VIOMUNDO

Diário da Resistência


Política

Mauro Santayana: Uma retirada sem glória nem honra


16/12/2011 - 15h14

Do Blog do Mauro Santayana

Mais uma vez, os Estados Unidos concluem uma guerra sem ganhá-la, ao não conseguir impor sua plena vontade aos agredidos. Os soldados norte-americanos não saem do Iraque como saíram de Saigon, em 30 de abril de 1975, escorraçados pelas tropas de Hanói e pelos vietcongs. Desta vez, eles primeiro arrasaram o Iraque, durante uma década de bombardeios constantes.

O despotismo de Saddam não incomodava antes os Estados Unidos, quando coincidia com o interesse de Washington. Tanto era assim, que os norte-americanos estimularam a guerra contra o Irã, e lhe ofereceram suporte bélico e diplomático, mas seu objetivo era o de debilitar os dois países. No momento em que — cometendo erro político elementar — Saddam pretendeu restaurar as fronteiras históricas do Iraque, ao invadir o Kueit, Washington encontrou, com o primeiro Bush, o pretexto para a agressão aérea a Bagdad, a criação da chamada zona de exclusão, em que o bombardeio aéreo era indiscriminado, e o bloqueio econômico.

Foram dezenas de milhares de mortos durante os dez anos de ataques aéreos, prévios à invasão. Entre os sobreviventes da agressão, houve milhares de crianças, acometidas de leucemia pela radiação das munições amalgamadas com urânio empobrecido.

Assim, ao invadir o país por terra, os americanos encontraram um exército debilitado, parte do território arrasado e um governo na defensiva diplomática. O pretexto, que os fatos desmoralizaram, era o de que Saddam Hussein dispunha de armas de destruição em massa.

Ontem, o presidente Obama disse que o Iraque é hoje um “país independente, livre e soberano, muito melhor do que era com Saddam”. Saddam, sabem os observadores internacionais, era muito menos obscurantista do que os príncipes da Arábia Saudita.

Seu povo vivia relativamente bem, suas mulheres não eram tratadas com desrespeito e frequentavam a universidade. Algumas ocupavam cargos importantes no governo, na vida acadêmica e nos laboratórios de pesquisas. Havia tolerância religiosa, não obstante a divergência secular entre os sunitas e os xiitas, que ele conseguia administrar, a fim de assegurar a paz interna.

O vice-primeiro-ministro Tarik Aziz era católico, do rito caldeu. País de cultura islâmica, sim, mas talvez o mais aberto de todos eles a outras culturas e costumes. O país se encontrava em pleno desenvolvimento econômico, com grandes obras de infraestrutura, e mantinha excelentes relações com o Brasil, mediante a troca de petróleo por tecnologia e serviços de engenharia, quando começaram os bombardeios.

Depois disso, nos últimos nove anos, a ocupação norte-americana causou a morte de mais de 100 mil civis, 20 milsoldados iraquianos e 4.800 militares invasores, dos quais 4.500 ianques. Milhares e milhares de cidadãos iraquianos ficaram feridos, bem como soldados invasores, a maioria deles mutilados. As cidades foram arrasadas — mas se dividiram os poços de petróleo entre as empresas dos países que participaram da coligação militar invasora.

Hoje não há quem desconheça as verdadeiras razões da guerra, tanto contra o Iraque, quanto contra o Afeganistão: a necessidade do suprimento de petróleo e gás, do Oriente Médio e do Vale do Cáspio, aos Estados Unidos e à Europa Ocidental. Daí a guerra preemptiva e sem limites, declarada pelo segundo Bush, que se dizia chamado por Deus a fim de ir ao Iraque matar Saddam Hussein. Não só os mortos ficam da agressão ao Iraque. Os americanos saem do país, deixando-o sem energia elétrica suficiente, sem água potável, com 15% de desempregados e, 85% dos que trabalham estão a serviço do governo.

Toda a história dos Estados Unidos — ao lado de méritos fantásticos de seu povo — foi construída no afã da conquista e da morte. Desde a ocupação da Nova Inglaterra, não só os índios conheceram a sua fúria expansionista: na guerra contra o México, o país vencido perdeu a metade do território pátrio, o que corresponde a quase um terço do atual espaço norte-americano no continente.

Uma das desgraças da vitória americana foi a ruptura do Compromisso do Missouri, com a ampliação do escravagismo aos novos territórios, que seria — pouco mais de dez anos depois — uma das causas do grande confronto interno, entre o Sul e o Norte, a Guerra da Secessão. Lincoln, que a enfrentou, havia sido, em 1847, um dos poucos a se opor ao conflito contra o México.

A partir de então, a ânsia imperialista dos Estados Unidos não teve limites. Suas elites dirigentes e seus governantes, salvo alguns poucos homens lúcidos, moveram-se convencidos de que cabia a Washington dominar o mundo. Ainda se movem nessa fanática determinação. Agora, saem do Iraque e anunciam que deixarão também o Afeganistão, no ano que vem. Mas, ao mesmo tempo, dentro da doutrina Bush da guerra sem fim, preparam-se para nova agressão genocida contra o Irã.

Os Estados Unidos nunca conheceram a presença de invasores estrangeiros. Sua guerra da independência se fez contra tropas britânicas, que não eram invasoras, mas sim ocupantes da metrópole na colônia. As poucas incursões mexicanas na fronteira, de tão frágeis, não contam. Mas há uma força que cresce, e que não poderão derrotar: a do próprio povo norte-americano, cansado de suportar o imperialismo interno de seus banqueiros e das poucas famílias bilionárias que se nutrem da desigualdade.

O povo, mais do que tudo, se sente exaurido do tributo de sangue que, a cada geração, é obrigado a oferecer, nas guerras sem glória, contra povos inermes e quase sempre pacíficos, em nome disso ou daquilo, mas sempre provocadas pelos interesses dos saqueadores das riquezas alheias.

A situação tomou rumo novo, a partir dos anos 80, como apontou, em artigo publicado ontem por El Pais, o biólogo e filósofo catalão Federico Mayor Zaragoza, ex-ministro da Educação de seu país e, durante 12 anos, diretor-geral da Unesco. A aliança de interesses entre Reagan e Margareth Thatcher significou a capitulação do Estado diante do mercado, e se iniciou a era do verdadeiro terror, com 4 bilhões de dólares gastos a cada dia, em armamentos e outras despesas militares, e, a cada dia, 60 mil pessoas mortas de fome no mundo.

Mayor lembra a que levou o novo credo das elites, que Celso Furtado chamou de “fundamentalismo mercantil”: a melancólica erosão da ONU e sua substituição por grupos plutocráticos, como o grupo dos 7, dos 8 e, agora, sob a pressão dos emergentes, dos 20. E na pátria da nova fé nas “razões do mercado”, os Estados Unidos, há hoje 20 milhões de desempregados, 40 milhões de novos pobres e 50 milhões de pessoas sem qualquer seguro de saúde.

A Europa assediada e perplexa, com a falência de suas instituições políticas, está presa na armadilha do euro, que não tem como concorrer com o dólar nem com o yuan, porque yuan e o dólar são emitidos de acordo com a necessidade dos Estados Unidos e da China. Disso conseguiu escapar a Inglaterra, que mantém a sua moeda própria.

Os Estados Unidos, se não houver a reação, esperada, de seu povo, se preparam para manter o terror no mundo, mediante suas armas eletrônicas de alcance global, entre elas os aviões não tripulados. Seu destino, se assim ocorrer, será o do atirador solitário, que se compraz em assassinar os inocentes à distância, até que alguém consiga, com o mesmo método, abatê-lo. E não faltam os que se preparam para isso.

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48 comentários

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ZePovinho

18 de dezembro de 2011 às 16h03

A oligarquia fez essa guerra contra o povo americano.Gastaram mais de 3 trilhões de dólares e colocaram a conta no bolso do Joe Six Pack:

[youtube laS_sia9U9Q&feature=colike http://www.youtube.com/watch?v=laS_sia9U9Q&feature=colike youtube]

Responder

ZePovinho

18 de dezembro de 2011 às 12h23

A oligarcada que detêm o controle do governo dos EUA despreza o próprio povo.Estão jogando no lixo restos mortais de soldados americanos:
[youtube dgWF7mOIW0M http://www.youtube.com/watch?v=dgWF7mOIW0M youtube]
http://www.voltairenet.org/Hundreds-of-US-soldier

Video
Hundreds of US soldiers’ remains thrown into garbage dump

The US Air Force sent the incinerated remains or partial remains of at least 274 soldiers to a Virginia garbage dump over a period lasting several years, Pentagon records have revealed. Military officials purposefully hid the practice from families who had believed that their loved ones’ remains had been disposed of in a dignified manner.

The story came to public attention last month when the Washington Post documented that at least one soldier’s remains were transported from Dover Air Base in Delaware, the main entry point for troops killed in the occupations of Iraq and Afghanistan, to the King George County landfill in Virginia. On 8 December, the Post revealed that, based on official records, the remains of at least 274 soldiers were dumped at the site…..

Responder

    Luca K

    18 de dezembro de 2011 às 16h59

    A idéia de que a invasão do Iraque foi meramente uma tentativa de saquear o petróleo é por demais simplista.
    Vejam o que diz o analista politico Jeff Blankfort sobre a motivação em invadir o Iraque nesta entrevista, fim da parte I e inicio da II.
    [youtube CNf2SntA3pk&feature=related http://www.youtube.com/watch?v=CNf2SntA3pk&feature=related youtube]

    Luca K

    18 de dezembro de 2011 às 17h26

    Jeff Blankfort, jornalista investigativo e analista politico, respondeu em entrevista a Silvia Cattori com relação ao Iraque(lembrando que Blankfort é ele mesmo judeu, mas ao contrário de Chomsky, nunca foi sionista):
    Silvia Cattori: "Washington and Tel-Aviv are intensifying their threats against Iran. In your opinion, does Israel have a precise national interest in weakening, or destroying, numerous Arab neighbors and to what degree does it succeed in orienting US policy towards new aggression in the Middle East?"

    Jeffrey Blankfort: "My position is, and I have written an article about it, that the war in Iraq was not a war for oil, but was a war conceived by the neo-cons and the pro-Israeli lobby in the United States to benefit Israel, and to elevate Israel to a very important position in the Middle East, as a part of a plan to achieve overall US global control. This is what was called for in the document of the "Project for a New American Century” or PNAC. And even though a number of prominent people, politicians as well as military people, have said that this was a war for Israel, the anti-war movement will not consider that at all.

    And right at this moment, the only segment of the American society that is pushing the US administration to confront Iran, happens to be the Jewish establishment or the lobby, whose main focus for months – groups like AIPAC, the American Israel Public Affairs Committee, but also other Jewish organizations– has been to prevent Iran from getting nuclear weapons.

    The left and the anti-war movement are so focused on blaming everything on US imperialism on one hand, and avoiding the provoking of what they fear will be "anti-Semitism" on the other, that they have gone further from putting any blame on Israel than have elements of the mainstream. And so, having paid no price for pushing the US into the war in Iraq – and not only this war, but the first Gulf war – they are preparing to do the same with Iran. There is no lobby like it."
    Aqui um excelente artigo de Blankfort sobre o assunto: http://www.leftcurve.org/LC28WebPages/WarForIsrae
    O professor James Petras, autor de vários livros sobre o poder sionista nos EUA, escreveu um bom artigo sobre o assunto tb: http://www.voltairenet.org/The-US-War-against-Ira

Fernando

17 de dezembro de 2011 às 20h26

Está na hora de o Brasil se considerar uma potencial vítima de agressão armada estrangeira, o pré-sal, as reservas de ferro, potenciais de energia hidrelétrica e a Amazônia são apenas alguns exemplos de riquezas que podem atrair a atenção americana se eles precisarem um dia. E com as forças armadas que temos, que mal tem dinheiro para alimentar os recrutas…

Claro que a defesa não passa apenas por questões financeiras, comprar um punhado de caças ou submarinos, a defesa passa fundamentalmente por definir as funções das forças armadas dentro do Brasil, sua relação com as outras instituições republicanas e com a sociedade em geral, passa por um debate político sério de suas questões no Congresso Nacional, ou seja, precisamos integrá-las dentro da democracia, subordinando-as realmente ao poder civil, coisa que nunca fizemos.

Responder

Gerson Carneiro

16 de dezembro de 2011 às 22h58

Para os que perderam as pernas/braços, e/ou estão prostrados em uma cama para o resto da vida (civis ou militares), o que justifica pagar preço imensurável? Tudo em nome da mentira.

Responder

Fábio Coelho

16 de dezembro de 2011 às 22h45

Eu só gostaria de fazer uma correção ao texto do Mauro: os Estados Unidos foram sim agredidos por uma força externa. Isto ocorreu na Guerra de 1812, quando forças anglo-canadenses (com o Canadá ainda como colônia plena, não como Domínio), invadiu o país, ateando fogo à própria Casa Branca (que tem este apelido justamente por ter sido pintada nesta cor após o conflito).

Responder

Erik

16 de dezembro de 2011 às 22h37

Os "cães de guerra" estão batendo em retiranda como cães derrotados, com o rabo entre as pernas, o "Império" perdeu para um povo pobre, miserável e indigente.

Responder

ZePovinho

16 de dezembro de 2011 às 22h03

Digite o texto aqui![youtube AMmISCrVJi0 http://www.youtube.com/watch?v=AMmISCrVJi0 youtube]

Responder

    ZePovinho

    16 de dezembro de 2011 às 22h22

    2/4 O SEGREDO DAS SETE IRMÃS – Safari no Eldorado negro-(2011) (Leg. Pt-Pt) http://www.youtube.com/watch?v=f3wD0cLEOfA
    3/4 O SEGREDO DAS SETE IRMÃS (2011) – A dança do Urso (Leg. Pt-Pt) http://www.youtube.com/watch?v=AxgIy-kvzb0
    4/4 O SEGREDO DAS SETE IRMÃS (2011) – Tempo de Mentiras (Leg. Pt-Pt) http://www.youtube.com/watch?v=LOnXCAoRswE

    José Alberto SSA BA

    17 de dezembro de 2011 às 00h55

    Zé.
    Obrigado pelo filme. É pra ver e rever.
    Mais reflexões virão sobre a "Pax Americana".
    Preocupa-me quando o "ALVO" for a Amazonia.
    Há continuação do filme?

    ZePovinho

    17 de dezembro de 2011 às 11h10

    Eu tinha colocado os links para as partes 2,3 e 4,mas parece que ainda não liberaram o comentário.Aqui está o endereço:
    [youtube f3wD0cLEOfA http://www.youtube.com/watch?v=f3wD0cLEOfA youtube]

    Conceição Lemes

    17 de dezembro de 2011 às 12h43

    Olà, ZePovinho. O que achou aqui enviado por vc foi lberado. abs

    Marcio H Silva

    17 de dezembro de 2011 às 14h37

    Já vi o 1/4. Depois verei os outros. Pode-se achar no youtube facinho, facinho.
    Uma das sete irmãs é a Chevron, que o MP quer ver fora do Brasil.
    Creio que as coisas vão ficar quente pro nosso lado.

    Luca K

    18 de dezembro de 2011 às 17h32

    Documentário sobre os efeitos das munições com URANIO EMPOBRECIDO(Poison DUst: Health Consequences of Depleted Uranium Home and Abroad):

    [youtube Cr5rnlsCFUk http://www.youtube.com/watch?v=Cr5rnlsCFUk youtube]

    Luca K

    18 de dezembro de 2011 às 17h34

    Documentário sobre o uso indevido pelos estadunidenses de fósforo branco em Fallujah , Iraque, parte I(cliquem do lado direito para as demais partes):

    [youtube cMK9PWN8EME http://www.youtube.com/watch?v=cMK9PWN8EME youtube]

    Luca K

    18 de dezembro de 2011 às 17h36

    Legado tóxico deixado pelos americanos em Fallujah, Iraque:
    [youtube k9WG1EFyV3c http://www.youtube.com/watch?v=k9WG1EFyV3c youtube]

Mozart

16 de dezembro de 2011 às 21h52

A Rússia anda de saco cheio dos EEUU, especialmente da bruxa Hillary. De repente os russos resolvem fazer aquilo que já deveriam ter feito quando eram a URSS.

Responder

Regina Braga

16 de dezembro de 2011 às 21h42

Parece que vão ficar solitários…Irã procura Àrabia Saudita para tentar unir Oriente contra Ocidente…No Iraque nada resta,assim como na Líbia…os humanistas saem e deixam os clãs se matando.Mas o Irã mostra que já adquiriu a tecnologia dos drones e vai passar para outros paises…Os americanos estão apostando que continuam poderosos,mas vão perceber que ,podem acabar unindo todos os povos, contra um inimigo comum,eles! Lembrando que ,o Irã é o canal que libera petróleo para o ocidente.Além de contar com Rússia e China.Os EUA se torna um pais melancólico.

Responder

monge scéptico

16 de dezembro de 2011 às 20h07

Saem as armas e, fica a ocupação diplomática. A USA/uk, vão chupar o olho dos iraquianos,
promovendo uma "reconstrução" ao seu modo, de modo a manter o povo iraquianos no ca-
bresto, com a ajuda dos sátrapas lá colocados para isso.
Dizer que o IRAQUE é soberano, é um chiste debochado e, é como tratam os submetidos.

Responder

Bonifa

16 de dezembro de 2011 às 18h21

O sofrimento humano foi indizível, mas há também o incalculável prejuízo para a cultura e a ciência. O Iraque era um dos grandes centros formadores de arqueólogos. Isso não existe mais. O Museu de Bagdá, tão importante ou talvez mais importante que o Museu do Cairo, foi depredado e saqueado. A Universidade de Bagdá foi incendiada. As Mastabas e outros grandes monumentos do deserto, deixados por assírios, caldeus, babilônicos e sumérios, podem ter sido destruídos por bombardeios. Crimes incalculáveis contra toda a Humanidade.

Responder

    jonão

    16 de dezembro de 2011 às 23h04

    Dizem que um dos motivos da invasão ao Iraque foi ter acesso ao enorme patrimônio arqueológico existente por lá. O Sadann não deixava os gringos por as patas naquele tesouro, daí a invasão (ao petróleo também). Lembrando que o Iraque foi a terra da civilização suméria, a mais antiga conhecida até agora.

    Bonifa

    17 de dezembro de 2011 às 11h55

    É uma falácia. O que importa o valor de uma estatueta de ouro de quatro mil anos para um soldado americano que a poria na mochila? Derretê-la talvez, ou vendê-la para algum milionário insensível de sua cidade.

Alexandre

16 de dezembro de 2011 às 17h41

O Brasil só estará seguro quando tiver sua bombinha bem guardadinha, mas pronta pra estourar na cara desses invasores.
Mais um herança demotucana foi se submeter ao hipócrita tratado de não proliferação de armas atômicas.

Responder

    EUNAOSABIA

    16 de dezembro de 2011 às 20h00

    O senhor nunca lei a constituição brasileira?

    Ainda recebe positivos, certamente de outros que jamais se deram ao trabalho de ler a carta magna da nação.

    Padrão de conhecimento baixíssimo.

    Jorge Nunes

    16 de dezembro de 2011 às 23h09

    A constituição foi mudada uma vez para ter a reeleição do tal de FHC, por motivos de segurança o congresso pode fazer uma mutança simples.

    Fábio Coelho

    16 de dezembro de 2011 às 23h58

    Não encontrei a vedação nos texto constitucional. Só encontrei a competência material do Poder Executivo do art. 22, XXIV, e como competência do Congresso Nacional no artigo 49, XIV. Na realidade, o que veda o Brasil de produzir armas nucleares é o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, ratificado pelo Presidente Fernando Henrique Cardos, por meio do Decreto nº 2.864, de 7 de dezembro de 1998. Isto praticamente enterrou o poder de dissuasão do nosso país.

    Quem tem o padrão de conhecimento baixíssimo entonces?

    daniel

    17 de dezembro de 2011 às 09h06

    A constituição pode ser refeita…

    angelo

    17 de dezembro de 2011 às 12h04

    Pensei que vc tinha se despedido deste lugar…Resolveu ficar p defender alucinadmente as atrocidades dos loucos do planeta? Depois de defender tortura, tudo o que vc disser, por mais que tente chocar, a partir de então, lhe fará parecer um escoteiro mirim. Vc é feito de quê?

Paulo P.

16 de dezembro de 2011 às 17h30

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos entregou à justiça argentina um arquivo com mais de 130 fotografias de corpos encontrados nas costas uruguaias, e que corresponderiam a vítimas da ditadura militar argentina lançadas ao mar nos denominados “voos da morte”. http://grupobeatrice.blogspot.com/2011/12/comissa

Responder

Vera Silva

16 de dezembro de 2011 às 17h21

"Seu destino, se assim ocorrer, será o do atirador solitário, que se compraz em assassinar os inocentes à distância, até que alguém consiga, com o mesmo método, abatê-lo. E não faltam os que se preparam para isso." E tomara que consigam. Caso contrário, ninguém estará a salvo e eles sairão matando seu próprio povo tal como um tumor canceroso que come o próprio corpo que o alimenta até à própria morte.

Responder

Tomudjin

16 de dezembro de 2011 às 17h06

O que importa para os EUA não é a retirada…o importante é embutir, na opinião pública, a legalidade de insurgir-se contra outro país.

Responder

Outro Antonio

16 de dezembro de 2011 às 16h53

São assassinos e como assassinos serão caçados.

Responder

edv

16 de dezembro de 2011 às 16h53

Complemento do título:
"Mas com muito petróleo!"…

Responder

C. Paoliello

16 de dezembro de 2011 às 16h18

Nem Gengis Khan, considerado equivocadamente um bárbaro, impôs aos povos dominados a destruição de um país e de um povo como fizeram os estadounidenses no Iraque.

Santayana faz o que todo jornalista deveria fazer, tratar sistematicamente os EUA como invasores, que é o correto. Nem declaração de guerra houve!

Responder

    EUNAOSABIA

    16 de dezembro de 2011 às 20h02

    Caraca mano véio… isso é sério mesmo amigo??? "considerado equivocadamente e bla bla bla""".. cruel truta…

    ZePovinho

    16 de dezembro de 2011 às 22h18

    E aí,Antonio Alexandre Muraro??????????

    ZePovinho

    16 de dezembro de 2011 às 22h24

    Antonio Alexandre Muraro.Parece que trabalha como técnico em uma loja e tenta aprender economia na internet.

    Jorge Nunes

    16 de dezembro de 2011 às 23h02

    Uai, mudaram o EUNAOSABIA?
    Poxa, traz o outro de volta.

ZePovinho

16 de dezembro de 2011 às 16h11

A Blackwater(que hoje se chama XE e dá segurança em plataformas de peróelo dos americnaos no Brasil e está em reservas indígenas) é suspeita de ter feito esse servicinho sujo no Iraque(a CIA também faz no Irã):
http://tribunaliraque.info/pagina/campanhas/unive

LISTA DE PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS ASSASSINADOS NO IRAQUE DURANTE A OCUPAÇÃO

Documento da Campaña Estatal contra la Ocupación y por la Soberanía de Iraq (CEOSI)
IraqSolidaridad ( http://www.nodo50.org/iraq)

10 de Novembro de 2005

Tradução do inglês e do árabe para o castelhano: Paloma Valverde e Houmad El Kadiri
Tradução do castelhano para português: TMI-AP-JMB

NOTA DA TRADUÇÃO PORTUGUESA: lista elaborada até fim de Outubro 2005; ver, no fim da lista (n.os 101 a 108), os nomes dos assassinados de Novembro e Dezembro

A seguinte lista de professores e professoras iraquianos assassinados durante a ocupação, não sendo ainda definitiva, aumenta para 100 a que foi anteriormente publicada por IraqSolidariedad1, agrupando os casos por universidades e incluindo uma categoria de académicos que, no momento de serem assassinados desempenhavam cargos administrativos, alem de três nomes de professores cuja universidade se desconhece. Esta nova listagem foi elaborada com base em várias fontes de informação iraquianas e internacionais2, além de fontes jornalísticas árabes3.

Tal como a anterior, esta lista ampliada não inclui os nomes de professores do ensino primário e secundário4, nem de médicos no activo ou profissionais não vinculados à docência universitária.

Tendo em conta a situação que se vive no Iraque, é compreensível que não se disponha duma única lista completa de professores e académicos assassinados durante a ocupação. No passado mês de Outubro, o Ministério do Ensino Superior iraquiano cifrava em 146 o número de professores universitários assassinados no Iraque desde o início da ocupação5.

Várias organizações ligadas à iniciativa Tribunal Mundial sobre o Iraque preparam uma campanha de denúncia destes assassinatos selectivos, cuja lógica, sejam quem forem os seus executores6, visaria eliminar o estrato qualificado da população a quem caberia assegurar o futuro cultural, académico e científico de um Iraque libertado e soberano.

BAGDADE
Universidad de Bagdade

Abbás al-Attar: Doutor em Humanidades, professor da Faculdade de Humanidades da Universidade de Bagdade.
Abdel Huseín Jabuk: Doutor, professor da Universidade de Bagdade.
Abdel Salam Saba: Doutor em Sociologia, professor da Universidade de Bagdade.
Ali Abdul-Huseín Kamil: Doutor em Ciências Físicas, professor do Departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade de Bagdade.
Basil al-Karji: Doutor em Ciências Químicas, professor da Universidade de Bagdade.
Basil al-Karkhi: Doutor em Ciências Químicas, professor da Universidade de Bagdade.
Essam Sharif Mohammed: Doutor em História, catedrático e Director do Departamento de História da Faculdade de Humanidades da Universidade de Bagdade.
Fuad Abrahim Mohammed al-Bayati: Doutor em Filologia Germânica, catedrático e Director do Departamento de Filologia Germânica da Faculdade de Filologia da Universidade de Bagdade.
Haifa Alwan al-Hil: Doutora em Física, professora na Faculdade de Ciências da Mulher da Universidade de Ba……………………………………………..

Responder

    EUNAOSABIA

    16 de dezembro de 2011 às 20h06

    Procure se informar um pouco melhor companheiro, os próprios iraquianos procediam esses assassinatos, grupos rivais de iraquianos matavam-se entre si, essa carnificina foi muito maior do que as baixas provocadas pelas tropas estrangeiras.

    ZePovinho

    16 de dezembro de 2011 às 22h17

    O culpado é a vítima…….Serra é especialista nisso.

    Jorge Nunes

    16 de dezembro de 2011 às 23h07

    é mesmo?
    Por que antigamente iraquianos cristãos faziam parte do governo e hoje não?
    Por que até as tropas estrangeiras chegarem o Museu de Bagdá não nunca tinha sido saqueado?
    Por que antes da invasão os iraquianos tinha água enganada e serviço de saúde?

    Os iraquianos não se matavam uns aos outros e nem faziam atentados cotra o próprio país. Esse identidade nacional evitou que a bandeira do Iraque fosse trocada como desejava os EUA.

    Fábio Coelho

    17 de dezembro de 2011 às 00h06

    Carnificina que só se fez por conta da invasão. Argumentar sobre o "quantum" da carnificina provocada entre grupos rivais não retira a ilegalidade e monstruosidade da invsaão. Não é só umaargumento retórico pobre, mas um retirar de foco. Isto é, busca-se legitimar, ou melhor dizendo, temperar com uma medida de justiça algo tão ruim quanto ou até mesmo pior.

    Marcos C. Campos

    17 de dezembro de 2011 às 07h39

    A culpa é sempre do outro , nunca do americano bonzinho ? Você que deveria tirar o tapão do olho e do cérebro para ver melhor.
    "Procure se informar um pouco melhor" ? o Ze Povinho fornece um monte de links e referências, e você, do alto da sua arrogância , não sugere base nenhuma e acha que o Zé é que está mal informado.
    kkkkk
    Tem que rir para não chorar.

    Luca K

    18 de dezembro de 2011 às 17h52

    De fato muitos dos mortos decorreram da guerra civil entre sunitasX shiitas e curdos que se seguiu a invasão americana. Entretanto, tal guerra civil somente se tornou possível devido á invasão dos EUA. Além disto, havia o componente estrangeiro na guerra, os tais terroristas da Al-Qaeda que, oriundos de muitos países(predominantemente Arabia Saudita e Líbia), entraram no Iraque e perpetraram inúmeros horrores contra civis iraquianos. Curiosamente, no caso dos terroristas líbios, eram quase todos oriundos da região do país onde se originou a "rebelião" contra Gaddaffi. Muitos destes terroristas lutaram contra o regime líbio com o conhecimento dos EUA /OTAN. Uns 600 deles foram recentemente enviados à Turquia para atuar na Síria, na tentativa de derrubar Assad. Outro ponto importante é que os países do oriente médio e Ásia Central são geralmente muito heterogêneos racial e religiosamente. As diferenças entre etnias e grupos sectários são então exploradas pelos EUA/OTAN/Israel, etc. O velho "dividir para conquistar", tão velho quanto o Império Romano.

    ZePovinho

    16 de dezembro de 2011 às 22h03

    Essa matéria foi em homenagem a meu professor de mecânica vetorial,Wellington,que quase morreu em uma explosão de um laboratório da Petrobrás na Bahia,durante o regime militar,feita pela CIA.

O_Brasileiro

16 de dezembro de 2011 às 15h52

Muito bom… Como sempre!

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