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CPI do Cachoeira adia leitura do relatório final


22/11/2012 - 12h50

da Agência Senado

Na abertura da reunião da CPI do Cachoeira, nesta quinta-feira, o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), pediu aos demais integrantes da comissão para ler seu relatório na próxima semana. Odair disse ainda estar dialogando com os “pares” do colegiado, o que evidencia uma possível mudança no texto a partir de sugestões de senadores e deputados.

Após o pedido de novo adiamento, o presidente Vital do Rêgo (PMDB-PB) marcou a leitura do texto para a próxima quarta-feira.

O deputado Carlos Sampaio discordou do adiamento e disse que o relator está “intranquilo” e “inseguro” quanto ao conteúdo do documento.

O senador Randofe Rodrigues, por sua vez, concordou com Odair:

— Acho de bom tom o adiamento, visto que a leitura seria feita numa cpi esvaziada hoje – disse referindo-se a baixa presença de parlamentares no plenário da comissão.

O deputado Miro Teixeira também manifestou apoio ao relator.

—  Isso é uma tentativa de ponderação sobre o conteúdo do próprio relatório. Se temos a chance de aprovar um texto que mais se aproxime de pensamento médio, não acho que seja questão de insegurança — afirmou.

A leitura estava prevista para quarta-feira (21) e, por uma questão regimental, foi transferida para esta quinta. Vários parlamentares já tinham pedido adiamento, reclamando de que não tiveram tempo de ler o texto, com mais de 5 mil páginas. Também foi apresentado um pedido de vista, que só poderá ser votado depois de encerrada a leitura.

PS do Viomundo: Há muita  pressão dos próprios parlamentares para o relator da CPI do Cachoeira, o deputado Odair Cunha (PT-MG), retirar alguns nomes do relatório inicial, entre os quais o do jornalista Policarpo Júnior, diretor de Veja em Brasília, e o do procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Odair pede o indiciamento de Policarpo e a investigação de Gurgel.  O lobby para livrar alguns nomes da quadrilha de Cachoeira  do relatório final vai vingar? Quais serão beneficiados? Façam as suas apostas. Deixem os  palpites nos comentários. Conceição Lemes

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55 comentários

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Estadão frustrado com a demora de petistas irem para a cadeia « Viomundo – O que você não vê na mídia

24 de novembro de 2012 às 23h46

[…] CPI do Cachoeira adia leitura do relatório final […]

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Mauricio Dias: Há cem dias, Gurgel guarda um processo que ameaça Roseana Sarney « Viomundo – O que você não vê na mídia

24 de novembro de 2012 às 23h42

[…] CPI do Cachoeira adia leitura do relatório final […]

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FrancoAtirador

24 de novembro de 2012 às 09h26

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VEJA, A FRAUDE.

“Esta semana, o comediante Paulo Gustavo afirmou no twitter que a Veja fez uma reportagem com ele, na qual o fotografou com uma camiseta amarela em que estava estampado Che Guevara.
Segundo ele, Che foi retirado da foto.”

(Jornalista Paulo Nogueira, no Diário do Centro do Mundo)
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Paulo Gustavo ‏@PauloGustavo31 21 nov

Fiz uma materia para a revista VEJA com uma camisa amarela e o CHE GUEVARA na frente ! A materia foi lançada mas a VEJA apagou ele! Aff
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Leonardo Luz ‏@doleoluz 21 nov
@PauloGustavo31 são apenas opinioes divergentes. se nao gostasse do seu trabalho, nao seguia nem respondia. parabens pelo sucesso, abraçao.

Paulo Gustavo ‏@PauloGustavo31 21 nov
@doleoluz exatamente, podemos conviver com as diferenças! E a VEJA devia seguir nosso exemplo! Sorte pra vc! Volte nas minhas peças! Bju
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https://twitter.com/PauloGustavo31/status/271390466463899649

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Mino Carta: No Brasil, quem escreve a história são os perdedores « Viomundo – O que você não vê na mídia

23 de novembro de 2012 às 15h54

[…] CPI do Cachoeira adia leitura do relatório final […]

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Gerson Carneiro: O grito de “pega ladrão!” « Viomundo – O que você não vê na mídia

23 de novembro de 2012 às 15h51

[…] CPI do Cachoeira adia leitura do relatório final […]

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Julio Silveira

23 de novembro de 2012 às 12h04

Meu nariz está em sintonia com o do Deputado Miro Teixeira, quando disse sentir o cheiro de uma pizza, que essa CPI estava cozinhando, maior que o forno.

Responder

ZePovinho

23 de novembro de 2012 às 11h58

‘JORNALISTA BANDIDO,BANDIDO É”(DELEGADO PROTÓGENES QUEIROZ).

Ex-diretor da Abril: é certo indiciar Policarpo

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http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=16850

Por que é certo indiciar Policarpo

Quando jornalistas viram amigos de suas fontes, o interesse público é sempre o maior perdedor

Antes de tudo: não acredito que o jornalista Policarpo Júnior tenha tido, em suas relações com Carlinhos Cachoeira, a intenção de obter nada além de furos.

Isto posto, do ponto de vista estritamente jornalístico, Policarpo foi longe demais em sua busca de notícias, como os fatos deixaram claro.

Policarpo infringiu uma lei capital do bom jornalismo, enunciada há mais de um século por um dos mais brilhantes jornalistas da história, Joseph Pulitzer: “Jornalista não tem amigo”.

Pulitzer sabia que a amizade acaba influenciando o discernimento do jornalista, e subtraindo dele a capacidade de enxergar objetivamente sua fonte. É um preço muito alto para o bom jornalismo.

Os telefonemas trocados entre Cachoeira e Policarpo não mostram cumplicidade, no sentido pejorativo de companheirismo em delinquências. Mas revelam uma intimidade inaceitável no bom jornalismo, uma camaradagem que vai além dos limites do que é razoável.

Tiremos o excesso das palavras que têm varrido as discussões políticas, jurídicas e ideológicas no Brasil. Somos, subitamente, a pátria dos “quadrilheiros”. Policarpo está longe de se enquadrar, tecnicamente, nesta categoria, e disso estou certo. Não vararia madrugada em redação se recebesse de Cachoeira mais que dossiês.

Mas, por ter se tornado tão próximo de Cachoeira, ele acabou se deixando usar por um grupo no qual o interesse público era provavelmente a última coisa que importava. Logo, havia um envenenamento, já na origem, nas informações que ele recebia e publicava. Que Policarpo não se tenha dado conta do pântano em que pescava denúncias não depõe a favor de sua capacidade de observar, mas miopia não é crime.

Minha convicção é que ele não terá dificuldades, perante a justiça tão louvada pela mídia por sua atuação no Mensalão, em provar que fez apenas jornalismo com Cachoeira – ainda que mau jornalismo.

Mas é necessário que Policarpo enfrente o mesmo percurso de outros envolvidos neste caso. Ele deve à sociedade, e ao jornalismo, explicações.

Teria sido infame não arrolá-lo. Isso teria reforçado a ideia de que jornalista é uma categoria à parte, acima do bem e do mal, acima da lei.

Não existe nenhuma ameaça à “imprensa livre”, “imprensa independente” ou “imprensa crítica” quando jornalistas são instados a se explicar à justiça. Esta é uma espécie de chantagem emocional e cínica que a grande mídia vem fazendo na defesa de sua própria impunidade e intocabilidade. Todos sabemos quantos horrores e desatinos editoriais são cometidos sob o escudo oportuno da “imprensa crítica”. Nos países desenvolvidos, o quadro é outro.

Nesta mesma semana, a jornalista inglesa Rebekah Brooks, a até pouco atrás “Rainha dos Tabloides” e favorita de seu ex-patrão Rupert Murdoch, foi indiciada pela justiça britânica sob a acusação de ter pagado propinas para policiais em troca de furos para um dos jornais que dirigiu, o Sun.

Nem Murdoch, com sua quase comovente devoção por Rebekah, cuja cabeleira rubra enfeitiça muita gente, se atreveu a dizer que a “imprensa independente” estava sendo agredida. Todos os jornais noticiaram o caso serenamente, com o merecido destaque.

Empresas jornalísticas não são instituições filantrópicas. Vivem dos lucros, e nisso evidentemente não existe mal nenhum – desde que os limites legais e éticos sejam respeitados. Em todas as circunstâncias, mesmo nas mais simples. Esta semana, para ficar num pequeno grande caso, o comediante Paulo Gustavo afirmou no twitter que a Veja fez uma reportagem com ele na qual o fotografou com uma camiseta amarela em que estava estampado Che Guevara. Segundo ele, Che foi retirado da foto.

Do ponto de vista de ética jornalística, isso é admissível? Ou é uma pequena trapaça que pode dar origem a grandes? Tudo isso exige debate.

O episódio Policarpo é uma excelente oportunidade para que o Brasil discuta com transparência, como está acontecendo na Inglaterra, quais são mesmo estes limites, para o bem da sociedade e do interesse público.

Responder

silva

23 de novembro de 2012 às 11h23

Quem diria quem estava desaparecido e apareceu foi o tal do teixeinha! que espanto para de fender a CPi do cacheira?

Responder

Bonifa

23 de novembro de 2012 às 10h21

A Globo no Bom Dia deixou a CPMI do Cachoeira muito, muito mal na fita, de propósito, como quem declara guerra. Encampou a versão de que o indiciamento do Guergel não foi mais do que uma retaliação baixa de petistas inconformados com o Mensalão. Não deram um único segundo de tempo para que algum membro da CPMI esclarecesse as razões do indiciamento de Gurgel. Deu largo espaço para o chefe da bancada do PIG, Miro Teixeira, fingir que estava horrorizado com o indiciamento do Gurgel e dos jornalistas criminosos. E deu todo o espaço do mundo para o procurador explicar que estava apenas sofrendo perseguição já previsível em seu árduo trabalho de procurar a justiça para quem “cometeu crimes”. Todo o apoio deve ser dado à CPI e a seu relator nesta hora em que sofre os amiores ataques de parte da bandidagem e de seus simpatizantes. O PT quer ralmente Justiça? Pois o Gurgel não está muito longe da verdade, a CPMI do Cachoeira, onde transbordam os malfeitos do procurador Guegel e de jornalistas associados ao crime, é a oportunidade de ouro para começar a procurar a verdadeira justiça e começar a impedir a livre atuação de quem quer destruir a justiça brasileira. Porquê isso? Porque a CPMI é do Congressso Nacional, que apesar dos Miros Teixeiras, representa o povo brasileiro. Não é do judiciário, onde tudo parece estar dominado pela oposição hipócrita e sua imprensa desclassificada.

Responder

fabio

23 de novembro de 2012 às 10h04

Esqueceram que o PT é um partido igual aos outros, nessa situação não podemos esperar nada desse partido, porque não vai indiciar ninguem sob o pretexto de que não há provas e por isso não vão ser indiciados como sempre?

Responder

Roberto Ribeiro

23 de novembro de 2012 às 06h52

Qual o significado da palavra “Policarpia”?
“Policarpia” é quando a Imprensa e o crime organizado se juntam.

Responder

Gerson Carneiro

23 de novembro de 2012 às 05h22

Estaria empolgado se o relator fosse o Collor.

Em tempo: tá, eu sei que ele é Senador.

Responder

Eduardo Oliveira

22 de novembro de 2012 às 22h49

Não há por que suprimir nada do trabalho do relator, o dep Odair Cunha (PT-MG), desta importante alvissareira CPI; percebe-se claramente o clima de alguns deputados descompromissados, em blindar personalidades que muito tem instabilizado os princípios democrático e republicano. Portanto todo apoio ao Odair Cunha.
Eduardo Oliveira

Responder

Claudio Machado

22 de novembro de 2012 às 22h08

Um grande e importante embate está sendo travado na CPMI do Cachoeira. O relator preparou o relatório final que está sendo sistemática e brutalmente bombardeado por membros da Comissão, tanto da oposição, como é natural, quanto por parlamentares da base aliada, como o deputado Miro Teixeira e vários outros do PMDB, o que não confere maioria àqueles do PCdoB e do PT, que querem um desfecho coerente e responsável das investigações. O Racha da base aliada na CPMI não permitiu também que jornalistas e donos de veículos de comunicação fossem convocados. Muito menos que o Procurador Geral da República fosse esclarecer porque não deu sequencia à Operação Vegas, que teria impedido a reeleição do então senador Demóstenes Torres – lembremos que as explicação para esse fato jamais foram dadas a contento, nenhuma explicação plausível, nada! Por acaso os jornais e seus profissionais estão acima da lei, das instituições? Por acaso o Procurador Geral é intocável, não tem que dar explicações de seus atos à sociedade? Para ser bem simplório, ele, como qualquer servidor público serve ao povo brasileiro e a ele deve explicações. O Presidente pode ser impedido, o parlamentar pode ser cassado, mas o Procurador Geral não pode ser nem mesmo criticado. O mesmo acontece com os ministros do STF. Critica-los tornou-se uma temeridade, uma heresia, a não ser se for a grande (?) mídia a criticar o ministro Lewandowski. Aí pode. Já imaginou uma coisa dessas?
O “Jornal Nadanacional” de hoje dedicou o espaço especial à este embate, claro que tentando desqualificar o relatório. Para isso convocou até o Roberto Gurgel para criticar o trabalho do Relator. Não poderia ser diferente, pois os autos pedem que seja investigado o engavetamento (epa!!!) do inquérito da Operação Vegas pelo MPF. E o bombardeio ao relatório vai continuar até que seja totalmente desfigurado ao modo de um placebo, inócuo e inútil, apenas para tentar enganar o sentimento de dever cumprido.
A meu ver esse é um episódio extremamente relevante, para o qual devemos dedicar substancial atenção. A bem da democracia, temos que combater a desfiguração do relatório e lutar para que sejam mantidas as questões essenciais, como o indiciamento e a investigação dos atos dos jornalistas relacionados, suspeitos de conluio com o dito esquema do Cachoeira e do ato da PGR em relação à Operação Vegas, ainda não esclarecido a contento.
Hoje a leitura do Relatório foi adiada mais uma vez. Ao ver e ouvir o Relator anunciar o adiamento, percebi em seu rosto a expressão de um homem muito preocupado e extremamente acuado. Deixa-lo só é a certeza de que as cinco mil páginas do relatório serão jogadas na fornalha das grandes pizzas.

Responder

italo

22 de novembro de 2012 às 21h25

Não há liberdade de Imprensa nem de expressão capaz de desconfiar que exista corrupção na Imprensa nem no MP. Helooo!!!! Conta tudo, a República não vai cai por isso. Conta conta conta…

Responder

italo

22 de novembro de 2012 às 21h18

O gurgel e o policarpo jr tem medo de que? Porque não permitir investigação? transparência e ética no dos outros pode.

Responder

ZePovinho

22 de novembro de 2012 às 21h09

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/11/relatorio-da-pf-subsidiou-indiciamento.html
quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Relatório da PF subsidiou indiciamento do jornalista da Veja

A revista Veja emitiu nota considerando “revanchismo” o indiciamento do seu diretor da sucursal de Brasília, Policarpo Júnior, na CPI do Cachoeira. Para tentar desqualificar trabalho do relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), a nota da revista diz que o Ministério Público e a Polícia Federal teriam passado uma espécie de atestado de idoneidade ao jornalista. Nada mais falso. Pelo contrário, a intensidade da relação do jornalista com o contraventor chamou atenção da Polícia Federal. O que não havia era um aprofundamento nesta linha de investigação, dado o volume de coisas e pessoas que haviam para serem investigadas.

Está transcrito com todas as letras na página 4509 do relatório de Odair Cunha, um trecho de um relatório da Polícia Federal de 2011 (antes do início da CPI, portanto) que levanta suspeitas sobre condutas que podem ir além das relações jornalista-fonte. Eis o trecho:

Nesse sentido, a própria Polícia Federal, asseverou em relatório parcial de conclusão das investigações (Ofício n. 68/2011-0PMC/SR/DPF/DF Ref.: Processo
cautelar de Interceptação telefônica n° 13279-78.2011.4.01.3500, em apartado aos autos do Processo 12023-03.2011.4.01.3500 – IPL 08912011-SR/DPF/DF):
“(…)

Exmo. Sr(a) Juiz(a) Federal da te Vara Federal de Goiânia-GO (em mãos)

O DEPARTAMENTO DE POLÍCIA FEDERAL, por intermédio de seu Delegado de Polícia Federal que subscreve esta peça, vem, no exercício de suas atribuições legais, perante V. Exa., em obediência ao r. despacho de I1s.6435/3436, datado de 02 de agosto de 2011, apresentar RELATÓRIO DE
INTELIGÊNCIA acerca dos ENCONTROS-FORTUITOS envolvendo pessoas que possuem prerrogativa de foro, que foram interlocutores (ou referidos) de investigandos dos autos principais.
….
CARLINHOS CACHOEIRA, além de utilizar parte da imprensa de ANÁPOLIS de forma direta, demonstra, pelos áudios interceptados; conseguir “emplacar” reportagens de seu interesse em outros órgãos da mídia. Destaca-se sua ligação com dois importantes jornalistas, RENATO ALVES, repórter do Jornal
CORREIO BRAZILIENSE, e POLICARPO JÚNIOR, Editor Chefe da Revista VEJA em BRASÍLIA.

Por sua vez, CACHOEIRA utiliza de seu contato com POLICARPO para passar informações que obtém que levam a reportagens na Revista VEJA, que venham a favor de seus interesses políticos. Exemplo disso é a reportagem veiculada na página da Veja que teria sido o “estopim” da queda da cúpula do MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES.

Os dados iniciais que deram subsídios à investigação da VEJA que resultou na série de reportagens, teriam sido repassados a POLICARPO pessoalmente por CLÁUDIO ABREU, após intermediação feita por CARLINHOS. O interesse de CLÁUDIO ABREU deveu-se ao fato de que a DELTA estaria sendo prejudicada nos possíveis negócios escusos envolvendo o DNIT em obras de engenharia.

Este episódio demonstra que CARLINHOS possui informações e contatos que lhe permitem, mesmo que indiretamente, causar abalos políticos de tamanhas proporções, como o que ocorreu no MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES…

Há mais de 80 páginas no relatório de Odair Cunha descrevendo diálogos e o relacionamento entre o jornalista da Veja e o bicheiro, desde 2004. Se há alguma falha é, nesta parte, não ter incluído como mais um dos motivos para indiciamento, a ameaça da mulher de Cachoeira ao juiz Alderico Rocha Santos, com um dossiê que seria divulgado na revista Veja, através de Policarpo Júnior.

Diante de fartas evidências, não indiciar o jornalista praticamente equivaleria a prevaricar. E o indiciamento não é condenação. É uma recomendação para abertura de inquérito, onde o jornalista, a revista e Cachoeira poderão apresentar suas versões dos fatos, já que a própria revista fez forte lobby para não prestar depoimento na CPI, de forma a apresentar os esclarecimentos necessários.

Responder

Joaquim Barbosa é empossado como presidente do STF « Viomundo – O que você não vê na mídia

22 de novembro de 2012 às 20h31

[…] CPI do Cachoeira adia leitura do relatório final […]

Responder

paulo roberto

22 de novembro de 2012 às 17h50

Nao tem que tirar nome de ninguem. Pelo contrario, tem que acrescentar mais alguns…

Responder

abolicionista

22 de novembro de 2012 às 17h33

Prestem atenção: testemunhas importantes podem desaparecer na próxima semana.

Responder

Rodrigo Leme

22 de novembro de 2012 às 17h32

Do mesmo jeito que há uma pressão para quem primeiro noticiou o mensalão e quem foi promotor que o levou à corte, certo?

Interesse todo mundo tem.

Responder

Daniel

22 de novembro de 2012 às 17h19

É como se diz desde tempos ancestrais… Quem têm o ouro faz as regras

Responder

Marcellus

22 de novembro de 2012 às 17h13

Retirar os nomes de Policarpo e Gurgel da CPI é reduzi-la a subnitrato de nada. Seria um escândalo, uma verdadeira pizza indigesta… inclusive, em tempos de incensamento do “domínio do fato” faltou o nome do Civita!

Responder

sandro

22 de novembro de 2012 às 16h31

PCC= Policarbo Carlinhos Cachoeira

Responder

sandro

22 de novembro de 2012 às 16h24

Odair não vai recuar, mesmo porque há muito mais coisas a se revelar.
O que foi publicado se manterá, a questão é saber o que não foi, ai
é que o PIG torce o rabo.

Responder

Jaime Balbino

22 de novembro de 2012 às 16h16

Achava eu ontem que Odair foi ousado em denunciar Policarpo e Gurgel. Estrategicamente foi uma jogada perfeita que pareceu ter o apoio do presidente da comissão (PMDB), pois aceitou fazer uma sessão extraordinária para a leitura. Como não se conseguia convocar Policarpo, inclui-lo com provas no relatório final é uma saída válida.
Mas mesmo assim duvidei que Odair já tivesse maioria para a aprovação. A questão é que relatório não se discute. Vota-se. Então a CPI não poderia terminar sem um relatório e isso faria os parlamentares aprovarem o texto de Odair, mesmo que houvesse votos em separado e relatórios complementares ou paralelos.
A CPI da Copa, presidida pelo ainda engajado Aldo Rebelo, terminou com o veto ao relatório final. Uma vergonha improvável de se repetir com Cachoeira-Policarpo.

Responder

Panino Manino

22 de novembro de 2012 às 16h10

Vi no noticiário da Globo hoje… maior acusação contra o Cachoeira segundo eles foi montar e vender máquina de caça níquel, e o relatório da CPI terminou pintando como uma tentativa da base do governo de atacar adversários políticos.

É uma habilidade de distorção tamanha que chego a ficar genuinamente admirado.

Responder

RicardãoCarioca

22 de novembro de 2012 às 15h48

No final, após aceitar a pressão do PiG e da direita, o relator do PT só deixará petistas no relatório. Vergonha!

Responder

LEANDRO

22 de novembro de 2012 às 15h31

“Segundo a Polícia Federal, Cachoeira era uma espécie de “sócio oculto” da construtora Delta, a que está entre as empreiteiras que mais receberam recursos do governo federal desde 2007.”

E o relator não convoca a delta…..grande cpi

Responder

Rogerio Barros

22 de novembro de 2012 às 14h59

O lobby pra se retirar o nome de Policarpo Jr só perde pro lobby por incluir seu nome no relatório final da CPMI…

O mais engraçado foi a recusa do PT em investigar a construtora Delta e sua participação no PAC… este sim um lobby pesadíssimo!

Responder

J Souza

22 de novembro de 2012 às 14h47

É o relatório que vai nos dizer se o PT tem ou não tem medo da Veja e da Globo…
Quanto ao procurador, seus atos mais que indicam que é inimigo declarado do PT.

Responder

Roberto Locatelli

22 de novembro de 2012 às 14h35

O PIG (Partido da Imprensa Golpista) pressionará fortemente a CPI para que mude esse relatório. É preciso mandar mensagens ao deputado Odair Cunha apoiando o pedido de indicamento.

– twitter: @DepOdairCunha
– facebook: http://www.facebook.com/depodaircunha
– email da Câmara: [email protected]
– contato através do site do deputado: http://www.odaircunha.com.br/odaircunha/contato

Responder

    Jussara Lopes

    22 de novembro de 2012 às 18h47

    Roberto, mandei este e-mail para o deputado:
    “Caro deputado relator,
    Como jornalista, peço que apresente o relatório incluindo sim o capítulo sobre a imprensa, e peça a convocação dos jornalistas a serviço do crime. Assim como poio totalmente a investigação do procurador geral Roberto Gurgel e outros procuradores a seu serviço… Li as primeiras páginas do seu relatório sobre jornalistas, de 348 páginas, e estou abismada de como alguém pode duvidar do que aconteceu. Acaso jornalista é diferente por quê? Não pode ser mau caráter, canalha? Não pode se beneficiar, seja com presentes ou com dinheiro ou outras compensações, trocas? Nunca provadas… Tantas coincidências de fatos… com matérias na grande imprensa… Será que vou precisar carregar um cartaz na frente do Congresso, pedindo que essas investigações sejam levadas adiante? Acaso esses deputados pensam que a gente, o povo é idiota? Só falta agora o senhor retirar do relatório os nomes do policarpo jr. e do roberto gurgel, como qer miro teixeira (logo quem!), o mesmo que já fez acordo pra que eles (nem o civita) fossem chamados na CPI. Deputado, não se deixe influenciar, seja forte, firme como rocha, e tente juntar a imprensa da blogosfera para o seu lado, alguns jornalistas e entidades sériss pra dar apoio. Só assim esse relatório poderá ser apresentado sem máculas. O senhor tem um grande compromisso com seu eleitorado e com os cidadãos. Por favor, deputado, honre seu mandato e a estrela do PT. O senhor não estará sozinho”.

Roberto Locatelli

22 de novembro de 2012 às 14h34

Uma coisa é certa: a oposição (PSDB, DEM, PSOL) mais o PDT querem que a CPI termine em pizza: NÃO indiciamento do quadrilheiro Policarpo, NÃO indiciamento do quadrilheiro Gurgel.

Quanto ao quadrilheiro Perillo, o stf já se encarregou de evitar que seja indiciado.

Agora cabe ao PT ser firme e manter Policarpo e Gurgel no relatório.

Responder

    LEANDRO

    22 de novembro de 2012 às 15h24

    E o PT? Qual o sabor de pizza que o pt prefere? Porque o pt não quer incluir a Delta e nem o governador do rio?

    ricardo silveira

    22 de novembro de 2012 às 18h28

    Concordo, é exatamente isso. E mais, dada a fragilidade dos petistas na CPMI é muito provável que o PSOL, PDT, PSDB e DEM vão conseguir a pizza.

Willian

22 de novembro de 2012 às 14h25

O deputado Odair Cunha fez o que lhe foi pedido pelo PT. Contudo, o fez sabendo que dificilmente seu relatório seria aprovado na íntegra. O relatório é só um recado.

Está dado.

Responder

    Mário SF Alves

    22 de novembro de 2012 às 20h10

    Faz algum sentido. Mas, cá pra nós,tem certeza de que não andas te superestimando além o razoável? … um pássaro? … um avião? … o Benedito? Será… Não! É SuperWillian!

manoel

22 de novembro de 2012 às 14h16

Interessante. Primeiro vaza um tal de conteúdo. Espera-se a reação da imprensa/oposição. Depois diz que vai adiar. Seria melhor dizer, vamos negociar. Estamos longe da verdade…..Eles estão próximos de se acertarem….pobres nós, eleitores, cidadãos…trabalhadores.

Responder

Roberto Locatelli

22 de novembro de 2012 às 14h04

Os partidos que NÃO QUEREM o indiciamento do Policarpo da Veja e do prevaricador Gurgel são: PSDB, Dem, PPS, PDT e PSOL. Ou seja, é a oposição unida para proteger o PIG (Partido da Imprensa Golpista) e também Gurgel, que é membro da quadrilha de Cachoeira.

Agora é hora de o PT mostrar se continua sendo um partido de esquerda ou se já passou definitivamente para o outro lado.

Responder

    Rogerio Barros

    22 de novembro de 2012 às 15h01

    Pena q o PT perca todas as oportunidades de se mostrar um partido honesto, de esquerda ou não…

    Alguém aí explica a recusa de se investigar a construtora Delta e sua participação no PAC?

    rabo preso é isso aí!

    sandro

    22 de novembro de 2012 às 16h22

    Mesmo porque existem muitas obras do PAC em São Paulo, tocadas pela
    Delta.E lá vamos nós de novo na dobradinha Serra-Paulo Preto.

    Roberto Locatelli

    22 de novembro de 2012 às 18h46

    Rogerio, Construtora Delta é outra CPI. A oposição insistiu p/ q ela fosse investigada, para tirar o foco do central: essa CPI é do Cachoeira.

    Rogerio Barros

    22 de novembro de 2012 às 19h59

    e quem disse q não há ligação entre a Delta e Cachoeira?

    Alias, muito pelo contrário… Há fortes indicios q a Delta é a origem de muito dinheiro do Cachoeira, mas o PT com medo de chegar sabe-se lá onde, fez de tudo pra boicotar qualquer tipo de investigação!

    E mais:

    Se a Delta atua em São Paulo e pode incriminar tucanos, mais um motivo pro PT querer investiga-la…

    Mas não é isso q se vê!

Wagner

22 de novembro de 2012 às 14h02

Com a torcia do Miro Teixeira, sairá o nome do Policarpo. O nobre parlamentar é defensor incondicional da turminha da VEJA.
O Procurador Geral da República também ficará de fora, por não ser de “bom tom”.

Responder

Sagarana

22 de novembro de 2012 às 13h53

Noosssaaaa, porque ele quer indiciar o Policarpo? Será que essa pretensão dará frutos?

Responder

LEANDRO

22 de novembro de 2012 às 13h48

Nenhuma chance..um relatório que não visa esclarecer nada e sim atender a um revanchismo pela condenação do mensalão. Se tinha alguma intenção séria, porque não convocar o governador do Rio de Janeiro? Talvez seja o estado onde a Delta mais tem negócios, na tragédia da região serrana do rio, onde quase mil pessoas morreram, a Delta tava em quase tudo e passado 2 anos nada foi feito. Mas a empresa, que tem no vice governador seu porta voz, recebeu e muito e não fez nada.

Responder

    ZePovinho

    22 de novembro de 2012 às 14h01

    Ora,Leandro.O PSDB fica gritando,mas na moita não qieria que a Delta entrasse no relatório porque ela tem contrato de mais de 1 bilhão de reais com o governo de São Paulo na época de Serra.Uma parte desse dinheiro foi para os grandes veículos de imprensa de Sampa.

    LEANDRO

    22 de novembro de 2012 às 14h14

    OK. Então porque não convocar a delta o governador de sp e o do rio? Muito conveniente esse relatório.

    Wagner

    22 de novembro de 2012 às 14h04

    Esqueceram de São Paulo, a Delta tambem fez muita grana por lá e deu muita grana tambem para tucanada. Paulo Preto que o diga, como arrecadador de campanha do Serra.

Fabio SP

22 de novembro de 2012 às 13h46

Estão discutindo se vai ser só muçarela ou meio calabresa também…

Responder

José X.

22 de novembro de 2012 às 13h09

Imagino que a pressão sobre ele seja muito grande, mas se recuar agora o deputado vai desmoralizar completamente a CPI, que já sofre bastante com o boicote do PIG e a ação golpista do STF. Agora seria a hora do PT apoiar seu integrante, mas infelizmente não dá pra confiar no PT e seu complexo de Estocolmo. Vou ficar surpreso se o Poli e o Gurgel não forem retirados do relatório, mas não tenho muitas esperanças.

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    Rui Rômulo L. Gaspar

    22 de novembro de 2012 às 14h41

    Concordo com você José,agora é a hora do PT mostrar que lado está,ao lado do povo ou a favor dessa turma tipo Miro Texeira,Pedro Taxi e outras que envergonha o poder legislativo,não tem que tirar nome de niguém,e se fosse o contrário,como seria?Adivinha!Pau em quem tivesse ligações com o PT,esses eles não perdoariam.Parlamentares façam a coisa certa,o eleitor quer a verdade,e o senhor Miro Teixeira nas próximas eleições vá pedir voto na porta da editora abril,serve para o senador Pedro Taxi também.

ZePovinho

22 de novembro de 2012 às 13h02

Aqui eu falo por mim,Azenha.Eu já trabalhei com o presidente dessa comissão e ele sabe muito bem como a imprensa funciona.Se o Odair Cunha recuar vai ser por influência do PMDB.

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