VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Miguel do Rosário: O ódio contra a democracia


29/08/2012 - 00h07

O ódio contra a democracia

28/08/2012

por Miguel do Rosário, n’O Cafezinho

Segundo Luiz Garcia, colunista do Globo, o julgamento do mensalão é um “programão”. O texto de Garcia, admitindo a torcida midiática pela condenação, chega a ser naïf. O jornalista conclui, por fim:

Por enquanto, a plateia parece ter feito do relator o seu herói, e do revisor, o vilão da novela. Há exagero nisso, mas não me parece que ela tenha errado: como todo mudo sabe, a plateia costuma ter razão. E, pela televisão, com todo o respeito, o relator tem mais cara de mocinho do que o revisor.

No Segundo Caderno (e no Estadão), Jabor despeja todo seu preconceito contra a democracia:

Já começou o circo da propaganda eleitoral, o desfile de horrores da política brasileira. Será um trem fantasma de caras e bocas e bochechas que traçam um quadro sinistro do Brasil, fragmentado em mil pedaços – o despreparo, a comédia das frases, dos gestos, da juras de amor ao povo, da ostentação de dignidades mancas.

Os candidatos equilibram bolas no nariz como focas amestradas, dão “puns” de talco, dão cambalhotas no ar como babuínos de bunda vermelha, voando em trapézios para a macacada se impressionar e votar neles. Os candidatos têm de comer pastéis de vento, de carne, de palmito, buchada de bode e dizer que gostou, têm de beber cerveja com bicheiros e vagabundos, têm de abraçar gordos fedorentos e aguentar velhinhas sem dente, beijar criancinhas mijadas, têm de ostentar atenção forçada aos papos com idiotas, têm de gargalhar e dar passinhos de “rebolation” quando gostariam de chorar no meio-fio – palhaços de um teatrinho absurdo num país virtual, num grande pagode onde a verdade é mentira e vice versa.

Pois é, Jabor. Políticos tem de se misturar ao povo. Beber cerveja com vagabundos, abraçar gordos fedorentos e velhinhas sem dentes. Assim é o povo brasileiro.
Na ditadura, os políticos viviam situação bem mais confortável. Não tinham que fazer campanha política, nem na TV nem na rua. Reuniam-se no apartamento de algum general e, entre um uisquinho e outro, decidiam quem seriam os manda-chuvas em cada cidade, estado e região brasileira.

Outro trecho do Jabor que merece alguns comentários:

Durante o mandato, o próprio governo FHC cometeu seu erro máximo que até hoje repercute – não explicou didaticamente para a população a revolução estrutural que realizava: estabilização da economia, lei de responsabilidade fiscal, privatizações essenciais, consolidação da dívida interna, saneamento bancário que nos salvou da crise de hoje, telefonia, tudo aquilo que, depois, Lula surripiou como obra sua. Foi arrepiante ver a mentira com 80 por cento de Ibope.

Não é verdade, Jabor. A mídia em peso explicava diuturnamente ao povo o mérito dessas políticas. Tanto é que FHC se reelegeu em 1998. O problema é que foi ficando difícil ao povo continuar confiando no governo enquanto o desemprego disparava, a miséria aumentava, os custos de vida (por causa da privatização) explodiam, e os juros inviabilizavam a economia brasileira. Fui micro-empresário na era tucana, caro Jabor, e lhe digo: foi barra. O cheque especial do Itaú comia o dinheiro da empresa, e não havia ninguém no governo ou na mídia para protestar contra o spread bancário. No máximo, justificavam os juros altos. A desregulamentação dos Correios fez o custo desse subir 2.000% em pouco tempo, o que prejudicou severamente empresas que usavam o serviço. O custo de telefonia explodiu também. O Brasil, de uma hora para outra, passou a ser um dos país mais caros em custos de telefone e internet.

*

Enquanto isso, vemos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), no afã de condenar os réus do mensalão, flexibilizarem a presunção da inocência. Os argumentos de Rosa Weber para condenar João Paulo Cunha são estarrecedores. Seguindo Gurgel, ela também alega que a própria ausência de provas condenatórias seria um sinal do crime.

Luiz Fux vai mais fundo, e diz que ônus da prova vai para quem é acusado.

Como não há “ato de ofício”, que seria a ação pela qual se suborna um servidor público, os ministros então decidiram inovar e inventam a tese de que crimes de corrupção passiva independem de ato de ofício.

A inovação é absurda e produzirá uma instabilidade tremenda na justiça brasileira. Um político desonesto manda um laranja seu depositar R$ 10 mil na conta de seu adversário, e pronto, o sujeito está condenado.

Os ministros estão esquecendo que a democracia brasileira inscreve-se num regime capitalista e o nosso sistema eleitoral é fortemente competitivo e concorrencial.

Ou seja, todo mundo tece grandes elogios à democracia, a seus valores, etc, mas quando seus mecanismos internos são desvelados, todo mundo vira o rosto e começa a xingar? É incoerência. O amor pela democracia deve se estender às suas facetas mais complexas. Os partidos precisam de recursos para fazer campanhas políticas. Não entender isso, e ao mesmo tempo se autodenominar um defensor dos valores democráticos, é ser hipócrita.  Num cidadão comum, isso é pernicioso, triste. Num juiz, é uma tragédia republicana. É contaminar o judiciário com o vírus do lacerdismo.

Segundo Rosa Weber, o simples fato de “poder praticar atos de ofício” já seria uma prova de culpabilidade. Isso é evidentemente um monstro jurídico, uma peça quase fascista. Ela criminaliza o poder, o qual, numa democracia, emana do povo. Ela criminaliza, portanto, a democracia, a política e o povo.

Luiz Fux afirma que “a verdade é uma quimera, é o que se infere. Se trabalha com a verdade suficiente”. Ou seja, o ministro instaura um novo procedimento: como não se pode provar o crime de um réu, e como a pressão midiática é muito forte, então deve-se condená-lo apenas em função da “verdade suficiente”, ou seja, de uma tese.

Daí a ministra junta três notas, vê que números de série são seguidos e interpreta aquilo como “estranho”. Não importa que este fato sequer tenha sido mencionado pelo Ministério Público. Weber, no desespero de trazer algum resquício de argumento para condenar, assume o papel de um investigador meia tigela.

Para condenar um político inimigo da “opinião publicada” não é necessário mais provas, nem atos de ofício, nem testemunhas, nada. Basta coletar alguns artigos de jornais  e decretar a sentença. No dia seguinte, os jornais virão com aplausos e o ministro será festejado quando for visto caminhando em Ipanema.

De fato, existem algumas regras constitucionais que são realmente enfadonhas. É chato, né, ter que arrumar provas para condenar um réu. Bom mesmo era na ditadura, onde um inimigo político era condenado sem que se precisasse reunir documentos, testemunhas, contra a sua pessoa.

O ódio contra a democracia na mídia é cada vez latente e perturbador.

Leia também:

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64 comentários

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Marcelo de Matos

30 de agosto de 2012 às 11h39

Pela primeira vez aqui no Viomundo vou fazer um mea-culpa, como dizem os cristãos, ou uma autocrítica, expressão usual entre os marxistas. Dito isso, vamos aos fatos. Vezes sem conta hei criticado nosso Pretório Excelso, do Joaquinzão ao Gilmar, do Marco Aurélio à Dona Rosa. Eis que chega a hora de parabenizá-lo. Quero fazê-lo de alma limpa, em nome da coerência de nosso sistema jurídico-penal, que tem por tradição criminalizar o PPPP (preto, pobre, prostituta e petista). Nada mais coerente na atual postura do STF: vamos condenar o João Paulo por ter praticado peculato e lavagem de R$ 50.000. Esqueçamos a CPI do Banestado, que foi engavetada por ter cometido a heresia de quebrar sigilos bancários de cidadãos respeitáveis, tudo isso pelo singelo desvio de 30 bilhões de dólares! Não se assustem: esse é o número exato. E olha: estão se esquecendo do professor Luisinho que promoveu a lavagem de R$ 20.000. Em nome da coerência jurídica, mais uma vez, meus parabéns ao Pretório Excelso.

Responder

Wladimir

30 de agosto de 2012 às 11h08

Arnaldo Jabá: de cineasta falido para palhaço sem graça e preconceituoso. Belo progresso!

Responder

Adilson

30 de agosto de 2012 às 10h45

Excelente texto!

Responder

FrancoAtirador

30 de agosto de 2012 às 08h54

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Após os votos da maioria dos membros do STF, pela condenação do deputado João Paulo Cunha, cabe aqui tecer apenas alguns comentários do que foi apreendido do julgamento até agora.

O fatiamento dos votos imposto pelo ministro-acusador, digo, relator, ante a complacência da maioria dos ministros do STF, foi uma astuta e ardilosa forma de ocultar a fragilidade probatória da essência da denúncia da PGR, fundamentada (?) no inverossímil depoimento prestado à CPI dos Correios pelo réu Roberto Jefferson, qual seja,
a de que foi formada uma quadrilha pelos dirigentes do PT, sob a chefia de José Dirceu, para extorquir o erário público com a finalidade de pagar 30 mil reais, mensalmente e em dinheiro vivo, aos deputados federais da base governista (?) para que votassem a favor de projetos do Governo Lula na Câmara dos Deputados.

Em se tratando do Supremo Tribunal Federal, a mais alta Corte Judiciária do Brasil, que na Ação Penal nº 470 atua na condição de instância única e irrecorrível, é gravíssimo e preocupante que, diante da fragilidade da denúncia da Procuradoria Geral da República caracterizada pela evidente insuficiência de provas e até, em determinados aspectos, mal formulada, alguns ministros que compõem o tribunal pleno desconsideraram depoimentos de testemunhas, acórdãos do TCU, perícias e relatórios oficiais, e todas as demais provas produzidas nos autos do processo em favor do réu João Paulo Cunha.

Ao contrário, a maioria preferiu hipervalorizar isoladamente um fato: o de que o acusado enviou a esposa para realizar um suspeito saque de 50 mil reais da conta bancária da empresa, pouco interessando se foi por ordem do tesoureiro do PT para realizar pesquisa eleitoral no município de Osasco, o que ficou documentalmente e por depoimentos testemunhais provado no processo.

Aliás, a esse repeito, assim se pronunciou o ministro revisor, detalhando as provas que constam dos autos:

“Quem contratou os trabalhos foi Gelson de Lima, a quem João Paulo Cunha diz ter entregado o dinheiro.
Gelson de Lima foi quem deu as diretrizes do trabalho.
Ele trabalhava no escritório de João Paulo Cunha.
Foi cobrado à época R$ 50 mil.
Foram emitidos recibos.
O instituto do depoente já prestou serviço para outros partidos.
A pesquisa, referida pela testemunha de Gelson de Lima, foi feita fora do período eleitoral e dessa maneira não foi registrada pelo TSE.
Desse modo, não restam dúvidas, a meu ver, de que o repasse dos R$ 50 mil foi providenciado por Delúbio Soares e pagos com intermediação de Marcos Valério com a intenção de custear pesquisa de opinião realizada em quatro regiões de Osasco”.

Assim, deve-se reproduzir os seguintes questionamentos deduzidos no transcurso do julgamento da AP 470:

Quanto à acusação da prática de crime de corrupção passiva, o ministro revisor Ricardo Lewandowski assim se manifestou:

“Temos aqui um atestado do diretor-geral da Câmara, que disse que a licitação (vencida pela SMP&B) está em ordem.
A abertura foi autorizada pelo primeiro-secretário da Câmara dos deputados.
Depois, por meio da portaria, editada por João Paulo Cunha, criou-se uma comissão especial, como exige o regulamento dos procedimentos licitatórios da Câmara dos Deputados”.
“O presidente da Câmara cumpriu, portanto, seu indeclinável dever.
Não se tratou, pois, de tratamento privilegiado a quem quer que seja.
Por essa razão, é que nem mesmo a PGR apontou a referida portaria como sendo crime de ofício imputado ao réu”.

Por outro lado, o ministro acusador, digo, relator Joaquim Barbosa havia sustentado, no voto-relatório, que o documento assinado pelo Diretor-Geral era prova imprestável, porque havia subordinação do diretor ao acusado que, sendo Presidente da Câmara, ocupava cargo hierarquicamente superior. Logo, o acusador, digo, o relator colocou sob suspeição, não somente o acusado, mas o Diretor-Geral, o Primeiro Secretário da Câmara dos Deputados e todos os servidores do Poder Legislativo que, porventura, houvessem se envolvido no processo licitatório que declarou como vencedora a empresa SMP&B.

Já o ministro revisor Ricardo Lewandowski arrematou o voto da seguinte forma:

“Forçoso é concluir que o Ministério Público [Federal] não logrou produzir uma prova nem mero indício de que João Paulo Cunha tenha influenciado no trabalho da Comissão para dar tratamento privilegiado à SMP&B.
Ao contrário, as provas colhidas no crivo do contraditório apontam para a autonomia do processo [licitatório]“.

Pergunta-se:

Se, como afirmou o ministro acusador, digo,relator, todos os que participaram diretamente no referido processo de licitação, sejam servidores ou deputados, estavam conluiados com João Paulo Cunha para o mesmo fim, por que o Procurador-Geral não os incluiu na denúncia?

E, se efetivamente formaram uma quadrilha para desviar dinheiro público, para tirar proveito próprio e beneficiar a terceiros,
por que sequer o deputado João Paulo Cunha foi denunciado por formação de quadrilha ?

Aliás, em relação a uma das denúncias da PGR contra João Paulo por crime de peculato, o ministro Lewandowski, em voto absolutório, também chamou a atenção para a mesma falha na acusação:

“Se João Paulo Cunha tivesse cometido este crime, o jornalista Luís Costa Pinto [dono da IFT] seria coautor”. Então “por que a PGR não denunciou o proprietário da agência como coautor do crime, já que sustenta a tese de peculato?”

Na verdade, o que daí se depreende é que os réus foram selecionados pela PGR por critérios políticos e foram acusados e estão sendo condenados por crimes que não praticaram,
enquanto deixaram de ser denunciados, por negligência, incompetência ou má-fé do denunciante, pelos delitos que efetivamente cometeram, alguns inclusive confessados.

Sinto muito, mas parece que não estamos presenciando um julgamento na Suprema Corte do País, mas um jogo caricato, onde as cartas estão todas marcadas para atender a interesses ideológicos antidemocráticos, ocultos entre vaidades e disputas por poder político e econômico, alheios ao devido processo legal, à presunção de inocência, ao respeito ao contraditório e à ampla defesa, preceitos constitucionais fundamentais ao Estado Democrático de Direito.

http://www.jurisway.org.br/v2/dhall.asp?id_dh=1137

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Amaro

30 de agosto de 2012 às 06h43

O ódio à democracaia por parte da velha mídia e seus anunciantes é tão grande que eles já andam fazendo pesquisa sobre o que o povo acha do horário eleitoral gratuito. Em breve eles vão querer acabar com “esta farra com o dinheiro público”.

E o índice de rejeição do eterno candidato do PIG, o José Serra, lá na estratosfera. Nem mesmo o julgamento do “mensalão” parece que vai reverter a desmoralização do pai (nos dois sentidos) de A privataria tucana.

Ontem um tal de Rezek apareceu no Band-News e durante mais de 20 minutos deitou falação sobre o funcionamento da suprema corte, e se o voto do peluso poderia trazer algum tipo de contestação ao julgamento. E falando com uma seriedade cínica capaz de sensibilizar até o Carloinhos Cachoeira.

Viva o Lula com todos os seus defeitos! Abaixo os picaretas do PIG!

Responder

FrancoAtirador

30 de agosto de 2012 às 03h15

.
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A inversão do ônus da prova no crime, em que é o réu quem deve provar a própria inocência e não a acusação que deva provar a culpa do acusado, é de há muito praxe na Oligarquia Famigliar Máfio-Midiática.

Agora, essa gritante aberração jurídico-processual penal partiu da lábia de um ministro do Supremo Tribunal Federal, ao ponto de ensurdecer a Constituição da República Federativa do Brasil.

É um precedente judicial por demais perigoso à Democracia para sair incólume desse julgamento farsesco.

Não passarão !
.
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Responder

    lulipe

    30 de agosto de 2012 às 11h07

    Não escreva bobagens, meu caro.Mostre no julgamento do STF onde se falou isso que você está afirmando!!!O que o ministro Fux disse é que no caso do álibi não bastava o acusado dizer que o tinha, mas teria que provar, caso contrário, qualquer um, quando acusado, inventaria um álibi e não precisaria provar.Você pode enganar alguns alienados aqui, mas vai ser desmascarado antes que escreva outra tolice.

Márcio Gaspar

30 de agosto de 2012 às 00h37

Ao final de tudo isso com o Dirceu sendo condenado sem provas, mas baseado somente na testemunha réu Roberto Jefferson inimigo do Dirceu. Pergunto: Será que a OAB vai se manifestar contra esse ataque a constituição?

Responder

Fabio Passos

29 de agosto de 2012 às 23h44

E com o fracasso de serra em SP e a indiferença da sociedade com o julgamento-farsa no STF… este ódio a democracia vai se amplificar muito no PiG.

A “elite” branca e rica odeia não apenas a democracia… odeia profundamente o povo brasileiro!

Responder

Francisco Bernardino dos Santos

29 de agosto de 2012 às 20h28

O tema é interessantíssimo. Que farra era na época da ditadura, quando fecharam todas as TVs e todas as Rádios e criaram a Globo, com dinheiro público. É lógico que ela ainda defende aquele status confortável. Da mesma forma mantiveram a VEJA e outros periódicos demagogos, sustentados com o dinheiro público. Basta ver a quantidade de “propaganda” do poder público que sustentava a mídia. O José Roberto Wright garantia títulos ao time da ditadura. Vejam que até hoje ele é mantido pela Globo, fazendo comentários demagogos e tendenciosos.
Quanto aos telefones, o que declarávamos na DIR era o valor que comprávamos em ações das empresas telefônicas, ou do Fundo Nacional de Telecomunicações, que foram construídas com o nosso dinheiro particular através do investimento compulsório e necessário e também com o dinheiro público.
Depois veio o FHC e entregou essas empresas aos estrangeiros, assim com a concessão das nossas rodovias e outras tantas riquezas nossas. Alguns bancos foram doados e ainda custeados com dinheiro público, com a finalidade de esconder falcatruas feitas por ditadores que se beneficiaram do poder biônico.
Quanta roubalheira houve na ditadura! Mal podíamos duvidar. Imaginem falar a respeito … era cadeia. Quem denunciasse ou se atrevesse a ser contra, era tachado de subsersivo.
“Prefiro a imprensa livre ao silêncio da ditadura” – Dilma. A “imprensa livre” é de direita, é tendenciosa, estabelecida na época da ditadura. A “imprensa livre” é mentirosa. Amenisa casos importantes e amplia outros, dando ênfase ao fato que mais interessa a quem detém o poder da mídia.
Vamos enfrentar essa mentira e continuar a lutar pela verdadeira democracia e pela verdadeira liberdade, perla verdadeira igualdade de oportunidades.
Vejam quem são os nossos candidatos a verador e até a prefeitos nas pequenas cidades e até nas cidades mais importantes: são “zés-ninguém” gastando dinheiro sujo que não é deles, em nome do interesse de poucos vivaldinos que não querem aparecer. São “testas-de-ferro” encobrindo os verdadeiros interessados no poder. Esse poder é a grana fácil que rola nos orçamentos públicos. Os verdadeiros culpados pela robalheira não aparecem. É assim no jogo do bicho e no tráfico de drogas. Alguns “grandes” ganham o dinheiro e a maioria pequena paga o pato, distribuindo e consumindo em nome do “capitalismo democrático”.
Enfrentemos a tudo com paciência.

Responder

Étore

29 de agosto de 2012 às 18h01

“O Brasil, de uma hora para outra, passou a ser um dos país mais caros em custos de telefone e internet.”

Entre esta situação e a anterior, onde linhas telefônicas eram incluídas na declaração do imposto de renda, fico com a privatização.

Acho que ninguém discorda de que os preços se tornaram exorbitantes após a privatização, mas a pergunta que faço é:

Se é tão fácil resolver isso e o FHC só não o fez porque ele é muito malvado, por que após 10 ANOS de governo petista os preços dos serviços continuam nas alturas ?

Responder

Urbano

29 de agosto de 2012 às 17h45

É bem melhor do que a democracia de boston dos tiranos, que dentre outras coisas de então, invadir Embaixada alheia, a fim de satisfazer seus devaneios, agora faz parte do script. O bom para eles é que gastam menos dinheiro do que invadir países, como tem ocorrido a long time. Fora disso é puro viés da burrice, nem da loucura é.

Responder

LEANDRO

29 de agosto de 2012 às 16h18

Bom mesmo é o apego a “democracia” cubana, iraniana, etc..que alguns aqui adoram.

Responder

Márcio Cândido

29 de agosto de 2012 às 15h41

Com base nos “argumentos” dos ministros Fux e Rosa, basta sair na capa da Veja pra se liquidar o acusado. Esse negócio de prova…ora, não passa de firula acadêmica.
Alguem, por favor, lembre ao Jabor pra não esquecer de tomar seus Lorax, Diazepan, Gardernal, Dienpax, fluoxetina, etc…o cara é um chato! Nem Galvão Bueno é capaz de superá-lo.

Responder

RicardãoCarioca

29 de agosto de 2012 às 14h27

A ministra Weber ganhou uma super foto de capa no O Globo no domingo. Taí o presente do PiG que ela deveria estar querendo.

Responder

Julio Silveira

29 de agosto de 2012 às 13h54

Existe uma burguesia insignificante (pela insignificância de seu conteudo), que não gosta da democracia. A não ser quando, por covardia, resolvem seguir o apelo e apoio popular que o o tema canaliza.
Receiam ser reconhecidos como politicamente incorretos, o que de fato são por que não podem esconder esse lado de suas almas obscuras, que costuma falar mais alto. Numa pequena analise, se nivelam, em conteudo, aos mais sinistros personagens da história mundial. Àqueles que acreditam serem os cidadãos imcapazes de gerir sua autodeterminação. Acreditam ser melhor ter a cidadania sequestrada em seus direitos, sob tutela dos prestigiosos seres superiores, que não por acaso os mesmos incluem-se no patamar. Mostram claramente um desiquilibrio, uma patologia anti-social. Mas ruim mesmo, é quando os cidadãos desavisados não percebem essa faceta psicótica e ainda lhes permitem carreiras e poder a ponto de suas irrelevancias humanas colocarem em risco a sanidade da sociedade, do avanço cultural. Lhes dando voz, acabamos ficando refens do atraso da cidadania. A voz a desses psicóticos inconformados, sem perceber permitem o circulo viciado, o ciclo e anti ciclo, por sabermos serem beneficos a cidadania consciente e autonoma que leva-a ao amadurecimento, e a incapacidade de se alcançar isso, fazendo com que a expressões democraticas não passem de um termo vão e utopico sujeitas a boa vontade de um autoritário qualquer.

Responder

Fabio Passos

29 de agosto de 2012 às 13h28

jabor passou anos na tv globo bancando o palhaço triste e raivoso em “performances” ridículas durante seus comentários.

Perto do papelão que jabor faz na tv globo os políticos são até bem comportados. rsrs

jabor odeia a democracia porque o povo não concorda com ele.
jabor idolatra o incompetente fhc… que o povo quer matar a pedradas. rsrs

Responder

policarpo quaresma

29 de agosto de 2012 às 13h04

Até os comentários de populares, que se ouve nas ruas, nos ônibus, bares, bancas de jornais, são mais interessantes e criativos que o que vive a balbuciar esse Sr. Jabor. Todos o superam. Ele não resistiria dois minutos num debate com um desses populares. Não tem argumentos sérios, não tem humor, não tem estilo algum, seu vocabulário é muito restrito; enfim, não tem a inteligência viva e a criatividade do povo. Acho que ele fala sozinho.

Responder

Paulo Ribeiro

29 de agosto de 2012 às 13h03

Um dos defeitos mais condenáveis do ser humano é a chamada “trairagem”, que é o que vimos nos votos da ministra Rosa Weber e seu colega Luiz Fux. Covardes, cederam à pressão do PIG e votaram para impressionar os queridinhos da imprensa e a burguesia nojenta, que jamais aceitou a presença de uma metalúrgico e de uma mulher na presidência da República. Não mediram a consequência de seus atos e coloca em risco a vida de pessoas cuja história em prol da democracia já seria suficiente para coloca-los no panteão da História, e não no banco dos réus como injustamente acontece. Oxalá a presidenta Dilma tenha mais sorte na escolha do sucessor do ministro Peluso no sentido que não sofra decepções como a que o presidente Lula passou. Força, companheiro João Paulo! O Brasil está ao seu lado!

Responder

nina

29 de agosto de 2012 às 11h59

Afinal, qual é a formação acadêmica desse Sr. Jabor ? Pensei que o jornal Estado de São Paulo tivesse esse mínimo cuidado com sua publicação. Qual credencial o habilita a proferir essas “opiniões abalizadas” ? Nunca demonstrou mínimos conhecimentos de Política. Era cineasta, mas demonstra estar por fora do que o tornou conhecido. De esportes também não se coloca nos debates. Está longe de algo parecido com humor para se identificar como um ignorante generalizado, como fez Millôr no FEBEAPA. Suas ironias e sarcasmos não têm graça alguma para ninguém. Não tem veio literário para fazer crônicas. Está bem abaixo da média no quisito _ informações. Quanto ganha para prestar esse “trabalho”, e que moral tem para criticar os políticos que, pelo menos, trabalham ? Deveria se expôr num meio de comunicação interativo; daí sim, ele iria saber o que pensamos dele.

Responder

    Elton

    29 de agosto de 2012 às 15h24

    FEBEAPA não é de Millor e sim de Sérgio Porto ou Stanislaw Ponte Preta.

lulipe

29 de agosto de 2012 às 11h49

“…Luiz Fux vai mais fundo, e diz que ônus da prova vai para quem é acusado….”

O autor distorce as palavras do ministro.O ministro disse que, no caso do álibi,o acusado tem que prová-lo, não basta apenas afirmar que tem álibi, caso contrário, seria muito bom, todo acusado diria que tinha um álibi para algum crime e não precisaria provar nada.O ato de ofício não é necessário para o crime de corrupção, é só observar o que diz o tipo penal no código, senão vejamos:

Art. 317 – Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem:

Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 10.763 , de 12.11.2003)

§ 1º – A pena é aumentada de um terço, se, em consequência da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional.

A quantidade de bobagens que pseudo-juristas escrevem é de fazer rir, entendem tanto de direito quanto o lula de física quântica!!!

Responder

Marcelo de Matos

29 de agosto de 2012 às 11h43

“O Brasil, de uma hora para outra, passou a ser um dos países mais caros em custos de telefone e internet”. Não quero minimizar os poderes malignos de FHC: ele realmente os tinha, em grande medida. A alta do spread bancário, da internet, do telefone, do automóvel, antes de obra de governo tupiniquim, qualquer que seja, é urdidura do capitalismo internacional. Pagamos alto preço pelo capital e a tecnologia que só alguns possuem. Salvamos da falência total alguns países europeus. Os juros nos EUA e na Europa podem ser até zerados, mas, nos países emergentes como Rússia e Brasil, ou seja, naqueles que ainda têm condições de sofrer sangria, os juros vão às alturas. A Rússia é a atual campeã dos juros altos e o Brasil ocupa a honrosa vice-liderança. Como você disse aqui tudo é mais caro, com ou sem FHCs.

Responder

Marcelo de Matos

29 de agosto de 2012 às 11h27

Nossa Constituição adotou o pluripartidarismo: é permitido o registro no TSE de partidos de esquerda como o PCdoB, o PSOL, o PSTU, o PT, desde que seus estatutos sejam conformes à lei e à Constituição. A realidade, porém, é outra. Façamos uma imersão na obra Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda: “A implantação do regime republicano no Brasil foi feita de uma maneira desordenada e abrupta, não foi um movimento espontâneo (como nos EUA) da população. Ocorreu o que era de se esperar, a aristocracia rural tratou de apoderar-se desta nova forma de autoridade, distanciando-a de qualquer tipo de influência que o povo poderia dar” (Wikipedia). Nossa “elite branca”, como diz Cláudio Lembo, não engole partidos de esquerda. Aliás, os donos do terreiro só reconhecem políticos que rezam por sua cartilha, a da UDR. Para os “ruralistas” e seu braço armado, o PIG, petista deve ser tratado como escravo: tem de pedir desculpa para se apresentar em público. Há, portanto, um evidente dissídio entre a Constituição e a pratica político-social.

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    Marcelo de Matos

    29 de agosto de 2012 às 11h45

    ET: e aí como fica a “cordialidade” do brasileiro a que se referia Sérgio Buarque de Holanda?

Vinicius Garcia

29 de agosto de 2012 às 11h19

Democracia é uma palavra estranha, deslocada, quanto mais observo diversos governos no mundo, me questiono qual deles foi ou é democrático. Em geral na grande maioria é o poder financeiro que rege as normas e leis, tornando portanto a palavra democracia a maior mentira que os governos jogam ao povo para que eles acreditem que eles interferem nas decisões e com isso permitir a continuidade da exploração. Jabor é porta-voz daqueles que se retorcem por pequenas conquistas ao rumo da democracia, não lhe daria uma pena para escrever em papel higiênico.

Responder

PABLO RODRIGO DA SILVA

29 de agosto de 2012 às 11h14

1. Concordo com que nosso sistema político e eleitoral atual está carcomido e que o PT, infelizmente, nada fez para o transformar, preferindo as benesses de sua manutenção. E, desafortundamente, agora está pagando o preço altíssimo pela incoerência política e por se ter afastado dos ideais que lhe motivaram a fundação. Sinto muita tristeza pelo fato de que este partido tenha preferido manter o status quo a tê-lo enfrentado. Se tivesse mantido parte substantiva de seu projeto de nação, educando politicamente nosso povo, mostrando como funcionam nossas instituições e estabelecendo mecanismos mais sólidos e consistentes de DEMOCRACIA DIRETA, tal vez estivéssemos em outro rumo.

2. Entratanto, embora as atitudes de muitos dos réus sejam reprováveis e que parte delas possa ter resvalado para a ilicitude, não podemos nos furtar de que toda a acusação deve estar fundamentada em provas sólidas e de que nossa CARTA MAGNA estabelece o princípio jurídico do IN DUBIO PRO REO, ou seja, todo cidadão deve ser considerado inocente até que surja prova em contrário e de que, se houver dúvidas quanto à consistência das provas da acusação, a decisão deve sempre beneficiar o réu. O problema é que alguns magistrados estão tomando decisões baseados apenas em suposições e ilações que não possuem base material consistente.

3. Outro fator é que os membros do STF deveriam agir com mais independência em relação às pressões da mídia, que incorre em calúnia e difamação diuturnamente sem que se realize qualquer possibilidade de os caluniados e difamados se defenderem. Numa democracia séria, o direito de resposta deveria já estar naturalmente assegurado para todo e qualquer meio de comunicação, sem haver a necessidade de recurso ao Judiciário. E tal direito deveria ser proporcional ao tempo de duração do agravo. Por que a GLOBO, que se utiliza de uma concessão pública, não permite naturalmente a seus desafetos que se pronunciem em sua programação diária na mesma medida em que faz reportagens muitas vezes tendenciosas? Simplesmente porque nossos meios de comunicação detestam o debate límpido e transparente de ideias.

4. Uma das soluções para mudar esse quadro de descalabro em que se encontra nossa democracia é sua radicalização pela instauração de mecanismos mais abrangentes de participação direta dos cidadãos nos assuntos públicos e uma redução do poder concedido à representação parlamentar. Decisões importantes deveriam ser mais amplamente discutidas com toda a sociedade, bem como o acesso aos cargos representativos deveria ser mais facilitado a todo brasileiro interessado nos destinos do país (e não tão somente no seu próprio). Por isso, o financiamento público de campanha seria tão necessário, como também o fim da reeleição indefinida para os cargos representativos, que cria uma casta de políticos profissionais que não renova o quadro político.

5. Enfim, são milhares de coisas a fazer, que infelizmente o PT como partido decidiu escamotear, reduzindo as perspectivas de construção de um país realmente soberano, justo e solidário, à mera atenuação das mazelas sociais por meio de políticas compensatórias frágeis que não atacam as causas das desigualdades sociais, econômicas e políticas.

Responder

    Mário SF Alves

    07 de setembro de 2012 às 22h14

    Concordo com você. É hora de pensarmos mais seriamente na radicalização do sentido de democracia em nosso país. Veja bem, radicalização do sentido, do significado. Radicalização quanto ao que estabelece a Constituição Federal. Apenas isso. Bom, se bem que, pelo visto, dado o supremo mau exemplo do STF, até isso parece ser difícil. Certamente difícil. Pelo menos enquanto prevalecer a opinião publicada e as telenovelonas do PiG. Fora isso, um pouco de história e educação política não faria mal a ninguém.

Marcelo de Matos

29 de agosto de 2012 às 10h42

Grande Miguel! É muito bom vê-lo por aqui. Para que provas? Sempre que nossa justiça tem em mira a condenação do PT prescinde das provas. Claro que o PT é uma pessoa jurídica de direito privado e só as pessoas físicas podem sofrer condenação criminal. A justiça, porém, se esquece disso amiúde. Querem sentar o PT no banco dos réus. Em Santo André o MP disse que, na época do assassinato do prefeito, havia um esquema de corrupção na prefeitura comandado por José Dirceu. Não apresentaram provas do esquema, mas, um promotor declarou à imprensa que o Judiciário acatou a “tese” do MP. Então, basta uma tese. Quanto mais em uma corte eminentemente política como o STF. O grande absurdo é o julgamento de réus que não têm foro privilegiado nesse tribunal. Ali valem mesmo as teses da Dona Rosa ou do Seu Joaquim. O jurista José Afonso da Silva, que não tenho aqui em mãos, dá uma série de exemplos de que as cortes constitucionais tomam decisões políticas. Os réus do mensalão poderão sofrer condenação política sem possibilidade de recurso.

Responder

    Mário SF Alves

    08 de setembro de 2012 às 20h19

    Pois é, Marcelo, pelo visto, andam corrompendo até o sentido técnico da expressão “tese”.

Willian

29 de agosto de 2012 às 10h39

O crime do mensalao se deu durante o governo Lula (do PT); esta sendo julgado durante um governo do PT, por ministros do Supremo, em sua maioria, escolhidos por Lula e Dilma, ambos do PT. Quem acompanha o julgamento ve que as provas sao robustas. Nao ha, è claro, confissoes, documentos e filmagens dos crimes perpetrados. Quem as deixaria pelo caminho? Se bem que, para condenarem Maluf (este ainda è um criminoso?) e Serra, falta de provas cabais nunca foram problema para petistas. Me parece que o articulista acha que para um julgamento justo, somente se ele fosse feito por petistas.

Para tranquiliza los, lembro que hoje os petistas sao elite, e neste pais so pobre vai para prisao. Ninguem vai ser encarcerado.

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paulo roberto

29 de agosto de 2012 às 10h17

Quem mandou o Lula e a Dilma ficarem dando atenção e oportunidade aos pobres? É um absurdo, por exemplo, ir para um aeroporto e ter que se misturar com a gentalha. Se fossem um ou dois, tudo bem, dar esmola é um ato de caridade, mas tirar mais de 30 MILHÕES da miséria e torná-los cidadãos, aí já é demais.
Falando sério, o que o Brasil está precisando é de guilhotinas.

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Dialética

29 de agosto de 2012 às 10h04

O mundo está numa encruzilhada em muitos aspectos. Uma terrivel separação entre joios e trigos, e uma enorme confusão para identificá-los. A Natureza está cobrando. E a Natureza Humana também. Jabor está do mesmo lado desde sempre. Esse não nos engana.

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Gerson Carneiro

29 de agosto de 2012 às 09h46

“a plateia costuma ter razão.”

Pois é. É assim há desde dois mil anos. A plateia soltou Barrabás e crucificou Jesus Cristo.

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    Romanelli

    29 de agosto de 2012 às 10h31

    Pô, agora cê me convenceu ..ah vá, EU SEI que com BONS argumentos e fatos vc pode muito mais do que isso ..vamo lá ??!!

Mardones Ferreira

29 de agosto de 2012 às 09h44

Seria muito esperar alguma coisa de gente como o Jabor, que escreve para um jornaleco viúva dos milicos. Como bons marginais, pintam e bordam. E só vão parar quando houver limites contra suas ações.

Assim age o PCC, o CV, a Globo,, a Veja, o Carlinhos Cachoeira, enfim, assim age qualquer margianl que conhece.

É preciso lembrar que não precisa forçar ninguém a aceitar a democracia, mas é essencial que, numa democracia, haja controle social dos meios de comunicação, evitando-se que um grupo dominando por uma ideologia passe a difundí-la como verdade única e essencial.

O governo tem um projeto de regulação da mídia, que foi discutido e aprovado em debates com a sociedade brasileira – como manda a Constituição Federal – mas não vai tirá-lo na gaveta, temendo um outro golpe dos grupos empresariais de mídia e da elite que domina o Brasil.

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    Romanelli

    29 de agosto de 2012 às 10h34

    “controle” ..hum

    sou sim pela regulamentação, regras CLARAS, éticas, transparentes, pelo direito a defesa, do contraditório, de mesmo espaço, respeito recíprocos etc ..mas como falar em controle isento ? veja o festival de hipocrisias em que vivemos e nos meteram ..pior que guerra de torcida ..tá difícil

    europeu

    30 de agosto de 2012 às 02h46

    Ora, na França existe um “controle” bastante razoável e independente, que garante qualidade de conteúdo (lá os programas infantis são mesmo para crianças e não tem apresentadoras seminuas ou vestidas de enfermeira) e inclusive pluralidade ideológica, procure informar-se a respeito.

    João

    29 de agosto de 2012 às 15h20

    e como se daria esse “controle social”? os 200 milhões de brasileiros votariam pra se decidir o q pode e o q não pode?

    ou seria formada uma “comissão de petistas notáveis e sindicalistas abomináveis” pra se decidir o q é verdade e o q é mentira?

    Se esse “controle” já estivesse em vigor, nem teríamos a denuncia do MENSALÃO, pois segundo os petistas, é tudo mentira!

PABLO RODRIGO DA SILVA

29 de agosto de 2012 às 09h06

Outra maldita herança dos tempos do desgoverno FHC, o maldito foro privilegiado, que acaba com a oportunidade de recurso e a possibilidade de correção da sentença, se houver erro nesta. É um absurdo todo esse julgamento do STF, cuja maioria dos membros, que são vitalícios e, em tese, inamovíveis, poderiam mostrar a que servem essas duas prerrogativas da magistratuta por meio de um julgamento independente e tecnicamente correto. Cadê o conhecimento jurídico de direito público desses juízes? Onde foi que eles obtiveram esse alto nível de sabedoria jurídica? Espanta-me ver criaturas que são eleitas para zelar pela nossa Carta Magna destruirem-na, queimarem-na e jogar-lhe as cinzas ao vento como se fossem lixo. É espantoso que esses magistrados estejam escancarando como funciona o lado podre do Judiciário, julgando seriamente pessoas, que não terão direito a recurso, como fazem as crianças, por meio de pressão verbal. Ou haverá outras pressões, fruto de possíveis condutas profissionais censuráveis, cujos registros puderam ser guardados para momentos oportunos por detratores? Será que o STF tem algo a esconder para temer tanto o poder midiático?

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trombeta

29 de agosto de 2012 às 08h40

Fica claro que se a direita não arrumar um candidato viável e consistente para disputar com o PT haverá outra tentativa de golpe no país e virá do poder judiciário como em Honduras e Paraguai.

Responder

    Romanelli

    29 de agosto de 2012 às 10h38

    bom..

    em HONDURAS o cara era, pela CONSTITUIÇÃO, proibido de convocar o tema RE-ELEIÇÃO pra SI ..e assim o fez, atentou e jogou, tipo JANIO aqui, pra ver

    no PARAGUAI as regras estavam claras, postas pra todos os lados, o risco e hipótese existiam, inclusive pro padreco que enfrenta 27 (VINTE E SETE) processos e suspeitas de paternidade, indicando aqui ao menos um pouco do seu “caráter” e força de vontade

    Ambos os líderes aceitaram, JURARAM defender e respeitar ..e no entanto

    o que tento dizer, embora duro, é o seguinte, se estiver nas REGRAS, vc pode até não gostar, mas não é GOLPE, é legalidade ..que não necessariamente significa JUSTIÇA, mas formalidade

    trombeta

    29 de agosto de 2012 às 13h14

    Você daria um ótimo jurista para uma ditadura, pena mesmo é seu vocabulário de butequim: cara, padreco…

    Que coisa!

    Antonio L

    29 de agosto de 2012 às 11h31

    FATO!

    Vlad

    29 de agosto de 2012 às 13h36

    kkkkkkkk
    Por que a direita daria um golpe nela mesma?
    Para reduzir o ritmo da reforma agrária?
    Ou para aumentar o lucro dos bancos e das multis?
    Ou quem sabe para privatizar o que restou, como as estradas, portos e aeroportos?

Romanelli

29 de agosto de 2012 às 08h38

SIM, o ódio com esta democracia REPRESENTATIVA tá aumentando ..KIBON ..inclusive da minha parte tb

Cansei, cansei mesmo de ser manipulado, traído, enganado ..de ver TIRIRICAS sendo eleitos pra “nos representarem” e acabarem com as nossas expectativas por melhores dias

Aliás, nos representar, bom que se diga, sem respeitar até mesmo a proporção de opinião CIDADÃ – um homem um voto – vide por ex RR, 400 mil habitantes, com 3 senadores e SP, com 45 milhões e os mesmos 3 ..votos que muitas vezes decidem e afetam as nossas vidas de forma irreversível

Eu defendo sim a democracia ..a ética, franca, consequente, a racional e transparente, as das praças, não a dos gabinetes, NÃO a do BARULHO, escândalo e/ou baixaria, ou a dos radicais e das minorias ..defendo aquela que PUNE de forma célere bandido e ordinário, gente desqualificada que a cata duns trocados não se cansa em mentir e iludir, em frustar e acabar com as nossas esperanças ..homens públicos recheados de interesses privados

.defendo sim uma democracia PARTICIPATIVA, esta que vemos por aqui (nos BLOGs que aceitam e publicam inúmeras opiniões, respeitosas mesmo que discordantes), sem intermediários e/ou DE-formadores midiáticos, esta que infelizmente ainda não faz pauta da nossa realidade em debate

..e sobre João Paulo

Um deputado, presidente da CÂMARA, rapaz astuto, chegou a ser presidente por uns dias, envia sua esposa pra retirar grana VIVA – coisa boa, hoje equivalente a umas 100 pilas – em agência informal de BRASÍLIA ..retirar, após encontro privado, da conta dum elemento que ele SABIA MUITO BEM de quem se tratava

..após negar e tentar esconder o quanto pode, acaba sendo descoberto por DOCUMENTOS apreendidos via mandato e alega em defesa que a grana VIVA seria usada pra pagar despesa de campanha a ser quitada em 3 prestações, isso em região de origem que distancia-se em 1,5 MIL KM da tal agência informal de origem

..campanha, bom que se diga, que se realizaria (pra governador) só depois de 3 anos ..e tudo “documentado” por 3 notas emitidas em sequência separadas por até 90 dias ?

tá certo? é isso, este é o nível de deputados que temos, gente que acredita e/ou nos quer fazer acreditar nesta FANTASIA

fica difícil..

se vc me engana UMA vez a culpa é sua, se duas, MINHA

http://www.youtube.com/watch?v=CPXyNf-WUS4

ps – apesar de ser neto de lavadeira e de ter orgulho de sair donde vim e ter chegado aonde cheguei, SIM, sou contra o voto OBRIGATÓRIO, o do analfabeto e do menor de 18 tb ..isso por questões de coerência ..HOJE a educação é um direito assegurado pela constituição ..assim como o índio precisa saber que ele NÃO esta em outro planeta e precisa PARAR de caçar macaco pra comer, o cidadão brasileiro precisa sim ser consciente da responsabilidade, e sabedor de seu DEVER ..estudar pra crescer, prêmio e/ou castigo

Responder

    Renati

    29 de agosto de 2012 às 12h17

    Estranho a esquerda criticarem a Eleição de Tirica, porém graças aos votos que ele teve, o amado e idolatrado pela esquerda e …responsavel Protogenes Queiroz conseguiu uma cadeira na Camara dos deputados federais.

    Romanelli

    29 de agosto de 2012 às 13h07

    estranho não, sinal que muitos de nós não somos hipócriticas e afeitos somente ao momento casuístico, este quando nos é favorável

    abrá

    ps – a propósito, eu e família votamos em Protógenes ..embora eu não acredite no verão duma andorinha

Antônio

29 de agosto de 2012 às 07h59

A FALTA DE PROVAS É UMA PROVA DE QUE O CRIME OCORREU

Mas para que provas se a mídia ja condenou?

Impressionante e vergonhosa a justificativa de alguns membros da suprema corte para os seus votos: a falta de provas é uma prova de que o crime ocorreu.

Um contorcionismo que deixaria Fraz Kaafka com cara de tacho, se sentindo um verdadeiro idiota e arrependido por ter escrito O Processo.

Sobre O Processo, tá lá na Wikipédia: “Processo (no original em alemão, Der Prozess) é um romance do escritor checo Franz Kafka, que conta a história de Josef K., personagem que acorda certa manhã, e, sem motivos conhecidos, é preso e sujeito a longo e incompreensível processo por um crime não revelado.”

A diferença para O Processo é que no julgamento do mensalão os réus já foram condenados pela OPINIÃO PUBLICADA dos donos da mídia e eles querem que os membros da suprema corte corroborem a sentença na marra. E ai daquele juíz que disser não.

Responder

ZePovinho

29 de agosto de 2012 às 01h34

Há algum tempo postei esses dois texto do Chomsky:

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20714

A Carta Magna está sob ataque nos EUA e no mundo
Data:13/08/2012
Recentes decisões da Corte Suprema dos EUA incrementam o enorme poder político das grandes corporações e dos super ricos, golpeando com maior força ainda os vestígios vacilantes de uma democracia política. Enquanto isso, a Carta Magna sofre ataques mais diretos. Recordemos a Lei do Habeas Corpus de 1679, que proibia a “prisão em alto mar” e, com isso, o procedimento impiedoso de prisão no estrangeiro com o fim de torturar. O conceito de devido processo legal ampliou-se com a campanha internacional de assassinatos da administração Obama, de modo que esse elemento central da Constituição se tornou nulo e vazio. O artigo é de Noam Chomsky.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20675

Como a Carta Magna se tornou uma carta menor (I)
Data:07/08/2012
Em algumas gerações chegaremos ao milênio da Carta Magna, um dos grandes acontecimentos no estabelecimento dos direitos civis e humanos. Não está claro ainda se haverá motivo para celebração. E isso deveria ser objeto de grave e imediata preocupação. Não é uma perspectiva atraente caso persistam as atuais tendências de ataque e destruição de direitos. O certo é que ainda há um longo caminho para se realizar a promessa da Carta Magna. O artigo é de Noam Chomsky.

Dá para dizer,SIM,que a a direitona está se movimentando.Em escala global.

Responder

José X.

29 de agosto de 2012 às 00h34

O judiciário brasileiro está cada vez mais hondurenho/paraguaio…é a perseguição desavergonhada a tudo que se refira ao governo Lula. Os “argumentos” usados contra João Paulo Cunha são uma prévia dos que serão usados para condenar Zé Dirceu…agora já se sabe: não importa que não existam provas, o que vale é a palavra divina daqueles seres superiores do STF. E se a Dilma não se cuidar, depois do circo do “mensalão” periga de ela voltar a ser a bola da vez, uma Lugo de saias. Com aquela gente que está lá no STF não duvido de nada…

Responder

    LEANDRO

    29 de agosto de 2012 às 06h23

    A maioria indicação do lula. Qual STF que é bom? O que vota pro partido? Se não havia nada de errado porque pagar em dolares e em paraísos fiscais?

    Rodrigo Leme

    29 de agosto de 2012 às 08h25

    Em suma, quanto mais contraria o PT, pior é. Depois o desapreço pela democracia é do Jabor…

    Mário SF Alves

    16 de setembro de 2012 às 18h51

    Contextualize, Rodrigo, contextualize. Pelamordedeus, contextualize.

    Romanelli

    29 de agosto de 2012 às 09h21

    X,vamos com calma, por partes, agora é a vez da justiça falar

    Até agora já acharam MAIS de R$ 25 milhões, naquela época (hoje, no mínimo dobra), que foram desviados, surrupiados, ROUBADOS de empresa de capital misto pra esquentar um esquema fraudulento

    se queremos realmente cobrar, temos que dar o exemplo ..aguardemos

    E no caso, a mim resta SIM um tremendo dum desafio, um enigma ..quem afinal seria suficientemente poderoso e inteligente pra coordenar e amarrar as pontas do esquema Marcos Valério, Bco Rural, PT e Delúbio – este autêntico songa-monga ..será que o Genuíno sozinho ?

    claro, assim com vc, torço pra que esta justiça cega, que tarda e falha, um dia – sei que não vou ver – se reinvente e tb apene outros que insistem em nos fazer de otários, como juízes ordinários e salafrários internacionalmente flagrados como Maluf por exemplo ..mas se queremos limpar, há que começar

    ps – sobre o Zé ..eu o defendi á época da cassação, na casa política ..1o que aquilo era um julgamento de pares políticos interessados ..depois que ele foi cassado pq teria comandado um esquema que o outro, o BOB Jeferson, outro cassado, o foi justamente condenado por não ter provado da sua existência ..e por fim, e mais importante, pelo fato do julgamento nunca poder ter existido uma vez que o ZÈ não era deputado, e sim ministro ..fato este que IMPEDIA, segundo regulamento interno da própria CÂMARA, de o levarem a termo

    ..ou seja, aquilo foi mais um circo, circo aonde os caras de BRASILIA fizeram de tudo mas não conseguiram esconder do casualismo, do GOLPE, da fraqueza, torpeza e despreparo de nossas instituições em lidar com tal situação ..foi triste


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