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Cartas de Minas

Amaury Ribeiro Jr: O primo mais esperto de José Serra

13 de dezembro de 2011 às 14h53

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O primo mais esperto de José Serra, capítulo 8 de A privataria tucana, de Amaury Ribeiro Jr., publicado com autorização da Geração Editorial

O primo mais esperto de José Serra. O perdão de uma dívida milionária no Banco do Brasil. E o apoio do BB para estrear na privataria. Preciado vai à luta e compra três estatais sob FHC. Com a bênção de Ricardo Sérgio e o dinheiro da Previ. Altos negócios com um paraíso natural na Bahia

A trajetória do empresário espanhol naturalizado brasileiro Gregório Marin Preciado, 67 anos, é um exemplo de como laços de família funcionam como chaves para abrir muitas portas, escancarar novas oportunidades e levar vantagem sem fazer muita força.

Desde que passou a integrar o clã dos Serra, os horizontes do primo Preciado expandiram‑se consideravelmente.

Casado com uma prima em primeiro grau do ex‑governador de São Paulo, Preciado arrebatou vantagens bancárias distantes das que arrebatariam mortais comuns, brasileiros ou espanhóis.

Ou você, leitor, obteria, munido somente de sua integridade e seus belos olhos, um abatimento de seu débito com o Banco do Brasil de R$ 448 milhões para irrisórios R$ 4,1 milhões? [30] Uma redução amiga de 109 vezes o valor da pendência, decididamente, não é para qualquer bico. Mas para bico de tucano, com certeza é…

A chave mágica gira pela primeira vez para o contraparente de José Serra em 1983.

Catapultado pelo apoio do poderoso primo, Preciado toma assento no Conselho de Administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público estadual.

O governador era Franco Montoro e Serra, seu secretário de planejamento.

Os tucanos ainda não eram tucanos e abrigavam‑se no ninho do PMDB, de onde logo bateriam asas, acusando a velha legenda de antro de fisiologismo, pecha que a história, essa matrona sarcástica, cobraria do próprio PSDB um pouco adiante.

O primo de Serra permanecerá no Conselho de 1983 a 1987.

Mas é com os cofres do Banco do Brasil que o primo do peito irá se encontrar.

Em agosto de 1993, Preciado toma um empréstimo equivalente a US$ 2,5 milhões na agência Rudge Ramos, em São Bernardo do Campo (SP).

O financiamento, em nome das empresas Gremafer Comercial e Importadora Ltda. e Aceto Vidros e Cristais Ltda. [31] que, na época, tinham vários títulos protestados na praça, demora a ser liberado.

Quando ocorre a liberação, as duas empresas de Preciado, atoladas em dívidas, não conseguem pagá‑lo.

No ano seguinte, acontece a primeira renegociação. Mas não é honrada. Apenas a Aceto paga uma parcela — referente a outubro de 1994 — do seu débito.

Corre o ano de 1994 e Preciado está mordendo a lona.

Já deve aproximadamente R$ 20 milhões, que não pode pagar ao Banco do Brasil. Mas pode doar, por meio das endividadas Gremafer e Aceto, a bolada de R$ 87.442,82 para a campanha do primo Serra ao Senado.

O BB ajuda a bancar as investidas empresariais de Preciado e este ajuda a bancar a candidatura do primo. O depósito consta da prestação de contas do candidato à Justiça Eleitoral.

O tempo passa e o banco público nao vê a cor do seu dinheiro.

Enquanto isso, a Gremafer vende R$ 1,7 milhão em imóveis. Mesmo assim, por bizarro que possa parecer, Preciado emplaca um segundo empréstimo no BB.

Em novembro de 1995 — com FHC presidente e Serra senador — o inadimplente Preciado extrai não apenas um financiamento de montante ainda superior ao primeiro: US$ 2,8 milhões.

De lambuja, uma nova e camarada renegociação permitiu‑lhe abater R$ 17 milhões do passivo anterior!

Aliás, depois disso, a Gremafer vendeu mais R$ 2,2 milhões em imóveis. Para o BB rumariam apenas R$ 160 mil.

“Totalmente exótico”, registrou o Ministério Público Federal na ação cautelar de improbidade que moveu contra Preciado e duas dezenas de pessoas físicas e jurídicas em 2004. Mais do que exótico,
ilegal.

Dirigentes do BB “estão envolvidos num complexo de relações espúrias, mesclando negócios públicos com conexões políticas com altos funcionários do governo”, acentuou a ação.

“A renovação sucessiva de operações sem liquidez, com garantias inidôneas e insuficientes, configura ato de improbidade”, agregou.

Perdoado e ainda agraciado com crédito farto, o primo de Serra, novamente, não salda sua dívida.

Documentos do BB, citados pelo MPF, sinalizam que Preciado, em vez de pagar o devido e sanar suas empresas, teria aplicado os recursos em negócios pessoais, entre eles a lavanderia Mr. Clean e as empresas Petrolast, Gamesa do Brasil, Iscar, Porto Marin, além da fábrica de ferramentas Fhusa, esta na Espanha. E na aquisição de imóveis.

Em 1998, quando o poderoso diretor da área internacional, Ricardo Sergio de Oliveira, mandava e desmandava no BB, a generosa direção do banco perdoou mais uma fatia substancial da dívida do apreciado primo. Apesar do passado e do passivo de mau pagador.

De uma só tacada, desbastaram‑se R$ 57 milhões da frondosa dívida. Nada mau.

Preciado devia, então, R$ 61,3 milhões e passou a dever R$ 4,1 milhões.

O MPF reparou que o próprio Preciado, em nota à imprensa, calculou sua dívida total — turbinada pela inadimplência e a elevada taxa de juros — em US$ 140 milhões (R$ 448 milhões ao cambio da época).

O primo do hoje candidato tucano à Presidência da Republica ainda culpou “as draconianas regras do sistema bancário”, as quais identificou como “perseguição”.

Devendo milhões ao Banco do Brasil, com suas empresas arruinadas ou a beira da bancarrota, Gregório Marin Preciado é uma carta fora do baralho. Certo?

Nada disso. Acontece que o empreendedor, primo e sócio de Serra, não é homem de se intimidar com pouca coisa.

Quando se abriu a porteira dourada dos grandes negócios das privatizações na Era FHC, Preciado, num estalar de dedos, transmutou‑se em player global para jogar o jogo pesado da privataria.

E foi às compras. Representante da empresa Iberdrola, da Espanha, montou o consórcio Guaraniana, que adquiriu três estatais de energia elétrica: a Coelba, da Bahia; a Cosern, do Rio Grande do Norte; e a Celpe, de Pernambuco.

Parece mágica, mas não é.

É algo bem mais soturno, movido não pela mão invisível do mercado, mas pela mão onipresente do ex‑tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira que, no exercício desmesurado do seu cargo, obrigou o Banco do Brasil e a Previ, a caixa de previdência dos funcionários do BB, dois lugares onde dava as cartas e jogava de mão, a entrar na dança de Preciado.

Seu poder chegou a tal exacerbação, que o BB associou‑se a uma empresa representada por um notório e contumaz devedor do banco.

Ricardo Sérgio operava diretamente no BB, atuando na Previ por intermédio do diretor, João Bosco Madeiro da Costa.

Ex‑assessor de Ricardo Sérgio no banco, Madeiro da Costa desfrutava de tal intimidade com o ex‑chefe, que os dois se tratavam por “boneca”.

Foi Ricardo Sérgio quem indicou Madeiro da Costa para a Previ, que cumpriu fielmente as ordens recebidas.

E a Previ realizou um negócio fabuloso, digno de constar em um manual da estupidez negocial.

Na composição do consórcio, a Previ entrou com 49% do seu capital, cabendo a Iberdrola, 39%; e ao BB, 12%.

Na hora do desembolso, tocou a Iberdrola participar com R$ 1,6 bilhão; e o banco público, com R$ 500 milhões. E a Previ?

Bem, a Previ depositou R$ 2 bilhões, de forma que entrou com a maior de todas as somas e, mesmo assim, não detinha o controle acionário do empreendimento.

Pagou para o sócio comandar!

Um case emblemático de como o dinheiro público pode servir de alavanca para alienar patrimônio público em favor de interesses privados.

Investigar este submundo onde a política serve como gazua para o enriquecimento privado nunca foi fácil.

Preciado, por exemplo, deveria comparecer à CPI do Banespa (2002) para esclarecer suas relações com Vladimir Antonio Rioli, José Serra e Ricardo Sérgio de Oliveira.

O PSDB, porém, travou sua convocação, mesmo contra a vontade do presidente da CPI, Luis Antonio Fleury (PMDB) e do aliado dos tucanos e relator da comissão  Robson Tuma (PFL).

Preciado é o caminho para chegar até Serra e, assim, o Espanhol precisa de proteção. Porque protegê‑lo significa impedir que toda a história desabe no colo dos caciques da sigla.

A vida é dura, mas Preciado não pode se queixar.

Se o Banco do Brasil levou a pior na convivência com ele, o primo de Serra vai bem obrigado. Continua sendo dono da Aceto e da Gremafer.

É também o proprietário da Porto Marin Empreendimentos Imobiliários.

Hoje, é dono de uma mansão de US$ 1 milhão em Trancoso, paradisíaco recanto do Sul da Bahia.

É o mesmo oásis que a familia Serra busca para recuperar‑se da árdua labuta para ganhar o pão de cada dia.

Neste santuário da elite paulistana — de gente como a empresária Eliana Tranchesi, dona da butique Daslu, e de vips globais, caso da top model Naomi Campbell — foi que José Serra passou o réveillon de 2010.

Em Trancoso, Serra costumava hospedar‑se com o primo. Daquela vez, porém, quem o recebeu, durante oito dias foi a filha Verônica, proprietária de outra mansão.

Não se sabe se Serra trocou alguma ideia com o primo Preciado, mas o certo é que o Espanhol continua na ativa.

Na Bahia, ele retornou ao noticiário enrolado na apropriação conturbada da ilha do Urubu, outro éden baiano, situada nas imediações de Trancoso.

Preciado e a ilha juntam‑se por meio de uma decisão tomada pelo então governador baiano, Paulo Souto (DEM), em 2006, no apagar das luzes de seu governo.

Não seria a primeira vez que uma iniciativa de Souto favoreceria o primo de Serra.

Em 1997, o senador pefelista Antonio Carlos Magalhaes luzia como o grande oligarca e centro do poder do Estado e fizera Souto, um de seus pupilos, sentar‑se no trono baiano.

Como vender patrimônio público no Brasil da década de 1990 era um imperativo da mudernidade, Souto levou a leilão a Companhia Eletrica da Bahia, a Coelba, negociada por R$ 1,7 bilhão.

Do outro lado do balcão estava justamente Preciado, como representante da multinacional Iberdrola no consórcio Guaraniana.

A venda da estatal para o consórcio do primo de Serra foi saudada pelo então ministro de Minas e Energia de FHC, Raimundo Brito, como “um sucesso” e “um prêmio“ ao governo baiano que “vem administrando a empresa com seriedade e responsabilidade publica e empresarial”.

O affaire “ilha do Urubu” é diferente, mas também envolve concessão generosa de propriedade pública que, ao fim e ao cabo, favorece o parente do ex‑governador paulista.

Derrotado pelo petista Jacques Wagner nas eleições de 2006 e esvaziando suas gavetas no Palácio de Ondina, Souto foi à forra contra a Bahia e os eleitores e despachou um saco de bondades custeadas pelos cofres estaduais, que incluiu a outorga a particulares de 17 propriedades rurais, 12 imóveis e 1.042 veículos do Estado.

É o que revelou denúncia do deputado Emiliano Jose (PT/BA), ampliada na imprensa. [32]

Das terras outorgadas, uma foi a ilha do Urubu, considerada uma das áreas mais valorizadas do litoral do Atlântico.

Aconteceu assim: Souto doou a ilha a cinco integrantes da família Martins — Maria Antonia, Benedita, Ivete, Joel e Angelina — que a reivindicavam havia 30 anos.

Pescadores e pequenos comerciantes, os Martins habitavam a ilha desde o começo do século passado.

Os cinco aquinhoados só poderiam vender a ilha cinco anos apos recebê‑la em doação. No entanto, quatro meses após, Preciado tomou posse das terras pela pechincha de R$ 270 mil.

Até então, a relação entre Preciado e os Martins fora tumultuada.

É que o Espanhol tambem invocava a condição de proprietário da ilha obtendo, inclusive, da Justiça baiana, um mandado de reintegração de posse.

O oficial de Justiça Dilson Jose Ferreira de Azevedo deu um testemunho eloquente sobre os métodos de convencimento aplicados pelos prepostos do primo de Serra.

Azevedo contou que, chegando a ilha, no dia 26 de outubro de 2006, encontrou apenas um casal de velhos — Maria Antonia e Joel Martins — à sombra de uma árvore.

Os dois foram oficiados sem qualquer atrito. Entretanto, com a presença de empregados de Preciado, deflagraram‑se as hostilidades.

Nas palavras do oficial de Justiça a Vara Civel e Comercial da Comarca de Porto Seguro, os capangas dos autores (além de Preciado, a mulher dele, Vicência Talan Marin) “procederam a derrubada e queima do barraco ali existente”.

Transcorridos dois meses, “Maria e Joel venderiam a mesma terra a quem lhes havia derrubado e incendiado a casa”. [33]

Em 2008, Preciado negociou seus direitos possessórios sobre 112 hectares da ilha para a empresa Bella Vista Empreendimentos Imobiliários.

A Bella Vista e controlada pela Dovyalis Participações S.A, presidida pelo especulador belga Philippe Ghislain Meeus.

Preciado, que adquiriu as terras por R$ 270 mil, vendeu‑as por R$ 5 milhoes a Meeus.

Hoje, este pedaço de terra, supostamente o mais valioso da orla sul‑americana, valeria dez vezes mais.

Preciado passou adiante a ilha, mas permaneceria proprietário de mais de 160 hectares na valorizadíssima região de Porto Seguro.

O lance final de Souto ao deixar o governo gerou uma disputa feroz.

A começar pelo fato de que, além dos cinco Martins beneficiados, muitos outros membros da mesma família apresentavam‑se como posseiros no lugar, alguns deles desde a década de 1930.

A confusão aumentou com o ingresso de um novo elemento na briga: os indios Pataxó.

Com faixas com dizeres como “Nós sómos os donos da ilha do Urubu”, um grupo de pataxós, chefiados pelo cacique Arakati, realizou um protesto no local e fez uma ocupação simbólica em fevereiro de 2010.

Arakati afirma defender os direitos das índias Iracema e Vandelita Alves Martins, filhas do pataxó Aloisio Martins que, em 1964, teria recebido 56 hectares da fazenda Rio Verde — ilha do Urubu — da prefeitura  de Porto Seguro.

No comçco de 2010, um parecer da Procuradoria Geral do Estado declarou nula a doação da terra.

Foi uma resposta à ação  popular movida contra Souto que tramita na 8a. Vara da Fazenda Pública, do Tribunal da Justiça da Bahia, e que acabou aplainando o caminho do primo de Serra.

A iniciativa da ação foi do advogado Rubens Freiberger, em nome das duas índias.

Atribulações jurídicas à parte, a ilha parece estar em perigo.

Em maio de 2010, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou duas vezes a empresa Trancoso Bio Resort Agropecuária Ltda. sob acusação de crime ambiental.

A Bella Vista tambem foi penalizada. As duas empresas são vinculadas ao milionário Meeus.

A exemplo de Ricardo Sérgio, além da lavanderia do Banestado, do MTB Bank e da Beacon Hill, o Espanhol não teve nenhuma dificuldade em aprender a fórmula das poções milagrosas para arrecadar dinheiro em operações tecnicamente implausíveis.

No final da decada de 1990, Preciado descobriu que o Socimer International Bank — mal‑afamada instituição financeira de capital espanhol — estava atuando clandestinamente no país.

Na ocasião, o banco havia mergulhado em um escândalo que causou US$ 200 milhões de prejuízos a cerca de cinco mil clientes.

Grosso modo, o Socimer captava dinheiro de pequenos investidores sob o pretexto de aplicar em títulos na dívida de países emergentes como o Brasil e o Chile.

Seria uma transação corriqueira, se os títulos realmente tivessem sido comprados e todo o ervanário não tivesse desaparecido.

Em 2002, ao vasculhar processos judiciais e fazer um levantamento na Junta Comercial de São Paulo, [34] descobri que o Socimer, mesmo liquidado, estava atuando como instituição financeira em
território brasileiro sem a autorização do Banco Central.

Embora sua subsidiária no pais, a Socimer do Brasil, pudesse apenas, legalmente, comercializar produtos de importação e exportação, o banco efetuava empréstimos e ajudava empresas e empresários a repatriar valores.

Em 15 de outubro de 1997, por exemplo, o banco foi fiador de operação no montante de R$ 2 milhões em que o liquidado Milbanco repassou os créditos de seus correntistas ao Banco Industrial do Brasil.

Obtidos durante uma busca de quase dois meses nos cartórios e na Justiça de São Paulo, os documentos revelam que as operações do Socimer eram feitas por meio de contratos particulares à margem das leis financeiras.

A papelada mostra que, no mesmo ano, Preciado recorreu ao mesmo banco para trazer US$ 1,3 milhão das Bahamas, outro paraíso fiscal do Caribe, por meio de uma simulação de empréstimo.

Na ocasião, os representantes do banco no país admitiram ao autor que não tinham autorização para realizar esse tipo de transação.

Só que, ao contrário do que aconteceu com os correntistas que faliram ao comprar a papelada fantasma do banco, a tentativa de aplicar golpe no Brasil — pelo menos com Preciado
— não deu certo.

O Socimer teve de ingressar com um processo de execução na Justiça de São Paulo para receber a bolada trazida do Caribe.

Foi graças ao processo, em fase de conclusão, que o autor teve acesso aos detalhes da transação.

Mais uma vez as ligações entre o ex‑tesoureiro de campanha do PSDB e Preciado vem à tona.

Nos autos do processo, Preciado confessa possuir dívida de R$ 82 mil com Ronaldo de Souza — ex‑sócio e testa de ferro já falecido de Ricardo Sérgio.

A justificativa alegada para a dívida é a aquisição de um terreno.

Disposto a provar que todas as denúncias são somente intrigas da oposição, Preciado está publicando suas memórias sob o título Vida Aberta. Veiculada em capítulos, desde o começo de 2010 no
site da familia, [35] a narrativa aborda a trajetória de Preciado e de sua família no Brasil.

Preciado conta, por exemplo, que o pai dele, Gregorio Marin Burdio, perseguido pelo ditador Francisco Franco, teve de abandonar Zaragoza, na Espanha, em meados do século passado. Foi assim que começou a história dos Marin Preciado em solo brasileiro.

Os laços de amizade com Jose Serra, reforçados na década de 1960 em Sao Paulo, são também tratados detalhadamente. “Aos 20 anos, retomei meus laços de amizade com a familia Serra e Talan, que conhecera no Mercado Central e reencontrei Bidu (Vicência Talan Marin), paixão e amor à primeira vista. Minha esposa há 43 anos e prima‑irmã, por parte de mãe, de Jose Serra.”

O Espanhol volta a falar de Serra ao retratar a história do exílio do ex‑governador durante o regime militar.

“Naquela época do nosso namoro (entre Preciado e Bidu), entre 1963 e 1964, Serra era presidente da União Nacional dos Estudantes. Discursos incendiários, João Goulart, Revolução Militar, exílio.
Primeiro para a Bolívia. Me lembro da ida com o meu sogro, Pedro Talan, à embaixada da Bolívia no Rio de Janeiro, despedida para o exílio numa noite típica de São Paulo em um hotelzinho pequeno, em frente ao aeroporto de Congonhas.”

De acordo com o Espanhol, a proximidade com Serra o teria levado a participar da fundação do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e da campanha em favor da redemocratização.

Garante que teria ajudado a viabilizar a ideia de Alexandre Dupas de fazer o placar das Diretas Já, [36] além de angariar recursos para a publicação do livro A transição democrática que deu certo.

As constantes viagens de Preciado ao exterior, onde Serra estava exilado, acabaram estreitando os laços entre os dois.

“Encontrei‑o em Nova York, na Ithaca Cornell University. Conheci brasileiros exilados, alguns hoje expoentes na política. Serra voltou do exílio sozinho. Monica e filhos ficaram nos Estados Unidos e ele morou em minha casa durante quase um ano. Nesse período, em inumeráveis reuniões noturnas, nasceu o germe da transição, da volta à democracia, começou‑se a organizar‑se o MDB com Ulysses Guimaraes, FHC, Franco Montoro e Jose Gregori.”

Preciado justifica que só foi nomeado conselheiro do Banespa, durante o governo Franco Montoro, devido à influência de peixes graúdos do então MDB.

Diz ter sido indicado para o cargo por Ulysses Guimarães e pelo próprio Montoro.

O nome de Serra não é citado.

“Ganhamos as eleições em São Paulo e participei ativamente de quase todas as campanhas. Graças a essas amizades, os saudosos Franco Montoro e Ulysses Guimaraes me indicaram para o Conselho de Administração do Banespa. Luiz Carlos Bresser Pereira aprovou meu histórico e indicação. Permaneci nos dois primeiros anos, ao longo do mandato de Bresser como presidente do banco. Quando Fernando Milliet assumiu o cargo, fui confirmado ao cargo para mais dois anos por minha conduta ilibada.”

Em outubro de 2010, o blog deu um tempo para as memórias. E concentrou‑se nas notícias da festa de 90 anos da sogra de Espanhol, Tereza Chirica Talan.

A festa reuniu cerca de 80 parentes das famílias Serra e Preciado, no Ópera Bar, tradicional casa noturna no bairro de Pinheiros, Zona Oeste da Capital paulista.

Em plena campanha presidencial, Serra não pode comparecer.

Em dezembro, Preciado reuniu novamente a família, desta vez para comemorar o aniversário, tambem de 90 anos da mãe, Assuncion Preciado Graciano, em Santo André na região do Grande ABC.

Ao discursar, Preciado não conseguiu segurar a emoção.

Antigos aliados do senador Antonio Carlos Magalhãs, que nunca morreu de amores por Serra, os adversários baianos de Preciado ironizam.

Dizem que o Espanhol, hoje totalmente livre de dívidas, também costuma se emocionar em festas ao lembrar do apoio que sempre recebeu no país.

“Viva el Brasil”, costuma brindar Preciado. “Viva la privatizacion”, emendam seus inimigos.

[30] A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$ 140 milhoes, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo‑se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$ 3,20 por um dólar. O caso foi revelado em 2002 pelo jornalista Fernando Rodrigues, da Folha de S. Paulo.

[31] Gremafer Comercial e Importadora Ltda., de São Bernardo do Campo (SP), e Aceto Vidros e Cristais Ltda., de São Paulo (SP). A Gremafer trabalhava com a importacao de ferramentas.

[32] “Ilha do Urubu, o paraiso traido”, materia de Leandro Fortes em Carta Capital, edição de 05/11/2009.

[33] Idem.

[34] “O paraiso fiscal é aqui”. Amaury Ribeiro Jr. em IstoÉ, edição de 18/09/ 2002.

[35] gregoriomarinpreciado.blogspot.com.

[36] O painel expunha à população o nome dos parlamentares que votavam a favor e contra as Diretas Já.

Leia também:

O livro que a mídia ignorou, vendeu 30,5 mil cópias em apenas 4 dias

E a subespécie andrea-aecius?

 

CartaCapital: “Serra sempre teve medo do que seria publicado no livro

 

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Aldo

26/12/2011 - 12h20

SERRA: O POBRE FILHO DA MOOCA VIROU FILHO BASTARDO DA ELITE DOS JARDINS

Responder

Fernando Barros

17/12/2011 - 15h42

E aqui os porcos petistas refestelam-se alegremente na lama, pois para quem nao tem moral, gritar que o vizinho também nao tem, passa por absolvição.

Do meu ponto de vista, tucanos e petistas são ladroes iguais, a diferença e que os tucanos conseguiram melhorar o Brasil enquanto roubavam. Ainda que 100% dos recursos das privatizações tivessem sido roubados, foram elas que permitiram ao pais ter, por exemplo, um sistema telefônico, antes nao tínhamos nada.

Cada empresa que e tirada do Estado representa para o pais uma economia brutal, e menos um cabide de empregos, fonte de desvio de recursos, verdadeiras centrais da corrupção e do atraso, como e justamente o Banco do Brasil, que os próprios petistas que aqui comentam sabem muito bem que só funciona para os amigos do poder. Idem o Banco do Nordeste, o Desenbahia, etc, etc, etc.

No Brasil o que e publico e para ser roubado. Que se privatize tudo a qualquer preço e se nao houver compradores que se as dê de presente.

O maior mérito dos tucanos foi ter a coragem de privatizar.
Quanto a roubar, pt, psol, psdb, pdt, psb, são todos iguais, o bem publico no Brasil e administrado por quadrilhas organizadas independentemente de partido.

Se bem que o PT ao tentar comprar parlamentares com malas de dinheiro vivo vulgo mensalão, conseguiu inovar e alçar a corrupção a um nível ate então inédito de desfacatez.

Responder

    Roberto

    20/12/2011 - 09h36

    Sr. Fernando Barros deve estar de brincadeira. Um gozador com certeza!

    Fernando Barros

    20/12/2011 - 18h04

    Não estou brincando não. É minha opinião sincera.
    Cada vez que o Brasil se livra de uma estatal, bilhões de reais são poupados.

    O povo é levado a crer que a Estatal "pertence a ele", que é um "bem do povo" como adoram dizer as esquerdas loucas para administrá-las, sugá-las ao máximo e mandar uma banana para o tal "povo".
    Assim foi com a Telebras que não nos dava telefone. Assim é com a Petrobras que nos vende uma das piores gasolinas do mundo a um dos maiores preços do mundo.

    Pegue o caso da Telebrás, que é emblemático:

    Vendida por 22 bilhões de reais em 98!
    O dinheiro entrou nos cofres públicos e diminuiu a dívida pública neste valor.
    A dívida pública economizada corrigida nestes últimos 13 anos a uns 12% a.a. (na verdade é muito mais, mas vou usar um valor baixo só para exemplificar) representaria a valores de hoje cerca de 100 bilhões de reais! Este é o preço hoje.

    Sigamos:

    Hoje em dia o valor de mercado das empresas de telefonia no mundo todo desabou, e não se conseguiria privatizar o sistema Telebrás nem por 5 bilhões de reais. Simplesmente não há esse dinheiro para investir em telefonia. A privatização foi feita no momento perfeito. Digamos que o lucro foi então de 100 bilhões menos 5 ou seja o país ganhou 95 bilhões a valores de hoje.

    O mais incrível é que se o sistema tivesse sido dado de presente, em vez de vendido por 100 bilhões de reais, ainda assim valeria a pena ter feito a doação, pelo simples fato de que hoje em dia temos telefones, muitos telefones, fixos, celulares digitais, smartphones, 3G, etc, etc! E com muita escolha, se acha que a Vivo é melhor compre Vivo, ou então cancele e porte seu número para a Oi, ou a Tim.

    Se a Telebras não tivesse sido privatizada estaríamos até hoje fazendo sinais de fumaça, sem celular, sem internet, sem comunicação, sem nada. E o país ainda lucrou 100 bilhões de reais!!!!

    É duro ouvir asneiras anti-privatização da boca dos mesmos petistas e outros esquerdistas recalcados, e que hoje tem o conforto e facilidade de armar seus esquemas fraudulentos por meio dos mesmos telefones celulares que só existem devido à privatização que tanto criticam…

    Cospem no prato em que comem, ou melhor, cospem no telefone em que roubam…

    Empresas privadas contribuem com a população na forma dos impostos que pagam e dos empregos que criam.

    Para resumir numa frase perfeita e muito curiosa:

    "Empresas privadas atendem ao interesse público enquanto as empresas estatais atendem aos interesses privados."

    Só a empresa privada se preocupa com o público!!!
    E sabe por que?
    Porque se não se preocupar ela quebra.
    Vem outra empresa e faz melhor, mais barato e leva a clientela.
    A estatal monopolista faz o que pelo "povo"?????

    Pergunte a você o que a Petrobras fez por você hoje.
    Pergunte o que Furnas fez por você hoje.
    Até o Maracanã tinha esquema de desvio de recursos.
    Não adianta, é público? Então é surrupiado.

    Você acha que José Sergio Gabrielli foi escondido ao encontro com José Dirceu num quarto de hotel para (a) discutir uma maneira de melhorar o serviço da Petrobras para o público? (b) encomendar uma "consultoria" para torná-la mais eficiente? (c) um encontro amoroso homossexual (d) armar alguma falcatrua.

    Você acredita mesmo que tenha sido a, b ou c? Mesmo? Eu te pergunto Roberto, você acha que o político que dirige uma empresa estatal está pensando no bem comum ou está tentando tirar algum para ele? O que você acha? Nos ilumine por favor.

    No Brasil, mais do que em outros países nos quais há mais pudor, cada estatal é apenas um grande ninho de ratos sugando o povo em prol de interesses privados.

    Neste momento estes interesses atendem ao PT, que aparelhou as estatais da presidência até a portaria. Mas, como falei, este parece ser um ponto em comum entre todos os partidos, quando o assunto é estatal todos tem a mesma religião: Igreja de Nossa Senhora de Meter a Mão no Dinheiro Público.

    É assim, sempre foi assim, mas pode deixar de ser assim.
    Sabe como?
    Privatizando!!!!!

    Herminio

    25/12/2011 - 18h59

    Privatizar quer dizer dar de graça a amigos e de preferência quando as empresas estiverem saneadas com polpudos empréstimos contraidos pelo estado, mas isso agora é outro assunto, porque o atual que tu gostes ou não, vai levar na cozinha do Serra e do psdb/demos, mas com tudo isso eu torceria pra que acontecesse algo que nus permitisse ver todos esses calhordas fuzilados como traidores da pátria e junto com eles todos os seus simpatizantes.

    Fernando Barros

    25/12/2011 - 23h58

    O PT está privatizando os aeroportos, felizmente!, o que o Sr. tem a dizer sobre isso?

    Magda Magalhães

    27/12/2011 - 23h22

    Ao invés de privatizar o governo Fernando Henrique deveria ter aprendido a administrar bem. Tudo bem que vendessem a Del Rio, mas precisavam vender o satélite?

    @lsatan

    09/01/2012 - 05h13

    Por que então não fechar as empresas e vender só os bens?

    Se uma empresa trazia tantos custos pro estado, é porque as pessoas que administravam (indicadas pelo FHC) eram incompetentes, não acha?

    @geraldoazevedof

    24/12/2011 - 16h14

    #DEMOTUCANOS desesperados … NÃO TEM PRECO …. KKKKKKKKKKKKKKKKKKK

    Francy Lisboa

    28/12/2011 - 13h56

    pqp Azenha!
    esse cara tá de sacanagem. Melhorou o Brasil? Colocar telefone é melhorar? Deixa de ser prego camarada, vc age de má fé, pois TODOS os indicadores mostram melhora pós-lula. Deixa de ser bobão rapaz!

claudiocastelao

16/12/2011 - 04h46

“O Governo tucano e neoliberal de FHC foi o governo “cavalaria de Átila”, ou seja, por onde passava nem a grama nascia. Nunca vi tanta insensatez e ganância no que tange a vender o patrimônio público e à falta de respeito e de consideração com o povo trabalhador brasileiro. E eles estão soltos”.

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Cleverton_Silva

15/12/2011 - 11h48

Esse capítulo dedicado às patranhas do Preciado é uma ótima amostra do que o livro oferece. O S(F)erra Alagão (SP alagou de novo – segundo o mau dia brazil, a culpa é do lixo do povo e de Deus) não tem escapatória, vai mandar o Ricardo Sérgio retirar a ação contra Amaury se ele entrar com pedido de Excessão da Verdade. Aparelhamento é isso aí! Virar investidor da campanha tucana e ter crédito direto com o BB! Autoridades sérias do Judiciário precisam tomar providências, confiscar o patrimônio do espertalhão Preciado e reestatizar essas empresas. O alagão de ontem em SP deve ter sido de emoção com o heroísmo do Preciado. Herói das Diretas Já, filho de herói espanhol e grande defensor de paraísos baianos. A república Daslu está em prantos. É, Ricardo Sérgio! Deu m…

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CMundim

14/12/2011 - 11h25

Nesta eu tenho que puxar um fato pessoal e que praticamente me fez sair do Brasil.Depois de mais de 23 anos morando no exterior, à 3 anos atrás voltei ao Brasil a convite de uma multinacional para instalar e dirigir os negócios dela no Brasil, trabalho que infelizmente não deu certo gracas a paralisia da ANATEL e do MiniCom frente as teles. Apesar de todo o planejamento e de gastos de mais de 5 milhoes de reais em consultorias e advogados resolvi propor a matriz que mudassemos para a Colombia e Mexico, o que fizemos e com muito sucesso, criando cerca de 15,000 postos de trabalho direto e indireto nestes dois países.

Mas como já estava com a familia no Brasil, resolvi também registrar as minhas filhas como brasileiras e o meu casamento com a minha esposa estrangeira de mais de 25 anos, infelizmente não tive paciência com a secão consular da Embaixada Brasileira em Pretória e acabei desistindo pela falta de preparo e cortesia dos servidores consulares do Brasil.

Chegando em São Paulo, fui ao Cartorio de Registro na Sé e para a minha surpresa e mesmo com a traducao juramentada de todas as certidões de nascimento, o cartorio de registro errou os nomes da minha esposa, colocando o sobrenome de solteira e cortara, um dos meus sobrenomes emu ma das certidões. Reclamei e muito para corrigir as mesmas mas fui muito mal educadamente informado que eu teria que ir a um Juiz requerer a correcão do erro do cartorio, enfim outra batalha que tentamos lutar no Brasil e que depois de muita briga, perda de tempo, paciência e dinheiro resolvemos deixar as correcões de lado e tirar as carteiras de identidade das meninas com as certidoes como estavam.

Quando fomos a Policia Federal para requerer os passaportes, fomos avisados que elas precisavam da autorizacão com assinaturas dos pais, mais na hora de apresentar os documentos da minha esposa o sobrenome na identidade de minhas filhas não correspondeu com a identidade Sul Africana da minha esposa. Enfim, decidimos esperar elas serem maiores de idades para tirarem o passaporte sem a necessidade das nossas assinaturas pois a luta foi penosa e injustificavel, e a paciência do mineiro já tinha se esgotado.

No ano passado, já morando na Tailândia, minhas filhas foram tentar tirar passaporte na Embaixada Brasileira em Bangcoc, que apesar de terem funcionários muito mais gentis, informaram que elas teriam que voltar ao Brasil, ir a frente de um Juiz e optar pela nacionalidade Brasileira. Quer dizer brasileiros podem ter passaportes e nacionalidades de outro países, inclusive no meu própio caso, mas brasileiros nascidos no exterior tem que abdicar de sua outra nacionalidade? isto não faz sentido para mim. Até bandidos famosos e altamente perigosos conseguem asilo e cidadania no Brasil sem ter problema nenhum.
Mas vamos ao registro do meu casamento, uau! Depois de irmos ao cartório em Santana de Parnaiba/SP onde fica a outra metade de Alphaville, fomos direcionados para o cartorio de registro em Barueri, chegando lá fui informado que não poderia registrar o meu casamento no Brasil, que teria que voltar para a Africa do Sul, sim isto mesmo. Expliquei que na Embaixada da Africa do Sul, nos falaram exatamente o contrario, eu tinha todas as traducões feitas em cartorios, todos os documentos que pela lei dizem que iriamos precisar e mesmo assim nada.

Confesso que esta foi a última gota e resolvi pedir transferência do Brasil naquele mesmo dia, o meu sonho de 25 anos de voltar ao meu amado país tornou-se em um grande pesadelo e hoje resta-me distante apenas sonhar com o um Brasil melhor para os brasileiros que estão lá e escrever os meus pensamentos nestes blogs sujos.

Mas a minha raiva vai além dos políticos e deste grupo perverso de falsos capitalistas, nós brasileiros somos prisioneiros da burocracia criada por estas duas classes para escravizar o povo. Esta burocracia não existe para esta casta de bandidos somente para nós simples povo brasileiro.

Ontem eu fiquei ouvindo revoltado a entrevista do Amaury até as 3 da manhã e confesso que estou com raiva, mas muita raiva mesmo de toda esta nojeira tão bem provada em seu livro. Mas também estou muito bem disposto de dentro dos meus limites colaborar não somente financeiramente mas também divulgando o livro do Amaury na midia internacional, escrevendo para cada redacão e até mesmo traduzindo fragmentos do livro para divulgacão. Conte comigo Amaury e Azenha.

Responder

    Mário SF Alves

    15/12/2011 - 02h00

    Pois é, são perdas lamentáveis, amigo, e em todos os aspectos. E é por essas e por outras que cada vez mais nos consolida a certeza de que o Brasil Um País de Todos tem de entender, desmascarar e vencer o Brasil-Elite-Casa-Grande-Povo-Eterna-Senzala.

adhemir fonseca

14/12/2011 - 08h45

nojo

Responder

Delano

14/12/2011 - 06h05

O silêncio da grande mídia pode onde foi parar esses bilhões roubados também.

Agora o problema dessas Cpis virarem pizza, com o apoio da grande mídia e nesse caso, a justiça não ter feito nada, é que é grave , trágico e alarmante para o Brasil .
APolícia Federal, Poder Judicário, STF , MPF mesmo diante de provas, não fazerem nada depois de anos;
é estarrecedor , é um absurdo inaceitável !!! É um crime maior ainda contra a nação.

O livro não pode ser levado para o lado da guerra política. E ele só mostra a ponta do iceberg !
Esses personagens identificados continua impunes usufruindo dessa roubalheira toda e livres para continuarem atuando no cenário nacional .
E as concequências dos seus atos, é mais grave ainda para a sociedade e para nação.
Estamos pagando até hoje a ação crimosa praticada nas privatizações e vamos continuar pagando caro por isso. Empresas públicas vendidas à preço de banana entregues nas mãos de grupos que exploraram e pilham a sociedade brasileira atráves de tarifas e serviços caros e pessímos.

O livro tem que servir para alertar a todos nós que o modelo de operação de lavagem de dinheiro e crime financeiro está em pleno funcionamento.

Nossa obrigação é pressionar os deputados para que as leis contra a lavagem de dinheiro e crime financeiro sejam modificadas e sejam pesadas no combate a esse tipo de operação, para acabar com esse sistema de lavagem de dinheiro detectado no livro.

A lei tem que ser simples, pesada, clara e objetiva.

O livro demostra como funciona o sistema usado pelas máfias especializadas em crime financeiro,e é esse sistema corrupto que temos que combater, com leis pesada.

Responder

    Mário SF Alves

    15/12/2011 - 02h13

    E o que mais dói é saber que não passava de pura balela aquela história de competência que eles (os tucanos) tão enfaticamente nos lançaram durante a campanha. Competência?!!! Bill Clinton que o diga! Amaury que o prove!
    Enquanto isso, todo o poder de fogo da mídia corporativa contra cuequeiros e meros ladrões de galinha é lançado por sobre a cabeça do povo com vistas a comprometer, boicotar e suprimir todo um projeto político de desenvolvimento socio-econômico do Brasil.

rita

14/12/2011 - 00h33

o mesmo banco do brasil que ameaçou abrir a minha ficha no serasa por uma fatura de cartão de credito que eu paguei antes que vencesse…

Responder

Avel de Alencar

13/12/2011 - 22h45

Tentei comprar o livro hoje na Livraria Cultura do Iguatemi de Brasília. A bolconista falou que foram vendidos todos os exemplares e que lista de encomendas já tem reservas para até o dia 04 de janeiro de 2012. Ela disse que a procura está sendo muito grande.

Responder

El Cid

13/12/2011 - 22h22

Vocês já notaram que as manchetes sobre o Pimentel diminuiram nestes dias, viraram matéria secundária…

Responder

    simas

    14/12/2011 - 00h09

    Eu q nem leio jornais, olhando a banca notei na primeira página do veículo, mór, das organizações, mafiosas, globo, uma agenda com ítens q me pareceram exigências, deles, mafiosos, q não foram cumpridas, pelas autoridades, relacionadas ao Ministro Pimentel… Mto engraçada, essa gente, da tal da imprensa, maldita. Eles, os fedidos, fazem exigências, como se fora Polícia, Ministério Público…. São ns pândegas; pra não dizer outra coisa… Então El Cid…. Não foram diminuídas, coisa alguma: continuam atirando, à vontade, como sempre… Afinal, a melhor posição dessa turma é o ataque…

Paulo Savino

13/12/2011 - 22h13

Imperdível a cara do Cerra dizendo "É LIXO". A Record já saiu da toca, a Gazeta também. O lixo vai FEDER MUITO!

Responder

Eli

13/12/2011 - 21h54

O Jornal da Record acabou de dar grande destaque ao livro, explicando direitinho do que se trata e dando os nomes aos bois, será que o JN vai continuar ignorando?

Responder

Fred Oliva

13/12/2011 - 21h27

Assustador… Simplesmente, assustador. Tomar ciência documentada do grau de corrupção de Serra e sua Famiglia mas ainda pior é saber que ele continua recebendo a blindagem da grande Imprensa brasileira. Assustador… Simplesmente, assustador.

Responder

FrancoAtirador

13/12/2011 - 21h19

.
.
PHA ENTREVISTA AMAURY RIBEIRO JR., NA TV RECORD

No programa Entrevista Record desta terça-feira, às 22h15, depois do programa do Heródoto Barbeiro, este ansioso blogueiro faz imperdível entrevista com Amaury Ribeiro Junior, autor de “Privataria Tucana”.

A entrevista é um “quem é quem”.

O ansioso blogueiro pediu a Amaury para indicar com os documentos que publica incriminam ( livro de 346 páginas tem 100 de documentos):

– Ricardo Sergio de Oliveira, o Mr Big, o tesoureiro de campanhas eleitorais do Cerra e do Fernando Henrique. Mr Big foi o Mega Lavador dos tucanos, na privatização;

– a filha do Cerra;

– sua sócia, a irmã de Dantas;

– o cunhado do Cerra, o Preciado, sócio do Cerra num terreno muito esquisito, no Morumbi;

– o sócio do Cerra numa empresa de “consultoria”, o Rioli;

– Daniel Dantas I e único;

– Naji Nahas;

– Carlos Jereissati, o herói da trama da BrOi.

O problema do Amaury é esse: ele tem os documentos.

Não há como abatê-lo.

A segunda edição do livro começa a rodar nesta terça feira, com 50 mil exemplares.

Jamais se viu nada igual no movimento editorial brasileiro.

Paulo Henrique Amorim

CONVERSA AFIADA

Responder

alex

13/12/2011 - 21h04

BRIZOLA COLETA ASSINATURAS PARA CPI DOS ESCÂNDALOS DA PRIVATIZAÇÃO.

PEDE A AJUDA DOS BLOGNAUTAS. NÃO PODE CONTAR COM ESSA MÍDIA QUE AGE

COMO O TRIBOLIUM CASTANEUM – O BESOURO DA FARINHA QUE SE FINGE DE

MORTO QUANDO ESTÁ FRENTE A UM PERIGO IMINENTE
http://www.youtube.com/watch?v=3kqfmaHYJ9w&fe…!

Precisamos agir em todas as frentes para quebrar o silêncio da mídia em torno do escândalo das privatizações e fiz uma pequena parte disso hoje, no plenário da Câmara, que você pode assistir aí em cima.

Estou trabalhando para coletar assinaturas para o pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), protocolado pelo deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP).

Os navegantes da internet, segmento que, por conta do boicote midiático, são os mais bem informados sobre o que está se passando podem ajudar, escrevendo e-mails para seus deputados e pedindo que assinem a CPI.

Precisamos saber o que se passou e, sobretudo, fechar os ralos que continuam existindo para “esquentar” dinheiro, que usam empresas-fantasmas, de paraísos fiscais e do exterior em geral para injetar no país grandes somas de dinheiro em outras empresas nebulosas aqui dentro. (DO BLOG TIJOLAÇO)

Responder

Erasmo

13/12/2011 - 21h04

Cadeia é pouco.
Tem de bloquear tudo e exigir indenização ao País.
Afinal, o bolso é a parte mais sensível desses crápulas sem sentimento.

Responder

C R TEIXEIRA

13/12/2011 - 20h37

E pensar que a pREVI sempre se negou a pagar os meus 2/3 (a mim e a milhares de ex funcionários), 20 anos de trabalho! NOJO!

Responder

Luiz Fortaleza

13/12/2011 - 19h22

Hoje na RECORD NEWS, 22H 30, uma entrevista com o Jornalista Amaury Jr. sobre o livro, sob a sabatina de Paulo Henrique Amorim.

Responder

FrancoAtirador

13/12/2011 - 18h55

.
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Os bons negócios do JP Morgan com Verônica Serra
e com o homem da Citco, a empresa do Caribe

No Tijolaço de Brizola Neto e Fernando Brito

http://www.tijolaco.com/os-bons-negocios-do-jp-mo

Responder

Ramalho

13/12/2011 - 18h43

É de vomitar e dar medo.

Responder

    Gerson

    13/12/2011 - 21h51

    Medo do que ?

Apolônio

13/12/2011 - 18h38

Não vamos nos esquecer que Aécio foi presidente da câmara no segundo mandato de FHC.

Responder

FrancoAtirador

13/12/2011 - 18h34

.
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JORNALISMO DA RECORD NEWS

[youtube eyxQMpmYR9A http://www.youtube.com/watch?v=eyxQMpmYR9A youtube]

Responder

FrancoAtirador

13/12/2011 - 18h28

.
.
A PROVA MATERIAL DO MAIOR CRIME COMETIDO CONTRA O BRASIL

A PRIVATARIA TUCANA
[youtube ZBdMT-6vQlY http://www.youtube.com/watch?v=ZBdMT-6vQlY youtube]

Responder

Eunice

13/12/2011 - 18h18

O mesmo Banco do Brasil que não me dá um cheque especial de 300,00 reais, porque lhe devo 300,00 em duas parcelas de um tal cartão VIP que nunca peguei, nunca assinei, não me lembro do que se trata, escrevi uma carta registrada indagando e não obtive resposta.

Responder

    Marcio H Silva

    14/12/2011 - 00h17

    Processa eles que tu ganha. Defensoria publica para não gastar grana.

    Mário SF Alves

    15/12/2011 - 02h15

    O mesmo BB que ainda continua bastante atrelado aos desmandos da Casa-Grande.

    Juce

    02/01/2012 - 16h50

    cara, entra em contato com a ouvidoria, carta registrada não rola. e pede o que te for cobrado em dobro.

    alexandre de melo

    02/01/2012 - 22h35

    vá até um cartorio de registro de titulos registre um titulo, com suas reclamacoes e mande oficiar o
    gerente do banco em questao , ai rola ,tem fé publica.

Aliomar Pereira

13/12/2011 - 18h15

Nossa como tem ladrão neste país!
E o pior querem dar uma de santo.
Cadeia neses.
Cadê o Ministério Público.
Cadê o Brindeiro gurgel que não vê estas imoralidades?
Não ,gente! Me poupem!

Responder

Luiz Fortaleza

13/12/2011 - 18h14

O deputado federal Brizola Neto do PDT-RJ foi o que até agora falou no congresso, hoje à tarde, sobre o livro do Amaury Jr., junto com Protógenes que kerem a aprovação de uma CPI… kero saber até qdo os outros partidos ficarão na caluda, inclusive o PT… Estratégia para aprovar medidas?

Responder

    Roderick

    13/12/2011 - 20h50

    Mal informado.

    "Do outro lado, alguns parlamentares do PT já na segunda-feira foram até o plenário para repercutir as revelações e principalmente criticar o silêncio da velha mídia em relação ao livro e à revista. Para o deputado Amauri Teixeira (PT-BA) “o partido da imprensa golpista, que inclui a revista Veja, o jornal O Globo e a Folha de São Paulo, entre outros, ignorou as denúncias feitas no livro, que são comprovadas documentalmente sobre a corrupção tucana”, disse." (Correio do Brasil)

    O PIG não noticia.

    Luiz Fortaleza

    13/12/2011 - 22h23

    Hoje eu vi o Amauri Teixeira e o deputado Paulo Teixeira de SP falarem no congresso… mas se vc viu ontem, e agora vi o Ivan Valente do Psol… querendo incluir a privataria petista… não sei qual é essa privataria que ele fala.

    Valdeci Elias

    14/12/2011 - 11h47

    O Brasil, não tem geito mesmo. O PV(pela ecologia) ignora o vazamento da Chevron, e agora o PSOL(pela ética) ignora um dos maiores casos de lavagem de dinheiro da historia.

FrancoAtirador

13/12/2011 - 18h09

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SINOPSE CONSTANTE DO BLOG DA GERAÇÃO EDITORIAL

Prepare-se, leitor, porque este, infelizmente, não é um livro qualquer.
A PRIVATARIA TUCANA nos traz, de maneira chocante e até decepcionante, a dura realidade dos bastidores da política e do empresariado brasileiro, em conluio para roubar dinheiro público.
Faz uma denúncia vigorosa do que foi a chamada Era das Privatizações, instaurada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso e por seu então Ministro do Planejamento, José Serra.
Nomes imprevistos, até agora blindados pela aura da honestidade, surgirão manchados pela imprevista descoberta de seus malfeitos.

Amaury Ribeiro Jr. faz um trabalho investigativo que começa de maneira assustadora, quando leva um tiro ao fazer reportagem sobre o narcotráfico e assassinato de adolescentes, na periferia de Brasília.
Depois do trauma sofrido, refugia-se em Minas e começa a investigar uma rede de espionagem estimulada pelo ex-governador paulista José Serra, para desacreditar seu rival no PSDB, o ex-governador mineiro Aécio Neves.
Ao puxar o fio da meada, mergulha num novelo de proporções espantosas.

A PRIVATARIA TUCANA
Autor: Amaury Ribeiro Jr.
Formato: 16 x 23 cm.
Páginas: 344
Categoria: Reportagem-denúncia
ISBN: 978-85-61501-98-3
Cod. de Barras: 978-85-61501-98-3

http://bloggeracaoeditorial.com/

Responder

Luiz Fortaleza

13/12/2011 - 17h55

TEMOS QUE DESMASCARAR ESSA GRANDE MÍDIA COVARDE…

Responder

joao

13/12/2011 - 17h47

Insensatez que criaram não, os crimes que eles cometeram devem ser punidos com CADEIA e queremos a DEVOLUÇÃO de tudo que nos roubaram com juros e correção pela selic tão amada pelos ladrões de casaca. Não quero que o inferno os receba e tudo bem, quero que eles paguem AQUI, depois de mortos o capeta que se vire.

Responder

Luiz

13/12/2011 - 17h19

Totalmente aéticos e amorais. Milhões de brasileiros sofreram dificuldades e provavelmente milhares morreram pela falta de atendimento do sus e esse pessoal rindo. Parecem piratas dividindo o butin enquanto consomem barris de run. Enquanto isso os chacais com cara de PIG se refestelaram nas sobras.
Só cabe a gente ter pena da alma deles. A carcaça vai (de muitos já foram), mas eles permanecem comprometidos com o mal feito. Não acordaram para a tremenda insensatez que criaram. No despertar quererão o inferno para sufocar a vergonha e aculpa, mas não conseguirão. Não terão como se esconder, ficarão expostos aos olhares das vítimas, nús.

Responder

    Avel de Alencar

    13/12/2011 - 22h47

    Isso que é praga bem mandada. Pior que praga de mãe.

    Mário SF Alves

    15/12/2011 - 02h34

    Enquanto isso o chefe assim-não-pode-assim-não-dá declava publica e serenamente que o modelo não incluíria todo mundo, que parcela significativa dos brasileiros iriam ser excluídos dos benefícios do desenvolvimento que presunçosamente adviria de tal ânsia privativista/estado minimalista que, por pouco, não pos fim ao que ainda restava de estado do bem estar social no Brasil! Haja competência!!!

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