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Diário da Resistência


Política

Joel Leite: Chávez, de novo; feito o Roosevelt


17/08/2012 - 18h31

17.08.2012 – 11:55

Chávez deve ser eleito pela quarta vez. E se igualar a Roosevelt 

Joel Leite, em O Mundo em Movimento

Depois de três mandatos na presidência da República, não é que o sujeito resolve se candidatar outra vez? Isso mesmo: ele quer ser presidente pela quarta vez consecutiva, assim, na maior cara de pau. Me diga, como você classificaria esse político: democrata ou ditador?

Veja o que ele costuma fazer para se eleger:

Numa cidade do interior do país, 349 funcionários foram convocados para fazer o levantamento da preferência eleitoral dos candidatos e muitos daqueles que declararam que não pretendiam votar no candidato do governo perderam o emprego. Em outro distrito exigia-se que os trabalhadores votassem num senador que apoiava o presidente; os que se recusaram foram excluídos dos seus empregos. Os funcionários filiados a outros partidos que não o do presidente, eram avisados que teriam de trocar suas filiações partidárias se eles quisessem se manter empregados.

Cartas foram enviadas aos empregados instruindo-os a doar 2% do salário para a campanha se eles quisessem manter seus empregos e comerciantes eram requisitados a oferecer dinheiro para a campanha.

A distribuição de empregos aumentou dramaticamente no ano eleitoral e foram distribuídos “vales-emprego” com duração de dois meses, tempo da fase final da campanha.

Um homem que recebia um bom salário em um emprego burocrático foi transferido para outro cargo, para trabalhar com uma picareta numa mina de calcário, depois de ter se recusado a mudar sua filiação para o partido do presidente candidato.

Volto a perguntar: um presidente, depois de completar o terceiro mandato, quer ainda o quarto, e faz esse tipo de pressão junto à sociedade para ser eleito, como deve ser classificado? Democrata ou ditador?

Bem, a classificação vai depender do país onde ele vive e do nível de comprometimento da imprensa que divulga o fato. Se ele viver na Venezuela e seu nome for Hugo Chávez, será considerado um ditador. Mas se o presidente-candidato em questão viveu nos Estados Unidos e o seu nome era Franklin Roosevelt, ele é o símbolo maior da democracia nas Américas, eternizado com a esfinge na moeda de US$ 0,10.

Pois é: o candidato e a situação descrita acima são de Franklin Roosevelt e essas informações foram levantadas por investigações junto ao Senado dos Estados Unidos em 1938 e reunidas no livro How Capitalism Saved America: The Untold History of Our Country, from the Pilgrims to the Present, de Thomas DiLorenzo.

Depois da quarta eleição de Roosevelt, o regime estadunidense mudou as regras e as eleições passaram a ser indiretas, o povo deixou de votar diretamente e o presidente passou a ser eleito por um Colégio Eleitoral.

Em quase todos os estados, o vencedor do voto popular leva todos os votos do Colégio Eleitoral, o que pode provocar distorções como a que ocorreu na primeira eleição do republicano George W. Bush, em 2000, quando ganhou a presidência mesmo obtendo um número de votos menor do que o seu concorrente, o democrata Al Gore. Bush teve 50.460.110 votos, ou 47,9% do total e Al Gore 51.003.926 votos, 48,4%. Bush levou. Imagine se isso acontecesse na Venezuela!

O ilibado jornal The Washington Post considerou Roosevelt um dos três “grandes” presidentes dos Estados Unidos (ao lado de Washington e Lincoln). O presidente de quatro mandatos é também o sexto colocado na lista de Pessoas Popularmente Admiradas do século XX pelos cidadãos dos EUA (pesquisa Gallup).

Achei curiosa a trajetória do presidente estadunidense. Ele tem o perfil exato que a grande imprensa brasileira, venezuelana e internacional traça do presidente venezuelano, a quem chamam de ditador, mesmo ele tendo sido eleito – com larga margem de votos – por três vezes consecutivas.

O instituto Datanálisis da Venezuela indica que a intenção de voto a favor de Hugo Chávez é de 61,03%, contra 38,97% a favor do candidato da direita Henrique Capriles Radonski. A mesma pesquisa revela que a aprovação do governo Chávez é de 62,55%.

O “ditador” vai ser, mais uma vez, democraticamente eleito, enquanto os “democratas” Franklin Roosevelt e George W. Bush não podem reescrever a sua história.

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28 comentários

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La Nación: Artigos 45 e 161 da Ley de Medios são constitucionais « Viomundo – O que você não vê na mídia

16 de dezembro de 2012 às 00h07

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dukrai

11 de setembro de 2012 às 15h31

comecei a ler a “pegadinha” e juro que me deu uma canseira, affffffffffe até o viomundo publicando uns trein pra dar polêmica rs engraçado que o EUA é o inventor da democracia moderna para a velha imprensa e derrapa nas quatro nas saidas de curva quando se vê a prática.

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Rômulo Gondim – Lulismo mudou o cenário e vai durar, diz ex-porta-voz

10 de setembro de 2012 às 18h25

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“SP não aceita quem é tolerante com desvios de dinheiro” « Viomundo – O que você não vê na mídia

10 de setembro de 2012 às 09h01

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Partidos e movimentos sociais promovem ato de apoio a Chávez « Viomundo – O que você não vê na mídia

05 de setembro de 2012 às 11h09

[…] Joel Leite: Chávez, de novo; feito o Roosevelt […]

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Herivllto Pardales

19 de agosto de 2012 às 11h09

Melhor definição… “Político é igual a fralda… tem que se trocar frequentemente e pelo mesmo motivo”

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Valcir Barsanulfo - Ituiutaba-Minas

18 de agosto de 2012 às 19h10

E o PIG,continua publicando notas falsas sobre a eleição na Venezuela.
Hugo Chaves foi eleito três vezes por grande maioria em eleições livres e democráticas, e de forma constitucional, cuja reformas constitucionais foram feitas democraticamente.
Os UDENISTAS golpistas do Brasil ficam inconformados com as reeleições sucessivas do Hugo Chaves.

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Urbano

18 de agosto de 2012 às 13h23

Se nas grandes democracias (pelo menos ditas) estão ameaçando invadir embaixadas alheias… É, porque hoje é a do Equador, amanhã pode ser a do Brasil. Aliás, os decentes até já disseram que o Brasil nem se arvorasse em querer ser dono da Amazônia. E viva a democracia e também o capitalismo, que se não for com extorsão é puro comunismo.

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lulipe

18 de agosto de 2012 às 12h05 Responder

    Julio Silveira

    19 de agosto de 2012 às 15h13

    Até pode ser, mas sua fonte não é das mais isentas.

Jader

18 de agosto de 2012 às 11h17

Os Estadso Unidos não democrata. Basta ver o que fizeram na América no periodo da Ditadura! Apoiaram a ditadura e ofereceram logistica para esses ditadores aniquilar e perseguir seus opositores !

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Luc

18 de agosto de 2012 às 00h29

Os Estados Unidos são realmente uma democracia?

http://www.resistance-politique.fr/article-les-etats-unis-sont-ils-vraiment-une-democratie-108942538.html

*A ausência de uma única lista eleitoral
*A identificação do eleitor, instrumento de exclusão
*A “Cédula Provisória” instrumento de fraude

do Google tradutor:

A pergunta é feita por Roseline Letteron, professor de Direito Público na Paris-Sorbonne. Ela era diretora de treinamento IHEDN (Instituto de Estudos Superiores de Defesa Nacional) de 2003 a 2009, o então diretor do Centro de Investigação da Gendarmaria Nacional de 2009 a 2011. Roseline local Letteron é o monitoramento legal que chamou de ” Liberté, Liberté Chérie “.

O comitê editorial da Resistência

O caráter democrático da dieta americana é uma espécie de dogma indiscutível e incontestável. Tocqueville já observou que o movimento democrático haviam modelado a forma de organização do governo, leis e política. Mesmo se perguntado sobre os riscos de uma possível tirania da maioria, ele não nega que os Estados Unidos é o resultado de um impulso democrático. Esta afirmação é reforçada pela amálgama tradicionalmente feita entre o Estado de direito e da democracia. Desde que o sistema americano é um Estado de direito, é, necessariamente, uma democracia, e não é necessário investigar mais.

V Bush. Sangue coagulado

No entanto, nos últimos anos têm levantado novas questões. Ninguém se esqueceu da eleição de George W. Bush em 2000, marcado por uma recontagem de votos na Flórida, sob a autoridade de Jeb Bush, irmão do candidato e governador desse Estado. A disputa seguiu, ea eleição acabou sendo adquirida por uma decisão do Supremo Tribunal Bush v. Gore por cinco votos contra quatro.

Uma vez que esta eleição especialmente desastroso para a imagem da democracia americana, muitas vozes foram ouvidas para pedir a reforma eleitoral. É impossível considerar a modificação de um método de eleição indireta, que prevê a eleição de um colégio eleitoral, que irá nomear o vencedor da consulta. O presidente pode ser eleito com menos votos populares que seu adversário, se ele pode levantar mais eleitores. Uma mudança nessa área seria necessária uma emenda constitucional, praticamente impossível, nos Estados Unidos. Somente o registro do eleitor e os detalhes práticos do voto pode ser alterado, mas deve-se recordar que a organização da franquia não é lei federal, mas que de estados.

No estado atual das coisas, os requisitos de voto nos Estados Unidos são caracterizados por arcaísmo pode parecer surpreendente, mas que parece satisfazer os republicanos para os democratas.

A ausência de uma única lista eleitoral

Em um país que voluntariamente praticar o arquivamento longe da população sistemática, não existe uma lista eleitoral único. Há não menos de 13.000 listas diferentes desenvolvidas não só em nível estadual, mas também os dos condados, cidades ou municípios. Portanto, é praticamente impossível controlar graves registos múltiplos. A comissão bipartidária co-presidida por Jimmy Carter e James Baker, em 2005, e em fevereiro de 2012 um estudo realizado pelo Centro Pew para os Estados destacou o caos nas listas eleitorais. 1,8 milhões mortos nas listas, 2.750.000 eleitores estão registrados em vários estados, incluindo 140 mil em quatro estados ao mesmo tempo. Estas obras criticaram a falta de “interoperabilidade” entre diferentes sistemas de computador gerente listas em diferentes estados, mas que o trabalho é realmente colocado em prática.

A identificação do eleitor, instrumento de exclusão

Oito estados recentemente promulgada textos especificam as condições de identificação do eleitor, mas outros dezenove não necessitam de documentação dos eleitores registrados nas listas. Que não haja engano, contudo, a noção de identificação dos eleitores é utilizado como um instrumento de exclusão dos pobres e minorias.

Então Texas aprovou em 2011 uma lei que obriga os eleitores a apresentar um documento com foto válido. No entanto, o cartão de identificação não é obrigatória no Texas. Mais pobres não têm, porque não é livre. As pessoas nascidas no exterior, especialmente hispânicos, não tem mais porque têm dificuldades na obtenção de certidões de nascimento necessários para a sua criação. Assim, é considerado que 21% dos eleitores negros e 18% dos hispânicos, assim, ser excluídas da votação.

Texas lei prevê, contudo, que outros materiais pode ser usada para provar a identidade dos votantes, quando têm um foto. Entre eles, figura porte de armas, mas não o cartão de estudante, a escolha interessante, considerando que os detentores da primeira votação republicano vez, segurando o segundo voto fortemente democrata.

Felizmente, Texas é um dos dezesseis estados limitadas pelos direitos de voto dos Atos de 1965 para obter o consentimento do Departamento Federal de Justiça, antes de fazer quaisquer alterações às leis de sua eleição. Foi então assegurar a implementação da Emenda XV da Constituição, que proíbe a recusa de votar em um cidadão dos EUA por motivos raciais. Procurador Federal rejeitou a reforma iniciada pelo Texas mostrando que o sufrágio universal é ainda em uma briga logo que os Estados segregacionistas.

A “Cédula Provisória” instrumento de fraude

Esta situação desastrosa tem, obviamente, já atraiu a atenção das autoridades federais. Antes do caos nas listas eleitorais, o governo aprovou a Lei de Ajuda Votar América em 2002. Este texto permite um voto condicional, ou melhor conservatório (cédula provisória). Na prática, quando uma pessoa acredita que tem o direito de votar, mas ele não aparece na lista, ou aparece incorretamente (erro na grafia ou endereço errado), pode, no entanto, votar, como medida de precaução. Seu voto será então validado ou não por uma comissão especial instituída em cada Estado.

Este comitê é composto por magistrados, que são eleitos para os Estados Unidos, baseada principalmente em um partidário.

O “cédula provisória” fez pouco para melhorar o exercício dos direitos de voto. Tem, no entanto, levantaram a práticas de opacidade total. Diferentes interpretações apareceram em critérios que podem ser considerados para realizar a validação do voto. Em Ohio, uma comissão propôs recentemente para definir precisamente estes critérios, mas as suas propostas foram recebidas com um fim de inadmissibilidade, após a vitória republicana de 2010. Não é mais fácil de usar esse reservatório de votos, censuráveis ​​ou aceitável a desejar para manter o equilíbrio de uma forma ou de outra? O procedimento é projetado para permitir excluídos de votar é agora instrumento puro e simples de fraude eleitoral.

Os Estados Unidos são uma democracia?

Essas tentativas de exclusão legal apenas adicionado a uma exclusão mais profundo, e devo dizer, muito velho. A maioria dos estudos sobre esta questão, e eles são muito numerosos, mostram que metade dos eleitores americanos não estão registrados para votar. Esta é uma exclusão social, provavelmente, muito mais grave do que a exclusão estritamente legal. Ele revela de fato uma total perda de confiança no sistema eleitoral ou o sistema político em geral. Mostra também que a segregação social sucedido para a segregação legal.

No cenário internacional, os Estados Unidos têm de bom grado como campeões da democracia que eles percebem como um produto de exportação. Lembremo-nos de que as intervenções no Iraque e no Afeganistão foram justificadas pela necessidade de introduzir a democracia nesses países. Mas a democracia não é apenas para uso externo, é também um instrumento de coesão social. Os Estados Unidos são uma democracia? A pergunta pode parecer difícil, mas vale a pena perguntar.

Responder

ZePovinho

17 de agosto de 2012 às 23h28

Será que farão a mesma coisa no Paraguay???????????????????

http://www.brasildefato.com.br/node/10359

Estados Unidos instalará em Honduras sua maior base militar na América Latina

destaque |
Internacional

Segundo Bertha Cáceres, dirigente do COPINH, grandes reservas de petróleo podem ser encontradas na região que pode receber a base

17/08/2012

Chevige González Marcó,

da Rádio do Sul

Bertha Cáceres, dirigente do COPINH (Conselho Cívico de Organizações Populares e Indígenas de Honduras), denunciou que tropas militares estadunidenses se deslocam livremente pelos rios localizados na região da Mosquitia, no norte do país.

Em entrevista para a Rádio do Sul, Cáceres afirmou que a ingerência dos Estados Unidos em Honduras é descarada e destacou que Washington pretende instalar na “Mosquitia” o que seria sua maior base militar na América Latina. Acrescentou que nesta região poderiam ser encontradas grandes reservas de petróleo.

A dirigente social indicou que o governo estadunidense pretende investir 1,3 bilhão de dólares para colocar suas tropas e utilizar o território hondurenho como plataforma para atacar outros países.

A região da “Mosquitia” está localizada no norte do país, entre o Caribe e a fronteira com a Nicarágua. Tem limites marítimos com Jamaica, Cuba, Belize e a própria Nicarágua. Ali estão quatro etnias indígenas, que se encontram ameaçadas pela presença militar estadunidense.

Contradição

A presença militar estadunidense em Honduras tem sido justificada como parte dos mecanismos conjuntos da luta contra o narcotráfico, entretanto, adverte Cáceres, ocorreu o contrário: a medida em que aumenta o número de efetivos estadunidenses, aumenta também o narcotráfico.

Responder

Marcio H Silva

17 de agosto de 2012 às 22h25

Caros Azenha e Conceição, entrei diretamente no link do Joel Leite, e vi somente um comentário, a saber: Poderiam voces avalizar/desconstruir as afirmativas do comentarista abaixo?

Direita Brasil
Esse artigo é sério ou é uma piada?? Será que o abestalhado do Joel Leite Derramado sabia que a regra antes do Roosevelt concorrer a presidência americana era essa, ou seja, de permitir re-eleições?? E será que ele sabia que na Venezuela a regra NAO era essa??? Será que ele sabe que o Chavez foi passando legislações absurdas com base em referendos, quando o certo seria passar pelo crivo do Congresso Nacional??? Será que ele consegue enxergar a censura que o Chavez tem imposto aos canais de informação que não lhe agradam?? Lembra da RCTV?? Chega a ser comico um jornalista ignorar tal fato. Aliás, será que é preciso lembrar que os EUA nunca teve cerceamento a liberdade de imprensa?? “Pequena diferença” já o Leite Derramado faz tanta questão de comparar ambos os países. Será que ele sabe que não existe mais judiciário isento na Venezuela?? Veja o caso Peña Esclusa. Resumindo: artigo IMBECIL

Responder

    ZePovinho

    17 de agosto de 2012 às 22h40

    A melhor resposta a quem ainda acredita que exista uma democracia clássica nos EUA é essa:

    Orwell está se Revirando no Túmulo – Orwell Rolls In His Grave (2004) LEGENDADO PT

    http://www.youtube.com/watch?v=hnud2MXDXEM

    Almir

    17 de agosto de 2012 às 23h12

    Você devia ir “dar um tempo” lá na pátria da liberdade e da democracia.
    Mas cuidado, hein? Vai que algum agente da imigração cisma que você é algum agente ligado a Al-Qaeda…ihhhh…você infelizmente conhecerá a unica “porção livre” da ilha caribeha de Cuba: o campo de concentração de Guantânamo, onde passará uma “bela” temporada bebendo água numa privada. Daí que finalmente você descobrirá pra que diacho servem os famigeraods Direitos Humanos.

    Paciente

    17 de agosto de 2012 às 23h16

    “Chavez foi passando legislações absurdas com base em referendos, quando o certo seria passar pelo crivo do Congresso Nacional” (?!).

    “Todo o poder emana do Povo e só em seu nome pode ser exercido” (CF).

    A RCTV praticou um golpe de Estado. Ponto final. No Código Penal Militar brasileiro, sedição é punida com a pena de morte (pois é…). Chávez foi muito, excessivamente, magnânimo com o pessoal da RCTV.

    Se Julian Assange for julgado nos EEUU pode ser condenado à morte por… prática do jornalismo.

    Quanto aos demais meios de comunicação venezuelano são tão cerceados quanto os meios brasileiros. Pergunte à Veja se ela não se considera “cerceada”…

Eugenio C. Rebelo

17 de agosto de 2012 às 22h25

Não esqueçam que para o PiG eles são os Reis da Democracia. Mas justiça seja feita: Roosevelt e a 2a. Grande Guerra salvaram economicamente os E.U.A. Depois eles cobraram a fatura dos países não protegidos pela cortina de ferro, apoiados pelo seu poder bélico. Quer melhor democracia?

Responder

Márcio Gaspar

17 de agosto de 2012 às 20h42

Com esse artigo o Joel Leite está provocando o pessoal do UOL/Folha, corre-se o risco de ser atingido pela “democracia” piguenta e ser convidado a retirar-se.

Responder

Fabio Passos

17 de agosto de 2012 às 19h26

Não tenho dúvida que a Venezuela é hoje muito mais democrática do que todas as nações superdesenvolvidas.
eua e europa são controladas por mega-corporações que estão destruindo a humanidade e o planeta.

Responder

Marco Aurelio

17 de agosto de 2012 às 19h12

Antes de dar o golpe de Estado(iniciando a ditadura corporativa de dois partidos),pondo fim às eleições diretas nos EUA,a oligarcada mobilizou 500 mil homens para apear Roosvelt do poder.O general Smedley Butler denunciou todo mundo:http://en.wikipedia.org/wiki/Smedley_Butler

“The Business Plot” :http://www.youtube.com/watch?v=lNe9X1CLV_U

In 1934, Butler came forward and reported to the U.S. Congress that a group of wealthy pro-Fascist industrialists had been plotting to overthrow the government of President Franklin D. Roosevelt in a military coup. Even though the House Un-American Activities Committee corroborated most of the specifics of his testimony, no further action was taken.

….Depois da quarta eleição de Roosevelt, o regime estadunidense mudou as regras e as eleições passaram a ser indiretas, o povo deixou de votar diretamente e o presidente passou a ser eleito por um Colégio Eleitoral.

http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=32078

As raízes do fascismo nos EUA
Há 80 anos, estava em marcha uma conspiração para derrubar Roosevelt

Tal como hoje, na década de 1930 fervilhavam inúmeros grupos fascistóides pelo país em uma tentativa de impor um governo de extrema-direita controlado pelas maiores empresas dos EUA

19 de setembro de 2011

Um fato praticamente desconhecido na história dos Estados Unidos da América está perto de completar 80 anos. No início da década de 1930, pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial, com o país ainda mergulhado na Grande Depressão, um grande número de organizações simpáticas e até mesmo diretamente ligadas ao fascismo italiano e ao nazismo alemão se espalhava pelos EUA. Foi a esta altura que uma conspiração dirigida por um grupo de mega-empresários norte-americanos foi colocada em marcha para derrubar o governo de Franklin Delano Roosevelt e substituí-lo por um governo fascista.

Responder

Daniel de Carvalho Soares

17 de agosto de 2012 às 19h01

Não discuto o argumento, mas há imprecisões no texto. Roosevelt foi eleito para seu quarto mandato em 1944. Como então a investigação do Senado foi realizada em 1938? A grande imprecisão, no entanto, é dizer que a eleição se tornou indireta após o Roosevelt. A eleição SEMPRE se deu no Colégio Eleitoral, desde Washington, com algumas mudanças. Inicialmente, inclusive, era indireta em vários níveis, com os delegados sendo eleitos pelos legislativos estaduais. Ao longo do século XIX, a eleição dos delegados foi gradativamente passando a ser direta nos estados. A mudança substancial gerada pelas sucessivas reeleições de Roosevelt foi a limitação a dois mandatos presidenciais.

Responder

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