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Amir Khair: Juro cobrado pelos bancos, um assalto ao consumidor


18/12/2011 - 17h47

Escolher o alvo certo: reduzir o juro para o consumidor

A economia está caminhando rapidamente para a estagnação, independentemente da crise europeia e isso se deve não à Selic, mas ao crédito caro. Se o governo não intervier rápida e duramente nessa área não vai adiantar botar a culpa na crise externa. É necessário mirar e atirar firme no alvo certo. Se é certo reduzir a Selic, como está fazendo o governo, mais necessário ainda é reduzir a taxa de juro ao consumidor. Isso irá ativar o consumo, diminuir a inadimplência que é criada pela elevada taxa de juro.

por Amir Khair, em Carta Maior,  sugestão de FrancoAtirador

Quase todas as análises que abordam a questão dos juros se referem à Selic. Tudo se passa como sendo ela que controla a inflação, regula o crescimento econômico e o câmbio. Serve até para se comparar com a chamada taxa de juro neutra – considerada como a mínima para que não ocorra inflação – que alguns atribuem, sem maiores explicações, como sendo 4% a 5%.

A Selic é considerada como a variável macroeconômica mais importante junto com a taxa de crescimento econômico. No entanto, pode estar servindo para desviar a atenção sobre outra taxa de juro: a que é cobrada pelos bancos aos consumidores e às empresas. Nesse artigo vamos tratar apenas da taxa de juro ao consumidor.

Uma modalidade muito usada pelas pessoas é o cheque especial. O último levantamento do BC junto a 31 bancos referente ao período de 23 a 29 do mês passado serve para revelar o verdadeiro assalto dos bancos sobre os consumidores. Essas taxas de juros variavam desde 2,24% ao mês no Banco Cruzeiro do Sul, primeiro lugar no ranking, até 10,32% no Santander, o último colocado. A CEF figurou em 18º lugar com 8,12%, o BB em 21% com 8,80%, o Bradesco em 24% com 8,87%, o Itaú em 25% com 8,93% e o HSBC em 29% com 9,97%.

Vê-se por aí que o abuso é geral envolvendo, inclusive, as instituições oficiais. Isso revela o descaso do governo com essa questão. É uma afronta à sociedade que se vê totalmente desprotegida por regras que impeçam a prática abusiva dos bancos.

Na comparação internacional, o sistema financeiro que atua no País pratica a maior taxa de juro ao consumidor do mundo. E isso ocorre, pelo menos, desde 2000, sem perder essa posição em nenhum (!) mês até hoje. Pior, desde 2004 sustenta em média o dobro (!) da taxa do Peru que vem em segundo lugar. Para efeito de comparação, serve também o fato dos países emergentes operarem com uma taxa média de juro para o consumo de 10% e os desenvolvidos 3%. A nossa em outubro bateu em 47%, quase cinco vezes maior que a dos emergentes e dezesseis vezes a dos desenvolvidos!

Tentando responder a essa crítica o sistema financeiro procura botar a culpa na cunha fiscal (tributos que incidem sobre os empréstimos), na inadimplência e nas despesas administrativas que os bancos têm. Fato é que as despesas administrativas são mais do que cobertas pelas receitas com as elevadas tarifas bancárias. A inadimplência é baixa e devida principalmente à elevada taxa de juro. A cunha fiscal existe em todo o mundo e não tem nada de especial. Mas o que procuram esconder é que o grosso da taxa de juro é a parcela responsável pela composição do lucro bancário.

Os bancos captam recursos a uma taxa próxima à Selic e a emprestam ao consumidor com diferença entre essas duas taxas de 32 pontos neste ano (dados realizados até outubro). Nos países emergentes essa diferença neste ano foi de quatro pontos.

A taxa de juro ao consumidor é usada no Brasil como poderoso freio na economia por encarecer o crédito, retirando poder aquisitivo do consumidor. Neste sentido tem sido um aliado do Banco Central para controlar a inflação.

O governo assustado com a perda de ritmo do crescimento econômico tomou medidas para ampliar o crédito, mas com a taxa de juro escorchante, que está aí está submetendo a parcela da população de renda média e baixa, que mais usa o crediário, a cair na inadimplência e ver reduzido seu poder aquisitivo. Essa perda se expressa, por exemplo, ao comprar uma geladeira e pagar duas, sendo uma virtual só de juros.

O crédito é fundamental como um dos motores importantes para a expansão do consumo, mas pouco se fala sobre a qualidade desse crédito e o quanto ele carrega de redução do poder aquisitivo da população.

Ora, para ampliar o consumo, como quer o governo, a primeira medida seria a redução da taxa de juro para o consumidor. Até hoje o governo nunca fez nada nesse sentido. Talvez por temer um confronto direto com o mercado financeiro. Por isso quando fala em taxa de juro, se refere normalmente à Selic. É necessário reluzi-la. Será um alívio para as despesas do governo, estímulo ao investimento privado e desestímulo à especulação externa contra o real e motivo de rombo nas contas externas.

Mas se é certo reduzir a Selic, como está fazendo o governo, mais necessário ainda é reduzir a taxa de juro ao consumidor. Isso irá ativar o consumo, diminuir a inadimplência que é criada pela elevada taxa de juro, e estimular os investimentos, que só interessam às empresas, se podem proporcionar rendimento maior do que na aplicação na Selic.

Temo que essa questão, que nunca foi enfrentada até agora, continue obscurecida pela discussão apenas da Selic. Ela não deve ser o alvo principal e o risco é ficar erigindo-a em poção milagrosa para tudo, quando não é, e deixar de lado o alvo que interessa, que é a taxa de juro ao consumo.

Com a crise europeia se acirrando, e sem possibilidade de saber que desdobramento terá sobre o País, é urgente, aproveitar o potencial não explorado do mercado interno. Para isso, políticas de distribuição de renda, desoneração tributária sobre bens de consumo popular e rebaixamento dos custos que mais incidem sobre o orçamento doméstico, como alimentação, transporte, habitação, medicamentos, comunicação, energia elétrica e consumo de água são elementos importantes para ampliar a capacidade de consumo e poupança da maioria da população. E, sobre tudo isso pouco se fez até hoje.

Essas medidas, no entanto, dependem de recursos do governo e, por essa razão, são mais limitadas em seu alcance e levam mais tempo para surtir efeito. Por outro lado, a redução da taxa de juro ao consumo tem efeito imediato e com repercussão ampla. Mas é possível reduzi-la? Sim. Na medida em que as aplicações na Selic forem caindo abaixo de certo ponto, os bancos vão migrar gradualmente para ampliar suas operações de crédito. Essa ampliação traz dois benefícios para a redução do juro: a) aumenta a concorrência bancária e; b) maior oferta para atender à demanda.

Fora esse movimento natural de mercado, pode-se destacar duas medidas que podem ser tomadas pelo governo. A primeira é a redução das taxas de juros nas instituições oficiais Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal (CEF), que se encontram elevadas, como visto. A segunda é estabelecer regra diferenciada de depósito compulsório dos bancos no Banco Central (BC). Quanto menor a taxa de juro praticada pelo banco, menor o percentual de depósitos a vista e a prazo que terá que efetuar no BC.

A economia está caminhando rapidamente para a estagnação, independentemente da crise europeia e isso se deve não à Selic, mas ao crédito caro. Se o governo não intervier rápida e duramente nessa área não vai adiantar botar a culpa na crise externa. É necessário mirar e atirar firme no alvo certo.

Saio de férias e desejo um feliz natal e um ano novo com paz, saúde e felicidade.

Amir Khair é mestre em Finanças Públicas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e consultor.

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25 comentários

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Antonio Nunes

27 de dezembro de 2011 às 11h13

ninguem chama cartão "bancário" de cartão de crédito…

o cartão q o banco envia pros clientes é, normalmmente, um cartão com 2 funções:

cartão de débito (q movimenta a sua conta corrente) e um cartão de crédito… o mercado chama este cartão de "cartão multiplo" (por ter multiplas funções)

a ativação da função "crédito" é OPCIONAL… eu por exemplo, não quis!

e mais:

achar q o nome de um cartão influencia o seu uso, é se achar muito fraco da cabeça!

Responder

Operante Livre

19 de dezembro de 2011 às 23h45

Raramente se fala do poder inibidor da taxa de juro ao consumidor. Não é verdade que se ganha mais mais aplicando em papéis do governo. Ganha-se muitíssimo mais em qualquer negócio em que se empreste ao consumo direto. Empresas que vem se instalar no Brasil devem saber que o negócio delas é o mesmo das Casas Bahia: emprestar dinheiro como valor agregado aos seus produtos. Não precisa ser economista para saber disto. Cada empresa produtora negocia os preços de seus produtos como se negocia grana em banco. Vivemos um mercado financista. Alguém, para não ver isto, é só sendo economista.

Segundo detalhe: somos cobrados para conhecer a lei e os responsáveis por nos dar a conhecer a lei não são responsabilizados por nos ocultá-las atrás de processos e semânticas que a cultura escolar de pouquíssimos permite adivinhar o que está, em geral, escrito em mal português. A grande maioria da população está abandonada quanto ao direito de conhecer seus direitos. E o que tem a ver isto com juros? Simples, mas em geral composto.

Quantas pessoas conseguem entender que a comprar um geladeira estão comprando dinheiro? E, depois, são responsabilizados pelo endividamento no cartão e no cheque especial e nos carnês. A imensa maioria não tem conhecimento de leis, nem de aritmética para distinguir juros simples de juros compostos. Somos enganados por propagandas enganosas que, de fato, não sabemos se são ou não enganosas. Contudo, uma minoria de nós, privilegiados, sabe o que se esconde por detrás de frases como " baixaram os juros", e "preços a partir de".

As autoridades governamentais sabem destas ações imorais, de má-fé, mantidas com apoio da lei, em nome da liberdade para que os consumidores continuem sendo CONSUMIDOS.

Responder

Regina Braga

19 de dezembro de 2011 às 15h10

È… o pior bandido, é o bandido aceito , reconhecido,estimulado…Juros bancários, virou caso de polícia, é extorsão.Com a palavra, a Presidenta…

Responder

Eduardo Di Lascio

19 de dezembro de 2011 às 11h37

Bancos deveriam ter função social, de apoiar a atividade produtiva e ser um guardião confiável das poupanças de que trabalha. Qualquer coisa além disso é agiotagem.

Responder

Escolher o alvo certo: reduzir o juro para o consumidor « Projeto Nacional

19 de dezembro de 2011 às 07h43

[…] originalmente no Carta Maior, via Viomundo Imprima […]

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Caracol

19 de dezembro de 2011 às 05h54

O primeiro melhor negócio do mundo: ser dono de banco.
O segundo melhor negócio do mundo: ser dono de um banco em dificuldades.
O terceiro melhor negócio do mundo: ser dono de um banco falido.

Seguem-se os demais negócios: drogas, armas, petróleo, etc.

Responder

    beattrice

    19 de dezembro de 2011 às 10h48

    Desculpe,
    o segundo melhor negócio no BRASIL é ser dono de pedágio em SP.

    Norberto

    24 de dezembro de 2011 às 14h48

    ser sócio do filho do Lula tb é muuuuuuuuuuuuito bom, viu!

    Jo Rolex

    28 de dezembro de 2011 às 21h03

    Em que pese o elevado valor do patrocínio aplicado pela Telemar à empresa do Lulinha, Game Corp, desafio a qualquer aspirante a Amaury Ribeiro Jr. apontar o mínimo de ilegalidade ou prejuízo à nação decorrente da operação transparente e contabilizada realizada entre duas empresas particulares.

    Óbvio está que, tivesse o filho, ainda que mais letrado – mas desprovido de experiência contra as armadilhas da sordidez política – reportado ao pai apedeuta, o CAVALO DE TROIA que lhe fora oferecido, não cairia nesta esparrela.

    Mas como o assunto é sobre filho de ex-presidente, que tal falarmos sobre o filho de FHC laranja da Disney em uma rádio FM de São Paulo, infringindo claramente a lei?

    clique google: PHC, filho de FHC, é laranja da Disney no Brasil | Brasil 247

    Antonio Nunes

    29 de dezembro de 2011 às 10h39

    uia…

    o Sr quer comparar "propinas" entre o filho de Lula e o de FHC?

    eu preferia os 2 na cadeia!

    em relação ao seu julgamento q "Lulinha" é apenas "desprovido de experiencia" e q Lula não saberia de nada do "cavalo de Tróia", é de uma inocencia q beira o ridículo!

    acho q o Sr tb acredita em Papai Noel, Duende e Fada Madrinha!

FrancoAtirador

18 de dezembro de 2011 às 23h27

.
.
Os juros escorchantes de cheque especial e cartões de crédito

são a principal causa de endividamento da classe média.
.
.

Responder

    EUNAOSABIA

    19 de dezembro de 2011 às 08h04

    Põe na conta do Ctrl C e do Ctrl V dos oitos anos do governo passado.

    Antonio Nunes

    27 de dezembro de 2011 às 11h08

    mas pq?

    o q "obriga" a classe média (ou qualquer classe) a recorrer ao cheque especial ou ao rotativo do cartão de crédito?

    há alguma lei nesse sentido?

    pq recorrer à "comodidade" do cheque especial com tx de juros beirando os 10% a.m. se podemos ter uma linha de financiamento (mais burocratizada e demorada) com juros de 3% a.m?

    pensamento idêntico ao rotativo do cartão!

    a principal causa de endividamento da classe média é a ignorância e a acomodação de ir no mais "fácil" e não no "mais barato"…

    em tempo: cheque especial e rotativo do cartão NÃO SÃO instrumentos de política social do Estado…

Mateus Leonardo

18 de dezembro de 2011 às 23h08

Votei no Lula e na Dilma, mas este acontecimentos nos Governos dos dois, faz lembrar uma máxima da democracia, alternância do Poder, na minha preferência , mas a esquerda. No atual governo tínhamos e temos muitos consultores.

Responder

pap

18 de dezembro de 2011 às 20h50

Qual é o discreto charme dos bancos e dos banqueiros?

Responder

EUNAOSABIA

18 de dezembro de 2011 às 20h43

"Tudo se passa como sendo ela que controla a inflação, regula o crescimento econômico e o câmbio."

Há 16 anos atrás o povo brasileiro decidiu que não queria mais a inflação corroendo o seu salário, quem mais sofre com a inflação são os mais pobres, Lula sabia desde sempre que se a inflação voltasse ele não seria NADA, (os 12% de inflação no último ano de FHC, foi medo de Lula e suas promessas, depois todas esquecidas no baú da história)…. mas pois bem, daí que Lula colocou o Brasil no piloto automático da macro-economia de FHC, com o tucano Meireles no BC e Palocci sendo o seu Malan, Lula é um mero copiador de obra alheia.

Ainda sobre a sentença acima, vale lembrar que quando o BC elege o controle da inflação, (e foi isto que o BC de FHC elegeu e Lula deu total continuidade – convenhamos que ninguém pode esperar muito de Lula), via manejo da taxa de juros, ele perde o controle sobre as demais variáveis, quais sejam, crescimento econômico e câmbio, estas passam a ser variáveis dependentes, é uma questão de tradeoff (há um conflito de escolhas).

Sobre desonerar produtos de consumo de primeira necessidade como forma de estimular o consumo, eu me oponho frontalmente, o que tem que ser feito é uma reforma tributária, (oito anos e nada, né seu Lula?)..mas como NADA foi feito, eu sugiro que se altere pelo menos as alíquotas de cobrança do imposto de renda, além de estimular a economia "in totum", poria termo a uma injustiça bizarra, um crasse média de Lula que ganha uns 900,00 reais por mês, paga o mesmo IR que Ike Batista paga… mas seria exigir muito de um governo de esquerda corrigir isso, não?

No mais, não creio que atacar a variável consumo via aumento da oferta de crédito seja a solução, o mais importante a fazer a promover o aumento da variável investimento, esta sim, a variável macro mais importante, criou-se um ciclo vicioso, "juros altos, câmbio desvalorizado, taxa de investimento baixa e sucateamento da indústria"… me parece algo grave….

Ainda volto ao tema após ler os elogios que certamente receberei dos companheiros do blog.

Responder

    edv

    18 de dezembro de 2011 às 23h27

    Continua farsesco, fingindo que entende de economia.
    Ou de qualquer outra coisa relevante que interesse à sociedade.
    Papagaio de privata…

CLÁUDIO LUIZ PESSUTI

18 de dezembro de 2011 às 20h06

Ora, a taxa selic onera as contas públicas, muito mais do que onera grandes empresas na hora de pegar empréstimos.Quem ganha com a selic são os banqueiros, detentores da dívida pública, e os ricaços que detêm grandes volumes dessa grana.Empresários de monta tem acesso a créditos do BNDES e bancos internacionais, com juros mais baixos.O problema da Selic é que pagamos 270 bi em juros, dinheiro que poderia ir para saúde , educação, segurança, etc, etc.Ou mesmo para abater a dívida pública.Quanto aos juros cobrados pelos bancos ao consumidor, ora, alguém acredita que um governo covarde como esse da Dilma e Lula tenha coragem de botar o "guizo no pescoço do gato" como naquela fábula dos ratinhos?É claro que não, este pessoal já provou que não vai entrar em conflito com poderosos.Talvez por covardia, por querer manter tudo como está, que já tá bom pra eles ganharem mais eleições, como por, na verdade, serem defensores desse sistema aí , de coração.Já não tenho mais ilusão nenhuma sobre o projeto político do PT.Para estes, conciliação total e absoluta é o mote.

Responder

Jo Rolex

18 de dezembro de 2011 às 19h52

Incomoda saber que o governo poderia minimizar esta extorsão reduzindo as taxas dos bancos oficiais, como aliás, já fez, porém de forma muito tímida.

Nunca é demais protestar contra os horários de atendimento ao público praticados pelos bancos.

É um verdadeiro desrespeito, em cidades do interior o horário de atendimento é de 11:00 às 15:00.

Tarifas bancárias então, outra herança maldita de FHC.

Por acaso alguém já ouviu falar em apresentação de planilhas de custo para justificar o BC autorizar os valores?

Responder

    Klaus

    18 de dezembro de 2011 às 22h18

    Você já parou para pensar por que os bancos oficiais não fazem isto? Por que não querem? Ou não podem?

EUNAOSABIA

18 de dezembro de 2011 às 19h32

"Se eu for eleito, eu prometo mudar tudo isso que está aí".

Responder

    edv

    18 de dezembro de 2011 às 23h30

    Imagine se não tivesse mudado (pra melhor!).
    Os neoliberettes continuam entendendo que "mudar" só pode ser fazer uma revolução comunista…
    Não conseguem passar disso.

Reg

18 de dezembro de 2011 às 19h30

Já reparou que eles chamam o cartão bancário de cartão de crédito?
É para influenciar o uso do cartão de crédito.
Mais um capo.

Responder

Urbano

18 de dezembro de 2011 às 18h51

Dessa usurpação não escapa um banco sequer. Com esses saqueadores me borro muito mais do que com qualquer outro larápio. Quando olho para um gerente, já o vejo de lenço na cara e revólver na mão. A ordem deve ser para esfolar, principalmente os incautos.

Responder

    Antonio Nunes

    27 de dezembro de 2011 às 11h07

    a diferença é q quando se tem um "revolver na mão" o outro lado não tem escolha… é OBRIGADO (pela violência) a agir de acordo com a vontade do outro…

    mas o q obriga o correntista do banco a se permitir ser esfolado?

    o q obriga o consumidor a usar o cheque especial ou o rotativo do cartão, pagando txs q beiram os 10% a.m?

    se nada obriga, então o gerente oferece e o correntista consumidor pode aceitar ou recusar!

    longe portanto de qualquer tipo de assalto…


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