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Paulo Arantes: “Nós estamos afundando internamente”


10/11/2011 - 12h31

Enviado por Ricardo Maciel, via e-mail

Em 30 de novembro 2010,  portanto há um ano, foi realizado na Universidade de São Paulo ato contra a criminalização da política na USP. Além de protestar contra o crescente clima de perseguição e repressão, prestava solidariedade aos estudantes e funcionários sindicados ou processados pela reitoria.

Um dos oradores foi o professor Paulo Eduardo Arantes, da FFCLH. Na ocasião, ele  falou sobre o estado corrosão que grassa entre os professores. Lembrou também que a ex-reitora Suely Vilela disse a ele e a outros quatro professores que nenhum estudante seria processado por conta da ocupação da reitoria em 2007. Promessa que não foi cumprida nem pela Suely nem pelo atual reitor João Grandino Rodas.

A sua fala é atualíssima, merece ser lida/ouvida/vista novamente. Segue o vídeo. A diferença é que há um ano a situação era ruim, mas não tinha os contornos macabros de agora, com repressão deliberada.

Nós publicamos também a transcrição da fala do professor Paulo Arantes no blog em Defesa da Educação:

“Eu gostaria de fazer uma breve evocação e depois um breve comentário.

A evocação já foi feita pelo professor João Adolfo Hansen, que é a seguinte: na Ocupação da Reitoria de 2007 foi constituída uma comissão negociadora, que negociou com a reitora os termos da desocupação da reitoria, e uma das cláusulas é a de que não haveria nenhuma retaliação ou punição por motivos políticos. Os eventuais danos patrimoniais seriam objeto de uma investigação a parte, documentada, segundo os trâmites legais cabíveis. Isso foi totalmente ignorado. Um dos negociadores dessa cláusula, eu gostaria de evocar. Foi o professor István Jancsó, que faleceu recentemente, e que não pode ser esquecido, não apenas por esse episódio. O professor István Jancsó começou aqui na História. Grande e iminente historiador, especialista na história colonial brasileira, sobretudo nas grandes rebeliões baianas da época da independência, um estudioso da história do Brasil, é um exemplo de muitas coisas, não só do que é o ato docente, do que significa ser professor, mas ele é um exemplo de algo que nós estamos descuidando nesse momento.

Foram convidados vários professores [faz alusão ao ato e a baixa presença de professores], eu sei disso. Estou beirando os 70. Nós somos uma espécie de vitrine [faz referência aos integrantes da mesa], nós somos a cereja do bolo para estancar um pouco a sangria.

Mas é preciso aprofundar isso, este momento é um ato de solidariedade aos estudantes que estão sendo perseguidos, por inépcia jurídica inclusive, e aos funcionários. Mas é importante lembrar que a universidade também é composta de professores, e nós precisamos multiplicar os Istváns da vida. Se não fosse o István… o István  chegou a dar plantão, chegou a dormir na universidade. E ele tinha uma saúde frágil, por várias razões, inclusive porque havia sido torturado pela ditadura, ele é um veterano de 1964. De modo que essa memória que está encarnada pelos professores, não pode ser desativada.

Não quero fazer nenhuma alusão macabra, mas olhando para os meus colegas [dirigindo-se aos professores presentes à mesa], nós vamos morrer daqui a pouco e é necessário… e são sempre os mesmos, e cada vez que encontro os mesmos, alguns já estão grisalhos, outros nem estão mais aqui. De modo que é necessário providenciar uma mudança de quadros, e isso só é possível se nós tivermos uma estratégia de convencimento dos professores, inclusive lembrar a sua própria memória institucional, que estava presente no István Jancsó desde o inicio. E o István morreu há poucos meses. Fora uma ou outra homenagem pontual e escondida, sua morte passou em brancas nuvens. Porque essas coisas acontecem, como o falecimento [do István], e passam em brancas nuvens… essas pequenas barbaridades que nós estamos testemunhando agora podem se avolumar na mais completa indiferença e impunidade, porque os colegas dele, assim como foram indiferentes à passagem dele pela Universidade de São Paulo, são indiferentes ou pouco estão ligando ao que reitor atual está fazendo… uma truculência  a mais… estão todos anestesiados.

Era isso que eu queria dizer. É apenas um recado. Lembrem-se de personagens desse porte.

Nós estamos afundando não é pela repressão, nós estamos afundando internamente, é uma implosão, e essa implosão começou há uns 20 e poucos anos atrás pelo corpo docente, depois chegou aos estudantes e funcionários”.

Leia também:

Sérgio Fonseca: Cabeça ilustrada em corpo de jagunço

Mário Maestri: Pela volta da Idade Média à USP





60 comentários

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Relatório da Secretaria de Direitos Humanos confirma: Reitor da USP votou contra vítimas da ditadura « Mundo de Oz

21 de dezembro de 2011 às 21h11

[…] Paulo Arantes: “Nós estamos afundando internamente” […]

Responder

cronopio

18 de novembro de 2011 às 13h40

Apenas uma informação, pessoal: a assembléia da Física foi interrompida pela entrada de um aluno armado de uma pistola automática. O aluno ora manuseava a arma em seu dedo indicador, ora a colocava sobre seu colo. A assembléia julgou ser uma atitude de intimidação que colocava em risco a vida de todos os presentes e achou por bem interromper a assembléia. Soube-se, posteriormente, que o aluno é policial (ainda não sei se estudante da polícia ou policial profissional).

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cronopio

14 de novembro de 2011 às 11h07

O Ministério Púbico de São Paulo abriu mega-investigação contra a Reitoria da USP, acusada de eventual “violação aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, burla ao acesso de cargo mediante concurso público, lesão aos cofres públicos e improbidade administrativa”. O principal investigado é o advogado João Grandino Rodas, atual reitor da USP, e um dos braços-direitos de Geraldo Alckmin e José Serra. A investigação é tocada pelo promotor de Justiça Valter Foleto Santin, da Promotoria do Patrimônio Público e Social do Ministério Público Estadual. O caso, mantido em sigilo, leva o registro de “Inquérito Civil 088/2011”.

João Grandino Rodas, que antes de ser reitor era diretor da Faculdade de Direito do Largo S. Francisco, a mais tradicional do país, é acusado de ter nomeado, como procuradores da USP um seu assessor político e o filho da reitora anterior, Suely Vilela –colocada como reitora a mando de José Serra. A dupla ocupa os cargos sem terem prestado concurso e em desacordo com o estatuto da maior universidade do país.

O inquérito civil instaurado pelo promotor Valter Foleto Santin atende a uma denúncia anônima. O principal foco, segundo o promotor, é “apurar nomeações, feitas pelo reitor Grandino Rodas, dos servidores Gustavo Ferraz de Campos Monaco e Carlos Alberto Vilela Sampaio, como Procuradores da USP, sem concurso púbico e sem o preenchimento de requisito de cinco anos de efetivo exercício de advocacia, além de eventual nomeação irregular para cargo de confiança do Procurador-Chefe da USP”.

Contra Rodas, o Ministério Público salienta que ainda investiga “criação de cargos de Pró-Reitor Adjunto, sem previsão orçamentária e sem autorização legal, designações indevidas para os cargos criados, acumulações ilegais de funções de Diretor de Unidade e de Vice-Reitor para exercício em cidades distintas e longínquas”.

O Ministério Público alega que as nomeações do assessor político de Rodas e do filho da ex-reitora da USP teriam violado o princípio constitucional da impessoalidade, vez que Gustavo Ferraz de Campos Monaco seria apadrinhado político de Rodas e Carlos Alberto Vilela Sampaio circule na USP ostensivamente se apresentando como filho da ex-reitora.

O caso só veio a público porque em 10 de agosto passado a Associação dos Docentes da USP, a Adusp, recebeu comunicado do promotor que apura as denúncias, em que pede informações sobre o caso. O caso só chega a público em decorrência da publicidade dada pela Adusp.

Os dois investigados já remeteram à promotoria suas versões para tentar sustar as acusações. Gustavo Ferraz de Campos Monaco alega que é “indubitável” que ele disponha de mais de cinco anos de advocacia, como bacharel de direito em “funções privativas”. Ele anexou em sua defesa seu Currículum Lattes, exigido a todos os funcionários as USP. Confira:
http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualiz

Monaco também alega em sua defesa que seu cargo na USP se justifica porque “ em toda a administração pública existem alguns caros de Procurador de livre provimento, para funções de chefia, direção e assessoramento”.

Já Carlos Alberto Vilela Sampaio, filho da reitora que antecedeu João Grandino Rodas, cita em sua defesa a Súmula Vinculante 13, do Supremo Tribunal Federal, alegando que não é “parente consangüíneo nem por afinidade da autoridade nomeante (reitor), e tampouco é de servidor que exerça cargo de direção, chefia ou assessoramento, posto que a professora Suely Vilela (cujo exercício como reitora foi entre 2005e 2009) não exerça nenhum cargo de direção, chefia ou assessoramento desde o final de seu mandato reitoral até a presente data”. Em desacordo à recomendação dada pela USP a seus funcionários, Carlos Alberto Vilela Sampaio não dispõe de curriculum na Plataforma Lattes.

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white zombie

11 de novembro de 2011 às 16h58

achar que a "academia" contenha a menor migalha que seja de potencial revolucionário só pode ser coisa dos que acham que o rock n roll é rebelde e contestador…

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Theo R.Olliveira

11 de novembro de 2011 às 16h19

"A verdade que muitos não querem ver é que a dita Academia em SP tornou-se um jogo de poder político partidário"

não há duvida q por tras desse "movimento estudantil" de meia-duzia de gatos pingados há sim uma ação partidária…

basta ver os advogados do MST e os políticos da esquerda q se juntaram aos baderneiros!

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Cláudia M.

11 de novembro de 2011 às 09h32

Conceição, você viu (na verdade, só dá pra ouvir) o discurso da Conceição, ex-funcionária da limpadora União, demitida depois da greve (o reitor proibiu sua contratação). Olha só: http://www.facebook.com/?ref=tn_tinyman#!/photo.p…. É o discurso mais comovente que já ouvi na vida… e olha que ouvi muito discurso. Bjs.

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    Conceição Lemes

    11 de novembro de 2011 às 09h39

    Obrigadíssima, Cláudia. Vou ouvi-lo. bjs

    Cenossaum

    11 de novembro de 2011 às 11h09

    Cláudia, vi e ouvi ao vivo esse discurso, foi o melhor de todos sem dúvida, única vez que chorei numa assembleia. Solidariedade , Ternura e Rebeldia…

    Tenho muito orgulho do meu CA dar quase toda a grana do mês pra comprar comida para os terceirizados quando seus filhos passavam fome. Tenho muito orgulho de ajudá-los a revirar o lixo que eles haviam recolhido de graça.

    FORA CANALHAS!!!

Cleverton_Silva

11 de novembro de 2011 às 01h17

O Prof. Paulo Arantes pode se sentir minoria, pode estar de fato tendo que aturar a apatia de muitos colegas, mas não está só em sua lúcida opinião. O quanto será que a USP "precisa" decair para que possa voltar aos trilhos? Os demotucanos vivem falando em aparelhamento do estado (adoram um neologismo) promovido pelo PT, mas é o que eles mesmos fazem, e com uma universidade! A memória seletiva daqueles que chamam os uspianos que protestam de drogados e vadios mostram o tamanho da hipocrisia deles. Não lembram que da última vez professores e alunos tinham apanhado da PM porque S(F)erra e Rodas são incompetentes e não sabem negociar. A PM desde esse convênio na USP não mostrou resultados concretos, efetivamente flagrando e prendendo assaltantes, ladrôes, traficantes, possíveis estupradores ou assassinos. Aí supõem que a violência diminuiu. Eita tucanolândia…

Responder

Jair Almansur

11 de novembro de 2011 às 00h20

Quero de viva voz denunciar a presença da polícia na USP. A polícia deve ser enviada para setores da periferia de São Paulo que dela necessitam. O povo de São Paulo precisa de uma polícia, cujo maior defeito e estar sempre totalmente ausente. A elite branca da USP que já recebe milhoes do nosso imposto se quiser policiamento que crie e pague por sua gurada pretoriana. Se a moda pega outras universidades, escolas, fabricas também vao querer. Polícia não é para guardar universidades e shopings centers. Polícia fardada é para manter a ordem no espaço público. A USP não é um espaço público mas um local de seus alunos e professores. Outra coisá é responsabilidade do Reitor contratar pessoal que guarde a reitoria e não ficar filando polícia do povo de São Saulo. Daqui a pouco eu vou querer que a PM fique de guarda no meu condomínio assim não tenho que pagar porteiro.

Responder

    Theo R. Olliveira

    11 de novembro de 2011 às 16h16

    é função do ESTADO oferecer SEGURANÇA PUBLICA aos locais PUBLICOS, como a USP…

    a USP é sim um local PUBLICO… não as salas de aula, mas o campus é publico!

    a autonomia universitária é e deve ser ACADEMICA e não policial.

    luiz pinheiro

    11 de novembro de 2011 às 17h24

    Exato. Por isso mesmo deve tirar a PM do campus. A PM no campus compromete a segurança acadêmica, ofende o sentido da educação. Como o Theo, a PM não compreende o que significa liberdade acadêmica – estudar, pesquisar, debater, pensar o país e o mundo de forma ampla, o que de cara envolcve questionar: que porra de universidade é essa onde estudantes e professores precisam estar sob a vigilância permanente de policiais?
    É claro, tem quem frequenta a universidade apenas por um projeto pessoal, e, como disse o Kotscho, tá mais preocupado se o estacionamento tem vaga do que se a universidade tem liberdade. Estes nem desconfiam o significado da palavra "acadêmica", porque não buscam soluções para o povo brasileiro.
    A presença da PM no campus é um problema básico de liberdade acadêmica.
    Em todo país democrático, as universidades públicas confiam no seu próprioo corpo de segurança, que não usa armas.

Che da Fiel

10 de novembro de 2011 às 22h51

Azenha, por favor, divulgue o protesto dos estudantes de hoje na São Francisco. Foram mais de 3 mil pessoas. O UOL colocou lá no final da página, quase escondido (ao passo que deu destaque de primeira página para as marchas da corrupção, com menos de 700 pessoas).

Responder

    FrancoAtirador

    10 de novembro de 2011 às 23h46

    .
    .
    PM FORA DA USP !!!
    [youtube JwI4Lr_Eivo http://www.youtube.com/watch?v=JwI4Lr_Eivo youtube]
    DITADURA MILITAR NUNCA MAIS !!!
    .
    .

    Pedro

    11 de novembro de 2011 às 01h09

    Esse rapaz tem problemas.

    Andre

    11 de novembro de 2011 às 01h47

    Sérios problemas.

    cronopio

    11 de novembro de 2011 às 11h56

    "Num longo depoimento na sede da Polícia Federal na madrugada de quinta-feira, acompanhado por um grupo restrito de policiais federais, o traficante Antônio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico na Rocinha, preso na quarta-feira na Lagoa , afirmou que metade de tudo que faturava com a venda de drogas era entregue a policiais civis e militares da banda podre. A propina gorda seria entregue a numerosos agentes públicos. O traficante deu detalhes, inclusive datas, de casos de extorsão. Ainda no depoimento, o criminoso afirmou que, devido às constantes extorsões, em alguns períodos seu faturamento era zero. Segundo algumas estimativas da Polícia Civil, não confirmadas no depoimento, o bandido faturava mais de R$ 100 milhões por ano."

    fonte :http://hhenkels.blogspot.com/

    FrancoAtirador

    11 de novembro de 2011 às 16h58

    .
    .
    Os "normais" e "sem problemas" dizem que em São Paulo é "diferente".
    .
    .

enio

10 de novembro de 2011 às 22h44

Na verdade a academia foi atropelada pela truculência privatista e sua reza brava ao mercado salvador e aderiu a ela. A USP não é apenas a única, talvez a mais evidente, e essa moldagem cultural universitária está arraigada em corpos docentes em várias instituições públicas em todo o país. Acabou-se a capacidade de entender e transformar para melhor a sociedade sobraram somente as escolas que eliminam qualquer possibilidade de se apostar no ser humano. Por isso, a fala de Paulo Arantes encontra eco apenas em espelhos nada mais.

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A Mosca da Sopa

10 de novembro de 2011 às 22h08

deixe ver se entendi como esse imbroglio da USP todo se enquadra no pensamento binário geralmente adotado pela esquerda em sua análise da luta de classes:
soldados PM = burguesia
estudantes da USP = proletariado.
opssss…tem algo esquisito aí…acho que, pra variar, o esquema furou…

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    cronopio

    11 de novembro de 2011 às 02h41

    Caro Mosca, leia sobre o assunto e vai descobrir que uma parcela da casse média brasileira, em meados do século XX, traiu sua própria classe. Essa traição foi um dos atos mais admiráveis praticados por essa classe sem espinha dorsal chamada "classe média", a qual nós pertencemos, cuja memória de resto, é vergonhosa. A politização da USP é o resultado dessa traição, que fez estudantes e intelectuais se deslocarem ideologicamente. Não é uma traição formidável?

    Jorge Nunes

    11 de novembro de 2011 às 07h28

    Não é zeros e uns do binário (linguagem máquina).

    Em São Paulo tem várias variáveis para colocar no diagrama de classe.

    1.Para começar, lá fora a imprensa chama movimentos como esse da USP de "indignados".
    2. As mulheres da "elite" queriam um movimento como este, mas fora de São Paulo.
    3. Segundo a embaixada dos EUA a "Democracia é um conjunto de princípios e práticas que protegem a liberdade humana; é a institucionalização da liberdade". Ou seja por alguma razão democracia e liberdade não são as palavras do dia na USP.
    4. Eduardo Guimarães notou que nenhuma grande operação policial de São Paulo é contra criminosos armados. Sempre foi contra contingentes desarmados. Num uma operação como na cidade do Rio de Janeiro para combater grupos armados…. Estranho isso.

Armando do Prado

10 de novembro de 2011 às 22h07

Pois é. Estudei na USP nos anos de chumbo e tive o privilégio de ter aulas com professores que resistiram à ditadura – nas C. Sociais, na Filosofia (nos "barracos") e na História. Resta razão ao prof. Arantes, pois cadê os professores de resitência e de apoio aos que lutam? Estão envolvidos nas suas vida acadêmicas e que se dane a praxis a luta do dia a dia. É preciso reavivar a luta, pois o fascismo dos rodas de hoje, e reales de ontem, não pedem licença.

Responder

luiz pinheiro

10 de novembro de 2011 às 21h33

Alguém aí viu hoje na mídia alguma informação sobre a marcha estudantil na Colombia?
Eu digitei "colombia" na folhaonline e não apareceu.
Agora vejam o que a telesurtv.net informa:
"Os estudantes colombianos qualificaron como un êxito “A tomada de Bogotá”, atividade desta quinta-feira com a participação de 150 mil pessoas da comunidade universitaria e sociedade civil. O líder do movimento estudantil, Adrián Carrión, disse que o objetivo é dizer ao Governo que os estudantes “não atuam condicionados” e só encerraram a greve após a retirada do projeto de reforma da educação da Cámara de Representantes. “O Governo sabía que nossa jornada provocaria o colapso de Bogotá, por isso admitiu retirar o projeto. Mas só vamos encerrar o movimento quuando a retirada for oficializada e a comissão negociadora puder reunir-se", disse Carrión.

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@CasaTolerancia

10 de novembro de 2011 às 21h31

A Titânica Polícia Militar do Estado de São Paulo http://casatolerancia.blogspot.com/2011/11/polici

Um dia para a população paulista não esquecer. O dia que a Polícia Militar do Estado de São Paulo demonstrou toda sua eficiência em restaurar a ordem pública, ameaçada por delinquentes escondidos debaixo do manto de uma causa. Cidadão paulista, orgulhe-se sua Polícia, venere os valorosos participantes desta histórica atuação!

Continua… >>

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    cronopio

    11 de novembro de 2011 às 02h44

    Você venera a ditadura? Caso contrário, como pode venerar uma corporação que carrega em seu emblema uma estrela em homenagem ao golpe de 64 (a que chamam "revolução de março de 64)?

    Theo R. Olliveira

    11 de novembro de 2011 às 16h12

    rapaz/moça…

    pq a sua conclusão de quem acha q a atuação da PM correta, venera a ditadura?

    pq vc se sente no direito de classificar uma opinião diferente da sua como PIOR q a sua?

    comprou a verdade onde?

    em tempo: a atuação da PM CUMPRINDO UMA ORDEM JUDICIAL, foi perfeita!

    cronopio

    13 de novembro de 2011 às 19h08

    A PM tem no seu brasão uma estrela em homenagem ao Golpe de 64. Leia o texto de Gliberto Maringoni. Sem mais.

    Zé Geraldo

    15 de novembro de 2011 às 02h40

    O cumprimento de uma ordem judicial não traz prerrogativa do uso da força. O número de policiais, armados e em quantidade incontestavelmente superior, somente teria poder de dissuadir. Além disso, utilizar bombas de gás lacrimogêneo, spray de pimenta em pessoas que não estavam envolvidas na ação é abusivo. Além disso, aquelas pessoas, os moradores do Crusp, não cometeram crime algum, não estavam se manifestando "em turba", não havia o que dissuadir e nem o que dispersar. Sob o argumento de cumprimento de ordem judicial, procura-se justificar o injustificável. Além disso, os políciais utilizaram, em função de sentimentos pessoais e/ou corporativos, de procedimentos com vistas às imagens televisivas e jornalísticas, como arrombar portas sem a menor necessidade (existem depoimentos que justificam a minha afirmação).

    Trata-se de verificar os fatos e retirar o seu significado, e não, simplesmente, de se ter "direito de opinião", que, aliás, se dá em espaços democráticos como esse. A polícia, por causa do acontecido, não se colocou na defesa do estado de direito.

    Paradoxalmente, chegamos a uma situação em que os "ditadores" quisessem expressar o direito democrático de retirar a minha liberdade e, depois de retirá-la, inventarem uma série de "procedimentos" para que eu nunca a retome ou nunca mais saiba como ela é.

    Vale lembrar que a Polícia Civil, no período Serra, fez manifestação por aumento de salários, e o Governador jogou a PM contra os Civis, acirrando mais a disputa entre as polícias.

    Uma das medidas para coibir a violência é o fim da Polícia Militar – mais exatamente, o fim da divisão entre as polícias – e constituir uma única corporação. Desde 2002 eu conheço tal proposta vinda de grupos da sociedade civil, milimetricamente abafada pela imprensa que tem o governo do Estado de São Paulo como o principal fornecedor de verbas publicitárias.

    cronopio

    15 de novembro de 2011 às 18h07

    A PM tem em seu brasão uma estrela em homenagem ao que chama de Revolução de março de 64. Leia o texto Gilberto Maringoni para saber mais sobre o assunto. É uma questão de coerência. O valor de uma opinião diz respeito a seu teor de verdade. Uma opinião pode ser verdadeira ou falsa, não concorda? A sua, no caso, infelizmente é falsa. Não se ofenda, por favor. Apenas procure se informar. A propósito, leia a matéria de Conceição Lemes sobre a atuação de João Grandino Rodas no julgamento de crimes contra a humanidade cometidos durante a ditadura. Leia também a matéria sobre os coquetéis molotvs que foram plantados na reitoria pela polícia, que quebrou móveis e arrombou portas para prender estudantes que estavam dormindo. Sem mais.

    @CasaTolerancia

    11 de novembro de 2011 às 04h49

    No Chão!!! No Chão com a Mão na Cabeça – Parte II – A Opinião

    Por Adjútor Alvim http://casatolerancia.blogspot.com/

    É inacreditável o ponto de irracionalidade que a política brasileira está tomando.

    A frase do título do texto foi retirada de um vídeo da retmada do prédio da reitoria da USP pela PM. Foi direcionada a um estudante de uma das maiores e melhores universidades do Brasil.

    Um problema real que deveria unir uma comunidade de elite para uma solução civilizada culmina em uma incursão de 400 militares armados a uma universidade para prender 70 estudantes.

    Continua… >>

assalariado.

10 de novembro de 2011 às 21h30

Ora,ora, mas o golpe de Estado dado pela burguesia e seu braço armado (as FFAA), em 1964, não foi para isto professor? A burguesia capitalista nunca parou de trabalhar esta questão, do desmonte da educação em nosso país. Esta caça contra a educação publica de ótima qualidade, vem lá detrás, este era e é, o objetivo principal das elites. Começou pela cassação dos professores, passou pelos sindicatos de trabalhadores, pelos alunos, e de quebra acabaram com o curriculo escolar, que hoje, voces já sabem!

É chegada a hora dos lutadores sociais, os estudantes, os docentes e demais interessados em educação gratuita, de qualidade, sairmos da quatros paredes das casas e escolas, e fazermos um trabalho de base nas portas de escritórios, fabricas, periferia, enfim,… O grande nó da esquerda hoje é saber se ela vai continuar dentro da casca de ovo ideológico ou se vai esparramar/ socializar com a nação pobre, os seus conhecimentos politicos/ ideologicos com o povão, estamos na encruzilhada da sociedade de luta de classes. O grupo que eu participava tem o mesmo problema, não se renovou a militancia, não saiu da casca do ovo. Esta mania, pequeno burguesa, de elitizar a politica pela esquerda, neste momento, nos cobra, mudarmos de rumos e estratégias, o momento exige isto! Esta sempre foi a doença mais grave que as esquerdas sempre sofreram, e sofrem. Trabalho de base há/ terá que ser feito… Nos articular é preciso!

Saudações Socialistas.

Responder

Andre

10 de novembro de 2011 às 20h43

Mas que inversão de valores absurda e inacreditável é essa?

Pessoas cometem crimes (danos ao patrimônio público, ameaças) e não querem ser responsabilizadas?

Responder

    cronopio

    13 de novembro de 2011 às 19h09

    Então deveríamos jogar na cadeia os PMs que entraram na reitoria quebrando tudo.

Andre

10 de novembro de 2011 às 20h35

Alunos do Curso de LETRAS da USP se mobilizam pedindo… AULA:

[youtube p7VSkHcV4jQ http://www.youtube.com/watch?v=p7VSkHcV4jQ youtube]

E aquele papo que só os "reaças" (Poli, FEA etc) não aderem à ditadura da minoria esquerdista autoritária e raivosa da USP?

Responder

    Rodrigo Leme

    11 de novembro de 2011 às 08h09

    É, na USP dos "movimentos sociais" e do "abaixo a PM", a mior reinvindicação é por…aula.

    Espantoso. Mostra de que lado (podre) este blog e outros entrincheirados pra campanha de 2012 estão.

    cronopio

    11 de novembro de 2011 às 12h38

    "A exigência de emancipação parece ser evidente numa democracia. Para precisar a questão, gostaria de remeter ao início do breve ensaio de Kant intitulado “Resposta à pergunta: o que é esclarecimento?”. Ali ele define a menoridade ou tutela e, deste modo, também a emancipação, afirmando que este estado de menoridade é auto-inculpável quando sua causa não é a falta de entendimento, mas a falta de decisão e coragem de servir-se do entendimento sem a orientação de outrem. “Esclarecimento é a saída dos homens de sua auto-inculpável menoridade”. A democracia repousa na formação da vontade de cada um em particular, tal como ela se sintetiza na instituição das eleições representativas. Para evitar um resultado irracional é preciso pressupor a aptidão e a coragem de cada um em se servir de seu próprio entendimento." T. W. Adorno "Educação e emancipação".

    cronopio

    19 de novembro de 2011 às 18h32

    Pediram aula e tiveram aula: http://www.youtube.com/watch?v=EnHgeq9N5Wo&fe

    Romanelli

    11 de novembro de 2011 às 08h41

    pois é ..parece que este "movimento" foi mais uma politicalha que deu errado ..e ERRA feio quem apostar nele

    A USP precisa ser da sociedade, aquilo não é "zona de salvo conduto" pra nenhum delito

    Aquilo tem que ser um centro de pesquisa, e não de POLITICA BARATA, ou área de passeio pra TRAFICANTE tb, e de preferência um local de ensinamento destinado ao POBRE (via cotas SOCIAIS)

    ..um local livre de espírito de porco (ups corpo) e longe de tentar ser uma sociedade à parte, uma aonde a lei e nossos melhores valores DEMOCRÁTICOS, da sociedade que a sustenta e paga, acabam ficando reféns ora dum, ora doutro movimento eleitoral e de "conselheiros"

    Aliás, as aulas por lá, em inúmeras outras faculdades, continuam a toda

    A versão que recebi é que a turma que quer "greve" praticamente já teve o conteúdo didático do ano letivo esgotado, ou seja, pela paralisação eles não perdem nada ..enquanto os outros ainda RALAM

    mais …chegou uma cartinha da turma que fez o fuzuê ..nela eles dizem que não é o episódio da maconha que os "enebriaram" (sei sei) ..mas sim o fato deles quererem que uma guarda interna EQUIPADA e com poder da USP seja criada (só se esquecem da inconstitucionalizada do ato, e que hoje a que existe é terceirizada – SÓ FALTA PEDIREM POR UMA ONG TALVEZ – uma que não pode andar armada, e NÃO apita nada ..fracamente)

    dizem mais, dizem que o movimento é pq eles se colocam contra a quem esta respondendo (respondendo e não calado) a processo por mal feito, referindo-se ao reitor ..oras oras, aonde esta a coerência então? Afinal, o que vale pra esquerda no plano federal não vale pro Estadual ? ..como fica a máxima de que todos são inocentes até prova em contrário ? ..se pra um, pra todos

    é minha gente, como é difícil desfilar de vestido comprido em salão que tem muitas portas, não ? Uma hora, mais cedo ou tarde, o rabo da gente fica pra trás, né verdade?

    Coerência já !! Ou nós retomamos o discurso da ética, ou esta cara de pau ainda enterra a gente

    Luciano

    12 de novembro de 2011 às 10h42

    "conteúdo didático do ano letivo"?? kkkkk
    Olha a ideia de universidade que algumas pessoas tem…

    Cenossaum

    11 de novembro de 2011 às 12h10

    Ato legítimo e democrático dos meus colegas de letras, inclusive que defenderam que nosso curso não entrasse em greve.

    Greve essa que foi democraticamente decretada pela maioria que votou diferente desse pessoal.

    Na FEA o centro acadêmico declarou a posição dos alunos, contrário à gerve, sem nenhuma consulta em assembleia.

    Questão de estilo

    Paulo

    15 de novembro de 2011 às 21h37

    É muito "interessante" o video. Se bem me lembro, o prédio das Letras foi ampliado às custas de uma enorme e exaustiva greve em 2002 na FFLCH, em função das condições precárias em que se encontrava a Unidade, inclua-se a isto a falta de professores. E mesmo assim, a situação continua precária. As salas do Ciclo Básico são o pesadelo assistido. Posso dizer, sem sombra de dúvida que, se ainda conseguem estudar na FFLCH, é por causa da mobilização dos anos anteriores. A ausência de memória recente de alunos como os do video é grave. A direita raivosa e silenciosa acha que tudo é muito natural, que PM tem que bater mesmo, que o poder político é questão de fruto de esforço pessoal e não de bem público; acostumada a obedecer sem questionar, mas se identificando com as "pessoas de autoridade" (afinal, também querem "chegar lá"), a direita joga toda a sua raiva contra quem busca, para o futuro próximo, mais e melhores aulas. A direita briga com as vísceras; mal sabe o motivo pelo qual odeia a esquerda, tamanha a ansiedade e paranóia. Não tenho dúvida de que essa gente é muito perigosa.

A Mosca da Sopa

10 de novembro de 2011 às 20h35

BH é um tipo de cidade universitária…e todas as capitais tb são. De manhã montes de crianças e jovens mais novos são retirados da cama no melhor do sono para ir a escola que é onde os pais acham que está o futuro. Quer dizer: o tal..arghh…ecaaaa…"cursos superior"..depois a noite jovens um pouco mais velhos cansados de um dia inteiro de trabalho enchem ônibus e carros rumos ás uniesquinas, ratoeiras caça niqueis em busca do tal .."curso superior"..inteligentes e bem pensantes vomitando a panaceia universal da "educação" contra todos os males do mundo…e é isso que temos em nosso país que é o produto da tal "educação"…todos os dias surgem problemas novos e os antigos se agravam…e acabam se resumindo a dois unicos tipos: os que se resolvem sozinhos e os que nao tem solução…pra que mesmo esse negocio de escola???????

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    tom sawyer

    11 de novembro de 2011 às 16h53

    então vc não acredita em educação, cultura, academia? pq? será pq essas instituições mesmas se tornaram a própria matriz do conservadorismo (professores do ensino médio querem expurgar a tecnologia e informatica da grade pelos simples fato que nada sabem sobre tais coisas, não querem aprender, os alunos sabem tudo a respeito e não aguentam mais quadro e giz???)… técnico e ideológico?
    engenheiro que só sabem na melhor da hipóteses operar tecnologia estrangeira? médicos que são despachantes de laboratórios? economistas, advogados e jornalistas…ai..ai…melhor parar pq com esses aí é difícil até usar palavras que possam ser repetidas em casa de família…

Lu_Witovisk

10 de novembro de 2011 às 20h29

Estamos falando de USP, mas a botina também ta cantando lá em Rondônia… as noticias de lá não são animadoras.
É muito triste constatar que as Universidades foram transformadas em "templos" isolados do tempo-espaço. Os professores permanecem mergulhados em seus afazeres, os alunos alienados na área de pesquisa que escolheram, qdo alguém fala em hora de almoço algo sobre qualquer coisa do mundo "lá fora", parece um ET. Ainda, existem professores mais ditatoriais que reclamam qdo o assunto da hora do almoço não é "científico".
Mas hoje, pra mim, foi o golpe de misericórdia… Em um departamento da UFRJ vi um cartaz no mural oficial avisando sobre o estágio interdisciplinar de vivência em áreas de reforma agrária no RJ. Patrocinado pela UFRJ, UFF, etc. Fiquei feliz em ver a Universidade interessada no movimento social e em envolver os alunos na questão da reforma agrária.
Hoje passei lá e cadê o cartaz?? Ouve uma ordem "superior" para remove-lo. Muito triste, mas alguns departamentos são feudos, os alunos só recebem informações "pertinentes": notas, congressos cientificos, grades de disciplinas. Nem transferiram o cartaz para o mural de festas… foi e-x-c-l-u-i-d-o. Provavelmente o "superior" acha que não é bom os jovens se envolverem com a baderna.
http://neararj.wordpress.com/

Responder

FrancoAtirador

10 de novembro de 2011 às 19h14

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Conceituando.

Massa amorfa: Pseudo-elite financeirizada, intelectualóide e moralmente decadente.
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Responder

petróleo

10 de novembro de 2011 às 18h54

Eu vou te matar, maconha!

Responder

beattrice

10 de novembro de 2011 às 18h21

A verdade que muitos não querem ver é que a dita Academia em SP tornou-se um jogo de poder político partidário. A coisa chega ao ponto de que os candidatos a reitor somente são confirmados e empossados caso tenham se filiado ao partido no poder, os relatos neste sentido são inúmeros.
E isso é a ponta do iceberg que mostra com clareza a bota do Bandeirantes, o palácio, em cima da autonomia universitária que de fato só tem prestado a uma coisa: estrangular financeiramente as tres universidades paulistas que sorrateiramente foram privatizadas pelas fundações que as ocuparam.

Responder

    Tobias Reis O. LLory

    17 de novembro de 2011 às 00h42

    "A verdade que muitos não querem ver é que a dita Academia em SP tornou-se um jogo de poder político partidário"

    não há duvida q por tras desse "movimento estudantil" de meia-duzia de gatos pingados há sim uma ação partidária…

    basta ver os advogados do MST e os políticos da esquerda q se juntaram aos baderneiros!

Cenossaum

10 de novembro de 2011 às 16h11

Eu juro que não entendo a burocracia universitária. Se eles envolvessem os estudantes e deixasse que eles participassem das discussões e projetos da usp, a extrema-esquerda seria isolada porque as críticas de autoritarismo não se sustentariam e as propostas de integração da usp com a sociedade não teriam eco entre os que, segundo o Kotscho estão mais preocupados com a falta de vaga de estacionamento do que com o papel da principal universidade do país.

Responder

    Roberto Locatelli

    10 de novembro de 2011 às 16h34

    É verdade, quando a extrema-direita comanda, a extrema-esquerda se fortalece.

    Só que tem um problema: se a direção da Universidade abrisse diálogo com os estudantes, formaria profissionais com mais consciência de cidadania. E isso é um perigo.

    Cenossaum

    10 de novembro de 2011 às 17h24

    Outro perigo é chamar uma massa amorfa de "elite intelectual"

    Lu_Witovisk

    10 de novembro de 2011 às 19h49

    Verdade, nos meus tempos de USP ouvi essa: que eu deveria me comportar como parte da "elite intelectual do país".. isso pq eu estava no mestrado e não deveria "bater bumbo" com a calourada (tradução: surdo na escola de samba da bio). "Vc não é igual a eles" era a pior…. Ainda bem que nunca fui contaminada, minha noção de igualdade a todo e qualquer ser humano permaneceu.

    Mas tá cheio de gente que cai nessa…. muito triste.

    FrancoAtirador

    10 de novembro de 2011 às 22h22

    .
    .
    Certa vez, um professor universitário me comentou sobre essa contaminação elitista:

    "SONHAM EM SER EXPLORADORES, NÃO SONHAM EM ACABAR COM A EXPLORAÇÃO"
    .
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    Lu_Witovisk

    11 de novembro de 2011 às 07h46

    Verdade, tanto que tem uma charge muito disseminada, todo mundo acha a maior graça… e reflete bem a maioria (não sei inserir foto aqui, mas o link ta ai:)
    http://marcelao.files.wordpress.com/2009/07/hiera

    tem muita gente que esquece que já foi aluno e apregoa aos 4 cantos o tal valor da hierarquia… babaquice, serve pra pesquisador inseguro se sentir o maximo.. :(

    FrancoAtirador

    11 de novembro de 2011 às 19h40

    .
    .
    O ÚLTIMO TUCANO QUE VOAR, DÊ DESCARGA!
    <img src="http://marcelao.files.wordpress.com/2009/07/hierarquia.jpg"&gt;
    ESQUEÇAM! TARDE MAIS!
    .
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    FrancoAtirador

    10 de novembro de 2011 às 20h34

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    Conceituando.

    Massa amorfa: Pseudo-elite financeirizada, intelectualóide e moralmente decadente.
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    ana

    11 de novembro de 2011 às 09h43

    totalmente sem noção. você é parente/ amigo do eu não sabia?

    Cenossaum

    11 de novembro de 2011 às 11h05

    ana, estou me referindo ao grupo de pessoas que vira as costas pra assembleia, para os atos contra ou a favor da pm, que aguarda a resolução das disputas políticas para adaptar-se a elas. E eles são 90% dos alunos da usp. chutaria que uns 7% se envolvem com a miltância de esquerda (partidária ou não) e uns 3% com a direita. não me confunde com esse eunaosabia aí, não…

    vinicius

    25 de novembro de 2011 às 05h27

    Cara, perceba o contrassenso no que você falou. Se há uns meses ocorrem assembleias semanalmente na USP, de quórum de mais de 1000 pessoas. Se numa assembleia tudo é discutido, reelaborado, proposto e votado incessantemente, até que se chegue a um resultado final, como é que o movimento pode ser composto de 90% de pessoas que só vão atrás dos 3%? A tese de manobra é paranóia de gente que não quer se dar ao trabalho nem de acompanhar a divulgação diária do que está acontecendo. É melhor conferir lá ou ler no Facebook ou mesmo procurar melhor as informações na imprensa decente do que sair por aí falando qualquer coisa…


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