VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Mauro Santayana: Getúlio e a Nação dos brasileiros


26/08/2012 - 20h41

Colunistas| 25/08/2012 | Copyleft

DEBATE ABERTO

Getúlio e a Nação dos brasileiros

Todos os golpes que se fizeram no Brasil, entre eles a tentativa que levou o presidente Getúlio Vargas ao suicídio, foram antinacionais, como antinacional foi o governo neoliberal de Fernando Henrique Cardoso, que se identificou como o do “fim da era Vargas”.

Mauro Santayana, na Carta Maior

A República — podemos deduzir hoje — não rompeu a ordem social anterior; deu-lhe apenas outra aparência. Seu avanço se fez na autonomia dos Estados, contida pelos constituintes de 1891, que temiam a secessão de algumas regiões, entre elas a do Sul do país, de forte imigração européia.

A aliança tácita entre as oligarquias rurais e a incipiente burguesia urbana se realizava na interdependência entre os produtores de açúcar e de café e os comerciantes exportadores e importadores. Nas duas grandes corporações econômicas não havia espaço para os trabalhadores que, negros recém-alforriados ou brancos aparentemente livres, continuavam os escravizados de sempre.

Não interessava, portanto, que houvesse um estado nacional autêntico, ou seja com a universalização dos direitos políticos. 

Os parlamentos serviam para o exercício intelectual dos bacharéis ilustrados, vindos das fazendas, mas com leituras dos clássicos do pensamento político em moda, como Guizot e Thiers, Acton e Burton, Cleveland, Jefferson e Lincoln. Eram, em sua maioria, fiéis defensores do imobilismo que favorecia o seu bem-estar e o domínio político das famílias a que pertenciam.

A Revolução de 30 correspondeu, assim, a uma nova proclamação da República. Ao romper o acordo tácito entre as oligarquias, provocou a reação de São Paulo, a que se aliaram alguns conservadores mineiros.

Isso não esmoreceu Getúlio e seus colaboradores mais próximos, como Oswaldo Aranha e Alberto Pasqualini, empenhados em ações revolucionárias que conduziriam à construção do verdadeiro estado nacional. Getúlio acreditava que sem cidadãos não há nação. Por isso empenhou-se em integrar os trabalhadores na sociedade brasileira, reconhecendo-lhes alguns direitos já concedidos nos países industrializados europeus e convocando-os, mediante sua liderança e o uso dos instrumentos de propaganda da época, a participar da vida política, com a sindicalização e as manifestações populares.

Os estados necessitam de instituições bem estruturadas, e Getúlio, dentro das limitações do tempo, as criou. O serviço público era uma balbúrdia. Todos os funcionários eram nomeados por indicação política. Getúlio negociou com as circunstâncias, ao criar o DASP e instituir, ao mesmo tempo, o concurso público e as carreiras funcionais, mas deixando alguns cargos, “isolados e de provimento efetivo”, para atender às pressões políticas.

Novos ministérios foram criados, a previdência social se institucionalizou, de forma bem alicerçada, e o Presidente pensou grande, nos movimentos que conduziriam a um projeto nacional de independência econômica e soberania política.

Homem vindo do Sul, conhecedor dos problemas da fronteira e dos entreveros com os castelhanos ao longo de nossa história comum, Getúlio tinha, bem nítidos em seus apontamentos pessoais, os sentimentos de pátria. Daí o seu nacionalismo sem xenofobia, uma vez que não só aceitava os estrangeiros entre nós, como estimulava a imigração, ainda que mantivesse restrições com relação a algumas etnias, como era do espírito do tempo.

Vargas sabia que certos setores da economia, ligados ao interesse estratégico nacional, tinham que estar sob rígido controle do Estado, como os de infraestrutura dos transportes, da energia e dos recursos minerais.

Daí o Código de Minas, de 1934, e a limitação dos juros, mediante a Lei da Usura, do ano anterior. A preocupação maior foi com o povo brasileiro. 

Getúlio conhecia, e respeitava, a superioridade dos argentinos na política nacional de educação. Ele, vizinho do Uruguai e da Argentina, sabia que a colonização portuguesa nisso fora inferior à da Espanha, que não tolhera as iniciativas dos criollos (como eram chamados os nascidos na América) em criar centros de ensino.

A Argentina, ainda em 1622, já contava com a Universidade de Córdoba.

Só dois séculos depois (em 1827, com a Independência) surgiriam os primeiros cursos de Direito em São Paulo e em Pernambuco. No Brasil, apenas os senhores de engenho do Nordeste e os mineradores e comerciantes ricos de Minas enviavam seus filhos à Universidade de Coimbra ou aos centros universitários de Paris e Montpellier, na França.

Um dos primeiros atos do Governo Provisório foi criar o Ministério da Educação e Saúde: na visão ampla de Getúlio, as duas categorias se integram. Sem educação, não há saúde, e sem saúde, educar fica muito mais difícil.

Essa visão social, que ele demonstrara na campanha da Aliança Liberal, nos meses anteriores à Revolução, estava submetida ao seu sentimento patriótico, à sua idéia de Nação.

Todos os golpes que se fizeram no Brasil, entre eles a tentativa que o levou ao suicídio, foram antinacionais, como antinacional foi o governo neoliberal de Fernando Henrique, que se identificou como o do “fim da era Vargas”.

Por tudo isso, passados estes nossos tristes anos, o governo dos tucanos paulistas e acadêmicos da PUC do Rio de Janeiro estará esquecido pela História, enquanto a personalidade de Vargas só crescerá – porque o seu nome se associa ao da pátria, esse sentimento meio esquecido hoje. E as pátrias têm a vocação da eternidade.

Mauro Santayana é colunista político do Jornal do Brasil, diário de que foi correspondente na Europa (1968 a 1973). Foi redator-secretário da Ultima Hora (1959), e trabalhou nos principais jornais brasileiros, entre eles, a Folha de S. Paulo (1976-82), de que foi colunista político e correspondente na Península Ibérica e na África do Norte.

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12 comentários

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Bernardino

09 de setembro de 2012 às 13h16

CARLOS CREUZ,acertastes na mosca: Os covardes PETISTAS,tendo a frente a FHC de saiasjestao cuspindo no prato que comeram,demonizando as greves e os funcionario publicos tal qual os Tucanos,mesmo D DILMA nao sendo do Pt,mas era do PDT,nesse caso é DUPLA TRAIÇAO da parte dela e so dela!!
Eles estao colhendo os frutos nessas eleiçoes,serao derrotados por candidatos desconhecidos e despreparados tal qual os Tucanos que eles tanto conbatiam!!!!
AS ESquerdas brasileiras sao mesmo CRETINAS e covardes!!Foi preciso um RICO Fazendeiro do Sul GETULIO abraçar a bandeira do nacionalismo e proteger os trabalhadors com suas leis:Parece um Paradoxo ou é um Paradoxo!

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As mulheres que podem decidir a eleição em São Paulo « Viomundo – O que você não vê na mídia

08 de setembro de 2012 às 02h07

[…] Mauro Santayana: Getúlio e a Nação dos brasileiros […]

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Fabio Passos

27 de agosto de 2012 às 11h53

No dia em que o corpo do finado fhc finalmente parar de respirar… o povo vai sorrir e só o PiG vai chorar. rsrs

fhc é como menem na Argentina: má sorte.
Te esconjuro, pé de pato, mangalô três vezes, sai pra lá com estes… ratos! rsrs

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ZePovinho

27 de agosto de 2012 às 10h41

O Homem que Virou Suco http://www.youtube.com/watch?v=fZY_mzdBMY0

Brasil, 1981. Drama.

Deraldo (José Dumont), poeta popular do Nordeste, tenta sobreviver em São Paulo de suas poesias e folhetos, mas sempre pressionado pela sociedade a se registrar como cidadão e trabalhar como empregado do sistema. De repente ele é confundido com um operário de multinacional que matou o patrão a facadas numa solenidade em que estava recebendo o título de operário símbolo. Deraldo passa a ser perseguido pela polícia.
Diretor: João Batista de Andrade

Elenco: José Dumont, Denoy de Oliveira, Ruth Escobar, Célia Maracajá, Renato Master, Aldo Bueno, Rafael de Carvalho, Ruthinéa de Moraes.

http://www.loopbrasil.com.br/blog/?p=533

O ENGENHEIRO que virou SUCO

No começo década de 80 ficou famoso em São Paulo o engenheiroque sem expectativas de atuar em sua área abriu uma lanchonete na avenida Paulista e para ela deu o sugestivo nome “O engenheiro que virou suco”.
Aquele contexto era a perfeita tradução da recessão econômica que atravessava o Brasil. Posteriormente os anos 80 ficaram conhecidos como a década perdida.

Hoje fenômeno semelhante está acontecendo. Mas a causa não é a mesma.

Na dita sociedade do conhecimento surge o fetiche de que o acúmulode habilidades resultará, infalivelmente, em ascensão econômica e social do indivíduo.

Prova disso é a quantidade de cursos, certificações, MBA’s e pós-graduações existentes. Nunca na história desse país formaram-se tanto mestres e doutores. Em 2007 o recorde foi batido, foram 10 mil doutores e 40 mil mestres.

Mas o resultado não foi o esperado. É cada vez mais comum reclamações de profissionais especializados que não encontram o que buscavam ou o que foi prometido. O modelo ideal de meritocracia onde um grupo com mais capacidade intelectual prevaleceria sobre o restante da sociedade começa a ser questionado.

Culturalmente fomos criados com uma régua que não é mais capaz de medir e prever a realidade. Ei-la: estudamos, nos graduamos, aprendemos línguas estrangeiras e para atingir o máximo da escaladevemos partir para a especialização. Feito isso automaticamente seremos absorvidos pelo mercado de trabalho e teremos nosso idealde realização atingido.

Porém a realidade do capitalismo é outra. A época é de concentraçãodo poder econômico em grandes e poucas corporações. Portanto a capacidade de absorção dessa leva de especialistas ficou reduzida. Por outro lado, o surgimento de novos centros públicos de pesquisa científica, para onde são destinados mestres e doutores, tem crescimento infinitamente menor do que o surgimento dos especialistas.

A iniciativa privada pouco absorverá dessa massa,pois, no caso do Brasil, o investimento em tecnologia é ínfimo e inovações tecnológicas estão disponíveis no exterior para compra.

Para onde vai esse grupo? Vai se juntar ao velho exército de mão-de-obra excedente do capitalismo tão bem descrito por Karl Marx. Adiferença é que antes só haviam soldados. Hoje nesse contingente existem tenentes, capitães e até generais. Dito de outra forma, antigamente só estavam os trabalhadores braçais e agora chegou aclasse média.

Socialmente o fenômeno já começa a se cristalizar. Primeiro foi na Grécia, em dezembro de 2007. A juventude universitária foi às ruas mostrar o descontentamento com baixos salários e péssimas condições de trabalho (leia mais: A fatura chegou).

Recentemente o jornal espanhol El Pais publicou um artigo que aborda o mesmo fenômeno. Segundo ele, existe na Espanha uma classe média que está sendo chamada de “mileuristas” ou seja, uma massa de trabalhadores com no mínimo curso superior que só encontra trabalho por 1 mil euros ao mês. Estima-se a existência de 12 milhões de espanhóis nessa realidade.

Se em países desenvolvidos como a Espanha a equação ‘conhecimento + trabalho = desenvolvimento econômico’ está criando um paradoxo, o que podemos dizer do Brasil?

Até então nossa realidade mostrava que a pobreza e falta de educação técnica criava exclusão mas agora está claro que a existência de capacidade técnica e científica não está criando inclusão.

Outras novidades teremos quando esse grupo transformar o problema em discussão política. Esperemos pelos engenheiros que farão política.

Fonte: Carvall

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-falta-de-engenheiros-no-estado-brasileiro

A falta de engenheiros no Estado brasileiro
Enviado por luisnassif, seg, 27/08/2012 – 09:48

Da Folha

Onde estão nossos engenheiros?

LUIZ CARLOS BRESSER – PEREIRA

Enquanto mais de 80% da alta burocracia chinesa é formada de engenheiros, no Brasil não devem ser 10%

Dada a necessidade premente de investimentos na infraestrutura, o governo Dilma decidiu conceder à iniciativa privada os principais aeroportos brasileiros, e, em seguida, estradas de rodagem e ferrovias.

Não há garantia de que os serviços passem agora a ser realizados com mais eficiência. O mais provável é que custarão mais caro, porque as empresas terão condições de transferir para os usuários suas ineficiências e garantir seus lucros.

Por que, então, a presidente Dilma Rousseff tomou essa decisão? Não foi porque faltem recursos financeiros ao Estado, já que caberá ao BNDES financiar grande parte dos investimentos. Nem porque acredite na “verdade” de que a iniciativa privada é sempre mais eficiente.

Não obstante, foi uma decisão correta, porque falta capacidade de formulação e de gestão de projetos ao governo federal. Ou, em outras palavras, porque faltam engenheiros no Estado brasileiro.

Há advogados e economistas de sobra, mas faltam dramaticamente engenheiros. Enquanto mais de 80% da alta burocracia chinesa é formada por engenheiros, no Brasil não devem somar nem mesmo 10%.

Ora, se há uma profissão que é fundamental para o desenvolvimento, tanto no setor privado quanto no governo, é a engenharia. Nos setores que o mercado não tem capacidade de coordenar são necessários planos de investimento, e, em seguida, engenheiros que formulem os projetos de investimento e depois se encarreguem da gestão da execução.

Mas isto foi esquecido no Brasil. Nos anos neoliberais do capitalismo não havia necessidade de engenheiros. Contava-se que os investimentos acontecessem por obra e graça do mercado. Bastava privatizar tudo, e aguardar.

A crise da engenharia brasileira começou na grande crise financeira da dívida externa dos anos 1980. No início dos anos 1990, no governo Collor, o desmonte do setor de engenharia do Estado acelerou-se. Dizia-se então que estava havendo o desmonte de todo o governo federal, mas não foi bem assim.

Há quatro setores no governo: jurídico, econômico, social e de engenharia. Ninguém tem força para desmontar os dois primeiros; seria possível desmontar o setor social, mas, com a transição democrática e a Constituição de 1988, ele passara a ser prioritário. Restava o setor de engenharia -foi esse o setor que se desmontou enquanto se privatizavam as empresas.

Quando fui ministro da Administração Federal (1995-98) isso não estava claro para mim como está hoje. Eu tinha uma intuição do problema e, por isso, planejei realizar concursos parciais para a carreira de gestores públicos que seriam destinados a engenheiros na medida em que as questões seriam de engenharia, mas acabei não levando a cabo o projeto.

Quando o governo Lula formulou o PAC, reconheceu que os setores monopolistas necessitavam de planejamento, mas não tratou de equipar o Estado para que os projetos fossem realizados. Agora o problema está claro. Fortalecer a engenharia brasileira nos três níveis do Estado é prioridade.

A criação da empresa estatal de logística é um passo nessa direção. O Brasil e seu Estado precisam de engenheiros. De muitos. Vamos tratar de formá-los e prestigiá-los.

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Fabio Passos

27 de agosto de 2012 às 09h01

Não concordo.

fhc não será esquecido.
Entra para a história ao lado de joaquim silvério dos reis como um dos maiores traidores da nossa nação.

fhc é odiado pelo povo.
Se fhc aparecer sem proteção em uma periferia de grande centro urbano brasileiro… corre o risco de ser morto a pedradas.
O entreguista fez por merecer.

Responder

    João

    27 de agosto de 2012 às 11h07

    pela revolta, sua vida deve ser difícil…

    torço pra melhorar alguma coisinha!

FrancoAtirador

27 de agosto de 2012 às 08h41

.
.
“A minha tarefa está terminando e a vossa apenas começa.
O que já obtivestes ainda não é tudo.
Resta ainda conquistar a plenitude dos direitos que vos são devidos
e a satisfação das reivindicações impostas pelas necessidades.
Como cidadãos, a vossa vontade pesará nas urnas.
Como classe, podeis imprimir ao vosso sufrágio a força decisória do número.
Constituí a maioria.
Hoje estais com o governo.
Amanhã sereis o governo.”
(Getúlio Vargas, 1º/5/1954)

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1070
.
.
Pedro Pedreiro
(Chico Buarque)

Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem
De quem não tem vintém

Pedro pedreiro fica assim pensando
Assim pensando o tempo passa
E a gente vai ficando prá trás
Esperando, esperando, esperando
Esperando o sol, esperando o trem
Esperando aumento desde o ano passado
Para o mês que vem

Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem
De quem não tem vintém

Pedro pedreiro espera o carnaval
E a sorte grande do bilhete
Pela Federal todo mês
Esperando, esperando, esperando, esperando o sol
Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem
Esperando a festa, esperando a sorte
E a mulher de Pedro, esperando um filho prá esperar também

Pedro pedreiro penseiro esperando o trem
Manhã parece, carece de esperar também
Para o bem de quem tem bem
De quem não tem vintém

Pedro pedreiro tá esperando a morte
Ou esperando o dia de voltar pro Norte
Pedro não sabe mas talvez no fundo
Espere alguma coisa mais linda que o mundo
Maior do que o mar, mas prá que sonhar se dá
O desespero de esperar demais
Pedro pedreiro quer voltar atrás
Quer ser pedreiro pobre e nada mais,
Sem ficar
Esperando, esperando, esperando
Esperando o sol, esperando o trem
Esperando aumento para o mês que vem
Esperando um filho prá esperar também

Esperando a festa, esperando a sorte
Esperando a morte, esperando o Norte
Esperando o dia de esperar ninguém
Esperando enfim, nada mais além
Da esperança aflita, bendita, infinita do apito de um trem

Pedro pedreiro pedreiro esperando
Pedro pedreiro pedreiro esperando
Pedro pedreiro pedreiro esperando o trem

Que já vem
Que já vem
Que já vem
Que já vem
Que já vem
Que já vem

http://www.youtube.com/watch?v=ukyJzG9IePI

Responder

Moacir Moreira

27 de agosto de 2012 às 08h29

O pessoal que está no poder em SP e em alguns outros estados é o mesmo que promoveu a tentativa de golpe em 32 contra Getúlio.

Golpe este que somente foi bem sucedido em 64 e dura até hoje.

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jaime

26 de agosto de 2012 às 23h46

Muito interessante o caso de Getúlio Vargas, um fazendeiro razoavelmente rico, e no entanto isso não o impediu de fazer o governo mais nacionalista que tivemos e que beneficiou os mais explorados. Já FHC, um estudante que teve vasto acesso à instrução, publicou livros, teses, teorias, e isso não o impediu de tentar entregar o país como um mascate.

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assalariado.

26 de agosto de 2012 às 23h18

Vamos delimitar a importância politica e histórica, ou não, do Sr. Getúlio Vargas, dentro de uma visão de tirar a economia capitalista colonialista das mãos dos senhores feudais do café (SP), com leite (MG), à sua época. Getúlio, quebrou esta hegemonia agraria de poder, aliança politica entre as burguesias latifundiárias de SP e MG. É bom lembrar que nesta fase da luta de classes, no Brasil, como colonia consentida, foi quebrada pelo chamado desenvolvimentismo industrial getulista, em aliança politica, em alguns momentos, com as nascentes lutas operarias, com o aval do partidão. Este é o codinome do PCB (Partido Comunista Brasileiro). E por causa disso, é que Getúlio no sentido nacionalista da palavra, porém colonialista, acabou por criar a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), por volta de 1933, e, por tabela, o ministério do trabalho. Percebam, não falei ministério do trabalhadoR.

Eu na condição de assalariado (de fato), e explorado pela burguesia patronal ‘nacional’ ou estrangeira, digo que, ao mesmo tempo que o getulismo desenvolveu o capitalismo de forma nacionalista, também acabou por amarrar as mãos dos assalariados em prol do capital, de que forma? Com a importação da CLT, via carta de Mussolini. Getulio copiou a carta laboral de Mussolini, que como era de se esperar, amarrou/ subjulgou os interesses da classe trabalhadora, aos lucros do capital onde todas as lutas dos assalariados são julgados pelos tribunais do capital que, de uma forma ou de outra é sempre considerada pelo Estado capitalista, uma luta abusiva, ou que valha. Desta forma, acabou por acender uma vela para deus, e outra, para o capeta, digo, capeta -lismo. Assim como ontem, hoje, nosso país tem, mais do que nunca, se desenvolver tecnica e economicamente, sem a necessidade de ficar de joelhos perante o PIG, e os representantes dos cerebros colonizados do capital internacional, infiltrados dentro do Estado. Isto é, escondidos dentro dos partidos de direita, e nas várias esferas (instâncias), do Estado.

Saudações.

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Safatle, Singer e Musse debatem a ascensão conservadora em SP « Viomundo – O que você não vê na mídia

26 de agosto de 2012 às 22h13

[…] Mauro Santayana: Getúlio e a Nação dos brasileiros Kenneth Waltz: O homem que defende a bomba nuclear do Irã […]

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Carlos Cruz

26 de agosto de 2012 às 21h18

Vargaa é o maior político que nosso pais teve, e por isso o ódio que seu nome desperta. Os demos-tucanos propagavam o fim da era Vargas, e que acabou em vergonha foram eles. Vergonha que a história nunca esquecerá. Uma das heranças foi a estruturação do serviço público.”O serviço público era uma balbúrdia. Todos os funcionários eram nomeados por indicação política. Getúlio negociou com as circunstâncias, ao criar o DASP e instituir, ao mesmo tempo, o concurso público e as carreiras funcionais, mas deixando alguns cargos, “isolados e de provimento efetivo”, para atender às pressões políticas.”
Com a política do Estado mínimo, tenta-se quebrar o princípio que manteve a existencia do serviço público, mesmo nos tempos tenebrosos dos neo-tucanos, a ESTABILIDADE do funcionalismo. Hoje é propagada como MAL DA NAÇÃO. O governo do PT está fomentando, indevidamente ao meu ver, o odio do cidadão através do PIG, contra a estabilidade funcional. Uma medida que voltar-se-a contra ele nessa e na próxima eleição, a ver.

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