitou a candidatura.

    O exame constou de uma avaliação psiquiátrica e de alfabetização em libras (linguagem de sinais dos deficientes auditivos), uma vez que o travesti é surdo-mudo. A avaliação psiquiátrica que comprovou a capacidade mental do candidato foi assinada pelo psiquiatra Pedro Jorge Malzoni.

    O advogado do travesti, José Nilson Rodrigues, chegou a classificar na defesa a atitude do Ministério Público Eleitoral de “bullying político”.

    No exame de Malzoni atesta que o travesti tem deficiência auditiva, “mas isso não o incapacita para atos da vida civil, tendo apenas limitações”.

    O médico destaca ainda que para “realizar atividades, o candidato tem, porém que se beneficiar de um tradutor em libras para o esclarecimento de suas decisões cívicas às demais pessoas”.

    http://www.estadao.com.br/noticias/politica,candidato-e-submetido-a-exame-de-sanidade-mental,912775,0.htm

    http://www.youtube.com/watch?v=Z8_P1SgRbow

    FrancoAtirador

    09 de setembro de 2012 às 12h27

    .
    .
    Quem tem medo da “Bixa Muda”?

    Por Elias Ferreira Vera*, em O Povo online

    É crescente a candidatura de pessoas que se afirmam lésbicas, gays, travestis e transexuais no Brasil. Tais candidaturas, assim como aquelas de heterossexuais que apoiam as reivindicações LGBT (luta contra homofobia, aprovação da união estável e políticas públicas voltadas para essa comunidade), são efeitos das transformações sociais, políticas e culturais que marcam a recente história do Brasil, cujo protagonismo das chamadas “minorias sexuais” – quase sempre invisibilizado – é indiscutível.

    Desse modo, foi com surpresa que li na edição online deste jornal: “Fenômeno da Internet, ‘Bixa Muda’ pode ter candidatura impugnada” (O POVO, 12/7/2012).

    Afinal, quem tem medo da “Bixa Muda”?

    O leitor e a leitora certamente sabem que os homossexuais masculinos, especialmente aqueles mais afeminados e/ou aqueles pertencentes às classes mais baixas são pejorativamente chamados de “bicha”. Historicamente, esse insulto tem representado uma tentativa de retirada semântica e simbólica de qualquer traço de humanidade desses sujeitos, aproximando-os dos animais, dos “bichos”.

    Embora “bicha” e “muda”, João dos Reis Filho – a travesti em questão – decidiu ser gente. Decidiu falar e é candidata à vereadora na cidade de Juazeiro do Norte.

    No entanto, estão acusando-a de “falta de discernimento”, de desrazão, quase de loucura e parecem se perguntar veladamente:
    “Como pode ‘Bixa Muda’ desejar mais do que alguns minutos de fama na internet?
    Como pode querer ser cidadã, sendo ‘bicha’, ‘travesti’ e ‘muda’?”

    A tentativa de impugnação da candidatura de “Bixa Muda”, assim como as justificativas usadas – “não tem discernimento”, “está sendo usada” – revelam que, embora o País tenha avançado na participação política de lésbicas, gays e travestis – Fortaleza é um bom exemplo dessa participação –, alguns e algumas continuam com medo de que sujeitos como “Bixa Muda” “falem” e apareçam para além dos vídeos e programas de humor.

    *Elias Ferreira Vera é Historiador.

    http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2012/07/14/noticiasjornalopiniao,2878443/quem-tem-medo-da-bixa-muda.shtml

RicardãoCarioca

08 de setembro de 2012 às 07h22

No horário eleitoral, Haddad vai aparecer com a Dilma, a presidente da redução do preço da energia elétrica e Serra vai aparecer com o FHC, o presidente do apagão e do racionamento.

Como diria PHA: Esses tucanos… São ‘jeniais’!

Responder

    Marcelo de Matos

    08 de setembro de 2012 às 09h34

    Muito boa essa, Ricardão. Lembrei-me de um episódio que ocorreu comigo na era FHC. Eu estava indo de carro pela via Anhanguera e resolvi parar na Telhanorte. Estava encucado com o problema do gasto de luz e resolvi comprar, ali mesmo, lâmpadas frias. Ao entrar na loja perguntei a um cliente onde era o setor de lâmpadas. Ele respondeu – é logo ali em frente, mas, nem vá até lá que aquilo está uma paranoia. Assim mesmo resolvi ir, mas, o corredor estava congestionado e a prateleira vazia.

    Rodrigo Leme

    08 de setembro de 2012 às 22h09

    Pra quem vendeu ressarcimento de cobrança indevida de energia em “redução da conta de luz”, vender o Haddad é fácil…

Ana Cruzzeli

08 de setembro de 2012 às 06h57

Realmente

As mulheres podem sim decidir essa eleição, principalmente depois disso aqui…

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/09/serra-e-russomanno-travam-guerra-dos.html

O Russomanno e Serra tratam muito mal as mulheres e sim são falsos crentes e pregadores de araques e quando nós percebemos isso damos o troco a esse tipo de traste politico. Votamos contra e ¨obrigamos¨os outros a votarem contra também, afinal ¨nois¨num pedi ¨nois¨ manda mesmo e ai de num obedecer.

O Haddad ter escolhido Campelo como vice ( Oh munhê arretada, tô gostando dela) e agora Marta Suplicy ter entrado de cabeça na campanha é sinal que o Haddad foi o ÚNICO entre os candidatos que teve esse carinho com nós mulheres. A mulher de Haddad é uma guerreira que está ombreada com o marido por uma SP melhor.

Que mulher digna Azenha, que mulher brava!!

Eu quando vi a biografia do Russomanno fiquei chocada com ele assim quando soube que o Serra havia obrigado sua mulher a fazer aborto.

Enfim, se o Russomanno tem a igreja como sustentação o Lula é a religião.
Quem é mais forte, quem ganha essa?

P.S. Azenha o projeto do Haddad para as creches publicas é outro diferencial entre o Serra I e Serra II ( Russomanno), afinal as creches publicas são INFINITAMENTE MELHORES que as privadas agora imagina-se o que Haddad irá fazer nas escolas publicas de SP? A economia da mãe trabalhadora ao colocar seus filhos sob a proteção do estado nos primeiros anos de vida e poder trabalhar de cabeça descansada? Se ele fez a revolução a nivel federal, a nivel municipal será a mesma coisa.

Não é possivel que o poste do cara não leve essa peloamordedeus!!!

Responder

Ananda

08 de setembro de 2012 às 03h19

Se juntarmos a progressiva perda de capilaridade do PT junto `as classes menos favorecidas `a uma educação sofrível e `a despolitização resultante da falta de alternativas ao discurso midiático dominante, temos boa parte dos paulistanos sujeitos a serem manipulados ora pela mídia representante das elites e da igreja católica, ora pela mídia representante do discurso salvacionista dos evangélicos e afins. Talvez venhamos a pagar o preço de ver seis trocado por meia dúzia, com todas as horrores que o kit opressivo-religioso-homofóbico-alienante pode trazer. Triste e infelizmente possível perspectiva.

Responder

João-PR

08 de setembro de 2012 às 02h17

Não consigo entender São Paulo (a cidade).
Uma cidade que vive alagada, com um transporte coletivo caótico, com rios que fedem passando por dentro dela, e ainda votando no PSDB et Caterva.
Agora, o tal Russomano (que conheço apenas pelos seus programinhas onde ele fazia a conciliação de conflitos como a questão da colocação correta do muro entre vizinhos) lidera…ou muito estou enganado, ou o Haddad é o melhor que São Paulo pode ter neste momento. Apesar de uns amigos terem me confidenciado que ele é meio…digamos, falta humildade ao moço, ainda assim ele seria dez mil vezes melhor que o Taxab (nem digo o Serra, porque esse é um defunto político).
Fico daqui a pensar que São Paulo ainda é simbolizada pela “Revolução de 1932”, que São Paulo perdeu, e que comemora…e que não tem uma rua ou avenida com o nome de Getúlio Vargas…
Não consigo entender São Paulo.

Responder

    Marcelo de Matos

    08 de setembro de 2012 às 10h01

    É verdade: não temos Avenida Getúlio Vargas. O gaúcho não era benquisto pelos barões do café, que ele alijou do poder em 1930, nem o é pelos barões da mídia. Vocês paranaenses, bem como os gaúchos, têm avenida com esse nome. Em compensação temos a Avenida Jornalista Roberto Marinho (da Globo). Inicia-se na Ponte Octávio Frias de Oliveira (da Folha), conhecida como ponte Estaiada (muito bonita, por sinal). Precisamos arranjar um cognome para esses logradouros de nomes tão antipáticos, como fizemos com o Elevado Costa e Silva, que chamamos de “Minhocão”.

Alexandre

08 de setembro de 2012 às 01h47

VocÊ disse: (enfrentar o salvacionismo milagreiro), talvez eu entenda que esse seja o Russomanno que o PT e os defensores do lula agora tentam colar no candidato no sentido de desmerece lo mesmo.

Como se somente o PT pudesse salvar a cidade e que todos os outros não valem nada, mesmo que sejam da base de apoio do governo Dilma, mesmo que ele seja do mesmo partido no qual muitos dizem que se não fosse o Alencar lula não teria conquistado o empresariado.

Entre um bilhete mensal e outro, a população prefira que se abaixe o valor da passagem e aumente o tempo do bilhete no ônibus, ou então como vem dizendo Russomanno e conversando com alguém nem votará em Russomanno, Haddad, me disse eu não quero saber do bilhete eu quero melhoria do transporte público, ônibus em boas condições, rapidez nas ruas etc

Ou seja, é esse discurso simples no qual o PT deixou de entender que Russomanno vem ganhando entre um bilhete que carece de melhores explicações eu prefiro uma melhor qualidade no ônibus e uma tarifa menor. Entre um bilhete que não poderá pagar a passagem de duas pessoas, eu prefiro o atual que cobre duas mas que possa passar outra pessoa que não tiver o bilhete.

É simples, o povão quer idéias mirabolantes e Marta perdeu em 2008 porque o kassab também foi mais simples em seu discurso.

Não gostei da entrada da Marta na campanha, desde sempre digo que votaria na Marta e não voto Haddad, votarei Russomanno. Marta ja atacou o Russomanno, partido aliado, partido que ajudou a eleger lula e o PT a enfrentar preconceitos nas religiões.

Deixaram para Marta o ataque enquanto o haddad fica no bom moço. Marta entra mais para defender o seu governo mas ataca e mira errado em Russomanno. Ela pode perder os votos cativos que ela teria se fosse candidata e se quiser ser governadora. NO mais o ataque em Russomano pode levantar temas até então nada comentado até aqui.

Responder

    Ildefonso Murillo Seul Batista

    08 de setembro de 2012 às 09h54

    Eh Alexandre. Vc e muitos tucanos adorariam ver a Marta disputando palmo a palmo altos indices de rejeição com o Serra!! Sai Urubu!!!

    Alexandre

    08 de setembro de 2012 às 11h59

    Ao contrário, assim como muitos queríamos Marta já com seus 30% e não teria rejeição coisa nenhuma quando ela poderia defender e comparar seu governo com os 8 anos do serra/kassab. Ai é muito relativo, vocÊ por ex vê como o lula eu já vejo como a militância que queria as prévias

    Aline C Pavia

    08 de setembro de 2012 às 12h30

    Marta governadora?
    Com Haddad prefeito?
    Finalmente São Paulo entraria no século 21.
    Por enquanto segue parado no século 19, ou pior, na Idade Média, com votinhos sendo disputados na porta de igrejinhas.


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