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Túlio Muniz: Os inimigos da escola


02/10/2011 - 19h32

Inimigos da Escola

por Túlio Muniz*

Muita coisa não fecha nos cálculos posteriores ao massacre da PM contra os professores ocorrido na Assembléia Legislativa do Ceará na última semana de outubro. Aos fervorosos defensores do “patrimônio público” cabe lembrar que não se registrou perda ou sumiço de nenhum bem material. E soa nonsense a nota da AL publicada em jornais locais, alegando necessidade de “defesa da integridade física” dos parlamentares, quando nenhum deles chegou a ficar em risco. Se algo gerou violência foi a antecipação dos dirigentes ao requerer proteção policial antes de  ocorrer  a “ameaça” real.

Quanto aos relatos jornalísticos, foram unilaterais na narrativa, a começar por desconsider que, na primeira fila de contato entre professores e policiais, a desvantagem física era evidente para os primeiros. Os Batalhões de Choque não são famosos pela diplomacia ou delicadeza. Faltaram, portanto, narrativas jornalísticas de um dos lados da trincheira, falha que as muitas imagens do evento trataram de corrigir. Mas faltou, sobretudo investigação sobre ações correlatas, como o grau de insatisfação de outras categorias do funcionalismo público, pois o que reivindicam os professores – manter um plano de carreiras decente e uniforme – também é um problema para os policiais. Terá havido, por exemplo casos de policiais que se recusaram a ir ao confronto naquele dia, em solidariedade às manifestações? Perguntas inquietantes não foram feitas aos comandos e tampouco aos políticos que endossaram a ação.

Também não se considera como “patrimônio público” o corpo oprimido de professoras e professores, o que remete a reconsiderar a questão dos Direitos Humanos. Terá razão Deleuze, em seu Abecedário?

Afirma ele: ” A respeito dos Direitos Humanos, tenho vontade de dizer um monte de coisas feias (…).É conversa para intelectuais odiosos, intelectuais sem ideia. Notem que essas Declarações dos Direitos Humanos não são feitas pelas pessoas diretamente envolvidas(…).Todas as abominações que o homem sofreu são casos e não desmentidos de direitos abstratos. São casos abomináveis”.

Afinal, o resultado final, agressão aos manifestantes juntos aos quais todos devíamos estar (o magistério público de nível superior tem salários congelados há cerca de seis anos e faltam professores), foi uma barbaridade a manchar os currículos dos gestores públicos que a legitimaram. Muitos destes perfilavam-se ao lado dos grevistas até muito recentemente, em busca de seus votos, e não hesitavam em casos de “violação” de patrimônio público. Os hábitos mudam aos monges?

De resto, o confronto foi parar na Web e na mídia internacional. O que leva certamente a questionamentos sobre um “país rico” onde professores são agredidos com violência por reivindicarem um salário mínimo que, hoje, seria inferior a 800 dólares. O valor é ridículo para quem tem o compromisso e a responsabilidade de cuidar das crianças e adolescentes pobres, claro, pois as classes média e alta mantêm seus filhos na rede privada, pagando por um ensino muitas vezes de qualidade duvidosa (o mesmo ocorre em relação à Saúde) enquanto reclama de impostos e do “radicalismo” dos servidores públicos.

Uma das grandes contradições no pós-ditadura militar é a degradação do ensino público dos níveis básico, fundamental e médio. A desvalorização da carreira do magistério é resultado desse descomprometimento do Estado em relação a uma obrigação sua, a manutenção de um serviço de qualidade, ofertado por pessoas qualificadas, salvaguardadas e, sobretudo,  felizes, e não uns pobres coitados mutilados pela insalubridade e pela precariedade profissional. Discursos elaborados a partir desta perspectiva podem levar à reflexão e correção dessas prolongadas distorções.

*Túlio Muniz, é jornalista profissional, historiador, doutor pela Universidade de Coimbra, Portugal, e professor (temporário) da Universidade Federal do Ceará.

Leia e veja:

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22 comentários

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Alexandre

03 de outubro de 2011 às 15h51

A famiglia gomes tem o dna do psdb, portanto, são exploradores dos mais fracos em benefício dos mais abastados. Por mais que eles tentem camuflar esse aspecto, o mesmo sempre aflora quando há o embate real entre exploradores e explorados.

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Avelino

03 de outubro de 2011 às 13h46

Caro Azenha
A questão é: quanto ganha o grupo que tem na educação o seu nicho de "renda"?! Os aparelhos do estado estão loteados, como bem compete á burguesia.
Saudações

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Abdula Aziz

03 de outubro de 2011 às 12h31

A pergunta é: Por que ainda existe "Policia Militar e Policia Civil"? Já não tá na hora de acabar com essa instituição criada na época da ditadura? Cada estado não poderia criar a sua própria policia? Desmilitarizada e melhor preparada? Dá medo de ser abodado por essas criaturas que mal sabem falar.

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Gerson Carneiro

03 de outubro de 2011 às 10h51

Curioso: Vieram de São Paulo as críticas mais ferozes sobre o livro da profa. Heloisa Ramos. Eis que São Paulo (os tais defensores da norma culta) quer reduzir a carga horária das aulas de… Português.

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Danilo

03 de outubro de 2011 às 10h07

que palavras magistrais do grande Tulio Muniz, é isso msm td q vc falou.
Só q pro governo não é interessante ter cidadãos inteligentes, com opinião própria,q saibam discernir o certo do errado, o justo do injusto, q tenham consciência política. Aí o povão vai sendo enganado e silenciado com a mídia poderosa, novelas, fantásticos, jornais nacionais, faustões e etc. O povão tá preocupado é com copa do mundo, se o time dele vai permanecer na serie A, qm será o próximo eliminado na Fazenda, e por aí vai a mediocridade do brasileiro.

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Julio Silveira

03 de outubro de 2011 às 09h51

A questão basica neste e em outros casos é que a politicalha é covarde, auto protetiva e agem conscientemente contra os interesses dos cidadãos. Diferente de suas argumentações de defesa o que mostra, este lamentavel fato, é que sabem estar causando prejuizos aos professores com suas ações ou omissões, que passam a ser criminosas quando num ato de covardia ante a cobrança de posição ou explicação pedem proteção dos adestrados e raivosos cães de guarda, aqueles que tem treinamento para bater antes de perguntar. E isso é sabido é notório. Portanto, cada dia, o cidadãos esclarecidos, esses que questionam os altos salarios por poucas horas de trabalho, que auto concedem esses "cidadãos" parlamentares, vêm uma das ferramentas da educação de seus filhos, por sinal a mais importante, ser degrada e tendo tratamento de animais no brete, percebem (que apesar dos discursos e retorica vazia), o quanto valorizam seus eleitores e o próprio país.

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josaphat

02 de outubro de 2011 às 22h36

Não entendi a ideia de 'contradição' no pós-ditadura. Não há contradição: governos – de esquerda ou de direita – não negociam, ou o fazem depois de muita pressão, com professores. Os de direita ainda trazem o currículo de mandar dar porrada aos grevistas.
Não há contradição. Esses movimentos igualitários (de buscar estabelecer parâmetros de igualdade na sociedade, demandando ensino de qualidade aos pobres) são sumariamente desqualificados em quaisquer níveis locais de se fazer política na Brasil.
O povo aprova, na medida em que se satisfaz com a cerveja e o futebol.

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    ines

    03 de outubro de 2011 às 11h59

    É verdade, como o povo se satisfaz com futebol, carnaval, novela, realitys e com o tomar cervejinha do fim de semana somente, o resto é resto e educacao de qualidade é tão importante para o povo quanto computacao quântica, triste mas é verdade.

Professora

02 de outubro de 2011 às 22h23

E em Minas os professores foram agredios na Praça da Liberdade no dia da inauguração do relógio da copa. A praça foi palco da ação truculenta da polícia, com balas de borracha, gás de pimenta etc etc. Este não foi o único momento de agressão aos professores, hove outros. Mas nada disso apareceu no Jornal Nacional, nada na mídia como é de costume com o que acontece em Minas. Censura seletiva…
A greve foi suspensa para negociações, mas será possível confiar no desgoverno mineiro? Creio que não!
Quem sabe unir Minas e Ceará numa grande luta pela educação?

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    ines

    03 de outubro de 2011 às 12h17

    Professora vc viu que o orcamento do gverno de MG não incluiu o pagamento do piso para os professores? E o governo quando indagado como pagaria o piso se nao incluiram esse valor a mais no orcamento respondeu que havia MARGEM no orcamento para EVENTUAIS mudancas! O que se deduz disso é: SEMPRE tiveram dinheiro pra pagar e nao negociaram prque amam HUMILHAR os professores e tambem para demonstrar poder frente ao funcionalismo e a segunda opcao é que NAO pretendem pagar piso nenhum aos professores tanto que esse valor nem consta no orcamento, li isso no jornal O Tempo. O governo mineiro NÃO merece confianca e acho que vai novamente passar a perna nos professores.

    Professora

    03 de outubro de 2011 às 15h41

    Ines, claro que o desgoverno mineiro NÃO merece confiança. Passou a perna nos professores em 2010 e fará a mesma coisa agora. Essa "negociação" é uma grande mentira. Resta saber se haverá força para recomeçar a greve. Pior é que em Minas quase todos estão contra os professores, inclusive MPúblico, "justiça" e mídia. Enfim, difícil achar uma saída.

    Carlos Cruz

    03 de outubro de 2011 às 18h20

    O "levante" pela educação, direito primaz em qualquer democracia, início de cidadania o ler-escrever-pensar, deve vir de todo o país, não apenas dos dois estados aqui citados. Está na hora de um PAC pela educação, valoração dos professores, da escola pública. Não sou contra a escola privada mas ela deve ser um complemento ao ensino público, do ensino gratuito e de qualidade em escolas simples mas eficientes. Quem quer caviar, champanhe, ar condicionado, tablet, tv de led/lcd em salas que procure o ensino privado, e pague caro! O saber é o bem mais valioso do homem, intangível, que através dele crescemos e nos libertamos. Não haveria favela, pedinte, delinquentes, criados na escola das drogas e prostituição. O melhor PAC contra a miséria é o da educação, integral, como idealizou Leonel Brizola e Darcy. O resto é conversa fiada e eleitoral.

oalfinete

02 de outubro de 2011 às 20h40

O sujeito Marx mais atual do que nunca, mesmo que os apologetas do mercado digam o contrário.

A luta de classes, devidamente varrida para baixo do tapete do debate em primeiro plano, é expressa com imagens e sangue no Ceará.

A classe média e a burguesia paga, e paga dobrado, para por seus filhos em escolas privadas. Paga para ter uma pseudo qualidade educacional e paga também para manter os filhos do proletariado na pré-história da educação formal.

Como sabemos, na maioria das pessoas isso não se trata de um ato consciente, mas, de fato, o é. É o comportamento primeiro dos privilegiados: manter seus privilégios oprimindo a massa e depois se afastando destas com mais e mais privilégios.

A educação é a face moderna da propriedade privada dos meios de produção.

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    Luiz Fortaleza

    02 de outubro de 2011 às 21h28

    Corrigindo, o sucateamento da escola pública começou com a ditadura militar, sobretudo, com a reforma universitária de 1968 e a reforma de 1º e 2º graus com a LDB de 1971.

    geraldo de carvalho

    03 de outubro de 2011 às 12h47

    luiz, isso é vdd. é bom lembrar, todavia, q msm antes nós nunca estivemos perto de um ensino público p tds. nossa escola páblica era extremamente elitista na medida em q poucos estavam efetivamente frequentando. além disso, os níveis de reprovação e de evasão eram altíssimos.

    Luiz Fortaleza

    02 de outubro de 2011 às 21h31

    George Soros afirmou numa entrevista em 2009 que tinha voltado a ler Marx.

FrancoAtirador

02 de outubro de 2011 às 20h19

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Militantes pedem mudanças na Comissão da Verdade em São Paulo

Sempre presente nesta luta, a ex-prefeita de São Paulo e deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), não acredita em modificações significativas dos senadores no projeto. Em sua opinião, é preciso aprovar o projeto de lei que limita a Lei de Anistia aos perseguidos pelo Estado. Isso criminalizaria aqueles que cometeram crimes em nome do Estado.

Por Fábio Nassif, na Carta Maior

A breve caminhada de militantes dos direitos humanos ocorrida nesta sexta-feira (30) levou, do Museu de Arte de São Paulo até o escritório regional da Presidência da República, uma carta em defesa da verdade e da justiça, em relação aos crimes cometidos durante a ditadura militar.

Era um reduzido, mas obstinado grupo de velhos e jovens militantes da causa, insatisfeito com o projeto de lei aprovado pela Câmara, e enviado ao Senado, que cria uma Comissão da Verdade com limitações para apuração real dos fatos, e sem a possibilidade de responsabilização e julgamento dos criminosos.

Sempre presente nesta luta, a ex-prefeita de São Paulo e deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP), não acredita em modificações significativas dos senadores no projeto. Em sua opinião, é preciso aprovar o projeto de lei que limita a Lei de Anistia aos perseguidos pelo Estado. Isso criminalizaria aqueles que cometeram crimes em nome do Estado. Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), o texto atual da lei de anistia beneficia perseguidos e agentes da ditadura que torturaram e mataram – isto é, limpou a barra dos militares. “Se ele já estão anistiados, vão comparecer a uma comissão e dizer a verdade sobre eventuais crimes que eles possam ter cometidos? Não vão”, acredita ela.

Outro militante antigo da causa, Cloves de Castro, ex-membro da Ação Libertadora Nacional (ALN), prometeu acompanhamento das discussões no Senado para tentar emplacar as modificações pedidas. Cloves acha que “de forma nenhuma pode ficar fora a punição daqueles que torturaram, mataram e contribuíram para todo esse processo da ditadura militar”. Ele questiona se o povo brasileiro não tem o direito de saber a verdade sobre esse momento da história.

Na chegada do grupo à frente do edifício que abriga o escritório presidencial em São Paulo, foi permitida a subida ao terceiro andar para o protocolo do documento. Recepcionados pelo chefe da segurança terceirizada do local – um ex-sargento das Forças Armadas que disse, no elevador, apoiar a punição aos torturadores – o grupo conseguiu a promessa de uma resposta da presidenta Dilma Rousseff.

Entre Crimeia de Almeida, que foi presa e torturada, e Angela Mendes de Almeida, ex-companheira do jornalista assassinado Luiz Eduardo Merlindo, estava a jovem Cândida Guariba. Neta de Heleny Guariba, diretora de teatro e militante desaparecida quando levada à “Casa da Morte” de Petrópolis em 1971, Cândida pretende assumir a tarefa de levar adiante a luta para que “deixemos de ser este país sem memória”.

Enquanto os manifestantes tentam fazer ecoar as palavras memória, verdade e justiça na sede da Presidência, Erundina ajuda a refletir os motivos históricos dessa letargia nacional. Segundo ela, “os períodos de exceção, de restrição às liberdades democráticas terminaram por apodrecimento. Não foram fruto de uma resistência tão forte capaz de exigir uma ruptura para início de outro período”, afirma. “Tanto é que os governos que se seguiram àquele período são compostos pelos que o promoveram e sustentaram, como Sarney e tantos outros”, conclui a deputada, lembrando da primeira presidência civil, que foi parar nas mãos do homem que preside o Senado, a instituição que agora avaliará o projeto de lei.

Veja aqui o abaixo-assinado que pede mudanças no projeto de lei 7.376/2010:

http://www.petitiononline.com/PL7376/petition.htm

<img src="http://www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/73/foto_mat_30524.jpg"&gt;

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Carlos Cruz

02 de outubro de 2011 às 20h16

Desde 1980 o ensino é tratado como mercadoria. E uma mercadoria cara. O Estado tem se retirado, ou precarizado, sua obrigação constitucional, princípio básico da democracia e cidadania, do acesso a educação. Mas qual o motivo? Basta ver o lucro e a quntidade de dinheiro que o mercado da educação movimenta. Para suprir as precarias escolas publicas temos as particulares caras e deficientes, com reajustes extrosivos. Fardamentos, livros caros e descartáveis, e outros materiais escolares são exigidos aos pais que refens se calam e se submetem a extorsão. Faculdades são criadas do dia pra noite, na insuficiencia das publicas. E o MEC se omite. Apesar de tudo a precariedade do ensino particular se mostra nos cursos que são criados em apoio a má formação educacional, os tais "cursinhos" de vestibular, de acesso a faculdades, OAB, de concursos etc. Falta um projeto nacional de ensino, que não é discutido, debatido e levado ao CN, pois não há interesse nem do governo e nem dos proprietários do ensino privado. Não há valoração dos professores, e tambem não são chamados ao debate . O lucro é imenso. E o MEC se cala…

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Polengo

02 de outubro de 2011 às 19h47

E os incapazes precisam encontrar em quem colocar a culpa.
Abaixo, um exemplo: http://www.youtube.com/watch?v=w5AOHBXaGjM&fehttp://www.youtube.com/watch?v=j2U_CC7g_U8

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Polengo

02 de outubro de 2011 às 19h42

Descaradamente os poderosos temem o ensino (dos outros) e não escondem.

Sabem que os professores são uma classe potencialmente mais instruída, e que lutam, no mínimo, por si próprios, além dos muitos que lutam também pelo que fazem
Os políticos, bem, estes chegam a dizer que os professores devem procurar outro emprego, como serventes.

Por isso são um risco aos "poderosos".
Vez por outra surge um que tem um poderzinho nas mãos, que normalmente lhe foi atribuído sem que tenha competência para tal, e que morre de medo de perder a boquinha, e por isso selvagemente manda descer o cacete em quem tenta agir genuinamente.

Já os outros, os poderosos "menos mal dotados" são aqueles que baixam normas como "não se reprova mais ninguém na escola".

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    adriana

    03 de outubro de 2011 às 12h23

    Os professores tem o futuro do Brasil nas mãos, com valorizacão ou não eles podem mudar o destino do país ao ensinar a seus alunos o que é ser cidadão pleno, essa é a maior arma de que dispoem os professores, arma mais eficiente que qualquer fuzil.


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