VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Maurício Caleiro: O avanço do conservadorismo desinformado


09/11/2011 - 16h55

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Reações a doença de Lula e à PM na USP evidenciam crise ideológica e cultural

por Maurício Caleiro, em seu blog, sugerido pela Maria Frô

As reações, na internet, a dois eventos recentes – o anúncio de que o ex-presidente Lula está com câncer e a atuação da PM na USP – têm causado perplexidade e repulsa pelo modo agressivo com que se expressam e pelo que evidenciam de falta de educação, preconceito e inadaptabilidade ao debate democrático. Mas, como veremos, há mais pontos em comum entre essas duas manifestações de intolerância do que à primeira vista sugerem.

Agressões ao doente

Receber a notícia de que alguém está com câncer – ou com outra doença tida como grave – costuma despertar compaixão no ser humano. Alguns atribuem tal reação a uma suposta bondade inerente à nossa espécie, acreditando que por baixo das máscaras que adotamos para a vida em sociedade vicejam corações plenos de boa intenção; os não-rousseaunianos, mais reticentes, afirmam tratar-se de uma reação ditada pelo instinto de preservação: o temor de que venhamos a padecer da mesma enfermidade faz com que nos identifiquemos com a dor alheia como forma de esconjurá-la.

Seja como for, considera-se que festejar e regojizar-se com o anúncio da doença alheia é reação que ultrapassa todos os limites do bom senso e da convivência em sociedade. É por isso que o que se viu, na internet mas também nas redações, logo após o anúncio de que Lula está acometido de um câncer na laringe, marca um dos pontos mais baixos do debate público no Brasil. No momento de maior fragilidade do ex-mandatário, deu-se vazão a todo o ódio e preconceito de classe acumulado nos anos em que ele esteve no poder.

O texto definitivo sobre o caso veio da pena cada vez mais afiada de Maria Inês Nassif, que entre outros pontos relevantes apontou que não é de hoje que o respeito mínimo devido a todo presidente eleito não tem lugar quando se trata de Lula da Silva – e que entre os que através de tal procedimento desrespeitam a própria instituição da Presidência está a própria mídia, que deveria dar o exemplo.

Insultos aos estudantes

Pois nem bem as forças democráticas se recuperavam de tais excessos agressivos – que levaram até jornalistas notadamente conservadores a reclamar – e o país já se via diante de um novo efeito-manada, uma onda de insultos contra estudantes da USP que, em reação contrária à decisão (tomada em assembleia própria) de desocupar o prédio administrativo da FFLCH (Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas) decidiram ocupar a Reitoria para continuar protestando contra a ação da PM no campus, com revistas constantes, que culminaram na prisão de três alunos de Filosofia flagrados com um cigarro de maconha.

Daí em diante o que se viu, mesmo entre autointitulados esquerdistas, foi uma onda de protestos contra o que chamam de “os maconheiros da USP”. Mesmo deixando de lado a generalização descabida, há, em pleno século XXI – quando as principais democracias reconhecem que o uso de maconha é questão de foro pessoal e do âmbito da saúde, não da segurança pública – algo de intrinsecamente anacrônico no uso do ajetivo “maconheiro” como forma de promover estigmatização e desqualificação. Além disso, assim como ocorreu com a doença do ex-presidente, o que o fenômeno da reação virulenta à invasão da Reitoria da USP nos traz é, uma vez mais, o ódio de classe e os recalques de fundo psicológico, vindos à tona de forma agressiva e com vocabulário tosco. A internet enquanto catarse.

A herança do desmanche

A realidade, porém, é bem mais complexa do que os histéricos querem fazer crer. Como explica de forma detalhada o professor da USO Pablo Ortallado, em ótimo artigo, a violência na instituição está diretamente ligada a um processo de restrição cada vez maior do exercício da democracia interna. Por meio deste, a USP é, hoje, uma das universidades públicas brasileiras em que professores, servidores e alunos têm o menor peso nas decisões importantes, a cargo de colegiados de membros de estâncias burocráticas superiores que se transformaram em verdadeiros feudos, onde o poder se perpetua nas mãos de poucos.

Em decorrência disso, cerceia-se ao máximo o raio de ação política dentro das regras do jogo por parte de alunos, professores e funcionários. Ora, quem já pássou por uma ditadura sabe: quando as regras reprimem o exercício da democracia, é dever do democrata desobedecer e lutar pela modificação delas. Achar que a brutal repressão institucional a que a USP vem sendo submetida nos últimos 20 anos iria ser aceita passivamente é subestimar a inteligência dos uspianos.

Agrava essa situação o modelo urbanístico adotado pela universidade paulista, que é criticado, entre outros, pela arquiteta e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU/USP) Raquel Ronik, o qual colaboraria para a segregação social no campus e entre moradores da cidade e uspianos, como apontam os alunos de Relações Internacionais Leonardo Calderoni e Pedro Charbel, em artigo que denuncia a forma manipuladora como o conceito de autonomia é instrumentalizado pela mídia e pelas autoridades universitárias.

O PSDB tem um papel preponderante nesse estado de coisas, não só porque, à frente do governo de São Paulo há 17 anos, é co-responsável pelo estágio urbanístico-social-institucional da USP, mas porque José Serra – que não nomeou o candidato a reitor que ocupava o primeiro lugar na lista tríplice, preferindo o polêmico Rodas – e Geraldo Alckmin estavam a cargo do governo nas duas vezes em que a Tropa de Choque da PM, num ato inimaginável numa verdadeira democracia, invadiu o campus – a mais recente na manhã de hoje -, utilizando de violência desmedida contra estudantes desarmados.

PM no campus

A reação de apoio à ação da polícia, mesmo nas raras vezes em que é expressada de forma polida e educada, evidencia o profundo conservadorismo que marca a sociedade brasileira atual. Trata-se de um paradoxo: no momento mesmo em que 28 milhões deixaram de ser miseráveis e 40 milhões ascenderam à classe média, e que o Brasil tornara-se efetivamente um player na política internacional, o debate sobre questões internas involui não apenas na forma (a difamação e os ataques pessoais substituindo o diálogo civilizado e a argumentação), mas também no conteúdo (com pressupostos que há pouco eram exclusivos de fanáticos de direita tornando-se de uso corrente entre os estratos médios e altos).

Seria preciso uma alta dose de auto-engano para não se aperceber que o país, tanto em termos culturais quanto ideológicos, claramente retrocedeu, se comparado àquele de 40, 50 anos atrás. Não há como comparar o nível das discussões públicas hoje, no Brasil, àquele que se deu, por exemplo, no bojo do processo de redemocratização do país.

Regredimos?

Antes que as palavras aqui ditas sejam distorcidas, cabe assinalar que não se quer com isso, de forma alguma, sugerir que o ambiente da ditadura era mais profícuo em termos culturais e ideológicos do que os atuais. Ainda que isso seja verdade em alguns períodos – notadamente entre 1964 e 1967, hiato que o crítico literário Roberto Shwarz qualificou como os “anos de hegemonia cultural da esquerda” -, isso se deve mormente ao ímpeto antiditatorial de artistas da coragem e do talento de um Chico Buarque ou de um Vianinha – e à necessidade de unir-se no combate a um inimigo em comum.

Na verdade, a crise ideológica e cultural que hoje uma vez mais se agrava tem como origem justamente a ação sistemática da ditadura contra as formas culturais mais autênticas e mais revolucionárias, em prol do investimento vultoso na constituição de uma sociedade televisiva de massas – uma herança que os civis de direita que marcaram o longo período de transição para a democracia só açularam, muitos com proveito eleitoral.

O preço da desideologização

Há uma década, a centro-esquerda tem sido eleita, é verdade, mas, como as eleições que culminaram com a vitória de Dilma Rousseff evidenciaram de forma inconteste, não foi através de uma proposta programática de perfil ideológico – muito pelo contrário: tal como o “Lulinha Paz e Amor” de oito anos antes, a hoje presidenta submeteu-se ao regime padrão de marquetagem, chegando, ao final da campanha, ante as baixarias desmedidas de José Serra, a retroceder em questões de suma importância, como o aborto.

É precisamente quando se evidencializou de forma mais clara, àqueles que não se recusaram a ver, que a crise ideológica transcendia as questões colocadas pelo neoliberalismo, as quais dominaram o período imediatamente anterior (e, muitas delas, continuam na ordem do dia), e que a crise cultural, como qualquer crise estética, era também uma crise ética.

“Mas o importante é que eles venceram” – dirá o esquerdista pragmático. Sim, venceram, mas o preço que a sociedade brasileira como um todo vem pagando por essa recusa em um debate ideológico é uma despolitização da política, uma desideologização da esfera pública que ao final só beneficia os grandes grupos de mídia corporativa, os quais têm como interesse precípuo obter pontos no Ibope, e não levar cultura e educação ao público espectador, como “exige” a Constituição.

Dieta indigesta

A sobreposição do marketing à política e a naturalização das telecomunicações como meio de entretenimento – seja através das narrativas ficcionais das novelas ou das narrativas protojormalísticas dos telejornais – certamente desempenham um papel fundamental nesse processo de alavancagem do conservadorismo desinformado, pois não há como evoluir ética e ideologicamente com uma dieta de Datenas, Lucianos Huck, CQCs e coisas do gênero. Um país que, há 11 anos, quase para durante meses para assistir a Big Brother Brasil está profundamente enfermo em termos de ideologia, ética e estética – e negar isso em nome de uma suposta pluralidade democrática de escolhas é tapar o sol com a peneira.

E a relação entre política e mídia está diretamente imbricada na questão: cada vez que o governo Dilma demite um ministro após um factoide da Veja, não só estimula um jornalismo-denúncia – forte em escândalo mas fraco em evidências -, mas, ao fortalecer a posição da revista ante o público, está, na prática, incentivando a difusão de um ideário conservador (inerente à publicação) que transcende a política e se torna moeda corrente em questões comportamentais e culturais.

É pelas razões acima expostas que já passa da hora dos governos ditos de centro-esquerda renunciarem à ferrugem neoliberal que emperra o protagonismo do Estado na área cultural e tomarem as rédeas de um projeto de elevação do nível educacional e cultural do povo brasileiro, sob a pena não apenas de serem derrotados eleitoralmente, mas de legarem ao futuro um país ainda mais conservador, ignorante e truculento do que o que herdaram.

PS do Viomundo: Em Century of the Self, Adam Curtis trata com brilhantismo da rendição dos democratas (sob Clinton) e dos trabalhistas (sob Blair) à marquetagem e trata das consequências políticas. Quem não viu, veja. Vale a pena.

Leia também:

Dr. Doom, a Grécia e o euro: Divórcio doloroso, mas necessário





126 comentários

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Exame: A baixaria de Bolsonaro no Congresso | Viomundo - O que você não vê na mídia

24 de novembro de 2011 às 16h53

[…] Maurício Caleiro: O avanço do conservadorismo desinformado […]

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Sylvia

13 de novembro de 2011 às 17h20

Olha, não sou da direita, nem conservadora, nem tucana, nem leitora da Veja, ok? Não me desqualifiquem, mas houve casos graves de corrupção dentro do governo Lula, que não foram invenção da mídia. Não apenas no governo Lula, claro, em outros governos também… mas não é certo simplesmente ignorar todos os fatos e classificá-los como invenção da mídia reaça. Voto no PT pois é uma opção de voto melhor que o PSDB, mas o PT está longe de ser perfeito, gente. É uma opção infinitamente melhor pela política social, pela ideologia mais justa, mas mesmo assim não é intocável… (não sou cientista política, se usei algum termo errado aqui, me desculpem).

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Fabio

10 de novembro de 2011 às 21h57

O que o faz acreditar que os ministros que caíram são inocentes e que informações divulgadas pela Veja são factóides?

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    ELIMA

    18 de novembro de 2011 às 15h02

    Não creio qe haja inocentes.Acredito que foram omissos. Negligentes. Talvez um inocente util. Claro, util para a midia golpista. O fato que me intriga é que depois que essa tal revista ou qualquer outra midia, faz DENUNCIAS e ACUSAÇÕES gravissimas,, ELA NÃO PROVA !!!!!..QUEM ACUSA É QUEM TEM QUE PROVAR !!! Essa é a lógica !!! outra coisa é que as acusações ou são requentadas, passadas e ja resolvidas muitas vezes ou são utilizados BANDIDOS para fazerem as tais acusações, como foi no caso de Orlando Silva que o acusador é envolvido com varias irregularidades entretanto foi endeuzado pela midia e oposição !!!!,,, depois o SILENCIO,,,, mostrando-nos que na realidade a midia não queria apurar corrupção nenhuma mas sim derrubar mais um ministro para desgastar ,paralizar, o governo do qual faz oposição como se fosse um partido,, e É !!!… Finalizando, quando os acusados vão a justiça são inocentados,,,,,,,, ENTÃO, conclusão, NÃO houve corrupção , tudo é factóides e as vitímas das calúnias e difamações são realmente INOCENTES…. TUDO FAZ CRER !!!!

angelo

10 de novembro de 2011 às 21h29

"Vc daria maconha para seu filho?" Depende.

Subam pelas paredes, pseudo-cristãos proibicio-nazi-lunático-patas: mantenham-se vivos, não enfartem.

"…a maconha ajudou o garoto a suportar os efeitos da quimioterapia, fazendo Cash ter mais apetite e dormir melhor. Antes de iniciar o tratamento com a droga, o menino chegou a passar 40 dias sem comer, chegando ao ponto de não conseguir mais erguer a própria cabeça…"
http://legalizeoboldo.blogspot.com/2011/03/garoto…

Fonte: G1

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angelo

10 de novembro de 2011 às 21h19

100

Cansativo esse lance de cachorro dando volta em torno do próprio rabo, voltando sempre ao ponto de partida, quem nasceu primeiro o ovo ou a ….Definitivamente: antes de ser proibida, não havia derramento de sangue. Alguém desenha!

Fala, Mya maconheira, qu'eu tô cansado.

[youtube lyoZS140nU4 http://www.youtube.com/watch?v=lyoZS140nU4 youtube]

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Marat

10 de novembro de 2011 às 20h48

Convivo com pessoas, em meu ambiente de trabalho, que crêem no que o PIG fala… lamentável. Em nossos diálogos tento mostrar o quanto eles são amestrados e perigosos: Emburrecem!

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Eduardo Franco

10 de novembro de 2011 às 19h47

“ O Slogan do Obama e o sociólogo trapalhão”

De uma maneira estranha lemos essa matéria, pois há anos sobre o governo do PSDB vimos a USP se transformar no oposto do que deveria representar frente à nova democracia brasileira, centro de pesquisas, de discussões, de liberdades e diálogos, de exercício de cidadania e democracia.

Não, foi tudo em sentido contrário, como parece ser um “estilo de governar” do PSDB, decisões arbitrárias que desabam do palácio dos poderes na cabeça da população; esta nunca é inquirida e nem levada em conta, é pressuposta inculta e ignorante, deve ser apenas comunicada e conduzida. As decisões não levam em conta a sociedade e as vezes nem dão tempo à mesma para se preparar como no caso da lei anti fumo, todos os donos de bares e restaurantes fora pegos de surpresa sem estrutura para a nova lei.

Isso é típico do “estilo tucano”, os tecnocratas que se “acham” e imprimem uma lógica arbitraria pegando a todos de surpresa. Aliado a isso tem essa outra terrível mania de legislar subestimando a maturidade do cidadão, tratando o mesmo como uma criança que deve ser proibida e vigiada, abomino todo tipo de lei que trata o cidadão como uma criança e interfere na liberdade individual e no senso de cada um.

No “estilo tucano” privilegia-se o fator “pra inglês ver”, é como o bolsa família que nunca funcionou sobre a gestão deles, era algo só para fazer discurso em campanha. Na prática as leis desse estilo só afetam as esferas mais pobres da sociedade porque quem tem dinheiro e bons advogados não é punido pela nossa justiça, aquele louco que avançou em cima da população com o carro saiu da delegacia horas depois, o playboy que espancava os gays na Paulista também, não seria melhor em vez de ficar vigiando adultos e inspecionando o bafo deles, como se fossem crianças ao sair dos bares e restaurantes, realmente punirem os mesmos que cometerem delitos ou imprudências no trânsito, não né, melhor esse teatrinho tosco, nossa justiça também é pra inglês ver.

Não gosto desse discurso careta e tecnocrata do PSDB que trata o cidadão como uma criança idiota e fica entrando na vida privada das pessoas inventando leis que a que só os pobres estão submetidos. Estou morando, se deus quiser, por pouco tempo, em uma cidade que esta há 16 anos sobre governo tucano, a música ao vivo foi praticamente banida da noite, a fundação cultural que tem a maior verba do estado, talvez do país tem meia dúzia de cursos “pra inglês ver”, no parque da cidade não podemos entrar com animais de estimação, nem ver um show tomando uma cerveja ao calor de um domingo como todo brasileiro gosta.O que está acontecendo na USP é o retrato dessa política paternalista e prepotente que administra o governo como o diretor de uma escola conservadora.

Foi interessante a convenção do partido essa semana, o partido vive uma crise profunda de identidade, saiu mal visto da ultima eleição em que assumiram um discurso conservador contra homossexuais, nordestinos e questões de saúde pública. Esses playboys mimados não poupam nada em sua vaidade de poder, o partido não funciona como os outros, as prévias não funcionam porque não delegaram as bases a escolha dos candidatos, imagina que simples militantes vão escolher qual príncipe subira no palanque, um partido sempre e cada vez mais distante do seu povo e o FHC acha que o problema é um “Slogan”, foi muito engraçado isso, esse sociólogo desastrado numa saia justa, exprimido entre os ambiciosos Aécio e Serra que não abrirão mão de suas candidaturas por nada, dentro de um partido decadente e desunido, querendo salvar o navio com um slogan, o slogan de Obama, chega a ser irônico e nos remete a um alívio, se não tivesse acontecido o Lula na vida brasileira teríamos mesmo entrado pelo cano atrás do tio Sam como esses tecnocratas neoliberais sempre fizeram e veríamos o sociólogo trapalhão com água pela boca balbuciando entre goladas “yes we care”.
Edu Franco 10/11/2011

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    Jésus Araújo

    27 de novembro de 2011 às 11h10

    É sobre o "Príncipe dos Sociólogos, FHC. Suas obras consideradas as melhores foram as 4 feitas em colaboração, obras a 4 mãos, com Enzio Faletto (uruguaio, considerada a melhor), Florestan Fernandes, Octavio Ianni e Simon Schweiter (não sei se se escreve assim). Pois é!

angelo

10 de novembro de 2011 às 19h07

Maconheiro: "eu queimo maconha"

Maconha: "eu curo câncer"

USA: "eu queimo provas"

Policial psicopata: "eu quero é pretexto pra espancar"

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Mardones

10 de novembro de 2011 às 18h44

Azenha parabéns pela indicação de Century of Self. Dever de casa para entender mais um pouco como a política tem funcionado mudo afora.

Lembrei-me de Adorno e Horkheimer.

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ZePovinho

10 de novembro de 2011 às 18h24

O "conservadorismo" que se vê no Brasil não tem nada a ver com o conservadorismo;o que temos são crimes cometidos pela imprensa-empresa corrupta,venal e bandida:

Jornalista de Jundiaí admite ter sido pago pelo PSDB para difamar oposição

[youtube tfRIb8yMX7Q http://www.youtube.com/watch?v=tfRIb8yMX7Q youtube]

10 de Novembro de 2011 – 12h20
Jornalista afirma ter sido pago para prejudicar deputado Bigardi

Um possível esquema de perseguição política maldosa e rasteira será investigado pelo Ministério Público de São Paulo. A vítima, o deputado estadual Pedro Bigardi, protocolou nesta segunda-feira (7) um pedido de apuração junto ao Procurador-Geral de Justiça do Estado, Fernando Grella Vieira. O pivô desta suposta armação é o jornalista Anselmo Boaventura Brombal, que afirma em uma gravação de vídeo ter sido pago para “fazer maldades” contra o então candidato a deputado.
“Na gravação de mais de duas horas, ele fala de um material que fez em 2010, na campanha (para deputado estadual), a pedido do ‘pessoal de lá’, somente para me prejudicar. Desde julho deste ano, este cidadão faz circular um jornal que tem me atacado sistematicamente com denúncias vazias, sem qualquer tipo de prova”, destacou Bigardi. “Como o jornalista faz citações a pessoas e grupos políticos da cidade, além de chegar a pedir dinheiro para parar com os ataques, resolvemos acionar o Ministério Público.”

Na sessão da Assembleia desta terça-feira (8), os deputados Enio Tatto (líder da bancada do PT, formada por 24 parlamentares) e João Paulo Rillo (bancada da Minoria) se solidarizaram com Bigardi e criticaram a postura adotada pelo jornalista e também por grupos políticos de Jundiaí em atacar covardemente o parlamentar jundiaiense (veja texto abaixo).

Trechos do vídeo em que Brombal conta como procedeu de maneira maldosa para atingir a honra do deputado e outros documentos entregues ao Ministério Público foram apresentados à imprensa local, no final da tarde de segunda-feira, no escritório político regional de Bigardi, em Jundiaí. “Nós poderíamos ter entrado com uma queixa-crime, mas faço questão que o Ministério Público avalie tudo e possa nos dar um parecer a respeito disso”, comentou.

Brombal explica em detalhes como foi feita a ‘encomenda’

………………………………………………………………………………………

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Cleverton_Silva

10 de novembro de 2011 às 16h13

A direita burra e seus asseclas adoram uma expressão do seu "gorduroso" vocabulário: "aparelhamento do Estado". Daí surgem pérolas: "Os petebocomunistas aparelham ministério tal"… "Os lulopetistas aparelham o Estado com concursos. Que absurdo!"… "Os apedeutas aparelham a Petrobras. Que burros! Têm que vender! Essa massa fedorenta e diferenciada não toma jeito!". Se por um lado temos setores sociais midiotizados, pelo outro lado temos senso de humor pra aturar as viuvinhas do neoliberalismo, os neocons, alguns milicos que acham que podem tudo por causa de suas fardas e os demais integrantes das massas cheirosas. Se Stanislaw Ponte Preta fosse vivo nos dias de hoje, teria muitas histórias para enriquecer o seu Febeapá.

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A Mosca da Sopa

10 de novembro de 2011 às 16h05

deixe ver se entendi como esse imbroglio da USP todo se enquadra no pensamento binário geralmente adotado pela esquerda em sua análise da luta de classes:
soldados PM = burguesia
estudantes da USP = proletariado.
opssss…tem algo esquisito aí…acho que, pra variar, o esquema furou…

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    MataTrolls

    11 de novembro de 2011 às 08h57

    Tá exposta a muito inseticida, hein mosca? Tá derretendo seus fleumas….

    E a binária dos direitonas?

    Estudante da USP= tudo maconheiro e vagabundo.
    PMs= a lei e a ordem do glorioso estado midiota de Direita.

    Esse esquema não furou. Só furou o disco, de tão repetitivo que ele é.

Luciano Prado

10 de novembro de 2011 às 16h02

As esquerdas no Brasil estão se acomodando com o poder e relaxando no trato com seus eleitores.

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John Prado

10 de novembro de 2011 às 14h42

Ainda não entendo o mal que o povo vê no tal "baseado".

Fuma quem quer e é problema pessoal do sujeito. Aliás todos que comentam sobre os "maconheiros" devem ser um poço de integridade e moralidade.

Haja hipocrisia…

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    Edmar

    10 de novembro de 2011 às 19h46

    Concordo contigo J.Prado. Na verdade, sou mais liberticista: se o cara quer suicidar-se, dêem-lhe uma corda e mostre-se-lhe um poste. Fumei 22 dois anos, parei a 10 e não suporto esses falsos "limpinhos" que vivem condenando tudo em todos. É obrigatório o serviço militar, pros homens; é obrigatório votar, pra todo mundo; É proibido tirar a mão do volante, pro motorista; É obrigatório usar cinto de segurança, pra todos num carro; É obrigatório usar capacete, pra motoqueiro; É proibido fumar em restaurante ou criar restaurante, bar e similares só proa fumante. Tô farto de sê tratado como criança que não pode resolver o que pode ou não fazer.

    Marcelo

    11 de novembro de 2011 às 14h59

    Então é assim nessa república de bananas… eu obedeço a lei só quando concordo com ela? É assim… tipo velho-oeste mesmo?
    A pessoa achar que fumar maconha não devia ser proibido ótimo… eu até concordo… mas daí se a pessoa está tão afim de fumar (coisa mais adolescente… mas enfim) e não ser importunado… vá à luta… colha milhares de assinaturas e proponha mudança na lei… Antes disso… todos… repito 'TODOS"… estão sujeitos à lei…. agora estudantes da USP estão querendo equiparação com políticos… outra classe que acha que está acima da lei….
    Quando é que o Brasil vai crescer, heim???

    cronopio

    18 de novembro de 2011 às 10h30

    A legalização da maconha não é pauta do movimento estudantil. Procure informar-se a respeito. Leia o texto de Pablo Ortellado. GRato.

Bruno Moreno

10 de novembro de 2011 às 14h28

Certamente era outro momento político, as mobilizações sociais ainda eram muito fortes e tratava-se da redemocratização. Mas comparar a reação dessa ocupação da USP com a ocupação da CSN pelos metalúrgicos de Volta Redonda que contou com grande apoio popular demonstra um pouco dos tempos que vivemos, fruto, sem dúvidas não só desta entrega à marketagem, mas também da consolidação de uma geração que cresceu sob forte influência do neoliberalismo. Naquela greve, que teve seu ápice exatamente 23 anos atrás, em 09 e 10 de novembro de 1988, em que 3 trabalhadores foram assassinados pelo exército e PM na desocupação da CSN, a população deu um abraço nos 12 Km da CSN. Não só o presidente do sindicato Juarez Antunes foi eleito no mesmo ano prefeito de Volta Redonda, com seu partido, PDT, elegendo 7 vereadores e o PT que também participou ativamente da greve 3. Fora isto ajudou a impulsionar as candidaturas do PT pelo Brasil, como Erundina em São Paulo, Vitor Buaiz em Vitória, Olívio Dutra em Porto Alegre e Jacob Bittar em Campinas.

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Ana Paula

10 de novembro de 2011 às 14h17

"o que o fenômeno da reação virulenta à invasão da Reitoria da USP nos traz é, uma vez mais, o ódio de classe e os recalques de fundo psicológico"

Não entendi exatamente à qual "ódio de classe" o autor se refere. Ódio contra a média-burguesia? Contra os estudantes "ricos" da USP?

Responder

José do ceará

10 de novembro de 2011 às 12h47

INVESTIMENTOS + INVESTIMENTOS ( Para desgosto do Consórcio do inferno e da imprensa urubu)

Brasil atrai fabricantes chineses de aerogeradores
09 de novembro de 2011 // 18h15 (Agência Estado)

As três maiores indústrias fabricantes de aerogeradores da China – Sinovel Wind Group, China Guodian United Power Technology Company e Goldwind Science & Technology – têm grande interesse no Brasil e estudam a melhor forma de participar do mercado brasileiro. A informação é da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), cujos diretores participaram da comitiva brasileira ao país asiático por ocasião da China Wind Power.

No entender da ABEEólica, o ingresso de mais fabricantes de aerogeradores será benéfico para o segmento, já que para o empreendedor de eólica é vital ter segurança contratual para assistência técnica, peças e acompanhamento do fabricante aos equipamentos, em face dos contratos serem de longo prazo (20 anos).

Chora PIG pilantra….

Responder

Remindo Sauim

10 de novembro de 2011 às 12h18

Noventa por cento da população não é nem conservadora nem, digamos, inovadora. Eu pessoalmente acho que estes ataques da direita ao Lula e ao governo do PT não vai dar em nada. A população aproveita o sucesso econômico do governo, aprova suas ações sociais e está muito mais confiante no PT do que já esteve antes. A onda de denúncias da Veja estão sendo aproveitadas pelo governo para enquadrar os aliados. Se dentro da base de sustentação do governo Dilma já é difícil para os políticos atuarem, fora deles está ficando impossível. Na oposição só restaram o agonizante DEM e o PSDB. Alguns tucanos como Antônio Anastácio já falam em críticas construtivas, querendo sair deste giro a direita, em que a mídia colocou o partido.

Responder

Welington Leal

10 de novembro de 2011 às 12h15

Analise perfeita!

A solução é que não está essas coisas. Dificilmente um problema educacional e cultural começa de cima para baixo.

Enfiar guela abaixo o "modo certo" de pensar acabar em merda. A revolução cultural de Mao não ensinou algo?

Interessante seria primeiro ensinar as pessoas, de preferencia, serem livre pensantes. Questionar, serem curiosos, contestadores e depois disso veremos oq acontece.

Devagar com o andor, senão logo esbarramos em uma fogueira de livros ou numa guilhotina.

Responder

Daniel Alves

10 de novembro de 2011 às 12h11

Observando os comentários deste blog, me parece que contrataram um monte de radicais de direita para aqui manifestar suas besteira.
Parece que realmente o ataque é bem orquestado.

Responder

    MataTrolls

    10 de novembro de 2011 às 14h48

    é aquele negócio:

    'Profissão:
    Nazista de caixa de comentários'.

    Os 'governos' tucanos podem se gabar que geraram e geram muitos empregos… Quantos trollxas eles não devem pagar com caixa2, né não?

Sérgio Fonseca

10 de novembro de 2011 às 10h08

OS INVASORES DA USP E O FRANKENSTEIN
Ninguém pode dizer que não vivemos dias agitados. A queda de ministros, a doença de Lula e o movimento dos estudantes na USP têm pautado de papos de mesa de bar a discussões nas redes sociais. No momento o que mais repercute é a invasão e a desocupação do prédio da reitoria da USP. E não é qualquer repercussão. …Pelo contrário, de todos os fatos que chamaram a atenção da opinião pública, a movimentação recente na USP certamente está entre os dez mais, pode-se dizer. Ódios, paixões, ranços de direita, discursos, defesa e ataque desfilaram no noticiário e nos debates (embates?) nas redes sociais. E tudo isso é a crônica de uma morte anunciada, ou de algumas mortes, simbólicas, por ora. Não há corpo para velar, mas, há uma vida, uma forma de viver. Sim, porque a universidade desistiu de sua razão de ser, que se explica por uma muito antiga conjugação de liberdade e conhecimento. Desistiu, por exemplo, de pensar e produzir a solução dos problemas que vive. Claro, pois como explicar porque uma universidade convoca o poderio policial militar para resolver suas questões políticas? A segurança e a necessidade de garantí-la não é a questão maior, nesse caso. Da forma como a invasão da reitoria foi decidida e feita resulta que a difilcudade de avaliação política da conjuntura, que o pensamento obtuso e que a infantilização da militância foram mais potentes e que fizeram vítimas, graves, no movimento estudantil e entre as expressões individuais e coletivas das forças políticas que atuam pela democratização da USP. De outra parte, está carimbado e avaliado (viva Raul!) que levantou um Frankenstein: uma universidde com cabeça ilustrada costurada num corpo de jagunço. Explico. É bem simples. A universidade produz conhecimento, a universidade forma profissionais, a universidade educa a juventude, a universidade pesquisa, a universidade reflete sobre as mais variadas questões, ela é uma cabeça inquieta. Mas, colocar a tropa de choque para agir em seu nome isola a mente, a cabeça pensante e, pior, destitui, deixa sem sentido, a condição da universidade como educadora, como escola no sentido mais amplo que essa palavra tem.
Como não bastasse esse Frankenstein, há o Charles Bronson guardado sob as camadas de cordialidade da alma do brasileiro. Dá para demonstrar em números: 1992, 111 mortos; 2011, 400 policiais para 70 aloprados; e, pela autoria do primeiro, nenhum condenado. Logo, não se estranha a antipatia geral pelos estudantes (que merecem crítica pelo erro político) e poucas ressalvas quanto à desproporção do aparato policial.
E, para prevenir, não digam que esse texto pretende a universidade como lugar de privilégios (fumar maconha como o primeiro deles). Não, mil vezes não. É outra questão. É a liberdade, estúpido! É não confundir direito com privilégio. É entender que a USP é muito grande e complexa – por óbvia que essa constatação seja – e que ela abriga de playboys a alunos trabalhadores. Portanto, para ser didático, não tome a exceção como regra, pois, nesta universidade se estuda e se trabalha muito. Ou você está pensando que aquela universidade onde a moça foi hostilizada por conta do vestido é o modelo ideal?

Responder

eunice

10 de novembro de 2011 às 09h07

Paulo Francis já escrevia para a platéia da Dora Krammer. E usava a expressão petecas da Unicamp. Lembram-se? Isso é o PIG.

Responder

    beattrice

    10 de novembro de 2011 às 11h16

    O PiG de hoje dá saudades do Paulo Francis, sinceramente.
    Piorou deveras.

Júlia

10 de novembro de 2011 às 09h04

Que texto maravilhoso! Enviem para a Presidenta, ela precisa acordar……realmente está patrocinando a VEJA, esta que a adora….

Responder

ricardo

10 de novembro de 2011 às 08h45

Seu nome saiu no Bom dia Brasil como advogado do traficante. é Homônimo mesmo?

Responder

    ricardo

    10 de novembro de 2011 às 10h41

    Azenha, postei com muita pressa, mas se vc assistir ao bom dia brasil o nome do advogado do traficante saiu com o seu nome, é sério. Luiz Carlos Azenha.

    ricardo

    10 de novembro de 2011 às 12h01

    Ele é advogado e veja o que aconteceu com ele já. http://www.memesjuridico.com.br/jportal/portal.js…

Romanelli

10 de novembro de 2011 às 07h17

Acho que o autor SÓ acertou sobre o preço da desideologização ..realmente, inclusive partindo dos que se dizem de esquerda, tá demorando pra chegar o tempo em que nossa a sociedade vai poder analisar e decidir sobre os temas de forma mais racional, mais CIDADÃ, ética e transparente, independente da côr (ou sexo) do indivíduo

..sobre o câncer – acho válido pra reflexão pensar o que seria dum presidente por exemplo se ele tivesse que ser tratado como povo, de onde ele sempre diz que veio e não esquece ..HOJE, aqui, o SUS gastou só R$ 2 bi com câncer, faltam leitos, 200 aparelhos radiológicos e técnicos especializados para operá-los, aqui os PLANOS particulares te dão "canseira quando falamos em câncer" ..hoje, aqui, um paciente do SUS demora em média 30 dias pela consulta (quando consegue), 60 dias pra inciar a quimioterapia, e médios 90 dias pela rádio ..isso se tiver sorte ..isso quando vem

HOJE aqui, aqui qdo nosso ex disse que o modelo estava "quase-perfeito", no AMAPÁ, só em 2010, 340 pessoas tiveram recomendação pra se trataram com rádio, e NENHUMA DELAS conseguiu ..morreram ..ao inferno com elas, acho que pensam

Gostaria de ver tamanha indignação quando teve a morte de Tuma e Quércia (eu não chorei não, e me acho normal)) ..ou se a turma irá chorar se um Bush ou Maluf padecerem do mesmo mal ..aposto que a maioria ainda irá dizer "aqui se faz, aqui se paga" .."Deus é grande, é pai, nao é padrasto"

Sobre a USP, lembro de que quando jovem eu ia lá pra andar de bicicleta ..a USP é aberta, tem museus, bibliotecas, até pinacoteca, equipamento radiativo, Instituto Internacional de pesquisa de ofídeos ..democraticamente seus alunos (que não são saudosistas e/ou conservadores) perceberam que aquilo é PATRIMÔNIO PÚBLICO (pago pelo pobre pra rico se divertir) ..que aquilo não pode ser de FEUDOS CORPORATIVOS como de servidores e professores, ou alunos que ainda sequer contribuíram mas que não rubram em destruí-lo ..pior, por alunos que NEM SABEM em que período aqui se deu a tal ditadura, e quais dos seus benefícios e malefícios pro povo

DEMOCRATICAMENTE a coletividade decidiu em maioria para que a cidadania ali entrasse (e isso sem coibir o debate, o ensaio e desenvolvimento de idéias e críticas, aliás como não o fazem alguns blogs ditos abertos e plurais) ..e uma turma de inconformados resolveu "revolucionar" tentando impor os seus anseios pra poderem fumar em paz

..francamente ..EU sei de mãe que esta deprimida só de ver o estado deplorável que as instalações desta universidade (eeeca) aparenta ..de como pra ela é dif´cil esquecer o dia em que depois de vibrar por sua filha ter entrada numa USP, ter de suportar o cheiro de maconha que logo no trote se podia perceber ..e tudo ali, na cara de todos ..num convívio hipócrita, insano e arrogante, num ambiente em que já podíamos mais saber o que era legal ou anarquizante

Responder

leandro

10 de novembro de 2011 às 07h05

Que inveja do Chile, ontem os estudantes de lá enfrentaram a polícia para pedir mais recursos para a educação. Os daqui….

Responder

    beattrice

    10 de novembro de 2011 às 11h13

    Os daqui como os de lá lutam pela autonomia universitária plena e o fim da ocupação militar e policial dentro do campus. Informe-se.

    leandro

    10 de novembro de 2011 às 13h06

    Não os de lá lutam pela gratuidade e uma universidade em que todos tenham acesso. Os daqui querem uma universidade em que as leis que todos temos que respeitar não sejam aplicadas a eles. Sorte que é uma minoria que nem respaldo da assembléia teve. E muito menos respaldo da população em geral, que por sinal, é quem paga o estudo deles.

    André

    10 de novembro de 2011 às 16h14

    BIcho vc é um Ogro péssimamente informado, na boa quando não se sabe sobre o que se fala, melhor é se calar.

    Vlad

    10 de novembro de 2011 às 14h28

    Isso!!!! …queremos autonomia plena já, para……..para…….para…..ah, sei lá!…esqueci.

    Ruy

    10 de novembro de 2011 às 13h59

    Se vc fosse melhor informado, saberia que os estudantes daqui só estão pedindo melhores condições para a educação tb…

    @luparime

    10 de novembro de 2011 às 14h06

    Acho engraçado!
    _
    Essa manifestação dos estudantes da USP esteve influenciando negativamente um conceito sobre protestos aqui no Brasil, como exemplo o que aconteceu na UNB. Os estudantes estavam protestando contra o novo código florestal, e a repercussão foi: Modinha, querem aparecer como os estudantes da USP ! são baderneiros desocupados, formados pela classe média sem compromisso com progresso algum.
    _
    Para pessoas que se conformam apenas com a opinião da mídia, agora todos os manifestantes são classificados como: vândalos, até de bandidos!! ( por apoiarem o consumo de drogas ilícitas e também a retirada dos PMs que reprimem o consumo e a comercialização da boa ) e até julgam vocês por estarem ai sem querer estudar e gastando dinheiro público..Blá,Blá,blá!
    – Vocês tem o direito de se manifestar, EU SEi DISSO!
    _
    Porém ser levado a sério, por um povo conservador e dogmados pelos princípios do politicamente correto, cristão e hipócrita, está mais perto do impossível.
    _
    Peço apenas que sejam mais cautelosos com a mídia, para que as pessoas não vejam-nos negativamente
    e desenvolvam outros preconceitos.

Fernando R C

10 de novembro de 2011 às 06h25

Essa turma que invadiu sim e que tem tendencia fascista.Eles que se aproveitam da USP.E vamos falar a verdade muitos de voces estavam torcendo para a policia descer o cacete e eles trabaharam bem! Nao e questao de conservadorismo, e de realismo,

Responder

    beattrice

    10 de novembro de 2011 às 11h12

    Ninguém tem tendência fascista, ou é ou não é.
    E o único fascista na foto tem nome e sobrenome, Geraldo Alckmin.

Raphael Tsavkko

10 de novembro de 2011 às 01h57

A leitura sobre a tal "esuqerda pragmática" é perfeita. Escrevi ha algum tmepo, quando dos protestos dos neonazistas na Paulista, algo que cabe perfeitamente neste momento, em que, incitadas pela mídia – mas não só – as alas mais racionárias do país saíram da toca, novametne, para criticar os estudantes e pedir uma carnificina.

Bolsonaro, neonazis e esta elite racista são reflexos da mesma moeda. E são tolerados pela "esquerda pragmática" sempre que, pontualmente, estão dispostos a apoiar o governo:
http://www.tsavkko.com.br/2011/04/os-videos-do-pr…

"Não estamos falando de um movimento ou de uma onda que surgiu agora, com Bolsonaro, mas do reflexo das eleições, em que José Serra se aliou com forças conservadoras da/e ligadas à Igreja Católica (como a TFP), atraindo outros grupos de caráter fascista para sua campanha, abrindo espaço para uma campanha baseada no ódio, no preconceito, no racismo e na homofobia. Marina Silva, a neopentecostal, foi a outra ponta de lança que, mesmo com discurso carregado de preconceito e medievalismo, conseguiu atrair parcela da classe média way of life, vazia, sem ideologia, que adotou o ecologismo – sem sequer saber do que se trata – como bandeira.

Juntos, estes dois candidatos consequiram quase metade dos votos, e também deram espaço e voz aos grupos mais conservadores da sociedade. Junte isto a uma mídia oligárquica, controlada por pouquíssimas famílias (ou por igrejas evangélicas, o que é ainda pior), com interesses próximos, senão os mesmos, que fez o possível para espalhar as mensagens de ódio o mais longe que podiam.

Assim que a eleição terminou, supostamente derrotados, os grupos oligárquicos voltaram a se mexer.

A Folha de São Paulo, o grupo de mídia mais sujo do país, em conjunto com a eternamente golpista Rede Globo, logo de cara passou a abrir espaço para que a extrema-direita manifestasse todo seu ódio contra nordestinos, pobres e afins. Não bastou a Ditabranda ou a Ficha Falsa da Dilma, Otavinho queria sangue.

Hoje, somos forçados a aguentar o mesmo discurso fascista da mídia, com um governo que nada faz para mudar a situação e com uma esquerda extremamente dividida. Enquanto isso, a direita se organiza, os neopentecostais desfilam o máximo de preconceito, racismo e homofobia que podem, e Bolsonaros ganham fama.

É hora de abrir o olho! Estamos diante do que pode ser o começo da reorganização da direita e da extrema-direita no país. Enquanto o PT caminha para o Centro e flerta com parte da direita (PSD, PP, PR, cia), a esquerda fica perdida, se batendo, sem ação."

Responder

    beattrice

    10 de novembro de 2011 às 11h06

    Vc descreveu com precisão o que se assiste diariamente no TWITTER por exemplo.
    A rede social no Brasil esta tomada pela direita, tanto que os escandalos pontificam diariamente já que demarcam seu espaço e crescem, enquanto a militancia agrupada na campanha de 2010 se defez como leite em pó graças à estratégia suicida de dona Dilma que provoca choques de opinioes também diariamente. O caso do ministro Oralando SIlva foi o exemplo mais recente.

beattrice

10 de novembro de 2011 às 01h54

O mais preocupante é que o fenomeno é internacional, a crise alimenta a direitalha.
O governo grego vira à direita, o da Espanha ameaça virar em dias, bem como o da Itália,
mais à direita ainda.
Sim, há mais direita além do Berlusconi na Itália.

Responder

FrancoAtirador

10 de novembro de 2011 às 01h39

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ATO CONTRA A PM NA USP

Dia 10/11
Hora: 14h
Local: Largo do São Francisco, Faculdade de Direito (centro SP)
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Em assembleia realizada na noite desta quarta-feira, foi aprovada pela Adusp (Sindicato dos Professores da USP),

a participação no protesto marcado para esta quinta-feira (10), às 14h, que vai acontecer no Largo do São Francisco, na Faculdade de Direito (região central de São Paulo).

Os professores apoiam o fim do convênio com a PM e a não-punição dos estudantes, de acordo com a presidente da Adusp, Heloísa Borsari. "Queremos uma discussão democrática sobre a questão da segurança", afirmou ela.

O Sintusp (Sindicato dos Funcionários da USP) também apóia os protestos dos estudantes.
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Responder

Lucas

09 de novembro de 2011 às 23h16

Muito obrigado pela recomendação, Azenha! The Century of the Self é uma das melhores e mais iluminadoras séries que eu já vi.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    09 de novembro de 2011 às 23h29

    Lucas, a gente tenta não atrapalhar; quando dá, tenta ajudar. abs

    wilson cunha junior

    10 de novembro de 2011 às 14h17

    E onde podemos achá-lo na rede Lucas? No youtube já rodou.

    @wilsoncjunior

    10 de novembro de 2011 às 14h20

    E onde podemos achá-lo na rede Lucas? No youtube já rodou.

Uélintom

09 de novembro de 2011 às 23h00

E por falar em conservadorismo mal informado, notei hoje o ódio sendo destilado, ao estilo Reinaldo Azevedo, por Dora Kramer, do Estadão.

Esta senhora, em três páginas, chama o PT de partido sem caráter, faz propaganda eleitoral explícita do PSDB, listando os "feitos" que esse partido não está sabendo valorizar, e ainda ridiculariza o Ministro Fernando Haddad sugerindo que sua atuação política provocará uma certa "graça" (de engraçado) nas eleições municipais.

Não há informação, notícia, dados apurados, nada. Mas o que enoja é a desfaçatez e o mau caratismo ao disfarçar uma opção política e partidária de "análise", ou de "reportagem". Que digam com todas as letras: "somos um favoráveis a que determinados partidos assumam o poder, e contrários a que tais e tais partidos cheguem ao poder".
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,e-a-p…

Responder

    Levy

    10 de novembro de 2011 às 07h24

    Nem leio mais as colunas desta pessoa, são sempre iguais!

Fabio_Passos

09 de novembro de 2011 às 22h16

Substituir politização por marquetagem é abdicar da verdadeira luta da esquerda: Emancipar as massas oprimidas.

Responder

    Roberto Locatelli

    10 de novembro de 2011 às 09h11

    Assino embaixo, Fabio.

    Cristina Kirchner não foi fazer omelete na tv. Aliás, não participou de nenhum "debate" do PIG. E foi eleita no primeiro turno.

    E não venham me dizer que a Argentina é diferente, que lá as pessoas estão mais à esquerda. Ao contrário, os argentinos adoram pensar em si mesmos como europeus fora da Europa. Mas são inteligentes a ponto de compreender a proposta de Cristina. Sem "marketing", sem omelete.

    beattrice

    10 de novembro de 2011 às 11h18

    VC NUNCA vai ver CFK batendo continência para militar,
    vc NUNCA vai ver militar desfilando em Buenos Aires no dia 9 de julho.
    Lá eles não saem nas ruas de cabeça erguida.
    Por que aqui é diferente?
    Quem é o presidente que vai por fim ao desfile militar de 7 de setembro?

    MataTrolls

    10 de novembro de 2011 às 14h54

    Se eu me tornar um, com certeza colocaria fim nisso. E o mesmo com o 31/3 e o 1°/4 da direita nazi-fascista.

Armando do Prado

09 de novembro de 2011 às 22h01

E muitos trolls soltos por aqui… De qq. maneira é bom não alimentá-los.

Responder

Roberto Locatelli

09 de novembro de 2011 às 21h46

Acho importante que o VioMundo e outros blogs de esquerda têm apontado as vacilações e falhas do Governo Dilma, assim como os do Governo Lula. Temos que lutar, junto com outras forças sociais, para exigir do Governo:

– que se abra a discussão sobre uma Lei Geral das Comunicações, à semelhança das que existem nos EUA, França e, agora, também na Argentina;
– que se faça uma verdadeira Comissão da Verdade, e não essa que, de tão mambembe, foi elogiada até pelo Dem;

Essas duas propostas, entre outras, não serão gentilmente concedidas pelo Governo, que é uma coalizão de forças que inclui esquerda, direita e centro. Teremos que conquistá-las na luta.

Responder

    Romanelli

    10 de novembro de 2011 às 07h28

    concordo ..só a critica (ética e centrada, HONESTA )nos libertará

    Eduardo Mendes

    10 de novembro de 2011 às 07h53

    Realmente está passando da hora do Governo mostrar realmente do que se trata a regulamentação da comunicação.

    Já faz tempo que só a grande mídia fala disso, mas com tom de que o governo quer censurar tudo. E o que só se ouve das pessoas é que o governo do PT já está censurando tudo, ignorando completamente os excessivos ataques que Lula e Dilma sofrem na imprensa.

    FrancoAtirador

    10 de novembro de 2011 às 18h36

    .
    .
    Apoiado Locatelli !!!

    Comecemos a abordagem por dados concretos:

    "Suzano Papel e Celulose faz parceria com Editora Abril"

    "Suzano compra KSR e agita o mercado de papéis.
    Monopólio será o novo desenho para o futuro"

    "Criada em setembro, como resultado da incorporação da Aracruz pela Votorantim Celulose e Papel (VCP),
    a Fibria nasceu como líder mundial na produção de celulose de eucalipto"

    "No Brasil, a distribuição de publicações impressas
    é controlada em cerca de 100% pelo Grupo Abril"

    "Apenas três famílias controlam o setor de mídia no Brasil,
    tevês aberta e fechada, rádios, revistas e as principais agências de informação:
    os Marinhos (Globo), os Frias (Folha de São Paulo) e os Mesquitas (Estadão).
    .
    .
    Assunto relacionados:

    "Papel Prensa, o fordismo nos crimes de lesa humanidade"

    "Na Argentina, Grupo Clarín perde mais uma para Cristina Kirchner"

    http://www.redebrasilatual.com.br/temas/internaci… http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMos…

    Vlad

    10 de novembro de 2011 às 19h17

    "Um líder antigo, não vou me lembrar o nome, disse o seguinte: o passado simplesmente passou'".
    Ganha uma doça de banana quem identificar o autor.

    º,..,º

monge scéptico

09 de novembro de 2011 às 21h11

O correto seria os estudantes discutirem que que quisessem, sem invadir a reitoria.
Podem denunciar cobrar e reivindicar, sem barulho,que assusta, intimida e, provoca
reações,por vezes exacerbadas.. Que queriam mesmo afinal?………………………..

Responder

    beattrice

    10 de novembro de 2011 às 01h52

    Queriam e QUEREM o fim da presença nefasta da PM no campus.
    Precisa desenhar? Com lápis de cor talvez?

    Romanelli

    10 de novembro de 2011 às 11h30

    Não ..não não

    sei de algumas faculdades que querem SIM a PM na USP, algumaS

    Minha filha mesmo me mostrou ano passado um abaixo assinado que não foi ouvido ..abaixo assinado que partiu de ALUNOS ..a petição foi abortada pelo corporativismo ..nele alunos pediam pela PM desde 2010

    a reitoria pressionada não ouviu, ficaram com medo do espírito de porco que ali ainda impera (gente, funcionário público que pensa que tudo pode fazer e querer) ..depois um estudante morreu .. e DEZENAS de outros foram assaltados

    verdade é que houve depois disso consulta, depois da MORTE dum deles, e a parte que perdeu no referendo resolveu dar UM GOLPE na opinião pública

    A USP é aberta, patrimônio de TODOS 9mais ainda de pobre que a banca com imposto regressivo) ..não é área neutra que possa ser servida gratuitamente a traficante ou a quem quer se manter em vício

Rafael

09 de novembro de 2011 às 20h59

Só acho que o uso da maconha é modo de financiar a tráfico, e financiar a violência nos morros do Rio de Janeiro principalmente. Se não existir consumir não existe traficante.

Responder

    Augusto SP

    09 de novembro de 2011 às 22h07

    o tráfico tem alimentado a corrupção em diversos níveis. A questão é que sempre houve consumo de drogas, sempre! Não sou a favor do consumo, mas a proibição é ineficaz. Em países onde houve a legalização o consumo diminuíu e o $$$ gasto com a repressão pode ser investido no tratamento das drogados. A repressão salva quem??? Coitados desses dependentes, estão todos jogados ao acaso.

    Romanelli

    10 de novembro de 2011 às 11h19

    não me parece que é isso ..aceito novas informações a respeito

    Nos EUA, na California, nunca se usou tanta maconha depois da liberação

    e a Holanda voltou a restringir em muito o que havia permitido (inclusive pq estava sendo escolhida como turismo de viciado) e os custos estavam ficando estratosféricos

    eu continuo achando que o melhor é educar pra prevenir ..e tentar descobrir que caramba de modelo é este em que vivemos (do consumismo e concorrência) que faz com que o BRASIL, um país que não esta mais em crise e já raspa o "pleno emprego", que faz com que um país como o nosso não deixe de ter o número de viciados e frustrados, seres doentes e carentes, bipolares e paranoicos, aumente a cada dia

    tem coisa de muito errado nisso ..e facilitar, ou fingir que não esta acontecendo, é um bruta dum erro

    Afinal, pq estamos cada vez mais infelizes? Pq até uma USP resolve se pedir pra ser área de salvo conduto pra traficantes? ..afinal, qual os REAIS interesses envolvidos? ..Lembra da CHINA do século XIX, escrava do ópio ?

    nota – o brasil já ultrapassou a marca de HUM milhão de viciados pelo crack

    quem explica?

    Edmar

    10 de novembro de 2011 às 19h30

    "Porque estamos cada vez mais infelizes?"? Experimenta assistir os telejornais que temos como meio de informação popular por uma semana seguida. Depois diga se já não entendeu. Vez por outra assisto todos os que posso num dia e, sinceramente, não fosse esses espaços aqui na rede, onde pode-se encontrar abordagens como essa, com comentários de gente inteligente e realmente interessada na solução dos problemas, acho que também estaria num bar qualquer pra esquecer a vida que a mídia diz que vivemos nesse país. Dá tristeza, mas nem todos têm acesso a informação como a que temos aqui e em outros "blogs sujos". Daí que só mesmo "regulando" a mídia poderemos reveter esse quadro de um país que involui intelectual e pscoligicamente a cada dia de "noticícias", mesmo crescendo populacional e economicamente.

    cronopio

    18 de novembro de 2011 às 10h25

    Caro Romanelli, no caso da Holanda, imediatamente após a legalização, houve de fato um aumento temporário do consumo. Depois de algum tempo, contudo, esse pico já havia se normalizado. É claro que esse tipo de estatística não é nem um pouco confiável, pois muita gente que utilizava essas drogas antes da legalização mas não o declarava. A lei de 1978, em verdade, não "legalizou" as drogas: com ela, "a posse e a venda de pequenas quantidades de cannabis passou a ser considerada uma ofensa menor. A lei baseia-se na separação do mercado da cannabis do mercado das drogas pesadas." A Holanda voltou a restringir o consumo porque a direita entrou no poder com o partido do Movimento de Direita Liberal VVD, do primeiro ministro Mark Rutte. Proibir os turistas de frequentarem coffe shops faz parte de uma política de xenofobiae de restrição dos direitos dos imigrantes que se difundiu pela Europa com a crise econômica. A crise, contudo, nada tem a ver com os "custos" "estratosféricos" dos consumidores de cannabis, mas com os lucros estratosféricos do capital rentista. Veja o que ocorre em Wall Street para maiores informações. Voltando à Holanda, no início dos anos 70, o governo holandês financiou dois grandes estudos sobre drogas, o relatório Baan (1972) e o relatório Cohen (1975). Ambos propuseram a legalização da cannabis. O relatório Cohen, além de rejeitar a "teoria do degrau"(teoria essa que diz que o consumo de cannabis faz com que o usuário necessariamente parta para o consumo de drogas mais pesadas), alertou para que, no contexto ilícito em que se encontravam os usuários de cannabis, poderiam de fato entrar em contacto com outras drogas.
    Sobre o combate às drogas pesadas, ele é mais do que necessário. Mas devemos ter em conta que o combate ao usuário nunca foi uma política eficiente de combate às drogas, em nenhum lugar do mundo. Criminalizar o usuário, como você sugere, é ainda pior. Não funcionou e nem funcionará em nenhum lugar do mundo. A USP tem uma relação de tolerância com as drogas leves porque foi um dos palcos da luta pela redemocratização do país. É um local onde sempre houve um consumo pequeno de cannabis por parte de alguns alunos, nenhum passou a utilizar crack depois de ter fumado maconha. A presença da PM na USP tem intuito político, tanto que a PM nem mesmo é responsável por combater as drogas. Vou te dar um conselho: desconfie da grande mídia brasileira, ela esta em poder de meia dúzia de famílias poderosas, como os Civita, que não têm nenhum interesse na democratização da informação e na difusão do livre pensamento no país.

    Alan Patrick

    10 de novembro de 2011 às 12h55

    A legalização no caso do Brasil também seria ineficaz, o Brasil não tem estrutura para enfrentar as consequêcias da legalização de mais uma droga, que caso seja "tolerada" pela sociedade vai estimular ainda mais o consumo da população. Sou a favor de que ao invés de legalizar o consumo(o que traria mais problemas socias e violência), seja aumentado nas escolas e na sociedade as campanhas de prevenção e combate ao uso das drogas. A conscientização das pessoas sobre os efeitos nefastos da droga no corpo e na mente do ser humano, ainda é a melhor arma para combater o uso!

    Rafael

    10 de novembro de 2011 às 13h54

    Augusto sinceramente vc acha que legalizar resove alguma coisa? Sem ingenuidade vc acha que o traficante não vai vender mais barato que um estabelecimento? Sempre o traifcante vai vender mais barato então não muda nada legalizar peo contrário como repreender o traficante então se é legalmente vendido?

    José Ruiz

    10 de novembro de 2011 às 17h59

    Considerando o seu raciocínio, porque traficante não vende cerveja?

    Rafael

    10 de novembro de 2011 às 19h19

    Veja quanto se ganha vendendo maconha, cocaína e crack e veja quanto ganha vendendo cerveja.

    José Ruiz

    11 de novembro de 2011 às 15h39

    bingo! É verdade.. você tem toda a razão.. tente entender agora porque a maconha custa caro, já que pode(ria) ser plantada em qualquer quintal, em qualquer casa..

    cronopio

    18 de novembro de 2011 às 10h26

    A Ambev ganha mais dinheiro do que qualquer traficante.

    Romanelli

    10 de novembro de 2011 às 07h27

    pois é ..o Discovery tem apresentado uma séria sobre "drogas" ..é fantástico, feito pela BBC ..uma série que deveria passar em toda escola, por gerações seguidas ..lá vemos do mal que a MACONHA, cocaína, ecstasy, heroína, LSD, FUMO, álcool acarretam ..tudo sem censura, se ouvindo pesquisador, autoridade e viciado

    ISSO é a educação de que falamos ..e não esta transmitida por uma "rede de TV" pública que 99.9% do povo que a paga sequer sabe o que os que estão lá fazem (politicagem e exercício de poder..claro)

    Acho interessante ver gente pedir a liberação aqui e se esquecerem de ver que os fumantes e alcoólatras, nossas vítimas que PAGAM IMPOSTO e são legais, o que eles já sofrem em serem legalizados dum lado, e HUMILHADOS, marginalizados, destratados de outro

    Pior que pedem pra eles pararem, mas não oferecem a estrutura e medicamento necessários (o SUS promete desde 2002)

    Verdade, tirando o IMPOSTO, nós não precisamos de mais drogados pelas nossas ruas ..muito menos facilitar ..claro que só gastar se enxugando gelo, depois que a droga esta na favela e o viciado fissurado, tb não adianta

    Há que investirmos em esclarecimento, esporte, artes, musica de fanfarra e bandas, ocupar a molecada, levar a verdade pra elas ..e de preferência, com o ESTADO fazendo, e não via esta ONGs bandidas e marginais que só querem saber de enricar seus "Pilantropos"

    ana

    10 de novembro de 2011 às 09h42

    você já pensou que os "donos" do tráfico podem estar em outra cidade, outro estado que não o rio de janeiro?

    Rafael

    10 de novembro de 2011 às 13h50

    O que não quer dizer nada Ana. Não importa onde está. Fato que maconha financia os traficantes. Se faz mal para a saúde ou não não me importo. Fato que o uso da maconha financia o tráfico, financia a violência. Essa violência que presenciamos é financiada pela maconha, pela cocaína, pelo crack. Traficante é consequência. Repito se não esxistir usuário não existe traficante, não existe fuzis nas favelas. Temos que ter noção que quem financia a violência é o usuário.

    Alan Patrick

    11 de novembro de 2011 às 13h20

    Rafael, vc tocou o dedo na ferida: "quem financia o tráfico e o usuário".

    Se não houvesse usuário não haveria tráfico de drogas, porque é o usuário quem dá lucro para os traficantes.

    paulo roberto

    10 de novembro de 2011 às 17h07

    O que financia o tráfico é a proibição. Se não fosse proibido, deixaria de ser "tráfico" e se tornaria comércio. Ao invés da propina para as autoridades e agentes corruptos, os "traficantes" pagariam impostos que poderiam ser revertidos em auxílio no tatamento da doença (e não crime) que é a dependência.

    Alan Patrick

    11 de novembro de 2011 às 13h09

    Se mais drogas for liberada, mais gente vai ficar doente rapidamente e sobrecarregar o SUS que, convenhamos não presta um serviço de atendimento de qualidade para a população.
    A ideia que o pagamento de impostos da droga legalizada vai melhorar o serviço de saúde e outra ilusão, já pagamos impostos suficientes para financiar uma saúde pública de qualidade, o problema e que quando boa parte desse dinheiro não e desviado(corrupção), ele vai fazer parte do superávit primário(economia para pagar juros da dívida pública) do governo.

    angelo

    10 de novembro de 2011 às 20h01

    Pesquisa recente: 73 milhões de brasileiros consomem produtos contrabandeados.

    O contrabando é a maior receita do crime organizado. Sim, gera mais lucro que drogas.

    Mercado de drogas tem menos de dez produtos. Mercado de contrabando tem centenas de produtos. Nitidamente muito mais lucrativo.

    Quem compra contrabando tem opção legal de compra.

    Maconheiro não tem.

    Cof, cof…Onde estávamos? Ah, sim…quem financia crime organizado?

    5 milhões de maconheiros comprando um único produto ou 73 milhões comprando centenas de produtos?

    Alan Patrick

    11 de novembro de 2011 às 12h57

    Angelo, vc poderia me passar a fonte que vc retirou esses dados para eu dar uma pesquisada?

    angelo

    11 de novembro de 2011 às 13h17

    Jornal do Brasil

    angelo

    11 de novembro de 2011 às 13h34

    Andrei

    12 de novembro de 2011 às 22h25

    Discurso para liberação da maconha:

    "Liberem a maconha pois somos incapazes de viver sem ela, e não nos importamos em financiar o crime organizado para obtê-la, portanto proibi-la não nos impedirá de fumá-la, nem que pessoas morram para isso. Portanto será melhor para todos se a maconha for liberada, uma vez que poderemos fumá-la em paz, sem precisar financiar o crime, mas se preparem para o aumento na taxa de acidentes de transito e internações hospitalares, uma vez que a maconha é tão inofensiva quanto o álcool e o cigarro (as drogas que mantam mais pessoas no mundo), e não esperem uma diminuição na taxa de criminalidade pois quem financia o tráfico é a cocaína e o crack. Grato pela com… compre… (como é mesmo a palavra…. esqueci!).

    Ps: Maconha não vicia. Eu paro de fumar quando eu quiser."

    Lucas

    25 de novembro de 2011 às 11h51

    Rafael, se não existir proibição não existe traficante! acho que assim é mais fácil de acabar com a violência do que desse jeito que você coloca.

mfs

09 de novembro de 2011 às 20h34

A UOL-Folha fez video-reportagem sobre socialites que debatem a corrupção e a ocupação da USP. Tá em http://www1.folha.uol.com.br/multimidia/videocast… – não sei se é só para assinante. Enfim, o tom é meio de deboche – as socialites cheias de joias que falam da mafia russa orientando os alunos da USP… No final, a faxineira limpa a porcaria deixada pela madame. OK, mas dá para considerar realmente crítica a reportagem? Ora, o que há demais no clichê da madame rica de olhos verdes e joias dizendo que vai influenciar os 400 funcionarios da sua empresa? A questão é outra! Por que sacanear essas senhoras se o que elas fazem é repetir exatamente tudo que leram e viram/ouviram na Veja, na Folha SP, no JN e na CBN? Em que é que elas são diferentes de Arnaldo Jabor, Noblat ou Fernando Rodrigues? Ou seja, a reportagem se limita a fazer graça usando o clichê e o preconceito contra elas ("socialiste cabeça vazia"). Teria realmente conteúdo se mostrasse que o que elas dizem de bobagem tá sendo repetido todos os dias nos editorais do Estadão, nas reportagens da Época, nas declarações de lideranças do PSDB. Mas aí talvez não tivesse tanta graça…

Responder

    ana

    10 de novembro de 2011 às 09h46

    fiquei com medo, muito medo de tanto botox se espalhando pelo cérebro daquelas senhoras

Operante Livre

09 de novembro de 2011 às 20h02

Além da regulação dos meios de comunicação vejo como muito eficiente a utilização da mídia para informar.
O fortalecimento de uma nova mídia, outra mídia, novos veículos, comprometida com a democracia, me parece uma ação com resultados bons e duradouros, dificilmente sujeita a golpes PIGuiáticos.

Isto não é possível sem o amplo acesso à banda larga para todos e a valorização da educação. É preciso saber ler, interpretar e escrever para que o processo educacional catalize a emancipação que desejamos e não fiquemos reféns de imagens televisivas editadas e textos encomendados por um grupo que está triste porque o Lula lê bem as legendas ocultas.

E tudo indica que o atual governo de Dilma está nessa linha de alforria.

Responder

    beattrice

    10 de novembro de 2011 às 10h57

    E novamente o caminho vem da Argentina, a TV Pública de lá é um exemplo excelente de mídia a serviço da politização do debate e de informação da população http://www.tvpublica.com.ar/tvpublica/

Fran

09 de novembro de 2011 às 19h40

Céus,medo desses neofascistas…

Responder

    Lu_Witovisk

    09 de novembro de 2011 às 22h08

    Compartilho o medo e é grande. Mas ainda somos a maioria da população, temos que reagir. Temos que cobrar mais do governo uma postura, não adianta ficarmos so aqui discutindo. Vamos entupir o email do planalto, vamos mandar cartas, alguma coisa em grupo tem que funcionar….

EUNAOSABIA

09 de novembro de 2011 às 19h39

Os estudantes da USP estão "todos" em greve, só falta combinar isso com os… estudantes da USP.

Perderam fanáticos, esse grupelho de tresloucados não engana ninguém.

Vão estudar em Cuba, Venezuela ou Coréia de Norte.

Não passam de empulhadores radicais a serviço de políticos espertalhões.

Responder

    ana

    10 de novembro de 2011 às 09h46

    você está bravinho? destilando ódio? que dó

    MataTrolls

    10 de novembro de 2011 às 15h32

    O que passa na cabeça do Eunucosabia e de outros de sua horda:

    <img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/char02112011.gif">

    MataTrolls

    10 de novembro de 2011 às 16h46

    Não me negativa não, Eunucosabia… Só pq tem ignorância, reacionarismo, senso-comum, sadismo, preconceito, perversidade e rancor na sua cachola, não precisa colocar o polegar pra baixo. Use isso tudo e… me desqualifique! :D

    MataTrolls

    10 de novembro de 2011 às 16h53

    Ah, já tava esquecendo, Eunucosabia: Dia 15 tem a Marcha contra a corrupção [dos outros – MataTrolls]. organizada e patrocinada pelos honestíssimos PSDB e Dem e amplamente divulgada e apoiada pelo Pig.
    Mas só vá se vc nunca furou um sinal vermelho, nem parou sobre faixa de pedestre, nem estacionou em lugar proibido, vaga de deficiente ou idoso, nem se vc já fez gato na declaração de renda pra conseguir mais restituição ou pra se livrar de imposto. Se já pagou cervejinha pra algum fiscal ou policial tb não pode ir, viu?
    E se o negócio é não estar a serviço de políticos espertalhões, não vá, visto que os patrocinadores dessas Marchas-merchan são bem isso aí…

    Mas se for mesmo, lembre-se: Vá e leve sua suástica.

    :D

    paulo roberto

    10 de novembro de 2011 às 17h03

    Muito bem eunãosabia, você é o cara! Suas palavras e argumentos não têm comparação.

damastor dagobé

09 de novembro de 2011 às 19h19

1- essa mídia não inventou os brasileiros…os brasileiros inventaram "essa mídia".
2-a mídia não obriga motoristas-terroristas acelerarem seus possantes e arrancarem assim que a velhinha põe o pé na faixa para atravessar a rua, como fazem.
3- a mídia não mata 100.000 brasileiros ao ano..Brasileiros matam..e aí entra uma simetria que me delicia.
Desse total metade é morta por medioclassistas com seus bólidos e a outra metade é morta por pobres com facas e revolveres. Nada como a beleza da harmonia da convivência das classes.

Responder

    Romanelli

    10 de novembro de 2011 às 07h35

    ahhh, mas que a mídia inventou esse tal de "motoristas terrorista", inventou !!

    damastor dagobé

    10 de novembro de 2011 às 12h09

    talvez tenha razão no unico sentido que posso imaginar: quando o finado Ayrton Senna (nosso unico heroi moderno, que no fim das contas era apenas um motorista, e nem dos melhores pq morreu de acidente de transito)..como ia dizendo, quando o finado ganhava uma corrida, geralmente nos domingos, no Brasil, as mortes por atropelamento dobravam..por espirito de imitação, por senso de manada, de colmeia que é muito tipico de nossos conterraneos..muitos iam dessa pra melhor mais cedo.

    Romanelli

    10 de novembro de 2011 às 18h57

    a maioria das mortes por atropelamento em SP ocorrem por pedestres alcoolizados ..atravessando FORA da faixa e em local inapropriado ..de roupas escuras e a noite

    TODO motorista é um pedestre ..não tem o pq eu puxar sardinha

    verdade é que em SP por ex, com essa lei da FAIXA a prefeitura arrumou mais uma fonte de renda ..e tenta achar um culpado pra sua incompetência

    A maioria das nossas faixas estão em PONTOS CEGOS ..logo após as curvas ..hoje o transito esta emperrado devido a excesso de semáforos ..o stress domina ..o pedestre também avança e abusa

    questão de física, é mais fácil eu parar um pedestre do que deter um carro ..a cidade não foi planejada pra isso ..devido ao atraso de outras soluções (transporte urbano de boa qualidade, carros compactos, decentralização de emprego etc) a prefeitura insiste em remendar o que não tem concerto ..não por este caminho

    resultado ..tá difícil ficar nos adaptando a todo momento

    a propósito, como exemplo, o que foi lançado como salvação, as faixas exclusivas pra MOTO, com direito a carnaval na mídia, hoje já esta provado que não deu certo ..e a prefeitura dos experimentalistas demonistas já anunciaram que elas sumirão

    que beleza ..planejamento público é isso ..ainda mais se feito com dinheiro do povo

    abra

    Victor

    29 de novembro de 2011 às 13h06

    E óbvio que tudo isso se deve à natureza humana, que é naturalmente perversa e competitiva.

    Pior ainda é quando essa natureza humana é potencializada pela também natural preguiça e burrice do povo brasileiro, que comparado com os povos europeus é como uma macaca chita ou coisa parecida.

    Por isso que eu queria ir embora daqui, esse país é um lixo e sempre vai ser, porque o POVO é um l[ixo…

    […]

    [IRONIA MODE OFF]

    O povo, as pessoas, vivendo em sociedade, são moldados SIM por essa sociedade. A suposta "natureza humana" é um mero, e pouquíssimo determinante, pano de fundo de como serão a personalidade e as características desse ser humano. Se a mídia existe em todas as casas de brasileiros que tenham aparelhos de TV e se ela deliberadamente dissemina um certo tipo de visão de mundo e "filosofia de vida", é mais do que evidente que essa ideologia vai SIM influenciar nossos filhos, vai SIM permear a sociedade, vai SIM influenciar na vida de todas as pessoas, desde o papo no bar com os amigos na sexta-feira à noite até leis e políticas públicas.

    Inclusive, a noção de que o brasileiro é um povo escroto por tradição é completamente atestada pela ideologia média vigente. A Antropologia e seus estudos vêm sistematicamente ao longo dos anos de pesquisa derrubando um a um essas teses e conceitos de "natureza humana".

Antonio

09 de novembro de 2011 às 19h11

Acho que essa temática deve ser aprofundada na questão do desmanche social que a direita neoliberal faz nos estados onde governa, com a desestruturação da família pela droga, com a desestruturação individual do jovem através do oferecimento de uma Educação perniciosa que joga o jovem da periferia no analfabetismo funcional e o treina para achar que estudar não vai levá-lo a nada, como de fato não o leva. Além disso, o Estado, que não protege o cidadão, joga esse jovem da periferia no redemoinho da violência e do preconceito, gerando mais violência, segregação, medo e retração. Por outro lado, temos os alunos das escolas particulares, da pré escola à universidade, que são treinados a serem conservadores todo dia. Seus professores analfabetos políticos ou ideologicamente deformados, fazem esses alunos acreditarem que as safadezas da direita neoliberal estão corretas. E os que não têm uma bagagem de casa e o menor senso crítico acabam entrando nessa conversa ideológica sem fundamentação social coerente, a não ser se for embasada pela corrupção e pela vantagem individual dos sujeitos ligados aos esquemas escusos que saqueiam o Estado e cerceiam direitos. Está na hora de haver uma séria discussão de como combater esse desmanche social.

Responder

    Lu_Witovisk

    09 de novembro de 2011 às 22h11

    Estamos numa sociedade onde muitos acreditam que: "o mundo é dos espertos" e "os fins justificam os meios" como reanimar valores?? o dia que descobrirmos como fazer isso, salvamos o mundo.

Eduardo de Barros

09 de novembro de 2011 às 19h05

Até quando essa esquerda neoliberal ficará a ver fantasmas por trás de qualquer matéria na imprensa? Até quando usará o adjetivo PIG para desqualificar os opositores desse governo do grande capital financeiro? Nem todas as críticas são conservadoras e a interdição do debate dessa forma é a principal causa da miopia política de nossa população. Porque é um absurdo pedir para que Lula se trate no SUS, se ele mesmo disse que faria isso? Será ele um ser humano melhor do que os demais brasileiros? É essa a tese do PT? Iguais pero no mucho…aí está a raiz da desconfiança que muitos cidadãos nutrem pelo partido. Como confiar em um socialista que estabelece distinção de tratamento entre uns e outros? Do jeito que está quando a direita raivosa colocar as tropas nas ruas será como em 64: sem reação, sem povo na rua, sem dispositivo militar. O governo PeTista é um castelo de cartas é só observar o IDH, a taxa de juros, a dívida pública e a situação calamitosa da saúde e da educação. Só não vê quem está atado ao governo por interesses particulares e financeiros.

Responder

    Mauro Silva

    09 de novembro de 2011 às 21h35

    Sinceramente?
    O Lula como ser humano deve se tratar com médicos.
    Já para vc, barros, o profissional indicado é um veterinário.

    barbazul

    10 de novembro de 2011 às 07h36

    "esquerda neo liberal"???
    "Até quando essa esquerda neoliberal ficará a ver fantasmas por trás de qualquer matéria na imprensa? Até quando usará o adjetivo PIG para desqualificar os opositores desse governo do grande capital financeiro"????
    ai…ai….ai….quem foi mesmo que disse que alfabetização precaria é pior que nenhuma alfabetização????

    Jairo_Beraldo

    10 de novembro de 2011 às 10h56

    Barros, estou mesmo, de verdade, com inveja dos gregos.

    Olha só: "Papademos é nomeado novo primeiro-ministro da Grécia".

    Com um PapaDemos aqui no Brasil, acabam-se os "fantasmas"!

    Almir

    10 de novembro de 2011 às 18h11

    Enquanto o Nordeste cresce a taxas superchinesas, São Paulo desliza velozmente no tobo-esgoto (tudo uma questão de opção dos respectivos habitantes). Graças à "esquerda neoliberal".

paulo tenório ramos

09 de novembro de 2011 às 18h04

Antes das eleições de 2010,a atual presidente ,na época canditata ao cargo ,estava na mesma situação de Lula hoje e em nenhum momento vimos tal preconceito ou agressão a ela. E se o Lula estivesse na mesma situação da Dilma antes das eleições, haveria tal preconceito?È óbvio que não,e isso prova o perigo e o estrago que essa mídia nativa fes e esta realizando na cabeça dos menos esclarecidos ,propagando todo tipo de ódio ,além dos interesses que ela esta por tras.

Responder

    EUNAOSABIA

    09 de novembro de 2011 às 19h41

    Nós e eles, ricos e pobre, pretos e brancos.

    Quem foi que pregou essa separação durante oito anos em cima de um palanque?

    VNEN.

    Romanelli

    10 de novembro de 2011 às 07h34

    pois é ..são os MALDITOS marqueteiros, tipo Gobles, infernizando toda uma Nação com suas falsas bandeiras e campanhas "chiclezinho" ..eu lembro de um milionário, o DUDA, e você?

    Fico imaginando o quanto já poderíamos ter evoluído se ao invés desas abjetas cotas RACISTAS nós já tivéssemos adotado as COTAS SOCIAIS ..só na USP, a esta altura, 3/4 das vagas já seriam de pobres ..enquanto hoje nem 10% é de negro

    e agora a moda não é mais olhos azuis e castanhos, pobres versus ricos ..agora é homem versus mulherrrRRRRR

    eu nunca vi isso, o BRASIL é mesmo um país da JABUTICABA ..aqui deve ser caso único no mundo aonde humanistas que se dizem socialistas acabam vendo o HOMEM não pela essência, mas sim pela aparência

    ..me tira o tubo ..tanta ignorância assim, acho que nem no Gabão

    beattrice

    10 de novembro de 2011 às 11h19

    Respeite o Gabão.

    MataTrolls

    10 de novembro de 2011 às 14h53

    Então, vista sua camisa preta, coloque sua suástica bem bonita e vai pra rua pichar muro, seu nazi. Tá insatisfeito? muda pra Alemanha ou pra Áustria.

    Romanelli

    10 de novembro de 2011 às 19h04

    pelamordeus matador

    vai estudar primeiro o significado da palavra racista

    eu aqui proponho um plano HUMANISTA e cidadão ..que não escolhe de raça ..nem pro bem nem pro mal (tipo NAZISTA) e vc inverte a minha tese e me chama do que não sou, e do que combato (racista é racista, não importa se preto contra branco, ou branco conta preto)

    OLHA, 90% dos pobres deste país são pretos e pardos ..e não por racismo, mas por outros motivos que não vou explicar agora ..se as vagas na USP fossem reservadas, ano a nao, curso a curso, proporcionalmente a alunos de escola publica de acordo com a procura (90% do 2o grau) – inclusive pra médico e engenheiro, e não só pra professor de história como hoje – ..isso, mais ajuda de custo e cursinho gratuito ..potencialmente teríamos 80% de pretos e pardos lá ..já fez as contas quanto isso dá?

    e isso com JUSTIÇA, por mérito ..sem EUGENIA ..nadica de revisionismo demagogo (que pune inocente por pecado de morto) ou ira e revanchismo de "sofredores" que nem estavam la´ ..mas que hoje querem mamar

    abrá

    MataTrolls

    11 de novembro de 2011 às 08h50

    Muito agradecido pela sua participação. Concordo em tudo com você.

    pedro

    10 de novembro de 2011 às 09h24

    falou tudo amigo!

    ana

    10 de novembro de 2011 às 09h40

    você

    André

    10 de novembro de 2011 às 16h10

    KKKKKK, vcs do PSDB idiota, Brasil Azul e Brasil Vermelho, os "esclarecidos" de São Paulo e os ex miseráveis do Nordeste, vcs que que se contentam morar no estado mais rico da nação e mesmo assim paupérrimo em educação pública, segurança pública, saúde pública, estado mínimo, vcs são uma piada, rrssrrssrrss!!!

    Rafael

    10 de novembro de 2011 às 19h18

    Quem criou essa separaçã com certeza é a direita. Sempre foi assim, com Getúlio Vargas e pouco antes de 1964.

Lu_Witovisk

09 de novembro de 2011 às 17h42

Excelente!! Não há como lutar contra a maré cheia do conservadorismo sem democratização dos meios. Será que ninguém do governo percebe o buraco que estamos enfiados?? E a cartilha do exercito? Temos que ficar de olho!!

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