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USP Bauru: Cartazes com “Fora Rodas” e “Não à Censura” são destruídos no campus


13/11/2011 - 21h03

Enviado por e-mail pelo Movimenta Bauru

Bauru, 11 de novembro de 2011

Carta aberta à Comunidade

O MOVIMENTA BAURU é um grupo de estudantes da USP do Campus de Bauru, que tem por objetivo discutir questões da Universidade de São Paulo e da sociedade em geral.

No dia 08 de novembro de 2011 fomos vítimas de um episódio lamentável ocorrido em nossa Faculdade: duas de nossas integrantes foram reprimidas ao tentar afixar cartazes com os dizeres “FORA RODAS” nos murais do Campus; as alunas foram encaminhadas à diretoria da Unidade, onde o diretor, Professor Doutor José Roberto Pereira, e a vice-diretora tentaram convencê-las de que praticavam um ato irregular e antidemocrático porque não “pegaria bem” para a USP de Bauru reclamar da Reitoria.

Após argumentação o Diretor permitiu que as alunas colocassem os cartazes nos murais, desde que assinados. O relato completo do fato foi enviado pelo MOVIMENTA BAURU a diversos Centros Acadêmicos e entidades estudantis. Temos recebido apoio de diversos grupos desde então.

Entretanto, surpreendentemente, no contexto do campus de Bauru, o fato em questão não foi bem interpretado pela maioria dos alunos de graduação e não ganhou apoio esperado, isso com a justificativa de que Bauru nunca fez essas coisas e não deveria começar agora porque denigre a imagem do Campus.

Desde o próprio dia 08, o MOVIMENTA BAURU voltou a colar seus cartazes, que então passaram a conter também os dizeres “LIBERDADE DE EXPRESSÃO”. E durante toda a semana os cartazes foram rasgados e retirados em todos os locais em que foram afixados.

Hoje, dia 10 de novembro, acrescentamos “NÃO À CENSURA NA USP BAURU” nos cartazes, que novamente foram arrancados em poucas horas.

Houve denúncia, no dia 09 de novembro, por uma funcionária terceirizada, de que uma aluna do curso de ODONTOLOGIA perguntou quem havia colado os cartazes. A funcionária alegou não saber e a estudante então relatou que o Diretor havia pedido para que ela retirasse os cartazes.

Desde o dia 08 temos sofrido repressão extrema dentro do Campus, além do enorme desrespeito pela nossa manifestação e pela Liberdade de Expressão, somos vítimas de retaliação nas redes sociais.

Pedimos então, novamente, que divulguem este relato entre seus pares, a fim de que se faça conhecer a corrente ditatorial presente na USP – Bauru.

Agradecemos imensamente as manifestações de apoio que temos recebido, somos minoria na Faculdade de Odontologia de Bauru e esses apoios têm nos fortalecido e incentivado a continuar com a proposta de inserção do Movimento Estudantil na USP de Bauru, inédito até então.

Abaixo fotografias tiradas em 10/10/2011

Mural da ‘pracinha da fono’ por volta das 10 horas

Mural da ‘pracinha da fono’ por volta das 14 horas

Cantina da USP Bauru por volta das 14hh30min

Esses cartazes foram afixados, no horário mencionado acima (após a verificação de que os anteriores haviam sido arrancados), e foram arrancados novamente cerca de 45 minutos após essa fotografia.

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31 comentários

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Relatório da Secretaria de Direitos Humanos confirma: Reitor da USP votou contra vítimas da ditadura « Mundo de Oz

21 de dezembro de 2011 às 21h11

[…] USP Bauru: Cartazes com “Fora Rodas” e “Não à Censura” são destruídos no campus […]

Responder

Gisele

22 de novembro de 2011 às 18h36

Estudei na USP Bauru há mais de 10 anos e, infelizmente, a alienação e hierarquização lá é muito grande (com exceção de alguns professores). Mas gostaria de incentivá-los a perseverar, pois parte dos alunos sofre mais é de falta de possibilidades de debate e medo de perseguições que de alinhamento automático com a direita. Boa Sorte! (Gisele Toassa, ex-aluna de fono)

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gordon Gekko

18 de novembro de 2011 às 09h50

Manda esses vagabundos estudarem… já estudam de graça e ainda ficam causando baderna… esse tipo de gente que depois vira presidente do diretorio academico, depois do pt ou pc do b regional, depois deputado e quando chegam lá, esquecem de toda a "ideologia" que lutaram tanto (coitadinhos)…

bando de vagabundo!

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Fer

16 de novembro de 2011 às 02h01

gente, para de falar que tão censurando vocês! quem rasgou os cartazes foram alunos da faculdade, EU VI!

Responder

Camila- Peste

16 de novembro de 2011 às 01h39

O MOVIMENTA BAURU é um grupo de estudantes da USP – Bauru (Faculdade de Odontologia de Bauru) que têm em comum o desejo da INSERÇÃO DO PENSAMENTO CRÍTICO dentro do Campus a que pertecemos.
Consolidou-se em 2011, primeiramente apenas com alunas mulheres de Fonoaudiologia, que propuseram-se a encontrarem-se periodicamente a fim de discutir questões sociais do Campus USP Bauru, da Universidade de São Paulo e da sociedade em geral. Com o tempo outros alunos (de Odontologia e alunos homens) passaram a fazer parte de algumas reuniões e a apoiar, cada um a sua maneira, as propostas do Grupo.
Após o I EME, que teve a participação das alunas de Bauru intermediada pelo Centro Acadêmico XVII de Maio, o MOVIMENTA BAURU pôde trocar informações e ideias com correntes externas, que muito têm nos fortalecido e ajudado.
Como o perfil do aluno FOB NUNCA fora de engajamento e reflexão, a primeira meta do MOVIMENTA é inserir o Debate dentro do Campus Bauruense, sugerir a troca de ideias, a reflexão, a exposição dos diferentes pontos de vista.
Partimos do princípio que a UNIVERSIDADE é espaço de possibilidade de reflexão social; que mais do que manifestação dos interesses individuais, o ambiente universitário apresenta-se como o ‘mundo das ideias, dos questionamentos’. Se nos sentarmos nas cadeiras universitárias apenas para assistir às aulas passivamente, não estaremos fazendo nada além de reproduzir o conhecimento, logo, cabe a nós a reflexão dos processos de produção e distribuição do saber.
Acreditamos que fazemos parte de um seleto grupo, afinal aproximadamente 10 mil dos 170 mil inscritos na FUVEST conseguem o que conseguinos; e, se a USP, Centro de Excelência da qual TODOS nós nos orgulhamos, é mantida com um imposto pago pela sociedade (ICMS), é nossa responsabilidade SIM o questionamento da aplicação dos recursos e da aplicação dos conhecimentos aqui produzidos.
Ao contrário do que muitos pensam, na USP Bauru temos muitos problemas: preconceitos social e racial, homofobia, demanda social não atendida, práticas irregulares aceitas como se fossem naturais, infraestrutura, entre outros. Ainda que você acredite que não nos cabe opinar a cerca de questões ocorridas em outros campi, temos as nossas próprias questões em Bauru.
O MOVIMENTA BAURU defende a abertura da Universidade de São Paulo e a abertura do Movimento Estudantil. Pensamos que não é necessário ser altamente intelectualizado para participar de discussões e ações políticas, ou seja, NÃO É PORQUE SOMOS UM CAMPUS DA ÁREA DA SAÚDE QUE NÃO PODEMOS TER UMA VISÃO CRÍTICA DA UNIVERSIDADE E DA SOCIEDADE, essa, aliás é nossa principal ‘bandeira’.
Não pedimos à comunidade FOB que abrace a nossa causa e pinte o rosto defendendo nossas ideias. Pedimos que respeitem nosso ponto de vista. Sabemos que o que é novo assusta e causa repulsa, respeitamos as pessoas que nos condenam, respeitamos aos que simpatizam mas preferem não se expor.
Queremos deixar claro que não temos intenção alguma de denigre a “imagem” da USP Bauru, ao contrário, acreditamos que a visão crítica só tem a acrescentar na formação profissional e como cidadão ao aluno.
Afinal, a sociedade é assim, DIVERSIFICADA: diversidade de opinião, de crença religiosa, de posicionamento político, de preferencia sexual, de raças, de cor. Enfim, diversidade de diversidades

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Regina Braga

15 de novembro de 2011 às 22h07

Deus meu…Vinte anos dos demotucanos e só restou lavagem cerebral…Onde estão os jovens irreverentes,naturais,livres,alegres,contestadores…Será que adianta um cursinho no Chile? O último exilado não deixou um exemplo bom…virou lambe botas.

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FranX

15 de novembro de 2011 às 15h56

Se o objetivo da PM/sp é prender jovens usando drogas, por que não foi 'dar plantão' em Paulínia -SP, no SWU?

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João-PR

14 de novembro de 2011 às 10h28

É meus caros! 20 anos de ditadura em São Paulo faz isso com as pessoas!
Esperar o que do Diretor da USP Bauru? Que ele clame pela liberdade de expressão?
Esperar o que dos jovens da direita fascistóide? Que eles entendam e permitam ao "outro" se expressar?

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leandro

14 de novembro de 2011 às 10h02

José Sarney se tornou um emblema das regalias de que gozam os parlamentares no Brasil. No auge do escândalo do ano passado, o então Presidente da República disse que o aliado acusado não poderia ser tratado como uma pessoa comum.

Os estudantes rebeldes da USP, a exemplo do que foi dito de Sarney meses atrás, também não se consideram pessoas comuns. Não são todos, claro, trata-se daquela velha minoria que enche o saco dos que querem apenas estudar.

O dado curioso é que justamente essa minoria se julga ou proletária ou ao menos representantes de praticamente todos os oprimidos. Ao mesmo tempo, porém, fazem a teratológica reivindicação de que, para si, a lei dos homens comuns não deve ser aplicada.

Fatos ocorridos: há certo tempo, estudantes pediam mais segurança no campus, por conta de crimes ocorridos. A PM, responsável por isso, sobretudo em espaços de propriedade do governo estadual, passou a fazer mais rondas na USP. Desse modo, ao flagrar alguns jovens usando maconha, prenderam-nos por conduta ilegal.

Parece algo simples, de fato é mesmo algo simples, mas a FFLCH tem aquela famosa minoria que não possui o raciocínio como algo forte – ou então, claro, torcem as conclusões para favorecer seus interesses.

E houve o que houve: protestos CONTRA a polícia no campus, não por qualquer arbitrariedade ou ato violento, mas sim porque… CUMPRIRAM A LEI. E mais: se o PM não efetua a prisão em flagrante, ele se torna cúmplice e, de cara, comete prevaricação.

Há vários anos, sob a ditadura militar, a polícia era vista como uma força dos governantes opressores e, desse modo, sua presença no campus tinha um outro caráter. Hoje, em plena democracia, não tem o menor cabimento cogitar a dispensa das rondas policiais num lugar como a cidade universitária – tanto mais após a incidência de crimes.

Então, o que quer essa minoriazinha? Queimar um fumo em espaço público sem o inconveniente de acabarem presos. Querem regalias, querem estar acima não apenas das leis, mas das pessoas comuns.

Querem o direito de fazer o que ninguém pode e curiosamente ostentam não apenas bandeiras de igualdade, mas também outras nas quais defendem toda sorte de categorias supostamente oprimidas, muitas vezes incluindo a si próprios dentre os hipossuficientes sociais.

O movimento estudantil brasileiro, infelizmente, vem caindo em descrédito e a queda é cada vez mais profunda – meio que abrindo alçapões sucessivos a cada suposto fundo do poço. A UNE, p.ex., teria empregado dinheiro público na aquisição de uísques, vodcas e outros materiais não exatamente didáticos.

A microturminha rebelde da FFLCH, por sua vez, começou invadindo e depredando o predio da reitoria, desobedecendo ordem judicial de reintegração de posse e, depois, ainda se metiam em greve de funcionários. Agora, finalmente, mostraram o que são de forma insofismavelmente clara.

Dizem ser/defender o povo, mas querem regalias que ninguém do povo tem (não que a prática de um crime seja "regalia" no sentido mais estrito, mas a analogia serve). E o lado bom disso tudo é que ninguém mais os apóia.

Responder

Rios

14 de novembro de 2011 às 02h23

è isso que muitos querem para o Brasil…

Responder

Gerson Carneiro

14 de novembro de 2011 às 02h15

“Se começássemos a dizer claramente que a democracia é uma piada, um engano, uma fachada, uma falácia e uma mentira, talvez pudéssemos nos entender melhor.” – José Saramago

“Mais democracia do que a que praticamos, creio que não existe em outra parte do mundo.” – Augusto Pinochet

Pinochet não conheceu São Paulo.

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Conservador316

14 de novembro de 2011 às 02h05

"é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato"

Está na constituição. Pode colocar o cartaz, mas é preciso se identificar.

Pois senão um aluno coloca um cartaz anônimo e parece que todos os alunos são a favor.

Que os esquerdistas tomem coragem e se identifiquem. Meia dúzia de esquerdistas não poder falar em nome da maioria.

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    Benedito

    14 de novembro de 2011 às 09h09

    Quando você acha que a lei é injusta e ilegítima, você deve combater a lei. Até mesmo desrespeitá-la. Não fosse assim, talvez tivéssemos escravidão até hoje. Não fosse assim, nenhuma ditadura teria sido derrubada, nem as de direita nem as de esquerda.

Gerson Carneiro

14 de novembro de 2011 às 01h58

Os covardes têm medo da verdade. E quem fala a verdade é castigado.

Sob essa alegação de que "pega mal" acabam praticando mais ainda barbaridades.

Não suportam ouvir a verdade e fazem de tudo pra manter a pose de justos e corretos.

São covardes.

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Luc

14 de novembro de 2011 às 01h06

Gás lacrimogêneo no CRUSP e ameaças de policiais a moradores!

O CRUSP é onde moram os alunos que não tem condições de se hospedar em São Paulo, muitos que estavam saindo do serviço não podiam sair por exemplo.
O CRUSP não tem nada a ver com reitoria invadida.
http://www.youtube.com/watch?v=LSwrqEiVOv4

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Luc

14 de novembro de 2011 às 01h01

Depoimento de estudante presa na ação da Tropa de Choque da Polícia Militar na USP

http://www.youtube.com/watch?v=PX3_c4KgNgQ

Responder

Luiz Fortaleza

14 de novembro de 2011 às 00h44

Abolir a liberdade de expressão na Universidade, seja oral, seja escrita, é um crime contra a democracia, a emancipação humana… a liberdade de fala e escrita na UNI deve ser inviolável…

Responder

Frank

13 de novembro de 2011 às 23h35

É a prática fascista como cultura de massas, no caso a direção da USP Bauru, incita esta prática no campus.
É o governo neo liberal do PSDB, a mais de vinte anos ditando normas autoritárias naquela instituição, é a mídia mais reacionária servindo de referencial para descuidados jovens que acostuman-se desde cedo a obedecer e contentar-se com o status quo. Como exemplo desta mídia temos figuras como o Reinaldo Azevedo, que parece agora dedicar-se a tarefa de doutrinar jovens apredizes de fascistas. Fora Rodas! Combate a esta mídia atrasada e parabéns aqueles que não se dobram. A luta continua

Responder

Marco Vitis

13 de novembro de 2011 às 22h53

Por que vocês não fixam um cartaz e fotografam a pessoa arrancando-o ?

Responder

    Luc

    14 de novembro de 2011 às 00h54

    Pessoal da USP, o Marco está certo, o esquema é fazer arapuca mesmo e fotografar, melhor, filmar a pessoa arrancando. Tem que vigiar até aparecer o cara pra arrancar. Se for dormir tira a placa e coloca no dia seguinte.

Lu_Witovisk

13 de novembro de 2011 às 22h48

Esses profs. docs. querem dar assistência ao Rodas, quando ele for ser monitor das aulas de democracia do Alckmin… estão no caminho… quem sabe conseguem um estágio.

Responder

CDAS

13 de novembro de 2011 às 22h11

Enquanto no Rio a PM invade a Rocinha, em São Paulo a tropa de choque mobiliza 400 policiais para retirar 70 estudantes da reitoria da USP

Responder

ProfeGélson

13 de novembro de 2011 às 21h57

PSDB no governo: esperar o quê????

Responder

Elias SP SP

13 de novembro de 2011 às 21h44

Infelizmente a direita imprensada por inúmeros pigs, tem dificuldade de pensar "fora da caixa".

Responder

    Lu_Witovisk

    13 de novembro de 2011 às 23h45

    ahhahahahahahah são esses os jovens "de bem" para quem o reinaldo azevedo escreveu o tal "manifesto" fascista. Sabe que de 4 até parece o comentarista da óia… rsrsrsrs

Fabio SP

13 de novembro de 2011 às 21h10

"somos minoria na Faculdade de Odontologia de Bauru"

e já querem mandar!!!

Responder

    Cenossaum

    13 de novembro de 2011 às 21h24

    minoria que quer mandar é o PiG

    minoria que quer o direito de se expressar é oooooutra coisa

    leandro

    14 de novembro de 2011 às 10h06

    "O dado curioso é que justamente essa minoria se julga ou proletária ou ao menos representantes de praticamente todos os oprimidos. Ao mesmo tempo, porém, fazem a teratológica reivindicação de que, para si, a lei dos homens comuns não deve ser aplicada."

    Leonardo Câmara

    13 de novembro de 2011 às 22h53

    Não querem mandar em nada, só exercer o direito constitucional de manifestar sua opinião. Vá no dicionário e procure o significado da palavra reacionário.


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