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Para o bem da saúde pública dos paulistanos, Haddad precisa abrir a caixa-preta das OSs


30/10/2012 - 21h07

por Conceição Lemes

A saúde pública na cidade de São Paulo está com a gestão largamente privatizada. Boa parte dos seus hospitais, ambulatórios médicos e serviços de diagnóstico já é dirigida por Organizações Sociais de Saúde (OSs) e não pela própria Prefeitura.

Na campanha do segundo turno, o paulistano que as desconhecia acabou sendo “apresentado”. O candidato derrotado à Prefeitura José Serra (PSDB) bateu nesta tecla:

Hoje boa parte dos AMES [Ambulatórios Médicos de Especialidades] e hospitais municipais são administrados pelo Einstein, Sírio, Santa Marcelina, considerados os melhores hospitais de São Paulo. O PT não quer que os bons hospitais da cidade ajudem a melhorar o atendimento dos hospitais da Prefeitura.

Seu alvo não era a população mais pobre, que conhece a dura realidade da saúde na cidade e para a qual não adiantava mentir.

Serra mirava especialmente o imaginário dos eleitores da nova classe média, que realizaram o sonho do plano de saúde privado e hoje vivenciam um inferno nas mãos de muitos deles: rede credenciada precária, longa espera para consultas, exames, cirurgias. Isso quando não negam exames e tratamentos mais complexos e caros, o que é frequente.

Serra usou e abusou dos sofismas. A intenção era “vender” que, nos serviços da Prefeitura administrados por OSs, esses eleitores teriam, enfim, o sonho realizado: assistência médica em equipamentos acolhedores, sem fila, prestada por hospitais de referência, recebendo todos os cuidados necessários e de primeira linha. Curiosamente, em nenhum momento, o tucano fez qualquer menção aos custos desse modelo de terceirização de gestão.

Só que:

1. O fato de o Sírio Libanês, Einstein, Santa Catarina, Santa Marcelina, entre outras grifes da medicina paulista, gerenciarem equipamentos de saúde da Prefeitura não significa que prestarão nesses locais os mesmos serviços que oferecem nos seus hospitais.  Eles o fazem por meio de entidades paralelas que criaram; essas, sim, foram qualificadas pelo poder público como OSs.

2. Tampouco atuarão nos serviços da Prefeitura os mesmos médicos que trabalham no Sírio, Einstein, Santa Catarina.

3. Muito menos que as OSs praticam filantropia nos serviços da Prefeitura ou fizeram opção preferencial pelos pobres.  O gerenciamento desses equipamentos é para elas apenas um negócio em constante expansão.

Segundo auditoria realizada no início deste ano pelo Tribunal de Contas do Município de São Paulo (TCM-SP) nas contas de 2011, a Secretaria Municipal de Saúde repassou às OSs R$ 1,8 bilhão, em 2010. Em  2011, R$ 2,2 bilhões. Nesse valor não estão incluídos os muitos milhões que o governo do Estado repassa às OSs que dirigem hospitais públicos estaduais na cidade de São Paulo.

Cabe lembrar, aqui, que  há denúncias de que hospitais renomados não foram diretamente qualificados como OSs por estarem em situação irregular com o fisco e não atenderem às exigências legais.

4. Os gastos do governo do Estado com as OSs também é imenso. Atualmente, elas administram 81 equipamentos públicos paulistas. São 37  hospitais e outras 44 unidades estaduais.

De 2006 a 2009, por exemplo, os gastos do Estado saltaram de R$ 910  milhões para R$ 1,96 bilhão. Uma subida de 114%. No mesmo período, o orçamento  cresceu 47%. Ou seja, as despesas do Estado de São Paulo com a terceirização da saúde cresceram mais que o dobro do aumento do orçamento público.

5. Teoricamente as OSs são entidades filantrópicas, o que as livra do pagamento de milhões de imposto de renda.  Na prática, porém, funcionam como empresas privadas, pois o contrato com a Prefeitura é por prestação de serviços.  Elas recebem os equipamentos de saúde absolutamente aparelhados, de mão beijada. E tudo o que gastam é pago pelo cofre municipal. Além disso, cobram taxa de administração, cujo valor não aparece nos contratos de gestão assinados.  Falta, portanto, transparência e controle público sobre elas.

6. Tudo isso vale para as OSs que administram os serviços públicos do Estado de São Paulo.

Aqui, a introdução desse modelo coube aos tucanos. Inicialmente nos hospitais estaduais da capital. Daí  ele se espalhou. Nos serviços municipais de saúde, especificamente, as OSs começaram a ser implantadas em  2005,  quando a dupla Serra e Gilberto Kassab (na época, DEM, atualmente PSD) assumiu a Prefeitura.

Detalhe: pela proposta do SUS (Sistema Único de Saúde), os hospitais gerais do Estado deveriam estar sob gestão  municipal. Porém, em São Paulo, a entrega desses hospitais às OSs impediu que fossem municipalizados.

7. A Prefeitura, tal qual o governo estadual, propagandeia que os serviços de saúde tocados por OSs significam fim das filas, presença de médicos nos equipamentos, menor custo e racionalidade do sistema. “Os hospitais gerenciados por Organizações Sociais são exemplo de economia e eficiência”, diz o site da Secretaria Estadual de Saúde.  Inclusive pesquisas foram contratadas com recursos públicos para atestar sua excelência.

8. Mas a realidade contradiz o discurso dos defensores das OSs. Há longas filas para consultas com especialistas, exames, diagnósticos e tratamentos. Faltam médicos nos serviços, especialmente nas periferias da capital.

9. Também é mentira que custam menos. Levantamento realizado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo demonstrou que os serviços de saúde administrados por OSs custam 40% mais do que os gerenciados diretamente pelo poder público.

10. As OSs representam a terceirização da saúde. Porém, no Estado de São Paulo, elas já estão transferindo parte dos seus serviços para empresas que contratam. É a quarteirização da saúde pública paulista. Atualmente, 25% dos serviços já estão quarteirizados.

11. Em levantamento que fizemos em junho de 2011, havia na época 34 hospitais públicos paulistas geridos por OSs; desses, 22 tinham  publicado balanço referente a 2010. Somente quatro (todos com contratos recentes) possuíam patrimônio positivo. Os outros 18 hospitais apresentaram passivo maior do que o ativo, ou seja,  80% estavam “quebrados”. Juntos tinham um rombo acumulado de R$147,18 milhões.

Entre os 18 hospitais públicos paulistas “quebrados”, havia dois administrados pelo Santa Marcelina (uma das OSs citadas por Serra na campanha): o Hospital Geral de Itaquaquecetuba e o Hospital Estadual do Itaim, que acumulavam rombo de R$ 5,1 milhões e R$ 3,8 milhões, respectivamente.

O Hospital Geral do Grajaú, administrado pela Organização Cristã de Santa Catarina (a OSs do Hospital Santa Catarina, mencionada também por Serra na propaganda eleitoral), estava igualmente no vermelho. Até 2010 tinha um déficit acumulado de R$ 25 milhões. Em fevereiro de 2012, o governo paulista transferiu a sua gestão para o Sírio Libanês, aumentando em 16% o repasse anual. Subiu de quase R$ 94 milhões para R$ 104 milhões.

Balanço de 2011 do Santa Catarina revela um déficit de R$ 12,78 milhões. Somados aos R$ 25 milhões anteriores, o rombo atingiu 37,78 milhões. Mas como recebeu uma transferência de R$ 32 milhões, ficou ainda  um buraco de R$ 5,58 milhões. Confira abaixo.

Nessa altura, algumas perguntas são inevitáveis: o jeito de resolver o problema crônico de déficit é trocar o gestor, aumentar o repasse de recursos e “limpar” o balanço? Como fica o rombo passado? Quem vai pagar a conta?

12. Serra também repisou: se o petista Fernando Haddad fosse eleito, mais de 30 mil funcionários das OSs seriam demitidos. Outra inverdade, embora o número de funcionários da OSs nos serviços municipais seja alto mesmo. Segundo dados de junho de 2012, dos 79 mil funcionários municipais do setor saúde, 37 mil trabalham em OSs.

O que pode ocorrer — isto, sim, verdadeiro – é a Justiça decidir aplicar nos contratos entre a Secretaria Municipal de Saúde e as OSs a mesma decisão que tomou para o Estado.

Explico. No início de outubro de 2012, a Justiça do Trabalho decretou a nulidade de todos os contratos entre a Secretaria de Estado da Saúde e OSs por supostas irregularidades trabalhistas. A decisão exige substituição imediata de funcionários terceirizados por servidores concursados em todos os serviços administrados por OSs no Estado. A decisão é da juíza Carla Malimpenso de Oliveira El Kutby, da 3ª Vara do Trabalho. O pedido foi feito pelo Ministério Público do Trabalho, em ação de 2010.

13. Na realidade, a auditoria feita pelo TCM-SP indicou a existência de uma verdadeira caixa-preta nos serviços de saúde da Prefeitura gerenciados por OSs.

Para começar, há falta absoluta de transparência e fiscalização. A Prefeitura não tem controle sobre os gastos nem sobre os serviços prestados pelas OSs. O setor que cuida da questão somente verifica se houve ou não prestação das contas. Não as avalia. E nem poderia. Tem apenas – pasmem! — seis funcionários para fazer isso.

A contratação de recursos humanos é feita sem qualquer tipo de avaliação ou concurso, inclusive dos médicos, que geralmente são recém-formados.

A própria OSs ou a Prefeitura poderia fazer esse processo seletivo, que, ao contrário do que Serra andou dizendo, não faz dos contratados servidores públicos. Eles serão funcionários da OSs, embora aprovados em sistema de seleção pública, mediante contrato pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).

14. Além disso, as OSs contratam funcionários, pagando, no mínimo, o dobro daquilo que o servidor público ganha. Porém, o dinheiro – atenção! – sai do mesmo bolso, o da Prefeitura.

Não é o único problema. Há também discrepâncias de salários e direitos, até entre os funcionários das OSs. Isso sem falar que às vezes no mesmo local trabalham funcionários públicos e contratados, fazendo serviços iguais, com salários diferentes. Aqui, a intenção da administração Kassab é política: “quebrar” o funcionalismo público na área da saúde.

15.  A auditoria do TCM-SP demonstrou que em 2011 o orçamento da saúde cresceu 14,42% em comparação a 2010.

Curiosamente o aumento do volume dos principais serviços e ações não foi proporcional ao crescimento dos gastos. O número de consultas em especialidades subiu apenas 3,68%, e as consultas de AMA (Assistência Médica Ambulatorial), 3,29%.

Já os atendimentos de Urgência e Emergência e as consultas em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) diminuíram! Tiveram decréscimo de 6,54% e 5,64%, respectivamente.

Paradoxalmente, quanto mais aumentam os gastos, pior é a avaliação pela população dos serviços de saúde.

16. Na proposta orçamentária enviada à Câmara Municipal, Kassab previu R$ 42 bilhões para a cidade toda em 2013. Em 2012, o orçamento foi de R$ 38,7 bilhões. Ao setor saúde, especificamente, destinou R$ 6,530 bilhões.  Em 2012, atingiu R$ 6,515 bilhões.

Conclusão: a proposta de orçamento de Kassab para 2013 prevê aumento de 8% nos gastos da cidade, mas praticamente não altera os da saúde.

17. Outra conclusão da auditoria do TCM-SP é esta (pág. 38 do relatório):

Daí os R$2,2 bilhões repassados às OSs pela Prefeitura em 2011.

Uma vez nas mãos delas, esse dinheiro vira privado, sem que haja qualquer controle público sobre os gastos. As OSs contratam serviços e profissionais a seu bel prazer, sem prestar contas a ninguém. Um cofre sem fundo. Uma terra de ninguém. Capitalismo sem risco, compra sem licitações, contratação de pessoal sem processo seletivo e ausência de transparência nos salários praticados para quem dirige essas OSs.

18. Todo esse processo está sob o comando de Januário Montone. Afinal, é o  secretário Municipal de Saúde desde 2007. Montone é tucano, homem de confiança de Serra, com quem trabalhou no Ministério da Saúde.  Em 2005, quando Serra assumiu como prefeito, Montone foi nomeado secretário municipal de Gestão, pasta que trocou pela Saúde no governo de Kassab.

Segundo o Jornal da Tarde, Montone se envolveu em decisões polêmicas. O Agora São Paulo noticiou que ele é réu em ação que apura a ação da máfia da merenda escolar, acusação que Montone repudia.

19. Por todas essas razões, é imperioso abrir a caixa-preta em que se transformaram as OSs que gerem os serviços da Prefeitura de São Paulo.

A equipe que elaborou o programa de saúde de Fernando Haddad foi coordenada por dois craques na área: o vereador Carlos Neder (PT), ex-secretário de Saúde de Luiza Erundina, e o professor Mílton de Arruda Martins, titular de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da USP.

Ambos são médicos e como tal sabem que, apesar de já terem indícios sobre a “doença”, só com diagnóstico bem feito, preciso, é possível prescrever o “tratamento” adequado.

20. Isso implica se debruçar sobre todas as OSs, inclusive Einstein, Sírio Libanês, Santa Marcelina, Santa Catarina, e começar um controle rigoroso da quantidade e qualidade dos serviços prestados por elas. Tem de se atentar também às prestações de contas.

E aquelas que não cumprirem as metas estabelecidas nem oferecerem serviços de qualidade?

Evidentemente que todos os contratos existentes devem ser honrados. Porém, se não forem cumpridos adequadamente, deveriam ser rompidos em nome de um bem maior:  a saúde pública dos paulistanos.

Fica aqui mais  pergunta: como compatibilizar a existência de um plano municipal de saúde e a criação de redes assistenciais regionalizadas, que constam do programa do prefeito eleito, com a entrega de regiões inteiras às OSs, que hoje desorganizam o sistema e quebram a sua unidade a partir dos seus próprios interesses particulares?

21.  É fundamental o poder público voltar a ter controle sobre a gestão e o planejamento da saúde pública da maior cidade do Brasil. Não dá para terceirizar essa tarefa estratégica, como fez a dupla Serra/Kassab. É uma tarefa de Estado (que leva em conta TODOS os cidadãos e cidadãs, especialmente os mais pobres) e não do privado (que privilegia o lucro na saúde).

Tomara que paulistanos e paulistanos continuem a se interessar pela saúde, como demonstraram na eleição de 2012. É uma questão que diz respeito a todos nós. E participem dos conselhos de saúde para fiscalizar de perto o que será feito a partir de 1º de janeiro de 2013.

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68 comentários

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Celio

02 de novembro de 2012 às 18h52

Eu acredito que so havera mudança no serviço medico publico, no dia que alguém de ” Peito”, tenha coragem de cria uma lei obrigando que todos os politicos utilizem o Sus como convenio medico. Que tal?

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Romildo Vieira do bomfim

02 de novembro de 2012 às 00h43

A matéria de fato está boa! Entretanto discordo da autora quando diz que é necessário verificar os contratos, ter controles sobre as OSS, etc, etc. Nada disso! Há que ser, prezada colega, mais contundente, ou seja, extnguir os contratos com essa aberrações são as OSS. Qual a diferença entre essas e a EBSERH? Nenhuma. Há, sim, que ter massivo financiamento público, concurso público e gestão qualificada. Por que não fazer concurso para gestor de hospital? Além disso, que se constitua o controle social. É ingênuo pensar que os tucanos são os maiores culpados de tudo isso. Os companheiros do PT, orientação acatada pelo governo federal, seguem o mesmo trilho. Há que resistir a governos tiranos e que querem o desmonte do SUS. Seja que governo for!
Romildo Bomfim\FM\UFRJ.

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José Carlos Araújo

01 de novembro de 2012 às 21h48

Passadas as Eleições, para Atacar:
1. O Governo deve Rever os Critérios da Divisão das Verbas de Publicidade do Governo e das Estatais;
2. O PT deve apresentar Emendas para fazer uma Reforma Geral no Judiciário: Códigos mal Elaborados, Leis cheias de Brechas, muitos Recursos, muitas Instâncias, facilidade de Habeas Corpus, Acesso dos Juizes aos Tribunais, etc.
3. O Governo deve Rever as Concessões das Comunicações e da Energia Elétrica.

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Urbano

01 de novembro de 2012 às 15h23

O Governo Federal deveria providenciar a abertura da caixa-preta dos planos de saúde, pois pelo que vem se perpetrando na área, o SUS está ganhando de dez a zero. As clínicas, laboratórios e hospitais quando não negam diretamente, ficam tergiversando sobre a solicitação de consulta por parte dos usuários desses planos ditos de saúde, que nem pra saúde financeira deles têm algum plano saudável, pois não estão pagando nem promessa de areia, mesmo morando à beira do mar.

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Jorge Santos

01 de novembro de 2012 às 09h53

Gente aqui em Pernambuco está ocorrendo algo parecido. Eduardo Campos está entregando varios setores da saúde, entre eles hospitais (Pelópidas Silveira, Miguel Araes, Dom Herder, entre outros), a iiciativa privada. Concurso público não existe; carga horária para técnicos de 12×36 horas. Salários….vergonhoso, negociação com os funcionários?????? Com a popularidade que alcançou (!!??) Nã há necessidade de negociação.
Imagine ele no Planalto???

Jorge Santos
Recife-PE

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siby13

01 de novembro de 2012 às 07h54

Parabéns Conceição, a matéria é muito boa, porém uma trsite realidade do mal perpetuado pela “Tucanada maldita” que assola este país.
Como Servidora Pública com 2 vínculos no ESTADO, justamente na Secretaria da Saúde posso dizer que somos humilhados constantemente pelos “Nomeados” políticos , o trem da alegria que infesta o serviço público estadual desanima nós concursados que trabalhamos todos os dias sem um aumento digno de salário. Quando eles dão algum aumento, é diferenciado, separando as categorias e criando um ambiente de insatisfação total.
Aqui no Iamspe, o aumento de plantões só ocorreu para Fisioterapeutas, enfermeiras, ausixiliares de enfermagem e farmacêuticos. O restante dos profissionais ficaram de fora. O Governador cria situações injustas entre os funcionários, para que o trabalhador exerça sua função revoltadao com este tipo de injustiças. Tucanos portanto não dá mais. Temos que banir do ESTADO. já conseguimos no FEDERAL , no Municipal e falta-nos extinguir estes safados do poder estadual. Trabalhe diariamente com meus pacientes esclarecendo a situação existente e mostrando a necessidade de mudanças.

Quero justiça e respeito para minha profissão.

Responder

Bonifa

01 de novembro de 2012 às 02h23

Como puder, onde possa ser, há formas escabrosas de desdobramento de soluções fincando situações onde possam arrancar milhões e milhões do dinheiro público. O que menos interessa é o fim: A saúde, ou a educação, ou seja lá o que for. São “gatos”, ventosas, acoplados por tucanodutos prontos para sugar recursos, enquanto é bem fácil enganar no geral, quando se tem a mídia inteira nas mãos. Saúde tem que estar nas mãos do Estado, que o diga o Canadá, que estatizou todo o sistema de saúde, realizando um sistema exemplar de transição para clínicas particulares. Lá há saúde para todos, embora o bombardeio de críticas dos capitalistas se concentre em dizer “que a demanda explodiu com a estatização, o que aumentou o tempo de espera atendimento”, imaginem só, que imagem de planilha tão ao gosto de certos tucanos! Um país como o Brasil, terceiro mundo, onde a saúde deveria ser encarada como área de abordagem estratégica, ficar pensar em saúde explorada para dar lucro é atroz.

Responder

M o n i c a

01 de novembro de 2012 às 01h41

Tenho a experiência de trabalhar como médica e gestora em uma OSS pelo município há algum tempo(tendo trabalhado em outras duas do estado e em contraposição, tb tendo trabalhado em hospitais com gestão direta nas gestões da Erundina – muito boa para a saúde e para os médicos, da Marta – não tenho saudades, talvez ela não tenha tido condições até colocar ordem no período pós PAS, entre outras do estado…). Sou simpatizante incontestável do PT e tenho acompanhado essa questão por questões óbvias.
Não acompanho a parte financeira/controladoria dessas instituições, portanto não posso opinar…
Não concordo com alguns dos pontos:
1 – Obviamente instituições privadas não prestam o mesmo tipo de serviço nos hospitais públicos. São coisas diferentes na origem, salvo que, excelência na área médica deve ser algo absoluto e não discriminatório por qualquer razão. Apesar disso, as diretrizes de gestão seguem na medida do obviamente possível e aplicával as diretrizes da instituição de “griffe”(pelo menos na que eu trabalho): temos metas não só de produtividade, envolvendo melhor aproveitamento dos recursos em todos os setores, mas com a tônica de qualidade permeando todas essas metas…e somos seriamente cobrados…não podemos brincar em serviço…não temos estabilidade de emprego…quem demonstra resultado tem chance de ascender na carreira, quem não, fica no lugar ou vai pra rua, como qualquer pobre mortal celetista de qualquer indústria, sem nenhuma outra benesse dada aos funcionários públicos.
2 – Médicos da instituição que administra o hospital, na sua maioria realmente não trabalham na OSS…mas temos alguns vários que sim, trabalham. Dos que não trabalham, temos acessos a vários até de renome internacional que nos prestam suporte para discussão de casos, segunda opinião, etc, facilidade de acesso muito bem vinda. Temos acesso a educação médica continuada de qualidade. Além disso, virtualmente todos os que ocupam os cargos de gestão das áreas médicas, independente de trabalharem na “matriz” ou não, são pessoas contratadas com base em critérios técnicos, com formação médica e administrativas nas melhoras faculdades/instituições/hospitais escola, que sabem muito bem o que é saúde de qualidade com responsabilidade e que dão sangue ao hospital, com todas as limitações que sim, temos.
8 – Existem filas, sim e faltam médicos sim, mesmo ganhando “melhor” que na prefeitura/estado e esse é um problema que não deve ser tratado de forma simplista. É um problema grave que passa por políticas de saúde bem mais amplas. Re- valorização da carreira médica, atualmente sucateada entre outras causas pelos benefícios públicos e falta de fiscalização dados (lobby fortíssimo) aos que comercializam a saúde, seja na prestação de serviços de saúde (muitos muito precários), lucrando com a mão de obra médica barata, seja pela manutenção e proliferação de escolas médicas PÉSSIMAS que oferecem formação ridícula por módicos 5 mil reais de mensalidade e que tem sido permitidas por sucessivos governos. Faltam médicos com formação adequada, com perfil adequado para trabalhar no SUS, falta distribuição racional destes recursos humanos e falta sim, salário digno e plano de carreira. Se há críticas que o salário nas oss é maior, reduzir em qualquer grau o valor, mesmo para os níveis mais inferiores da categoria, vai significar o esvaziamento dos poucos médicos que se dispõe a irem para a periferia para exercer sua carreira. Muitos colegas da prefeitura/estado realmente não reclamam…são contratados por 20 hs/semana e cumprem 4 com a conivência dos gestores(e onde fica a qualidade de atendimento, se num plantão de 6 só ficam dois???)…coloquem eles para cumprir direitinho o horário, como nós temos que cumprir…comparação na ponta do lápis vai mostrar fácil, fácil, que nós não ganhamos mais e trabalhamos dando mais qualidade que os da administração direta…e infelizmente posso afirmar que isso não foi mérito de um ou outro governo, sempre foi assim e afirmo pois vivi isso nos mais diferentes momentos. Temos dificuldades de recrutamento, em número e qualidade, a simples aplicação de concursos não resolve isso…

Que ninguém faz isso de bonzinho, com certeza. Acho importante abrir as contas, fiscalizar.
Que a regulação do fluxo dos pacientes/serviços, referência, contra referência ficam extremamente prejudicados, é fato que impacta diretamente na qualidade que conseguimos oferecer ao usuário (uma de nossas importantes queixas).

Com oss, sem oss, o que for mais racional e melhor para a população considerados todos os aspectos. Vale a prefeitura aproveitar e aplicar boas experiências geradas em instituições de saúde com gestão profissionalizada, não são poucas nem insignificantes.

Responder

    Ximene

    01 de novembro de 2012 às 11h09

    Concordo com as colocações da Mônica. Gestão do setor saúde é muito diferente por exemplo da construção civil. Em saúde os gastos são sempre crescentes, em especial neste modelo que não privilegia a prevenção e sim cada vez mais a realização de exames e incorporação, muitas vezes acrítica, de novas tecnologias. Sou médica, trabalho em São Paulo há mais de 30 anos e já vivi os 2 lados da história. Trabalhei no Estado por 10 anos e vendo que minha aposentadoria seria ridícula, optei por retornar ao setor privado; pra ser assalariada, que seja onde o recolhimento do FGTS realmente corresponde ao valor registrado na carteira de trabalho. Admiro a garra e a luta dos colegas do setor público, mas repudio os “colegas” que fazem “esquema”, deixando um plantão que teoricamente deveria ter 12 médicos com apenas 4, porque eles se revezam nas faltas, e a população que se dane. Isto é corriqueiro, quem é do meio , sabe que é. O que a Monica disse sobre profissionais que recebem por 20 horas semanais e só trabalham 4, é a mais pura verdade. E ficam no cinismo de “já que fingem que me pagam então eu finjo que trabalho”. E o gestor, às vezes acaba sendo conivente à força, pois não tem meios de barrar este tipo de mau profissional. Tive o desprazer de conversar certa vez com um cidadão que me disse o seguinte, quando eu era diretora de uma UBS numa cidade bem periférica da capital : ” Olha, eu posso vir atender aqui, mas tenho que chegar às 8:00 e sair às 9:00, porque tenho outro emprego neste mesmo horário, mas posso chegar lá às 9;30″ e para completar se gabou de conseguir “atender” 30 pacientes em 1 hora – claro que não topei , e fiquei meses acumulando atendimento clínico e atividade administrativa. Outro me disse que tirava a cadeira pro pessoal demorar menos… Outro que só chegava às 11:00 no plantão que começava às 7;00 e que me chamou de anti-ética quando informei as horas não trabalhadas para que a prefeitura descontasse no pagamento.. esse mesmo “colega” passou num concurso na Prefeitura de São Paulo, para um hospital da zona sul ( onde tinha “esquema”) e me disse que eu era burra, porque não fazia como ele… Podia dar muitos outros exemplos, e tenho certeza q não são “casos isolados”. O fato é que demonizar as OS’s não vai resolver nada. E quem está criticando, por favor , visite o Hospital Geral de Itapecerica da Serra, ou o Hospital Estadual de Diadema ( Serraria) e ouça a população quanto ao atendimento. Luxo e hotelaria de um Sírio não vai ter mesmo, pois é inviável, mas num bom hospital, não é isso que conta, mas sim a qualidade seu corpo técnico e não me refiro só a médicos, mas a todos os profissionais de saúde, aos equipamentos disponíveis, e à gestão profissional dos recursos – em saúde só 30% dos gestores tem qualificação adequada. Se há desvios, têm que ser corrigidos, claro, mas não dá para atribuir todos os problemas de saúde do Município ao modelo das OS’s. Voto em Lula desde 89, e em Dilma 2010. Em São Paulo, votei em Erundina, Marta, Haddad e tenho convicção de que a proposta do PT ainda é a melhor para o país, mas a discussão sobre saúde precisa ser muito mais profunda e honesta do que têm sido até agora. Abs a todos.

    abolicionista

    01 de novembro de 2012 às 11h47

    Acompanhei com interesse os comentários que vocês duas fizeram, caras Monica e Ximenes. Acho que os fatos que vocês apontaram têm muito a contribuir com uma discussão a respeito da origem dos problemas que enfrenta a saúde pública em São Paulo. Alguns dos itens que a Conceição apontou em sua excelente reportagem foram fortemente contestados. Contudo, é consenso tanto que a caixa preta deve ser aberta quanto que a “quarteirização” dos serviços deve acabar. A questão é: será que o Haddad tem interesse e poder político suficiente para fazer isso?

    snd

    02 de novembro de 2012 às 01h15

    esquema tb existe em hospitais com Oss, como a fundação faculdade de medicina da usp, testemunhado e comprovado. quanto aos esquemas em hospitais públicos, cabe ressaltar que as chefias são indicações políticas. são elas que passam as mãos na cabeça de quem burla os horários ou os relógios de ponto. se vc pedir o ponto eletrônico de certos funcionários, vai constatar a famosa frase escrita a caneta “atesto a presença do funcionário” e a assinatura da chefia, geralmente comissionada e sem concurso..não são os funcionários públicos subalternos os culpados. vale ressaltar que na gestão tucana chefias ganham o triplo de um subalterno e são elas que permitem toda a sorte de favorecimentos do tipo “médico ganha por 20h, mas trabalha 4h”. se a gente denuncia é punida por esta chefia, recebe processos inventados para responder e qq acusação que a gente faça posteriormente vem colada com “mas este funcionário está respondendo a processo”. este é o modo tucano de governar, escondendo a sujeira, acusando inocentes, sumindo com o dinheiro público. e nenhuma providência é tomada. ai são paulo elege haddad, porque não dá mais para aguentar tanta sujeira, e as pessoas anestesiadas pelo PIG acham que nós gostamos de corruptos. não, só não aguentamos mais os roubos e desmandos que estão cada dia mais escancarados, já que não há nada a temer, nem justiça, nem polícia. resta a nós o voto.então, vamos a ao voto.

Roberto Locatelli

31 de outubro de 2012 às 22h39

Sou contra privataria, seja de governos municipais, estaduais ou do federal (leilões de jazidas de petrõleo).

Essas OSs são nefastas.

Responder

Eline

31 de outubro de 2012 às 20h54

Uma opinião sem defeitos. Haddad tem de dar uma de cabra macho em nome da decência. Tem de investigar e não deixar pedra sob pedra

Responder

Erminio

31 de outubro de 2012 às 20h19

Acho que tem que convocar a policia federal pra fazer uma investigação criteriosa afinal de contas ali também tem verba federal e nada de fazer acordo com a administração que sai como supõe-se que foi feito no governo federal e depois deu no que deu, então pau neles.

Responder

    renato

    01 de novembro de 2012 às 08h05

    Concordo, continua administrado para evitar choque e…..pimba!

maria olimpia

31 de outubro de 2012 às 18h32

Parabéns, Conceição. Seu texto detalhado é espetacular! E ainda elucida o fato do TCM ter descoberto as irregularidades! Verdadeira afronta ao povo paulistano que mais precisa. Quanto desperdício de dinheiro público, o lugar do J.Montone é na cadeia, como de todos os outros que literalmente roubam o dinheiro público. Depois, a mídia fala só do Genoino, do Dirceu e do Delúbio! Barrabás!!!

Responder

Rasec

31 de outubro de 2012 às 17h47

Vcs viram a sacanagem do vereador Natalini, cupincha do Serra? Após 3 dias da eleição apresentou projeto pedindo a extinação da taxa de inspeção veicular, promessa de campanha de Haddad!!!!!!!!!!!!

Responder

    siby13

    01 de novembro de 2012 às 21h19

    Este cara foi médico onde trabalho há anos, não dá um ponto sem nó,
    é o maior sacana, opositor ferrenho do PT e cupincha do SERRA e dos DEMOTUCANOS. Outro a ser banido.

Flávio Prieto

31 de outubro de 2012 às 16h08

Pra quem acha que médicos são insuspeitos, várias dessas OSs são dirigidas por médicos, em convênio com empresas tradicionais da saúde.

Responder

Waldésio

31 de outubro de 2012 às 16h00

Os tucanos, como de costume, privatizam bens públicos de forma irresponsável e sem o menor critério, entregando o que é publico ao setor privado que age absolutamente sem regras. Resta saber se este setor, de olho no que resta da saúde no Brasil, não “financiou”, também, a candidatura do senhor Haddad…

Responder

    renato

    01 de novembro de 2012 às 08h07

    Tambem…vamos verificar, vai lá Serra. CPI dos Médicos OS.

João B. Gomes

31 de outubro de 2012 às 14h47

Muito boa a materia de Conceição Lemes sobre a caixa preta das OSs, deve ser aberta e escancarada.
Fomos até o Hospital Menino Jesus, na região central, hospital de referência de atendimento a crianças e percebemos que o movimento era muito abaixo do que ocorria quando era público e não administrado pelo OS Sírio Libanês(que na época da assinatura do convênio não tinha 5 anos de experiência como a lei municipal exigia).
E olhando agora o relatório do TCM percebe-se de fato que uma uma diminuição de consulta médicas de urgência/emergência de 32,37%, em 2007 se atendia 71.546 e 2011 caiu para 48.385. É a pagina 13, tabela 19, tem outros numeros, mas este de fato chama muito atenção.
Quero divulgar aqui a pagina da campanha nacional pela revogação das OSs, que convoca um 2o. encontro pela revogação da Lei das OSs para o dia 24 de novembro, quem tiver interessado, confira: http://organizacaosocialnao.blogspot.com.br/
João B. Gomes
Sec.Políticas Sociais da CUT SP

Responder

maria do carmo

31 de outubro de 2012 às 13h28

Rodrigo Leme, seus comentarios nunca me incomodaram porem em se tatando de saude, seus comentarios em causa propria, falou demais.

Responder

francisco pereira neto

31 de outubro de 2012 às 13h01

Azenha
Como a competência da Conceição é enorme, acreditei que ela fosse médica. E diante o que nós lemos e assitimos na mídia os erros grotescos de médicos – o último foi da modelo assassinada pela incompetência do “cirugião plástico” que perfurou o fígado dela – e as palavras da Conceição em seus textos sao bem colocadas e técnicos, portanto faz muita diferença. Por isso o equívoco. Méritos para ela.
Quanto ao Rodrigo, quando fala sobre dívidas de campanha, ou ele é um alienado ou então está de má fé. Quem ele acha que foi um dos grandes financiadores da campanha do Serra?
Será que ele acredita que o pessoal que administra o “Retiro dos Artista” foi um deles?

Responder

Fabio SP

31 de outubro de 2012 às 12h46

É bom mesmo apurar essas OSS´s porque o resto das promessas parecem que estão ficando pra 2014…

Responder

sergior

31 de outubro de 2012 às 12h27

Vale lembrar: Haddad foi o autor do projeto que regulamentou as PPP, quando foi assessor do Ministério do Planejamento, no primeiro ano do governo Lula. A primeira fala dele após eleito fala mostra que tem forte interesse em continuar as “parcerias público-privadas” em todas as áreas. Acho que Conceição Lemes errou de prefeito eleito. Caso fosse Erundina, do primeiro mandato, quem sabe poderia acontecer essa situação. Mas ao PT atual isso não interessa.

Responder

    renato

    01 de novembro de 2012 às 08h09

    Isto que é informação!!! o Resto é pra fazer a gente mordeer a boca. Apaga tudo o que eu disse.

lia vinhas

31 de outubro de 2012 às 12h02

O fato é que, se não estão lembrados, as OSs deram um rombom gigantesco nas contas públicas de São Paulo. A memória de quem defende essas supostas cooperativas (se é de memória que se tratarealmente) é bem seletiva,não é mesmo? O posto perto de minha casa tem OS e carece de vários especialistas. Hospítais, só mesmo os federais, embora nem todos sejam 100%, é que funcionam, mas não podem atender todo mundo e a maioria não tem emergencia. Os governadores e prefeitos que adotaram as OSs não o fizeram por bonzinhos e sim porque deve haver uma bela compensação.Eles não dão ponto sem nó. Agora, por favor, não queiram que o Haddad faça milagres. Estão já cobrando dele a mudança de tudo o que está errado da noite para o dia, é como no iníocio do gov erno Lula. Se é tão fácil, pór que não se candidatam? O mínimo que ele fizer, e acredito que com a ajuda da Dilma, desprezada pelos demotucanos, fará bastante,já será bem mais do que essa corja fez, ou melhor nunca fez. Preocupante mesmo é a violencia, aí terá que agir como no filme Os Intocáveis, sobre o combate á máfia nos EUA, com inteligencia, sabendo escolher seus parceiros para essa luta.

Responder

sandro

31 de outubro de 2012 às 11h38

Nada a ver mas tudo a ver.
Neste momento está havendo forte pressão do PCC na região de Vila Industrial (divisa com Sto Andrré Sp), não sei se a mídia esta cobrindo.
Ontem mataram uma delegada e há um toque de recolher tácito

Responder

Willian

31 de outubro de 2012 às 09h45

Gostei dos primeiros passos de Haddad na Prefeitura: aproximação com Kassab, postergando promessas para o futuro, muito bom mesmo.

Parabéns!

P.S. Proponho um bolão: qual o Ministério o Kassab vai ganhar? Eu aposto em Transportes.

Responder

    Rodrigo Leme

    31 de outubro de 2012 às 12h36

    Daqui a pouco os blogs alinhados com o PT publicam textos com o titulo “Kassab: será que ele foi tão ruim assim?”, rs.

    Willian

    31 de outubro de 2012 às 14h27

    Teve filósofa que disse que o engenheiro Maluf não foi tão ruim assim. Aguardemos a redenção de Kassab na blogosfera, pois no PT ele já foi alçado a companheiro.

Lu Witovisk

31 de outubro de 2012 às 09h41

Parabens Conceição!!! só você para dissecar tão bem a “Jenialidade” do modo tucano de governar… 114% de aumento de gasto é de lascar, coisa de “economista preparado”.

Responder

Mardones Ferreira

31 de outubro de 2012 às 08h39

O PT pode até fazer uma auditoria séria nos contratos das OSs, mas daí acreditar que vá mudar para melhor a situação da transferência de recurso público para as empresas privadas, eu duvido. Mas sonho que aconteça.

A privatização dos serviços públicos virou uma tendência e por causa da influência das empresas privadas nas campanhas políticas se tornou um daqueles assuntos em que não se deve mexer para não perder o financiamento privado.

O PT até tentou fazer-nos engolir a diferença entre privatização e concessão. Vamos acompanhar e torcer para que a equipe do Haddad dê uma mostra que vai ser diferente e para melhor.

A propósito, sugiro que o próximo post seja sobre as dispensas de licitações da prefeitura de Sampa que alimentam a Veja e o PIG. O que a equipe do Haddad vai fazer com esses desvios que alimentam o PIG?

Responder

    RicardãoCarioca

    31 de outubro de 2012 às 13h09

    Sugiro que consulte o dicionário (e não o PiG) para saber a diferença entre privatização e concessão.

    humanista

    31 de outubro de 2012 às 16h02

    Sugiro que você consulte sua consciência.

Giovani Blumenau SC

31 de outubro de 2012 às 07h55

Azenha
Fiz uma pesquisa no RS e SC e enviei um email aos meus amigos de longa data.
Sempre gostei de saber onde meus amigos nasceram, e descobri que na maioria absoluta das cidades natais dos meu amigos do RS e SC deu PT na cabeça ou junto na chapa.
Será que em todas estas cidades ao mesmo tempo cansaram dos políticos tradicionais(coronéis)?
Será que o eleitor considera justo este julgamento do mensalão, marcado junto com a eleição e só contra o PT?
Ou o povo sabe julgar e fazer a política à seu modo?
Lógico que alguns reagiram, mas estes são os fatos.

JAGUARÃO

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CANDIDATO N° PARTIDO COLIGAÇÃO VOTOS % VÁLIDOS STATUS
CLAUDIO MARTINS 13 PT PDT / PT 9.343 54,82%
RENATO JAGUARÃO 45 PSDB PP / PTB / PMDB / PSDB 6.097 35,77%
FRED 40 PSB 1.603 9,41%

SÃO LOURENÇO DO SUL

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CANDIDATO N° PARTIDO COLIGAÇÃO VOTOS % VÁLIDOS STATUS
DANIEL RAUPP 13 PT PT / PR / PC do B 14.910 52,56%
RUDINEI HARTER 12 PDT PP / PDT / PTB / PMDB / PSC / DEM / PSB / PSDB 13.460 47,44%
BAGÉ

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CANDIDATO N° PARTIDO COLIGAÇÃO VOTOS % VÁLIDOS STATUS
DUDU COLOMBO 13 PT PRB / PT / PMDB / PSL / PTN / PSC / PR / PSDC / PRTB / PTC / PSB / PV / PPL / PC do B / PT do B 40.339 59,23%
ADRIANA LARA 14 PTB PP / PDT / PTB / PPS / DEM / PHS / PMN / PSD 23.409 34,37%
MANOEL MACHADO 45 PSDB 4.361 6,40%

ALEGRETE

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CANDIDATO N° PARTIDO COLIGAÇÃO VOTOS % VÁLIDOS STATUS
ERASMO GUTERRES SILVA 15 PMDB/PT PDT / PT / PTB / PMDB / PSB / PV / PC do B 23.075 52,59%
LUCIO DO PRADO 11 PP PP / PSC / PR / PPS / DEM / PSDB 15.458 35,23%
NICANOR SOBROSA 10 PRB 4.624 10,54%
DJALMO SANTOS 50 PSOL 716 1,63%

PEDRO OSÓRIO

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CANDIDATO N° PARTIDO COLIGAÇÃO VOTOS % VÁLIDOS STATUS
CEBINHO 13 PT PP / PT / PSD 3.052 55,21%
CHOLA 15 PMDB PTB / PMDB / DEM / PSB / PSDB 2.148 38,86%
CLAUDIO CALDAS 12 PDT 328 5,93%

SANTANA DO LIVRAMENTO

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CANDIDATO N° PARTIDO COLIGAÇÃO VOTOS % VÁLIDOS STATUS
GLAUBER LIMA 13 PT PT / PSD / PC do B 14.883 30,02%
ICO CHAROPEN 14 PTB PTB / PSC / PR 13.681 27,59%
CLAUDIO CORONEL 15 PMDB PMDB / PRB / PPS / PRTB / PV / PT do B 8.270 16,68%
NELMO OLIVEIRA 40 PSB PDT / PSB / PSDB 6.362 12,83%
SERGIO OLIVEIRA 11 PP 5.434 10,96%
CESAR MACIEL 25 DEM 949 1,91%
RIO GRANDE

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CANDIDATO N° PARTIDO COLIGAÇÃO VOTOS % VÁLIDOS STATUS
ALEXANDRE LINDENMEYER 13 PT PT / PSC / PSB / PPL 59.543 51,05%
FABIO BRANCO 15 PMDB PRB / PP / PDT / PTB / PMDB / PSL / PR / PPS / DEM / PHS / PMN / PTC / PRP / PSDB / PSD 49.919 42,80%
JULIO MARTINS 65 PC DO B PV / PC do B 6.259 5,37%
ROBERTO 70 PT DO B 607 0,52%
PÚBLIO FERRARI 50 PSOL 316 0,27%
HULHA NEGRA

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CANDIDATO N° PARTIDO COLIGAÇÃO VOTOS % VÁLIDOS STATUS
ERONE 13 PT PT / PTB / PSC / PPL 2.452 58,59%
RENATO 11 PP PP / PDT 1.733 41,41%
CANDIOTA

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CANDIDATO N° PARTIDO COLIGAÇÃO VOTOS % VÁLIDOS STATUS
FOLADOR 13 PT PDT / PT / PTB / PSB / PSDB / PC do B 4.750 73,96%
ODILO 15 PMDB 1.672 26,04%
CANGUÇU

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CANDIDATO N° PARTIDO COLIGAÇÃO VOTOS % VÁLIDOS STATUS
GERSON NUNES 13 PT PRB / PDT / PT / PSB 15.273 42,11%
PAPANÇA – JOAQUIM PAULO NUNES 11 PP PP / PTB / PPS / DEM 11.226 30,96%
CARLOS PEGORARO 15 PMDB PMDB / PSDB 9.766 26,93%
ERECHIM

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CANDIDATO N° PARTIDO COLIGAÇÃO VOTOS % VÁLIDOS STATUS
POLIS 13 PT PRB / PDT / PT / PMDB / PSC / PSB / PC do B 36.542 64,83%
MANTOVANI 11 PP PP / PTB / DEM / PHS / PV / PSDB / PSD 19.823 35,17%
ALVORADA

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CANDIDATO N° PARTIDO COLIGAÇÃO VOTOS % VÁLIDOS STATUS
PROFESSOR SERGINHO 13 PT PT / PSB / PP / PSD / PPL / PTC 48.831 49,72%
PROFESSOR BORBA 14 PTB PRB / PDT / PTB / PMDB / PSL / PTN / PR / PPS / DEM / PRTB / PHS / PMN / PV / PSDB / PC do B / PT do B 46.293 47,13%
MARIO DO METRO 20 PSC 3.097 3,15%
SÃO PEDRO DO SUL

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Apurados: 13.646 (100,00%) Não Apurados: 0 (0,00%) Última atualização: 07/10/12 às 19h26

CANDIDATO N° PARTIDO COLIGAÇÃO VOTOS % VÁLIDOS STATUS
MARCOS SENGER 13 PT PDT / PT / PMDB / PSDB 7.152 66,78%
CLAUDIO BAYER 14 PTB PP / PTB / DEM 1.863 17,40%
VIEIRA 55 PSD PRB / PSD 1.694 15,82%
CACHOEIRA DO SUL

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Apurados: 68.890 (100,00%) Não Apurados: 0 (0,00%) Última atualização: 07/10/12 às 20h04

CANDIDATO N° PARTIDO COLIGAÇÃO VOTOS % VÁLIDOS STATUS
NEIRON VIEGAS 13 PT PT / PSC / PHS 15.485 31,55%
TROJAHN 40 PSB PRB / PDT / PTB / PSB 12.985 26,45%
OSCAR SARTORIO 22 PR PC do B / PP / PR / DEM / PPS 11.744 23,93%
BALARDIN 45 PSDB PV / PSDB 5.188 10,57%
LUCIANO FIGUEIRÓ 15 PMDB 3.683 7,50%
LAGES

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Apurados: 118.496 (100,00%) Não Apurados: 0 (0,00%) Última atualização: 07/10/12 às 19h41
CANDIDATO N° PARTIDO COLIGAÇÃO VOTOS % VÁLIDOS STATUS
ELIZEU 15 PMDB/PT PT / PTB / PMDB / PPS / DEM / PSDC / PHS / PSDB / PC do B / PT do B 46.583 50,71%
CERON 55 PSD PRB / PP / PDT / PSL / PTN / PSC / PR / PMN / PTC / PSB / PV / PRP / PSD 45.281 49,29%
CORONEL DELLAJUSTINA 12 PDT 0 0,00%
LEOBERTO LEAL

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Apurados: 3.000 (100,00%) Não Apurados: 0 (0,00%) Última atualização: 07/10/12 às 19h16

CANDIDATO N° PARTIDO COLIGAÇÃO VOTOS % VÁLIDOS STATUS
TATIANE 15 PMDB/PT PT / PMDB / DEM / PSD 1.486 53,63%
NILSON 45 PSDB PP / PSDB 1.285 46,37%

CONCÓRDIA

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Apurados: 53.541 (100,00%) Não Apurados: 0 (0,00%) Última atualização: 07/10/12 às 19h37

CANDIDATO N° PARTIDO COLIGAÇÃO VOTOS % VÁLIDOS STATUS
JOÃO GIRARDI 13 PT PRB / PP / PDT / PT / PSC / PR / PPS / PC do B 24.022 54,46%
CÉZAR LUIZ 55 PSD PTB / PMDB / DEM / PSB / PV / PSDB / PSD 19.289 43,73%
PAULO AFONSO 50 PSOL PHS / PSOL 799 1,81%

Abraços

Giov

Responder

    renato

    01 de novembro de 2012 às 08h18

    É verdade, o % subiu em alguns setores menos progressista, mas tambem caiu em regioes onde o avanço do progresso subiu, houve uma migyação bem definida no setor mais conservador de Sc,Já FLPs, continua a mesma situação onde é uma capital administrativa e de lá sai grande parte dos votos da situação, ninguem quer mudar, o % indicado mostra o avanço do….me perdi!

Luís Carlos

31 de outubro de 2012 às 07h41

Conceição está certíssima!! Os contratos devem ser auditados minuciosamente e os recursos rastreados.

Responder

Zezinho

31 de outubro de 2012 às 06h32

Engraçado que somente agora, depois das eleições, é que surge a notícia. Nos debates o Haddad, ao contrário do que está escrito no seu programa, disse que não iria tocar nas OSs.

Este artigo fala somente em verificação das contas, o que leva a entender que realmente ele não vai mexer nas OSs. Porém, parece que o que irá acontecer será a colocação de alguns cabides em cada OS só para dizer que ele “melhorou” o sistema.

Outra coisa que chama a atenção é o fato do artigo culpar as OSs pela precariedade da infraestrutura quando isso foge do alcance da administração.

Responder

    RicardãoCarioca

    31 de outubro de 2012 às 10h01

    Acabe com as OSs, economize 2,2 bilhões e aplique esse dinheiro em contratação de profissionais médicos, melhoria dos seus salários, compre remédios, materiais, equipamentos e reserve um valor para a manutenção.

l.claudio

31 de outubro de 2012 às 01h32

Ele não vai fazer isso nunquinha. Se assim o fizer ele expõe o Eduardo Paes lá do Rio de Janeiro, que tá envolvido com as mesmas OSs e dinamita a base aliada da Dilma, criando o maior problema com o PMDB. Querem apostar quanto que nessa questão ele vai se comportar como um poste? Poste mesmo, daqueles que não se mexem nem com o furacao Sandy.

Responder

maria do carmo

31 de outubro de 2012 às 01h02

Porque nao te calas Rodrigo Leme? E indefensavel esse crime lesa saude da populacao , verdadeira mafia da saude, e com profissionais incompetentes. Investigacao e ressarcimento dos valores desviados, saude e sagrado. Parabens Conceicao Lemes, tribunal de contas e ministerio publico pelo amor de Deus, investigacao e punicao exemplar ressarcimento dos valores desviados, a saude paulistana esta um caos geral. O servico odontologico e de quinta categoria, e praticamente nao existe. As ouvidorias sao uma piada. Os empresarios da saude, alguns medicos querem enriquecer com o dinheiro publico da saude. Remodelacao total da saude- sem procuracao aos corruptos.

Responder

    Rodrigo Leme

    31 de outubro de 2012 às 09h42

    Esperneie, pisoteie as calças, mas não vou me calar.

Luiz Carlos

30 de outubro de 2012 às 23h53

A obrigação do prefeito é cumprir a lei. Submeter os contratos de tercerizaçãoes e quarterizações a auditorias é o primeiro passo.
Quem quizer ter lucro na saúde que abra um hospital particular. Encontrando os super-faturamentos será fácil achar os desvios. Aí é só seguir o dinheiro e, provavelmente vai encontrar os financiamentos de campanha.
É por estes e outras que não há dinheiro para resolver os demais problemas. Certamente eles dão menos lucros aos empresários e aos demais.

Responder

Luana

30 de outubro de 2012 às 23h43

Nossa, essa questão da saúde é um horror. Como vai dar certo terceirizando para o setor privado um serviço que cabe ao Estado?

Outra coisa, é ilusão imaginar que alguns políticos queiram fazer alguma coisa, sabia? Há políticos que são financiados pelos planos de saúde, logo, jamais defenderão saúde pública de qualidade, mas firmarão seus compromissos com a saúde privada e a interferência nas agências reguladoras.

São ridículos estes caras. Que se abra a caixa preta e se puna os culpados. Agora, imaginar que fulaninho lá do Einstein ou do Sírio vai vir ao serviço público para atender dona Maria e seu José lá da favela, é imaginar que o paulistano tem cérebro de amendoin, neh?

Sabe o que é comum nisto aí, Conceição. Eles contratam médicos iniciantes, não pagam nenhum direito trabalhista, ou seja, fazem estes médicos trabalharem como CNPJ e dão notas fiscais de serviços prestados. A Rede D´or faz isto aqui no Rio. A maioria dos médicos não são funcionários da Rede, mas emitem nostas fiscais pelos serviços prestados e, individualmente, estes médicos pagam seus direitos trabalhistas, se quiserem.

Responder

Eline

30 de outubro de 2012 às 23h32

Enfim Conceição resolveu abrir a boca e colocar os pingos nos is

Responder

H. Back™

30 de outubro de 2012 às 22h48

Muito bom para essas Organizações “Sociais” (que de social não tem nada); “faça chuva ou faça sol” elas irão “receber” – entenda-se roubar – o seu garantido dinheirinho. Se isso tudo não bastasse, as ditas cujas não pagam imposto de renda como qualquer outra atividade comercial, pois estão travestidas de Organizações “Sociais”! Melhor que isso, só levando o dinheiro em casa!

Responder

snd

30 de outubro de 2012 às 22h48

Privatização da saúde: imenso caixa 2 tucano. uma dica: investiguem o aumento de riquezas desses gestores, assim como a venda disfarçada de leitos, como no ICESP.Algo que ninguem ve: a propagando do serra denunciando a possível quebra de contratos por haddad foi dirigido a classe mérda, que é quem se beneficia dessas privatizações, pois recebem atendimento de primeira em hospitais púbklicos, beneficiando convênios que utilizam os recursos do estado e podem continuar a pagar uma merreca no sistema privado (vide greve dos médicos conveniados). além disso, osss como a fundação faculdade de medicina servem como cabidão de empregos para amigos dos pavões médicos, como david uip , arruinando o serviço público, e professores aposentados da usp, que com a aposentadoria que ganham, poderiam muito bem prestar assessoria sem ganhar nada. mas, alckmin finge que nada disso é verdade. porque? será que um dia poderá ser invocado o domínio do fato para ele?

Responder

    FrancoAtirador

    31 de outubro de 2012 às 00h22

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    Por falar em aposentados que ganham às custas do povo paulistano.

    Como ficarão os militares da reserva que aparelharam as subprefeituras?

    Aliás, nem são mais subprefeituras, são QGs das ‘Brigadas’.
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FrancoAtirador

30 de outubro de 2012 às 22h08

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Sim, deve-se “fiscalizar de perto o que será feito a partir de 1º de janeiro de 2013”.

Mas, antes, sugere-se prestar mais atenção no que os ‘mão-leve de bico longo’ farão com o dinheiro público, de 1º de novembro a 31 de dezembro de 2012.

Eles vão tentar rapar o cofre.

Há precedentes.
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Responder

Fabio Passos

30 de outubro de 2012 às 21h59

As denúncia é impressionante: A privataria promovida pelos tucanos já provocou um apagão na saúde de SP.


O Apagão é sentido no dia a dia por usuários e trabalhadores cansaram de esperar na fila e indignados com a falta de serviço e estrutura no sistema de saúde. O Emílio Ribas é um exemplo: local de excelência que vem sendo sucateado com uma impressionante desvalorização dos seus trabalhadores, culminando com uma constante saída de médicos. O governador Alckmin faz isto para justificar a privatização. A questão é que essa mesma privatização tem levado a cidade ao Apagão. Por de trás das Organizações Sociais estão tubarões da iniciativa privada que querem apenas receber dinheiro do Estado, gastando o mínimo possível na realização do serviço de saúde. Tratar a saúde como fonte de lucro é transformar um direito em mercadoria.

Paulo Spina, do Fórum Popular de Saúde de São Paulo
http://www.forumpopulardesaude.com.br

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Rodrigo Leme

30 de outubro de 2012 às 21h35

Como sou quem conhece as OSS de perto, garanto que a parte que fala da qualidade dos serviços é imensamente mentirosa, coisa de quem nao pisou em hospital de OSS. Obviamente, o serviço ainda precisa melhorar, mas é imensamente melhor do que era nas mãos do poder publico. Alguns são até premiados e reconhecidos fora do país.

Mas o texto é elucidativo…a retórica do PT na campanha se desfaz como mentira: a menina dos olhos é a saúde, é onde se pode lotar o serviço com pelegos, apadrinhados e outros que precisam ser pagos por favores na campanha. E dane-se a qualidade.

É justo e necessário cair matando nas contas dessa modalidade, mas o acerto da existência dela é enorme. Desfazer isso écolocar o aparelhamento, o peleguismo acima do bem publico.

Responder

    francisco pereira neto

    30 de outubro de 2012 às 23h42

    Entre voce e a Conceição, em quem voce acha que nós acreditamos?
    Primeiro, ela é médica e não é de hoje que ela trata do tema saúde aquí no blog com muita competência, sempre apontando as malandragens suas.
    “Como sou quem conhece as OSS de perto”, e baseado nesse seu “conhecimento”, quanto as OSS lhe paga para fazer a defesa delas?
    Por acaso o Januário Montone não é comparsa do Serra, como foi citado no texto? Isso não é aparelhamento? Não é ser pelego?
    O que vc acha que o Haddad deve fazer? Preencher os cargos com a cambada do Serra e Kassab?
    Não seja ridículo.

    Luiz Carlos Azenha

    30 de outubro de 2012 às 23h53

    A Conceição Lemes não é médica, mas é a repórter de saúde mais premiada do Brasil. abs

    Rodrigo Leme

    31 de outubro de 2012 às 07h03

    Cara,você acredita em quem você quiser. Isso é o bonito desse espaço. Mas a minha visão sobre a qualidade do serviço de hospital gerido por OSS é imensamente diferente da apresentada.

    E nao ganho nada por isso não, rapaz. Tenho parente que trabalha para um desses hospitais, vejo de perto isso com regularidade, e falo com propriedade que esse cenário pintado não é real.

    Do resto não posso falar, pq não acompanho a questão financeira. Mas acho que, publico ou privado, o acompanhamento deve existir. Não será loteando os hospitais com funcionários públicos endividas de campanha ambulantes nos cargos mais altos que isso vai mudar.

    francisco niterói

    31 de outubro de 2012 às 08h36

    Azenha e francisco

    Esse problema adquiriu ressonancia em SP, e agora o RJ segue atras, mas isso ja existe faz tempo.

    Nasci numa cidade do interior, 20000 hab, e la temos uma casa de saude, com donos milionarios, e, veja só, um hospital gerido por uma OS cujos diretores sao….. Tchan tchan tchan…. Os donos milionarios da casa de saude particular.

    Eles fazem assim: a particular é conveniada do SUSe portanto deve receber tb pacientes do SUS. Só que quase todos vao pro hospital publico e ficam la amontoados. Eles so transferem pra casa de saude, mesmo com o hospital botando gente pelo ladrao, em caso de emergencia e, nao sou da area mas o povao fala, so se for bem lucrativo.

    E o resultado final: nao posso afiancar, mas dizem que o particular recebe muito mais grana. O que eu posso afiancar COM CERTEZA é que faz trocentos anos a saude publica desta cidadezinha “PERTENCE” a meia duzia de medicos.

    Nao conheço as OS de SP, mas uma das caracteristicas de qq associacao civil que nao passa de “empresa privada” pode ser verificado na forma de adesao ao quadro social dela. Por ex, muitas vezes vc pode ser muito bom naquela area especifica mas só pode ser membro da entidade se “FOR INDICADO POR UM MEMBRO DA DIRETORIA”. Assim, fica uma SESMARIA. Ficam semore os mesmos votando neles mesmos pra diretoria e consequentemente fazendo a ADMINISTRACAO FINANCEIRA. Captaram?

    siby13

    01 de novembro de 2012 às 20h49

    Mas isso meu caro é feito no dia a dia pelos DEMOTUCANOS em SP, eu sim conheco de perto, há 22 anos trabalho na Saúde Pública e SP e sei que é uma farsa este suposto bom atendimento. Cheio de cotas, e falsos atendimentos superficiais, sem se preocupar de verdade com o paciente.
    As filas são virtuais, jogam o paciente para um “CALL CENTER” onde eles não coneguer agendar nada. No local onde estou há 10 anos sendo todo serviço privatizado por uma turma de nomeados do SERRA, IAMSPE, isso ocorre diariamente.Você conhece lá também???? Duvido. Trabalhei no Heliópolis,Pedreira,Benedito Montenegro,Várzea do Carmo, PS_Augusto Gomes,Secretaria da Saúde.etc…Cansei de TUCANOS querendo desmantelar a Saúde Pública.

Fabio Passos

30 de outubro de 2012 às 21h33

Transformar a saúde da população, um direito elementar, em negócio é o sonho dos neoliberais e um pesadelo para a maioria da população.

A privataria foi um fracasso enorme no Brasil em áreas estratégicas da nossa economia. Insistir com a privataria na área social é um crime contra a população.
Se deixar os tucanos vendem até a mãe.

É dever do Haddad impedir que avance esta irresponsabilidade da pior “elite” do mundo.

Responder

    H. Back™

    31 de outubro de 2012 às 00h42

    Sim Fábio, é o que se viu na terra do liberalismo, os EUA Se até lá, onde temos um padrão de vida melhor do que no resto do mundo, a saúde se tornou um problema de difícil resolução. A classe média não consegue ter os mesmos serviços que tinha antes, agora imaginem isso entregue ao capitalismo selvagem, liberado para fazer o que bem entender para visar o lucro? Seria o mesmo que deixar os lobos livres no meio dos cordeiros!


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