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Gilson Caroni Filho: Nove décadas de todos nós


16/03/2012 - 22h14

Nove décadas de todos nós

por Gilson Caroni Filho, no Quem Tem Medo da Democracia?

Há 90 anos, precisamente a partir de 25 de março de 1922, os comunistas passaram a existir de fato na sociedade brasileira.  Independentemente de  divergências no campo progressista, não se pode negar ao PCB sua importância histórica como um dos referenciais elementares na articulação da cultura e política contemporânea do Brasil moderno. E neste lapso histórico, até a legalização em 1985, contam-se nos dedos os anos em que os comunistas se beneficiaram de garantias cívicas – que,  genericamente, se realizam no direito à existência legal como partido político.

É claro que a discriminação cívica  dos comunistas não foi um fenômeno peculiar. Ela se inseriu como  um dos aspectos particulares daquele que, durante muito tempo, foi um padrão constante da formação social brasileira: a exclusão das massas trabalhadoras do processo político. A negação da vida pública aos partidos de esquerda fez parte da negação maior realizada sistematicamente pelas classes dominantes brasileiras: a tentativa de impedir e ou neutralizar a intervenção do povo na nossa história.

Entretanto, este aspecto  particular da tradicional natureza antidemocrática , antipopular e excludente da ordem política brasileira revestiu-se de um sentido absolutamente decisivo no processo de declínio histórico do regime implantado com o golpe de 1964. E pelo que contém de pedagógico não podemos deixar de passar em branco esse ponto.

A  nossa experiência política revela a que serviu a interdição da legalidade aos comunistas. Todos sabem que o anticomunismo e a repressão a seus quadros foram o pretexto  e o vestíbulo ao cerceamento de todas as correntes do pensamento progressista, uma espada de Dâmocles, que  se manteve suspensa sobre todas as cabeças que exercitaram o dever de dissentir, de discutir e de projetar um futuro diferente a partir do presente transformado. No momento em que o capital financeiro, apoiado pelas grandes corporações midiáticas, dissolve conquistas históricas da classe trabalhadora européia, a lembrança viva desse passado recente é um imperativo democrático para brasileiros e demais povos sul-americanos.

Sempre é bom recordar que  a luta pela  livre organização e a legalização das mais diversas correntes de opinião concentrou muitas das determinações da questão democrática brasileira. Nestas condições, a luta dos comunistas foi pertinente a todas as forças democráticas. O impedimento de existência legal do PCB significou para elas uma restrição, uma ameaça, um instrumento de chantagem.

O partido que contou com quadros da  estatura de  João Amazonas, Maurício Grabois, Pedro Pomar, Diógenes Arruda Câmara e Luís Carlos Prestes condensou a consciência possível de uma parcela expressiva das populações trabalhadoras da cidade e do campo e as melhores tradições de nossa intelectualidade. Apesar dos erros cometidos e dos percalços de seu itinerário, instaurou-se como uma constelação política nacional, como uma vontade política genuinamente nacional.

Combateu por uma legislação social justa, pela defesa da industrialização, pelo monopólio estatal do petróleo, pela educação pública fundamental e superior, pela igualdade de direitos entre homens e mulheres, pela proteção à infância, contra discriminação racial, religiosa e cultural, contra todas as formas de censura e  obscurantismo, pela democratização  da vida social e por melhores condições sociais para todos os trabalhadores. Estiveram presentes na campanha das  “Diretas Já”, contribuindo para o avanço da luta democrática. O aporte que ofereceram à cultura  e às ciências históricas e sociais com a difusão pioneira do marxismo é de uma relevância íntima.

Vinculados à solidariedade internacional, lutaram contra o fascismo espanhol e denunciaram sempre o colonialismo. Deram seu sangue nos campos de batalha da Itália e nas câmaras das ditaduras que macularam a dignidade nacional. Se entendemos o socialismo como desejo  e tarefa de homens e mulheres, como obra coletiva dos trabalhadores, devemos reverenciar a trajetória de homens como Mário Alves, Gregório Bezerra, Henrique Cordeiro e Apolônio Carvalho entre tantos outros. Eventuais divergências táticas não justificam o esquecimento de atores que lutaram pela democracia como valor estratégico.

Ao presenciarmos a ação de sistemas despolitizantes que pretendem reduzir questões sociais e políticas públicas a problemas técnicos, que devem ser elucidados mediante a interação entre cúpulas de organismos multilaterais, agências de risco e corporações midiáticas, precisamos resgatar o legado dos que lutaram por uma vida à luz do dia, regida pelas normas de convivência pluralista e democrática.

Viva a paz! Viva a democracia! Viva o socialismo!

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18 comentários

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Leonardo

17 de março de 2012 às 23h17

Singela homenagem ao post:

[youtube gm69hqL0MMg http://www.youtube.com/watch?v=gm69hqL0MMg youtube]

Responder

pperez

17 de março de 2012 às 23h13

A luta por um Brasil cada vez mais justo e solidario estará sempre presente no ideario comunista!
Foi assim na clandestinidade do passado com a luta armada para fazer valer o direito constitucional de liberdade do povo é assim hoje no governo hoje no debate de ideias por um País mais igualitario e soberano
Parabens camaradas !

Responder

assalariado.

17 de março de 2012 às 17h19

Por favor, alguem por aqui pode explicar a diferença entre estes dois partidos comunistas ( PC do B, e o PCB ), aqui no Brasil ?

Muito obrigado.

Saudações Socialistas.

Responder

    Flausino Rubiloca

    17 de março de 2012 às 18h57

    As principais diferenças entre o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e o Partido Comunista do Brasil (PC do B)
    Geralmente, grande parte das pessoas não compreende a existência de dois Partidos Comunistas no Brasil. Muitos até confundem as duas organizações como se fossem a mesma coisa. Até mesmo parte dos militantes também acha que a diferença entre PCB e o PC do B é apenas tática, afinal os dois partidos se reivindicam comunistas. No campo internacional, há também certa confusão sobre a existência de dois Partidos Comunistas no País, afinal já não existe mais a União Soviética, nem o maoísmo do Livro Vermelho ou o albanismo de Enver Hoxha. Para esclarecer essa aparente confusão, decidimos colocar claramente, tanto para as pessoas pouco familiarizadas com as sutilezas da esquerda, quanto para os militantes em geral, as principais diferenças históricas, políticas, estratégicas, táticas e de concepção partidária entre o PCB e o PC do B, de forma a reduzir a confusão e deixar claro essas diferenças.
    .
    Parte I

    .1.1 As Condições Históricas
    .
    Leia mais em: http://www.diariodaclasse.com.br/forum/topics/as-

    assalariado.

    17 de março de 2012 às 21h32

    Flausino, fui ao endereço por voce sugerido. Lá, é muito rico em informações históricas do movimento das esquerdas no Brasil. Mais precisamente dos "Ps" comunistas.

    Porém, no que diz respeito as táticas e estrategias de organização dos assalariados e a classe trabalhadora em geral, os esquerdistas, deveriam e devem irem rumo as bases a qual eles se pretendem representar. Acho que há uma lacuna imensa, entre a teoria dialética marxista de organização de um partido inserido junto da classe trabalhadora (como frequentar portas de fabricas e escritórios), e a pratica dialética do marxismo leninista junto as bases sociais exploradas da sociedade. Poderiamos começar fazendo autocritica por aí, não é verdade?

    Saudações Socialistas.

Flausino Rubiloca

17 de março de 2012 às 15h14

SEMANA DOS 90 ANOS DO PCB
<div class="separator" style="clear: both; text-align: center;">
<img border="0" height="640" src="http://3.bp.blogspot.com/-Qws5v_myziM/T2TUP7IMAWI/AAAAAAAACMw/4MdTlqY2mmk/s640/90anospcb9.jpg&quot; width="484" /></div>
NÃO PERCA ESTE MOMENTO HISTÓRICO!
VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA,
COM DESTAQUE PARA O ATO PÚBLICO DIA 23 DE MARÇO! SEMINÁRIO “PCB 90 ANOS DE LUTAS”
Local: Sindicato dos Professores (Sinpro-Rio)
(Rua Pedro Lessa, 35 – 2º andar)
Dia 20/03 (terça) – das 16h às 18h
1922-1945: DOS ANOS DE FORMAÇÃO ÀS LUTAS CONTRA O ESTADO NOVO
Palestrantes: Milton Pinheiro e Marly Vianna
Coordenação: José Renato
Dia 20/03 (terça) – das 19 às 21h
1946-1964 – A CONSOLIDAÇÃO DA ESTRATÉGIA NACIONAL DEMOCRÁTICA
Palestrantes: Ricardo Costa e Dênis de Moraes
Coordenação: Paulo Schueler
Dia 21/03 (quarta) – das 16 às 18h
1965-1979 – A RESISTÊNCIA CONTRA A DITADURA
Palestrantes: Muniz Ferreira e Marcos Del Roio
Coordenação: Heitor César
Dia 21/03 (quarta) – das 19 às 21h
1980-1992 – O REFORMISMO E A TENTATIVA DE LIQUIDAÇÃO DO PCB
Palestrantes: Anita Prestes e Ivan Pinheiro
Coordenação: Hiran Roedel
Dia 22/03 (quinta) – das 14 às 16h
1992-2012 – A RECONSTRUÇÃO REVOLUCIONÁRIA
Palestrantes: Virgínia Fontes e Edmílson Costa
Coordenação: Zuleide Faria de Melo
Dia 22/03 (quinta) – das 16h30 às 18h30
O PCB E A CONJUNTURA INTERNACIONAL
Palestrantes: Antonio Carlos Mazzeo, Eduardo Serra e Lucio Flávio R. de Almeida
Coordenação: Sofia Manzano
Dia 22/03 (quinta) – das 19 às 21h
O PCB E A ESTRATÉGIA SOCIALISTA DA REVOLUÇÃO BRASILEIRA
Palestrantes: José Paulo Netto, Mauro Iasi e Milton Temer
Coordenação: Sidney de Moura e Silva
Obs.: intervalo das 20:30 às 20:35, para assistir o programa nacional do PCB em cadeia de televisão
_______________________________________________________________________________________
Dia 23/03 (sexta):
Local: toda a programação na Associação Brasileira de Imprensa (ABI)
Rua Araujo Porto Alegre, 71
SEMINÁRIO INTERNACIONAL (7º andar):
“A CRISE DO CAPITALISMO: A OFENSIVA IMPERIALISTA E A LUTA PELO SOCIALISMO”
13:30 às 14:30h: “Cuba: As mudanças no processo de construção do socialismo” (Representante do Partido Comunista de Cuba e Zuleide Faria de Melo – PCB)
14:45 às 17h: “América Latina: possibilidades e limites de avanços sociais” (Representantes dos Partidos Comunistas Argentino, Colombiano,Mexicano, Peruano, Uruguaio e Venezuelano; Atilio Boron; Edmilson Costa – PCB)
17:15 às 18:00 (9º andar): exibição do filme “Fomos, somos e seremos comunistas”
18:30 – ATO PÚBLICO NACIONAL 90 ANOS DE PCB
22:00 – FESTA VERMELHA
Local: Clube dos Advogados (iniciativa da Fundação Dinarco Reis)
Av. Marechal Câmara, 210 – 3º andar
24 DE MARÇO DE 2012 (sábado):
Local: Auditório Pedro Calmon – UFRJ – Praia Vermelha – Av. Pasteur
Das 13:30 às 20:30: SEMINÁRIO INTERNACIONAL:
“A CRISE DO CAPITALISMO: A OFENSIVA IMPERIALISTA E A LUTA PELO SOCIALISMO”
13:30 às 15:00h: “Europa: Crise, retirada de direitos e resistência popular” (Miguel Urbano Rodrigues, Partidos Comunistas Grego e dos Povos de Espanha; Mauro Iasi – PCB)
15:10 às 16:30h: “Colômbia: A insurgência e o movimento de massas frente ao terrorismo de Estado” (Colombianos e Colombianas pela Paz, Marcha Patriótica, Partido Comunista Colombiano e Agenda Colômbia Brasil; Ivan Pinheiro – PCB)
16:35 às 19:45h: “Oriente Médio: As guerras imperialistas de rapina e as revoltas populares” (Embaixador da Síria no Brasil, Partidos Comunistas Sírio e Libanês, Leila Ghanen, Frente Popular de Libertação da Palestina; Ricardo Costa – PCB)
20:00: Ato Cultural, com um coquetel modesto.
25 DE MARÇO DE 2012 (domingo):
9:30 – Visita ao local onde foi fundado o PCB, em 25 de março de 1922;
Sessão Solene – Câmara Municipal de Niterói:
(Av. Amaral Peixoto, 625 – Niterói)
10:15- Homenagem do Vereador Renatinho e do PSOL Niterói aos 90 anos do PCB;
10:30 – Reunião pública do Comitê Central do PCB, com militantes e convidados nacionais e internacionais;
13:00 – Almoço de confraternização em Niterói.
OBS.: Sobre o Seminário Internacional, acompanhe em nossa página os nomes e referências dos expositores bem como novas confirmações de Partidos Comunistas.

Responder

FrancoAtirador

17 de março de 2012 às 13h10

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Marinha identifica mancha de óleo de 1 quilômetro em área explorada pela Chevron na Bacia de Campos

Por Alana Gandra, repórter da Agência Brasil
Edição: Aécio Amado

Rio de Janeiro – Em sobrevoo feito ontem (16), um inspetor naval da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro identificou uma “tênue” mancha de óleo com cerca de 1 quilômetro de extensão na área onde a companhia petrolífera Chevron comunicou ter descoberto novo vazamento no Campo de Frade, na Bacia de Campos, no último dia 4. A área está situada a cerca de 130 quilômetros da costa e a três quilômetros do primeiro vazamento, ocorrido na região, em novembro do ano passado.

A informação foi divulgada hoje (17), por meio de nota conjunta assinada pela Marinha do Brasil, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

De acordo com a nota, o Grupo de Acompanhamento e Avaliação, formado pelos três órgãos, segue monitorando o incidente no Campo de Frade e os procedimentos adotados pela Chevron para dispersão da mancha. Uma nova reunião está programada para o início da próxima semana, após novos sobrevoos na região do vazamento, para avaliação do caso.

No último dia 15, a Chevron decidiu suspender temporariamente a produção no Campo de Frade. Segundo informou na ocasião o diretor de Assuntos Corporativos da empresa, Rafael Jaen, a decisão foi tomada por precaução e comunicada aos órgãos reguladores brasileiros. Jaen estimou que houvessem vazado apenas 5 litros de óleo. Ele descartou que o incidente tivesse relação com o vazamento de novembro de 2011. A produção total diária da Chevron no Campo de Frade chega a 61,5 mil barris de petróleo.

A petrolífera voltou a ser autuada esta semana pela ANP “por não atender notificação da agência para apresentar as salvaguardas solicitadas para evitar novas exsudações [vazamentos] na área”, segundo nota divulgada na última quinta-feira (15) pelo órgão regulador, referente à mancha de óleo descoberta este mês. Os técnicos da agência avaliam que o vazamento detectado agora seja proveniente de fissuras no fundo do mar e não do poço da Chevron, que foi lacrado pela companhia.

Leia também:
Chevron suspende extração de petróleo na Bacia de Campos após descobrir mais um vazamento
Chevron recebe nova autuação da ANP por mais um vazamento de óleo da Bacia de Campos
Chevron informa que há mais um vazamento de petróleo na Bacia de Campos

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-03-1
<img src="http://www.aljazeera.com/mritems/Images/2011/11/24/20111124052241734_20.jpg"&gt;
Foto: AFP, via AL JAZEERA

Chevron halts Brazil drilling after new leak
US oil giant announces temporary stop to production
after a "small new seep" found in same area of earlier spill.

Responder

E S Fernandes

17 de março de 2012 às 10h10

Os comunistas ainda têm a posse da mais densa e rica teoria social, o materialismo histórico.
Crísticas a parte, Marx ronda, corroe e vigia a conciência daqueles que mandam no mundo.
Sempre foi e será satanizado, por isso.
O comunismo está por hora vencido política e socialmente, mas o materialismo histórico vive. Vive porque explica o real. Não tergiversa com trivialidades da aparência.
É uma teoria e como tal é uma potência, ainda mais que parece ser a única a explicar o que é o capita e a contradição entre ele e o ser humano. Nisso Marx acertou em cheio. Sua flecha não erro nenhum milímetro.
É exatamente por isso que sempre estão matando o Velho barbudo.
Porém, vários coveiros de Marx já viraram pó e ele segue a nos trazer luz.
Parabéns ao PCB!
Está na hora de parar de fazer voto útil no inútil PT e irmos nas raízes do problema, como os comunistas.

Responder

Sagarana

17 de março de 2012 às 10h07

Comunismo eh o sistema onde a sociedade eh escravizada pelo estado, que por sua vez eh dominado por um clã. Sem exceções! Pelo menos ate hoje.

Responder

    Willian

    18 de março de 2012 às 07h34

    Vide os milionários da China, o maior país "comunista" do mundo.

    Rafael

    18 de março de 2012 às 10h35

    Interessante ler um comentário com tanto embasamento. Muito bem explicado!!! Não sei se vc percebeu, mas lá na Rússia, época URSS, chamavam de estalinismo acredito justamente por não ser na essência um sistema comunista. Era um regime ditatorial. Da mesma forma que não se pode dizer o capitalismo é ditatorial por que américa do sul toda ela houve regime ditatorial, assim como no oriente média todos países sob influência dos EUA são regimes ditatoriais, não se pode dizer que o comunismo é um regime ditatorial. Se levar isso em consideração então o capitalismo é um regime ditatorial dominado por um clã. Tenta ler de novo o texto e quem sabe vc percebe que é feito referência a conquistas sociais, sociedade justa, defesa da industrialização, monopólio do petróleo, educação pública e DEMOCRACIA. Veja a referência a democracia. Ninguém quer regime ditatorial.

Ivanisa (Nisa)

17 de março de 2012 às 07h50

Assino embaixo! O PCB "combateu por uma legislação social justa, pela defesa da industrialização, pelo monopólio estatal do petróleo, pela educação pública fundamental e superior, pela igualdade de direitos entre homens e mulheres, pela proteção à infância, contra discriminação racial, religiosa e cultural, contra todas as formas de censura e obscurantismo, pela democratização da vida social e por melhores condições sociais para todos os trabalhadores. Estiveram presentes na campanha das “Diretas Já”, contribuindo para o avanço da luta democrática. O aporte que ofereceram à cultura e às ciências históricas e sociais com a difusão pioneira do marxismo é de uma relevância íntima."

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    Flausino Rubiloca

    17 de março de 2012 às 15h11

    "combateu" e combate atualmente.

Lu_Witovisk

17 de março de 2012 às 07h14

O mais triste é ver muita gente "da massa de trabalhadores" se benzendo qdo ouve a palavra comunista. Infelizmente a desinformação pregada pela midia deu certo por muito tempo. Sorte que hj há a blogosfera e, para quem é minimamente curioso, já resolve muito.

Uma coisa é certa, só haverá um futuro em uma sociedade verdadeiramente socialista.

Responder

Miguel

17 de março de 2012 às 05h03

Gilson, sempre com textos lucidos e agradaveis de se ler… Venceremos!

Responder

Guanabara

17 de março de 2012 às 02h47

Bonito.

Responder

Porco Rosso

16 de março de 2012 às 23h41

Parabéns ao PCB pelos seus 90 anos de luta pela classe trabalhadora.

E acho que o PCB (junto com outros partidos de esquerda ainda pequenos) só tende a crescer com os órfãos da ex-esquerda, inclusive daqule partido dissidente do PCB (mas que diz que É o PCB) que se diz comunista mas defende interesses de grandes latifundários em detrimento de pequenos agricultores. Pelo menos eu espero.

Responder

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