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Gilberto Maringoni: Sobre relações ambíguas com a mídia

10 de dezembro de 2011 às 02h13

As relações ambíguas do governo com a mídia

Gilberto Maringoni*, especial para o Viomundo

Enquanto seus apoiadores acusam a mídia de ser golpista, governo prestigia e destina farta publicidade aos grandes meios de comunicação. Uma única edição de Veja teria recebido cerca de R$ 1,5 milhão em anúncios oficiais. É preciso regular e democratizar as comunicações. Mas também é necessário deixar mais claro os interesses de cada setor nessa disputa

No espaço de pouco menos de dois meses, dois ministros do governo Dilma foram fulminados por denúncias de atividades obscuras. Os demitidos foram os titulares do Esporte, Orlando Silva, e do Trabalho, Carlos Lupi. Os ataques partiram da grande imprensa, mais exatamente da revista Veja e dos jornais Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo. Logo as matérias ganhariam o espaço avassalador das telas de TV, com destaque para o Jornal Nacional, da Rede Globo. No mesmo período, mas dois membros do primeiro escalão entraram na linha de tiro da mídia. São eles Mario Negromonte (Cidades) e Fernando Pimentel (Desenvolvimento).

Aliados do governo tentaram desqualificar não apenas as denúncias, mas os veiculos que as difundem. Volta o debate de que estaríamos diante de uma mídia golpista, que não se conforma com a mudança de rumos operada no país desde 2003, que quer inviabilizar o governo etc. etc. Em parte têm razão.

A grande imprensa, por sua vez viciou-se em acusar todos os que discordam de seus métodos de clamarem pela volta da censura. Há muita fumaça e pouco fogo nisso tudo, mas faz parte do show. Disputa política é assim mesmo.

Maniqueísmo

É preciso colocar racionalidade no debate sobre os meios de comunicação no país, para que não deslizemos para maniqueísmos estéreis. Vamos antes enunciar um pressuposto.

A grande imprensa brasileira está concentrada em poucas mãos. Oito empresas – Globo, Bandeirantes, Record, SBT, Abril, Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e Rede Brasil Sul (RBS) – produzem e distribuem a maior parte da informação consumida no Brasil.

As corporações existentes há cinco décadas – Globo, Estado, Folha e Abril – apoiaram abertamente o golpe de 1964. Até hoje não explicaram à sociedade brasileira como realizam a proeza de falar em democracia tendo este feito em sua história.

Entre todos os meios, a revista Veja se sobressai como o produto mais truculento e parcial da imprensa brasileira.

Sobre golpismo, é bom ser claro. As classes dominantes brasileiras não se pautam pelas boas maneiras na defesa de seus interesses. Sempre que precisaram, acabaram com o regime democrático. Usaram para isso, à farta, seus meios de comunicação.

A imprensa é golpista?

No entanto, até agora não se sabe ao certo porque esta mídia daria um golpe nos dias que correm. O sistema financeiro colhe aqui lucros exorbitantes. A reforma agrária emperrou. Grandes empresários possuem assento em postos proeminentes do Estado – caso de Jorge Gerdau Johannpeter – ou têm seus interesses mantidos intocados.

Algumas peças não se encaixam na acusação de golpismo da mídia. Voltemos à revista Veja. Os apoiadores do governo precisam explicar porque a administração pública forra a publicação com vultosas verbas publicitárias, além de sempre prestigiarem suas iniciativas. Vamos conferir, pois está tudo na internet.

Veja tem uma tiragem de 1.198.884 exemplares, auditados pelo IVC. Alega ter um total de 8.669.000 leitores. Por conta disso, os preços de seus espaços publicitários são os mais altos entre a imprensa escrita. Veicular um reclame em uma página determinada sai por R$ 330.460. Já em uma página indeterminada, a dolorosa fica por R$ 242.200.

Quem anuncia em Veja? Bancos, a indústria automobilística, gigantes da informática, monopólios do varejo e… o governo federal. Peguemos um exemplar recente para verificar isso.

Na edição de 12 de outubro – que noticiou a morte de Steve Jobs – havia cinco inserções do governo federal. Os anúncios eram do Banco do Brasil (página dupla), do BNDES, do Ministério da Justiça, da Agência Nacional de Saúde e da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Supondo-se que as propagandas não foram destinadas a páginas determinadas e que os preços de tabela foram efetivamente cobrados, teremos um total de R$ 1.525.200.

Exato: em uma semana apenas, o governo federal destinou R$ 1,5 milhão ao semanário dos Civita, a quem seus aliados chamam de “golpista”.

Prestígio político

Há também o prestígio político que o governo confere ao informativo. Prova disso foi o comparecimento maciço de ministros de Estado e parlamentares governistas à festa de quarenta anos de Veja, em setembro de 2008. Nas comemorações, estiveram presentes o então vice-presidente da República, José Alencar, o ex-presidente do BC, Henrique Meirelles, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, a então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o ex-ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, o ministro da Educação, Fernando Haddad e a senadora Marta Suplicy (confiram em http://veja.abril.com.br/veja_40anos/40anos.html).

E entre julho de 2010 e julho de 2011, nada menos que seis integrantes dos altos escalões governamentais concederam entrevista às páginas amarelas da revista. São eles: Dilma Rousseff, Aldo Rebelo, Cândido Vaccarezza, Antonio Patriota, General Enzo Petri e Luciano Coutinho.

Nenhum demonstrou o desprendimento e a sensatez do assessor especial da presidência, Marco Aurélio Garcia (então presidente interino do PT). Ao ser convidado para conceder uma entrevista a Diogo Mainardi, em novembro de 2006, deu a seguinte resposta: “Sr. Diogo Mainardi, há alguns anos – da data não me lembro – o senhor dedicou-me uma coluna com fortes críticas. Minha resposta não foi publicada pela Veja, mas sim, a sua resposta à minha resposta, que, aliás, foi republicada em um de seus livros. Desde então decidi não falar com a sua revista. Seu sintomático compromisso em não cortar minhas declarações não é confiável. Meu infinito apreço pela liberdade de imprensa não vai ao ponto de conceder-lhe uma entrevista”.

RBS, Olívio e Lula

As relações ambíguas do governo e dos partidos da chamada base aliada com a grande mídia não se restringem à Veja.

Entraram para a história a campanha de denúncias e desgaste sistemático que os veículos da RBS moveram contra o governo de Olívio Dutra (1999-2003), do PT, no Rio Grande do Sul. Ataques sem provas, calúnias, mentiras e todo tipo de baixaria foi utilizada para inviabilizar uma gestão que buscou inverter prioridades administrativas. No auge dos ataques, em 2000, o jornal Zero Hora, do grupo, fez um ousado lance de marketing. Convidou Luís Inácio Lula da Silva para ser colunista regular. Até a campanha de 2002, o futuro presidente da República escreveu semanalmente no jornal, como se não tivesse relação com as ocorrências locais. Quando abriu mão da colaboração, Lula afirmou que o jornal prejudicava seu companheiro gaúcho. O jornal ganhou muito mais que o ex-metalúrgico nessa parceria. Ficou com a imagem de um veículo plural e tolerante.

No mesmo ano, o ex-Ministro José Dirceu foi entrevistado pelo Pasquim 21, jornal lançado pelo cartunista Ziraldo. Naqueles tempos, as empresas de mídia enfrentavam aguda crise, por terem se endividado em dólares nos anos 1990. Com a quebra do real no final da década, os débitos ficaram impagáveis. Lá pelas tantas, Dirceu afirmou que salvar a Globo seria uma “questão de segurança nacional”.

Comemorando juntos

As boas relações com a grande mídia se mantiveram ainda nas comemorações dos 90 anos da Folha de S. Paulo, em janeiro deste ano. Estiveram presentes à festa a presidente Dilma Rousseff – convidada de honra, que proferiu discurso recheado de elogios ao jornal – a senadora Marta Suplicy, colunista do mesmo, Candido Vaccarezza, líder do governo na Câmara, os ex-Ministros José Dirceu e Marcio Thomaz Bastos e o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho. A Folha também recebe farta publicidade governamental, do Banco do Brasil, da Petrobrás, da Caixa Econômica federal, entre outras.

Nos momentos de dificuldade, dirigentes do governo procuram sempre a grande imprensa para exporem suas idéias. Foi o caso de Antonio Pallocci, em 3 de junho último. Acossado por denúncias de enriquecimento ilícito, o ex-Chefe da Casa Civil convocou o Jornal Nacional, para dar suas explicações ao público.

O mesmo Antonio Palocci – colunista da Folha de S. Paulo entre 2009 e 2010 – dividiu mesas com Roberto Civita, Reinaldo Azevedo, Demetrio Magnoli, Arnaldo Jabor, Otavio Frias Filho e outros, em palestra no afamado Instituto Millenium, em março de 2010. A entidade congrega empresários do ramo e seus funcionários e se opõe a qualquer tipo de regulação em suas atividades.

Os casos de proximidade do governo e seus partidos com a imprensa são extensos. Uma das balizas dessas relações é o bolo da publicidade oficial. Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, a receita publicitária oficial em 2010 foi de R$ 1.628.920.472,60. Incluem-se aí os custos de produção e veiculação de campanhas, tanto da administração direta quanto indireta. Ressalte-se aqui um ponto: é legítimo o governo federal valer-se da publicidade para se comunicar com a população. A maior parte do bolo vai para os grandes grupos do setor.

No caso das compras de livros didáticos feitos pelo MEC, para as escolas públicas, o grande beneficiário é o Grupo Abril, que edita Veja.

Reclamação e democratização

Apesar do PT, partido do governo, ter feito uma moção sobre a democratização das comunicações em seu último Congresso, que gerou um seminário sobre o tema há poucas semanas, e do ex-ministro José Dirceu ter sido injustamente atacado recentemente pela Veja, é difícil saber exatamente que tipo de relação governo e partidos aliados desejam manter com os meios de comunicação. De um lado, como se vê, acusam a mídia de ser go lpista. De outro, lhe dão todo o apoio.

Alguns petistas se especializam também em utilizar o espaço da mídia para suas disputas palacianas. O jornalista Amaury Ribeiro Jr., por exemplo, em seu bombástico A privataria tucana, insinua claramente que o atual presidente do PT, Rui Falcão, teria vazado informações dos bastidores da campanha de Dilma Rousseff, no primeiro semestre de 2010, para nada menos que a revista Veja. Jornalista, Falcão é o mesmo que capitaneou o seminário petista sobre regulação dos meios de comunicação.

Pode ser que petistas e governantes tenham medo da mídia. Mas não se pode é ter um duplo comportamento no caso. Diante da opinião pública falam uma coisa, enquanto agem de forma distinta na prática.

O ex-presidente Lula reclamou muito da imprensa em seu último ano de mandato. No entanto, “Não houve qualquer alteração fundamental no quadro de concentração da propriedade da mídia no Brasil entre 2003 e 2010”. Essa constatação é feita pelo professor Venício Lima em brilhante artigo, publicado no final de 2010.

As resoluções da Conferência Nacional de Comunicação, realizada em 2009, mofam em algum escaninho do Ministério das Comunicações. O Plano Nacional de Banda Larga, que deveria fazer frente ao monopólio das operadoras privadas, acabou incorporando todas as demandas empresariais. O projeto de regulação da mídia elaborado pelo ex-ministro Franklin Martins desapareceu da agenda.

Por fim, vale uma nota. Temerosos com a chegada das gigantes da telefonia produzindo conteúdo televisivo e radiofônico para o mercado doméstico, os grupos Globo, Bandeirantes, Record e SBT fizeram intensa pressão pela aprovação da lei 12.485. O governo cedeu. A nova norma garante uma reserva de mercado para as velhas empresas de comunicação, embora as teles possam atuar da distribuição. O conjunto seguirá como um dos clubes mais fechados do mundo.

Como se pode ver, o governo e seus partidos de sustentação convivem muito bem com a mídia como ela é. Têm muita proximidade e pontos de contato, apesar de existirem vozes isoladas dentro deles, que não compactuam com a visão majoritária.

Nenhum dos lados tem moral para reclamar do outro…

*Gilberto Maringoni é jornalista, doutor em História pela FFLCH-USP e professor da Fundação Casper Líbero. É autor, entre outros, de Ângelo Agostini – A imprensa ilustrada da Corte à Capital Federal, 1864-1910 (Devir Livraria, 2011)

Leia também:

Amadeu sugere que PT cobre de Dilma banda larga de verdade

Altamiro Borges: Aécio, cadê o bafômetro?

 

87 Comentários escrever comentário »

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Especial Privataria Tucana « Ficha Corrida

08/04/2012 - 11h53

[…] Gilberto Maringoni: Sobre relações ambíguas com a mídia […]

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SINAJUS

01/01/2012 - 08h45

[…] Gilberto Maringoni: A ambiguidade na relação de Dilma com a mídia […]

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Laurita Salles: Sobre o gráfico que é preciso disseminar | Viomundo - O que você não vê na mídia

31/12/2011 - 13h42

[…] Gilberto Maringoni: A ambiguidade na relação de Dilma com a mídia […]

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Cabeda

25/12/2011 - 14h56

O fecho do artigo é perfeito. É isso mesmo, quem está dentro do esquema não tem moral para reclamar dos outros. É por isso que quem está fora tem. Então, devem continuar reclamando. Nada vai evoluir se o ceticismo dominar.

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Por que os pernambucanos não compraram o Bandepe para o Estado de Pernambuco? « DE OLHO NOS BANCOS

24/12/2011 - 20h10

[…] Gilberto Maringoni: Sobre relações ambíguas com a mídia […]

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jaaj

18/12/2011 - 17h55

Senhor Gilberto Maringoni,já que és defensor da livre midia,que tal denunciar que a pirataria que leva o nióbio do brasil(rouba)causa prejuízo de dezenas de bilhões de dólares anuais a este sofrido povo deste país dominado?

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Gilberto Maringoni: Internautas driblam a censura privata. « OPINIÃO

13/12/2011 - 21h59

[…] Gilberto Maringoni: Sobre relações ambíguas com a mídia […]

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Cláudia M.

12/12/2011 - 14h55

Conceição, desculpe usar este espaço pra fazer a sugestão a seguir, mas não localizei no blog outro meio. Finalmente coloquei o meu bloco acadêmico na rua e, com a ajuda da FSP/USP, estou divulgando minha pesquisa. Veja se interessa ao Viomundo: http://www.fsp.usp.br/site/noticias/mostrar/1798. Meu e-mail está ao final do texto. Estou à disposição. Grande abraço!

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As relações ambíguas governo/mídia | Viva Marabá Pará Brasil

12/12/2011 - 09h40

[…] As relações ambíguas governo/mídia var cid= 6068; Tweet (function() { var s = document.createElement('SCRIPT'), s1 = document.getElementsByTagName('SCRIPT')[0]; s.type = 'text/javascript'; s.async = true; s.src = 'http://widgets.digg.com/buttons.js'; s1.parentNode.insertBefore(s, s1); })(); 0 comments Gilberto Maringoni, no blog Viomundo: […]

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Antenor Ribeiro

12/12/2011 - 00h24

Nossa!!! O que não faz a cegueira ideológica. Ainda acreditam que o PT , Lula, Dilma, representam algo nesses coraçõezinhos ingênuos.

Ô crianças, é tudo um jogo. O que esse artigo muito bem escrito diz eu já sei há anos. Mas esse artigo logo será esquecido como deve ser.

Para o bem da nação. hehe Da alma dos ingênuos (alguns nem tanto) e para o "mal menor" que justifica tudo. E logo entram os números para deixarem claro a qualquer um que vacile na sua crença de que o PT , Lula, Dilma representam o bom, o nobre e o justo socialmente. Pobre gente. Pobre gente.

Mas é assim mesmo. Há um bom tempo já me conformei e me resta assistir até com certo conforto na alma por não mais fazer parte dessa patifaria.

Mas gostei do autor. Não deixou dúvidas. Mas sempre existem os que não vão querer enxergar. Até por não terem para onde ir. rs

Continuem então sustentando as vidas boas dos seus políticos justos e honestos. Eu é que não faço apologia de nada. Nem do ceticismo.

Só desejo boa sorte aos puros de coração. Difícil separá-losem meio aos pilantras aproveitadores que os usam.

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H. Back™

11/12/2011 - 15h23

A única explicação que consegui encontrar para esse comportamento ambíguo do governo com relação a mídia, é que a base aliada é formada por diversos partidos formada por elementos distintos, com tendências políticas também distintas. É o preço da governabilidade.

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    Ze Duarte

    11/12/2011 - 20h24

    Sempre culpa da base aliada, nunca do PT…

Oliveira, B.

11/12/2011 - 12h12

Nessa e em outras questões os argentinos ainda estão na nossa frente. Lá os torturadores estão na cadeia e as empresas de comunicação que usam seus jornais e revistas para fazer terrorismo político e difamação foram devidamente enquadradas. A Cristina de lá é muito melhor que a Dilma de cá.
No mais, parabéns ao Viomundo por publicar esse magistral artigo.

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Fernando

11/12/2011 - 11h40

Azenha, por favor explique para nós aquela conversa, que para mim foi a mais importante da entrevista com o Amaury, sobre as montadoras, mídia e isenção ou redução fiscal dada pelos governos estaduais.

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Maria Dirce

11/12/2011 - 11h07

Penso que estamos nadando contra a correnteza se continuar assim!!Adianta querermos uma democracia onde não pulveriza a sujeirada e o governo pagar bilhões em publicidade para o pig? Enqto lutamos pela integridade, a publicidade do governo corre solta nos jornais e revistas do pig.As sala dos professores sobre a mesa encontramos centenas de revistas da veja escola.Podemos aceitar isso??????

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Eudes H. Travassos

11/12/2011 - 11h02

é´preciso baixar Hugo Chaves em Dilma e cancelar conseções. Porquê eu tenho que conceder direito de explorar a uma instituição golpista e antiética?

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    Ze Duarte

    11/12/2011 - 20h26

    "conseções" é dose hein?

    Ainda bem que não baixa Chavez em Dilma!

    Além disso, as concessões só se aplicam a rádio e tv, e são dadas, ora ora, boa parte para os próprios políticos

Ricardo

10/12/2011 - 23h00

"A Abril – uma espécie de conluio entre os americanos da Viacom, os racistas pró-apartheid sul-africanos do grupo Naspers e os testas de ferro golpistas da família Civita, que até 2004 nem sabia o que era livro didático, recebeu, de 2004 a 2010, cerca de um bilhão de reais (R$ 987.994.081,85) ou 22,98% de todos os recursos do MEC para livros didáticos".

Aí você começa a achar que aqueles 9 milhões do governo Alckmin são pechincha.
Tá tudo errado.

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Vlad

10/12/2011 - 22h41

Então não existe o PIG?

Responder

    Daniel

    11/12/2011 - 11h47

    Claro que não. Os otários enxergam o que querem enxergar.

Alexandre

10/12/2011 - 22h08

É o governo pagando para manter esse lixo vivo, e ainda pagando para apanhar. Que babacas!

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paulo roberto

10/12/2011 - 19h57

O problema é que se o governo parte pra cima da grande mídia, vai ficar sozinho, pois o povo, alienado, não vai comprar a briga.

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Almir

10/12/2011 - 19h06

Política tem muito a ver com o futebol. Desespero não ganha jogo. Catimba idem. Quem parte "com tudo" pro ataque toma bola nas costas. Retranca não significa covardia. Quem subestima o adversário acaba perdendo. Quem joga pra torcida perde o campeonato.

Responder

    Carlos N Mendes

    11/12/2011 - 11h44

    Acho que você tem razão, caro Almir. De repente, a explicação está em Maquiavel: "mantenha seus amigos próximos, e seus inimigos mais próximos ainda".

Archibaldo S. Braga

10/12/2011 - 18h30

ia opinar, desistiiii A MERDA VAI CONTINUAAAAAR!!!! braga

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Wendell

10/12/2011 - 18h19

O belíssimo texto do Dr. Maringoni abriu os meus olhos. A imprensa golpista e o governo se merecem. E eu que pensava que o atual governo era formado por "subversivos"(definição do PIG), mas na realidade é formado por subvernientes.

Responder

    Elza

    10/12/2011 - 19h06

    Ai Wendell, abriu os meus tbm. Leio tanto nesse blog sobre as armações do "PIG", mas parece que ñ é só a Rede Globo que me confunde, o governo do PT da presidente Dilma tbm.
    Mt esclarecedor o txt do Dr. Maringoni. E olha mt coisa do que ele escreveu, se leu aqui no Viomundo, se analisou, se comentou. Sei não viu….

Alex Gonçalves

10/12/2011 - 18h08

"Nenhum dos lados tem moral para reclamar do outro…"

…E o PT vai levando na buzanfa e a mídia demo-tucana continua com moral pra se dizer imparcial…

E o PIG não esconde nem blinda os escândalos do PSDB… né mesmo?

Responder

Maria Salete Magnoni

10/12/2011 - 17h51

Maringoni sempre lúcido e pondo o dedo na ferida! Não sei porque mais meu deu vontade de ouvir uma velha música!
youtube AXGONt31qEs http://www.youtube.com/watch?v=AXGONt31qEs youtube]

Responder

LUCIO FLAVIO

10/12/2011 - 17h49

Este artigo é simplesmente estarrecedor. Já nos leva a duvidar da própria sombra. Será que todos os gatos são pardos?.
Lucio Flavio
Partido Pátria Livre
Santa Maria – Cidade Cultura – RS

Responder

Emerson

10/12/2011 - 17h12

Como dizem os mais antigos: "Devagar com o andor, que o santo é de barro."
Será mesmo tão fácil enfrentar a mídia do jeito que todos nós sonhamos sem ter a devida certeza de que o povo vai realmente pras ruas quando o bicho pegar?
Porque, não pensemos nós, que a mídia iria engolir tão fácil a regulamentação que nós tanto sonhamos.
Acho que, se o povo quiser, terá que sair às ruas e mostrar força, caso contrário, nem esse, nem qualquer outro governo de esquerda terá a iniciativa aqui no Brasil.

Responder

Zé Francisco

10/12/2011 - 17h12

Remetente: militante Zé Francisco. Destinatária: Exma. Presidenta Dilma.
Brasil!
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim…
Não me sortearam
A garota do Fantástico
Não me subornaram
Será que é o meu fim?
Ver TV a cores
Na taba de um índio
Programada
Prá só dizer "sim, sim
Grande pátria
Desimportante
Em nenhum instante
Eu vou te trair
Não, não vou te trair…

Responder

Fabiano

10/12/2011 - 16h21

O fato é que a imprensa acaba sendo bem mais esperta que o governo federal esse último tem medo desses meios. Acaba que fazem exatamente o que a mídia quer e continuam como seus inimigos. Nesse jogo de xadrez os chefoes da comunicação estão sempre na frente.

Responder

Vlad

10/12/2011 - 16h08

"dois ministros do governo Dilma foram fulminados por denúncias de atividades obscuras".

E sobre as "atividades obscuras", alguma preocupação?
Não?
Ninguém?

Ok.

Responder

jaime

10/12/2011 - 16h01

O autor tocou na ferida putrefata que é essa relação governo/PT/midia. Ou o governo gosta de apanhar ou tem medo da midia. O que se nota é que o governo, tanto o de Dilma quanto o do Lula, foram ou são pautados pela imprensa. Num governo multicolorido como o de Lula/Dilma fica dificil saber quem está do lado ou contra as falcatruas midiáticas.

Responder

Emerson

10/12/2011 - 15h52

Como dizem os mais antigos: "Devagar com o andor, que o santo é de barro."
Será mesmo tão fácil enfrentar a mídia do jeito que todos nós sonhamos sem ter a devida certeza de que o povo vai realmente pras ruas quando o bicho pegar?
Porque, não pensemos nós, que a mídia iria engolir tão fácil a regulamentação que nós tanto sonhamos.
Acho que, se o povo quiser, terá que sair às ruas e mostrar força, caso contrário, nem esse, nem qualquer governo de esquerda aqui no brasil terá a iniciativa.

Responder

Ze Duarte

10/12/2011 - 15h52

"As corporações existentes há cinco décadas – Globo, Estado, Folha e Abril – apoiaram abertamente o golpe de 1964. Até hoje não explicaram à sociedade brasileira como realizam a proeza de falar em democracia tendo este feito em sua história."

Ué, Dilma e seus amigos, que queriam trocar uma ditadura por outra, não fazem a mesma coisa?

Responder

    Rafael

    10/12/2011 - 18h29

    Que loucura. Dilma e amigos queriam trocar uma ditadura por outra? Deve ser com esse tipo de idéia que vc se concola falsamente. Dilma lutou pela democracia.
    É o mesmo argumento que os eua usam para atacar outros países: "vamos atacar antes porque eles vão nos atacar". E tudo isso não passa de mentira. Culpar a esquerda pelo golpe militar é ridículo, é canalhice.
    Direita não sabe e nunca soube conviver com democracia, so tolera democracia enquanto esá no poder. Fora do poder fica sem perspectiva e logo apela para o golpe. Assim é e foi em toda américa latina.

    Ze Duarte

    11/12/2011 - 20h28

    O que é "concola"?

    Amigo, vá estudar um pouco de história… Dilma e seus amigos queriam implantar uma ditadura a lá Cuba … a não ser que você considere Cuba uma democracia, aí o problema não de história, mas sim de conceito…

    Ramalho

    10/12/2011 - 18h57

    Fazem a mesma coisa? Que coisa? Apoiar o golpe de 1964? Dilma e seus amigos apoiaram o golpe de 64? Suas ideias são muito confusas.

    Quanto a trocar uma ditadura por outra, deve-se lembrar de que, no Brasil, jamais houve ditadura de esquerda e de que no curso dos últimos governos (de esquerda) o Brasil alcançou plenitude democrática, coisa que nos governos de direita jamais teve.

    Ze Duarte

    11/12/2011 - 08h03

    A mesma coisa = defender uma ditadura, no caso, a tal da ditadura do proletariado por meio da implantação de um regime comunista.

    Não houve ditadura de esquerda porque os movimentos foram derrotados na época em que eram mais agressivos.

    Portanto, também eram apoiadores de uma ditadura, mas hoje falam abertamente em democracia

Rafael

10/12/2011 - 15h50

Muito bom o texto. Mas como o próprio texto cita o poder da mídia é muito grande. Fato que o PT, partidos de esquerda, têm medo da mídia.
Sovre os anúncios eu não conheço leis do setor, mas acredito que o governo não pode deliberadamente cortar as verbas de publicidade de uma empresa específica. Certamente perderia na justiça.
Fato que contradiz o texto é que desde 2003 a verba para publicidade caiu drásticamente, até o governo fhc a verba era concentrada, hoje a verba está cada vez mais pulverizada.
Com certeza para mim eleitor não gosto nem um pouco de ver parlamentares de esuqerda em reuniões da mídia que sabemos que manipula, mente, deturpa, mas é uma briga de gato e rato. Os políticos temem a mídia.

Responder

Uélintom

10/12/2011 - 15h12

Quem fez jornalismo queria ter feito medicina? Então, porque gostam tanto de enfiar o dedo na ferida desse jeito?

Responder

Lucas Villa

10/12/2011 - 15h10

Alguém tem os numeros de vendas das revistas Carta Capital e Caros Amigos?

Responder

Wadilson

10/12/2011 - 14h54

Realmente, difícil entender os meandros desse relacionamento, governo e a grande imprensa.

Mas isso não é um fato isolado. Se aqui no Brasil o governo, tido como progressista, melhorou as relações não só para a população mas também para o grande empresário (aí as dores dos ultra-esquerdistas, que vem a revolução mais longe..), o mesmo se passa em outros países da América Latina que não rezaram pelas cartilhas do liberalismo.

Venezuela, Bolívia, Equador, Argentina, principalmente. Cada um teve a seu tempo muitos problemas, econômicos e sociais, mas suas populações estão muito melhores hoje que a 10, 15 anos. E ainda assim seus governantes sofrem com ataques achincalhantes da imprensa. Ainda coloco Uruguai nesse caldo. E Chile a seu modo, sempre distinto.

Uma passada de olhos nas editorias dos grandes jornais desses países nos dá a impressão do fim do mundo, assim como ler o Estadão e a Folha nos passa uma sensação de fim de mundo pro Brasil.
No entanto, basta conferir os dados de qualidade de vida para desmentir tudo isso. Trabalho, saúde, educação, por aí.

O que realmente passa com a cabeça dos empresários de mídia nesses países? Quiçá, queria saber, do mundo inteiro? Murdoch não estaria fora disso, sem dúvida.
E mais, que relações realmente podem existir entre os governos, sejam bolivarianos ou de ChicagoBoys, com esse 'quarto poder' ?

Responder

Mauro Dias

10/12/2011 - 14h27

E, nada disso impede que elessejam golpista. Concordo com Edu Guimarães , se um golpe passar com um cavalo selado, eles montam. Quão a razão? Ideológico, ódio de classe , extremismo…..etc. Podemos enumerar muitos. É da alma , das entranhas dessa gente. Os que hoje têm seus interesses preservados no atual governo, sendo este derrubado, continuarão a estar ou , estarão melhor ainda. Simples assim.

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osmar

10/12/2011 - 14h19

È muito contraditótia o comportamento da Dilma e o PT frente ao pig golpista e tantos outros.. até estou achando que a Dilma que foi torturada é estória para boi dormir.

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Scan

10/12/2011 - 14h11

Pois é.
E nós aqui dando murros em ponta de faca e defendendo o governo contra o que convencionamos chamar de PIG.
Fazemos isso por acreditarmos que isso poderia ser mudado, ou não passamos de pobres idiotas?
É desalentador ler o texto do Maringoni. A verdade dói.
Lembram-se do que foi reportado pelo José de Abreu sobre a fala do Herr Civita a conhecido comum?
"Não tem arrego. Vou derrubar a Dilma!"
E eu pergunto: Pra que, se o golpe já foi dado?
Começo a duvidar da fonte do Zé.

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Mariana

10/12/2011 - 14h09

Pois é, é realmente ilógico o governo que vive apanhando, tendo ministros derrubados, petistas que são fontes e o projeto do próprio partido correndo o risco de ir pelo ralo, mas este mesmo governo é o maior detentor de portfólio de propaganda desta imprensa.

Fiquem aí esperando mudança que vai vir. Aí, quando Lula morrer, serão resumidos a nada e invocarão o nome de Lula nos programas eleitorais para tentarem uns votinhos. Um bando de imbecis.

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Armando S Marangoni

10/12/2011 - 13h53

Pensando bem… ou melhor, pensando mais, a quem é que os poderosos (todos eles) querem – ou precisam – influenciar para equilibrar suas contas de poder?
Resposta: nós.

Quem é que serve de termômetro, acelerômetro, poderômetro, para os que mandam e desmandam?
Resposta rapidinha: nós.

Todos nós. Inclusive Eles, os filhos d'Eles, os pais d'Eles, as namoradas e namorados e amigos e parentes .. d'Eles.

(Tenho que admitir (confessar): o Azenha e a Conceição são demais. )

Ou seja, não há lá muitas diferenças se ficarmos todos nus (ôba).

Temos coragem para ficar nus?

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Rossi

10/12/2011 - 13h34

Em lugar de ambígua,preferiria nomear esta relação de promíscua,beirando a traição,pois foi contra a vontade da mídia hegemônica que o povo elegeu esta senhora.Esta mesma mídia,que sabemos,gostaria de vê-la fora do poder o mais rápido possível.Custa-nos entender esta farta distribuição de verbas públicas para sustentar esta gente.

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Fernando

10/12/2011 - 13h02

pelo que eu entendi do texto, quem muito se abaixa… o governo tem qiue acabar com essa história de financiar os golpistas!!!….tem a TV Brasil, câmara, senado, tve estaduais, mais a record e record news, que se comportam de forma descente…então vincule suas propagandas nessas emissoras!!!

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Thiago_Leal

10/12/2011 - 12h59

Parece que as faíscas entre governo e mídia cumprem um papel circense muito mais pernicioso do que se pode imaginar, a princípio… distraem-nos de fatos que interessariam muito mais… e a um alto custo, alto custo…

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Rabuja

10/12/2011 - 12h32

Pro falar em relações ambíguas com a mídia, o Poder Online (IG) publicou esta semana (08/12):

16:02
PT e Rede Globo

O presidente do PT, Rui Falcão, almoçou hoje com o vice-presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, no Rio de Janeiro.
http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2011/12/0

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    Elza

    10/12/2011 - 19h17

    É MOLE!!!!!!!!!!

Mel

10/12/2011 - 12h30

Acabo chegando a conclusão que ou o governo tem rabo preso com a mídia ou a mídia ainda tem um poder muito grande. Talvez seja o maior poder. Os políticos que ela apóia são os jagunços desse poder. Acho que a maneira de atuar é semelhante a da máfia, ou talvez seja a própria máfia. Talvez o governo esteja tentando ir comendo pelas bordas. Talvez, talvez. Tudo muito estranho. Odeio quando o boverno puxa o saco da mídia. Me sinto ofendida.,

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    luis donizete

    11/12/2011 - 11h53

    O Brasil é a galinha dos ovos de ouro do imperialismo. A maior nação da AL e naturalmente lider das demais. Qualquer mudança de rumo por aqui acarretará um efeito dominó em toda AL o que atrairá a hostilidade das potencias imperialistas.. É nessa perspectiva que o governo Lula/Dilma vem conduzindo o pais. E, é claro, a midia sabe disso e tira proveito da situação. A Venezuela, a Bolivia não tem o mesmo peso do Brasil no contexto latino-americano e as mudanças progressistas ocorridas por lá não são vistas como definitivas. No Brasil, entretanto, as coisas são diferentes dado a magnitude do pais.

Ronaldo

10/12/2011 - 12h01

Brilhante texto do Gilberto Maringoni. Expressa o que penso e sinto. Se eu fosse filiado ou militante do PT estaria morrendo de vergonha.

Talvez Freud explique o relacionamento ambíguo e nefasto do PT autista com a mídia golpista.

Muitos citam a Síndrome de Estocolmo, mas eu acho que é um misto de safadeza e burrice.

Enquanto isso a nossa Democracia se ferra.

Viva o Brasil!

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Lu_Witovisk

10/12/2011 - 11h58

Olha, eu não vejo desculpas para isso. Não é justo conosco, o povo, não se mexer para regulamentar esse setor. É uma briga diária para tentar abrir os olhos de conhecidos, amigos, familiares… deixar nas mãos da blogosfera o dever de informar é surreal.
Confesso que esperava mais. Dilma, Dilma… acorda.

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Marcelo de Matos

10/12/2011 - 11h53

Está bem, vocês me convenceram. A mídia não é golpista – apenas promove campanhas moralizadoras no país. Não persegue ministros do governo Dilma por questões ideológicas, mas, porque a agulha imantada de sua bússola não se arreda do norte que é o estrito cumprimento das normas éticas. Ao invés de ficarmos aqui questionando o relacionamento do governo federal com a mídia, poderíamos dar uma forcinha a essa última. Há governadores tucanos por aí que têm secretários, a nosso ver, derivando do norte ético. Em Sampa o Ferreira Pinto disse que “não sabia” dos supostos desvios de conduta em sua polícia, apontados pela PF e lamentou não ter sido informado por ela. Por que não damos (a blogosfera progressista) uma forcinha à grande mídia pedindo a cabeça do secretário? Ou será que o Ferreira é muito estimado por aqui? Se a blogosfera tiver realmente poder poderá pedir a cabeça de secretários, tal como a grande mídia pede a cabeça de ministros. O que acham?

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Julio Silveira

10/12/2011 - 11h49

Será que a democracia é isto? Vence uma idéia e os vencedores são obrigados a serguirem enriquecendo os perdedores? prestigiando seus panfletos e ideários contidos até subliminarmente nas letras que produzem.
Será que o cidadão não conseguirá se libertar dos barões do engenho nunca? é mesmo quando elege alguem pensando ser dos seus constata-se que o que preferem é a adulação desses barões e um trabalho de capitão do mato, em que podem enganar se fazendo passar por gente da senzála para entregar melhor ao sinhozinho.
Francamente o Brasil precisa aprender a fazer valer a democracia, é preciso enfrentar as estruturas burocraticas coloniais encasteladas no poder e transformar-se conforme os interesses da maioria da cidadania. Chega de mentiras e traições, afinal o povo vota mudança para mudar e não para embromar e buscar a cozinha da casa da grande.

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Gustavo Pamplona

10/12/2011 - 11h44

Oh dó…. e que inveja deste dinheiro, einh?

Acordem para a realidade, queridos… o texto falou da "reforma agrária" (um sonho do MST)

Qual governo seria louco de dar terra (mesmo este PTista aí que vocês tanto amam) a um pessoal que com toda a certeza não vai trabalhar nelas, já que quem trabaha mesmo não tempo para manifestações.

E sabendo que são os grandes latifundiários, que alguns de vocês odeiam, que colocam a comida no seu prato eque respondem por uma fatia enorme do PIB? Afinal… somos o "celeiro" do mundo!

E aí? Quanto tempo dura o Negromonte e o Pimentel? hahahhhahaha

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    Almir

    10/12/2011 - 18h49

    Ô amigo, quem coloca arroz, feijão, batata e verduras no meu prato é a agricultura familiar, e não o agronegócio, viu?

CLÁUDIO LUIZ PESSUTI

10/12/2011 - 11h36

Acho sempre interessante, quando é uma crítica forte e direta ao modo de governar petista, quase ninguém comenta , ou se comenta, lança pérolas de filosofia barata, só falta dizer que há mais coisas entre o céu e terra que imagina nossa vã filosofia rsrs!.Críticas ao Lula, a Dilma e a o PT, nem pensar,Dizer que na prática o governo atual , quase nenhuma diferença tem das diretrizes do PSDB, nem pensar.Afirmar categoricamente a traição destes caras contra a esquerda, nem pensar.Aí quando alguém, como eu , fala essas coisas aqui, dá-lhe negativo.Por causa disso, cada vez mais , a esquerda não é levada a sério.

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Jairo_Beraldo

10/12/2011 - 11h32

Dilma elogiou de forma eloquente a grande mídia em discurso ontem…até atingirem Pimentel, achava que estavam de braços dados, para fazerem a tal faxina, mas agora mostraram a falta de vergonha…este governo está totalmente perdido. Deram pano pra manga, e não foi por falta de aviso destes noticeiros de esgoto – Civita falou claramente, que iria derrubar o governo Dilma, e está derrubando um ministro a cada 1,7 meses…usarão a tática proposta por FHC ao Lula…fazer sangrar, até atingir a presidente (sim presidente, como coloca o PIG, pois ela não acorda mesmo).

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Fabio_Passos

10/12/2011 - 11h32

Injustificável o governo dar R$ 1,5 milhão em uma semana para os civita.
Há sentido em colocar anúncios em uma máquina de propaganda da oposição?

O governo alimenta estas oligarquias decrépitas e ajuda a perpetuar o atraso e a falta de democracia nas comunicações.

As forças progressistas defendem a democratização dos meios de comunicação, mas enquanto isso o governo coloca nosso dinheiro suado nas mãos de poucos oligarcas vigaristas.

Até quando vai durar esta pouca vergonha?

civita, marinho, frias e mesquita que parem de mamar nas tetas do Estado.

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Mariana

10/12/2011 - 11h30

Eles são hipócritas, não adianta a blogosfera ficar gritando, jogam apenas para a plateia. Ontem, não assisti a toda entrevista do Amaury a vocês, mas comecei quando ele falava do Ruy Falcão e que este cara é informante tanto de Veja quanto do Globo, já que, segundo Amaury, esta criatura é compadre do Noblat.

E Amaury deixa claro no livro que esta figura roubou informações do notebook dele e deu ao Mainardi, além de tentar detonar gente do próprio partido. Sem falar nos abusrdos destes tucanos.

Alguém realmente acredita que o Cardozo, como disse Amaury que tem o segundo da homem da PF como homem do Serra vá fazer alguma coisa?

Alguém realmente acredita que o engavetador Gurgel fará algo. Esta gente só faria se aparecesse nestes veículos, mas enquanto ficar com a militância na blogosfera não tem importância, pois militância é importante para ganhar voto, não para formar opinião, porque para esta gente, quem forma a opinião são estes aí.

É preciso que a blogosfera se organize, como você sugeriu sobre investigações, Azenha e comecemos nós, a mudarmos isto no país.

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Bernardino

10/12/2011 - 11h15

PARABENS Gilbert Maringoni que analise cirurgica!!Foi direto na JUGULAR.
A CORDA esta esticada de um lado A DDILMA de outro o PIG,Nao adianta discutirmos fumaça,a saida esta em formarmos CRUZADAS colhendo assinaturas nas ruas para uma emenda ou regular o art 224 da constituiçao que institui o CONSEK}LHO de comunicaçao SOCIAL,com certeza poucos parlamentares irao a maioria é MARIQUINHAS bem ao estilo da CULTURA portuguesa que nos legou:COVARDIA e SUBSERVIENCIA.Veja, a Argentina meteu na cadeia milicos torturadores e domesticou a MIDIA de lá
A D.DILMA falou na sua posse: PREfiro o BARULHO da IMprensa ao silencio das DITADURAS.LOGO ,LOGO ela verá o Barulho da IMPRENSA Garroteando o pescoçp DELA.JÁ chegou no AMIGI[UINHO PIMENTEL

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Maria

10/12/2011 - 11h01

Assisti a entrevista do autor Amaury Ribeiro e confesso um certo e grande desconforto com o chamado fogo amigo do PT. Longe de querer uma explicação purista ou moralista, todos sabemos das relações complicadas existentes em qualquer agremiação, política ou não. Fico contente por ver atuações de jornalistas que não perdem o foco nem a responsabilidade como os que fizeram parte da mesa no vídeo de ontem. Senti alívio sim ao saber da publicação do livro do Amaury, por ver nele uma brecha para que muitos tenham acesso a informações que não nos chegam via grande mídia. O PSDB não está afundando por causa do livro, mas por conta de suas ações que foram agravadas pela campanha de 2010. Acho que o PT, em que voto desde a primeira candidatura do Lula, deveria prestar atenção a um recente artigo da Maria Inês Nassif. Deveríamos sempre ter em pauta uma questão: Para que serve um Partido? Porque para mim, em primeiro lugar, serve para promover políticas que atendam às necessidades de sua sociedade como um todo e não a castas sociais, muito menos a representantes de qualquer partido, seja qual for.

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Marcelo de Matos

10/12/2011 - 10h53

O Brasil é a sétima economia do mundo. Poderá, lá por 2020, tornar-se a quinta. Qual é o relacionamento de dirigentes de países da importância do nosso com a imprensa? Não vamos falar, portanto, de Equador, Bolívia, Venezuela, ou mesmo da Argentina. Como Angela Merkel, Yoshihiko Noda e Nicolas Sarkosy relacionam-se com a mídia? Recusam convite para comparecer a festas de aniversário de jornais? Tratam os empresários desse setor de forma desrespeitosa? É claro que Lula, na condição de líder do PT, podia chamar a mídia de golpista. O Chefe de Estado Luís Inácio, porém, tinha de tratá-la de forma respeitosa. O Brasil já viveu dias piores nesse particular. Leonel Brizola quis desfazer uma antiga animosidade, dos tempos de Getúlio Vargas, entre o PDT (ex-PTB) e o Estadão. Foi fazer uma visita ao jornal, mas, não foi recebido pela família Mesquita. Isso faz parte de um estágio de nossa história que parece estar superado. Ou devemos restabelecê-lo?

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Marcelo de Matos

10/12/2011 - 10h35

Lendo esse post a gente fica com a impressão que nossa ultra-esquerda ignora a mídia. Políticos como Heloísa Helena, Chico Alencar, Plínio de Arruda Sampaio, esquivar-se-iam dos holofotes. Não é bem assim. A questão dos gastos com publicidade é muito explorada quando se quer criticar o governo, seja Lula ou de FHC. Para restringir os gastos oficiais com publicidade, porém, só fazendo uma revolução. Essa redução não passaria pelo Congresso, onde mídia e agências de publicidade detêm a maioria dos votos. Como se diz – faz parte do sistema. A mesma demagogia é vista com relação aos juros. Na Carta aos Brasileiros, assinada por Lula, ficou bem claro que o Chefe do Executivo, seja lá quem fosse, teria de respeitar as decisões advindas de órgãos da “sociedade civil”, como Fiesp, Febrabam, etc. Portanto, quem fixa os juros são os banqueiros e industriais da Fiesp, porque não há banqueiro que não invista no setor industrial e vice versa. Os grandes bancos investem 50% de seus capitais no setor financeiro. Portanto, banqueiros e industriais são a mesma turma.

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A mídia e o hímen complacente das vítimas « Ficha Corrida

10/12/2011 - 10h25

[…] Gilberto Maringoni: Sobre relações ambíguas com a mídia | Viomundo – O que você não vê … Sirva-se:Like this:LikeBe the first to like this post. Deixe um comentário […]

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FrancoAtirador

10/12/2011 - 09h22

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Há mais coisas entre a Mídia e o Governo

Do que possa imaginar nossa vã Democracia.
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Responder

jaime

10/12/2011 - 08h46

A única experiência real que conheço de tratar a mídia golpista sem pão nem água é a do governo do Requião no Paraná. Governo e mídia se digladiaram de modo bárbaro e selvagem. Mesmo assim Requião conseguiu um segundo mandato – por uma margem estreita, mas que não se deve à atuação da mídia – e sim a um problema interno (quintas colunas) na secretaria do meio ambiente. Com certeza foi um stress muito grande para o governo, embora se saiba que Requião não vive sem brigas (na verdade, nesse aspecto, é um verdadeiro troglodita) e houve baixas de lado a lado. Procurem saber onde anda um desembargador chamado Edgar Lipmann (TRF da 4ª Região – Porto Alegre) que aplicou multa pessoal ao governador, em valores na casa de várias centenas de milhares de reais, por "extrapolar na utilização dos meios de comunicação". Esse desembargador foi afastado por denúncias produzidas por Requião.

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    Marcelo de Matos

    10/12/2011 - 09h11

    Requião não batia de frente só com a mídia, mas, também com o Judiciário. Sobre esse dizia: "Há quatro tipos de Justiça: a boa, a ruim, a péssima e a Justiça do Paraná".

    Lu_Witovisk

    10/12/2011 - 11h54

    Sim, Requião tem muitos defeitos, mas sempre foi sábio nestes aspectos. Sabia como tratar o feudo da justiça paranaense e a mídia e ao mesmo tempo (apesar dos problemas) ser o melhor governador e senador para o estado que já vi.
    Com 8 anos eu não via os defeitos do Requião, me emocionava já com os discursos. Um dia, de tanto encher a minha mãe, ela parou na Boca Maldita para falar com ele. Sabiamente ele me advertiu "não tenha ídolos, eles sempre tem pé de barro". Sim, pés de barro, mas no deserto politico do PR (deserto em ideologia, comprometimento, clareza, coerencia), Requião é o melhor. Até hoje ele me emociona.

sergio

10/12/2011 - 08h38

Enfim, luzes, Gilberto Maringoni traduziu o que todos os brasileiros sensatos pensam, nenhum partido político quer democratizar a mídia, querem apenas poder, que convenhamos é efêmero, porém deixa-nos sempre com as imagens golpistas na mente.

Responder

    ricardo silveira

    10/12/2011 - 15h37

    Concordo, a conivência não é em função da democracia. Alimentar a manipulação do espaço público com recurso do povo manipulado pode até ter alguma explicação que desconheço, mas parece mais um comportamento covarde, de quem se ilude com o poder efêmero.

Alexandre Bitencourt

10/12/2011 - 07h53

O governo sabe o poder que a mídia tem, basta pegarmos o episódio do PNDH 3. Quando o Lula assinou o PNDH 3 foi um blablabla da velha mídia que insistia num discurso de mordaça da mídia, de ditadura, de absolutismo, etc, quando se falava apenas em regulação de concessões. Lembro que muitos chegavam para mim e diziam: Sabia que o PT quer implantar uma ditadura? Você não viu a lei que o Lula criou? Até os militares se manifestaram. A grande mídia tem poder sim, e eles sabem disso, apenas não conseguiram ainda derrubar a popularidade do governo, se um dia eles conseguirem isso pode ter certeza que o golpe está a caminho. Foi assim que fizeram com João Goulart, foi assim que fizeram com o Chaves, é assim que estão fazendo com a onda de ataques: minar com o índice de aprovação do governo. Quanto ao que ganham, acho que já se preucupam com o espaço que estão perdendo.

Responder

    Ricardo

    10/12/2011 - 12h22

    É a reação!

Mugi

10/12/2011 - 07h35

Realmente. Não consigo entender a Dilma e o Lula nessa.

Fico triste com isso.

Responder

    Daniel

    10/12/2011 - 19h14

    Vou explicar: a mídia defende o dela, o Lula e a Dilma o deles. O erro dos militantes é achar que Lula e Dilma os defende. Político é político, adorar não serve pra nada. O bom político vai sempre enxergar a todos como possíveis aliados. O militantes deviam cobrar Dilma dia e noite, já que votaram nela. Infelizmente preferem puxar o saco e atacar qualquer um que a critica.

    CMundim

    11/12/2011 - 10h44

    Parabéns Daniel, falou bonito, curto e grosso. Isto é politica e politicos e nós somos os idiotas que os elegem. Sem cobranca não temos como fazer progredir o Brasil e sem votos eles, os politicos como se elegerem.

    Deveríamos usar uma lei da fisica, para toda acão, existe uma reacão e no contexto politico o voto.

Marcos C. Carvalho

10/12/2011 - 05h40

A mais importante característica de Dilma, diziam, era ser durona. Até aqui o PIG não viu essa faceta. Sobrou pros companheiros, ao que parece. É preciso urgentemente propor a regulação da mídia, enfrentando suas críticas, e cortar totalmente os gastos do governo com esses veículos. São acintosamente golpistas. Não há
como piorarem os ataques ao governo. Simplesmente cairiam no ridículo.

Responder

Armando S Marangoni

10/12/2011 - 03h02

Ou seja, o governo quer governar e deixa para a blogosfera a tarefa de investigar e se virar para revelar os malfeitos que descobre.
Ou seria mais um faz-de-conta, um fazer-de-morto, com o propósito de não perder o controle da situação enquanto constrói cândidamente suas defesas (valha-me São Arouet).
Somos assim tão ingênuos?

Responder

    pedro

    10/12/2011 - 10h49

    A blogosfera se debate em defesa de um governo que está cagando e andando pra ela (blogosfera), temos que lutar por nossos direitos a DESPEITO da covardia e da conivencia do governo com a midia lesa patria. Queremos democratização das comunicações entao temos que pressionar o congresso de parasitas que só faz aumentar o próprio salário e aprovar tudo que os poderosos empresarios e elite do país exigem e eles obedecem humildemente.

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