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Diário da Resistência


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Sérgio Fonseca: Cabeça ilustrada em corpo de jagunço


10/11/2011 - 11h47

OS INVASORES DA USP E O FRANKENSTEIN

por Sérgio Fonseca, via Facebook

Ninguém pode dizer que não vivemos dias agitados. A queda de ministros, a doença de Lula e o movimento dos estudantes na USP têm pautado de papos de mesa de bar a discussões nas redes sociais.

No momento o que mais repercute é a invasão e a desocupação do prédio da reitoria da USP. E não é qualquer repercussão.

Pelo contrário, de todos os fatos que chamaram a atenção da opinião pública, a movimentação recente na USP certamente está entre os dez mais, pode-se dizer.

Ódios, paixões, ranços de direita, discursos, defesa e ataque desfilaram no noticiário e nos debates (embates?) nas redes sociais.

E tudo isso é a crônica de uma morte anunciada, ou de algumas mortes, simbólicas, por ora. Não há corpo para velar, mas, há uma vida, uma forma de viver. Sim, porque a universidade desistiu de sua razão de ser, que se explica por uma muito antiga conjugação de liberdade e conhecimento.

Desistiu, por exemplo, de pensar e produzir a solução dos problemas que vive. Claro, pois como explicar porque uma universidade convoca o poderio policial militar para resolver suas questões políticas?

A segurança e a necessidade de garantí-la não é a questão maior, nesse caso. Da forma como a invasão da reitoria foi decidida e feita resulta que a dificuldade de avaliação política da conjuntura, que o pensamento obtuso e que a infantilização da militância foram mais potentes e que fizeram vítimas, graves, no movimento estudantil e entre as expressões individuais e coletivas das forças políticas que atuam pela democratização da USP.

De outra parte, está carimbado e avaliado (viva Raul!) que levantou um Frankenstein: uma universidde com cabeça ilustrada costurada num corpo de jagunço. Explico. É bem simples. A universidade produz conhecimento, a universidade forma profissionais, a universidade educa a juventude, a universidade pesquisa, a universidade reflete sobre as mais variadas questões, ela é uma cabeça inquieta.

Mas, colocar a tropa de choque para agir em seu nome isola a mente, a cabeça pensante e, pior, destitui, deixa sem sentido, a condição da universidade como educadora, como escola no sentido mais amplo que essa palavra tem.

Como não bastasse esse Frankenstein, há o Charles Bronson guardado sob as camadas de cordialidade da alma do brasileiro. Dá para demonstrar em números: 1992, 111 mortos; 2011, 400 policiais para 70 aloprados; e, pela autoria do primeiro, nenhum condenado. Logo, não se estranha a antipatia geral pelos estudantes (que merecem crítica pelo erro político) e poucas ressalvas quanto à desproporção do aparato policial.

E, para prevenir, não digam que esse texto pretende a universidade como lugar de privilégios (fumar maconha como o primeiro deles). Não, mil vezes não. É outra questão. É a liberdade, estúpido! É não confundir direito com privilégio.

É entender que a USP é muito grande e complexa – por óbvia que essa constatação seja – e que ela abriga de playboys a alunos trabalhadores. Portanto, para ser didático, não tome a exceção como regra, pois, nesta universidade se estuda e se trabalha muito. Ou você está pensando que aquela universidade onde a moça foi hostilizada por conta do vestido é o modelo ideal?

*Sérgio Fonseca é professor da Universidade de São Paulo

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59 comentários

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cronopio

18 de novembro de 2011 às 13h39

Apenas uma informação, pessoal: a assembléia da Física foi interrompida pela entrada de um aluno armado de uma pistola automática. O aluno ora manuseava a arma em seu dedo indicador, ora a colocava sobre seu colo. A assembléia julgou ser uma atitude de intimidação que colocava em risco a vida de todos os presentes e achou por bem interromper a assembléia. Soube-se, posteriormente, que o aluno é policial (ainda não sei se estudante da polícia ou policial profissional).

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Juan

13 de novembro de 2011 às 06h28

peguei esse comentário no cartamaior que eu achei muito interessante e que reflete minha opinião sobre o caso.

"É muito comum em alguns movimentos que apenas se dizem sociais a seguinte questão: se faz uma baita bobagem por interesses completamente mesquinhos e depois se busca justificativas outras de maneira a tornar algo "político". Havia problemas de segurança na USP. Seu reitor, para solucioná-lo, fez um convênio com a Polícia Militar (que é quem faz e pode fazer patrulhamento ostensivo no Brasil). A polícia faz o que tem que fazer: enquadra os criminosos, sejam o riquinhos estudantes da USP, bolsistas ou bandidos que estavam lá. Pegaram 3 vagabundos fumando maconha (alimentando o tráfico, convenhamos, quem consome é tão culpado de todas as atrocidades que o tráfico faz quanto os traficantes – que só existem em função do consumo). Enquadraram os caras, tal qual (ou até mais brandamente) fariam com qualquer vileiro. Aí os estudantes se revoltam. Afinal, ser alvo da polícia é coisa de pobre, não? Mas; ao invés de assumir sua postura ridícula, elitista e preconceituosa; nossos amáveis estudantes começam a tentar legitimar o movimento com outras questões que em nada tem haver com o real fato que levou-os a invadir a reitoria: falta de democracia na universidade, truculência policial, etc. Tudo besteira e uma tentativa fútil de mascarar seus reais motivos: não querem ser tratados como qualquer outro brasileiro. Afinal, na USP a polícia não pode fazer o que faz na Rocinha; não com os filhinhos da mommy. A polícia é truculenta. Usa a força além do necessário. Tudo isso é verdade. Mas só gera tanta revolta quando isso impede a elite de fumar o seu baseado. Para não passar em branco: gostei das propostas de segurança alternativas. Mas tudo antes disso é hipocrisia e elitismo.

por Lucas Gutierrez"

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SILOÉ-RJ

11 de novembro de 2011 às 04h35

Azenha ou Conceição:
Tem como resgatar para corrigir ou cancelar, um comentário quando a gente erra, como no face???

Responder

    Conceição Lemes

    11 de novembro de 2011 às 09h36

    Siloé, posso deletar. Aí, vc posta do jeito que tem de ser. Que tal? Apenas me diga qual é o comentário. bjs

    SILOÉ-RJ

    11 de novembro de 2011 às 12h29

    Foi o que postei para o Rorschach. Obrigada.

Elke di Barros

11 de novembro de 2011 às 01h31

Então, tem mais essa: Embaixador americano ofende o Brasil
http://www.ciranda.net/fsm-dacar-2011/article/emb…

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dukrai

10 de novembro de 2011 às 17h25

eu também sou muito ruim na análise de conjuntura e me falta, ainda e anterior, capacidade de análise de estrutura, daí eu fico vendo só se deu certo ou errado. pra compensar esta minha ignorância fico lendo as idéias dos outros e aí é que eu me lasco todo porque um cara sabido como este professor diz que o trein deu errado e tamos vendo que deu certo. quando o técnico do Galo mexe no time e dá errado, todo mundo grita e ás vezes ele muda de idéia. Foi assim contra o Grêmio, tirou o André, atacante e o Grêmio, com dez, ferveu em cima. tornou a mudar e botou o Marquinhos Cambalhota, atacante, que está um ano parado, e pimba, fez 2×0 e acabou com o jogo.
é claro que o professor não vai perder o seu tempo de ficar lendo essas abobrinhas e muito menos mudar de ideia, mas aquele bando de infantis e obtusos, como ele mesmo classifica os invasores da reitoria, chutaram a bunda do Frankstein, ou o balde, ou o pinico, ou aquela lista todo que boto sempre aqui. O que aconteceu? Segundo o mesmo professor, "de todos os fatos que chamaram a atenção da opinião pública, a movimentação recente na USP certamente está entre os dez mais, pode-se dizer."
ô véi, vou chamar uns companheiros e invadir a reitoria da UFMG, a PM tá lá de véia, se fosse aluno já dava pra formar umas duas vezes. alguém topa ir junto?

Responder

    Pedro

    10 de novembro de 2011 às 19h40

    Ótimo argumento, mas o que vc quis dizer?

    Conceição Lemes

    10 de novembro de 2011 às 20h10

    Pedro ou Ricardo, decida-se!!!!!!

    Ricardo

    10 de novembro de 2011 às 21h39

    Conceição, e o que isso vai influenciar no debate? Meu nome é Pedro Ricardo. Cuidado com o estresse, pra quê essa patrulha toda?

    Conceição Lemes

    10 de novembro de 2011 às 21h45

    Ao usar nomes diferentes passa a ideia de que são pessoas diferentes opinando da mesma maneira sobre o tópico. Dá uma ideia de diversidade. O que não é verdade. É uma questão de respeito com todos os leitores. Disso nós não abrimos mão. abs

    Ricardo

    10 de novembro de 2011 às 21h56

    E vc acha mesmo que esse blog somente pode aceitar ideias únicas? O contraditório não é bem vindo?

    cronopio

    11 de novembro de 2011 às 19h10

    O Troll está nu!

mello

10 de novembro de 2011 às 16h52

Se for estudante, professora ou pobre o governo e a pm paulistas teem uma ação padrão: baixar o cacete.

Responder

    Cenossaum

    11 de novembro de 2011 às 11h58

    é a aula de democracia dos Professores Geraldinho & Grandino

FrancoAtirador

10 de novembro de 2011 às 16h23

.
.
Militares são preparados para a Guerra,

não para proteger cidadãos e cidadãs.

Não é por acaso que, como organização, a Polícia Militar,

ainda que esteja subordinada ao governo estadual,

é uma força auxiliar e reserva do Exército Brasileiro.

Está mais que na hora das Forças Armadas voltarem-se para fora,

não para dentro do Estado Brasileiro, especialmente universidades.

Os militares brasileiros continuam procurando pêlos subversivos

em ovos preconceituosamente considerados por eles podres.

DITADURA MILITAR NUNCA MAIS !!!
.
.

Responder

    Pedro

    10 de novembro de 2011 às 16h27

    Que ditadura? Até parece que vc está com saudades daquele tempo.

    FrancoAtirador

    10 de novembro de 2011 às 17h38

    .
    .
    Sentiu na carne, Cabo Pedro ?
    .
    .

    Cenossaum

    11 de novembro de 2011 às 11h56

    E agora me diga: como é que o Núcleo de Estudos da Violência, o de Consciência Negra poderão desenvolver propostas de segurança que nos livre da existência da PM estando sob a mira dos seus fuzis.

    Se você for um mestrando de história vai levantar documentação da máquina estatal de tortura que a PM desenvolve desde a sua criação e funciona até hoje, os grupos de extermínio, com os coxinhas de posse do número de seu alojamento?

    FORA PM da USP é condição necessária para tirar a PM e seus métodos do Brasil.

Jair Almansur

10 de novembro de 2011 às 15h48

Caro professor 400 policiais para 70 aloprados. Isso é ação desproporcional é técnica policial para dissuadir resistência e evitar embate com feridos e mortos. Eu como contribuinte gostaria de saber quem paga esses quatrocentos. A trezentos Reais cada um são R$ 120.000 mais custas judiciarias chegamos facilmente aos R$ 150.000 (dá para construir meia dúzia de creches) ou 15 casas de periferia. E mãis: milhões de paulistas não veem um só polícial quando necessitam e o governo designa todo um batalhão para proteger sua 'elite branca' contra pretos e pobres. Na minha opinião a USP se quiser que faça sua própria segurança com os dez porcento do ICMS que nos toma, e que nos pague quando chamar a polícia. Já pensou se a moda pega, todas as demais universidades vão querer batalhões gratuitos em seus campi. Todo mundo perguntanto se uspianos querem ou não policiais estaduais. Só não se pergunta se o contribuinte quer designá-los para ali. A minha resposta é NÃO.

Responder

Felipe

10 de novembro de 2011 às 14h59

Que preconceitozinho arrogante, hein?

"Ou você está pensando que aquela universidade onde a moça foi hostilizada por conta do vestido é o modelo ideal?"

De fato não existe nenhuma diferença entre a revolta dos estudantes da UNIBAN, que se colocaram (ridiculamente) contra o uso de um micro-vestido por uma garota feia e pobre (e depois as razões foram convenientemente transformadas num arcaico código de conduta de vestimentos 'na verdade eles acharam que na faculdade não se pode usar trajes impróprios, por isso eles se revoltaram' (o que é pior ainda), e os alunos da USP que se revoltaram contra o indiciamento (não prisão) de três estudantes que cometeram o crime de uso de entorpecentes (e depois tudo isso se transformou numa 'batalha ideológica' contra a presença da PM no campus, mas só depois!! Sendo aidna que amaioria dos estudantes QUEREM a PM no campus). De fato não vejo diferença alguma.. A USP não é especial, simplesmente pq. seu alunato (em sua vasta maioria) está mergulhado nos mesmos princípios que regem o capitalismo egoístico mundial : Querem uma boa carreira, querem seu prazeres satisfeitos, não se importam com a vontade dos outros.

Entram na faculdade via cursinhos caros, têm sua vida em cor de rosa, são o rogulho do papai e da mamãe, não fazem trabalho social, adoram os estudantes de antigamente que tiveram que lutar pelos NOSSOS direitos democráticos (tem uma fantasia romântica a respeito disso, não entenderam o quanto foi difícil e árdua aquela luta). Não vêem (e nem tem saco) pra se revoltar por causas supra-individuais (quando o metrô foi negado no campus da USP, não houve ocupação nem da amarelinha desenhada no pátio). A consolidação da democracia cominada com o espírito do liberalismo norte-americano, do capitalismo apaixonante deixou órfão o nosso alunato universitário… Hoje, a Universidade deixou de ser um centro de debates, de ideologias, de idéias políticas (volto a dizer, a maioria dos alunos da USP querem a PM no campus, pq. é mais seguro PRA ELES). Grupelhos de pouca expressão tomam esse vácuo e 'lutam' contra o capitalismo, enquanto usam moletom da GAP. Se acham no direito, pois são especial… Tem o direito de ter 'liberdade', como informou o obtuso professor acima, esquecendo que liberdade é limitada pela liberdade dos outros, ainda mais em se tratando de uma universidade pública. Não, o USPIano não é especial, o solo da USP não é sagrado… Já foi, nos tempos mais sombrios do nosso país. Hoje a maconha nossa de cada dia é mais importante e a única capaz de levantar o 'gigante adormecido' e fazê-lo enfrentar a PM como nos bons e velhos tempos….

Responder

    Cenossaum

    10 de novembro de 2011 às 15h59

    Definitivamente você não leu o texto ou não entendeu. Lutamos por muito mais do que fumar maconha, que de toda forma é muuuuuuuito mais digno do que lutar para uma mina se vestir comportadamente.

    E outra: você já foi na feira da madrugada? Sabe quanto custa um moleto da GAP por lá… dá pra comprar até com o dinheiro de fome da bolsa-trabalho da usp.

    Seus argumentos têm a profundidade do furinho de um dvd pirata do tropa de elite.

    Felipe

    10 de novembro de 2011 às 17h03

    Acho que vc não leu oq escrevi, mas representa exatamente oq eu quero dizer. O egoísmo que impulsiona o uspiano a se sentir 'especial' é o mesmo que faz com que vc, tranquilamente, ache normal comprar um GAP falsificado, cometendo mais um delito… Eu não disse que a luta é só pra isso, mas que oq impulsionou foi isso. Pode dourara a pílula o quanto vc quiser, mas oq trouxe essa discussão foi a mobilização (antidemocrática, diga-se de passagem) por conta da posse de entorpecentes. O foco é que as universiades brasileiras deixaram já há muito de ser um local de pensamento progressista…. Pior ainda, no meu ver, um cara querer ter um moleton da GAP e ir na feira a noite comprar um falsificado.. E ainda pior quem acha isso normal… Vc representa exatamente oq eu digo. O meu é meu, eu posso, eu posso, o resto que se lixe. A luta pela 'desmilitarização' da USP pode até ser realmente correta, mas o verniz que a própria mídia joga é outro. E como têm sim um fundo d verdade, ninguém toca no ponto. Diz aí, vc concordaria com a saída da PM se a faculdade tomasse em suas mãos, de forma EFICIENTE o combate a TODOS os crimes na USP, inclusive a posse de entorpecentes e a compra de moleton GAP falsificado?

    Patético… Váo fazer um trabalho social, vão lutar a favor de uma maior integração da USP com a comunidade SEM prcisar de um factualzinho como a prisão de maconheiros… Nosos estudants lutaram pra caralho pra que pudéssemso ter uma democracia, mas se esse povo estivesse lá na época, estaria provavelment no CCC do Mackenzie, com seus moletons GAP falsificados… Falta total de visão… Mas obrigado, vc ilustrou oq eu queria dizer. Continue sonhando com seu moleton GAP, se não puder tê-lo, compre falsificado. O importante é ter a marca. Liberalismo americano fodeu com a nossa juventude…

    cronopio

    11 de novembro de 2011 às 09h40

    Caro Felipe, desculpe, mas não concordo nem um pouco com o que você acaba de dizer. Em primeiro lugar, acho que sua argumentação vem eivada de clichês. Dizer que comprar um moletom falsificado da GAP é crime, por exemplo, é pura demagogia. Por que? Bom, não apenas desvia o foco da questão como passa por cima do fato de que a GAP e outras marcas exploram trabalho infantil (vídeo que mostra GAP explorando trabalho infantil http://www.youtube.com/watch?v=m94ITy7yjbg). Essa não é a questão que estamos debatendo, é apenas uma maneira de desqualificar o estudante. Argumento "ad hominem", típico do que acontecia na ditadura, aliás, quando os estudantes também eram chamados de "delinquentes", "filhinhos de papai", etc. Ora, os estudantes não são heróis, não são bonzinhos ou malvados, o que deve ser julgado é o significado político de suas ações. As ações dos estudantes, que você chama de delito, são resoluções tiradas em assembléias abertas, nas quais todos tem direito a fala e ao voto. É sim fundamental elabora um plano de segurança para a universidade, mas isso ainda é pouco. A principal questão, aliás, não é apenas a desmilitarização da USP, mas a necessidade de acabar, de uma vez por todas, com dispositivos de poder forjados pela ditadura militar, entre os quais: a inexistência de eleições representativas para Reitor, a ingerência do Governo estadual nesse processo de escolha e a não-revogação do anacrônico regimento disciplinar de 1972. A própria existência de uma corporação que possui em seu brasão uma estrela para cada massacre popular, inclusive uma para o que chamam de "revolução de março de 64" deve ser amplamente questionada. De algum modo, isso me parece mil vezes mais importantes do que comprar moletom falsificado e tirar da GAP seus preciosos royalties. A presença da PM no campus já ocorria quando se tratava de punir delitos comuns, a novidade é a instauração de uma polícia política, que conta com agentes disfarçados, infiltrados no Cruso, no ME e entre os funcionários (muitos já descobertos) e persegue acintosamente os estudantes. Uma democracia não é compatível com polícia política, em nenhum lugar do mundo. Grato.

    Felipe

    11 de novembro de 2011 às 11h04

    Cronopi, entendo oq vc diz, mas creio que vc não pegou o espirito da coisa. O ponto principal é o fato de se reinvidicar uma "zona de exclusão" na USP (pq a Usp é especial, não é como a Uniban). Fora a arrogancia e o preconceito, temos que o alunato " luta" direitos nobres e reais que mascaram vontades e egoísmos. A prenença da PM no campus é discutível, mas oq não é discutível é o fato de que não se pode cometer crimes na usp pq a usp e melhor que o resto do país. O moleton da GAP não é uma argumentação "ad hominem" (nao critico a ideia do fulano atacando sua pessoa) mas uma demonstração de que não há liame algum entre a "ideologia" preconizada e o sentir. Ora, ele " luta" pela "liberdade", contra a manipulação das mídias e usa um moleton da GAP???? Crime e contravençao devem ser coibidos em todo o solo nacional, independente das discussões sobre a PM ou descriminalizção da maconha. Nosso amigo que acha natural não só usar um gap falsificado, como fumar maconha no campus perde toda a moral diante da sociedade para exigir a saída da PM. Com razao a sociedade acha que tudo isso não passa de uma luta de mimados por seu vício. Se querem levar a sério essa discussão, sejam claros: Provem que essa luta não tem nada a ver com uma verfonhosa croação de uma "zona de exlcusão da legalidade" e peçam a saída da Pm dando garantias de que todos os crimes e contravencoes no solo uspiano serã punidas, de maneira exemplar e legal.

    cronopio

    11 de novembro de 2011 às 12h42

    cronopio

    11 de novembro de 2011 às 14h54

    Felipe, para entender melhor as reivindicações do movimento, basta ir a uma assembléia. As assembleias são abertas e qualquer um pode participar. Lá você vai perceber que a questão da maconha não faz parte das reivindicações do nosso movimento. Nós somos contra uma política de tolerância zero em todo o país, não obstante, consideramos mais do que necessário zelar pela segurança no campus. Acho que a questão da legalização das drogas tem que ser discutida dentro e fora da USP, sem exclusividade de um espaço sobre o outro. Nesse mesmo quesito, contudo, preocupa-me muito mais o uso de estimulantes como cocaína e "ecstasy" nas danceterias da cidade, com o qual a PM tem sido conivente. Sei que as festinhas fechadas da Rede Globo são regadas a cocaína. Por que a PM não faz uma batida lá? Enfim, a luta não é por uma "zona de exclusão da legalidade", como diz o texto, manifestamo-nos sim contra a presença de uma "polícia política" dentro da universidade, instalada sob pretexto de aumentar a segurança no campus. Tal polícia política conta com agentes infiltrados entre alunos e funcionários, confessa "monitorar as atividades dos estudantes" e afirma trabalhar na "identificação" dos estudantes envolvidos em movimentos políticos. Uma polícia política é incompatível com o Estado Democrático de Direito. Aliás, uma corporação que porta em seu emblema uma homenagem ao que chamam de "revolução de março de 64" é "per se", algo incompatível com o Estado Democrático de Direito.

    Felipe

    11 de novembro de 2011 às 11h08

    Quanto ao uso de policia da forma como vc colocou, é revoltante e relembra a ditadura. Porém, com todo o respeito, resguardo para mim o benefício da dúvida, posto que antes da ocupação da reitoria nada tinha ouvido acrespeito.

Mário

10 de novembro de 2011 às 14h46

A segurança e a necessidade de garantí-la não é a questão maior, nesse caso. Da forma como a invasão da reitoria foi decidida e feita resulta que a dificuldade de avaliação política da conjuntura, que o pensamento obtuso e que a infantilização da militância foram mais potentes e que fizeram vítimas, graves, no movimento estudantil e entre as expressões individuais e coletivas das forças políticas que atuam pela democratização da USP.

Ate que enfim alguém com peito entre os professores para não afinar e dizer claramente o que os playboys metidos a che fizeram.

Responder

_Rorschach_

10 de novembro de 2011 às 14h12

Cenossaum

Se você realmente participou da ocupação:

1. Embora NÃO CONCORDE com o ato de vocês, reconheço sua coragem por ter arriscado o próprio futuro acadêmico nessa ação. Vi na TV vários velhos barbados fazendo discursos inflamados, colocando lenha na fogueira, mas, na hora h, quem deu à cara a tapa foram apenas vocês 70. Incitar á fácil, difícil é participar.

2. Você com certeza deve saber muito mais sobre revolução do que eu, um ex-petista desiludido, mas deve concordar em uma coisa comigo: sem apoio popular, sem ganhar os tais “corações e mentes” nenhuma guerra ou revolução sai vitoriosa. Fidel, Che e Camilo não teria chegado aonde chegaram se o povo cubano não estivesse do seu lado.

3. A maioria da população é simpática à causa estudantil, afinal ou já foram ou tem filhos estudantes, mas, para tê-la em seu favor vocês precisam:

a) mostrar os verdadeiros estudantes. Desculpe, mas aqueles velhos barrigudos e barbudos parecem mais com aquele dono da loja de revistas em quadrinhos dos Simpsons do que estudantes.

Veja que no Chile a líder do movimento estudantil que sacudiu o País é uma menina de 23 anos. Os caras-pintadas da minha época de estudante pareciam estudantes. As antigas imagens dos protestos reprimidos na ditadura mostram jovens se rebelando…Deixem os velhos bichos-grilos de fora…

b) despolitizem o debate. Cara, como a população vai acreditar que é um movimento justo de estudantes se, no meio das manifestações, só se veem bandeiras de PCO, liga Bolchevique não sei do que, Partido disso, Movimento daquilo ? A luta deve ser estudantil e de determinados partidos.

c) mostrem para o povo a justeza de suas reinvindicações. Imprimam panfletos, façam discursos em público. Mas não misturem no discurso contra o alegado autoritarismo palavras de ordem contra “capitalismo”, “mídia golpista”, “luta de classes” e essa ladainha toda. Falem do problema concreto de vocês e não de política. Outra hora vocês mudam a geopolítica mundial, agora o assunto é mais específico.

d) Façam a coisa de forma pacífica. Lembra das “Flores vencendo o canhão”? Pois é. Esqueçam invasão disso, pichação daquilo (porque cargas d’água pichar desenhos comunistas na reitoria??? É a merda de confundir alhos com bugalhos…). Prefiram greves, usem as redes sociais como aliadas. Fazendo a coisa pacífica vocês podem mostrar os rostos e não aqueles capuzes que lembram rebelião na Febem.

e) Ouçam as opiniões das pessoas comuns. Não adianta ficam ouvindo só o que pensam os assinantes do Granma ou do Opinião Socialista.

f) vejam o movimento dos Bombeiros. Sensibilizaram a população e conseguiram até uma anistia…Quem sabe se vocês pararem de amedrontar e começarem a sensibilizar, não conseguem uma também?

Responder

    Cenossaum

    10 de novembro de 2011 às 16h32

    _Rorschach, agradeço os conselhos, mas acho eles permeados de preconceitos:

    Eu tenho 32 anos, barba e barriga. Trabalho desde os 14, entrei na faculdade de letras aos 28 e isso não me torna menos estudante ou menos uspiano do que ninguém. Não fui preso porque passei a noite na casa do meu filho . Foram 70 presos mas éramos mais de 200 que se revezavam na ocupação.
    Discordo de 90% das posições do PCO, MNN, LER-QI entre outros, mas não sou o Marechal Castello Branco para cassar partidos políticos.
    Os estudantes se reúnem em assembleias livres e após calorosos debates e ouvir as propostas não só dos partidos como também dos estudantes independentes. Discordo de você e do Rodrigo Vianna que diz que somos capitaneados por esses partidos, posso estar enganado mas acho que somos nós que estamos capitaneando os partidos.
    Vá assistir a uma de nossas assmbleias, hoje terá uma. você terá direito de expor suas ideias e até propor uma nova forma de luta

    _Rorschach_

    10 de novembro de 2011 às 17h25

    Eu que agradeço a cordialidade da resposta. Sempre é bom debater em alto nível.

    Tenho 34 e o que não tenho de barba me sobra de barriga…

    Já vi algumas dessas assembléias quando minha esposa estudava na USP. Já na época o pessoal do PT reclamava que não havia o mínimo de diálogo com essa turma aí que vc mencionou.

    Na verdade, sugeri uma forma de cooptar apreço à sua causa porque, goste ou não, na minha modesta opinião, é assim que a maioria da população pensa, é do apoio deles que vcs precisam.

    De coração cara, boa sorte e cuidado.

    Há alguns meses minha esposa começou a procurar no facebook, etc, a turma dos radicais de 10 anos atrás. Muitos, mas muitos deles hoje são funcionários comissionados, assessores de políticos, etc…Não quero generalizar, mas muitos do que fazem barulho hoje (de novo: não todos!), buscam holofotes para voos políticos amanhã.

    Aos não tão engajados restaram as aulas nas esolas estaduais e a luta por melhores salários e condições de trabalho.

    Talvez essa turma não pretenda ou não precise de um concurso público amanhã. Se não é o seu caso, só fica esperto, porque quando pensamos em ir, essa turma da política já foi e voltou 3 vezes.

    Aline C Pavia

    10 de novembro de 2011 às 18h15

    Vocês dois, mais o Gerson, o Dukrai, o FrancoAtirador e a Siloé (e mais alguns nobres colegas comentaristas que me fogem à memória agora) mostram que VALE A PENA.
    Nem tudo está perdido. Havemos de ter esperança. A tarefa de vencer a desinformação da mídia merdorrágica e a estupidificação voluntária de meia dúzia de robots neo-fascistas é árdua, mas o movimento não tem volta. Mesmo a maior plantação de soja do mundo é semeada sementinha por sementinha.

    SILOÉ-RJ

    11 de novembro de 2011 às 00h40

    Aline obrigada pela parte que me toca. Como dizia Fernando Pessoa: "Tudo vale pena quando a alma não é pequena", e todas que se preocupam com o próximo, têm a mesma dimensão.
    Abraço solidário.

    Cenossaum

    11 de novembro de 2011 às 11h22

    Obrigado pela acolhida, comentar na folha.com e no terra estava me deprimindo.

    Cenossaum

    11 de novembro de 2011 às 12h35

    Caro,

    Vou te falar que ontem na assembleia de estudantes no Salão Nobre da Fadusp foi proposto que o movimento proibisse partidos de usar suas bandeiras nos atos da greve, baseado em parte nos argumentos que vc expôs e que se tornou a votação mais polêmica da assembleia

    Foi apertado, mas o fato desse que seria um absurdo antidemocrático quase ser aprovado deve servir de alerta para os partidos que estão querendo comandar o movimento, dominar o uso do microfone e dao encaminhamento de propostas, etc. reavalie sua participação.

    Prefiro ver os PCO's da vida sendo errados do que sendo amordaçados

    Mineira consciente

    20 de novembro de 2011 às 00h33

    Sensacional, aqui em MG, falo por minha cidade, aqui nos confins de Minas, antiga cidade coronelista ,isto acontece demais, as "personas esbravejam" até ganharem os cargos políticos. Temos atualmente a Secretaria de Educação, que já dirigiu o sindicato dos profissionais da educação do estado e teima em dizer que continua lutando por nós, mas há 2 mandatos nem Plano de Carreira temos, recebemos o piso nacional pela luta do sindicato do município e a justiça que OBRIGOU. Ah! Uma secretaria de obras, transportes, sei lá.. também se diz professora. E o pior a prefeita é PROFESSORA, dá prá acreditar???

    Bruno

    10 de novembro de 2011 às 16h50

    Embora não concorde com tudo que disse (o que é normal em meios que não são ideologicamente patrulhados), devo parabenizá-lo pela sensatez e clareza de seus argumentos. Se todo mundo escrevesse como você os debates alcançariam outro nível.

    SILOÉ-RJ

    11 de novembro de 2011 às 00h26

    AH Bruno!!! matou a pau.

    _Rorschach_

    10 de novembro de 2011 às 16h54

    No item b leia-se:

    A luta deve ser estudantil e NÃO de determinados partidos.

    André

    10 de novembro de 2011 às 17h14

    Foi cirúrgico, _Rorschach_.
    Jogam muito a culpa na mídia, mas o movimento de ocupação não soube vender o peixe. Muito longe disso, na verdade. Eu mesmo, que estou a dias tentando me informar, não cheguei a uma conclusão a respeito.
    Uma ocupação incrível que eu vi acontecer foi aqui em Natal, onde a Câmara de Vereadores ficou ocupada (E FUNCIONANDO!) por vários dias, até ser aberta uma Comissão Especial de Inquérito.

    SILOÉ-RJ

    11 de novembro de 2011 às 00h22

    Qual o problema com os velhos barrigudos e barbudos, eles não podem ser alunos, é isso???
    Que argumentação mais esdrúxula é essa gente???
    Já sei!!! Pela confusão do seu discurso e a insensatez dos seus conselhos, você deve ser o marido daquela historiadora do vídeo!!!
    Acertei???

    SILOÉ-RJ

    11 de novembro de 2011 às 04h28

    Peço-lhe desculpas pelo meu comentário.
    Eu realmente confundi alhos com bugalhos, embora mantenha os dois primeiros parágrafos solicito desconsiderar o restante. Por favor.

O_Brasileiro

10 de novembro de 2011 às 13h58

A questão não é a vontade da maioria, é o respeito às minorias…

Responder

    FrancoAtirador

    10 de novembro de 2011 às 18h50

    .
    .
    Precisamente quando uma minoria, que aliás pode receber o apoio da maioria,

    se manifesta pacificamente contra a arbitrariedade e o abuso de autoridade

    de onde são emanadas ordens manifestamente ilegais e, além, inconstitucionais.
    .
    .

EUNAOSABIA

10 de novembro de 2011 às 12h57

Grupelho radical de meia dúzia de espertalhões, usando um outro de grupelho de porras loucas mimados e filhinhos de papai tentando se passar por maioria… conheço isso aí muito bem… cansei de estar em sala de aula e um bando de badernas radicais e filiados a partidos políticos invadia a sala com tambores e outros batuques e acabava com a aula…

Para esses "bem nascidos" andar de ônibus é equivalente a "tortura"".. claro… acostumados aos Audi e SVU dos pápi riquinhos… estudaram no Dante Alighieri … por isso estão aí….o pápi rico paga a mesada poupuda pro molecão brincar de revolucionarozinho de meia pataca.

A USP foi criada pela elite para atender a elite.

Elite não gosta de polícia, como o prórpio Marx dizia… a polícia serve apenas para separar aqueles que fazem parte do sistema dos que não fazem…. não é o caso deles… eles fazem parte do sistema, por isso acham que não precisam da PM.

Vocês não enganam é ninguém.

Responder

    Cenossaum

    10 de novembro de 2011 às 14h11

    VOCENAOSABE de nada. Se tivesse lido a proposta alternativa de segurança veria que o enfoque é exatamente nos alunos que são obrigados a circular pela usp sem carro.

    A preguiça mental é mãe do preconceito. acho que você trabalha numa indústria de cerveja, vai gostar de rotular assim lá longe…

    Alexandre Felix

    10 de novembro de 2011 às 17h50

    Cenossaum.

    É um prazer te ler neste espaço, sinceramente. Entendo teu ponto de vista, embora tenha lá as minhas discordâncias, mas o debate criado está muito legal. Fica uma dica: não se importe com o EUNAOSABIA … não alimente os trolls.

    Abraço.

    cronopio

    11 de novembro de 2011 às 09h18

    Caro Cenossaum, deixe o EUNAOSABIA de lado. Esse aí apóia a ditadura, etc… não é alguém dialogável. Quero parabenizá-lo pelos comentários anteriores, que esclareceram muito o debate com os outros comentadores do site. Ontem, não sei se você esteve lá, mostramos que o movimento não tem o repúdio da população, apesar da imensa quantidade de mentiras propagandeada pela mídia. Minha única preocupação em relação à bandeira do movimento e que tenho expressado sempre que posso, é a de passarmos a impressão de que estamos defendendo um privilégio. Para tanto, creio que nosso repúdio a PM segue três eixos:
    1. Repúdio à PM, repúdio a uma instituição que é um "fóssil vivo" da ditadura militar (que tem em seus quadros, coronéis que foram torturadores da ditadura, ditadura à qual o brasão da corporação dedica uma estrela, aliás).
    2. Repúdio à instauração de uma polícia política na USP, instauração que ocorre no bojo do processo de fechamento político da USP. A criminalização do movimento estudantil e do sintusp é estágio atual de um movimento cuja brutalidade se faz notar pelo menos desde 2007.
    3. Repúdio à ação violenta, brutal e desmedida da polícia na desocupação da reitoria.
    Gostaria muito de saber sua opinião a respeito.
    Estamos juntos nessa! Um abraço!

Cenossaum

10 de novembro de 2011 às 12h21

Infantilização da militância é de doer:

O professor Fonseca engole calado como um menininho amedrontado todos os demandos do Rodas, incluindo demissões arbitrárias, instauração de processos administrativos com base em regras criadas na ditadura militar e o infantil é quem luta.

Eu por exemplo me considero um cara moderado, não acredito em mudanças bruscas, sou "acusado" de iludido se defendo atos do governo "traidor" do PT, mas ocupei a reitoria como única forma que restou de jogar luz ao RADICALISMO do Sr. Rodas.

Quem estava discutindo a militarização da USP antes do dia 27/10?
Quem estaria debatendo hoje se o movimento não tivesse "puxado a corda"?

Responder

    beattrice

    10 de novembro de 2011 às 13h43

    Tudo por conta da despolitização do debate, e não foi por falta de aviso, mas a nós que gritavamos e continuamos gritando nos atiram o rótulo de "idealistas" e "falta de pragmatismo"

    Cenossaum

    10 de novembro de 2011 às 14h16

    E o que eu não entendo é esse rótulo de "falta de pragmatismo".

    Foram ou não as ocupações que jogaram luz ao debate?

    Eu gostaria que os "especialistas" que abraçam a causa e condenam o método me dissessem o que estaria acontecendo hoje se os "radicais" não derrubassem a assembleia manobrada de 01/11.

    _Rorschach_

    10 de novembro de 2011 às 14h18

    Putz, eu já acho que o excesso de politização é que estraga as reinvidicações…

    francisco.latorre

    10 de novembro de 2011 às 21h15

    faz quem fez.

    o resto. manda crítica.

    ..

    força na manivela.

    futuro. atropela passado.

    ..

    Cenossaum

    11 de novembro de 2011 às 12h27

    é tão velha quanto boa a frase (desconheço autoria) de que não há caminho, ele é feito ao caminhar

    Mineira consciente

    20 de novembro de 2011 às 00h34

    O autor é Thiago de Mello

josaphat

10 de novembro de 2011 às 12h04

O que vejo de mais bonito em tudo isso é a abertura que está sendo feita – pós eleição de Lula – para uma nova rodada de transformações.
Espero que o despertar que aconteceu no mundo árabe, e que se espalhou por parte da Europa e, agora, pelos USA, possa refletir, de alguma forma, por aqui.
A gente tem muita coisa ainda a resolver e a universidade precisa manter seu sentido de indutor das luzes.
Eu espero que essa garotada seja cada mais participativa e crítica do estado de coisas. A gente precisa de uma juventude criativa e criadora. algo muito mais consistente que aquela que, manipulada, saiu às ruas para pedir o impeachment de Collor.

Responder

    beattrice

    10 de novembro de 2011 às 13h43

    Cuidado, a socialite da FOLHA prega a primavera da DASLU.

josaphat

10 de novembro de 2011 às 12h04

Eu penso um pouco diferente. O emblemático nessa questão dos estudantes passa pelo que reflete o nobre professor, sem dúvida. E essas questões dizem respeito ao que devam ser as universidades no século XXI. Ou algo semelhante.
Mas a questão principal é a pontual e diz respeito ao fato de a sociedade brasileira, hoje, estar debatendo questões e fatos ligados ao universo da educação e, em especial, aos estudantes universitários, que são aqueles, sabemos, que querem e têm disposição para movimentos transformadores.
continua…

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