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Mino Carta: Que diriam Brizola e Ulisses de como ficaram seus partidos?


17/08/2012 - 10h24

Vontade dos barões midiáticos prevalece, com a inestimável contribuição do PDT, escudado nos argumentos de notório simpatizante das Organizações Globo, Miro Teixeira. Foto: Antonio Cruz/ABr

por Mino Carta, em CartaCapital

Do PMDB dos dias de hoje, que diria o Doutor Ulysses? Digo, aquele que enfrentou os cães raivosos da ditadura, ironizou a “eleição” de Ernesto Geisel ao criar sua anticandidatura e liderou a campanha das Diretas Já. E do PDT, que diria Leonel Brizola, um dos poucos a esboçarem uma tentativa de resistência ao golpe de 1964, cassado e exilado, no retorno vigiado pelo poder ditatorial no ocaso, e ininterruptamente perseguido pela Globo? Quem ainda recorda as duas notáveis figuras tem todas as condições para imaginar o que diriam.

A CPI do caso Cachoeira acaba de escantear a convocação do jornalista Policarpo Jr., diretor da sucursal de Veja em Brasília, que por largo tempo manteve parceria criminosa com o contraventor. As provas irrefutáveis da societas sceleris apresentadas por CartaCapital na edição da semana passada não somente foram olimpicamente ignoradas pela mídia nativa, o que, de resto prevíamos, mas também não surtiram efeito algum junto à CPI. A qual, como se sabe, teria de apurar em todos os aspectos os crimes cometidos pelo talentoso Carlinhos e seus apaniguados. Entre eles, está demonstrado, Policarpo Jr.

Se as façanhas da semanal da Editora Abril não entraram na pauta da CPI é porque aqueles que nela representam PMDB e PDT são contrários à convocação do jornalista de Veja. Há precedentes para explicar. Sem justificar, é óbvio. Quando dos primeiros sinais de que Policarpo Jr. estava envolvido no entrecho criminoso, um dos filhos de Roberto Marinho foi a Brasília para um encontro com o vice-presidente da República e líder peemedebista Michel Temer. Tomava as dores de Roberto Civita, nosso Murdoch subtropical, sob a alegação de que alvejar Veja significaria mirar na mídia nativa em geral e pôr em xeque a liberdade de imprensa. Outro encontro, no mesmo período, Temer teve com o presidente-executivo da Abril, Fábio Barbosa. Cabe lembrar que fato igual não se deu nos tempos da censura dos ditadores a alguns órgãos de imprensa, quando os Marinho se relacionam com extrema cordialidade com os ministros da Justiça (Justiça?), e Veja  estava sob censura feroz.

E eis que surgem as provas cabais da participação de Policarpo Jr., mas a vontade dos barões midiáticos prevalece, com a inestimável contribuição do PDT, escudado nos argumentos de um notório simpatizante das Organizações Globo, Miro Teixeira, idênticos, palavra por palavra, àqueles usados por um dos Marinho na conversa  com Temer. Donde, caluda, como se nada tivesse ocorrido, de sorte a cumprir a recomendação da casa-grande: nada de encrencas, deixemos as coisas como estão. Encrencas para quem? Para a minoria privilegiada, omessa. E a liberdade de imprensa? É a de Veja agir como bem entende.

Encaro meus acabrunhados botões, e pergunto: e que diria vovô Brizola de Brizola Neto? Será que Miro Teixeira pesa mais na balança do poder do que o ministro do Trabalho? Pesa ao menos dentro do PDT, a ponto de ofender impunemente a memória do engenheiro Leonel. É a observação dos botões, sugerida como conclusão inescapável.

Confesso algo entre o desconforto e o desalento. Indignação e revolta eu experimentava durante a ditadura, hoje sobrevém a desesperança. A mídia nativa é o próprio alicerce da casa-grande. Não há, dentro do seu espaço, impresso ou não, uma única voz que se levante para pedir justiça. É o silêncio compacto da turba, enquanto os seus porta-vozes invectivam contra a corrupção, sempre e sempre petista, e desde já decidem o resultado do processo do chamado “mensalão”. Pretendem-se Catões, são piores que Catilina.

Os botões me puxam pela manga. Ah, sim, esqueci: uma voz se levanta, a do Estadão, para noticiar que Gilmar Mendes, este monstro sagrado da ciência jurídica nativa, solicita um inquérito público a respeito de CartaCapital. Motivo: a nossa denúncia da sua participação do valerioduto mineiro. Mendes diz até ter estudado na Alemanha, deveria saber, porém, que no caso o único caminho é nomear advogado e mover demanda no Penal.

Em compensação, esta semana Roberto Jefferson se tornou personagem de destaque por ter apontado no ex-presidente Lula o chefão da quadrilha. Ele mesmo, o Jefferson que no começo da história, quando já havia embolsado 4 milhões de reais despejados pelo valerioduto nos seus bolsos, cuidou de isentar o então presidente.

Nem tudo é desgraça nas pregas do momento: na terça 14, o Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou por unanimidade a decisão de primeiro grau que reconhece como torturador o coronel Carlos Brilhante Ustra, comandante do DOI-Codi por certo período dos anos de chumbo. É a primeira vez que um órgão colegiado da Justiça brasileira afirma os crimes de um agente da ditadura civil-militar. Com isso, abre-se a porta para processos similares no Cível. A demanda movida pela família Teles, que conta com cinco torturados na masmorra do coronel Ustra, valeu-se do destemor e do saber do jurista Fábio Konder Comparato, infatigável na defesa da causa. Seu desfecho, pelo menos até agora, representa um avanço, mas a lei da anistia, condenada nas instâncias internacionais e tão limitativa das nossas aspirações democráticas, continua em vigor.

Ao cabo da semana, os botões sustentam condoídos que a casa-grande está de pé, inabalável, certa da cordialidade da senzala, como diria Sérgio Buarque de Holanda.

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74 comentários

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FrancoAtirador

18 de agosto de 2012 às 22h35

.
.
O estado da democracia no Brasil

Sem democratização do Estado,
do sistema de representação política,
de formação de opinião pública,
das relações econômicas e sociais no campo,
haverá limites fundamentais para que o Brasil siga, nesta década,
a trajetória que vinha trilhando na década passada.

Emir Sader, na Carta Maior

http://www.cartamaior.com.br/templates/blogMostrar.cfm?blog_id=1&alterarHomeAtual=1

Responder

FrancoAtirador

18 de agosto de 2012 às 20h55

.
.
Ratificando a premissa exposta pelo jornalista Leandro Fortes

no 2º Encontro de Blogueiros Progressistas (2BlogProg), em Brasília:

A maioria dos políticos, principalmente os parlamentares e os ministros,

quer mesmo é aparecer no Jornal Nacional e nas páginas amarelas da Veja.

E eles figuram nesses contos e fábulas como lobos em pele de cordeiro.

ESSA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA É UMA FARSA !!!

QUEM MANDA MESMO É PODER ECONÔMICO !!!
.
.

Responder

Fabio Passos

18 de agosto de 2012 às 18h27

miro teixeira ajuda os pilantras da veja que elogiam miro teixeira.

E ainda acham que ninguém percebe…

“O toma-lá-dá-cá de Veja
Em agradecimento, Veja presta tributo a Miro”
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-toma-la-da-ca-de-veja

Responder

    FrancoAtirador

    18 de agosto de 2012 às 21h00

    .
    .
    Quer agradecimento maior do este ?

    FrancoAtirador

    18 de agosto de 2012 às 22h38

    .
    .
    QUER AGRADECIMENTO MAIOR DO QUE ESTE?
    .
    .

    Mário SF Alves

    19 de agosto de 2012 às 14h39

    Lembra a capa daquelas revistas tipo capitão marvel. Só faltou o SHAZAM!

Urbano

18 de agosto de 2012 às 13h33

Putz! ‘Parimos’ uns monstros.

Responder

Fabio Passos

17 de agosto de 2012 às 19h29

Brizola passou a vida combatendo a mídia-corrupta.
Este miro teixeira é um grande bosta. pau-mandado da globo.

Responder

    João

    17 de agosto de 2012 às 20h06

    bons mesmo são os “cumpanheiros” Sarney, Renan Calheiros, Jader Barbalho, Collor e Maluf, né?

    ser petista deve mesmo ser difícil nos dias de hoje!

    rsrsrsrs

    Mário SF Alves

    18 de agosto de 2012 às 20h34

    Não, caro João. Partindo da premissa de que o ainda que precário poder “político” que emana do povo, não tem sido suficientemente respeitado, o bom mesmo seria ver este mesmo povo acordar desse torpor midiático. Após isso, exausto de tanta hipocrisia, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, irromper de vez contra toda essa manipulação ordinária, antidemocrática e mantenedora do subdesenvolvimento. E, ato contínuo, fazer valer a regra venezuelana. Ou seja: liberdade de imprensa sim, liberdade de mentir, de caluniar, de desinformar e de atentar contra as regras do jogo democrático, não. Desinformação travestida de imprensa, também não.

    João

    18 de agosto de 2012 às 23h05

    Mário SF Alves

    sei, sei…

    e aqui, como na Venezuela, teríamos um comitê petista para decidir o q é verdade e o q é mentira!

    claro…

    se já tivéssemos esse esquema, nem teríamos tido a denuncia do MENSALÃO, q pros petistas nem existiu!

    perfeito!

Julio Silveira

17 de agosto de 2012 às 19h04

O Miro Teixeira é um politico camaleão no pior sentido. Consegue mimetizar com perfeição, aderindo sem ser parte. Desde os tempos do Chagas Freitas mostra-se carreirista, tendo já naquele tempo trocado de lado para ir, surpreendentemente, para as bandas do Brizola. Politiqueiro profissional, está com quem lhe concede oportunidade para se manter no podium.

Responder

edson

17 de agosto de 2012 às 17h51

E pensar que Miro Teixeira foi Ministro das Comunicações no governo Lula (início)… o que deve ter repassado de informações para o PIG…

Responder

J. Alberto

17 de agosto de 2012 às 17h39

PDT e PMDB nunca enganaram ninguém, PDT é o puro fisiologismo da centro-esquerda. Já o PMDB consegue ser o fisiologismo do próprio fisiologismo. Salve-se quem puder…

Responder

Mancini

17 de agosto de 2012 às 16h41

Azenha, extra-pauta novamente, mas acho importante. estamos transmitindo ao vivo e com tradução em português, a reunião da OEA sobre Julian Assange e a inviolabilidade da embaixada do Equador em Londres. htt://refazenda2010.blogspot.com

Responder

maria olimpia

17 de agosto de 2012 às 16h17

Belo artigo do Mino, que põe os pingos nos iss. Até hoje, como se percebe por alguns comentários, há pessoas que leem mas NÃO conseguem distinguir A de B. O PT votou em bloco para a convocação, o sr. miro teixeira, embora do PDT é CONTRA a convocação, assim como ALGUNS membros do PMDB que fazem parte da CPMI. Apesar de morar no interior de SP, enviei e-mail para o sr. miro protestando contra sua vergonhosa atitude. Precisamos fazer isso com urgência com todos que são contra a convocação do policarpo. Não adianta lamentarmos, chegou a hora de agir.
OBS.~alguém desse blog postou o site do miro e através dele enviei meu e-mail. Poderiam, por gentileza, postar novamente?

Responder

Bonifa

17 de agosto de 2012 às 15h26

O PDT caiu em mãos do muito suspeito Miro Teixeira, que trabalha abertamente com a mídia da direita. O PMDB oscila segundo o medo, mas não tem muita noção de quem possa causar medo. Por enquanto, está com medo da Veja e das organizações Globo.

Responder

trombeta

17 de agosto de 2012 às 15h16

Qual a surpresa: PDT, PMDB e PSOL?

É isso ai mesmo que a gente vê todo dia.

Responder

André Dantas

17 de agosto de 2012 às 15h01

Não tenho dúvidas de que Brizola e Ulisses diriam dos seus respectivos partidos o mesmo que Lula diz do PT hoje, ou pior, porque destes o “radical” era Lula que hoje nem cora ao ser fotografado abraçado com Maluf…

Responder

Ronald

17 de agosto de 2012 às 14h54

Não é justo deixar o PT de fora, seu silêncio é o da conivência com os que se declaram abertamente contra a convocação do jornalista.

Responder

    carlos saraiva e saraiva

    17 de agosto de 2012 às 15h38

    A luta politica é valida e saudável, só não podemos distorcer os fatos. A bancada do PT não ficou em silencio e sim aprovou em bloco a convocação desses jornalistas.

Marcelo de Matos

17 de agosto de 2012 às 14h46

ET. Já que falei em Ciro Gomes, do PSB, carece lembrar que ele também é radicalmente contra a convocação de Policarpo. Declarou isso em recente entrevista. Em suma, embora haja em nosso parlamento muitos indivíduos fronteiriços, ninguém é tão louco que queira peitar o PIG.

Responder

Marcelo de Matos

17 de agosto de 2012 às 14h42

Que diriam Ulisses e Brizola? Talvez o mesmo que disse o goleiro Marcos, do Palmeiras e da Seleção, em livro recém-publicado – Nunca fui santo. Ulisses foi um dos líderes da campanha que derrubou Collor, não por idealismo, mas, por interesse em ocupar seu lugar, já que, como Presidente da Câmara, era o primeiro na lista de sucessão. Isso, lógico, se o vice Itamar Franco fosse leal ao Presidente e renunciasse junto. Por falar em Collor, Brizola tornou-se seu amigo de primeira hora, pleiteando e conseguindo a liberação dos royalties do petróleo para o Estado do Rio. Brizola e Ulisses não eram diferentes, nem melhores, que a média de nossos políticos. O mesmo se diga dos socialistas Eduardo Campos e Ciro Gomes, que trocam farpas pela indicação como candidatos do partido à Presidência. Que diriam, então, os socialistas históricos Cid Franco e Rogê Ferreira sobre esses correligionários de hoje? Penso que nem diriam nada: apenas mudariam de partido. Não só os porém, estão diferentes – nossos “hebdomadários” de esquerda não são nem a sombra dos análogos de outros tempos.

Responder

Urbano

17 de agosto de 2012 às 14h35

Da mesma forma que não permitimos que bandidos frequentem a nossa casa, essa norma deve se estender para o nosso time do bairro, para o nosso clube, para a nossa igreja, para o nosso partido e assim por diante. Só isso.

Responder

ricardo silveira

17 de agosto de 2012 às 12h38

Um texto triste, mas real, verdadeiro. O que esperar da democracia brasileira com um Congresso que mais parece uma casa de conveniências? É uma pena que a maioria da população não saiba o que fazem os políticos nos quais votou. É uma pena que tenhamos uma mídia golpista e o governo Dilma nada faça para assegurar um espaço livre e democrático à cidadania brasileira.

Responder

Fábio

17 de agosto de 2012 às 12h25

E o que diriam os verdadeiros petistas, militantes e filiados, do PT de hoje, que em nada se diferencia dos demais partidos?
“PT o partido que esquece os trabalhadores!”

Responder

Bertold

17 de agosto de 2012 às 12h23

Lamento o protesto inútil da razão de Mino Carta pois devia saber que o PDT sempre navegou pelo conservadorismo e o oportunismo. Lembram da Constituinte? Escantearam um Lisâneas Maciel, que era brilhante e progressista, e deram asas para direitistas como Brandão Monteiro, César Maia, depois Miro Teixeira, Marcelo Alencar, Garotinho, Carlos Luppi e outros. Mesmo no Rio Grande do Sul, o conservadorismo e fisiologismo do PDT sempre foi latente. O PMDB? Me abstenho de falar da história da maior confederação política da chantagem e da corrupção brasileira.

Responder

Apolônio

17 de agosto de 2012 às 12h14

Venho apelando há muito tempo, que os blogueiros progressistas, deveriam editar um jornal escrito. Este jornal seria distribuido gratuitamente nas praças públicas, ruas, sindicatos e associações. Poderia ser um diário, um semanal, ou mesmo mensal. Quem poderia sustenta esse periódico, seria assinantes, publicidades e outras fontes. Isto poderia começar a ser disseminado nos grandes centros do país. Para viabilizar esse projeto, seria a criação da associação dos blogueiros progressistas, ou outro nome. O importante é agir, fazer um contra ponto à grande mídia. Digo, a internet é uma grande ferramenta, mas não é tudo.

Responder

    Rudá

    17 de agosto de 2012 às 13h57

    Também já falei isso por aqui e acolá.

Mancini

17 de agosto de 2012 às 12h13

Azenha, falando de políticos, por causa de um irmão de um senador, crianças do norte de Minas comem fubá com água na merenda escolar. http://refazenda2010.blogspot.com .

Responder

xacal

17 de agosto de 2012 às 11h38

É uma situação complicada.

Não estou a defender o Miro, ou o PMDB (cruz credo!).

Mas Ulysses e Brizola também “costearam” o alambrado e a seu tempo fizeram alianças com demônios tão feios quanto estes. Então, menos Miro.

O que a espetaculosa CPI deixar de cumprir, restará a ação criminal, e quantas mais se fizerem necessárias.

Nosso governo “de esquerda” está em uma encruzilhada:

Tem que enfrentar a mídia corporativa e combater a concentração de poder que distorce a comunicação social e a própria capacidade do governo de divulgar seu projeto político junto às massas: Tem que que pagar ( e caro) com verbas públicas para se defender das calúnias feitas por um concessionário.

Tem que trabalhar com o paradoxal avanço da política e da jovem Democracia brasileira que, por exemplo, repele a violência contra mulher e outros gêneros, mas sequer imagina discutir temas como aborto, união homo-afetiva, etc.

Tem que trabalhar com um senso comum que rejeita a discriminação racial, ao ponto de dizer que ela sequer existe, mas a pratica com o extermínio diário (e legitimado) de pretos nas periferias.

Então, nossa relação com a mídia não pode ser britânica ou argentina. Não dá.

Uma medida que poderia “acertar” os rumos seria uma redução drástica nas verbas públicas de propaganda na mídia corporativa e investimento pesado na TV Estatal, ou no fortalecimento de mídias alternativas.

Mas como eu já disse no debate do outro post(privatização X concessão), se o governo não tem coragem de enfrentar o debate necessário, muito menos nós, dos partidos e sociedade civil cumprimos nossa parte nesta tarefa.

Responder

Augusto José Hoffmann

17 de agosto de 2012 às 11h30

Quase certo, diriam: “são as más companhias”. Os nossos judas, em tempos de escassez de moedas, buscam o providencial amparo dos velhos financiadores. E a liderança do ministro Brizolinha, o gato comeu?

Responder

    Vlad

    17 de agosto de 2012 às 12h46

    TODOS os ministros foram mandados calar a boca.

    Augusto José Hoffmann

    17 de agosto de 2012 às 14h26

    Bem, a indagação é sobre o PDT & PMDB. Novidade é o PDT, do democrata da pasta do trabalho, justamente um neto do eminente Brizola. Se vida depois da morte, sua pousada treme.

Mardones Ferreira

17 de agosto de 2012 às 11h29

Recordo da entrevista do Michel Temer ao Roda Viva, quando foi-lhe perguntado sobre a existência de projeto de Brasil no PMDB. A resposta foi a negativa.

Naquele dia, eu confirmava a inutilidade do PMDB para o Brasil. E também me surpreendia com a cara de pau do Temer em dizer a verdade, coisa rara em políticos.

Responder

Rudá

17 de agosto de 2012 às 11h27

Essa história de PDT e PMDB é uma fachada.
Se houvesse de fato algum interesse do Governo em mexer nesse vespeiro, já teriam feito “pressão” sobre esse assunto. PMDB de Roberto Requião e PDT de Brizola Neto.

Responder

mello

17 de agosto de 2012 às 11h21

Tal qual um cesar maia, um garotinho, e tantos outros, miro teixeira se revela mais um oportunista sem escrúpulos a se aproveitar da tradiçã e legenda de Brizola e PDT, tal qual roberto jefferson fez com o PTB…Na verdade o chaguismo de miro e o estilo “aqui e agora ” de jefferson prevaleceram…

Responder

Jorge Portugal

17 de agosto de 2012 às 11h19

Nunca se esqueçam de que Miro Teixeira saiu do PMDB foi Repórter do jornal O Dia (de propriedade do governador Chagas Freitas) e ingressou ao PDT, foi indicado para o Ministério das Comunicações, mas não venceu a resistência do PDT, que rompeu com o governo Lula em seu primeiro ano no governo graças a Deus! Na época de PMDB ele tinha discurso de direita. Até hoje não entendo como deixaram Miro Teixeira se afiliar ao PDT, pois seu discurso era totalmente diferente. Ele nunca virou casaca.

Responder

cesar

17 de agosto de 2012 às 11h14

Miro esta virado de frente para a câmara da Rede Globo.

Responder

Joao

17 de agosto de 2012 às 11h01

Brizola eu nem sei pq ele era maluco, mas Ulisses Guimarães deveria se sentir orgulhoso de ver o seu partido sendo contrário a uma palhaçada dessas!

Alias, do q mesmo acusam Policarpo Jr? e quem acusa?

Sim, pq a PF (subordinada ao Min da Justiça do Gov petista) diz q Policarpo Jr não cometeu crime algum!

Responder

    xacal

    17 de agosto de 2012 às 12h26

    Joao,

    1- A CPI, para todos os fins aos quais ela se destina (para o bem ou para o mal) tem natureza inquisitorial especial, logo, ela busca instruir um procedimento de natureza pré-processual(seu relatório segue ao MP)com conclusões que só podem ser consolidadas com a oitiva de envolvidos, incluso aí o PJ.

    2- A PF não tem o monopólio da verdade, e nem seu Inquérito é sentença. Logo, o MPF pode requisitar novas diligências se entender que necessita de novas provas ou indícios para incluir PJ na sua denúncia.

    3- Pode o MPF, inclusive, desprezar o relatório da PF e opinar (opinio delicti) pela denúncia de PJ.

    Mas longe destas questões técnicas, fica a pergunta: Está a mídia e seus acólitos acima de qualquer convocação por parlamentares eleitos ou por órgãos fiscalizadores ou jurídico-policiais?

    Se não deve, não teme, não é esta a lógica que emprenha os editoriais?

    João

    17 de agosto de 2012 às 16h14

    bom, pelo seu texto, podemos concluir q não há nenhuma acusação contra Policarpo Jr…

    a CPMI, quer dizer, o PT e Collor, querem convocar o jornalista pq… querem!

    ahhhhh bom!

    Sei q o MPF pode um monte de coisas… mas a CPMI, quer dizer, o PT e Collor, não são o MPF!

    o FATO é q não há NENHUMA acusação contra Policarpo Jr e a tentativa de leva-lo à CPMI é apenas para tentar a desmoralização da VEJA, arqui-inimiga do PT e de Collor!

    João

    17 de agosto de 2012 às 16h28

    “Se não deve, não teme, não é esta a lógica que emprenha os editoriais?”

    eu não devo nada a ninguém e nem por isso deveria ser convocado pra depor na CPMI do Carlinhos Cachoeira!

    Policarpo Jr seria chamado como testemunha ou como réu?

    como réu, nem pode pq o Sr mesmo se enrolou todo só pra admitir q não há NENHUMA ACUSAÇÃO contra ele!

    Ele seria testemunha de q?

    Q Cachoeira é bandido? Q ele usou Cachoeira como informante?

    Mas isso já sabemos!

    Não sou contra chamar quem quer q seja para depor na CPMI, contanto q o motivo seja honesto e real… e não uma armadilha q se quer lançar pra “derrubar” o seu grande inimigo, a VEJA…

    xacal

    18 de agosto de 2012 às 09h18

    Joao, caro Joao,

    Me perdoe, mas pelo que sei seu nome não está nas degravações, está?

    Eu não vou reeditar a discussão sobre a “liberdade” do jornalista em acessar a fonte. A lei já delimita o que é busca por informação e promiscuidade.

    Fato: PJ prostituiu sua função, em nome de seus patrões, para alterar e influenciar os fatos que pretensamente tinha interesse em publicar.

    Ou a encomenda de um grampo ILEGAL a um CAPO para vigiar um parlamentar é função de jornalista?

    Cabe ao devido processo legal determinar se esta foi uma infração ética apenas, ou criminal, daí a necessidade de sua convocação.

    Simples assim…

    João

    18 de agosto de 2012 às 11h37

    Xacal, meu caro Xacal…

    concordo com vc!

    deixemos pois q a PF e o MPF investiguem o caso, apresentem a denuncia e prendam Policarpo Jr, se for o caso.

    Sem a utilização política q tanto quer o PT…

    simples assim!

    Marianne

    17 de agosto de 2012 às 13h10

    Segundo os parlamentares do PSDB e do DEM na CPMI, já descobriram uma porção de coisas as quais a PF não chegou, principalmente em relação às empresas laranja do Cachoeira, que recebiam dinheiro da Delta. Há também outros fatos levados em consideração a respeito do assunto, que não constam do relatório da PF. Então esses tópicos devem ser abandonados porque não constam da investigação inicial? Caso tenha sido consultado no início, o Delegador diria que nada havia contra tais empresas. Tudo o que é suspeito deve ser investigado, não importa se é o Policarpo o Cavendish, o Perillo, o Agnelo ou o Raul Filho.
    Quanto ao PMDB, já o vi participar de inúmeras palhaçadas, ainda no tempo da ditadura, sem nenhum pejo. Se fosse para obter uma boquinha entregariam a imprensa inteira, culpados e inocentes, ao diabo que a carregasse.

    xacal

    18 de agosto de 2012 às 09h31

    Joao, só mais uma coisa:

    Democracia é um troço chato, ela pressupõe que, de tempos em tempos, pessoas que julgamos piores que nós nos governe.

    Reservado o direito das minorias, vale a representatividade exercida através dos mandatos em nome na MAIORIA.

    A CPI, reproduz, proporcionalmente estas duas ideias: Vontade da base majoritária, com a proporcionalidade de representação da minoria.

    Logo, a CPI não é do PT e aliados, ela é do Parlamento, onde os integrantes do PSDB, DEMOS e outros afins, se fazem representar na referida comissão, portanto, legitimando-a.

    A CPI, por determinação e previsão constitucional(outra invenção desse troço chato chamado Democracia) pode muita coisa, e bem mais que o parquet ou o Judiciário, por exemplo:

    Podem quebrar sigilos bancários, telefônicos, etc, sem uma decisão judicial, apenas pelo voto da maioria, medida cautelar que é vedada em outras fases inquisitoriais.

    Mas mesmo assim, caso alguma inconstitucionalidade for cometida pela maioria, resta sempre a possibilidade de controle externo pelo STF.

    Bons advogados a “óia” tem para arguir isto, agora não dá é para atacar decisões ou neste caso, tentativa de decisão legítima do parlamento apenas porque os barões da mídia não se conformam em assumir publicamente os resultados dos seus atos.

    Neste caso, nem precisou: bastou puxar as cordinhas de alguns parlamentares e voilá…

    Para um exemplo tosco do que falo, vale uma olhada no inquérito britânico sobre Murdoch, com a prisão de jornalistas e o encerramento das atividades de uma parte das empresas do grupo, em fato semelhante:

    Jornalistas, por interesse do patrão, influenciaram os fatos, de forma criminosa, inclusive, desequilibrando o cenário político e manipulando a opinião pública.

    João

    18 de agosto de 2012 às 11h41

    mais uma vez concordamos!

    democracia é mesmo uma coisa complicada e chata…

    basta ver a decisão democrática da CPMI q, mesmo contra a vontade de Collor e do PT, decidiu não chamar o jornalista Policarpo Jr!

    no caso britânico, não houve “CPMI”… a investigação e punição foram feitas pela policia e pela justiça, como deve ser!

    Policarpo cometeu crime?

    q seja preso… nada contra!

    PF e MPF estão aí pra isso mesmo…

    xacal

    19 de agosto de 2012 às 19h02

    Não Joao, estás mel informado…Na Inglaterra, o Inquérito foi de natureza parlamentar, paralelo a uma investigação policial.

    Eu acato a decisão democrática da CPMI, mesmo discordando dela.

    Mas o que está em debate aqui não é isto, mas sim a escandalosa tentativa (legítima, mas indecorosa) da mídia corporativa em não prestar contas sobre seus atos.

    Eu só não entendo a lógica de vocês: para os políticos do governo, a gritaria, CPMI, julgamentos morais, espetáculos no STF, etc…para a mídia corporativa, o silêncio parcimonioso e o decoro das apurações com TODO e AMPLO direito de defesa(aliás, como tem que ser), longe dos holofotes e na PF e MPF…

    Newton

    30 de agosto de 2012 às 19h49

    O amigo quer justiça ou holofotes?

    Se quiser “apenas” justiça, poderia confiar na Policia Federal e no Ministério Publico pra investigar, como disse o Joao…

    mas se quiser holofote, então tem mesmo q estar revoltado com o fato da CPMI não seguir a vontade de Collor e do PT.

ZePovinho

17 de agosto de 2012 às 10h52

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20733

O recheio da pasta rosa e o caso do Banco Econômico
A juíza Daniele Maranhão Costa, da 5ª Vara da Seção Judiciária do DF, acatou denúncia apontando dano ao erário, enriquecimento ilícito e violação aos princípios administrativos no caso Banco Econômico. São réus nessa ação, além do ex-ministro e banqueiro Ângelo Calmon de Sá, praticamente toda a equipe econômica do governo FHC, incluindo o ex-ministro Pedro Malan, os ex-presidentes do BC Gustavo Loyola e Gustavo Franco. O artigo é de Laurez Cerqueira.

Laurez Cerqueira

………….O Banco Econômico foi socorrido numa operação que custou R$ 3 bilhões dos cofres do famoso PROER – Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional, criado pelo governo Fernando Henrique Cardoso para salvar bancos particulares, quando José Serra era ministro do Planejamento. O PROER, uma espécie de “cesta básica” para banqueiros, consumiu R$ 37 bilhões de recursos públicos.

No decorrer das investigações sobre as atividades do Banco Econômico, em fevereiro de 1996, Ângelo Calmon de Sá foi indiciado por crime de sonegação fiscal e do “colarinho-branco”. Em seguida, numa atitude que causou perplexidade a quem acompanhava as investigações sobre a acusação de financiamento de campanha por bancos, entre eles o Banco Econômico, o Procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, apelidado de “Engavetador-geral da Republica” pediu ao Supremo Tribunal Federal o arquivamento do processo sobre os políticos acusados de receber dinheiro de instituições financeiras para suas campanhas eleitorais, alegando falta de provas, e o STF acatou, cobrindo com um manto de mistério um dos maiores escândalos sobre financiamento de campanhas eleitorais da história recente do Brasil.

Mas, felizmente a coisa não parou por aí. Recentemente, a juíza Daniele Maranhão Costa, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, acatou denúncia apontando dano ao erário, enriquecimento ilícito e violação aos princípios administrativos no caso Banco Econômico. São réus nessa ação, além do ex-ministro e banqueiro Ângelo Calmon de Sá, praticamente toda a equipe econômica do governo Fernando Henrique Cardoso, incluindo o ex-ministro Pedro Malan, os ex-presidentes do Banco Central Gustavo Loyola e Gustavo Franco, que, aliás, tornaram-se banqueiros depois que deixaram o governo. Todos serão novamente investigados, e, quem sabe o “recheio da pasta rosa” venha à tona para assustar mortos e vivos?

(*) Jornalista e escritor, autor de “Florestan Fernandes vida e obra” e “Florestan Fernandes – um mestre radical.”

Responder

Arthur Schieck

17 de agosto de 2012 às 10h34

Cadê os nomes!?

Responder

Cláudio Fajajrdo

17 de agosto de 2012 às 10h31

Que diria o Lula do PT?

Responder

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